Royale With Cheese

 Royale With Cheese

 
 



sexta-feira, junho 28, 2013  

A MORTE DE CARLOS GARDEL:

Título: A Morte De Carlos Gardel
Realizador: Solveig Nordlund
Ano: 2010


Para quem nasceu após a década de 80, provavelmente vai confundir o nome de Carlos Gardel com o do goleador do Porto e do Sporting que voava sobre os centrais (e que José Soares desancou à porrada num mítico jogo pelo saudoso Campomaiorense). Os mais atentos vão reconhece-lo por causa daquele plágio descarado e "inconsciente" (reparem nas aspas) do David Fonseca. E os restantes, que não necessitarem de ir à wikipedia, vão recorda-lo como o nome maior do tango, cujo um trágico acidente de avião calou precocemente.

A música de Carlos Gardel é a linha que cose esta espécie de filme coral que é A Morte De Carlos Gardel. O estado terminal de Nuno (Carlos Malvarez), um jovem toxicodependente, vai unir à sua volta a mãe, o pai, a tia e a madrasta, que através de vários feedbacks recordam momentos-chave da sua vida. Essas analepses servem para entendermos o presente e a relação entre esses personagens, mas serve também para reflectir sobre os efeitos na educação de um filho de uma família disfuncional, já que este núcleo familiar guarda no armário um passado complicado: divórcio dos pais, um padrasto muitos anos mais novo que a mãe, problemas de relacionamento, uma tia sapatona...

Solveig Nordlund, a sueca mais portuguesa do cinema português, é uma confessa admiradora de António Lobo Antunes e, enquanto não realiza o seu sonho de adaptar Os Cús de Judas, trouxe ao grande ecrã A Morte De Carlos Gardel, percebendo e conseguindo captar o espírito da literatura deste eterno candidato ao Nobel. Por isso, A Morte De Carlos Gardel é muito mais sensorial do que literal, até porque os diálogos caem muitas vezes numa tendência teatral que, apesar de até combinarem com o aspecto plástico do filme, tiram-lhe ritmo.

Continua a falar a Rui Morrison um filme que lhe falta justiça. Mais uma vez impecável, o actor tira aqui mais uma nota máxima, com um estilo muito natural. Infelizmente, não encontra no resto do elenco quem lhe dê seguimento, apesar de também ser verdade que ninguém se espalha ao comprido. Para rematar, faltava apenas mais corpo à música de Gardel, já que ela é o gatilho que despoleta os recuos no tempo que dão vida ao filme. A Morte De Carlos Gardel marca o regresso de Nordlund à longa-metragem e, um McChicken depois, esperamos que não demore tantos anos a realizar novamente, uma vez que é um dos raros nomes que não desilude no cinema português (alguém mencionou Aparelho Voador A Baixa Altitude).

Posted by: dermot @ 5:58 da manhã
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quarta-feira, junho 26, 2013  

A ILHA:

Título: The Island
Realizador: Michael Bay
Ano: 2005


As distopias (assim como as utopias) sempre foram ferramentas para reflectir sobre hipotéticas hipóteses da sociedade civil, recorrendo a um possível futuro mais ou menos longínquo. Mas para Michael Bay, uma distopia é apenas mais um motivo para elaborar mais uma grande produção, aproveitando o futurismo para gastar milhões em efeitos-especiais espectaculares de carros voadores e outras masturbações digitais, patrocinadas por um product placement descarado e feito à bruta.

O que é pena, porque a premissa de A Ilha é bem interessante. E muito Philip K. Dick, diga-se, ao contar a história de uma sociedade futura onde os seus habitantes não têm livre arbítrio, num quotidiano sensorialmente estéril e extremamente controlado por uma entidade superior desconhecida, confinado ao interior, uma vez que o mundo lá fora está contaminado. Ewan McGregor e Scarlett Johansson têm então a ousadia de começar a questionar a sua existência naquela pasmaceira e um mindfuck tramado revela uma verdade incómoda: eles não são mais do que gado criado artificialmente, num bunker escondido no deserto, com o objectivo de tirar órgãos e outras partes para os seus donos.

Esta revelação levanta várias hipóteses pertinentes, começando pela tese da clonagem e de tudo o que isso comporta, até ao tabu da morte. Especialmente porque aquela sociedade manipulada artificialmente encontra sentido apenas na morte, ao contrário do nosso actual mundo ocidental. Enquanto para nós a morte é o final de tudo (excepto para os católicos e todos os que acreditam em vida depois da morte), para aqueles tipos a morte é o verdadeiro começo da vida, já que a promessa de irem viver para uma ilha paradisíaca e último local na terra não contaminado, é uma promessa de um novo éden ou, melhor ainda, do céu que associamos ao além-vida.

Claro que Michael Bay está a lixar-se para isto e apenas consegue ver aqui um enorme twist, que não cria qualquer onda de choque. Primeiro traz McGregor e Johansson para o mundo exterior, onde vão ter um breve choque cultural, mas que passa rapidamente, apesar de nunca terem visto na vida metade das coisas que estão a experenciar. E depois coloca-os num jogo do rato e do gato, perseguidos por uma equipe de assassinos especiais que, para não levantar muitas suspeitas, se desloca numa frota de automóveis de vidros fumados de alta cilindrada, destruindo ao tiro tudo por onde passam. Existem então perseguições a pé, de carro, de helicóptero e de mota voadora. São tantas perseguições que chegamos ao fim do filme cansados.

No meio de tanto fogo de artifício, sobra pouco espaço para A Ilha pensar ou sequer respirar. Uma pena, mas de que estávamos à espera. Estamos a falar de Michael Bay e sofisticação não é, de certo, o seu nome do meio. Toma lá um Happy Meal, vai brincar com o brinquedo e não nos maces mais, ok?

Posted by: dermot @ 8:05 da manhã
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segunda-feira, junho 24, 2013  

SALT:

Título: Salt
Realizador: Phillip Noyce
Ano: 2010


Quem diria que em 2010 ainda estariam a ser feitos filmes sobre intrigas da Guerra Fria? Phillip Noyce, um daqueles tarefeiros de Hollywood que já não se fazem - ou seja, competente mas, ao mesmo tempo, com um toque pessoal -, sempre teve experiência nesse tipo de thrillers e, depois do IRA, da CIA e do Apartheid, chega finalmente ao KGB com alguns anos de atraso. Mas antes tarde do que nunca, não é?

Salt é uma espécie de filmes de espiões sobre identidades perdidas ao género de Bourne. Só que aqui a estrela da companhia é uma mulher: Angelina Jolie, ou seja, Evelyn Salt, uma espia da CIA, ex-prisioneira na Coreia do Norte, que é acusada pelo KGB de ser uma agente infiltrada russa adormecida, ao abrigo de um programa secreto bem velhinho da Guerra Fria, que vai matar o presidente russo para restaurar a glória soviética. Este mindfuck muito hitchcockiano é giro e vai despoletar todo o resto da intriga.

Apesar de irrealista, esta premissa permite-nos engolir esta história de múmias de foice e martelo, que é mais um acompanhamento para o que é de facto o prato principal - um filme de acção desenvolto, estilizado e com uma action hero feminina. Num papel que fora escrito para Tom Cruise, Angelina Jolie despe de vez o fato de Lara Croft e assume o epíteto de mulher de armas que lhe fica tão bem, num filme muito série b, que não se preocupa muito com fogos de artíficios nem fantochadas intelectuais, preferindo sequências mais físicas e uma vertente algo MacGyver.

Claro que à medida que a coisa vai avançando, Salt vai aumentando a parada e chega a um ponto que a xungaria já é demasiada: presidentes envenenados secretamente com aranhas exóticas, intrigas na Casa Branca e agentes infiltrados ao pontapé. Mas tudo isto é disfarçado com muitas explosões, perseguições excitantes e muita gente socada à bruta por Jolie, o que nos faz engolir o McChicken com gosto e sem enfado nenhum. Quem diria que em 2010 ainda nos iríamos divertir com filmes sobre intrigas da Guerra Fria?

Posted by: dermot @ 9:41 da manhã
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sexta-feira, junho 21, 2013  

JOSÉ E PILAR:

Título: José E Pilar
Realizador: Miguel Gonçalves Mendes
Ano: 2010


Miguel Gonçalves Mendes passou três anos exaustivos com José Saramago, com o intuito de fazer com o escritor de Ensaio Sobre a Cegueira o mesmo que já havia feito com Mário Cesariny: tirar o retrato do homem além do escritor. E o documentário fa-lo, ao captar o Saramago cidadão (até porque, nas palavras do próprio, o escritor é um tipo que escreve e que intervém na sociedade na condição de cidadão que é), o Saramago comunista e o Saramago ateu. No entanto, a câmara acaba por captar outra pessoa também: Pilar Del Rio, a jornalista espanhola que se casou com o escritor em 1988 e que é parte fundamental na sua vida. Saramago dedica-lhe palavras bonitas grande parte do filme, o documentário abre com uma dedicatória e termina com uma despedida a si. Por isso, o título não é inocente - José E Pilar, porque para se falar de José Saramago é impossível não falar de Pilar Del Rio.

Com três anos de material filmado, Miguel Gonçalves Mendes desenvencilha-se do desafio com mestria, ao conseguir editar em apenas duas horas (existe depois a versão do realizador com cinco horas) o que de mais importante tinha. A agenda preenchida do Saramago enquanto ícone cultural, com mais viagens de avião que o Papa; o colapso físico que quase o levou à morte, em 2007; e a conclusão e a apresentação daquele que seria o seu penúltimo livro, A Viagem do Elefante. Aliás, este é o combustível que alavanca todo o documentário, estruturado da mesma forma em que Saramago vai preparando o livro. Não tivesse escrito mais nenhuma obra e José E Pilar teria uma força simbólica ainda maior.

O realizador consegue ainda duas coisas com distinção. O primeiro é alhear-se do filme. Apesar de ter passado 3 anos com Saramago e Pilar, nunca se dá pela sua presença, excepto um par de situações em que Saramago, sozinho com a câmara, dialoga directamente connosco. O segundo é a forma como consegue transmitir diferentes estados de espírito e disposições distintas ao longo do documentário. É certo que José E Pilar é um filme mais luminoso, que não aborda nenhum lado mais negro do escritor (e todos temos lados negros), mas não tem pejo em retratar momentos mais delicados, confissões mais pessoais ou episódios mais humanos, digamos assim. Por isso, sabe ser triste sem ser trágico, nos momentos mais complicados, e sabe ter humor sem ser engraçado, como nos encontros em que Saramago, muitas vezes, se perde nas dificuldades de tradução.

José E Pilar podia ser um monumento exaustivo, mas Miguel Gonçalves Mendes acaba por conseguir um trabalho bem leve e escorreito, que desliza por três anos da vida de José Saramago e Pilar Del Rio como uma brisa. Pode-se não concordar com as suas ideias (uma União Ibérica, a sério?), pode-se não gostar dos seus livros (tem uns bons, outros maus, outros assim assim) e pode-se não suportar Pilar Del Rio, mas é impossível não saborear um belo McRoyal Deluxe ao ver José E Pilar.

Posted by: dermot @ 9:43 da manhã
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quinta-feira, junho 20, 2013  

RIP:


1061-2013

Posted by: dermot @ 3:12 da manhã
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quarta-feira, junho 19, 2013  

THE PAPERBOY - UM RAPAZ DO SUL:

Título: The Paperboy
Realizador: Lee Daniels
Ano: 2012


Verão de 69: enquanto uns recebiam a primeira guitarra e tinham os melhores dias das suas vidas, o xerife Thurmond Call (Danny Hanemann) era esfaqueado por um desconhecido e falecia depois de caminhar vários quilómetros à chuva com os intestinos nas mãos. Um jornalista de um grande jornal da cidade (Matthew McConaughey), acreditando que o condenado a morte pelo crime (John Cusack) fora apenas um bode expiatório - apesar de ter muito mau feitio -, viaja para esse vilarejo perdido no sul dos Estados Unidos, precisamente de onde saíra quando jovem, decidido a descobrir a verdade.

Podia ser o regresso a casa do filho pródigo, mas The Paperboy - Um Rapaz Do Sul não é nada disso. Antes pelo contrário. McConaughey não tem nada de pródigo, antes uns esqueletos no armário bem marados (e kinkys) que as cicatrizes na cara já faziam adivinhar. Aliás, toda a gente em The Paperboy - Um Rapaz Do Sul tem segredos bem guardados e facetas obscuras pouco recomendáveis, à boa maneira daquele género tão americano que é o film noir.

Mas não é ao noir que The Paperboy - Um Rapaz Do Sul vai beber influências, mas antes aos sexploitations dos anos 70 - com as cores saturadas e tudo -, num cocktail de violência macabra com sexo sensacionalista. E é aqui que entra Nicole Kidman como nunca a vimos, armada em rameira white trash, que se presta a dois momentos tão insólitos quanto ridículos: primeiro masturba-se para John Cusack numa sala cheia de gente; e depois mija para a cara de Zach Efron, na cena mais random da história do cinema deste século XXI (e sim, estou a contar com Anticristo).

Depois de Precious, o realizador Lee Daniels volta a mergulhar na América negra (era mesmo o que o mundo precisava, um sucessor mau de Spike Lee), mas desta vez de forma inesperada. Lembramo-nos de um primo afastado, Black Snake Moan - A Redenção, mas The Paperboy - Um Rapaz Do Sul é ainda pior: uma imitação deslavada desses sexploitations, sem o olhar pós-moderno de Tarantino ou Robert Rodriguez. E quem sai a perder e a carreira de Kidman e, claro, o espectador, que nunca merece ter de comer Double Cheeseburgers como este sem ser por castigo.

Posted by: dermot @ 6:52 da manhã
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segunda-feira, junho 17, 2013  

29. FESTRÓIA

Dia 9

Secção Oficial - O COLAPSO DO CÍRCULO QUEBRADO:


Título: The Broken Circle Breakdown
Realizador: Felix Van Groeningen
Ano: 2012


O Colapso Do Círculo Quebrado foi o grande vencedor desta 29ª edição do Festróia, levando para a casa o Golfinho de Ouro para melhor filme, assim como o prémio FIPRESCI e o SIGNIS. Por isso, o público acorreu em massa à última sessão do festival, para assistir à reposição do filme, se bem que, ironicamente, ignoraram a anterior, com o outro filme do realizador Felix Van Groeningen. Os Desafortunados merece tantos ou mais golfinhos de ouro que O Colapso Do Círculo Quebrado.

Começamos por conhecer então Didier (Johan Heldenbergh), um cantor country fascinado pela cultura americana, e a sua esposa Elise (Veerle Baetens), uma tatuada pin-up com quem divide uma quinta no meio da pradaria belga, com animais e uma pick-up à porta. Logo nos primeiros momentos recebemos também o diagnóstico do médico para o cansaço da sua filha pequena: cancro. E lá nos sentamos melhor na cadeira e nos preparamos para uma descida aos infernos em mais um filme sobre o flagelo do cancro, ainda para mais numa miúda pequena.

No entanto, não era bem isto que estávamos à espera, já que a lamechiche de faca e alguidar em que descambam normalmente estes filmes é evitada com grande maturidade. O Colapso Do Círculo Quebrado é um filme muito maduro e seguro de si, que tem mais para dizer que o simples carpir de mágoas. É antes uma história sobre a vida e a morte, focada naquele casal, com um grande arco narrativo, que vai abordar duas formas diferentes de encarar várias dicotomias: a da vida e morte, claro, mas também a da religião e o ateísmo, a fé e a descrença, a doença e a saúde e muitas outras coisas relacionadas directamente com as relações humanas.

Com uma estrutura coral (olá Alejandro González Iñárritu), que tanto utiliza as analepses para contar como Didier e Elise se conheceram, como salta no tempo até à actualidade, para percebermos que algo vai acabar mal, O Colapso Do Círculo Quebrado tem uma noção exacta de ritmo e de controle do espectador, que passa por vários estados emocionais ao longo do filme: vamos rir, vamos ficar felizes, vamos chorar e vamos ficar com o coração apertado. Preparem-se para esta tortura emocional.

Para isto funcionar ajuda ter um realizador que sabe da poda, obviamente, mas JSKSKS não seria nada sem os seus actores, que carregam o filme às costas grande parte do tempo. Com uma enorme química entre eles, são responsáveis por um jogo de relações muito forte, que muda consoante a realidade temporal da cena que estamos a assistir, mas sem nunca trair a anterior ou a seguinte. E depois há a música country, com actuações que surgem em momentos decisivos do filme e que fazem o bluegrass soar a algo mais do que saloios barbudos de banjos a bater com o pé no chão. Um drama sólido para ver com disposição emocional qb e um McRoyal Deluxe para afogar as mágoas.

Posted by: dermot @ 11:51 da manhã
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domingo, junho 16, 2013  

29. FESTRÓIA

Dia 8

Filmes de Amor - RAPAZES SOMOS NÓS:


Título: Boys Are Us
Realizador: Peter Luisi
Ano: 2012


Ai a adolescência, a adolescência...
A adolescência é a melhor altura das nossas vidas, em que vivemos tudo intensamente, tanto as coisas boas como as más. Num minuto tanto podemos estar eufóricos com uma coisa de nada, como a seguir queremos morrer por outra coisa qualquer insignificante. E Rapazes Somos Nós é assim, um filme adolescente, que transforma num drama todas as pequenas coisas e vive com enorme entusiasmo todas as alegrias.

Rapazes Somos Nós é a história de duas irmãs adolescentes, Laura (Deleila Piasko) e Mia (Joelle Witschi), que vivem sozinhas para ser mais convincente para a história. Também nunca vão à escola e não se sabe deonde vem o dinheiro para comer, mas vamos fazer de conta que isso é tudo muito sensato e razoável. As duas têm ou tivera desgostos de amor e, como tal, decidem conhecer um tipo na net, faze-lo apaixonar-se pela mais nova e depois deixarem-no cruelmente, vingando-se assim de toda a raça masculina ao mesmo tempo, porque como se sabe os homens são todos iguais. È assim a mentalidade das mulheres. Além de serem drama queens, são vingativas e frias como gelo.

Portanto, Rapazes Somos Nós não engana ninguém, assumindo-se claramente como um drama juvenil para as tardes da MTV, com quem outros adolescentes se podem identificar totalmente com os seus dramas pessoais. Mas o realizador, Peter Luisi, tem um trunfo na manga e injecta-lhe uma premissa nova. Ao querer provar que pessoas diferentes, perante situações idênticas, reagem de forma distinta, Luisi conta a mesma história com três actores diferentes, que vivem as mesmas coisas, ao mesmo tempo.

É uma espécie de Corre Lola Corre, mas enquanto este contava a mesma história três vezes, este conta-a apenas uma vez, ao mesmo tempo. Para isso, recorre a um trabalho de edição extraordinário, em que os actores vão mudando de cena para cena, cada vez de forma mais rápida, até serem os três um só. No entanto, este truque desvanece-se com facilidade, perante a falta de conteúdo do filme, que passa por nós como uma ligeira brisa de irrelevância. É certo que, se todos os filmes juvenis fossem assim, o mundo seria um sítio melhor, mas isso não muda o Cheeseburguer que tenho para lhe dar no final.


Ante-estreia - NUNCA DESISTAS:

Título: Won't Back Down
Realizador: Daniel Barnz
Ano: 2012


É uma coincidência estrear um filme como Nunca Desistas no mesmo dia em que houve manifestação dos professores. No entanto, um filme como este cair assim, de pára-quedas, nas salas portuguesas, pode ser perigoso. Porque o sistema pedagógico norte-americano é completamente diferente do português e cair no erro de comparar os dois é como tentar misturar água e azeite. E, como se sabe, a maioria das pessoas gosta pouco de cruzar informação; é mais fácil que nos digam o que pensar. Por isso, antes de ver Nunca Desistas, toda a gente devia ver Waiting For Superman.

Nunca Desistas é então a história de duas mães divorciadas, a mãe modelo com dois empregos (Maggie Gyllenhaal) e a professora desiludida com o sistema educacional (Viola Davis), que vão mobilizar os pais e os docentes da escola local para, ao abrigo de uma lei norte-americana, tomar o controlo da escola. Claro que a direcção e o sindicato dos professores tudo fará para impedir isto, mas liderados pela Erin Brockovich das mães com dislexia tudo vai ser possível.

Sabemos à partida como vai terminar Nunca Desistas: lamechiche, um final feliz, bandeiras defraldadas ao vento e música heróica. E o realizador, Daniel Barnz, não defrauda expectativas, cumprindo a lista toda de clichés. Afinal de contas, Nunca Desistas é um filme motivacional, que mostra que todos temos oportunidade de ter um lugar ao sol, desde que acreditemos em nós e sejamos (atenção, palavra da moda) empreendedores. Aliás, Nunca Desistas fará as delícias daquele pessoal que fala muito e não diz nada nas TED. Só não era preciso era abusar. Barnz parece ter medo que o público não perceba a mensagem e sublinha a negro todas as ideias que quer passar, perdendo tempo a chover no molhado e demorando-se recreativamente em todos os lugares-comuns.

Nunca Desistas é ainda um filme que tira claramente o seu partido, assumindo-se como anti-sindicatos. O que não deixa de ser irónico, já que, como alguém apontou pertinentemente, é feito por pessoas sindicalizadas, numa indústria que será, porventura, a mais ligada a sindicatos em todo o mundo. Para quem gosta de generalizar (e como é fácil faze-lo); Nunca Desistas tira uma fotografia muito má aos sindicatos. Até porque é fácil simpatizar com as protagonistas e colocar-nos ao seu lado. É esse o ponto forte de Nunca Desistas: a forma escorreita como conta a sua história, ultrapassando sem dificuldades a conversa mais técnica que podia tornar-se perigosamente em momentos de chacha.

No final, Nunca Desistas leva para casa um Double Cheeseburger com grandes doses de boa vontade, mas deixa-nos sempre com uma dúvida inquietante: com dois empregos que davam para pagar as contas rés-rés-campo-de-ourique e sem tempo para se coçar, como é que Maggie Gyllenhaal conseguiu arranjar tempo livre para preparar toda esta aventura?

Posted by: dermot @ 9:48 da manhã
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sábado, junho 15, 2013  

29. FESTRÓIA

Dia 7

Filmes de Amor - ERA UMA VEZ NO NORTE:


Título: Härmä
Realizador: Jukka-Pekka Siili
Ano: 2012


O oeste finlandês do século XIX pode não ter tido cowboys, mas teve os puukkojunkkarit, que foram mais ou menos o seu equivalente. Aliás, se a Finlândia tivesse uma indústria cinematográfica oleada e mais significativa, poderia criar um subgénero bem interessante. Ou então podem fazer figas para que Quentin Tarantino os descubra e os recicle sob o seu olhar põs-moderno-kitsch-cool. Os puukkojunkkarit eram uma espécie de foras-da-lei estilosos e carismáticos, mestres nas lutas de facas, que utilizavam a violência para dominar as suaspassar mais tempo regiões.

Esko (Mikko Leppilampi) é um desses puukkojunkkarit, com uma gangue de rufias fiéis atrás de si. Esko é uma espécie de ovelha negra da família, a mais importante da sua região, já que o irmão mais novo, Matti (Lauri Tilkanen) tem tanto de atinado quanto ele tem de violento. Por isso, quando o pai decide escrever o testamento, opta por deixar a herança ao cuidado de Matti, contrariando o tradicional hábito do primogénito.

Para perceberem mais ou menos como era a Finlândia do século XIX e esta família em particular, basta pensar em Haverá Sangue, dar-lhe mais filhos e criados e trocar os poços de petróleo por alcatrão. Aliás, tal como o filme de Paul Thomas Anderson, Era Uma Vez No Oeste é um épico familiar, que não se estende durante um arco temporal tão alargado, mas que afectará definitivamente várias gerações daquele núcleo familiar.

Esko vai então assassinar o pai, aproveitando o silêncio da mãe, e confrontar o irmão mais novo pelo controle do legado da família. Era Uma Vez No Oeste podia ser uma tragédia grega decalcada, se não tivesse um rasto de sangue tão forte atrás de si. Aliás, se as lutas de facas fossem mais bem filmadas e Era Uma Vez No Oeste podia ser um caso sério de estilo, uma vez que Esko tem pinta e lutas de facas têm sempre uma vertigem perigosa inerente.

Para piorar a situação, há ainda uma disputa pelo mesmo rabo de saias que vai transformar a coisa ainda mais trágica. Só é pena é que o realizador, Jukka-Pekka Siili, tenha preferido passar mais tempo a ver épicos familiares tipo o Dallas, com queda para a telenovela e todos os seus casamentos e vilões presos/assassinados no final, do que para coisas a sério tipo Sergio Leone (olá Era Uma Vez Na América). Era Uma Vez No Oeste podia ser um spaghetti tão fixe... Mas é um Double Cheeseburger mesmo assim.

Posted by: dermot @ 6:55 da tarde
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sexta-feira, junho 14, 2013  

29. FESTRÓIA

Dia 6

Secção Oficial - BOLA 8:


Título: 8-Pallo
Realizador: Aku Louhimies
Ano: 2013


O finlandês Aku Louhimes é um habitué da competição do Festróia e, com um novo filme na bagagem, era inevitável a sua presença nesta edição do festival de cinema de Setúbal. Bola 8 é uma espécie de thriller social misturado de policial, com a sua habitual precisão nórdica a dissecar um e outro e a deixarem-nos gelar ao sol de inverno.

Num genérico extremamente bem editado, apercebemo-nos que Pike (Jessica Grabowsky) teve uma relação intensa com um tipo todo tatuado, que envolveu drogas e, provavelmente, outros problemas. Por isso, quando Bola 8 começa realmente, não nos admirados de a encontrar a sair da prisão depois de uma sentença de 8 meses, com uma criança nos braços. Como se sabe, o sistema social funciona mesmo na Finlândia e, por isso, Pike vai ter direito a um apartamento e dinheiro para as compras, enquanto lhe tentam arranjar trabalho.

Bola 8 é a tentativa de Pike se reendireitar na vida. Ou, pelo menos, está decidida a tal. Para isso, tem sempre à mão um resolvedor de problemas que sabemos logo que, mais cedo ou mais tarde, vai ser preciso usar: uma bola 8 de snooker dentro de uma meia. Esta bola é também uma metáfora entre a vida e o jogo, enquanto bola decisiva. Paralelamente a isto, existe ainda um subplot com um polícia com um passado complicado e o seu novo companheiro, traumatizado depois de levar umas facadas de um drogado, que se vão envolver também no caso de Pike.

Esta história secundária tem dificuldade em relacionar-se com a trama principal e, inclusive, chega ao final e deixa algumas pontas soltas. Bola 8 é, portanto, um filme algo desiquilibrado, que tende a tombar mais para o drama social, mas que Aku Louhimies tenta sempre puxar para um lado mais policial, mais perto do thriller. A vantagem de saber filmar e montar as coisas fazem com que isto seja minimizado e transforme Bola 8 num McBacon simpático, mas de alguma forma inconsequente.


Primeiras Obras - SNACKBAR:

Título: Snackbar
Realizador: Meral Uslu
Ano: 2012


Ali é um marroquino emigrado em Roterdão, onde é dono de um snack-bar, onde se junta praticamente toda a comunidade local magrebina. Os jovens passam os dias por ali, fumando, bebendo, comendo, contrabandeando e arranjando outros desacatos, seja com gangues rivais, seja com holandeses locais. Ali vai tentando pôr água na fervura e resolvendo alguns conflitos, mas ele próprio pode também vir a ter problemas antes de o filme acabar se não controlar os seus problemas com o jogo.

Snackbar é um filme com personagens reais, filmado sem argumento, num misto de improviso com intuição. Os actores interpretam-se a si próprios, esbatendo as barreiras entre documentário e ficção, com um a contaminar o outro e vice-versa. Não sabemos o que é real e o que é fingido, até porque existem alguns inserts de entrevistas pessoais aos protagonistas, em que estes abrem o seu coração à realizadora, Meral Uslu. Lembramo-nos obviamente de O Segredo De Um Cuscuz, obra-prima de uma tendência actual de documentários ficcionados.

Com este dispositivo percebemos as dificuldades daqueles jovens, holandeses de nascimento, mas muçulmanos de origem, conectados a uma cultura diferente e com problemas de integração. Snackbar talvez abuse um pouco na quantidade de tragédias que vai amontoando ao longo da curta duração do filme - suicídio, lutas, jogo, dívidas, droga... -, mas todas elas servem para lançar uma reflexão sobre o estado social das minorias emigrantes na Holanda.

SJSJSJ ajuda a perceber que integração não é obrigar os estrangeiros a viverem segundo certos padrões comportamentais convencionados como serem a melhor forma de viver. Exige mais tempo que isso, perceber melhor os contextos e ter capacidade de diálogo. Snackbar é, por isso, um excelente trabalho de inclusão social e um belo exercício cinematográfico, um McBacon redondinho.

Posted by: dermot @ 9:21 da manhã
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quinta-feira, junho 13, 2013  

29. FESTRÓIA

Dia 5

Primeiras Obras - DUAS MÃES:


Título: Zwei Mütter
Realizador: Anne Zohra Berrached
Ano: 2013


Duas Mães não poderia estar mais em sintonia com a actualidade social do nosso país. Katja (Sabine Wolf) e Isabella (Karina Plachetka) têm uma relação homossexual e decidem ter uma criança através de inseminação artificial. Como estão casadas e tal a coisa devia ser mais ou menos fácil e simples; mas ambas acabam por cair num processo confuso, burocrático e absurdo. A meio, Kafka telefona para pedir umas dicas e tudo.

É esse o primeiro momento de Duas Mães. Depois, as duas descobrem que, afinal, é tudo uma questão de dinheiro. Afinal, o que é que faz girar o mundo? Amor não é de certeza. Passado este primeiro obstáculo vem o segundo: consumar este processo. Física e psicologicamente. Principalmente para Isabella, que se sente a segurar na vela, uma vez que Katja é a mãe, o dador de espera vem a seguir e só depois entra ela na equação dos mais importantes naquela relação. E o facto de o processo de inseminação não estar a funcionar só aumenta a frustração.

No final, fica a sensação de que a realizadora Anne Zohra Berrached quer provar um certo ponto de vista, de que os casais homossexuais terem filhos é anti-natural. Ou, pelo menos, fa-lo de forma inconsciente. Quanto a Duas Mães, termina quando já não tem mais nada a acrescentar à história, mantendo o seu esqueleto narrativo limitado ao mínimo indispensável. Para o fazer, desliga simplesmente a câmara, como se tivesse estado a ver A Criança, por exemplo.

Aliás, o realismo natural dos irmãos Dardenne são uma referência clara neste drama social, que Anne Zohra Berrached filma de forma algo voyeurista, sempre passando despercebida e deixando a acção para os seus actores, que entram e saiem do plano de acção consoante as suas necessidades.

Infelizmente, a realizadora não marcou presença na sessão, como estava previsto, porque poderia ter dado umas luzes de quais foram as suas intenções principais ao contar esta história, que acaba por mostrar que a figura masculina é indispensável mesmo numa relação lésbica. Propaganda ou não, Duas Mães é uma bela história sobre relacionamento humano, amor, maternidade e vida, que sabe a galinha... a McChicken.


Secção Oficial - A RAPARIGA E A MORTE:

Título: Het Meisje en de Dood
Realizador: Jos Stelling
Ano: 2012


Dois anos depois de ter sido homenageado pelo Festróia, com uma exibição integral da sua filmografia, o holandês Jos Stelling regressa ao festival, desta vez em competição, com o seu mais recente trabalho: A Rapariga E A Morte. E, também a soar a eco, Stelling repete a colaboração com Sylvia *suspiro* Hoeks (5 anos depois de Duska), a sua nova musa que compara a Greta Garbo como uma grande actriz que consegue sempre esconder algum mistério.

A Rapariga E A Morte é uma história de amor proibido entre, Nicolai (Leonid Bichevin), um russo que passa por um hotel alemão a caminho de Paris para estudar medicina e fica perdidamente apaixonado por Elise (Sylvia Hoeks), a mulher-troféu de um conde avarento e tarado. O filme é contado em regime de flashback, depois de conhecermos Nicolai na actualidade, a visitar o hotel completamente abandonado. É Stelling a tirar proveito do facto de o cinema ser a única forma de arte capaz de permitir manipular o tempo, mas é também um mecanismo para sublinhar a importância da passagem do tempo e da memória nesta relação impossível.

Seja pela época histórica em que o filme se passa, seja pelo facto de haverem russos aos molhos a viverem no hotel, o que é certo é que A Rapariga E A Morte tem um tom muito dostoievskiano. É um quase-épico, uma tragédia de grande fôlego, condenada à auto-destruição, sempre com uma aura negra de mistério à sua volta. Apesar da história simples, o ritmo lento quase contemplativo e a quase ausência de diálogos levam a uma reflexão filosófica e, sobretudo, misteriosa. Aliás, basta ver o primeiro momento em que Nicolai entra no hotel, procurando refugiar-se da chuva: as expressões grotescas do camareiro, o casarão habitado por sombras e a tempestade lá fora fazem-nos acreditar estar perante algum filme de terror.

Com uma mise-en-scene perfeita, Jos Stelling não se importa de se demorar a contar a história, porque sabe que os pormenores são importantes. Isso dá também espaço para os seus actores se expandirem, transformando A Rapariga E A Morte num filme tão sensorial quanto narrativo. O holandês pode já ter feito melhor, é certo, mas este McBacon não sabe nada mal, não senhor.

Posted by: dermot @ 9:59 da manhã
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quarta-feira, junho 12, 2013  

29. FESTRÓIA

Dia 4

Secção Oficial - A PAIXÃO DE MICHELANGELO:


Título: La Pasión De Michelangelo
Realizador: Esteban Larraín
Ano: 2013


Na década de 80, um adolescente de 14 anos chamado Miguel Ángel Poblete (mais tarde passou a autodenominar-se Michelangelo), deu que falar no Chile, com as suas alegadas visões de Nossa Senhora. Durante cinco anos, foi motivo de culto para milhares de pessoas, que acorriam aos magotes para assistirem aos seus rituais públicos, em que falava línguas estranhas, sangrava da cabeça e transmitia mensagens divinas. Depois foi acusado de fraude pela igreja católica e de ligações ao regime de Pinochet pelos seus detractores, com o intuito de descredibilizar a instituição, caindo lentamente numa espiral de auto-destruição e no alheamento público, mantendo-se apenas vivo na cultura popular chilena.

É essa mesma cultura pop que agora lhe presta tributo, com o biopic A Paixão De Michelangelo, um filme que conta a sua história, mas que não pretende revelar nada. Apenas levantar questões e deixa-las à consideração do espectador, com um final aberto deveras ambíguo. E faz com que, apesar de baseado em factos verídicos, A Paixão De Michelangelo tenha um estilo narrativo mais perto da ficção, que tanto joga a favor de Miguel Ángel como contra ele.

O cinema chileno vive uma época de grande fulgor, liderado por Pablo Larraín, autor da trilogia Tony Manero, Post Mortem e Não. O cinema deste outro Larraín, Esteban, não é muito diferente do de Pablo, tanto na estrutura, como no tema. Tal como Pablo Larraín, evoca uma memória do passado recente do Chile - o do regime de Pinochet -, utilizando-o como metáfora do comportamento social chileno (ou vice-versa), servindo-se de um cinema realista de narrativa escorreita.

A Paixão De Michelangelo prolonga o fulgor do actual cinema chileno, com um McRoyal Deluxe, introduz-nos Esteban Larraín como mais um nome a seguir e leva-nos a querer saver mais sobre Miguel Ángel Poblete, movidos pela curiosidade. É o chamado três em um.

Posted by: dermot @ 9:38 da manhã
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terça-feira, junho 11, 2013  

29. FESTRÓIA

Dia 3

Secção Oficial - VIVA BIELORRÚSSIA:


Título: Zyvie Belarus
Realizador: Krzysztof Lukaszewicz
Ano: 2012


Quase vinte anos depois, Alexander Lukashenko continua a governar a Bielorrússia com mão de ferro, a única ditadura da Europa actual (se bem que a Hungria parece querer fazer-lhes concorrência muito em breve). Apesar da União Soviética já ter sido dissolvida em 1991, a Bielorrússia continua parada no tempo e no socialismo comunista marxista (se bem que um turista que visite Minsk possa achar aquilo uma espécie de soviético-chique), violando várias direitos humanos e limitando outras tantas liberdades pessoais. Para Lukashenko, a história do país só começou com o final da Segunda Guerra Mundial e, tudo o que lhe é anterior, está proibido. Só se pode falar russo, o bielorrusso está banido e a maioria das manifestações culturais locais estão expressamente proibidas.

Por isso, este Viva Bielorrússia não só é o primeiro filme da história moderna da Bielorrússia (e arrisca-se a ser o único durante muito mais tempo), como se assume como um histórico momento de afirmação de resistência contestatária. O seu protagonista, Vinsent Papko, e o argumentista (que se baseou na sua própria experiência para escrever o filme), Franak Viacorka, estão impedidos de entrar no país, sob o risco de sofrerem na pele graves consequências. E, sabendo isto tudo, é inevitável vermos Viva Bielorrússia sem nos distanciarmos um pouco dos factos reais e de lhe termos alguma simpatia involuntária.

Viva Bielorrússia é a história de um jovem músico de rock, completamente apartidário e apenas interessado em tocar, oferecendo às pessoas uma breve, mas intensa possibilidade de escape. No entanto, quando é incorporado no exército à força, Miron (Vinsent Papko) não consegue não se envolver e vai dar azo a uma revolução que pode derrubar Lukashenko (ou pelo menos denunciar muita coisa). Especialmente porque o exército bielorrusso é um reflexo do que são as condições em que vivem as pessoas: em plena região contaminada de Chernobil, os soldados usam ligaduras em vez de meias, dormem em casernas infestadas de sarna, têm casas de banho sem água e parecem estar num país terceiro-mundista no início do século XX.

Estamos, portanto, em pleno território do filme-activista, mas também do filme de prisão. E se pensam que Full Metal Jacket - Nascido Para Matar é duro, esperem para ver esta recruta. Esta é a melhor parte do filme, mas também a que dura menos tempo. Porque depois não consegue distanciar-se da denúncia socio-política. É um pouco panfletário, mas é-o assumido e não tem mal nenhum por isso. Continuamos a simpatizar com ele e isso já dá os pontos extras ao McChicken final. E vamos lá ver se o Lukashenko não vem aqui pôr-me um vírus no computador por colocar uma foto com a bandeira proibida da Bielorrússia.


Primeiras Obras - APANHA DE COGUMELOS:

Título: Seenelkäik
Realizador: Toomas Hussar
Ano: 2012


Um político rabugento acusado de usar dinheiro público numa viagem de férias ao Peru (Raivo E. Tamm), a sua esposa (Elina Reinold) e um músico rock hedonista que apanha boleia do casal por acaso (Juhan Ulfsak) - três personagens que se vão perder no meio de um bosque estónio, depois de uma pequena paragem para irem apanhar cogumelos. É esta a premissa de Apanha De Cogumelos, o candidato da Estónia ao Oscar de melhor filme estrangeiro na última edição dos prémios da Academia.

Apesar da estrutura do filme lembrar um certo tipo de comédias norte-americanas dos anos 80 (de John Candy a Chavey Chase), normalmente sobre aventuras na estrada de um grupo inesperado de pessoas incompatíveis, Apanha De Cogumelos tem um humor mais britânico. Ou seja, é uma comédia, mas não existem gags ou outros momentos forçados para fazer rir, é mais um humor circunstancial, tão natural que, por vezes, nem sequer rimos.

Ao mesmo tempo que o partido de Raivo E. Tamm procura resolver a situação da melhor forma para haver o menor impacto mediático do caso, o triângulo de personagens vai envolver-se com um russo com a mania das teorias da conspiração e muita tensão interna no grupo. As relações humanas são despoletadas e, enquanto muita coisa pode vir ao de cima, outras tantas são reprimidas e escondidas miseravelmente.

No final, o círculo fecha-se e ficamos sem conseguir nenhuma das duas coisas: nem soltar uma gargalhada a sério, nem perceber a verdadeira moral do filme. É só uma aventura ligeiramente engraçada, esta que nos chega da Estónia e que sabe a Double Cheeseburger.

Posted by: dermot @ 8:41 da manhã
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segunda-feira, junho 10, 2013  

29. FESTRÓIA

Dia 2

Secção Oficial - 90 MINUTOS:


Título: 90 Minutter
Realizador: Eva Sørhaug
Ano: 2012


O cinema austríaco tem procurado manter a imagem de povo mais apanhadinho do clima em toda a Europa, com as suas caves cheias de gente raptada e psicopatas e sociopatas a viverem vidas duplas perturbadoras. No entanto, são os noruegueses os mais marados da cabeça em toda a Europa, com a privação do sol a fazer efeito e o dinheiro a mais a suprir lacunas sentimentais e outras falhas afectivas. 90 Minutos poderá vir agora repor a verdade dos factos.

90 Minutos é um filme mosaico, que conta três histórias independentes sobre o quotidiano de três noruegueses comuns. Aliás, esta espécie de retrato de costumes é sublinhada por um plano subjectivo a preto e branco e em câmara lenta (tenebroso de tão mau que é), que de vez em quando é enfiado a martelo, de uma multidão de gente anónima a caminhar numa rua movimentada (como que a dizer aos mais distraídos vejam lá que a carneirada não é toda igual). A primeira história é então a de um homem que cancela a assinatura do seu jornal diário, a segunda é a de um outro que está na festa de aniversário do filho na casa da ex-mulher e a terceira é a de um tipo que vê um especial sobre o Riddley Scott na televisão.

Tudo muito ordinário, num ritmo lento, que nos demora a perceber onde é que aquilo nos leva. Até que, quando o entendemos, arrependemo-nos imediatamente. O primeiro prepara um jantar envenenado à esposa, o segundo acaba por despachar toda a gente ao tiro e o terceiro... bem, o terceiro tem a namorada amarrada à cama, que vai espancando e violando à vez. Até que o filme acaba aos... 90 minutos(!) e perguntamo-nos qual o objectivo de tudo aquilo que acabámos de ver. Uma mostra sensacionalista de violência avulsa contra mulheres para passar a ideia de que os agressores são pessoas normais que andam na rua como toda a gente? Haneke riria muito ao ver este filme e ao lembrar-se que o acusam de ser gratuito.

Filmado com a precisão nórdica que estamos habituados dos dramas gelados que nos chegam da Escandinávia, o formalismo de 90 Minutos é, realmente, impressionante, mas não chega para dar um mínimo de sentido ao filme. Os austríacos podem ser menos esquisitos da cabeça, mas traduzem-no melhor em filmes, sabendo captar com melhor sentido cinematográfico essa imagem de normalidade disfarçada. 90 Minutos é apenas um Cheeseburger muito gráfico e com pouca substância para ser substancial.

Posted by: dermot @ 9:34 da manhã
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domingo, junho 09, 2013  

29 FESTRÓIA:

Dia 1

O Homem e a Natureza - O MELHOR TEMPO DA MINHA VIDA:


Título: Tot Altijd
Realizador: Nic Balthazar
Ano: 2012


Logo a abrir O Melhor Tempo Da Minha Vida dá-nos um largo arco narrativo que nos serve para fazer uma apresentação exaustiva de Mario (Koen De Graeve), Thomas (Geert Van Rampelberg) e Lynn (Lotte Pinoy), um triângulo de amigos activistas e liberais, com laços de amizade (e não só) muito fortes), que cresceram juntos durante os bons e os maus momentos. Encontramo-los então na actualidade, já estabelecidos na vida. Mario é um intelectual, Thomas é médico. E o primeiro descobre que tem esclerose múltipla. Sentamo-nos então confortavelmente, com a faca e o alguidar pousados ao nosso lado.

O Melhor Tempo Da Minha Vida é a história verídica de Mario Verstraete, um doente com esclerose múltipla que foi a cara da lei pró-eutanásia na Bélgica, o segundo país europeu a adopta-la, e o primeiro cidadão belga a utiliza-la. Obviamente que nos lembramos inevitavelmente de Mar Adentro e as comparações são inevitáveis. A única diferença é que, enquanto no filme espanhol, estávamos a falar de um doente tetraplégico, limitado a uma cama, aqui estamos a falar de um doente ainda com quase todas as suas capacidades, que se vai deteriorando aos poucos e poucos.

Portanto, O Melhor Tempo Da Minha Vida é um processo lento e doloroso, em que o espectador toma o lugar de mais um dos amigos e familiares que acompanham os últimos anos da vida de Mario, decidido a ter uma morte digna enquanto ainda pode escolher. É, por isso, um filme sobre a vida e a morte, sobre o tabu da eutanásia e sobre como diferentes pessoas a encaram, independentemente das suas ideologias: Mario e Thomas são liberais intelectuais, pessoas razoáveis e racionais, mas mesmo assim com posições diferentes em relação ao assunto; e o pai de Mario é um católico confesso, que acredita na sacralidade da vida e nos desígnios de Deus.

A lamechiche é incontornável, mas o realizador Nic Balthazar tenta não forjar demasiado as coisas, deixando-as acontecer por si próprias. Claro que nem sempre o consegue, mas momentos como aquele em que Mario e os seus médicos decidem a data da sua morte são sempre um murro no estômago por mais que estejamos preparados. Por isso, sem abusar do paternalismo, nem querendo forçar a barra, O Melhor Tempo Da Minha Vida acaba por montar um simpático filme sobre a amizade, sobre dicotomia vida/morte e sem fazer qualquer militância pela eutanásia. Só por esse bom-senso merece o McRoyal Deluxe.


Homenagem a um País - Bélgica - OXIGÉNIO:

Título: Adem
Realizador: Hans Van Nuffel
Ano: 2010


Oxigénio foi um dos maiores papa-prémios dos Oscares flamengos de sempre, além de um dos grandes sucessos de bilheteira na Flandres. Por isso, as expectativas eram grandes para mais esta sessão dedicada à cinematografia belga. Nada mais errado. Mas quem é que me manda a mim, com esta idade, continuar a ter expectativas?

O filme conta a história de um jovem com fibrose cística, uma doença hereditária que leva lentamente à falência do corpo e só um transplante dos pulmões pode garantir mais alguns anos de qualidade de vida. Tom (Stef Aerts) é assim um revoltado com a vida, um rufia que se rodeia de uma gangue de amigos que espancam os médicos estagiários quando ele vai às consultas no hospital, que roubam comprimidos de lá para vender e outras rebeldias típicas de jovens com tempo livre a mais e pouco com que se preocupar.

Aliás, Oxigénio é todo ele assim, um drama juvenil em que as reacções são todas exageradas pelas hormonas da puberdade e elevadas a dramas existenciais. Tom mantém uma relação conflituosa com os pais e com o irmão (ele também com a mesma doença), uma estranha relação de amizade/ódio com o doente do quarto ao lado e uma relação fraternal com um dos rufias da sua gangue. Tudo isto asfixia o que realmente importava: um trauma por crescer com uma doença sem cura e a revolta de se sentir excluído por um destino tão cruel e injusto.

Esta vertente Morangos com Açúcar com que o realizador Hans Van Nuffel aborda um tema que devia ser mais sério e maduro é reforçado com uma estilização de Oxigénio que faz com que toda a gente no hospital sejam novos e bonitos, com enfermeiras boas, carros potentes, techno manhoso na banda-sonora (apesar de Tom dizer que a sua banda favorita são os... Einstürzende Neubauten) e outros sinais de um high life tipo MTV. Muitas contradições, numa injecção de mau cinema, que não merece mais do que um Double Cheeseburger.

Posted by: dermot @ 2:37 da tarde
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sábado, junho 08, 2013  

29. FESTRÓIA:

Dia 0

Homenagem a um país - Bélgica - ILEGAL:


Título: Illégal
Realizador: Olivier Masset-Depasse
Ano: 2010


Nesta 29ª edição, que agora dá início, o Festróia presta homenagem ao cinema da Bélgica. Por isso, nada mais indicado do que começar com Ilegal, filme belga sobre as temáticas favoritas do festival: os direitos humanos, a discriminação e os temas humanitários.

Ilegal é a história de Tania (Anne Coesens), uma russa que vive com o filho ilegalmente na Bélgica. Quando é apanhado pelo SEF lá do sítio, decide adoptar uma posição de força em desespero de causa, optando por não dar o nome ou qualquer outra informação pessoal. Se se manter anónima, não a conseguirão deportar. Estará Tania a adiar o inadiável ou estará a desmontar o absurdo de todo aquele processo de uma forma muito kafkiana?

Baseado levemente num caso verídico da sociedade civil belga, que levou à morte de uma imigrante africana durante o seu processo de deportação, Ilegal é um drama de denúncia, filmado com a câmara ao ombro por Olivier Masset-Depasse, com um realismo que tanto deve ao naturalismo dos seus contemporâneos manos Dardenne, como ao Dogma de Lars Von Trier. Isso dá-lhe um ar de caso da vida, muito próximo da vida real, mas também não consegue libertar-se de um espartilho algo televisivo de reportagem alargada.

Mesmo assim, Ilegal saca da cartola um par de momentos de aperto no estômago, que servem para ir mantendo o prazo de validade do seu McChicken.

Posted by: dermot @ 12:06 da tarde
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domingo, junho 02, 2013  

O CLIENTE:

Título: The Client
Realizador: Joel Schumacher
Ano: 1994


Dois jovens irmãos, que vivem com a mãe num trailer park no sul dos Estados Unidos (white trash, portanto), assistem involuntariamente ao suicídio de um advogado da máfia, que antes de estoirar os miolos lhes revela informação determinante. O irmão mais novo entra um estado de choque comatoso, enquanto que o mais velho cai numa espiral de clichés de filmes de máfia de segunda categoria. É este o universo de O Cliente.

Adaptado do romance homónimo de John Grisham, O Cliente é uma espécie de versão musculada de Os Goonies, onde um miúdo rebelde tem que andar a escapar de mafiosos e outros bandidos, com muita imaginação e truques de filmes que viu na televisão. Nada contra isto, se Joel Schumacher não se levasse tanto a sério, tentando fazer disto um drama de tribunal de grande valor.

No entanto, como é que se pode levar O Cliente a sério quando tudo são caricaturas? Começando pelo sotaque sulista manhoso de Susan Sarandon, a má representação de Mary-Louise Parker e, claro, terminando no facto de todos os mafiosos serem o estereótipo do macho latino-americano: farta cabeleira aos caracóis, palito ao canto da boca e um grave problema na escolha do guarda-roupa, confundindo estilo com azeitice. Claro que o facto de todos os outros mauzões terem ou cicatrizes ou tatuagens maiores do que o normal é um bónus divertido.

Tudo isto até poderia ser tolerável, se o resto compensasse. Mas não compensa. A relação maternal entre Sarandon e o jovem Brad Renfro, que aqui debutava em overacting para uma carreira efémera, raramente passa do registo de telefilme. Para isto também contribui uma realização chapa quatro de Schumacher, tão anónima quanto soporífera, tão eficaz quanto Tommy Lee Jones, que passou a década de 90 a fazer esta personagem: a de procurador geral/xerife/ranger rígido, obstinado, mas, no fundo, de bom coração.

O Cliente ainda tem um ligeiro assomo de filme de tribunal, mas também isso é um fogacho de pouca duração. Um Double Cheeseburger que se esgota em menos de nada.

Posted by: dermot @ 4:32 da tarde
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COTAÇÃO:
10 - Royale With Cheese
9 - Le Big Mac
8 - McRoyal Deluxe
7 - McBacon
6 - McChicken
5 - Double Cheeseburger
4 - Cheeseburger
3 - Caixinha de 500 paus (Happy Meal)
2 - Hamburga de Choco
1 - Pão com Manteiga

TAKE:
Take - cinema magazine | take.com.pt


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CRÍTICAS:
- A Armadilha
- A Arte De Pensar Negativamente
- A Árvore Da Vida
- A Balada de Jack And Rose
- A Bela E O Paparazzo
- A Boda
- À Boleia Pela Galáxia
- A Cabana Do Medo
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- A Casa Dos 1000 Cadáveres
- A Casa Maldita
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- A Descida
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- À Dúzia É Mais Barato
- A Encruzilhada
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- A Estranha Em Mim
- A Frieza Da Luz
- A Fúria Do Dragão
- A História De Uma Abelha
- A Honra Da Família
- A Janela (Maryalva Mix)
- A Lagoa Azul
- A Lenda Da Floresta
- A Liga Dos Cavalheiros Extraordinários
- A Lista De Schindler
- A Lojinha Dos Horrores
- A Mais Louca Odisseia No Espaço
- A Maldição Da Flor Dourada
- A Mansão
- A Maravilhosa Aventura De Charlie
- A Marcha Dos Pinguins
- A Máscara
- A Máscara De Cristal
- A Menina Jagoda No Supermercado
- A Minha Bela Lavandaria
- A Minha Vida Sem Mim
- A Morte Do Senhor Lazarescu
- A Mosca
- A Mulher Do Astronauta
- A Mulher Que Viveu Duas Vezes
- A Múmia
- A Noiva Cadáver
- A Noiva Estava De Luto
- A Origem
- A Outra Margem
- A Paixão De Cristo
- A Pele Onde Eu Vivo
- A Pequena Loja Dos Horrores
- A Prairie Home Companion - Bastidores Da Rádio
- A Presa
- À Procura Da Terra Do Nunca
- A Promessa
- À Prova De Morte
- A Rainha
- A Rai­nha Africana
- A Raiz Do Medo
- A Rapariga Santa
- A Rede Social
- A Religiosa Portuguesa
- A Ressaca
- A Residencial Espanhola
- A Sangue Frio
- A Secretária
- A Semente Do Diabo
- A Senhora Da Água
- A Severa
- A Sombra Do Caçador
- A Sombra Do Samurai
- A Tempestade No Meu Coração
- A Tempo E Horas
- A Torre Do Inferno
- A Turma
- A Última Famel
- A Última Tentação De Cristo
- A Valsa Com Bashir
- A Verdadeira História De Jack, O Estripador
- A Viagem De Chihiro
- A Viagem De Iszka
- A Vida De Brian
- A Vida É Um Jogo
- A Vida É Um Milagre
- A Vida Em Directo
- A Vida Secreta Das Palavras
- A Vila
- A Vítima Do Medo
- A Vizinha Do Lado
- A Volta Ao Mundo Em 80 Dias
- Aberto Até De Madrugada
- Abraços Desfeitos
- Acção Total
- Aconteceu No Oeste
- Across The Universe
- Actividade Paranormal
- Acusado
- Adam Renascido
- Admitido
- Adriana
- Aelita
- Ágora
- Água Aos Elefantes
- Air Guitar Nation
- Albert, O Gordo
- Aldeia Da Roupa Branca
- Alice
- Alice In Acidland
- Alice No País Das Maravilhas
- Alien - O Oitavo Passageiro
- Aliens - O Reencontro Final
- Alien - A Desforra
- Alien - O Regresso
- Alien Vs. Predador
- Alien Autopsy
- Alma Em Paz
- Almoço De 15 De Agosto
- Alphaville
- Alta Fidelidade
- Alta Golpada
- Alta Tensão
- Alucinação
- Amália
- Amarcord
- American Movie
- American Splendor
- Amor À Queima-Roupa
- Amor De Verão
- Amor E Corridas
- Amor E Vacas
- Amor Em Las Vegas
- Amor Ou Consequência
- And Soon The Darkness
- Angel-A
- Animal
- Annie Hall
- Anónimo
- Antes Do Anoitecer
- Antes Que O Diabo Saiba Que Morreste
- Anticristo
- Anvil! The True Story of Anvil
- Anytinhig Else - A Vida E Tudo Mais
- Appaloosa
- Apocalypto
- Aquele Querido Mês De Agosto
- Aracnofobia
- Aragami
- Arizona Dream
- Armin
- Arséne Lupin - O Ladrão Sedutor
- As Asas Do Desejo
- As Aventuras De Jack Burton Nas Garras Do Mandarim
- As Aventuras De Tintim - O Segredo Do Licorne
- As Aventuras Do Príncipe Achmed
- As Bandeiras Dos Nossos Pais
- As Bonecas Russas
- As Canções De Amor
- As Crónicas De Narnia - O Leão, A Feiticeira E O Guarda-Roupa
- As Diabólicas
- As Ervas Daninhas
- As Invasões Bárbaras
- As Lágrimas Do Tigre Negro
- As Leis Da Atracção
- As Noites Loucas Do Dr. Jerryll
- As Penas Do Desejo
- As Tartarugas Também Voam
- As Vidas Dos Outros
- Aberto Até De Madrugada
- Assalto À Esquadra 13 (1976)
- Assalto À Esquadra 13 (2005)
- Assalto Ao Santa Maria
- Assassinos Natos
- Ata-me
- Até Ao Inferno
- Até Ao Limite Do Terror
- Atraídos Pelo Crime
- Através Da Noite
- Attack Of The 50 Foot Woman
- Aurora
- Austrália
- Autocarro 174
- Avatar
- Aviva, Meu Amor
- Aztec Rex
- Azul Metálico

- Babel
- Backbeat, Geração Inquieta
- Balas E Bolinhos - O Regresso
- Balbúrdia No Oeste
- Bando À Parte
- Baraka
- Barbarella
- Barreira Invisí­vel
- Batman
- Batman Regressa
- Batman - O Início
- Be Cool
- Beijing Bastards
- Belleville Rendez-Vouz
- Bem-vindo À Zombieland
- Bem-vindo Ao Norte
- Berlin 36
- Birth - O Mistério
- Biutiful
- Black Sheep
- Black Snake Moan - A Redenção
- Blade Runner - Perigo Iminente
- Blueberry
- Boa Noite E Boa Sorte
- Bobby Darin - O Amor É Eterno
- Body Rice
- Bombom
- Bom Dia Noite
- Bom Dia Vietnam
- Bonnie E Clyde
- Boogie Nights
- Borat
- Brasil - O Outro Lado Do Sonho
- Breakfast On Pluto
- Brincadeiras Perigosas (2007)
- Brisa De Mudança
- Bronson
- Bruce, O Todo-poderoso
- Bruiser - O Rosto Da Vingança
- Bruno
- Buffalo 66
- Bubba Ho-Tep
- Bullit
- Bunker Palace Hotel
- Buried
- Busca Implacável
- Bz, Viagem Alucinante

- Cadillac Records
- Cães Danados
- Cães De Palha
- Café E Cigarros
- Call Girl
- Camino
- Capitão Alatriste
- Capitão América - O Primeiro Vingador
- Capote
- Carrie
- Cartas Ao Padre Jacob
- Cartas De Iwo Jima
- Casa De Loucos
- Casablanca
- Casino Royale
- Catwoman
- Cavalo De Guerra
- Cemitério Vivo
- Censurado
- Centurion
- Charlie E A Fábrica De Chocolate
- Che - Guerrilha
- Che - O Argentino
- Chemical Wedding
- Chéri
- Chinatown
- Chocolate
- Choke - Asfixia
- Chovem Almôndegas
- Christine - O Carro Assassino
- Cidade Fria
- Cinco Dias, Cinco Noites
- Cinema Paraíso
- Cinerama
- Cisne Negro
- Clube De Combate
- Coco Avant Chanel
- Coisa Ruim
- Cold Mountain
- Cold Weather
- Colete De Forças
- Colisão
- Com Outra? Nem Morta!
- Comboios Rigorosamente Vigiados
- Comer Orar Amar
- Complexo - Universo Paralelo
- Conan, O Bárbaro
- Contrato
- Control
- Controle
- Coração De Cavaleiro
- Coração De Gelo
- Coração Selvagem
- Corações De Aço
- Coragem De Mãe: Confrontando O Autismo
- Corre Lola Corre
- Correio De Risco
- Correio De Risco 3
- Corrida Contra O Futuro
- Corrupção
- Cozinhando A História
- Crank - Veneno No Sangue
- Crank - Alta Voltagem
- Cremaster
- Crime Ferpeito
- Crippled Masters
- Cristóvão Colombo - O Enigma
- Crónica Dos Bons Malandros
- Crueldade Intolerável
- Cubo
- Culture Boy
- Cypher
- Cyrano de Bergerac (1950)

- Daisy Town
- Dallas
- Danny The Dog - Força Destruidora
- Daqui P'ra Frente
- Dark City - Cidade Misteriosa
- De Cabeça Para Baixo
- De Homem Para Homem
- De Olhos Abertos
- De Olhos Bem Fechados
- De Sepultura Em Sepultura
- De Tanto Bater O Meu Coração Parou
- De-Lovely
- Delhi Belly
- Dead Snow
- Death Race 2000
- Deixa-me Entrar
- Delicatessen
- Demolidor - O Homem Sem Medo
- Dentro Da Garganta Funda
- Depois Do Casamento
- Destruir Depois De Ler
- Diamante De Sangue
- Diário Dos Mortos
- Diários De Che Guevara
- Dias De Futebol
- Dick E Jane - Ladrões Sem Jeito
- Dictado
- Die Hard 4.0 - Viver Ou Morrer
- Die You Zombie Bastards!
- Dogma
- Domino
- Don Juan DeMarco
- Donnie Brasco
- Doom - Sobrevivência
- Doomsday - Juízo Final
- Dorian Gray
- Dot.Com
- Dr. Estranhoamor
- Drácula 2001
- Drácula De Bram Stoker
- Drive - Risco Duplo
- Dreamgirls
- Duas Mulheres

- É Na Terra Não É Na Lua
- Easy A
- Easy Rider
- Eduardo Mãos De Tesoura
- Efeito Borboleta
- El Mariachi
- El Topo
- Ela Odeia-me
- Eles
- Eles Vivem
- Elvis
- Em Bruges
- Em Busca Da Felicidade
- Em Carne Viva
- Em Liberdade
- Em Nome De Caim
- Em Nome De Deus
- Em Paris
- Em Privado
- Embargo
- Encarnação Do Demónio
- Encontros Em Nova Iorque
- Encrenca Dupla
- Encurralada
- Ensaio Sobre A Cegueira
- Enterrado Na Areia
- Entre Os Dedos
- Entrevista
- Equilibrium
- Era Uma Vez No México
- Eraserhead - No Céu Tudo É Perfeito
- Escola De Criminosos
- Escolha Mortal
- Esporas De Aço
- Estado De Guerra
- Estamos Vivos
- Este É O Meu Lugar
- Este País Não É Para Velhos
- Estômago
- Estrada Perdida
- Estranhos
- Estrellita
- Eu Amo-te Phillip Morris
- Eu, Peter Sellers
- Eu Sou A Lenda
- Eu Sou Evadido
- Eu, Tu E Todos Os Que Conhecemos
- Everything Must Go
- Evil Dead - A Noite Dos Mortos-Vivos
- Evil Dead 2 - A Morte Chega De Madrugada
- Evil Dead 3 - O Exército Das Trevas
- Ex-Drummer
- Exterminador Implacável 1
- Exterminador Implacável 2 - O Dia Do Julgamento Final
- Exterminador Implacável 3 - Ascensão Das Máquinas
- Exterminador Implacável 4 - A Salvação

- Factory Girl - Quando Edie Conheceu Warhol
- Factotum
- Fados
- Fahrenheit 9/11
- Falso Alarme
- Fando E Lis
- Fantasmas De Marte
- Fargo
- Faster, Pussycat! Kill! Kill!
- Fausto 5.0
- Favores Em Cadeia
- Felicidade
- Feliz Natal
- Férias No Harém
- Festival Rocky De Terror
- Ficheiros Secretos: Quero Acreditar
- Fim De Ano Em Split
- Fim-De-Semana Alucinante
- Final Cut - A Última Memória
- Fish Tank
- Florbela
- Flores Partidas
- Fome
- Footloose - A Música Está Do Teu Lado
- Força Delta
- Forrest Gump
- Freddy Vs. Jason
- Frenético
- Frida
- Frost/Nixon
- Fruto Proibido
- Fuga De Los Angeles
- Fuga Para A Vitória
- Fur - Um Retrato Imaginário De Diane Arbus
- Fúria Cega
- Fúria De Viver
- Fúria Silenciosa

- Gabrielle
- Gainsbourg - Vida Heróica
- Gang Dos Tubarões
- Gangs de Nova Iorque
- Garden State
- Génova
- GI Joe - O Ataque Dos Cobra
- Godzilla
- Goodbye Lenine!
- Gosford Park
- Gothika
- Gran Torino
- Grande Mundo Do Som
- Gremlins
- Grizzly Man
- Gru - O Maldisposto
- Guerra Dos Mundos (2005)
- Guerra Dos Mundos (1953)

- Há Lodo No Cais
- Hairspray
- Half Nelson - Encurralados
- Hard Candy
- Harley Davidson E O Cowboy Do Asfalto
- Harold E Maude
- Harry Brown
- Haverá Sangue
- Hawai Azul
- He-Man - Mestres Do Universo
- Head On - A Esposa Turca
- Heartbreak Hotel
- Hell Ride
- Hellboy
- Hellboy 2: O Exército Dourado
- Helter Skelter - O Caso De Sharon Tate
- Henry E June
- Hereafter - Outra Vida
- Hiena
- História De Duas Irmãs
- História De Um Fotógrafo
- Hobo With A Shotgunbr> - Hollywood Ending
- Homem Aranha
- Homem Aranha 2
- Homem Aranha 3
- Homem De Ferro
- Homem Demolidor
- Homem Em Fúria
- Homens De Negro
- Homens De Negro 2
- Homens Que Matam Cabras Só Com O Olhar
- Hostel
- Hostel 2
- Hot Fuzz - Esquadrão De Província
- Howl - Grito
- Hugo

- I Am Sam - A Força Do Amor
- I Spit On Your Grave
- I'll See You In My Dreams
- Iluminados Pelo Fogo
- I'm Still Here
- I Wanna Hold Your Hand
- Imitação Da Vida
- Imortal
- In Search Of A Midnight Kiss
- Indiana Jones E O Reino Da Caveira De Cristal
- Indomável
- Infiltrado
- Inimigos Públicos
- INLAND EMPIRE
- Inquietos
- Insidioso
- Insónia
- Intervenção Divina
- Intriga Internacional
- Invictus
- Irmão, Onde Estás?
- It
- It Might Get Loud
- Italian Spiderman

- Jack Ketchum's The Girl Next Door
- Jackass 2
- Jackass 3D
- Jackie Brown
- Jacuzzi - O Desastre Do Tempo
- James Bond - Agente Secreto
- James Bond - Casino Royale
- James Bond - Quantum Of Solace
- Janela Indiscreta (1954)
- Janela Indiscreta (1998)
- Janela Secreta
- JCVD
- Joga Como Beckham
- John Rambo
- Jonestown - The Life And Death Of Peoples Temple
- Jovens Rebeldes - A Verdadeira História
- Julgamento
- Julie E Julia
- Juno
- Juventude Em Marcha
- Juventude Tardia

- Kalifórnia
- Kandahar
- Karate Kid
- Katyn
- Kenny
- Kick Ass - O Novo Super-herói
- Kids - Miúdos
- Kill Bill vol.2
- King Kong (2005)
- Kiss Kiss Bang Bang
- Kiss Me
- Klimt
- Kopps
- Kung-Fu-Zão
- Kung Pow - Punhos Loucos

- La Jetée
- La Vie En Rose
- Ladrões
- Lady Snowblood
- Laranja Mecânica
- Last Days - Os Últimos Dias
- Lavado Em Lágrimas
- Lemmy
- Léon, O Profissional
- Lichter
- Lindas Encrencas As Garotas
- Lobos
- Longe Da Terra Queimada
- Lost In Translation - O Amor É Um Lugar Estranho
- Lua De Mel, Lua De Fel
- Lucifer Rising
- Lucky Luke
- Lucky Number Slevin - Há Dias De Azar

- M - Matou!
- Má Educação
- Machete
- Madrigal
- Maldito United
- Mamma Mia
- Manhattan
- Manô
- Mamonas Pra Sempre
- Mar Adentro
- Maria E As Outras
- Marie Antoinette
- Marjoe
- Marte Ataca!
- Matança De Natal
- Match Point
- Matou A Família E Foi Ao Cinem
- McQuade, O Lobo Solitário
- Meia-Noite Em Paris
- Meio Metro De Pedra
- Melancolia
- Melinda E Melinda
- Menina
- Mephisto
- Metrópolis
- Meu Nome É Bruce
- Miami Vice
- Milhões
- Milk
- Millenium 1. Os Homens Que Odeiam As Mulheres
- Million Dollar Baby - Sonhos Vencidos
- Minha Mãe
- Minha Terra
- Misery - Capí­tulo Final
- Missão A Marte
- Missão Impossí­vel 3
- Missão Impossível - Missão Fantasma
- Missão Solar
- Mistérios De Lisboa
- Momentos Agradáveis
- Moneyball - Jogada De Risco
- Monsters - Zona Interdita
- Monstro
- Monty Phyton E O Cálice Sagradi
- Morte Cerebral
- Morte De Um Presidente
- Movimentos Perpétuos
- Mr. E Mrs. Smith
- Mrs. Henderson Presents
- Muito Bem, Obrigado
- Mulholland Drive
- Mundo Fantasma
- Mundos Separados
- Munique
- Murderball - Espírito De Combate
- Murish
- Mutilados
- Mysterious Skin

- Na Cama
- Nacho Libre
- Não Estou Aí
- Napoleon Dynamite
- Nas Costas Do Diabo
- Nas Nuvens
- Needle
- Nico: À Margem Da Lei
- Ninguém Sabe
- Nixon
- No Limite Do Amor
- No Vale De Elah
- Noite De Agosto
- Noite Escura
- Noivos Sangrentos
- Nome De Código: Cloverfield
- Northfork
- Nosferatu, O Vampiro
- Nothing
- Nova Iorque 1997
- Nove Raínhas
- Nunca Digas Sim

- O Acontecimento
- O Agente Da Broadway
- O Lugar Do Morto
- O Americano
- O Amor Acontece
- O Anjo Exterminador
- O Anti-Pai Natal
- O Artista
- O Assassínio De Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford
- O Assassí­nio De Richard Nixon
- O Batedor
- O Bom Alemão
- O Bom, O Mau E O Vilão
- O Cabo Do Medo
- O Caminho De São Diego
- O Cão, O General E Os Pássaros
- O Capacete Dourado
- O Castelo Andante
- O Castor
- O Cavaleiro Das Trevas
- O China
- O Cobrador
- O Código Da Vinci
- O Comboio Dos Mortos
- O Comboio Mistério
- O Condenado
- O Couraçado Potemkin
- O Cowboy Da Meia-Noite
- O Crepúsculo Dos Deuses
- O Dedo De Deus
- O Delator!
- O Demónio
- O Despertar Da Besta
- O Despertar Da Mente
- O Deus Da Carnificina
- O Deus Elefante
- O Dia Em Que A Terra Parou (1951)
- O Dia Em Que A Terra Parou (2008)
- O Dia Da Besta
- O Discurso Do Rei
- O Enigma Do Espaço
- O Estranho Caso De Benjamin Button
- O Estranho Mundo De Jack
- O Evangelho Segundo São Mateus
- O Exorcista
- O Fatalista
- O Feiticeiro De Oz
- O Feitiço Do Tempo
- O Fiél Jardineiro
- O Gabinete Das Figuras De Cera
- O Gabinete Do Dr. Caligari
- O Gato Das Botas
- O Génio Do Mal (1976)
- O Grande Peixe
- O Grande Ditador
- O Guerreiro
- O Homem Duplo
- O Homem Que Copiava
- O Homem Que Sabia Demasiado
- O Homem Que Veio Do Futuro
- O Idealista
- O Jogo
- O Júri
- O Imperador Da Califórnia
- O Inquilino
- O Justiceiro Da Noite
- O Labirinto Do Fauno
- O Laço Branco
- O Lado Selvagem
- O Lago Perfeito
- O Leopardo
- O Livro Negro
- O Lobo Do Mar
- O Macaco De Ferro
- O Maquinista
- O Marinheiro De Água Doce
- O Menino De Ouro
- O Meu Tio
- O Milagre De Berna
- O Milagre Segundo Salomé
- O Mistério Galindez
- O Monstro Da Lagoa Negra
- O Mundo A Seus Pés
- O Nevoeiro (1980)
- O Ofício De Matar
- O Olho
- O Orfanato
- O Paciente Inglês
- O Padrinho - Parte I
- O Padrinho - Parte II
- O Padrinho - Parte III
- O Panda Do Kung Fu
- O Panda Do Kung Fu 2
- O Pesadelo De Darwin
- O Pistoleiro Do Diabo
- O Planeta Selvagem
- O Pó Dos Tempos
- O Portador Da Espada
- O Presidiário
- O Prisioneiro Do Rock
- O Protegido
- O Próximo A Abater
- O Quinto Elemento
- O Quinto Império
- O Regresso
- O Rei Dos Gazeteiros
- O Reino Proibido
- O Ritual
- O Ritual Dos Sádicos
- O Sabor Do Amor
- O Sargento Da Força Um
- O Segredo A Brokeback Mountain
- O Segredo De Um Cuscuz
- O Segredo Dos Punhais Voadores
- O Selvagem
- O Sentido Da Vida
- O Sétimo Selo
- O Sítio Das Coisas Selvagens
- O Sonho Comanda A Vida
- O Sonho De Cassandra
- O Sorriso De Mona Lisa
- O Tempo Do Lobo
- O Tesouro Da Sierra Madre
- O Tigre E A Neve
- O Tio Boonmee Que Se Lembra Das Suas Vidas Anteriores
- O Triunfo Da Vontade
- O Turista
- O Último Airbender
- O Último Grande Herói
- O Último Rei Da Escócia
- O Último Tango Em Paris
- O Último Voo Do Flamingo
- O Vingador Tóxico
- O Wrestler
- Ocean's Eleven - Façam As Vossas Apostas
- Odete
- Oldboy - Velho Amigo
- Olho Mágico
- Oliver Twist
- Ônibus 174
- Orca
- Órfã
- Os Amantes Regulares
- Os Amigos De Alex
- Os Bons E Os Maus
- Os Caça-Fantasmas
- Os Cavaleiros Do Asfalto
- Os Chapéus De Chuva De Cherburgo
- Os Cinco Venenos
- Os Clãs Da Intriga
- Os Condenados De Shawshank
- Os Descendentes
- Os Edukadores
- Os Famosos E Os Duendes Da Morte
- Os Filhos Do Homem
- Os Friedmans
- Os Guardiões Da Noite
- Os Homens Preferem As Loiras
- Os Imortais
- Os Inadaptados
- Os Índios Apache
- Os Invisíveis
- Os Irmãos Grimm
- Os Limites Do Controlo
- Os Marginais
- Os Mercenários
- Os Miúdos Estão Bem
- Os Novos Dez Mandamentos
- Os Olhos Da Serpente
- Os Olhos Sem Rosto
- Os Onze De Oceano
- Os Optimistas
- Os Pássaros
- Os Produtores (2005)
- Os Psico-Detectives
- Os Rapazes Da Noite
- Os Rapazes Não Choram
- Os Renegados Do Diabo
- Os Rutles - All You Need Is Cash
- Os Selvagens Da Noite
- Os Simpsons - O Filme
- Os Sonhadores
- Os Sorrisos Do Destino
- Os Super-Heróis
- Os Supeitos Do Costume
- Os Três Enterros De Um Homem
-Os Visistantes Da Idade Média
- Os 300 Espartanos

- Pagafantas
- Palpitações
- Papillon
- Para Onde O Vento Sopra
- Parada De Monstros
- Paraíso, Inferno... Terra
- Paranoid Park
- Paris Je T'Aime
- Party Monster
- Pecados Íntimos
- Pele
- Pequenas Mentiras Entre Amigos
- Performance
- Perigo Na Noite
- Perto Demais
- Pesadelo Em Elm Street
- Pink Floyd The Wall
- Piranha 3D
- Piratas Das Caraíbas - O Mistério do Pérola Negra
- Piratas Das Caraí­bas - O Cofre Do Homem Morto
- Piratas Das Caraíbas - Nos Confins Do Mundo
- Planeta Dos Macacos
- Planeta Dos Macacos: A Origem
- Planeta Terror
- Plano 9 Dos Vampiros Zombies
- Polaróides Urbanas
- Polí­cia Sem Lei (1992)
- Polícia Sem Lei (2009)
- Poltergeist, O Fenómeno
- Ponto De Mira
- Por Favor Rebobine
- Por Favor Não Me Morda O Pescoço
- Porcos & Selvagens
- Posto Fronteiriço
- Precious
- Predadores
- Presente De Morte
- Preto E Branco
- Primer
- Príncipe Da Pérsia - As Areias Do Tempo
- Procurado
- Profissão: Repórter
- Promessas Proibidas
- Proposta Indecente
- Proteger
- Psico
- Psicopata Americano
- Pulp Fiction
- Pulsação Zero
- Punch-Drunk Love - Embriagado De Amor
- Purana Mandir
- Purple Rain

- Quando Viste O Teu Pai Pela Última Vez
- Quarentena
- Quarteto Fantástico (1994)
- Quarteto Fantástico (2005)
- Quase Famosos
- Quatro Noites Com Anna
- Que Lugar Maravilhoso
- Que Se Mueran Los Feos
- Queijo E Marmelada
- Quem Quer Ser Bilionário
- Querida Famí­lia
- Querida Wendy

- R
- Rapariga Com Brinco De Pérola
- Rare Exports
- Ratatui
- Ratos Assassinos
- Ray
- [Rec]
- [REC]2
- Red Eye
- Relatório Kinsey
- Relatório Minoritário
- Religulous - Que O Céu Nos Ajude
- Relíquia Macabra
- Renascimento
- Resident Evil: Apocalypse
- Rio
- Rio Bravo
- Rock De Fogo
- Rock, Rock, Rock
- Rocknrolla - A Quadrilha
- Rocky Balboa
- Roger E Eu
- Roma
- Romance E Cigarros
- Roxanne
- RRRrrrr!!!
- Rubber - Pneu
- Ruídos Do Além
- Ruivas, Loiras E Morenas
- Rumo À Liberdade
- Ruptura Explosiva

- Sacanas Sem Lei
- Sala De Pânico
- Salazar - A Vida Privada
- Salto Mortal
- Samsara
- Sangue Do Meu Sangue
- Sangue Por Sangue
- Santa Sangre
- Sapatos Pretos
- Save The Green Planet!
- Saw - Enigma Mortal
- Saw II - A Experiência Do Medo
- Saw 3D - O Capítulo Final
- Scoop
- Scott Pilgrim Contra O Mundo
- Seconds Apart
- Seis Indomáveis Patifes
- Sem Ela
- Sem Limites
- Sem Rumo
- Sem Tempo
- Semi-Pro
- Ser E Ter
- Sereia
- Serpentes A Bordo
- Sete Anos No Tibete
- Sete Vidas
- Sexo E A Cidade
- Sgt. Pepper's Lonely Heart Club Band
- Shaolin Daredevils
- Shaolin Soccer - O Ás Da Bola
- Shaolin Vs. Evil Dead
- Shattered Glass - Verdade Ou Mentira
- Sherlock Holmes
- Sherlock Holmes - Jogo De Sombras
- Shining
- Shoot 'Em Up - Atirar A Matar
- Shortbus
- Shrek 2
- Shrek O Terceiro
- Shrek Para Sempre
- Sicko
- Sid And Nancy
- Sideways
- Simpatyhy For Mr. Vengeance
- Sin City - Cidade Do Pecado
- Sinais
- Sinais De Fogo
- Sinais Do Futuro
- Sinais Vermelhos
- Singularidades De Uma Rapariga Loira
- Sky Captain E O Mundo De Amanhã
- Slither - Os Invasores
- Soldados Da Fortuna
- Soldados Do Universo
- Sombras Da Escuridão
- Somewhere - Algures
- Sonho De Uma Noite De Inverno
- Sonny
- Sophie Scholl - Os Últimos Dias
- Soro Maléfico
- Sorte Nula
- Soul Kitchen
- Spartacus
- Spartan - O Rapto
- Splice
- Stacy - Attack Of The Schoolgirl Zombies
- Star Wars - A Ameaça Fantasma
- Star Wars - A Vingança Dos Sith
- Star Wars - O Ataque Dos Clones
- Stardust - O Mistério Da Estrela Cadente
- Stone - Ninguém É Inocente
- Stoned, Anos Loucos
- Submarino
- Super
- Super Baldas
- Super-Homem
- Super-Homem: O Regresso
- Super 8
- Superstar
- Suspeita
- Suspiria
- Sweeney Todd: O Terrível Barbeiro De Fleet Street
- Swimming Pool
- Sword Of Vengeance
- Sympathy For The Devil

- Taking Woodstock
- Tarnation
- Tarzan, O Homem Macaco (1981)
- Taxidermia
- Team America - Polí­cia Mundial
- Tebas
- Tecumseh
- Teeth
- Tempestade Tropical
- Tennessee
- Terra De Cegos
- Terminal De Aeroporto
- Terra Dos Mortos
- Terror Em Setembro
- Terror Na Auto-estrada
- Terror Nas Montanhas
- Tetro
- The Bloodstained Butterfly
- The Brown Bunny
- The Darjeeling Limited
- The Departed: Entre Inimigos
- The Devil And Daniel Johnston - Loucuras De Um Génio
- The Devil's Double
- The First Great Train Robbery
- The Fountain - O Último Capítulo
- The Grudge - A Maldição
- The Host - A Criatura
- The Impossible Kid
- The King Of Kong
- The Langoliers - Meia-Noite E Um
- The Last House On The Left
- The Machine Girl
- The Man From Earth
- The Marine
- The Million Dollar Hotel - O Hotel
- The Mindscape Of Alan Moore
- The Mist - Nevoeiro Misterioso
- The Others - Os Outros
- The Prestige - O Terceiro Passo
- The 50 Worst Movies Ever Made
- The Way
- The Woman
- Thirst - Este É O Meu Sangue
- This Is It
- This Is Spinal Tap
- Thor
- Thriller - A Cruel Picture
- THX 1138
- Tirar Vidas
- Titanic 2
- Tony
- Tournée - Em Digressão
- Toy Story 3
- Tragam-me A Cabeça De Alfredo Garcia
- Transamerica
- Tron
- Tron: O Legado
- Tropa De Elite
- Tropa De Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro
- Tsotsi
- Tubarão
- Tubarão 2
- Tubarão 3
- Tubarão IV - A Vingança
- Tucker E Dale Contra O Mal
- Tudo Ficará Bem
- Tudo Pode Dar Certo
- Twisted - Homicídios Ocultos

- Ultra Secreto
- Um Amor De Perdição
- Um Azar Do Caraças
- Um Bater De Corações
- Um Belo Par... De Patins
- Um Cão Andaluz
- Um Dia A Casa Vai Abaixo
- Um Dia De Raiva
- Um Homem Singular
- Um Longo Domingo De Noivado
- Um Lugar Para Viver
- Um Padrasto Para Esquecer
- Um Profeta
- Um Tiro No Escuro
- Um Trabalho Em Itália
- Uma Aventura Na Casa Assombrada
- Uma Boa Mulher
- Uma Canção De Amor
- Uma Espécie De Cavalheiro
- Uma Famí­lia À Beira De Um Ataque De Nervos
- Uma História De Violência
- Uma Pequena Vingança
- Uma Rapariga Com Sorte
- Uma Segunda Juventude
- Uma Segunda Vida
- Undefeatable
- Unseen Evil 2 - Alien 3000
- Up - Altamente

- V De Vingança
- Vai E Vive
- Vais Conhecer O Homem Dos Teus Sonhos
- Valhalla Rising - Destino De Sangue
- Valquíria
- Vampiros de John Carpenter
- Van Helsing
- Vanilla Sky
- Vanitas
- Vasilhame
- Veio Do Outro Mundo
- Veludo Azul
- Velvet Goldmine
- Vencidos Pela Lei
- Vendendo A Pele
- Veneno Cura
- Vera Drake
- Versus - A Ressurreição
- Vestida Para Matar
- Vice
- Vício - Quando Nada É Suficiente
- Vicky Cristina Barcelona
- Vidas Sombrias
- Vigilância
- Vingança Redentora
- Virgem Aos 40 Anos
- Vitus
- Viúva Rica Solteira Não Fica
- Viver A Sua Vida
- Voando Sobre Um Ninho De Cucos
- Voltando Para Casa
- Voltar
- Vontade Indómita
- Voo 93

- Walk Hard - A História De Dewey Cox
- Walk The Line
- WALL-E
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Wassup Rockers - Desafios De Rua
- Watchmen - Os Guardiões
- Welcome To The Rileys
- White Irish Drunkers
- Wild Zero
- Win Win
- Wolf Creek
- Wristcutters: A Love Story

- X-Men
- X-Men 2
- X-Men 3 - O Confronto Final
- X-Men: O Início
- X-Men Origens: Wolverine

- Zack E Miri Fazem Um Porno
- Zardoz
- Zatoichi
- Zombies Party - Uma Noite... De Morte
- Zombies Strippers
- Zozo

- 007 - Agente Secreto
- 007 - Casino Royale
- 007 - Quantum Of Solace
- 10 Coisas Que Odeio Em Ti
- 100 Volta
- 10.000 AC
- 12 Homens Em Fúria
- 12 Macacos
- 12:08 A Este De Bucareste
- 1984
- 2LDK
- 24 Hour Party People
- 28 Dias Depois
- 20,13 - Purgatório
- 2012
- 300
- 4 Copas
- 48
- 50/50
- 6=0 Homeostética
- 8 1/2
- 9 Canções
- 98 Octanas


ENTREVISTAS:
- Fernando Fragata
- Festróia - Mário Ventura
- Filipe Melo
- Good N Evil
- IMAGO - Sérgio Felizardo
- José Barahona
- Nuno Markl
- Paulo Furtado
- Rodrigo Areias
- Sara David Lopes
- Solveig Nordlund
- Fernando Alle


TOPES:
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2011
- Top 5 dos Piores Filmes de 2011
- Top 10 dos Melhores Filmes de 2010
- Top 5 dos Piores Filmes de 2010
- Top 5 dos filmes de Leslie Nielsen
- Top 10 Dos Filmes Low Cost
- Top 5 das Melhores Cenas de Dança
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2009
- Top 5 dos Piores Filmes de 2009
- Top 5 dos Filmes Que Tenho Vergonha De Dizer Que Gosto
- Top 5 das Melhores Músicas de Ennio Morricone
- Top 5 dos filmes com Patrick Swayze
- Top 5 dos Telediscos do Michael Jackson
- Top 5 dos Filmes com David Carradine
- Top 5 dos Filmes com Lutadores de Luta-Livre
- Top 10 Os Melhores Filmes de 2008
- Top 5 Os Piores Filmes de 2008
- Top 5 dos Piores Filmes de Natal
- Top 5 das Coisas que não Esperávamos Ver no Cinema
- Top 5 dos Melhores Filmes de Paul Newman
- Top 5 Personagens Com Palas Nos Olhos
- Top 10 Melhores Cartazes De Cinema
- Top 5 dos Filmes de Chuck Norris
- Top 5 dos Filmes de Patrick Swayze
- Top 10 Os Melhores/Piores Vestidos dos Oscares
- Top 5 As Mortes de Crianças Mais Gratuitas
- Top 10 Os Melhores de 2007
- Top 5 Os Piores de 2007
- Top 7 Adaptações ao Cinema de Livros de Stephen King
- Top 5 Filmes Pela Paz
- Top 5 Os Melhores Beijos
- Top 5 Grandes Arquitectos
- Top 10 Filmes Que Mudaram A Minha Vida
- Top 5 Mulheres de Cabeça Rapada
- Top 5 As Cenas Mais Excitantes
- Top 10 Os Melhores de 2006
- Top 5 Os Piores de 2006
- Top 3 Filmes de Robert Altman
- Top 5 Os Vilões do Cinema
- Top 5 Filmes Com Mick Jagger
- Top 5 Filmes Com Steve Buscemi
- Top 5 Dos Cães no Cinema
- Top 5 Dos Filmes do Indie06
- Top 5 Dos Filmes do Fantas06
- Top 5 dos Presidentes
- Top 10 Os Melhores de 2005
- Top 5 Os Piores de 2005
- Top 5 Filmes com Pat Morita
- Top 10 Os Melhores Filmes Independentes
- Top 5 Os Piores Filmes da Saga Bond
- Top 5 Filmes com Dolph Lundgren
- Top 5 Adaptações de BD Para Cinema
- Top 10 Cenas Mais Assustadoras de Sempre
- Top 5 Vencedores do Óscar
- Top 5 Bond Girls
- Top 5 Filmes Sobre Doenças
- Top 5 Filmes de Natal
- Top 5 Melhores Batalhas Corpo-A-Corpo
- Top 10 Melhores Canções do Cinema
- Top 10 Melhores Filmes de Sempre
- Top 5 Melhores Momentos Musicais
- Top 5 Grandes Duelos do Cinema
- Top 10 Maiores Personagens do Cinema
- Top 5 Piores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 10 Melhores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 5 Filmes Religiosos


BAÚ DO TRASH:
- Needle
- Que Se Mueran Los Feos
- Easy A
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Saw 3D - O Capítulo Final
- And Soon The Darkness
- Os Imortais
- Purana Mandir
- Pagafantas
- The Bloodstained Butterfly
- Cisne Negro


ROYALE WITH CHEESE APRESENTA:
- A Tasca Da Cultura
- A Causa Das Coisas - parte I
- A Causa Das Coisas - parte II
- A Momentary Lapse Of Reason


FILMES A VER ANTES DE MORRER:
- #1 As Lágrimas Do Tigre Negro
- #2 Alucarda
- #3 Time Enough At Last
- #4 Armageddon
- #5 The Favour, The Watch And The Very Big Fish
- #6 Italian Spiderman
- #7 The Soldier And Death


UMA CURTA POR DIA NÃO SABE O BEM QUE LHE FAZIA:
- 1# Rabbit, de Run Wrake
- 2# Aligato, de Maka Sidibé
- 3# The Cat Concerto, de Joseph Barbera & William Hanna
- 4# A Curva, de David Rebordão
- 5# Batman: Dead End, de Sandy Callora
- 6# O Código Tarantino, de Selton Mello
- 7# Malus, de António Aleixo & Crosswalk, de Telmo Martins
- 8# Three Blind Mice, de George Dunning
- 9# Bedhead, de Robert Rodriguez
- 10# Key To Reserva, de Martin Scorcese
- 11# Bambi Meets Godzilla, de Marv Newland
- 12# The Horribly Slow Murderer with the Extremely Inefficient Weapon, de Richard Gale
- 13# Stolz Der Nation, de Eli Roth
- 14# Papá Wrestling, de Fernando Alle
- 15# Glas, de Bert Haanstra
- 16# Fotoromanza, de Michelangelo Antonioni
- 17# Quem É Ricardo?, de José Barahona
- 17# Terra Incognita, de Peter Volkart


AS MELHORES PIORES CENAS DE SEMPRE:
- A Pior Luta
- A Cena Mais Metida A Martelo
- O Ataque Animal Mais Brutal
- A Perseguição Mais Alucinante
- O Duelo Mais Improvável


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- 12º Caminhos Do Cinema Português
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- Imago 2006
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