Royale With Cheese

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segunda-feira, dezembro 31, 2012  

EUSÉBIO, A PANTERA NEGRA:

Título: Eusébio, A Pantera Negra
Realizador: Juan de Orduña
Ano: 1973


Eusébio da Silva Ferreira, o Pantera Negra, maior futebolista português de todos os tempos e um dos embaixadores de Portugal no estrangeiro. A sua carreira confunde-se com o Benfica, pelos seus 15 anos de ligação, e em 1973, com o seu joelho a fraquejar e a idade já a pesar nos ombros, o seu percurso de águia ao peito aproxima-se do fim. Momento ideal então para imortalizar o Pantera Negra no grande ecrã, com um documentário luso-espanhol encomendado a Juan de Orduña, o Leitão de Barros espanhol, um filme tão bom que pouca gente se lembra que ele existe.

Uma das principais mais-valias de Eusébio, A Pantera Negra é a found footage. Fala-se muito de Eusébio na televisão e na internet, mas normalmente aparecem sempre as mesmas imagens a ilustrar: meia dúzia de lances em jogos contra o Sporting ou o Porto, o resumo da final da Taça dos Campeões contra o Real Madrid (aqui em resumo alargado) e os golos no Mundial de Inglaterra, em 66, culminado sempre com o golo de cabeça ao Brasil e uma corrida até ao meio campo (aqui também em resumo super-alargado). No entanto, a acrescentar a isto, encontramos em Eusébio, A Pantera Negra uma final contra o Sporting da Taça de Portugal, um jogo contra o Porto e vários golos e lances a equipas mais pequenas, que permitem a quem não teve a felicidade de ver Eusébio jogar (eu, por exemplo) de comprova que era uma força da natureza com um pontapé-canhão.

Eusébio, A Pantera Negra mistura documentário e ficção, lembrando outro filme do género dessa altura: o seminal Belarmino. No entanto, qualquer semelhança entre este e o filme de Fernando Lopes é pura coincidência. E até parece mal estar a comparar os dois. No entanto, é obrigatório fazer esse exercício, não só porque ambos são biopics sobre heróis populares, underdogs da cultura popular portuguesa, como romperam definitivamente com o molde épico dos filmes de época do cinema português, tão comuns durante o Estado Novo, com Leitão de Barros como aríete de serviço.

No entanto, Eusébio, A Pantera Negra não foge muito ao panfletário, já que é um puro exercício de propaganda. Mas propaganda benfiquista, entenda-se. Misturando imagens de arquivo com reconstituições, Juan de Ordeña convoca o próprio Eusébio e a mulher, Flora, para narrar e protagonizar a sua própria história, desde os campos pelados de Lourenço Marques até à consagração mundial, num jogo de despedida no Estádio da Luz, cheio de estrelas internacionais. No entanto, é tudo tão confrangedor que percebemos porque se tornou num filme esquecido através dos tempos: os actores são maus e as cenas dignas de um teatrinho de escola, cheias de zooms despropositados e um problema qualquer no tripé, que parece estar sempre a cair.

Quanto aos momentos mais marcantes da vida de Eusébio, poucos estão lá. O "rapto" ao Sporting e a viagem para Lisboa sob nome falso, por exemplo, são completamente omitidos, desabafando apenas sobre o imbróglio: isto é muito confuso. Deveras esclarecedor. No entanto, mal assina pelo Benfica, Eusébio vai logo a uma casa de meninas ver um striptease. Curioso... Depois os auto-elogios vão aumentando cada vez mais, com um aparte para explicar uma das dezenas lesões que lhe desfizeram o joelho, com imagens em plena sala de operações e tudo.

Curioso documento histórico sobre um dos homens mais famosos de Portugal, Eusébio, A Pantera Negra é para colocar ao lado da música que os Sheiks dedicaram ao King, já que o tema de Vum Vum, disponibilizado em baixo através do maravilhoso mundo do youtube, faz parte da banda-sonora do filme. Infelizmente, sabe apenas a um Happy Meal, mas é um típico caso em que os olhos comem mais do que a barriga.

Posted by: dermot @ 4:49 da manhã
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sexta-feira, dezembro 28, 2012  

TOP 9:

E pronto, o ano está quase a terminar e nós, aqui neste imodesto antro cinéfilo, somos também um carneirinho que gosta de seguir o resto da carneirada. Isso significa que, este ano, voltamos a não deixar escapar o TOP 9 DOS MELHORES FILMES DE 2012:

Menção Honrosa
The Raid - Redemption

Não estreou em Portugal, mas passou no MotelX, por isso merece estar aqui também. The Raid - Redemption vem da insuspeita Indonésia e é um jogo de computador mascarado de filme, em que uma equipa de polícia de assalto invade um prédio controlado por um rei do crime local e tem que passar cada andar como se fosse um nível até ao boss final. Consta que Dredd é semelhante, mas como ainda não o vi não me pronuncio.
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9º Lugar
Adeus, Minha Rainha

Esta é a surpresa de 2012. Um filme de época neo-realista, com Maria Antonieta como pano de fundo e uma criada como protagonista, enquanto ouvimos a Bastilha a cair e o reinado de Luís XVI a desfalecer aos poucos. Uma filigrana de mestre.
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8º Lugar
O Hobbit - Uma Viagem Inesperada

Peter Jackson continua a fazer render o peixe pescado por JRR Tolkien. Depois de ter feito três filmes de três calhamaços, agora adapta um livrozito pequeno em igual trilogia. Felizmente não mantém o mesmo tema infantil do livro e volta-nos a deixar a sonhar com o mundo da Terra Média. Missão cumprida.
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7º Lugar
Crónica
 
O found footage continua a ser uma tendência para montar mockumentários a torto e a direito e este Crónica é um dos bons exemplos. Montado como se fosse real, a partir de imagens caseiras e de câmaras de vigilância, narra a aventura de três jovens que ganham poders sobrenaturais e descobrem da pior forma de que com grandes poderes vêm grandes responsabilidades (porque nem todos têm a sorte de ter o tio Ben na família, não é?).
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6º Lugar
Sombras da Escuridão

Tim Burton arrisca-se a ficar encurralado no monstro que criou. Os seus filmes já não são seus, mas antes o que as pessoas esperam que os seus filmes sejam. Por isso, Sombras da Escuridão é do melhor que Burton fez nos últimos anos, com o seu humor camp, Johnny Depp em registo freak e a promessa de uma sequela para espremer o franchise mais um bocadinho.
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5º Lugar
Tabu

O cinema português está em crise, mas continua a fazer parte das mais variadas listas dos melhores filmes do ano, tanto cá como lá fora. Da nova geração de realizadores lusos, Miguel Gomes é o meu favorito. Com Tabu volta a misturar uma salgalhada de temas, com um bricolage apaixonante: colonialismo, ambientes a Raymond Roussel, preto e branco à Godard, realismo mágico género Apichatpong Weerasethakul e banda-sonora ye-ye.
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4º Lugar
César Deve Morrer

Com César Deve Morrer voltamos a acreditar no cinema e no poder das imagens. Esqueçam o Manoel de Oliveira, isto sim é teatro filmado, dinâmico e criativo. Só é pena é parecer um documentário manipulado tantas vezes.
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3º Lugar
Michael

Michael é um primo afastado da filmografia de Michael Haneke - do qual eu ainda não vi Amor e, talvez por isto, esta lista não tem mais um lugar -, ou não fosse Markus-Schleinzer também austríaco e habitual colaborador do autor de Brincadeiras Perigosas. Michael é assim um tratado clínico sobre pedofilia e sobre um estranho costume que se torna cada vez mais habitual na Áustria: raptar jovens e prende-los em caves.
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2º Lugar
Martha Marcy May Marlene

Se não fosse um final em aberto extremamente frustrante, Martha Marcy May Marlene estaria certamente num lugar acima desta lista. Com este filme, fica provado que Sean Durkin, Antonio Campos e Josh Mond são os nomes do momento no que diz respeito a cinema fantástico e de terror. E as gémeas Olsen já têm descendência como deve ser.
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1º Lugar
Temos De Falar Do Kevin

Provocador, frio, gélido e extremamente perturbador - ajuda ter Tilda Swinton e Ezra Miller com as suas feições de autónamos como protagonistas, claro. Numa altura em que os tiroteios provocados por adolescentes voltam aos Estados Unidos como pãozinhos quentes, Temos De Falar Do Kevin torna-se assustadoramente actual. E se não tiver paciência para ler o post da mãe do Adam Lanza no seu blogue, veja antes este filme.
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Posted by: dermot @ 9:03 da manhã
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A CASA NA FLORESTA:

Título: The Cabin In The Woods
Realizador: Drew Goddard
Ano: 2011


Toda a gente sabe que, nos filmes de terror, os jovens vão sempre passar férias a locais isolados, onde são atacados por psicopatas dementes que os chacina a todos. Também sabemos - e desesperamos - que eles vão sempre separar-se ao mínimo sinal de perigo. E sabemos que, se houver um buraco escuro ou suspeito, eles irão sempre explora-lo. São os clichés do cinema de terror em geral - e dos slasher em particular - e sabemos que só acontecem nos filmes. E se A Casa Na Floresta vos revelar que não é bem assim?

A Casa Na Floresta dá uma justificação para que todos esses lugares-comuns aconteçam. É que existe uma corporação secreta, que manipula esses acontecimentos, com actores colocados em locais estratégicos - o eremita assustador, com mensagens profetizantes -, gases afrodisíacos para pôr as hormonas dos jovens aos pulos e monstros paranormais escondidos em hangares secretos, prestes a serem libertos no momento exacto.

Em A Casa Na Floresta, esses dois mundos colidem a certo ponto. De um lado, a típica história slasher, dos adolescentes a passar férias numa cabana perdida no bosque (Chris Hemsworth, o desportista; Fran Kranz, o irritante stoner, imitação manhosa do Shaggy, do Scooby-Doo; Anna Hutchison, a tipa fácil; Jesse Williams, o tipo íntegro; e Kristen Connolly, a heroína), que sem querer despertam uma horda de zombies. Do outro lado, a tal corporação secreta, gerida com muita descontração por Richard Jenkins e Bradley Whitford, que apostam dinheiro no que vão os jovens fazer a seguir ou comem uma sandocha enquanto um dos putos é decepado e esventrado. Depois, as coisas misturam-se e o caos instala-se, culminando tudo num delírio que não víamos desde Kaboom - Alucinação.

Podíamos estar perante uma versão de terror de The Truman Show - A Vida Em Directo, mas a Drew Goddard (e ao outro argumentista, Joss Whedon) só interessa a parte de desconstruir os códigos do cinema de género, descurando o filme a sério. Isso faz com que a parte slasher seja ainda mais tongue-in-cheek do que o argumento pretendia e faz com que o motivo para que o filme exista (ou seja, a razão para a existência da tal corporação secreta) seja das coisas mais patetas que vimos nos cinema em 2012.

No entanto, A Casa Na Floresta não deixa de ser um exercício cinematográfico interessante, alargado o suficiente para apelar a outros que não os maluquinhos do terror. E desde quando é que não se ria a sério com um slasher? Talvez desde Gritos. E isso quer dizer muito mais do que o McChicken que remata esta prosa crítica.

Posted by: dermot @ 5:56 da manhã
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quarta-feira, dezembro 26, 2012  

ENCOMENDA ARMADILHADA:

Título: Premium Rush
Realizador: David Koepp
Ano: 2012


As bicicletas estão na moda. Ainda no último número do jornal Pedal se escrevia sobre isso, sobre como se tornou chique andar de bina e como se tornou num produto neo-modernista, colocado estrategicamente em qualquer loja gourmet, como símbolo de sofisticação e bom-gosto vintage. Coincidência ou não, eis Encomenda Armadilhada, filme a rimar com essa tendência dos dias de hoje.

Encomenda Armadilhada é a história de um estafeta de bicicleta (Joseph Gordon-Levitt a fazer a transição para actor de acção) viciado na adrenalina e no risco, avesso a travões e outras mariquices do género. Apesar de mal pago, Wilee (trocadilho com o nome do coiote dos Looney Tunes) não troca a bicicleta pelo curso de Direito porque gosta daquilo. E faz dele o herói perfeito para uma entrega perigosa, que vai envolver o submundo das loja de chineses e um polícia corrupto, viciado no jogo e com uma dívida enorme (um fantástico Michael Shannon).

Encomenda Armadilhada é para se ver com o cérebro desligado. É uma vertigem a alta velocidade, montada entre analepses e prolepses à mesma velocidade vertiginosa, por entre o tráfego e os obstáculos das ruas de Nova Iorque em duas rodas e a pedal. No entanto, não se pode pensar muito no filme, porque senão saímos imediatamente da sala de cinema. Nem o Lance Amstrong super-dopado conseguia ganhar uma corrida numa pasteleira de aço sem mudanças contra um tipo numa bicicleta de corrida artilhada, nem sequer os chineses iam vigiar o bebé de uma estudantes nos Estados Unidos que escreveu um texto sobre o Tibete(!).

Se conseguir alhear-se destes pequenos (grandes) detalhes, Encomenda Armadilhada é um filme xunga bastante entretido, para se ver afogado num balde de pipocas em tarde de ressaca. Não vem salvar o mundo, mas também não lhe traz mal. É como um McBacon de quando em vez: não arruina a dieta e mata a fome na mesma.

Posted by: dermot @ 5:54 da manhã
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segunda-feira, dezembro 24, 2012  

BRAVE - INDOMÁVEL:

Título: Brave - Indomável
Realizador: Mark Andrews, Brenda Chapman & Steve Purcell
Ano: 2012


Por alguma razão obscura, o arco e flecha tornou-se numa das tendências de 2012 no grande (e no pequeno) ecrã. Já não me recordo quem lançou a moda (terá sido o Legolas?), mas olhando agora em retrospectiva lembro-me assim de repente de Os Jogos Da Fome, do Gavião Arqueiro em Os Vingadores ou do Daryl, no The Walking Dead. Por isso, não é de estranhar que a Pixar tenha adoptado também o arco e a flecha para a heroína do seu novo filme, Brave - Indomável.

Mais estranho foi antes a opção de, neste regresso a material original em três anos, em se colar ao imaginário Disney das princesas e reinos encantados. Depois de ter caído por terra a tese de que era uma companhia infalível - Carros 2 não é apenas bom -, essa aproximação a indústria que os comprou e os absorveu no seu império megalómano poderia soar a acomodação e facilitismo.

Felizmente, a Pixar é alguém em quem podemos confiar e Brave - Indomável prova que são uma espécie de Woody Allen dos desenhos-animados. Ou seja, que nunca serão capazes de fazer um mau filme. Brave - Indomável é assim a história de uma princesa na Escócia antiga, a maria-rapaz Merida (voz de Kelly Macdonald), que pela sua natureza rebelde se identifica mais com os brutos e brigões homens escoceses do que com o destino de princesa perfeita que a sua mãe (e o reino) esperam por si. Por isso, quando chega a altura de escolher um pretendente de entre os três clãs rivais (os Macintosh (lol), os Macguffin (lol lol) e os Dingwall), Merida garreia com a mãe e embarcam numa aventura a dois, com bruxas, feitiços e ursos.

O caminho tomado é o da Disney - mãe e filha numa aventura conjunta até eliminarem o generation gap entre elas -, mas a forma como a Pixar o faz é diferente. De uma maneira mais adulta, madura e crescida. Falta-lhe aqui mais humor, daquele perspicaz e inteligente (como os nomes dos clãs), mas compensa em factor adorável e no imaginário criado. Abusa talvez nas canções, com demasiado folk celta, gaitas-de-foles e as canções de Julie Fowlis, mas por sua vez volta a usar também o factor uau no que diz respeito à animação. E os cabelos rebeldes de Merida fazem-nos lembrar a primeira vez que vimos tantos pêlos, em Monstros E Companhia.

Pode não ser o melhor filme da Pixar, mas Brave - Indomável é a prova para nos deixar descansados de que quem sabe nunca esquece. E o McBacon serve de Motivação para melhorarem ainda mais no próximo.

Posted by: dermot @ 5:09 da manhã
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sábado, dezembro 22, 2012  

TOP 5:

Sabemos que estamos em época das Festas quando começamos a ver: a) o Sozinho Em Casa a dar na televisão; b) notícias do Pai Natal a fazer queda livre/surf/snowboard a encerrar os telejornais; c) listas e mais listas dos melhores momentos/livtos/filmes/whatever do ano que finda. Ora bem, é essa também a altura de fazermos, aqui neste imodesto tasco cinéfilo, o nosso próprio top dos piores filmes do ano. É que escolher apenas os melhores é muito mainstream... Por isso, sem mais demoras, eis o TOP 5 DOS PIORES FILMES DE 2012:

5º Lugar
MIB - Homens De Negro 3

Os primeiros Homens De Negro (mais o primeiro que o segundo) foram filmes divertidos, que ainda nos deixam uma pontinha de nostalgia. Aliás, quando os apanhamos em reposição no canal Hollywood acabamos sempre por ficar a vê-los até ao fim. Por isso, o facto desta terceira sequela não nos ter deixado vontadinha nenhuma de ir rever os filmes ou de ficar a pensar no que vimos durante muito mais tempo é indicador da sua (ir)relevância. No entanto, tem uma das melhores piadas de 2012, com a melhor personificação de sempre de Andy Warhol.
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4º Lugar
O Corvo

De vez em quando aparecem filmes assim, espertalhões, que tentam aproveitar as tendências do momento e ter sucesso à conta disso. O Corvo é um desses filmes: parece A Lenda Do Cavaleiro Sem Cabeça pelo ambiente gótico, parece o Sherlock Holmes pelo seu (anti)herói inconveniente e com poderes de dedução, parece o Saw - Enigma Mortal pelo vilão manipulador, parece o Cyrano De Bergerac pela eloquência de Edgar Allan Poe e, no final... acaba por não se parecer com nada.
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3º Lugar
Comprámos Um Zoo

Alguém devia apelidar este tipo de cinema, que é cada vez prolífero, e que adapta uma certa literatura de supermercado. E o que mais me faz espécie é que cada vez mais realizadores consagrados cedem a este tipo de filmes (há dois anos, por exemplo, foi Peter Jackson com o execrável Visto Do Céu). Comprámos Um Zoo é uma espécie de comédia romântica escondida, cheia de lugares-comuns e actores famosos, para fazer sonhar senhoras de meia-idade e solteironas ainda a sonhar com o príncipe encantado.
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2º Lugar
Em Câmara Lenta

Admiro os filmes de Fernando Lopes à grande e considero-o um dos grandes génios do cinema nacional de sempre. Crónica Dos Bons Malandros é o filme que Tarantino teria feito se tivesse nascido em Portugal nos anos 80; Belarmino é a obra-prima de todo o cinema português; e O Delfim adapta o melhor livro de língua portuguesa do mundo. Mas esta sua despedida, antes de se despedir do mundo dos vivos, é tao etérea, anónima e fantasmática, que parece um filme incompleto.
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1º Lugar
O Fantástico Homem-Aranha

Precisávamos tanto de um novo filme do Homem-Aranha como de um buraco na cabeça. Além disso, necessitávamos tanto de um reboot do franchising Homem-Aranha como que uma nova origem, cheia de plot twists inventados. Espero que para o ano façam um novo Homem-Aranha, mas um em que o Peter Parker ganhe os poderes no espaço em vez de ser mordido por uma aranha radioactiva.
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Menção Honrosa
A Idade Do Rock

Um musical com air-rock e todos os flagelos da música dos anos 80 não arriscava simplesmente figurar neste top, mas antes pedia-o descaradamente. Não é isso que incomoda em A Idade Do Rock, mas antes a falta de imaginação da história e os arranjos ruinzinhos das músicas da banda-sonora. Quando o melhor de um filme é o Tom Cruise em tronco nu e de bandana na cabeça, acho que quer dizer alguma coisa.
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Posted by: dermot @ 2:43 da tarde
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O GEBO E A SOMBRA:

Título: O Gebo E A Sombra
Realizador: Manoel De Oliveira
Ano: 2012


E em plena crise económica, com Portugal a atravessar um dos seus piores períodos da sua História recente, eis que Manoel de Oliveira desenterra uma peça de Raul Brandão, quase tão antiga quanto ele, que faz uma rima muda com o tema. O Gebo E A Sombra é sobre honestidade, cobiça, honra e humildade. Em suma, é sobre o triste fado de ser português.

Adaptando então a peça homónima de Brandão, datada dos anos 20 do século passado, O Gebo E A Sombra é uma espécie de teatro filmado, à semelhança do que Oliveira já fez no passado. O exemplo mais recente terá sido O Quinto Império - Ontem Como Hoje, peça bem mais interessante de José Régio. Ou seja, cinema rígido, baseado na palavra e nos seus autores, com poucos e longos takes, onde por vezes a acção se passa fora do plano.

Manoel de Oliveira é mais velho que o próprio cinema, por isso não se pode falar de influências. O ancião realizador não é um influenciado, mas sim um influenciador. E, cada vez mais, sente-se no seu cinema um espírito de fundação, quase artesanal, que vai ser aprimorado à medida que a fotografia dos seus filmes é cada vez mais plástica e, paradoxo!, formal. No entanto, falta a O Gebo E A Sombra aquilo que faz o cinema: as imagens em movimento. Mesmo sendo um realizador lento, sente-se nos seus filmes um outro sentido de ritmo, que está ausente neste O Gebo E A Sombra. E ser teatro filmado não justifica tudo; basta ver César Deve Morrer para perceber como este pode estar injectado de vitalidade.

Claro que um filme que junta Michael Lonsdale, Claudia Cardinale e Jeanne Moreau no mesmo ecrã nunca pode ser mau (e ainda estou com dores nas costas de tantas vénias). E ao pé de tamanho amontoado de talento, até o desastre que é Ricardo Trêpa parece ser um actor mediano (é o falar francês que disfarça, de certeza). No entanto, já vimos Oliveira fazer mais e melhor com menos. Contudo, e principalmente agora que o outro criador ancião nos deixou (RIP Oscar Niemeyer), Double Cheeseburgers de Manoel de Oliveira são sempre obrigatórios por mais pequenos que sejam.

Posted by: dermot @ 5:02 da manhã
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sexta-feira, dezembro 21, 2012  

OS VINGADORES:

Título: The Avengers
Realizador: Joss Whedon
Ano: 2012


Podem não acreditar, mas só agora é que vi Os Vingadores, o filme que toda a gente já viu. A razão é simples e não tem nenhuma segunda intenção escondida. Na altura não deu para ir logo ao cinema e, depois, a tesão do mijo foi passando aos poucos e poucos. Até que decidi esperar calmamente pelo DVD, sentadinho no sofá. E agora, que é altura de fazer as listas dos melhores e piores do ano, nada como colocar os filmes em dia.

Os Vingadores é assim o sonho molhado de todos os fãs da banda-desenhada. Aliás, Os Vingadores está para os super-heróis assim como Os Mercenários 2 está para os filmes de acção. Ou seja, é o filme que reúne todos os grandes super-heróis na mesma aventura, lutando lado a lado (e uns contra os outros). A coisa já vinha sido a ser preparada há algum tempo, com várias cenas escondidas depois dos créditos dos filmes de O Incrível Hulk, do Homem De Ferro, do Thor e do Capitão América - O Primeiro Vingador, o que só serviu para aumentar ainda mais a expectativa e a ansiedade.

Assim, ao Homem De Ferro, ao Capitão América, ao Thor e ao Hulk, o reaizador Joss Whedon juntou ainda dois bónus: o Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) e a Viúva Negra (Scarlett Johansson enfiada em látex). Para unir esta gente toda, só havia uma pessoa possível no mundo: Samuel L. Jackson, na pele do coronel Nick Fury (que, em tempos, chegou a ser de David Hasselhoff num filme que pouca gente se lembra), cujos níveis de badass dispensam qualquer super-poder para impor respeito e admiração. Posto tudo isto, faltava apenas um vilão. E quem com tamanho poder para enfrentar esta gente toda que o malvado meio-irmão de Thor, o deus da mentira Loki, mais um exército de alienígenas destruidores, num enredo que mistura elementos do Thor e de Capitão América - O Primeiro Vingador.

Como qualquer primeiro filme de uma série, Os Vingadores dedica alguns momentos à origem do grupo. No entanto, como as sementes já estavam lançadas, esta não é uma questão demorada. E, tão pouco, uma questão que exija ao espectador ter visto os outros filmes de super-heróis, o que é sempre uma decisão acertada. Depois é apenas libertar o Kraken e deixar a destruição acontecer, numa masturbação digital sem igual (apenas comparável, talvez, a Transformers - Retaliação), que tem o seu ponto caramelo numa sequência brutal de 1 minuto. Às vezes parece um jogo de computador? Sim. Mas estamos a ver um filme de extraterrestres contra mutantes, super-humanos, monstros e semi-deuses, do que estavam à espera?

Há duas opções que faz HSHSHSH sair vencedor. A primeira foi criar tensões entre todos os membros do grupo, com as suas rivalidades e egos a prevalecerem sobre o patriotismo de direita, que é facilmente colado a este tipo de aventuras. Isso faz com que, além das picardias habituais, acabem por lutar uns contra os outros. E isso é um doce para todos os fãs. Além disso, há uma preocupação em inserir, sempre que possível, one liners espirituosas, que fazem com o playboy Tony Stark (Robert Downey Jr.) não roube o filme todo para si. Aliás, quem é que é mesmo o grande destaque de Os Vingadores? Nem mais nem menos que Hulk, o mais inesperado de todos, depois de dois filmes em que os seus realizadores nunca acertaram com o tom e o registo certo.

É certo que Os Vingadores podia ser ainda melhor, mas fossem todos os bockbusters de super-heróis assim e teríamos um mundo bem melhor, ao sabor de McRoyal Deluxes.

Posted by: dermot @ 5:19 da manhã
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quarta-feira, dezembro 19, 2012  

JERRY MAGUIRE:

Título: Jerry Maguire
Realizador: Cameron Crowe
Ano: 1996


Há duas coisas que ficam para a posterioridade em Jerry Maguire: a primeira é a prestação de Cuba Gooding Jr., que lhe valeu inclusive o Oscar, e que nunca mais voltou a igualar; e a segunda é a cena do show me the money, que durante esse ano cinematográfico se tornou em referência popular obrigatória. Agora, visto a posteriori, há outra coisa que surpreende: a forma como Renée Zellweger parece estar aqui a estagiar para o seu papel a sério, em O Diário De Bridget Jones.

Jerry Maguire, ou seja, Tom Cruise, não só é um agente desportivo, como é (atenção ao artigo definido) o agente desportivo dos Estados Unidos. No entanto, certa noite, um ataque de consciência faz-lhe escrever uma declaração de princípios que vai contra tudo aquilo que a sua empresa se havia tornado: uma sugadora de dinheiro, apenas interessada no lucro em detrimento da saúde e bem-estar dos seus atletas. Claro que isso lhe fica muito bem, mas profissionalmente é um desastre. Maguire/Cruise é despedido e a sua carteira de clientes fica reduzido a um - Rod Tidwell (Cuba Gooding Jr.), jogador de futebol americano com um feitio... complicado e uma família... especial.

Sabemos ao que vamos perante esta sinopse: a habitual história do underdog que vinga contra tudo e todos, mantendo-se fiel aos seus princípios. Aliás, é esse o resumo do sonho americano e são centenas os filmes semelhantes, de Rocky a Erin Brokovich. Além disso, Cameron Crowe é um cronista dos valores tradicionais norte-americanos, que tanto gosta de contar histórias destas, como de enche-las com músicas a tresandar a americana (a primeira vez que ouvimos falar dele até foi num teledisco de Tom Petty e tudo).

Mas Jerry Maguire tem uma segunda parte para oferecer. Paralelamente a isto e ao buddy movie que se desenvolve entre Cruise e Gooding Jr., existe outra dupla em ascensão. A que Cruise Renée Zellweger, a mãe solteira (e que irritante era Jonathan Lipnicki quando era pequenino) que acompanha Jerry Maguire porque acredita que os princípios são mais importantes que os meios e os resultados. Assim, ao bromance, Crowe contrapõe uma comédia romântica descarada, mas com Tom Cruise em vez de Hugh Grant.

Ambas as histórias formam um jogo de espelhos, em que Tom Cruise é a peça em comum e o dilema é o mesmo: manter-se íntegro e fiel aos seus princípios, seja nos negócios ou no amor, ou quebrar as regras em proveito de melhores resultados, mesmo que a felicidade dependa disso. E Crowe fa-lo com as suas armas: um estilo informal, diálogos escorreitos e um equilíbrio entre humor e drama que lhe dá um toquezinho agridoce. Não fica propriamente para a posterioridade, mas é um McBacon que é relativamente delicioso.

Posted by: dermot @ 6:00 da manhã
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terça-feira, dezembro 18, 2012  

O HOBBIT - UMA VIAGEM INESPERADA:

Título: The Hobbit: An Unexpected Journey
Realizador: Peter Jackson
Ano: 2012


De três calhamaços, Peter Jackson realizou os três filmes de O Senhor Dos Anéis. E agora, de um livrozito relativamente pequeno, realizou igualmente três filmes. É logo aqui que reside a principal força e fraqueza de The Hobbit: An Unexpected Journey, a primeira parte de uma trilogia que precede a de O Senhor Dos Anéis. Força porque temos a certeza de que não fica nada de fora, incluindo os muitos apêndices que fazem as delícias de todos os nerds da Terra Média; e fraqueza porque essa opção não consegue esconder uma ponta de oportunismo, de fazer render o peixe, que faz os filmes poderem estender-se um pouco mais do que deviam.

Enfim, é o costume no reino de Hollywood, onde os realizadores cada vez mais têm que saber aliar um compromisso entre a sua arte o negócio da indústria. E se há quem domine os dois é Peter Jackson, que volta ao universo de JRR Tolkien, para nos contar como tudo começou. Isto é o mesmo que dizer que The Hobbit: An Unexpected Journey é a história de como Bilbo Baggins (Martin Freeman) descobriu o anel e conheceu Gollum (Andy Serkis), durante uma aventura que o tirou do conforto do Shire e o levou com 12 anões e um feiticeiro - Gandalf (Ian Holm), quem mais haveria de ser - a tentar recuperar a Montanha Solitária a um malvado dragão.

Para quem não sabe, O Hobbit é o primeiro livro escrito por Tolkien, uma obra dirigida para os seus filhos e, portanto, nada a ver com o tom épico da trilogia O Senhor Dos Anéis e com uma escrita bem mais juvenil. No entanto, Peter Jackson dá a The Hobbit: An Unexpected Journey o mesmo tratamento dos filmes anteriores, não se coibindo em cenas mais cruéis, com batalhas violentas, decapitações e gente decepada com fartura. Lembramo-nos desta vez de Braveheart - O Desafio Do Guerreiro (talvez pelas semelhanças entre os anões e os escoceses), mas ainda não há uma batalha verdadeiramente inesquecível.

The Hobbit: An Unexpected Journey começa de forma muito pitoresca, com o encontro entre Bilbo e Gandalf e os anões, e vai evoluindo para um tom cada vez mais negro e perigoso, antevendo dois próximos filmes bem mais violentos que este. São ainda lançados dados que fazem a ponte com O Senhor Dos Anéis (há Saruman outra vez no pedaço, o que não agoira nada de bom) e Peter Jackson enche os buracos em branco com vários apêndices escritos à posteriori por Tolkien. E é por aqui aqui conhecemos Radagast (Sylvester McCoy), que promete estar para Jackson como jar-Jar Binks está para George Lucas.

O grande momento de The Hobbit: An Unexpected Journey será, no entanto, o encontro entre Bilbo e Gollum (e o anel), que culmina com o jogo de adivinhas mais famoso da literatura mundial. Gollum parece estar mais expressivo do que nunca e a inspirar cada vez mais desconfiança. Ficamos agora a esperar o que nos trarão os "vilões" dos próximos filmes. Para já, The Hobbit: An Unexpected Journey corresponde completamente às expectativas: a continuação do espírito da Terra Média, uma aventura interessante e um ritmo equilibrado o suficiente para nos querer fazer ver o resto. Nada mau começar uma nova trilogia com um McRoyal Deluxe.

Posted by: dermot @ 5:54 da manhã
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segunda-feira, dezembro 17, 2012  

MICMACS - UMA BRILHANTE CONFUSÃO:

Título: Micmacs À Tire-Larigot
Realizador: Jean-Pierre Jeunet
Ano: 2009


Mas que raio aconteceu a Jean-Pierre Jeunet, que num piscar de olhos passou de realizador adorado por todos (alguém mencionou O Fabuloso Destino De Amélie Poulin?) a nota de rodapé nas estreias de cinema que chegam ao nosso país com quase 3 anos de atraso e uma indiferença quase total por parte de toda a gente? Confesso que só agora, quase um ano depois da sua estreia em Portugal e três depois do seu lançamento, é que dei por Micmacs - Uma Brilhante Confusão e apercebi-me que havia um novo filme de Jeunet.

O realizador francês criou o seu próprio universo cinematográfico e é isso que esperamos dele: um mundo de ocres e castanhos, entre o barroco e o burlesco, onde as personagens são pitorescas e se envolvem em situações caricatas, mas ao mesmo tempo adoráveis. Mas esse pode ser uma faca de dois gumes e, tal como vem acontecendo a Tim Burton, esse monstro pode tornar-se maior que o seu criador e aprisiona-lo lá dentro.

É o que acontece em Micmacs - Uma Brilhante Confusão: formalmente perfeito, o filme é a súmula de toda a filmografia de Jeunet. Bazil (Dany Boon) é um pobre pateta, reminescente dos "mudos" e humanistas Jacques Tati e Charlie Chaplin, que tem uma triste relação com as armas de guerra, já que o seu pai morreu numa mina em Marrocos e ele próprio tem uma bala alojada na cabeça que o pode colapsar a qualquer momento. Por isso, com a ajuda de uma pandilha de inadaptados, vai vingar-se à boa maneira de Amélie Poulin (maçando e moendo a paciência deles, de forma subtil, até mais não) da empresa bélica que fabrica essas armas.

Jeunet perde bastante tempo a criar este ambiente. Inventa uma família de outsiders que vivem numa lixeira, cada um com o seu talento igualmente inútil, monta uma série de cenários absurdos e, depois, cola-os a todos com cuspo. O esqueleto soçobra e só não cai por pouco. Tudo é uma sucessão de eventos despropositados, com personagens baças e caricaturais e, especialmente, tudo muito confuso. Tão confuso que vemos o filme duas vezes e, mesmo assim, há coisas que não percebemos.

Micmacs - Uma Brilhante Confusão mostra-nos um Jeunet cansado e esgotado de ideias. Um Jeunet longe do narrador prolífero e imaginação pulsante que nos fizeram gostar do seu trabalho, uma espécie de Spike Jonze barroco ou um Jacques Tati do virar do século. Micmacs - Uma Brilhante Confusão é apenas aborrecido e, como já o referi, confuso. Micmacs - Uma Brilhante Confusão é um Cheeseburger.

Posted by: dermot @ 5:30 da manhã
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sexta-feira, dezembro 14, 2012  

A BRANCA DE NEVE E O CAÇADOR:

Título: Snow White And The Huntsman
Realizador: Rupert Sanders
Ano: 2012


Numa das cenas mais fortes de A Branca De Neve E O Caçador, Charlize Theron aproxima-se do espelho e faz a pergunta mítica: Espelho meu, existe alguém no mundo mais bonita do que eu?. E este responde-lhe que sim, que há a Kristen Stewart. ERRADO! Existem poucas mulheres mais bonitas do que Theron e Stewart é uma das tipas mais esquisitas da actualidade, sempre com a mesma expressão de dor de barriga. Mas pronto, entendemos a necessidade de fazer render o peixe da popularidade dos actores em Hollywood e, caso consiga ultrapassar este grande turn down do filme, A Branca De Neve E O Caçador até é simpático de se ver.

Como o próprio título indica, A Branca De Neve E O Caçador parte da fábula infantil da A Branca De Neve E Os Sete Anões (popularizada pela Disney) e actualiza-a para o mundo da fantasia, aquele que foi criado por JRR Tolkien e fragmentado em mil e uma variações. Basicamente, o realizador Rupert Sanders faz aquilo que Tim Burton queria ter feito com o seu Alice No País Das Maravilhas e que falhou redondamente.

Do conto original, Sanders mantém os momentos mais icónicos: o espelho, que já falámos, a maçã e os anões. Depois inventa uma origem para a Branca de Neve, que cola: filha e um rei próspero e bondoso, Branca de Neve (Kristen Stewart) é aprisionada pela bruxa malvada (Charlize Theron) que seduz e assassina o seu pai, mergulhando o reino das trevas. Predestinada a salvar tudo e todos, Branca de Neve conhece um caçador bêbado e viúvo (Chris Hemsworth, que sabe tanto representar como Kirsten Stewart) e embarca numa demanda à O Senhor Dos Anéis.

A colagem a Tolkien não é só no ambiente fantástico, é também na estrutura do survivor movie e da equipa em missão. Branca de Neve, o caçador e os anões (irritantes, mas filme fantástico que é filme fantástico tem que ter anões) passam então por uma série de episódios desconexos, que introduzem fadas, amazonas, orcs e afins. Isso diz-vos alguma coisa? Depois culmina tudo numa grande batalha que, felizmente, tem uma edição sóbria que nos permite perceber o que se está a passar.

Assim, tirando a insistência em incluir alguns clichés desnecessários (a viuvez do caçador ou algumas personagens secundárias) e a total falta de química entre o par de protagonistas, A Branca De Neve E O Caçador até é um filme simpático para um serão de domingo à tarde, bem melhor que muitos dos seus primos que começaram a proliferar desde o sucesso de O Senhor Dos Anéis. E se tivessem todos o carisma e o impacto de Charlize Theron, A Branca De Neve E O Caçador até valia mais que o McChicken.

Posted by: dermot @ 5:29 da manhã
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quarta-feira, dezembro 12, 2012  

THE OTHER F WORD:

Título: The Other F Word
Realizador: Andrea Blaugrund Nevins
Ano: 2011


O que acontece aos músicos punk quando se transformam em pais? Será que mergulham os seus rebentos numa espiral de sexo, drogas e rock'n'roll logo à nascença? Claro que existem alguns pais negligentes, mas isso há em todas os extractos sociais. Tudo o resto é um estereótipo criado, que este documentário de Andrea Blaugrund Nevins tenta desmistificar, provando que um tipo cheio de tatuagens e o cabelo armado numa crista com espinhos também pode ser um bom pai.

No fundo, a pergunta é pertinente e não é apenas um preconceito barato, criado por pessoas tacanhas, conservadoras e paradas no tempo. Afinal, um punk é um rebelde por natureza, um combatente feroz contra os interesses estabelecidos e um niilista que apregoa o mote dos Sex Pistols, no future. Então, como pode um pai destes exercer a sua autoridade e educar um filho? Os entrevistados de The Other F Word reconhecem o paradoxo: passamos uma carreira inteira a lutar contra o sistema e, mal nasce um filho, passamos a fazer parte dele, dependentes dos seguros médicos, do sistema de ensino e de mil e um outros serviços públicos.

The Other F Word aborda de forma inteligente e certeira todos estes assuntos, mostrando ainda que esta gente também dão bons pais. As tatuagens nos braços (e na testa, e no pescoço e em todo o lado) de Lars Frederiksen podem afugentar todos os pais no parque infantil, mas o seu filho ignora isso completamente, continuando a respeita-lo e a admira-lo. E os exemplos sucedem-se, com vários punks (os Rancid, os US Bombs, os Red Hot Chilli Peppers, os Black Flag, os Blink 182...) e até um skater (vénias a Tony Hawk, claro).

No entanto, a linha condutora de The Other F Word é Jim Lindberg, o vocalista dos míticos Pennywise. Já com idade para ter juízo, Lindberg vai dando mostras de cansaço ao longo do documentário, à medida que passamos tempo com ele na estrada e longe da sua família. No final, Lindbger deixa a banda para passar mais tempo com os seus e nós questionamo-nos até que ponto este documentário não foi o pretexto para ele ficar a bem com os seus fãs e admiradores de Pennywise.

Mesmo que esta parte seja manipulada, The Other F Word é um documentário bastante competente e com momentos capazes. Apesar de não ser propriamente admirador da maioria das bandas entrevistadas, algumas interpretações ao vivo são potentes (pelo quão pessoais que são) e o trabalho de arquivo é interessante qb. Um McBacon para se ver e perceber que existe vida para o rock e o punk para lá da paternidade.

Posted by: dermot @ 5:29 da manhã
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segunda-feira, dezembro 10, 2012  

VISTO DO CÉU:

Título: The Lovely Bones
Realizador: Peter Jackson
Ano: 2009


Depois da trilogia O Senhor Dos Anéis, Peter Jackson deve ter tido que pagar certos favores a certas pessoas. Como ninguém quer um bico dele, Jackson teve que os compensar com trabalho. Só isso explica que o mesmo realizador de Feebles, Os Terríveis ou Carne Humana Precisa-se tenha feito uma chachada deste tamanho, chamada Visto Do Céu.

É impressionante como a literatura de supermercado é sugestiva e como as donas de casa que a consomem gostam de historias fantásticas e de meninos que morrem, vão para o céu e escrevem livros de lá. Aliás, é impressionante como a Alexandra Solnado continua a vender livros. Visto Do Céu adapta ao cinema um livro tipo O Céu Existe Mesmo, que esteve no topo dos mais vendidos em Portugal durante semanas a fio, mas que é ligeiramente melhor.

Susie Salmon (Saoirse Ronan) é então uma menina que, nos anos 70, foi brutalmente assassinada por um pedófilo perturbador (excelente Stanley Tucci, provavelmente a melhor coisa no filme). Por qualquer motivo obscuro, Susie fica presa num limbo entre a Terra e o Céu, donde observa o trauma em que vive o seu pai (Mark Wahlberg), incapaz de lidar com a perda da filha sem, pelo menos, descobrir quem foi o culpado.

Drama familiar paredes meia com o fantástico Visto Do Céu nunca é carne nem peixe. Enquanto drama, tem uns fogachos de bom cinema, especialmente aqueles entregues à avó hippie interpretada por Susan Sarandon; enquanto filme fantástico, Visto Do Céu mergulha em injecções de new-age, onde Peter Jackson se perde em masturbações digitais pointless, onde cria cenários de posters motivacionais a perder de vista.

No final, os dois mundos deviam dar as mãos, numa catarse que regenerasse aquela gente toda, mas que não funciona porque por essa altura já estamos todos a suspirar de tédio e aborrecimento. As personagens secundárias são apenas fantasmas que não se percebe porque ali andam (há uma amiga de Susan que, aparentemente, vê fantasmas, mas que nunca abre a boca), os sub-enredos são apenas sugestionáveis (os pais de Susan separam-se, fica no ar a ideia de uma traição da mãe com o inspector da polícia, mas afinal só a vemos a fugir para ir apanhar morangos algures e depois voltar para casa) e tudo o resto é abordado apenas pela rama.

Visto Do Céu é cinema de supermercado: descartável e apenas tolerável pelas donas de cama que se querem comover facilmente por tragédias de faca e alguidar. Para a próxima é melhor Peter Jackson começar a pagar os favores de outra forma, porque nós não temos que apanhar indigestões com Happy Meals destes.

Posted by: dermot @ 6:02 da manhã
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sexta-feira, dezembro 07, 2012  

PERFUME DE MULHER:

Título: Scent Of A Woman
Realizador: Martin Brest
Ano: 1992


Depois de tantos filmes bons, pensar que Al Pacino apenas ganhou o Oscar com Perfume De Mulher não deixa de soar a compensação (ou outra coisa qualquer menos nobre). No entanto, se virmos bem, este seu papel é mais fácil de premiar do que o discreto Michael Corleone, por exemplo. Ora vejamos: em Perfume De Mulher, Pacino é Frank Slade, um coronel cego, com muito mau feitio, que consegue identificar todos os perfumes de mulher e que está sempre a dizer hoo-wah e que, por isso, parece o Duffman.

Um muito novinho Chris O'Donnell (também anda por lá um muito novinho Philip Seymour Hoffman) é então um jovem de um colégio de betinhos que, para arranjar dinheiro para as propinas, aceita cuidar de um velhote cego durante o fim-de-semana da Acção de Graças. Esse velho é Al Pacino que tem um plano muito simples para o feriado: ir a Nova Iorque, ficar hospedado num hotel 5 estrelas, comer um belo bife, dar uma queca com uma prostituta boazona e, por fim, suicidar-se.

É fácil antever o que daí vem. Um buddy movie com dois tipos completamente opostos, cujas vidas vão muar depois de um par de dias passados em conjunto. No final, tudo é rematado com um discurso de Al Pacino daqueles capazes de sobreviver para sempre na história do cinema, já que há um sub-enredo mais ou menos pateta de um processo disciplinar de Chris O'Donnell lá no colégio dos betinhos.

Perfume De Mulher é, portanto, um tour de force de Al Pacino, que leva o filme às costas o tempo todo. Ele é cego, mas a sua intuição faz o Demolidor parecer um incapaz. Saca gajas, dança o tango numa cena memorável ao som daquela música do Carlos Gardel que o David Fonseca plagiou descaradamente, conduz um Ferrari numa cena digna do Cegos, Surdos E Loucos(!) e tem uma verborreia mordaz à Cyrano De Bergerac, modo Al Pacino. Tudo isso faz-nos esquecer amiúde do resto do filme.

Martin Brest, realizador com uma carreira que se resume do Caça-Polícias ao (urgh) Gigli, tenta dar ainda ao filme um tom italiano, cheio de tangos na banda-sonora, que nunca se percebe se é uma referência ao filme original (que, tal como outros casos semelhantes em Hollywood, é desbaratado pelo remake) ou se e um tributo à ascendência de Al Pacino. Mas para isso já tínhamos a trilogia de O Padrinho. Se não fosse o Oscar, Perfume De Mulher era um pouco mais esquecível na sua carreira, que tem momentos bem mais saborosos que este McBacon.

Posted by: dermot @ 5:01 da manhã
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PELA ESTRADA FORA:

Título: On The Road
Realizador: Walter Salles
Ano: 2012


Confesso que já dei tudo o que tinha a dar para o peditório Jack Kerouac e o seu Pela Estrada Fora. Identifico-me com os princípios da beat generation, gosto do William Burroughs, acho piada ao Ginsberg, mas não consigo gostar do Kerouac nem do(s) seu(s) livro(s). O que é um paradoxo, eu sei, já que é Pela Estrada Fora que cristaliza em palavras tudo o que foi a beat generation. Mas pronto, isto só para dizer que não esperem de mim que defende cega e apaixonadamente o autor, o livro ou esta adaptação ao grande ecrã de mais um dos livros que se acreditava serem impossíveis de adaptar ao grande ecrã.

A escolha do brasileiro Walter Salles para adaptar Pela Estrada Fora ao cinema acaba por ser natural. Depois de Diários De Che Guevara, Salles era o único nome capaz de transportar para cinema o (atenção ao itálico do artigo definido) livro de viagens de eleição. Por isso, Pela Estrada Fora é um road movie na verdadeira acepção do termo, com uma história (leia-se episódios) pelo meio.

A beat generation destacou-se numa época cinzentona e amorfa nos Estados Unidos, pelo seu inconformismo. Eram jovens loucos, loucos pela vida, com um mau-estar permanente que enganavam com a vida boémia, o álcool ou as pastilhas. E, para isso, estavam sempre em movimento, numa ânsia de verem coisas novas e experimentarem sensações diferentes. A estrada tornou-se no seu habitat e o jazz a sua banda-sonora, já que o seu ritmo uptempo adequava-se a essa trepidação. O romance de Jack Kerouac cristalizou tudo isso, escrito à velocidade de um improviso de Dizzy Gillespie.

O livro nunca me disse nada, confesso. Mas numa segunda leitura mais atenta, apercebi-me que a sua grande mais-valia não era o conteúdo(fracote), mas sim a forma como estava escrito, como transportava essa vertigem em forma literária. Em Pela Estrada Fora, Walter Salles faz o oposto: monta tudo num embrulho muito certo e bonitinho, onde a fotografia é perfeita e os enquadramentos certeiros, mas que lhe falta verve e, especialmente, angústia. Liberdade. Daquela que sentíamos em O Lado Selvagem, mesmo sem ser um filme genial.

Para contornar esse conteúdo episodical, em que seguimos Sal Paradise (Sam Riley, sempre igualzinho a Ian Curtis) e o seu herói, Dean Moriarty (Garrett Hedlund), em aventuras de mulheres, drogas e jazz pelo país fora, Walter Salles acrescenta-lhe uma espessura histórica mais sólida (acrescentando factos que não surgem no livro, mas que são conhecidos, como a confissão de homossexualidade por parte de Allen Ginsberg) e, claro, uma sexualidade mais gráfica e sensacionalista. Isso também para tirar proveito do factor mediático de Kristin Stewart, a rainha dos inexpresivos, cuja carreira começa a obedecer a um padrão: quando não está a aturar vampiros que brilham, é porque está a fazer de drogada.

Docinho aos olhos, mas maçador ao cérebro, Pela Estrada Fora não é um mau filme, mas é uma adaptação claramente em perda. Não ofende a memória de Kerouac (pelo menos muito), mas também não dá para mais do que um McChicken. E isto já sou eu a dar pontos extras pelo Viggo Mortensen a fazer de William Burroughs.

Posted by: dermot @ 4:11 da manhã
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quarta-feira, dezembro 05, 2012  

CÉSAR DEVE MORRER:

Título: Cesare Deve Morire
Realizador: Paolo & Vittorio Taviani
Ano: 2012


Há filmes que, se só lesse a sinopse, nunca os veria certamente. César Deve Morrer é um desses casos. A descrição do filme despertou-me tanto entusiasmo quanto a notícia de que o Justin Bieber já não é a coisa mais vista no youtube e, se não fosse o prémio no festival de Berlim, o destaque no Doc Lisboa e as críticas inflamadas em alguns jornais nacionais e eu teria evitado a sala de cinema. No entanto, agora que já o vi posso afirmar com alívio: ainda bem que o fiz.

César Deve Morrer é então um documentário sobre uma encenação de Júlio César, clássico de William Shakespeare, numa prisão de alta segurança em Itália, pelos seus próprios prisioneiros. A maioria deles cometeu crimes horrendos (alguns condenados a prisão perpétua e tudo), mas aqui são todos tratados da mesma forma. E o preto e branco a que os veteranos irmãos, Paolo e Vittorio Taviani, colocam o filme, ajuda a normalizar esse grupo de homens.

Existe uma metáfora latente no facto de ter prisioneiros a encenar uma peça sobre traição, lealdade, corrupção e oportunismo, mas isso nem sequer é o mais interessante em César Deve Morrer. Está lá, é certo, e é uma mais-valia, mas é apenas mais uma leitura que se tira do documentário. A sua grande riqueza é, no entanto, a grande lição de cinema que os manos Taviani nos dão na forma como montam e nos apresentam César Deve Morrer.

César Deve Morrer não é só teatro filmado, se bem que a peça é filmada como cinema. Há planos e contra-planos, mas também toda uma série de panorâmicas, truques de câmara e enquadramentos mais arrojados. E depois a prisão, onde os ensaios vão decorrendo, com os presos a incorporarem as personagens e a passarem para elas as suas próprias vidas, havendo momentos em que a ficção e a realidade se misturam e nós ficamos com dúvidas se aquilo não é tudo encenado.

Numa altura em que muitos actores andam a emprenhar a ficção de documentários, Paolo e Vittorio Taviani fazem o oposto e mesclam o documentário de ficção. E o resultado é um McRoyal Deluxe inflado de muito e bom cinema.

Posted by: dermot @ 6:58 da manhã
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segunda-feira, dezembro 03, 2012  

O DECLÍNIO DO IMPÉRIO AMERICANO:

Título: Le Déclin De L'Empire Américain
Realizador: Denys Arcand
Ano: 1986


Se tivesse que resumir O Declínio Do Império Americano em uma frase apenas, escolheria sempre a que ouvi uma vez numa mesa de café contígua: um grupo de gajos a falar de gajas e um grupo de gajas a falar de gajos. Não podia ser mais certeiro, sucinto e condensado. E, ao mesmo tempo, tão incompleto...

Seguindo a tradição de outro clássico, que é Os Amigos De Alex, O Declínio Do Império Americano é um filme onde a palavra e os diálogos não só são as personagens principais, como são a ferramenta que faz o filme andar. De um lado temos um grupo de amigos, que, enquanto cozinham (ironicamente, o realizador Denys Arcand mete-os a fazer uma tarefa tipicamente feminina), vão falando das suas vidas, especialmente a sexual; e do outro lado temos um grupo de amigas, as companheiras dos tais homens, que enquanto estão no ginásio (também elas numa tarefa associada tradicionalmente ao sexo oposto), discutem sobre o mesmo.

Todas as personagens são intelectuais e, portanto, os diálogos são extremamente racionais e razoáveis. Mas ao mesmo tempo coloquiais e com uma informalidade que os torna acessível a toda a gente, de tão normais que são. Woody Allen teria adora escrever este filme. O sexo é o tema central das suas conversas (afinal, é o sexo que faz mover o mundo) e, quando os grupos se encontram para jantar, é novamente o sexo que vai despoletar o conflito. E há de todos os géneros, se calhar até demasiados: sodomização, masoquismo, prostituição, traições, orgias...

Ao mesmo tempo que falam das suas vidas (e as suas não são também as nossas?), funcionando o filme como um espelho onde o espectador se revê, O Declínio Do Império Americano faz contrói uma metáfora sobre a situação socio-política ao período que se vivia: o final dos anos 80. E o tal declínio do império americano, que o título refere. Tal como Os Amigos De Alex também fazia, ao questionar os antigos hippies sobre o seu novo estatuto de yuppies. Aliás, O Declínio Do Império Americano é a fusão de Os Amigos De Alex com Pequenas Mentiras Entre Amigos. Ou será que esses são O Declínio Do Império Americano desconstruído?

Provando mais uma vez de que para fazer um grande filme basta uma boa ideia e uma boa história, O Declínio Do Império Americano é um McBacon de culto. E ainda tem uma sequela, As Invasões Bárbaras, para quem ficar com fome.

Posted by: dermot @ 6:28 da manhã
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COTAÇÃO:
10 - Royale With Cheese
9 - Le Big Mac
8 - McRoyal Deluxe
7 - McBacon
6 - McChicken
5 - Double Cheeseburger
4 - Cheeseburger
3 - Caixinha de 500 paus (Happy Meal)
2 - Hamburga de Choco
1 - Pão com Manteiga

TAKE:
Take - cinema magazine | take.com.pt


ARE YOU TALKING TO ME:
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CRÍTICAS:
- A Armadilha
- A Arte De Pensar Negativamente
- A Árvore Da Vida
- A Balada de Jack And Rose
- A Bela E O Paparazzo
- A Boda
- À Boleia Pela Galáxia
- A Cabana Do Medo
- A Cela
- A Canção De Lisboa
- A Cara Que Mereces
- A Casa Dos 1000 Cadáveres
- A Casa Maldita
- A Cidade Dos Malditos
- A Ciência Dos Sonhos
- A Comunidade
- A Cor Do Dinheiro
- A Costa Dos Murmúrios
- A Criança
- A Dália Negra
- A Dama De Honor
- A Descida
- A Duquesa
- À Dúzia É Mais Barato
- A Encruzilhada
- A Estrada
- A Estranha Em Mim
- A Frieza Da Luz
- A Fúria Do Dragão
- A História De Uma Abelha
- A Honra Da Família
- A Janela (Maryalva Mix)
- A Lagoa Azul
- A Lenda Da Floresta
- A Liga Dos Cavalheiros Extraordinários
- A Lista De Schindler
- A Lojinha Dos Horrores
- A Mais Louca Odisseia No Espaço
- A Maldição Da Flor Dourada
- A Mansão
- A Maravilhosa Aventura De Charlie
- A Marcha Dos Pinguins
- A Máscara
- A Máscara De Cristal
- A Menina Jagoda No Supermercado
- A Minha Bela Lavandaria
- A Minha Vida Sem Mim
- A Morte Do Senhor Lazarescu
- A Mosca
- A Mulher Do Astronauta
- A Mulher Que Viveu Duas Vezes
- A Múmia
- A Noiva Cadáver
- A Noiva Estava De Luto
- A Origem
- A Outra Margem
- A Paixão De Cristo
- A Pele Onde Eu Vivo
- A Pequena Loja Dos Horrores
- A Prairie Home Companion - Bastidores Da Rádio
- A Presa
- À Procura Da Terra Do Nunca
- A Promessa
- À Prova De Morte
- A Rainha
- A Rai­nha Africana
- A Raiz Do Medo
- A Rapariga Santa
- A Rede Social
- A Religiosa Portuguesa
- A Ressaca
- A Residencial Espanhola
- A Sangue Frio
- A Secretária
- A Semente Do Diabo
- A Senhora Da Água
- A Severa
- A Sombra Do Caçador
- A Sombra Do Samurai
- A Tempestade No Meu Coração
- A Tempo E Horas
- A Torre Do Inferno
- A Turma
- A Última Famel
- A Última Tentação De Cristo
- A Valsa Com Bashir
- A Verdadeira História De Jack, O Estripador
- A Viagem De Chihiro
- A Viagem De Iszka
- A Vida De Brian
- A Vida É Um Jogo
- A Vida É Um Milagre
- A Vida Em Directo
- A Vida Secreta Das Palavras
- A Vila
- A Vítima Do Medo
- A Vizinha Do Lado
- A Volta Ao Mundo Em 80 Dias
- Aberto Até De Madrugada
- Abraços Desfeitos
- Acção Total
- Aconteceu No Oeste
- Across The Universe
- Actividade Paranormal
- Acusado
- Adam Renascido
- Admitido
- Adriana
- Aelita
- Ágora
- Água Aos Elefantes
- Air Guitar Nation
- Albert, O Gordo
- Aldeia Da Roupa Branca
- Alice
- Alice In Acidland
- Alice No País Das Maravilhas
- Alien - O Oitavo Passageiro
- Aliens - O Reencontro Final
- Alien - A Desforra
- Alien - O Regresso
- Alien Vs. Predador
- Alien Autopsy
- Alma Em Paz
- Almoço De 15 De Agosto
- Alphaville
- Alta Fidelidade
- Alta Golpada
- Alta Tensão
- Alucinação
- Amália
- Amarcord
- American Movie
- American Splendor
- Amor À Queima-Roupa
- Amor De Verão
- Amor E Corridas
- Amor E Vacas
- Amor Em Las Vegas
- Amor Ou Consequência
- And Soon The Darkness
- Angel-A
- Animal
- Annie Hall
- Anónimo
- Antes Do Anoitecer
- Antes Que O Diabo Saiba Que Morreste
- Anticristo
- Anvil! The True Story of Anvil
- Anytinhig Else - A Vida E Tudo Mais
- Appaloosa
- Apocalypto
- Aquele Querido Mês De Agosto
- Aracnofobia
- Aragami
- Arizona Dream
- Armin
- Arséne Lupin - O Ladrão Sedutor
- As Asas Do Desejo
- As Aventuras De Jack Burton Nas Garras Do Mandarim
- As Aventuras De Tintim - O Segredo Do Licorne
- As Aventuras Do Príncipe Achmed
- As Bandeiras Dos Nossos Pais
- As Bonecas Russas
- As Canções De Amor
- As Crónicas De Narnia - O Leão, A Feiticeira E O Guarda-Roupa
- As Diabólicas
- As Ervas Daninhas
- As Invasões Bárbaras
- As Lágrimas Do Tigre Negro
- As Leis Da Atracção
- As Noites Loucas Do Dr. Jerryll
- As Penas Do Desejo
- As Tartarugas Também Voam
- As Vidas Dos Outros
- Aberto Até De Madrugada
- Assalto À Esquadra 13 (1976)
- Assalto À Esquadra 13 (2005)
- Assalto Ao Santa Maria
- Assassinos Natos
- Ata-me
- Até Ao Inferno
- Até Ao Limite Do Terror
- Atraídos Pelo Crime
- Através Da Noite
- Attack Of The 50 Foot Woman
- Aurora
- Austrália
- Autocarro 174
- Avatar
- Aviva, Meu Amor
- Aztec Rex
- Azul Metálico

- Babel
- Backbeat, Geração Inquieta
- Balas E Bolinhos - O Regresso
- Balbúrdia No Oeste
- Bando À Parte
- Baraka
- Barbarella
- Barreira Invisí­vel
- Batman
- Batman Regressa
- Batman - O Início
- Be Cool
- Beijing Bastards
- Belleville Rendez-Vouz
- Bem-vindo À Zombieland
- Bem-vindo Ao Norte
- Berlin 36
- Birth - O Mistério
- Biutiful
- Black Sheep
- Black Snake Moan - A Redenção
- Blade Runner - Perigo Iminente
- Blueberry
- Boa Noite E Boa Sorte
- Bobby Darin - O Amor É Eterno
- Body Rice
- Bombom
- Bom Dia Noite
- Bom Dia Vietnam
- Bonnie E Clyde
- Boogie Nights
- Borat
- Brasil - O Outro Lado Do Sonho
- Breakfast On Pluto
- Brincadeiras Perigosas (2007)
- Brisa De Mudança
- Bronson
- Bruce, O Todo-poderoso
- Bruiser - O Rosto Da Vingança
- Bruno
- Buffalo 66
- Bubba Ho-Tep
- Bullit
- Bunker Palace Hotel
- Buried
- Busca Implacável
- Bz, Viagem Alucinante

- Cadillac Records
- Cães Danados
- Cães De Palha
- Café E Cigarros
- Call Girl
- Camino
- Capitão Alatriste
- Capitão América - O Primeiro Vingador
- Capote
- Carrie
- Cartas Ao Padre Jacob
- Cartas De Iwo Jima
- Casa De Loucos
- Casablanca
- Casino Royale
- Catwoman
- Cavalo De Guerra
- Cemitério Vivo
- Censurado
- Centurion
- Charlie E A Fábrica De Chocolate
- Che - Guerrilha
- Che - O Argentino
- Chemical Wedding
- Chéri
- Chinatown
- Chocolate
- Choke - Asfixia
- Chovem Almôndegas
- Christine - O Carro Assassino
- Cidade Fria
- Cinco Dias, Cinco Noites
- Cinema Paraíso
- Cinerama
- Cisne Negro
- Clube De Combate
- Coco Avant Chanel
- Coisa Ruim
- Cold Mountain
- Cold Weather
- Colete De Forças
- Colisão
- Com Outra? Nem Morta!
- Comboios Rigorosamente Vigiados
- Comer Orar Amar
- Complexo - Universo Paralelo
- Conan, O Bárbaro
- Contrato
- Control
- Controle
- Coração De Cavaleiro
- Coração De Gelo
- Coração Selvagem
- Corações De Aço
- Coragem De Mãe: Confrontando O Autismo
- Corre Lola Corre
- Correio De Risco
- Correio De Risco 3
- Corrida Contra O Futuro
- Corrupção
- Cozinhando A História
- Crank - Veneno No Sangue
- Crank - Alta Voltagem
- Cremaster
- Crime Ferpeito
- Crippled Masters
- Cristóvão Colombo - O Enigma
- Crónica Dos Bons Malandros
- Crueldade Intolerável
- Cubo
- Culture Boy
- Cypher
- Cyrano de Bergerac (1950)

- Daisy Town
- Dallas
- Danny The Dog - Força Destruidora
- Daqui P'ra Frente
- Dark City - Cidade Misteriosa
- De Cabeça Para Baixo
- De Homem Para Homem
- De Olhos Abertos
- De Olhos Bem Fechados
- De Sepultura Em Sepultura
- De Tanto Bater O Meu Coração Parou
- De-Lovely
- Delhi Belly
- Dead Snow
- Death Race 2000
- Deixa-me Entrar
- Delicatessen
- Demolidor - O Homem Sem Medo
- Dentro Da Garganta Funda
- Depois Do Casamento
- Destruir Depois De Ler
- Diamante De Sangue
- Diário Dos Mortos
- Diários De Che Guevara
- Dias De Futebol
- Dick E Jane - Ladrões Sem Jeito
- Dictado
- Die Hard 4.0 - Viver Ou Morrer
- Die You Zombie Bastards!
- Dogma
- Domino
- Don Juan DeMarco
- Donnie Brasco
- Doom - Sobrevivência
- Doomsday - Juízo Final
- Dorian Gray
- Dot.Com
- Dr. Estranhoamor
- Drácula 2001
- Drácula De Bram Stoker
- Drive - Risco Duplo
- Dreamgirls
- Duas Mulheres

- É Na Terra Não É Na Lua
- Easy A
- Easy Rider
- Eduardo Mãos De Tesoura
- Efeito Borboleta
- El Mariachi
- El Topo
- Ela Odeia-me
- Eles
- Eles Vivem
- Elvis
- Em Bruges
- Em Busca Da Felicidade
- Em Carne Viva
- Em Liberdade
- Em Nome De Caim
- Em Nome De Deus
- Em Paris
- Em Privado
- Embargo
- Encarnação Do Demónio
- Encontros Em Nova Iorque
- Encrenca Dupla
- Encurralada
- Ensaio Sobre A Cegueira
- Enterrado Na Areia
- Entre Os Dedos
- Entrevista
- Equilibrium
- Era Uma Vez No México
- Eraserhead - No Céu Tudo É Perfeito
- Escola De Criminosos
- Escolha Mortal
- Esporas De Aço
- Estado De Guerra
- Estamos Vivos
- Este É O Meu Lugar
- Este País Não É Para Velhos
- Estômago
- Estrada Perdida
- Estranhos
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- Eu Amo-te Phillip Morris
- Eu, Peter Sellers
- Eu Sou A Lenda
- Eu Sou Evadido
- Eu, Tu E Todos Os Que Conhecemos
- Everything Must Go
- Evil Dead - A Noite Dos Mortos-Vivos
- Evil Dead 2 - A Morte Chega De Madrugada
- Evil Dead 3 - O Exército Das Trevas
- Ex-Drummer
- Exterminador Implacável 1
- Exterminador Implacável 2 - O Dia Do Julgamento Final
- Exterminador Implacável 3 - Ascensão Das Máquinas
- Exterminador Implacável 4 - A Salvação

- Factory Girl - Quando Edie Conheceu Warhol
- Factotum
- Fados
- Fahrenheit 9/11
- Falso Alarme
- Fando E Lis
- Fantasmas De Marte
- Fargo
- Faster, Pussycat! Kill! Kill!
- Fausto 5.0
- Favores Em Cadeia
- Felicidade
- Feliz Natal
- Férias No Harém
- Festival Rocky De Terror
- Ficheiros Secretos: Quero Acreditar
- Fim De Ano Em Split
- Fim-De-Semana Alucinante
- Final Cut - A Última Memória
- Fish Tank
- Florbela
- Flores Partidas
- Fome
- Footloose - A Música Está Do Teu Lado
- Força Delta
- Forrest Gump
- Freddy Vs. Jason
- Frenético
- Frida
- Frost/Nixon
- Fruto Proibido
- Fuga De Los Angeles
- Fuga Para A Vitória
- Fur - Um Retrato Imaginário De Diane Arbus
- Fúria Cega
- Fúria De Viver
- Fúria Silenciosa

- Gabrielle
- Gainsbourg - Vida Heróica
- Gang Dos Tubarões
- Gangs de Nova Iorque
- Garden State
- Génova
- GI Joe - O Ataque Dos Cobra
- Godzilla
- Goodbye Lenine!
- Gosford Park
- Gothika
- Gran Torino
- Grande Mundo Do Som
- Gremlins
- Grizzly Man
- Gru - O Maldisposto
- Guerra Dos Mundos (2005)
- Guerra Dos Mundos (1953)

- Há Lodo No Cais
- Hairspray
- Half Nelson - Encurralados
- Hard Candy
- Harley Davidson E O Cowboy Do Asfalto
- Harold E Maude
- Harry Brown
- Haverá Sangue
- Hawai Azul
- He-Man - Mestres Do Universo
- Head On - A Esposa Turca
- Heartbreak Hotel
- Hell Ride
- Hellboy
- Hellboy 2: O Exército Dourado
- Helter Skelter - O Caso De Sharon Tate
- Henry E June
- Hereafter - Outra Vida
- Hiena
- História De Duas Irmãs
- História De Um Fotógrafo
- Hobo With A Shotgunbr> - Hollywood Ending
- Homem Aranha
- Homem Aranha 2
- Homem Aranha 3
- Homem De Ferro
- Homem Demolidor
- Homem Em Fúria
- Homens De Negro
- Homens De Negro 2
- Homens Que Matam Cabras Só Com O Olhar
- Hostel
- Hostel 2
- Hot Fuzz - Esquadrão De Província
- Howl - Grito
- Hugo

- I Am Sam - A Força Do Amor
- I Spit On Your Grave
- I'll See You In My Dreams
- Iluminados Pelo Fogo
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- Indiana Jones E O Reino Da Caveira De Cristal
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- Italian Spiderman

- Jack Ketchum's The Girl Next Door
- Jackass 2
- Jackass 3D
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- Jacuzzi - O Desastre Do Tempo
- James Bond - Agente Secreto
- James Bond - Casino Royale
- James Bond - Quantum Of Solace
- Janela Indiscreta (1954)
- Janela Indiscreta (1998)
- Janela Secreta
- JCVD
- Joga Como Beckham
- John Rambo
- Jonestown - The Life And Death Of Peoples Temple
- Jovens Rebeldes - A Verdadeira História
- Julgamento
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- Juventude Tardia

- Kalifórnia
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- Kids - Miúdos
- Kill Bill vol.2
- King Kong (2005)
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- La Vie En Rose
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- Lavado Em Lágrimas
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- Léon, O Profissional
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- Lindas Encrencas As Garotas
- Lobos
- Longe Da Terra Queimada
- Lost In Translation - O Amor É Um Lugar Estranho
- Lua De Mel, Lua De Fel
- Lucifer Rising
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- Lucky Number Slevin - Há Dias De Azar

- M - Matou!
- Má Educação
- Machete
- Madrigal
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- Mar Adentro
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- McQuade, O Lobo Solitário
- Meia-Noite Em Paris
- Meio Metro De Pedra
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- Melinda E Melinda
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- Meu Nome É Bruce
- Miami Vice
- Milhões
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- Millenium 1. Os Homens Que Odeiam As Mulheres
- Million Dollar Baby - Sonhos Vencidos
- Minha Mãe
- Minha Terra
- Misery - Capí­tulo Final
- Missão A Marte
- Missão Impossí­vel 3
- Missão Impossível - Missão Fantasma
- Missão Solar
- Mistérios De Lisboa
- Momentos Agradáveis
- Moneyball - Jogada De Risco
- Monsters - Zona Interdita
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- Morte De Um Presidente
- Movimentos Perpétuos
- Mr. E Mrs. Smith
- Mrs. Henderson Presents
- Muito Bem, Obrigado
- Mulholland Drive
- Mundo Fantasma
- Mundos Separados
- Munique
- Murderball - Espírito De Combate
- Murish
- Mutilados
- Mysterious Skin

- Na Cama
- Nacho Libre
- Não Estou Aí
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- Nas Costas Do Diabo
- Nas Nuvens
- Needle
- Nico: À Margem Da Lei
- Ninguém Sabe
- Nixon
- No Limite Do Amor
- No Vale De Elah
- Noite De Agosto
- Noite Escura
- Noivos Sangrentos
- Nome De Código: Cloverfield
- Northfork
- Nosferatu, O Vampiro
- Nothing
- Nova Iorque 1997
- Nove Raínhas
- Nunca Digas Sim

- O Acontecimento
- O Agente Da Broadway
- O Lugar Do Morto
- O Americano
- O Amor Acontece
- O Anjo Exterminador
- O Anti-Pai Natal
- O Artista
- O Assassínio De Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford
- O Assassí­nio De Richard Nixon
- O Batedor
- O Bom Alemão
- O Bom, O Mau E O Vilão
- O Cabo Do Medo
- O Caminho De São Diego
- O Cão, O General E Os Pássaros
- O Capacete Dourado
- O Castelo Andante
- O Castor
- O Cavaleiro Das Trevas
- O China
- O Cobrador
- O Código Da Vinci
- O Comboio Dos Mortos
- O Comboio Mistério
- O Condenado
- O Couraçado Potemkin
- O Cowboy Da Meia-Noite
- O Crepúsculo Dos Deuses
- O Dedo De Deus
- O Delator!
- O Demónio
- O Despertar Da Besta
- O Despertar Da Mente
- O Deus Da Carnificina
- O Deus Elefante
- O Dia Em Que A Terra Parou (1951)
- O Dia Em Que A Terra Parou (2008)
- O Dia Da Besta
- O Discurso Do Rei
- O Enigma Do Espaço
- O Estranho Caso De Benjamin Button
- O Estranho Mundo De Jack
- O Evangelho Segundo São Mateus
- O Exorcista
- O Fatalista
- O Feiticeiro De Oz
- O Feitiço Do Tempo
- O Fiél Jardineiro
- O Gabinete Das Figuras De Cera
- O Gabinete Do Dr. Caligari
- O Gato Das Botas
- O Génio Do Mal (1976)
- O Grande Peixe
- O Grande Ditador
- O Guerreiro
- O Homem Duplo
- O Homem Que Copiava
- O Homem Que Sabia Demasiado
- O Homem Que Veio Do Futuro
- O Idealista
- O Jogo
- O Júri
- O Imperador Da Califórnia
- O Inquilino
- O Justiceiro Da Noite
- O Labirinto Do Fauno
- O Laço Branco
- O Lado Selvagem
- O Lago Perfeito
- O Leopardo
- O Livro Negro
- O Lobo Do Mar
- O Macaco De Ferro
- O Maquinista
- O Marinheiro De Água Doce
- O Menino De Ouro
- O Meu Tio
- O Milagre De Berna
- O Milagre Segundo Salomé
- O Mistério Galindez
- O Monstro Da Lagoa Negra
- O Mundo A Seus Pés
- O Nevoeiro (1980)
- O Ofício De Matar
- O Olho
- O Orfanato
- O Paciente Inglês
- O Padrinho - Parte I
- O Padrinho - Parte II
- O Padrinho - Parte III
- O Panda Do Kung Fu
- O Panda Do Kung Fu 2
- O Pesadelo De Darwin
- O Pistoleiro Do Diabo
- O Planeta Selvagem
- O Pó Dos Tempos
- O Portador Da Espada
- O Presidiário
- O Prisioneiro Do Rock
- O Protegido
- O Próximo A Abater
- O Quinto Elemento
- O Quinto Império
- O Regresso
- O Rei Dos Gazeteiros
- O Reino Proibido
- O Ritual
- O Ritual Dos Sádicos
- O Sabor Do Amor
- O Sargento Da Força Um
- O Segredo A Brokeback Mountain
- O Segredo De Um Cuscuz
- O Segredo Dos Punhais Voadores
- O Selvagem
- O Sentido Da Vida
- O Sétimo Selo
- O Sítio Das Coisas Selvagens
- O Sonho Comanda A Vida
- O Sonho De Cassandra
- O Sorriso De Mona Lisa
- O Tempo Do Lobo
- O Tesouro Da Sierra Madre
- O Tigre E A Neve
- O Tio Boonmee Que Se Lembra Das Suas Vidas Anteriores
- O Triunfo Da Vontade
- O Turista
- O Último Airbender
- O Último Grande Herói
- O Último Rei Da Escócia
- O Último Tango Em Paris
- O Último Voo Do Flamingo
- O Vingador Tóxico
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- Oliver Twist
- Ônibus 174
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- Os Produtores (2005)
- Os Psico-Detectives
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- Os Selvagens Da Noite
- Os Simpsons - O Filme
- Os Sonhadores
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- Os Supeitos Do Costume
- Os Três Enterros De Um Homem
-Os Visistantes Da Idade Média
- Os 300 Espartanos

- Pagafantas
- Palpitações
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- Para Onde O Vento Sopra
- Parada De Monstros
- Paraíso, Inferno... Terra
- Paranoid Park
- Paris Je T'Aime
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- Pecados Íntimos
- Pele
- Pequenas Mentiras Entre Amigos
- Performance
- Perigo Na Noite
- Perto Demais
- Pesadelo Em Elm Street
- Pink Floyd The Wall
- Piranha 3D
- Piratas Das Caraíbas - O Mistério do Pérola Negra
- Piratas Das Caraí­bas - O Cofre Do Homem Morto
- Piratas Das Caraíbas - Nos Confins Do Mundo
- Planeta Dos Macacos
- Planeta Dos Macacos: A Origem
- Planeta Terror
- Plano 9 Dos Vampiros Zombies
- Polaróides Urbanas
- Polí­cia Sem Lei (1992)
- Polícia Sem Lei (2009)
- Poltergeist, O Fenómeno
- Ponto De Mira
- Por Favor Rebobine
- Por Favor Não Me Morda O Pescoço
- Porcos & Selvagens
- Posto Fronteiriço
- Precious
- Predadores
- Presente De Morte
- Preto E Branco
- Primer
- Príncipe Da Pérsia - As Areias Do Tempo
- Procurado
- Profissão: Repórter
- Promessas Proibidas
- Proposta Indecente
- Proteger
- Psico
- Psicopata Americano
- Pulp Fiction
- Pulsação Zero
- Punch-Drunk Love - Embriagado De Amor
- Purana Mandir
- Purple Rain

- Quando Viste O Teu Pai Pela Última Vez
- Quarentena
- Quarteto Fantástico (1994)
- Quarteto Fantástico (2005)
- Quase Famosos
- Quatro Noites Com Anna
- Que Lugar Maravilhoso
- Que Se Mueran Los Feos
- Queijo E Marmelada
- Quem Quer Ser Bilionário
- Querida Famí­lia
- Querida Wendy

- R
- Rapariga Com Brinco De Pérola
- Rare Exports
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- Ratos Assassinos
- Ray
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- Relatório Kinsey
- Relatório Minoritário
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- Saw II - A Experiência Do Medo
- Saw 3D - O Capítulo Final
- Scoop
- Scott Pilgrim Contra O Mundo
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- Seis Indomáveis Patifes
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- Sem Limites
- Sem Rumo
- Sem Tempo
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- Ser E Ter
- Sereia
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- Shaolin Soccer - O Ás Da Bola
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- Shattered Glass - Verdade Ou Mentira
- Sherlock Holmes
- Sherlock Holmes - Jogo De Sombras
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- Shoot 'Em Up - Atirar A Matar
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- Shrek Para Sempre
- Sicko
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- Sin City - Cidade Do Pecado
- Sinais
- Sinais De Fogo
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- Soro Maléfico
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- Spartan - O Rapto
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- Stacy - Attack Of The Schoolgirl Zombies
- Star Wars - A Ameaça Fantasma
- Star Wars - A Vingança Dos Sith
- Star Wars - O Ataque Dos Clones
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- Sweeney Todd: O Terrível Barbeiro De Fleet Street
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- Tarnation
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- Taxidermia
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- The Departed: Entre Inimigos
- The Devil And Daniel Johnston - Loucuras De Um Génio
- The Devil's Double
- The First Great Train Robbery
- The Fountain - O Último Capítulo
- The Grudge - A Maldição
- The Host - A Criatura
- The Impossible Kid
- The King Of Kong
- The Langoliers - Meia-Noite E Um
- The Last House On The Left
- The Machine Girl
- The Man From Earth
- The Marine
- The Million Dollar Hotel - O Hotel
- The Mindscape Of Alan Moore
- The Mist - Nevoeiro Misterioso
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- The Prestige - O Terceiro Passo
- The 50 Worst Movies Ever Made
- The Way
- The Woman
- Thirst - Este É O Meu Sangue
- This Is It
- This Is Spinal Tap
- Thor
- Thriller - A Cruel Picture
- THX 1138
- Tirar Vidas
- Titanic 2
- Tony
- Tournée - Em Digressão
- Toy Story 3
- Tragam-me A Cabeça De Alfredo Garcia
- Transamerica
- Tron
- Tron: O Legado
- Tropa De Elite
- Tropa De Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro
- Tsotsi
- Tubarão
- Tubarão 2
- Tubarão 3
- Tubarão IV - A Vingança
- Tucker E Dale Contra O Mal
- Tudo Ficará Bem
- Tudo Pode Dar Certo
- Twisted - Homicídios Ocultos

- Ultra Secreto
- Um Amor De Perdição
- Um Azar Do Caraças
- Um Bater De Corações
- Um Belo Par... De Patins
- Um Cão Andaluz
- Um Dia A Casa Vai Abaixo
- Um Dia De Raiva
- Um Homem Singular
- Um Longo Domingo De Noivado
- Um Lugar Para Viver
- Um Padrasto Para Esquecer
- Um Profeta
- Um Tiro No Escuro
- Um Trabalho Em Itália
- Uma Aventura Na Casa Assombrada
- Uma Boa Mulher
- Uma Canção De Amor
- Uma Espécie De Cavalheiro
- Uma Famí­lia À Beira De Um Ataque De Nervos
- Uma História De Violência
- Uma Pequena Vingança
- Uma Rapariga Com Sorte
- Uma Segunda Juventude
- Uma Segunda Vida
- Undefeatable
- Unseen Evil 2 - Alien 3000
- Up - Altamente

- V De Vingança
- Vai E Vive
- Vais Conhecer O Homem Dos Teus Sonhos
- Valhalla Rising - Destino De Sangue
- Valquíria
- Vampiros de John Carpenter
- Van Helsing
- Vanilla Sky
- Vanitas
- Vasilhame
- Veio Do Outro Mundo
- Veludo Azul
- Velvet Goldmine
- Vencidos Pela Lei
- Vendendo A Pele
- Veneno Cura
- Vera Drake
- Versus - A Ressurreição
- Vestida Para Matar
- Vice
- Vício - Quando Nada É Suficiente
- Vicky Cristina Barcelona
- Vidas Sombrias
- Vigilância
- Vingança Redentora
- Virgem Aos 40 Anos
- Vitus
- Viúva Rica Solteira Não Fica
- Viver A Sua Vida
- Voando Sobre Um Ninho De Cucos
- Voltando Para Casa
- Voltar
- Vontade Indómita
- Voo 93

- Walk Hard - A História De Dewey Cox
- Walk The Line
- WALL-E
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Wassup Rockers - Desafios De Rua
- Watchmen - Os Guardiões
- Welcome To The Rileys
- White Irish Drunkers
- Wild Zero
- Win Win
- Wolf Creek
- Wristcutters: A Love Story

- X-Men
- X-Men 2
- X-Men 3 - O Confronto Final
- X-Men: O Início
- X-Men Origens: Wolverine

- Zack E Miri Fazem Um Porno
- Zardoz
- Zatoichi
- Zombies Party - Uma Noite... De Morte
- Zombies Strippers
- Zozo

- 007 - Agente Secreto
- 007 - Casino Royale
- 007 - Quantum Of Solace
- 10 Coisas Que Odeio Em Ti
- 100 Volta
- 10.000 AC
- 12 Homens Em Fúria
- 12 Macacos
- 12:08 A Este De Bucareste
- 1984
- 2LDK
- 24 Hour Party People
- 28 Dias Depois
- 20,13 - Purgatório
- 2012
- 300
- 4 Copas
- 48
- 50/50
- 6=0 Homeostética
- 8 1/2
- 9 Canções
- 98 Octanas


ENTREVISTAS:
- Fernando Fragata
- Festróia - Mário Ventura
- Filipe Melo
- Good N Evil
- IMAGO - Sérgio Felizardo
- José Barahona
- Nuno Markl
- Paulo Furtado
- Rodrigo Areias
- Sara David Lopes
- Solveig Nordlund
- Fernando Alle


TOPES:
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2011
- Top 5 dos Piores Filmes de 2011
- Top 10 dos Melhores Filmes de 2010
- Top 5 dos Piores Filmes de 2010
- Top 5 dos filmes de Leslie Nielsen
- Top 10 Dos Filmes Low Cost
- Top 5 das Melhores Cenas de Dança
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2009
- Top 5 dos Piores Filmes de 2009
- Top 5 dos Filmes Que Tenho Vergonha De Dizer Que Gosto
- Top 5 das Melhores Músicas de Ennio Morricone
- Top 5 dos filmes com Patrick Swayze
- Top 5 dos Telediscos do Michael Jackson
- Top 5 dos Filmes com David Carradine
- Top 5 dos Filmes com Lutadores de Luta-Livre
- Top 10 Os Melhores Filmes de 2008
- Top 5 Os Piores Filmes de 2008
- Top 5 dos Piores Filmes de Natal
- Top 5 das Coisas que não Esperávamos Ver no Cinema
- Top 5 dos Melhores Filmes de Paul Newman
- Top 5 Personagens Com Palas Nos Olhos
- Top 10 Melhores Cartazes De Cinema
- Top 5 dos Filmes de Chuck Norris
- Top 5 dos Filmes de Patrick Swayze
- Top 10 Os Melhores/Piores Vestidos dos Oscares
- Top 5 As Mortes de Crianças Mais Gratuitas
- Top 10 Os Melhores de 2007
- Top 5 Os Piores de 2007
- Top 7 Adaptações ao Cinema de Livros de Stephen King
- Top 5 Filmes Pela Paz
- Top 5 Os Melhores Beijos
- Top 5 Grandes Arquitectos
- Top 10 Filmes Que Mudaram A Minha Vida
- Top 5 Mulheres de Cabeça Rapada
- Top 5 As Cenas Mais Excitantes
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- Top 5 Os Piores de 2006
- Top 3 Filmes de Robert Altman
- Top 5 Os Vilões do Cinema
- Top 5 Filmes Com Mick Jagger
- Top 5 Filmes Com Steve Buscemi
- Top 5 Dos Cães no Cinema
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- Top 5 Dos Filmes do Fantas06
- Top 5 dos Presidentes
- Top 10 Os Melhores de 2005
- Top 5 Os Piores de 2005
- Top 5 Filmes com Pat Morita
- Top 10 Os Melhores Filmes Independentes
- Top 5 Os Piores Filmes da Saga Bond
- Top 5 Filmes com Dolph Lundgren
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- Top 10 Melhores Filmes de Sempre
- Top 5 Melhores Momentos Musicais
- Top 5 Grandes Duelos do Cinema
- Top 10 Maiores Personagens do Cinema
- Top 5 Piores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 10 Melhores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 5 Filmes Religiosos


BAÚ DO TRASH:
- Needle
- Que Se Mueran Los Feos
- Easy A
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Saw 3D - O Capítulo Final
- And Soon The Darkness
- Os Imortais
- Purana Mandir
- Pagafantas
- The Bloodstained Butterfly
- Cisne Negro


ROYALE WITH CHEESE APRESENTA:
- A Tasca Da Cultura
- A Causa Das Coisas - parte I
- A Causa Das Coisas - parte II
- A Momentary Lapse Of Reason


FILMES A VER ANTES DE MORRER:
- #1 As Lágrimas Do Tigre Negro
- #2 Alucarda
- #3 Time Enough At Last
- #4 Armageddon
- #5 The Favour, The Watch And The Very Big Fish
- #6 Italian Spiderman
- #7 The Soldier And Death


UMA CURTA POR DIA NÃO SABE O BEM QUE LHE FAZIA:
- 1# Rabbit, de Run Wrake
- 2# Aligato, de Maka Sidibé
- 3# The Cat Concerto, de Joseph Barbera & William Hanna
- 4# A Curva, de David Rebordão
- 5# Batman: Dead End, de Sandy Callora
- 6# O Código Tarantino, de Selton Mello
- 7# Malus, de António Aleixo & Crosswalk, de Telmo Martins
- 8# Three Blind Mice, de George Dunning
- 9# Bedhead, de Robert Rodriguez
- 10# Key To Reserva, de Martin Scorcese
- 11# Bambi Meets Godzilla, de Marv Newland
- 12# The Horribly Slow Murderer with the Extremely Inefficient Weapon, de Richard Gale
- 13# Stolz Der Nation, de Eli Roth
- 14# Papá Wrestling, de Fernando Alle
- 15# Glas, de Bert Haanstra
- 16# Fotoromanza, de Michelangelo Antonioni
- 17# Quem É Ricardo?, de José Barahona
- 17# Terra Incognita, de Peter Volkart


AS MELHORES PIORES CENAS DE SEMPRE:
- A Pior Luta
- A Cena Mais Metida A Martelo
- O Ataque Animal Mais Brutal
- A Perseguição Mais Alucinante
- O Duelo Mais Improvável


CLUBE DE CINEMA DE SETÚBAL:
- Janeiro
- Fevereiro
- Março
- Abril
- Maio
- Setembro
- Novembro


FESTIVAIS:
- 20º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9
- 21º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 22º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
- 23º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
- 24º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 26º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 12º Caminhos Do Cinema Português
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- Imago 2006
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8

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