Royale With Cheese

 Royale With Cheese

 
 



domingo, setembro 30, 2012  

28. FESTRÓIA - Dia 8

DESCULPA LÁ O CHINÊS - Homenagem à Croácia


Título: Oprosti Za Kung Fu
Realizador: Ognjen Svilicic
Ano: 2004


O pessoal costuma gozar com algumas leis dos Estados Unidos - é proibido jogar dominó ao domingo ou usar bigodaças falsas que causem risota na igreja -, mas esquece-se que em Portugal, por exemplo, era proibido usar isqueiro sem licença. E, segundo Desculpa Lá O Chinês, na Croácia existe um decreto que legitima um pai a expulsar a filha de casa se ela emprenhar fora do casamento.

Daria Lorenci é, portanto, a vergonha dos pais. Ao regressar a casa, numa aldeia croata ainda muito conservadora, depois de ter fugido para a Alemanha durante a guerra jugoslava, Lorenci traz um filho na barriga de pai desconhecido. E, como se isso não bastasse, o puto ainda por cima é chinês!

Os seus pais tentam encontrar-lhe um marido e pai para a criança, mas isso não é fácil para um país tão racista como o croata. O que faz de Desculpa Lá O Chinês um filme também racista, apesar de não o fazer por mal. Antes pelo contrário, as suas intenções são as melhores. Desculpa Lá O Chinês é uma espécie de anedota esticada por 70 minutos. Não o faz com o slaptstick brega de Os Malucos Do Riso (felizmente). É mais agridoce, mas nem por isso muito melhor. Não acrescenta mais do que um Double Cheeseburger.



O GANGUE DE OSS - Thriller Europeu

Título: De Bende Van Oss
Realizador: André van Duren
Ano: 2011


Durante os anos 30 do século passado, mesmo às portas da Segunda Grande Guerra, a cidade holandesa de Oss era uma espécie de Sodoma e Gomorra numa só. Agiotas, assaltantes, aldrabões, pirómanos e prostitutas dominavam as ruas e os bastidores do poder local, num grupo que ficou conhecido como o Gangue de Oss.

O Gangue De Oss é um épico de época baseado nesses factos verídicos, tendo como figura central Johanna van Heesch (Sylvia Hoeks). Conhecida adequadamente por Johanna, a Pega, era a bicileta de aldeia que se cansou daquele ambiente, estando disposta a tudo para recomeçar do zero. E, claro, é o leitmotiv dramático para contar a história de Oss e do seu gangue.

Oss era então um lamaçal de podridão. E, como qualquer pessoa que tente desesperadamente sair de um pântano, Johanna também começa a afundar-se ainda mais. E quanto mais estrabucha, mais se enterra. E os cadáveres começam a acumular-se em seu redor.

Apesar de mais extenso do que era necessário, O Gangue De Oss nunca chega a entrar pelos caminhos da xaropada. Contudo, não é virgem de erros, como o próprio gangue de malfeitores, em que, exceptuando o marido de Johanna, são todos representados de forma um pouco apatetada. No entanto, O Gangue De Oss não deixa de ser um filme simpático Um McBacon a espaços interessante, com meia-dúzia de virtudes.

Posted by: dermot @ 10:43 da manhã
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sábado, setembro 29, 2012  

28. FESTRÓIA - Dia 7

SÜSKIND - Secção Oficial


Título: Süskind
Realizador: Rudolf van den Berg
Ano: 2012


Já tínhamos tido no Festróia deste ano A Família De Nicky, documentário sobre Nicholas Winton, o Schindler inglês, que durante a Segunda Guerra Mundial salvou centenas de crianças do Holocausto. E agora, quase a chegar ao fim desta 28ª edição, tivemos Süskind, sobre Walter Süskind, que também ajudou a escapar da Holanda ocupada centenas de crianças judias.

Com uma reconstrução de época notável, com valores de produção muito elevados, Süskind é o habitual drama de guerra, centrado num país que habitualmente não vemos nos filmes da Grande Guerra (a excepção é o magnífico Livro Negro) e num homem em específico. Walter Süskind era o responsável pela deportação dos seus patrícios holandeses, mas graças a jogo duplo e a uma amizade falsa forjada com um solitário oficial nazi, conseguiu salvar dos campos de concentração centenas de crianças.

O problema de Süskind é que tem uma estranha necessidade egocêntrica, de se fazer ouvir. E bem alto! Sempre que há uma cena de tensão, o filme explode numa cacofonia de gritos, tiros, crianças a chorar e mulheres a desesperar, que parece que fomos transportados para a feira de Carcavelos. Além disso, não se furta a uma descarada manipulação dramática. Sempre que é necessário forçar o tearjerker, o realizador Rudolf van den Berg recorre a todas as muletas possíveis e imaginárias. Está sempre a chover nesses momentos, há violinos há barda por trás e planos picados a rematar a cena.

E, claro, depois há um subplot completamente dispensável, com um casal de irmãos órfãos a sofrer na pele por todos os judeus as agruras do regime nazi. Faz lembrar aquele episódio do American Dad, em que o Roger realiza o filme mais triste de sempre, que faz as pessoas chorar até à morte, com um judeu deficiente alcoólico com um cachorrinho com cancro(!).

Rudolf van den Berg também tem uma estranha paranóia por planos de esguelha, com a câmara colocada em ângulos manhosos, mas isso já é uma questão estética. No conteúdo, Süskind é pouco mais que o grande e habitual cliché do drama da Segunda Guerra Mundial. Um Double Cheeseburger meio comido por causa disso.



MAL - Thriller Europeu

Título: Evil
Realizador: Peter Bebjak
Ano: 2012


Alguém devia fazer um estudo sobre a relação entre a democratização do cinema, com o advento do digital, e os filmes com found footage, que se tornaram numa das tendências recentes do fantastico, apesar de já existir há várias décadas (alguém mencionou Holocausto Canibal?). Mal é mais um filme que pertence a esta família, sendo o seu representando eslovaco.

Em Mal seguimos então um trio de jovens, que filmam para a net fenómenos paranormais. E, depois de uma farsa num hotel, vamos com eles até uma casa assombrada, onde a mãe de família está, aparentemente possuída por um demónio maligno, e o pai pelo demónio da má representação.

Filmado na primeira pessoa, como um documentário montado a partir das imagens reais captadas pelos jovens, Mal começa logo a fazer urticária quando mete... banda-sonora. O que, para além de ridículo, é um sinal de fraqueza, já que mostra que o realizador, Peter Bebjak, sentiu necessidade de recorrer a uma muleta dramática para dizer o que não conseguiu através das imagens.

Mas isso até não surpreende, tendo em conta que Mal não prima pela subtileza. Em vez de se basear em primos seus, como [Rec] ou Actividade Paranormal, desbarata toda a tensão acumulada em monstros e monstrinhos, jogando a sugestão às urtigas e fazendo all-in no gore. E, depois, faz uma péssima gestão do espaço. Fechado nas limitações das quatro paredes da casa abandonada, Bebjak nunca sabe como aproveitar a relação entre os cheios e os vazios, a luz e as sombras, assim como relacionar isso com as personagens. Estas, apesar de andarem sempre juntas, desaparecem de cena durante longos momentos, quando ninguém sabe onde os colocar.

Mal é uma imitação (muit9 fraquinha de todos os mockumentários com found footage que têm surgido por aí. E não são poucos, o que justifica este Happy Meal, que seria beneficiado provavelmente no ambiente favorável de um Fantasporto ou um MotelX.

Posted by: dermot @ 6:43 da tarde
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sexta-feira, setembro 28, 2012  

28. FESTRÓIA - Dia 6

O MEU NOME É KI - Primeiras Obras


Título: Ki
Realizador: Leszek Dawid
Ano: 2011


Ki (Roma Gasiorowska) não é propriamente uma rapariga muito esperta, nem tão sofisticada quanto pensa. No entanto, tomou a melhor opção em muito tempo quando decidiu colocar os patins ao seu companheiro, um tipo desempregado, abusador e com mau feitio (Krzysztof Ogloza). No entanto, os seus desejos de extravagância, espírito livre e artísticos não se coadunam com a sua verdadeira natureza, um filho pequeno e uma vida sem grandes perspectivas de futuro, onde a única fonte de rendimento é posar nua para os alunos de Belas Artes.

O Meu Nome É Ki é um drama ligeiro, sobre as minudências da vida, num realismo muito natural, que faz lembrar a espaços A Criança, por exemplo. É um daquele tipo de filmes que se confundem com a vida, que parece que não se passa nada e quando chega ao fim está tudo alterado. A diferença aqui é que quando termina... continua tudo na mesma!

Filme super anónimo, O Meu Nome É Ki quase que nos obriga a agarra-lo pelos ombros e a abana-lo furiosamente, para obtermos qualquer reacção da sua parte, já que tudo decorre sempre ao mesmo nível, sem oscilações. Felizmente, sempre vai havendo Roma Gasiorowska para nos ir entretendo a vista, porque senão era de um aborrecimento atroz.

Apesar de não ofender ninguém, O Meu Nome É Ki não é mais do que uma obra esquecível. Um Cheeseburger que não deve ser visto durante a digestão, porque senão pode dar sono.



OLHAI O CORDEIRO - Primeiras Obras

Título: Behold The Lamb
Realizador: John McIlduff
Ano: 2011


Antes de começar Olhai O Cordeiro, o realizador John McIlduff explicou que, quando escreveu o argumento, a primeira linha era um pato caminha sobre o gelo. Explicou ele que os produtores acharam graça a uma ideia tão estapafúrdia, já que na Irlanda no Norte não costuma nevar. É curioso que tenha sido só isso que acharam estranho, porque todo o filme é altamente implausível.

Começando desde logo com a premissa do filme: um pai desempregado (Nigel O'Neill) decide ajudar o filho toxicodependente com quem não fala, substituindo-o na entrega de uma encomenda de droga que está dentro dum cordeiro(!). Para isso, pede ajuda à namorada toxicodependente do filho e que vende o corpo por droga e dinheiro, com quem vive dentro do carro, e abalam em roadtrip.

O problema da falta de credibilidade de Olhai O Cordeiro nem tem a ver com isto, mas antes com a forma despreocupada como a apresenta. Ah e tal, não sabia, mas para eles me darem o cordeiro tens que ir para a cama com o mafioso. Importas-te? Não, bora a isso ou Estou stressada com o facto de ter um filho e de não lhe ligar nenhuma, por isso vou atirar este cordeiro por cima dum muro de dois metros. Tudo muito simplista, que mesmo o tom descontraído do filme não consegue disfarçar.

Como todos os road movies, Olhai O Cordeiro implica também a ideia de um percurso, com um início e um fim e, claro, uma grande transformação pelo meio. Mesmo que essa viagem seja só até ao fim da rua. Também há metáfora do cordeiro, como símbolo do sacrificado pelo pecado de terceiros. Tudo demasiado óbvio, numa colecção de clichés desfiados como um rosário.

Ou seja, Olhai O Cordeiro quer dar um passo maior que a perna, tropeçando várias vezes e metendo o pé na poça outras tantas. Nunca chega a desiquilibrar-se o suficiente e a cair, é certo. Aliás, já comi Chesseburger bem piores e a pagar.

Posted by: dermot @ 5:06 da tarde
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quinta-feira, setembro 27, 2012  

28. FESTRÓIA - Dia 5

A PARADA - Secção Oficial


Título: Parada
Realizador: Srdjan Dragojevic
Ano: 2011


Antes de começar, o realizador Srdjan Dragojevic apresenta-nos no ecrã um glossário de calão jugoslavo onde nos explica que Chetnik, Balija e Shiptar são formas pejorativas que croatas, albaneses e sérvios utilizam para chamarem uns aos outros. No entanto, para maricas a palavra é igual para os três povos: peder. Ou seja, croatas, albaneses e sérvios podem-se odiar todos de morte, mas pelo menos têm uma coisa em comum - todos odeiam por igual os homossexuais.

Ficam então lançados os dados para a temática de A Parada. Na Belgrado actual, uma associação LGBT prepara-se para organizar uma marcha de orgulho gay. Ameaçados pelas ameaças dos grupos neo-nazis locais, o casal organizador (Milos Samolov e Goran Jevtic) decide trocar favores com um mafioso local, Limun (Nikola Kojo): em troca de protecção, eles organizam-lhe o casamento de sonho.

Com um mosaico de personagens que se cruzam todas, directa ou indirectamente, por laços pessoais ou profissionais, A Parada é uma comédia que não se furta de chamar os bois pelos nomes para dizer coisas sérias de forma divertida. Não há cá subversões, nem mensagens subliminares. As coisas são ditas directamente e todos são ridicularizados de igual forma - os gays, os nacionalistas, os fanáticos... - o que faz com que o filme tenha realmente graça, mesmo em gags já vistos ou mais ou menos óbvios.

Além disso, um argumento inteligente joga em cima da mesa a cartada da homofobia como metáfora para as tensões raciais entre croatas, sérvios e albaneses, da mesma forma que utiliza o Ben-Hur como filme gay (podia ter sido o Ases Indomáveis, mas o Ben-Hur é mais épico). Tudo isto faz de A Parada o candidato principal ao Golfinho de Ouro neste Festróia até ao momento e um dos Le Big Macs mais saborosos desta edição toda.



EM CÂMARA LENTA - In Memoriam

Título: Em Câmara Lenta
Realizador: Fernando Lopes
Ano: 2012


Fernando Lopes deixou-nos este ano e, de uma só assentada, perdemos um dos grandes nomes do Cinema Novo português, o realizador da obra-prima cinematográfica nacional Belarmino e o adaptador da obra-prima literária lusa O Delfim. Para compensar de alguma forma esta perda irreparável, o realizador deixou-nos como último legado um filme (ou requiem, como lhe quiserem chamar), Em Câmara Lenta.

Em Câmara Lenta vem no seguimento do seu trabalho anterior, Os Sorrisos Do Destino, mas numa versão mais minimalista (ou simplificada, como lhe quiserem chamar). É uma espécie de auto-biografia, repleta de referências pessoais à vida e obra de Fernando Lopes, que volta a encontrar em Rui Morrison (actor subvalorizado do nosso cinema) uma espécie de alter-ego, que personifica uma certa ideologia de vida boémia, intelectual e mulherengo.

Em O Delfim, Rogério Samora era um marialva que justificava para se deitar com todas as mulheres menos com a sua com o argumento de que não se fode a família. Aqui, em XXXXXX, Rui Morrison cita Alexandre O'Neill para explicar que, para a felicidade conjugal, é mais prático dormir com a mulher apenas umas duas vezes por semana. E assim explica o seu harém entre as camas de Maria João Luís, Maria João Pinho e Maria João Bastos, entre boites de fama duvidosa, whiskeys on the rocks e a companhia do seu companheiro de copos, João Reis.

É uma espécie de rat pack marialva dos pobrezinhos, que homenageia também José Cardoso Pires, emoldurado num retrato pendurado no bar que ambos frequentam. É uma dupla referência, pessoal e literária, tal como a estátua de O'Neill onde Rui Morrison recita alguns poemas seus. No fundo, Em Câmara Lenta é Fernando Lopes a deixar um último lastro neste universo cinematográfico, numa obra meta-referencial.

Fernando Lopes deixou de ser um realizador narrativo, um contador de histórias excelente, para nos dar um cinema da palavra e da imagem, onde a câmara mexe-se apenas para que o actor não saia do campo de acção. É ele agora o centro do cinema de Lopes e Rui Morrison é ele próprio um reflexo do realizador. Não é filmado em câmara lenta, como o título, mas é filmado como auto-indulgência. Percebemos, mas apetecia-nos mais como despedida do que um Happy Meal.

Posted by: dermot @ 12:10 da tarde
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quarta-feira, setembro 26, 2012  

28. FESTRÓIA - Dia 4

MUNDO VISÍVEL - Secção Oficial


Título: Viditelny Svet
Realizador: Peter Kristúfek
Ano: 2011


Em Janela Indiscreta, James Stewart ainda tinha desculpa para passar os dias enfiado em casa a espreitar para as janelas dos vizinhos. Mas Oliver (Ivan Trojan), deste Mundo Visível, é apenas um tipo solitário sem nada para fazer, que mais do que um voyeur exaustivo, é obcecado pela família do apartamento do prédio em frente ao seu.

Mundo Visível segue a tendência da recente escola austríaca, com Michael Haneke à cabeça, que filmam histórias de monstros sob uma capa de normalidade, em filmes secos e extremamente hiper-realistas. Oliver podia ser um desses homens, já que a sua obsessão voyeur é muito mais profunda do que parece ao início. Oliver não está apenas obcecado pela vizinha em frente; Oliver está obcecado em, mais do que conquista-la, em tomar o lugar do seu marido e fazer parte daquela família funcional, uma vez que construir uma de raiz dá muito trabalho. E quando começa a vasculhar o seu lixo, a tirar fotos comprometedoras do marido ou a comprar no supermercado as mesmas coisas que eles, percebemos que Oliver é bem perturbado da cabeça.

Além disso, Mundo Visível lembra-nos ainda do poder das imagens numa meta-referência ao próprio cinema. Não é um A Vítima Do Medo, mas a cena em que Oliver compra uns binóculos de alta potência a um cego é bastanta reveladora dessa mensagem subliminar que o realizador, Peter Kristúfek, também passa.

Apesar de não conseguir manter a mesma consistência durante todo o filme, Mundo Visível é um McBacon bastante interessante. E que termina a pedir uma segunda visualização.

Posted by: dermot @ 9:18 da manhã
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terça-feira, setembro 25, 2012  

28. FESTRÓIA - Dia 3

GLORIOSO DESERTOR - O Homem e a Natureza


Título: Glorious Deserter
Realizador: Gabriele Neudecker
Ano: 2012


O que têm em comum o agricultor, o cozinheiro, o guardador de gado e o acólito deste Glorioso Desertor? Todos eles são austríacos, combateram pelas tropas nazis de Hitler (porque ou se alistavam na Juventude Hitleriana ou eram acusados de serem judeus ou comunistas) e todos eles desertaram. E Glorioso Desertor conta as suas histórias.

Partindo de testemunhos reais, Glorioso Desertor convoca actores não lá muito bons e coloca-os a narrar as suas histórias de guerra directamente para o espectador, enquanto fazem a sua labuta diária. E dos seus testemunhos tiramos duas ideias: a desumanização da guerra; e o estigma da deserção, que ainda hoje sofrem. Apesar de terem agido de acordo com as suas consciências, esses homens continuam a ser encarados como traidores da pátria. Aliás, a própria realizadora, Gabriele Neudecker, também foi alvo de ameaças por parte de grupos neo-nazis depois de realizar este filme.

O problema de Glorioso Desertor, filme curioso pela forma como casa o documentário e a ficção, não é então as suas histórias. É antes a forma que utiliza para as contar. É que cenas inteiras de tipos a cortar lenha ou a assar ratazanas não são propriamente as ideais para relatar este tipo de testemunhos.

Podemos tomar o exemplo de 48, filme muito parecido com Glorioso Desertor, mas onde a realizadora, Susana Sousa Dias, tomou a opção completamente oposta da de Neudecker. A realizadora portuguesa prescindiu totalmente das imagens, deixando as palavras falarem por sí. Já a austríaca atraiçoa os seus testemunhos, desviando atenções quando o que pretendia era apenas aliviar a tensão. Tiro ao lado num Cheeseburger que é, ao menos, honrado.

Posted by: dermot @ 3:19 da manhã
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segunda-feira, setembro 24, 2012  

28. FESTRÓIA - Dia 2

A FAMÍLIA DE NICK - O Homem e a Natureza


Título: Nicky's Family
Realizador: Matej Minac
Ano: 2011


Nicholas Winton é muitas vezes descrito como o Oskar Schindler inglês. De facto, tal como o industrial alemão (e já agora, como Aristedes de Sousa Mendes - para quando um filme sobre o diplomata luso?), esse empresário britânico salvou cerca de 700 crianças checoslovacas do terror do Holocausto, enviando-as para a Inglaterra, numa missão humanitária movida unicamente pelo seu altruísmo.

A Família De Nick é um documentário sobre o homem e sobre essa sua demanda, tentando ser o mais completo possível. Começa, portanto, pelo contexto socio-político europeu no pós-I Guerra Mundial, introduz o nazismo, apresenta Winton e, depois, desfila todo o seu trabalho e dedicação impressionante ao serviço daquelas crianças. E o que mais impressiona em todo o filme é mesmo a forma humilde como se dedicou a tal empresa. De tal forma humilde que a sua esposa só descobriu isso quase 50 anos depois, quando encontrou um livro de recortes no sótão. Ah, é verdade, esqueci-me de te dizer. Quando era novo salvei 700 crianças dos campos de concentração nazi. Cabeça à minha.

Para contar esta história, Matej Minac (cuja carreira no cinema é dedicada em exclusivo à vida e obra de Nicholas Winton, com três trabalhos sobre o homem) utiliza tudo o que encontra: found footage, entrevista com as crianças resgatadas hoje em dia, entrevistas de arquivo e actuais do próprio Winton e até reconstituições de época, numa espécie de teatrinho de escola ou documentário do canal Odisseia. O objectivo é que A Família De Nick seja o mais completo possível e que não se limite a uma série de talking heads, mas o resultado é uma confusão de registos, ainda por cima colados por uma banda-sonora ominipresentes e intrometida.

A última parte do filme é dedicada inteirinha a Winton e aos programas humanitários que influenciou e que movem centenas de pessoas em todo o mundo hoje em dia, numa espécie de propaganda de música épica, bandeiras desfraldadas e muita gente a chorar e a tentar fazer chorar. Não está em causa a mensagem, mas isto de cinema tem muito pouco (nada?). A Família De Nick vale então pela história de vida deste senhor, que actualmente com 103 anos e muita saúde continua a ser uma fonte de inspiração inesgotável, porque como filme é apenas um Double Cheeseburger já bem esprimidinho.



O QUE É UM HOMEM SEM BIGODE? - Homenagem à Croácia

Título: Sto Je Muskarac Bez Brkova?
Realizador: Hrvoje Hribar
Ano: 2005


O que é um homem sem bigode?, questiona o título do filme. Se tivessem perguntado a Nick Cave (vénias com saída à rectaguarda) teriam evitado esta espécie de comédia à Emir Kusturica. Um homem sem bigode é como uma mulher com um.

De facto, pode parecer preguiça comparar tudo o que sejam filmes provenientes dos balcãs com a obra de Kusturica, mas o que é certo é que existem mais pontos de contacto entre este O Que É Um Homem Sem Bigode? e os filmes do realizador sérvio do que a simples proveniência. Ou seja, estamos a falar de um imaginário meio caótico meio neurótico, tudo muito felliniano; música manhosa; diálogos escorreitos e um humor situacional; e personagens bizarras com raízes telúricas ao mais profundo (e, consequentemente, mais representativo) do seu país. Só que, em termos de ritmo, Hrvoje Hribar é um Kusturica desacelarado.

Em O Que É Um Homem Sem Bigode? todos têm o pito aos saltos. Tatjana (Zrinka Cvitesic) é uma viúva rica que termina o seu voto de silêncio de 13 meses depois de se apaixonar pelo padre; este (Leon Lucev) é um ex-alcóolico que tem um irmão gémeo; este é general e tem um affair com a ministra da Defesa; esta (Jelena Miholjevic) é casada com um amigo íntimo dum viúvo regressado da Alemanha que quer ter um filho macho de Tatjana; e a filha deste (Nada Gacesic) anda enrolada com o doido da aldeia, o sensível, poeta e jardineiro Stanislav (Bojan Navojec).

É um chorrilho de personagens, que se enrolam uns com os outros em situações cada vez mais escabrosas, acabando por se tornar por vezes demasiado forçado. Aliás, as situações com mais graça são, normalmente, as mais simples, que não tentam forçar diálogos estranhos ou inserir elementos estranhos ao filme (gente bêbeda com granadas, onde já vimos isto?). O Que É Um Homem Sem Bigode? é um dos filmes com mais sucesso de sempre nas bilheteiras croatas, mas o seu McChicken é uma coisa que sabe melhor para as pessoas da terra, que se identificam com alguns elementos.

Posted by: dermot @ 8:43 da manhã
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domingo, setembro 23, 2012  

28. FESTRÓIA - Dia 1

A GRALHA - Primeiras Obras


Título: Kauwboy
Realizador: Boudewijn Koole
Ano: 2012


Jojo (o estreante e, por isso, ainda mais impressionante Rick Lens) não tem propriamente uma infância boa, mas não se desenrasca nada mal. Vive sozinho com o pai, porque a mãe - uma conhecida cantora country - anda em digressão pelos Estados Unidos sem data definida de regresso (ou então morreu, não sei bem). E o pai não tem, propriamente, um bom feitio. Por isso, Jojo tem que fazer pela vida, nada do que uma boa dose de imaginação e memórias reprimidas não resolvam.

Há então um factor que vai ser envolvido na equação e vai alterar tudo: Jojo vai fazer amizade com... uma gralha. Jogasse ela à bola e A Gralha seria um óptimo filme para as tardes de domingo da TVI; mas não, é apenas uma gralha, que voa e grasna. Mas é o suficiente para Jojo ultrapassar essa etapa difícil da sua vida, fazer as pazes com o pai e enterrar definitivamente a sua mãe.

A Gralha é, assim, um filme sobre coming-of-age e é, sobretudo, um filme com um forte cheiro a férias de verão e a nostalgia (olá Amor De Verão). Infelizmente, tem um final desonesto que lhe corta as asas e impede-o de voar mais alto do que o McChicken que merecia.



ANO DE GRAÇA - Panorama

Título: Any De Gràcia
Realizador: Ventura Pons
Ano: 2011


Porque é que todas as comédias espanholas parecem-me sempre uma imitação má do Pedro Almodóvar? Muitas vezes penso que é por ter passado muito tempo a ver sempre filmes do mesmo espanhol, mas depois lá apanho um filme como este Ano De Graça e apercebo-me que se calhar não estou a ser condescendente comigo mesmo; a maioria das comédias espanholas (todas?) são mesmo muito fraquinhas.

Ano De Graça é a história de David (Oriol Pla), um jovem que, cansado da vida pequenina no campo, se muda para Barcelona (e para a Grácia, claro, local da moda da cidade, como vimos em A Residência Espanhola) para vingar na vida e tornar-se um pintor famoso. No entanto, nem a vida citadina é o que pensava nem tão pouco o curso de Belas Artes. Mas o pior mesmo é a velha rabugenta, Grácia (Rosa Maria Sardà) - daí o trocadilho do título - com quem vai dividir o apartamento.

Depois de A Gralha, o Festróia juntou-lhe outro filme sobre os rituais de passagem e crescimento. No entanto, em Ano De Graça falta-lhe muito pouca novidade e algo mais do que apostar tudo na relação screwball entre inquilino e senhoria, jovem e velha, moderno e antiquado. E, no final, quando Grça troca de lado na barricada, o filme perde credibilidade e nunca nos consegue convencer.

Aliado a isto, a dimensão televisiva com que é filmado, assim como as montages musicais colocadas estrategicamente de x em x tempo, aproximam-no sempre mais de uma sitcom ou uma novela com valores de produção ligeiramente superiores, do que de cinema a sério para se ver em tela grande e sala escura. Um descartável Cheeseburger.



O REI DA ILHA DO DIABO - O Homem e a Natureza

Título: Kongen Av Bastøy
Realizador: Marius Holst
Ano: 2010


Na história das ilhas-prisão no cinema, já tivemos a Ilha do Diabo, na Guiana Francesa, onde Papillon esteve encarcerado; tivemos Alcatraz, onde Sean Connery, o único prisioneiro a conseguir escapar com vida, foi chamado de volta para mostrar como o havia feito; e agora temos Bastøy, uma ilha-prisão que albergou jovens criminosos (ou que, simplesmente, se portaram mal) durante a primeira metade do século XX, num fiorde perto da capital norueguesa.

O Rei Da Ilha Do Diabo (e aqui está o imaginativo título português/inglês a fazer o paralelismo com a ilha-prisão de Papillon) é baseado em factos reais, nomeadamente na revolta dos seus internados, em 1915, cansados dos abusos, das injustiças e da pedofilia. O dínamo destas movimentações foi Erling (Benjamin Helstad), um marinheiro rijo e determinado, que, mal pousou o pé na ilha, prometeu logo que iria escapar dali à primeira oportunidade.

O Rei Da Ilha Do Diabo é um filme de prisão de grande fôlego, quase a atingir o épico. É um drama gelado e quase marcial, como é apanágio das filmografias (e, claro, das próprias sociedades) nórdicas, e as agruras do cárcere tornam-se aqui mais duras, uma vez que estamos a falar de rapazinhos. Lembramo-nos dos outros primos afastados, como Papillon, mas também do recente Um Profeta, pela forma como aquele microcosmos é trabalhado, ou mesmo de Voando Sobre Um Ninho De Cucos, mas com jovens que se portam mal em vez de deficientes e malucos.

Com um leque de actores de excepção, com o conhecido Stellan Skarsgård à cabeça, O Rei Da Ilha Do Diabo é ainda uma tragédia shakespereana, capaz de deixar uma lágrima ao canto do olho. Dá a sensação que já vimos este filme, é verdade, mas é um McRoyal Deluxe muito duro e difícil de engolir com o nó na garganta que nos dá.

Posted by: dermot @ 12:29 da tarde
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sábado, setembro 22, 2012  

28. FESTRÓIA - DIA 0

CANIBAL VEGETARIANO - Secção Oficial:


Título: Ljudozder Vegetarijanac
Realizador: Branko Schmidt
Ano: 2012


O que come um canibal vegetariano? A cana do nariz, a palma das mãos e a planta dos pés.
Canibal Vegetariano podia ser muito bem uma variação desta piada já muito gasta esticada até ao limite do suportável, mas, felizmente, o realizador Branko Schmidt teve o bom-senso de fazer outra coisa. E bem melhor.

Danko Babic (excelente Rene Bitorajac) é um médico pediatra sem escrúpulos. É vegetariano e leva uma vida equilibrada, entre o saudável ginásio, os batidos e a comida biológica, e a coca, as prostitutas e os abortos clandestinos. Além de trabalhar para um chulo mafioso, como abortador oficial das suas meninas, Danko move-se por uma ambição desmedida, que tanto levam-no a tramar os colegas para subir na carreira como interna pacientes completamente sãs, apenas porque chegaram tarde à consulta e interromperam a sua sesta.

Portanto, o médico de Danko Babic é o negativo do Doutor House. Enquanto este é directo e sem papas na língua, ofendendo as pessoas com a verdade, mas regindo-se pelo codigo deontológico para salvar vidas, o primeiro faz-se valer do seu bom aspecto físico e da lábia para enganar, subornar e tramar em nome do seu próprio proveito. Além disso, é um sádico sanguinário, que aborta tudo o que mexe, quase até à idade da criança estar pronta para ser baptizada, em algumas cenas que deixam um autêntico nóno estômago.

Canibal Vegetariano é um filme completamente imoral, cuja única mensagem que passa é que o crime, por vezes, compensa mesmo. E lembramo-nos do Polícia Sem Lei, de Werner Herzog, onde o seu polícia cocaínomano também enganava sem escrúpulos tudo e todos e a Providência não parava de o recompensar.

Filmado com a câmara livre, bastante livre por vezes até, Canibal Vegetariano é um excelente filme pela diferença que marca no panorama dos filmes bem comportadozinhos. Manda o politicamente correcto para o caraças e lembra que, na maior parte das vezes, são mesmo os canalhas (por mais psicóticos que sejam) quem se safam. Um McRoyal Deluxe surpreendente vindo da Croácia.

Posted by: dermot @ 11:36 da manhã
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sexta-feira, setembro 21, 2012  

28. FESTRÓIA:

Posted by: dermot @ 12:01 da manhã
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quinta-feira, setembro 20, 2012  

ADEPTO FANÁTICO:

Título: The Fan
Realizador: Tony Scott
Ano: 1996


É fácil não gostar da personagem de Robert De Niro, em Adepto Fanático. Afinal de contas, é um tipo com maus feitio, que bate na mulher e não se importa de matar um tipo ou dois. No entanto, há que saber ver as coisas. E ninguém fã dos Rolling Stones pode ser má pessoa. Especialmente quando é dos acérrimos, que os defende em qualquer situação. Ah e tal, o pai do não-sei-quantos diz que o Mick Jagger é maricas, diz-lhe o filho enquanto De Niro canta o Start Me Up aos berros, no carro. E o pai do não-sei-quantos gosta de levar no cu, responde-lhe sem rodriguinhos. Curto e directo, como ele estava a merecer.

De Niro recupera em Adepto Fanático o seu sociopata de Taxi Driver, mas com uma inclinação para o que não interessa. De Niro é fã de baseball em geral e dos San Francisco Giants em particular, que neste início de temporada estão com as expectativas ao máximo depois de terem contratado o Cristiano Ronaldo do bater a bola com um pau: Wesley Snipes, batedor que custou 40 milhões de dólares. Além disso, depois de ser despedido do seu trabalho de vendedor de facas e depois de a ex-mulher tê-lo impedido judicialmente de visitar o filho, De Niro fica com tempo livre a mais para se obcecar ainda mais por Snipes, por se armar em stalker e por tramar a vida ao outro batedor da equipa, um muito novo e estiloso Benicio Del Toro.

Adepto Fanático decorre em paralelo, com duas histórias contadas em simultâneo: de um lado, a triste vida de De Niro, sem emprego e sem família, desenvolvendo uma obsessão psicótica e doentia pela sua equipa de basebol; e, do outro, a vida de Snipes, com dificuldades em superar a pressão e as expectativas de ter custado tanto dinheiro (e a rivalidade com Del Toro). O building up de Tony Scott é, inesperadamente, perfeito e as duas histórias quando se cruzam fazem faísca. E é aqui que sabemos que a coisa vai estalar. When the shit hits the fan, como dizem os americanos...

Claro que Adepto Fanático é Tony Scott a ser Tony Scott, ou seja, é algo atabalhoado em alguns momentos e, em qualquer situação, o estilo predomina sempre sobre o conteúdo. Um jogo de basebol decisivo à chuva fica mais dramático no ecrã do que um à torreira do sol? Então siga, mesmo que não existam jogos de baseball à chuva. No entanto, depois há Robert De Niro a roubar para si todo o filme e não queremos saber de mais nada. Um De Niro em boa forma vale todas as dentadas de um McRoyal Deluxe. Que neste caso é super-subvalorizado.

Posted by: dermot @ 9:23 da manhã
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terça-feira, setembro 18, 2012  

BABYCALL:

Titulo: Babycall
Realizador: Pål Sletaune
Ano: 2011


A vida de Anna (Noomi Rapace) não corre propriamente calma. Vítima de violência doméstica, refugia-se numa casa da polícia, onde a vigilância obsessiva que dispensa ao filho preocupa a comissão de protecção de menores que a acompanha. Além disso, é ainda vítima de chantagem emocional por parte do tipo da protecção de menores e acusada pelos directores da escola do filho de maus tratos infantis. Tudo isto já era demais. Mas o realizador, Pål Sletaune, gosta de ser cruel e ainda a põe a ouvir choros e gritos de criança misteriosos pelo monitor do quarto do filho.

Babycall é um thriller psicológico com um toque paranormal (os tais gritos misteriosos que ouve no monitor, sem explicação), que aposta tudo num twist final à O Sexto Sentido. No entanto, para que não fosse acusado de ser apenas a milésima e uma variação do clássico de M. Night Shyamalan, Sletaune liga o complicador, dá mais uma volta ao argumento e faz com que, no final, seja preciso fazer muito mais força que o desejável para encaixar todas as peças do puzzle.

Fora isso, Babycall é um thriller feito à moda nórdica, com aquela precisão gelada do cinema escandinavo, sempre bastante económico nos processos narrativos. Este processo aumenta a paranóia da rotina quotidiana de Anna, deixando-nos constantemente no limbo indeciso do que é realidade e do que é imaginação. Aliado a isto, está a prestação contida de Noomi Rapace, claramente o ponto alto do filme.

Apesar de um modesto McChicken, Babycall fica agora calmamente à espera de um remake norte-americano. Parece-nos que tem o destino traçado...

Posted by: dermot @ 9:16 da manhã
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segunda-feira, setembro 17, 2012  

SOLARIS:

Título: Solaris
Realizador: Steven Soderbergh
Ano: 2002


Steven Soderbergh não é um tipo particularmente apreciado pelos grandes intelectuais da crítica cinematográfica. Por este imodesto tasco cinéfilo acontece precisamente o contrário. Apesar de alguns filmes menores e menos interessantes (para não dizer maus), o realizador norte-americano é, actualmente, um dos autores mais versáteis, experimentais e profícuos da sétima arte, que tanto faz um filme-pipoca com os amigos, como experimenta fazer um noir com o material do antigamente ou aposta tudo no digital e na liberdade que este permite. Ou seja, digam-me lá quem é que, nos dias que correm, tem tomates para fazer um buddy movie com os seus amigos de Hollywood e, no mesmo ano, fazer um remake do Tarkovski?

No papel, este Solaris pode ser um remake do filme homónimo do russo Andrei Tarkovski (vénias), mas no ecrã é antes uma reinterpretação. Ou melhor, uma reinterpretação mas do livro de Stanislaw Lem. debruçando-se antes sobre a sua parte mais dramática e sentimental. Enquanto que o Solaris de Tarkovski é um filme mais filosófico e metafísico, o Solaris de Soderbergh é mais pessoal e sentimental. Ou seja, estamos perante um filme de ficção-científica, mas os elementos futuristas (as viagens espaciais, as naves, os aliens...) servem apenas para meditar sobre os verdadeiros propósitos dramáticos do filme.

Aliás, só temos mesmo a certeza de que Solaris é um filme que se passa no futuro, quando vemos George Clooney já dentro de uma nave espacial rumo ao planeta distante de Solaris. Até lá, enquanto o seguimos pelo seu dia-a-dia de psiquiatra e o vemos a receber uma mensagem de um amigo para o ir ajudar a ultrapassar os diferendos comportamentais com a sua equipa, nunca temos a certeza qual a época a que estamos. Esta intemporalidade é importante para a) sublinhar a força desta história, transversal a qualquer realidade espaço-temporal da nossa (triste) existência; e b) para manter o registo low-profile do filme, numa versão suavizada da técnica de esculpir o tempo de Tarkovski.

Solaris é, portanto, um filme sobre a perda e o amor, o perdão e a cumplicidade numa relação, à volta de um homem que tem uma segunda oportunidade para resolver um esqueleto que tem no seu armário. Esse homem é George Clooney, o psiquiatra que voa até ao planeta Solaris para tentar resolver os problemas com o grupo de astronautas daquela missão espacial, que se recusa a ir embora e que vem agindo estranhamente. A culpa não é de nenhum monstro assassino à solta, qual Alien - O Oitavo Passageiro, mas antes de uns duplos que surgem consoante o vazio da alma de cada um. É como se Roman Polanski realizasse o 2001: Odisseia No Espaço, fiél à sua abordagem à problemática do doppelgänger: se separar a minha cabeça do corpo, serei eu e o meu corpo ou eu e a minha cabeça?.

Filme minimalista e de ritmo exigente, Solaris exige absorver-nos para o seu interior para que resulte verdadeiramente. Tem ainda um Jeremy Davies à beira da loucura que dá o toque Blade Runner - Perigo Iminente ao filme (será que os andróides sonham?) e uma Natascha McElhone com uns olhos grandes e redondos, que valem quase meio filme. Solaris é um McRoyal Deluxe super-subvalorizado.

Posted by: dermot @ 5:35 da manhã
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sexta-feira, setembro 14, 2012  

O CORVO:

Título: The Raven
Realizador: James McTeigue
Ano: 2012


Once upon a midnight dreary, while I pondered, weak and weary,
Over many a quaint and curious volume of forgotten lore.
While I nodded, nearly napping, suddenly there came a tapping,
As of some one gently rapping, rapping at my chamber door.
"'Tis some visitor," I muttered, "tapping at my chamber door.
Only this and nothing more."


Em Janeiro de 1809, o poeta e escritor Edgar Allan Poe, uma das maiores vozes literárias norte-americanas de sempre, foi encontrado num jardim, perdido e a balbuciar o nome de Reynolds repetidamente. As especulações são muitas; há quem diga que estava bêbado, há os que defendem que tinha enlouquecido ou os que tinha sido envenenado por esse tal Reynolds. No entanto, nenhum teve a imaginação de James McTeigue que, misturando factos e fantasia, criou um caso de detectives com um serial killer viciado na literatura de Poe.

O Corvo - não confundir com o filme que tirou a vida a Brendan Lee - é, portanto, um thriller inventivo, que coloca Edgar Allan Poe (interpretado por um John Cusack (ainda) mais irritante do que é costume) no centro de uma onda de assassinatos de um serial killer que copia as mortes dos seus livros. E apesar de haver um detective a gerir as operações (Luke Evans), Poe terá que vir para a linha da frente, porque é a sua amada e noiva (Alice Eve) que está em perigo.

Olhamos para O Corvo e, mesmo que não queiramos, parece que estamos sempre a ver outros filmes. Primeiro, parece Cyrano De Bergerac, pela forma como Poe, alcoólico e opiómano inveterado, desafia tudo e todos pela literatura; depois parece A Lenda Do Cavaleiro Sem Cabeça, pelo ambiente policial romântico; parece ainda Sherlock Holmes, pelas parecenças entre Poe e o herói de Arthur Conan Doyle - hábil na dedução e perspicaz na análise das pessoas; e, por fim, mesmo sem querer, parece Saw - Enigma Mortal, com um assassino que coloca tudo e todos a jogar um jogo.

O Corvo tenta ser muita coisa e acaba por não ser coisa nenhuma. O próprio boneco de Edgar Allan Poe nunca se decide se quer ser um poeta boémio ou um perspicaz investigador por conta própria, assim como o filme nunca se decide entre o thriller misterioso e o policial whodunnit. É apenas um exercício de copy-paste que tenta passar por inventivo, dando mais voltas sobre si mesmo do que era necessário.

Vale então pela proposta que nos faz e pelas interpretações de algumas das melhores histórias de Edgar Allan Poe. Mas não elogia por aí além a memória do poeta, assim como não nos faz esquecer Vincent Price naquele que é o melhor momento do legado de Poe na sétima arte: O Fosso E O Pêndulo. Um McChicken mirradinho.

Posted by: dermot @ 5:27 da manhã
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quarta-feira, setembro 12, 2012  

A MINHA SEMANA COM MARILYN:

Título: My Week With Marilyn
Realizador: Simon Curtis
Ano: 2011


Marilyn Monroe foi mais do que uma actriz e mais do que mulher. Foi um ícone que influenciou a sua década e as vindouras de forma profunda. Tão profunda que ainda hoje, mais de 50 anos após a sua morte, uma simples foto sua a ler o Ulysses serve para encher páginas de revistas, escrever ensaios ou lançar livros. No entanto, mais estranho que esse livro de James Joyce - que aparece pertinentemente em A Minha Semana Com Marilyn várias vezes - é o fait-diver que deu origem a este filme, cujo percurso levou-o inclusive aos Oscares.

A Minha Semana Com Marilyn foca o período de filmagens da sua comédia ligeira, O Príncipe E A Corista, em que toda a gente esperava que, do filme, nascesse uma relação libidinosa entre Marilyn e o protagonista masculino, o galã Sir Laurence Olivier. No entanto, a actriz acabou por se envolver platonicamente com um zé-ninguém, Colin Clark (interpretado por Eddie Redmayne), o terceiro assistente de realização do filme.

Narrado pelo próprio, A Minha Semana Com Marilyn é uma história tão desinteressante quanto a sinopse deixa antever, que roda à volta do umbigo de Colin Clark. Muito pouco para dizer e nada de novo na crónica do menino rico que sobe a pulso no mundo do trabalho para provar o seu valor aos pais. Por isso, o real interesse de A Minha Semana Com Marilyn é o que se vai passando no plateau: as relações entre os actores e o choque entre os clássicos e os do Método. Aliás, é famosa a crítica de Olivier aos que seguiam o sistema Stanislavski; ele que, durante O Homem Da Maratona, questionou Dustin Hoffman porque é que ele simplesmente não representava apenas.

E Michelle Williams? Representar Marilyn Monrow não é fácil e Williams não se safa propriamente bem, limitado-se a fazer boquinhas e de loira ingénua. O argumento também não ajuda, é certo, já que se preocupa demasiado em limitar a actriz ao seu próprio estereótipo - errática, depressiva e infeliz. A meio passo do telefilme, A Minha Semana Com Marilyn é um Double Cheeseburger que não adianta muito ao legado da mulher outrora conhecida por Norma Jean.

Posted by: dermot @ 7:37 da manhã
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segunda-feira, setembro 10, 2012  

DRAGON - A HISTÓRIA DE BRUCE LEE:

Título: Dragon: The Bruce Lee Story
Realizador: Rob Cohen
Ano: 1993


Mais do que um ídolo, Bruce Lee é um autêntico ícone. Não foi só que fez e o que foi (mestre de artes marciais, criador do jeet kune do e actor), mas foi também o que representou (o primeiro oriental a abrir o kung fu aos ocidentais), o que disse (um filósofo - be like water) ou até mesmo o que vestiu (como o iconográfico fato amarelo de O Último Combate De Bruce Lee, que continua a marcar tendências na moda). Por isso, quem não cresceu a venerar os seus filmes, é porque não teve uma infância feliz.

Em 1993 saiu o biopic Dragon - A História De Bruce Lee, sobre a sua vida e obra, mas que tem tanto de biográfico como eu tenho de mulher. É que o filme muda a história e inventa coisas à descarada, a favor do drama da história e dos níveis de awesomess. Dragon - A História De Bruce Lee é, assim, um filme-pipoca com um certo cheiro a xunga (com o selo De Laurentis) algo interessante, mas se quiser saber mais sobre Bruce Lee opte antes por um qualquer documentário. Existem-nos à patada.

Dragon - A História De Bruce Lee é então Bruce Lee, fisicamente parecido e um lutador muito respeitável, que vai despachando uns tipos numas cenas de porrada porreiras (o melhor do filme) numa história muito hollywoodesca. A sublinhar por baixo está a banda-sonora épica de Randy Edelman, pilhada vezes sem conta em trailers, montages dramáticas e paródias ao género.

Como ponto extra está um subplot com piada, sobre uma suposta maldição que afectava o clã Lee e o colocar a lutar contra um demónio oriental com pinta. Dragon - A História De Bruce Lee é demasiado idealizado, com um Bruce Lee bom demais em tudo, mas que da umas piscadelas de olho curiosas a quem está familiarizado com a sua obra, ao emular alguns dos seus melhores momentos no ecrã. Um McChicken que já contempla as horas a fio que passei a jogar ao jogo respectivo, na Mega Drive.

Posted by: dermot @ 5:27 da manhã
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sexta-feira, setembro 07, 2012  

COCKTAIL:

Título: Cocktail
Realizador: Roger Donaldson
Ano: 1998


Agora que Tom Cruise enfrenta mais um divórcio milionário e Suri, a sua filha, das manchetes como "vítimas das garras da Cientologia", faz todo o sentido recuperar um clássico da sua filmografia: Cocktail. Considerado pelos senhores responsáveis pelos Razzies como um dos melhores maus filmes de sempre, Cocktailé uma obra que deve ser vista por toda a gente pelo menos uma vez na vida.

Na altura, Tom Cruise já tinha passado de actor ligeiramente promissor, de Os Marginais, e de novo actor que todos querem ter, depois de Negócio Arriscado, graças ao super-sucesso comercial de Ases Indomáveis. Em contrapartida, Elizabeth Shue era a raínha dos anos 80, depois de entrar em Momento Da Verdade ou em Aventura Fora De Horas, e estava melhor do que nunca. Por isso, Cocktail terá sido, provavelmente, truque do destino, já que a década não poderia terminar sem cruzar estes dois ícones dos eighties.

Cocktail poderia ser a típica história do working class hero, um must dos anos 80. Cruise, acabado de cumprir serviço militar, está pronto para começar a sua vida do zero. E o cheiro a dinheiro sente-se na rua, com o capitalismo a palpitar e os hippies a transformarem-se em yuppies com a mesma facilidade com que o Mantorras deixava adversários para trás antes de ficar sem um joelho. No entanto, Wall Street só tem lugar para os licenciados, fechando as portas a Cruise e abrindo-lhe caminho para um dos argumentos mais estranhos de todos os tempos.

De aspirante a underdog a rei dos barmans é um pulo, depois de arranjar trabalho no bar de um irlandês bon-vivant (Bryan Brown). Depois, meia-dúzia de luzes sobre a vida noctura e as mulheres (mas sem a coca, outra tendência da década), e eis mais um salto para a Jamaica(!), para enriquecer facilmente. Depois regresso à Big Apple, qualquer coisa sobre os yuppies outra vez e o habitual final feliz, juntando Cruise e Shue.

Cocktail podia ser só um filme cheesy sobre demandas pessoais, se não tivesse uma estranha inclinação para a misoginia. Cruise é mais machista que Russ Meyer alguma vez poderia tentar ser e as mulheres são tratadas como objectos, com uma facilidade tão grande quanto o argumento cruza elementos tão díspares com grande naturalidade. Daí Cocktail ser um agradável e estranho McChicken do mundo dos bons maus filmes.

Posted by: dermot @ 5:29 da manhã
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quinta-feira, setembro 06, 2012  

PIRANHA 3DD:

Título: Piranha 3DD
Realizador: John Gulager
Ano: 2012


Piranha 3D era um óptimo mau filme, que conseguia o equilíbrio perfeito entre terror e humor. Era parvo sem ser (muito) ridículo, em suma. No entanto, depois dele sabíamos que estávamos condenados a uma escalada de sequelas cada vez mais irrisórias, até porque o mesmo aconteceu com o original de Joe Dante (ao qual sucederam piranhas voadoras(!)). E o que podemos fazer? Absolutamente nada, apenas relaxar, encher o frigorífico de cerveja e esperar calmamente por elas, cruzando os dedos para que a fonte demore agora mais tempo a secar.

Piranha 3DD não tem - nem tenta - o mesmo equilíbrio do precedente e atira-se de cabeça ao humor escatológico. E às tipas com mamas à mostra. Aliás, o título é um engenhoso trocadilho com o tamanho da copa dos soutiens da maioria das figurantes do filme.

Piranha 3DD é assim uma espécie de teen movie soft-core, mas com piranhas assassinas pelo meio. As mesmas de Piranha 3D, que agora chegam a um parque aquático transformado em strip clube pelo proprietário (David Koechner) - ideia genial, diga-se de passagem. Tudo o resto é metido (ainda mais) a martelo, seja o triângulo amoroso Danielle Panabaker-Matt Bush-Jean-Luc Bilodeau, seja o polícia corrupto que fecha os olhos às irregularidades e abre as portas (literalmente) às piranhas.

A prova de que Piranha 3DD não se leva mesmo nada a sério é o facto de encher chouriços com 20 minutos de bloopers e cenas cortadas, como nos filmes do Jackie Chan. E mesmo assim só tem hora e um quarto de duração. Tem ainda um cameo de David Hasselhoff enquanto Mitch Buchannon, que é esticado para lá do limite. Começa por ter piada, deixa de a ter e, no final, já tem outra vez.

Tudo o resto é o habitual. Festim gore, menos gráfico e imaginativo que Piranha 3D, mas mais parvo ainda. E em que 90% das mortes têm conotação sexual. Piranha 3DD é o segundo filme de 2012 com mais mamas, logo a seguir a Projecto X - Fora De Controlo, mas um melhor Cheeseburger.

Posted by: dermot @ 7:17 da manhã
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quarta-feira, setembro 05, 2012  

A GLÓRIA DOS CAMPEÕES:

Título: Blades Of Glory
Realizador: Josh Gordon & Will Speck
Ano: 2007


É certo que Will Ferrell faz sempre o mesmo papel, em que só muda a prpfissão (Talladeg Nights, Semi-Pro ou Superstar, anyone?), mas ao menos fá-lo bem. E mais vale fazer só uma coisa e faze-la bem do que fazer várias que não sabe. Além disso, quantos actores fizeram carreira sempre com o mesmo papel? (o quê, o Jerry Lewis ligou?) São os chamados Ramones do cinema, que fizeram uma carreira do caraças sempre com os mesmos três acordes.

Em A Glória Dos Campeões, Ferrell é um campeão de patinagem artística no gelo rebelde e livre. Esse cowboy do gelo, com o seu estilo de macho alfa, faz com que seja um autêntico imãn de gajas e a antítese perfeita do seu maior rival - Jon Heder, um órfão sensível e delicado, cujas trocas e baltrocas da vida vai colocar como seu parceiro num número de pares. Como se a patinagem artística não fosse já suficientemente gay.

Ferrell e Heder são parceiros perfeitos. O estilo histérico do primeiro complementa a secura do segundo, que ficará para sempre colado ao seu papel de Napoleon Dynamite - Um Novo Herói. Isso faz com que A Glória Dos Campeões seja uma comédia quase circunstancial, em que não se limita ao tom brega que poderia sugerir ao espectador mais desatento, apelando apenas aos instintos mais básicos.

A Glória Dos Campeões tem graça e faz uma paródia divertida ao mundo dos desportos de inverno em geral. Will Ferrell falha algumas vezes, mas ao acertar é sempre de McRoyal Deluxes para cima.

Posted by: dermot @ 4:31 da manhã
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COTAÇÃO:
10 - Royale With Cheese
9 - Le Big Mac
8 - McRoyal Deluxe
7 - McBacon
6 - McChicken
5 - Double Cheeseburger
4 - Cheeseburger
3 - Caixinha de 500 paus (Happy Meal)
2 - Hamburga de Choco
1 - Pão com Manteiga

TAKE:
Take - cinema magazine | take.com.pt


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CRÍTICAS:
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- A Arte De Pensar Negativamente
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- A Balada de Jack And Rose
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- A Mais Louca Odisseia No Espaço
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- A Máscara De Cristal
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- As Aventuras Do Príncipe Achmed
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- As Canções De Amor
- As Crónicas De Narnia - O Leão, A Feiticeira E O Guarda-Roupa
- As Diabólicas
- As Ervas Daninhas
- As Invasões Bárbaras
- As Lágrimas Do Tigre Negro
- As Leis Da Atracção
- As Noites Loucas Do Dr. Jerryll
- As Penas Do Desejo
- As Tartarugas Também Voam
- As Vidas Dos Outros
- Aberto Até De Madrugada
- Assalto À Esquadra 13 (1976)
- Assalto À Esquadra 13 (2005)
- Assalto Ao Santa Maria
- Assassinos Natos
- Ata-me
- Até Ao Inferno
- Até Ao Limite Do Terror
- Atraídos Pelo Crime
- Através Da Noite
- Attack Of The 50 Foot Woman
- Aurora
- Austrália
- Autocarro 174
- Avatar
- Aviva, Meu Amor
- Aztec Rex
- Azul Metálico

- Babel
- Backbeat, Geração Inquieta
- Balas E Bolinhos - O Regresso
- Balbúrdia No Oeste
- Bando À Parte
- Baraka
- Barbarella
- Barreira Invisí­vel
- Batman
- Batman Regressa
- Batman - O Início
- Be Cool
- Beijing Bastards
- Belleville Rendez-Vouz
- Bem-vindo À Zombieland
- Bem-vindo Ao Norte
- Berlin 36
- Birth - O Mistério
- Biutiful
- Black Sheep
- Black Snake Moan - A Redenção
- Blade Runner - Perigo Iminente
- Blueberry
- Boa Noite E Boa Sorte
- Bobby Darin - O Amor É Eterno
- Body Rice
- Bombom
- Bom Dia Noite
- Bom Dia Vietnam
- Bonnie E Clyde
- Boogie Nights
- Borat
- Brasil - O Outro Lado Do Sonho
- Breakfast On Pluto
- Brincadeiras Perigosas (2007)
- Brisa De Mudança
- Bronson
- Bruce, O Todo-poderoso
- Bruiser - O Rosto Da Vingança
- Bruno
- Buffalo 66
- Bubba Ho-Tep
- Bullit
- Bunker Palace Hotel
- Buried
- Busca Implacável
- Bz, Viagem Alucinante

- Cadillac Records
- Cães Danados
- Cães De Palha
- Café E Cigarros
- Call Girl
- Camino
- Capitão Alatriste
- Capitão América - O Primeiro Vingador
- Capote
- Carrie
- Cartas Ao Padre Jacob
- Cartas De Iwo Jima
- Casa De Loucos
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- Cavalo De Guerra
- Cemitério Vivo
- Censurado
- Centurion
- Charlie E A Fábrica De Chocolate
- Che - Guerrilha
- Che - O Argentino
- Chemical Wedding
- Chéri
- Chinatown
- Chocolate
- Choke - Asfixia
- Chovem Almôndegas
- Christine - O Carro Assassino
- Cidade Fria
- Cinco Dias, Cinco Noites
- Cinema Paraíso
- Cinerama
- Cisne Negro
- Clube De Combate
- Coco Avant Chanel
- Coisa Ruim
- Cold Mountain
- Cold Weather
- Colete De Forças
- Colisão
- Com Outra? Nem Morta!
- Comboios Rigorosamente Vigiados
- Comer Orar Amar
- Complexo - Universo Paralelo
- Conan, O Bárbaro
- Contrato
- Control
- Controle
- Coração De Cavaleiro
- Coração De Gelo
- Coração Selvagem
- Corações De Aço
- Coragem De Mãe: Confrontando O Autismo
- Corre Lola Corre
- Correio De Risco
- Correio De Risco 3
- Corrida Contra O Futuro
- Corrupção
- Cozinhando A História
- Crank - Veneno No Sangue
- Crank - Alta Voltagem
- Cremaster
- Crime Ferpeito
- Crippled Masters
- Cristóvão Colombo - O Enigma
- Crónica Dos Bons Malandros
- Crueldade Intolerável
- Cubo
- Culture Boy
- Cypher
- Cyrano de Bergerac (1950)

- Daisy Town
- Dallas
- Danny The Dog - Força Destruidora
- Daqui P'ra Frente
- Dark City - Cidade Misteriosa
- De Cabeça Para Baixo
- De Homem Para Homem
- De Olhos Abertos
- De Olhos Bem Fechados
- De Sepultura Em Sepultura
- De Tanto Bater O Meu Coração Parou
- De-Lovely
- Delhi Belly
- Dead Snow
- Death Race 2000
- Deixa-me Entrar
- Delicatessen
- Demolidor - O Homem Sem Medo
- Dentro Da Garganta Funda
- Depois Do Casamento
- Destruir Depois De Ler
- Diamante De Sangue
- Diário Dos Mortos
- Diários De Che Guevara
- Dias De Futebol
- Dick E Jane - Ladrões Sem Jeito
- Dictado
- Die Hard 4.0 - Viver Ou Morrer
- Die You Zombie Bastards!
- Dogma
- Domino
- Don Juan DeMarco
- Donnie Brasco
- Doom - Sobrevivência
- Doomsday - Juízo Final
- Dorian Gray
- Dot.Com
- Dr. Estranhoamor
- Drácula 2001
- Drácula De Bram Stoker
- Drive - Risco Duplo
- Dreamgirls
- Duas Mulheres

- É Na Terra Não É Na Lua
- Easy A
- Easy Rider
- Eduardo Mãos De Tesoura
- Efeito Borboleta
- El Mariachi
- El Topo
- Ela Odeia-me
- Eles
- Eles Vivem
- Elvis
- Em Bruges
- Em Busca Da Felicidade
- Em Carne Viva
- Em Liberdade
- Em Nome De Caim
- Em Nome De Deus
- Em Paris
- Em Privado
- Embargo
- Encarnação Do Demónio
- Encontros Em Nova Iorque
- Encrenca Dupla
- Encurralada
- Ensaio Sobre A Cegueira
- Enterrado Na Areia
- Entre Os Dedos
- Entrevista
- Equilibrium
- Era Uma Vez No México
- Eraserhead - No Céu Tudo É Perfeito
- Escola De Criminosos
- Escolha Mortal
- Esporas De Aço
- Estado De Guerra
- Estamos Vivos
- Este É O Meu Lugar
- Este País Não É Para Velhos
- Estômago
- Estrada Perdida
- Estranhos
- Estrellita
- Eu Amo-te Phillip Morris
- Eu, Peter Sellers
- Eu Sou A Lenda
- Eu Sou Evadido
- Eu, Tu E Todos Os Que Conhecemos
- Everything Must Go
- Evil Dead - A Noite Dos Mortos-Vivos
- Evil Dead 2 - A Morte Chega De Madrugada
- Evil Dead 3 - O Exército Das Trevas
- Ex-Drummer
- Exterminador Implacável 1
- Exterminador Implacável 2 - O Dia Do Julgamento Final
- Exterminador Implacável 3 - Ascensão Das Máquinas
- Exterminador Implacável 4 - A Salvação

- Factory Girl - Quando Edie Conheceu Warhol
- Factotum
- Fados
- Fahrenheit 9/11
- Falso Alarme
- Fando E Lis
- Fantasmas De Marte
- Fargo
- Faster, Pussycat! Kill! Kill!
- Fausto 5.0
- Favores Em Cadeia
- Felicidade
- Feliz Natal
- Férias No Harém
- Festival Rocky De Terror
- Ficheiros Secretos: Quero Acreditar
- Fim De Ano Em Split
- Fim-De-Semana Alucinante
- Final Cut - A Última Memória
- Fish Tank
- Florbela
- Flores Partidas
- Fome
- Footloose - A Música Está Do Teu Lado
- Força Delta
- Forrest Gump
- Freddy Vs. Jason
- Frenético
- Frida
- Frost/Nixon
- Fruto Proibido
- Fuga De Los Angeles
- Fuga Para A Vitória
- Fur - Um Retrato Imaginário De Diane Arbus
- Fúria Cega
- Fúria De Viver
- Fúria Silenciosa

- Gabrielle
- Gainsbourg - Vida Heróica
- Gang Dos Tubarões
- Gangs de Nova Iorque
- Garden State
- Génova
- GI Joe - O Ataque Dos Cobra
- Godzilla
- Goodbye Lenine!
- Gosford Park
- Gothika
- Gran Torino
- Grande Mundo Do Som
- Gremlins
- Grizzly Man
- Gru - O Maldisposto
- Guerra Dos Mundos (2005)
- Guerra Dos Mundos (1953)

- Há Lodo No Cais
- Hairspray
- Half Nelson - Encurralados
- Hard Candy
- Harley Davidson E O Cowboy Do Asfalto
- Harold E Maude
- Harry Brown
- Haverá Sangue
- Hawai Azul
- He-Man - Mestres Do Universo
- Head On - A Esposa Turca
- Heartbreak Hotel
- Hell Ride
- Hellboy
- Hellboy 2: O Exército Dourado
- Helter Skelter - O Caso De Sharon Tate
- Henry E June
- Hereafter - Outra Vida
- Hiena
- História De Duas Irmãs
- História De Um Fotógrafo
- Hobo With A Shotgunbr> - Hollywood Ending
- Homem Aranha
- Homem Aranha 2
- Homem Aranha 3
- Homem De Ferro
- Homem Demolidor
- Homem Em Fúria
- Homens De Negro
- Homens De Negro 2
- Homens Que Matam Cabras Só Com O Olhar
- Hostel
- Hostel 2
- Hot Fuzz - Esquadrão De Província
- Howl - Grito
- Hugo

- I Am Sam - A Força Do Amor
- I Spit On Your Grave
- I'll See You In My Dreams
- Iluminados Pelo Fogo
- I'm Still Here
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- Imitação Da Vida
- Imortal
- In Search Of A Midnight Kiss
- Indiana Jones E O Reino Da Caveira De Cristal
- Indomável
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- Inimigos Públicos
- INLAND EMPIRE
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- Intriga Internacional
- Invictus
- Irmão, Onde Estás?
- It
- It Might Get Loud
- Italian Spiderman

- Jack Ketchum's The Girl Next Door
- Jackass 2
- Jackass 3D
- Jackie Brown
- Jacuzzi - O Desastre Do Tempo
- James Bond - Agente Secreto
- James Bond - Casino Royale
- James Bond - Quantum Of Solace
- Janela Indiscreta (1954)
- Janela Indiscreta (1998)
- Janela Secreta
- JCVD
- Joga Como Beckham
- John Rambo
- Jonestown - The Life And Death Of Peoples Temple
- Jovens Rebeldes - A Verdadeira História
- Julgamento
- Julie E Julia
- Juno
- Juventude Em Marcha
- Juventude Tardia

- Kalifórnia
- Kandahar
- Karate Kid
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- Kick Ass - O Novo Super-herói
- Kids - Miúdos
- Kill Bill vol.2
- King Kong (2005)
- Kiss Kiss Bang Bang
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- Kung-Fu-Zão
- Kung Pow - Punhos Loucos

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- La Vie En Rose
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- Lavado Em Lágrimas
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- Léon, O Profissional
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- Lindas Encrencas As Garotas
- Lobos
- Longe Da Terra Queimada
- Lost In Translation - O Amor É Um Lugar Estranho
- Lua De Mel, Lua De Fel
- Lucifer Rising
- Lucky Luke
- Lucky Number Slevin - Há Dias De Azar

- M - Matou!
- Má Educação
- Machete
- Madrigal
- Maldito United
- Mamma Mia
- Manhattan
- Manô
- Mamonas Pra Sempre
- Mar Adentro
- Maria E As Outras
- Marie Antoinette
- Marjoe
- Marte Ataca!
- Matança De Natal
- Match Point
- Matou A Família E Foi Ao Cinem
- McQuade, O Lobo Solitário
- Meia-Noite Em Paris
- Meio Metro De Pedra
- Melancolia
- Melinda E Melinda
- Menina
- Mephisto
- Metrópolis
- Meu Nome É Bruce
- Miami Vice
- Milhões
- Milk
- Millenium 1. Os Homens Que Odeiam As Mulheres
- Million Dollar Baby - Sonhos Vencidos
- Minha Mãe
- Minha Terra
- Misery - Capí­tulo Final
- Missão A Marte
- Missão Impossí­vel 3
- Missão Impossível - Missão Fantasma
- Missão Solar
- Mistérios De Lisboa
- Momentos Agradáveis
- Moneyball - Jogada De Risco
- Monsters - Zona Interdita
- Monstro
- Monty Phyton E O Cálice Sagradi
- Morte Cerebral
- Morte De Um Presidente
- Movimentos Perpétuos
- Mr. E Mrs. Smith
- Mrs. Henderson Presents
- Muito Bem, Obrigado
- Mulholland Drive
- Mundo Fantasma
- Mundos Separados
- Munique
- Murderball - Espírito De Combate
- Murish
- Mutilados
- Mysterious Skin

- Na Cama
- Nacho Libre
- Não Estou Aí
- Napoleon Dynamite
- Nas Costas Do Diabo
- Nas Nuvens
- Needle
- Nico: À Margem Da Lei
- Ninguém Sabe
- Nixon
- No Limite Do Amor
- No Vale De Elah
- Noite De Agosto
- Noite Escura
- Noivos Sangrentos
- Nome De Código: Cloverfield
- Northfork
- Nosferatu, O Vampiro
- Nothing
- Nova Iorque 1997
- Nove Raínhas
- Nunca Digas Sim

- O Acontecimento
- O Agente Da Broadway
- O Lugar Do Morto
- O Americano
- O Amor Acontece
- O Anjo Exterminador
- O Anti-Pai Natal
- O Artista
- O Assassínio De Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford
- O Assassí­nio De Richard Nixon
- O Batedor
- O Bom Alemão
- O Bom, O Mau E O Vilão
- O Cabo Do Medo
- O Caminho De São Diego
- O Cão, O General E Os Pássaros
- O Capacete Dourado
- O Castelo Andante
- O Castor
- O Cavaleiro Das Trevas
- O China
- O Cobrador
- O Código Da Vinci
- O Comboio Dos Mortos
- O Comboio Mistério
- O Condenado
- O Couraçado Potemkin
- O Cowboy Da Meia-Noite
- O Crepúsculo Dos Deuses
- O Dedo De Deus
- O Delator!
- O Demónio
- O Despertar Da Besta
- O Despertar Da Mente
- O Deus Da Carnificina
- O Deus Elefante
- O Dia Em Que A Terra Parou (1951)
- O Dia Em Que A Terra Parou (2008)
- O Dia Da Besta
- O Discurso Do Rei
- O Enigma Do Espaço
- O Estranho Caso De Benjamin Button
- O Estranho Mundo De Jack
- O Evangelho Segundo São Mateus
- O Exorcista
- O Fatalista
- O Feiticeiro De Oz
- O Feitiço Do Tempo
- O Fiél Jardineiro
- O Gabinete Das Figuras De Cera
- O Gabinete Do Dr. Caligari
- O Gato Das Botas
- O Génio Do Mal (1976)
- O Grande Peixe
- O Grande Ditador
- O Guerreiro
- O Homem Duplo
- O Homem Que Copiava
- O Homem Que Sabia Demasiado
- O Homem Que Veio Do Futuro
- O Idealista
- O Jogo
- O Júri
- O Imperador Da Califórnia
- O Inquilino
- O Justiceiro Da Noite
- O Labirinto Do Fauno
- O Laço Branco
- O Lado Selvagem
- O Lago Perfeito
- O Leopardo
- O Livro Negro
- O Lobo Do Mar
- O Macaco De Ferro
- O Maquinista
- O Marinheiro De Água Doce
- O Menino De Ouro
- O Meu Tio
- O Milagre De Berna
- O Milagre Segundo Salomé
- O Mistério Galindez
- O Monstro Da Lagoa Negra
- O Mundo A Seus Pés
- O Nevoeiro (1980)
- O Ofício De Matar
- O Olho
- O Orfanato
- O Paciente Inglês
- O Padrinho - Parte I
- O Padrinho - Parte II
- O Padrinho - Parte III
- O Panda Do Kung Fu
- O Panda Do Kung Fu 2
- O Pesadelo De Darwin
- O Pistoleiro Do Diabo
- O Planeta Selvagem
- O Pó Dos Tempos
- O Portador Da Espada
- O Presidiário
- O Prisioneiro Do Rock
- O Protegido
- O Próximo A Abater
- O Quinto Elemento
- O Quinto Império
- O Regresso
- O Rei Dos Gazeteiros
- O Reino Proibido
- O Ritual
- O Ritual Dos Sádicos
- O Sabor Do Amor
- O Sargento Da Força Um
- O Segredo A Brokeback Mountain
- O Segredo De Um Cuscuz
- O Segredo Dos Punhais Voadores
- O Selvagem
- O Sentido Da Vida
- O Sétimo Selo
- O Sítio Das Coisas Selvagens
- O Sonho Comanda A Vida
- O Sonho De Cassandra
- O Sorriso De Mona Lisa
- O Tempo Do Lobo
- O Tesouro Da Sierra Madre
- O Tigre E A Neve
- O Tio Boonmee Que Se Lembra Das Suas Vidas Anteriores
- O Triunfo Da Vontade
- O Turista
- O Último Airbender
- O Último Grande Herói
- O Último Rei Da Escócia
- O Último Tango Em Paris
- O Último Voo Do Flamingo
- O Vingador Tóxico
- O Wrestler
- Ocean's Eleven - Façam As Vossas Apostas
- Odete
- Oldboy - Velho Amigo
- Olho Mágico
- Oliver Twist
- Ônibus 174
- Orca
- Órfã
- Os Amantes Regulares
- Os Amigos De Alex
- Os Bons E Os Maus
- Os Caça-Fantasmas
- Os Cavaleiros Do Asfalto
- Os Chapéus De Chuva De Cherburgo
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-Os Visistantes Da Idade Média
- Os 300 Espartanos

- Pagafantas
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- Perto Demais
- Pesadelo Em Elm Street
- Pink Floyd The Wall
- Piranha 3D
- Piratas Das Caraíbas - O Mistério do Pérola Negra
- Piratas Das Caraí­bas - O Cofre Do Homem Morto
- Piratas Das Caraíbas - Nos Confins Do Mundo
- Planeta Dos Macacos
- Planeta Dos Macacos: A Origem
- Planeta Terror
- Plano 9 Dos Vampiros Zombies
- Polaróides Urbanas
- Polí­cia Sem Lei (1992)
- Polícia Sem Lei (2009)
- Poltergeist, O Fenómeno
- Ponto De Mira
- Por Favor Rebobine
- Por Favor Não Me Morda O Pescoço
- Porcos & Selvagens
- Posto Fronteiriço
- Precious
- Predadores
- Presente De Morte
- Preto E Branco
- Primer
- Príncipe Da Pérsia - As Areias Do Tempo
- Procurado
- Profissão: Repórter
- Promessas Proibidas
- Proposta Indecente
- Proteger
- Psico
- Psicopata Americano
- Pulp Fiction
- Pulsação Zero
- Punch-Drunk Love - Embriagado De Amor
- Purana Mandir
- Purple Rain

- Quando Viste O Teu Pai Pela Última Vez
- Quarentena
- Quarteto Fantástico (1994)
- Quarteto Fantástico (2005)
- Quase Famosos
- Quatro Noites Com Anna
- Que Lugar Maravilhoso
- Que Se Mueran Los Feos
- Queijo E Marmelada
- Quem Quer Ser Bilionário
- Querida Famí­lia
- Querida Wendy

- R
- Rapariga Com Brinco De Pérola
- Rare Exports
- Ratatui
- Ratos Assassinos
- Ray
- [Rec]
- [REC]2
- Red Eye
- Relatório Kinsey
- Relatório Minoritário
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- Sem Limites
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- Sem Tempo
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- Shaolin Soccer - O Ás Da Bola
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- Shattered Glass - Verdade Ou Mentira
- Sherlock Holmes
- Sherlock Holmes - Jogo De Sombras
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- Shrek Para Sempre
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- Sinais
- Sinais De Fogo
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- Soldados Do Universo
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- Soro Maléfico
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- Spartacus
- Spartan - O Rapto
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- Stacy - Attack Of The Schoolgirl Zombies
- Star Wars - A Ameaça Fantasma
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- The Departed: Entre Inimigos
- The Devil And Daniel Johnston - Loucuras De Um Génio
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- The Host - A Criatura
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- The Man From Earth
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- The Mindscape Of Alan Moore
- The Mist - Nevoeiro Misterioso
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- The Prestige - O Terceiro Passo
- The 50 Worst Movies Ever Made
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- Thirst - Este É O Meu Sangue
- This Is It
- This Is Spinal Tap
- Thor
- Thriller - A Cruel Picture
- THX 1138
- Tirar Vidas
- Titanic 2
- Tony
- Tournée - Em Digressão
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- Tragam-me A Cabeça De Alfredo Garcia
- Transamerica
- Tron
- Tron: O Legado
- Tropa De Elite
- Tropa De Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro
- Tsotsi
- Tubarão
- Tubarão 2
- Tubarão 3
- Tubarão IV - A Vingança
- Tucker E Dale Contra O Mal
- Tudo Ficará Bem
- Tudo Pode Dar Certo
- Twisted - Homicídios Ocultos

- Ultra Secreto
- Um Amor De Perdição
- Um Azar Do Caraças
- Um Bater De Corações
- Um Belo Par... De Patins
- Um Cão Andaluz
- Um Dia A Casa Vai Abaixo
- Um Dia De Raiva
- Um Homem Singular
- Um Longo Domingo De Noivado
- Um Lugar Para Viver
- Um Padrasto Para Esquecer
- Um Profeta
- Um Tiro No Escuro
- Um Trabalho Em Itália
- Uma Aventura Na Casa Assombrada
- Uma Boa Mulher
- Uma Canção De Amor
- Uma Espécie De Cavalheiro
- Uma Famí­lia À Beira De Um Ataque De Nervos
- Uma História De Violência
- Uma Pequena Vingança
- Uma Rapariga Com Sorte
- Uma Segunda Juventude
- Uma Segunda Vida
- Undefeatable
- Unseen Evil 2 - Alien 3000
- Up - Altamente

- V De Vingança
- Vai E Vive
- Vais Conhecer O Homem Dos Teus Sonhos
- Valhalla Rising - Destino De Sangue
- Valquíria
- Vampiros de John Carpenter
- Van Helsing
- Vanilla Sky
- Vanitas
- Vasilhame
- Veio Do Outro Mundo
- Veludo Azul
- Velvet Goldmine
- Vencidos Pela Lei
- Vendendo A Pele
- Veneno Cura
- Vera Drake
- Versus - A Ressurreição
- Vestida Para Matar
- Vice
- Vício - Quando Nada É Suficiente
- Vicky Cristina Barcelona
- Vidas Sombrias
- Vigilância
- Vingança Redentora
- Virgem Aos 40 Anos
- Vitus
- Viúva Rica Solteira Não Fica
- Viver A Sua Vida
- Voando Sobre Um Ninho De Cucos
- Voltando Para Casa
- Voltar
- Vontade Indómita
- Voo 93

- Walk Hard - A História De Dewey Cox
- Walk The Line
- WALL-E
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Wassup Rockers - Desafios De Rua
- Watchmen - Os Guardiões
- Welcome To The Rileys
- White Irish Drunkers
- Wild Zero
- Win Win
- Wolf Creek
- Wristcutters: A Love Story

- X-Men
- X-Men 2
- X-Men 3 - O Confronto Final
- X-Men: O Início
- X-Men Origens: Wolverine

- Zack E Miri Fazem Um Porno
- Zardoz
- Zatoichi
- Zombies Party - Uma Noite... De Morte
- Zombies Strippers
- Zozo

- 007 - Agente Secreto
- 007 - Casino Royale
- 007 - Quantum Of Solace
- 10 Coisas Que Odeio Em Ti
- 100 Volta
- 10.000 AC
- 12 Homens Em Fúria
- 12 Macacos
- 12:08 A Este De Bucareste
- 1984
- 2LDK
- 24 Hour Party People
- 28 Dias Depois
- 20,13 - Purgatório
- 2012
- 300
- 4 Copas
- 48
- 50/50
- 6=0 Homeostética
- 8 1/2
- 9 Canções
- 98 Octanas


ENTREVISTAS:
- Fernando Fragata
- Festróia - Mário Ventura
- Filipe Melo
- Good N Evil
- IMAGO - Sérgio Felizardo
- José Barahona
- Nuno Markl
- Paulo Furtado
- Rodrigo Areias
- Sara David Lopes
- Solveig Nordlund
- Fernando Alle


TOPES:
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2011
- Top 5 dos Piores Filmes de 2011
- Top 10 dos Melhores Filmes de 2010
- Top 5 dos Piores Filmes de 2010
- Top 5 dos filmes de Leslie Nielsen
- Top 10 Dos Filmes Low Cost
- Top 5 das Melhores Cenas de Dança
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2009
- Top 5 dos Piores Filmes de 2009
- Top 5 dos Filmes Que Tenho Vergonha De Dizer Que Gosto
- Top 5 das Melhores Músicas de Ennio Morricone
- Top 5 dos filmes com Patrick Swayze
- Top 5 dos Telediscos do Michael Jackson
- Top 5 dos Filmes com David Carradine
- Top 5 dos Filmes com Lutadores de Luta-Livre
- Top 10 Os Melhores Filmes de 2008
- Top 5 Os Piores Filmes de 2008
- Top 5 dos Piores Filmes de Natal
- Top 5 das Coisas que não Esperávamos Ver no Cinema
- Top 5 dos Melhores Filmes de Paul Newman
- Top 5 Personagens Com Palas Nos Olhos
- Top 10 Melhores Cartazes De Cinema
- Top 5 dos Filmes de Chuck Norris
- Top 5 dos Filmes de Patrick Swayze
- Top 10 Os Melhores/Piores Vestidos dos Oscares
- Top 5 As Mortes de Crianças Mais Gratuitas
- Top 10 Os Melhores de 2007
- Top 5 Os Piores de 2007
- Top 7 Adaptações ao Cinema de Livros de Stephen King
- Top 5 Filmes Pela Paz
- Top 5 Os Melhores Beijos
- Top 5 Grandes Arquitectos
- Top 10 Filmes Que Mudaram A Minha Vida
- Top 5 Mulheres de Cabeça Rapada
- Top 5 As Cenas Mais Excitantes
- Top 10 Os Melhores de 2006
- Top 5 Os Piores de 2006
- Top 3 Filmes de Robert Altman
- Top 5 Os Vilões do Cinema
- Top 5 Filmes Com Mick Jagger
- Top 5 Filmes Com Steve Buscemi
- Top 5 Dos Cães no Cinema
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- Top 5 Dos Filmes do Fantas06
- Top 5 dos Presidentes
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- Top 5 Os Piores de 2005
- Top 5 Filmes com Pat Morita
- Top 10 Os Melhores Filmes Independentes
- Top 5 Os Piores Filmes da Saga Bond
- Top 5 Filmes com Dolph Lundgren
- Top 5 Adaptações de BD Para Cinema
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- Top 10 Melhores Momentos da Ficção Cientí­fica
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BAÚ DO TRASH:
- Needle
- Que Se Mueran Los Feos
- Easy A
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
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- And Soon The Darkness
- Os Imortais
- Purana Mandir
- Pagafantas
- The Bloodstained Butterfly
- Cisne Negro


ROYALE WITH CHEESE APRESENTA:
- A Tasca Da Cultura
- A Causa Das Coisas - parte I
- A Causa Das Coisas - parte II
- A Momentary Lapse Of Reason


FILMES A VER ANTES DE MORRER:
- #1 As Lágrimas Do Tigre Negro
- #2 Alucarda
- #3 Time Enough At Last
- #4 Armageddon
- #5 The Favour, The Watch And The Very Big Fish
- #6 Italian Spiderman
- #7 The Soldier And Death


UMA CURTA POR DIA NÃO SABE O BEM QUE LHE FAZIA:
- 1# Rabbit, de Run Wrake
- 2# Aligato, de Maka Sidibé
- 3# The Cat Concerto, de Joseph Barbera & William Hanna
- 4# A Curva, de David Rebordão
- 5# Batman: Dead End, de Sandy Callora
- 6# O Código Tarantino, de Selton Mello
- 7# Malus, de António Aleixo & Crosswalk, de Telmo Martins
- 8# Three Blind Mice, de George Dunning
- 9# Bedhead, de Robert Rodriguez
- 10# Key To Reserva, de Martin Scorcese
- 11# Bambi Meets Godzilla, de Marv Newland
- 12# The Horribly Slow Murderer with the Extremely Inefficient Weapon, de Richard Gale
- 13# Stolz Der Nation, de Eli Roth
- 14# Papá Wrestling, de Fernando Alle
- 15# Glas, de Bert Haanstra
- 16# Fotoromanza, de Michelangelo Antonioni
- 17# Quem É Ricardo?, de José Barahona
- 17# Terra Incognita, de Peter Volkart


AS MELHORES PIORES CENAS DE SEMPRE:
- A Pior Luta
- A Cena Mais Metida A Martelo
- O Ataque Animal Mais Brutal
- A Perseguição Mais Alucinante
- O Duelo Mais Improvável


CLUBE DE CINEMA DE SETÚBAL:
- Janeiro
- Fevereiro
- Março
- Abril
- Maio
- Setembro
- Novembro


FESTIVAIS:
- 20º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9
- 21º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 22º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
- 23º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
- 24º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 26º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 12º Caminhos Do Cinema Português
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- Imago 2006
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8

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