Sábado, Janeiro 14, 2012
SHERLOCK HOLMES:Título:
Sherlock HolmesRealizador: Guy Ritchie
Ano: 2009

Em
Cold Weather, pérola mumblecore do ano passado, o protagonista, estudante de ciências forenses, reage com desdém quando o comparam aos gajos do
CSI. Quem ele queria ser era o Sherlock Holmes. Os colegas riem e gozam, mas ele explica: nos licros, Sherlock Holmes é
o tipo (reparem no itálico do artigo definido) e não usa um chapéu idiota nem diz "elementar, meu caro Watson". Sherlock Holmes é o Chuck Norris da literatura do século XIX.
É este Sherlock Holmes badass que Guy Ritchie pinta na sua adaptação, a milhas de distância da pacatez vitoriana a que estamos habituados. Não há cá chapéus parvos nem diálogos muito correctos durante o chá das 5 com o caro Watson. Aliás, este é um degenerado jogador de apostas de lutas de rua. É este então Sherlock Holmes de Ritchie: lutador, insolente, sem papas na língua e um rufia. E Robert Downey Jr. é a pessoa indicada para o encarnar.
E, claro, não podia faltar o seu enorme e apurado poder de deducção, que fazem dele um investigador imbativel, com um cérebro hiperactivo que, perante a monotinia, reage com impaciência e impertinência, levando-o a refugiar-se nas substância psicotrópicas e outras actividades que tais. A sua deducação é tão apurada que os raciocínios que desenvolve a partir de aparentes pormenores insignificantes se assemelham, inevitavelmente, a exagero. E Guy Ritchie aproveita isso apara o estivar o filme de mistério a filme de acção e aventuras. E como o ex-sr. Maddona está cada vez mais parecido com Tony Scott, longe dos tempos em que parecia o Tarantino, sabemos o que isso significa: acção trepidante, edição vertiginosa e muitas piruetas, algumas desnecessárias.
Neste campo, há dois momentos superiores em http://www.imdb.com/title/tt0988045/: os momentos em que este antecipa o que vai fazer, deduzindo o que vai acontecer em todos os seus movimentos, em super-slow-motion; e uma cena em que se vê no epicentro de uma explosão criminosa, num longo plano-sequência também em super-slow-motion de alta definição.
http://www.imdb.com/title/tt0988045/ vê-se assim sem enfado, deixando apenas um sabor a pouco no que diz respeito à história: um aprendiz de Aleister Crowley enquanto vilão pedia mais magia negra, mais excitação e mais raciocínio lógico no desenrolar da aventura. Venha agora a sequela, que já terminámos aqui o McBacon. E para quem ainda não percebeu que o
Dr. House é inspirado na personagem criada por Sir Arthur Conan Doyle e continua a insitir nas suas semelhanças para com esta versão de Guy Ritchie de Sherlock Holmes, apenas um grande facepalm para vocês.
Posted by: dermot @
6:02 PM
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