Quinta-feira, Janeiro 05, 2012
O RITUAL:Título:
The RiteRealizador: Mikael Håfström
Ano: 2011

Os filmes de exorcismos são um dos sub-géneros do terror mais repetitivos de todos. Começam invariavelmente por garantir que são baseados em factos verídicos e depois não conseguem escapar aos clichés das miúdas possuídas (por que são sempre raparigas possuídas?), das sopas de ervilhas e das ameaças com crucifixos.
O Ritual consegue, em parte, contornar esta armadilha, com uma abordagem diferente ao género. Desta vez, o que temos é
O Exorcista, mas do ponto de vosta do padre. E logo um com problemas de vocação. Colin O'Donoghue apenas foi para o seminário para escapar ao seu destino na casa mortuária do pai, mas acaba no Vaticano a estudar exorcismos.
O realizador Mikael Håfström aproveita a paisagem romana para tirar meia dúzia de postais de férias cheios de pinta, enquanto ilustra a demanda de O'Donoghue pela sua fé. Pelo meio, enxerta uns flashbacks de um qualquer trauma de infância que segura a história com cola uhu e, no final, para tentar salvar a coisa, aposta tudo em Anthony Hopkins.
Hopkins é um senhor, mas não faz milgares. Mesmo que faça de padre. E especialmente se aparece na pior parte do filme, aquele em que começam os exorcismos à séria e, consequentemente, os lugares comuns. Além disso, parece que se engana ao recorrer a alguns tiques de vampiragem, talvez ainda sob a influência da sua convivência com Gary Oldman, em
Drácula De Bram Stoker.
No fim, tudo acaba em bem e com todos felizes da vida. Até o sol brilha no Vaticano, ao som de violinos, e Colin O'Donoghue só não saca a miúda (a brasileira Alice Braga) por causa do celibato. Um Double Cheeseburger um poucochinho chocho.
Posted by: dermot @
9:19 AM
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