Royale With Cheese

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quinta-feira, setembro 29, 2011  

MISSÃO A MARTE:

Título: Mission To Mars
Realizador: Brian De Palma
Ano: 2000


Ainda me lembro perfeitamente, apesar na altura de ser um miúdo inconsciente que via no cinema coisas como O Rapto Da Senhora Tingle ou Gigolo Profissional (a sério), de ter ficado deveras espantado quando fui ver Missão A Marte. Um filme de ficção-científica feito pelo Brian De Palma? Mas o homem estava parvo? De Palma, o mestre dos filmes de gangsters, a fazer uma parvoíce no espaço? Depois, anos mais tarde, descobri O Fantasma Do Paraíso e deixei de pensar assim. Excepto na parte de que Missão A Marte é uma treta.

Missão A Marte é tanto um filme de ficção-científica e um space movie. E qual é a diferença? Passo a explicar. Os space movies são filmes de ficção-científica cientificamente correctos que se passam no espaço e que, mesmo que não sejam verdade, podiam ser realidade. Exemplos: Apollo 13, 2001: Odisseia No Espaço, etc. Filmes de ficção-científica são aqueles que, passando-se também no espaço (ou em outros planetas), têm uma componente fantástica, pela sua irrealidade. Exemplos: Guerra Dos Mundos, Planeta Proibido, etc. Filmes de ficção-científica podem ser space movies, mas space movies nunca podem ser filmes de ficção-científica. Podem é ser ambos, como Missão A Marte, que começa por ser uma história que, não sendo verdade, poderia sê-la (e até poderá ser em breve, se o programa espacial norte-americano for mesmo retomado), e depois descamba numa fantasia sci-fi em pleno solo vermelho.

Ora, Missão A Marte é a epopeia de um grupo de astronautas na primeira missão espacial humana ao planeta vermelho. Primeiro, vai Don Cheadle, mas algo corre mal e ele fica lá preso. E depois vão Tim Robbins, Gary Sinise, Jerry O'Connell e Connie Nielsen em missão de resgate. Ou seja, praticamente um leque de actores do quase. Em futebol, um treinador do quase é José Peseiro, que quase ganhou tudo. No cinema, são actores do quase são os que quase tiveram uma grande carreira, mas (pelo menos até agora) sempre lhes faltou aquele papel de consagração. Sinise prometeu muito até acabar como protagonista numa série de televisão de sucesso (olá Kiefer Sutherland, como estás?); Cheadle teve um impulso que parecia ser decisivo, mas voltou à velocidade de cruzeiro; Jerry O'Connell lá vai sendo um secundário competente; e Connie Nielsen, bem, é apenas uma actriz dinamarquesa em Hollywood. Apenas Tim Robbins tem uma palavra a dizer neste elenco.

Nota-se que Missão A Marte é um filme atípico na carreira de De Palma, que nunca consegue encotnrar o registo e tom certo para o filme. E não é só ele, também Ennio Morricone desafina, com uma banda-sonora adequada a um drama familiar, mas não a um filme de ficção-científica (por muito meta-existencialista que seja). Até nas cenas de gravidade zero, em que De Palma se podia deliciar com os seus longos travellings de marca, as cenas sabem a pouco. Uma cena típica disso é quando Robbins e Nielsen dançam uma valsa de despedida sem gravidade, ao som dos... Van Halen(!). É como calçar havaianas para ir a um casamento.

A primeira parte de Missão A Marte é o tal space movie, em que os astronautas preparam as suas missões ao planeta vermelho, primeiro na Terra e depois em pleno espaço. Tirando uma construção de personagens algo leviana, De Palma tem uma construção interessante da parte científica do filme, lembrando em partes o clássico do género, 2001: Odisseia No Espaço. Depois dá-se a tragédia, claramente na parte mais interessante do filme (tensão dramática, tragédia, uma lágrima ao canto do olho e Brian De Palma com tomates para matar um dos protagonistas fortes ainda bem logne do fim), e eles aterram em Marte. E depois surgem os Fantasmas De Marte, de John Carpenter, e trazem com eles a ficção-científica, com uma trip existencial tipo 2001: Odisseia No Espaço (outra vez), mas terrivelmente simplista e que dá a impressão de que é apenas um apanhado de ideias que já vimos mil e uma vezes em mil e uma variações.

Por favor, De Palma, deixa lá a ficção-científica da mão e faz noirs, que é o que a gente gosta. Vai lá comer o teu Cheeseburger sozinho.

Posted by: dermot @ 11:29 da manhã
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quarta-feira, setembro 28, 2011  

FANTASMAS DE MARTE:

Título: Ghosts Of Mars
Realizador: John Carpenter
Ano: 2001


John Carpenter, o realizador que nunca fez um mau filme, ficou chateado quando, em 2001, o seu Fantasmas De Marte foi mais uma vez um flop de bilheteiras. In England, I’m a horror movie director. In Germany, I’m a filmmaker. In the US, I’m a bum, terá dito antes de pendurar as chuteiras. Claro que não entrámos em pânico, pois sabíamos que Carpenter iria quebrar a palavra, mas parece que a paragem lhe fez bem, uma vez que o episódio que realizou para a série Masters Of Horror é um regresso à boa forma. Agora falta-me ver O Hospício.

O que é certo é que Fantasmas De Marte é mesmo o seu filme menos bom, em mais um action movie pateta, mas ao contrário dos anteriores - Fuga De Los Angeles e Vampiros -, menos entretido. Apesar de repisar algumas das suas pegadas anteriores, Fantasmas De Marte é sempre mais um série-b de uma economia de ideias asfixiante e muito chapa 4. Se pelo menos Carpenter se tivesse esforçado tanto no filme como na banda-sonora, em que convocou uma série de malta da pesada do hard-rock, como pessoal dos Anthrax, Robin Finck ou Elliot Easton.

Fantasmas De Marte situa-se num hipotético futuro em que a humanidade colonizou Marte, numa sociedade cyberpunk, como todos os futuros distópicos e pós-apocalípticos de Carpenter. Além disso, é uma sociedade matriarcal, onde os homens já não abundam por aí além (mas que nunca sabemos porquê), o que faz de Fantasmas De Marte um filme cheio de girl-power (com duas gerações de actrizes de acção, Pam Grier e a xunga Natasha Henstridge), lembrando os saudosos tempos do cinema exploitation. É neste cenário que um grupo de militares, onde pontifica também um novinho e com cabelo Jason Statham, vai ter que escoltar um perigoso crimonoso, interpretado por Ice Cube.

Sem grande imaginação, o argumento fecha-os a todos na prisão, rodeados por um exército de possuídos, comandados pelo Marilyn Manson (ou pelo menos um tipo com um mau aspecto muito semelhante), trasnformando Fantasmas De Marte numa variação dos westerns do forte sitiado. E, claro, é impossível não pensarmos em Assalto À 13ª Esquadra. E com tanta mulher fechada numa delegacia, só nos conseguimos lembrar do mais saudoso subgénero do cinema - o filme de prisão com mulheres. Depois descamba tudo ao tiro, aos saltos, às explosões e é um ver se te avias até à fuga final.

Falta a Fantasmas De Marte mais qualquer coisa para que não fosse apenas mais um filme de Carpenter. Falta-se alguma subversão, algum estilo ou apenas alguma descontração no esgalhar das cenas de luta (e são muitas, não há que queixar). É que assim, o filme torna-se muitas vezes anónimo, como mais um bom série-b. Não é mau, é mais do que nos dão na maior parte das vezes, mas não deixa de ser o filme menos bom de Carpenter e o seu Double Cheeseburger.

Posted by: dermot @ 10:28 da manhã
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segunda-feira, setembro 26, 2011  

ESPECIAL TUBARÃO:
Agora que terminou a época balnear, que tal recuperarmos a saga que inaugurou o que hoje entendemos por blockbusters e que nos deu medo da própria época balnear?

TUBARÃO:

Título: Jaws
Realizador: Steven Spielberg
Ano: 1975


Em 1975, Steven Spielberg era ainda um jovem realizador que, ao ver-se confrontado com o argumento de Tubarão, viu nele o passo seguinte ideal para alcançar o estatuto de um dos maiores realizadores da história do cinema. Era quase uma sequela de Um Assassino Pelas Costas - um confronto entre algo monstruoso e o homem comum. E esse passo revelou-se decisivo. Tubarão, além de ter sido um enorme êxito de bilheteira e além de ter levado Spielberg ao topo da montanha, teve ainda o condão de ter sido o criador dos blockbusters. No entanto, sempre longe das premissas fáceis que hoje impregnam a maioria dos blockbusters: violência gratuita, sangue, explosões e sexo.

Tubarão é a história de Amity, uma localidade veraneante que, em vésperas do fim-de-semana do quatro de Julho, se vê a braços com o ataque de um terrível tubarão branco. Apesar do assassinato brutal de dois jovens, o presidente da câmara (Murray Hamilton) decide contrariar o chefe da polícia local, Martin Brody (Roy Scheider), e mantém as praias abertas ao público, de modo a não prejudicar o negócio. O que é certo é que o tubarão volta a atacar e é o próprio chefe da polícia, que com a ajuda de um especialista marinho, Matt Hopper (Richard Dreyfuss), e de um marinheiro experiente, Quint (Robert Shaw), vai tentar matar o animal.

Apesar de ser um blockbuster de verão, Spielberg nunca se deixa vacilar ao permitir a violência gratuita. Há mortes violentas, sangue, muito sangue e até explosões, mas nunca de forma gratuita, sempre fundamentadas pelo guião coerente e com profundidade. Aliás, Spielberg não deixa de trabalhar as personagens como é exímio, dando-lhes profundidade e fluência, sempre credíveis e reais. Apesar de a fobia à água de Brody ter passado quase ao lado, o relacionamento entre o trio de personagens é feito com grande mestria - a vertente Capra de Spielberg a funcionar. E este mesmo trio de actores aparece em grande forma: se Schneider é um polícia preocupado com a segurança familiar e com os deveres cívicos e se Dreyfuss dá vida a um oceonógrafo radical, é Robert Shaw quem nos brinda com uma grande representação (talvez o seu último grande papel antes dos problemas de alcoolismo lhe terem destruído a vida), num velho lobo do mar, que é quase uma mistura entre o Popeye e o capitão Jack Sparrow.

Para realizar Tubarão, o realizador recorreu à essência dos famosos filmes de monstros da Universal, que fizeram furor nas salas de cinema a meio do século passado; a única diferença é que desta vez o monstro é bem real. Uma das particularidades que Spielberg retira destes filmes de monstros é o facto tão particular da banda-sonora (que hoje é um clássico do cinema), sinistra e palpitante, que aparece sempre em coincidência com o animal. Um paralelismo com O Monstro Da Lagoa Negra. Aliás, Spielberg paga o tributo a este clássico com a icónica cena inicial em que a jovem se banha no mar.

No entanto, ao contrário deste, em Tubarão não são as cenas aquáticas que fazem as delícias visuais, mas sim as cenas em terra, primeiro na praia e depois no barco. Se Spielberg filma uma ambiguidade paz e caos entre o mar e a praia, isso é graças ao terror e ao pânico que as cenas de público geram no espectador. E durante a empresa no barco de Quint na caça ao tubarão a tensão sobe, tornando-se quase insuportável e o terror torna-se verdadeiramente assustador.

Tubarão foi o primeiro grande sucesso de Steven Spielberg e a sua primeira experiência nas grandes produções. Um thriller de terror que é um verdadeiro clássico da sétima arte, cheio de cenas clássicas. Se as limitações tecnológicas da época não impediram efeitos especiais primorosos, a verdade é que, apesar das sequelas e das posteriores tentativas de abordar a mesma temática, nunca nenhum filme sobre tubarões foi tão espectacular. Tubarão foi o primeiro passo na ascenção gloriosa de Spielberg, numa adaptação de um livro de qualidade duvidoda, em tributo aos filmes de mosntros, que esteve na génese dos agora famosos blockbusters.
Um clássico McBacon, para devorar numa só dentada, juntamente com o barco.




TUBARÃO 2:

Título: Jaws 2
Realizador: Jeannot Szwarc
Ano: 1978


Depois do mega-sucesso de Tubarão (e da crescente tendência dos thrillers com criaturas subaquáticas, vide Orca - A Fúria Dos Mares), uma sequela era praticamente inevitável. E mesmo que Steven Spielberg estivesse indisponível, a filmar Encontros Imediatos Do Terceiro Grau, isso não era problema, desde que houvesse um tubarão branco sanguinário. Assim, convocou-se novamente Roy Scheider, obrigado contratualmente depois de se ter incompatibilizado com O Caçador, e alguns secundários (a sua família e o mayor local, por exemplo) e estava composto o ramalhete.

Toda a gente sabe que se deve sempre desconfiar das sequelas. E quando estas, ainda por cima, despedem o realizador a meio, não é de agoirar um grande futuro. Mas o tarefeiro Jeannot Szwarc tentou manter-se o mais fiél possível ao espírito do Tubarão antecessor, abandonando qualquer subenredo com a máfia que o despedido John D. Hancock estava a ensaiar e apostando tudo no bicho carniceiro. Szwarc olhou para o filme de Spielberg, tentou adiar qualquer encontro da câmara com o tubarão o mais possível e rejuvenesceu a história, trasnformando Tubarão 2 num teen movie, em que dezenas de adolescentes com as hormonas aos saltos vão passar as férias de verão à ilha pitoresca veraneante de Amity.

Enquanto que Spielberg orquestrava em Tubarão a ausência do animal com mestria, aumentando a tensão e a claustrofobia do espectador, Tubarão 2 é completamente desastrado. Jeannot Szwarc tem a elegância de um elefante num morangal, editando aborrecidas cenas de desportos aquáticos com cenas subaquáticas aleatórias e vislumbres fugazes do tubarão, com a theme song a tocar todos os cinco minutos até desaparecer por completo do filme, inexplicavelmente.

No meio de toda esta insignificância move-se o pobre do Roy Scheider, paranóico com o surgir de um novo caçados dos mares e com a aparente despreocupação dos maiorais da cidade, que parecem ter esquecido que aconteceu o mesmo no filme anterior. Szwarc tenta recriar os mesmos momentos de pânico do antecessor, mas novamente da mesma forma trôpega. Enquanto que Spielberg criava verdadeiros momentos de pânico nas praias, sem sequer mostrar o tubarão, Szwarc limita-se a pôr Scheider a correr pela praia como uma histérica, aos tiros para a água(!), perante o olhar incrédulo dos banhistas que questionam os próprios botões de como é possível alguém estar mesmo a filmar aquilo, convencido de que é uma boa opção.

Depois chega o momento da verdade e o grande clímax de Tubarão 2. Montes de miúdos vão dar um passeio de barco, o tubarão cerca-os e Schneider vem em seu auxílio, esquecendo-se mais uma vez da sua fobia à água. Tubarão 2 pretendia ser mais grandioso que Tubarão e, aqui, o animal ataca tudo o que se move: mergulhadores, barcos, banhistas, velejadores e até um helicóptero(!). Até dá uma bicada a Orca - A Fúria Dos Mares) e mata uma baleia assassina. Mas, mesmo assim, o bodycount do filme conta-se pelos dedos de uma mão... O tubarão é inofensivo e nunca sentimos a sensação de perigo de Tubarão. Referência apenas para o miúdo G. Thomas Dunlop, um figurante que parece assustadoramente o Napoleon Dynamite, antes de rematar esta prosa com um desanimador Happy Meal.




TUBARÃO 3:

Título: Jaws 3
Realizador: Joe Alves
Ano: 1983


Depois do desastre que foi Tubarão 2, que triste ideia podia justificar a existência de nova sequela? Em 1983, a resposta era óbvia e tinha apenas uma letrinha e um número: 3D! Recuperado da gaveta das antiguidades, graças aos novos óculos vermelhos e azuis, a tecnologia a três dimensões era anunciada como a nova big thing, prometendo mundos e fundos a todos os possíveis compradores da banha da cobra. E assim surgia mais uma cagada chamada Tubarão 3.

Com uma nova equipa criativa, renovou-se o elenco e tentou-se trazer uma lufada de ar fresco a Tubarão 3. E, verdade seja dita, dos três volumes da série, este até é o mais ambicioso. Já não estamos em Amity, a ilha vereneante, mas sim em pleano Sea World, um parque temático marinho super-moderno e ambicioso, financiado pelo badass Louis Gossett Jr., um esteriótipo ambulante dos blaxploitation movies que debita oneliners memoráveis com a cadência de uma metralhadora (suffocate the bitch ftw). E se o cenários já era excitante, o argumento ainda tenta um uau com... dois tubarões em vez de um.

Escusado era manterem uma ténue ligação com os anteriores. Em Tubarão 3, temos os filhos do agente Brody já crescidos, um deles com uma pertinente fobia à água (sensação de deja vu) e o outro a trabalhar no Sea World. E esse é Dennis Quaid, então ainda muito jovem, mas que serviu para aprender a não ser mais enganado. Quanto à parte feminina, encontramos ainda uma debutante Lea Thompson, sempre com uns calções muito curtinhos - claramente, o melhor do filme.

Tubarão 3 recupera ainda o tom negro do Tubarão original e sem exagerar no bodycount ou sem recorrer aos banhos de sangue do segundo. Para isso apostou tudo num tubarão maior e mais mau; e é certo que esta máquina já abana a cauda. Mas enquanto o primeiro robot abria e fechava a boca, este só a mantém aberta. Então para que serve um tubarão estático a abanar a barbatana? Serve apenas para que as cenas em que ataca sejam uma bodega: flashes muito rápidos da cara do bicho e da vítima, intercalados com outros da cauda a abanar.

Mas o pior são mesmo os efeitos-especiais. E nem estou a falar daqueles que, supostamente, funcionavam com os óculos de celofane. Estou a falar de uns animatronics feitos em spectrum e uns blue screens tão amadores que relegam Tubarão 3 directamente para a série z. E quando já pensávamos que nada podia piorar, eis que o filme termina com esta maravilha de cena, digna dos anais das piores cenas do cinema. Reparem nos efeitos especiais, reparem nas caras dos actores, reparem como o tubarão se move desafiando a física... A sério, priceless. Um Cheeseburger que é tão mau que se torna bom ou um Cheeseburger menos maus do que parece? Você escolhe.



TUBARÃO IV - A VINGANÇA:

Título: Jaws: The Revenge
Realizador: Joseph Sargent
Ano: 1987


Opá, a sério? Mais uma sequela? Mas será que não se tinham já enterrado o suficiente nos outros tubarões, foi mesmo necessário escavar mais fundo? E por que é que agora o título está em numeração romana? E um subtítulo? Eu sei que já pareço este tipo, mas fosga-se, haja paciência.

Ainda por cima, Tubarão IV - A Vingança faz tábua rasa de Tubarão 3. É como se a aventura no Sea World nunca tivesse acontecido. Os actores que fazem de filhos do agente Brody são outros (Lance Guest e Mitchell Anderson) e até as suas profissões são diferentes. Mas agora regressa a mãe, Lorraine Gary, agora como protagonista, a dar a última machadada na pseudo-carreira que teve. Voltamos então a Amity, onde Sean, o filho mais novo, é agora o polícia de serviço. E, na véspera de Natal, um novo tubarão branco fá-lo em pedacinhos. Ora, a mãe fica chateado, claro que fica; já lhe havia morrido o marido por causa do raio dos bichos, agora também tinha que morrer o filho?

Mas que grande coincidência: a mesma família quatro vezes atacada por tubarões brancos. Mas desta vez o caso é diferente, desta vez é pessoal. Bem que o subtítulo já o deixava adivinhar, mas caramba, nunca o imaginámos desta maneira. Então não é que um tubarão branco, que deve ser para aí neto do tubarão do primeiro filme, volta a Amity para se vingar. E depois de comer o mais novo, viaja para as Bahamas(!), num par de dias(!!), para se vingar da mãe(!!!). Não é que fazem o tubarão parecer mais inteligente do que as pessoas que escreveram isto.

É normal que Lorraine Gary esteja afectada por isto. Por isso, passa Tubarão IV - A Vingança em paranóia total, uma chata autêntica que passa o filme todo a lamentar-se e a lembrar de como Tubarão tinha sido um grande filme. E como Tubarão IV - A Vingança é uma sem-vergonhice pegada, o realizador Joseph Sargent não tem problema em imitar a cena mais famosa do filme de Spielberg (aquela em que Roy Scheider brinca com o filho à mesa da cozinha) e em colar umas cenas de Tubarão, em flashbacks de cenas que Lorraine Gary não assistiu, como quando Scheider destrói o bicho no fim. Mas quer dizer, num filme em que um tubarão com sentimento de vingança, viaja até às águas quentes das Bahamas, faz todo o sentido que a heroína tenha poderes psíquicos.

Mas como ist não é tudo, em Tubarão IV - A Vingança ainda apanhamos com um tubarão que urra, que come aviões, nada à tona da água e é altamente inflavável. É que, mais uma vez, Joseph Sargent não tem vergonha de exibir o seu tubarão mecânico e de borracha, numa edição que parece ter sido feita por alguém com Parkinson. No meio disto tudo, só me interrogo no que anda lá a fazer o respeitoso Michael Caine. O próprio justificou-o em entrevista: o filme foi uma valente merda, mas a casa que construiu com o dinheiro que recebeu é fabulosa, garante. Check, mate e Hamburga de Choco.

Posted by: dermot @ 8:08 da manhã
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sábado, setembro 24, 2011  

IRMÃO, ONDE ESTÁS?

Título: O Brother, Where Art Thou?
Realizador: Joel & Ethan Coen
Ano: 2000


Apesar de fazerem carreira a reciclar os géneros clássicos de Hollywood e apesar de fazer uma rasante ao western e até ao musical, Irmão, Onde Estás? é uma adaptação de uma obra de outro campeonato completamente diferente. Quem é que diria que os irmãos Coen iriam trazer a Odisseia, de Homero, para o sul dos Estados Unidos dos anos 30, misturando-a com o próprio folclore americano, do blues, dos gangsters ou da grande depressão.

Irmão, Onde Estás? é a epopeia de três foragidos de um campo de trabalhos forçados - George Clooney, estreando-se aqui na sua trilogia dos idiotas. John Turturro, actor habitual dos Coen, e Tim Blake Nelson - até a um tesouro escondido. Não há ciclopes ou sereias pelo caminho, mas há profetas cegos a conduzir locomotivas, gangsters foragidos da lei, rituais do ku kux klan, bluesman acabdos de vender a alma ao Diabo, vendedores de Bíblias aldraões e beldades insinuantes a banharem-se de forma sensual. Tudo isto rima com os obstáculos que Ulisses encontra na sua demanda homérica, assim como a personagem de Clooney se chama, pertinentemente, Ulysses, e a sua esposa, Penelope.

O casamento entre a literatura clássica grega e o código genético norte-americano é perfeito e espelha-se em ambos sem sabermos qual o original. Com o toque de humor negro habitual, os irmãos Coen destroem os códigos e as limitações do cinema de género - o western e o musical, como já tínha referido, mas também os dramas sociais da Warner Bros, com Eu Sou Um Evadido à cabeça - criando algo novo e igualmente inesperado.

Irmão, Onde Estás? reabilita ainda o yodel e o hillbilly, fazendo por estes estilos musicais o mesmo que Pulp Fiction fez pela surf-music. Aliás, o sucesso da banda-sonora foi tão grande, que deu azo a duas sequelas inclusive, suplantando o próprio filme. Apesar da voz de George Clooney acabar por ter sido dobrada, as actuações da sua banda - os Soggy Bottom Boys - são geniais.

Depois de Fargo e O Grande Lebowski, os irmãos Coen assinavam mais um grande filme, sempre a subir, num dos filmes favoritos da dupla aqui no tasco e um Le Big Mac bastante estaladiço.

Posted by: dermot @ 11:05 da manhã
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sexta-feira, setembro 23, 2011  

ÁGUA AOS ELEFANTES:

Título: Water For Elephants
Realizador: Francis Lawrence
Ano: 2011


Para quem ainda não está convencido de que o circo é um espectáculo fora de validade, Água Aos Elefantes pode ser uma boa ajuda. Basta olhar para esta reconstrucção de época, dos anos 30, era áurea circense, para se ser inundado pelas ondas de nostalgia que nutrimos pelas coisas mortas e enterradas pelas quais sentimos saudades. É certo que Água Aos Elefantes mete-lhe um lacinho bonito, com o brilho do romantismo e o glamour do patine hollywoodesco, que até nos faz querer viver naquela altura da grande depressão, mas mesmo assim não podemos ignorar esse sinal.

Nos dias de hoje, o circo já não faz muito sentido. Hoje em dia quem quer ver uma ulher barbuda não fica à espera que uma caravana de camiões cheguem à sua cidade, já que tem acesso a isso (e a freaks muito mais estranhos) na internet, à distância de um clique e à velocidade de um cagagésimo de segundo. Basta olhar para o circo Benzini, em Água Aos Elefantes, e ver a nova atracção que o seu dono, Cristoph Waltz, vai comprar: um elefante(!). Uau, que excitante.

Mas Água Aos Elefantes começa muito depois disso. Começa nos dias de hoje, com um velho perdido (fugido?) do lar chega a um circo. Apesar de ter, claramente, uns 60 e poucos anos, o velho garante ter quase 90. E para o provar decide contar a sua história, de quando era o Robert Pattinson, nos anos 30, a trabalhar no famoso circo Benzini como veterinário. E lá vamos nós em flashback, à boleia do narrador, já que uma voz solene dá sempre um ar de seriedade a qualquer história banal.

Pattinson chega então ao circo depois de uma série de infortúnios pessoais, onde se apaixona pela mulher do patrão, Reese Witherspoon, o instável Cristoph Waltz. Depois entra em cena o tal elefante, mas que não desperta em nós um décimo da ligação sentimental do macaco do b-movie Planeta Dos Macacos: A Origem, porque o realizador, Francis Lawrence, só tem olhos para o romance, para os corações e para os olhinhos apaixonados.

Água Aos Elefantes é o típico romance para donas e cada com um marido com um défice de romantismo e um excesso de pragmatismo (leia-se violência doméstica), demasiado polido e brilhante e sem uma pontinha de nervo. Olhamos para aquela comunidade circense e sentimo-nos desapontados pela falta de tensões, como acontecia naquele filme definitivo sobre o circo, que é A Parada Dos Monstros. Aliás, nem sequer eprcebemos como é que Pattinson cria logo uma relação tão forte tanto com os donos do circo, como com as aberrações (aberrações? que aberrações? este é um circo que não tem um único freak, apenas acrobatas musculados e ginastas esbeltas).

Claro que as personagens de papel, altamente previsíveis, contribuem para o marasmo de Água Aos Elefantes. Waltz ainda acrescenta o seu toque neurótico ao vilão da história, mas Witherspoon só se limtia a fazer boquinhas e Pattinson, bem, Pattinson não tem culpa de não ter expressividade facial. Água Aos Elefantes é mais um Cheeseburger que é um desperdício de recursos, na onda de produções altamente inúteis como Cold Mountain.

Posted by: dermot @ 10:39 da manhã
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quarta-feira, setembro 21, 2011  

DE OLHOS BEM FECHADOS:

Título: Eyes Wide Shut
Realizador: Stanley Kubrick
Ano: 1999


Stanley Kubrick andava a filmar cada vez mais espaçadamente e, desde o último Nascido Para Matar, já ia num hiato de 12 anos. Por isso, De Olhos Bem Fechados era já ansiado por muitos cinéfilos salivantes muito tempo antes de estrear (ou de ser sequer anunciado). Assim, quando Kubrick morreu inesperadamente antes da sua estreia, De Olhos Bem Fechados tornou-se automaticamente no filme de culto do meste, logo apelidado de a sua "obra-prima inacabada", mesmo que os relatos oficiais garantam que o realizador entregou o draft final quatro dias antes de falecer.

Kubrick garantia que De Olhos Bem Fechados era o seu melhor filme. E, tendo em conta as circunstâncias da sua estreia, muita gente acreditou nisso mesmo antes de ver sequer o filme. Afinal de contas, todo o folclore à sua votla contribuia para isso, ou não tivesse ainda o bónus de juntar no grande ecrã, em cenas íntimas e reveladoras e de traição, o então casal bonito de Hollywood, Tom Cruise e Nicole Kidman.

Os dois são então um casla de endinheirados que, certa noite, após uma festa daquelas cheias de playboys a segurarem nos copos de champanhe com o mindinho espetado e após uns charros, têm uma revelação: Kidman é uma quenga. Perante tal facto, Cruise embarca num thriller psico-sexual, numa demanda pela noite de Nova Iorque, que o levam a jovens prostitutas com o bicho da sida, emigrantes russos que vendem as filhas menores e, a cereja no topo do bolo, rituais pagãos com grandes orgiais.

De Olhos Bem Fechados descai ainda para o policial, com um je ne se quoi de neo-noir, como um Hitchcok mais desenvergonhado. Contudo, a génese do filme é a sua matriz sexual, com os dilemas maritais e uma dicotomia entre perversão vs moralidade, em que Cruise simboliza a parte física da relação e Kidman a parte psicológica, com uns sonhos estranhos em que é comida à bruta por vários homens, em gang bangs que só pecam por não terem sido filmados.

Filmado com o formalismo habitual, Kubrick monta De Olhos Bem Fechados com grande cerimónia, que contribui para que as cenas no ritual dos iluminati (leram O código Da Vinci? Lá tem um explicação for dummies destes rituais) tenham uma aura misteriosa, dúbia e quase irreal. Mas nem tudo são rosas em De Olhos Bem Fechados; o ritmo pausado (nunca Kubrick esteve tão perto do cinema de autor europeu), o piano minimalista que faria as delícias em qualquer produção portuguesa e a aleatoriedade da trama, construída em episódios, estendem o filme cansativamente para lá do necessário.

De Olhos Bem Fechados está ainda cheio de simbolismos (e referências a filmes anteriores do mestre), que o carregam de várias camadas de interpretação, tornando-se no hobby ideal para cinéfilos com demasiado tempo livre. Quanto ao casal de protagonistas, é certo que têm aqui um momento-chave nas suas carreiras, mas Nicole Kidman sai esfavorecida do comate. Além de nunca se dar bem com o registo teatral da sua itnerpretação, passa ainda uma imagem de rameira e cabe-lhe terminar o filme, num dos finais mais estúpidos da sétima arte, com a críptica palavra fuck.

De Olhos Bem Fechados não é a obra-prima de Kubrick, nem sequer a mais enigmática - para isso está lá 2001: Odisseia No Espaço. É apenas mais um dos seus filmes muito bem filmados que, por acaso, acabou por ser o seu último trabalho. Termino esta prosa com o McChicken, porque já estou a ter em consideração todos estes extras.

Posted by: dermot @ 3:12 da tarde
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domingo, setembro 18, 2011  

O JOGO:

Título: The Game
Realizador: David Fincher
Ano: 1997


Existe um tipo de filmes que aposta tudo numa cambalhota final do argumento. Quando resultam, o filme ganha aquele efeito uau, mas que apenas funciona à primeira visualização. Por muito bom que seja, o facto de sabermos como termina impede de nos voltarmos a supreender. A excepção que confirma a regra é O Jogo, filme em que até já podemos saber as falar de cor, mas que vemos sempre até ao fim com o mesmo interesse da primeira vez.

É que O Jogo não se limita apenas ao twist final. Todo o filme é um enorme twist, que vai virando o bico ao prego constantemente e, por vezes, assumindo o próprio twist, subvertendo todo o conceito de argumento. Por isso, O Jogo é um dos thrillers mais celebrados, mesmo com a improvabilidade de alguns dos seus momentos. Hitchcock ficaria orgulhoso deste filme que, tal como o seu Intriga Internacional, nos enrola de tal forma no seu novelo que nem nos lembramos de questionar as partes mais improváveis - obviamente que ninguém iria planear matar uma epssoa com um avião, mas a cena na seara de trigo com Cary Grant é tão genial que se mantém como a imagem de marca do filme de Hitchcock.

David Fincher estava em estado de graça após Sete Pecados Mortais e provava com O Jogo ser um dos mais imprevistos autores, com mais um thriller urbano. Michael Douglas, omnipresente em todas as cenas do filme, fazia de si próprio com grande pinta (ou pelo menos do papel que passou a fazer sempre desde Wall Street): de aristocrata milionário, com uma vida recalcada emocionalmente pelo dinheiro e inconscientemente marcada pelo suicídio precoce do pai. Viciado no trabalho, Douglas é um sacana frio e calculista que vive numa mansão sozinho, separado da mulher e sem amigos.

O seu irmão (Sean Penn), que em vez de se refugiar no dinheiro, encontrou um escape nas drogas, decide oferecer-lhe um presente pelo aniversário que lhe vai mudar a vida: participar num jogo promovido por uma empresa altamente especializada, mas também igualmente duvidosa. Assim que se inscreve no jogo, o filme enche-se de pontos de interrogação. O que é o jogo? É o jogo real? É a empresa uma fachada? Quem está envolvido no esquema? Aliás, em que está envolvido o próprio Michael Douglas?

Real ou não, o certo é que Douglas - e, por arrasto, o espectador - mergulha numa intriga recambolesca e misteriosa, que vai acabar por o conciliar com o passado e dar mais valor à vda. Dispensava-se o (too much) happy ending, visto que Douglas já tinha cumprido a sua redenção no twist final(íssimo). Nada que belisque o Royale With Cheese de Funcher, mais um de quando era ainda o realizador de quem podíamos esperar sempre algo mais.

Posted by: dermot @ 9:29 da manhã
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sexta-feira, setembro 16, 2011  

A DESCIDA:

Título: The Descent
Realizador: Neil Marshall
Ano: 2005


A Descida inicia-se com um grupo de amigas a descerem uns rápidos de forma muito radical. Exceptuando À Prova De Morte, não víamos um filme sobre girl power desde o cinema exploitation e a emancipação da mulher na ida década de 70. Mas esta era uma forma de Neil Marshall, então ainda um novato e promissor realizador de terror, se apresentar como um cineasta "antiquado", que conhecia os clássicos.

Seis amigas vão então embarcar numa aventura feminista, lançando-se à descoberta de um sistema de grutas inexplorado, numa forma imaginativa que Marshall achou de contornar o habitual cliché dos filmes de terror: olha um buraco escuro e ameaçador, bora entrar para ver. No interior, as amigas vão deparar-se com uma raça de monstros segos e sanguinários, misto de Nosferatu, O Vampiro com esta coisa.

O que é certo é que os monstros só aparecem a mais de meio do filme. Até lá, A Descida é um filme claustrofóbico, algures entre Buried e Alien - O Oitavo Passageiro, numa cinematografia povoada de sombras, em que Marshall vai apenas revelando o necessário, aumentando a paranóia e a alucinação. Contudo, quando surgem as criaturas, o gore porn e o bodycount dispara, o que assistimos não é tanto um survivor movie, mas antes um filme de vingança.

É que as mulheres são uma espécie complicada e, mesmo quando estão em apuros - e Marshall leva algumas das suas actrizes ao extremo, lembrando o caso de Kelly Reilly, em O Lago Perfeito -, hão-de continuar a remoer os rancores guardados anos a fio pelas suas amigas, seja por elas lhe terem posto um par de cornos, seja por terem comprado um par de sapatos iguais aos seus. Por isso, A Descida termina quando acotnece a redenção pessoal daquelas miúdas, ficando o final em aberto para outras considerações menos importantes. Que interessa se aquela gente sobreviveu ou se conseguiu fugir da caverna se já se conseguiram vingar daquela vez que a outra serviu rissóis frios no lanche na piscina?

Consta que já existe por aí uma sequela, mas tenho um certo receio em vê-la. Acho que prefiro ficar-me por este McBacon.

Posted by: dermot @ 9:11 da manhã
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quinta-feira, setembro 15, 2011  

ESTAMOS VIVOS:

Título: Alive
Realizador: Frank Marshall
Ano: 1993


Numa sexta-feira 13 de 1972, provando que as superstições são mesmo para ter em conta, o avião que transportava uma equipa de râguebi uruguaia mais os seus amigos e alguns familiares para um jogo no Chile, despenhou-se nos Andes. Dos 45 tripulantes, apenas 29 sobreviveram ao impacto, mas só 16 iriam sobreviver aos 72 dias que permaneceram no meio de nenhures antes de serem resgatados.

Bem diz a sabedoria popular que a realidade é mais estranha que a ficção e eis mais um caso para o provar. Se não soubessemos, criticaríamos com desdém a história de Estamos Vivos pela sua pouca credibilidade. Como é que 29 pessoas poderiam sobreviver no meio da neve e de temperaturas negativas sem comida, aquecimento ou ajuda médica? Estamos Vivos dá-nos a resposta: com muita preserverança, força de vontade, trabalho de equipa, entreajuda e... canibalismo.

Sim, em Estamos Vivos, os sobreviventes da queda do avião tiveram que recorrer ao canibalismo quando, em desespero de causa, começaram a desfalecer. E essa é uma das cenas mais fortes do filme, em que aquela gente discute os princípios morais e de ética de uma atitude daquelas. Até que alguém remata uma frase-chave: as pessoas hão-de entender. O outro grande momento de Estamos Vivos é no final, quando os helicópteros chegam para resgatar os sobreviventes e parece que conseguimos ver no olhar daqueles actores o mesmo brilho que os olhos dos uruguaios devem ter tido naquele fatídico dia de 1972.

O Milagre dos Andes, como ficou conhecida esta aventura junto da comunicação social, é uma história fortíssima e, como tal, era praticamente impossível não fazer um bom filme disto. Vemos Estamos Vivos e sentimo-nos oprimidos e desanimados, ao passarmos duas horas isolados no meio do nada com aquele herói colectivo, mas o filme não é só isso. Frank Marshall é um tipo que sabe do poder das imagens, ou não tivesse ele aprendido com um dos melhores (olá Steven Spielberg), mas abusa das panorâmicas e dos planos postais de férias. Escreve ainda tão bons diálogos quanto George Lucas. Mas dispensável mesmo era o interlúdio, com John Malkovich a fazer de narrador, desaparecendo depois quando começa a trama do filme. Desnecessário...

Estamos Vivos é um dos survivors mais agrestes dos filmes do género. Vale um McChicken e só não se prcebe como é que um então muito jovem Ethan Hawke passa 72 dias no meio da neve e ´só a pêra é que lhe cresce.

Posted by: dermot @ 8:02 da manhã
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terça-feira, setembro 13, 2011  

AS AVENTURAS DE JACK BURTON NAS GARRAS DO MANDARIM:

Título: Big Trouble In Little China
Realizador: John Carpenter
Ano: 1986


Sempre que vejo As Aventuras De Jack Burton Nas Garras Do Mandarim não consigo deixar de pensar nos sonhos de Calvin & Hobbes, com os seus dinossauros em aviões de guerra. É certo que este filme não é tão aleatório quanto Sucker Punch - Mundo Surreal, mas a sobreposição de elementos é tão absurda que faz de As Aventuras De Jack Burton Nas Garras do Mandarim um dos maiores festins de xungaria da sétima arte.

Basta ver logo como tudo começou: John Carpenter, o único realizador que nunca fez um filme mau, escreveu o argumento para um western, mas depois adaptou-o para um filme de artes marciais nos tempos de hoje, deslocando a acção para a América, ou melhor, para Chinatown, o bairro da comunidade chinesa fundado pelos imigrantes que vieram na corrida ao ouro para a Califórnia, nos primórdios dos Estados Unidos. A esta mixórdia juntou-lhe misticismo, sword and sorceries, tipos em fatos de borracha de monstros, efeitos especiais fajutos e armas de plástico, muitas armas de plástico.

As Aventuras De Jack Burton Nas Garras do Mandarim acabou por passar despercebido nas bilheteiras, tendo inclusive sido arrasado pelo seu primo O Menino De Oiro, filme que pisava os mesmos territórios fantásticos, mas que era bem mais coerente. O filme só acabou por explodir quando chegou aos clubes de vídeo. Afinal, era a esse universo de cinema de série b que pertencia. Aliás, é a esse cinema independente que John Carpenter sempre pertenceu. Os seus filmes não necessitam de grandes efeitos nem de grande exactidão; se há uma arma é para dar tiros, não interessa se é de plástico, se tem balas infinitas ou se faz o som de uma metralhadora.

Jack Burton é então Kurt Russel, em modo übercool, no seu registo badass à Snake Plissken, repetindo com Carpenter a parceria de Nova Iorque 1977. Jack Burton é um camionista que, sem querer, acaba envolvido num esquema paranormal de chinesices, que mistura artes marciais com a Kim Cattrall ainda sem pensar tanto em sexo, misticismo e fantasmas. Como filme série b dos anos 80 que se preze, As Aventuras De Jack Burton Nas Garras do Mandarim convoca todas as grandes estrelas chino-americanas que se especializaram a fazerem de maus nos filmes de acção dessa década: James Hong, na pele do imortal e assustador Lo Pan, o mítico Victor Wong e o seu olho descaído e, claro, como não podia deixar de ser, the one and only, Al Leong - o tipo que se especializou a morrer de todas as formas e feitios nos action movies americanos.

Em registo buddy movie, descontraído e sem se levar muito a sério, As Aventuras De Jack Burton Nas Garras do Mandarim desenha hora e meia de acção non-stop, patetices, one-liners espirituosas e humor, inaugurando o wi-fu década e meia antes de O Tigre E O Dragão. Com o espírito muito próprio dos anos 80, década em que a noção de ridículo esteve dormente, As Aventuras De Jack Burton Nas Garras do Mandarim prova ainda que apenas um realizador como John Carpenter seria capaz de misturar tanta parvoíce e sacar um McRoyal Deluxe de culto como este.

Posted by: dermot @ 4:03 da tarde
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segunda-feira, setembro 12, 2011  

UM PADRASTO PARA ESQUECER:

Título: Mr. Woodcock
Realizador: Craig Gillespie
Ano: 2007


Havia um rapaz que, quando tinha seis anos, foi abandonado pelo pai, deixando-lhe apenas uma guitarra velha e o vasilhame lá de casa depenado. Mas pior do que isso foi tê-lo baptizado com nome de menina. Ao longo dos anos, Sue foi o alvo da chacota geral, primeiro pelos meninos da escola e depois por praticamente toda a gente, obrigando-o a responder muitas vezes com os punhos. Sue alimentou uma sede de vingança contra o pai e, certo dia, ao encontra-lo, esbofeteou-o várias vezes antes de percever que aquele gesto do pai apenas o tinha feito mais forte neste mundo cão. E assim fizeram as pazes e ficaram amigos para sempre.

Era mais ou menos esta história que Johnny Cash, o Homem de Negro, cantava no A boy named Sue, cuja moral se adequa a este Um Padrasto Para Esquecer como moscas moles à pele no final de Setembro. Não é uma história nova e Hollywood está cheia de variações dela: na América sulista, um escritor famoso de livros de motivação (Seann William Scott) regressa a casa, qual filho pródigo, para receber a chave da cidade. Contudo, acaba por descobrir que o professor de Educação Física (Billy Bob Thornton) que leh atormentou o liceu não só é um dos cidadãos mais queridos da parvónia, como ainda é o novo namorado da sua mãe (Susan Sarandon).

Desde O Anti Pai Natal que Billy Bob Thornton anda a cultivar a sua faceta de anti-social, em (anti)comédias de humor negro e roçando o politicamente incorrecto. E o que é certo é que ainda não nos fartámos. Como é que é possível não gostar de um professor sádico e cruél, que trata os seus alunos - e toda a gente - com disciplina militar, como se estivessemos na primeira parte de Nascido Para Matar?

A entrada de Um Padrasto Para Esquecer é, então, memorável. Billy Bob Thorton entra numa aula de ginástica, equipado com o seu fato de treino vermelho à seventies, e começa a mandar caralhadas, enquanto atinge os alunos com bolas de basquete à queima-roupa, obriga o asmático a dar voltas ao ginásio e humuilha todos os que sejam gordos, caixa de óculos ou nerds. A partir daqui sentimo-nos comprometidos com o filme até ao final, mesmo que ele comece a entrar cada vez mais fundo no lamaçal dos lugares comuns, até a um final ridículo e tão excitante quanto um bocejo.

Mesmo assim, Um Padrasto Para Esquecer tem gags suficientes para se manter à superfície. É certo que ajuda ter actores a sério a fazer qualquer que seja o filme - Susan Sarandon ou Ethan Suplee), mas mais do que metade de Um Padrasto Para Esquecer é Billy Bob Thorton a fazer de si próprio, muito cool. Resumindo: um McChicken sem grandes expectativas em mudar o mundo, apenas em fazer com que um domingo à tarde de ressaca seja mais suportável.

Posted by: dermot @ 9:26 da manhã
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sábado, setembro 03, 2011  

LEMMY:

Título: Lemmy
Realizador: Greg Olliver & Wes Orshoski
Ano: 2010


Se um dia houver uma explosão atómica e a humanidade perecer, três indivíduos sobreviverão. A Cher, que ficará preservada em botox, silicone e plástico, mas que ninguém heterossexual quer saber para nada; e Keith Richards e Lemmy Kilmister, conservados em álcool, droga e deboche. E são eles que ficarão responsáveis pela perpetuação da espécie humana. Como, eu não sei, mas se alguém o consegue são eles. E, quiçá, o Chuck Norris.

Keith Richards e Lemmy Kilmister, duas lendas vivas do rock'n'roll, o primeiro guitarrista fundador dos Rolling Stones (vénias até à exaustão) e o segundo baixista e vocalista dos Motorhead. Já deviam estar ambos mortos e enterrados há muito tempo, mas contrariando todas as probabilidades, continuam vivos entre nós, provando que, perante todos os vícios e excessos, não são simples mortais. Mas é Dave Grohl, dos Foo Fighters, que, em Lemmy, explica a diferença entre os dois: enquanto o primeiro está a viver sob a sombra dos louros passados - é certo que pode continuar a subir a coqueiros e a bater com os costados no chão ou a snifar as cinzas do pai, mas fá-lo em hóteis de luxo e resorts paradisíacos -, Lemmy mantém-se igual a si próprio. Aliás, enquanto escrevo estas linhas, ele estará, muito provavelmente, a fazer o que faz todos os dias: a beber Jack & Coke, no bar Rainbows, a sua segunda casa, enquanto joga trivial pursuit numa máquina ao balcão.

Pensávamos que Lemmy, o documentário sobre a sua vida, fosse o testemunho definitivo do seu legado, mas não o é. Até fica muito aquém deste objectivo. Durante grande parte do filme limita-se a provar o quão cool Lemmy é, através dos testemunhos das mais insuspeitas testemunhas (e estão lá todas, numa autêntica colecção de cromos, dos Metallica ao Ozzy e até o Triple H). Mas isso já sabíamos, raios parte, é do Lemmy que estamos a falar.

Mas não é isso que desmerece Lemmy, que capta as suas várias facetas: a de lenda do rock, a de música (e o seu baixo Rickenbauer também é personagem secundária, claro), a de jogador inveterado, a de rei da cobrição (ele corrige, não foram mais de duas mil mulheres desfloradas, apenas mil) ou a de coleccionador de história militar, especialmente de memorabilia nazi (e até o levam a andar de tanque). No entanto, também vemos o seu lado humano, que não estamos habituados a ver. Vemo-lo a fritar batatas, a jogar nas máquinas de café, a ver o Family Guy ou a dirigir-se ao filho com termos pirosos e apercebemo-nos que, afinal, aquele homem também é de carne e osso como nós. E, provavelmente, também sangra quando se corta.

É certo que se nota que os realizadores, Greg Olliver e Wes Orshoski, são fãs de Lemmy e o documentário toma-o já como garantido. Está lá o seu passado e história, mas limitando-se ao essencial e ao sabido (os Rockin' Vicars e os Hawkwind, especialmente). E demoram-se em momentos musicais integrais que, para os ouvintes pouco dados ao trash metal, poderão ser um pouco fastidiosos (se bem que quem ficar com fastio ao som dos Motorhead não merecerrá o ar que respira). Mas caraças, que fixe é ver o Lemmy a tocar ao vivo com os Metallica ou ver o Ace of Spades ao vivo, em glorioso HD, mesmo em cima do palco.

Todos preferíamos ver mais momentos como aqueles em que Lemmy conversa com Dave Grohl sobre música ou com o seu filho, mas curiosamente esses dois episódios acontecem logo nos primeiros vinte minutos. A partir daí é apenas Lemmy Kilmister para os convertidos. Mesmo assim, aposto que os não crentes se vão converter após ver o filme. McBacon para Lemmy e Royale With Cheese para Lemmy.

Posted by: dermot @ 9:10 da manhã
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X-MEN: O INÍCIO:

Título: X-Men: First Class
Realizador: Matthew Vaughn
Ano: 2011


A saga X-Men é uma das mais sólidas no que diz respeito a super-heróis. A única quelhe faz concorrência será, quiçá, a do Homem-Aranha, uma vez que a do Batman tem demasiados baixos para considerarmos apens os altos. No entanto, enquanto as aventuras do aracnídeo vão já para um reboot ao quarto volume, os X-Men têm três filmes, um spin-off e, agora, uma prequela.

E certo que X-Men: O Início faz um ligeiro reboot aos filmes anteriores (o Fera já aparece azul e peludo e o professor Xavier fica já na sua cadeira de rodas, quando o tínhamos visto a andar até mais tarde, num flashback dum filme anterior), mas podemos considera-lo uma prequela sem nos arrpeendermos, que que recupera o início do grupo, da escola de mutantes de Charles Xavier e da relação desde com Magneto até à forma como os conhecemos em X-Men. X-Men: O Início é assim um filme de época, ambientado no início dos anos 60, com o glamour de James Bond, o cool da swinging London e o espírito camp do Austin Powers, mas em sério.

Planeta Dos Macacos: A Origem tem sido vendido como o blockbuster deste verão que dá prioridade às suas personagens em detrimento dos efeitos-especiais. Não é mentira, mas é injusto que fique com os créditos todos quando já havia este X-Men: O Início. É certo que existe CGI à barda e lutas grandiosas com seres sobrehumanos, mas até o combate final e determinante, entre o professor Xavier e Magneto, é em grande parte com os punhos. Ou seja, existem efeitos-espeicias sim, grandiloquentes o suficiente para agradar a um megalómano com a mania das grandezas como Roland Emmerich, mas existem também personagens com espessura e uma narrativa coerente e xom pés e cabeça, que envove a situação política da altura, noemadamente a Guerra Fria e, em particular, a crise dos mísseis de Cuba.

Assim, X-Men: O Início é um thriller político em pano de fundo, com uma história de amigos goes inimigos em primeiro plano. Tal como a recente prequela de Star Trek, mas em inverso, X-Men: O Início é um bromance sobre dois amigos - Xavier e Magneto - que têm as mesmas crenças e obkectivos, mas diferentes pontos de vista de como os colocar em prática, o que leva a uma fracção inevitável e inconciliável. Enquanto o primeiro acredita na integração dos mutantes, o homo sapiens superir, na sociedade com plenos direitos equivalentes aos do homo sapiens sapiens, o segundo defende a afirmação dos mutantes enquanto raça superior, numa interpretação muito literal das teorias evolucionistas de Darwin.

É curioso verificar nesta prequela os primórdios da saga X-Men, de como as personagens principais evoluiram e mudaram até ao estágio em que os encontramos actualmente. E é suficientemente trágica e mais negra do que, inicialmente, poderia indiciar, já que para além de super-heróis paraplégicos, tem o maior bodycount de mutantes de todos os filmes da saga. Aliás, Darwin é despachado à primeira oportunidade, assim que os argumentistas perceberam que o seu poder não servia para nada. Wolverine faz um breve cameo e Hugh Jackman torna-se no único actor a entrar nos cinco filmes, enquanto que Kevin Bacon prova que tem que começar a fazer mais vezes de mau (já tinhamos ficado desconfiados disso em Super). X-Men: O Início é um belo McBacon para recomçear nova trilogia do mais querido grupo de mutante`s.


Posted by: dermot @ 9:07 da manhã
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COTAÇÃO:
10 - Royale With Cheese
9 - Le Big Mac
8 - McRoyal Deluxe
7 - McBacon
6 - McChicken
5 - Double Cheeseburger
4 - Cheeseburger
3 - Caixinha de 500 paus (Happy Meal)
2 - Hamburga de Choco
1 - Pão com Manteiga

TAKE:
Take - cinema magazine | take.com.pt


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CRÍTICAS:
- A Armadilha
- A Arte De Pensar Negativamente
- A Árvore Da Vida
- A Balada de Jack And Rose
- A Bela E O Paparazzo
- A Boda
- À Boleia Pela Galáxia
- A Cabana Do Medo
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- A Cara Que Mereces
- A Casa Dos 1000 Cadáveres
- A Casa Maldita
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- À Dúzia É Mais Barato
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- A Honra Da Família
- A Janela (Maryalva Mix)
- A Lagoa Azul
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- A Lista De Schindler
- A Lojinha Dos Horrores
- A Mais Louca Odisseia No Espaço
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- A Mansão
- A Maravilhosa Aventura De Charlie
- A Marcha Dos Pinguins
- A Máscara
- A Máscara De Cristal
- A Menina Jagoda No Supermercado
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- A Torre Do Inferno
- A Turma
- A Última Famel
- A Última Tentação De Cristo
- A Valsa Com Bashir
- A Verdadeira História De Jack, O Estripador
- A Viagem De Chihiro
- A Viagem De Iszka
- A Vida De Brian
- A Vida É Um Jogo
- A Vida É Um Milagre
- A Vida Em Directo
- A Vida Secreta Das Palavras
- A Vila
- A Vítima Do Medo
- A Vizinha Do Lado
- A Volta Ao Mundo Em 80 Dias
- Aberto Até De Madrugada
- Abraços Desfeitos
- Acção Total
- Aconteceu No Oeste
- Across The Universe
- Actividade Paranormal
- Acusado
- Adam Renascido
- Admitido
- Adriana
- Aelita
- Ágora
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- Alice In Acidland
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- Alien - O Oitavo Passageiro
- Aliens - O Reencontro Final
- Alien - A Desforra
- Alien - O Regresso
- Alien Vs. Predador
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- Alma Em Paz
- Almoço De 15 De Agosto
- Alphaville
- Alta Fidelidade
- Alta Golpada
- Alta Tensão
- Alucinação
- Amália
- Amarcord
- American Movie
- American Splendor
- Amor À Queima-Roupa
- Amor De Verão
- Amor E Corridas
- Amor E Vacas
- Amor Em Las Vegas
- Amor Ou Consequência
- And Soon The Darkness
- Angel-A
- Animal
- Annie Hall
- Anónimo
- Antes Do Anoitecer
- Antes Que O Diabo Saiba Que Morreste
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- Anytinhig Else - A Vida E Tudo Mais
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- Aquele Querido Mês De Agosto
- Aracnofobia
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- Armin
- Arséne Lupin - O Ladrão Sedutor
- As Asas Do Desejo
- As Aventuras De Jack Burton Nas Garras Do Mandarim
- As Aventuras De Tintim - O Segredo Do Licorne
- As Aventuras Do Príncipe Achmed
- As Bandeiras Dos Nossos Pais
- As Bonecas Russas
- As Canções De Amor
- As Crónicas De Narnia - O Leão, A Feiticeira E O Guarda-Roupa
- As Diabólicas
- As Ervas Daninhas
- As Invasões Bárbaras
- As Lágrimas Do Tigre Negro
- As Leis Da Atracção
- As Noites Loucas Do Dr. Jerryll
- As Penas Do Desejo
- As Tartarugas Também Voam
- As Vidas Dos Outros
- Aberto Até De Madrugada
- Assalto À Esquadra 13 (1976)
- Assalto À Esquadra 13 (2005)
- Assalto Ao Santa Maria
- Assassinos Natos
- Ata-me
- Até Ao Inferno
- Até Ao Limite Do Terror
- Atraídos Pelo Crime
- Através Da Noite
- Attack Of The 50 Foot Woman
- Aurora
- Austrália
- Autocarro 174
- Avatar
- Aviva, Meu Amor
- Aztec Rex
- Azul Metálico

- Babel
- Backbeat, Geração Inquieta
- Balas E Bolinhos - O Regresso
- Balbúrdia No Oeste
- Bando À Parte
- Baraka
- Barbarella
- Barreira Invisí­vel
- Batman
- Batman Regressa
- Batman - O Início
- Be Cool
- Beijing Bastards
- Belleville Rendez-Vouz
- Bem-vindo À Zombieland
- Bem-vindo Ao Norte
- Berlin 36
- Birth - O Mistério
- Biutiful
- Black Sheep
- Black Snake Moan - A Redenção
- Blade Runner - Perigo Iminente
- Blueberry
- Boa Noite E Boa Sorte
- Bobby Darin - O Amor É Eterno
- Body Rice
- Bombom
- Bom Dia Noite
- Bom Dia Vietnam
- Bonnie E Clyde
- Boogie Nights
- Borat
- Brasil - O Outro Lado Do Sonho
- Breakfast On Pluto
- Brincadeiras Perigosas (2007)
- Brisa De Mudança
- Bronson
- Bruce, O Todo-poderoso
- Bruiser - O Rosto Da Vingança
- Bruno
- Buffalo 66
- Bubba Ho-Tep
- Bullit
- Bunker Palace Hotel
- Buried
- Busca Implacável
- Bz, Viagem Alucinante

- Cadillac Records
- Cães Danados
- Cães De Palha
- Café E Cigarros
- Call Girl
- Camino
- Capitão Alatriste
- Capitão América - O Primeiro Vingador
- Capote
- Carrie
- Cartas Ao Padre Jacob
- Cartas De Iwo Jima
- Casa De Loucos
- Casablanca
- Casino Royale
- Catwoman
- Cavalo De Guerra
- Cemitério Vivo
- Censurado
- Centurion
- Charlie E A Fábrica De Chocolate
- Che - Guerrilha
- Che - O Argentino
- Chemical Wedding
- Chéri
- Chinatown
- Chocolate
- Choke - Asfixia
- Chovem Almôndegas
- Christine - O Carro Assassino
- Cidade Fria
- Cinco Dias, Cinco Noites
- Cinema Paraíso
- Cinerama
- Cisne Negro
- Clube De Combate
- Coco Avant Chanel
- Coisa Ruim
- Cold Mountain
- Cold Weather
- Colete De Forças
- Colisão
- Com Outra? Nem Morta!
- Comboios Rigorosamente Vigiados
- Comer Orar Amar
- Complexo - Universo Paralelo
- Conan, O Bárbaro
- Contrato
- Control
- Controle
- Coração De Cavaleiro
- Coração De Gelo
- Coração Selvagem
- Corações De Aço
- Coragem De Mãe: Confrontando O Autismo
- Corre Lola Corre
- Correio De Risco
- Correio De Risco 3
- Corrida Contra O Futuro
- Corrupção
- Cozinhando A História
- Crank - Veneno No Sangue
- Crank - Alta Voltagem
- Cremaster
- Crime Ferpeito
- Crippled Masters
- Cristóvão Colombo - O Enigma
- Crónica Dos Bons Malandros
- Crueldade Intolerável
- Cubo
- Culture Boy
- Cypher
- Cyrano de Bergerac (1950)

- Daisy Town
- Dallas
- Danny The Dog - Força Destruidora
- Daqui P'ra Frente
- Dark City - Cidade Misteriosa
- De Cabeça Para Baixo
- De Homem Para Homem
- De Olhos Abertos
- De Olhos Bem Fechados
- De Sepultura Em Sepultura
- De Tanto Bater O Meu Coração Parou
- De-Lovely
- Delhi Belly
- Dead Snow
- Death Race 2000
- Deixa-me Entrar
- Delicatessen
- Demolidor - O Homem Sem Medo
- Dentro Da Garganta Funda
- Depois Do Casamento
- Destruir Depois De Ler
- Diamante De Sangue
- Diário Dos Mortos
- Diários De Che Guevara
- Dias De Futebol
- Dick E Jane - Ladrões Sem Jeito
- Dictado
- Die Hard 4.0 - Viver Ou Morrer
- Die You Zombie Bastards!
- Dogma
- Domino
- Don Juan DeMarco
- Donnie Brasco
- Doom - Sobrevivência
- Doomsday - Juízo Final
- Dorian Gray
- Dot.Com
- Dr. Estranhoamor
- Drácula 2001
- Drácula De Bram Stoker
- Drive - Risco Duplo
- Dreamgirls
- Duas Mulheres

- É Na Terra Não É Na Lua
- Easy A
- Easy Rider
- Eduardo Mãos De Tesoura
- Efeito Borboleta
- El Mariachi
- El Topo
- Ela Odeia-me
- Eles
- Eles Vivem
- Elvis
- Em Bruges
- Em Busca Da Felicidade
- Em Carne Viva
- Em Liberdade
- Em Nome De Caim
- Em Nome De Deus
- Em Paris
- Em Privado
- Embargo
- Encarnação Do Demónio
- Encontros Em Nova Iorque
- Encrenca Dupla
- Encurralada
- Ensaio Sobre A Cegueira
- Enterrado Na Areia
- Entre Os Dedos
- Entrevista
- Equilibrium
- Era Uma Vez No México
- Eraserhead - No Céu Tudo É Perfeito
- Escola De Criminosos
- Escolha Mortal
- Esporas De Aço
- Estado De Guerra
- Estamos Vivos
- Este É O Meu Lugar
- Este País Não É Para Velhos
- Estômago
- Estrada Perdida
- Estranhos
- Estrellita
- Eu Amo-te Phillip Morris
- Eu, Peter Sellers
- Eu Sou A Lenda
- Eu Sou Evadido
- Eu, Tu E Todos Os Que Conhecemos
- Everything Must Go
- Evil Dead - A Noite Dos Mortos-Vivos
- Evil Dead 2 - A Morte Chega De Madrugada
- Evil Dead 3 - O Exército Das Trevas
- Ex-Drummer
- Exterminador Implacável 1
- Exterminador Implacável 2 - O Dia Do Julgamento Final
- Exterminador Implacável 3 - Ascensão Das Máquinas
- Exterminador Implacável 4 - A Salvação

- Factory Girl - Quando Edie Conheceu Warhol
- Factotum
- Fados
- Fahrenheit 9/11
- Falso Alarme
- Fando E Lis
- Fantasmas De Marte
- Fargo
- Faster, Pussycat! Kill! Kill!
- Fausto 5.0
- Favores Em Cadeia
- Felicidade
- Feliz Natal
- Férias No Harém
- Festival Rocky De Terror
- Ficheiros Secretos: Quero Acreditar
- Fim De Ano Em Split
- Fim-De-Semana Alucinante
- Final Cut - A Última Memória
- Fish Tank
- Florbela
- Flores Partidas
- Fome
- Footloose - A Música Está Do Teu Lado
- Força Delta
- Forrest Gump
- Freddy Vs. Jason
- Frenético
- Frida
- Frost/Nixon
- Fruto Proibido
- Fuga De Los Angeles
- Fuga Para A Vitória
- Fur - Um Retrato Imaginário De Diane Arbus
- Fúria Cega
- Fúria De Viver
- Fúria Silenciosa

- Gabrielle
- Gainsbourg - Vida Heróica
- Gang Dos Tubarões
- Gangs de Nova Iorque
- Garden State
- Génova
- GI Joe - O Ataque Dos Cobra
- Godzilla
- Goodbye Lenine!
- Gosford Park
- Gothika
- Gran Torino
- Grande Mundo Do Som
- Gremlins
- Grizzly Man
- Gru - O Maldisposto
- Guerra Dos Mundos (2005)
- Guerra Dos Mundos (1953)

- Há Lodo No Cais
- Hairspray
- Half Nelson - Encurralados
- Hard Candy
- Harley Davidson E O Cowboy Do Asfalto
- Harold E Maude
- Harry Brown
- Haverá Sangue
- Hawai Azul
- He-Man - Mestres Do Universo
- Head On - A Esposa Turca
- Heartbreak Hotel
- Hell Ride
- Hellboy
- Hellboy 2: O Exército Dourado
- Helter Skelter - O Caso De Sharon Tate
- Henry E June
- Hereafter - Outra Vida
- Hiena
- História De Duas Irmãs
- História De Um Fotógrafo
- Hobo With A Shotgunbr> - Hollywood Ending
- Homem Aranha
- Homem Aranha 2
- Homem Aranha 3
- Homem De Ferro
- Homem Demolidor
- Homem Em Fúria
- Homens De Negro
- Homens De Negro 2
- Homens Que Matam Cabras Só Com O Olhar
- Hostel
- Hostel 2
- Hot Fuzz - Esquadrão De Província
- Howl - Grito
- Hugo

- I Am Sam - A Força Do Amor
- I Spit On Your Grave
- I'll See You In My Dreams
- Iluminados Pelo Fogo
- I'm Still Here
- I Wanna Hold Your Hand
- Imitação Da Vida
- Imortal
- In Search Of A Midnight Kiss
- Indiana Jones E O Reino Da Caveira De Cristal
- Indomável
- Infiltrado
- Inimigos Públicos
- INLAND EMPIRE
- Inquietos
- Insidioso
- Insónia
- Intervenção Divina
- Intriga Internacional
- Invictus
- Irmão, Onde Estás?
- It
- It Might Get Loud
- Italian Spiderman

- Jack Ketchum's The Girl Next Door
- Jackass 2
- Jackass 3D
- Jackie Brown
- Jacuzzi - O Desastre Do Tempo
- James Bond - Agente Secreto
- James Bond - Casino Royale
- James Bond - Quantum Of Solace
- Janela Indiscreta (1954)
- Janela Indiscreta (1998)
- Janela Secreta
- JCVD
- Joga Como Beckham
- John Rambo
- Jonestown - The Life And Death Of Peoples Temple
- Jovens Rebeldes - A Verdadeira História
- Julgamento
- Julie E Julia
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- Juventude Em Marcha
- Juventude Tardia

- Kalifórnia
- Kandahar
- Karate Kid
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- Kick Ass - O Novo Super-herói
- Kids - Miúdos
- Kill Bill vol.2
- King Kong (2005)
- Kiss Kiss Bang Bang
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- Lavado Em Lágrimas
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- Longe Da Terra Queimada
- Lost In Translation - O Amor É Um Lugar Estranho
- Lua De Mel, Lua De Fel
- Lucifer Rising
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- Lucky Number Slevin - Há Dias De Azar

- M - Matou!
- Má Educação
- Machete
- Madrigal
- Maldito United
- Mamma Mia
- Manhattan
- Manô
- Mamonas Pra Sempre
- Mar Adentro
- Maria E As Outras
- Marie Antoinette
- Marjoe
- Marte Ataca!
- Matança De Natal
- Match Point
- Matou A Família E Foi Ao Cinem
- McQuade, O Lobo Solitário
- Meia-Noite Em Paris
- Meio Metro De Pedra
- Melancolia
- Melinda E Melinda
- Menina
- Mephisto
- Metrópolis
- Meu Nome É Bruce
- Miami Vice
- Milhões
- Milk
- Millenium 1. Os Homens Que Odeiam As Mulheres
- Million Dollar Baby - Sonhos Vencidos
- Minha Mãe
- Minha Terra
- Misery - Capí­tulo Final
- Missão A Marte
- Missão Impossí­vel 3
- Missão Impossível - Missão Fantasma
- Missão Solar
- Mistérios De Lisboa
- Momentos Agradáveis
- Moneyball - Jogada De Risco
- Monsters - Zona Interdita
- Monstro
- Monty Phyton E O Cálice Sagradi
- Morte Cerebral
- Morte De Um Presidente
- Movimentos Perpétuos
- Mr. E Mrs. Smith
- Mrs. Henderson Presents
- Muito Bem, Obrigado
- Mulholland Drive
- Mundo Fantasma
- Mundos Separados
- Munique
- Murderball - Espírito De Combate
- Murish
- Mutilados
- Mysterious Skin

- Na Cama
- Nacho Libre
- Não Estou Aí
- Napoleon Dynamite
- Nas Costas Do Diabo
- Nas Nuvens
- Needle
- Nico: À Margem Da Lei
- Ninguém Sabe
- Nixon
- No Limite Do Amor
- No Vale De Elah
- Noite De Agosto
- Noite Escura
- Noivos Sangrentos
- Nome De Código: Cloverfield
- Northfork
- Nosferatu, O Vampiro
- Nothing
- Nova Iorque 1997
- Nove Raínhas
- Nunca Digas Sim

- O Acontecimento
- O Agente Da Broadway
- O Lugar Do Morto
- O Americano
- O Amor Acontece
- O Anjo Exterminador
- O Anti-Pai Natal
- O Artista
- O Assassínio De Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford
- O Assassí­nio De Richard Nixon
- O Batedor
- O Bom Alemão
- O Bom, O Mau E O Vilão
- O Cabo Do Medo
- O Caminho De São Diego
- O Cão, O General E Os Pássaros
- O Capacete Dourado
- O Castelo Andante
- O Castor
- O Cavaleiro Das Trevas
- O China
- O Cobrador
- O Código Da Vinci
- O Comboio Dos Mortos
- O Comboio Mistério
- O Condenado
- O Couraçado Potemkin
- O Cowboy Da Meia-Noite
- O Crepúsculo Dos Deuses
- O Dedo De Deus
- O Delator!
- O Demónio
- O Despertar Da Besta
- O Despertar Da Mente
- O Deus Da Carnificina
- O Deus Elefante
- O Dia Em Que A Terra Parou (1951)
- O Dia Em Que A Terra Parou (2008)
- O Dia Da Besta
- O Discurso Do Rei
- O Enigma Do Espaço
- O Estranho Caso De Benjamin Button
- O Estranho Mundo De Jack
- O Evangelho Segundo São Mateus
- O Exorcista
- O Fatalista
- O Feiticeiro De Oz
- O Feitiço Do Tempo
- O Fiél Jardineiro
- O Gabinete Das Figuras De Cera
- O Gabinete Do Dr. Caligari
- O Gato Das Botas
- O Génio Do Mal (1976)
- O Grande Peixe
- O Grande Ditador
- O Guerreiro
- O Homem Duplo
- O Homem Que Copiava
- O Homem Que Sabia Demasiado
- O Homem Que Veio Do Futuro
- O Idealista
- O Jogo
- O Júri
- O Imperador Da Califórnia
- O Inquilino
- O Justiceiro Da Noite
- O Labirinto Do Fauno
- O Laço Branco
- O Lado Selvagem
- O Lago Perfeito
- O Leopardo
- O Livro Negro
- O Lobo Do Mar
- O Macaco De Ferro
- O Maquinista
- O Marinheiro De Água Doce
- O Menino De Ouro
- O Meu Tio
- O Milagre De Berna
- O Milagre Segundo Salomé
- O Mistério Galindez
- O Monstro Da Lagoa Negra
- O Mundo A Seus Pés
- O Nevoeiro (1980)
- O Ofício De Matar
- O Olho
- O Orfanato
- O Paciente Inglês
- O Padrinho - Parte I
- O Padrinho - Parte II
- O Padrinho - Parte III
- O Panda Do Kung Fu
- O Panda Do Kung Fu 2
- O Pesadelo De Darwin
- O Pistoleiro Do Diabo
- O Planeta Selvagem
- O Pó Dos Tempos
- O Portador Da Espada
- O Presidiário
- O Prisioneiro Do Rock
- O Protegido
- O Próximo A Abater
- O Quinto Elemento
- O Quinto Império
- O Regresso
- O Rei Dos Gazeteiros
- O Reino Proibido
- O Ritual
- O Ritual Dos Sádicos
- O Sabor Do Amor
- O Sargento Da Força Um
- O Segredo A Brokeback Mountain
- O Segredo De Um Cuscuz
- O Segredo Dos Punhais Voadores
- O Selvagem
- O Sentido Da Vida
- O Sétimo Selo
- O Sítio Das Coisas Selvagens
- O Sonho Comanda A Vida
- O Sonho De Cassandra
- O Sorriso De Mona Lisa
- O Tempo Do Lobo
- O Tesouro Da Sierra Madre
- O Tigre E A Neve
- O Tio Boonmee Que Se Lembra Das Suas Vidas Anteriores
- O Triunfo Da Vontade
- O Turista
- O Último Airbender
- O Último Grande Herói
- O Último Rei Da Escócia
- O Último Tango Em Paris
- O Último Voo Do Flamingo
- O Vingador Tóxico
- O Wrestler
- Ocean's Eleven - Façam As Vossas Apostas
- Odete
- Oldboy - Velho Amigo
- Olho Mágico
- Oliver Twist
- Ônibus 174
- Orca
- Órfã
- Os Amantes Regulares
- Os Amigos De Alex
- Os Bons E Os Maus
- Os Caça-Fantasmas
- Os Cavaleiros Do Asfalto
- Os Chapéus De Chuva De Cherburgo
- Os Cinco Venenos
- Os Clãs Da Intriga
- Os Condenados De Shawshank
- Os Descendentes
- Os Edukadores
- Os Famosos E Os Duendes Da Morte
- Os Filhos Do Homem
- Os Friedmans
- Os Guardiões Da Noite
- Os Homens Preferem As Loiras
- Os Imortais
- Os Inadaptados
- Os Índios Apache
- Os Invisíveis
- Os Irmãos Grimm
- Os Limites Do Controlo
- Os Marginais
- Os Mercenários
- Os Miúdos Estão Bem
- Os Novos Dez Mandamentos
- Os Olhos Da Serpente
- Os Olhos Sem Rosto
- Os Onze De Oceano
- Os Optimistas
- Os Pássaros
- Os Produtores (2005)
- Os Psico-Detectives
- Os Rapazes Da Noite
- Os Rapazes Não Choram
- Os Renegados Do Diabo
- Os Rutles - All You Need Is Cash
- Os Selvagens Da Noite
- Os Simpsons - O Filme
- Os Sonhadores
- Os Sorrisos Do Destino
- Os Super-Heróis
- Os Supeitos Do Costume
- Os Três Enterros De Um Homem
-Os Visistantes Da Idade Média
- Os 300 Espartanos

- Pagafantas
- Palpitações
- Papillon
- Para Onde O Vento Sopra
- Parada De Monstros
- Paraíso, Inferno... Terra
- Paranoid Park
- Paris Je T'Aime
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- Pecados Íntimos
- Pele
- Pequenas Mentiras Entre Amigos
- Performance
- Perigo Na Noite
- Perto Demais
- Pesadelo Em Elm Street
- Pink Floyd The Wall
- Piranha 3D
- Piratas Das Caraíbas - O Mistério do Pérola Negra
- Piratas Das Caraí­bas - O Cofre Do Homem Morto
- Piratas Das Caraíbas - Nos Confins Do Mundo
- Planeta Dos Macacos
- Planeta Dos Macacos: A Origem
- Planeta Terror
- Plano 9 Dos Vampiros Zombies
- Polaróides Urbanas
- Polí­cia Sem Lei (1992)
- Polícia Sem Lei (2009)
- Poltergeist, O Fenómeno
- Ponto De Mira
- Por Favor Rebobine
- Por Favor Não Me Morda O Pescoço
- Porcos & Selvagens
- Posto Fronteiriço
- Precious
- Predadores
- Presente De Morte
- Preto E Branco
- Primer
- Príncipe Da Pérsia - As Areias Do Tempo
- Procurado
- Profissão: Repórter
- Promessas Proibidas
- Proposta Indecente
- Proteger
- Psico
- Psicopata Americano
- Pulp Fiction
- Pulsação Zero
- Punch-Drunk Love - Embriagado De Amor
- Purana Mandir
- Purple Rain

- Quando Viste O Teu Pai Pela Última Vez
- Quarentena
- Quarteto Fantástico (1994)
- Quarteto Fantástico (2005)
- Quase Famosos
- Quatro Noites Com Anna
- Que Lugar Maravilhoso
- Que Se Mueran Los Feos
- Queijo E Marmelada
- Quem Quer Ser Bilionário
- Querida Famí­lia
- Querida Wendy

- R
- Rapariga Com Brinco De Pérola
- Rare Exports
- Ratatui
- Ratos Assassinos
- Ray
- [Rec]
- [REC]2
- Red Eye
- Relatório Kinsey
- Relatório Minoritário
- Religulous - Que O Céu Nos Ajude
- Relíquia Macabra
- Renascimento
- Resident Evil: Apocalypse
- Rio
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- Rocknrolla - A Quadrilha
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- Roger E Eu
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- Romance E Cigarros
- Roxanne
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- Rubber - Pneu
- Ruídos Do Além
- Ruivas, Loiras E Morenas
- Rumo À Liberdade
- Ruptura Explosiva

- Sacanas Sem Lei
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- Sangue Por Sangue
- Santa Sangre
- Sapatos Pretos
- Save The Green Planet!
- Saw - Enigma Mortal
- Saw II - A Experiência Do Medo
- Saw 3D - O Capítulo Final
- Scoop
- Scott Pilgrim Contra O Mundo
- Seconds Apart
- Seis Indomáveis Patifes
- Sem Ela
- Sem Limites
- Sem Rumo
- Sem Tempo
- Semi-Pro
- Ser E Ter
- Sereia
- Serpentes A Bordo
- Sete Anos No Tibete
- Sete Vidas
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- Shaolin Soccer - O Ás Da Bola
- Shaolin Vs. Evil Dead
- Shattered Glass - Verdade Ou Mentira
- Sherlock Holmes
- Sherlock Holmes - Jogo De Sombras
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- Shoot 'Em Up - Atirar A Matar
- Shortbus
- Shrek 2
- Shrek O Terceiro
- Shrek Para Sempre
- Sicko
- Sid And Nancy
- Sideways
- Simpatyhy For Mr. Vengeance
- Sin City - Cidade Do Pecado
- Sinais
- Sinais De Fogo
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- Slither - Os Invasores
- Soldados Da Fortuna
- Soldados Do Universo
- Sombras Da Escuridão
- Somewhere - Algures
- Sonho De Uma Noite De Inverno
- Sonny
- Sophie Scholl - Os Últimos Dias
- Soro Maléfico
- Sorte Nula
- Soul Kitchen
- Spartacus
- Spartan - O Rapto
- Splice
- Stacy - Attack Of The Schoolgirl Zombies
- Star Wars - A Ameaça Fantasma
- Star Wars - A Vingança Dos Sith
- Star Wars - O Ataque Dos Clones
- Stardust - O Mistério Da Estrela Cadente
- Stone - Ninguém É Inocente
- Stoned, Anos Loucos
- Submarino
- Super
- Super Baldas
- Super-Homem
- Super-Homem: O Regresso
- Super 8
- Superstar
- Suspeita
- Suspiria
- Sweeney Todd: O Terrível Barbeiro De Fleet Street
- Swimming Pool
- Sword Of Vengeance
- Sympathy For The Devil

- Taking Woodstock
- Tarnation
- Tarzan, O Homem Macaco (1981)
- Taxidermia
- Team America - Polí­cia Mundial
- Tebas
- Tecumseh
- Teeth
- Tempestade Tropical
- Tennessee
- Terra De Cegos
- Terminal De Aeroporto
- Terra Dos Mortos
- Terror Em Setembro
- Terror Na Auto-estrada
- Terror Nas Montanhas
- Tetro
- The Bloodstained Butterfly
- The Brown Bunny
- The Darjeeling Limited
- The Departed: Entre Inimigos
- The Devil And Daniel Johnston - Loucuras De Um Génio
- The Devil's Double
- The First Great Train Robbery
- The Fountain - O Último Capítulo
- The Grudge - A Maldição
- The Host - A Criatura
- The Impossible Kid
- The King Of Kong
- The Langoliers - Meia-Noite E Um
- The Last House On The Left
- The Machine Girl
- The Man From Earth
- The Marine
- The Million Dollar Hotel - O Hotel
- The Mindscape Of Alan Moore
- The Mist - Nevoeiro Misterioso
- The Others - Os Outros
- The Prestige - O Terceiro Passo
- The 50 Worst Movies Ever Made
- The Way
- The Woman
- Thirst - Este É O Meu Sangue
- This Is It
- This Is Spinal Tap
- Thor
- Thriller - A Cruel Picture
- THX 1138
- Tirar Vidas
- Titanic 2
- Tony
- Tournée - Em Digressão
- Toy Story 3
- Tragam-me A Cabeça De Alfredo Garcia
- Transamerica
- Tron
- Tron: O Legado
- Tropa De Elite
- Tropa De Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro
- Tsotsi
- Tubarão
- Tubarão 2
- Tubarão 3
- Tubarão IV - A Vingança
- Tucker E Dale Contra O Mal
- Tudo Ficará Bem
- Tudo Pode Dar Certo
- Twisted - Homicídios Ocultos

- Ultra Secreto
- Um Amor De Perdição
- Um Azar Do Caraças
- Um Bater De Corações
- Um Belo Par... De Patins
- Um Cão Andaluz
- Um Dia A Casa Vai Abaixo
- Um Dia De Raiva
- Um Homem Singular
- Um Longo Domingo De Noivado
- Um Lugar Para Viver
- Um Padrasto Para Esquecer
- Um Profeta
- Um Tiro No Escuro
- Um Trabalho Em Itália
- Uma Aventura Na Casa Assombrada
- Uma Boa Mulher
- Uma Canção De Amor
- Uma Espécie De Cavalheiro
- Uma Famí­lia À Beira De Um Ataque De Nervos
- Uma História De Violência
- Uma Pequena Vingança
- Uma Rapariga Com Sorte
- Uma Segunda Juventude
- Uma Segunda Vida
- Undefeatable
- Unseen Evil 2 - Alien 3000
- Up - Altamente

- V De Vingança
- Vai E Vive
- Vais Conhecer O Homem Dos Teus Sonhos
- Valhalla Rising - Destino De Sangue
- Valquíria
- Vampiros de John Carpenter
- Van Helsing
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- Vanitas
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- Veludo Azul
- Velvet Goldmine
- Vencidos Pela Lei
- Vendendo A Pele
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- Versus - A Ressurreição
- Vestida Para Matar
- Vice
- Vício - Quando Nada É Suficiente
- Vicky Cristina Barcelona
- Vidas Sombrias
- Vigilância
- Vingança Redentora
- Virgem Aos 40 Anos
- Vitus
- Viúva Rica Solteira Não Fica
- Viver A Sua Vida
- Voando Sobre Um Ninho De Cucos
- Voltando Para Casa
- Voltar
- Vontade Indómita
- Voo 93

- Walk Hard - A História De Dewey Cox
- Walk The Line
- WALL-E
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Wassup Rockers - Desafios De Rua
- Watchmen - Os Guardiões
- Welcome To The Rileys
- White Irish Drunkers
- Wild Zero
- Win Win
- Wolf Creek
- Wristcutters: A Love Story

- X-Men
- X-Men 2
- X-Men 3 - O Confronto Final
- X-Men: O Início
- X-Men Origens: Wolverine

- Zack E Miri Fazem Um Porno
- Zardoz
- Zatoichi
- Zombies Party - Uma Noite... De Morte
- Zombies Strippers
- Zozo

- 007 - Agente Secreto
- 007 - Casino Royale
- 007 - Quantum Of Solace
- 10 Coisas Que Odeio Em Ti
- 100 Volta
- 10.000 AC
- 12 Homens Em Fúria
- 12 Macacos
- 12:08 A Este De Bucareste
- 1984
- 2LDK
- 24 Hour Party People
- 28 Dias Depois
- 20,13 - Purgatório
- 2012
- 300
- 4 Copas
- 48
- 50/50
- 6=0 Homeostética
- 8 1/2
- 9 Canções
- 98 Octanas


ENTREVISTAS:
- Fernando Fragata
- Festróia - Mário Ventura
- Filipe Melo
- Good N Evil
- IMAGO - Sérgio Felizardo
- José Barahona
- Nuno Markl
- Paulo Furtado
- Rodrigo Areias
- Sara David Lopes
- Solveig Nordlund
- Fernando Alle


TOPES:
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2011
- Top 5 dos Piores Filmes de 2011
- Top 10 dos Melhores Filmes de 2010
- Top 5 dos Piores Filmes de 2010
- Top 5 dos filmes de Leslie Nielsen
- Top 10 Dos Filmes Low Cost
- Top 5 das Melhores Cenas de Dança
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2009
- Top 5 dos Piores Filmes de 2009
- Top 5 dos Filmes Que Tenho Vergonha De Dizer Que Gosto
- Top 5 das Melhores Músicas de Ennio Morricone
- Top 5 dos filmes com Patrick Swayze
- Top 5 dos Telediscos do Michael Jackson
- Top 5 dos Filmes com David Carradine
- Top 5 dos Filmes com Lutadores de Luta-Livre
- Top 10 Os Melhores Filmes de 2008
- Top 5 Os Piores Filmes de 2008
- Top 5 dos Piores Filmes de Natal
- Top 5 das Coisas que não Esperávamos Ver no Cinema
- Top 5 dos Melhores Filmes de Paul Newman
- Top 5 Personagens Com Palas Nos Olhos
- Top 10 Melhores Cartazes De Cinema
- Top 5 dos Filmes de Chuck Norris
- Top 5 dos Filmes de Patrick Swayze
- Top 10 Os Melhores/Piores Vestidos dos Oscares
- Top 5 As Mortes de Crianças Mais Gratuitas
- Top 10 Os Melhores de 2007
- Top 5 Os Piores de 2007
- Top 7 Adaptações ao Cinema de Livros de Stephen King
- Top 5 Filmes Pela Paz
- Top 5 Os Melhores Beijos
- Top 5 Grandes Arquitectos
- Top 10 Filmes Que Mudaram A Minha Vida
- Top 5 Mulheres de Cabeça Rapada
- Top 5 As Cenas Mais Excitantes
- Top 10 Os Melhores de 2006
- Top 5 Os Piores de 2006
- Top 3 Filmes de Robert Altman
- Top 5 Os Vilões do Cinema
- Top 5 Filmes Com Mick Jagger
- Top 5 Filmes Com Steve Buscemi
- Top 5 Dos Cães no Cinema
- Top 5 Dos Filmes do Indie06
- Top 5 Dos Filmes do Fantas06
- Top 5 dos Presidentes
- Top 10 Os Melhores de 2005
- Top 5 Os Piores de 2005
- Top 5 Filmes com Pat Morita
- Top 10 Os Melhores Filmes Independentes
- Top 5 Os Piores Filmes da Saga Bond
- Top 5 Filmes com Dolph Lundgren
- Top 5 Adaptações de BD Para Cinema
- Top 10 Cenas Mais Assustadoras de Sempre
- Top 5 Vencedores do Óscar
- Top 5 Bond Girls
- Top 5 Filmes Sobre Doenças
- Top 5 Filmes de Natal
- Top 5 Melhores Batalhas Corpo-A-Corpo
- Top 10 Melhores Canções do Cinema
- Top 10 Melhores Filmes de Sempre
- Top 5 Melhores Momentos Musicais
- Top 5 Grandes Duelos do Cinema
- Top 10 Maiores Personagens do Cinema
- Top 5 Piores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 10 Melhores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 5 Filmes Religiosos


BAÚ DO TRASH:
- Needle
- Que Se Mueran Los Feos
- Easy A
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Saw 3D - O Capítulo Final
- And Soon The Darkness
- Os Imortais
- Purana Mandir
- Pagafantas
- The Bloodstained Butterfly
- Cisne Negro


ROYALE WITH CHEESE APRESENTA:
- A Tasca Da Cultura
- A Causa Das Coisas - parte I
- A Causa Das Coisas - parte II
- A Momentary Lapse Of Reason


FILMES A VER ANTES DE MORRER:
- #1 As Lágrimas Do Tigre Negro
- #2 Alucarda
- #3 Time Enough At Last
- #4 Armageddon
- #5 The Favour, The Watch And The Very Big Fish
- #6 Italian Spiderman
- #7 The Soldier And Death


UMA CURTA POR DIA NÃO SABE O BEM QUE LHE FAZIA:
- 1# Rabbit, de Run Wrake
- 2# Aligato, de Maka Sidibé
- 3# The Cat Concerto, de Joseph Barbera & William Hanna
- 4# A Curva, de David Rebordão
- 5# Batman: Dead End, de Sandy Callora
- 6# O Código Tarantino, de Selton Mello
- 7# Malus, de António Aleixo & Crosswalk, de Telmo Martins
- 8# Three Blind Mice, de George Dunning
- 9# Bedhead, de Robert Rodriguez
- 10# Key To Reserva, de Martin Scorcese
- 11# Bambi Meets Godzilla, de Marv Newland
- 12# The Horribly Slow Murderer with the Extremely Inefficient Weapon, de Richard Gale
- 13# Stolz Der Nation, de Eli Roth
- 14# Papá Wrestling, de Fernando Alle
- 15# Glas, de Bert Haanstra
- 16# Fotoromanza, de Michelangelo Antonioni
- 17# Quem É Ricardo?, de José Barahona
- 17# Terra Incognita, de Peter Volkart


AS MELHORES PIORES CENAS DE SEMPRE:
- A Pior Luta
- A Cena Mais Metida A Martelo
- O Ataque Animal Mais Brutal
- A Perseguição Mais Alucinante
- O Duelo Mais Improvável


CLUBE DE CINEMA DE SETÚBAL:
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- Setembro
- Novembro


FESTIVAIS:
- 20º Festróia
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- 26º Festróia
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- 12º Caminhos Do Cinema Português
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- Imago 2006
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8

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