Quarta-feira, Novembro 23, 2011
HEREAFTER - OUTRA VIDA:Título:
HereafterRealizador: Clint Eastwood
Ano: 2011

A ideia de um ancião como Clint Eastwood realizar um filme sobre a vida após a morte era uma ideia apelativa, mesmo que o sobrenatural não fosse uma temática à qual associássemos o nome do últimos dos clássicos de Hollywood. No entanto, bastava pensarmos um pouco no assunto para ver que estava condenado a correr mal. Afinal de contas, quem mais poderia estar menos disposto em falar e pensar em morte do que um tipo com mais de 80 anos?
O guião de
Hereafter - Outra Vida lembra
Babel, pela sua estrutura e pelo seu lado cosmopolita algo forçado (já para não mencionar o miserabilismo gratuito de Iñarritu). São três histórias em formato mosaico, cada uma numa ponta do globo que, aparentemente sem nada que as ligue, desembocam num final comum muito forçadote. Contudo, todas elas têm um tema que as assiste: a morte. Ora vejamos: Cécile De France é uma jornalista francesa que sobrevive a um tsunami numa ilha do Pacífico e que começa a ter visões do outro mundo; Frankie McLaren é um miúdo londrino, que vê o irmão gémeo morrer atropelado, e que fica obcecado em conseguir contacta-lo no outro mundo; e Matt Damon é um médium que consegue, de facto, contactar com o outro mundo, mas que sente mais aquilo como uma maldição do que como um dom.
Mais do que fantasmas ou morte, http://www.imdb.com/title/tt1212419/ é uma história sobre a vida, sobre a esperança e sobre o ultrapassar os problemas e as tragédias. E isso é bonito e nobre da parte de Clint Estwood. Contudo, algo parece ter corrido mal. Por um lado, é o argumento de http://www.imdb.com/title/tt1212419/, com algumas partes coladas com cuspo e o formato mosaico demasiado forçado a se cruzar no final para conseguir escapar ao rótulo de irrealista. E depois é o próprio Eastwood, em piloto-automático (ainda em modo
Invictus, arrisco dizer), aparentemente desmotivado pelo seu próprio filme.
Talvez http://www.imdb.com/title/tt1212419/ seja um daqueles títulos que envelhece bem e se torna em obra de culto, mas para comprovar isso necessito de mais meia-dúzia de anos, uma segunda visualização e a distância temporal correcta para conseguir discernir isso. Até lá, fico-me pelo Double Cheeseburger e uma nota de rodapé de desagrado pela curta participação de Bryce Dallas Howard.
Posted by: dermot @
9:01 AM
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