Terça-feira, Fevereiro 01, 2011
VALHALLA RISING - DESTINO DE SANGUE:Título:
Valhalla RisingRealizador: Nicolas Winding Refn
Ano: 2009

Ao passar os olhos pelo
blogue do Mister Red (um dos mais promissores da nossa blogosfera cinematográfica), dei-me conta de um novo filme do dinarmarquês Nicolas Winding Refn. Este é o emsmo tipo que, em 2008, nos deu
Bronson, um interessabte filme que não passou comercialmente em Portugal e, por isso, passou despercebido a muito boa gente. Refn tinha então algum crédito aqui neste imodesto antro cinéfilo e, portanto, decidi dar uma oportunidade a
Valhalla Rising - Destino De Sangue.
Valhalla Rising - Destino De Sangue é um filme de vikings (que saudades de quando
punham espanhóis a fazerem de vikings...), em particular um muito específico: é zarolho, tem as costas que parecem um passevite e é uma máquina de matar com as próprias mãos. One Eye (Mads Mikkelsen) é tão letal e perigoso que o seu dono mantém-no à distância, com umas trelas, para depois o lançar em combates a dinheiro que, invariavelmente, ganha. No entanto, se por esta sinopse ficou à espera por uma versão viking de
Danny The Dog - Força Destruidora ou de um épico brutamontes tipo 300, então não podia ter ficado mais enganado.
O principal termo de comparação de
Valhalla Rising - Destino De Sangue tem um só nome: Terence Mallick. E como Refn leva os seus vikings para a América, numa demanda inesperada pela cristianização (fazendo uma vaga ponte ao mito da
pedra de Kensington),
Valhalla Rising - Destino De Sangue rima, inevitavelmente, com
O Novo Mundo: um cinema contemplativo, demorado, com grandes momentos de landart à
Gerry (mas ondem, infelizmente, faz falta um tripé) e uma inspiração do alheamento de Gus Van Sant, dando uma nova amplitude à psicose nórdica.
No entanto, o facto de Refn diminuir uma velocidade no andamento da maior parte do filme, reduzindo os diálogos ao mínimo e trocando o som ambiente por uma banda-sonora constante feita maioritariamente de drones (os Mogwai eram para ter feito qualquer coisa, mas a agenda não os deixou), fazem de
Valhalla Rising - Destino De Sangue uma acid-trip, que se aproxima mais das maluquices do Kennenth Anger.
Valhalla Rising - Destino De Sangue tem tanto de diarreia mental quanto de artístico e, consequentemente, presunçoso. No entanto, devido ao final encriptado, a balança tende a pender, infelizmente, para o Cheeseburger. E digo infelizmente porque este era filme que me apetecia mesmo muito gostar.
Posted by: dermot @
6:34 PM
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