Em 1978, fascinado com o terror hiper-realista de The Last House On The Left e (digo eu) com o gore/snuff/mockumentário/exploitation (escolher o que achar mais adequado) de Holocausto Canibal, o realizador Meir Zarchi realizou um filme de terror ainda mais ultra-mega-realista chamado Day Of The Woman. O filme passou despercebido pelas salas, mas~, três anos depois, foi rebaptizado como I Spit On Your Grave e relançado nos cinemas. Desta vez, o filme tornou-se num fenómeno de bilheteira e, alicerçado por uma polémica com o crítico Roger Ebert (apelidou-o de "o pior filme jamais feito"), acabou banido em vários países e apontado por Quentin Tarantino como uma das influências para o díptico Kill Bill.
De fato, como a maior parte dos filmes referenciados (directa ou indirectamente) em Kill Bill, I Spit On Your Grave é um filme sobre vingança feminina. Jennifer (Camille Keaton) é uma escritora que se refugia numa cabana no meio do mato para escrever a sua obra-prima. Para isso, passeia pelos bosques em biquini, descansa junto ao rio em trajes diminutos e provoca os autócnes de outras formas sedutoras. Obviamente, um homem não é de ferro (especialmente os rednecks, habituados a estaream rodeados de lenhadores e a procriarem apenas com as filhas e primas) e Jennifer acaba violada à bruta por quatro homens. E várias vezes. Claro que isso é um big mistake e Jennifer jura vingança, matando um a um de forma cruél e perturbadora. Assim que mata o último, começam a passar as letras e termina o filme. Não havia mais nada para dizer, nem sequer qualquer mensagem feminista que podia parecer subjacente.
I Spit On Your Grave é um parente de filmes como A Noiva Estava De Luto, Lady Snowblood ou, especialmente, Thriller - A Cruel Picture, pela nudez, pelas cenas gráficas e pelo gore realista. Aliás, tal como este, a heroína também fica fisicamente marcada pela violação, com algo que a faz lembrar os verdadeiros motivos que a movem naquela vingança implacável. No entanto, ao contrário da muito cool pala no olho da anti-heróina de Thriller - A Cruel Picture, Jennifer só tem uma cicatriz na cara.
Contudo, ao contrário das boas ideias destes filmes, que depois eram mascaradas pelo festival exploitation que enganava as pessoas irem ao cinema, I Spit On Your Grave é um zero a nível estético. A juntar aos maus actores amadores (um dos violadores é um atrasado que mistura o menino Tonecas com o overacting do Jerry Lewis, mas com menos credibilidade), à má fotografia e ao mau som do filme, Meir Zarchi filma em câmara lenta, arrastando cada cena até ao limite da exaustão. A ideia é aumentar a cruelidade do sofrimento da personagem, a gente percebe, mas torna o filme tão cansativo que nós acabamos perturbados por tanto esperar.
I Spit On Your Grave também não tem banda-sonora, mas ao contrário da sobriedade dos filmes de Michael Haneke, aqui não é uma opção artística. O que se passou foi antes um imbróglio com os direitos de autor com o compositor, que fez com que o filme ficasse ainda com menos interesse. No entanto, para todos aqueles cujo ideal de filme é um amontoado de cenas doentias, I Spit On Your Grave tem algum interesse, nem que seja pelas cenas de violação que fazem a de Irreversivel parecer um filme da Disney. É esse o brinde deste Happy Meal. E ao que consta há agora um remake que vale a pena.
Fabián Bielinsky era um desconhecido assistente de realização quando, em 2000, ganhou um concurso que lhe permitiu realizar o filme Nove Raínhas que logo se tornou num dos maiores sucessos de bilheteira de sempre na Argentina. Bielinsky comecou a ser visto como o futuro do cinema argentino e apelidado de Tarantino das pampas. Depois, cinco anos após Nove Raínhas, realizou The Aura (que consta que também é bom) e, no ano seguinte, teve um ataque cardíaco fatal. Com apenas dois filmes, Fabián Bielinsky entrou para a imortalidade do cinema sul-americano em geral e do cinema argentino em particular.
Nove Raínhas começa de forma muito simples, com um encontro fortuito de dois aldrabões (Gastón Pauls e Ricardo Darín), que decidem colaborar durante um dia. No entanto, essas 24 horas vão ganhando contornos cada vez mais épicos, em que um simples e aparentemente inofensivo esquema para sacar uns trocos se transforma num golpe gigantesco que envolve selos raros (as tais nove raínhas), velhas endinheiradas, empresários espanhóis e bancos na bancarrota.
Fabián Bielinsky filma com grande simplicidade, colocando uma câmara ao ombro e deixando-a seguir os actores - Nove Raínhas é, em grande parte, um filme de actores -, fazendo lembrar um Woody Allen em Buenos Aires ou, especialmente, o Richard Linklater de Antes Do Anoitecer/Amanhecer. Depois há os diálogos fabulosos, escorreitos e quotidianos (daí a comparação com Quentin Tarantino), as cambalhotas no argumento que estão sempre a nos tirar o tapete debaixo dos pés e, no final, um twist desconcertante, que faz de Nove Raínhas uma fusão de O Jogo e, especialmente, Os Suspeitos Do Costume (olá Keyser Soze).
Filme com grande economia de meios, mas com grande desenvoltura argumentativa, justifica o porquê de Fabián Bielinsky ter entrado para a história do cinema sul-americano. Nove Raínhas é um dos grandes filmes daquele continente, mas dos outros todos também, valendo na boa um Le Big Mac.
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11:11 AM |
Quarta-feira, Julho 07, 2010
BRUISER - O ROSTO DA VINGANÇA:
Título: Bruiser Realizador: George A. Romero Ano: 2000
George A. Romero inventou praticamente sozinho um subgénero do cinema: os filmes de zombies. E como zombies são coisas que metem medo, Romero foi logo elevado à condição de um dos mestres do terror. Por isso, mais ou menos como a pescada, antes de o ser já era; e quando fez filmes de terror ninguém ligou nenhuma. O seu estatuto de mestre do terror já estava consolidado e as pessoas só queriam saber dos filmes de zombies. Por isso, depois de alguns filmes de terror que ninguém ligou patavina, Romero lá voltou ao franchising para alimentar o monstro que havia criado. Terra Dos Mortos e Diário Dos Mortos já pouca piada têm, mas toda a gente os foi ver.
Bruiser - O Rosto Da Vingança foi o último filme que Romero fez antes de regressar aos zombies. Apesar de ser um thriller psicológico e mindblowing - alguém o descreveu como o primo bonzinho de Veludo Azul -, os produtores promoveram o filme como mais um filme de terror do mestre do terror e não convenceram ninguém: Bruiser - O Rosto Da Vingança foi diretinho para dvd.
Henry Creedlow (Jason Flemyng) é então um tipo ordinário com uma vida banal e algo banana: a mulher mete-lhe os cornos enquanto lhe vai sugando todo o dinheiro para construir uma mega-mansão, o melhor amigo rouba-lhe dinheiro e o chefe é um parvalhão. Henry é espezinhado por toda a gente e parece uma panela de pressão prestes a explodir, com uns sonhos sociopatas cada vez mais frequentes em que assassina toda a gente que lhe pisa os calos.
Já vimos filmes assim. Em Um Dia De Raiva, Michael Douglas também era um tipo certinho que, farto de ser ultrapassado pela própria vida, explode e vai prestar contas com a sociedade com uma caçadeira nas mãos. Mas Bruiser - O Rosto Da Vingança tem um componente fantástico (por vezes cheira aquela aura muito especial da Quinta Dimensão, com aquela profundidade moral que as suas histórias de ficção-científica camufulavam) e, por isso, Henry vai acordar um dia sem cara. De tanto ser pisado, Henry perdeu a identidade. E ao ficar sem personalidade, vai passar-se e tentar recuperá-la, dando uma lição a todos o que o trataram mal. Uma lição sangrenta, claro.
A caracterização de Henry é fabulosa: com uma máscara branca daquelas que, de tão inexpressivas que são se tornam perturbadoras (olá Os Olhos Sem Rosto), mas que se funde com a sua própria pele, tornando-a assustadoramente real. Também há uma theme-song igualmente perturbadora, com uns gemidos de fundo, que a coloca ao nível de clássicos do género, como a theme-song de A Semente Do Diabo, por exemplo, e que só peca por pouco aparecer. Outra coisa fabulosa de Bruiser - O Rosto Da Vingança são os Misfits a tocarem ao vivo (vénia), banda que apesar de ter terminado nos anos 80 quando Glen Danzig saiu (para quem não concorda, basta escutar os temas originais que fizeram de propósito para o filme, umas bombinhas de carnaval punkcore), continua a ser bem-vinda em qualquer lado.
Há algumas coisas fabulosas em Bruiser - O Rosto Da Vingança, mas mesmo assim não chega para ter um balanço positivo. Primeiro porque a envolver o filme está um humor negro em lume brando, que não aquece nem arrefece; e depois porque chegado a certo ponto, o argumento entra num beco sem saída, que descamba numa festa de máscaras gótico-barroca (a tal parte onde os Misfits aparecem a tocar), onde há um assassinato com um laser(!). A intenção de Bruiser - O Rosto Da Vingança é bem mais interessante que o resultado final, ficando-se num daqueles filmes inofensivos que roçam o Double Cheeseburger.
Por mais que Werner Herzog e Nicholas Cage digam que este Polícia Sem Lei nada tem a ver com o filme homónimo de Abel Ferrara - não é um remake nem uma reinterpretação, garantem, jurando que a escolha do título deveu-se a um golpe sujo dos produtores para enganarem mais meia dúzia de espectadores a irem ao cinema -, o que é certo é que não conseguimos evitar as comparações. Eu sei que não costumo comparar duas pessoas apenas porque usam calças de ganga, mas ambos os filmes são thrillers policiais sobre agentes cocainómanos e com uma forma de actuar profissionalmente algo duvidosa.
No entanto, se não fosse o título igual, Polícia Sem Lei seria (pelo menos mais vezes) comparado a Morrer Em Las Vegas. Não só por encurralar Nicholas Cage numa espiral descendente e obsessiva de drogas (aqui a cocaína em vez do álcool), mas pela forma como o actor se entrega ao papel, dando o corpo literalmente ao manifesto. Além disso, a personagem de Cage vive com dores nas costas crónicas (um primo não muito afastado do doutor House, cujo Vicodin deixa de ser suficiente e a coca e a heroína passam a ser os escapes seguintes), que o deixam retorcido sobre o seu corpo, remetendo-nos para o Nosferatu de Klaus Kinski. E aqui aparece a outra comparação, a com o cinema de Herzog, que durante anos teve em Kinski o seu actor fetiche (e até há uma cena homenagem, em que Cage entra no plano à procura de uma testemunha de um crime fugida e dobra-se sobre si mesmo para espreitar por cima do ombro).
É um filme feito à medida de Nicholas Cage e do seu overacting, que volta a ter liberdade para aquele desvario lunático que lhe deu fama em Coração Selvagem, mas também é um típico filme de Herzog. Aliás, se olharmos bem para o argumento, Polícia Sem Lei até é um thriller bem fraquinho. Mas Herzog dá-lhe um negrume diabólico, aproveitando o cenário natural de Nova Orleães recentemente devastada pelo Katrina (sente-se no ar aquela atmosfera voodoo paranormal da cidade) e aproveitando a droga a rodos que Cage e Eva Mendes (a sidekick feminina do filme) vão consumindo.
Se o argumento deste Polícia Sem Lei fosse cair às mãos de um Richard Donner, o mais provável era ele arranjar aqui um parceiro para o protagonista e transformar isto num daqueles buddy movies que fizeram sucesso nos anos 90. E com Mel Gibson no principal papel, enfrentando uma dependência de Vicodin, até tinhamos uma sequela simpática de Arma Mortífera. No entanto, estamos a falar de Herzog e o seu humor é distorcido e negro, como toda a atmosfera do filme e a personagem desvairada de Cage. No Polícia Sem Lei original, Harvey Keitel abordava umas miúdas na estrada e batia uma enquanto as intimava, mas aqui Nicholas Cage aborda adolescentes à saída da discoteca para lhes roubar droga enquanto as miúdas lhe batem uma.
Como se tudo isto não bastasse, Herzog ainda dá um ar d sua graça, com duas cenas completamente fora, em que as protagonistas são... as suas iguanas. O realizador alemão tem uma obsessão não muito saudável com os seus reptéis e coloca-os no filme em duas cenas de alucinações de Cage, filmadas aparentemente com algo com a definição de um telemóvel(!), em que os bichos cantam(!!) e fantasmas dançam breakdance(!!!) ao som de (vénia) Sonny Terry. Mais estranho que isso só mesmo reencontrarmos Val Kilmer, quase despercebido num papel secundário, gordo que nem um texugo, fazendo-nos pensar no que será feito da vida daquele tipo que já teve uma carreira a sério.
A Polícia Sem Lei falta-lhe uma mensagem, um final ou algo que lhe desse a consistência de uma obra-prima. Assim, limita-se a ser um trabalho de artesão de Herzog, a transformar seu um argumento de outro, com as suas marcas pessoais e as suas paranóias (e as de Nicholas Cage). Aliás, quando o actor morrer (o que já não deve faltar muito, basta ver como o homem está acabado e afogado em dívidas e outras coisas que ele diz que é mentira), este Le Big Mac será, possivelmente, recordado como o seu último grande trabalho.
A homeostética foi um movimento artístico completamente louco e irreverente, criado nos anos 80 por um grupo de alunos da faculdade de belas artes de Lisboa. Do grupo de envolvidos, o nome mais conhecido será, quiçá, o de Manuel João Vieira. E se ele está envolvido, podem imaginais que doses industriais de loucura não faltarão. Ainda para mais quando ele era jovem, estava no auge da sua energis e num pico de euforia criativa.
Bruno de Almeida fez um documentário sobre estes anos loucos e sobre este fenómeno que, apesar de ter sido mais ou menos localizado, terá sido a coisa mais estimulante que aconteceu à arte desde o Andy Warhol. E o pretexto para 6=0 Homeostética foi a restrospectiva integfral que a fundação Serralves organizou e promoveu em 2004.
6=0 Homeostética inicia-se, portanto, com esse glorioso acontecimento, em que chaimites e soldados portugueses cercaram o jardim de Serralves emitindo gritos de ordem, enquanto um presidente da câmara promovia um churrasco no interior e os Ena Pá 2000 (o braço musical do movimento) actuavam numa inauguração inesquecível. Depois, regressa atrás até ao início da década de 80 e conta a história até esse preciso momento, numa técnica narrativa muito usada desde O Mundo A Seus Pés.
Os homeostéticos eram completamente fora e romperam com tudo. Alguém os definiu como dadaístas pós-modernos, mas podemos juntar ao caldeirão as qualificações de surreais, niilistas ou simplesmente... doidos. Bruno de Almeida consegue captar a essência deste fenómeno, não se limitando a dispor cronologicamente uma mão cheia de factos. E isso é meio caminho andado para um documentário ser bom: não mostrar apenas factos, mas conseguir contextualiza-los naquele preciso momento espaço-temporal.
Além disso, a narração entra no próprio espírito homeostético, com tiradas subversivas e divertidas. Isto apesar da voz-off ser claramente talhada para fazer qualquer outra coisa que não seja falar em público. Como diz o povo sabiamente, é uma boa voz para tocar guitarra.
Apesar do pouco material disponível - muitas, mas mesmo muitas fotos, são a excepção a regra -, Bruno de Almeida consegue ilustrar sempre o seu documentário num excelente pedaço de história cultural portuguesa, um bom momento de cinema e um aprazível McRoyal Deluxe.
No meu desorganizado arquivo que tenho amontoado na casa dos meus pais, tenho guardado um exemplar do Ipsilon (então ainda Y) que faz capa com um artigo curioso. Nesse texto que não me lembro quem assina, discorre-se pelo curioso facto de Salazar nunca aparecer no cinema de ficção português. É normal que a figura do Senhor Presidente, assim como tudo o que tenha a ver com o antigo regime, continue a ser um tabu por desmoer, mas nem sequer papéis secundários ou simples cameos havia de Salazar no nosso cinema. Até que surge a Valentim de Carvalho e, em dois filme, eis Salazar duas vezes: Rui Sequeira, em Amália, e agora Diogo Morgado, em Salazar - A Vida Privada.
Um biopic sobre António de Oliveira Salazar tinha mil e um lados por onde pegar, mas este filme de Jorge Queiroga pega no mais inusitado: o de mulherengo. Quem diria que o nosso ditador era um Don Juan conquistador e um rei da cobrição? Claro que, no panorama actual do nosso cinema, em que um filme comercial é sinónimo de sexo, essa opção não devia admirar ninguém. E, diga-se de passagem, até tem a sua piada. Que os problemas de Salazar - A Vida Privada fossem esses...
O principal problema do filme começa logo pela sua origem. Já diz o povo sabiamente que pobre que nasce torto mija fora da bacia. É que Salazar - A Vida Privada foi feito, inicialmente, para ser uma mini-série televisiva e só depois uma longa-metragem. Por isso, é feito de forma sequencial, em que as mulheres vão entrando e saindo, ficando o Estado Novo, Portugal, a guerra colonial e toda uma série de assuntos interessantes (e fundamentais, acrescente-se) como papel de cenário. Além disso, a edição em dvd nem se dá ao trabalho de disfarçar isso, uma vez que sempre que Salazar dá tampa a uma, há um flashback de tudo o que já se passou e umas imagens de arquivo aleatórias, qual genérico.
Resumindo e baralhando: o filme começa e com vinte minutos já Salazar comeu duas tipas e as despachou sem que acontecesse literalmente nada. Depois continua o rol de personagens femininas, num catálogo de mulheres do cinema português: a inevitável Soraia Chaves, a fazer de - surpresa! - putéfia, Ana Padrão, Catarina Wallenstein, Benedita Pereira, etc, etc. Salazar - A Vida Privada parece um talho, cheio de carne para apreciar. Contexto social? Nã! Personagens secundárias ou desenvolvimento do protagonista? Qual quê! Por isso, mais valia que Jorge Queiroga assumisse o softcore porn, sempre podia ser que isto tivesse alguma piada, pelos bons ou pelos maus motivos, como um Instinto Fatal ou mesmo um Showgirls. Mas nem nisto Salazar - A Vida Privada acerta, porque só se vê duas maminhas no filme e um rabo. E aqui a surpresa é que nenhuma delas pertence a Soraia Chaves.
Tentar ver em Salazar - A Vida Privada qualquer semelhança com a realidade é impossível e, se o tentarmos, só vamos ficar arreliados e revoltados. Por isso, mais vale tentar ver isto como um bom mau filme, até porque a caracterização do Diogo Morgado à medida que envelhece está ao nível de um série-b manhoso. Que credibilidade tem um filme em que a caracterização do protagonista está ao nível do Gato Fedorento, quando o Ricardo Araújo Pereira mete pó talco no cabelo para fazer de velho? Só me surpreende que a Valentim de Carvalho queira que a gente tome isto a sério, com um aparato respeitável, uma reconstituição de época com muito dinheiro empatado e aquela luz toda recortada que faz escola no cinema de João Botelho e, diga-se, em quase todo o cinema português. Hamburga de Choco com isto, meus caros!
Posted by: dermot @
5:53 PM |
COTAÇÃO:
10 - Royale With Cheese
9 - Le Big Mac
8 - McRoyal Deluxe
7 - McBacon
6 - McChicken
5 - Double Cheeseburger
4 - Cheeseburger
3 - Caixinha de 500 paus (Happy Meal)
2 - Hamburga de Choco
1 - Pão com Manteiga