Royale With Cheese

 Royale With Cheese

 
 



quinta-feira, abril 30, 2009  

ESPECIAL CHE:

CHE - O ARGENTINO:


Título: Che: Part One
Realizador: Steven Soderbergh
Ano: 2008


Ernesto Che Guevara é um símbolo maior que o próprio nome. Mais do que o guerrilheiro-marxista-médico-filósofo social que libertou Cuba do espartilho ditatorial de Batista, através de um movimento armado ao lado de Fidel Castro, Che é um ícone político, ideológico e/ou cultural, absorvido pela cultura pop em t-shirts, pins e bandeiras, agitadas com a mesma facilidade e empenho quer por revolucionários de esquerda ferrenhos, quer por wannabes e miúdos que querem estar na moda. É mais ou menos o que acontece com Bob Marley, o outro símbolo do star system do terceiro mundo.

Che, projecto ambicioso de Steven Soderbergh dividido em duas partes, era assim um pau de dois bicos e complicado logo à nascença. Mas mais complicado ficou com a falta de investimento americano (filmes falados em espanhol, não obrigado, mesmo que esse espanhol seja Benicio Del Toro num papelão) e com a produção algo diy na selva sul-americana, com muitos actores não profissionais. Pode-se dizer que Soderbergh teve aqui o seu Apocalipse Now.

Já se sabe que Soderbergh não é um realizador convencional e gosta de experimentação. Por isso, se estava à espera que Che fosse um bio-pic convencional de Ernesto Guevara, bem pode tirar o cavalinho da chuva. Che é uma espécie de sequela não oficial de Diários De Che Guevara, que era muito mais sobre a pessoa do que sobre o mito. Aliás, se Diários De Che Guevara contextualizava o crescimento daquele guerrilheiro em potência, Che explica o mito. Por dentro e sem segundos pontos de vista, muito on your face.

O filme abre então com o Che Guevara que conhecemos do filme de Walter Salles, no preciso momento em que conhece Fidel Castro (Demián Bichir) e contacta pela primeira vez com a possibilidade de libertar Cuba. Daí até à Sierra Maestra, treinando e liderando um grupo de soldados contra Fulgencio Batista é um pulinho, com tudo o que veio pelo meio, entremeado com o famoso discurso de Che nas Nações Unidas, num registo a preto-e-branco (metade televisão, metade cinema verdade), bem diferente do resto do registo do filme.

Che é filmado com câmara ao ombro, pelo meio da selva, como se Soderbergh colocasse o espectador como mais um guerrilheiro daquele exército. Somos então uma espécie de voyeur que acompanha os momentos mais importantes da campanha cubana de Che e Castro, incluindo os menos importantes também. Uma das nossas queixas habituais é o fogo-de-artifício excessivo do cinema de Hollywood, que não deixa as suas personagens respirar e o seu argumento fluir. Aqui queixamo-nos do oposto: Che é um épico filtrado de tudo o que é acessório, até se transformar apenas num relato descritivo dos factos, em que humanista não é um adjectivo estranho.

Anti-épico de duas horas e tal, Che acaba por avançar como um livro de história (perdão, uma enciclopédia) e não como um filme, tendo dificuldades em galvanizar públicos mais impacientes e com menor capacidade de concentração. Além disso, o thriller político que parte do pressuposto que sabemos do que se está a falar, fazem-no num filme para admiradores de Che Guevara, guerrilheiros em potência ou apenas para miúdos que querem ter tema de conversa para engatar miúdas do Bloco de Esquerda. Não é propriamente genial, também não é mau (longe disso até) e, pelo menos, é melhor do que qualquer telefilme que se faça sobre a personagem. É mais ou menos aquilo que se espera de um McChicken.



CHE - GUERRILHA:

Título: Che: Part Two
Realizador: Steven Soderbergh
Ano: 2008


Depois do apogeu de Ernesto Guevara, em Che – O Argentino, Steven Soderbergh completou o díptico com a outra face da moeda, ou seja, com a sua a queda. Assim, sem pegar exactamente onde terminou o primeiro filme – pelo meio ainda houve umas experiências falhadas no Congo –, Che – Guerrilha inicia-se com um Ernesto Guevara disfarçado de Ramon, renegando ao seu cargo no governo cubano e infiltrando-se na selva boliviana, para tentar derrubar o regime de (Joaquim de Almeida).

No entanto, durante as duas horas seguintes, Che Guevara vai tentar derrotar Joaquim de Almeida de aborrecimento. O filme tem a mesma estrutura mais ou menos episódica de Che – O Argentino, mas ainda com menos genica. A câmara cansa-se de andar ao ombro e fixa-se ao solo, a tensão que havia desvanece-se e vamos dando por nós a bocejar mais vezes do que esperaríamos.

A culpa nem é tanto de Soderbergh, mas antes da própria Bolívia. Enquanto que em Cuba todos ansiavam pela revolução e Che Guevara só teve que a pôr em movimento (sob a alçada de Fidel Castro, claro), na Bolívia a maior parte das pessoas necessitava de ser motivada, espevitada e agitada. Foi como se a revolução tivesse chegado ao Alentejo, tudo muito descontraído e tasse bem. Assim, Che Guevara não teve só que organizar a guerrilha, como que recruta-la, treina-la, transmitir-lhe conceitos tão simples como o respeito e, mais difícil que tudo, motiva-la.

É óbvio que esta é uma balada com um final infeliz (mais do que) anunciado e é certo que as cenas de guerra são do mais real que existe. Sem nunca ter estado em nenhuma, acredito que uma troca de tiros seja mais assim do que num Platoon – Os Bravos Do Pelotão, em que não temos grande discernimento do que se passa, afogados em pânico e medo de morrer. No entanto, a dificuldade para entreter o espectador é semelhante à dificuldade de Che em incutir a revolução aos bolivianos.

Filme mais pessoal e centrado na figura do guerrilheiro do que Che – O Argentino, em que as personagens secundárias não existem (Joaquim de Almeida aparece meia-dúzia de vezes, Fidel e Raul Castro praticamente que desaparecem), Che – Guerrilha é ainda mais convencional. Aqui, Steven Soderbergh tornou-se Terence Mallick e, pensem no que quiserem, mas o filme não saiu a ganhar: apesar de ser igualmente um McChicken, é claramente inferior ao seu antecessor.

Posted by: dermot @ 10:27 da manhã
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quarta-feira, abril 22, 2009  

ESPECIAL ELVIS:
Na década de 60, Elvis Presley já era o Rei e tinha o Mundo a seus pés. De tal forma que poderia fazer o que quisesse. E então debruçou-se sobre a plebe e disse que queria fazer cinema, atacando assim o seu outro sonho. Criou então uma carreira cinematográfica paralela, completamente asfixiada pelo infame Coronel Tom Parker, que tentou espremer ao máximo esse filão, negando-lhe papéis em filmes respeitáveis e aceitando tudo o que demorasse apenas poucas semanas a fazer e que rendesse uns cobres valentes. E em 13 anos, Elvis Presley fez 31 filmes, arruinando a saúde e a credibilidade, repetindo vezes sem conta a mesma fórmula: comédias românticas musicais, onde fazia de si próprio e cantarolava umas canções, enquanto sacava a rapariga do filme nos mais variados cenários (misógino? naaah).

Hoje, sem qualquer razão especial além de celebrar a existência do Rei, decidi apresentar um Especial Elvis, com sete matinés patetas que, no fundo, mais não são que uma espécie dos livros da Anita, em que Elvis vai ao circo, à feira mundial, ao deserto... E sempre com títulos que parecem de filmes porno.


RUIVAS, LOIRAS E MORENAS:

Título: It Happened At The World's Fair
Realizador: Norman Taurog
Ano: 1963


Comecemos por Ruivas, Loiras E Morenas, onde Elvis Presley vai à Expo de 62. Tal como na novela Flor Do Mar, em que o tio Jardim deve ter pago uns trocos chorudos à TVI para ir filmar à Madeira, aqui deve ter sido Seattle a abrir os cordões à bolsa ao Col. Tom Parker. Tudo para o Rei andar lá a bambolear-se, visitar o Space Needle, andar de monocarril e cantar umas músicas.

Elvis é então Mike, um aviador engatatão e sem grandes perspectivas de futuro, que tenta abrir uma companhia de aviação com o seu sócio, Danny (Gary Lockwood, esse mesmo, o de 2001: Odisseia No Espaço), ao mesmo tempo que este vai estoirando todo o dinheiro que ganham no vício do jogo. No entanto, lá para meio, o filme deixa de ser o buddy-movie descontraído que estava a ser quando parceiro de Elvis passa a ser uma miúda chinesa perdida (Vicky Tiu), que serve para lhe dar uma faceta sensível e levar as mulheres aos cinemas.

Por entre o Elvis sensível que vai cuidando da miúda perdida (Um Pai à Maneira é um dos mil-e-um rip-offs de que me lembro agora) e o Elvis que tenta seduzir a enfermeira séria e sofisticada (Joan O'Brien), nada neste mundo explica que Ruivas, Loiras E Morenas demore tanto tempo a chegar ao fim.

Feelgood movie by the rules, com um Elvis claramente ainda a divertir-se com o que faz, há ainda tempo para os números musicais habituais, deonde se destaca Relax (variação pateta de Fever) e a theme song Take Me to the Fair. Curiosidade ainda para a presença de um jovem Kurt Russell, com apenas 9 anos, que vários anos antes de interpretar o próprio Rei em Elvis, contracena ao seu lado simplesmente para lhe dar um pontapé nas canelas. Leve e ligeiro, passa por nós como uma brisa na cara e um Double Cheeseburger nas mãos.



AMOR E CORRIDAS:

Título: Speedway
Realizador: Norman Taurog
Ano: 1968


O filme Amor E Corridas podia ser um dos maiores monumentos da história da cultura pop. No entanto, como é um filme nada de especial, é apenas um documento bastante curioso. Tudo porque junta no mesmo ecrã duas das mais cintilantes estrelas da música rock dos anos 60: Elvis Presley e Nancy Sinatra. O primeiro estava na fase velocidade de cruzeiro da sua carreira cinematográfica e a segunda estava no auge, depois do sucesso do single incestuoso, Somethin' Stupid, com o seu pai, Frank. Depois de Amor E Corridas, Elvis fez apenas mais quatro filmes e Nancy Sinatra nunca mais apareceu no grande ecrã. Eu não quero fazer juízos de valor acerca deste filme, mas acho que isto diz muita coisa, não acham?

Eis então mais uma variação da fórmula dos filems do Rei: aqui, é Steve Grayson, piloto de Nascar, engatatão e com um apetite por festas, mas que no fundo é um sensível que ajuda os pobrezinhos que necessitam de dinheiro. Desta vez, o seu parceiro é Kenny Dunford (Bill Bixby), manager e amigo de infância, que constrói umda dívida gigantesca ao IRS. Claro que a agente da finanças enviada para tratar do assunto é a bela Nancy Sinatra, que vai envolver-se com Elvis (óbvio) e ajudá-lo a saldar as dívidas (óbvio) até ao habitual final feliz (óbvio óbvio).

Amor E Corridas é um dos filmes mais americanos da filmografia de Elvis Presley, que além de exaltar o american dream (em que todos têm uma chance para endireitar as suas vidas), presta mesmo vassalagem ao sistema, incluindo um tema dedicado à segurança social americana(!). No entanto, também é aquele que tem uma atmosfera mais juvenil e jovial, apenas ambientado entre as corridas nascar e os bares com réplicas de carros a fazerem de mesas e dançarinas go-go a incentivarem Elvis e Nancy a cantarem um temas para a banda-sonora.

No entanto, apesar da cor, da música e do ritmo contagiante do filme, que deve ter os melhores créditos de abertura dum filme do Elvis, Amor E Corridas tem as corridas Nascar mais aborrecidas que há memória. Pior só mesmo estar a ver ao vivo dezenas de carros a andarem às voltas durante mais de quatro horas... Se querem ver um filme sobre corridas, vejam Dias De Tempestade ou Le Mans, porque Amor E Corridas é só mesmo para admiradores do Rei.

Quanto à banda-sonora, é a única que tem um tema cantado por alguém que não Elvis Presley. Neste caso é You groovy self (que é mesmo o melhor tema de uma banda-sonora pobrezinha), escrita por Lee Hazlewood e interpretada por Nancy Sinatra, claro. E por falar nela, nunca tinha reparado quão pau de virar tripas ela era. O que só prova que aquelas botas go-go com vestidos curtos ficam bem a qualquer pessoa. Ora aqui está uma moda que deveria regressar em força. Mais uma vez, um Double Cheeseburger.



LINDAS ENCRENCAS AS GAROTAS:

Título: The Trouble With Girls
Realizador: Peter Tewksbury
Ano: 1969


Lindas Encrencas As Garotas é uma das obras mais diferentes de Elvis Presley, que combate um pouco a ideia de que os seus filmes são sempre os mesmos, em que só muda o cenário. Este é tão diferente tão diferente, que o próprio Elvis é quase uma personagem secundária no seu próprio filme: não faz de si próprio, quase que não canta e não monopoliza o tempo de antena em cena. Só não se percebe é o título, meio porno meio idiota, que nada tem a ver com a história. Mas como alguém disse, nesta altura do campeonato, as únicas pessoas que ainda iam ao cinema ver um filme do Elvis queriam tanto saber se se chamava Lindas Encrencas As Garotas ou Filme Nº29 Do Elvis.

É um filme de época, ambientado nos anos 20, época das chautauquas: insitituições itinerantes, metade escola metade feira de variedades, que percorriam o interior norte-americano com objectivos pedagógicos e de entretenimento. O presidente Roosevelt chegou a apelidá-las de a coisa mais americana da América. Ou seja, o trabalho certo para Elvis Presley, seguidor fiél do ideal do Tio Sam.

Elvis é então Walter Hale, o director dessa chautauqua, que vai ter que lidar com empregadas sindicalistas, empregadas apaixonadas (claro), os interesses dos cabecilhas que injectam dinheiro na feira e ainda um assassinato. Tudo em hora e meia da mais pura patetice e muito poucas canções para o que estamos habituados num filme do Rei.

Apesar de manter o registo da comédia, com os habituais gags de humor televisivo e alguns mais raros momentos de humor físico, Lindas Encrencas As Garotas aposta num aprofundamento mais dramático da intriga, servindo-se das várias personagens secundárias. No entanto, tal como os excêntricos artistas daquela feira (com destaque para o cameo de Vincent Price (vénia), o rei do terror, na pele do Senhor Moralidade), as personagens secundárias são demasiado baças para terem algum protagonismo, não passando de fogos-fátuos cujos relampejos só servem para ir arrastando a intriga.

E se o assassinato a meio tentava dar uma cambalhota mais ou menos inesperada ao filme (qualquer coisa a acenar a Hitchcock), então o desenvolvimento final é do mais corny possível, destroçando a muleta do whodunnit ainda antes dela começar. Quanto ao realizador Peter Tewksbury, tirando a habilidade inicial em começar a preto e branco e apenas passar para a cor quando Elvis Presley aparece em cena, todos os truques artísticos que experimenta são tiros ao lado: há uns planos subjectivos que parecem vindos de outro filme e um momento musical retalhado e epiléptico, antecipando a MTV em quase duas décadas.

Para além de Vincent Price, o único motivo de interesse de Lindas Encrencas As Garotas é mesmo Clean Up Your Own Back Yard, pouco convencional bluesgrass de Elvis, que além disso só canta três canções religiosas no filme. Muito pouco, que nem justifica um brinde de um Happy Meal.



ENCRENCA DUPLA:

Título: Double Trouble
Realizador: Norman Taurog
Ano: 1967


Um dos sonhos de Elvis Presley sempre foi fazer uma tour europeia, mas o Col. Tom Parker sempre tratou das coisas para que isso nunca acontecesse. Dizem os rumores que o empresário tinha uns problemas com a lei na Europa e, como mais vale prevenir do que remediar, nunca atravessou o Atlântico para o lado de lá. Por isso, mesmo quando participou em Encrenca Dupla, filme ambientado na Bélgica e na Inglaterra, o Rei nunca saiu dos estúdios da Califórnia. Para os exteriores, foram enviados duplos de corpo.

Encrenca Dupla é uma recambolesca história de detectives, em que Elvis Presley é Guy Lacombe, um... cantor rock(!) de uma banda de duplos saídos da british invasion (e que desaparecem a meio do filme por magia), em digressão pelo velho continente. Na viagem entre Londres e Antuérpia, Elvis vai conhecer Jill (Annette Day), uma menor de idade que cai de amores por si (curioso para quem conheceu Priscilla com 14 anos), cruzar-se com uns traficantes de diamantes e envolver-se numa complicada intriga que envolve heranças, herdeiras ricas e tios gananciosos.

Apesar dos contornos detectivescos, o conteúdo é demasiado cartunesco para dar alguma credibilidade ao Elvis policial e cosmopolita, qual James Bond. Por exemplo, os capangas e os polícias europeus parecem tds personagens do Tintin e de A Pantera Cor-de-rosa, tropeçando em tudo o que é saliência e fazendo caretas esquisitas sempre que se atrapalham.

Meia-dúzia de situações que servem para fazer um esgar, outro par de gags engraçados e uma banda-sonora que já viu melhores dias (ora raios, há uma versão do Old MacDonald, será que sou só eu que não acho isto normal?), Encrenca Dupla vale duas horas de uma tarde de ressaca de domingo e um Double Cheeseburger para ver e não levar muito a sério. Mesmo assim, não é tão mau quanto o costumam pintar.



FÉRIAS NO HARÉM:

Título: Harum Scarum
Realizador: Gene Nelson
Ano: 1965


Nos anos 50, perdido na sua megalomania, Cecil B. DeMille passou os últimos anos da sua carreira a realizar épicos gigantescos em cenários imponentes, de reinos antigos e longínquos. E, uma década depois, o que é que os produtores de Hollywood se lembraram? Aproveitar os majestosos cenários e levar para lá Elvis Presley, para mais um filme by the rules, mas de aparência exótica.

Desta vez, Elvis é Johnny Tyrone, uma estrela internacional da música, do cinema e... das artes-marciais(!). Durante uma digressão ao reino do Bubalquistão para apresentar um dos seus filmes (onde mata um leopardo com um golpe de karate(!)), Elvis é raptado por um perigoso bando de terroristas, intitulado os Assassinos, envolvendo-se numa tentativa de golpe de estado com a miss América, Mary Ann Mobley, num reino parado no tempo há 2000 anos, mas que não os impede de ter metralhadoras.

Elvis dá assim o salto para as matinés de aventura, não desprezando, no entanto, a vertente bem disposta. Consta que o Col. Tom Parker ficou tão desiludido com o tom pouco sério do filme, que queria mesmo que houvesse um camelo falante para as pessoas não duvidarem que era uma comédia. Aliás, Férias No Harém é mesmo tido pelos admiradores do Rei como um dos seus piores filmes.

No entanto, Férias No Harém tem uma atmosfera especial, um toque série-b que transmite uma atracção irresistível. Começando logo pela criação daquele reino, uma espécie de reconstituição do médio oriente for dummies, mas com o inevitável fascínio das 1001 Noites. A grandiloquência dos cenários pintados à mão dos épicos de Cecil B. DeMille, o guarda-roupa de Kismet ou o rip-off descarado de O Sheik, fazem dele um caldeirão de bom mau cinema.

Férias No Harém é tão cheesy que nem escapa à típica presunção norte-americana, com Elvis a comentar, espiritualmente, o atraso de vida daquele reino no médio oriente, sem carros, progresso e ajuda económica norte-americana. Claro que estávamos trinta anos antes do armamento dos talibans e quarente anos antes do ataque dos próprios à América, mas não deixa de ter piada a insolência. Deus mastiga, já dizia a minha avozinha...

Filme tão vazio que é um dos mais curtos da carreira cinematográfica de Elvis Presley. Aliás, só não é mais porque qualquer buraco no argumento serve para pô-lo a cantar. No entanto, todas as músicas soam ao mesmo, inevitavelmente ao ritmo de djambés, como se estes fossem um instrumento típico da Pérsia. Mesmo assim, safa-se a baladona So close yet so far. Guilty pleasure assumido, Férias No Harém merece igualmente um Double Cheeseburger.



AMOR EM LAS VEGAS:

Título: Viva Las Vegas
Realizador: George Sidney
Ano: 1964


Não deixa de ser irónico que, anos antes do início do fim da sua carreira pelos palcos de Las Vegas, Elvis Presley tenha tido um dos seus filmes de maior sucesso ambientado exactamente no recreio da América: Amor Em Las Vegas é a variação do Elvis flick com o glamour, o jogo, os espectáculos e a excentricidade de Vegas.

Desta vez, Elvis Presley é Lucky Jackson, um piloto de carros (outra vez) que chega a Las VEgas para tentar ganhar dinheiro para comprar o motor para o seu carro, dias antes do grande grand prix local. No entanto, o que acaba por ganhar é uma bela instrutora de natação, Rusty Martin (a bela Ann-Margret, metade Marylin Monroe metade Madonna, sex-symbol dos musicais de Hollywood), que vai ter que disputar com o galã mediterrânico, Elmo Mancini (Cesare Danova).

Amor Em Las Vegas é do mais esquemático possível, mas também não quer ser mais do que isso, o que o faz desde logo evitar cenas corny ou ridículas. Agarra em Elvis Presley e Ann Margaret e põe-nos em roteiro turístico por Las Vegas, desde os casinos (um a um, correm os mais famosos todos) até à imponente barragem Hoover e a sua marina (mais uma propaganda turística certamente bem paga). Pelo meio, qualquer buraco serve para pôr o par a cantar, isoladamente ou em duetos.

Com Hollywood a queimar os últimos cartuchos do musical clássico, Amor Em Las Vegas tem alguns dos melhores momentos musicais da filmografia de Elvis, muito provavelmente desde O Prisioneiro Do Rock And Roll. O experiente George Sidney não se limita a pôr o Rei em piloto automático e a debitar meia-dúzia de canções; coloca-o também a dançar e ensaia algumas tímidas coreografias, sublinhando várias vezes a parte do musical do filme. The lady loves me, por exemplo, é o equivalente de You're the one that I want, de Brilhantina. Além disso, Elvis e Ann Margaret percorrem todos os géneros musicais: desde o british rock de C'mon everybody, o swing de You're the boss ou Elvis a justificar o epíteto de rei do rock com a versão de What I'd say. E Ann Margaret dança que se farta...

A rematar a comédia romântica e musical ligeira, Amor Em Las Vegas tem uma corrida de carros velozes que, apesar de não ter muita adrenalina, tem um par de cenas bem esgalhadas. Depois acaba em três tempos e arruma-se na prateleira, como um dos melhores filmes do Rei. O McChicken prova-o.



NUNCA DIGAS SIM:

Título: Spinout
Realizador: Normau Taurog
Ano: 1966


No seu reinado de 31 filmes, Elvis Presley especializou-se em três papéis: cantor, piloto de automóveis e cowboy. Curiosamente, em Nunca Digas Sim, Elvis faz dos dois primeiros: cantor rock e piloto de automóveis nos tempos livres(!). O que mostra logo a qualidade do que nos espera.

Além disso, em Nunca Digas Sim, o Rei é o expoente máximo da masculinidade, em que se safa com todas (e quando em digo todas, são mesmo todas) as raparigas do filme (rói-te de inveja, James Bond). Elvis é tão bom tão bom, que até há uma escritora de sucesso a escrever sobre o perfeito exemplar do macho americano para se casar com ele. E quem é o verdadeiro macho americano? Touché! (rói-te de inveja, Zezé Camarinha).

Elvis é então Mike McCoy, líder de uma banda-rock de sucesso, ainda melhor piloto de corridas e ai jesus das mulheres. Há então três senhoras desesperadas a perseguirem-no para casar e não podiam ser mais diferentes entre elas: há a rica e mimada (Shelley Fabares), há a tal escritora emancipada e sofisticada (Diane McBain) e há a maria-rapaz baterista da banda (Deborah Walley).

Claro que depois é tudo irreal e não lembra ao menino Jesus. E, claro, tudo demasiado corny. Também se não fosse, Nunca Digas Sim era cosia para ser rotulada de machista e misógina em três tempos. No fim, todas se casam, mas com outros homens, deixando Elvis livre para continuar a cantarolar temas para encher a banda-sonora. Conclusão: as mulheres são umas fáceis.

Nem a banda-sonora se safa em Nunca Digas Sim, onde o melhor tema é o de abertura, Stop look and listen, despachado ainda mal nos sentámos no sofá. Também há uma corrida a alta velocidade, mas a de Amor Em Las Vegas é melhor. E há bem melhor que este Cheeseburger.

Posted by: dermot @ 8:50 da tarde
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segunda-feira, abril 20, 2009  

GRAN TORINO:

Título: Gran Torino
Realizador: Clint Eastwood
Ano: 2008


Manoel de Oliveira e Clint Eastwood são dois realizadores muito velhinhos e respeitados pelo mundo do cinema em geral, não só por continuarem no activo, mas por fazerem uma espécie de cinema de antigamente e, de certa forma, cinema de autor. A diferença entre os dois é que, enquanto o primeiro continua a fazer filmes históricos em que as personagens falam todas como no século XIX, o segundo não tem problemas nenhuns em filmar filmes de acção, com tiroteios, espancamentos e muitos palavrões. Mesmo que o próprio (e os críticos sérios de cinema) continuem a garantir que Dirty Harry já não mora aqui.

Gran Torino começa no velório da senhora Kowalski, esposa de Walt (Clint Eastwood), um velho torto e rabugento. Clint Eastwood não perde tempo e, em cinco minutos (eu disse cinco? dois!), faz todo o retrato psicológico daquela personagem servindo-se de uma família tão esteriotipada que parecem os Simpsons: Walt tem mau feitio, gosta de ver as coisas feitas à sua maneira, é daqueles velhos que está sempre a repetir o irritante no meu tempo é que era e não é nada chegado aos seus filhos. No entanto, os seus filhos são uns sacanas desejosos que ele vá para a cova e nós, no seu lugar, também não queríamos ter nada a ver com aquela gente.

Há que assumir que o início de Gran Torino não é famoso e faz temer o pior. Parece mesmo que estamos a ver um Manoel de Oliveira e não um Clint Eastwood. Mas depois este começa a falar, começa a soltar pragas racistas a torto e a direito, pragueja ainda mais e o filme começa a ganhar interesse. E depois saca de pistolas e empunha uma M1 Garand e aí sim, já não queremos saber de mais nada.

No fundo, Walt vive num bairro dos subúrbios no sul dos Estados Unidos que de american way of life já tem muito pouco: os seus vizinhos já se mudaram todos e agora aquela comunidade é só gangues de mexicanos e de hmongs. E à medida que vai tentando preservar o seu espaço (um telheiro limpo, um cão no alpendre e um Gran Torino na garagem), Walt começa a envolver-se com a família hmong da casa ao lado, substituindo os seus filhos afastados por aqueles frágeis inadaptados, enquanto preenche a lacuna de figura paternal daqueles jovens perdidos. Resumindo, é como O Momento Da Verdade, mas com os papéis invertidos: em vez de ser um velho chinês a ensinar um ocidental a crescer como pessoa, vai ser um velho ocidental a ensinar um chinoca. E até tem uma montage musical à chuva...

Clint Eastwood impõe respeito e mesmo com os seus oitenta anos, ninguém se mete com ele. O argumento diz que é porque ele serviu na guerra da Coreia, mas nós sabemos que não é só isso: aqueles olhos têm a profundidade do horizonte do deserto de Almeria, de quando era o Homem Sem Nome de Leone; as rugas têm cravadas as agruras das guerras, de quando foi o Sargento De Ferro; e os braços continuam a segurar as armas com a firmeza de Dirty Harry. São três décadas de cinema de acção que se concentram em Gran Torino, para um tiro decisivo.

No entanto, a vingança de Clint Eastwood em Gran Torino é bem diferente dos seus tempos de vigilante. Aqui tem tudo a ver com redenção e com as baladas crísticas de Abel Ferrara, por exemplo. Sempre com um traço bem americano e com resquícios do cinema clássico de Hollywood, sublinhado pelo plano final, Gran Torino em destaque e o próprio Eastwood a cantar, algo que não acontecia já desde Meia-Noite No Jardim Do Bem E Do Mal.

Mas Gran Torino não é uma obra-prima, que possamos adorar em altar de ouro. Tem as suas falhas e algumas bem gritantes: a tal família que é uma caricatura atroz, hmongs com tanto jeito para representar como eu para equilibrar pratos no nariz ou alguns planos subjectivos que surgem aleatoriamente no meio do filme, como se se tivessem enganado na sala de montagem. No entanto, tem tanta paixão e honestidade empregue, que nem nos sentíamos bem em comer algo menor que um Royale With Cheese.

Posted by: dermot @ 11:02 da tarde
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TAKE - CINEMA MAGAZINE:

Número 14, Abril de 2009


Página Oficial

Posted by: dermot @ 4:24 da tarde
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sexta-feira, abril 17, 2009  

THE IMPOSSIBLE KID:

Título: The Impossible Kid
Realizador: Eddie Nicart
Ano: 1982


Se ainda há coisas boas na blogosfera portuguesa, uma delas é este blogue. E uma das suas principais valências é dar-nos a conhecer verdadeiras pérolas do cinema série-z, que nós nunca pensámos ser possível. Foi lá que eu conheci a figura ímpar de Weng Weng, um anão que é o James Bond filipino(!) numa série de filmes de sucesso no seu país natal. A coisa parecia-me tão surreal que não resisti a ir comprovar com os meus próprios olhos.

The Impossible Kid é o segundo filme desta série de sucesso das Filipinas, supremo exemplo do cinema trash: filmes de baix(íssim)o orçamento, actores amadores e argumento zero. No fundo, o que interessa aqui é a exploração sensacionalista de Weng Weng, colocando-o a fazer tudo o que esperamos que um espião anão faça. No fundo, é um coleccionar de clichés dos filmes de espiões, mas de forma hilariante.

Se estivermos mesmo muito atentos, conseguimos perceber que há uma espécie de história, em que uma perigosa rede de terroristas internacionais, liderada por um tipo mascarado de Ku Kux Klan(!), põe em prática um plano sofisticadíssimo: raptar os empresários das Filipinas e pedir resgates(!). Weng Weng, o agente 00 da Interpol filipina(!), vai então resolver o assunto... enquanto anda na sua minibike amarela, come todas as gajas com quem se cruza e derrota os maus com muita pancada nos tomates.

De facto, Weng Weng é o verdadeiro espião irresistível. Todas as tipas com quem se cruza derretem-se aos seus pés e acabam na marmelada com o anão. E até há uma que, ao ser apanhada com a boca na botija pelo chefe, desabafa com o encolher de ombros mais natrual do mundo, não consigo evitar(!). De realçar ainda que, como qualquer bom filme trash, mais de 80 por cento das mulheres que aparecem no filme estão semi-nuas, o que neste caso não é propriamente bom.

Depois, a ténue linha de argumento serve para colocar Weng Weng numa série de sketches encadeados, nos mais variados cenários e com os mais imaginativos gadgets. Assim, Weng Weng vai ter que fugir de maus dentro de sacos do lixo, fugir de maus dentro de latas e fugir de maus dentro dentro de carrinhos; ou dar pontapés nos tomates dos maus, dar com paus nos tomates dos maus e dar cotoveladas nos tomates dos maus; ou ainda, saltar ravinas na sua minibike amarela a 30km/h, saltar de prédios com um lençol a fazer de pára-quedas e lutar com ninjas(!!). De realçar que Weng Weng está sempre a ser alvo de emboscadas, sem qualquer razão aparente... Vai atravessar a estrada e pimba, dois motoqueiros tentam atropelá-lo; está num bar a beber copos e tau, tentam envenená-lo; vai a andar descontraidamente na rua e cabum, um sniper tenta-o caçar à traição...

The Impossible Kid é tão inacreditável que só conseguimos rir. E nem é para não chorar, é mesmo porque é tudo verdadeiramente hilariante de tão mau que é. Além disso, aposto um rim como não há ninguém capaz de não rir ao ouvir Weng Weng falar, com a voz mais cool de sempre dobrada por cima! Claro que ao fim da primeira meia-hora a coisa torna-se sempre igual e podemos ver o resto do filme em fast forward. Enfim, o Double Cheeseburger já inclui as gargalhadas, obviamente.

Posted by: dermot @ 9:40 da manhã
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segunda-feira, abril 13, 2009  

OS IRMÃOS GRIMM:

Título: The Brothers Grimm
Realizador: Terry Gilliam
Ano: 2005


Mais do que importantes linguístas, os irmãos Grimm foram, a par de La Fontaine, os mais importantes autores de fábulas infantis de sempre. Foram eles que escreveram clássicos intemporais como a Cinderella ou a Branca De Neve E Os Sete Anões. A diferença entre as histórias dos Grimm e as de La Fontaine é que eram bem mais negras e sinistras. Ou seja, bem mais interessantes...

Terry Gilliam, o homem dos Monty Phytons, mas também o homem das guerras com as produtoras e dos azares com as filmagens, pegou no folclore em redor dos autores alemães e, mais do que um filme sobre os irmãos Grimm, fez um filme inspirado nos irmãos Grimm. E, curiosamente, intitulou-o Os Irmãos Grimm. Matt Damon (o racional) e Heath Ledger (o sonhador) são os dois manos, dois alrabões que recriam maldições, monstros e bruxas no interior rural da Alemanha do século XIX, para depois desmistificar os mitos e enriquecerem à pala dos crédulos aldeões.

Ao longo do filme, os dois irmãos vão coleccionando relatos de pequenas histórias que, mais tarde, iriam usar para escrever os famosos contos infantis que conhecemos: uma menina desaparecida com um capuz vermelho, dois miúdos que deixam um rasto de pão para não se perderem , ou uma casa de gengibre no meio da floresta. Até que os dois irmãos vão encontrar um mito que é mesmo verdadeiro, que envolve uma bela bruxa (Monica Belluci) enamorada pelo espelho e presa numa torre altíssima. No fundo, é como acontecem simulacros e nós comentamos que, curioso, era acontecer mesmo uma catástrofe naquele instante.

Terry Gilliam gosta destes ambientes e já os experimentou mais que uma vez, mas que continua a ser imagem de marca exclusiva de Tim Burton, não se sabe bem porquê. Aproveitando uma Alemanha medieval, Gilliam cruza-a com o folclore popular e dá-lhe um tom fabulástico que já encontrámos em A Lenda Do Cavaleiro Sem Cabeça, por exemplo, com uma fotografia exemplar, cenários expressionistas (o expressionismo alemão também faz escola por aqui) e planos pouco convencionais, constantemente orientados ao nível do solo ou colocados nos cantos das divisões. Além disso, cruza os efeitos especiais artesanais (que os próprios irmãos Grimm utilizam nas suas criações) com o pior que o CGI já pariu, numa fusão nefasta entre um charmoso série-b e um low-budget straight-to-video com aspirações a sci-fi manhoso.

Se visualmente Os Irmãos Grimm é um rebuçado (com excepção do tal CGI), o mesmo já não se pode dizer do conteúdo. E desta vez nem é por Terry Gilliam se perder no seu habitual entusiasmo megalómano, até porque este é um filme bem mais ligeiro. O problema é a fragilidade do argumento (a forma como colecciona os clichés das histórias infantis não é suficiente), um irritante Matt Damon sempre a queixar-se, o prólogo em flashback sobre a infância dos irmãos para o qual nunca percebemos qual é a utilidade (para além de mais queixas de Matt Damon), ou o background histórico da invasão francesa à Alemanha, que só serve para montar uns esterótipos franceses e soltar o comic-relief (afinal de contas, um Monty Python é sempre um Monty Python).

Os secundários são o mais divertido do filme: Peter Stormare é um italiano cheio de over-acting que faz lembrar o barbeiro de Sacha Baron Cohen, em Sweeney Todd, e Jonathan Pryce é um déspota cruél e com estilo. Meio filme de aventuras, meio filme de fantasia, Os Irmãos Grimm seguem a tradição da obra de Terry Gilliam: filme algo incompreendido e com algumas argoladas ao lado. Vale um McChicken em contabilidade hamburguística.

Posted by: dermot @ 8:26 da tarde
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quarta-feira, abril 08, 2009  

APPALOOSA:

Título: Appaloosa
Realizador: Ed Harris
Ano: 2008


Gosto de westerns e sou da opinião que dariam um estudo muito interessante, enquanto espelhos da sociedade e da identidade norte-americana ao longo das décadas. Tivesse eu tempo, paciência e jeito, e eu próprio o escreveria. Além disso, não sei se já alguém escreveu algo parecido. O mais certo até é já haver alguma coisa do género. Tudo isto apenas para me gabar e dizer que consigo identificar várias fases da história do cinema de cowboys. E, mesmo assim, Appaloosa não se inscreve em nenhuma delas.

Por um lado, repesca a matriz dos westerns clássicos com aquele fascínio do nascimento da gloriosa nação americana, com uma reconstituição de época fabulosa, mas por outro captam um certo ocaso do faroeste, da última fase de John Ford a Imperdoável. No entanto, faz mais lembrar um film noir, em que os protagonistas são personagens moralmente dúbios e a parte feminina tem ares de femme fatale, com uma metade a despertar o íntimo masculino e com a outra a transportá-los para o abismo.

O ambiente é, portanto, o ideal: Appaloosa é um lugarejo perdido junto ao México, controlado pelo ganacioso e cruél Randall Bragg (Jeremy Irons). Os aristocratas da cidade vão então contratar dois justiceiros da fortuna para impôr a lei e ordem. São eles Virgil Cole (Ed Harris) e Everett Hitch (Viggo Mortensen), uma espécie de Esquadrão Classe A, mas com armas em vez de uma carrinha preta e um ferro de soldar. Pelo meio há ainda Allison French (Renée Zellweger), o elemento feminino indispensável, metido à força com um pé-de-cabra.

Sem ser um filme com uma história propriamente brilhante, Appaloosa tem um argumento pobrezinho e manco. No entanto, o pior é mesmo a construção das personagens, em que todas elas são demasiado planas. Se o trio de protagonistas ainda se safam porque as suas linhas faciais, cavadas pelo tempo, camufulam-se com a paisagem árida daquele deserto e porque os seus arquétipos são esticados ao máximo (os bons demasiado bons e os maus demasiaod maus), tudo o resto é demasiado caricatural: os mariolas da cidade são todos bananas apatetados, onde até há uma dupla igualzinha ao Dupond e Dupont, e a personagem da Renée Zellweger é um corpo estranho ao filme, que ainda não consegui perceber o que faz ali, como surgiu e quem é (para não falar que aquelas boquinhas todas e os olhos de carneiro mal morto irritam e de que maneira).

Além disso, as motivações daquela gente são sempre uma incógnita mal resolvida. Ed Harris queixou-se dos 45 minutos que teve que cortar da versão final e eu acredito que, com eles, o filme teria muito mais sentido, mas assim eu olho para o Jeremy Irons e só consigo pensar no Bafo-de-Onça, nos livros da Disney, em que a sua motivação para o crime muda a cada virar de página. Já leram alguma história dessas do Mickey em versão faroeste? Numa página o Bafo-de-Onça é assaltante de bancos, na outra já é ladrão de gado e na outra a seguir é o city-mayor corrupto.

No entanto, ver Appaloosa não ofende ninguém, especialmente se gostarmos do género, uma vez que é um regalo aos olhos. Além disso, tem um duelo (o final, não um que acontece lá para o meio, em que, convenientemente, morrem os maus todos à primeira, os bons escapam com ferimentos e o vilão foge - de facto, este argumento está cheio de muletas, facilitismos e demasiadas coincidências), que deverá ser um dos melhores da história dos westerns logo a seguir ao de O Bom, O Mau E O Vilão. Valeria o Double Cheeseburger só por isso.

Posted by: dermot @ 11:12 da manhã
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domingo, abril 05, 2009  

ZARDOZ:

Título: Zardoz
Realizador: John Boorman
Ano: 1974


Quando desistiu de vez de fazer de James Bond, Sean Connery teve dificuldades em arranjar novos papéis. Tanta dificuldades, que o desespero levou-o a aceitar qualquer coisa. E quando digo qualquer coisa, refiro-me mesmo a qualquer coisa. Basta ver este Zardoz, uma "coisa" de ficção-científica em que John Boorman perdeu o juízo e pôs Sean Connery a andar durante quase duas horas de tanga cor-de-laranja(!), bigode e rabo-de-cavalo.

Zardoz é então o Deus de uma civilização num futuro hipotético, ambientada numa Irlanda meia medieval meio pós-apocalíptica. Mas Zardoz também é uma cabeça de pedra gigante que voa, o que começa logo por tirar a credibilidade que ainda restava depois de vermos Sean Connery em trajes fetichistas homossexuais. E a coisa bate no fundo quando Zardoz dá as ordens ao seu grupo de extreminadores: matar toda a gente que se reproduza porque os pénis são maus e as armas são boas. Juro que ele diz mesmo isto! Ah.. e fazer pão também. Porque é preciso um pretexto para Sean Connery infiltrar-se dentro da cabeça de pedra e passar para o outro lado.

O outro lado é o vortex, uma distopia de uma civilização perfeita e imortal, que vive dentro de uma redoma de vidro a comer fruta e a pentear muito bem os seus carácois dourados. A única diferença para a Grécia Antiga é que aqui não há sexo. Sean Connery vai então ser aprisionado e estudado, uma besta no meio dos intelectuais, seguindo o fascínio do Homem enquanto monstro no meio dos anormais, invertendo as posições que estamos habituados a ver no cinema e que teve o seu expoente máximo com O Homem Que Veio Do Futuro. Só que em mal feito.

Desenvolve-se então vários dilemas existenciais e metafísicos, em formato acid trip. No entanto, esta é uma trip que correu mal. É que já vi muitos filmes esquisitos, mas nenhum como este. Algumas questões levantadas até são pertinentes, mas é tudo tão mal feito e surreal, que custamos a acreditar que estão envolvidas pesoas tão respeitáveis como John Boorman, Sean Connery (e que frete ele faz) ou Charlotte Rampling. Em Silmarillion, a Bíblia da Terra Média, Tolkien explica que o deus lá deles criou os homens e deu-lhes a benção da morte, o que os distinguia dos elfos. No entanto, o diabo deu-lhe uma conotação má e é por isso que hoje tememos a morte. Aqui, a temática é mais ou menos a mesma: os imortais querem morrer cansados de tanta eternidade e o Homem vai dar-lhes a solução, com as suas emoções, sentimentos e humanidade. Ou pelo menos é isso que eu percebi, no meio de tanta insanidade, lsd estragado, mamas à mostra e cenas cheesy.

Cheesy - eis a palavra-chave deste filme. Começando pela excelente frase os pénis são maus, as armas são boas, passando pela meditação em conjunto que os imortais faziam com as mãos esticadas e a gritar hmmm, passando pelo escudo invisível que nós só detectamos porque há uma voz mecânica que diz repetidamente está aqui um escudo invísivel, passando pelas imagens de mulheres a lutar na lama que fazem parte de um estudo superior sobre a excitação, enfim... podia estar aqui o dia todo. Aliado a tudo isto, Zardoz é confrangedor, com as suas representações amadoras e cenas maquinais, que fazem a direcção de actores de Manoel de Olveira merecer um Oscar.

Considerado por muitos como um dos piores filmes de sempre, Zardoz é ainda tido por outros tantos como um filme incompreendido, um daqueles filmes de culto que de tão mau se torna bom. Novidade: não é. É apenas tão mau, que se torna ainda pior. Para morrer de aborrecimento, de riso ou engasgado na Hamburga de Choco.

Posted by: dermot @ 11:57 da manhã
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COTAÇÃO:
10 - Royale With Cheese
9 - Le Big Mac
8 - McRoyal Deluxe
7 - McBacon
6 - McChicken
5 - Double Cheeseburger
4 - Cheeseburger
3 - Caixinha de 500 paus (Happy Meal)
2 - Hamburga de Choco
1 - Pão com Manteiga

TAKE:
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CRÍTICAS:
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- As Lágrimas Do Tigre Negro
- As Leis Da Atracção
- As Noites Loucas Do Dr. Jerryll
- As Penas Do Desejo
- As Tartarugas Também Voam
- As Vidas Dos Outros
- Aberto Até De Madrugada
- Assalto À Esquadra 13 (1976)
- Assalto À Esquadra 13 (2005)
- Assalto Ao Santa Maria
- Assassinos Natos
- Ata-me
- Até Ao Inferno
- Até Ao Limite Do Terror
- Atraídos Pelo Crime
- Através Da Noite
- Attack Of The 50 Foot Woman
- Aurora
- Austrália
- Autocarro 174
- Avatar
- Aviva, Meu Amor
- Aztec Rex
- Azul Metálico

- Babel
- Backbeat, Geração Inquieta
- Balas E Bolinhos - O Regresso
- Balbúrdia No Oeste
- Bando À Parte
- Baraka
- Barbarella
- Barreira Invisí­vel
- Batman
- Batman Regressa
- Batman - O Início
- Be Cool
- Beijing Bastards
- Belleville Rendez-Vouz
- Bem-vindo À Zombieland
- Bem-vindo Ao Norte
- Berlin 36
- Birth - O Mistério
- Biutiful
- Black Sheep
- Black Snake Moan - A Redenção
- Blade Runner - Perigo Iminente
- Blueberry
- Boa Noite E Boa Sorte
- Bobby Darin - O Amor É Eterno
- Body Rice
- Bombom
- Bom Dia Noite
- Bom Dia Vietnam
- Bonnie E Clyde
- Boogie Nights
- Borat
- Brasil - O Outro Lado Do Sonho
- Breakfast On Pluto
- Brincadeiras Perigosas (2007)
- Brisa De Mudança
- Bronson
- Bruce, O Todo-poderoso
- Bruiser - O Rosto Da Vingança
- Bruno
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- Bubba Ho-Tep
- Bullit
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- Capitão América - O Primeiro Vingador
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- Che - O Argentino
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- Colete De Forças
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- Com Outra? Nem Morta!
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- Complexo - Universo Paralelo
- Conan, O Bárbaro
- Contrato
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- Controle
- Coração De Cavaleiro
- Coração De Gelo
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- Corre Lola Corre
- Correio De Risco
- Correio De Risco 3
- Corrida Contra O Futuro
- Corrupção
- Cozinhando A História
- Crank - Veneno No Sangue
- Crank - Alta Voltagem
- Cremaster
- Crime Ferpeito
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- Cristóvão Colombo - O Enigma
- Crónica Dos Bons Malandros
- Crueldade Intolerável
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- Cyrano de Bergerac (1950)

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- Daqui P'ra Frente
- Dark City - Cidade Misteriosa
- De Cabeça Para Baixo
- De Homem Para Homem
- De Olhos Abertos
- De Olhos Bem Fechados
- De Sepultura Em Sepultura
- De Tanto Bater O Meu Coração Parou
- De-Lovely
- Delhi Belly
- Dead Snow
- Death Race 2000
- Deixa-me Entrar
- Delicatessen
- Demolidor - O Homem Sem Medo
- Dentro Da Garganta Funda
- Depois Do Casamento
- Destruir Depois De Ler
- Diamante De Sangue
- Diário Dos Mortos
- Diários De Che Guevara
- Dias De Futebol
- Dick E Jane - Ladrões Sem Jeito
- Dictado
- Die Hard 4.0 - Viver Ou Morrer
- Die You Zombie Bastards!
- Dogma
- Domino
- Don Juan DeMarco
- Donnie Brasco
- Doom - Sobrevivência
- Doomsday - Juízo Final
- Dorian Gray
- Dot.Com
- Dr. Estranhoamor
- Drácula 2001
- Drácula De Bram Stoker
- Drive - Risco Duplo
- Dreamgirls
- Duas Mulheres

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- Em Busca Da Felicidade
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- Em Liberdade
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- Em Nome De Deus
- Em Paris
- Em Privado
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- Encontros Em Nova Iorque
- Encrenca Dupla
- Encurralada
- Ensaio Sobre A Cegueira
- Enterrado Na Areia
- Entre Os Dedos
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- Equilibrium
- Era Uma Vez No México
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- Escola De Criminosos
- Escolha Mortal
- Esporas De Aço
- Estado De Guerra
- Estamos Vivos
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- Este País Não É Para Velhos
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- Eu, Peter Sellers
- Eu Sou A Lenda
- Eu Sou Evadido
- Eu, Tu E Todos Os Que Conhecemos
- Everything Must Go
- Evil Dead - A Noite Dos Mortos-Vivos
- Evil Dead 2 - A Morte Chega De Madrugada
- Evil Dead 3 - O Exército Das Trevas
- Ex-Drummer
- Exterminador Implacável 1
- Exterminador Implacável 2 - O Dia Do Julgamento Final
- Exterminador Implacável 3 - Ascensão Das Máquinas
- Exterminador Implacável 4 - A Salvação

- Factory Girl - Quando Edie Conheceu Warhol
- Factotum
- Fados
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- Falso Alarme
- Fando E Lis
- Fantasmas De Marte
- Fargo
- Faster, Pussycat! Kill! Kill!
- Fausto 5.0
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- Felicidade
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- Festival Rocky De Terror
- Ficheiros Secretos: Quero Acreditar
- Fim De Ano Em Split
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- Howl - Grito
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- Iluminados Pelo Fogo
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- Indiana Jones E O Reino Da Caveira De Cristal
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- Insónia
- Intervenção Divina
- Intriga Internacional
- Invictus
- Irmão, Onde Estás?
- It
- It Might Get Loud
- Italian Spiderman

- Jack Ketchum's The Girl Next Door
- Jackass 2
- Jackass 3D
- Jackie Brown
- Jacuzzi - O Desastre Do Tempo
- James Bond - Agente Secreto
- James Bond - Casino Royale
- James Bond - Quantum Of Solace
- Janela Indiscreta (1954)
- Janela Indiscreta (1998)
- Janela Secreta
- JCVD
- Joga Como Beckham
- John Rambo
- Jonestown - The Life And Death Of Peoples Temple
- Jovens Rebeldes - A Verdadeira História
- Julgamento
- Julie E Julia
- Juno
- Juventude Em Marcha
- Juventude Tardia

- Kalifórnia
- Kandahar
- Karate Kid
- Katyn
- Kenny
- Kick Ass - O Novo Super-herói
- Kids - Miúdos
- Kill Bill vol.2
- King Kong (2005)
- Kiss Kiss Bang Bang
- Kiss Me
- Klimt
- Kopps
- Kung-Fu-Zão
- Kung Pow - Punhos Loucos

- La Jetée
- La Vie En Rose
- Ladrões
- Lady Snowblood
- Laranja Mecânica
- Last Days - Os Últimos Dias
- Lavado Em Lágrimas
- Lemmy
- Léon, O Profissional
- Lichter
- Lindas Encrencas As Garotas
- Lobos
- Longe Da Terra Queimada
- Lost In Translation - O Amor É Um Lugar Estranho
- Lua De Mel, Lua De Fel
- Lucifer Rising
- Lucky Luke
- Lucky Number Slevin - Há Dias De Azar

- M - Matou!
- Má Educação
- Machete
- Madrigal
- Maldito United
- Mamma Mia
- Manhattan
- Manô
- Mamonas Pra Sempre
- Mar Adentro
- Maria E As Outras
- Marie Antoinette
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- Matou A Família E Foi Ao Cinem
- McQuade, O Lobo Solitário
- Meia-Noite Em Paris
- Meio Metro De Pedra
- Melancolia
- Melinda E Melinda
- Menina
- Mephisto
- Metrópolis
- Meu Nome É Bruce
- Miami Vice
- Milhões
- Milk
- Millenium 1. Os Homens Que Odeiam As Mulheres
- Million Dollar Baby - Sonhos Vencidos
- Minha Mãe
- Minha Terra
- Misery - Capí­tulo Final
- Missão A Marte
- Missão Impossí­vel 3
- Missão Impossível - Missão Fantasma
- Missão Solar
- Mistérios De Lisboa
- Momentos Agradáveis
- Moneyball - Jogada De Risco
- Monsters - Zona Interdita
- Monstro
- Monty Phyton E O Cálice Sagradi
- Morte Cerebral
- Morte De Um Presidente
- Movimentos Perpétuos
- Mr. E Mrs. Smith
- Mrs. Henderson Presents
- Muito Bem, Obrigado
- Mulholland Drive
- Mundo Fantasma
- Mundos Separados
- Munique
- Murderball - Espírito De Combate
- Murish
- Mutilados
- Mysterious Skin

- Na Cama
- Nacho Libre
- Não Estou Aí
- Napoleon Dynamite
- Nas Costas Do Diabo
- Nas Nuvens
- Needle
- Nico: À Margem Da Lei
- Ninguém Sabe
- Nixon
- No Limite Do Amor
- No Vale De Elah
- Noite De Agosto
- Noite Escura
- Noivos Sangrentos
- Nome De Código: Cloverfield
- Northfork
- Nosferatu, O Vampiro
- Nothing
- Nova Iorque 1997
- Nove Raínhas
- Nunca Digas Sim

- O Acontecimento
- O Agente Da Broadway
- O Lugar Do Morto
- O Americano
- O Amor Acontece
- O Anjo Exterminador
- O Anti-Pai Natal
- O Artista
- O Assassínio De Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford
- O Assassí­nio De Richard Nixon
- O Batedor
- O Bom Alemão
- O Bom, O Mau E O Vilão
- O Cabo Do Medo
- O Caminho De São Diego
- O Cão, O General E Os Pássaros
- O Capacete Dourado
- O Castelo Andante
- O Castor
- O Cavaleiro Das Trevas
- O China
- O Cobrador
- O Código Da Vinci
- O Comboio Dos Mortos
- O Comboio Mistério
- O Condenado
- O Couraçado Potemkin
- O Cowboy Da Meia-Noite
- O Crepúsculo Dos Deuses
- O Dedo De Deus
- O Delator!
- O Demónio
- O Despertar Da Besta
- O Despertar Da Mente
- O Deus Da Carnificina
- O Deus Elefante
- O Dia Em Que A Terra Parou (1951)
- O Dia Em Que A Terra Parou (2008)
- O Dia Da Besta
- O Discurso Do Rei
- O Enigma Do Espaço
- O Estranho Caso De Benjamin Button
- O Estranho Mundo De Jack
- O Evangelho Segundo São Mateus
- O Exorcista
- O Fatalista
- O Feiticeiro De Oz
- O Feitiço Do Tempo
- O Fiél Jardineiro
- O Gabinete Das Figuras De Cera
- O Gabinete Do Dr. Caligari
- O Gato Das Botas
- O Génio Do Mal (1976)
- O Grande Peixe
- O Grande Ditador
- O Guerreiro
- O Homem Duplo
- O Homem Que Copiava
- O Homem Que Sabia Demasiado
- O Homem Que Veio Do Futuro
- O Idealista
- O Jogo
- O Júri
- O Imperador Da Califórnia
- O Inquilino
- O Justiceiro Da Noite
- O Labirinto Do Fauno
- O Laço Branco
- O Lado Selvagem
- O Lago Perfeito
- O Leopardo
- O Livro Negro
- O Lobo Do Mar
- O Macaco De Ferro
- O Maquinista
- O Marinheiro De Água Doce
- O Menino De Ouro
- O Meu Tio
- O Milagre De Berna
- O Milagre Segundo Salomé
- O Mistério Galindez
- O Monstro Da Lagoa Negra
- O Mundo A Seus Pés
- O Nevoeiro (1980)
- O Ofício De Matar
- O Olho
- O Orfanato
- O Paciente Inglês
- O Padrinho - Parte I
- O Padrinho - Parte II
- O Padrinho - Parte III
- O Panda Do Kung Fu
- O Panda Do Kung Fu 2
- O Pesadelo De Darwin
- O Pistoleiro Do Diabo
- O Planeta Selvagem
- O Pó Dos Tempos
- O Portador Da Espada
- O Presidiário
- O Prisioneiro Do Rock
- O Protegido
- O Próximo A Abater
- O Quinto Elemento
- O Quinto Império
- O Regresso
- O Rei Dos Gazeteiros
- O Reino Proibido
- O Ritual
- O Ritual Dos Sádicos
- O Sabor Do Amor
- O Sargento Da Força Um
- O Segredo A Brokeback Mountain
- O Segredo De Um Cuscuz
- O Segredo Dos Punhais Voadores
- O Selvagem
- O Sentido Da Vida
- O Sétimo Selo
- O Sítio Das Coisas Selvagens
- O Sonho Comanda A Vida
- O Sonho De Cassandra
- O Sorriso De Mona Lisa
- O Tempo Do Lobo
- O Tesouro Da Sierra Madre
- O Tigre E A Neve
- O Tio Boonmee Que Se Lembra Das Suas Vidas Anteriores
- O Triunfo Da Vontade
- O Turista
- O Último Airbender
- O Último Grande Herói
- O Último Rei Da Escócia
- O Último Tango Em Paris
- O Último Voo Do Flamingo
- O Vingador Tóxico
- O Wrestler
- Ocean's Eleven - Façam As Vossas Apostas
- Odete
- Oldboy - Velho Amigo
- Olho Mágico
- Oliver Twist
- Ônibus 174
- Orca
- Órfã
- Os Amantes Regulares
- Os Amigos De Alex
- Os Bons E Os Maus
- Os Caça-Fantasmas
- Os Cavaleiros Do Asfalto
- Os Chapéus De Chuva De Cherburgo
- Os Cinco Venenos
- Os Clãs Da Intriga
- Os Condenados De Shawshank
- Os Descendentes
- Os Edukadores
- Os Famosos E Os Duendes Da Morte
- Os Filhos Do Homem
- Os Friedmans
- Os Guardiões Da Noite
- Os Homens Preferem As Loiras
- Os Imortais
- Os Inadaptados
- Os Índios Apache
- Os Invisíveis
- Os Irmãos Grimm
- Os Limites Do Controlo
- Os Marginais
- Os Mercenários
- Os Miúdos Estão Bem
- Os Novos Dez Mandamentos
- Os Olhos Da Serpente
- Os Olhos Sem Rosto
- Os Onze De Oceano
- Os Optimistas
- Os Pássaros
- Os Produtores (2005)
- Os Psico-Detectives
- Os Rapazes Da Noite
- Os Rapazes Não Choram
- Os Renegados Do Diabo
- Os Rutles - All You Need Is Cash
- Os Selvagens Da Noite
- Os Simpsons - O Filme
- Os Sonhadores
- Os Sorrisos Do Destino
- Os Super-Heróis
- Os Supeitos Do Costume
- Os Três Enterros De Um Homem
-Os Visistantes Da Idade Média
- Os 300 Espartanos

- Pagafantas
- Palpitações
- Papillon
- Para Onde O Vento Sopra
- Parada De Monstros
- Paraíso, Inferno... Terra
- Paranoid Park
- Paris Je T'Aime
- Party Monster
- Pecados Íntimos
- Pele
- Pequenas Mentiras Entre Amigos
- Performance
- Perigo Na Noite
- Perto Demais
- Pesadelo Em Elm Street
- Pink Floyd The Wall
- Piranha 3D
- Piratas Das Caraíbas - O Mistério do Pérola Negra
- Piratas Das Caraí­bas - O Cofre Do Homem Morto
- Piratas Das Caraíbas - Nos Confins Do Mundo
- Planeta Dos Macacos
- Planeta Dos Macacos: A Origem
- Planeta Terror
- Plano 9 Dos Vampiros Zombies
- Polaróides Urbanas
- Polí­cia Sem Lei (1992)
- Polícia Sem Lei (2009)
- Poltergeist, O Fenómeno
- Ponto De Mira
- Por Favor Rebobine
- Por Favor Não Me Morda O Pescoço
- Porcos & Selvagens
- Posto Fronteiriço
- Precious
- Predadores
- Presente De Morte
- Preto E Branco
- Primer
- Príncipe Da Pérsia - As Areias Do Tempo
- Procurado
- Profissão: Repórter
- Promessas Proibidas
- Proposta Indecente
- Proteger
- Psico
- Psicopata Americano
- Pulp Fiction
- Pulsação Zero
- Punch-Drunk Love - Embriagado De Amor
- Purana Mandir
- Purple Rain

- Quando Viste O Teu Pai Pela Última Vez
- Quarentena
- Quarteto Fantástico (1994)
- Quarteto Fantástico (2005)
- Quase Famosos
- Quatro Noites Com Anna
- Que Lugar Maravilhoso
- Que Se Mueran Los Feos
- Queijo E Marmelada
- Quem Quer Ser Bilionário
- Querida Famí­lia
- Querida Wendy

- R
- Rapariga Com Brinco De Pérola
- Rare Exports
- Ratatui
- Ratos Assassinos
- Ray
- [Rec]
- [REC]2
- Red Eye
- Relatório Kinsey
- Relatório Minoritário
- Religulous - Que O Céu Nos Ajude
- Relíquia Macabra
- Renascimento
- Resident Evil: Apocalypse
- Rio
- Rio Bravo
- Rock De Fogo
- Rock, Rock, Rock
- Rocknrolla - A Quadrilha
- Rocky Balboa
- Roger E Eu
- Roma
- Romance E Cigarros
- Roxanne
- RRRrrrr!!!
- Rubber - Pneu
- Ruídos Do Além
- Ruivas, Loiras E Morenas
- Rumo À Liberdade
- Ruptura Explosiva

- Sacanas Sem Lei
- Sala De Pânico
- Salazar - A Vida Privada
- Salto Mortal
- Samsara
- Sangue Do Meu Sangue
- Sangue Por Sangue
- Santa Sangre
- Sapatos Pretos
- Save The Green Planet!
- Saw - Enigma Mortal
- Saw II - A Experiência Do Medo
- Saw 3D - O Capítulo Final
- Scoop
- Scott Pilgrim Contra O Mundo
- Seconds Apart
- Seis Indomáveis Patifes
- Sem Ela
- Sem Limites
- Sem Rumo
- Sem Tempo
- Semi-Pro
- Ser E Ter
- Sereia
- Serpentes A Bordo
- Sete Anos No Tibete
- Sete Vidas
- Sexo E A Cidade
- Sgt. Pepper's Lonely Heart Club Band
- Shaolin Daredevils
- Shaolin Soccer - O Ás Da Bola
- Shaolin Vs. Evil Dead
- Shattered Glass - Verdade Ou Mentira
- Sherlock Holmes
- Sherlock Holmes - Jogo De Sombras
- Shining
- Shoot 'Em Up - Atirar A Matar
- Shortbus
- Shrek 2
- Shrek O Terceiro
- Shrek Para Sempre
- Sicko
- Sid And Nancy
- Sideways
- Simpatyhy For Mr. Vengeance
- Sin City - Cidade Do Pecado
- Sinais
- Sinais De Fogo
- Sinais Do Futuro
- Sinais Vermelhos
- Singularidades De Uma Rapariga Loira
- Sky Captain E O Mundo De Amanhã
- Slither - Os Invasores
- Soldados Da Fortuna
- Soldados Do Universo
- Sombras Da Escuridão
- Somewhere - Algures
- Sonho De Uma Noite De Inverno
- Sonny
- Sophie Scholl - Os Últimos Dias
- Soro Maléfico
- Sorte Nula
- Soul Kitchen
- Spartacus
- Spartan - O Rapto
- Splice
- Stacy - Attack Of The Schoolgirl Zombies
- Star Wars - A Ameaça Fantasma
- Star Wars - A Vingança Dos Sith
- Star Wars - O Ataque Dos Clones
- Stardust - O Mistério Da Estrela Cadente
- Stone - Ninguém É Inocente
- Stoned, Anos Loucos
- Submarino
- Super
- Super Baldas
- Super-Homem
- Super-Homem: O Regresso
- Super 8
- Superstar
- Suspeita
- Suspiria
- Sweeney Todd: O Terrível Barbeiro De Fleet Street
- Swimming Pool
- Sword Of Vengeance
- Sympathy For The Devil

- Taking Woodstock
- Tarnation
- Tarzan, O Homem Macaco (1981)
- Taxidermia
- Team America - Polí­cia Mundial
- Tebas
- Tecumseh
- Teeth
- Tempestade Tropical
- Tennessee
- Terra De Cegos
- Terminal De Aeroporto
- Terra Dos Mortos
- Terror Em Setembro
- Terror Na Auto-estrada
- Terror Nas Montanhas
- Tetro
- The Bloodstained Butterfly
- The Brown Bunny
- The Darjeeling Limited
- The Departed: Entre Inimigos
- The Devil And Daniel Johnston - Loucuras De Um Génio
- The Devil's Double
- The First Great Train Robbery
- The Fountain - O Último Capítulo
- The Grudge - A Maldição
- The Host - A Criatura
- The Impossible Kid
- The King Of Kong
- The Langoliers - Meia-Noite E Um
- The Last House On The Left
- The Machine Girl
- The Man From Earth
- The Marine
- The Million Dollar Hotel - O Hotel
- The Mindscape Of Alan Moore
- The Mist - Nevoeiro Misterioso
- The Others - Os Outros
- The Prestige - O Terceiro Passo
- The 50 Worst Movies Ever Made
- The Way
- The Woman
- Thirst - Este É O Meu Sangue
- This Is It
- This Is Spinal Tap
- Thor
- Thriller - A Cruel Picture
- THX 1138
- Tirar Vidas
- Titanic 2
- Tony
- Tournée - Em Digressão
- Toy Story 3
- Tragam-me A Cabeça De Alfredo Garcia
- Transamerica
- Tron
- Tron: O Legado
- Tropa De Elite
- Tropa De Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro
- Tsotsi
- Tubarão
- Tubarão 2
- Tubarão 3
- Tubarão IV - A Vingança
- Tucker E Dale Contra O Mal
- Tudo Ficará Bem
- Tudo Pode Dar Certo
- Twisted - Homicídios Ocultos

- Ultra Secreto
- Um Amor De Perdição
- Um Azar Do Caraças
- Um Bater De Corações
- Um Belo Par... De Patins
- Um Cão Andaluz
- Um Dia A Casa Vai Abaixo
- Um Dia De Raiva
- Um Homem Singular
- Um Longo Domingo De Noivado
- Um Lugar Para Viver
- Um Padrasto Para Esquecer
- Um Profeta
- Um Tiro No Escuro
- Um Trabalho Em Itália
- Uma Aventura Na Casa Assombrada
- Uma Boa Mulher
- Uma Canção De Amor
- Uma Espécie De Cavalheiro
- Uma Famí­lia À Beira De Um Ataque De Nervos
- Uma História De Violência
- Uma Pequena Vingança
- Uma Rapariga Com Sorte
- Uma Segunda Juventude
- Uma Segunda Vida
- Undefeatable
- Unseen Evil 2 - Alien 3000
- Up - Altamente

- V De Vingança
- Vai E Vive
- Vais Conhecer O Homem Dos Teus Sonhos
- Valhalla Rising - Destino De Sangue
- Valquíria
- Vampiros de John Carpenter
- Van Helsing
- Vanilla Sky
- Vanitas
- Vasilhame
- Veio Do Outro Mundo
- Veludo Azul
- Velvet Goldmine
- Vencidos Pela Lei
- Vendendo A Pele
- Veneno Cura
- Vera Drake
- Versus - A Ressurreição
- Vestida Para Matar
- Vice
- Vício - Quando Nada É Suficiente
- Vicky Cristina Barcelona
- Vidas Sombrias
- Vigilância
- Vingança Redentora
- Virgem Aos 40 Anos
- Vitus
- Viúva Rica Solteira Não Fica
- Viver A Sua Vida
- Voando Sobre Um Ninho De Cucos
- Voltando Para Casa
- Voltar
- Vontade Indómita
- Voo 93

- Walk Hard - A História De Dewey Cox
- Walk The Line
- WALL-E
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Wassup Rockers - Desafios De Rua
- Watchmen - Os Guardiões
- Welcome To The Rileys
- White Irish Drunkers
- Wild Zero
- Win Win
- Wolf Creek
- Wristcutters: A Love Story

- X-Men
- X-Men 2
- X-Men 3 - O Confronto Final
- X-Men: O Início
- X-Men Origens: Wolverine

- Zack E Miri Fazem Um Porno
- Zardoz
- Zatoichi
- Zombies Party - Uma Noite... De Morte
- Zombies Strippers
- Zozo

- 007 - Agente Secreto
- 007 - Casino Royale
- 007 - Quantum Of Solace
- 10 Coisas Que Odeio Em Ti
- 100 Volta
- 10.000 AC
- 12 Homens Em Fúria
- 12 Macacos
- 12:08 A Este De Bucareste
- 1984
- 2LDK
- 24 Hour Party People
- 28 Dias Depois
- 20,13 - Purgatório
- 2012
- 300
- 4 Copas
- 48
- 50/50
- 6=0 Homeostética
- 8 1/2
- 9 Canções
- 98 Octanas


ENTREVISTAS:
- Fernando Fragata
- Festróia - Mário Ventura
- Filipe Melo
- Good N Evil
- IMAGO - Sérgio Felizardo
- José Barahona
- Nuno Markl
- Paulo Furtado
- Rodrigo Areias
- Sara David Lopes
- Solveig Nordlund
- Fernando Alle


TOPES:
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2011
- Top 5 dos Piores Filmes de 2011
- Top 10 dos Melhores Filmes de 2010
- Top 5 dos Piores Filmes de 2010
- Top 5 dos filmes de Leslie Nielsen
- Top 10 Dos Filmes Low Cost
- Top 5 das Melhores Cenas de Dança
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2009
- Top 5 dos Piores Filmes de 2009
- Top 5 dos Filmes Que Tenho Vergonha De Dizer Que Gosto
- Top 5 das Melhores Músicas de Ennio Morricone
- Top 5 dos filmes com Patrick Swayze
- Top 5 dos Telediscos do Michael Jackson
- Top 5 dos Filmes com David Carradine
- Top 5 dos Filmes com Lutadores de Luta-Livre
- Top 10 Os Melhores Filmes de 2008
- Top 5 Os Piores Filmes de 2008
- Top 5 dos Piores Filmes de Natal
- Top 5 das Coisas que não Esperávamos Ver no Cinema
- Top 5 dos Melhores Filmes de Paul Newman
- Top 5 Personagens Com Palas Nos Olhos
- Top 10 Melhores Cartazes De Cinema
- Top 5 dos Filmes de Chuck Norris
- Top 5 dos Filmes de Patrick Swayze
- Top 10 Os Melhores/Piores Vestidos dos Oscares
- Top 5 As Mortes de Crianças Mais Gratuitas
- Top 10 Os Melhores de 2007
- Top 5 Os Piores de 2007
- Top 7 Adaptações ao Cinema de Livros de Stephen King
- Top 5 Filmes Pela Paz
- Top 5 Os Melhores Beijos
- Top 5 Grandes Arquitectos
- Top 10 Filmes Que Mudaram A Minha Vida
- Top 5 Mulheres de Cabeça Rapada
- Top 5 As Cenas Mais Excitantes
- Top 10 Os Melhores de 2006
- Top 5 Os Piores de 2006
- Top 3 Filmes de Robert Altman
- Top 5 Os Vilões do Cinema
- Top 5 Filmes Com Mick Jagger
- Top 5 Filmes Com Steve Buscemi
- Top 5 Dos Cães no Cinema
- Top 5 Dos Filmes do Indie06
- Top 5 Dos Filmes do Fantas06
- Top 5 dos Presidentes
- Top 10 Os Melhores de 2005
- Top 5 Os Piores de 2005
- Top 5 Filmes com Pat Morita
- Top 10 Os Melhores Filmes Independentes
- Top 5 Os Piores Filmes da Saga Bond
- Top 5 Filmes com Dolph Lundgren
- Top 5 Adaptações de BD Para Cinema
- Top 10 Cenas Mais Assustadoras de Sempre
- Top 5 Vencedores do Óscar
- Top 5 Bond Girls
- Top 5 Filmes Sobre Doenças
- Top 5 Filmes de Natal
- Top 5 Melhores Batalhas Corpo-A-Corpo
- Top 10 Melhores Canções do Cinema
- Top 10 Melhores Filmes de Sempre
- Top 5 Melhores Momentos Musicais
- Top 5 Grandes Duelos do Cinema
- Top 10 Maiores Personagens do Cinema
- Top 5 Piores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 10 Melhores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 5 Filmes Religiosos


BAÚ DO TRASH:
- Needle
- Que Se Mueran Los Feos
- Easy A
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Saw 3D - O Capítulo Final
- And Soon The Darkness
- Os Imortais
- Purana Mandir
- Pagafantas
- The Bloodstained Butterfly
- Cisne Negro


ROYALE WITH CHEESE APRESENTA:
- A Tasca Da Cultura
- A Causa Das Coisas - parte I
- A Causa Das Coisas - parte II
- A Momentary Lapse Of Reason


FILMES A VER ANTES DE MORRER:
- #1 As Lágrimas Do Tigre Negro
- #2 Alucarda
- #3 Time Enough At Last
- #4 Armageddon
- #5 The Favour, The Watch And The Very Big Fish
- #6 Italian Spiderman
- #7 The Soldier And Death


UMA CURTA POR DIA NÃO SABE O BEM QUE LHE FAZIA:
- 1# Rabbit, de Run Wrake
- 2# Aligato, de Maka Sidibé
- 3# The Cat Concerto, de Joseph Barbera & William Hanna
- 4# A Curva, de David Rebordão
- 5# Batman: Dead End, de Sandy Callora
- 6# O Código Tarantino, de Selton Mello
- 7# Malus, de António Aleixo & Crosswalk, de Telmo Martins
- 8# Three Blind Mice, de George Dunning
- 9# Bedhead, de Robert Rodriguez
- 10# Key To Reserva, de Martin Scorcese
- 11# Bambi Meets Godzilla, de Marv Newland
- 12# The Horribly Slow Murderer with the Extremely Inefficient Weapon, de Richard Gale
- 13# Stolz Der Nation, de Eli Roth
- 14# Papá Wrestling, de Fernando Alle
- 15# Glas, de Bert Haanstra
- 16# Fotoromanza, de Michelangelo Antonioni
- 17# Quem É Ricardo?, de José Barahona
- 17# Terra Incognita, de Peter Volkart


AS MELHORES PIORES CENAS DE SEMPRE:
- A Pior Luta
- A Cena Mais Metida A Martelo
- O Ataque Animal Mais Brutal
- A Perseguição Mais Alucinante
- O Duelo Mais Improvável


CLUBE DE CINEMA DE SETÚBAL:
- Janeiro
- Fevereiro
- Março
- Abril
- Maio
- Setembro
- Novembro


FESTIVAIS:
- 20º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9
- 21º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 22º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
- 23º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
- 24º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 26º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 12º Caminhos Do Cinema Português
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- Imago 2006
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8

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