Quinta-feira, Março 19, 2009
Lembram-se de uma rubrica inaugurada aqui há muito tempo atrás, chamada
Royale With Cheese Apresenta, que poucas vezes foi usada? Pois bem, nada melhor do que reactivá-la num momento em que as actualizações deste tasco andam a um ritmo devagar devagarinho (falta de tempo apenas, não se assustem).
E que rubrica é esta, perguntam o leitor que anda há pouco tempo nestas coisas. É onde eu convido um blogger de quem gosto (e que não tenha nada a ver com cinema) a escrever algo no meu blogue. No fundo, serve para duas coisas: para pôr alguém fluente no português a escrever sobre um tema que não costume escrever (pelo menos publicamente); e dar a conhecer alguns dos melhores blogues da nossa praça (ou pelo menos aqueles que eu gosto de ler regularmente).
Ora bem...
...ROYALE WITH CHEESE APRESENTA: A MOMENTARY LAPSE OF REASONO A Momentary Lapse Of Reason é um verdadeiro blogue, daqueles que servem de diário para o dia-a-dia das pessoas, neste caso da Jubylee. É mantido com actualiadade, inteligência e a espiritualidade suficiente para o querermos visitar amiúde, sem receios de estarmos a invadir a privacidade de alguém. Não se pode dizer que o cinema seja um tema estranho ao blogue, mas não desta forma. 2 noites, 2 filmes...1 seca, 1 momento de prazer... e assim se resumem as duas últimas noites, as quais passei numa sala de cinema. É o que dá ir a todas as ante-estreias a que se mete a mão.
Ontem desloquei-me de propósito a um extremo de Lisboa para ir ver um filme que eu já sabia que não ia ser nada de jeito. Mas já sabem como é: a esperança é a última a morrer! E assim fui eu, esperançosa de ver um filme que, pelo menos, me entretivesse durante no mínimo uma hora e meia. O filme é baseado numa graphic novel de Will Eisner, tendo sido adaptado para o grande ecrã por Frank Miller, que também realizou. E o nome desta obra execrável (bom, se calhar estou a exagerar...) é
The Spirit. Protagonizado pelo relativamente desconhecido actor, Gabriel Macht (a primeira vez que eu o vi foi num episódio da série
Sex and the City... era um modelizer, lembram-se?), o filme conta (ou pelo menos há uma tentativa, mas não muito esforçada) a história de Spirit, o protector de Central City. Incapaz de ser morto por uma qualquer bala ou faca, Spirit ajuda a polícia a combater o crime que se abate na cidade - o seu grande amor, diz ele logo de início - e mais particularmente o chefe do crime, Octopus (mais uma vez Samuel L. Jackson a fazer de: Samuel L. Jackson sob o nome de Octopus), também ele igualmente invencível. Era suposto este Octopus ser o nemésis de Spirit, mas ao tentarem passar essa ideia durante os primeiros dez minutos de filme, deixou que o entendimento dessa relação fosse um bocado precário. Depois temos as meninas. O senhor Spirit tem um jeito muito peculiar com as mulheres - sinceramente não consegui perceber como... Ele é Eva Mendes (Sand Saref), ele é Sarah Paulson, ele é Jaime King...Enfim, todas elas caem a seus pés. Mas a química... para mim é tudo seco e as actrizes deixam um pouco a desejar, especialmente Eva Mendes, que aqui só mostra mesmo corpo (os cinco euros e vinte cêntimos têm de se justificar não é verdade?). Gostei, no entanto, de Sarah Paulson. Teve um boa interpretação, sem grandes exageros. De notar também a actriz que faz de Sand Saref jovem (Seychelle Gabriel).
Além de tudo isto não encontrei fluidez no filme e por vezes os cortes entre as cenas eram tão abruptos que parecia que faltava ali qualquer coisa no meio. Frank Miller tentou manter o grafismo de
Sin City, mas de forma mais atenuada, mas isso não bastou para fazer deste filme algo memorável. Assim é mais um desperdício de dinheiro dos estúdios norte-americanos, com o qual se podia ter feito alguma coisa melhor e do meu tempo (mais uma banhada... isto tem-se andado a tornar um hábito...). Ah! É verdade... A Scarlet Johanson também entra neste filme (deu para perceber que se ela não entrasse ficava igual?).
Enfim... sempre deu para mudar de ares e ir ver a flora que habita o Colombo.
Entretanto, nem era para ir ver filme nenhum hoje (tinha convites para o filme
The Unborn), mas sinceramente, filmes de terror não são o meu estilo e era longe - ainda que o nome de Gary Oldman me tentasse um bocadinho) até que me arranjaram um convite ontem para ir ver a ante-estreia de
Marley and Me. Eu, por acaso, já tinha visto o trailer e fiquei com a sensação de que aquilo era mais uma comédia romântica sensaborona, com um cão - bonito e querido, por sinal. Mas eu até gosto de comédias românticas e pronto, eu não me vou abaixo com uma banhada, por isso lá fui. Posso-vos dizer que de comédia romântica típica este filme não tem nada. Se for para classificar, entraria mais para uma comédia melodramática, mas com um cão no centro.
Marley and Me é o último filme de David Frankel, um realizador mais habituado às lides televisivas (realizou episódios, entre outras séries, de
Sex and the City,
Band of Brothers,
Entourage,
From the Earth to the Moon), mas que já nos deu um belo filme chamado
The Devil Wears Prada.
Marley and Me baseia-se num livro que está integrado numa onda recente de histórias que têm como protagonista um ser da espécie canina. Neste caso, no livro homonónimo escrito por John Grogan. Este é também o protagonista do filme, sendo interpretado por Owen Wilson. Josh Grogan após se casar com Jennifer e se assentar na vida, acha que, antes de ter um filho devem ter um cão e assim surge na sua vida Marley, o cão que escolheram de entre uma ninhada de uma cadela abandonada, a preço de saldo! Mal sabiam eles que aquele pequenito e muito querido Labrador lhes ia dar uma reviravolta na casa e na sua vida até ao fim da sua vida. Apesar de Marley não ser o objecto principal da história é ele que a faz mover e nós quase nem nos apercebemos disso. Assim como ele se entranhou na família de Grogan assim ele se entranha em nós durante aquelas duas horas. E sim, chorei! Eu sou uma chorona no cinema e o final é mesmo de puxar à lágrima. Mas é só mesmo o final, porque antes temos cenas completamente hilariantes e brilhantes! Este é talvez um filme de domingo à tarde, mas continua a ser obrigatório. Eu recomendo!
Posted by: dermot @
8:26 PM
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