Sábado, Janeiro 24, 2009
ASSALTO À 13ª ESQUADRA:Título:
Assault On Precinct 13Realizador: Jean-François Richet
Ano: 2005

Em 1976, John Carpenter dava-se a conhecer ao Mundo com um filme de baixo orçamento, chamado
Assalto À 13ª Esquadra, que iria redefinir todo o cinema de acção durante as duas décadas seguintes. No fundo, o filme era apenas um ovo de Colombo, uma ideia tão simpes que leva toda a gente a pensar
isto também eu fazia. O que está aqui em causa é que foi Carpenter que a fez. Porque, às vezes, as coisas mais óbvias são aquelas que ficam para se fazer em último.
Assalto À 13ª Esquadra (o original) é, então uma variação da estrutura clássica de Rio Bravo: a do forte sitiado, em que os bons estão cercados pelos maus e têm que sobreviver com todas as armas disponíveis. Carpenter actualizou a história ao século XX e à paranóia urbana, abrindo caminho para mil e uns spin-offs. Quanto a
Assalto À 13ª Esquadra (o novo), é um remake do original, mas que nem se esforça por lhe dar um toque de actualidade. Nem sequer uma pinga de paranóia anti-terrorista, que é possível encontrar em 90% dos filmes de acção pós-11 de Setembro.
Assalto À 13ª Esquadra limita-se a ser um filme de acção de entretenimento, quanto mais descomprometido melhor. Não é propriamente mau, mas é a diferença entre os filmes que fazem a diferença e os que são apenas mais um.
Resumindo, eis a história: em véspera de ano novo, na zona industrial de Detroit (uma cidade bastante criminosa para quem se lembra de Robocop), a esquadra 13 está prestes a encerrar portas. No entanto, na sua última noite de actividade vai receber um autocarro cheio de reclusos para pernoitar, depois de ter sido apanhado desprevenido por um nevão. Nada de especial se entre os bandidos não estivesse o rei do crime local, Bishop (Laurence Fishburne), que vai ser perseguido até à morte até de madrugada. Enquanto que em Carpenter, a esquadra era atacada por bandidos cruéis em busca de vingança, Jean-François Richet dá-lhe um toque mais inteligente e opera uma espécie de intriga escondida que não adianta nada à história.
Jean-François Richet tenta recriar a violência primitiva e quase silenciosa do filme original e, praticamente, consegue, salvo algumas excepções tipicamente hollywoodescas. No entanto, adianta-se em prólogos desnecessários e o final é estupidamente cheesy. Tão cheesy que não resisto ao spoiler. É que depois de uma noite inteira sitiados na esquadra, os heróis lembram-se que, afinal, há um túnel que os leva dali para fora...
A única coisa melhor neste
Assalto À 13ª Esquadra que no original são os actores. Ethan Hawke, mesmo a precisar de dinheiro para a renda, é um bom actor, Maria Bello é bonita todos os dias, Laurence Fishburne é um típico muthafucka badass e Gabriel Byrne dá o toque série-b à coisa. Todos juntos proporcionam melhores doses de suspense e tensão, típico das alianças polícias/bandidos que se celebram por necessidade de sobrevivência e que é um dos pratos fortes do filme. Não é propriamente mau, mas ninguém se vai lembrar de
Assalto À Esquadra 13 muitas vezes. Mesmo assim, vale um McChicken porque estou bem disposto.
A sério, o original vale bem mais a pena. Experimentem clicar aqui.
Posted by: dermot @
11:36 AM
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