Royale With Cheese

 Royale With Cheese

 
 



segunda-feira, junho 30, 2008  

ELVIS:

Título: Elvis
Realizador: James Steven Sadwith
Ano: 2005


Existem duas figuras da cultura popular norte-americana que me continuam a fazer espécie como é que Hollywood nunca pegou nelas em condições - Charles Manson e Elvis Presley. Do primeiro existem uns telefilmes manhosos e referências mais ou menos fugazes em documentários sobre o Polanski e/ou a Sharon Tate; e do segundo existe um sem número de documentários, filmes menores e, agora, um telefilme: Elvis.

Como bom telefilme que é, Elvis sofre dos problemas naturais deste formato: duração extensa para aguentar duas noites do prime time nacional e um argumento estruturado de forma a ter de x em x tempo uma situação dramaático, com o respectivo cliffhanger sempre que é necessário meter um intervalo. Por isso, não há forma de existir um bom telefilme. As excepções são os menos maus. Que é o caso deste.

Elvis faz quase sempre uma abordagem superficial da vida do Rei. Tirando a última meia-hora, em que é um filme a sério e em que percebemos alguns aspectos fundamentais da vida de Elvis Presley - a sua "dependência" do Coronel Parker, o facto de ser um "puto ingénuo", ou o ter passado ao lado de uma grande carreira durante a maior parte do tempo -, Elvis é uma espécie de Elvis Presley for dummies, com uma sucessão cronológica dos mais importantes episódios da sua vida, em que eles não têm necessariamente de se encaixarem uns com os outros.

Não é que seja um mau filme, até porque se vê que o realizador sabe o que fazia (estão lá referências subtis a quase toda a vida do Rei, terminando o filme no momento exacto em que terminou a sua carreira), mas pedia-se um pouco mais de coragem ou atrevimento. Por exemplo, aquela coisa de retratar o Rei sempre como um miúdo impecável, que não mentia, era leal e que apenas se meteu nas drogas no final da carreira devido aos contratempos da vida, chateia imenso. Uma das coisas que torna os ídolos em ícones é o facto de eles não serem super-héróis e também errarem. E aqui, Elvis Presley raramente falha.

Outra coisa que chateia à brava em Elvis é a pouca música existente. E fazer um filme sobre o Elvis e não haver quase música é como ir ao Vaticano e não ver o Papa. Até o Coronel Parker sabia isso. Os momentos musicais de Elvis resumem-se então a três ou quatro recriações das mais míticas interpretações do Rei, com um ad-lib horrível de Jonathan Rhys Meyers.

E por falar em Jonathan Rhys Meyers... Confesso que não sou propriamente um admirador do actor irlandês, mas aqui aplaudo-o. Não é cem por cento brilhante, mas tem momentos simplesmente perfeitos, com o sotaque certo e o mimetismo perfeito do próprio Rei. Não será o melhor Elvis do cinema (alguém mencionou Michael St Gerard?), mas andará muito perto.

Enquanto não existe um bio-pic em condições de Elvis Presley, Elvis lá vai cumprindo o seu papel. E só por ser o Elvis, vale um McChicken.

Posted by: dermot @ 9:19 da tarde
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domingo, junho 29, 2008  

NOME DE CÓDIGO: CLOVERFIELD:

Título: Cloverfield
Realizador: Matt Reeves
Ano: 2008


Ok, a Estátua da Liberdade decapitada que serviu de cratão de apresentação de Nome De Código: Cloverfield era impressionante, mas nada que nunca tivéssemos visto. John Carpenter já se tinha lembrado disso em Nova Iorque 1997. O que realmente impressionou em Nome de Código: Cloverfield foi a campanha viral brutal que depsoletou durante meses a fio. A publicidade viral é o futuro do marketing cinematográfico de Hollywood, uma vez que não é preciso gastar dinheiro com publicidade, visto que todos os bloggers, internautas e gente com tempo livre a mais fá-lo de graça. Sobra assim mais dinheiro para gastar em efeitos-especiais fúteis.

Nome De Código: Cloverfield, nascido da imaginação fértil de J.J. Abrams, é um mockumentário-catástrofe, que surge na ressaca da herança de O Projecto Blair Witch, emparelhado ao lado de [REC]. Contudo, enquanto este último era um Blair Witch de zombies, Nome De Código: Cloverfield é um Blair Witch de monstros.

Tudo é filmado então na primeira pessoa, como se a coisa estivesse a acontecer em tempo real, transportando o espectador para o próprio filme. Hud (T.J. Miller) é um tipo deveras irritante que fala mais do que desejávamos que está a filmar a festa de despedida de um amigo, que vai mudar-se para o Japão, quando de repente um monstro gigante invade Nova Iorque e começa a arrasar a cidade. Hud e os amigos vão então tentar escapar, por entre derrocadas de edifícios, explosões, bombardeamentos e muito caos, que alido às imagens de histeria colectiva fazem lembrar as imagens do 11 de Setembro.

Apesar de existir uma pseudo-história de amor a servir de motivo para o filme, Nome De Código: Cloverfield é um filme com um argumento praticamente nulo. Aqui, a premissa é muito simples: um monstro a destruir uma cidade. Ponto. E o resto é paisagem. Por isso, durante hora e meia, vemos pessoas a correr, casas a caírem, o exército em manobras e um monstro a aparecer de vez em quando de relance, sempre com a câmara a mover-se a cem à hora. É como um noticiário da TVI, mas em interessante.

No fundo, o que realmente interessa num filme de monstros é... o próprio monstro. E o de Nome De Código: Cloverfield é cheio de estilo. Felizmente não lembra nada os lagartos mutantes de Godzilla (comparação recorrente e inevitável), nem tão pouco qualquer-animal-gigante-à-King-Kong. É antes um monstro, no bom sentido da palavra, asqueroso, poderoso e destrutivo, cheio de braços, caudas e que liberta uns bichinhos igualmente mortíferos. Em suma, é um genocídio em forma de besta.

Nome De Código: Cloverfield é uma lufada de ar fresco no cinema, que leva O Projecto Blair Witch a contornos épicos. É um daqueles filmes que se ama ou se odeia, mas virem vozes discordantes queixarem-se que ah e tal, não se passa nada de novo, chega um monstro que destrói tudo e s evai embora, sem suspense nem nada, faz-me questionar mas que raio? É um filme sobre um monstro gigante que destrói uma cidade, que estavam à espera? Eu de um monster flick espero sempre o melhor: Royale With Cheese.

Posted by: dermot @ 1:12 da tarde
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sábado, junho 28, 2008  

O SARGENTO DA FORÇA UM:

Tìtulo: The Big Red One
Realizador: Samuel Fuller
Ano: 1980


Neste blogue fala-se pouco de filmes de guerra e, como tal, do Samuel Fuller. Mais uma grave lacuna que me vou apressar a colmatar, com o recurso ao mítico O Sargento Da Força Um, inspirado nas experiências pessoais do próprio realizador, um veterano da Segunda Guerra Mundial, que procurou com este projecto de longa data transmitir pela primeira vez as verdadeiras agruras da guerra.

O que começa por impressionar neste O Sargento Da Força Um é a sua força, de como Samuel Fuller consegue ser intenso sem ser insensível. É como se captasse o realismo agreste e cruél de um Sam Peckinpah e o cozinhasse com a sensibilidade poética de Terence Mallick, dispensando os longos planos da natureza e dos animaizinhos. Em O Sargento Da Força Um os soldados são apresentados pela primeira vez como homens e não como heróis omnipotentes (e quando falo disto lembro-me sempre do John Wayne a matar tudo em Os Bóinas Verdes).

O Sargento Da Força Um não é então um filme de guerra, mas mais um filme sobre guerra, que procura transmitir a desumanização que esta provoca nos combatentes através de um apanhado de missões da temerária Força Um, uma pelotão de bravos e valentes soldados que têm em comum serem todos maus actores - com a excepção de Mark Hamill, que, mesmo não sendo grande espingarda ao menos é o mais conhecido e, pela única ver na sua carreira, ceguimos vê-lo sem pensar no Luke Skywalker - e que são liderados pelo sargentão Lee Marvin (vénia, vénia, vénia).

Se não houvesse Apocalipse Now, O Sargento Da Força Um era bem mais vezes relembrado, sebem que não tenha o mesmo carácter épico do filme do Coppola. Muito mais terra-a-terra, O Sargento Da Força Um é percursor da segunda metade de Nascido Para Matar, pela forma como retrata a guerra em vários teatros, desde o Norte de África até à Alemanha, passando pela Bélgica, Checoslováquia, França e, claro, o fatídico desembarque na Normandia.

Apesar de algumas cenas demasiado ingénuas que envelheceram muito mal e de alguns diálogos ridículos, O Sargento Da Força Um é um filme intenso e que consegue ser demasiado cruél sem ser violento. Samuel Fuller consegue provocar o espectador não pelos banhos de sangue, mas por situações de guerra verdadeiramente tramadas, que envolvem crianças, traidores, emboscadas, ou problemas de consciência, levantados pela eterna questão na guerra mata-se ou assassina-se?

Se é um daqueles tarados dos filmes de guerra, então vai precisar de uma resma de papél para apontar todos os erros factuais de O Sargento Da Força Um. Filmado com baixo orçamento, o filme na reconstituição histórica das armas, das fardas e dos armamentos militares. Ou seja, mariquices, porque aqui o que interessa é mesmo o mergulho profundo que faz no confronto em si, desde o salitre colocado nas rações de combate para diminuir o apetite sexual dos soldados, os preservativos colocados nas armas para não entrar água durante as missões no mar, ou a troca de orelhas por cigarros com os soldados africanos.

Samuel Fuller foi (e é) o maior (melhor?) realizador de filmes de guerra de sempre. E merece ser recordado por este filme. Até porque O Resgate Do Soldado Ryan está aqui todo. Não tem a adrenalina dos combates do cinema de guerra actual, mas isso não invalida nada, nem mesmo o McRoyal Deluxe.

Posted by: dermot @ 9:54 da tarde
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VERSUS - A RESSURREIÇÃO:

Título: Versus
Realizador: Ryuhei Kitamura
Ano: 2000


Um preto de cabeleira loira, um branco de carapinha, ou um zombie de olhos em bico, não é natural, já dizia o famoso anúncio do Restaurador Olex. De facto, não são muito habituais zombie flicks lá para os lados do Oriente, mas tal como as bruxas, pero que los hay, los hay. Não sei se terá sido o primeiro, mas Versus - A Ressurreição é, sem dúvida, o melhor filme de zombies japonês.

Tal como todos os filmes orientais, o argumento de Versus - A Ressurreição não é muito claro e linear. Pelo menos, até aos esclarecimentos finais. A coisa envolve uma luta eterna entre o bem e o mal, ambientada na Floresta da Ressurreição, onde dois seres sem nome se degladiam mortalmente pelo poder derradeiro. A coisa envolve ainda um sub-enredo ainda menos claro, que serve sobretudo para ir inserindo cada vez mais inimigos no filme. Porque quem morrer na Floresta da Ressurreição retorna a vida sob a forma de... zombies!

Temos então uma orgia de tiros non-stop e gore à brava por minutos a fio entre entidades super-lutadoras, humanos com habilidades superiores nas artes-marciais, espadachins que fazem os shaolins de Kurosawa parecerem meninos e pistoleiros com mais perícia que o Lucky Luke, a lutarem até à morte, se bem que esta expressão não é muito feliz uma vez que sempre que eles morrem, regressam como zombies. Pelo meio, há um semi-vilão com pinta (Kenji Matsuda), que é uma fusão entre o Jim Carrey e o Johnny Depp no Era Uma Vez No México, e dois polícias que caem no filme de forma completamente gratuita e cujo único intuito é o comic relief. Infelizmente, todos sabemos que o conceito deengraçado dos japoneses é fazerem o máximo de caretas por minuto enquanto gritam. Muito.

Filmado com doses industriais de estilo, com uma edição vertiginosa à la Tony Scott (tão vertiginosa que às vezes nem se percebem bem as cenas) e uma banda-sonora house manhosa, que não sei bem se me faz lembrar o Combate Mortal se O Ninja Das Caldas, Versus - A Ressurreição tem claras influências no visual e nas coreografias de Matrix, nos banhos de sangue de Takeshi Miike e da tradição oriental (Kurosawa incluído) e até nos mariachis de Robert Rodriguez. Como vêem, as influências são boas e por isso nunca poderia correr mal.

Acção non-stop durante largos períodos de tempo, em que apenas sossega por minutos para ir destapando pedaços do argumento, Versus - A Ressurreição tem momentos em que parece claramente que o realizador mandou o guião às urtigas e se limitou a divertir-se ao máximo, com planos à Evil Dead, one-liners à Carpenter e palhaçada gore à Peter Jackson. Aliado a isto, há ainda uma espécie de twist final que funciona e que deixa o filme em aberto para uma sequela que nunca chegou a existir (o máximo que há é um spin-off em Arigami).

Para terminar, convém referir o argumento sobre-natural de Versus - A Ressurreição, que lhe dá um ar exótico e que o tornam num zombie flick diferente de todos os outros. É por isso que hoje é tido como um filme de culto pelos amantes do cinema distorcido.
Com a quantidade certa de cerveja e uma admiração extrema pelo cinema-trash, Versus - A Ressurreição valerá o seu peso em McRoyal Deluxes.

Posted by: dermot @ 12:16 da tarde
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quinta-feira, junho 26, 2008  

A COR DO DINHEIRO:

Título: The Color Of Money
Realizador: Martin Scorsese
Ano: 1986


Fast Eddie Felson é uma das mais marcantes personagens do gigante Paul Newman, tão habituado a estas incarnações "complicadas", que estrelou no filme de 1961, A Vida É Um Jogo. O seu trabalho foi tão memorável que, 25 anos depois, um muito novo Martin Scorsese desafiou-o a repetir o papél, na sequela A Cor Do Dinheiro. A aposta foi duplamente ganha: primeiro, porque o filme foi um sucesso; e segundo, porque Newman arrecadou o Oscar de Melhor Actor desse ano.

Em 1961, Fast Eddie era um jovem jogador de snooker, irresponsável e rebelde, cheio de sangue na guelra, que aspirava tornar-se no maior jogador de sempre. Para isso, deambulava numa vida de boémia por entre os salões de jogo dos Estados Unidos, aldrabando e vencendo vários opositores. 25 anos depois, Fast Eddie enevelheceu. Tornou-se mais maduro, mais ponderado e sensato. Será?

A Cor Do Dinheiro insere na história uma nova personagem: Vincent Lauria, um Tom Cruise em plena fase de afirmação, após Top Gun - Ases Indomáveis. Fast Eddie viu em Vincent a sua imagem de quando era novo: atrevido, provocador e, sobretudo, rebelde. E assim vai treina-lo, aconselha-lo e guia-lo. E no fim vai ultrapassar a sua crise de meia-idade.

A Cor Do Dinheiro é o habitual conto do mestre que passa os seus ensinamentos ao aprendiz. Normalmente, esta história termina com o aprendiz a superar o mestre, mas aqui esse final fica em aberto. Porque em A Cor Do Dinheiro o protagonista - apesar da importância de Tom Cruise - continua a ser Paul Newman, ou não fosse ele a lenda viva Fast Eddie Felson. Por isso, A Cor Do Dinheiro não é um ritual de passagem (nem tão pouco a habitual ascensão do underdog), mas antes uma terapia de choque de quem está com problemas existenciais.

Realizado com mão de mestre, A Cor Do Dinheiro é um jogo gracioso de Scorsese, que consegue esquivar-se, às vezes melhor às vezes pior, do flagelo que foram os anos 80. Se por um lado consegue ignorar os maus penteados e as roupas pirosas, por outro perde demasiaod tempo na música do Phil Collins ou do Robert Palmer. Aquelas mesas de bilhar pediam muito mais blues!

Se não viu A Vida É Um Jogo, não veja A Cor Do Dinheiro, porque metade do gozo em ver este filme é tomar conta de como envelheceu o carismático Fast Eddie. Só depois disso poderá apreciar a beleza extrema do McRoyal Deluxe.


Para relembrar a primeira aparição de Fast Eddie, releia A Vida É Um Jogo aqui.

Posted by: dermot @ 1:13 da tarde
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quarta-feira, junho 25, 2008  

SWEENEY TODD: O TERRÍVEL BARBEIRO DE FLEET STREET:

Título: Sweeney Todd: The Demon Barber Of Fleet Street
Realizador: Tim Burton
Ano: 2007


NA sua extensa carreira, Tim Burton já conseguiu criar o seu próprio universo cinematográfico, que consiste numa espécie de cinema gótico burlesco, que descende directamente do expressionismo alemão. Por isso, a adaptação do musical de Stephen Sondheim, Sweeny Todd: O Terrível Barbeiro De Fleet Street afigurava-se como uma opção óbvia e acertada para o realizador. Like shooting fishes in a barrel...

Para quem não sabe, Sweeney Todd é um barbeiro na Londres victoriana, a quem o terrível e poderoso (para não dizer corrupto, cruél e outra mão cheia de adjectivos menos lisonjeiros) Juíz Turpin (Alan Rickman) rouba a linda esposa. Depois de ser abandonado em alto mar, Todd regressa a Londres para se vingar dos facínoras. Eles meteram-se com um homem com duas navalhas: big mistake!

Apesar de utilizar os arquétipos e a estrutura da tragédia grega, Sweeny Todd: O Terrível Barbeiro De Fleet Street é um musical que subverte essa condição com um humor negro satírico e uma crueldade sádica e inesperada. Tim Burton está assim nas suas sete quintas, construíndo mais uma fábula bem distorcida, apesar desta ser bem mais negra que Eduardo Mãos-De-Tesoura. Londres constrói assim uma Londres escuríssima, que faz qualquer noir parecer a fonte luminosa, e cheia de degredo e perversão, que faz a Londres de A Verdadeira História De Jack, O Estripador parecer um paradisíaco local de férias.

Há então resquícios do expressionismo alemão não só na arquitectura do filme, mas principalmente no protagonista, um boneco sorumbático e mergulhado em sombras, quer física, quer psicologicamente (basta ver a sequência na praia, onde Sweeney Todd é uma personagem envolvida na sombra mesmo quando exposto ao sol). Sweeney Todd é ainda um boneco perfeito para Johnny Depp, o actor-fetiche de Tim Burton, que prolonga aqui os maneirismos de Jack Sparrow e repesca o gótico Eduardo, que troca as tesouras por dois novos apêndices: navalhas de barbear bem afiadas, que vão ser as responsáveis por litros e litros de sangue derramados, que salpicam a cinematgorafia negra do filme com um vermelho bem vivo.

Mas Sweeny Todd: O Terrível Barbeiro De Fleet Street, apesar de toda a crueldade sanguinária, é um musical. Um musical na onda de Evita, em que a maioria dos diálogos são cantados. Aha, agora encurralei-te e vou-te furar todo com esta navalha, o que me tens a dizer sobre isto? Ah e tal, vou cantar esta linda canção... As cantilenas são boas, mas se não é adepto de musical então a coisa vai-se tornar insuportável. Especialmente sempre que aparece o chocho do Jamie Campbell Bower, sempre a chorar e a queixar-se. Personagem mais irritante, parece o James Blunt. Curioso é verificar que o único musical de Tim Burton é o único filme que não conta com a participação do génio de Danny Elfman, com o qual se desentendeu na última colaboração.

Filme distorcido e completamente louco, que parece uma coisa e é outra, Sweeny Todd: O Terrível Barbeiro De Fleet Street desmistifica ainda a ideia de que Sacha Baron Cohen é apenas um criador de bonecos: afinal, o jornalista mais conhecido do Cazaquistão não é só apenas um criador de bonecos bizarros, mas um bom actor, que apesar da curta aparição, tem a personagem mais surreal de todas.

Para amantes de musicais apenas, este é mais um Le Big Mac com a assinatura Burton.

Posted by: dermot @ 3:39 da tarde
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sábado, junho 14, 2008  

24. FESTRÓIA:

Dia 8

Pois é: o júri oficial deste ano do Festróia trocou-me as voltas todas. Contra todas as minhas previsões, o meu favorito Enterrado Na Areia não venceu nenhum prémio, indo o Golfinho de Ouro para Vasilhame. Pronto, é justo. Podem ver aqui a lista completa de premiados.


Secção Oficial - VASILHAME:

Título: Vratné Lahve
Realizador: Jan Sverák
Ano: 2007


Os mais atentos a estas andanças lembram-se, se calhar, do nome do realizador checo Jan Sverák, por ter sido o tipo que fez Kolya, o vencedor do Óscar para Melhor Filme Estrangeiro em 1997. O que eu aposto é que não sabiam que esse filme foi a segunda parte de uma triologia dedicada à problemática da idade, iniciada anos antes com Obecná Skola.

Eis que nos chega agora o terceiro e último tomo dessa triologia, intitulado Vasilhame. Depois dum filme sobre a juventude e de outro acerca da idade adulta, eis a terceira idade a rematar a temática.

Zdenek Sverák, argumentista do filme e pai do realizador, é o protagonista de Vasilhame, na pele do senhor Josef Tkaloun, um professor sexagenário que decide deixar o ensino por que os alunos já lhe davam mais dores de cabeça do que felicidades. Contudo, Tkaloun estava demasiado lúcido para passar os dias em casa a ver televisão ou no jardim a jogar às cartas com outros velhotes. E, como nunca é tarde para cumprir os nossos sonhos e como todos os seus amigos ou estão mortos ou senis, vai iniciar uma nova carreira no vasilhame do supermercado local.

Há um sonho recorrente que Tkaloun vai tendo ao longo de todo o filme que ilustra na perfeição as duas premissas de todo o filme. Nesse sonho, Tkaloun viaja num comboio juntamente com duas jovens beldades, num relacioamento promíscuo e lascivo. O comboio é o símbolo eterno do avanço (ou não fosse ele de paragem em paragem) e do progresso (que os norte-americanos incorporam tão bem, num país sem história e com tantas fronteiras) e, por isso, não é por acaso que a primeira profissão que Tkaloun escolhe após a reforma é a de estafeta; e depois os sonhos eróticos mostram como o antigo professor sente necessidade de novas emoções na sua vida íntima, que já naõ consegue satisfazer junto da sua esposa de longa data.

Vasilhame é um feel-good movie e uma comédia agri-doce à medida de Steven Spielberg, que lembra Terminal De Aeroporto ou Forrest Gump, pela relação de vizinhança que as personagens criam entre si e connosco inclusive. Ao longo do filme ficamos a torcer por elas, para que os seus casos amorosos dêem certo, ou para que as suas vidas se endireitem.

Como último instante, Vasilhame é ainda um filme que nos chama a atenção, a nós público mais novo, para a forma como a sociedade contemporânea ignora os seus cidadãos séniores e os abandona após a idade activa. Josef Tkaloun é uma espécie de Senhor Hulot que nunca desiste de se adaptar a um mundo que despreza os inadaptados.

Apesar do final conclusivo, Vasilhame foi um excelente McRoyal Deluxe a rematar a comepetição oficial desta edição do Festróia. Não será o principal favorito, mas é certamente um dos melhores.





Ante-Estreia - QUANDO VISTE O TEU PAI PELA ÚLTIMA VEZ?

Título: And When Did You Last See Your Father?
Realizador: Anand Tucker
Ano: 2007


É uma lei da vida: quando somos pequenos, criamos no nosso consciente uma imagem heróica do nosso pai, o qual veneramos e admiramos com um qualquer super-herói invencível. Depois crescemos e começamos a acha-lo insuporável, sempre a melgar-nos a cabeça, primeiro por não prestarmos atenção à escola, depois por não termos prestado atenção suficiente à escola e por aí fora. A psicologia tem uma teoria para isso, um sentimento natural ao Homem em superar o seu pai e tomar o seu lugar como forma de se realizar no futuro.

Blake (Colin Firth) não teve uma adolescência muito feliz no que diz respeito ao pai (Jim Broadbent). Apesar deste ser um homem super-bem-disposto e afável, Blake sempre teve dificuldades em suportar o seu humor, o desencorajamento constante, ou a ausência de qualquer palavras de incentivo ou congratulação. Só quando, já muitos anos depois, é detectado um cancro terminal ao pai, é que Blake vai sentir necessidade de reatar com o passado e fazer as pazes com os seus fantasmas. Voltando novamente à psicologia, Blake precisa de resolver a sua relação com o pai de forma a que o resto da sua vida ganhe sentido e paz.

Tanto tempo para falarmos com uma pessoa ao longo da vida e só quando já não podemos é que sentimos necessidade de lhe dizer certas coisas, diz-se às tantas, de forma muito pertinente, em Quando Viste O Teu Pai Pela Última Vez? Perante o apagamento gradual do seu pai na cama do quarto, Blake vai aperceber-se pela primeira vez que nunca lhe tinha dito o quanto o amava. E isso vai corroê-lo por dentro, juntamente com outros fantasmas do passado, como o facto de o seu pai ter sido um mulherengo.

Quando Viste O Teu Pai Pela Última Vez? é o que aconteceria a O Grande Peixe se tivesse sido realizado por uma pessoa normal, uma balada de despedida entre pai e filho, uma pequena pérola comovente e humana. Realizado com a habitual pose britânica, o filme é construído em regime de flashback, o realizador Anton Tucker cruza a história no presente com constante episódios do passado, onde Matthew Beard assume o papel do Colin Firth novo e Jim Broadbent brilha num tour de force incrível, carregando às costas o filme com todas as cenas em que aparece.

Quando Viste O Teu Pai Pela Última Vez? toca no coração de forma desarmante, primeiro pela sua simplicidade e honestidade, e depois pela forma como se cola à nossa vida. Aposto que o vai fazer pensar em alguns erros da sua vida. Se não o fizer e se não derramar nenhuma lágrima no final, então detesto ser eu a revelar-lhe, mas você não tem coração. Terá estômago suficiente para um Le Big Mac?

Posted by: dermot @ 7:52 da tarde
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sexta-feira, junho 13, 2008  

24. FESTRÓIA:

Dia 7

Entrámos na recta final desta edição do Festróia. Daqui a dois dias já não haverá com a mesma frequência tantos filmes com traições ou atropelamentos. Talvez para compensar, este sétimo dia de certame apresentou-nos Mirush, um filme com um atropelamento e uma traição!

Secção Oficial - MIRUSH:

Título: Blodsbånd
Realizador: Marius Holst
Ano: 2007


O cinema sempre gosotu de survivors movies realistas com crianças saídas de países do segundo e terceiro Mundo que têm de fazer pela vida, desde Tsotsi a André Valente. Mirush pertence a esta família e é o seu representante norueguês.

Mirush, uma interpretação cheia de força do petiz debutante Nazif Muarremi, é um jovem bósnio que vive num Kosovo destroçado pela guerra e em reconstrução, numa família pobre de um bairro ainda mais pobre com a sua mãe e o seu irmão mais velho. Quando este último é atropelado aos 10 minutos de filme, Mirush deixa de ter um sentido para permanecer no seu país e parte sozinho para a Noruega, À procura do pai que os abandonou quando eram pequenos.

Como referi de início, Mirush é um survivor urbano com um protagonista juvenil, que preenche na perfeição o esteriótipo das personagens deste género: um miúdo durão e rijo, a quem a rua o ensinou desde cedo que a sobrevivência do mais apto é o lema que se deve seguir e que, apesar de não ter muitos amigos, tem sempre um bom coração bem lá no fundo.

Esta faceta de Mirush resulta às mil maravilhas no mundo-cão do Kosovo, mas na Noruega o tiro vai sair-lhe pela culatra. Apesar de se defender sempre sozinho, Mirush começa a pôr em perigo os seus amigos devido aos seus actos impulsivos dos quais não mede as consequências. E a coisa piora quando começa a envolver a máfia e execuções.

Mirush é um drama humano e bastante pessoal, sobre as adversidades do mundo vistas pelos olhos de uma criança a quem o amor nunca foi muito amigo. Violência crua, muitos grandes planos, câmara ao ombro e escolhas fatais fazem de Mirush mais um dos McBacons deste Festróia.




Cinema de Sedução - VÍCIO - QUANDO NADA É SUFICIENTE:

Título: Levottomat 3
Realizador: Minna Virtanen
Ano: 2007


Não, não foi erro tipográfico: aquele três que aparece ali no título original faz mesmo parte. E significa isso mesmo que estão a pensar: Vício - Quando Nada É Suficiente (subtítulo genial que dá-lhe logo um selo trash) é a terceira parte de uma triologia de filmes finlandeses dedicados ao sexo. Exacto, Festróia goes xunga - yeah baby!

O projecto começou por ser uma ideia interessante: um tema comum (o vício pelo sexo), o mesmo produtor e três realizadores convidados. Ao que consta, a coisa até começou bem, ao ser entregue a Aku Louhimies, mas a partir daí foi sempre a descer, até que bateu no fundo com este terceiro tomo, em que ninguém quis sequer assinar o argumento. Contudo, o resultado final não é tão mau quanto as previsões apontavam.

Em A Pianista também era assim - de dia, Jonna (Mi Grönlund) é uma mulher de sucesso, com um casamento feliz, dois filhos e uma carreira consolidade no mundo da publicidade; e à noite é uma viciada em sexo, que engata tipos em bares aleatoriamente, satisfazendo as suas mais variadas fantasias sexuais sem que ninguém desconfie minimamente.

A coisa vai correndo mais ou menos bem, salvo os ocasionais pesos na consciência, mas vai-se complicar quando esses engates começam a entrar no seu mundo profissional. E descamba completamente quando um miúdo rico e mimado, Aleksi (Jasper Pääkkönen), entra no seu grupo íntimo de amigos e torna-se num engate regular (leia-se diário). Aí deixa de ser sexo ocasional e passa a ser um amante, digam o que disser. E lá se vai a premissa do filme...

É certo que não vai ganhar nenhum prémio nem ficar na memória de muita gente (aliás, até tenho a ideia que a maioria do pessoal envolvido na produção quer mesmo esquecer-se que ele existe), mas Vício - Quando Nada É Suficiente não ofende ninguém. Apesar das personagens secundárias unidimensionais e algumas representações medíocres, faz uma boa manutenção do argumento, com os avanços e recuos certos na crescente obsessão por sexo por parte da protagonista, que ajuda a combater o óbvio da história e não cai na tentação dos diálogos existencialistas ou nos dramas melodramáticos.

Há quem considere as (regulares) cenas de sexo como gratuitas. Mas se este é um filme soft-porn que estavam à espera? Faz muito mais sentido queixar-nos antes da pobreza dessas mesmas cenas, quando afinal de contas, são elas o pretexto para o resto do filme existir. Assim, há muito pouca pele à mostra e tudo é filmado como se fosse um teledisco da MTV, de forma frenética, com câmaras-lentas e planos esquisitos, como se o operador de câmara tivesse a ter um ataque epiléptico.

Desde Instinto Fatal que não existe um thriller erótico decente. E, definitivamente, o mundo precisa de mais thriller eróticos. São necessárias mais desculpas como Ligações Selvagens para vermos a Neve Campbell a enrolar-se com a Denise Richards de forma completamente gratuita. Por isso, filmes como Vício - Quando Nada É Suficiente nunca são demais, nem que sejam para passar fora de horas na TVI. E confessem lá: quantos McChickens é que costumamos ter direito nas madrugadas da nossa televisão?

Posted by: dermot @ 6:15 da tarde
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quinta-feira, junho 12, 2008  

24. FESTRÓIA:

Dia 6

Foi curioso constatar que neste dia de Festróia, a rubrica dos filmes eróticos que normalmente passa na sessão da meia-noite foi interrompida para passar Corrupção. O que, no entanto, foi ainda mais triste que o próprio filme, foi este ter vindo da produtora com uma marca de água gigantesca no centro do ecrã. Uma falta de respeito para com os espectadores, que até já tinha acontecido semanas antes no Caminhos do Cinema Português, em Coimbra. É assim que a Utopia Filmes quer vender os seus trabalhos? Não se percebe. Caro Alexandre Valente, se me estás a ler, não queres explicar aqui nos comentários porque é que isto anda a contecer?


Secção Oficial - A TURMA:

Título: Klass
Realizador: Ilmar Raag
Ano: 2007


Sabem aquele miúdo que leva porrada de toda a gente na escola? Aqui, em A Turma, até ele dá porrada a Joosep (Pärt Uusberg), o geek de uma turma estónia que é humilhado diariamente por todos, mas que tem aspecto de quem era capaz de os despachar em 5 minutos com uma perna às costas.

A Turma é um filme juvenil baseado em factos verídicos, que tem sido um sucesso de bilheteira na sua Estónia natal, ao ponto de ter sido já o escolhido para a corrida ao Óscar no próximo ano. E digo-vos mais: se o tema não fosse tão delicado nos Estados Unidos, já o Tio Sam estaria a fazer um remake lá do outro lado do Atlântico.

Não costumo gostar de filmes juvenis (e é por isto que também não gosto dos filmes do Larry Clark): noramlmente, os realizadores parecem sempre optar por uma política de choque, raramente conseguindo captar uma realidade da qual eu não deixei de frequentar há muito tempo. Se calhar fui eu que tive sorte e em 12 anos de escola nunca apanhei turmas, colegas, professores e/ou situações de crise como as que são representadas nestes filmes.

Em A Turma os problemas são os do costume: a turma de bullys é um grupo demasiado homogéneo, com a respectiva influência MTV (numa escola que parece uma cidade fantasma do faroeste, com os corredores sempre vazios), que mistura as atitudes próprias do secundário com a realidade da escola primária. Por exemplo, num dia humilham o pobre Joosep batendo-lhe e fazendo com que ele arque as culpas junto dos professores; e no outro, passam uns bilhetinhos a dizer que ele é gay. Nãããããooooo!! Bater ainda aguentamos, agora bilhetinhos dá cabo de nós.

Mas curiosamente, Joosep não é o leitmotiv da história, mas antes o "mcguffin", uma vez que o argumento centra-se antes em Kaspar (Vallo Kirs), um colega cansado de ver tanto espancamento e que se vai transformar em seu aliado. E como tal, é um alvo a abater também. Sem querer adiantar muito e revelar alguns spoilers, A Turma é uma fusão do efeito choque dos filmes juvenis de Larry Clark com o Elephant e com os tremores de câmara, a câmara lenta e os filtros de cor do Tony Scott.

Conclusão final deste Cheeseburger: quem ouve Deftones não é boa rês.




Primeiras Obras - A ARTE DE PENSAR NEGATIVAMENTE:

Título: Kunsten å Tenke Negativt
Realizador: Bard Breien
Ano: 2006


Geirr (Fridtjov Såheim) é um paralítico que gosta de ver filmes de guerra, fumar erva, ouvir Johnny Cash e beber uns copos. Com o seu cabelo comprido à anos 70 e o seu negativismo, Geirr parece um daqueles veteranos de guerra dos filmes do Vietname, que para o boneco ficar completo só falta a bandana na cabeça. Contudo, em personalidade, Geirr parece que foi e voltou do Vietname umas dez vezes.

A cadeira de rodas é um elemento novo na vida de Geirr e da sua mulher, Ingvild (Kirsti Eline Torhaug), ao qual ainda não se adaptaram convenientemente. Para os ajudar, convocaram um grupo de apoio liderado por Tori (Kjersti Holmen) que, juntamente com outros aleijados, vão lá a casa pregar as tretas new-age do positivismo e da boa-disposição, cristalizada pelo sorriso forçado da vegetal Marte (Marian Saastad Ottesen).

Estes dois grupos totalmente opostos vão então passar uma noite na casa de Geirr, confrontando o seu positivismo com o negativismo e o realismo deste, entregando-se à realidade, desabafando, confessando os seus verdadeiros sentimentos e, no final, aceitar de uma forma diferente (e melhor) as suas situações, após um serão que envolve sexo vingativo, roleta russa, fumar erva, tentativas de suicídio e pancadaria.

Filme de personagens, que vive destas e da forma como estas ilustram o agumento fértil em diálogos, A Arte De Pensar Negativamente é uma comédia negra sobre a condição humana e a forma de encarar a vida. Uma excepção na cinematografia nórdica, uma vez que não necessita dos habituais 120m para desenvolver um bom filme, que sabe a McBacon.




Secção Oficial - ESTRELLITA:

Título: Estrellita
Realizador: Metod Pevec
Ano: 2007


Apesar do que seria de esperar, Estrellita não é acerca da canção de amor composta por Manuel Maria Ponce para violino, em 1912, mas antes um modelo de violino que era usado pelo reputado Mihael Fabiani (Volodja Balzalorsky), conhecido violinista que vemos a tocar na primeira cena e a ser enterrado na segunda.

Por trás de um grande homem existe sempre uma grande mulher, costuma dizer a sabedoria popular. É o que acontece aqui e com o desaparecimento da parte masculina, vamos ficar a conhecer a parte feminia - Dora Fabiani (Silva Cusin). Esta vai descobrir uma mão cheia de segredos do marido após a morte deste, desde uma amante pianista mais nova até a um jovem aprendiz com ares de pródigo, Amir (Marko Kovacevic).

Proveniente de uma família pobre, Amir vai receber de Dora o violino de Mihael com a promessa de que vai continuar a tocar. E é à volta deste violino Estrellita que o filme Estrellita vai desenvolver-se: de um lado Dora, que preenche aquele novo vazio da sua vida, as suas desilusões e a frustração para com o seu filho mimado com aquele aprendiz; e do outro Amir e a sua família, que por entre dívidas do jogo e problemas com a bebida, vão manter uma luta pela sobrevivência para que o filho atinja os seus objectivos.

Alguém devia ter avisado o realizador Metod Pevec que para fazer um drama não era só construir um argumento com a estrutura habitual do género: há uma cena chocante (uma violação), há duas ou três cenas lacrimejantes, há a obrigatória traição conjugal e até a habitual cena do amor não correspondido, até culminar tudo numa redenção colectiva, onde regressa tudo para casa feliz da vida depois das adversidades de todo o filme. Está lá tudo, filmado de forma muito certinha e arranjada, mas nunca nos conseguimos preocupar verdadeiramente com nenhuma daquelas personagens nem tão pouco nos interessar com o que vão fazer.

Estrellita é um drama do qual existem mil e uma variações, que não traz nada ao género, nem entretém por aí além. Existem McChickens como este diariamente no Festróia, festival pródigo em dramas humanistas e realistas.


Cinema Português do Ano - CORRUPÇÃO:

Título: Corrupção
Realizador: João Botelho (não assinado)
Ano: 2007


Como é possível não nos sentirmos tentados a ir ver Corrupção, a livre adaptação do livro Eu, Carolina, de Carolina Salgado, que expõe os meandros corruptos do mundo do futebol nacional, realizado (mas não assinado) por João Botelho? Como é possível não querer ver a vida de Pinto da Costa retratada numa tragédia grega, com uma mise-en-scene expressionista, luz recortada e uma abordagem burlesca? É bom demais para apenas se imaginar.

Pensava eu que ia vacinado para ver Corrupção, mas no final o filme é tão mau que eu nem sei por onde começar. E também nem sei bem de quem é a culpa, se do realizador e dos seus baixos custos de produção, ou do produtor que mutilou o filme com intuitos comerciais (seja isto o que for), o que fez João Botelho renegar a sua própria criação.

Corrupção é então baseado nos factos relatados no livro de Carolina Salgado que, supostamente, revela os segredos do império futebolístico de Pinto da Costa. Os nomes são alterados, as situações modificadas levemente e o filme transforma-se numa enorme alegoria burlesca sobre esse mundo. Sofia (Margarida Vila-Nova) é a equivalente a Carolina Salgado e o Presidente (Nicolau Breyner) é o equivalente a Pinto da Costa.

Corrupção não tem história nem tão-pouco argumento (só se estivermos por dentro do tema é que reconhecemos referências a alguns episódios, como a agressão ao deputado Bexiga, o caso do castigo a Deco, ou o Apito Dourado). Tem apenas uns arquétipos esteriotipados - o herói (o polícia bonzinho), a heroína (a femme fatale), o vilão (o mafioso)... -, que vão interagindo uns com os outros numa sucessão de cenas que pouco têm a ver umas com as outras. É como a adaptação de Eu, Carolina no formato televisivo de Os Malucos Do Riso, um conjunto de sketches que nunca têm mais de 1 minuto, sem uma linha narrativa ou continuidade cronológica.

A transposição deste nosso universo futebolístico para o universo cinematográfico de João Botelho poderia ser interessante (um cinema com uma tradição teatral, mas que não era preciso que Margarida Vila-Nova exagerrasse naquelas reacções mais do que artificais), mas nem aqui é propriamente feliz. Tirando os últimos 10/15 minutos, em que há meia dúzia de planos interessantes (parece claramente que foram as primeiras cenas a serem filmadas e, como tal, houve tempo e calma para fazer algo como deve ser), tudo o resto é feito em cima do joelho, com má luz, mau som, maus enquadramentos e mau tudo. Mas que raio foi aquele jogo de futebol transmitido na telvisão, com close-ups e contra-picados? Mas o João Botelho nunca viu bola? E nunca tinha visto planos de corpo inteiro a não ser quando estou a asssitir a O Preço Certo...

Se já não bastasse esse desastre de viação, o produtor Alexandre Valente ainda decidiu mutilar o filme, numa manta de retalhos ainda maior. Com uma edição desastrada, em que nenhuma cena liga com a anterior, Corrupção cai no ridículo de usar theme-songs para as suas personagens, qual Guerra Das Estrelas: o polícia Luís tem sempre uma musiquinha de amor a acompanha-lo, que parece uma versão pan pipe dos Além Mar, e o Presidente tem sempre uma melodia italianados filmes de mafia a ilustrar as suas entradas em cena. Corrupção parece um resumo de O Padrinho Em 2 Minutos.

Portugal necessita de mais filmes com mais interesses em entreter e com menos preocupações artísticas, mas Corrupção não é exemplo nem para um nem para outro. E que pena, porque este é o primeiro filme português com uma orgia (rói-te de inveja Pasolini). É este o ponto extra na contagem final da Hamburga de Choco.

Posted by: dermot @ 8:25 da tarde
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quarta-feira, junho 11, 2008  

24. FESTRÓIA:

Dia 5

Dois jogos, duas vitórias e um lugar garantido nos quartos de final: a Selecção portuguesa está imparável neste Europeu de futebol, joga bem, marca golos e justifica o entusiasmo do povo português.
Na sala de cinema do Festróia, destaque para a curta Deus Não Quis, de António Ferreira (o realizador de Esquece Tudo O Que Te Disse), que faz uma fantástica reconstituição histórica do nosso Portugal pré-25 de Abril. Se estás a ler isto é só para dizer que gosto dos teus filmes.

Secção Oficial - SEM RUMO:

Título: Restless
Realizador: Amos Kollek
Ano: 2008


O conflito israelo-palestino é um elemento presente em praticamente todos os filmes israelitas, ou não fosse ele um estigma com mais de um século - a excepção será, porventura, o excelente Que Lugar Maravilhoso.

Sem Rumo parte desta condição determinante que continua a marcar e a limitar o presente e o futuro dos israelitas para nos apresentar duas gerações, o pai Moshe (Moshe Ivgy, que os mais atentos reconhecem de Munique) e o filho que abandonou quando este ainda era pequeno, Tzach (Ran Danker). Ambos tentam fugir do destino israelita que tomam como desculpa para o fracasso das suas vidas, vêndo-se ambos como vítimas.

Moshe muda-se para os Estados Unidos, onde vai sobrevivendo de aldrabice em aldabrice (lembram-se de O Fura-Vidas?), encontrando um escape em sessões onde declama poesia num bar de jazz à noite, num misto provocatório entre Bocage e Bukowski, que o tornam relativamente famoso. Em contraste com este Lenny israelita, Tzach procura uma solução no exército, descarregando a sua frustração através da óptica telescópica da sua arma de sniper. Contudo, um acidente fatal vai conduzir ao seu afastamento da tropa.

Este relação pai e filho feita de distância, silêncios e de diálogos evitados e ignorados de propósito vai então aproximar-se de vez e procurar uma reconciliação redentora, natural neste tipo de cinema, lento, contemplativo e bastante introspectivo, onde tudo vai acontecendo de forma compassada por entre muitas lágrimas derramadas, gritos e socos desferidos.

Tal como o próprio título indica, Sem Rumo rodopia sobre si mesmo durante algum tempo à deriva, mas consegue encontrar amiúde os portos de abrigo certos, nesta viagem que tem o condão de, pelo menos, saber acabar. Nada mau para um McBacon.


Secção Oficial - A HONRA DA FAMÍLIA:

Título: Sakli Yüzler
Realizador: Handan Ipekçi
Ano: 2007


Nos clãs mais antigos Turquia dos dias de hoje ainda prevalece uma tradição que, na nossa actualidade, desumana é o mínimo que lhe podemos apelidar. Nessas famílias, quando uma mulher engravida sem estar casada, é acusada de desgraçar a honra do clã e, como tal, tem de pagar com a sua própria vida. E se esta não aceitar o suicídio, o homícidio é a única alternativa.

A Honra Da Família retrata esta realidade, com a situação muito particular de Zühre, uma jovem que desonra a sua família, ao engravidar dum jovem sem capacidade financeira para pagar o seu dote. O seu cruél tio mais novo obriga então que o seu irmão asfixie o recém-nascido e pede ao pai para a matar. Mas Zühre consegue escapar com vida, auxiliada pela Procuradora da aldeia, sem que o resto da família desconfie. Até que...

Anos mais tarde, o irmão mais velho do pai da criança de Zühre (que entretanto se suicidara também), realiza um documentário sobre essa história verídica. Desgraçada duplamente na sua honra, o clã liderado pelo cruél tio mais novo vai partir em busca de Zühre para terminar o serviço que iniciara anos antes. Ao mesmo tempo, a outra parte da família mais liberal vai tentar chegar primeiro e evitar o crime. Quem ganhará esta corrida?

Em A Honra Da Família existem duas realidades temporais que são contadas em paralelo, com o auxílio uma da outra, recorrendo a uma edição exemplar e irrepreensível: são duas linhas cronológicas diferentes e quatro grupos de personagens distintos, que se cruzam de forma alternada sem nunca ser confuso, revelando aquela história à medida que o filme avança. É uma influência determinante do cinema ocidental de Hollywood e que faz com que este A Honra Da Família ganhe uma dimensão bem maior do que o simples cinema-verdade destes casos.

É uma verdadeira ficção hollywoodesca, que arrepia ainda mais por sabermos que, para além de ser baseada num caso verídico, ainda continua a ser praticada nos dias de hoje. A Honra Da Família é um drama torturante, como uma faca que espeta lentamente na carne e se diverte a escarafunchar muito, mas muito lentamente.

A Honra Da Família é um filme dentro do filme, que termina numa explosão de violência remeniscente de Boonie & Clyde. Comparação deveras exagerada, eu sei, mas que é uma excelente forma de rematar este McRoyal Deluxe.




Secção Oficial - EM LIBERDADE:

Título: Freigesprochen
Realizador: Peter Payer
Ano: 2007


Durante 12 anos interruptos, o controlador de tráfego ferroviário, Thomas Hudetdz (Frank Giering), foi um trabalhador exemplar que nunca cometeu um erro. Contudo, ao fim dessé tempo todo, o pobre Thomas vai cometer um deslize, quando se distraí por meros segundos com uma mulher mais nova, Anna (Lavinia Wilson). Em 12 anos, Thomas apenas se distraiu por meia dúzia de segundos; o tempo suficiente para resultar num acidente brutal, deonde resultaram 22 mortos, entre eles o seu melhor amigo.

A premissa de Em Liberdade é poderosíssima. Thomas vai ser ilibado em tribunal, mas tanto ele como Anna vão ter de lidar com o peso na consciência daquele sentimento de culpa, responsáveis pela morte de mais de duas dezenas de pessoas que nunca viram na vida nem mais gordas nem mais magras. O que será pior, ser culpado, ou ser culpado sem ser castigado? É que ainda para mais, Thomas vai receber o ordenado por inteiro daqueles dias em que esteve preso e a ser julgado. Como se lhe tivessem pago para matar aquela gente.

São dilemas existenciais tramados, que o realizador parece querer responder com cenas de sexo entre os dois protagonistas. Assim como estes tentam esquecer a frustração com o pecado da carne, o realizador Peter Payer tenta tapar os buracos do argumento com cenas de sexo. É que a trama de Em Liberdade parece uma sequência de situações e episódios mais ou menos marcantes, decisivos para o filme ir avançando, mas que têm dificuldades em ligarem-se entre si e construirem esse aumento de tensão e sufoco que o filme exigia.

Cultivando de forma teimosa alguns tiques de um certo cinema de autor, Em Liberdade torna-se presunçoso por nunca tomar o seu próprio rumo, parecendo sempre que está a tentar ser outro filme em vez de se deixar ir naturalmente. Não é fraco, mas este McBacon não é recompensa nenhuma.

Posted by: dermot @ 2:20 da tarde
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24. FESTRÓIA:

Dia 4

Este quarto dia foi aproveitado, basicamente, para pôr o sono em dia, por isso faltei a um dos filmes eróticos. Sim, porque eu também tenho esse hábito estranho, o de dormir. Que mania, pá!


Secção Oficial - MUNDOS SEPARADOS:

Título: To Verdener
Realizador: Niels Arden Oplev
Ano: 2008


Há uma expressão que gosto muito e que costumo utilizar amiúde e que se emprega quando nos deparamos perante escolhas complicadas: é como escolher entre o pai e a mãe, digo. Em Mundos Separados, este dilema vai ser levado à letra, quando o trio de filhos, em plena situação de crise familiar, vai ter de escolher quem abandona a casa: o pai traidor ou a mãe traída.

A coisa podia ser complicada e demorar vários dias a ser decidida, mas para esta família de Testemunhas de Jeová não houve nada mais simples: o pai estava arrependido e como tal devia ser perdoado. Como a mãe não estava disposta a isso, então... adeus, és o elo mais fraco. De facto, ser Testemunha de Jeová é bem mais simples e facilita a vida: não se pode beber, fumar, votar, ver televisão... Só não percebo muito bem como é que eles se divertem. Enfim...

Mundos Separados aborda de forma pertinente o mundo religioso das Testemunhas de Jeová, em contraste com os ateus e os cristãos, quando a filha mais velha, Sara (Rosalinde Mynster), se apaixona por um tipo de outra religião e começa a ter dúvidas em relação à sua fé. Com um argumento imparcial e bem estruturado (salvo o facto de ambos se apaixonarem loucamente à primeira vista, numa noite em que estavam ambos com uma grande piela), Mundos Separados é um bom drama familiar.

O senão prende-se, mais uma vez, com o acto final. A história começa a patinar e a repetir-se, que no fundo não é mais do que chover no molhado. E até deixar de haver casas de personagens secundárias para onde a protagonista, Sara, se poderia mudar, o filme não termina.

Assim, Mundos Separados deixa o grupo dos favoritos à vitória final, o qual acompanhou durante quase todo o percurso, para terminar com um não menos digno McBacon.




Primeiras Obras - POLARÓIDES URBANAS:

Título: Polaróides Urbanas
Realizador: Miguel Falabella
Ano: 2008


O ano passado, mais ou menos por esta altura, passava um filme no Festróia intitulado Madrigal, que começava com uma peça de teatro. As cortinas abriam, os actores olhavam o público e o cenário era desolador: apenas um espectador. No entanto, a coisa assumia contornos ainda mais dramáticos quando esse senhor se levantava e abandonava a peça a meio. O filme depois não era nada de especial, mas esse início era brutal.

Assim como o início deste Polaróides Urbanas, onde no início de uma peça de teatro, a protagonista, Lise Delamare (Arlete Salles), se esquece do texto, começa a chorar, expulsa toda a gente do palco e avança em diálogo com o público estupefacto. Tal como Madrigal, a coisa depois desenvolve-se sem nada a ver com este princípio. Mas ao contrário do filme cubano, este vale bem a pena ser visto.

Polaróides Urbanas é a estreia do brasileiro Miguel Falabella, que todos conhecemos das telenovelas, na cadeira de realizador, adaptando ao grande ecrã uma peça de teatro da sua própria autoria. O formato escolhido é o filme-mosaico, preconizado pelo mestre Altman e difundido pelo neo-realismo norte-americano, numa estrutura circular que se vai fechar no final. Curiosa, é a forma como todo o filme é construído como uma alegoria à tragédia grega.

Utilizando os arquétipos estruturais não só da tragédia, mas também dos melodramas dos anos 50, Polaróides Urbanas é um conjunto de histórias mais ou menos divertidas sobre os dramas urbanos do século XXI, ou seja, os problemas existencialistas new-age desta nossa era: depressões, questões de identidade e sensações de irrealização pessoal.

Falando a sério a brincar, em tons de tragico-comédia, Polaróides Urbanas recorre a um humor desbocado, parecido ao conhecido Sai De Baixo (onde também brilhava Miguel Falabella), com especial contributo das personagens de Marília Pêra (num duplo papel, que faz recordar a sonora Janice, de Amigos). Não sei bem, mas desconfio que esse tipo de humor seja visto no Brasil como um pouco pimba, apesar de reconhecer que está a anos luz de lixo como Os Trapalhões Em Portugal. Se estiver enganado, digam-me.

Apesar de se notar alguns vacilos na cadeira do realizador, Miguel Falabella safa-se de forma exemplar desta sua estreia. Tal como o cinema espanhol, o cinema brasileiro também anda de boa saúde e recomenda-se. E recomenda-se o McRoyal Deluxe também.




Independentes Americanos - NOITE DE AGOSTO:

Título: August Evening
Realizador: Chris Eska
Ano: 2007


Na apresentação que fez ao filme minutos antes de começar a sessão, o realizador Chris Eska fez questão de explicar aos espectadores que o seu filme, ao contrário da maioria dos filmes americanos, não tinha explosões, violência, ou sexo, como que já se estivesse a desculpar para a estopada que iríamos apanhar.

Noite De Agosto é uma história familiar, âncorada numa família mexicana de El Paso, que gravita à volta do pai, Jaime (Pedro Castaneda, que deve estar no Guiness como o homem mais inexpressivo de sempre, com o qual apenas as estátuas da Ilha da Páscoa conseguem rivalizar). Este, para além de ter perdido o emprego, perdeu também a esposa. E agora vai ficar sozinho com a sua cunhada, a bondosa Lupe (Veronica Loren), uma vez que os outros seus dois filhos parecem tê-lo renegado.

Filmado exclusivamente com actores amadores, gente normal escolhida na rua numa tarde de Verão (o que não era necessário avisar porque topa-se a léguas; aliás, em comparação com Pedro Castaneda, Keannu Reaves parece um Marlon Brando), Noite De Agosto é um drama que se move a passo, tão lento tão lento que dá para ir à casa de banho a meio e voltar e não perder nada da história, uma vez que procura passar para o espectador uma quantidade industrial de emoções humanas. E isto funciona como um leve e eficaz soporífero no ar, que testa a resistência de qualquer um.

Se teve uma boa noite de sono e um dia não muito cansativo, conseguirá certamente aguentar até ao fim sem ser preciso grande estoicidade e terá uma história sobre a importância família, o respeito pelos mais velhos e o sacramento do casamento, tudo isto cruzado com a realidade mexicana nos Estados Unidos e a actual precariedade do trabalho. Nada que nunca tenha sido feito e melhor.

Tentando captar o lado mundano da vida, com gente a lavar a loiça, a cozinhar o jantar, ou a cortar a relva do quintal, Noite De Agosto ganhará claramente quando visto em fast forward. A duração ideal para mordiscar um Double Cheeseburger.

Posted by: dermot @ 12:42 da manhã
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segunda-feira, junho 09, 2008  

24. FESTRÓIA:

Dia 3

Eis um dia de extremos. Por um lado, foram exibidos dois dos melhores filmes que vi no festival deste ano até ao momento. E por outro, caiu de pára-quedas uma coisa que até tenho dificuldades em classificar. Entre eles houve ainda dificuldades técnicas (alheias à responsabilidade do Festróia, atenção), que geram sempre bonitos momentos de espectadores indignados. Se se escandalizassem da mesma forma com coisas mais importantes, de certeza que vivíamos numa sociedade bem melhor.


Secção Oficial - ENTERRADO NA AREIA:

Título: The Bird Can't Fly
Realizador: Threes Anna
Ano: 2007


Chegado da África do Sul, certamente de uma nave espacial, Enterrado Na Areia é o trabalho debutante da encenadora de teatro Threes Anna, profissão que tem levado para a sétima arte algumas das melhores obras surreais que este já conheceu (Alejandro Jodorowski, anyone?). E esta não é excepção à regra.

Enterrado Na Areia é um requiem fabulástico de tons oníricos, a fazer lembrar aquele sonho de anjos caídos que foi Northfork (As Asas Do Desejo tambén não será uma referência disparatada), com uma fotografia brutal, ambientada numa cidade semi-fantasma enterrada em tempestades de areia alva como a neve, onde pululam avestruzes selvagens, que conferem ao filme um toque exótico e surreal, mais ou menos como o pavão de Fellini em Amarcord.

Enterrado Na Areia é uma balada sobre Melody (Barbara Hershey), uma cozinheira que regressa à sua aldeia natal para o funeral da filha. Esta (a aldeia, não a filha) é uma localidade mineira no sopé do majestoso Hotel Paraíso, estilhaçada pelo tempo, pela miséria e pela desertificação, onde resta uma velhota sentada sob um guarda-chuva, um exército de crianças-soldado, um carteiro aleijado com jeito para a viola e as mulheres dos poucos mineiros que passam altas temporadas numa mina distante. Melody vai então ter que reatar com o passado para poder prosseguir com o futuro.

Todo o filme se faz de símbolos, começando pelo nome do hotel - que faz lembrar o de Million Dollar Hotel, âncora dos inadaptados que por lá circulam e último bastião do passado radioso - e terminando com as próprias avestruzes, que apesar de serem aves não conseguem voar.

Existem vários adjectivos que poderão ser usados para (tentar) descrever Enterrado Na Areia: romântico ou surrealista serão, sem dúvida, os mais usados, mas garanto-vos que nem um nem outro faz justiça à beleza do filme. Quando ainda falta ver mais de metade dos filmes em competição, posso adiantar-vos que já escolhi o meu favorito. A ver se batem o Le Big Mac.




Secção Oficial - EM NOME DE DEUS:

Título: Khuda Ke Liye
Realizador: Shoaib Mansoor
Ano: 2007


Confesso que à partida para Em Nome De Deus, as previsões eram as melhores. Afinal de contas, este era o filme com mais sucesso de sempre no Paquistão e, além disso, já tinha levantado celeuma mais do que suficiente junto dos muçulmanos mais tradicionais. Incrível, como é que eu com esta idade toda continuo tão crédulo...

Eis então a história de duas famílias paquistanesas: de um lado, os mais liberais, com um pai muçulmano a viver em Londres em união de facto com uma branca; e do outro, uma família muçulmada mais religiosa a viver no Paquistão, onde os dois filhos são o duo de cantores românticos com mais sucesso do país. Tudo isto é aparente porque depois as coisas vão-se misturar: um dos músicos cantores converte-se em fanático religioso e abandona o pecado da música, o outro irmão vai para os Estados Unidos e apaixona-se por uma americana (esteriotipada como white trash) e o pai liberal não vai aceitar que a sua filha case com um branco e vai leva-la para o Paquistão, onde a casa contra a sua vontade com um muçulmano. Atenção, que este último ponto da sinopse é a coisa mais interessante de todo o filme. E apenas levemente.

Um dos irmãos cantores é interpretado por Shaan, que ao que consta, é tipo o Tony Carreira lá da zona. Por isso, o realizador aproveita qualquer pretexto para o pôr a cantar, em elaborados telediscos, que envolvem piqueniques em florestas com eletricidades, e assim arranjar mais uns trocos com os cds da banda-sonora que vendeu à posteriori. É a boa tradição musical do cinema indiano.

Em Nome De Deus vai então circulando por entre o formato telenovela, com uma edição fragmentada ao bom estilo ocidental, que se pretende que seja inovadora. Uma novidade para o realizador: não é! Compreende-se o esforço em Em Nome De Deus fugir ao estilo kitsch de bollywood, mas a coisa é tão ingénua que se torna ridícula. Os diálogos são hilariantes e debitados do papel com a mesma entoação qualquer que seja o tema de conversa, as actuações são super-teatrais e as situações más demais para serem verdade.

Por exemplo, caído do nada, no meio do argumento, surge uma cena em que os muçulmanos mais fanáticos vão ter umas acções reacionárias contra as influências pecaminosas do Ocidente. Eis então quatro tipos armandos com turbantes, barbas longas e baldes de tinta, montados em motorizadas ao som dos Rammstein indianos, a vandalizar uns muppies: they mess with muslim. Big mistake! Felizmente, a cena só dura 3 minutos, porque senão a minha barriga explodia de tanto rir.

De panfleto muçulmano sobre o conflito religioso entre os tradicionais e os liberais, Em Nome De Deus dá um salto gigantesco e inesperado até ao panfleto anti-americano pós-11 de Setembro, dando uam verdadeira aula de geografia aos estúpidos brancos da América, quando o Tony Carreira wannabe explica à sua futura namorada que o Paquistão é um país(!), como se ela fosse uma criança de 6 anos.

Podia passar aqui o dia a fazer uma lista de cenas geniais do filme, mas deixem-me só referir que o código ultra-secreto da Al-Qaeda neste filme resume-se a uma folha a4 bem dobradinha para ninguém a achar, com um quadrado cheio de caracteres árabes, um 9 e um 11. Felizmente que a CIA tem um agente super-inteligente, que consegue decifrar a trafulhice munido com uma caneta vermelha.

Em Nome De Deus poderia ser o melhor pior filme de sempre da história do Festróia. Assim, com a sua duração épica, é apenas o pior. Mas que Hamburguesa de Choco.


Primeiras Obras - PROTEGER:

Título: Rezerwat
Realizador: Lukasz Palkowski
Ano: 2007


Eis mais um filme a abordar um tema que costuma ter bons resultados no cinema: o poder da fotografia, enquanto pedaço físico do tempo e espaço, abordado não da forma metafísica de Blow Up - História De Um Fotógrafo, mas antes de forma mais simbólica -os personagens japoneses voyeristas que por lá andam a pagarem para criarem os seus próprios mementos valiam por si só uma tese de mestrado.

Marcin (Marcin Kwasny) é um fotógrafo da clásse média que se muda para um prédio antigo na parte velha da cidade, indo estabelecer-se numa vizinha bem castiça, que faz A Comunidade parecer um bando de gente normal. Nesta célula de inadaptados, Marcin vai começar por chocar, mas até ao fim do filme vai-se integrar, arranjar uma namorada e um amigo juvenil, transformando-se numa deles.

Com uma excelente composição do mosaico de personagens, A Máscara é um filme honesto, levezinho e descontraído, lacrimejante sem forçar o tearjerker, terminando com a redenção de todos os personagens, desde o protagonista até ao mais fugaz dos secundários.

Não vai ficar para a história, mas também não provém daqui qualquer mal de maior ao mundo. Já comi McBacons bem piores e a pagar.


Secção Oficial - A MÁSCARA:

Título: Musta Jää
Realizador: Petri Kotwica
Ano: 2007


A mulher é um espécime perigoso. Se querem um conselho, nunca se metam com nenhuma: quem brinca com o fogo, queima-se. Só quem nunca viu filmes como Kill Bill ou Thriller - A Cruel Picture é que não percebe como a vingança feminina é das coisas mais tramadas que podem haver.

Contudo, ao contrário destes dois exemplos, a vingança feminina que A Máscara aborda tem muito pouco de física: é antes psicológica. É uma vingança metódica e planeada ao milímetro, até ao mais ínfimo pormenor. Como só as mulheres sabem fazer. Calmamente, com nervos de aço e cold as ice, as mulheres conseguem arquitectar com meses de antecedência o mais inconcebível plano para se vingarem de outrém - meses, disse eu? anos! - Princpalmente, se a coisa envolver homens pelo meio.

O cenário de A Máscara é perfeito para esta trama de suspense com influências hitchcockianas (alguém mencionou A Mulher Que Viveu Duas Vezes?) e, como qualquer drama gelado do cinema nórdico, é um filme que se move lentamente, avançando cautelosamente e com precisão milimétrica até rebentar na catarse final, normalmente de grande intensidade.

Aqui, o resultado é asfixiante, à medida que os cordões vão apertando e o plano vai adensando. A autora de tão cruél vingança é Saara (Outi Mäenpää), uma mulher bem sucedida que descobre que está a ser traída pelo seu marido, Leo (Martti Suosalo), um arquitecto professor com queda por jovens loiras e de olhos claros (Ria Kataja). Saara vai então afastar-se deste aspirante a Tomás Taveira e vai tornar-se na melhor amiga de Tuuli, subvertendo o triângulo amoroso de forma inesperada.

Eis então um lobo com pele de cordeiro, manietando a vida dos outors dois vértices do triângulo até alcançar a sua cruél vingança: fazer com que a jovem Tuuli sofra o amis possível. Obviamente, que a coisa vai extravasar dos limites porque, por melhor que esteja planeado, há sempre qualquer pormenor que corre menos bem.

A Máscara é um daqueles must sees que vale a pena esfolar-nos por esta net fora em busca de uma forma para o ver. O seu problema é o final: claramente indeciso em como acabr o filme, o realizador foi esticando a corda, esticando, esticando, até que quando se decidiu pelo fim, já a coisa tinha ido longe demais. Poderia ser um Le Big Mac ainda mais perfeito.

Posted by: dermot @ 1:51 da tarde
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domingo, junho 08, 2008  

24. FESTRÓIA:

Dia 2

Dia de praia brutal: numa mão, o sol das praias da Serra da Arrábida. Na outra, a sala escura e as cadeiras desconfortáveis do Fórum Luísa Todi. A escolha era difícil...
No final do dia, nenhum conclusão, mas apenas uma pergunta: quem me explica o fascínio de Os Come-Bolos?

Secção Oficial - TUDO FICARÁ BEM:

Título: Wszystko bedzie dobrze
Realizador: Tomasz Wiszniewski
Ano: 2007


Aquilo que conhecemos como o expressionismo alemão foi um género cinematográfico que cristalizou no princípio do século XX o estado da Alemanha, mergulhada em reformas radicais e profundas: o país havia sido recentemente unificado e estava estigmatizado ainda pelo medo e desamparo; isto levou a que se rompe-se com a religião, Deus deixou de ser incontest+avel e o adensou-se o mistério pela vida e a morte. Todas estas incertezas resultaram num cinema de angústias, solidão e sentimentos sombrios.

Ao quarto filme polaco deste Festróia já é possível verificar um curioso processo semelhante: nesta Polónia do virar do século, o cinema passa por uma cultura de crise que espelha as décadas de incerteza, medo e desilusão pelas quais passou a Polónia no pré e no pós Segunda Guerra Mundial, uma vez que o país foi um dos principais teatros de guerra do conflito. Assitimos então a um cinema negro, sem esperança e sem grandes ilusões de felicidade.

Tudo Ficará Bem é o que leva este cenário mais ao extremo e o mais radical até ao momento: aliado a todas estas desilusões, o realizador rompe ainda de forma brutal com a religião, arrasando-a completamente. Mesmo que seja aquele que, até agora, teve o final mais sorridente de todos (não que seja feliz, mas é pouco infeliz). No final, a mensagem é clara: apenas podemos confiar em nós e nos próximos. A fé por si só é inútil!

Pawel (Adam Werstak) é então um rapazote pobre, com uma mãe extremamente doente (e rabujenta) e um irmão com um ligeiro atraso. No seu entendimento, para que tudo melhore, é necessário ir pagar uma promessa ao Santuário de Fáitma lá do sítio, indo a correr até lá. O jovem então que vai embarcar nessa demanda, acompanhado e supervisionado pelo seu treinador de educação física, o alcoólico Andrzej (Robert Wieckiewicz).

Nesta mistura do Forest Gump com Belleville Rendez-Vouz, versão drama-nórdico (resquícios de Bergman e do Dogma), Tudo Ficará Bem ganha contornos redentores, numa fábula realista e dramatizada, onde as tragédias são sempre mais abundantes que os momentos de felicidade. No final, fica ali a pender perigosamente entre o McBacon e o McRoyal Deluxe.




Secção Oficial - SEREIA:

Título: Rusalka
Realizador: Anna Melikyan
Ano: 2007


Sereia é uma espectacular surpresa, não tanto pela qualidade do filme em si, mas antes pelo inesperado que é apanhar um filme indie russo. Indie como em Uma Família À Beira De Um Ataque De Nervos ou em Eu, Tu E Todos Os Que Conhecemos. O estilo e não a forma como é produzido.

A sereia do título (não de forma literal) é a jovem Alice (Mariya Shalayeva, numa mistura entre a Linda Cardellini e a Claire Danes jovem) - o nome não é pura coincidência, há mesmo parentesco com a outra que se metia nos cogumelos e que atravessou o espelho -, uma rapariga inadaptada que tem o estranho (e perigoso) poder de realizar os seus desejos. A sinopse assim pode não lhe dizer nada, mas se eu lhe disser que é uma espécie de Amélie Poulain em Moscovo, aposto que já muda de figura.

De facto, Sereia apresenta muitas familiaridade com a obra-prima de Jeunet, que até tem uma banda-sonora fértil em zydeco, que faz lembrar Yann Tiersen. Com personagens bizarras, cenários coloridos, guarda-roupa escolhido a dedo e uma mise-en-scene peculiar, Sereia é um regalo para os olhos, com o seu argumento com tanto de romântico como de surreal (onde a jovem Alice tem sonhos no template do Houses Of The Holy, dos Led Zeppelin, e veste-se como a Janis Joplin - acid rock rulez!).

O filme só não ganha proporções de obra-prima, pelo seu argumento desiquilirado. Contudo, está cheio daqueles pequenos apontamentos que, aparentemente são insignificantes, mas que no fundo são gigantescos e valem por si só a vizualização do filme. Divertido, mágico, kitsch e pateta, Sereia é uma excelente pipoca de cinema, mas que para feelgood movie é demasiado longo. E dispensava-se o final à Easy Rider. Fora isto, é um recheado McBacon.


Primeiras Obras - LADRÕES:

Título: Ladrones
Realizador: Jaime Marques
Ano: 2007


Qual cinema romeno, qual cinema polaco, qual quê! Para mim, a grande vaga cinematográfica que por aí anda é mesmo a espanhola. E não é só por causa de [REC]. Se tem dúvidas, então devia ter estado na homenagem do ano passado do Festróia.
Ladrões é um dos filmes deste novo cinema espanhol, que se caracteriza pela forte influência anglo-saxónica, que se alia à sensibilidade do tradicional cinema de autor europeu.

Não deixe o título faze-lo pensar que vai assistir a um heist movie: Ladrões é antes sobre pequenos carteiristas, mais propriamente, um muito específico - Alex, um rapaz com mãos de oiro e reflexos mágicos, que acaba de sair do reformatório com dois pensamentos: endireitar de vez a vida e reecontrar a mãe, que lhe ensinou tudo o que sabe. Contudo, um ladrão é sempre um ladrão e Alex vai acabar por voltar ao mundo dos pequenos roubos. E para compensar a falta de uma figura materna, vai arranjar uma companheira e treiná-la: a jovem e bonita Sara (María Valverde).

Para ilustrar este mundo do carteirismo, o realizador recorre à câmara lenta e à música clássica para construir longas cenas em que os jovens ladrões mais parecem super-heróis a roubar gente. Ou o David Copperfield. Que saudades de O Carteirista, onde Bresson filmava roubos semelhantes com mais suspense e emoção, apenas com a arte e o engenho do corte e montagem.

Para além desta estória de criminalidade, é ainda enxertada uma estória de amor a Ladrões, que se desenvolve entre os dois protagonistas. Eis então a fórmula rapaz-rapariga-crime, usada desde Bonnie & Clyde até Bando À Parte, apaixonados pelo amor e pela adrenalina dos assaltos, com tanto de compromisso como de cedência. E como é que o realizador ilustra esta parte? Com mais cenas em câmara lenta e música clássica.

No fim, Ladrões é uma enorme sucessão de cenas em câmara lenta, por tudo e por nada, que começa a aborrecer. Jaime Marques não consegues justapôr as duas tramas e o resultado final é um argumento bamboleante (e nem estou a falar do sub-enredo da busca de Alex pela sua mãe), que vai mancando a espaços. Por entre cenas de câmara lenta e música clássica.

Podia agora rematar esta prosa com mais um trocadilho entre um McChicken e cenas de câmara lenta e música clássica, mas não o vou fazer.




Independentes Americanos - OS COME-BOLOS:

Título: The Cake Eaters
Realizador: Mary Stuart Masterson
Ano: 2007


Deviam pegar em todos aqueles que fogem do cinema nacional como o Diabo foge da cruz e se vão refugiar nos blockbusters americanos e esfregar-lhes este filme na cara, para verem que em terras do Tio Sam também se escrevem diálogos maus e há actores com pose teatral.

Posted by: dermot @ 2:06 da tarde
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COTAÇÃO:
10 - Royale With Cheese
9 - Le Big Mac
8 - McRoyal Deluxe
7 - McBacon
6 - McChicken
5 - Double Cheeseburger
4 - Cheeseburger
3 - Caixinha de 500 paus (Happy Meal)
2 - Hamburga de Choco
1 - Pão com Manteiga

TAKE:
Take - cinema magazine | take.com.pt


ARE YOU TALKING TO ME:
DUELO AO SOL
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TRASH CINEMA TRASH
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ARE YOU TALKIN' TO ME?
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CRÍTICAS:
- A Armadilha
- A Arte De Pensar Negativamente
- A Árvore Da Vida
- A Balada de Jack And Rose
- A Bela E O Paparazzo
- A Boda
- À Boleia Pela Galáxia
- A Cabana Do Medo
- A Cela
- A Canção De Lisboa
- A Cara Que Mereces
- A Casa Dos 1000 Cadáveres
- A Casa Maldita
- A Cidade Dos Malditos
- A Ciência Dos Sonhos
- A Comunidade
- A Cor Do Dinheiro
- A Costa Dos Murmúrios
- A Criança
- A Dália Negra
- A Dama De Honor
- A Descida
- A Duquesa
- À Dúzia É Mais Barato
- A Encruzilhada
- A Estrada
- A Estranha Em Mim
- A Frieza Da Luz
- A Fúria Do Dragão
- A História De Uma Abelha
- A Honra Da Família
- A Janela (Maryalva Mix)
- A Lagoa Azul
- A Lenda Da Floresta
- A Liga Dos Cavalheiros Extraordinários
- A Lista De Schindler
- A Lojinha Dos Horrores
- A Mais Louca Odisseia No Espaço
- A Maldição Da Flor Dourada
- A Mansão
- A Maravilhosa Aventura De Charlie
- A Marcha Dos Pinguins
- A Máscara
- A Máscara De Cristal
- A Menina Jagoda No Supermercado
- A Minha Bela Lavandaria
- A Minha Vida Sem Mim
- A Morte Do Senhor Lazarescu
- A Mosca
- A Mulher Do Astronauta
- A Mulher Que Viveu Duas Vezes
- A Múmia
- A Noiva Cadáver
- A Noiva Estava De Luto
- A Origem
- A Outra Margem
- A Paixão De Cristo
- A Pele Onde Eu Vivo
- A Pequena Loja Dos Horrores
- A Prairie Home Companion - Bastidores Da Rádio
- A Presa
- À Procura Da Terra Do Nunca
- A Promessa
- À Prova De Morte
- A Rainha
- A Rai­nha Africana
- A Raiz Do Medo
- A Rapariga Santa
- A Rede Social
- A Religiosa Portuguesa
- A Ressaca
- A Residencial Espanhola
- A Sangue Frio
- A Secretária
- A Semente Do Diabo
- A Senhora Da Água
- A Severa
- A Sombra Do Caçador
- A Sombra Do Samurai
- A Tempestade No Meu Coração
- A Tempo E Horas
- A Torre Do Inferno
- A Turma
- A Última Famel
- A Última Tentação De Cristo
- A Valsa Com Bashir
- A Verdadeira História De Jack, O Estripador
- A Viagem De Chihiro
- A Viagem De Iszka
- A Vida De Brian
- A Vida É Um Jogo
- A Vida É Um Milagre
- A Vida Em Directo
- A Vida Secreta Das Palavras
- A Vila
- A Vítima Do Medo
- A Vizinha Do Lado
- A Volta Ao Mundo Em 80 Dias
- Aberto Até De Madrugada
- Abraços Desfeitos
- Acção Total
- Aconteceu No Oeste
- Across The Universe
- Actividade Paranormal
- Acusado
- Adam Renascido
- Admitido
- Adriana
- Aelita
- Ágora
- Água Aos Elefantes
- Air Guitar Nation
- Albert, O Gordo
- Aldeia Da Roupa Branca
- Alice
- Alice In Acidland
- Alice No País Das Maravilhas
- Alien - O Oitavo Passageiro
- Aliens - O Reencontro Final
- Alien - A Desforra
- Alien - O Regresso
- Alien Vs. Predador
- Alien Autopsy
- Alma Em Paz
- Almoço De 15 De Agosto
- Alphaville
- Alta Fidelidade
- Alta Golpada
- Alta Tensão
- Alucinação
- Amália
- Amarcord
- American Movie
- American Splendor
- Amor À Queima-Roupa
- Amor De Verão
- Amor E Corridas
- Amor E Vacas
- Amor Em Las Vegas
- Amor Ou Consequência
- And Soon The Darkness
- Angel-A
- Animal
- Annie Hall
- Anónimo
- Antes Do Anoitecer
- Antes Que O Diabo Saiba Que Morreste
- Anticristo
- Anvil! The True Story of Anvil
- Anytinhig Else - A Vida E Tudo Mais
- Appaloosa
- Apocalypto
- Aquele Querido Mês De Agosto
- Aracnofobia
- Aragami
- Arizona Dream
- Armin
- Arséne Lupin - O Ladrão Sedutor
- As Asas Do Desejo
- As Aventuras De Jack Burton Nas Garras Do Mandarim
- As Aventuras De Tintim - O Segredo Do Licorne
- As Aventuras Do Príncipe Achmed
- As Bandeiras Dos Nossos Pais
- As Bonecas Russas
- As Canções De Amor
- As Crónicas De Narnia - O Leão, A Feiticeira E O Guarda-Roupa
- As Diabólicas
- As Ervas Daninhas
- As Invasões Bárbaras
- As Lágrimas Do Tigre Negro
- As Leis Da Atracção
- As Noites Loucas Do Dr. Jerryll
- As Penas Do Desejo
- As Tartarugas Também Voam
- As Vidas Dos Outros
- Aberto Até De Madrugada
- Assalto À Esquadra 13 (1976)
- Assalto À Esquadra 13 (2005)
- Assalto Ao Santa Maria
- Assassinos Natos
- Ata-me
- Até Ao Inferno
- Até Ao Limite Do Terror
- Atraídos Pelo Crime
- Através Da Noite
- Attack Of The 50 Foot Woman
- Aurora
- Austrália
- Autocarro 174
- Avatar
- Aviva, Meu Amor
- Aztec Rex
- Azul Metálico

- Babel
- Backbeat, Geração Inquieta
- Balas E Bolinhos - O Regresso
- Balbúrdia No Oeste
- Bando À Parte
- Baraka
- Barbarella
- Barreira Invisí­vel
- Batman
- Batman Regressa
- Batman - O Início
- Be Cool
- Beijing Bastards
- Belleville Rendez-Vouz
- Bem-vindo À Zombieland
- Bem-vindo Ao Norte
- Berlin 36
- Birth - O Mistério
- Biutiful
- Black Sheep
- Black Snake Moan - A Redenção
- Blade Runner - Perigo Iminente
- Blueberry
- Boa Noite E Boa Sorte
- Bobby Darin - O Amor É Eterno
- Body Rice
- Bombom
- Bom Dia Noite
- Bom Dia Vietnam
- Bonnie E Clyde
- Boogie Nights
- Borat
- Brasil - O Outro Lado Do Sonho
- Breakfast On Pluto
- Brincadeiras Perigosas (2007)
- Brisa De Mudança
- Bronson
- Bruce, O Todo-poderoso
- Bruiser - O Rosto Da Vingança
- Bruno
- Buffalo 66
- Bubba Ho-Tep
- Bullit
- Bunker Palace Hotel
- Buried
- Busca Implacável
- Bz, Viagem Alucinante

- Cadillac Records
- Cães Danados
- Cães De Palha
- Café E Cigarros
- Call Girl
- Camino
- Capitão Alatriste
- Capitão América - O Primeiro Vingador
- Capote
- Carrie
- Cartas Ao Padre Jacob
- Cartas De Iwo Jima
- Casa De Loucos
- Casablanca
- Casino Royale
- Catwoman
- Cavalo De Guerra
- Cemitério Vivo
- Censurado
- Centurion
- Charlie E A Fábrica De Chocolate
- Che - Guerrilha
- Che - O Argentino
- Chemical Wedding
- Chéri
- Chinatown
- Chocolate
- Choke - Asfixia
- Chovem Almôndegas
- Christine - O Carro Assassino
- Cidade Fria
- Cinco Dias, Cinco Noites
- Cinema Paraíso
- Cinerama
- Cisne Negro
- Clube De Combate
- Coco Avant Chanel
- Coisa Ruim
- Cold Mountain
- Cold Weather
- Colete De Forças
- Colisão
- Com Outra? Nem Morta!
- Comboios Rigorosamente Vigiados
- Comer Orar Amar
- Complexo - Universo Paralelo
- Conan, O Bárbaro
- Contrato
- Control
- Controle
- Coração De Cavaleiro
- Coração De Gelo
- Coração Selvagem
- Corações De Aço
- Coragem De Mãe: Confrontando O Autismo
- Corre Lola Corre
- Correio De Risco
- Correio De Risco 3
- Corrida Contra O Futuro
- Corrupção
- Cozinhando A História
- Crank - Veneno No Sangue
- Crank - Alta Voltagem
- Cremaster
- Crime Ferpeito
- Crippled Masters
- Cristóvão Colombo - O Enigma
- Crónica Dos Bons Malandros
- Crueldade Intolerável
- Cubo
- Culture Boy
- Cypher
- Cyrano de Bergerac (1950)

- Daisy Town
- Dallas
- Danny The Dog - Força Destruidora
- Daqui P'ra Frente
- Dark City - Cidade Misteriosa
- De Cabeça Para Baixo
- De Homem Para Homem
- De Olhos Abertos
- De Olhos Bem Fechados
- De Sepultura Em Sepultura
- De Tanto Bater O Meu Coração Parou
- De-Lovely
- Delhi Belly
- Dead Snow
- Death Race 2000
- Deixa-me Entrar
- Delicatessen
- Demolidor - O Homem Sem Medo
- Dentro Da Garganta Funda
- Depois Do Casamento
- Destruir Depois De Ler
- Diamante De Sangue
- Diário Dos Mortos
- Diários De Che Guevara
- Dias De Futebol
- Dick E Jane - Ladrões Sem Jeito
- Dictado
- Die Hard 4.0 - Viver Ou Morrer
- Die You Zombie Bastards!
- Dogma
- Domino
- Don Juan DeMarco
- Donnie Brasco
- Doom - Sobrevivência
- Doomsday - Juízo Final
- Dorian Gray
- Dot.Com
- Dr. Estranhoamor
- Drácula 2001
- Drácula De Bram Stoker
- Drive - Risco Duplo
- Dreamgirls
- Duas Mulheres

- É Na Terra Não É Na Lua
- Easy A
- Easy Rider
- Eduardo Mãos De Tesoura
- Efeito Borboleta
- El Mariachi
- El Topo
- Ela Odeia-me
- Eles
- Eles Vivem
- Elvis
- Em Bruges
- Em Busca Da Felicidade
- Em Carne Viva
- Em Liberdade
- Em Nome De Caim
- Em Nome De Deus
- Em Paris
- Em Privado
- Embargo
- Encarnação Do Demónio
- Encontros Em Nova Iorque
- Encrenca Dupla
- Encurralada
- Ensaio Sobre A Cegueira
- Enterrado Na Areia
- Entre Os Dedos
- Entrevista
- Equilibrium
- Era Uma Vez No México
- Eraserhead - No Céu Tudo É Perfeito
- Escola De Criminosos
- Escolha Mortal
- Esporas De Aço
- Estado De Guerra
- Estamos Vivos
- Este É O Meu Lugar
- Este País Não É Para Velhos
- Estômago
- Estrada Perdida
- Estranhos
- Estrellita
- Eu Amo-te Phillip Morris
- Eu, Peter Sellers
- Eu Sou A Lenda
- Eu Sou Evadido
- Eu, Tu E Todos Os Que Conhecemos
- Everything Must Go
- Evil Dead - A Noite Dos Mortos-Vivos
- Evil Dead 2 - A Morte Chega De Madrugada
- Evil Dead 3 - O Exército Das Trevas
- Ex-Drummer
- Exterminador Implacável 1
- Exterminador Implacável 2 - O Dia Do Julgamento Final
- Exterminador Implacável 3 - Ascensão Das Máquinas
- Exterminador Implacável 4 - A Salvação

- Factory Girl - Quando Edie Conheceu Warhol
- Factotum
- Fados
- Fahrenheit 9/11
- Falso Alarme
- Fando E Lis
- Fantasmas De Marte
- Fargo
- Faster, Pussycat! Kill! Kill!
- Fausto 5.0
- Favores Em Cadeia
- Felicidade
- Feliz Natal
- Férias No Harém
- Festival Rocky De Terror
- Ficheiros Secretos: Quero Acreditar
- Fim De Ano Em Split
- Fim-De-Semana Alucinante
- Final Cut - A Última Memória
- Fish Tank
- Florbela
- Flores Partidas
- Fome
- Footloose - A Música Está Do Teu Lado
- Força Delta
- Forrest Gump
- Freddy Vs. Jason
- Frenético
- Frida
- Frost/Nixon
- Fruto Proibido
- Fuga De Los Angeles
- Fuga Para A Vitória
- Fur - Um Retrato Imaginário De Diane Arbus
- Fúria Cega
- Fúria De Viver
- Fúria Silenciosa

- Gabrielle
- Gainsbourg - Vida Heróica
- Gang Dos Tubarões
- Gangs de Nova Iorque
- Garden State
- Génova
- GI Joe - O Ataque Dos Cobra
- Godzilla
- Goodbye Lenine!
- Gosford Park
- Gothika
- Gran Torino
- Grande Mundo Do Som
- Gremlins
- Grizzly Man
- Gru - O Maldisposto
- Guerra Dos Mundos (2005)
- Guerra Dos Mundos (1953)

- Há Lodo No Cais
- Hairspray
- Half Nelson - Encurralados
- Hard Candy
- Harley Davidson E O Cowboy Do Asfalto
- Harold E Maude
- Harry Brown
- Haverá Sangue
- Hawai Azul
- He-Man - Mestres Do Universo
- Head On - A Esposa Turca
- Heartbreak Hotel
- Hell Ride
- Hellboy
- Hellboy 2: O Exército Dourado
- Helter Skelter - O Caso De Sharon Tate
- Henry E June
- Hereafter - Outra Vida
- Hiena
- História De Duas Irmãs
- História De Um Fotógrafo
- Hobo With A Shotgunbr> - Hollywood Ending
- Homem Aranha
- Homem Aranha 2
- Homem Aranha 3
- Homem De Ferro
- Homem Demolidor
- Homem Em Fúria
- Homens De Negro
- Homens De Negro 2
- Homens Que Matam Cabras Só Com O Olhar
- Hostel
- Hostel 2
- Hot Fuzz - Esquadrão De Província
- Howl - Grito
- Hugo

- I Am Sam - A Força Do Amor
- I Spit On Your Grave
- I'll See You In My Dreams
- Iluminados Pelo Fogo
- I'm Still Here
- I Wanna Hold Your Hand
- Imitação Da Vida
- Imortal
- In Search Of A Midnight Kiss
- Indiana Jones E O Reino Da Caveira De Cristal
- Indomável
- Infiltrado
- Inimigos Públicos
- INLAND EMPIRE
- Inquietos
- Insidioso
- Insónia
- Intervenção Divina
- Intriga Internacional
- Invictus
- Irmão, Onde Estás?
- It
- It Might Get Loud
- Italian Spiderman

- Jack Ketchum's The Girl Next Door
- Jackass 2
- Jackass 3D
- Jackie Brown
- Jacuzzi - O Desastre Do Tempo
- James Bond - Agente Secreto
- James Bond - Casino Royale
- James Bond - Quantum Of Solace
- Janela Indiscreta (1954)
- Janela Indiscreta (1998)
- Janela Secreta
- JCVD
- Joga Como Beckham
- John Rambo
- Jonestown - The Life And Death Of Peoples Temple
- Jovens Rebeldes - A Verdadeira História
- Julgamento
- Julie E Julia
- Juno
- Juventude Em Marcha
- Juventude Tardia

- Kalifórnia
- Kandahar
- Karate Kid
- Katyn
- Kenny
- Kick Ass - O Novo Super-herói
- Kids - Miúdos
- Kill Bill vol.2
- King Kong (2005)
- Kiss Kiss Bang Bang
- Kiss Me
- Klimt
- Kopps
- Kung-Fu-Zão
- Kung Pow - Punhos Loucos

- La Jetée
- La Vie En Rose
- Ladrões
- Lady Snowblood
- Laranja Mecânica
- Last Days - Os Últimos Dias
- Lavado Em Lágrimas
- Lemmy
- Léon, O Profissional
- Lichter
- Lindas Encrencas As Garotas
- Lobos
- Longe Da Terra Queimada
- Lost In Translation - O Amor É Um Lugar Estranho
- Lua De Mel, Lua De Fel
- Lucifer Rising
- Lucky Luke
- Lucky Number Slevin - Há Dias De Azar

- M - Matou!
- Má Educação
- Machete
- Madrigal
- Maldito United
- Mamma Mia
- Manhattan
- Manô
- Mamonas Pra Sempre
- Mar Adentro
- Maria E As Outras
- Marie Antoinette
- Marjoe
- Marte Ataca!
- Matança De Natal
- Match Point
- Matou A Família E Foi Ao Cinem
- McQuade, O Lobo Solitário
- Meia-Noite Em Paris
- Meio Metro De Pedra
- Melancolia
- Melinda E Melinda
- Menina
- Mephisto
- Metrópolis
- Meu Nome É Bruce
- Miami Vice
- Milhões
- Milk
- Millenium 1. Os Homens Que Odeiam As Mulheres
- Million Dollar Baby - Sonhos Vencidos
- Minha Mãe
- Minha Terra
- Misery - Capí­tulo Final
- Missão A Marte
- Missão Impossí­vel 3
- Missão Impossível - Missão Fantasma
- Missão Solar
- Mistérios De Lisboa
- Momentos Agradáveis
- Moneyball - Jogada De Risco
- Monsters - Zona Interdita
- Monstro
- Monty Phyton E O Cálice Sagradi
- Morte Cerebral
- Morte De Um Presidente
- Movimentos Perpétuos
- Mr. E Mrs. Smith
- Mrs. Henderson Presents
- Muito Bem, Obrigado
- Mulholland Drive
- Mundo Fantasma
- Mundos Separados
- Munique
- Murderball - Espírito De Combate
- Murish
- Mutilados
- Mysterious Skin

- Na Cama
- Nacho Libre
- Não Estou Aí
- Napoleon Dynamite
- Nas Costas Do Diabo
- Nas Nuvens
- Needle
- Nico: À Margem Da Lei
- Ninguém Sabe
- Nixon
- No Limite Do Amor
- No Vale De Elah
- Noite De Agosto
- Noite Escura
- Noivos Sangrentos
- Nome De Código: Cloverfield
- Northfork
- Nosferatu, O Vampiro
- Nothing
- Nova Iorque 1997
- Nove Raínhas
- Nunca Digas Sim

- O Acontecimento
- O Agente Da Broadway
- O Lugar Do Morto
- O Americano
- O Amor Acontece
- O Anjo Exterminador
- O Anti-Pai Natal
- O Artista
- O Assassínio De Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford
- O Assassí­nio De Richard Nixon
- O Batedor
- O Bom Alemão
- O Bom, O Mau E O Vilão
- O Cabo Do Medo
- O Caminho De São Diego
- O Cão, O General E Os Pássaros
- O Capacete Dourado
- O Castelo Andante
- O Castor
- O Cavaleiro Das Trevas
- O China
- O Cobrador
- O Código Da Vinci
- O Comboio Dos Mortos
- O Comboio Mistério
- O Condenado
- O Couraçado Potemkin
- O Cowboy Da Meia-Noite
- O Crepúsculo Dos Deuses
- O Dedo De Deus
- O Delator!
- O Demónio
- O Despertar Da Besta
- O Despertar Da Mente
- O Deus Da Carnificina
- O Deus Elefante
- O Dia Em Que A Terra Parou (1951)
- O Dia Em Que A Terra Parou (2008)
- O Dia Da Besta
- O Discurso Do Rei
- O Enigma Do Espaço
- O Estranho Caso De Benjamin Button
- O Estranho Mundo De Jack
- O Evangelho Segundo São Mateus
- O Exorcista
- O Fatalista
- O Feiticeiro De Oz
- O Feitiço Do Tempo
- O Fiél Jardineiro
- O Gabinete Das Figuras De Cera
- O Gabinete Do Dr. Caligari
- O Gato Das Botas
- O Génio Do Mal (1976)
- O Grande Peixe
- O Grande Ditador
- O Guerreiro
- O Homem Duplo
- O Homem Que Copiava
- O Homem Que Sabia Demasiado
- O Homem Que Veio Do Futuro
- O Idealista
- O Jogo
- O Júri
- O Imperador Da Califórnia
- O Inquilino
- O Justiceiro Da Noite
- O Labirinto Do Fauno
- O Laço Branco
- O Lado Selvagem
- O Lago Perfeito
- O Leopardo
- O Livro Negro
- O Lobo Do Mar
- O Macaco De Ferro
- O Maquinista
- O Marinheiro De Água Doce
- O Menino De Ouro
- O Meu Tio
- O Milagre De Berna
- O Milagre Segundo Salomé
- O Mistério Galindez
- O Monstro Da Lagoa Negra
- O Mundo A Seus Pés
- O Nevoeiro (1980)
- O Ofício De Matar
- O Olho
- O Orfanato
- O Paciente Inglês
- O Padrinho - Parte I
- O Padrinho - Parte II
- O Padrinho - Parte III
- O Panda Do Kung Fu
- O Panda Do Kung Fu 2
- O Pesadelo De Darwin
- O Pistoleiro Do Diabo
- O Planeta Selvagem
- O Pó Dos Tempos
- O Portador Da Espada
- O Presidiário
- O Prisioneiro Do Rock
- O Protegido
- O Próximo A Abater
- O Quinto Elemento
- O Quinto Império
- O Regresso
- O Rei Dos Gazeteiros
- O Reino Proibido
- O Ritual
- O Ritual Dos Sádicos
- O Sabor Do Amor
- O Sargento Da Força Um
- O Segredo A Brokeback Mountain
- O Segredo De Um Cuscuz
- O Segredo Dos Punhais Voadores
- O Selvagem
- O Sentido Da Vida
- O Sétimo Selo
- O Sítio Das Coisas Selvagens
- O Sonho Comanda A Vida
- O Sonho De Cassandra
- O Sorriso De Mona Lisa
- O Tempo Do Lobo
- O Tesouro Da Sierra Madre
- O Tigre E A Neve
- O Tio Boonmee Que Se Lembra Das Suas Vidas Anteriores
- O Triunfo Da Vontade
- O Turista
- O Último Airbender
- O Último Grande Herói
- O Último Rei Da Escócia
- O Último Tango Em Paris
- O Último Voo Do Flamingo
- O Vingador Tóxico
- O Wrestler
- Ocean's Eleven - Façam As Vossas Apostas
- Odete
- Oldboy - Velho Amigo
- Olho Mágico
- Oliver Twist
- Ônibus 174
- Orca
- Órfã
- Os Amantes Regulares
- Os Amigos De Alex
- Os Bons E Os Maus
- Os Caça-Fantasmas
- Os Cavaleiros Do Asfalto
- Os Chapéus De Chuva De Cherburgo
- Os Cinco Venenos
- Os Clãs Da Intriga
- Os Condenados De Shawshank
- Os Descendentes
- Os Edukadores
- Os Famosos E Os Duendes Da Morte
- Os Filhos Do Homem
- Os Friedmans
- Os Guardiões Da Noite
- Os Homens Preferem As Loiras
- Os Imortais
- Os Inadaptados
- Os Índios Apache
- Os Invisíveis
- Os Irmãos Grimm
- Os Limites Do Controlo
- Os Marginais
- Os Mercenários
- Os Miúdos Estão Bem
- Os Novos Dez Mandamentos
- Os Olhos Da Serpente
- Os Olhos Sem Rosto
- Os Onze De Oceano
- Os Optimistas
- Os Pássaros
- Os Produtores (2005)
- Os Psico-Detectives
- Os Rapazes Da Noite
- Os Rapazes Não Choram
- Os Renegados Do Diabo
- Os Rutles - All You Need Is Cash
- Os Selvagens Da Noite
- Os Simpsons - O Filme
- Os Sonhadores
- Os Sorrisos Do Destino
- Os Super-Heróis
- Os Supeitos Do Costume
- Os Três Enterros De Um Homem
-Os Visistantes Da Idade Média
- Os 300 Espartanos

- Pagafantas
- Palpitações
- Papillon
- Para Onde O Vento Sopra
- Parada De Monstros
- Paraíso, Inferno... Terra
- Paranoid Park
- Paris Je T'Aime
- Party Monster
- Pecados Íntimos
- Pele
- Pequenas Mentiras Entre Amigos
- Performance
- Perigo Na Noite
- Perto Demais
- Pesadelo Em Elm Street
- Pink Floyd The Wall
- Piranha 3D
- Piratas Das Caraíbas - O Mistério do Pérola Negra
- Piratas Das Caraí­bas - O Cofre Do Homem Morto
- Piratas Das Caraíbas - Nos Confins Do Mundo
- Planeta Dos Macacos
- Planeta Dos Macacos: A Origem
- Planeta Terror
- Plano 9 Dos Vampiros Zombies
- Polaróides Urbanas
- Polí­cia Sem Lei (1992)
- Polícia Sem Lei (2009)
- Poltergeist, O Fenómeno
- Ponto De Mira
- Por Favor Rebobine
- Por Favor Não Me Morda O Pescoço
- Porcos & Selvagens
- Posto Fronteiriço
- Precious
- Predadores
- Presente De Morte
- Preto E Branco
- Primer
- Príncipe Da Pérsia - As Areias Do Tempo
- Procurado
- Profissão: Repórter
- Promessas Proibidas
- Proposta Indecente
- Proteger
- Psico
- Psicopata Americano
- Pulp Fiction
- Pulsação Zero
- Punch-Drunk Love - Embriagado De Amor
- Purana Mandir
- Purple Rain

- Quando Viste O Teu Pai Pela Última Vez
- Quarentena
- Quarteto Fantástico (1994)
- Quarteto Fantástico (2005)
- Quase Famosos
- Quatro Noites Com Anna
- Que Lugar Maravilhoso
- Que Se Mueran Los Feos
- Queijo E Marmelada
- Quem Quer Ser Bilionário
- Querida Famí­lia
- Querida Wendy

- R
- Rapariga Com Brinco De Pérola
- Rare Exports
- Ratatui
- Ratos Assassinos
- Ray
- [Rec]
- [REC]2
- Red Eye
- Relatório Kinsey
- Relatório Minoritário
- Religulous - Que O Céu Nos Ajude
- Relíquia Macabra
- Renascimento
- Resident Evil: Apocalypse
- Rio
- Rio Bravo
- Rock De Fogo
- Rock, Rock, Rock
- Rocknrolla - A Quadrilha
- Rocky Balboa
- Roger E Eu
- Roma
- Romance E Cigarros
- Roxanne
- RRRrrrr!!!
- Rubber - Pneu
- Ruídos Do Além
- Ruivas, Loiras E Morenas
- Rumo À Liberdade
- Ruptura Explosiva

- Sacanas Sem Lei
- Sala De Pânico
- Salazar - A Vida Privada
- Salto Mortal
- Samsara
- Sangue Do Meu Sangue
- Sangue Por Sangue
- Santa Sangre
- Sapatos Pretos
- Save The Green Planet!
- Saw - Enigma Mortal
- Saw II - A Experiência Do Medo
- Saw 3D - O Capítulo Final
- Scoop
- Scott Pilgrim Contra O Mundo
- Seconds Apart
- Seis Indomáveis Patifes
- Sem Ela
- Sem Limites
- Sem Rumo
- Sem Tempo
- Semi-Pro
- Ser E Ter
- Sereia
- Serpentes A Bordo
- Sete Anos No Tibete
- Sete Vidas
- Sexo E A Cidade
- Sgt. Pepper's Lonely Heart Club Band
- Shaolin Daredevils
- Shaolin Soccer - O Ás Da Bola
- Shaolin Vs. Evil Dead
- Shattered Glass - Verdade Ou Mentira
- Sherlock Holmes
- Sherlock Holmes - Jogo De Sombras
- Shining
- Shoot 'Em Up - Atirar A Matar
- Shortbus
- Shrek 2
- Shrek O Terceiro
- Shrek Para Sempre
- Sicko
- Sid And Nancy
- Sideways
- Simpatyhy For Mr. Vengeance
- Sin City - Cidade Do Pecado
- Sinais
- Sinais De Fogo
- Sinais Do Futuro
- Sinais Vermelhos
- Singularidades De Uma Rapariga Loira
- Sky Captain E O Mundo De Amanhã
- Slither - Os Invasores
- Soldados Da Fortuna
- Soldados Do Universo
- Sombras Da Escuridão
- Somewhere - Algures
- Sonho De Uma Noite De Inverno
- Sonny
- Sophie Scholl - Os Últimos Dias
- Soro Maléfico
- Sorte Nula
- Soul Kitchen
- Spartacus
- Spartan - O Rapto
- Splice
- Stacy - Attack Of The Schoolgirl Zombies
- Star Wars - A Ameaça Fantasma
- Star Wars - A Vingança Dos Sith
- Star Wars - O Ataque Dos Clones
- Stardust - O Mistério Da Estrela Cadente
- Stone - Ninguém É Inocente
- Stoned, Anos Loucos
- Submarino
- Super
- Super Baldas
- Super-Homem
- Super-Homem: O Regresso
- Super 8
- Superstar
- Suspeita
- Suspiria
- Sweeney Todd: O Terrível Barbeiro De Fleet Street
- Swimming Pool
- Sword Of Vengeance
- Sympathy For The Devil

- Taking Woodstock
- Tarnation
- Tarzan, O Homem Macaco (1981)
- Taxidermia
- Team America - Polí­cia Mundial
- Tebas
- Tecumseh
- Teeth
- Tempestade Tropical
- Tennessee
- Terra De Cegos
- Terminal De Aeroporto
- Terra Dos Mortos
- Terror Em Setembro
- Terror Na Auto-estrada
- Terror Nas Montanhas
- Tetro
- The Bloodstained Butterfly
- The Brown Bunny
- The Darjeeling Limited
- The Departed: Entre Inimigos
- The Devil And Daniel Johnston - Loucuras De Um Génio
- The Devil's Double
- The First Great Train Robbery
- The Fountain - O Último Capítulo
- The Grudge - A Maldição
- The Host - A Criatura
- The Impossible Kid
- The King Of Kong
- The Langoliers - Meia-Noite E Um
- The Last House On The Left
- The Machine Girl
- The Man From Earth
- The Marine
- The Million Dollar Hotel - O Hotel
- The Mindscape Of Alan Moore
- The Mist - Nevoeiro Misterioso
- The Others - Os Outros
- The Prestige - O Terceiro Passo
- The 50 Worst Movies Ever Made
- The Way
- The Woman
- Thirst - Este É O Meu Sangue
- This Is It
- This Is Spinal Tap
- Thor
- Thriller - A Cruel Picture
- THX 1138
- Tirar Vidas
- Titanic 2
- Tony
- Tournée - Em Digressão
- Toy Story 3
- Tragam-me A Cabeça De Alfredo Garcia
- Transamerica
- Tron
- Tron: O Legado
- Tropa De Elite
- Tropa De Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro
- Tsotsi
- Tubarão
- Tubarão 2
- Tubarão 3
- Tubarão IV - A Vingança
- Tucker E Dale Contra O Mal
- Tudo Ficará Bem
- Tudo Pode Dar Certo
- Twisted - Homicídios Ocultos

- Ultra Secreto
- Um Amor De Perdição
- Um Azar Do Caraças
- Um Bater De Corações
- Um Belo Par... De Patins
- Um Cão Andaluz
- Um Dia A Casa Vai Abaixo
- Um Dia De Raiva
- Um Homem Singular
- Um Longo Domingo De Noivado
- Um Lugar Para Viver
- Um Padrasto Para Esquecer
- Um Profeta
- Um Tiro No Escuro
- Um Trabalho Em Itália
- Uma Aventura Na Casa Assombrada
- Uma Boa Mulher
- Uma Canção De Amor
- Uma Espécie De Cavalheiro
- Uma Famí­lia À Beira De Um Ataque De Nervos
- Uma História De Violência
- Uma Pequena Vingança
- Uma Rapariga Com Sorte
- Uma Segunda Juventude
- Uma Segunda Vida
- Undefeatable
- Unseen Evil 2 - Alien 3000
- Up - Altamente

- V De Vingança
- Vai E Vive
- Vais Conhecer O Homem Dos Teus Sonhos
- Valhalla Rising - Destino De Sangue
- Valquíria
- Vampiros de John Carpenter
- Van Helsing
- Vanilla Sky
- Vanitas
- Vasilhame
- Veio Do Outro Mundo
- Veludo Azul
- Velvet Goldmine
- Vencidos Pela Lei
- Vendendo A Pele
- Veneno Cura
- Vera Drake
- Versus - A Ressurreição
- Vestida Para Matar
- Vice
- Vício - Quando Nada É Suficiente
- Vicky Cristina Barcelona
- Vidas Sombrias
- Vigilância
- Vingança Redentora
- Virgem Aos 40 Anos
- Vitus
- Viúva Rica Solteira Não Fica
- Viver A Sua Vida
- Voando Sobre Um Ninho De Cucos
- Voltando Para Casa
- Voltar
- Vontade Indómita
- Voo 93

- Walk Hard - A História De Dewey Cox
- Walk The Line
- WALL-E
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Wassup Rockers - Desafios De Rua
- Watchmen - Os Guardiões
- Welcome To The Rileys
- White Irish Drunkers
- Wild Zero
- Win Win
- Wolf Creek
- Wristcutters: A Love Story

- X-Men
- X-Men 2
- X-Men 3 - O Confronto Final
- X-Men: O Início
- X-Men Origens: Wolverine

- Zack E Miri Fazem Um Porno
- Zardoz
- Zatoichi
- Zombies Party - Uma Noite... De Morte
- Zombies Strippers
- Zozo

- 007 - Agente Secreto
- 007 - Casino Royale
- 007 - Quantum Of Solace
- 10 Coisas Que Odeio Em Ti
- 100 Volta
- 10.000 AC
- 12 Homens Em Fúria
- 12 Macacos
- 12:08 A Este De Bucareste
- 1984
- 2LDK
- 24 Hour Party People
- 28 Dias Depois
- 20,13 - Purgatório
- 2012
- 300
- 4 Copas
- 48
- 50/50
- 6=0 Homeostética
- 8 1/2
- 9 Canções
- 98 Octanas


ENTREVISTAS:
- Fernando Fragata
- Festróia - Mário Ventura
- Filipe Melo
- Good N Evil
- IMAGO - Sérgio Felizardo
- José Barahona
- Nuno Markl
- Paulo Furtado
- Rodrigo Areias
- Sara David Lopes
- Solveig Nordlund
- Fernando Alle


TOPES:
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2011
- Top 5 dos Piores Filmes de 2011
- Top 10 dos Melhores Filmes de 2010
- Top 5 dos Piores Filmes de 2010
- Top 5 dos filmes de Leslie Nielsen
- Top 10 Dos Filmes Low Cost
- Top 5 das Melhores Cenas de Dança
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2009
- Top 5 dos Piores Filmes de 2009
- Top 5 dos Filmes Que Tenho Vergonha De Dizer Que Gosto
- Top 5 das Melhores Músicas de Ennio Morricone
- Top 5 dos filmes com Patrick Swayze
- Top 5 dos Telediscos do Michael Jackson
- Top 5 dos Filmes com David Carradine
- Top 5 dos Filmes com Lutadores de Luta-Livre
- Top 10 Os Melhores Filmes de 2008
- Top 5 Os Piores Filmes de 2008
- Top 5 dos Piores Filmes de Natal
- Top 5 das Coisas que não Esperávamos Ver no Cinema
- Top 5 dos Melhores Filmes de Paul Newman
- Top 5 Personagens Com Palas Nos Olhos
- Top 10 Melhores Cartazes De Cinema
- Top 5 dos Filmes de Chuck Norris
- Top 5 dos Filmes de Patrick Swayze
- Top 10 Os Melhores/Piores Vestidos dos Oscares
- Top 5 As Mortes de Crianças Mais Gratuitas
- Top 10 Os Melhores de 2007
- Top 5 Os Piores de 2007
- Top 7 Adaptações ao Cinema de Livros de Stephen King
- Top 5 Filmes Pela Paz
- Top 5 Os Melhores Beijos
- Top 5 Grandes Arquitectos
- Top 10 Filmes Que Mudaram A Minha Vida
- Top 5 Mulheres de Cabeça Rapada
- Top 5 As Cenas Mais Excitantes
- Top 10 Os Melhores de 2006
- Top 5 Os Piores de 2006
- Top 3 Filmes de Robert Altman
- Top 5 Os Vilões do Cinema
- Top 5 Filmes Com Mick Jagger
- Top 5 Filmes Com Steve Buscemi
- Top 5 Dos Cães no Cinema
- Top 5 Dos Filmes do Indie06
- Top 5 Dos Filmes do Fantas06
- Top 5 dos Presidentes
- Top 10 Os Melhores de 2005
- Top 5 Os Piores de 2005
- Top 5 Filmes com Pat Morita
- Top 10 Os Melhores Filmes Independentes
- Top 5 Os Piores Filmes da Saga Bond
- Top 5 Filmes com Dolph Lundgren
- Top 5 Adaptações de BD Para Cinema
- Top 10 Cenas Mais Assustadoras de Sempre
- Top 5 Vencedores do Óscar
- Top 5 Bond Girls
- Top 5 Filmes Sobre Doenças
- Top 5 Filmes de Natal
- Top 5 Melhores Batalhas Corpo-A-Corpo
- Top 10 Melhores Canções do Cinema
- Top 10 Melhores Filmes de Sempre
- Top 5 Melhores Momentos Musicais
- Top 5 Grandes Duelos do Cinema
- Top 10 Maiores Personagens do Cinema
- Top 5 Piores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 10 Melhores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 5 Filmes Religiosos


BAÚ DO TRASH:
- Needle
- Que Se Mueran Los Feos
- Easy A
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Saw 3D - O Capítulo Final
- And Soon The Darkness
- Os Imortais
- Purana Mandir
- Pagafantas
- The Bloodstained Butterfly
- Cisne Negro


ROYALE WITH CHEESE APRESENTA:
- A Tasca Da Cultura
- A Causa Das Coisas - parte I
- A Causa Das Coisas - parte II
- A Momentary Lapse Of Reason


FILMES A VER ANTES DE MORRER:
- #1 As Lágrimas Do Tigre Negro
- #2 Alucarda
- #3 Time Enough At Last
- #4 Armageddon
- #5 The Favour, The Watch And The Very Big Fish
- #6 Italian Spiderman
- #7 The Soldier And Death


UMA CURTA POR DIA NÃO SABE O BEM QUE LHE FAZIA:
- 1# Rabbit, de Run Wrake
- 2# Aligato, de Maka Sidibé
- 3# The Cat Concerto, de Joseph Barbera & William Hanna
- 4# A Curva, de David Rebordão
- 5# Batman: Dead End, de Sandy Callora
- 6# O Código Tarantino, de Selton Mello
- 7# Malus, de António Aleixo & Crosswalk, de Telmo Martins
- 8# Three Blind Mice, de George Dunning
- 9# Bedhead, de Robert Rodriguez
- 10# Key To Reserva, de Martin Scorcese
- 11# Bambi Meets Godzilla, de Marv Newland
- 12# The Horribly Slow Murderer with the Extremely Inefficient Weapon, de Richard Gale
- 13# Stolz Der Nation, de Eli Roth
- 14# Papá Wrestling, de Fernando Alle
- 15# Glas, de Bert Haanstra
- 16# Fotoromanza, de Michelangelo Antonioni
- 17# Quem É Ricardo?, de José Barahona
- 17# Terra Incognita, de Peter Volkart


AS MELHORES PIORES CENAS DE SEMPRE:
- A Pior Luta
- A Cena Mais Metida A Martelo
- O Ataque Animal Mais Brutal
- A Perseguição Mais Alucinante
- O Duelo Mais Improvável


CLUBE DE CINEMA DE SETÚBAL:
- Janeiro
- Fevereiro
- Março
- Abril
- Maio
- Setembro
- Novembro


FESTIVAIS:
- 20º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9
- 21º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 22º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
- 23º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
- 24º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 26º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 12º Caminhos Do Cinema Português
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- Imago 2006
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8

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Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket



BLOCKBUSTERS:

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