Royale With Cheese

 Royale With Cheese

 
 



quarta-feira, maio 28, 2008  

MUTILADOS:

Título: Severance
Realizador: Cristopher Smith
Ano: 2006


Enquanto certos realizadores gastam rios de dinheiro em tentar que os seus filmes se assemelhem aos clássicos de série-b (sim, estou a referir-me a coisas como Grindhouse ou mesmo Black Snake Moan - A Redenção), existem outros - como Cristopher Smith - que quase nem precisam de se esforçar. Em Mutilados, ainda nem sequer passaram os genéricos e já o filme é a maior xungaria que passou numa sala de cinema desde, sei lá, o último capítulo a sério da saga Sexta-Feira 13.

Senão vejamos: Mutilados inicia-se com duas modelos de leste e um cota a fugirem por um bosque fora, perseguidos por um psicopata armado com uma catana, ao som de uma música clássica - todos sabemos que qualquer cena, por mais forte que seja, quando colocada ao som de uma qualquer música clássica vai ganhar uma intensidade dramática brutal (Platoon, Os Bravos Do Pelotão anyone?). Em menos de 5 minutos, as duas jovens acabam despidas a mostrar os seus atributos da forma mais gratuita possível e o infeliz senhor fica de cabeça para baixo enquanto é esventrado por um aprendiz de talhante. How cool is that?

Mutilados é a história de um grupo de trabalhadores de uma empresa de armamento que, de forma a fortalecerem o espírito de equipa, vão passar uma semana de férias com tudo pago no meio da Hungria. Obviamente, a viagem vai correr mal e os sete vão-se ver sitiados numa casa abandonada no meio de um bosque, atacados por um grupo de psicopatas que os vão torturar um a um. Temos então a habitual forma do slasher. Mas Mutilados é antes uma comédia de terror, o que me apraz sempre saudar.

Infelizmente, para uma comédia de terror, Mutilados é pouco equilibrado. Porque se na parte do humor é sempre menos subtil que Shaun Of The Dead, na parte do terror há uma manifesta falta de sangue, principalmente quando comparado com o seu primo, Morte Cerebral. Temos então uma comédia inteligente e com bons momentos, mas eu quando vou ver um slasher quero ver matança do porco. E, de preferência, de uma forma que nunc atenha visto.

O herói colectivo desta aventura é então a maior colecção de esteriótipos do género: há o chefe autoritário e pouco esperto, o empregado do contra, o tipo submisso que anda a reboque do patrão, o preto, a gaja boa que todos querem saltar para cima, a tipa de óculos amiga dos animais e o drogado, que (normalmente) serve como comic relief. Depois, Mutilados está ainda mapeado geograficamente junto a Hostel e, como tal, rima com terrorismo, paranóia xenófoba e obsessão armada. É que não é só por ser um fã acérrimo de Kubrick que o realizador faz referência vezes sem conta a Dr. Estranho Amor.

Mutilados vai então pisar todos os clichets do género e vai subvertê-los de forma divertida e inteligente, nunca se levando a sério e deixando as pretensões para outros, fazendo com que as personagens tenham apenas a espessura dramática de uma sequela distante do American Pie - A Primeira Vez. Alguns dos gimmicks utilizados podem já ter sido usados anteriormente, mas são tão óbvios que hoje em dia são já clássicos. Infelizmente, a parte sangrenta do filme não tem o mesmo nível, ora vejamos: os inimigos psicopatas são uns simples soldados, sem máscara sem nada, que dão uns tiros para o ar e pouco mais; as mortes são, tirando uma ou duas excepções, meros assassinatos com armas de fogo; e as cenas assustadoras quedam-se por um triste número de... zero!

Mutilados tem sido colocado ao lado de filmes como Shaun Of The Dead e Black Sheep, pela forma graciosa com que parodia os filmes de terror. Mas não ilude mais do que um Cheeseburger. Vale bem mais a pena um slasher série-b que é bom por ser tão mau, do que um slasher assumido em ser mau para ser bom. Perceberam?

Posted by: dermot @ 3:00 da tarde
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terça-feira, maio 27, 2008  

ENTREVISTA:

Título: Interview
Realizador: Steve Buscemi
Ano: 2007


Steve Buscemi é um realizador mediano (para não dizer fraquinho), mas como actor é tão grandioso que continuo sem conseguir resistir aos filmes que faz. Entrevista passou de forma indiferente pelo Fantasporto deste ano e tem passado despercebido junto a quase todos os cinéfilos nacionais. Todos? Não deste imodesto escriba que vos escreve estas palavras. Aliás, como era possível deixar passar em claro este remake de um dos melhores filmes de Theo Van Gogh, o malogrado realizador assassinado a sangue frio por um fanático religioso, que tinha o sonho (segundo consta) de ver serem refeitos em inglês os seus três primeiros trabalhos.

Como o próprio título sugere, Entrevista debruça-se sobre a entrevista que a raínha dos tablóides, a actriz de novelas e filmes série-b Katya (Sienna Miller), vai dar ao respeitado jornalista Pierre Peters (Steve Buscemi). Este é um conceituado e sério correspondente de guerra que vai ver-se privado de acompanhar uma grave crise política por ter que entrevistar essa desinteressante socialité das revistas cor-de-rosa e por isso vai tentar despachar a coisa rapidamente. Contudo, o destino prega-lhes uma partida e os dois acabam por passar uma longa noite na casa dela, onde vão acabar por revelar mais do que estavam à espera: nem ele, afinal, é assim tão sério, nem ela é, afinal, assim tão estúpida.

Este é uma daquelas obras que prova que não são precisos grandes meios para realizar um filme: com um argumento inteligente, Entrevista apenas tem dois actores e um cenário, por onde se desenrola toda o drama ao longo de uma noite. Pode fazer levar para 12 Homens Em Fúria, mas Entrevista fez-me lembrar um filme chileno chamado Na Cama, que vi o ano passado no Festróia, em que um casal passava uma noite de sexo juntos, terminando por terem um encontro que ia muito mais além que uma simples one night stand.

É curioso ver que Sienna Miller, a menina bonita (*supiro*) preferida dos tablóides norte-americanos que continua a ser mais conhecida pelos escândalos e pela sua vida privada do que pela sua carreira de actriz, continua a fazer filmes onde se interpreta a si própria (mesmo que aqui faça lembrar a fusão a frio entre a Pamela Anderson (e o seu peito reduzido depois de aumentado) e a Paris Hilton): mulheres fúteis (Factory Girl - Quando Eddie Conheceu Warhol), meninas mimadas (Stardust - O Mistério Da Estrela Cadente) e raparigas giras facilmente seduzíveis (Alfie). Aqui prova que até não é má actriz... Mas não será por estar a fazer exactamente de si própria?

Sem nunca ter um golpe de asa verdadeiramente arebatador, o filme vai tendo altos e baixos, vivendo dos momentos dos seus actores e das qualidades do argumento. Quanto a Buscemi, filma tudo aquilo com uma câmara ao ombro, dando-lhe um toque pessoal e realista, mas teima em utilizar uns planos televisivos e uns zooms nervosos à paparazzi que tiram credibilidade à coisa.

Entrevista, que é até ao momento o melhor filme de Buscemi-versão-realizador, vê-se bem (é relativamente curtinho), não ofende e entretém qb. Além do mais, tem ainda o condão de não se submeter ao habitual final moralmente correcto e feliz. E se não concordar com nada disto, ao menos admita que o McBacon sempre vale a pena nem que seja para ver a Sienna Miller durante um bocado.

Posted by: dermot @ 10:59 da tarde
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A VIDA É UM JOGO:

Título: The Hustler
Realizador: Robert Rossen
Ano: 1961


Fast Eddie Felson é uma das personagens mais marcantes e fascinantes da história do cinema. Incarnado pelo mítico Paul Newman (vénias infinitas), Fast Eddie é um daqueles bastiões do herói romântico degradado, vagabundos cheios de orgulho e carácter, que levam uma vida de boémia, mulheres, irresponsabilidade e bebida, cujo equivalente pós-moderno é aquela tristeza do Pete Doherty, por exemplo. No fundo, são aqueles anti-heróis que Frank Sinatra foi o expoente máximo. Não é coincidência o facto de ele ter estado ligado ao primeiro rascunho deste A Vida É Um Jogo. Fast Eddie Felson é, simultaneamente, Janes Dean, Frank Sinatra e Charles Bukowski.

Em A Vida É Um Jogo, Paul Newman (ou melhor, Fast Eddie, porque um e outro confundem-se, tal é o compromisso que o actor celebra com o seu próprio papel) é um jogador de snooker que quer provar a si mesmo que é o melhor do mundo. Para isso, terá que derrotar Minnesota Fats (Jackie Gleason), o mais celebrado jogador de todos. Obviamente, Fast Eddie vai sair derrotado na sua primeira tentativa. E até voltar a tentar, vai ter que se envolver com o agiota Bert Gordon (George C. Scott), ao qual poderá ter que pagar um preço elevado de mais.

Antes de continuar, convém aqui fazer um pequeno aparte para explicar o contexto do filme. A Vida É Um Jogo ambienta-se nos salões de snooker dos anos 60, casas de jogo abertas em caves bafientas e escuras a paredes meias com bares decadentes, cheias de gangsters, greasers e aldrabões. No fundo, são a versão menos sofisticada e suja dos casinos da alta roda dos filmes de gangsters e da máfia. E aqui, graças ao preto e branco e à realização clássica de Robert Rossen (mesmo com um grave problema em editar os diálogos, chegando mesmo a quebrar por vezes a regra básica do eixo (e isto não é a nouvelle vague!)), conseguimos cheirar o cheiro a fumo das suas paredes, ver o verde gasto dos tapetes das mesas e sentir o ambiente pesado que paira sob os candeeiros que iluminam as mesas de jogo.

A trama de A Vida É Um Jogo desenvolve-se apoiada num triângulo que envolve os já citados Fast Eddie e Bert Gordon, mas também numa parte feminina: Sarah Packard (Piper Laurie), uma esbelta loira que se vai envolver com Paul Newman e com quem vai partilhar a noite, a boémia e a bebida. Especialmente a bebida. E se ela precisa dele para se endireitar, ele precisa dela como rede caso caia da corda bamba.

Infelizmente, este triângulo dramático acaba por ser também o ponto baixo do filme. É certo que A Vida É Um Jogo não existe sem essa tríade de relacionamentos tensos e arriscados, mas também é certo que este se alimenta dos conflitos. E para duas metades do triângulo estarem bem, a outra precisa de estar zangada. Por isso, a coisa parece funcionar de forma regular e ordenada: se uns fazem as pazes, os outros têm obrigatoriamente que se chatear.

Filme do cacete e um Paul Newman brutal, que iria dar azo a um spin-off de Scorcese vinte anos depois (alguém mencionou A Cor Do Dinheiro), A Vida É Um Jogo perde demasiado tempo no seu segundo acto, o que o obriga a um clímax final curto e straight ahead, o que me chateia sobremaneira. Fora isso, venero-o bastante.
Ah, é verdade, faltou-me falar em McBacons...


Se estiver interessado na sequela, pode ler A Cor Do Dinheiro aqui.

Posted by: dermot @ 2:25 da tarde
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segunda-feira, maio 26, 2008  

24. FESTRÓIA:

Estamos a dias de chegar a Junho e todos os (cinco) fiéis leitores deste humilde tasco sabem o que acontece quando chegamos a Junho: exacto, é tempo de Festróia, o maior festival internacional de cinema do nosso país. E, mais uma vez, o Royale With Cheese vai estar presente diariamente no certame, fazendo a cobertura do mesmo, algo que tem sido habitual ao longo dos quatro anos de existência.

Para já, em jeito de antevisão, existem duas coisas que se destacam nesta 24ª edição de Festróia: a primeira é o novo aspecto gráfico. Finalmente, o festival lava a cara e adquire novas roupagens, ultrapassando o aspecto ultrapassado e velhinho que vinha apresentando nos últimos anos e que nãoe ra memso nada um bom cartão de visita. Esperemos que consiga cativar o público mais novo que ainda não se familizarizou com o Festróia. Quanto à segunda novidade, esta prende-se directamente com o seu novo patrocinador, o Casino de Lisboa, que vai possiblitar aos cinéfilos de Lisboa assistirem aos filmes do festival de Setúbal sem saírem da capital, num espaço no qual não estamos muito habituados a relacionar com a sétima arte.

Quanto aos restantes pormenores, em breve surgirão mais notícias. Não perdem por esperar. Não sou eu que garanto, é o próprio festival, que já nos habituou a dar-nos do bom e do melhor.

Posted by: dermot @ 11:03 da tarde
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domingo, maio 25, 2008  

INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL:

Título: Indiana Jones And The Kingsom Of Crystal Skull
Realizador: Steven Spielberg
Ano: 2008


Se há filmes que marcaram a nossa juventude, os três Indiana Jones são, sem dúvida, alguns deles. Talvez a sua genialidade só seja comparada à da outra triologia, Regresso Ao Futuro. Todos nós continuamos a vibrar com as aventuras de Harrison Ford pelo mundo fora sempre que os filmes são repetidos nos nossos canais durante as tardes de fim-de-semana quase regularmente e a sua personagem, Indiana Jones, criou o seu próprio espaço não só no cinema, mas na própria cultura popular - tal como a sua theme song -, tornando-se no mais famosos arqueólogo de sempre, que nem Lara Croft, em Tomb Raider, nem Robert Langdon, em Código Da Vinci, conseguiram destronar.

Confesso que fui para a sala de cinema com sentimentos opostos: por um lado estava radiante, por finalmente poder ir ver mais um episódio de uma série fascinante que deu azo a três filmes fantásticos. Por outro lado, não conseguia deixar de estar assustado, uma vez que as sequelas só muito raramente é que são uma coisa boa. Mas Spielber havia-nos prometido cinco filmes do Indiana Jones e eu pelo menos não o iria perdoar se não a cumprisse.

Indiana Jones é um herói bem diferente dos seus contemporâneos action heroes dos anos 80: não é um saco de músculos que despacha os maus à pancada, mas antes um tipo como nós que se desenrasca como pode, quer seja com os punhos quer seja com o seu chicote. É que a sua principal arma é a inteligência, que lhe permite embarcar em épicas aventuras históricas, por entre os mais profundos mistérios da História do Homem.

Em Indiana Jones E O Reino Da Caveira De Cristal, a opcção recaiu sobre as misteriosas caveiras de cristal, caveiras de quartzo executadas com uma precisão irrepreensível, atribuídas aos aztecas, mas cujas teorias mais fantásticas as atribuem aos alienígenas ou ao povo perdido da Atlântida, lenda que continua a fascinar George Lucas desde que o tema foi abordado na série As Aventuras Do Jovem Indiana Jones.

A história é o que pouco interessa aqui. E felizmente posso dizer que esta assume a única evolução lógica que poderia seguir. Por exemplo, neste episódio os inimigos nazis são substituídos pelos soviéticos, em plena Guerra Fria (com as respectivas referências à ameaça atómica e ao comunismo) e o sidekick de Jones é, pela primeira vez, um adolescente (o seu próprio filho, um agradável Shia LaBeouf que, ao que tudo indica, irá pegar no testemunho no próximo filme), cuja primeira aparição remete para O Selvagem, de Marlon Brando).

O problema é que o argumento é pobrezinho. Se a primeira meia-hora tem adrenalina, genica e frescura suficiente para nos deixar entretidos e felizes, com as suas auto-referências e as piadas ao facto de Harrison Ford estar velho, o resto parece um simples obra de tarefeiro, que se limita a juntar peripécias num exercício de bricolage que faz lembrar O Tesouro: Livro Dos Segredos. O que não deixa de ser irónico constatar que Indiana Jones E O Reino Da Caveira De Cristal está a imitar aqueles que o imitaram antes. Mas é bem feita: quem é que os manda contratarem o mesmo argumentista que nos escreveu Speed 2: Perigo A Bordo ou Hora De Ponta 2?

Infelizmente, há mais coisas a apontar a ese Indiana Jones E O Reino Da Caveira De Cristal e o principal é: o uso abusivo do CGI, em situações irreais e patéticas, que fazem lembrar Piratas Das Caraíbas (mais uma vez, o original a imitar os seus imitadores) - mas que raio é aquela cena à Tarzan e que raio são aquelas doninhas que teimam em aparecer gratuitamente como num filme da Disney? Não bastava já o final super-feliz do Spielberg? Mas será que agora todos os filmes dele têm que acabar com casamentos, crianças redimidas, céus azuis e sóis a nascerem?

No fundo, se pensarmos bem, é um sinal dos tempos e a evolução da série: os jovens de hoje em dia estão acostumados a explosões de cinco em cinco minutos para entreter o cérebro e a aventuras digitais e, por isso, certamente irão adorar este Indiana Jones. O problema é que nós, que nos habituámos a ver duplos e efeitos mecânicos, vamos achar tudo aquilo uma banhada. Mas se há vinte anos, Spielberg e Lucas tivessem tido acesso ao CGI, se calhar tinham usado e abusado dele e nós tínhamos gostado. Mas eu prefiro recordar as pulps serie e O Tesouro De Sierra Madre do que as tretas digitais do século XXI.

Indiana Jones E O Reino Da Caveira De Cristal é então um pouco eye candy, mas não deixa de ter também uma manifesta falta de imaginação: e nem falo do rip-off do final a Os Salteadores Da Arca Perdida (que faz, ela própria, o seu próprio cameo). Falo da forma como é repesacada a martelo a personagem de Karen Allen, ou a pouca dinâmica da némesis feminina, a soviética espadachim Irina Spalko, numa Cate Blanchett que faz o que pode.

Mas apesar de tudo, Indiana Jones é Indiana Jones e todos o vamos querer ver e todos nos vamos divertir. Ou pelo menos vamos fazer força para nos divertir. E é por isso que, com toda a nossa força de vontade, chegamos ao fim e encomendamos um McBacon, mesmo sabendo que o filme é um McChicken. Mas agora fiquei com medo de ir rever a triologia anterior: de certeza que depois vou achar este ainda pior.

Posted by: dermot @ 10:55 da manhã
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terça-feira, maio 20, 2008  

UMA SEGUNDA JUVENTUDE:

Título: Youth Without Youth
Realizador: Francis Ford Coppola
Ano: 2007


A ocasião foi solene, as expectativas eram muitas e eu não fugi à regra. Afinal de contas, Uma Segunda Juventude marcava o regresso de Francis Ford Coppola, um dos maiores nomes vivos do cinema (autor da triologia quase perfeita O Padrinho, à qual dedico uma mão cheia de vénias bem curvadas), que não assinava um filme há precisamente dez anos.

É curioso constatar que Coppola regressou com um filme que evoca um tempo cinematográfico que ele e os seus pares - os movie brats - ajudaram a enterrar, quando surgiram a dominar Hollywood nos anos 70: Uma Segunda Juventude relembra os melodramas românticos de Douglas Sirk, emulados no genérico inicial; traz remeniscências dos thrillers políticos nazis, com Casablanca (obviamente) à cabeça; e até tem pózinhos das matinés aventureiras de domingo à tarde, concentradas em viagens espirituais pela Índia.

Assim, a coisa até parece um coquetaile de aventura e emoção, mas Uma Segunda Juventude não podia estar mais longe. No fundo, este é um romance épico e filosófico, acerca de um septagenário, Dominic (Tim Roth), obsecado pelo seu trabalho de uma vida (um livro sob a origem da linguagem e os seus signos), cujo um estranho acidente o vai fazer rejuvenescer, adquirir poderes sobre-naturais, desdobrar-se num duplo e enverdar numa qualquer analepse temporal mal explicada. Em suma, Uma Segunda Juventude é uma variação do síndrome Dorian Gray fundido com a problemática da duplicidade de Polanski, o Eternamente Jovem e The Fountain - O Último Capítulo.

Parece estranho. E é. Aliás, o melhor elogio que se pode fazer a Uma Segunda Juventude é que este não se parece com nada jamais feito. É filmado segundo o estilo clássico de Hollywood, mas Coppola dá-lhe um jeito inovador, com sonhos filmados de pernas para o ar e planos esgroviados, e apesar de se desdobrar em filosofias complicadas, tudo é feito como um pastiche das aventuras dos anos 50. Pelo menos espero que aquela teatralidade kitsch tenha mesmo sido propositada, porque é exageradamente ridícula.

O problema de Uma Segunda Juventude é a quantidade industrial de informação que se sobrepõe e às tantas parece que são já três filmes sobrepostos, com surrealismo à la David Lynch incluído e tudo (rói-te de inveja Estrada Perdida). Além disso, os diálogos não ajudam a manter-nos a par das situações, porque tal como o seu colega George Lucas, escrever não é bem com Coppola. Felizmente há Tim Roth num tour de force brutal, a carregar o piano escadas acima.

Já sabíamos que Coppola era mortal e também se enganava (meu Deus, pensava que já tinha conseguido limpar Jack da minha memória), mas queríamos que Uma Segunda Juventude fosse um regresso em alta. Não é. A piada só resulta na primeira meia-hora de filme e ao fim de duas horas estamos absolutamente a borrifarmo-nos para o que acontece ao protagonista.

O argumento é fraquinho? Confirmo. Mas o filme é bem filmado como o cacete. E só isso quase merece o Double Cheeseburger por si só. Uma Segunda Juventude é um filme filosófico. E se para mim ler Kant já é aborrecido, vê-lo por imagens não melhora muito.

Posted by: dermot @ 11:30 da tarde
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segunda-feira, maio 19, 2008  

DEATH OF A PRESIDENT:

Título: Death Of A President
Realizador: Gabriel Range
Ano: 2006


Death Of A President fascinou tudo e todos quando foi apresentado ao público. Afinal de contas, o presidente assassinado a que se referia o título não era, nem mais nem menos, do que o actual presidente norte-americano, o odiado George W. Bush. Death Of A President surgia ao público como um mockumentário sobre um suposto assassinato de Bush, ao bom jeito de um Kennedy. E toda a gente ficou em pulgas, à espera do que viria dali. Porque ao fim ao cabo, o que o realizador Gabriel Range nos propunha mostrar não era mais do que o segredo secreto da maioria da população mundial.

Contudo, o filme não teve grandes críticas aquando da sua estreia. Além do mais, além de ter passado no Indie, foi mais um dos inúmeros exemplos que não chegam nunca a estrear nas nossas salas de cinema. E por tudo isto e mais alguma coisa, o hype gerado à sua volta esmoreceu e o filme acabou por cair no esquecimento de toda a gente. De toda? Não, porque um intrépito cinéfilo não deixa passar nada despercebido. Falo de mim, claro. Salvo a respectiva imodéstia.

Death Of A President é então um documentário fictício sobre o assassinato do presidente Bush americano. Tudo fictício, obviamente, recorrendo a entrevistas falsas, reconsituições, imagens de arquivo e a manipulação digital das mesmas. Assim, Gabriel Range cria um caso bem complexo e misterioso (mais uma vez, à boa maneira de JFK; parece que os americanos gostam de matar os seus presidente de forma bem misteriosa) e explica o que sucederia caso tal cenário acontecesse, com muita paranóia, anti-muçulmanismo e a habitual trafulhice do alto estado norte-americano.

A estrutura de Death Of A President é a de uma reportagem televisiva, por isso não esperem reconsituições dramáticas, ou o Bush a fazer coisas que nunca esperariam vê-lo a fazer (exceptuando levar dois balázios, claro). Toda a realização é muito certinha, séria e aplicada, num exercíciod e bricolage brutal, onde o baú é rebuscado até ao fundo em busca das imagens mais pertinentes dos intervenientes, manipulando discursos e situações, como a eulogia de Dick Chaney a Ronald Reagan no funeral deste que, graças à manipulação digital, se transforma na eulogia a George W. Bush.

Sem grandes golpes de asa ou rasgos de imaginação, Death Of A President pode-se tornar aborrecido para quem estava à espera de maiores dramatizações. Contudo, não deixa de ser umt rabalho de estúdio notável, que tem como condão não embarcar pela manipulação política, o sensacionalismo gratuito, ou a manipulação ideológica. Tudo é construído com grande imparcialidade e acredito piamente que, caso alguém assassinasse Bush, a coisa acontecria mesmo assim.

Resumindo e baralhando, Death Of A President é um notável McRoyal Deluxe e serve para tirar uma assustadora conclusão: se alguém matasse George W. Bush, seria pior a emenda que o soneto, uma vez que depois seria Dick Chaney que subiria à cadeira do poder. Pensem sempre nisto, futuros activistas anarcas com ideias extremistas.

Posted by: dermot @ 6:42 da tarde
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segunda-feira, maio 12, 2008  

TOP 10:

Tenho a impressão que já vi um tópico parecido com este algures pela blogosfera cinematográfica nacional, mas recentemente, por motivos profissionais, andei a fazer uma pesquisa neste tema que me fez reavivar a memória e me levou a voltar a mais uma mítica lista Royale With Cheese: é o TOP 10 DOS MELHORES CARTAZES DE CINEMA:

10º Lugar
A Mulher Gigante (1958)

O filme é das coisas mais patetas que há na sétima arte. O que não impediu que desse azo a um remake televisivo. Contudo, o poster é das coisas mais emblemáticas de sempre e deve ser dos cartazes com mais variações que existe. Para filmes patetas, cartazes patetas. Xungaria, série-b e uma mulher-gigante: é tudo o que este poster respira.

9º Lugar
Planeta Proibido (1956)

É assim que se prova quando um cartaz é bom: quando este se dá ao luxo de substituir a actriz principal por uma modelo bem-aprecida e com pouca roupa e dá todo o ênfase a um robot-parecido-com-um-electrodoméstico, que viria a conquistar o seu próprio espaço no mundo do cinema. O cartaz evoca todo um mundo de pulp-stories de ficção-científica e o stencil a dizer amazing dá-lhe um toque especial.

8º Lugar
Cães De Palha (1971) ex-aequo Brincadeiras Perigosas (2007)

Eis o hiper-realismo levado ao extremo. Com uma simples fotografia de um grande plano do protagonista, estes dois cartazes perpassam todo o desespero dessas pessoas, apesar das expressões distintas. A coisa deixa borboletas na barriga e faz com que não consigamos olhar para aqueles olhos durante muito tempo seguido.

7º Lugar
O Homem Do Braço De Ouro (1955)

Saul Bass é o tipo ideal para dominar uma lista destas. Ele é tão bom que é o único designer de cartazes de cinema de quem eu sei o nome. Tudo graças a um estilo muito próprio, que marcou uma década. Este é um dos melhores exemplos do seu trabalho: composições cromáticas muito simples e uma geometria declarada. Tudo muito simples e eficaz. Existem várias variações deste poster com as caras dos seus actores, mas aqui o que fica para a posterioridade é aquele braço retorcido. O idela para relembrar um Sinatra a tentar deixar as drogas.

6º Lugar
Blow Up - História De Um Fotógrafo (1966)

Antonioni não só marcou uma viragem no cinema com este filme, como uma própria forma de fazer cartazes de cinema. Este cartaz em muito contribuiu para uma nova forma de se fazer design, tal como o cinema europeu em muito contribuiu para uma nova forma de se filmar em Hollywood. Em vez das composições narrativas cheias de drama e de barroquices, este poster é uma autêntica peça de arte pop. Diz muito pouco acerca do filme, mas ao mesmo tempo deixa-nos cheios de dúvidas acerca do mesmo.

5º Lugar
Anatomia De Um Crime (1959) ex-aequo Barry Lyndon (1975)

Eis Saul Bass novamente a dominar esta lista, com um poster que é referido normalmente como o melhor de sempre da história do cinema. Eu não o acho tão bom quanto os outros cinco que vêm a seguir, mas é mais uma obra-prima de simplicidade, cor, lettering e geometria. Ex-aequo surge um dos seus primos afastados, num dos grandes filmes de Kubrick, que se destaca do seu mentor pelo marcante apontamento de cor no meio do preto-e-branco.

4º Lugar
A Semente Do Diabo (1968)

Aquela cara em fade-out abriu um precedente que se tornou num lugar-comum irritante dentro do design de cartazes de cinema (este, por exemplo). Mas aqui deixa-nos alerta para um pesadelo psicológico intenso, pressagiado por aquele (aparentemente) inocente carrinho de bebé. E tudo isto com apenas aquele verde. Se o céu fosse azul, poderia muito bem ser o cartaz de uma qualquer comédia romântica.

3º Lugar
O Silêncio Dos Inocentes (1991)

Há qualquer coisa de perturbador neste cartaz que me deixa inquietado. Também há qualquer coisa de surreal naquela traça pousada na boca da Jodie Foster. Talvez seja a caveira formada por mulheres, baseada nesta foto do Dali (e que também deu origem a este poster); como se sabe, o objectivo principal do surrealismo era perturbar o receptor. Se era esse o intuito deste cartaz, comigo resultou.

2º Lugar
As Aventuras De Rocketeer (1991)

O filme não é tão mau como o pintaram e foi um pouco incompreendido. Contudo, o que ficou para a história foi este cartaz, que nem sequer é o original, mas antes um teaser inglês. Rocketeer é um dos heróis mais cool da banda-desenhada, que recria a memória das pulps dos anos 50, como o Dan Dare por exemplo. E este cartaz faz-lhe justiça. Curioso é verificar que também deu azo a uma capa de um herói muito parecido.

1º Lugar
A Mulher Que Viveu Duas Vezes (1958)

E pronto, lá teve que ser o Saul Bass a arrecadar o lugar cimeiro desta lista, desta vez com o poster de um filme do outro realizador com quem fartou-se de colaborar: o mestre Alfred Hitchcock. Este cartaz tem tudo o que se pode pedir: emoção, vertigem, perigo, suspense, incerteza... E tudo isto sem ser violento, gráfico ou explícito. Less is more, já dizia o Mies van der Rohe.


Menção Honrosa
Virgem Aos 40 Anos (2005)

Este poster é tão deliciosamente pateta que merece uma menção honrosa. Desde a cara de cromo do Steve Carell, passando pelo seu pullover geek, até às cores berrantemente kitsch, tudo é tão mau que se torna bom. É como a tagline.

Posted by: dermot @ 12:18 da tarde
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sexta-feira, maio 09, 2008  

BEIJING BASTARDS:

Título: Beijing Za Zhong
Realizador: Yuan Zhang
Ano: 1993


Para nós, distraídos ocidentais, a China é só artes marciais, tai chi e comunismo. Por isso, se eu vos disser que a China também é muito rock'n'roll, vocês vão certamente ficar admirados. Bem, não é bem assim... Primeiro, a China começou por ter uma cena rock no início da década de 90, mas ela foi fugaz; com os confrontos de Tianamen, o Partido Comunista Chinês apertou a censura e acabou com o rock. Contudo, actualmente, com a abertura do país ao ocidente, o rock'n'roll tem vindo a sobressair no underground musical e são já muitas as bandas que merecem destaque no género. Podem comprová-lo no artigo que vem hoje no Ipsilon. Se não tiverem paciência para lerem tanta letra, então eu resumo-o a três simples palavras: My Little Airport.

Essa primeira fase do rock chinês ficou perpetuada num documento marcante da cultura chinesa: o filme Beijing Bastards, o primeiro filme totalmenete independente do país e um símbolo da contra-cultura local, que despontou para as luzes da ribalta o realizador Yuan Zhang.

Mas não se deixe enganar como eu: Beijing Bastards não evoca o rock chinês, mas antes a essência dessa mesma realidade. Através de um filme-mosaico algo desconstrutivista (minimalista?), Beijing Bastards apanha em três estórias - a do jovem Karzi, que procura a sua namorada que fugiu grávida; a do pai do rock chinês, Cui Jian, que fica sem local para ensaiar com a sua banda rock; e a de Daqing, que vai ajudar o seu amigo Yellow a tentar recuperar o dinheiro de uma dívida -, que apesar de parecerem não ter nada a ver, têm em comum o facto de terem como protagonistas jovens inadaptados, assimétricos à moralidade do Partido Comunista Chinês. Em suma, são rebeldes contra a condescendência da sociedade que os envolve, apesar de isso poder ser confundido com hedonismo, irresponsabilidade, desrespeito, ou, simplesmente, uma vida sem sentido.

Beijing Bastards é um verdadeiro filme independente, quando este ainda não se tinha tornado ele próprio num género; um filme longe de qualquer convenção artística pré-definida, apenas fiél às firmes convicções do seu realizador. Além disso, o baixo orçamento resulta numa fotografia com problemas de luminosidade e actores que nem sempre sabem o que fazer. Contudo, tudo isto também pode ser entendido como pretensionismo de Yuan Zhang, que parece ter andado a ver os filmes sobre o alheamento do Antonioni e que quis imitar o efeito choque de Larry Clark, com o recurso a uma linguagem cheia de palavrões e a acções moralmente repreensíveis, que se sucedem a velocidade super-sónica.

Tudo isto é intercalado com o rock de Cui Jian, algo datado e com as caracteristicas épicas dos anos 80, que abre o filme de forma excelente com uma super-balada cheia de sentimento. Infelizmente, se o princípio parecia ser um teledisco romanceado, o resto do filme limita-se a simples actuações musicais, que servem apenas como catálogo do que era o rock chinês naquela altura.

Constou-me, através de alguém que sabe desta poda, que os outros filmes de Yuan Zhang são bem mais interessantes; também o novo rock chinês é bem mais giro. Por isso, não se admirem de Beijing Bastards ser apenas um Cheeseburger.

Posted by: dermot @ 11:55 da manhã
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quinta-feira, maio 08, 2008  

SALA DE PÂNICO:

Título: Panic Room
Realizador: David Fincher
Ano: 2002


David Fincher é um realizador especial. Apesar de ter vindo directamente do mundo dos telediscos, algo que nunca agoira nada de bom, Fincher provou logo com Alien - A Desforra que não era um cineasta qualquer e nas três tentativas seguintes conseguiu três obras-primas perfeitas. Três hole in one em três tentativas: qual é a probabilidade de isto acontecer?

Depois veio este Sala De Pânico que é, quiçá, o pior filme de Fincher. Quer dizer, não é que seja mau. É antes o menos bom. É a chatice de nos ter habituado tão mal; agora, faça o que fizer, David Fincher terá sempre a fasquia elevadíssima e as expectativas estarão sempre no máximo.

Jodie Foster substituiu à última da hora Nicole Kidman para encarnar Meg Altman, uma recém-divorciada de um marido famoso (e rico), que se muda com a filha para um casarão enorme no centro de Manhattan. Para além de três pisos, um elevador e vários quartos, a casa tem ainda uma característica especial: uma sala de pânico, uma divisão blindada impenetrável, que vai servir que nem ginjas para as duas se esconderem durante um assalto à casa por parte de três bandidos.

David Fincher é um realizador extremamente urbano, não pela forma como filma a própria cidade, mas antes pelo modo como consegue captar o modo de vida citadino das suas personagens: o stress, a impessoabilidade e a tensão. As personagens dos filmes de Fincher são quase sempre meninos da cidade, que se fosse para o campo iriam ficar admirados pelo leite não vir dentro de pacotes e das batatas nascerem dentro da terra.

Em Sala De Pânico, a acção é confinada durante quase duas horas a uma casa no geral e a uma sala em particular. É o cenário mais hitchcockiano em que Fincher já se moveu e utiliza-o de forma irrepreensível, conjugando as forças verticais e horizontais com grande tensão, recorrendo várias vezes a travelling brutais (De Palma rói-te de inveja), alguns com recursos a efeitos digitais. Sala De Pânico respira Hitchcock por todo o lado: na própria premissa da história (duas pessoas presas numa sala sem poderem sair e três outras do lado de fora sem puderem entrar), no suspense em crescendo que vai-se acumulando até explodir no final, na forma como é explorada a arquitectura da casa (lembrando Janela Indiscreta) e até nos créditos iniciais.

Tal como em alguns filmes de Hitchcock, também Sala De Pânico não é feito para se pensar muito. Porque senão começamos a sentir o quão ridículo é o argumento (mais ou menos o que acontece com Intriga Internacional). Contudo, isto são precalços que se resolvem ao desligar o cérebro. Mais difícil é contornar os clichets que Fincher vai buscar para caracterizar as personagens principais: haveria algo mais conveniente do ponto de vista dramático do que uma mãe claustrofóbica e uma filha diabética presas num bunker deonde não podiam sair?

Sala De Pânico é um excelente thriller psicológico e jogo de suspense em crescendo, na tradição do que Fincher já fez de melhor. Contudo, a premissa do filme não deixava de ser limitada e, por isso, a coisa tinha prazo de validade: ou o filme ficava minúsculo, ou passava a última meia-hora a repisar as mesmas pegadas, ou tentava outra coisa no final. E foi esta última opção que Fincher escolher, transformando Sala De Pânico num filme de acção no último terço. Os personagens trocam então de lugar e Jodie Foster veste a pele que iria aperfeiçoar A Estranha Em Mim. E aqui Sala De Pânico começa a soçobrar por todo o lado.

Assim, Sala De Pânico vai sabendo às vezes a McBacon, outras vezes a McChicken...

Posted by: dermot @ 9:48 da manhã
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terça-feira, maio 06, 2008  

SUPER BALDAS:

Título: Superbad
Realizador: Greg Mottola
Ano: 2007


Depois de aqui há um par de semanas me ter desfeito em elogios a Um Azar Do Caraças, eis-me de volta para comentar o outro filme desta nova família de comédias, iniciada com Virgem Aos 40 Anos: Super Baldas.

Comparado com os seus parentes mais velhos, Super Baldas é o mais imaturo de todos. Mas também tem uma justificação bem plausível para isso, uma vez que o seu argumento foi escrito pelo cada vez mais respeitável Seth Rogen e o seu amigo de longa data Evan Goldberg quando tinham apenas 13 anos. Por isso, Super Baldas é um regresso à comédia adolescente de liceu.

Estamos então de volta ao terreno de American Pie - A Primeira Vez: Seth (Jonah Hill) e Evan (Michael Cera) são dois melhores amigos a duas semanas de terminarem o liceu, onde não são propriamente populares, antes de irem para universidades diferentes e se separarem para sempre. Contudo, esta filme sobre a amizade entre amigos está mascarado com o fato da comédia screwball, com várias miúdas giras e os dois amigos (mais o super-geek Fogell (Christopher Mintz-Plasse), a perpetuar a dinastia dos cromos com grande classe, sob a alcunha de McLovin) a ver se se safam antes do fim das aulas.

Apesar do American Pie alert, não há motivo para nos preocupar. Porque apesar do tema do sexo ser comum, a coisa é tratada de forma diferente, mais sofisticada, como em Virgem Aos 40 Anos ou Um Azar Do Caraças. Ou seja, apesar dos palavrões e das piadas sexuais, existem personagens bem mais tridimensionais, diálogos mais inteligentes que recorrem constantemente à cultura popular e uma abordagem que não toma o espectador como um mero tótó. Por isso, Super Baldas relembra muito mais as comédias underground como Napoleon Dynamite e Nacho Libre, com os seus inadaptados e o humor absurdo, do que a comédia slapstick e desbragada dos American Pies e suas variações.

Super Baldas tem momentos geniais, daqueles que perduram para os anais da comédia, a saber: o BI falso de Fogell, sob o nome do havaiano McLovin e com uma foto genial, ou a surreal história de infância de Seth, em que era viciado e obsecado em desenhar pilas. Além disso, há ainda dois polícias que fazem de sidekicks a si próprios que são hilariantes (o próprio Seth Rogen e Bill Hader) e que não me admirava nada que dessem azo a um spin-off de um filme só deles.

Não percebo muito bem porquê a escolha em filmar Super Baldas como se fosse um filme dos anos 70, com soul e funk music a condizer e os filtros de cores adequados, mas não deixa de dar um certo estilo ao filme. Além disso, não se furta ao final feliz e a uma conclusiva mensagem moral - afinal de contas, é uma comédia -, mas, tal como Um Azar Do Caraças, peca por ser demasiado longo para o género. Nada que belisque o McRoyal Deluxe final.

Posted by: dermot @ 12:15 da tarde
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domingo, maio 04, 2008  

[REC]:

Título: [Rec]
Realizador: Jaume Balagueró & Paco Plaza
Ano: 2007


Quando em 1999 estreou O Projecto Blair Witch, uma nova página foi virada na história do cinema. E não estou a falar das campanhas publicitárias virais, mas antes de um género de filmes muito específicos, ficções realizadas como se fossem histórias reais, filmadas na primeira pessoa e vividas ao mesmo tempo pelo espectador e pelo protagonista. Em suma, são uma variação realista dos mockumentários.

Estranhamente, a coisa não abriu um precedente como seria de esperar. E foi preciso esperar 9 anos para que voltasse a surgir um filme que fosse filmado pelo próprio protagonista. Ou pelo menos um que interessasse... E como é sabido, neste mundo da sétima arte estas coisas surgem sempre aos pares: Impacto Profundo e Armageddon, Wyatt Earp e Tombstone, ou Vulcão e O Cume De Dante. Por isso, eis Nome De Código: Cloverfield e [Rec].

Esta imodesta prosa debruça-se sobre o segundo, o filme espanhol que tem espantado meio mundo, venceu tudo e todos no Fantas deste ano e até já está a ser refeito pelos idiotas de Hollywood em mais uma americanice sem jeito. Além disso, tem sido descrito pelos fãs do terror como um "Cloverfield mas em melhor", o que é o melhor elogio que se lhe pode fazer.

[Rec] é então um irmão bastardo de O Projecto Blair Witch, só que aqui em vez de um grupo de jovens, temos uma jornalista, Angela (Manuela *suspiro* Velasco), e o seu operador de camera, Pablo. Os dois estão a acompanhar uma equipa de bombeiros em acção durante a noite e vão segui-los até a uma chamada de emergência, a alertar para uns gritos suspeitos num dos andares. E de repente, jornalista, bombeiros, polícia e moradores vêem-se trancados no prédio pelo governo numa quarentena misteriosa, enquanto uma velha de pijama, uma portuguesa anorética e um sem número de ameaças escondidas vão matar tudo e todos. E tudo isto enquanto o operador de câmera filma tudo, sempre calado e sempre sem ajudar ninguém. Porque "alguém tem que filmar aquilo para que sirva de prova, como alguém refere.

Temos então um prédio sitiado, onde um grupo de pessoas vai entrar em conflito entre eles à medida que a tensão aumenta, até terminar tudo num banho de sangue, sempre filmado na primeira pessoa, com uma câmera ao ombro, por um dos personagens. Exacto: há muito O Projecto Blair Witch, mas também há O Cubo, remeniscências do Stephen King e... spoilers à parte, um cheirinho a Romero (Zombie, A Maldição Dos Mortos-Vivos não é uma escolha descabida).

Pode parecer uma ideia descabida, mas o que é certo é que a coisa funciona. Quer queiramos quer não, a câmera ao ombro dá um realismo extra à coisa e acabamos sempre por entrar dentro do espírito do filme por mais preparados que estejamos. E neste ambiente, as jump scenes funcionam sempre bem. Por isso, [Rec] dá direito a uns bons saltos na cadeira.

[Rec] é um dos bons filmes de terror da actualidade: asusta, interessa, não faz rir (pelo menos muito) e tem miudinhas sanguinárias. Além disso, faz de nós, portugueses, responsáveis pelo início do fim do Mundo. Como alguém disse num fórum algures, podemos ser os últimos em muita coisa, mas pelo menos somos os primeiros a foder os outros. Tem havido também muita gente a queixar-se do fim previsível e clichet; o problema ali é a falta de imaginação. Porque aquele final era inevitável...

Confesso que li algumas críticas ao filme que me deixaram um pouco de pé atrás, mas depois de o ver com os próprios olhos e de o poder avaliar por mim próprio, só consigo não deixar de ficar aliviado por o Fantasporto continuar a manter-se como um selo de qualidade. E entretanto aposto que o remake norte-americano não vai valer nem metade do McRoyal Deluxe.

Posted by: dermot @ 2:10 da tarde
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quinta-feira, maio 01, 2008  

NÃO ESTOU AÍ:

Título: I'm Not There
Realizador: Todd Haynes
Ano: 2007


Com Velvet Goldmine, Todd Haynes já tinha mostrado que não era um simples apreciador de música, que gostava de fazer uns simples filems biográficos acerca dos seus músicos favoritos. Todd Haynes é antes um melómano obsessivo e compulsivo, que prefere fazer filmes sobre as próprias cenas musicais e tudo o que lhe está inerente, do que se limitar aos simples intérpretes.

Por isso, adivinhava-se à partida que este Não Estou Aí, filme baseado livremente na vida e obra de Bob Dylan, não iria ser um simples bio-pic. Porque ao contráiro deste género, em que os realizador partem do pressuposto que o espectador é uma criança de 5 anos e não sabe nada acerca do representado, Todd Haynes faz ao contrário, presumindo que os espectadores sabem como ele todos os pormenores da história da música, construindo elaboradas histórias com eles.

Era assim em Velvet Goldmine, um filme que mais do que uma romantização da vida do alter-ego de David Bowie, Ziggy Stardust, e dos seus contemporâneos Marc Bolan e Iggy Pop, era uma fantasia acerca do glam-rock e de toda a cena socio-cultural que daí adviu. E é assim Não Estou Aí, adaptação simbólica da vida e obra de Bob Dylan, um dos maiores ícones do século XX e um mestre da palavra.

Fora os devidos exageros, a melhor forma de entender Bob Dylan é compará-lo com Fernando Pessoa. Contudo, no caso do norte-americano não são tanto heterónimos, mas antes personalidades que se alteraram consoante os sinais do tempo. E Todd Haynes toma este pormenor literalmente e desconstrói a vida de Bob Dylan em sete camadas, recorrendo a seis actores diferentes para representar cada uma essas sete fases da vida - Cate Blanchett, Ben Whishaw, Christian Bale, Richard Gere, Marcus Carl Franklin e Heath Ledger - e recorrendo a sete formas de filmar distintas para as distinguir a todas, desde o preto e branco ao 16mm granulado.

O resultado final é uma espécie de fantasia ao bom sentido de Across The Universe, mas em formato-mosaico e de natureza artsy. Infelizmente, chegando ao fim, a coisa não vai necessariamente fazer todo o sentido; e ao contrário dos filmes surrealistas, não ficamos necessariamente com a impressão de que ficou algo escrito nas entrelinhas. O problema de Não Estou Aí é que, ao contráiro de Velvet Goldmine, que mesmo para quem não estivesse familizarizado com o glam-rock acabava por ser uma boa história de auto-estima, não consegue manter-se em pé para aqueles que não conhecem a complexa história do Bob Dylan. Para estes, Não Estou Aí é apenas uma miscelânea de episódios aleatórios sem grande sentido.

Não Estou Aí tem ainda feito furor devido a uma das facetas de Dylan: a elétrica, representada por Cate Blanchett, que se supera completamente. Também é verdade que esta é a faceta que mais mimetiza o próprio Bob Dylan, mas também não deixa de ser a mais feliz no filme de Todd Haynes. É fantástica a desconstrução surrealista que o realizador faz da primeira apresentação eléctrica da banda no Festival de Folk de Newport, com uzis em vez de guitarras eléctricas, ou o ambiente felliniano escalpelizado de 8 1/2 que é pintado a visita de Dylan ao Reino Unido, com a beatlemania em pano de fundo ( e com Brian Jones, o tipo daquela "banda de covers", os Rolling Stones).

Para quem não é fã de Bob Dylan, Não Estou Aí irá certamente soçobrar. Para os outros, será menos doloroso, mas mesmo assim não será o filme que estariam à espera. Eu pelo menos estava à espera de outra coisa, ou mais simbólico, ou mais literal. Assim, é apenas um McChicken que serve para ouvir boa música e enganar a fome às vezes.

Posted by: dermot @ 11:22 da manhã
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COTAÇÃO:
10 - Royale With Cheese
9 - Le Big Mac
8 - McRoyal Deluxe
7 - McBacon
6 - McChicken
5 - Double Cheeseburger
4 - Cheeseburger
3 - Caixinha de 500 paus (Happy Meal)
2 - Hamburga de Choco
1 - Pão com Manteiga

TAKE:
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CRÍTICAS:
- A Armadilha
- A Arte De Pensar Negativamente
- A Árvore Da Vida
- A Balada de Jack And Rose
- A Bela E O Paparazzo
- A Boda
- À Boleia Pela Galáxia
- A Cabana Do Medo
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- A Mais Louca Odisseia No Espaço
- A Maldição Da Flor Dourada
- A Mansão
- A Maravilhosa Aventura De Charlie
- A Marcha Dos Pinguins
- A Máscara
- A Máscara De Cristal
- A Menina Jagoda No Supermercado
- A Minha Bela Lavandaria
- A Minha Vida Sem Mim
- A Morte Do Senhor Lazarescu
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- A Mulher Que Viveu Duas Vezes
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- À Procura Da Terra Do Nunca
- A Promessa
- À Prova De Morte
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- A Raiz Do Medo
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- A Religiosa Portuguesa
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- A Torre Do Inferno
- A Turma
- A Última Famel
- A Última Tentação De Cristo
- A Valsa Com Bashir
- A Verdadeira História De Jack, O Estripador
- A Viagem De Chihiro
- A Viagem De Iszka
- A Vida De Brian
- A Vida É Um Jogo
- A Vida É Um Milagre
- A Vida Em Directo
- A Vida Secreta Das Palavras
- A Vila
- A Vítima Do Medo
- A Vizinha Do Lado
- A Volta Ao Mundo Em 80 Dias
- Aberto Até De Madrugada
- Abraços Desfeitos
- Acção Total
- Aconteceu No Oeste
- Across The Universe
- Actividade Paranormal
- Acusado
- Adam Renascido
- Admitido
- Adriana
- Aelita
- Ágora
- Água Aos Elefantes
- Air Guitar Nation
- Albert, O Gordo
- Aldeia Da Roupa Branca
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- Alice In Acidland
- Alice No País Das Maravilhas
- Alien - O Oitavo Passageiro
- Aliens - O Reencontro Final
- Alien - A Desforra
- Alien - O Regresso
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- Alta Golpada
- Alta Tensão
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- American Splendor
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- Amor E Vacas
- Amor Em Las Vegas
- Amor Ou Consequência
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- As Aventuras De Tintim - O Segredo Do Licorne
- As Aventuras Do Príncipe Achmed
- As Bandeiras Dos Nossos Pais
- As Bonecas Russas
- As Canções De Amor
- As Crónicas De Narnia - O Leão, A Feiticeira E O Guarda-Roupa
- As Diabólicas
- As Ervas Daninhas
- As Invasões Bárbaras
- As Lágrimas Do Tigre Negro
- As Leis Da Atracção
- As Noites Loucas Do Dr. Jerryll
- As Penas Do Desejo
- As Tartarugas Também Voam
- As Vidas Dos Outros
- Aberto Até De Madrugada
- Assalto À Esquadra 13 (1976)
- Assalto À Esquadra 13 (2005)
- Assalto Ao Santa Maria
- Assassinos Natos
- Ata-me
- Até Ao Inferno
- Até Ao Limite Do Terror
- Atraídos Pelo Crime
- Através Da Noite
- Attack Of The 50 Foot Woman
- Aurora
- Austrália
- Autocarro 174
- Avatar
- Aviva, Meu Amor
- Aztec Rex
- Azul Metálico

- Babel
- Backbeat, Geração Inquieta
- Balas E Bolinhos - O Regresso
- Balbúrdia No Oeste
- Bando À Parte
- Baraka
- Barbarella
- Barreira Invisí­vel
- Batman
- Batman Regressa
- Batman - O Início
- Be Cool
- Beijing Bastards
- Belleville Rendez-Vouz
- Bem-vindo À Zombieland
- Bem-vindo Ao Norte
- Berlin 36
- Birth - O Mistério
- Biutiful
- Black Sheep
- Black Snake Moan - A Redenção
- Blade Runner - Perigo Iminente
- Blueberry
- Boa Noite E Boa Sorte
- Bobby Darin - O Amor É Eterno
- Body Rice
- Bombom
- Bom Dia Noite
- Bom Dia Vietnam
- Bonnie E Clyde
- Boogie Nights
- Borat
- Brasil - O Outro Lado Do Sonho
- Breakfast On Pluto
- Brincadeiras Perigosas (2007)
- Brisa De Mudança
- Bronson
- Bruce, O Todo-poderoso
- Bruiser - O Rosto Da Vingança
- Bruno
- Buffalo 66
- Bubba Ho-Tep
- Bullit
- Bunker Palace Hotel
- Buried
- Busca Implacável
- Bz, Viagem Alucinante

- Cadillac Records
- Cães Danados
- Cães De Palha
- Café E Cigarros
- Call Girl
- Camino
- Capitão Alatriste
- Capitão América - O Primeiro Vingador
- Capote
- Carrie
- Cartas Ao Padre Jacob
- Cartas De Iwo Jima
- Casa De Loucos
- Casablanca
- Casino Royale
- Catwoman
- Cavalo De Guerra
- Cemitério Vivo
- Censurado
- Centurion
- Charlie E A Fábrica De Chocolate
- Che - Guerrilha
- Che - O Argentino
- Chemical Wedding
- Chéri
- Chinatown
- Chocolate
- Choke - Asfixia
- Chovem Almôndegas
- Christine - O Carro Assassino
- Cidade Fria
- Cinco Dias, Cinco Noites
- Cinema Paraíso
- Cinerama
- Cisne Negro
- Clube De Combate
- Coco Avant Chanel
- Coisa Ruim
- Cold Mountain
- Cold Weather
- Colete De Forças
- Colisão
- Com Outra? Nem Morta!
- Comboios Rigorosamente Vigiados
- Comer Orar Amar
- Complexo - Universo Paralelo
- Conan, O Bárbaro
- Contrato
- Control
- Controle
- Coração De Cavaleiro
- Coração De Gelo
- Coração Selvagem
- Corações De Aço
- Coragem De Mãe: Confrontando O Autismo
- Corre Lola Corre
- Correio De Risco
- Correio De Risco 3
- Corrida Contra O Futuro
- Corrupção
- Cozinhando A História
- Crank - Veneno No Sangue
- Crank - Alta Voltagem
- Cremaster
- Crime Ferpeito
- Crippled Masters
- Cristóvão Colombo - O Enigma
- Crónica Dos Bons Malandros
- Crueldade Intolerável
- Cubo
- Culture Boy
- Cypher
- Cyrano de Bergerac (1950)

- Daisy Town
- Dallas
- Danny The Dog - Força Destruidora
- Daqui P'ra Frente
- Dark City - Cidade Misteriosa
- De Cabeça Para Baixo
- De Homem Para Homem
- De Olhos Abertos
- De Olhos Bem Fechados
- De Sepultura Em Sepultura
- De Tanto Bater O Meu Coração Parou
- De-Lovely
- Delhi Belly
- Dead Snow
- Death Race 2000
- Deixa-me Entrar
- Delicatessen
- Demolidor - O Homem Sem Medo
- Dentro Da Garganta Funda
- Depois Do Casamento
- Destruir Depois De Ler
- Diamante De Sangue
- Diário Dos Mortos
- Diários De Che Guevara
- Dias De Futebol
- Dick E Jane - Ladrões Sem Jeito
- Dictado
- Die Hard 4.0 - Viver Ou Morrer
- Die You Zombie Bastards!
- Dogma
- Domino
- Don Juan DeMarco
- Donnie Brasco
- Doom - Sobrevivência
- Doomsday - Juízo Final
- Dorian Gray
- Dot.Com
- Dr. Estranhoamor
- Drácula 2001
- Drácula De Bram Stoker
- Drive - Risco Duplo
- Dreamgirls
- Duas Mulheres

- É Na Terra Não É Na Lua
- Easy A
- Easy Rider
- Eduardo Mãos De Tesoura
- Efeito Borboleta
- El Mariachi
- El Topo
- Ela Odeia-me
- Eles
- Eles Vivem
- Elvis
- Em Bruges
- Em Busca Da Felicidade
- Em Carne Viva
- Em Liberdade
- Em Nome De Caim
- Em Nome De Deus
- Em Paris
- Em Privado
- Embargo
- Encarnação Do Demónio
- Encontros Em Nova Iorque
- Encrenca Dupla
- Encurralada
- Ensaio Sobre A Cegueira
- Enterrado Na Areia
- Entre Os Dedos
- Entrevista
- Equilibrium
- Era Uma Vez No México
- Eraserhead - No Céu Tudo É Perfeito
- Escola De Criminosos
- Escolha Mortal
- Esporas De Aço
- Estado De Guerra
- Estamos Vivos
- Este É O Meu Lugar
- Este País Não É Para Velhos
- Estômago
- Estrada Perdida
- Estranhos
- Estrellita
- Eu Amo-te Phillip Morris
- Eu, Peter Sellers
- Eu Sou A Lenda
- Eu Sou Evadido
- Eu, Tu E Todos Os Que Conhecemos
- Everything Must Go
- Evil Dead - A Noite Dos Mortos-Vivos
- Evil Dead 2 - A Morte Chega De Madrugada
- Evil Dead 3 - O Exército Das Trevas
- Ex-Drummer
- Exterminador Implacável 1
- Exterminador Implacável 2 - O Dia Do Julgamento Final
- Exterminador Implacável 3 - Ascensão Das Máquinas
- Exterminador Implacável 4 - A Salvação

- Factory Girl - Quando Edie Conheceu Warhol
- Factotum
- Fados
- Fahrenheit 9/11
- Falso Alarme
- Fando E Lis
- Fantasmas De Marte
- Fargo
- Faster, Pussycat! Kill! Kill!
- Fausto 5.0
- Favores Em Cadeia
- Felicidade
- Feliz Natal
- Férias No Harém
- Festival Rocky De Terror
- Ficheiros Secretos: Quero Acreditar
- Fim De Ano Em Split
- Fim-De-Semana Alucinante
- Final Cut - A Última Memória
- Fish Tank
- Florbela
- Flores Partidas
- Fome
- Footloose - A Música Está Do Teu Lado
- Força Delta
- Forrest Gump
- Freddy Vs. Jason
- Frenético
- Frida
- Frost/Nixon
- Fruto Proibido
- Fuga De Los Angeles
- Fuga Para A Vitória
- Fur - Um Retrato Imaginário De Diane Arbus
- Fúria Cega
- Fúria De Viver
- Fúria Silenciosa

- Gabrielle
- Gainsbourg - Vida Heróica
- Gang Dos Tubarões
- Gangs de Nova Iorque
- Garden State
- Génova
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- Godzilla
- Goodbye Lenine!
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- Gothika
- Gran Torino
- Grande Mundo Do Som
- Gremlins
- Grizzly Man
- Gru - O Maldisposto
- Guerra Dos Mundos (2005)
- Guerra Dos Mundos (1953)

- Há Lodo No Cais
- Hairspray
- Half Nelson - Encurralados
- Hard Candy
- Harley Davidson E O Cowboy Do Asfalto
- Harold E Maude
- Harry Brown
- Haverá Sangue
- Hawai Azul
- He-Man - Mestres Do Universo
- Head On - A Esposa Turca
- Heartbreak Hotel
- Hell Ride
- Hellboy
- Hellboy 2: O Exército Dourado
- Helter Skelter - O Caso De Sharon Tate
- Henry E June
- Hereafter - Outra Vida
- Hiena
- História De Duas Irmãs
- História De Um Fotógrafo
- Hobo With A Shotgunbr> - Hollywood Ending
- Homem Aranha
- Homem Aranha 2
- Homem Aranha 3
- Homem De Ferro
- Homem Demolidor
- Homem Em Fúria
- Homens De Negro
- Homens De Negro 2
- Homens Que Matam Cabras Só Com O Olhar
- Hostel
- Hostel 2
- Hot Fuzz - Esquadrão De Província
- Howl - Grito
- Hugo

- I Am Sam - A Força Do Amor
- I Spit On Your Grave
- I'll See You In My Dreams
- Iluminados Pelo Fogo
- I'm Still Here
- I Wanna Hold Your Hand
- Imitação Da Vida
- Imortal
- In Search Of A Midnight Kiss
- Indiana Jones E O Reino Da Caveira De Cristal
- Indomável
- Infiltrado
- Inimigos Públicos
- INLAND EMPIRE
- Inquietos
- Insidioso
- Insónia
- Intervenção Divina
- Intriga Internacional
- Invictus
- Irmão, Onde Estás?
- It
- It Might Get Loud
- Italian Spiderman

- Jack Ketchum's The Girl Next Door
- Jackass 2
- Jackass 3D
- Jackie Brown
- Jacuzzi - O Desastre Do Tempo
- James Bond - Agente Secreto
- James Bond - Casino Royale
- James Bond - Quantum Of Solace
- Janela Indiscreta (1954)
- Janela Indiscreta (1998)
- Janela Secreta
- JCVD
- Joga Como Beckham
- John Rambo
- Jonestown - The Life And Death Of Peoples Temple
- Jovens Rebeldes - A Verdadeira História
- Julgamento
- Julie E Julia
- Juno
- Juventude Em Marcha
- Juventude Tardia

- Kalifórnia
- Kandahar
- Karate Kid
- Katyn
- Kenny
- Kick Ass - O Novo Super-herói
- Kids - Miúdos
- Kill Bill vol.2
- King Kong (2005)
- Kiss Kiss Bang Bang
- Kiss Me
- Klimt
- Kopps
- Kung-Fu-Zão
- Kung Pow - Punhos Loucos

- La Jetée
- La Vie En Rose
- Ladrões
- Lady Snowblood
- Laranja Mecânica
- Last Days - Os Últimos Dias
- Lavado Em Lágrimas
- Lemmy
- Léon, O Profissional
- Lichter
- Lindas Encrencas As Garotas
- Lobos
- Longe Da Terra Queimada
- Lost In Translation - O Amor É Um Lugar Estranho
- Lua De Mel, Lua De Fel
- Lucifer Rising
- Lucky Luke
- Lucky Number Slevin - Há Dias De Azar

- M - Matou!
- Má Educação
- Machete
- Madrigal
- Maldito United
- Mamma Mia
- Manhattan
- Manô
- Mamonas Pra Sempre
- Mar Adentro
- Maria E As Outras
- Marie Antoinette
- Marjoe
- Marte Ataca!
- Matança De Natal
- Match Point
- Matou A Família E Foi Ao Cinem
- McQuade, O Lobo Solitário
- Meia-Noite Em Paris
- Meio Metro De Pedra
- Melancolia
- Melinda E Melinda
- Menina
- Mephisto
- Metrópolis
- Meu Nome É Bruce
- Miami Vice
- Milhões
- Milk
- Millenium 1. Os Homens Que Odeiam As Mulheres
- Million Dollar Baby - Sonhos Vencidos
- Minha Mãe
- Minha Terra
- Misery - Capí­tulo Final
- Missão A Marte
- Missão Impossí­vel 3
- Missão Impossível - Missão Fantasma
- Missão Solar
- Mistérios De Lisboa
- Momentos Agradáveis
- Moneyball - Jogada De Risco
- Monsters - Zona Interdita
- Monstro
- Monty Phyton E O Cálice Sagradi
- Morte Cerebral
- Morte De Um Presidente
- Movimentos Perpétuos
- Mr. E Mrs. Smith
- Mrs. Henderson Presents
- Muito Bem, Obrigado
- Mulholland Drive
- Mundo Fantasma
- Mundos Separados
- Munique
- Murderball - Espírito De Combate
- Murish
- Mutilados
- Mysterious Skin

- Na Cama
- Nacho Libre
- Não Estou Aí
- Napoleon Dynamite
- Nas Costas Do Diabo
- Nas Nuvens
- Needle
- Nico: À Margem Da Lei
- Ninguém Sabe
- Nixon
- No Limite Do Amor
- No Vale De Elah
- Noite De Agosto
- Noite Escura
- Noivos Sangrentos
- Nome De Código: Cloverfield
- Northfork
- Nosferatu, O Vampiro
- Nothing
- Nova Iorque 1997
- Nove Raínhas
- Nunca Digas Sim

- O Acontecimento
- O Agente Da Broadway
- O Lugar Do Morto
- O Americano
- O Amor Acontece
- O Anjo Exterminador
- O Anti-Pai Natal
- O Artista
- O Assassínio De Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford
- O Assassí­nio De Richard Nixon
- O Batedor
- O Bom Alemão
- O Bom, O Mau E O Vilão
- O Cabo Do Medo
- O Caminho De São Diego
- O Cão, O General E Os Pássaros
- O Capacete Dourado
- O Castelo Andante
- O Castor
- O Cavaleiro Das Trevas
- O China
- O Cobrador
- O Código Da Vinci
- O Comboio Dos Mortos
- O Comboio Mistério
- O Condenado
- O Couraçado Potemkin
- O Cowboy Da Meia-Noite
- O Crepúsculo Dos Deuses
- O Dedo De Deus
- O Delator!
- O Demónio
- O Despertar Da Besta
- O Despertar Da Mente
- O Deus Da Carnificina
- O Deus Elefante
- O Dia Em Que A Terra Parou (1951)
- O Dia Em Que A Terra Parou (2008)
- O Dia Da Besta
- O Discurso Do Rei
- O Enigma Do Espaço
- O Estranho Caso De Benjamin Button
- O Estranho Mundo De Jack
- O Evangelho Segundo São Mateus
- O Exorcista
- O Fatalista
- O Feiticeiro De Oz
- O Feitiço Do Tempo
- O Fiél Jardineiro
- O Gabinete Das Figuras De Cera
- O Gabinete Do Dr. Caligari
- O Gato Das Botas
- O Génio Do Mal (1976)
- O Grande Peixe
- O Grande Ditador
- O Guerreiro
- O Homem Duplo
- O Homem Que Copiava
- O Homem Que Sabia Demasiado
- O Homem Que Veio Do Futuro
- O Idealista
- O Jogo
- O Júri
- O Imperador Da Califórnia
- O Inquilino
- O Justiceiro Da Noite
- O Labirinto Do Fauno
- O Laço Branco
- O Lado Selvagem
- O Lago Perfeito
- O Leopardo
- O Livro Negro
- O Lobo Do Mar
- O Macaco De Ferro
- O Maquinista
- O Marinheiro De Água Doce
- O Menino De Ouro
- O Meu Tio
- O Milagre De Berna
- O Milagre Segundo Salomé
- O Mistério Galindez
- O Monstro Da Lagoa Negra
- O Mundo A Seus Pés
- O Nevoeiro (1980)
- O Ofício De Matar
- O Olho
- O Orfanato
- O Paciente Inglês
- O Padrinho - Parte I
- O Padrinho - Parte II
- O Padrinho - Parte III
- O Panda Do Kung Fu
- O Panda Do Kung Fu 2
- O Pesadelo De Darwin
- O Pistoleiro Do Diabo
- O Planeta Selvagem
- O Pó Dos Tempos
- O Portador Da Espada
- O Presidiário
- O Prisioneiro Do Rock
- O Protegido
- O Próximo A Abater
- O Quinto Elemento
- O Quinto Império
- O Regresso
- O Rei Dos Gazeteiros
- O Reino Proibido
- O Ritual
- O Ritual Dos Sádicos
- O Sabor Do Amor
- O Sargento Da Força Um
- O Segredo A Brokeback Mountain
- O Segredo De Um Cuscuz
- O Segredo Dos Punhais Voadores
- O Selvagem
- O Sentido Da Vida
- O Sétimo Selo
- O Sítio Das Coisas Selvagens
- O Sonho Comanda A Vida
- O Sonho De Cassandra
- O Sorriso De Mona Lisa
- O Tempo Do Lobo
- O Tesouro Da Sierra Madre
- O Tigre E A Neve
- O Tio Boonmee Que Se Lembra Das Suas Vidas Anteriores
- O Triunfo Da Vontade
- O Turista
- O Último Airbender
- O Último Grande Herói
- O Último Rei Da Escócia
- O Último Tango Em Paris
- O Último Voo Do Flamingo
- O Vingador Tóxico
- O Wrestler
- Ocean's Eleven - Façam As Vossas Apostas
- Odete
- Oldboy - Velho Amigo
- Olho Mágico
- Oliver Twist
- Ônibus 174
- Orca
- Órfã
- Os Amantes Regulares
- Os Amigos De Alex
- Os Bons E Os Maus
- Os Caça-Fantasmas
- Os Cavaleiros Do Asfalto
- Os Chapéus De Chuva De Cherburgo
- Os Cinco Venenos
- Os Clãs Da Intriga
- Os Condenados De Shawshank
- Os Descendentes
- Os Edukadores
- Os Famosos E Os Duendes Da Morte
- Os Filhos Do Homem
- Os Friedmans
- Os Guardiões Da Noite
- Os Homens Preferem As Loiras
- Os Imortais
- Os Inadaptados
- Os Índios Apache
- Os Invisíveis
- Os Irmãos Grimm
- Os Limites Do Controlo
- Os Marginais
- Os Mercenários
- Os Miúdos Estão Bem
- Os Novos Dez Mandamentos
- Os Olhos Da Serpente
- Os Olhos Sem Rosto
- Os Onze De Oceano
- Os Optimistas
- Os Pássaros
- Os Produtores (2005)
- Os Psico-Detectives
- Os Rapazes Da Noite
- Os Rapazes Não Choram
- Os Renegados Do Diabo
- Os Rutles - All You Need Is Cash
- Os Selvagens Da Noite
- Os Simpsons - O Filme
- Os Sonhadores
- Os Sorrisos Do Destino
- Os Super-Heróis
- Os Supeitos Do Costume
- Os Três Enterros De Um Homem
-Os Visistantes Da Idade Média
- Os 300 Espartanos

- Pagafantas
- Palpitações
- Papillon
- Para Onde O Vento Sopra
- Parada De Monstros
- Paraíso, Inferno... Terra
- Paranoid Park
- Paris Je T'Aime
- Party Monster
- Pecados Íntimos
- Pele
- Pequenas Mentiras Entre Amigos
- Performance
- Perigo Na Noite
- Perto Demais
- Pesadelo Em Elm Street
- Pink Floyd The Wall
- Piranha 3D
- Piratas Das Caraíbas - O Mistério do Pérola Negra
- Piratas Das Caraí­bas - O Cofre Do Homem Morto
- Piratas Das Caraíbas - Nos Confins Do Mundo
- Planeta Dos Macacos
- Planeta Dos Macacos: A Origem
- Planeta Terror
- Plano 9 Dos Vampiros Zombies
- Polaróides Urbanas
- Polí­cia Sem Lei (1992)
- Polícia Sem Lei (2009)
- Poltergeist, O Fenómeno
- Ponto De Mira
- Por Favor Rebobine
- Por Favor Não Me Morda O Pescoço
- Porcos & Selvagens
- Posto Fronteiriço
- Precious
- Predadores
- Presente De Morte
- Preto E Branco
- Primer
- Príncipe Da Pérsia - As Areias Do Tempo
- Procurado
- Profissão: Repórter
- Promessas Proibidas
- Proposta Indecente
- Proteger
- Psico
- Psicopata Americano
- Pulp Fiction
- Pulsação Zero
- Punch-Drunk Love - Embriagado De Amor
- Purana Mandir
- Purple Rain

- Quando Viste O Teu Pai Pela Última Vez
- Quarentena
- Quarteto Fantástico (1994)
- Quarteto Fantástico (2005)
- Quase Famosos
- Quatro Noites Com Anna
- Que Lugar Maravilhoso
- Que Se Mueran Los Feos
- Queijo E Marmelada
- Quem Quer Ser Bilionário
- Querida Famí­lia
- Querida Wendy

- R
- Rapariga Com Brinco De Pérola
- Rare Exports
- Ratatui
- Ratos Assassinos
- Ray
- [Rec]
- [REC]2
- Red Eye
- Relatório Kinsey
- Relatório Minoritário
- Religulous - Que O Céu Nos Ajude
- Relíquia Macabra
- Renascimento
- Resident Evil: Apocalypse
- Rio
- Rio Bravo
- Rock De Fogo
- Rock, Rock, Rock
- Rocknrolla - A Quadrilha
- Rocky Balboa
- Roger E Eu
- Roma
- Romance E Cigarros
- Roxanne
- RRRrrrr!!!
- Rubber - Pneu
- Ruídos Do Além
- Ruivas, Loiras E Morenas
- Rumo À Liberdade
- Ruptura Explosiva

- Sacanas Sem Lei
- Sala De Pânico
- Salazar - A Vida Privada
- Salto Mortal
- Samsara
- Sangue Do Meu Sangue
- Sangue Por Sangue
- Santa Sangre
- Sapatos Pretos
- Save The Green Planet!
- Saw - Enigma Mortal
- Saw II - A Experiência Do Medo
- Saw 3D - O Capítulo Final
- Scoop
- Scott Pilgrim Contra O Mundo
- Seconds Apart
- Seis Indomáveis Patifes
- Sem Ela
- Sem Limites
- Sem Rumo
- Sem Tempo
- Semi-Pro
- Ser E Ter
- Sereia
- Serpentes A Bordo
- Sete Anos No Tibete
- Sete Vidas
- Sexo E A Cidade
- Sgt. Pepper's Lonely Heart Club Band
- Shaolin Daredevils
- Shaolin Soccer - O Ás Da Bola
- Shaolin Vs. Evil Dead
- Shattered Glass - Verdade Ou Mentira
- Sherlock Holmes
- Sherlock Holmes - Jogo De Sombras
- Shining
- Shoot 'Em Up - Atirar A Matar
- Shortbus
- Shrek 2
- Shrek O Terceiro
- Shrek Para Sempre
- Sicko
- Sid And Nancy
- Sideways
- Simpatyhy For Mr. Vengeance
- Sin City - Cidade Do Pecado
- Sinais
- Sinais De Fogo
- Sinais Do Futuro
- Sinais Vermelhos
- Singularidades De Uma Rapariga Loira
- Sky Captain E O Mundo De Amanhã
- Slither - Os Invasores
- Soldados Da Fortuna
- Soldados Do Universo
- Sombras Da Escuridão
- Somewhere - Algures
- Sonho De Uma Noite De Inverno
- Sonny
- Sophie Scholl - Os Últimos Dias
- Soro Maléfico
- Sorte Nula
- Soul Kitchen
- Spartacus
- Spartan - O Rapto
- Splice
- Stacy - Attack Of The Schoolgirl Zombies
- Star Wars - A Ameaça Fantasma
- Star Wars - A Vingança Dos Sith
- Star Wars - O Ataque Dos Clones
- Stardust - O Mistério Da Estrela Cadente
- Stone - Ninguém É Inocente
- Stoned, Anos Loucos
- Submarino
- Super
- Super Baldas
- Super-Homem
- Super-Homem: O Regresso
- Super 8
- Superstar
- Suspeita
- Suspiria
- Sweeney Todd: O Terrível Barbeiro De Fleet Street
- Swimming Pool
- Sword Of Vengeance
- Sympathy For The Devil

- Taking Woodstock
- Tarnation
- Tarzan, O Homem Macaco (1981)
- Taxidermia
- Team America - Polí­cia Mundial
- Tebas
- Tecumseh
- Teeth
- Tempestade Tropical
- Tennessee
- Terra De Cegos
- Terminal De Aeroporto
- Terra Dos Mortos
- Terror Em Setembro
- Terror Na Auto-estrada
- Terror Nas Montanhas
- Tetro
- The Bloodstained Butterfly
- The Brown Bunny
- The Darjeeling Limited
- The Departed: Entre Inimigos
- The Devil And Daniel Johnston - Loucuras De Um Génio
- The Devil's Double
- The First Great Train Robbery
- The Fountain - O Último Capítulo
- The Grudge - A Maldição
- The Host - A Criatura
- The Impossible Kid
- The King Of Kong
- The Langoliers - Meia-Noite E Um
- The Last House On The Left
- The Machine Girl
- The Man From Earth
- The Marine
- The Million Dollar Hotel - O Hotel
- The Mindscape Of Alan Moore
- The Mist - Nevoeiro Misterioso
- The Others - Os Outros
- The Prestige - O Terceiro Passo
- The 50 Worst Movies Ever Made
- The Way
- The Woman
- Thirst - Este É O Meu Sangue
- This Is It
- This Is Spinal Tap
- Thor
- Thriller - A Cruel Picture
- THX 1138
- Tirar Vidas
- Titanic 2
- Tony
- Tournée - Em Digressão
- Toy Story 3
- Tragam-me A Cabeça De Alfredo Garcia
- Transamerica
- Tron
- Tron: O Legado
- Tropa De Elite
- Tropa De Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro
- Tsotsi
- Tubarão
- Tubarão 2
- Tubarão 3
- Tubarão IV - A Vingança
- Tucker E Dale Contra O Mal
- Tudo Ficará Bem
- Tudo Pode Dar Certo
- Twisted - Homicídios Ocultos

- Ultra Secreto
- Um Amor De Perdição
- Um Azar Do Caraças
- Um Bater De Corações
- Um Belo Par... De Patins
- Um Cão Andaluz
- Um Dia A Casa Vai Abaixo
- Um Dia De Raiva
- Um Homem Singular
- Um Longo Domingo De Noivado
- Um Lugar Para Viver
- Um Padrasto Para Esquecer
- Um Profeta
- Um Tiro No Escuro
- Um Trabalho Em Itália
- Uma Aventura Na Casa Assombrada
- Uma Boa Mulher
- Uma Canção De Amor
- Uma Espécie De Cavalheiro
- Uma Famí­lia À Beira De Um Ataque De Nervos
- Uma História De Violência
- Uma Pequena Vingança
- Uma Rapariga Com Sorte
- Uma Segunda Juventude
- Uma Segunda Vida
- Undefeatable
- Unseen Evil 2 - Alien 3000
- Up - Altamente

- V De Vingança
- Vai E Vive
- Vais Conhecer O Homem Dos Teus Sonhos
- Valhalla Rising - Destino De Sangue
- Valquíria
- Vampiros de John Carpenter
- Van Helsing
- Vanilla Sky
- Vanitas
- Vasilhame
- Veio Do Outro Mundo
- Veludo Azul
- Velvet Goldmine
- Vencidos Pela Lei
- Vendendo A Pele
- Veneno Cura
- Vera Drake
- Versus - A Ressurreição
- Vestida Para Matar
- Vice
- Vício - Quando Nada É Suficiente
- Vicky Cristina Barcelona
- Vidas Sombrias
- Vigilância
- Vingança Redentora
- Virgem Aos 40 Anos
- Vitus
- Viúva Rica Solteira Não Fica
- Viver A Sua Vida
- Voando Sobre Um Ninho De Cucos
- Voltando Para Casa
- Voltar
- Vontade Indómita
- Voo 93

- Walk Hard - A História De Dewey Cox
- Walk The Line
- WALL-E
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Wassup Rockers - Desafios De Rua
- Watchmen - Os Guardiões
- Welcome To The Rileys
- White Irish Drunkers
- Wild Zero
- Win Win
- Wolf Creek
- Wristcutters: A Love Story

- X-Men
- X-Men 2
- X-Men 3 - O Confronto Final
- X-Men: O Início
- X-Men Origens: Wolverine

- Zack E Miri Fazem Um Porno
- Zardoz
- Zatoichi
- Zombies Party - Uma Noite... De Morte
- Zombies Strippers
- Zozo

- 007 - Agente Secreto
- 007 - Casino Royale
- 007 - Quantum Of Solace
- 10 Coisas Que Odeio Em Ti
- 100 Volta
- 10.000 AC
- 12 Homens Em Fúria
- 12 Macacos
- 12:08 A Este De Bucareste
- 1984
- 2LDK
- 24 Hour Party People
- 28 Dias Depois
- 20,13 - Purgatório
- 2012
- 300
- 4 Copas
- 48
- 50/50
- 6=0 Homeostética
- 8 1/2
- 9 Canções
- 98 Octanas


ENTREVISTAS:
- Fernando Fragata
- Festróia - Mário Ventura
- Filipe Melo
- Good N Evil
- IMAGO - Sérgio Felizardo
- José Barahona
- Nuno Markl
- Paulo Furtado
- Rodrigo Areias
- Sara David Lopes
- Solveig Nordlund
- Fernando Alle


TOPES:
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2011
- Top 5 dos Piores Filmes de 2011
- Top 10 dos Melhores Filmes de 2010
- Top 5 dos Piores Filmes de 2010
- Top 5 dos filmes de Leslie Nielsen
- Top 10 Dos Filmes Low Cost
- Top 5 das Melhores Cenas de Dança
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2009
- Top 5 dos Piores Filmes de 2009
- Top 5 dos Filmes Que Tenho Vergonha De Dizer Que Gosto
- Top 5 das Melhores Músicas de Ennio Morricone
- Top 5 dos filmes com Patrick Swayze
- Top 5 dos Telediscos do Michael Jackson
- Top 5 dos Filmes com David Carradine
- Top 5 dos Filmes com Lutadores de Luta-Livre
- Top 10 Os Melhores Filmes de 2008
- Top 5 Os Piores Filmes de 2008
- Top 5 dos Piores Filmes de Natal
- Top 5 das Coisas que não Esperávamos Ver no Cinema
- Top 5 dos Melhores Filmes de Paul Newman
- Top 5 Personagens Com Palas Nos Olhos
- Top 10 Melhores Cartazes De Cinema
- Top 5 dos Filmes de Chuck Norris
- Top 5 dos Filmes de Patrick Swayze
- Top 10 Os Melhores/Piores Vestidos dos Oscares
- Top 5 As Mortes de Crianças Mais Gratuitas
- Top 10 Os Melhores de 2007
- Top 5 Os Piores de 2007
- Top 7 Adaptações ao Cinema de Livros de Stephen King
- Top 5 Filmes Pela Paz
- Top 5 Os Melhores Beijos
- Top 5 Grandes Arquitectos
- Top 10 Filmes Que Mudaram A Minha Vida
- Top 5 Mulheres de Cabeça Rapada
- Top 5 As Cenas Mais Excitantes
- Top 10 Os Melhores de 2006
- Top 5 Os Piores de 2006
- Top 3 Filmes de Robert Altman
- Top 5 Os Vilões do Cinema
- Top 5 Filmes Com Mick Jagger
- Top 5 Filmes Com Steve Buscemi
- Top 5 Dos Cães no Cinema
- Top 5 Dos Filmes do Indie06
- Top 5 Dos Filmes do Fantas06
- Top 5 dos Presidentes
- Top 10 Os Melhores de 2005
- Top 5 Os Piores de 2005
- Top 5 Filmes com Pat Morita
- Top 10 Os Melhores Filmes Independentes
- Top 5 Os Piores Filmes da Saga Bond
- Top 5 Filmes com Dolph Lundgren
- Top 5 Adaptações de BD Para Cinema
- Top 10 Cenas Mais Assustadoras de Sempre
- Top 5 Vencedores do Óscar
- Top 5 Bond Girls
- Top 5 Filmes Sobre Doenças
- Top 5 Filmes de Natal
- Top 5 Melhores Batalhas Corpo-A-Corpo
- Top 10 Melhores Canções do Cinema
- Top 10 Melhores Filmes de Sempre
- Top 5 Melhores Momentos Musicais
- Top 5 Grandes Duelos do Cinema
- Top 10 Maiores Personagens do Cinema
- Top 5 Piores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 10 Melhores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 5 Filmes Religiosos


BAÚ DO TRASH:
- Needle
- Que Se Mueran Los Feos
- Easy A
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Saw 3D - O Capítulo Final
- And Soon The Darkness
- Os Imortais
- Purana Mandir
- Pagafantas
- The Bloodstained Butterfly
- Cisne Negro


ROYALE WITH CHEESE APRESENTA:
- A Tasca Da Cultura
- A Causa Das Coisas - parte I
- A Causa Das Coisas - parte II
- A Momentary Lapse Of Reason


FILMES A VER ANTES DE MORRER:
- #1 As Lágrimas Do Tigre Negro
- #2 Alucarda
- #3 Time Enough At Last
- #4 Armageddon
- #5 The Favour, The Watch And The Very Big Fish
- #6 Italian Spiderman
- #7 The Soldier And Death


UMA CURTA POR DIA NÃO SABE O BEM QUE LHE FAZIA:
- 1# Rabbit, de Run Wrake
- 2# Aligato, de Maka Sidibé
- 3# The Cat Concerto, de Joseph Barbera & William Hanna
- 4# A Curva, de David Rebordão
- 5# Batman: Dead End, de Sandy Callora
- 6# O Código Tarantino, de Selton Mello
- 7# Malus, de António Aleixo & Crosswalk, de Telmo Martins
- 8# Three Blind Mice, de George Dunning
- 9# Bedhead, de Robert Rodriguez
- 10# Key To Reserva, de Martin Scorcese
- 11# Bambi Meets Godzilla, de Marv Newland
- 12# The Horribly Slow Murderer with the Extremely Inefficient Weapon, de Richard Gale
- 13# Stolz Der Nation, de Eli Roth
- 14# Papá Wrestling, de Fernando Alle
- 15# Glas, de Bert Haanstra
- 16# Fotoromanza, de Michelangelo Antonioni
- 17# Quem É Ricardo?, de José Barahona
- 17# Terra Incognita, de Peter Volkart


AS MELHORES PIORES CENAS DE SEMPRE:
- A Pior Luta
- A Cena Mais Metida A Martelo
- O Ataque Animal Mais Brutal
- A Perseguição Mais Alucinante
- O Duelo Mais Improvável


CLUBE DE CINEMA DE SETÚBAL:
- Janeiro
- Fevereiro
- Março
- Abril
- Maio
- Setembro
- Novembro


FESTIVAIS:
- 20º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9
- 21º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 22º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
- 23º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
- 24º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 26º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 12º Caminhos Do Cinema Português
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- Imago 2006
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8

;

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket



BLOCKBUSTERS:

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