Royale With Cheese

 Royale With Cheese

 
 



quarta-feira, abril 30, 2008  

THRILLER - A CRUEL PICTURE:

Título: Thriller - En Grym Film
Realizador: Bo Arne Vibenius
Ano: 1974


Quando Quentin Tarantino realizou a saga Kill Bill, durante meses recuperaram-se todos os filmes que haviam influenciado aquela história de violação e vingança. Falou-se muito de A Noiva Estava De Luto, falou-se ainda mais de Lady Snowblood, mas infelizmente não se falou tanto quanto se devia de Thriller - A Cruel Picture. Até porque não existe tal coisa de falar demais acerca de Thriller - A Cruel Picture.

Este é um daqueles filmes que é a cara de Tarantino: esquisito, desconhecido e, especialmente, doentio. E sublinhem esta última parte. Thriller - A Cruel Picture é um obscuro filme sueco de culto de série-b, que redifine o género exploitation em pouco mais de hora e meia. Na sua Suécia natal, país tão habituado a filmes softcore e erotico-friendlys, Thriller - A Cruel Picture foi banidíssimo e escorraçado para o desterro por uma multidão em fúria.

Para quem nunca ouviu falar, basta quase dizer que Thriller - A Cruel Picture foi um dos filmes que inspirou fortemente a saga Kill Bill, nomeadamente a personagem zarolha de Daryl Hannah. Aqui, a protagonista é a bela modelo Christina Lindberg, que com um bocadinho menos de sorte poderia muito bem pertencer a um filme da Teresa Villaverde - Madeleine (o nome da sua personagem) é o protótipo da coitadinha, personagem habitual dos filmes de Villaverde, a quem acontecem todas as tragédias. A saber: violada quando era pequena por um velho demente, o trauma deixou-a muda para toda a vida. Anos mais tarde, é raptada por um tipo bem parecido, Tony (Heinz Hopf), que a vicia em heroína e a transforma em escrava sexual e prostituta. E quando recusa um cliente, este arranca-lhe um olho com um bisturi, fanzendo a cena de Um Cão Andaluz parecer uma coisa de meninos. Esta é a gota de água que faz transbordar o copo e a partir daqui, Madeleine vai canalizar todo o seu dinheiro em aulas de tiro, combate corpo a corpo e condução para se vingar de tudo e todos.

Para perceber de que tipo de filme estamos a tratar, basta explicar um pouco a sua origem: Thriller - A Cruel Picture foi realizado anonimamente por Bo Arne Vibenius, que precisava desesperadamente de pagar umas dívidas. Decidiu então realizar o filme de merda mais comercial de sempre. Assim, agicou a história mais cruél e sádica de sempre, levou o gore ao limite e de forma a capitalizar ao máximo o filme, abriu as portas do mercado cinematográfico norte-americano ao inserir-lhe cenas pornográficas. Sim, Thriller - A Curel Picture é um filme porno. Mas um bom filme porno. Ou pelo menos o único filme porno com um argumento de acção.

Poderíamos ter o habitual cenário do tão mau que se torna bom, mas Thriller - A Cruel Picture consegue ter verdadeiras boas ideias, que apesar de não serem conseguidas fazem dele um filme especial. Na parte do mau estão as partes porno, sem qualquer pretensão artística - meras sequências pornográficas, que englobam o ramalhete todo: masturbação, sexo lésbico, ejaculação, masoquismo... -; estão as partes de acção, todas elas em super-câmara-lenta, que fazem as cenas de pancadaria parecerem uma versão ridícula de Laranja Mecânica; e a minimalista (deve-se ler irritante) banda-sonora, que fazem as do Carpenter parecerem composições clássicas capazes de rivalizar com Beethoven.

Mas estão lá boas ideias: a bela Christina Lindberg tem muito estilo com a sua gabardine preta e uma caçadeira de canos serrados, num look Matrix meets Exterminador Implacável, apesar de não ter muito jeito para andar a correr e às cambalhotas. Christina Lindberg tem também um excelente guarda-roupa no que diz respeito às palas para os olhos, que Daryl Hannah copiou alarvemente em Kill Bill; e tem o final mais sádico de sempre, que só por ele valia um remake em condições.

Thriller - A Cruel Picture é um mau filme, mas não deixa de ser interessante por vários motivos. Assim, o Double Cheeseburger não o deixa ser bom nem mau. Antes pelo contrário.

Posted by: dermot @ 6:40 da tarde
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sábado, abril 26, 2008  

UM AZAR DO CARAÇAS:

Título: Knocked Up
Realizador: Judd Apatow
Ano: 2007


Apesar de ser muitas vezes menosprezada pela crítica de cinema dita séria, a comédia é um género difícil de fazer, quiçá o mais difícil de todos. Toda a gente sabe que é mais complicado fazer alguém rir do que chorar... Deve ser por isto que não é habitual encontrar muitas comédias nas listas dos melhores filmes de sempre.

Infelizmente, o género parece ter vindo a definhar lentamente na última década. Apareceu um interessante American Pie - A Primeira Vez que originou numa saturação da comédia screwball e o ZAZ style estrabuchou numa série de nulidades horripilantes - os chamados filmes a gozar com outros filmes. Felizmente, nós, pessoas pacientes, soubemos esperar e parece ter chegado a bonança após a tempestade: no último par de anos, uma trupe de gente engraçada emergiu para espezinhar os Adam Sandlers, os Rob Schneider e os Mike Myers deste mundo.

Essa trupe é um conjunto de gente que se destacam por serem... normais. Não são as habituais estrelas bem-parecidas que estamos habituados a ver na indústria: são antes gordos, peludos, baixotes... Enfim, pessoas normais. E representam-se a elas próprias. E como as pessoas normais, gostam de fazer coisas normais: beber uns copos, fumar umas ganzas, sair com os amigos... No fundo, são gente como nós e idenitificamo-nos com elas. Estou a falar de gente como Steve Carell, Seth Rogen, ou Jonah Hill. Finalmente, os geeks e os nerds estão a dominar Hollywood. Como quando uns movie brats tomaram conta das coisas há umas décadas atrás...

Um Azar Do Caraças (finalmente uma tradução porreira; melhor só se fosse Prenha) é mais um dos filmes dessa gente, realizado por Judd Apatow, o mesmo tipo de Virgem Aos 40 Anos, que podemos dizer que foi o momento charneira para esta nova era cómica. A história é simples e já foi contada muitas vezes: há um tipo - Ben Stone (Seth Rogen), desempregado, mal-amanhado, que passa os dias comos amigos a pedrar-se e a ver filmes com nus -, há uma tipa - Alison Scott (Katherine Heigl), bem-sucedida, rica, com uma carreira à porta -, há uma noite de copos e os dois acabam debaixo dos lençóis contra todas previsões. E ao fim de 9 meses, voilá... está completado o inesperado triângulo amoroso.

No fundo, é aquilo que chamamos de comédia romântica. Só que subvertida. Primeiro, porque é realista. Enquanto que nas comédias românticas habituais os protagonistas são sempre bem-parecidos (mesmo quando são prostitutas) que se apaixonam por gente ainda mais bem-parecida, aqui estamos a falar de gente normal. Este poderia muito bem ser um daqueles casos que acontecem aos nossos amigos ao fim-de-semana. E depois a coisa é tratada como se fosse mesmo um desses casos, com uma linguagem tu-cá-tu-lá, personagens amigáveis e episódios corriqueiros. A minha amiga Sara diz aqui que não é por causa disto, mas antes por ser um chick flick para gajos. E talvez tenha razão. Ou então, o mais provável, é termos os dois razão...

Um Azar Do Caraças consegue ser divertido sem ser brejeiro, consegue não aborrecer mesmo passando pelos lugares-comuns do género (porque ao fim e ao cabo é uma comédia romântica e as muletas do género acabam por lá estar) e consegue entreter mesmo sendo demasiaod longo para o estilo. E mesmo sabendo como vai acabar, aguentamos até ao fim e, inclusive, os créditos.

Ao contrário de Virgem Aos 40 Anos, não há nenhuma cena memorável que perdure para os anais da sétima arte humorística (pronto, talvez a cena da revelação da gravidez no restaurante, mas isso não é bem uma cena, é mais um diálogo), mas existem tiradas espirituosas e trapalhadas que vos irão fazer soltar gargalhadas. Das verdadeiras. O McRoyal Deluxe atesta a qualidade.

Posted by: dermot @ 5:58 da tarde
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sexta-feira, abril 25, 2008  

ACÇÃO TOTAL:

Título: Yat Goh Hiu Yan
Realizador: Sammo Hung Kam-Bo
Ano: 1997


25 de Abril, feriado nacional, trinta graus lá fora e eu enfiado em casa, refém da enfermidade. Para combater a depressão, nada melhor do que recorrer à velha e fiél TVI dum feriado à tarde. E, mais uma vez, não me arrependi, porque das três, um destes filmes deveria estar a dar: um filme com um animal que pratica algum desporto; um filme do Jackie Chan; ou O Pai Da Noiva. Estava a dar um filme do Jackie Chan...

Para ser mais exacto, estava a dar Acção Total, que segundo os entendidos, é um rip-off de Jackie Chan Nas Ruas De Bronx, mas com a Austrália em vez do Bronx e sem a cena do hovercraft. Isto são as más línguas porque no fundo toda a gente sabe que o Jackie Chan passou anos a fazer o mesmo filme, enquanto seduzia os ocidentais com as suas habilidades, em que a única coisa que muda é a sua profissão, porque até a sua personagem se chama sempre Jackie. Aqui, Jackie é um cozinheiro.

Há então uma gangue de rufias que se vestem como Os Selvagens Da Noite, que roubam cocaína a um barão da droga local. Quando vão fazer a transação, uma jornalista (Gabrielle Fitzpatrick) filma a cena toda, mas deixa-se ser catada. Os maus vão todos atrás dela para destruir a cassete e durante a perseguição tropeçam em Jackie. Big mistake! Jackie detesta ser incomodado.

O argumento é só isto e, no fundo, até é uma ofensa chamá-lo de argumento. É antes um pretexto para dar início ao jogo do gato e do rato, com Jackie Chan e uma mão cheia de mulheres a fugir, e com vários bandidos atrás. Depois, é só mudar o cenário: perseguições a pé, perserguições de carro, perseguições de carroça, perseguições em centros comerciais, perseguições em prédios em construção e perseguições com tratores gigantes.

Os actores são maus, forçam o sotaque americano e fazem overacting constantemente, não se sabe bem porquê. Mas isto não interessa para nada porque, tal como os outros filmes ocidentais de Jackie Chan antes de chegar a Hollywood, este só serve para mostrar as acrobacias dele. E para quem nunca viu (o que duvido), vale bem a pena vê-las durante hora e meia. Chan parece um homem de borracha e faz coisas humanamente impossíveis. É divertido e entretém os olhos.

Além disso, tem o humor característico dos filmes de Jackie Chan, cuja personagem está sempre mais próxima de Buster Keaton do que de Bruce Lee. Por entre o divertido humor físico há ainda um cameo do realizador, Sammo Hung Kam-Bo, que também é um tipo impecável.

Acção Total é mais um filme da linha de montagem da fábrica de Jackie Chan: não é melhor nem piro que os outros, é igual. Eles só se distinguem entre si por pontuais cenas de pancadaria. O destaque deste vai para uma sequência num corredor cheio de portas, muito Looney Tunes. Um Double Cheeseburger: quem come um, come todos.

Posted by: dermot @ 5:46 da tarde
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quinta-feira, abril 24, 2008  

JANELA INDISCRETA:

Título: Rear Window
Realizador: Jeff Bleckner
Ano: 1998


Em 1995, uma notícia chocou o Mundo: o Super-Homem havia sido derrotado. Um acidente equestre derrubarara Cristopher Reeve e danificara-lhe permanentemente a coluna. Em poucos segundos, o homem que haveria de ficar para sempre ligado à personagem do homem de aço tornara-se paraplégico.

Felizmente, Reeve era um tipo determinado e corajoso e nunca se resignou, mantendo-se activamente empenhado em ajudar os deficientes motores e acreditando ser possível atingir importantes avanços tecnológicos que lhe permitissem voltar a andar. A par disso também conseguiu manter uma participação mais ou menos regular na sétima arte, em vários cargos.

Até que em 1998 alguém teve uma ideia genial. Qual a melhor forma de pôr Cristopher Reeve novamente a estrelar num filme ao mesmo tempo que se mantém empenhado na luta pela igualdade dos defecientes motores, do que fazer um remake de Janela Indiscreta, o clássico de Hitchcock onde um tipo numa cadeira de rodas observa um crime da janela da sua casa e torná-lo deficientefriendly?

Infelizmente, o único formato conseguido foi o televisivo e para o realizar foi chamado um tarefeiro dos telefilmes chamado Jeff Bleckner. Para compensar a coisa, complementou-se o casting com dois nomes bem conhecidos dos espectadores: Robert Forster, que havia sido recentemente reabilitado em Jackie Brown; e Daryl Hannah, antiga actriz promotora e actual raínha do série-b.

Adaptou-se então a estória aos tempos recentes: Jason Kemp (Christopher Reeve) é um arquitecto bem sucedido que fica paraplégico após um acidente de viação. Contudo, não se deixa abater e com um upgrade hi-tech na sua casa, consegue adaptar o seu novo estilo de vida à sua profissão, emparelhando-se com a bela Claudia Henderson (Daryl Hannah), importante para dar um toque romântico ao filme e compensar qualquer tensão homossexual fortuita com o enfermeiro rastafari, Antonio (Ruben Santiago-Hudson). Mas, paralelo a tudo isto, Jason vai começar a observar a vida dos seus vizinhos, apanhando um homicídio que vai tentar denunciar para que no fim a mensagem moral do filme seja não se esqueçam que apesar de todas as contrariedades os defecientes motores são capazes de fazer as mesmas coisas que os demais.

Uma vez vi um filme com amputados shaolins. Um deles não tinha pernas e, antes de surgir a parte em que o mau lhe queimava as pernas com ácido, todas as cenas em que ele aparecia estava sentado. Aqui, é mais ou menos a mesma coisa: como quando o filme começa a personagem de Reeve ainda não está paraplégica, introduz-se uma personagem feminina irresponsável que vai embater de frente com o carro dele. Temos então a personagem secundária mais efémera de sempre: 2 minutos e 2 falas. E todas elas dispensáveis. Veredicto? Muito má escrita de argumento.

Mas Janela Indiscreta até não é um mau remake do original. É certo que é uma adaptação (muito) pobrezinha na parte argumentantiva - por exemplo, enquanto que Hitchcock cria um verdadeiro microcosmos nas janelas vizinhas à do protagonista, aqui só existem dois vizinhos para além do escultor homicida: dois gays que estão sempre a dar festas e um casal que está sempre a ter sexo -, mas nota-se que a principal preocupação deste filme foi tornar o público mais consciente para o problema dos deficientes motores. E neste ponto o upgrade foi bem conseguido.

È certo que há pouco suspense e pouco génio cinematográfico, mas Janela Indiscreta não é um mau filme para as insónias na TVI. O problema é que se já viu o original, então o Cheeseburger vai-lhe saber a menos.

Posted by: dermot @ 2:25 da tarde
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quarta-feira, abril 23, 2008  

EU SOU A LENDA:

Título: I Am Legend
Realizador: Francis Lawrence
Ano: 2007


Richard Matheson é um dos mais ilustres escritores da ficção-científica fantástica de todo o sempre. A sua obra tem dado, ao longo dos anos, azo a alguns grandes filmes do género, de O Sentenciado a Um Assassino Pelas Costas, mas é o romance Eu Sou A Lenda que mais tem fascinado os cineastas: primeiro foi Mortos Que Matam, em 1964, com Vincent Price (vénias) no papel principal; depois, foi O Ultimo Homem Na Terra, em 1971, com Charlton Heston (vénia) como protagonista; e agora, em 2005, eis o oportuno Eu Sou A Lenda, com todo o embrulho blockbuster e Will Smith a estrelar.

Em Eu Sou A Lenda, somos transportados para uma Nova Iorque do futuro, onde um virús geneticamente alterado trasnformou toda a população mundial em zombies, deixando no mundo um único sobrevivente: Robert Neville (Will Smith). Este é o cenário mais pós-apocalíptico de todos. Porque se noutras distopias, como em Mad Max 2 - O Guerreiro Da Estrada por exemplo, as coisas não são famosas, mas é segundo as regras da sobrevivência do mais apto, aqui a coisa é bem mais responsável, pois aquele é o último Homem vivo e todo o futuro da humanidade depende dele. E só há dois caminhos a seguir: ou acha uma cura para aquele vírus ou então que apague a luz quando se for deitar.

Esta é uma premissa fantástica. Aliás, esta é uma daquelas premissas que vale o próprio filme, mesmo sem ter qualquer argumento. E muitas vezes esse é o problema: os estúdios vendem-nos filmes com uma boa ideia, mas que não têm conteúdo nenhum. Pensam eles que para nós é suficinte para nos entreter durante hora e meia. Uma notícia: não, não é. E estar a ver encher chouriços não é o meu ideal de entretenimento. Contudo, em Eu Sou A Lenda não há esse perigo; porque já conhecemos o livro e já sabemos como tudo acaba. Para quem não conhece, apenas dois avisos: vale bem a pena saber como acaba e há uma espécie de twist final. Nada muito surpreendente à la Shyalaman. É mais James Cameron e Exterminador Implacável.

Se em 28 Dias Depois já tínhamos ficado sem fôlego ao ver alguns planos fugidios das ruas de Londres sem ninguém, então em Eu Sou A Lenda, em que a Quinta Avenida foi evacuada de propósito para as filmagens, os grandes planos são chocantes: ver aquele cenário que estamos habituados a ver apinhados de gente completamente deserto, com ervas daninhas a crescer por todo o lado e animais selvagens a cruzarem o campo de visão não só é o melhor cenários pós-apocalíptico de sempre, como é um dos melhores momentos da ficção-científica deste século.

Depois, durante uma hora, acompanhamos com grande interesse e suspense, Will Smith a sobreviver sozinho em Nova Iorque (sozinho não, porque tem a companhia da sua cadela), numa espécie de O Náufrago versão urbana. A coisa é bem gira, mas flashbacks dramáticos que metem uma família chorosa pelo meio e várias referências à boa onda do Bob Marley, fazem-nos pressagiar que mais cedo ou mais tarde vai surgir qualquer lamechiche para estragar tudo.

Afinal, o que surge são os tais zombies. E m-e-u-d-e-u-s! Que coisa medonha. De repente, num filme que estava a ser bem agradável, ficamos com vontade de apagar a televisão e destruir o DVD. Não só o nosso, mas todas as cópias existentes no Mundo, para evitar que mais gente seja flagelada. Em vez de mortos-vivos, monstros mutantes, ou indivíduos em qualquer estado de decomposição, o que temos é um exército de homenzinhos em CGI, todos iguais(?) e mais atléticos que o Obikwelu. Eu confesso que esfreguei os meus olhos vezes sem conta porque não acreditava no que estava a ver. Mau demais! E de repente, deixamos de ter Eu Sou A Lenda e passamos a Doom 7 - Acabem com o Will Smith.

A vontade de ver o resto do filme passou-se-me rapidamente. Aquilo que poderia ser um 28 Dias Depois meets Vampiros, perdeu de repente todo o interesse. Felizmente, a coisa acaba logo a seguir, antes que aquilo possa bater no fundo. E cheguei ao fim a pensar como é bom ser americano e ser burro e poder fazer em 2008 um filme, utilizando o Bob Marley como se fosse uma coisa fresca e original. Viva os McBacons descartáveis.

Posted by: dermot @ 5:55 da tarde
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SYMPATHY FOR THE DEVIL:

Título: Sympathy For The Devil
Realizador: Jean-Luc Godard
Ano: 1968


Enquanto aguardamos (muito) ansiosamente pela chegada de Shine A Light às nossas salas de cinema, decidi recuperar a primeira vez que os Rolling Stones (múltiplas vénias com saída à rectaguarda) se encontraram com um dos mestres da sétima arte, Jean-Luc Godard (mais vénias, estas com menor fulgor), em Sympathy For The Devil.

Corria o ano de 1968: Godard era convidado pelo governo britânico para realizar um filme sobre o aborto, mas ao chegar a terras de sua majestade, a discussão pública acerca do tema tinha esmorecido e, de repente, já não era necessário nenhum filme. Para compensar, o governo inglês convidou Godard a permanecer de férias, com tudo pago, ao que o realizador respondeu que só aceitava se o deixassem fazer um filme com os Beatles ou com os Stones. Os primeiros recusaram prontamente (talvez a agoirarem o que dlai vinha) e os segundos não se fizeram rogados, enquanto complementavam dizendo serem fãs dos filmes do francês.

Godard estava cansado de andar a fazer filmes normais; então, agarrou nos Rolling Stones, ligou o modo activista político comprometido, encharcou-se em drogas e realizou Sympathy For The Devil, enquanto a banda gravava no estúdio um dos seus temas mais marcantes, a homónima Sympathy For The Devil. O resultado é uma espécie de filme surrealista, em que os Rolling Stones vão ensaiando vezes sem conta a mesma canção ao mesmo tempo que um tipo lê em voz alta eortic pulps. Tudo isto é cruzado com filmagens aparentemente aleatórias de Godard, com sequências de black phanters caídos por entre sucata enquanto distribuem armas e mulheres brancas, ou uma jovem a pintar palavras de ordem em tudo o que é propriedade pública.

Ao contrário do que é normalmente veiculado, Sympathy For The Devil não é um documentário sobre os Rolling Stones. Godard apenas teve sorte em captar um dos momentos mais emblemáticos da banda. E, afinal, foi essa coincidência que acabou por salvar o filme. Porque senão não passaria de uma grande trip; ou muita diarreia mental.

Sympathy For The Devil é um filme simbólico, onde os Stones são recrutados enquanto símbolo e não enquanto grupo musical. Aqui não os devemos ver como cinco rapazes que marcaram a música ocidental, mas antes como revolucionários, reacionários e tudo o que seja anti-establishment. E, em paralelo com isto, Godard recria uma série de mosaicos dispersos de natureza surrealista (ele que é um esquerdista ferrenho), onde tenta abordar outros movimentos revolucionários como o rock'n'roll: segregação racial, femininismo, autoritarismo... Ou pelo menos foi o que eu consegui perceber daquele non-sense todo. Porque, basicamente, o que Godard faz é criar sequências exaustivamente longas, com jornaleiros fascistas e pretos em linhas de montageml, em que nada faz sentido para lá do absurdo.

Por isso, Sympathy For The Devil vale quase exclusivamente pelas cenas em que vemos os Stones a ensaiar e a compôr esse seu grande marco da carreira. Observamos de forma vouyerista a evolução da música, a mudança do hammond para o piano, o surgimento das maracas primeiro e das congas depois, ou a mudança da letra, de who kill kennedy? para who kill the kennedys?, uma vez que o Bobby Kennedy fora assassinado entretanto.

Garanto-vos: se quiserem ver o filme sem utilizar o fast-forward, mais do que um Cheeseburger é deitar comida fora.

Posted by: dermot @ 1:49 da tarde
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segunda-feira, abril 21, 2008  

CYRANO DE BERGERAC:

Título: Cyrano de Bergerac
Realizador: Michael Gordon
Ano: 1950


Quando, na década de 90, Gerard Depardieu me apresentou à figura de Cyrano de Bergerac, a minha pessoa ficou desde logo fascinada. Cyrano é o último bastião dos heróis românticos, apenas ultrapassado na miséria por Chatterton: uma figura incontornável da história francesa, cujo génio só era equiparável ao tamanho do seu nariz e cuja vida foi votada ao desamor.

No século XIX, o poeta francês Edmond Rostand escreveu uma peça romanceada sobre a vida de Cyrano de Bergerac (assim como Amadeus está para Mozart), que desde então tem servido de inspiração para múltiplas adaptações, inclusive para o cinema. A primeira foi em 1925, por Pierre Magnier; e a última foi em 2005, por George Blume. Contudo, a mais famosa (ou pelo menos a mais bem sucedida) continua a ser a tímida adaptação de 1950, vencedora de um Oscar e assinada por Michael Gordon.

Como em todos os romances, este também distorce a realidade dos factos a favor da dramatização da história. Por exemplo: é sabido que Cyrano tinha um longo nariz - ele próprio o referia -, mas obviamente que não era o poleiro à Pinóquio que o filme retrata.

Para quem não conhece, Cyrano de Bergerac era um carismático poeta, um eloquente orador e um exímio espadachim. Era insolente e arrogante, mas leal, justo e solidário. Dono de um espírito e um génio gigantescos, Cyrano é o exemplo perfeito do herói romântico. Se o tivesse que descrever por comparação, diria que é o Dr. House da era romântica; ou a mistura das melhores qualidades de Astérix e Obélix; ou ainda, a versão mosqueteiro de Blueberry. O facto de não dever muito à beleza sempre martirizou Cyrano, que se refugiou na solidão, vivendo sozinho uma paixão arrebatadora pela sua linda prima, Roxane (Mala Powers), cujas casualidades do destino (é sempre assim) ainda tornaram a história mais trágica.

Cyrano de Bergerac é então uma biografia histórica, com uma inclinação para a parte operática da coisa. Contudo, a incerteza de Hollywood acerca de como iria ser a recepção do público a um filme de um mosqueteiro apaixonado (afinal de contas, na época filmes de mosqueteiros eram sinónimo de aventuras domingueiras), fez com que a produção fosse tímida. E, infelizmente, o resultado final quedou-se por um baixo orçamento que apenas deu para construir um par de cenários de época, uma realização atrapalhada e um leque de actores do sofrível para baixo. A excepção é o protagonista José Ferrer (vénia), cuja interpretação lhe valeu o respectivo Oscar desse ano e que, num verdadeiro tour de force, faz com que o filme salte do desastre anunciado para a quase obra-prima (estou a exagerar).

Mas o problema maior de Cyrano de Bergerac é a forma abrangente como Michael Gordon aborda a história, mais como um bio-pic do que como uma tragédia amorosa. No fundo, quer queiramos quer não, esta é a história de um homem atormentado pelo amor, a quem o Cupido pôs a prova e de quem judeou fortemente. Contudo, os primeiros vinte minutos de filme - que servem para apresentar a personagem de Cyrano ao espectador - são dos melhores pedaços de cinema clássico de Hollywood.

Não é o meu Cyrano de Bergerac favorito (talvez vos diga qual é nos próximos dias), mas é sem dúvida um delicioso McBacon.

Posted by: dermot @ 3:23 da tarde
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domingo, abril 20, 2008  

O HOMEM QUE SABIA DEMASIADO:

Título: The Man Who Knew Too Much
Realizador: Alfred Hitchcock
Ano: 1934


Um dos meus sonhos menos secretos é que um dia possa sentar-me no sofá, sem nenhuma preocupação e passar uma semana inteira a ver, por ordem cronológica, toda a extensa obra do mestre Hitchcock. Enquanto isso não é possível, vou aproveitando o tempo livre para ir vendo uns títulos salteados, sem nenhuma ordem em especial. O escolhido de hoje foi a versão inicial de O Homem Que Sabia Demasiado.

Filmado em 1934, O Homem Que Sabia Demasiado insere-se no início da fase britânica de Hitchcock que, como é sabido, ao mudar-se para os Estados Unidos referiu várias vezes a intenção de refazer os seus filmes britânicos, que considerava terem sido feitos "por um amador". Mas o que é certo é que apenas este título teve direito a remake - O Homem Que Sabia Demais.

O Homem Que Sabia Demasiado é um thriller político, com resquícios de Intriga Internacional, mas estruturado algo livremente segundo a forma do whodunnit britânico. E tal como em Intriga Internacional, também este acaba por ser um filme para se ver com o cérebro desligado, uma vez que se pensarmos demasiado nele existem coisas que começam a soar demasiado ridículos, de tão ingénuas que são.

Esta é a história de um casal da alta roda britânica (Leslie Banks e Edna Best), que após ficarem, sem querer, ao encargo de informação determinante acerca dos planos para assassinar um líder de estado estrangeiro, vão ser chantageados por um criminoso (magistral Peter Lorre) que lhes rapta a filha (Nova Pilbeam) a troco do seu silêncio.

Tecnicamente, O Homem Que Sabia Demasiado não deixa de ter as suas lacunas, especialmente devido a um baixo orçamento: planos queimados, enquadramentos quase falhados e uma edição que nem sempre resulta em efeitos de suspense. Contudo, formalmente, O Homem Que Sabia Demasiado tem algumas das cenas mais inesquecíveis da filmografia do mestre Hitchcock: a maior batalha de cadeiras de sempre, um inesquecível ataque a um dentista e, especialmente, uma cena final em plena ópera, que foi a inspiração central de Scorcese em Key To Reserva. A terminar, O Homem Que Sabia Demasiado é ainda um filme demasiado cruél para o seu tempo (e isto é um elogio), que regressa ao faroeste para terminar num tiroteio de proporções gigantescas que ninguém esperaria.

Além disso, não nos podemos esquecer que Peter Lorre é sempre uma benção em qualquer filme que entre. O Homem Que Sabia Demasiado foi, inclusive, o seu primeiro filme em inglês, língua que acabou por decorar foneticamente, uma vez que ainda não a dominava há data. E mesmo assim, dá-nos uma actiação orrepreensível, com os seus olhos psicóticos e o seu ar natural de quem está prestes a torturar-nos.

O Homem Que Sabia Demasiado poderá não ser tão bom quanto o seu remake, mas vale à vontade o McBacon.

Posted by: dermot @ 10:51 da manhã
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sexta-feira, abril 18, 2008  

ROYALE WITH CHEESE:

Hoje tive o seguinte diálogo:
- Ainda tens o teu blogue de cinema?
- Yah.
- Sério? Ainda não te cansaste daquilo... Já dura há quanto tempo?
- Para aí há uns quat... oh diacho, acho que fez anos este mês.

Corri para casa e vim fazer contas. Demorei a manhã toda, mas finalmente consegui chegar à conclusão que temia: esqueci-me do aniversário do meu próprio blogue. Contudo, em vez de arranjar uma desculpa (muito trabalho, muito trabalho), decidi assumir as responsabilidades. Afinal, são só 16 dias de atraso...

Assim, parabéns a mim pelos quatro anos de Royale With Cheese, a mais gordurenta tasca de cinema da blogosfera nacional. Hoje não me apetece fazer grandes discursos. Aliás, só escrevo mesmo estes posts porque é a única oportunidade que tenho de utilizar o magnífico logo que o Vitrugo fez para mim.

Posted by: dermot @ 12:49 da tarde
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JACKIE BROWN:

Título: Jackie Brown
Realizador: Quentin Tarantino
Ano: 1997


Jackie Brown foi o filme mais importante da carreira de Quentin Tarantino: é que se após Cães Danados, o realizador ainda tinha o benefício da dúvida por parte do público, que lhe tolerariam um filme menor, depois da obra-prima que foi Pulp Fiction ele não tinha a mais pequena margem de erro para falhar.

Assim, o filme que se lhe seguisse determinaria toda a sua carreira. E Tarantino não o fez por menos: em três tentativas, três filmalhaços. Talvez por isto que Jackie Brown seja o filme da sua filmografia mais incaracterístico: se por um lado é aquele que é mais filme, ou seja, mais rico argumentativamente e com mais substância, por outro lado é a sua obra com menos impacto visual imediato. Não é por isto de admirar que Jackie Brown seja, normalmente, amado por uns e odiado por outros: os primeiros amam-no porque é um filme rico e cheio de cinema; os segundos detestam-no porque não tem os truques e os caprichos dos restantes trabalhos de Tarantino. E eu? Eu não o amo nem o detesto.

Após Pulp Fiction, Tarantino voltou a aperfeiçoar o neo-noir, desta vez traçando-o com os blaxpoitation movies da década de 70 - referência inevitável ou não fosse a protagonista Pam Grier, nada mais nada menos que a implacável Foxy Brown, e não estivesse lá também Sid Haig (vénia). Jackie Brown é uma espécie de heist movie, mas em vez de um assalto a um banco, temos uma espécie de esquema a cinco cabeças, que têm todas o mesmo objectivo: ficar com o meio milhão de dólares do traficante Robbie Ordell, novamente Samuel L. Jackson a fazer aquilo que sabe fazer melhor: badass mothafucka, desta vez com rabo-de-cavalo e uma barbicha entrançada.

Não se encontram tão constantemente em Jackie Brown os habituais vestígios de reciclagem a outros filmes como acontece nos restantes trabalhos de Tarantino, ou pelo menos de forma tão evidente. Mas percebemos que o realizador andou a estudar os travellings e o ecrã dividido de Brian De Palma e todos os blaxpoitation movies da década de 70 (com banda-sonora a condizer e com os Delphonics à cabeça). Além disto, Jackie Brown é ainda o último filme da fase-Godard de Tarantino, onde encontramos os seus próprios truques, com planos arrojados (todos sabem que um plano do interior da mala de um carro é já marca registada) e experiências menos convencionais.

O único problema do filme, será porventura, o seu próprio ritmo. Apesar do excesso de informação, Jackie Brown desenrola-se a uma velocidade muito cool e pasmacenta. O que uns podem identificar como síndrome-Manoel de Oliveira, deve ser captado como a própria essência do blaxpoitation movie: filmes cheios de estilo, que decorrem ao mesmo ritmo que a personalidade das suas personagens. E sabemos que nenhum tipo com estilo terá alguma vez na vida pressa. Porque quando temos estilo, toda a gente espera por nós.

Por fim, Jackie Brown tem ainda Robert De Niro a fazer de crack-head, Michael Keaton a fazer de Michael Keaton e Chris Tucker num fugaz papel. E se em Pulp Fiction, Quentin Tarantino tinha reabilitado a barrigona de John Travolta, aqui reabilitou as varizes da bombástica Pam Grier. Contudo, Tarantino não é milagreiro e nem ele conseguiu fazer nada pela carreira de Bridget Fonda, que é o que tem melhor aspecto em todo filme.

Tal como referi anteriormente, não amo nem detesto Jackie Brown. Mas deve ser, quiçá, o único filme do mestre que não termino com o habitual Royale With Cheese, mas antes com um Le Bic Mac.

Posted by: dermot @ 12:16 da tarde
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terça-feira, abril 15, 2008  

O LADO SELVAGEM:

Título: Into The Wild
Realizador: Sean Penn
Ano: 2007


Numa era em que o dinheiro faz mover o Mundo, o jovem Chris McCandless destacou-se por ter conseguido renegar por completo à vida capitalista. Após ter completado o liceu, McCandless doou o seu dinheiro para caridade, cortou todos os seus cartões e partiu à aventura, sozinho e sem dizer a ninguém, apenas acompanhado pelos livros dos seus autores favoritos - de Tolstoi a Jack London -, embarcando numa verdadeira demanda espiritual, que tinha como objectivo final o Alaska.

McCandless acabaria por falecer, encurralado na floresta pela sua inexperiência e pelo seu próprio espírito aventureiro, mas desde que Jon Krakauer escreveu um livro sobre a sua vida, que o jovem caminheiro tem criado uma grande legião de admiradores, que o elevaram a ícone e a exemplo a seguir, pela sua coragem e atitude.

Também Sean Penn se apaixonou pela vida do jovem e, após dez anos de labuta, conseguiu adaptar o livro ao cinema, com o título homónimo de O Lado Selvagem, num projecto claramente muito pessoal. Contudo, ao contrário do livro de Krakauer, que romantiza a sua vida e o tornam numa espécie de anti-herói romântico com quem é fácil simpatizar, o filme de Penn proporcia uma dimensionalidade ainda mais profunda a McCandless, dando ao espectador algumas razões para tal empresa. No fundo, o que fica no ar é que McCandless, apesar de buscar a essência do ser humano que era incapaz de ser achada na sociedade doentia actual, acaba por o fazer em grande parte por culpabilizar os pais por todo o mal do mundo e da sua vida. Há quem chame a isto um miúdo mimado...

O grande problema de O Lado Selvagem é mesmo este; o facto de ser um projecto tão pessoal, faz com que Penn acabe por se descuidar ao tentar transmitir a sua própria opinião, revelando muitas vezes em demasia. Fazia falta ao filme maior contenção. Lembram-se da máxima less is more? Por exemplo, no final, quando McCandless fica doente, Penn vê-se na obrigação de arrastar a personagem por entre livros para explicar as razões da sua morte, quando ao espectador apenas bastava saber que ele ia morrer. E a cena final é de uma exaustão atroz, que puxa tanto o tearjerker, que quando chega ao fim já os nossos olhos estão mais secos que o deserto do Nevada.

Mas O Lado Selvagem consegue verdadeiros momentos de liberdade, alturas em que sentimos verdadeiramente o espírito livre e aventureiro de McCandless a invadir-nos. Nesta espécie de Diários De Che Guevara meets o derradeiro road movie, sentimo-nos ao seu lado a correr junto aos cavalos selvagens, a descer os rápidos, ou a escalar as montanhas nevadas do Alaska. Infelizmente, Sean Penn optou por uma linha narrativa não-linear, o que faz o filme perder o ritmo e não ter essa força de uma forma constante.

Existem ainda resquícios de Mallick na forma como Penn capta a natureza e alguma land art monumental ao bom jeito de Gerry. Mas também existem opções artísticas igualmente duvidosas. Quem acaba por se comprometer de vez com o filme é o jovem actor, Emile Hirsch, entregando-se de corpo e alma ao papél, ganhando e perdendo peso consoante as necessidades. A sua actuação faz lembrar uma fusão entre a de Tom Hanks em O Náufrago e a de Christian Bale em O Maquinista.

O Lado Selvagem é um filme desiquilibrado, com altos e baixos (e um relacionamento amoroso que me causa apreensão de tão perfeito que é), mas com uns altos tão poderosos que chega a merecer o McRoyal Deluxe, mesmo rés-rés campo de Ourique. E ainda nos faz repensar, durante o caminho para casa, na produtividade da nossa vida.

Posted by: dermot @ 11:42 da tarde
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JOHN RAMBO:

Título: Rambo
Realizador: Sylvester Stallone
Ano: 2008


Quando começou esta obsessão recente pelas sequelas e prequelas por parte dos tecnocratas do mundo do cinema, dizia-se na brincadeira que só faltava fazer uma continuação do Rambo. A coisa era tão improvável que mesmo após Sylvester Stallone ter ressuscitado o cadáver do Rocky, em Rocky Balboa, a piada continuou a ser dita. Mas o impensável aconteceu; Stallone não ficou satisfeito por ter recuperado o pugilista que derrotou sozinho a Guerra Fria, como quis também repescar o super-soldado de direita que fez as delícia de Ronald Reagan: John Rambo.

Por isso, eis a tão aguardada sequela: John Rambo, em vez do Rambo IV que seria de esperar, o nosso mais recente guilty pleasure e o sonho molhado mais antigo dos cinéfilos mais hardcore. Sylvester Stallone, apesar da sua idade para ter juízo - sim, Sly já tem 60-sessenta anos -, continua em grande forma; e após argumentos iniciais que envolviam Rambo a derrotar o Bin Laden ou Rambo a enfrentar extraterrestres que invadiam os Estados Unidos, eis uma premissa bem mais realista, passada na perigosa selva da Birmânia.

Antes de continuar, deve-se fazer uma pausa para apresentar e relembrar o herói aos mais novos e aos mais esquecidos. Stallone foi Rambo pela primeira vez em Rambo - A Fúria Do Herói, uma obra-prima que o introduzia como um anti-herói regressado do Vietname, uma vítima da desumanização da guerra que só queria voltar para casa. O sucesso foi tanto que, três anos depois, surgia Rambo II - A Vingança Do Herói, com o herói reabilitado em máquina de guerra, sozinho de volta no Vietname apenas com uma faca e um arco de flechas, vingando-se de tudo e de todos. Os dados estavam lançados e já nãop havia volta a dar: mais trê sanos volvidos e eis Rambo III, o super-filme de acção, com Rambo convertido em saco de músculos e estandarte da política de direita, ao lutar sozinho ao lado dos Talibãs enquanto debitava one-liners espirituosas, para delícia de Reagan. Nascia aqui o blockbuster como o conhecemos hoje, cheio de fogo-de-artífico e despojado de substância, onde o irrealismo exacerbado é a bandeira a agitar.

Agora, vinte anos depois, só havia duas formas de fazer uma sequela de Rambo. Era óbvio que se deveria fechar o círculo, mas haviam dois caminhos a seguir: ou continuava-se na onda de Rambo III e da xungaria ao mais alto nível, pondo Rambo a lutar contra o mundo inteiro; ou recuava-se às origens de Rambo - A Fúria Do Herói e dava-se espessura dramática suficiente para Stallone recuperar o anti-herói novamente, como fizera em Rocky Balboa. Mas Sly foi ainda mais longe e conjugou essas duas opções. Assim, John Rambo faz um back to basics à personagem, tudo isto envolvida numa matança do porco descomunal, como nunca se viu no cinema.

Temos então um Rambo exilado na Tailândia, onde caça serpentes venenosas, navega numas palhotas e faz uns trabalhos de ferreiro. É um Rambo mais próximo das tretas espirituais da new-age, que até houve a sua theme song, de Jerry Goldsmith, em versão pan pipes (e esta é uma das grandes pechas do filme, não aparecer uma cena com o mítico tema original). Mas afinal de contas, rambo não está mais duro; está é carente. E quando uma cara bonita (Julie Benz) lhe pede boleia para levar uns padres até à Birmânia, Rambo vai enfiar-se na boca do lobo sem hesitar. E depois, só ele pode salvar a situação, salvando todos e matando tudo o que se mexa.

Stallone, que pela primeira vez realiza um filme da série, consegue safar-se nas partes mais difíceis. Consegue criar um argumento minimamente credível sem pisar todos os clichets do género e consegue evitar a dramatização exagerada. Além disso, traz um Rambo mais tramado do que nunca, mais cruél e sanguinário do que nunca, que mata maus com as próprias mãos (sim, existem cabeças cortadas com as mãos) e os desfaz em carne picada com super-metralhadoras à queima-roupa. O gore nunca foi tão realista e os maus nunca ficaram, literalmente, tão desfeitos. Peckinpah iria ficar radiante com um filme assim...

John Rambo respira série-b por todo o lado. Stallone não teve pretensões em fazer mais do que mais uma sequela do Rambo. E conseguiu-o em menos de hora e meia de filme, como se pede em filmes sanguinários. No final, só sentimos falta de um vilão mais bidimensional a enfrentar o nosso herói musculado favorito, em vez do inimigo colectivo. Senhoras e senhores, o Rambo está de volta: vamos saudar com um McRoyal Deluxe.

Posted by: dermot @ 11:07 da manhã
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sexta-feira, abril 11, 2008  

UMA CURTA POR DIA NÃO SABE O BEM QUE LHE FAZIA:

Mais uma vez, obrigações extra-bloguísticas têm-me afastado das atcualizações regulares deste humilde tasco cinéfilo. Isto da vida profissional é bem mais chato que a vida académica...

Infelizmente, até ao início da semana que vem a coisa não parece que irá melhorar. Por isso, aproveitando esta pausa fugaz, aproveitei para repescar esta tão saudada rubrica, para que vocês não digam que não me lembro de vocês. E como todos sabemos, uma curta por dia dá saúde e alegria.

Foi por isso que decidi hoje, recorrendo ao fabuloso mundo do youtube, relembrar a fantástica animação Bambi Meets Godzilla, o mítico desenho-animado que Marv Newland realizou em duas semanas de 1969, depois do seu projecto inicial ter dado para o torto. Como o próprio título indica, a curta é um confronto entre a frágil e cutchi-cutchi personagem da Disney e o malvado monstro nuclear dos japoneses, elaborado como um gigantesco exercício de absurdo, que fez as delícias dos Monthy Phytons durante toda a sua carreira televisiva.

Curto, simples, consiso... A provar que para um filme inesquecível apena sé preciso uma grande ideia - Bambi Meets Godzilla foi considerada a 38º melhor curta de animação de sempre em 1994 -, é ainda uma daquelas experiências cuja primeira vez é irrepetível, apenas com recurso à banda-sonora certa (a Ranz Des Vaches, do William Tell de Rossini e a reverberação final de A Day In The Life, dos Beatles), uma animação primitiva e créditos espirituosos. E aposto que demorou mais tempo a ler este texto do que a ver o filme todo.

Posted by: dermot @ 12:07 da tarde
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terça-feira, abril 01, 2008  

THE DARJEELING LIMITED:

Título: The Darjeeling Limited
Realizador: Wes Anderson
Ano: 2007


Em apenas uma década, Wes Anderson já estabeleceu o seu próprio espaço dentro da sétima arte, com uma espécie de cinema independente com um parafuso a menos. Se tivesse um apelido menos usual, certamente que o seu nome já se tinha convertido em adjectivo, usado sempre que alguém quisesse classificar filmes desmiolados. E todos sabemos o quão importante somos quando o nosso apelido se transforma em adjectivo. Fellini, Masoch, Maquiavel...

The Darjeeling Limited (confesso que senti falta do habitual subtítulo ridículo em português) segue a linha de trabalho de Anderson e não desilude. Aqui, é pura e simplesmente um road-movie de três irmãos, Francis (Owen Wilson), Peter (Adrien Brody) e Jack Whitman (Jason Schwartzman), que partem numa viagem física e espiritual numa espécie de inter-rail pela Índia, com tudo o que isto comporta pelo meio.

Tematicamente, estão lá todos os elementos da filmografia de Anderson: a família (super)disfuncional (estes Whitman podiam ser uns primos próximos dos Tenembaums), as personagens alucinadas e cartunescas e a redenção interior destes. Mas é formal e estilisticamente que Anderson se supera: uma mise-en-scene kitsch e bacoca, os enquadramentos planeados ao pormenor, a geometria e a simetria dos enquadramentos.

Em The Darjeeling Limited tudo é planeado ao mais ínfimo pormenor: o posicionamento das personagens, o tempo em que entram no plano, os acessórios dispostos, as cores das roupas... Todos estes elementos têm o seu lugar previamente marcado no filme e funcionam como um relógio suiço, filmados como ninguém por Anderson, com uma câmara que gira sobre si própria em movimentos marciais e nunca acompanhado o fluir natural das personagens - uma imagem de marca do realizador e que lhe fica tão bem.

Wes Anderson é uma espécie de Tarantino meets Godard: do primeiro, encontramos a sua capacidade de repescar elementos do cinema de segunda categoria e transformá-los seus (genial a reciclagem dos zooms dos filmes de artes-marciais dos anos 70, da música dos filmes indianos de Satyajit Ray, ou a própria reinvenção do road-movie); e do segundo, identificamos uma habilidade semelhante em inovar e homenagear, com opções que, teoricamente, seriam más ideiais.

The Darjeeling Limited pode não ser o filme mais rico (narrativamente falando) do realizador, mas é o mais estimulante visualmente, pelo seu carácter exótico. E esta propriedade é, felizmente, esmifrada até à última, com pormenores fantásticos que acompanham a estória até ao final, acabando por ocupar, simbolicamente, um lugar determinante no desenvolvimento dramático do filme.

Humor absurdo e, por vezes, non-sense, um cameo especial de Bill Murray (espécie de símbolo máximo deste cinema subversivo), os Rolling Stones numa exemplar banda-sonora (um hábito nos trabalhos de Wes Anderson) e uma curta-metragem em formato história complementar a abrir o filme que, apesar de fazer tanto sentido quanto um frigorífico no Pólo Norte, vale por ter a Natalie Portman como veio ao Mundo. Só por isto já valia o Le Big Mac.


Posted by: dermot @ 11:01 da tarde
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COTAÇÃO:
10 - Royale With Cheese
9 - Le Big Mac
8 - McRoyal Deluxe
7 - McBacon
6 - McChicken
5 - Double Cheeseburger
4 - Cheeseburger
3 - Caixinha de 500 paus (Happy Meal)
2 - Hamburga de Choco
1 - Pão com Manteiga

TAKE:
Take - cinema magazine | take.com.pt


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- Alta Golpada
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- Amarcord
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- American Splendor
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- Amor E Corridas
- Amor E Vacas
- Amor Em Las Vegas
- Amor Ou Consequência
- And Soon The Darkness
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- As Aventuras De Tintim - O Segredo Do Licorne
- As Aventuras Do Príncipe Achmed
- As Bandeiras Dos Nossos Pais
- As Bonecas Russas
- As Canções De Amor
- As Crónicas De Narnia - O Leão, A Feiticeira E O Guarda-Roupa
- As Diabólicas
- As Ervas Daninhas
- As Invasões Bárbaras
- As Lágrimas Do Tigre Negro
- As Leis Da Atracção
- As Noites Loucas Do Dr. Jerryll
- As Penas Do Desejo
- As Tartarugas Também Voam
- As Vidas Dos Outros
- Aberto Até De Madrugada
- Assalto À Esquadra 13 (1976)
- Assalto À Esquadra 13 (2005)
- Assalto Ao Santa Maria
- Assassinos Natos
- Ata-me
- Até Ao Inferno
- Até Ao Limite Do Terror
- Atraídos Pelo Crime
- Através Da Noite
- Attack Of The 50 Foot Woman
- Aurora
- Austrália
- Autocarro 174
- Avatar
- Aviva, Meu Amor
- Aztec Rex
- Azul Metálico

- Babel
- Backbeat, Geração Inquieta
- Balas E Bolinhos - O Regresso
- Balbúrdia No Oeste
- Bando À Parte
- Baraka
- Barbarella
- Barreira Invisí­vel
- Batman
- Batman Regressa
- Batman - O Início
- Be Cool
- Beijing Bastards
- Belleville Rendez-Vouz
- Bem-vindo À Zombieland
- Bem-vindo Ao Norte
- Berlin 36
- Birth - O Mistério
- Biutiful
- Black Sheep
- Black Snake Moan - A Redenção
- Blade Runner - Perigo Iminente
- Blueberry
- Boa Noite E Boa Sorte
- Bobby Darin - O Amor É Eterno
- Body Rice
- Bombom
- Bom Dia Noite
- Bom Dia Vietnam
- Bonnie E Clyde
- Boogie Nights
- Borat
- Brasil - O Outro Lado Do Sonho
- Breakfast On Pluto
- Brincadeiras Perigosas (2007)
- Brisa De Mudança
- Bronson
- Bruce, O Todo-poderoso
- Bruiser - O Rosto Da Vingança
- Bruno
- Buffalo 66
- Bubba Ho-Tep
- Bullit
- Bunker Palace Hotel
- Buried
- Busca Implacável
- Bz, Viagem Alucinante

- Cadillac Records
- Cães Danados
- Cães De Palha
- Café E Cigarros
- Call Girl
- Camino
- Capitão Alatriste
- Capitão América - O Primeiro Vingador
- Capote
- Carrie
- Cartas Ao Padre Jacob
- Cartas De Iwo Jima
- Casa De Loucos
- Casablanca
- Casino Royale
- Catwoman
- Cavalo De Guerra
- Cemitério Vivo
- Censurado
- Centurion
- Charlie E A Fábrica De Chocolate
- Che - Guerrilha
- Che - O Argentino
- Chemical Wedding
- Chéri
- Chinatown
- Chocolate
- Choke - Asfixia
- Chovem Almôndegas
- Christine - O Carro Assassino
- Cidade Fria
- Cinco Dias, Cinco Noites
- Cinema Paraíso
- Cinerama
- Cisne Negro
- Clube De Combate
- Coco Avant Chanel
- Coisa Ruim
- Cold Mountain
- Cold Weather
- Colete De Forças
- Colisão
- Com Outra? Nem Morta!
- Comboios Rigorosamente Vigiados
- Comer Orar Amar
- Complexo - Universo Paralelo
- Conan, O Bárbaro
- Contrato
- Control
- Controle
- Coração De Cavaleiro
- Coração De Gelo
- Coração Selvagem
- Corações De Aço
- Coragem De Mãe: Confrontando O Autismo
- Corre Lola Corre
- Correio De Risco
- Correio De Risco 3
- Corrida Contra O Futuro
- Corrupção
- Cozinhando A História
- Crank - Veneno No Sangue
- Crank - Alta Voltagem
- Cremaster
- Crime Ferpeito
- Crippled Masters
- Cristóvão Colombo - O Enigma
- Crónica Dos Bons Malandros
- Crueldade Intolerável
- Cubo
- Culture Boy
- Cypher
- Cyrano de Bergerac (1950)

- Daisy Town
- Dallas
- Danny The Dog - Força Destruidora
- Daqui P'ra Frente
- Dark City - Cidade Misteriosa
- De Cabeça Para Baixo
- De Homem Para Homem
- De Olhos Abertos
- De Olhos Bem Fechados
- De Sepultura Em Sepultura
- De Tanto Bater O Meu Coração Parou
- De-Lovely
- Delhi Belly
- Dead Snow
- Death Race 2000
- Deixa-me Entrar
- Delicatessen
- Demolidor - O Homem Sem Medo
- Dentro Da Garganta Funda
- Depois Do Casamento
- Destruir Depois De Ler
- Diamante De Sangue
- Diário Dos Mortos
- Diários De Che Guevara
- Dias De Futebol
- Dick E Jane - Ladrões Sem Jeito
- Dictado
- Die Hard 4.0 - Viver Ou Morrer
- Die You Zombie Bastards!
- Dogma
- Domino
- Don Juan DeMarco
- Donnie Brasco
- Doom - Sobrevivência
- Doomsday - Juízo Final
- Dorian Gray
- Dot.Com
- Dr. Estranhoamor
- Drácula 2001
- Drácula De Bram Stoker
- Drive - Risco Duplo
- Dreamgirls
- Duas Mulheres

- É Na Terra Não É Na Lua
- Easy A
- Easy Rider
- Eduardo Mãos De Tesoura
- Efeito Borboleta
- El Mariachi
- El Topo
- Ela Odeia-me
- Eles
- Eles Vivem
- Elvis
- Em Bruges
- Em Busca Da Felicidade
- Em Carne Viva
- Em Liberdade
- Em Nome De Caim
- Em Nome De Deus
- Em Paris
- Em Privado
- Embargo
- Encarnação Do Demónio
- Encontros Em Nova Iorque
- Encrenca Dupla
- Encurralada
- Ensaio Sobre A Cegueira
- Enterrado Na Areia
- Entre Os Dedos
- Entrevista
- Equilibrium
- Era Uma Vez No México
- Eraserhead - No Céu Tudo É Perfeito
- Escola De Criminosos
- Escolha Mortal
- Esporas De Aço
- Estado De Guerra
- Estamos Vivos
- Este É O Meu Lugar
- Este País Não É Para Velhos
- Estômago
- Estrada Perdida
- Estranhos
- Estrellita
- Eu Amo-te Phillip Morris
- Eu, Peter Sellers
- Eu Sou A Lenda
- Eu Sou Evadido
- Eu, Tu E Todos Os Que Conhecemos
- Everything Must Go
- Evil Dead - A Noite Dos Mortos-Vivos
- Evil Dead 2 - A Morte Chega De Madrugada
- Evil Dead 3 - O Exército Das Trevas
- Ex-Drummer
- Exterminador Implacável 1
- Exterminador Implacável 2 - O Dia Do Julgamento Final
- Exterminador Implacável 3 - Ascensão Das Máquinas
- Exterminador Implacável 4 - A Salvação

- Factory Girl - Quando Edie Conheceu Warhol
- Factotum
- Fados
- Fahrenheit 9/11
- Falso Alarme
- Fando E Lis
- Fantasmas De Marte
- Fargo
- Faster, Pussycat! Kill! Kill!
- Fausto 5.0
- Favores Em Cadeia
- Felicidade
- Feliz Natal
- Férias No Harém
- Festival Rocky De Terror
- Ficheiros Secretos: Quero Acreditar
- Fim De Ano Em Split
- Fim-De-Semana Alucinante
- Final Cut - A Última Memória
- Fish Tank
- Florbela
- Flores Partidas
- Fome
- Footloose - A Música Está Do Teu Lado
- Força Delta
- Forrest Gump
- Freddy Vs. Jason
- Frenético
- Frida
- Frost/Nixon
- Fruto Proibido
- Fuga De Los Angeles
- Fuga Para A Vitória
- Fur - Um Retrato Imaginário De Diane Arbus
- Fúria Cega
- Fúria De Viver
- Fúria Silenciosa

- Gabrielle
- Gainsbourg - Vida Heróica
- Gang Dos Tubarões
- Gangs de Nova Iorque
- Garden State
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- GI Joe - O Ataque Dos Cobra
- Godzilla
- Goodbye Lenine!
- Gosford Park
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- Gran Torino
- Grande Mundo Do Som
- Gremlins
- Grizzly Man
- Gru - O Maldisposto
- Guerra Dos Mundos (2005)
- Guerra Dos Mundos (1953)

- Há Lodo No Cais
- Hairspray
- Half Nelson - Encurralados
- Hard Candy
- Harley Davidson E O Cowboy Do Asfalto
- Harold E Maude
- Harry Brown
- Haverá Sangue
- Hawai Azul
- He-Man - Mestres Do Universo
- Head On - A Esposa Turca
- Heartbreak Hotel
- Hell Ride
- Hellboy
- Hellboy 2: O Exército Dourado
- Helter Skelter - O Caso De Sharon Tate
- Henry E June
- Hereafter - Outra Vida
- Hiena
- História De Duas Irmãs
- História De Um Fotógrafo
- Hobo With A Shotgunbr> - Hollywood Ending
- Homem Aranha
- Homem Aranha 2
- Homem Aranha 3
- Homem De Ferro
- Homem Demolidor
- Homem Em Fúria
- Homens De Negro
- Homens De Negro 2
- Homens Que Matam Cabras Só Com O Olhar
- Hostel
- Hostel 2
- Hot Fuzz - Esquadrão De Província
- Howl - Grito
- Hugo

- I Am Sam - A Força Do Amor
- I Spit On Your Grave
- I'll See You In My Dreams
- Iluminados Pelo Fogo
- I'm Still Here
- I Wanna Hold Your Hand
- Imitação Da Vida
- Imortal
- In Search Of A Midnight Kiss
- Indiana Jones E O Reino Da Caveira De Cristal
- Indomável
- Infiltrado
- Inimigos Públicos
- INLAND EMPIRE
- Inquietos
- Insidioso
- Insónia
- Intervenção Divina
- Intriga Internacional
- Invictus
- Irmão, Onde Estás?
- It
- It Might Get Loud
- Italian Spiderman

- Jack Ketchum's The Girl Next Door
- Jackass 2
- Jackass 3D
- Jackie Brown
- Jacuzzi - O Desastre Do Tempo
- James Bond - Agente Secreto
- James Bond - Casino Royale
- James Bond - Quantum Of Solace
- Janela Indiscreta (1954)
- Janela Indiscreta (1998)
- Janela Secreta
- JCVD
- Joga Como Beckham
- John Rambo
- Jonestown - The Life And Death Of Peoples Temple
- Jovens Rebeldes - A Verdadeira História
- Julgamento
- Julie E Julia
- Juno
- Juventude Em Marcha
- Juventude Tardia

- Kalifórnia
- Kandahar
- Karate Kid
- Katyn
- Kenny
- Kick Ass - O Novo Super-herói
- Kids - Miúdos
- Kill Bill vol.2
- King Kong (2005)
- Kiss Kiss Bang Bang
- Kiss Me
- Klimt
- Kopps
- Kung-Fu-Zão
- Kung Pow - Punhos Loucos

- La Jetée
- La Vie En Rose
- Ladrões
- Lady Snowblood
- Laranja Mecânica
- Last Days - Os Últimos Dias
- Lavado Em Lágrimas
- Lemmy
- Léon, O Profissional
- Lichter
- Lindas Encrencas As Garotas
- Lobos
- Longe Da Terra Queimada
- Lost In Translation - O Amor É Um Lugar Estranho
- Lua De Mel, Lua De Fel
- Lucifer Rising
- Lucky Luke
- Lucky Number Slevin - Há Dias De Azar

- M - Matou!
- Má Educação
- Machete
- Madrigal
- Maldito United
- Mamma Mia
- Manhattan
- Manô
- Mamonas Pra Sempre
- Mar Adentro
- Maria E As Outras
- Marie Antoinette
- Marjoe
- Marte Ataca!
- Matança De Natal
- Match Point
- Matou A Família E Foi Ao Cinem
- McQuade, O Lobo Solitário
- Meia-Noite Em Paris
- Meio Metro De Pedra
- Melancolia
- Melinda E Melinda
- Menina
- Mephisto
- Metrópolis
- Meu Nome É Bruce
- Miami Vice
- Milhões
- Milk
- Millenium 1. Os Homens Que Odeiam As Mulheres
- Million Dollar Baby - Sonhos Vencidos
- Minha Mãe
- Minha Terra
- Misery - Capí­tulo Final
- Missão A Marte
- Missão Impossí­vel 3
- Missão Impossível - Missão Fantasma
- Missão Solar
- Mistérios De Lisboa
- Momentos Agradáveis
- Moneyball - Jogada De Risco
- Monsters - Zona Interdita
- Monstro
- Monty Phyton E O Cálice Sagradi
- Morte Cerebral
- Morte De Um Presidente
- Movimentos Perpétuos
- Mr. E Mrs. Smith
- Mrs. Henderson Presents
- Muito Bem, Obrigado
- Mulholland Drive
- Mundo Fantasma
- Mundos Separados
- Munique
- Murderball - Espírito De Combate
- Murish
- Mutilados
- Mysterious Skin

- Na Cama
- Nacho Libre
- Não Estou Aí
- Napoleon Dynamite
- Nas Costas Do Diabo
- Nas Nuvens
- Needle
- Nico: À Margem Da Lei
- Ninguém Sabe
- Nixon
- No Limite Do Amor
- No Vale De Elah
- Noite De Agosto
- Noite Escura
- Noivos Sangrentos
- Nome De Código: Cloverfield
- Northfork
- Nosferatu, O Vampiro
- Nothing
- Nova Iorque 1997
- Nove Raínhas
- Nunca Digas Sim

- O Acontecimento
- O Agente Da Broadway
- O Lugar Do Morto
- O Americano
- O Amor Acontece
- O Anjo Exterminador
- O Anti-Pai Natal
- O Artista
- O Assassínio De Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford
- O Assassí­nio De Richard Nixon
- O Batedor
- O Bom Alemão
- O Bom, O Mau E O Vilão
- O Cabo Do Medo
- O Caminho De São Diego
- O Cão, O General E Os Pássaros
- O Capacete Dourado
- O Castelo Andante
- O Castor
- O Cavaleiro Das Trevas
- O China
- O Cobrador
- O Código Da Vinci
- O Comboio Dos Mortos
- O Comboio Mistério
- O Condenado
- O Couraçado Potemkin
- O Cowboy Da Meia-Noite
- O Crepúsculo Dos Deuses
- O Dedo De Deus
- O Delator!
- O Demónio
- O Despertar Da Besta
- O Despertar Da Mente
- O Deus Da Carnificina
- O Deus Elefante
- O Dia Em Que A Terra Parou (1951)
- O Dia Em Que A Terra Parou (2008)
- O Dia Da Besta
- O Discurso Do Rei
- O Enigma Do Espaço
- O Estranho Caso De Benjamin Button
- O Estranho Mundo De Jack
- O Evangelho Segundo São Mateus
- O Exorcista
- O Fatalista
- O Feiticeiro De Oz
- O Feitiço Do Tempo
- O Fiél Jardineiro
- O Gabinete Das Figuras De Cera
- O Gabinete Do Dr. Caligari
- O Gato Das Botas
- O Génio Do Mal (1976)
- O Grande Peixe
- O Grande Ditador
- O Guerreiro
- O Homem Duplo
- O Homem Que Copiava
- O Homem Que Sabia Demasiado
- O Homem Que Veio Do Futuro
- O Idealista
- O Jogo
- O Júri
- O Imperador Da Califórnia
- O Inquilino
- O Justiceiro Da Noite
- O Labirinto Do Fauno
- O Laço Branco
- O Lado Selvagem
- O Lago Perfeito
- O Leopardo
- O Livro Negro
- O Lobo Do Mar
- O Macaco De Ferro
- O Maquinista
- O Marinheiro De Água Doce
- O Menino De Ouro
- O Meu Tio
- O Milagre De Berna
- O Milagre Segundo Salomé
- O Mistério Galindez
- O Monstro Da Lagoa Negra
- O Mundo A Seus Pés
- O Nevoeiro (1980)
- O Ofício De Matar
- O Olho
- O Orfanato
- O Paciente Inglês
- O Padrinho - Parte I
- O Padrinho - Parte II
- O Padrinho - Parte III
- O Panda Do Kung Fu
- O Panda Do Kung Fu 2
- O Pesadelo De Darwin
- O Pistoleiro Do Diabo
- O Planeta Selvagem
- O Pó Dos Tempos
- O Portador Da Espada
- O Presidiário
- O Prisioneiro Do Rock
- O Protegido
- O Próximo A Abater
- O Quinto Elemento
- O Quinto Império
- O Regresso
- O Rei Dos Gazeteiros
- O Reino Proibido
- O Ritual
- O Ritual Dos Sádicos
- O Sabor Do Amor
- O Sargento Da Força Um
- O Segredo A Brokeback Mountain
- O Segredo De Um Cuscuz
- O Segredo Dos Punhais Voadores
- O Selvagem
- O Sentido Da Vida
- O Sétimo Selo
- O Sítio Das Coisas Selvagens
- O Sonho Comanda A Vida
- O Sonho De Cassandra
- O Sorriso De Mona Lisa
- O Tempo Do Lobo
- O Tesouro Da Sierra Madre
- O Tigre E A Neve
- O Tio Boonmee Que Se Lembra Das Suas Vidas Anteriores
- O Triunfo Da Vontade
- O Turista
- O Último Airbender
- O Último Grande Herói
- O Último Rei Da Escócia
- O Último Tango Em Paris
- O Último Voo Do Flamingo
- O Vingador Tóxico
- O Wrestler
- Ocean's Eleven - Façam As Vossas Apostas
- Odete
- Oldboy - Velho Amigo
- Olho Mágico
- Oliver Twist
- Ônibus 174
- Orca
- Órfã
- Os Amantes Regulares
- Os Amigos De Alex
- Os Bons E Os Maus
- Os Caça-Fantasmas
- Os Cavaleiros Do Asfalto
- Os Chapéus De Chuva De Cherburgo
- Os Cinco Venenos
- Os Clãs Da Intriga
- Os Condenados De Shawshank
- Os Descendentes
- Os Edukadores
- Os Famosos E Os Duendes Da Morte
- Os Filhos Do Homem
- Os Friedmans
- Os Guardiões Da Noite
- Os Homens Preferem As Loiras
- Os Imortais
- Os Inadaptados
- Os Índios Apache
- Os Invisíveis
- Os Irmãos Grimm
- Os Limites Do Controlo
- Os Marginais
- Os Mercenários
- Os Miúdos Estão Bem
- Os Novos Dez Mandamentos
- Os Olhos Da Serpente
- Os Olhos Sem Rosto
- Os Onze De Oceano
- Os Optimistas
- Os Pássaros
- Os Produtores (2005)
- Os Psico-Detectives
- Os Rapazes Da Noite
- Os Rapazes Não Choram
- Os Renegados Do Diabo
- Os Rutles - All You Need Is Cash
- Os Selvagens Da Noite
- Os Simpsons - O Filme
- Os Sonhadores
- Os Sorrisos Do Destino
- Os Super-Heróis
- Os Supeitos Do Costume
- Os Três Enterros De Um Homem
-Os Visistantes Da Idade Média
- Os 300 Espartanos

- Pagafantas
- Palpitações
- Papillon
- Para Onde O Vento Sopra
- Parada De Monstros
- Paraíso, Inferno... Terra
- Paranoid Park
- Paris Je T'Aime
- Party Monster
- Pecados Íntimos
- Pele
- Pequenas Mentiras Entre Amigos
- Performance
- Perigo Na Noite
- Perto Demais
- Pesadelo Em Elm Street
- Pink Floyd The Wall
- Piranha 3D
- Piratas Das Caraíbas - O Mistério do Pérola Negra
- Piratas Das Caraí­bas - O Cofre Do Homem Morto
- Piratas Das Caraíbas - Nos Confins Do Mundo
- Planeta Dos Macacos
- Planeta Dos Macacos: A Origem
- Planeta Terror
- Plano 9 Dos Vampiros Zombies
- Polaróides Urbanas
- Polí­cia Sem Lei (1992)
- Polícia Sem Lei (2009)
- Poltergeist, O Fenómeno
- Ponto De Mira
- Por Favor Rebobine
- Por Favor Não Me Morda O Pescoço
- Porcos & Selvagens
- Posto Fronteiriço
- Precious
- Predadores
- Presente De Morte
- Preto E Branco
- Primer
- Príncipe Da Pérsia - As Areias Do Tempo
- Procurado
- Profissão: Repórter
- Promessas Proibidas
- Proposta Indecente
- Proteger
- Psico
- Psicopata Americano
- Pulp Fiction
- Pulsação Zero
- Punch-Drunk Love - Embriagado De Amor
- Purana Mandir
- Purple Rain

- Quando Viste O Teu Pai Pela Última Vez
- Quarentena
- Quarteto Fantástico (1994)
- Quarteto Fantástico (2005)
- Quase Famosos
- Quatro Noites Com Anna
- Que Lugar Maravilhoso
- Que Se Mueran Los Feos
- Queijo E Marmelada
- Quem Quer Ser Bilionário
- Querida Famí­lia
- Querida Wendy

- R
- Rapariga Com Brinco De Pérola
- Rare Exports
- Ratatui
- Ratos Assassinos
- Ray
- [Rec]
- [REC]2
- Red Eye
- Relatório Kinsey
- Relatório Minoritário
- Religulous - Que O Céu Nos Ajude
- Relíquia Macabra
- Renascimento
- Resident Evil: Apocalypse
- Rio
- Rio Bravo
- Rock De Fogo
- Rock, Rock, Rock
- Rocknrolla - A Quadrilha
- Rocky Balboa
- Roger E Eu
- Roma
- Romance E Cigarros
- Roxanne
- RRRrrrr!!!
- Rubber - Pneu
- Ruídos Do Além
- Ruivas, Loiras E Morenas
- Rumo À Liberdade
- Ruptura Explosiva

- Sacanas Sem Lei
- Sala De Pânico
- Salazar - A Vida Privada
- Salto Mortal
- Samsara
- Sangue Do Meu Sangue
- Sangue Por Sangue
- Santa Sangre
- Sapatos Pretos
- Save The Green Planet!
- Saw - Enigma Mortal
- Saw II - A Experiência Do Medo
- Saw 3D - O Capítulo Final
- Scoop
- Scott Pilgrim Contra O Mundo
- Seconds Apart
- Seis Indomáveis Patifes
- Sem Ela
- Sem Limites
- Sem Rumo
- Sem Tempo
- Semi-Pro
- Ser E Ter
- Sereia
- Serpentes A Bordo
- Sete Anos No Tibete
- Sete Vidas
- Sexo E A Cidade
- Sgt. Pepper's Lonely Heart Club Band
- Shaolin Daredevils
- Shaolin Soccer - O Ás Da Bola
- Shaolin Vs. Evil Dead
- Shattered Glass - Verdade Ou Mentira
- Sherlock Holmes
- Sherlock Holmes - Jogo De Sombras
- Shining
- Shoot 'Em Up - Atirar A Matar
- Shortbus
- Shrek 2
- Shrek O Terceiro
- Shrek Para Sempre
- Sicko
- Sid And Nancy
- Sideways
- Simpatyhy For Mr. Vengeance
- Sin City - Cidade Do Pecado
- Sinais
- Sinais De Fogo
- Sinais Do Futuro
- Sinais Vermelhos
- Singularidades De Uma Rapariga Loira
- Sky Captain E O Mundo De Amanhã
- Slither - Os Invasores
- Soldados Da Fortuna
- Soldados Do Universo
- Sombras Da Escuridão
- Somewhere - Algures
- Sonho De Uma Noite De Inverno
- Sonny
- Sophie Scholl - Os Últimos Dias
- Soro Maléfico
- Sorte Nula
- Soul Kitchen
- Spartacus
- Spartan - O Rapto
- Splice
- Stacy - Attack Of The Schoolgirl Zombies
- Star Wars - A Ameaça Fantasma
- Star Wars - A Vingança Dos Sith
- Star Wars - O Ataque Dos Clones
- Stardust - O Mistério Da Estrela Cadente
- Stone - Ninguém É Inocente
- Stoned, Anos Loucos
- Submarino
- Super
- Super Baldas
- Super-Homem
- Super-Homem: O Regresso
- Super 8
- Superstar
- Suspeita
- Suspiria
- Sweeney Todd: O Terrível Barbeiro De Fleet Street
- Swimming Pool
- Sword Of Vengeance
- Sympathy For The Devil

- Taking Woodstock
- Tarnation
- Tarzan, O Homem Macaco (1981)
- Taxidermia
- Team America - Polí­cia Mundial
- Tebas
- Tecumseh
- Teeth
- Tempestade Tropical
- Tennessee
- Terra De Cegos
- Terminal De Aeroporto
- Terra Dos Mortos
- Terror Em Setembro
- Terror Na Auto-estrada
- Terror Nas Montanhas
- Tetro
- The Bloodstained Butterfly
- The Brown Bunny
- The Darjeeling Limited
- The Departed: Entre Inimigos
- The Devil And Daniel Johnston - Loucuras De Um Génio
- The Devil's Double
- The First Great Train Robbery
- The Fountain - O Último Capítulo
- The Grudge - A Maldição
- The Host - A Criatura
- The Impossible Kid
- The King Of Kong
- The Langoliers - Meia-Noite E Um
- The Last House On The Left
- The Machine Girl
- The Man From Earth
- The Marine
- The Million Dollar Hotel - O Hotel
- The Mindscape Of Alan Moore
- The Mist - Nevoeiro Misterioso
- The Others - Os Outros
- The Prestige - O Terceiro Passo
- The 50 Worst Movies Ever Made
- The Way
- The Woman
- Thirst - Este É O Meu Sangue
- This Is It
- This Is Spinal Tap
- Thor
- Thriller - A Cruel Picture
- THX 1138
- Tirar Vidas
- Titanic 2
- Tony
- Tournée - Em Digressão
- Toy Story 3
- Tragam-me A Cabeça De Alfredo Garcia
- Transamerica
- Tron
- Tron: O Legado
- Tropa De Elite
- Tropa De Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro
- Tsotsi
- Tubarão
- Tubarão 2
- Tubarão 3
- Tubarão IV - A Vingança
- Tucker E Dale Contra O Mal
- Tudo Ficará Bem
- Tudo Pode Dar Certo
- Twisted - Homicídios Ocultos

- Ultra Secreto
- Um Amor De Perdição
- Um Azar Do Caraças
- Um Bater De Corações
- Um Belo Par... De Patins
- Um Cão Andaluz
- Um Dia A Casa Vai Abaixo
- Um Dia De Raiva
- Um Homem Singular
- Um Longo Domingo De Noivado
- Um Lugar Para Viver
- Um Padrasto Para Esquecer
- Um Profeta
- Um Tiro No Escuro
- Um Trabalho Em Itália
- Uma Aventura Na Casa Assombrada
- Uma Boa Mulher
- Uma Canção De Amor
- Uma Espécie De Cavalheiro
- Uma Famí­lia À Beira De Um Ataque De Nervos
- Uma História De Violência
- Uma Pequena Vingança
- Uma Rapariga Com Sorte
- Uma Segunda Juventude
- Uma Segunda Vida
- Undefeatable
- Unseen Evil 2 - Alien 3000
- Up - Altamente

- V De Vingança
- Vai E Vive
- Vais Conhecer O Homem Dos Teus Sonhos
- Valhalla Rising - Destino De Sangue
- Valquíria
- Vampiros de John Carpenter
- Van Helsing
- Vanilla Sky
- Vanitas
- Vasilhame
- Veio Do Outro Mundo
- Veludo Azul
- Velvet Goldmine
- Vencidos Pela Lei
- Vendendo A Pele
- Veneno Cura
- Vera Drake
- Versus - A Ressurreição
- Vestida Para Matar
- Vice
- Vício - Quando Nada É Suficiente
- Vicky Cristina Barcelona
- Vidas Sombrias
- Vigilância
- Vingança Redentora
- Virgem Aos 40 Anos
- Vitus
- Viúva Rica Solteira Não Fica
- Viver A Sua Vida
- Voando Sobre Um Ninho De Cucos
- Voltando Para Casa
- Voltar
- Vontade Indómita
- Voo 93

- Walk Hard - A História De Dewey Cox
- Walk The Line
- WALL-E
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Wassup Rockers - Desafios De Rua
- Watchmen - Os Guardiões
- Welcome To The Rileys
- White Irish Drunkers
- Wild Zero
- Win Win
- Wolf Creek
- Wristcutters: A Love Story

- X-Men
- X-Men 2
- X-Men 3 - O Confronto Final
- X-Men: O Início
- X-Men Origens: Wolverine

- Zack E Miri Fazem Um Porno
- Zardoz
- Zatoichi
- Zombies Party - Uma Noite... De Morte
- Zombies Strippers
- Zozo

- 007 - Agente Secreto
- 007 - Casino Royale
- 007 - Quantum Of Solace
- 10 Coisas Que Odeio Em Ti
- 100 Volta
- 10.000 AC
- 12 Homens Em Fúria
- 12 Macacos
- 12:08 A Este De Bucareste
- 1984
- 2LDK
- 24 Hour Party People
- 28 Dias Depois
- 20,13 - Purgatório
- 2012
- 300
- 4 Copas
- 48
- 50/50
- 6=0 Homeostética
- 8 1/2
- 9 Canções
- 98 Octanas


ENTREVISTAS:
- Fernando Fragata
- Festróia - Mário Ventura
- Filipe Melo
- Good N Evil
- IMAGO - Sérgio Felizardo
- José Barahona
- Nuno Markl
- Paulo Furtado
- Rodrigo Areias
- Sara David Lopes
- Solveig Nordlund
- Fernando Alle


TOPES:
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2011
- Top 5 dos Piores Filmes de 2011
- Top 10 dos Melhores Filmes de 2010
- Top 5 dos Piores Filmes de 2010
- Top 5 dos filmes de Leslie Nielsen
- Top 10 Dos Filmes Low Cost
- Top 5 das Melhores Cenas de Dança
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2009
- Top 5 dos Piores Filmes de 2009
- Top 5 dos Filmes Que Tenho Vergonha De Dizer Que Gosto
- Top 5 das Melhores Músicas de Ennio Morricone
- Top 5 dos filmes com Patrick Swayze
- Top 5 dos Telediscos do Michael Jackson
- Top 5 dos Filmes com David Carradine
- Top 5 dos Filmes com Lutadores de Luta-Livre
- Top 10 Os Melhores Filmes de 2008
- Top 5 Os Piores Filmes de 2008
- Top 5 dos Piores Filmes de Natal
- Top 5 das Coisas que não Esperávamos Ver no Cinema
- Top 5 dos Melhores Filmes de Paul Newman
- Top 5 Personagens Com Palas Nos Olhos
- Top 10 Melhores Cartazes De Cinema
- Top 5 dos Filmes de Chuck Norris
- Top 5 dos Filmes de Patrick Swayze
- Top 10 Os Melhores/Piores Vestidos dos Oscares
- Top 5 As Mortes de Crianças Mais Gratuitas
- Top 10 Os Melhores de 2007
- Top 5 Os Piores de 2007
- Top 7 Adaptações ao Cinema de Livros de Stephen King
- Top 5 Filmes Pela Paz
- Top 5 Os Melhores Beijos
- Top 5 Grandes Arquitectos
- Top 10 Filmes Que Mudaram A Minha Vida
- Top 5 Mulheres de Cabeça Rapada
- Top 5 As Cenas Mais Excitantes
- Top 10 Os Melhores de 2006
- Top 5 Os Piores de 2006
- Top 3 Filmes de Robert Altman
- Top 5 Os Vilões do Cinema
- Top 5 Filmes Com Mick Jagger
- Top 5 Filmes Com Steve Buscemi
- Top 5 Dos Cães no Cinema
- Top 5 Dos Filmes do Indie06
- Top 5 Dos Filmes do Fantas06
- Top 5 dos Presidentes
- Top 10 Os Melhores de 2005
- Top 5 Os Piores de 2005
- Top 5 Filmes com Pat Morita
- Top 10 Os Melhores Filmes Independentes
- Top 5 Os Piores Filmes da Saga Bond
- Top 5 Filmes com Dolph Lundgren
- Top 5 Adaptações de BD Para Cinema
- Top 10 Cenas Mais Assustadoras de Sempre
- Top 5 Vencedores do Óscar
- Top 5 Bond Girls
- Top 5 Filmes Sobre Doenças
- Top 5 Filmes de Natal
- Top 5 Melhores Batalhas Corpo-A-Corpo
- Top 10 Melhores Canções do Cinema
- Top 10 Melhores Filmes de Sempre
- Top 5 Melhores Momentos Musicais
- Top 5 Grandes Duelos do Cinema
- Top 10 Maiores Personagens do Cinema
- Top 5 Piores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 10 Melhores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 5 Filmes Religiosos


BAÚ DO TRASH:
- Needle
- Que Se Mueran Los Feos
- Easy A
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Saw 3D - O Capítulo Final
- And Soon The Darkness
- Os Imortais
- Purana Mandir
- Pagafantas
- The Bloodstained Butterfly
- Cisne Negro


ROYALE WITH CHEESE APRESENTA:
- A Tasca Da Cultura
- A Causa Das Coisas - parte I
- A Causa Das Coisas - parte II
- A Momentary Lapse Of Reason


FILMES A VER ANTES DE MORRER:
- #1 As Lágrimas Do Tigre Negro
- #2 Alucarda
- #3 Time Enough At Last
- #4 Armageddon
- #5 The Favour, The Watch And The Very Big Fish
- #6 Italian Spiderman
- #7 The Soldier And Death


UMA CURTA POR DIA NÃO SABE O BEM QUE LHE FAZIA:
- 1# Rabbit, de Run Wrake
- 2# Aligato, de Maka Sidibé
- 3# The Cat Concerto, de Joseph Barbera & William Hanna
- 4# A Curva, de David Rebordão
- 5# Batman: Dead End, de Sandy Callora
- 6# O Código Tarantino, de Selton Mello
- 7# Malus, de António Aleixo & Crosswalk, de Telmo Martins
- 8# Three Blind Mice, de George Dunning
- 9# Bedhead, de Robert Rodriguez
- 10# Key To Reserva, de Martin Scorcese
- 11# Bambi Meets Godzilla, de Marv Newland
- 12# The Horribly Slow Murderer with the Extremely Inefficient Weapon, de Richard Gale
- 13# Stolz Der Nation, de Eli Roth
- 14# Papá Wrestling, de Fernando Alle
- 15# Glas, de Bert Haanstra
- 16# Fotoromanza, de Michelangelo Antonioni
- 17# Quem É Ricardo?, de José Barahona
- 17# Terra Incognita, de Peter Volkart


AS MELHORES PIORES CENAS DE SEMPRE:
- A Pior Luta
- A Cena Mais Metida A Martelo
- O Ataque Animal Mais Brutal
- A Perseguição Mais Alucinante
- O Duelo Mais Improvável


CLUBE DE CINEMA DE SETÚBAL:
- Janeiro
- Fevereiro
- Março
- Abril
- Maio
- Setembro
- Novembro


FESTIVAIS:
- 20º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9
- 21º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 22º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
- 23º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
- 24º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 26º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 12º Caminhos Do Cinema Português
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- Imago 2006
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8

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