Royale With Cheese

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sábado, março 29, 2008  

BLACK SHEEP:

Título: Black Sheep
Realizador: Jonathan King
Ano: 2006


Existem conceitos que valem por si só o próprio filme. Quem é que ainda não ouviu falar de Machine Girl (clicar no título para ver a maravilhosa trailer), o filme sobre uma colegial japonesa ao serviço da yakuza com uma metralhadora em vez de braço, e não ficou com uma vontade irresistível de o ir ver? Ou de Zombie Strippers (o título dá direito, mais uma vez, ao irresistível trailer), o filme com strippers zombies(!) com o mítico Robert Englund e a talentosa Jenna Jameson, que toda a gente quer ver? Podem ambos vir a ser um belo pedaço de lixo, mas certamente que estaremos lá todos na primeira fila logo no dia de estreia (eu pelo menos estarei).

Black Sheep foi um desses filmes, cujo conceito surgiu primeiro e só depois a história. E se tem andado a viver dentro de um buraco e nunca ouviu falar deste título, então deixe-me esclarece-lo do que se trata: ovelhas mutantes! Exacto: ovelhas. E geneticamente alteradas. Bastou esta sinopse para o transformar automaticamente em filme de culto. Depois veio o resto.

O conceito era ainda melhor porque permitia ser alargado a mais dois pormenores: o de ser um filme neo-zelandês, país com forte tradição na criação de ovelhas (mais ou menos como os Açores e as vacas (para quando um filme português com vacas zombies no Pico?)); e o de permitir fazer o trocadilho com a célebre expressão da ovelha negra, ou não fosse o drama familiar o mote de todo o filme.

Muito resumidamente, apenas para situar o leitor, Black Sheep passa-se numa enorme fazenda neo-zelandeza no meio de nenhures, onde dois irmãos com forte tradição na criação de ovelhas tentam resolver divergências passadas. Qual dos dois é a ovelha negra? Não digo, mas adianto que o mais velho (Peter Feeney) pratica experiências genéticas secretas nos pobres bichinhos e o mais novo (Nathan Meister) tem uma fobia de infância com os mesmos.

Com uma premissa destas, Black Sheep não poderia ser outra coisa senão um flick de terror-comédia, descendente directo de Morte Cerebral. Aliás, é indisfarçável a influência de Peter Jackson - aliás, a ovelha mutante que despoleta todo o filme é assustadoramente semelhante ao macaco-rato da Sumatra deste último -, assim como de outros títulos incontornáveis do género, como a triologia Evil Dead ou os zombie movies de Romero. O estranho é que Black Sheep parece levar-se demasiado a sério. Não sabemos se o humor neo-zelandês é mesmo assim (se não conhecermos o humor britânico provavelmente não compreenderemos o Shaun Of The Dead), mas tendo o absurdo Amor E Vacas como ponto de comparação, não me parece que seja.

Black Sheep só poderia ser um de três filmes: ou uma diversão gore ao estilo matança do porco; um filme de zombies/monstros; ou uma comédia subversiva, do género Shaun Of The Dead, que misturasse ambos. O primeiro não é de certeza, porque não há sangue o suficiente, apenas uns relampejos que nunca duram mais do que segundos. O segundo também não deve ser, porque apesar de haverem ovelhas mutantes e monstros gigantes, nunca lhes é prestada muita atenção. Por isso, mesmo que não pareça só pode ser o terceiro. Mas, infelizmente, a único coisa com paida (salvo as paranóias new-age de uma activista hippie (Danielle Mason) que por lá anda), é a própria premissa do filme.

Num filme série-b como este não pedimos grandes argumentos, apenas imaginação que não nos deixe cair no aborrecimento gratuito. E Black Sheep não consegue libertar-se desse espartilho, acabando apenas por ter um par de ideias engraçadas e andando às voltas consigo próprio no resto do tempo.

Black Sheep é um divertimento inóquo (até porque tem, apenas, hora e vinte de duração), que não magoa ninguém. Mas se não fossem as ovelhas mutantes, ninguém se iria lembrar dele para o ano. Por isso, o McChicken também vale em muito por esse genial conceito.

Posted by: dermot @ 7:27 da tarde
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quarta-feira, março 26, 2008  

DRÁCULA 2001:

Título: Dracula 2000
Realizador: Patrick Lussier
Ano: 2000


Existem alturas em que me apetece, pura e simplesmente, ver um mau filme. Ocasiões em que me sento no sofá, desligo o cérebro, desprezo os dvds do Kubrick, do Scorcese e do Kurosawa e escolho, muito naturalmente, um mau filme. Normalmente, esses filmes começam com o logotipo da Cannon ou têm o nome de Wes Cravem algures no genérico. É neste segundo caso que se insere Drácula 2001, o título que escolhi carinhosamente para ilustrar este meu serão de maus filmes.

No fundo, Drácula 20001 não é um mau filme. Antes pelo contrário, até é um muito respeitável filme de vampiros. O problema é que é complicado fazer filmes de vampiros bons e originais, uma vez que não dá para fugir ao esquema tipo assustador sai de um caixão, tipo assustador mata gente aleatoriamente (principalmente tipas com decotes valentes), tipo bem parecido tenta matar tipo assustador antes que este mate mais gente.

Drácula 2001, como o título indica (Dracula 2000 no original), é uma variação contemporânea do Drácula, aproveitando o número cabalista do ano. O título é genial e está ao nível de um Snakes On A Plane: como é possível resistir a um filme chamado Drácula 2001? Reza a história que o argumentista Scott Derrickson recebeu um telefonema do produtor Harvey Weinstein, que lhe disse acabei de comprar um guião chamado Drácula 2001. Ai sim? E é bom? Não, é merdoso. Então porque é que o compraste? Porque se chama Drácula 2001.

Estamos então no ano 2000: o caçador de vampiros Van Helsing (Christopher Plummer) continua vivo, incognitamente, como um importante antiquário, guardando no seu cofre forte um misterioso caixão de prata. Mas um bando de ladrões (liderados pelo doutor Foreman, que todos conhecem do House) vai assaltar-lhe a casa, acabando por libertar a mais perigosa ameaça de todas: Drácula, interpretado por um Gerard Butler com um forte capacete de cabelo e uma bronquite na voz. A partir daí é o costume: o vampiro-mestre a morder pessoas a torto e a direito e o sucessor de Van Helsing atrás dele. A novidade? Existir uma filha predestinada, que vai ter que salvar o dia.

Drácula 2001 é um filme algo estranho, que se assemelha às fracas produções europeias de baixo custo. Contudo, nem é europeu nem baixo custo. Depois, para além de ser realizado por um desconhecido, não deixa de contar com um elenco com caras mais ou menos conhecidas, especialmente da televisão. Patrick Lussier, o realizador, mostra também que percebe do assunto, com várias referências aos filmes anteriores do Drácula (existe, inclusive, uma citação directa a Bela Lugosi). E consegue momentos superiores apenas com recurso a bombas de fumo, espelhos e a câmara deitada.

O problema é que depois, a encher os buracos, existe uma mão cheia de chouriçadas amadoras, dignas do mais reles filmes de segunda categoria. O que até é de louvar num filme de vampiros, se Drácula 2001 não se levasse tão a sério. Assim, perante uma pose tão altiva, é impossível ficar a indiferente a sanguessugas saltitonas que se pegam às pálpebras, ou raparigas perseguidas que ao entrarem num quarto em busca dum invasor, pousam o taco de basebol para desligarem calmamente o telefone.

Mas o que faz de Drácula 2001 um bom filme de vampiros acaba por ser a sua ponta de originalidade. Sim, Drácula 2001 consegue fazer um brilharete neste aspecto, ao criar uma narrativa que cruza o mito do Drácula com a história religiosa cristã. E, supresa das surpresas, a coisa resulta. Mesmo com o final super-épico, em modo tearjerker.

O filme do Drácula já foi feito vezes sem conta, por isso não vale a pena estar acontar a mesma história todas as décadas. Há que tentar soluções novas, mesmo que estas sejam coisas arriscadas como o Blácula. É certo que nem todos os filmes de vampiros são um Entrevista Com O Vampiro, mas Drácula 2001 é capaz de ser o melhor filme de vampiros deste milénio. E só para chatear algumas pessoas, sou homem para dizer que sabe a um McBacon.

Posted by: dermot @ 10:59 da manhã
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domingo, março 23, 2008  

HELLBOY:

Título: Hellboy
Realizador: Guillermo Del Toro
Ano: 2004


Se o cinema fantástico recebesse mais atenção por parte da crítica "séria", o estatuto de Guillermo Del Toro já seria, certamente, bem mais elevado. Del Toro é, juntamente com Sam Raimi, o melhor realizador deste género, que sabe conjugar na perfeição entretenimento, discrição e fantasia: consegue entreter sem se deslumbrar com a masturbação digital e, não se limitando às regras da cartiha da realização, consegue fazer um cinema de grande nível técnico e estético, sem entrar em pretensões artísticas que façam o espectador desviar as atenções do que está a ver.

Foi com Blade 2 que Del Toro entrou em Hollywood. E depois da reabilitação que conseguiu fazer do caçador de vampiros (que à partida afigurava-se como uma tarefa muito difícil, tendo em conta o primeiro filme da série), os estúdios deram-lhe carta verde para fazer o filme que fizesse. E Del Toro escolheu Hellboy, o herói demoníaco da banda-desenhada, que foi resgatado do Inferno pelos nazis e que se aliou ao FBI na captura de outros monstros.

No fundo, Hellboy insere-se que nem uma luva na matriz do cinema de Del Toro. A sua filmografia assenta em histórias de monstros, mas em que estes ocupam o lugar dos bons na balança dramática da narrativa, relegando os humanos para o verdadeiro papéis de monstros. Na verdade, Hellboy não é mais do que um inadaptado, um demónio que queria viver como uma pessoa normal - sair à rua, ter uma namorada... -, mas cuja pele vermelha, dois cornos na testa e uma mão de pedra tornam difícil. É mais ou menos como o Coisa, do Quarteto Fantástico.

Hellboy é a primeira aventura do demónio caçador de monstros e como tal começa por introduzir e apresentar as personagens principais: o seu tutor, o professor Trevor Broom (John Hurt), o seu amigo anfíbio, Abe Sapien (Doug Jones), a sua amada incineradora, Liz Sherman (Selma Blair) e aquele a quem o professor Broom vai passar o testemunho, John Myers (Rupert Evans). Depois, o filme embarca numa aventura com tons épicos e muita fantasia, mas que não deixa de ter os pés bem assentes na terra, onde Rasputin (Karel Roden) - sim, esse mesmo, o conselheiro dos Romanov - regressa do além para resgatar os sete demónios do caos do limbo e trazer o armagedão à Terra.

Interpretado superiormente por Ron Perlman, Hellboy é um anti-herói insolente e imprudente, um Charles Bronson meets Bruce Willis, espirituoso e sempre com uma tirada na ponta da língua, que fuma charutos e ouve rock'n'roll. O estilo é sempre uma componente importante na composição dum super-herói e Hellboy tem-no aos quilos.

É certo que o final é algo morno, tendo em conta que contamos sempre que o vilão principal dê mais luta, mas Hellboy não deixa de ser uma das melhores adaptações de super-héróis da banda-desenhada e um grande filme de acção deste novo milénio. E a junção de Del Toro e Hellboy só me deixa a salivar pela sequela, enquanto me delicio com um Le Big Mac.

Posted by: dermot @ 11:58 da tarde
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quinta-feira, março 20, 2008  

FILMES A VER ANTES DE MORRER #6:

Título: Italian Spiderman
Realizador: Gianfranco Gatti
Ano: 1964
Porquê:
- Porque tem o Homem-Aranha de bigode.
- Porque parece um filme porno dos anos 70 sob o efeito de ácidos, mas sem as partes de sexo
- Porque tem um ex-actor porno parecido com Ron Jeremy a fazer de Homem-Aranha de bigode
- Porque esteve 50 anos perdido, num navio afundado, depois de apenas ter sido exibido uma vez, no Fertival de Cinema de Veneza, onde foi aclamado pela crítica
- Porque tem actione, velocita, terrore, suspenso, romanza e goblin
- Porque esta é a melhor campanha de marketing de sempre de um filme, que vai estrear já em Abril

Posted by: dermot @ 12:43 da tarde
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quarta-feira, março 19, 2008  

LOBOS:

Título: Lobos
Realizador: José Nascimento
Ano: 2007


Devido ao divórcio que existe entre o público português e o seu cinema, poucos sabem que nós fomos uns dos pioneiros nessa coisa da sétima arte: em 1896, apenas um ano depois dos irmãos Lumière, o portuense Aurélio da Paz dos Reis apresentou ao público o seu primeiro filme - Saída Do Pessoal Operário Da Fábrica Confiança. Contudo, apesar dessa actividade precoce, o primeiro filme nacional na verdadeira acepção do termo só surgiu em 1923, pela mão de Rino Lupo - chamava-se Os Lobos.

Agora, 85 anos depois, o cinema nacional brinda-nos com outro título semelhante, Lobos, desta vez assinado por José Nascimento. Não vi Os Lobos, mas consta que foi aí a tradição documental do mundo rural do cinema português, mais descrita do que contada e mais apresentada do que encenada. Por isto, arrisco a dizer que Lobos é um primo afastado de Os Lobos e não é só pelo nome.

Tal como em Tarde Demais, o anterior filme de José Nascimento, Lobos inicia-se poucos minutos após o acontecimento dramático que vai epsoletar toda a narrativa. Em Tarde Demais não vimos o naufrágio que deixou todos aqueles homens à deriva no Tejo e, em Lobos, não vemos o crime que acabou de acontecer. Vemos só Joaquim (Nuno Melo) a fugir, com ecos de tiros no ar e o cheiro a pólvora ainda presente, e a sua sobrinha de 16 anos, Vanessa (a bela, talentosa e já muito desenvolvida Catarina Wallenstein), a acompanhá-lo na fuga.

Os primeiros 20 minutos de filme são, quiçá, a coisa mais bem filmada do cinema nacional dos últimos anos valentes: os enquadramentos ideais, a luz correcta, a banda-sonora certa, as interpretações no ponto (gosto do estilo atabalhoado de Nuno Melo, desde os tempos do Caniço na Vila Faia, em que andava aqui pelo TAS, e já tinha saudades do grande Vítor Norte) e o argumento a ser-nos revelado a pouco e pouco. Como o facto de o leitmotiv do crime ter sido o incesto entre tio e sobrinha, que só nos é dito já o filme vai longo...

O casal de fugitivos vai então enveredar num road-movie em direcção aquele sítio para onde os proibidamente apaixonados e/ou deslocados vão nestas situações. Por vezes nem eles sabem bem para onde vão. Interessa é ir. E aqui, Catarina Wallenstein até parece a versão clean de Juliette Lewis em Assassinos Natos, tal é a sua predisposição para o sexo e para mostrar pele.

Depois do início fulgurante, Lobos entra em velocidade cruzeiro pelo caminho mais ou menos óbvio (o que não é necessariamente mau), optando ainda por criar um sub-enredo secundário com Francisco Nascimento como figura central. Percebe-se a intenção de José Nascimento em dar espessura aquela estória que, de outra forma, se arriscava a ser uma versão boa do 98 Octanas, mas no final esse sub-enredo tem tanta pertinência quanto o striptease gratuito de Carla Matadinho em Sorte Nula.

Depois de Coisa Ruim e A Outra Margem, Lobos é mais um filme que tira uma fotografia genial da ruralidade portuguesa. Mas a grande novidade são os últimos vinte minutos, passados em plena Serra da Estrela, com o trio de personagens em fuga. Não sei se será inédito, mas Lobos deve ser um dos únicos filmes portugueses com neve. E neste cenário, José Nascimento sentiu-se, provavelmente, como se estivesse na Suécia e transformou o road-movie em drama gelado. De repente, ficámos com uma espécie de Gerry filmado por Ingmar Bergman. Insensatez da parte do realizador, de certo, mas pelo menos teve tomates para arriscar. Mesmo com as contrariedades da produção...

Por todos os prós e contras, Lobos é um excelente pedaço de celulóide. E este McBacon nem parece português.

Posted by: dermot @ 12:30 da manhã
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segunda-feira, março 17, 2008  

O GABINETE DAS FIGURAS DE CERA:

Título: Das Wachsfigurenkabinett
Realizador: Paul Leni
Ano: 1924


Os primórdios do cinema terão sido uma das melhores épocas para o cinema fantástico. Acabadainho de surgir, o cinema havia substituído o circo como uma fábrica de sonhos ainda mais credível. Pela primeira vez, o imaginário popular podia ver viagens espaciais, monstros irreais e outras fantasias e, por isso, ninguém estava interessado em ver encenadas grandes estórias dramáticas e afins. A ajudar a tudo isto este ainda o expressionismo alemão, corrente artística que sempre se preocupou mais em reflectir estados psicológicos e emocionais do que a própria realidade de como ela realmente é. Tudo isto para introduzir O Gabinete Das Figuras De Cera, o último filme alemão de Paul Leni antes de se ter mudado para os Estados Unidos.

O Gabinete Das Figuras De Cera não é, ao contrário do que o nome possa parecer, nenhuma versão primitiva de À Noite No Museu. É antes a estória de um jovem publicitário (William Dieterle) que é contratado pelo dono de uma exibição de figuras de cera para escrever algumas estórias mirabolantes sobre os bonecos, a ver se aumentava as visitas. Assim, o jovem escritor vai ter que inventar aventuras para o sedutor Califa Harun al Raschid (Harun al Raschid), para o cruél Ivan, o Terrível (Conrad Veidt) e para o assassino Jack, o Estripador (Werner Krauss). Supostamente, também deveria ter escrito uma para Rinaldo Rinaldini, mas o dinheiro da produção acabou entretanto e o filme ficou reduzido.

Enquanto o jovem vai escrevendo as fábulas com contornos de contos juvenis, o realizador Paul Luni vai ilustrando-as com imagens para que nós, espectadores, as possamos imaginar melhor. Por isso, O Gabinete Das Figuras De Cera é uma colectânea de géneros, que antecipa as matinés aventureiras dos anos 50, que passa pelo terror, pelo fantástico, pela comédia e até pelo filme histórico. No fundo, O Gabinete Das Figuras De Cera é a génese do filme-mosaico.

O Gabinete Das Figuras De Cera é então um conjunto de três estórias, em que a primeira é uma aventura persa em cenário das mil e uma noites, com um final divertidíssimo, que Paul Leni aproveita para homenagear O Gabinete Do Dr. Caligari, na construção desproporcional e desiquilibrada dos cenários; a segunda é uma cruél estória de terror e crime, com o próprio Conrad Veidt - o assassino Cesare, de O Gabinete Do Dr. Caligari -, demasiado recambolesca e forçada, mas com um final interessante; e a terceira e última é uma minúscula e inovadora ilusão em cross-fade, reminiscente do (assustador, diga-se de passgem) pesadelo de Dumbo.

No conjunto, O Gabinete Das Figuras De Cera é bem interessante e cheio de momentos interessantes e superiores (os cenários da primeira estória, a interpretação de Conrad Veidt da segunda e as inovações técnicas da terceira), cuja média dá o interessante valor suficiente para comprar um McBacon.

Posted by: dermot @ 11:32 da tarde
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HAVERÁ SANGUE:

Título: There Will Be Blood
Realizador: Paul Thomas Anderson
Ano: 2007


Foi com Magnólia, em 1999, que Paul Thomas Anderson assumiu definitivamente o estatuto oficial de jovem prodígio. Quanto ao estatuto de sucessor de Robert Altman, este só foi consolidado quando, em 2006, foi contratado para acompanhar as filmagens de A Prairie Home Companion - Bastidores Da Rádio, não fosse o mestre Altman não aguentar até ao final.

Haverá Sangue, um dos já grandes filmes de 2008, será provavelmente o filme mais pessoal da carreira de Paul Thomas Anderson, aquele em que mais se nota o seu cunho pessoal, principalmente por não se assemelhar a nenhum dos seus anteriores trabalhos. There Will Be Blood relembra antes os épicos de Hollywood dos anos 50/60, as epopeias familiares que depois degenerariam nas soap operas e no Dallas. Relembra O Mundo A Seus Pés, claro, e, por alguma razão que ainda não consegui perceber qual, relembra O Tesouro De Sierra Madre.

Aqui, em vez de Charles Foster Kane, temos Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis), um empresário de sucesso no ramo do petróleo, nos Estados Unidos do princípio do século passado. Daniel é um homem duro, obstinado, competitivo e sem escrúpulos, que não olha a meios para atingir os seus fins (na maior parte das vezes (sempre?) são económicos), mesmo que isso exija sacrificar a família. E durante duas horas vamos acompanhar a ascensão desse homem que tem uma pedra no lugar do coração.

Não existe aqui o filme-mosaico habitual de Anderson, mas existe no final um salto temporal maior que a própria perna. Parece que o realizador se distraiu a filmar durante hora e meia um curto período da vida de Daniel Plainview e quando se deu conta, teve que filmar o resto da sua vida em 15 minutos. Contudo, o filme é tão sólido e interessante, que absorvemos o impacto desse erro sem vacilarmos.

Haverá Sangue tem dois apetrechos soberbos: a cinematgorafia, que capta de braços abertos o calor e a luz do sol tórrido do Texas e o vento cortante e as trevas da noite sem eletricidade do deserto; e a prestação de Daniel Day-Lewis, um mito vivo do cinema e um dos melhores actores vivos. Daniel Day-Lewis presenteia-nos com mais uma personagem inesquecível, no seguimento de O Meu Pé Esquerdo ou Gangues De Nova Iorque, numa interpretação contida e ao mesmo tempo intensa. Não é por acaso que Daniel Day-Lewis só faz filmes de tempos a tempos; o seu método de trabalho é tão exigente que deve deixar qualquer um esgotado.

Além disso, existem uma série de apetrechos secundários de grande nível, como o jovem Paul Dano, no papel de um fanático religioso, que bem merecia uma nomeação ao Oscar de actor secundário, ou a banda-sonora perfeita de Jonny Greenwood, a lembrar o melhor de Michael Nyman.

O argumento de Haverá Sangue não é assim tão bom quanto queríamos que fosse. Mas a interpretação de daniel Day-Lewis e a realização de Paul Thomas Anderson são tão sólidas, que o filme merece mesmo o Le Big Mac.

Posted by: dermot @ 1:00 da manhã
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sábado, março 15, 2008  

QUARTETO FANTÁSTICO:

Título: Fantastic Four
Realizador: Tim Story
Ano: 2005


Em 1994, Rorger Corman realizou Quarteto Fantástico numa semana com um orçamento de 15 contos e ainda lhe sobrou dinheiro para ir comer uma bucha no fim do fia. E mesmo assim, o filme ficou com melhor aspecto que esta "grande" versão oficial.

Para começar, Quarteto Fantástico nada tem a ver com a seminal banda-desenhada da Marvel, para além de um grupo de héróis com poderes semelhantes. Segundo este ponto de vista, também Os Incríveis é uma adaptação dos heróis criados por Stan Lee apenas por terem habilidades parecidas...

É o meu mau-feitio a fazer-me exagerar,e u sei, mas Quarteto Fantástico adultera de tal forma a história original, que nada faz sentido - diferentes origens, diferentes poderes, diferentes personagens, diferentes tudo! E nós até percebemos quando isso acontece por obrigação narrativa - afinal, contar uma história no grande ecrã não é a mesma coisa que a contar em tiras -, mas quando essas opções são gratuitas não há justificação nem perdão. Mas isto sou eu, que sou nerda da banda-desenhada. Se você nunca pegou num livro destes heróis, não estará a fazer a mínima ideia do que estou a falar para aqui.

Quarteto Fantástico tresanda ao espírito xunga da mais reles série-b (basta atentar logo ao elenco escolhido), mas, infelizmente, tem vergonha dessa sua condição e tenta disfarçá-lo sob camadas espessas de perfume (leia-se efeitos especiais). Assim, todo ele tem ar de fajuto e o espectador raramente se deixa enganar por máscaras bonitas.

Como dizem os americanos, o argumento é todo demasiado corny. E quanto a vocês não sei, mas eu quando vou ver um filme com quatro tipos com poderes sobre-humanos, espero ver explosões, acrobacias e muita hora do pau. Mas este Quarteto Fantástico são quase duas horas de introdução, com o desenvolvimento dramático das personagens (ahaha, desenvolvimento dramático... sou hilariante) e exibicionismo barato do Tocha Humana, que por vezes parece que mudámos sem querer para a MTV.

Quarteto Fantástico dava um bom filme de 15 minutos. Mas tem quase duas horas, que só não se tornaram um suplício porque eu era capaz de estar um dia inteiro a olhar para a Jessica Alba... Fora isso, poupem tempo às vossas vidas, que tanta falta nos faz e vejam apenas a trailer. E isto chega para o Cheeseburger.

Podem clicar aqui para verem o outro filme mau do Quarteto Fantástico


Posted by: dermot @ 8:52 da tarde
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AS LEIS DA ATRACÇÃO:

Título: Laws Of Attraction
Realizador: Peter Howitt
Ano: 2004


Ser um actor famoso com um estatuto consolidade dá para esquecer as responsabilidades da carreira de quando em vez e optar por uns filmes mais descontraídos, apenas pelo prazer pessoal. Pierce Brosnan e Julianne Moore são dois actores que já atingiram este patamar (apesar desta segunda estar a precisar, urgentemente, de um filme daqueles que a faça entrar de vez no panteão que bem merece) e foi isso que fizeram em 2004, com este As Leis Da Atracção.

Juliane Moore faz de Audrey Woods, a melhor advogada de divórcios de Nova Iorque, uma mulher sofisticada, aprumada e concentrada na carreira, como a mais alta roda americana o exige; por sua vez, Pierce Brosnan é Daniel Rafferty, o melhor advogado de divórcios de Nova Iorque, só que é desorganizado, maltrapilho e desbocado. Ambos vão desenvolver uma relação de amor/ódio extremada e vão degladiar-se nas salas de tribunal da cidade em casos mediáticos.

Pode parecer um filme de tribunal, mas não é. É antes uma espécie de A Guerra Das Rosas, mas com os advogados em vez dos casais. As Leis Da Atracção começa bem, como uma comédia ligeira e sofisticada, de humor inteligente, mas cedo começa a descer, até que se vê na necessidade de embarcar em situações planeadas em culturas estrangeiras e episódios mais ou menos forçados, que mais parece que afinal estamos é a ver Em Busca Da Esmeralda Perdida, mas sem a parte da aventura.

O que podia ser um filme simpático e descomprometido, não passa assim de um filme de domingo à tarde com actores famosos nos papeis principais, uma vez que nem Petee Howitt é um realizador decente (o seu currículo já o fazia prever e as montages musicais a resolverem todos os momentos dramáticos essenciais à narrativa comprovam-no) nem o argumento dá para mais. E aquele final feliz, todo dentro dos moldes do moralmente correcto, provoca urticária a qualquer um.

No final, o mais engraçado no filme acaba por ser o casal de artistas que se vão separar - a estilista Serena (Parker Posey) e a estrela rock Thorne Jamison (Michael Sheen) -, duas caricaturas divertidas do star system e da triologia sexo, drogas e rock'n'roll. Se acha que isto é suficiente para o Cheeseburger, então vá alugar o dvd à vontade.

Posted by: dermot @ 8:25 da tarde
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sexta-feira, março 14, 2008  

O HOMEM QUE VEIO DO FUTURO:

Título: Planet Of The Apes
Realizador: Franklin J. Schaffner
Ano: 1968


Não é fácil encontrar um filme tão consensual quanto O Homem Que Veio Do Futuro (imaginativa(!) tradução), especialmente dentro de um género normalmente associado a uma minoria; gente de bem não gosta de ficção-científia, de banda-desenhada e de outras coisas geeks... Mas não nos podemos esquecer que a ficção-científica não é apenas naves espaciais e homenzinhos verdes; é antes um género que utiliza a ciência como factor principal para ilustrar uma fantasia que funciona como um espelho do presente. E nisto, O Homem Que Veio Do Futuro é perfeito.

Para quem nunca viu o filme, não lhe vou desmanchar o prazer com spoilers e vou antes optar por uma sinopse muito sucinta. O Homem Que Veio Do Futuro é a estória de quatro astronautas que após uma viagem espacial aterram, aparentemente, num planeta desconhecido onde os humanos são governados por uma evoluída raça de macacos, com estranha predileção pela fé e uma misteriosa renegação à ciência. Taylor (mítico Charlton Heston, com o seu overacting inesquecível e os seus múltiplos damns a injuriar toda a gente) é o único humano que sobrevive naquele mundo de pernas para o ar e vai ter que enfrentar todo o cepticismo dos seus captores.

O filme tem um período de habituação, durante o qual os astronautas vão embarcar numa jornada de exploração áquele novo planeta, à medida que o realizador Franklin J. Schaffner mete a câmara ao ombro e experimenta uns planos na diagonal, de forma a aumentar a paranóia do espectador. Durante meia-hora temos uma série de planos fantásticos, que remetem para o melhor da land-art de Gerry, mas que se pode tornar aborrecido. A partir daí surgem os macacos e já nada pára O Homem Que Veio Do Futuro.

O Homem Que Veio Do Futuro respira por todos os poros a atmosfera de A Quinta Dimensão (ou não fosse Rod Serling um dos argumentistas). É difícil explicar o que é isto, mas como diz o amigo André Santos, o esforço de explicar isto é inútil, ou se conhece ou não (é chato, mas é mesmo assim), é uma fronteira da cultura popular obrigatória de se passar.

Para além dos seus atributos na área da ficção-científica, utilizando-a como reflexo do presente na crítica existencial à questão fundamental de até onde o Homem conseguirá ir e que malefícios isso lhe trará, O Homem Que Veio Do Futuro encontra ainda a perfeição na caracterização dos macacos, na reconstrução da sua cultura (com uma arquitectura reminiscente de Gaudi) e na partitura sonora de Jerry Goldsmith. Além disso, termina com a melhor cena de sempre do cinema de ficção-científica (vide a minha respectiva lista), que é simultaneamente um dos grandes twists da sétima arte.

Se fosse feito hoje, O Homem Que Veio Do Futuro era ainda acusado de racismo por todos os lados, pela forma como estratifica a sociedade símia: os loiros oragotangos são os nobres pensadores e manda-chuvas no topo da pirâmida, os nervosos e tímidos chimpanzés são os cientistas e os negros e brutos gorilas são os incopetentes polícias. (Tretas!)
God damn you all to hell for those who disagree this is a Royale With Cheese.




PLANETA DOS MACACOS:

Título: Planet Of The Apes
Realizador: Tim Burton
Ano: 2001


Se havia coisa que o Mundo não precisava era de um remake de O Homem Que Veio Do Futuro. Qual é a necessidade de mexer em algo que dificilmente poderá ser feito de melhor forma? Contudo, quando este tipo de projectos são dados a realizadores com provas dadas, damos sempre o benefício da dúvida. E na altura, Tim Burton ainda não tinha iniciado a sua regra de fazer um filme bom e um filme mau alternadamente.

Existem duas formas de fazer um remake: a primeira é recriar o original de forma fiél, aproveitando apenas os avanços técnicos e procedendo a pontuais adaptações temporais. É simultaneamente a forma mais parva de fazer um remake. Se já havia um Psico, porque é que precisámos de outro igualzinho, plano a plano? Ou de outro Halloween? Quanto à segunda forma, passa for refazer o original e dar-lhe uma nova interpretação do ponto de vista do autor. Esta é a maneira mais aceitável de se fazer um remake. E, para o bem ou para o mal, foi a que Tim Burton escolheu.

Entre Planeta Dos Macacos e O Homem Que Veio Do Futuro as semelhanças são muito poucas, para além dum planeta habitado por uma raça de macacos sobre-desenvolvidos, do rip-off das citações mais célebres de Charlton Heston (uma delas proferida pelo próprio, que repete a presença no filme, agora como macaco) e da referência à cena final deste último. De resto, Planeta Dos Macacos é um filme praticamente novo, onde o capitão Leo Davidson (Mark Wahlberg) é um astronauta que vai desempenhar-se num planeta diferente e proceder a uma revolução.

Tim Burton troca a parte científica de O Homem Que Veio Do Futuro por uma faceta mais futurista, que inclui tempestades magnéticas, viagens no tempo e reservas de energia infinitas... Que saudades do tempo em que tudo fazia sentido na ficção-científica. Tim Burton também pouco ou nada lhe interessa a crítica social ao Homem e ao progresso, preferindo dar ao filme um tom mais épico, apostando tudo na parte mais cristica da estória (apesar de Mark Wahlberg não passar o filme todo em tronco nu, como o fez Charlton Heston).

Planeta Dos Macacos é assim um action flick, em que opõe humanos a macacos. É que se estes últimos, em O Homem Que Veio Do Futuro, eram maus por uma questão de preservar a espécie, aqui eles são maus apenas por crueldade. Passou-se de um povo autoritário para um povo totalitário. Se fosse feito hoje, Planeta Dos Macacos era apontado como um filme anti-terrorismo.

Assim, Planeta Dos Macacos é apenas um filme de guerra com grandes efeitos especiais e um Tim Roth mascarado de chimpanzé magistral (que é intimidador para caraças), com uma componente xunga própria dos actuais blockbusters. Se nunca viu O Homem Que Veio Do Futuro, então será capaz de comer um McChicken até ao fim sem dificuldade. Contudo, se viu o original, então Planeta Dos Macacos só poderá saber a desilusão e a Cheeseburger.

Posted by: dermot @ 2:56 da tarde
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terça-feira, março 11, 2008  

NO VALE DE ELAH:

Título: In The Valley Of Elah
Realizador: Paul Haggis
Ano: 2007


Depois de passar a década de 90 a fazer filmes-pipoca e umas banhadas mais ou menos interessantes, Tommy Lee Jones parece ter apostado em tornar-se no novo actor que-sempre-esteve-aqui-mas-que-só-agora-é-que-o-pessoal-começou-a-reparar-nele-como-deve-ser, aparecendo ultimamente em tudo o que é filme jeitoso. Daqui a uns tempos, Tommy Lee Jones tornar-se-á muito provavelmente no melhor actor de sempre a fazer de Tommy Lee Jones (mais ao menos o que aconteceu recentemente a Bill Murray, por exemplo), com aquela sua cara esculpida a cinzel e martelo e queimada pelo sol do Texas.

No Vale De Elah é apenas mais um dos filmes nessa sua caminhada, assinado por Paul Haggis, o novo menino bonito de Hollywood. Depois de anos a escrever episódios do Walker, O Ranger Do Texas e outras séries manhosas, Haggis transformou-se num dos últimos representantes dessa nobre raça em vias de extinção que são os argumentistas, graças a um humanismo acima da média, cristalizado em Million Dollar Baby - Sonhos Vencidos e no sobrevalorizado Colisão.

Filme anti-guerra, No Vale De Elah é um filme-mistério que acompanha a jornada de Hank Deerfield (Tommy Lee Jones) em busca do filho, um soldado que desapareceu do quartel pouco depois de ter voltado do Iraque. Hank é um homem austero, cuja palavra desculpa não consta no seu dicionário, cristão de bons costumes que dá as graças religiosamente antes de cada refeição e homem aprumado com a barba impecavelmente feita todas as manhãs. No fundo é um patriota e um produto perfeito do sonho americano. E o seu filho é um estilhaço desse sonho, desfeito por uma guerra inútil que não era a dele, num país distante, longe dos seus. Parecem dois mundos à parte, mas têm mais a ver do que parecem à primeira vista.

No Vale De Elah é um filme algo minimalista, de um humanismo cru e um realismo desposado, que faz com que Paul Haggis liberte a trama dos acessórios mais ínfimos. Tommy Lee Jones imita-o à lupa, com aquele seu underacting perfeito, de quem representa com os olhos enquanto tem as entranhas em reboliço. Contudo, toda a gente sabe que, tal como as raparigas magras e giras, faz sempre falta alguma chicha para dar alguma formusura. E com tanta dissecação, No Vale De Elah assemelha-se a um filme anoréctico. E tal como com uma tipa anoréctica, ainda nos arriscamos a aleijar num osso mais saliente.

No fundo no fundo, o filme é um gato escondido com o gato de fora, uma vez que procura ser um grito de ajuda dos veteranos da guerra, alertando-nos para os efeitos nefastos de um confronto bélico daqueles, mas fá-lo de forma tão baixinha que acaba por passar despercebido.

No Vale De Elah é um filme que peca por demasiada contenção, faltando-lhe um pouco mais de condimento para que não seja uma simples notícia de rodapé de jornal expandida a duas horas. Precisava de comer mais uns McChickens e engordar uns quilitos.

Posted by: dermot @ 11:57 da tarde
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TOP 5:

Alertado pelo ilustre J.B. Martins, tomei conta que o dia de ontem, 10 de Março, marcou o 64º aniversário do todo-poderoso Chuck Norris. Aquele que consegue espirrar com os olhos abertos é o maior deus da sétima arte e, como tal, é-me impossível deixar passar esta data em claro. Por isso, tal como fiz a Patrick Swayze a um par de dias atrás, decidi prestar tributo áquele que consegue matar duas pedras com um pássaro, com o TOP 5 DOS FILMES DE CHUCK NORRIS:


5º Lugar
Polícia Demolidor

Em 1994, Chuck Norris fez o seu último bom mau filme, antes de se dedicar de corpo e alma ao seu alter-ego, Walker, o Ranger do Texas. Em Polícia Demolidor, aquele que consegue contar até ao infinito duas vezes prova todas as suas capacidades superiores, ao intepretar um polícia que vai capturar o próprio Belzebu em pessoa. Beat that!

4º Lugar
Invasão EUA

Em plenos anos 80, proliferavam os action heroes de direita, heróis que se sacrificavam em prol do seu país, para defender a bandeira e a pátria contra terroristas, alienígenas ou alienígenas-terroristas. Stallone pode ter ido ao Afeganistão salvar os talibãs e Schwarzenegger pode ter tido de capturar traficanets russos, mas nenhum deles foi tão longe quanto Chuck Norris: em Invasão EUA, aquele que nasceu com o dom da barba luta sozinho(!) e armado com duas uzis contra uma gangue de terroristas que fazem a Al-Qaeda parecer um bando de escuteiros(!!) que invade os próprios Estados Unidos da América(!!!).

3º Lugar
Força Delta

Sabemos que um filme fica inscrito na cultura popular quando este dá direito a uma continuação. E conseguimos avaliar o seu impacto pelo número de sequelas que surgem. Força Delta deu direito, pelo menos, a cinco sequelas. A partir daí perdi a conta e o rasto. Mas só as duas primeiras é que contam com a participação daquele que é a principal razão pela qual o Wally está sempre escondido. Em Força Delta, Chuck Norris vai lidar com uns piratas do ar, dando corpo à sua máxima favorita: Chuck Norris não negoceia com terroristas, Chuck Norris implode com os terroristas!

2º Lugar
Desaparecido Em Combate 2

Eis Chuck Norris a vestir o fato de herói de direita novamente. Depois de ter voltado ao Vietname para resgatar uns colegas dum campo de prisioneiros secreto, Desaparecido Em Combate 2 é um prequela que relembra como aquele que consegue ver o 60 Segundos em 20 segundos viveu ele próprio como prisioneiro na guerra do Vietname. E ainda tem tempo para matar um rato com os dentes(!). How cool is that?

1º Lugar
McQuade, O Lobo Solitário

Foi aqui que o mito começou: em McQuade, O Lobo Solitário, Chuck Norris usou pela primeira vez a sua mítica barba. Além do mais, o Walker não é mais do que um rip-off polido de McQuade, que é uma espécie de Ranger saído de um western spaghetti, com música e cenários a condizer. Como se isto não bastasse, aquele que consegue dividir por zero derrota o próprio David Carradine, depois de se desviar com uns movimentos de anca(!) de umas saraivadas de metralhadora(!!) do dito cujo.


Menção Honrosa

A Fúria Do Dragão seria mais um filme menor de Bruce Lee onde este se diverte a despachar chineses com uma perna às costas se não fosse pelos vinte minutos finais, onde um ruivo desconhecido chega de avião dos Estados Unidos, contratado para despachar à porrada o mítico Bruce Lee. Esse tipo que surge de Ray Ban e com um tapete persa no peito é nada mais nada menos do que Chuck Norris, na sua primeira aparição cinematográfica, e vai lutar mano-a-mano com Bruce Lee em pleno Coliseu de Roma. No final, ganha Bruce Lee, mas aposto que foi por obrigatoriedade contratual. Além disso, Bruce Lee morreu no ano seguinte. Coincidência?

Posted by: dermot @ 1:55 da tarde
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LA VIE EN ROSE:

Título: La Môme
Realizador: Olivier Dahan
Ano: 2007


Se a vida de Edith Piaf fosse um filme seria um filme da Teresa Villaverde, a grande especialista em filmar estórias do coitadinho: personagens com vidas miseráveis a quem acontece todas as tragédias possíveis e imaginárias, cuja única coisa positiva na vida foi o teste da sida.

Mas como a realidade é sempre mais estranha que a ficção, Edith Piaf conseguiu ter uma vida ainda mais trágica que um filme da Teresa Villaverde. Aliás, se Piaf não tivesse nascido em França, só poderia nascer em Portugal. Ora vejamos: foi abandonada pela mãe em pequena, foi criada numa casa de meninas, cresceu num circo itinerante, viveu vários anos na miséria, foi acusada de cumplicidade num crime, teve um acidente de automóvel que a ia matando, viu o homem da sua vida perecer num desastre de avião, sofreu de reumatismo e viciou-se em analgésicos. Nem a Severa teve uma vida com tantas contrariedades...

Com tanta coisa má na vida, a frágil Edith Piaf só tinha um destino traçado: o estrelato. Dona de uma voz única, Piaf transformou-se numa das maiores divas da história da música, subindo ao mesmo panteão que Amália Rodrigues ou Billie Holiday. Além disso, foi uma das primeiras estrelas do star system da música e a primeira punk-star: dona de um mau-feitio irascível, que mais não é que a faceta hedonista dos artistas, Piaf era o exemplo cristalizado do retrato romântico dos grandes músicos, mergulhada numa vida de boémia e bebida.

Todos estes ingredientes só poderiam resultar, mais tarde ou mais cedo, num bio-pic. E como os franceses não costumam ignorar os seus heróis, este surgiu o ano passado (com Gerard Depardieu no elenco, como qualquer filme francês da actualidade que se tenta mostrar credível perante os estrangeiros), sob o título La Vie En Rose, que após um início discreto pelas salas de cinema, ganhou novo fôlego com o Óscar que Marion Cotillard arrecadou pelo seu desempenho como melhor actriz.

Como já vimos pelos primeiros três parágrafos desta prosa, com tanta matéria fértil não era complicado fazer um filme interessante. O mais difícil era fazer um filme bom. La Vie En Rose é interessante, mas não é propriamente bom. Com tanto para contar em tão pouco tempo, Olivier Dahan não conseguiu ir além da colagem de uma sucessão de factos relevantes na vida de Edith Piaf, desde a sua infância até à sua morte. Assim, não existem personagens secundárias, apenas bibelots decorativos a enfeitar a trama, nem tão-pouco profundidade dramática, em sequências que terminam abruptamente e que se iniciam à velocidade que a anterior terminou. Para ajudar tudo isto, Dahan optou por uma narrativa não-linear, como que se as analepses e as prolepses fossem disfarçar as lacunas qualitativas.

Formalmente, La Vie En Rose também não é particularmente elogioso. Mais uma vez, Olivier Dahan usa e abusa dos grandes planos, teimosamente fechados sobre a cara de Mario Cotillard, que passamos o tempo a temer que esta dê uma cabeçada na câmara. Isto para não falar que a câmara treme mais do que num filme de guerra. Dispensava-se tamanho dramatismo numa história com tanto de trágico; tanto melodrama arrisca-o a cair no ridículo, como a exagerada montage final. Eu sei que até A Fúria Do Herói tem uma montage, mas bolas, aqui é como chover no molhado. Se Dahan tivesse feito mais cenas como aquela em que Piaf recebe a notícia que o seu amante morreu, sem truques de algibeira e com um cunho bem mais pessoal, La Vie En Rose teria sido um grande trabalho.

La Vie En Rose é então um filme interessante por três coisas: pela própria vida de Edith Piaf, que vale qualquer tempo gasto na nossa insignificante vida; pela sua música assombrosa, que o maravilhoso mundo do youtube nos permite recordar sempre que quisermos; e pela interpretação de Mario Cotillard, que se entregou de corpo e alma ao papel, transformando-se naquela espécie de Olivia Palito com jeito para a cantoria ao longo de quatro décadas.

Interessante mas não propriamente bom. Perceberam? McChicken e tal...

Posted by: dermot @ 12:25 da manhã
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sexta-feira, março 07, 2008  

SLITHER - OS INVASORES:

Título: Slither
Realizador: James Gunn
Ano: 2006


Vergonhosamente, o Royale With Cheese tem deixado passar sem qualquer referência a edição deste ano do Fantasporto, naquela que será a melhor programação (de sempre?) dos últimos anos. Não como forma de compensar, mas como pretexto, decidi lembrar Slither - Os Invasores, o filme que melhor capta esse espírito do Fantas nos tempos mais recentes.

Respirando a verdadeira atmosfera do cinema de série-b, Slither - Os Invasores é diversão fantástica três em um: começa por ser um filme sobre uma ameaça extra-terrestre, que chega à Terra à boleia de um asteróide; transforma-se num filme de monstros (ou melhor, de monstrinhos) à medida que a trama avança; e quando menos estamos à espera, acaba por ser um zombie flick bem sangrento. No fundo, temos uma mistura entre A Terra Em Perigo, Veio Do Outro Mundo e Palpitações, com claras influências de A Noite Dos Mortos-Vivos (lembram-se da violação por uma árvore?) e de Morte Cerebral (a mãe mutante do final é o melhor cartão de visita).

Realizado pelo estreante James Gunn, Slither - Os Invasores trata esses subgéneros do horror por tu, ou não tivesse o realizador tirado um curso intensivo de depravação cinematográfica na mítica Troma. Assim, Slither - Os Invasores é um asqueroso filme de monstros e um assustador filme de zombies, que reutiliza os clichets do género como se pede, mas de forma original e não necessariamente nova: as one-liners espirituosas, o herói colectivo que vai morrendo um a um até sobrar o herói, as gajas boas e o tipo cretino (não, esperem, este também morre...) e as mortes mais desbragadas, com a maior quantidade de sangue possível.

Falta referir que tudo isto é ambientado numa aldeia do interior sulista, onde tudo são rednecks cujo único interesse é caçar veados, dizer o máximo de palavrões por frase e usar camisas de flanela com as mangas rasgadas. Em suma, é um filme cujos heróis não são pessoas muito dadas à inteligência nem têm tão-pouco grandes recursos bélicos para terminar com aquela ameaça.

Diversão, entretenimento, gore e humor: os quatro pratos necessários para um qualquer bom filme de série-b. Slither - Os Invasores tem-nos a todos e em doses bem generosas, assim a modos de um Le Big Mac e coiso.

Posted by: dermot @ 1:52 da tarde
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quinta-feira, março 06, 2008  

TOP 5:

Já não vinha actualizar aqui o estaminé há algum tempo, por isso antes que comecem a inundarem-me a caixa do email com mensagens de preocupação, deixem-me sossegar-vos: está tudo bem, nada se passa, tudo na mesma. A única coisa que me afastou daqui nestes últimos tempos foram motivos profissionais e académicos. E o Fantasporto. Correcção, os filmes maus do Fantasporto. Parece que os consegui escolher a dedo...

Enfim, adiante.
Infelizmente, o que me faz voltar aqui hoje não é uma boa notícia. Mas não podia deixar de a dar: o grande, o mítico e o incomparável Patrick Swayze sofre de cancro. E segundo os tablóides, apenas tem cinco semanas de vida. A forma sensacionalista de como a notícia foi dada tem levantado críticas lá do outro lado do Atlântico, o que já fez o porta-voz do actor vir dizer que é tudo treta e que ele tem cancro, sim senhor, mas que o mais provável é que ainda se venha a safar.

Seja como for, isto fez-me tomar conta de uma das maiores injustiças da sétima arte da actualdiade: o pouco reconhecimento que há a Patrick Swayze. De facto, pouca gente fez tantos bons maus filmes como ele. E de forma versátil: tanto era um dançarino como um lutador mortífero, ou mesmo um amante de excepção. Patrick Swayze foi um dos grandes rostos do cinema xunga dos anos 80, apenas superado por Steven Seagal. Por isso, decidi marcar este semi-regresso com o tributo merecido: O TOP 5 DOS FILMES DO PATRICK SWAYZE:

5º Lugar
Dança Comigo

É incrível como é que conseguiram pôr um tipo com dois pés esquerdos a fazer de dançarino exímio. Dança Comigo é um ex-libris dos anos 80 e, se ainda pode servir de guilty pleasures a alguns, a sequela não tem perdão!

4º Lugar
Ghost - O Espírito do Amor

Numa década em que o sentido de ridículo pareceu andar adormecido, floresceram inúmeros melodramas e lamechiches românticas. O que não quer dizer que seja necessariamente mau. Ghost - O Espírito Do Amor cristalizou num só filme o melhor desses géneros, mais especificamente numa certa cena, que envolve Patrick Swayze, Demi Moore, a Unchained Melody e uma pedra de oleiro.

3º Lugar
Os Marginais

Foi assim que tudo começou: em 1983, Francis Ford Coppola convocou uma mão cheia de jovens com talento, o brat pack, deonde saíram alguns dos grandes actores dessa geração - Diane Lane, Matt Dillon, Tom Cruise... -, para adaptar do fantástico livro homónimo de S. E. Hinton, Os Marginais. Patrick Swayze era um deles também, escolhido para ser Darry Curtis, o irmão mais velho das duas personagens com os nomes mais fixes da sétima arte: Sodapop e Punnyboy Curtis.

2º Lugar
Ruptura Explosiva

Ruptura Explosiva é um dos meus melhores piores filmes favoritos. Apesar de andar lá o canastrão do inexpressivo Keanu Reeves, é impossível não gostar daquela gangue de surfistas liderados pelo guru Patrick Swayze, que durante o inverno assaltam bancos mascarados de ex-presidentes dos Estados Unidos, para terem dinheiro para curtir no Verão. E tem a perseguição a pé com mais adrenalina da história do cinema.

1º Lugar
Profissão: Duro

Profissão: Duro é um daqueles filmes que respira estilo por todos os frames. Xungaria de culto dos anos 80, Patrick Swayze é um mestre das artes-marciais de dia e o segurança implacável de um bar de rock'n'roll chamado Double Deuce à noite. Depois há o Jeff Healey como banda residente do bar, a tocar enquanto há pancadaria da grossa, strip-tease, monster trucks a passarem a ferro stands de automóveis inteiros e, caraças, há o Patrick Swayze a arrancar as goelas a um tipo com as próprias mãos. How cool is that?

Menção Honrosa
Donnie Darko

Este é, por ventura, o filme mais credível da carreira de Patrick Swayze. Por isso, está nesta lista para dar alguma credibilidade a isto e para impedir que nerds e intelectuais do cinema me enviem hate-mails indignados de como é que não referi este filme. É que eu não sou grande fã de Donnie Darko. Nem me lembro muito bem o que é que o Patrick Swayze faz por lá...

Posted by: dermot @ 6:15 da tarde
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COTAÇÃO:
10 - Royale With Cheese
9 - Le Big Mac
8 - McRoyal Deluxe
7 - McBacon
6 - McChicken
5 - Double Cheeseburger
4 - Cheeseburger
3 - Caixinha de 500 paus (Happy Meal)
2 - Hamburga de Choco
1 - Pão com Manteiga

TAKE:
Take - cinema magazine | take.com.pt


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CRÍTICAS:
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- A Arte De Pensar Negativamente
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- À Boleia Pela Galáxia
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- A Lista De Schindler
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- A Maldição Da Flor Dourada
- A Mansão
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- A Marcha Dos Pinguins
- A Máscara
- A Máscara De Cristal
- A Menina Jagoda No Supermercado
- A Minha Bela Lavandaria
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- À Procura Da Terra Do Nunca
- A Promessa
- À Prova De Morte
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- A Vida Secreta Das Palavras
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- A Vítima Do Medo
- A Vizinha Do Lado
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- As Aventuras De Tintim - O Segredo Do Licorne
- As Aventuras Do Príncipe Achmed
- As Bandeiras Dos Nossos Pais
- As Bonecas Russas
- As Canções De Amor
- As Crónicas De Narnia - O Leão, A Feiticeira E O Guarda-Roupa
- As Diabólicas
- As Ervas Daninhas
- As Invasões Bárbaras
- As Lágrimas Do Tigre Negro
- As Leis Da Atracção
- As Noites Loucas Do Dr. Jerryll
- As Penas Do Desejo
- As Tartarugas Também Voam
- As Vidas Dos Outros
- Aberto Até De Madrugada
- Assalto À Esquadra 13 (1976)
- Assalto À Esquadra 13 (2005)
- Assalto Ao Santa Maria
- Assassinos Natos
- Ata-me
- Até Ao Inferno
- Até Ao Limite Do Terror
- Atraídos Pelo Crime
- Através Da Noite
- Attack Of The 50 Foot Woman
- Aurora
- Austrália
- Autocarro 174
- Avatar
- Aviva, Meu Amor
- Aztec Rex
- Azul Metálico

- Babel
- Backbeat, Geração Inquieta
- Balas E Bolinhos - O Regresso
- Balbúrdia No Oeste
- Bando À Parte
- Baraka
- Barbarella
- Barreira Invisí­vel
- Batman
- Batman Regressa
- Batman - O Início
- Be Cool
- Beijing Bastards
- Belleville Rendez-Vouz
- Bem-vindo À Zombieland
- Bem-vindo Ao Norte
- Berlin 36
- Birth - O Mistério
- Biutiful
- Black Sheep
- Black Snake Moan - A Redenção
- Blade Runner - Perigo Iminente
- Blueberry
- Boa Noite E Boa Sorte
- Bobby Darin - O Amor É Eterno
- Body Rice
- Bombom
- Bom Dia Noite
- Bom Dia Vietnam
- Bonnie E Clyde
- Boogie Nights
- Borat
- Brasil - O Outro Lado Do Sonho
- Breakfast On Pluto
- Brincadeiras Perigosas (2007)
- Brisa De Mudança
- Bronson
- Bruce, O Todo-poderoso
- Bruiser - O Rosto Da Vingança
- Bruno
- Buffalo 66
- Bubba Ho-Tep
- Bullit
- Bunker Palace Hotel
- Buried
- Busca Implacável
- Bz, Viagem Alucinante

- Cadillac Records
- Cães Danados
- Cães De Palha
- Café E Cigarros
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- Camino
- Capitão Alatriste
- Capitão América - O Primeiro Vingador
- Capote
- Carrie
- Cartas Ao Padre Jacob
- Cartas De Iwo Jima
- Casa De Loucos
- Casablanca
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- Censurado
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- Charlie E A Fábrica De Chocolate
- Che - Guerrilha
- Che - O Argentino
- Chemical Wedding
- Chéri
- Chinatown
- Chocolate
- Choke - Asfixia
- Chovem Almôndegas
- Christine - O Carro Assassino
- Cidade Fria
- Cinco Dias, Cinco Noites
- Cinema Paraíso
- Cinerama
- Cisne Negro
- Clube De Combate
- Coco Avant Chanel
- Coisa Ruim
- Cold Mountain
- Cold Weather
- Colete De Forças
- Colisão
- Com Outra? Nem Morta!
- Comboios Rigorosamente Vigiados
- Comer Orar Amar
- Complexo - Universo Paralelo
- Conan, O Bárbaro
- Contrato
- Control
- Controle
- Coração De Cavaleiro
- Coração De Gelo
- Coração Selvagem
- Corações De Aço
- Coragem De Mãe: Confrontando O Autismo
- Corre Lola Corre
- Correio De Risco
- Correio De Risco 3
- Corrida Contra O Futuro
- Corrupção
- Cozinhando A História
- Crank - Veneno No Sangue
- Crank - Alta Voltagem
- Cremaster
- Crime Ferpeito
- Crippled Masters
- Cristóvão Colombo - O Enigma
- Crónica Dos Bons Malandros
- Crueldade Intolerável
- Cubo
- Culture Boy
- Cypher
- Cyrano de Bergerac (1950)

- Daisy Town
- Dallas
- Danny The Dog - Força Destruidora
- Daqui P'ra Frente
- Dark City - Cidade Misteriosa
- De Cabeça Para Baixo
- De Homem Para Homem
- De Olhos Abertos
- De Olhos Bem Fechados
- De Sepultura Em Sepultura
- De Tanto Bater O Meu Coração Parou
- De-Lovely
- Delhi Belly
- Dead Snow
- Death Race 2000
- Deixa-me Entrar
- Delicatessen
- Demolidor - O Homem Sem Medo
- Dentro Da Garganta Funda
- Depois Do Casamento
- Destruir Depois De Ler
- Diamante De Sangue
- Diário Dos Mortos
- Diários De Che Guevara
- Dias De Futebol
- Dick E Jane - Ladrões Sem Jeito
- Dictado
- Die Hard 4.0 - Viver Ou Morrer
- Die You Zombie Bastards!
- Dogma
- Domino
- Don Juan DeMarco
- Donnie Brasco
- Doom - Sobrevivência
- Doomsday - Juízo Final
- Dorian Gray
- Dot.Com
- Dr. Estranhoamor
- Drácula 2001
- Drácula De Bram Stoker
- Drive - Risco Duplo
- Dreamgirls
- Duas Mulheres

- É Na Terra Não É Na Lua
- Easy A
- Easy Rider
- Eduardo Mãos De Tesoura
- Efeito Borboleta
- El Mariachi
- El Topo
- Ela Odeia-me
- Eles
- Eles Vivem
- Elvis
- Em Bruges
- Em Busca Da Felicidade
- Em Carne Viva
- Em Liberdade
- Em Nome De Caim
- Em Nome De Deus
- Em Paris
- Em Privado
- Embargo
- Encarnação Do Demónio
- Encontros Em Nova Iorque
- Encrenca Dupla
- Encurralada
- Ensaio Sobre A Cegueira
- Enterrado Na Areia
- Entre Os Dedos
- Entrevista
- Equilibrium
- Era Uma Vez No México
- Eraserhead - No Céu Tudo É Perfeito
- Escola De Criminosos
- Escolha Mortal
- Esporas De Aço
- Estado De Guerra
- Estamos Vivos
- Este É O Meu Lugar
- Este País Não É Para Velhos
- Estômago
- Estrada Perdida
- Estranhos
- Estrellita
- Eu Amo-te Phillip Morris
- Eu, Peter Sellers
- Eu Sou A Lenda
- Eu Sou Evadido
- Eu, Tu E Todos Os Que Conhecemos
- Everything Must Go
- Evil Dead - A Noite Dos Mortos-Vivos
- Evil Dead 2 - A Morte Chega De Madrugada
- Evil Dead 3 - O Exército Das Trevas
- Ex-Drummer
- Exterminador Implacável 1
- Exterminador Implacável 2 - O Dia Do Julgamento Final
- Exterminador Implacável 3 - Ascensão Das Máquinas
- Exterminador Implacável 4 - A Salvação

- Factory Girl - Quando Edie Conheceu Warhol
- Factotum
- Fados
- Fahrenheit 9/11
- Falso Alarme
- Fando E Lis
- Fantasmas De Marte
- Fargo
- Faster, Pussycat! Kill! Kill!
- Fausto 5.0
- Favores Em Cadeia
- Felicidade
- Feliz Natal
- Férias No Harém
- Festival Rocky De Terror
- Ficheiros Secretos: Quero Acreditar
- Fim De Ano Em Split
- Fim-De-Semana Alucinante
- Final Cut - A Última Memória
- Fish Tank
- Florbela
- Flores Partidas
- Fome
- Footloose - A Música Está Do Teu Lado
- Força Delta
- Forrest Gump
- Freddy Vs. Jason
- Frenético
- Frida
- Frost/Nixon
- Fruto Proibido
- Fuga De Los Angeles
- Fuga Para A Vitória
- Fur - Um Retrato Imaginário De Diane Arbus
- Fúria Cega
- Fúria De Viver
- Fúria Silenciosa

- Gabrielle
- Gainsbourg - Vida Heróica
- Gang Dos Tubarões
- Gangs de Nova Iorque
- Garden State
- Génova
- GI Joe - O Ataque Dos Cobra
- Godzilla
- Goodbye Lenine!
- Gosford Park
- Gothika
- Gran Torino
- Grande Mundo Do Som
- Gremlins
- Grizzly Man
- Gru - O Maldisposto
- Guerra Dos Mundos (2005)
- Guerra Dos Mundos (1953)

- Há Lodo No Cais
- Hairspray
- Half Nelson - Encurralados
- Hard Candy
- Harley Davidson E O Cowboy Do Asfalto
- Harold E Maude
- Harry Brown
- Haverá Sangue
- Hawai Azul
- He-Man - Mestres Do Universo
- Head On - A Esposa Turca
- Heartbreak Hotel
- Hell Ride
- Hellboy
- Hellboy 2: O Exército Dourado
- Helter Skelter - O Caso De Sharon Tate
- Henry E June
- Hereafter - Outra Vida
- Hiena
- História De Duas Irmãs
- História De Um Fotógrafo
- Hobo With A Shotgunbr> - Hollywood Ending
- Homem Aranha
- Homem Aranha 2
- Homem Aranha 3
- Homem De Ferro
- Homem Demolidor
- Homem Em Fúria
- Homens De Negro
- Homens De Negro 2
- Homens Que Matam Cabras Só Com O Olhar
- Hostel
- Hostel 2
- Hot Fuzz - Esquadrão De Província
- Howl - Grito
- Hugo

- I Am Sam - A Força Do Amor
- I Spit On Your Grave
- I'll See You In My Dreams
- Iluminados Pelo Fogo
- I'm Still Here
- I Wanna Hold Your Hand
- Imitação Da Vida
- Imortal
- In Search Of A Midnight Kiss
- Indiana Jones E O Reino Da Caveira De Cristal
- Indomável
- Infiltrado
- Inimigos Públicos
- INLAND EMPIRE
- Inquietos
- Insidioso
- Insónia
- Intervenção Divina
- Intriga Internacional
- Invictus
- Irmão, Onde Estás?
- It
- It Might Get Loud
- Italian Spiderman

- Jack Ketchum's The Girl Next Door
- Jackass 2
- Jackass 3D
- Jackie Brown
- Jacuzzi - O Desastre Do Tempo
- James Bond - Agente Secreto
- James Bond - Casino Royale
- James Bond - Quantum Of Solace
- Janela Indiscreta (1954)
- Janela Indiscreta (1998)
- Janela Secreta
- JCVD
- Joga Como Beckham
- John Rambo
- Jonestown - The Life And Death Of Peoples Temple
- Jovens Rebeldes - A Verdadeira História
- Julgamento
- Julie E Julia
- Juno
- Juventude Em Marcha
- Juventude Tardia

- Kalifórnia
- Kandahar
- Karate Kid
- Katyn
- Kenny
- Kick Ass - O Novo Super-herói
- Kids - Miúdos
- Kill Bill vol.2
- King Kong (2005)
- Kiss Kiss Bang Bang
- Kiss Me
- Klimt
- Kopps
- Kung-Fu-Zão
- Kung Pow - Punhos Loucos

- La Jetée
- La Vie En Rose
- Ladrões
- Lady Snowblood
- Laranja Mecânica
- Last Days - Os Últimos Dias
- Lavado Em Lágrimas
- Lemmy
- Léon, O Profissional
- Lichter
- Lindas Encrencas As Garotas
- Lobos
- Longe Da Terra Queimada
- Lost In Translation - O Amor É Um Lugar Estranho
- Lua De Mel, Lua De Fel
- Lucifer Rising
- Lucky Luke
- Lucky Number Slevin - Há Dias De Azar

- M - Matou!
- Má Educação
- Machete
- Madrigal
- Maldito United
- Mamma Mia
- Manhattan
- Manô
- Mamonas Pra Sempre
- Mar Adentro
- Maria E As Outras
- Marie Antoinette
- Marjoe
- Marte Ataca!
- Matança De Natal
- Match Point
- Matou A Família E Foi Ao Cinem
- McQuade, O Lobo Solitário
- Meia-Noite Em Paris
- Meio Metro De Pedra
- Melancolia
- Melinda E Melinda
- Menina
- Mephisto
- Metrópolis
- Meu Nome É Bruce
- Miami Vice
- Milhões
- Milk
- Millenium 1. Os Homens Que Odeiam As Mulheres
- Million Dollar Baby - Sonhos Vencidos
- Minha Mãe
- Minha Terra
- Misery - Capí­tulo Final
- Missão A Marte
- Missão Impossí­vel 3
- Missão Impossível - Missão Fantasma
- Missão Solar
- Mistérios De Lisboa
- Momentos Agradáveis
- Moneyball - Jogada De Risco
- Monsters - Zona Interdita
- Monstro
- Monty Phyton E O Cálice Sagradi
- Morte Cerebral
- Morte De Um Presidente
- Movimentos Perpétuos
- Mr. E Mrs. Smith
- Mrs. Henderson Presents
- Muito Bem, Obrigado
- Mulholland Drive
- Mundo Fantasma
- Mundos Separados
- Munique
- Murderball - Espírito De Combate
- Murish
- Mutilados
- Mysterious Skin

- Na Cama
- Nacho Libre
- Não Estou Aí
- Napoleon Dynamite
- Nas Costas Do Diabo
- Nas Nuvens
- Needle
- Nico: À Margem Da Lei
- Ninguém Sabe
- Nixon
- No Limite Do Amor
- No Vale De Elah
- Noite De Agosto
- Noite Escura
- Noivos Sangrentos
- Nome De Código: Cloverfield
- Northfork
- Nosferatu, O Vampiro
- Nothing
- Nova Iorque 1997
- Nove Raínhas
- Nunca Digas Sim

- O Acontecimento
- O Agente Da Broadway
- O Lugar Do Morto
- O Americano
- O Amor Acontece
- O Anjo Exterminador
- O Anti-Pai Natal
- O Artista
- O Assassínio De Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford
- O Assassí­nio De Richard Nixon
- O Batedor
- O Bom Alemão
- O Bom, O Mau E O Vilão
- O Cabo Do Medo
- O Caminho De São Diego
- O Cão, O General E Os Pássaros
- O Capacete Dourado
- O Castelo Andante
- O Castor
- O Cavaleiro Das Trevas
- O China
- O Cobrador
- O Código Da Vinci
- O Comboio Dos Mortos
- O Comboio Mistério
- O Condenado
- O Couraçado Potemkin
- O Cowboy Da Meia-Noite
- O Crepúsculo Dos Deuses
- O Dedo De Deus
- O Delator!
- O Demónio
- O Despertar Da Besta
- O Despertar Da Mente
- O Deus Da Carnificina
- O Deus Elefante
- O Dia Em Que A Terra Parou (1951)
- O Dia Em Que A Terra Parou (2008)
- O Dia Da Besta
- O Discurso Do Rei
- O Enigma Do Espaço
- O Estranho Caso De Benjamin Button
- O Estranho Mundo De Jack
- O Evangelho Segundo São Mateus
- O Exorcista
- O Fatalista
- O Feiticeiro De Oz
- O Feitiço Do Tempo
- O Fiél Jardineiro
- O Gabinete Das Figuras De Cera
- O Gabinete Do Dr. Caligari
- O Gato Das Botas
- O Génio Do Mal (1976)
- O Grande Peixe
- O Grande Ditador
- O Guerreiro
- O Homem Duplo
- O Homem Que Copiava
- O Homem Que Sabia Demasiado
- O Homem Que Veio Do Futuro
- O Idealista
- O Jogo
- O Júri
- O Imperador Da Califórnia
- O Inquilino
- O Justiceiro Da Noite
- O Labirinto Do Fauno
- O Laço Branco
- O Lado Selvagem
- O Lago Perfeito
- O Leopardo
- O Livro Negro
- O Lobo Do Mar
- O Macaco De Ferro
- O Maquinista
- O Marinheiro De Água Doce
- O Menino De Ouro
- O Meu Tio
- O Milagre De Berna
- O Milagre Segundo Salomé
- O Mistério Galindez
- O Monstro Da Lagoa Negra
- O Mundo A Seus Pés
- O Nevoeiro (1980)
- O Ofício De Matar
- O Olho
- O Orfanato
- O Paciente Inglês
- O Padrinho - Parte I
- O Padrinho - Parte II
- O Padrinho - Parte III
- O Panda Do Kung Fu
- O Panda Do Kung Fu 2
- O Pesadelo De Darwin
- O Pistoleiro Do Diabo
- O Planeta Selvagem
- O Pó Dos Tempos
- O Portador Da Espada
- O Presidiário
- O Prisioneiro Do Rock
- O Protegido
- O Próximo A Abater
- O Quinto Elemento
- O Quinto Império
- O Regresso
- O Rei Dos Gazeteiros
- O Reino Proibido
- O Ritual
- O Ritual Dos Sádicos
- O Sabor Do Amor
- O Sargento Da Força Um
- O Segredo A Brokeback Mountain
- O Segredo De Um Cuscuz
- O Segredo Dos Punhais Voadores
- O Selvagem
- O Sentido Da Vida
- O Sétimo Selo
- O Sítio Das Coisas Selvagens
- O Sonho Comanda A Vida
- O Sonho De Cassandra
- O Sorriso De Mona Lisa
- O Tempo Do Lobo
- O Tesouro Da Sierra Madre
- O Tigre E A Neve
- O Tio Boonmee Que Se Lembra Das Suas Vidas Anteriores
- O Triunfo Da Vontade
- O Turista
- O Último Airbender
- O Último Grande Herói
- O Último Rei Da Escócia
- O Último Tango Em Paris
- O Último Voo Do Flamingo
- O Vingador Tóxico
- O Wrestler
- Ocean's Eleven - Façam As Vossas Apostas
- Odete
- Oldboy - Velho Amigo
- Olho Mágico
- Oliver Twist
- Ônibus 174
- Orca
- Órfã
- Os Amantes Regulares
- Os Amigos De Alex
- Os Bons E Os Maus
- Os Caça-Fantasmas
- Os Cavaleiros Do Asfalto
- Os Chapéus De Chuva De Cherburgo
- Os Cinco Venenos
- Os Clãs Da Intriga
- Os Condenados De Shawshank
- Os Descendentes
- Os Edukadores
- Os Famosos E Os Duendes Da Morte
- Os Filhos Do Homem
- Os Friedmans
- Os Guardiões Da Noite
- Os Homens Preferem As Loiras
- Os Imortais
- Os Inadaptados
- Os Índios Apache
- Os Invisíveis
- Os Irmãos Grimm
- Os Limites Do Controlo
- Os Marginais
- Os Mercenários
- Os Miúdos Estão Bem
- Os Novos Dez Mandamentos
- Os Olhos Da Serpente
- Os Olhos Sem Rosto
- Os Onze De Oceano
- Os Optimistas
- Os Pássaros
- Os Produtores (2005)
- Os Psico-Detectives
- Os Rapazes Da Noite
- Os Rapazes Não Choram
- Os Renegados Do Diabo
- Os Rutles - All You Need Is Cash
- Os Selvagens Da Noite
- Os Simpsons - O Filme
- Os Sonhadores
- Os Sorrisos Do Destino
- Os Super-Heróis
- Os Supeitos Do Costume
- Os Três Enterros De Um Homem
-Os Visistantes Da Idade Média
- Os 300 Espartanos

- Pagafantas
- Palpitações
- Papillon
- Para Onde O Vento Sopra
- Parada De Monstros
- Paraíso, Inferno... Terra
- Paranoid Park
- Paris Je T'Aime
- Party Monster
- Pecados Íntimos
- Pele
- Pequenas Mentiras Entre Amigos
- Performance
- Perigo Na Noite
- Perto Demais
- Pesadelo Em Elm Street
- Pink Floyd The Wall
- Piranha 3D
- Piratas Das Caraíbas - O Mistério do Pérola Negra
- Piratas Das Caraí­bas - O Cofre Do Homem Morto
- Piratas Das Caraíbas - Nos Confins Do Mundo
- Planeta Dos Macacos
- Planeta Dos Macacos: A Origem
- Planeta Terror
- Plano 9 Dos Vampiros Zombies
- Polaróides Urbanas
- Polí­cia Sem Lei (1992)
- Polícia Sem Lei (2009)
- Poltergeist, O Fenómeno
- Ponto De Mira
- Por Favor Rebobine
- Por Favor Não Me Morda O Pescoço
- Porcos & Selvagens
- Posto Fronteiriço
- Precious
- Predadores
- Presente De Morte
- Preto E Branco
- Primer
- Príncipe Da Pérsia - As Areias Do Tempo
- Procurado
- Profissão: Repórter
- Promessas Proibidas
- Proposta Indecente
- Proteger
- Psico
- Psicopata Americano
- Pulp Fiction
- Pulsação Zero
- Punch-Drunk Love - Embriagado De Amor
- Purana Mandir
- Purple Rain

- Quando Viste O Teu Pai Pela Última Vez
- Quarentena
- Quarteto Fantástico (1994)
- Quarteto Fantástico (2005)
- Quase Famosos
- Quatro Noites Com Anna
- Que Lugar Maravilhoso
- Que Se Mueran Los Feos
- Queijo E Marmelada
- Quem Quer Ser Bilionário
- Querida Famí­lia
- Querida Wendy

- R
- Rapariga Com Brinco De Pérola
- Rare Exports
- Ratatui
- Ratos Assassinos
- Ray
- [Rec]
- [REC]2
- Red Eye
- Relatório Kinsey
- Relatório Minoritário
- Religulous - Que O Céu Nos Ajude
- Relíquia Macabra
- Renascimento
- Resident Evil: Apocalypse
- Rio
- Rio Bravo
- Rock De Fogo
- Rock, Rock, Rock
- Rocknrolla - A Quadrilha
- Rocky Balboa
- Roger E Eu
- Roma
- Romance E Cigarros
- Roxanne
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- Rubber - Pneu
- Ruídos Do Além
- Ruivas, Loiras E Morenas
- Rumo À Liberdade
- Ruptura Explosiva

- Sacanas Sem Lei
- Sala De Pânico
- Salazar - A Vida Privada
- Salto Mortal
- Samsara
- Sangue Do Meu Sangue
- Sangue Por Sangue
- Santa Sangre
- Sapatos Pretos
- Save The Green Planet!
- Saw - Enigma Mortal
- Saw II - A Experiência Do Medo
- Saw 3D - O Capítulo Final
- Scoop
- Scott Pilgrim Contra O Mundo
- Seconds Apart
- Seis Indomáveis Patifes
- Sem Ela
- Sem Limites
- Sem Rumo
- Sem Tempo
- Semi-Pro
- Ser E Ter
- Sereia
- Serpentes A Bordo
- Sete Anos No Tibete
- Sete Vidas
- Sexo E A Cidade
- Sgt. Pepper's Lonely Heart Club Band
- Shaolin Daredevils
- Shaolin Soccer - O Ás Da Bola
- Shaolin Vs. Evil Dead
- Shattered Glass - Verdade Ou Mentira
- Sherlock Holmes
- Sherlock Holmes - Jogo De Sombras
- Shining
- Shoot 'Em Up - Atirar A Matar
- Shortbus
- Shrek 2
- Shrek O Terceiro
- Shrek Para Sempre
- Sicko
- Sid And Nancy
- Sideways
- Simpatyhy For Mr. Vengeance
- Sin City - Cidade Do Pecado
- Sinais
- Sinais De Fogo
- Sinais Do Futuro
- Sinais Vermelhos
- Singularidades De Uma Rapariga Loira
- Sky Captain E O Mundo De Amanhã
- Slither - Os Invasores
- Soldados Da Fortuna
- Soldados Do Universo
- Sombras Da Escuridão
- Somewhere - Algures
- Sonho De Uma Noite De Inverno
- Sonny
- Sophie Scholl - Os Últimos Dias
- Soro Maléfico
- Sorte Nula
- Soul Kitchen
- Spartacus
- Spartan - O Rapto
- Splice
- Stacy - Attack Of The Schoolgirl Zombies
- Star Wars - A Ameaça Fantasma
- Star Wars - A Vingança Dos Sith
- Star Wars - O Ataque Dos Clones
- Stardust - O Mistério Da Estrela Cadente
- Stone - Ninguém É Inocente
- Stoned, Anos Loucos
- Submarino
- Super
- Super Baldas
- Super-Homem
- Super-Homem: O Regresso
- Super 8
- Superstar
- Suspeita
- Suspiria
- Sweeney Todd: O Terrível Barbeiro De Fleet Street
- Swimming Pool
- Sword Of Vengeance
- Sympathy For The Devil

- Taking Woodstock
- Tarnation
- Tarzan, O Homem Macaco (1981)
- Taxidermia
- Team America - Polí­cia Mundial
- Tebas
- Tecumseh
- Teeth
- Tempestade Tropical
- Tennessee
- Terra De Cegos
- Terminal De Aeroporto
- Terra Dos Mortos
- Terror Em Setembro
- Terror Na Auto-estrada
- Terror Nas Montanhas
- Tetro
- The Bloodstained Butterfly
- The Brown Bunny
- The Darjeeling Limited
- The Departed: Entre Inimigos
- The Devil And Daniel Johnston - Loucuras De Um Génio
- The Devil's Double
- The First Great Train Robbery
- The Fountain - O Último Capítulo
- The Grudge - A Maldição
- The Host - A Criatura
- The Impossible Kid
- The King Of Kong
- The Langoliers - Meia-Noite E Um
- The Last House On The Left
- The Machine Girl
- The Man From Earth
- The Marine
- The Million Dollar Hotel - O Hotel
- The Mindscape Of Alan Moore
- The Mist - Nevoeiro Misterioso
- The Others - Os Outros
- The Prestige - O Terceiro Passo
- The 50 Worst Movies Ever Made
- The Way
- The Woman
- Thirst - Este É O Meu Sangue
- This Is It
- This Is Spinal Tap
- Thor
- Thriller - A Cruel Picture
- THX 1138
- Tirar Vidas
- Titanic 2
- Tony
- Tournée - Em Digressão
- Toy Story 3
- Tragam-me A Cabeça De Alfredo Garcia
- Transamerica
- Tron
- Tron: O Legado
- Tropa De Elite
- Tropa De Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro
- Tsotsi
- Tubarão
- Tubarão 2
- Tubarão 3
- Tubarão IV - A Vingança
- Tucker E Dale Contra O Mal
- Tudo Ficará Bem
- Tudo Pode Dar Certo
- Twisted - Homicídios Ocultos

- Ultra Secreto
- Um Amor De Perdição
- Um Azar Do Caraças
- Um Bater De Corações
- Um Belo Par... De Patins
- Um Cão Andaluz
- Um Dia A Casa Vai Abaixo
- Um Dia De Raiva
- Um Homem Singular
- Um Longo Domingo De Noivado
- Um Lugar Para Viver
- Um Padrasto Para Esquecer
- Um Profeta
- Um Tiro No Escuro
- Um Trabalho Em Itália
- Uma Aventura Na Casa Assombrada
- Uma Boa Mulher
- Uma Canção De Amor
- Uma Espécie De Cavalheiro
- Uma Famí­lia À Beira De Um Ataque De Nervos
- Uma História De Violência
- Uma Pequena Vingança
- Uma Rapariga Com Sorte
- Uma Segunda Juventude
- Uma Segunda Vida
- Undefeatable
- Unseen Evil 2 - Alien 3000
- Up - Altamente

- V De Vingança
- Vai E Vive
- Vais Conhecer O Homem Dos Teus Sonhos
- Valhalla Rising - Destino De Sangue
- Valquíria
- Vampiros de John Carpenter
- Van Helsing
- Vanilla Sky
- Vanitas
- Vasilhame
- Veio Do Outro Mundo
- Veludo Azul
- Velvet Goldmine
- Vencidos Pela Lei
- Vendendo A Pele
- Veneno Cura
- Vera Drake
- Versus - A Ressurreição
- Vestida Para Matar
- Vice
- Vício - Quando Nada É Suficiente
- Vicky Cristina Barcelona
- Vidas Sombrias
- Vigilância
- Vingança Redentora
- Virgem Aos 40 Anos
- Vitus
- Viúva Rica Solteira Não Fica
- Viver A Sua Vida
- Voando Sobre Um Ninho De Cucos
- Voltando Para Casa
- Voltar
- Vontade Indómita
- Voo 93

- Walk Hard - A História De Dewey Cox
- Walk The Line
- WALL-E
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Wassup Rockers - Desafios De Rua
- Watchmen - Os Guardiões
- Welcome To The Rileys
- White Irish Drunkers
- Wild Zero
- Win Win
- Wolf Creek
- Wristcutters: A Love Story

- X-Men
- X-Men 2
- X-Men 3 - O Confronto Final
- X-Men: O Início
- X-Men Origens: Wolverine

- Zack E Miri Fazem Um Porno
- Zardoz
- Zatoichi
- Zombies Party - Uma Noite... De Morte
- Zombies Strippers
- Zozo

- 007 - Agente Secreto
- 007 - Casino Royale
- 007 - Quantum Of Solace
- 10 Coisas Que Odeio Em Ti
- 100 Volta
- 10.000 AC
- 12 Homens Em Fúria
- 12 Macacos
- 12:08 A Este De Bucareste
- 1984
- 2LDK
- 24 Hour Party People
- 28 Dias Depois
- 20,13 - Purgatório
- 2012
- 300
- 4 Copas
- 48
- 50/50
- 6=0 Homeostética
- 8 1/2
- 9 Canções
- 98 Octanas


ENTREVISTAS:
- Fernando Fragata
- Festróia - Mário Ventura
- Filipe Melo
- Good N Evil
- IMAGO - Sérgio Felizardo
- José Barahona
- Nuno Markl
- Paulo Furtado
- Rodrigo Areias
- Sara David Lopes
- Solveig Nordlund
- Fernando Alle


TOPES:
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2011
- Top 5 dos Piores Filmes de 2011
- Top 10 dos Melhores Filmes de 2010
- Top 5 dos Piores Filmes de 2010
- Top 5 dos filmes de Leslie Nielsen
- Top 10 Dos Filmes Low Cost
- Top 5 das Melhores Cenas de Dança
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2009
- Top 5 dos Piores Filmes de 2009
- Top 5 dos Filmes Que Tenho Vergonha De Dizer Que Gosto
- Top 5 das Melhores Músicas de Ennio Morricone
- Top 5 dos filmes com Patrick Swayze
- Top 5 dos Telediscos do Michael Jackson
- Top 5 dos Filmes com David Carradine
- Top 5 dos Filmes com Lutadores de Luta-Livre
- Top 10 Os Melhores Filmes de 2008
- Top 5 Os Piores Filmes de 2008
- Top 5 dos Piores Filmes de Natal
- Top 5 das Coisas que não Esperávamos Ver no Cinema
- Top 5 dos Melhores Filmes de Paul Newman
- Top 5 Personagens Com Palas Nos Olhos
- Top 10 Melhores Cartazes De Cinema
- Top 5 dos Filmes de Chuck Norris
- Top 5 dos Filmes de Patrick Swayze
- Top 10 Os Melhores/Piores Vestidos dos Oscares
- Top 5 As Mortes de Crianças Mais Gratuitas
- Top 10 Os Melhores de 2007
- Top 5 Os Piores de 2007
- Top 7 Adaptações ao Cinema de Livros de Stephen King
- Top 5 Filmes Pela Paz
- Top 5 Os Melhores Beijos
- Top 5 Grandes Arquitectos
- Top 10 Filmes Que Mudaram A Minha Vida
- Top 5 Mulheres de Cabeça Rapada
- Top 5 As Cenas Mais Excitantes
- Top 10 Os Melhores de 2006
- Top 5 Os Piores de 2006
- Top 3 Filmes de Robert Altman
- Top 5 Os Vilões do Cinema
- Top 5 Filmes Com Mick Jagger
- Top 5 Filmes Com Steve Buscemi
- Top 5 Dos Cães no Cinema
- Top 5 Dos Filmes do Indie06
- Top 5 Dos Filmes do Fantas06
- Top 5 dos Presidentes
- Top 10 Os Melhores de 2005
- Top 5 Os Piores de 2005
- Top 5 Filmes com Pat Morita
- Top 10 Os Melhores Filmes Independentes
- Top 5 Os Piores Filmes da Saga Bond
- Top 5 Filmes com Dolph Lundgren
- Top 5 Adaptações de BD Para Cinema
- Top 10 Cenas Mais Assustadoras de Sempre
- Top 5 Vencedores do Óscar
- Top 5 Bond Girls
- Top 5 Filmes Sobre Doenças
- Top 5 Filmes de Natal
- Top 5 Melhores Batalhas Corpo-A-Corpo
- Top 10 Melhores Canções do Cinema
- Top 10 Melhores Filmes de Sempre
- Top 5 Melhores Momentos Musicais
- Top 5 Grandes Duelos do Cinema
- Top 10 Maiores Personagens do Cinema
- Top 5 Piores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 10 Melhores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 5 Filmes Religiosos


BAÚ DO TRASH:
- Needle
- Que Se Mueran Los Feos
- Easy A
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Saw 3D - O Capítulo Final
- And Soon The Darkness
- Os Imortais
- Purana Mandir
- Pagafantas
- The Bloodstained Butterfly
- Cisne Negro


ROYALE WITH CHEESE APRESENTA:
- A Tasca Da Cultura
- A Causa Das Coisas - parte I
- A Causa Das Coisas - parte II
- A Momentary Lapse Of Reason


FILMES A VER ANTES DE MORRER:
- #1 As Lágrimas Do Tigre Negro
- #2 Alucarda
- #3 Time Enough At Last
- #4 Armageddon
- #5 The Favour, The Watch And The Very Big Fish
- #6 Italian Spiderman
- #7 The Soldier And Death


UMA CURTA POR DIA NÃO SABE O BEM QUE LHE FAZIA:
- 1# Rabbit, de Run Wrake
- 2# Aligato, de Maka Sidibé
- 3# The Cat Concerto, de Joseph Barbera & William Hanna
- 4# A Curva, de David Rebordão
- 5# Batman: Dead End, de Sandy Callora
- 6# O Código Tarantino, de Selton Mello
- 7# Malus, de António Aleixo & Crosswalk, de Telmo Martins
- 8# Three Blind Mice, de George Dunning
- 9# Bedhead, de Robert Rodriguez
- 10# Key To Reserva, de Martin Scorcese
- 11# Bambi Meets Godzilla, de Marv Newland
- 12# The Horribly Slow Murderer with the Extremely Inefficient Weapon, de Richard Gale
- 13# Stolz Der Nation, de Eli Roth
- 14# Papá Wrestling, de Fernando Alle
- 15# Glas, de Bert Haanstra
- 16# Fotoromanza, de Michelangelo Antonioni
- 17# Quem É Ricardo?, de José Barahona
- 17# Terra Incognita, de Peter Volkart


AS MELHORES PIORES CENAS DE SEMPRE:
- A Pior Luta
- A Cena Mais Metida A Martelo
- O Ataque Animal Mais Brutal
- A Perseguição Mais Alucinante
- O Duelo Mais Improvável


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