Royale With Cheese

 Royale With Cheese

 
 



quarta-feira, fevereiro 27, 2008  

O SONHO DE CASSANDRA:

Título: Cassandra's Dream
Realizador: Woody Allen
Ano: 2007


O segredo de Woody Allen em ser um grande realizador não está em fazer um filme todos os anos. Está antes no facto de não fazer um mau filme. As suas obras quando não são boas, apenas são menos boas. Aquilo a que carinhosamente apelidamos de um Allen menor.

O Sonho De Cassandra é o terceiro filme de Allen em Inglaterra, desde que se mudou para a Europa (o próximo será na Espanha), depois de Match Point e Scoop. E tal como o primeiro, O Sonho De Cassandra é o regresso de Allen ao crime movie ligeiro. Aliás, O Sonho De Cassandra é mesmo um primo afastado de Match Point. E só não digo que é um parente pobre, porque considero o Match Point como um filme muito sobrevalorizado.

O Sonho De Cassandra é uma referência ao barco que dois irmãos muito chegados, Ian (Ewan McGregor) e Terry (Colin Farrell) compram e reparam. Pode-se dizer que ambos têm um problema com a honestidade: o primeiro quer ser rico sem ter que trabalhar muito e, por isso, tenta arranjar variados esquemas para enriquecer, ao mesmo tempo que tenta surpreender a mulher da sua vida, a actriz com um certo problema com a promiscuidade Angela Stark (Hayley Atwell), com uma vida falsa de opulência; e o segundo alimenta um vício pouco saudável no jogo e no whisky. Em suma, ambos precisam de dinheiro com frequência. E duas vagas de azar simultâneas vão faze-los entrar em despesas enorme, cuja única saída vai ser a ajuda de um tio rico e um certo assassinato.

Desde que se mudou para a Europa que Allen está diferente. Trocou Gershwin por Philip Glass e deixou de ser o neurótico tipo nova-iorquino para se transformar num cavalheiro britânico. Por isso, aquilo que nos Estados Unidos seria um policial ligeiro ou um thriller cheio de suspense (conforme o realizador), aqui torna-se num crime movie mais perto da tradição de Claude Chabrol do que dos whodunnits ingleses.

O Sonho De Cassandra parece ter sido filmado apenas para cumprir calendário e manter o registo anual de filmes, uma vez que é filmado em câmara automática e em fast forward durante a primeira parte, à medida em que Colin Farrell vai alternando o muito bom com o sofrível. O que chega a ser constrangedor é uma cena-chave do filme, em que o tio rico propõe um assassinato aos dois irmãos como moeda de troca, filmada com graves falhas de raccord, uma montagem desastrosa e uns zooms que mais parecem uns tiques nervosos do operador de câmara.

Se mantivesse sempre este registo convencional e muito académico, O Sonho De Cassandra poderia ser um bom filme de série b para a sessão da meia-noite, mas no último terço Allen volta a ser Allen, nas partes mais tensas. Nada de extraordinário, apenas bom. Contudo, quando as coisas estão mesmo a melhorar, Allen dá ao filme o típico final "que se lixe", que para quem não sabe é aquele final em que o realizador pensa "não sei como é que hei-de acabar isto... olha, fica mesmo assim, que se lixe".

O Sonho De Cassandra é um Allen menor mais, uma espécie de McBacon com uma bebida tamanho extra.

Posted by: dermot @ 12:12 da manhã
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terça-feira, fevereiro 26, 2008  

TOP 10:

A 80ª edição da entrega dos Oscares da Academia foi, possivelmente, a mais aborrecida dos últimos tempos. Não sei se terá sido da recente greve dos argumentistas, mas o que é certo é que a falta de imaginação e criatividade imperou durante toda a cerimónia. Discursos de circunstância, montages académicas, reacções de cartilha e os prémios demasiado previsíveis. Jon Stewart foi dos poucos a estar uns furos acima da banalidade, mas fora um par de piadas também não esteve particularmente brilhante.

Assim, a parte mais interessante de toda a cerimónia (exceptuando o final) foi antes de começar; ou seja, o momento em que os convidados chegaram e posaram na carpete vermelha. Porque verdade seja dita, os Oscares só servem para juntar as estrelas todas num síto muito bem vestidas e tirar umas fotos para depois comentar os seus trapos. Por isso, para o bem e para o mal, eis o TOP 10 DOS MELHORES/PIORES VESTIDOS DOS OSCARES:

10º Lugar
Jessica Alba

É muito complicado arranjar um vestido que fique bem quando se está grávida. De forma a disfarçar a barrigona, Jessica Alba enrolou-se no cortinado da sala, prendeu-o com umas flores e foi a correr para a carpete vermelha.

9º Lugar
Diablo Cody

Juno foi a única (mini)surpresa dos Oscares deste ano, ao vencer o prémio correspondente ao Melhor Argumento Original. Mais fascinante que isso, só mesmo a vida de Diablo Cody, a autora, que começou por ganhar a vida a ser stripper. Escusado era ter trazido um dos vestidos desse tempo para a cerimónia... Toda a gente sabe que pele de leopardo é património dos strippers. E felizmente que consegui arranjar uma foto em que não aparece a tatuagem gigantesca do braço.

8º Lugar
Hillary Swank

Hillary Swank não é particularmente bonita. Pelo menos para aqueles que acham que meter uma melancia inteira dentro da boca não é propriamente sexy. Mas Hillary Swank, desde que ganhou o Oscar em Million Dollar Baby - Sonhos Vencidos, parece que ganhou também uma sensibilidade especial para se vestir.

7º Lugar
Penélope Cruz

Se se é a Penélope Cruz já se sabe que os flashes das máquinas fotográficas vão estar sobre nós. Por isso, convém irmos bem vestidos. Mas lembrem-se, demasiados frisados no vestido não é sinónimo de aumento de qualidade.

6º Lugar
Vanessa Paradis

A Vanessa Paradis podia ser muito feliz ao meu lado. Tem uma espécie de aura mística à sua volta, que a torna especial. Ao lado de um Johnny Depp mascarado de nerd dos anos 70, Vanessa Paradis fez explodir muitos corações com aqueles lábios pintados de fogo.

5º Lugar
Heidi Klum

Em Heidi Klum qualquer trapinho lhe fica bem. Até o Seal ao seu lado se torna minimamente tolerável à vista. Por isso, mesmo que venha vestida com a versão do Benfica do vestido da Bruxa Má da Branca de Neve, Heidi Klum tem que aparecer em qualquer lista deste género.

4º Lugar
Nancy O'Dell

Nunca tinha ouvido falar de Nancy O'Dell, mas a forma como passeou frescura e sofisticação pela passadeira vermelha, fez-me ir ver à wikipédia. Nada mais banal: apresentadora e jornalista norte-americana. E agora pode acrescentar ao currículo: uma das mais vistosas na cerimónia dos Óscares de 2008.

3º Lugar
Helen Mirren

Helen Mirren é do caraças: tem aquele ar afável das avozinhas e, simultaneamente, a sofisticação das rainhas (perceberam o trocadilho?).

2º Lugar
Katherine Heigl

Ir vestido de vermelho para a carpete vermelha é um risco que nem toda a gente quer correr, a menos que se seja um comando especializado a tentar passar no teste de camufulagem. Ou então que se seja a Katherine Heigl, metade diva-metade pin-up.

1º Lugar
Cameron Diaz

Eu gosto particularmente da Cameron Diaz. Cameron, querida, se estás a ler isto liga-me, ok? Não me lembro de ter visto mais ninguém na cerimónia vestido de branco (mas este ano a realização também nem muitos planos da audiência nos deu). Simples, concisa e sofisticada.

Posted by: dermot @ 10:59 da manhã
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segunda-feira, fevereiro 25, 2008  

E OS GRANDES VENCEDORES FORAM:



Posted by: dermot @ 10:43 da manhã
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quinta-feira, fevereiro 21, 2008  

SHOOT 'EM UP - ATIRAR A MATAR:

Título: Shoot 'Em Up
Realizador: Michael Davis
Ano: 2007


Em 1993, Arnold Schwarzenegger participou naquele que foi um dos seus melhores filmes e, simultaneamente, o seu maior fiasco: O Último Grande Herói, um dos filmes mais incompreendidos de sempre, uma paródia aos filmes de acção, nomeadamente os action heroes movies dos anos 80, em que heróis de direita combatiam exércitos inteiros com um arsenal de clichets. Mais tarde, em 1995, Robert Rodriguez aperfeiçoou esses lugares comuns em Desperado, um super-filme de acção que levava os clichets a sério.

Já em 2007, surgiu nas salas Hot Fuzz - Esquadrão De Província, uma espécie de O Último Grande Herói em versão humor-britânico, onde a dupla Simon Pegg e Edgar Wright parodiavam os filmes de acção dos anos 90, vulgo blockbusters, através dos maneirismos que incluem CGI desmesurado, movimentos ultra-rápidos com a câmara ao ombro e filtros estilizados. Curiosamente, pouco depois estreou este Shoot 'Em Up, que é uma espécie de Hot Fuzz - Esquadrão De Província em versão séria e desenvergonhada.

Shoot 'Em Up pode enganar muito boa gente: apesar de ser um filme de acção, ese não deve ser levado a sério. Realizado para ser o maior filme de acção de todos, Shoot 'Em Up é uma versão cartunesca dos blockbusters de verão, com as suas megas explosões, situações irreais de acção e tiroteios em que nunca se acabam as balas, com apenas um objectivo em mente: divertir e entreter.

Clive Owen encarna aqui o senhor Smith, o super-soldado desta aventura, um herói solitário cheio de estilo e obcecado por cenouras (que usa inclusive como arma(!)), que se vai envolver numa intriga política com tanto de absurdo como de épico, em que vai terminar por ter de proteger um bebé e uma prostituta italiana (Monica *suspiro* Bellucci).

Em Shoot 'Em Up não existe argumento, apenas uns pretextos para a narrtiva avançar de sequência de acção em sequência de acção, cada vez maiores, cada vez com mais inimigos e todas elas com um denominador em comum: Clive Owen no centro do tiroteio, sozinho contra batalhões inteiros, quer seja em plena queda livre, em edifícios sitiados, ou no meio de uma perseguição a alta velocidade, ao mesmo tempo que tem relações sexuais com a femme fatale do filme(!) ou dá à luz uma criança(!!). As situações são irreais de tão absurdas que são e envolvem ainda complicadas técnicas de disparo, arriscadas acrobacias ou inteligentes manobras tácticas, que fazem um XXX - Missão Radical parecer um filme infantil.

Em Shoot 'Em Up também não existem diálogos na verdadeira acepção da palavra. Os actores têm os seus papéis bem definidos entre si: os maus só falam para revelar os seus planos, o herói só abre a boca para debitar one-liners clássicas e a protagonista feminina só serve para glorificar o herói, mesmo que seja através de exclamações cáusticas ou irónicas.

Shoot 'Em Up é divertidíssimo e hora e meia de acção non-stop, de tirar o fôlego e sempre ao som das melhores malhas de hard-rock de todo o sempre, sejam os Nirvana, os AC/DC, os Motorhead ou os Wolfmother. Contudo, tanta caricatura acaba por tornar o filme numa simples repetição de processos, o que pode enfadar os mais distraídos. Mas se for um calejado adepto de xungaria, não devem perder este exercício irónico do que deveria ser um filme de acção. Raros são os blockbusters que atingem o paladar apurado do McRoyal Deluxe.

Posted by: dermot @ 10:36 da tarde
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terça-feira, fevereiro 19, 2008  

CENSURADO:

Título: Redacted
Realizador: Brian De Palma
Ano: 2007


Brian De Palma, realizador que muito estimo, é claramente mais reconhecido pelos seus filmes de recorte clássico (alguém mencionou os noirs ou os filmes de gangsters) do que das suas experiências mais alternativas. Normalmente, quando recordamos De Palma recordamos Perseguido Pelo Passado, Vestida Para Matar ou Os Intocáveis e nunca, mas mesmo nunca, coisas como a freakalhice O Fantasma Do Paraíso.

Por isto, Redacted não era à partida um filme tão aguardado quanto foi A Dália Negra, por exemplo: um filme de orçamento reduzido, filmado inteiramente em digital, sobre a guerra no Iraque. Mas caraças, não deixa de ser o Brian De Palma, o rei dos travellings. E além disso, se houve coisa sobre a qual os movie brats souberam fazer foi filmes sobre a guerra.

Redacted é um filme difícil de definir. Talvez a palavra mais correcta seja mockumentário. Redacted é um falso documentário sobre um caso verídico que se passou na estadia americana no Iraque e que De Palma leu no jornal: dois soldados norte-americanos violaram e mataram uma miúda de 15 anos depois de terem fuzilado a sua família e ainda pegaram fogo ao seu corpo. De Palma forjou então as sua spróprias imagens de arquivo, sendo elas de várias naturezas: como se fossem o diário visual de guerra de um dos soldados, o aspirante a cineasta, Angel Salazar (Izzy Diaz); como se fossem as reportagens de uma jornalista francesa de um canal de televisão, destacada no local; como se fossem as gravações do governo dos testes médicos daqueles soldados; como se fossem vídeos caseiros colocados no youtube; ou, simplesmente, como se fossem as imagens de segurança das câmaras de vigilância do quartel.

Imaginação não faltou a De Palma, fazendo aquilo que se faz quando não se tem dinheiro para se recriar um filme de guerra. Ou quando não se tem material para se fazer o documentário que queremos. De Palma queria fazer ambos e não podia. E então juntou o útil ao agradável. Redacted é assim uma espécie de Projecto Blair Witch de guerra, mas que não tenta disfarçar que é falso.

Para além de ser um filme anti-americano (qualquer filme que expõe a ridículo a tristeza que é o white trash para mim é um filme anti-americano), disfarçado por aquelas questões morais da verdade e dos danos colaterais da guerra, Redacted é ainda um irónico documento sobre a manipulação que a imprensa faz da guerra, retalhando-a e mostrando apenas o que lhe interessa, fazendo dos americanos e dos iraquianos, alternadamente, amigos e inimigos consoante as situações. Não deixa de ser absurdo o facto dos repórteres franceses estarem sempre em cima dos acontecimentos, entrevistando os soldados enquanto estes fazem rusgas, ou os iraquianos enquanto são detidos. Mais sensacionalista que isto só mesmo a sequência final do filme, com fotos reais de mortos e feridos civis da guerra e com uma foto forjada da tal miúda violada/queimada/assassinada que parece feita por um cego em photoshop.

Redacted tem o poder das imagens reais, mas não é um filme de guerra daqueles intemporais. Ainda está para aparecer o Apocalipse Now do Iraque ou do Afeganistão. Redacted é um filme datado, claramento marcado pelo nosso tempo. É um McBacon com prazo de validade. A geração a seguir à nossa vai vê-lo, de certeza, de forma bem mais frouxa.


Posted by: dermot @ 11:40 da tarde
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RED EYE:

Título: Red Eye
Realizador: Wes Craven
Ano: 2005


Wes Craven é um dos mais respeitados realizadores de cinema da actualidade, mas se pensarmos bem não conseguimos entender porquê. É certo que tem um par de filmes bem jeitosos feitos nos anos 70 (sim, The Last House On The Left) e o primeiro Pesadelo Em Elm Street, mas desde então não fez mais nada de jeito. E além do mais foi o grande responsável por esse flagelo que foram os slasher teen movies (meu Deus, seriam mesmo preciso tantos Gritos?). Seja como for, sempre que Craven lança um filme novo nós vamos ver a pensar "É desta, caraças!". Mas nunca é.

Resumindo e baralhando: com Red Eye ainda não é desta. Depois dos lobisomens no filme anterior, Craven tentou um conceito diferente. Abandonou o terror, abraçou o thriller e criou uma premissa verdadeiramente hitchcockiana: um avião, um assassino e a sua vítima. Particularizando ainda mais, Red Eye é a estória de Lisa Reisert (Rachel McAdams), uma super-recepcionista de hotel(!), que ao apanhar um avião para casa se vai ver ameaçada pelo homem do lugar ao lado (Cillian Murphy): ou muda a reserva que um político tem lá no seu hotel, ou o seu pai é que pagará as favas.

Continua a ser uma premissa do caraças. Primeiro, porque é impossível fugir dum avião. Segundo, porque lá do alto ninguém te ouve gritar (como já dizia Ridley Scott). E terceiro, a limitação do espaço resulta em tensão de cortar à faca, em ambientes claustrofóbicos e numa atmosfera sufocante. Tem Red Eye alguma destas coisas. Hmmm... só muito levemente.

O problema é que o argumento é completamente oco e óbvio (para não lhe chamar qualquer coisa pior). E a noção de suspense de Wes Craven resume-se a repetir vezes sem conta as mesmas linhas de diálogo. Não sei se isso vos mantém interessados, inquietos ou ansiosos. A mim aborrece-me de morte.

A viagem rapidamente chega ao fim e lá se vai a premissa interessante. E, sinceramente, não havia muito mais para se passar. E ainda só vamos numa hora de filme. Por isso era preciso encher o chouriço mais uns vinte minutos, pelo menos. Então, Wes Craven cria uma diversão completamente inóqua (para não lhe chamar nada pior), onde esta mania de fazer filmes de acção para toda a família vai impedir que hajam mortos. No final, os maus vão todos presos e os bons ficam todos felizes. Final feliz demasiado polido à moda de Hollywood para a mesa do canto, se faz favor.

Por fim, menção para Cillian Murphy, um dos novos grandes actores que, inesperadamente, consegue ter igual credibilidade em papéis de mau como em de gay. Contudo, em Red Eye, para quem é um assassino a soldo é muito fraquinho e está sempre a levar porrada. E de uma mulher, ainda por cima. E que raio de assassinos são estes que não usam pistolas, apenas facas?

Red Eye é mais uma seca de todo o tamanho de Wes Craven. E segundo o próprio, que afirmou ser mais provável fazer uma sequela deste do que a quarta do Gritos, adivinha-se o pior: novo franchising anual de pastelões insonsos. A partir do Cheeseburger será sempre a descer, aposto.

Posted by: dermot @ 10:33 da manhã
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segunda-feira, fevereiro 18, 2008  

HOSTEL 2:

Título: Hostel 2
Realizador: Eli Roth
Ano: 2007


O cinema de terror parece andar a viver por fases. Primeiro vieram os slasher teen movies, em meados da década de 90, que proliferaram que nem cogumelos; depois, veio a paranóia pelo terror psicológico dos orientais; e agora é o fascínio pelos filmes morbidamente voyeurs e cruelmente realistas, que a máquina corporativista se apressou a apelidar de pornografia gore, como se estivessem a inventar alguma coisa nova.

Eli Roth foi o realizador que mais lucrou com isso. Com isso e com a cunha famosa que trouxe, a de Quentin Tarantino: amigoe admirador confesso, que tem apadrinhado todos os seus filmes. O que é certo é que Eli Roth, apesar de não ser um realizador para fazer obras-primas, é um tipo com uma demência saudável e bem competente. A Cabana Do Medo, trabalho de estreia, era um bom clássico de terror, que a meio mandava o argumento às urtigas e se divertia a ser distorcido; e Hostel, o sucesso de bilheteira, era um pertubador e sanguinário filme gore do tal terror-voyeur.

A indústria apressou-se a fazer render o seu peixe (afinal, começa a faltar gente para poder matar em tanto Saw - Enigma Mortal) e deu a Roth carta verde para fazer Hostel 22. E o jovem cineasta não se fez rogado, voltando ainda mais sádico, cruél, doentio e visceral.

Hostel 2 tinha logo à partida um trunfo que muitos dos franchisings de terror não têm: o mesmo realizador e o mesmo elenco dos anteriores. Contudo, o início de Hostel 2 é enganador. Roth não se preocupou em fazer algo sério ou relativamente relacionado com o primeiro. Voltou a divertir-se apenas em ser o mais distorcido possível. E desta vez com mais sangue ainda.

O que mudou de Hostel para a sua sequela? Nada. As vantagens foram apenas argumentativas. Depois da introdução do primeiro, já não foi preciso criar ambiente, introduzir elementos ou criar inimigos. Bastou-se trocar os heróis - no primeiro era um grupo de rapazes em inter-rail, aqui é um grupo de raparigas em Erasmus, que é para não acusarem o rapaz outra vez de misoginia - e dar-lhe um novo pretexto para chegarem a Eslováquia. E a partir daqui, deixem os jogos começar. E sem a eurotrip inicial, mais tempo sobrou para a matança do porco.

Em Hostel 2 não existem as mensagens subliminares que podiam ser encontradas no primeiro, mesmo que de forma muito subtil: o xenofobismo, a treta anti-americana e a fobia pelos países estrangeiros. Bastou manter os elementos culturalmente estranhso aos americanos (as notas de euro, o folclore, a world-music...) e procurar novas formas de tortura. E acreditem: aqui é ainda mais doentio.

Hostel 2 não só é um digno sucessor de Hostel, como ainda o supera pelo seu twist e pelo final completamente non-sense, digno do Benny Hill. Estão a imaginar? Tortura, gore, órgãos genitais decepados e o Benny Hill? Aposto que ficaram curiosos. O McRoyal Deluxe vai-vos ajudar a decidir de vez.

Lembram-se do primeiro? Então cliquem aqui.

Posted by: dermot @ 7:07 da tarde
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sábado, fevereiro 16, 2008  

DON JUAN DeMARCO:

Título: Don Juan DeMarco
Realizador: Jeremy Leven
Ano: 1995


Agora que passámos mais um dia de S. Valentim, nada melhor do que recuperar um dos mais românticos filmes (de sempre?) das últimas décadas: Don Juan DeMarco. E este último ponto final incinerou de vez os últimos resquícios da minha virilidade.

Don Juan DeMarco é um feelgood movie à boa maneira dos anos 80, mas inesperadamente realizado em plenos anos 90, por Jeremy Leven, um desconhecido sem mais nada no currículo. Contudo, o elenco traz três nomes de peso: Marlon Brando e Johnny Depp, dois mestres da arte de representar, mais Faye Dunaway. E lá pelo meio anda também a bela Talisa Soto, que os mais nerds reconhecem pelo nome de Kitana, da xungosa adaptação de Combate Mortal.

Apesar do título, o filme não é sobre a figura mítica criada por Lord Byron. Quer dizer, mais ou menos. Pelo menos Johnny Depp acredita piamente que é esse mesmo Don Juan, o maior amante do mundo. E veste-se como ele, mascarilha incluida. O que eu quero dizer é que Don Juan DeMarco não é um filme de época.

Na sociedade contemporânea só há lugar para um tipo que afirma ser Don Juan e que se veste como um espanhol senhorial do século XIX: o hospital psiquiátrico. E é aí que Don Juan vai parar, mais especificamente aos cuidados do Dr. Jack Mickler (um Marlon Brando inchado), o maior psiquiatra do mundo, prestes a reformar-se. Don Juan vai entregar-se aos cuidados de Mickler e vai contar-lhe a sua inacreditável história, que inclui duelos mortais à espada em aldeolas mexicanas, anos de prisão entre 1500 comcubinas de um harém árabe, naufrágios em ilhas desertas e muitas, mas mesmo muitas mulheres desfloradas.

Don Juan DeMarco é um pequeno e descomprometido filme, romântico mas nada trôpego, sobre uma mentira que quando é contada muitas vezes torna-se verdade. É o que acontece com o Dr. Mickler, que vai encontrar naquele romântico inverterado uma maneira de ultrapassar aquela crise de meia-idade, numa história que nos lembra que não devemos nunca deixar de sonhar. Porque para pesadelo já nos chega o mundo real.

Para além deste maravilhoso e honesto filme sobre o sonho comanda a vida, Don Juan DeMarco é ainda um curioso ensaio pós-moderno sobre a posição existencial que o par de protagonistas ocupava no cinema na altura: dois actores referências de diferentes gerações a interpretarem literalmente aquilo que ocupam simbolicamente no cinema de então - Johnny Depp era então um actor em ascensão, que já começava a ser o ai jesus das senhoras e Marlon Brando era o ex-rei do star system que, como Depp lhe diz pertinentemente, apenas se esqueceu de quem era.

Don Juan DeMarco é um pequeno filme que consegue verdadeiros momentos de magia, graças ao tour de force do trio de actores principais, a uma partitura musical perfeita, a pequenos momentos de humor e a divertidas referências à (super)carreira de Brando. Don Juan DeMarco é um Royale With Cheese pelas afinidades sensoriais que desperta e não tanto como objecto fílmico; tenha isso em consideração antes de me enviar hate mails.

Posted by: dermot @ 3:23 da tarde
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quinta-feira, fevereiro 14, 2008  

PARANOID PARK:

Título: Paranoid Park
Realizador: Gus Van Sant
Ano: 2007


Existem dois temas recorrentes na filmografia de Gus Van Sant: a adolescência e o alheamento. Depois de ter cumprido uma triologia acerca deste último, Gus Van Sant decidiu cruzar os dois. E assim surgiu Paranoid Park, adaptado do romance homónimo de Blake Nelson - onde um jovem num momento determinante da sua adolescência, vai viver num filme em que trabalha mais para a câmara do que propriamente o contrário (influência de Antonioni e Oliveira?).

O título do filme remete-nos para o skatepark de Portland onde se reúnem os jovens de todas as tribos urbanas da cidade: skaters, bandidos, drogados, sem-abrigos, dreds, xungaria... You name it. Alex (Gabe Nevins) pertence ao primeiro grupo e na primeira vez que lá vai fica fascinado com aquela atmosfera. E da segunda vez vê-se envolvido num homicídio.

Paranoid Park situa-se naquele momento da adolescência em que algo marcante nos vai transformar de vez em homens. No caso de Alex é um homicídio(?), mas poderia ser outra coisa qualquer. Mesmo que haja uma banda-sonora deslocada de um qualquer crime-movie dos anos 50, o que interessa em Paranoid Park é este ritual de passagem, em que o rapaz deixa de ser rapaz e se transforma em homem.

Como crime-movie, Paranoid Park é uma lástima: simples, plano e translúcido. Mas como filme sobre a juventude, já se pode dizer algo mais. Gus Van Sant trucida-o numa edição não-linear, em que o filme anda para trás, para a frente e que chega a repisar cenas que já passaram. O efeito tem objectivos dramáticos e funciona na construção emocional do protagonista. O pior é o resto: os grandes planos em câmra-lenta ao sabor de uma música escolhida aleatoriamente de um ipod cheio de música indie-pop-folk que alternam com as cenas, os efeitos marados com câmaras digitais de baixa resolução e as cenas aleatórias de gente a andar de skate. Useless, tal como ficaria o Exterminador Implacável se o John Connor morresse.

Sem tanta peneirice, Paranoid Park seria um filme normal, mas porreiro. Com estes truques todos, parece que Gus Van Sant se armou em espertalhão. Para os mais optimistas, Paranoid Park é algo parecido com um McBacon. Para os mais pessimistas, um McChicken. Eu? Eu cá sou dos cépticos.

Posted by: dermot @ 12:01 da manhã
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terça-feira, fevereiro 12, 2008  

CRISTÓVÃO COLOMBO - O ENIGMA:

Título: Cristóvão Colombo - O Enigma
Realizador: Manoel de Oliveira
Ano: 2007


Antes de começar esta prosa, há que pôr as coisas em pratos limpos: existe um preconceito para com Manoel de Oliveira. O homem está velho, cada vez faz mais filmes mezxendo-se cada vez menos e as suas produções são verdadeiros tachos para a sua família (se virem com atenção os créditos de um dos seus últimos filmes, verão que mais de 50% da equipa tem Oliveira ou Trêpa como apelido). No entanto, confesso que o admiro. Admiro-o pela meia dúzia de filmes interessantes que tem no currículo, mas admiro-o sobretudo pela preserverança com que continua a fazer filmes com 99 anos. E a manter uma conversa lúcida. E a conduzir. Quem me dera chegar a metade. E com metade do seu discerimento. E agroa, admiro-o por ainda se prestar a fazer filmes de baixo orçamento.

Pois é, Cristóvão Colombo - O Enigma é um filme de época de baixo orçamento, passado em Portugal e nos Estados Unidos dos anos 40. E como é que Oliveira contornou o problema, apenas com dinheiro para as roupas e meia dúzia de automóveis? Fácil. Em Portugal limita-se a planos do pescoço para cima em zonas históricas das cidades, de forma a apanhar só os telhados das casas, ou do pescoço para baixo, apanhando apenas as calçadas. E nos Estados Unidos todas as cenas se passam à noite. E com nevoeiro. E dentro de carros ou casas, preferencialmente.

Cristóvão Colombo - O Enigma podia ser o nosso Código Da Vinci: uma apologia da tese de que Cristóvão Colombo era português, natural de Cuba do Alentejo (e, em sua homenagenm, a Cuba de Fidel Castro fora assim baptizada), com uma viagem pelos vários factos históricos e locais que o comprovam: Nova Iorque, Porto Santo, Alentejo e Algarve. Contudo, não há uma trama dramática ou sequer um thriller de suspense para dar brilho à coisa. Apenas uma espécie de road-movie em formato lua-de-mel do casal Manuel (primeiro Ricardo Trêpa e depois o próprio Manoel de Oliveira) e Sílvia (primeiro Maria Isabel de Oliveira e depois Maria Isabel de Oliveira). Por isso, Cristóvão Colombo - O Enigma é o nosso Código Da Vinci versão turística e bai(xíssim)o orçamento.

Com diálogos assustadoramente descritivos e umas noções de ritmo (existe uma montage com apenas uma imagem (!)) e até de colocamento da câmara duvidosas (como num diálogo que parece um jogo de ténis), Cristóvão Colombo - O Enigma começa com aquele problema que tem sido comum nos últimos filmes de Manoel de Oliveira: Rodrigo Trêpa, um tipo com uma excelente capacidade interpretativa para tocar guitarra. É sabido que o ancião cineasta não acredita na direcção de actores, mas aqui parece que aqui decidiu ajudar o seu sobrinho a não parecer tão mau. Ou seja, procurou que todos os outros actores fossem ainda piores.

Todos os actores (ou quase todos) parecem ser meros amadores. Diálogos declamados em tom teatral, pose rígida, inexpressão facial... Tudo é constrangedor e começa a sufocar o filme, que ameaçava ser o melhor de Oliveira das últimas décadas. E quando pensávamos que não podia piorar, eis que o filme avança 50 anos no tempo e Manoel de Olveira e a sua esposa entram em acção. E aí o filme bate no fundo.

Eu sei que não havia dinheiro para contratar actores mais velhos parecidos com os actores mais novos, mas qualquer opção era preferível a pôr o casal Oliveira a representar. Ele não consegue acabar uma frase (que são claramente decoradas literalmente do papel) sem utilizar duas famosas muletas orais: o "uuh" e o "aah". E ela desmancha-se a rir no final da maioria das falas, que também decora com dificuldade. A partir daí o filme tem mais umas cenas e umas viagens, mas eu não me recordo de muita coisa. Mesmo tendo uma capacidade asbtração bastante apurada, não consegui prestar atenção a mais nada.

Assim, despeço-me desta prosa com uma Hamburga de Choco, dando um desconto pela forma de Oliveira tentar ultrapassar a contenção de custos num filme histórico e a apologia patriótica da nossa história e da nossa bandeira, que continuam a ser, habitualmente, tão mal cuidadas.

Posted by: dermot @ 11:43 da tarde
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GODZILLA:

Título: Godzilla
Realizador: Roland Emmerich
Ano: 1998


Sabem de quê é que o Mundo precisa mais? De mais filmes de monstros!
Quem me conhece costuma ouvir-me a dizer isto. Para mim, esta é a solução para todos os problemas do mundo: mais filmes de monstros. E porquê? Porque sim e porque eu quero, as duas melhores razões de todas. Felizmente, JJ Abrams tem a mesma opinião que eu. E porque desde 1998 (desde Godzilla, claro) que não tínhamos um filme de monstros como deve ser.

O cinema conteporâneo sempre precisou da sua própria adaptação de Godzilla, o super-monstro japonês, um tipo vestido num fato de uma espécie de lagarto gigante que aparecia regularmente no cinema japonês para destruir cidades atrás de cidades, personificando o fantasma das armas nucleares. Por isso, em 1998, dois factores fundamentais cruzaram-se e permitiram que acontecesse Godzilla: os recentes testes nucleares franceses do Atol da Mururoa e o sucesso estrondoso do filme-catástrofe O Dia Da Independência.

Assim, convocou-se Roland Emmerich (o realizador de O Dia Da Independência) e deu-se-lhe carta verde para fazer o que quisesse do franchising. O resultado só poderia ser um dos dois: ou um grande pedaço de celulóide de entretenimento ou um fiasco de todo o tamanho. A princípio, tudo se conjugava para que a segunda hipótese fosse a mais provável: começando pelo próprio realizador, passando pela escolha de Matthew Broderick para protagonista (aquele tipo irritante que por mais que envelheça continua a ter a mesma cara de quando tinha 16 anos em O Rei Dos Gazeteiros) e terminando no facto da Toho, os criadores do monstro, terem renegado completamente o filme. Contudo, ao contrário do que a maioria das pessoas diz, Godzilla é um dos grandes filmes de entretenimento dos últimos anos.

Com efeito, Godzilla mostra logo nos créditos iniciais que seria ou um desastre perfeito ou um pedaço de lixo fantástico: num longo genérico de abertura, são filmadas séries de iguanas a observar cogumelos atómicos na Mururoa. Estava premido o alerta xunga. Agora, o caminho só poderia ser a descer. E quando mais rápido melhor.

Robert Emmerich sabia disso e não procurou fazer nenhuma espécie de filme sério. Ao fim ao cabo, Godzilla é um filme sobre um monstro gigante a destruir uma cidade. E é isso que se quer: muita destruição gratuta, aleatória e sensacionalista. E quanto maior, melhor. E é isso que temos: Godzilla é um lagarto mutante da Mururoa que vem a Manhattan desovar. E pelo caminho há uma série de destruição de proporções exacerbadas, só possiveis no pré-11 de Setembro. Não há Estátuas da Liberdade decepadas, mas há o Edifício Chrysler partido ao meio, o Madison Square Garden bombardeado e a ponte de Brooklyn arrasada.

Existem actores que são meras alavancas para a narrativa ir avançando e, como tal, não passam de meros bonecos de papel. E Emmerich leva-os ao extremo, tranformando-os em autênticas caricaturas, como é o caso da protagonista feminina, Audrey Timmonds (Maria Pitillo), uma rapariguinha boazinha, que come chupa-chupas e gomas ao pequeno-almoço e alimenta os meninos do terceiro mundo ao fim de semana, e o caso do exército francês (com Jean Reno à cabeça), que passam o filme a comer croissants e se chamam todos Jean-Paul ou Jean Pieere.

É certo que Godzilla não respira o mesmo ar que a série japonesa, porque no fundo troca o tipo num fato manhoso pelo CGI ainda mais manhoso da altura, mas em compensação é um verdadeiro festival de cinema de série B. Existem referências a O Império Contra-Ataca, bicadas pessoais ao conceituado crítico de cinema Roger Ebert e até referências aos Simpsons.

Apesar de algo extenso para um filme da sua espécie, Godzilla é um excelente trash-movie, mesmo que a última meia-hora seja uma sequela não-oficial do Parque Jurássico, chamada Parque Jurássico No Madison Square Garden. Apesar de ter sido um enorme fiasco que valeu o cancelamento das suas sequelas, Godzilla é um sumarento McRoyal Deluxe. Não se deixe enganar pelos haters do filme. A maioria deles nem sequer o viu.
Godzilla é o Armaggedon dos filmes de monstros.

Posted by: dermot @ 5:46 da tarde
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quinta-feira, fevereiro 07, 2008  

ESCOLA DE CRIMINOSOS:

Título: Animal Factory
Realizador: Steve Buscemi
Ano: 2000


Steve Buscemi é o maior.
Figura de proa do (verdadeiro) cinema independente, parceiro habitual dos irmãos Coen (vénia) e protagonista de alguns dos mais desconcertantes filmes de Hollywood dos últimos anos, Steve Buscemi é uma espécie de versão trash de Peter Lorre. Como actor gosto mesmo muito dele. Como realizador, a conversa já é outra.

Escola De Criminosos foi o segundo filme a sério de Buscemi e o primeiro onde ele pôde reunir uma série de amigos: Williem Dafoe, outro tipo que é o maior, mas que se perde vezes demais em filmes menores; Mickey Rourke; Danny Trejo (o ex-presidiário que é o melhor actor de sempre a fazer de mexicano, seguido de perto por Joaquim de Almdeia e que agora todos conhecem devido a Machete); e Edward Furlong, um daqueles actores-desaparecidos-em-combate (ou seja, que depois do sucesso precoce, desapareceu da circulação ao cair numa espiral de drogas, bebidas e prisões (não necessariamente por esta ordem)).

Escola De Criminosos é um filme de prisão (cuja capa do dvd tenta recriar a de Papillon, mas cujas únicas semelhanças são mesmo essas), onde um muito petiz Ron Decker (Edward Furlong) é condenado à prisão por consumir erva. Felizmente, o tipo que domina o submundo interno daquela prisão, Earl Copen (Willem Dafoe), vai simpatizar nunca se sabe porquê com aquele jovem e vai protege-lo das investidas dos predadores sexuais, dos pervertidos e daqueles que simplesmente o querem tramar.

A prisão que Buscemi filma é, provavelmente, a que tem a fauna mais esquisita da história dos filmes de prisão. Talvez influenciado por alguns filmes em que já participou, Buscemi cria um verdadeiro freakshow, com mexicanos, pretos, jogadores de andebol, skinheads, travestis (Mickey Rourke é fenomenal como drag queen) e até Antony (esse mesmo, o dos Johnsons) aparece a dar um concerto(!). Aliado a isto, Buscemi junta-lhe a banda-sonora certa: country-rock, o género oficial das prisões desde que Johnny Cash gravou Folsom Prision Blues.

Temos então o cenário perfeito, a banda-sonora certa e os actores ideais. Tudo certo para dar um bom filme. Só bastava mesmo um guião. Coisa que Steve Buscemi não conseguiu arranjar. Escola De Criminosos é um filme demasiado morno, onde nunca se passa nada, para além de demasiadas tensões homossexuais. Edward Furlong e Williem Defoe nunca conseguem criar aquela empatia especial, como nos buddy movies de prisão como Os Condenados De Shawshank e, apesar das tentativas de Defoe, numa actuação contida e profunda, as personagens nunca conseguem ganhar dimensão suficiente para não parecerem simples bonecos de papel. O caso mais flagrante é o facto de nunca sabermos porque é que Defoe gosta tanto de Furlong. E o porque sim só é uma razão aceitável no cinema xunga.

Filme demasiado polido, quando devia ser sujo e porcalhão, Escola De Criminosos é inóquo e, a partir de certo ponto, desinteressante. Como lhe chamam na República do Cinema Xunga é um filme boff. Vale um Double Chesseburger e amanhã por esta hora já nem me vou lembrar do que comi ao almoço.

Posted by: dermot @ 10:43 da manhã
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quarta-feira, fevereiro 06, 2008  

O SELVAGEM:

Título: The Wild One
Realizador: László Benedek
Ano: 1953


Nunca fui muito bom em superlativizar coisas. Quem é o melhor jogador de futebol, qaul é a melhor música de sempre, qual é o melhor vinho de todos, são tudo perguntas que dependem muito dos critérios de comparação e, especialmente, do estado de espírito na altura. Contudo, tenho duas excepções, às quais consigo sempre responder de forma igual e sem hesitar: qual é o melhor filme de sempre e quem é o melhor actor da história do cinema? À primeira a resposta é Pulp Fiction. E a segunda é Marlon Brando.

O Selvagem não é, de longe, o melhor filme de Brando, mas é sem sombra de dúvidas o mais iconográfico. Além disso, foi aquele que o introduziu ao público adolescente, criando a sua imagem de rebelde sem causa e líder de uma geração que começava a despontar, com James Dean e Paul Newman na linha da frente.

Em O Selvagem, Brando é Johnny, o líder de uma irresponsável gangue de motards - o Black Rebel Motorcycle Club -, jovens errantes sem destino na vida, com ligeira apetência pela destruição (tentativa ridícula de aportuguesar a expressão appetite for destruction). Depois de alguns distúrbios, o grupo vai estabelecer-se durante um dia e uma noite numa pequena vila, onde encontram a tolerância do dono do bar (que via neles uma excelente oportunidade de negócio) e do xerife local (Robert Keith), um velhote visto por muitos como um banana, mas que procurava apenas uma forma justa de actuar perante todos.

Marlon Brando preconiza aqui o protótipo do rebelde sem causa, boneco que atingiria o seu auge em Fúria De Viver, e que se tornara num espelho de toda a adolescência dos anos 50, revoltados perante a sociedade condescendente que os rodeava. Era o primeiro passo para o rock'n'roll, a contra-cultura e os loucos anos 60. O Johnny de Brando é então esse rebelde ainda em cru, um selvagem que ainda não aprendeu a dominar o seu instinto; um jovem que apenas sente que tem que partir e cujo corpo reage violentamente às regras impostas. E um jovem que encontra uma extensão da sua virilidade na Triumph Thunderbird que cavalga.

O Selvagem é ainda um documento fundamental na cultura rock, uma vez que introduz não só oo Black Rebel Motorcycle Club (sim, o nome da banda norte-americana não é coincidência), como uma gangue motard rival chamada The Beatles. Nunca foi confirmado pelo fab four que tenha sido esta a influência no nome da banda, mas o que é certo é que Brando aparece na capa de Sgt. Pepper's Lonely heart Club Band vestido como Johnny e uma cena do filme aparece como introdução do documentário The Beatles Anthology. Eu agora é que não tenho tempo, porque senão ainda ensaiava aqui uma tese acerca da relação musical e fílmica entre os Beatles e os BRMC.

Voltamos então ao filme e, agora, para dar as más notícias. Apesar de todas as valências históricas e de ser um dos marcos do conflito geracional do cinema dos anos 50, O Selvagem não é um filme para ser recordado pelas suas capacidades cinematográficas. Tudo porque acaba por ser um filme demasiado datado, com falhas de edição, com alguns diálogos cheesy e até um pouco "hollywoodados". Por exemplo, é certo que Marlon Brando tem uma interpretação fantástica, mas só quando não tem que dizer nada. Como dizem os brasileiros, em O Selvagem, Marlon Brando de boca fechada é um poeta.

Como já referi nas linhas acima, O Selvagem pode não ser o melhor filme de Brando, mas é o mais iconográfico. E está cheio de outras coisas que o fazem merecedor de um lugar na nossa videoteca: é o cartão de visita ideal para o trabalho de Marlon Brando, tem os Black Rebel Motorcycle Club, inicia o culto da mota, dá o pontapé de saída no conflito de gerações que marcou os anos 50 e lança os dados da música popular anglo-saxónica. E como objecto fílmico é um McChicken.

Posted by: dermot @ 10:58 da manhã
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terça-feira, fevereiro 05, 2008  

IMITAÇÃO DA VIDA:

Título: Imitation Of Life
Realiador: Douglas Sirk
Ano: 1959


Sou da opinião de que deveria haver um circuito regular de reposições de filmes antigos no cinema. Porque nem todos nós erámos nascidos nas décadas de 60 e 70 e porque existem filmes que merecem ser vistos na excelência da sala de cinema. Por isso, com tanta petição online desnecessária que anda por aí a circular em maisl em cadeia, será que não há ninguém capaz de criar esta?

Douglas Sirk foi um dos mais ilustres realizadores da época de ouro de Hollywood e, simultaneamente, um dos mais ignorados. Talvez agora, com a reposição em cinema da sua obra-prima, Imitação Da Vida, a coisa mude de figura. Sirk é considerado por muitos como o pai do melodrama e Imitação Da Vida é o seu exemplar mais preciso e cristalino, filme que explora o tearjerker à força toda através das relações humanas, colocando uma orquestra de violinos em todas as cenas dramáticas e, se possível, uma chuvada torrencial ou uma tempestade de neve.

Imitação Da Vida compartilha o seu código genético com cinco décadas de soap operas, desde Dallas aos seus primos afastados brasileiros e venezuelanos (Roque Santeiro, Sassaricando, Pantanal... era capaz de estar aqui uma tarde a despejar títulos de telenovelas). Isto pode parecer pejorativo, mas não o é porque é bem feito. E o principal factor de qualidade é o facto de não ser um filme datado como alguns da sua espécie: os temas mentém-se actuais e os diálogos poderiam ser ditos por qualquer um de nós no café hoje à tarde.

Imitação Da Vida tem como base de partida o american way of life, ou seja, aquilo a que nos anos 50 foi tomado como a consolidação do sonho americano: uma casa os subúrbios, com um pedaço de quintal à frente e uma cerca branca, e o núcleo familiar tradicional: o pai trabalhador, a mãe dona de casa e os filhos bonitos e bem-educados.

Douglas Sirk não é excepção, mas subverte esta situação, ao cruzar duas famílias despedaçadas que, juntas, vão almejar alcançar o tal sonho: Lora Meredith (Lana Turner), viúva, e a sua filha Susie (Sandra Dee), estão em Nova Iorque há pouco tempo procurando alcançar uma vida de fama e sucesso no mundo do espectáculo; e Annie Johnson (Juanita Moore), afro-americana e matrona daquela gente toda (uma espécie de Morgan Freeman, mas em mulher), e a sua filha mulata Sarah Jane (Susan Kohner) - maligna como o raio, capaz de fazer Damien borrar-se de medo -, procuram estabelecer-se de forma digna na vida, lutando contra a segregação racial.

Imitação Da Vida é uma epopeia de três horas que acompanha cerca de uma década na vida destas duas famílias a viverem sob o mesmo tecto como uma só, através dos seus altos e baixos. E apesar dos vários rumos que cada personagem toma, o certo é que todas procuram o mesmo: arranjar um homem, afectadas por formarem um núcleo familiar anti-tradicional. Que filme mais conservador e pró-direita, dirão alguns. O que é certo é que Lora não consegue arranajar marido, porque se preocupa mais com a sua carreira; Susie passa o filme todo perturbada com o facto de não saber o que fazer em relação aos beijos; Sarah Jane quer à força ser branca para poder formar um família normal, com filhos normais; e Annie quer que a sua filha arranje um bom partido, para não sofrer como sofreu.

Filmado de forma marcial e quase automática, Imitação Da Vida não vacila um milímtero, como se cada ângulo ou movimento de câmara fosse feito com a total convicção de que só poderia ser assim e não de outra forma. Contudo, a sua grande riqueza é na exploração das personagens e da dimensão que dá às mesmas, dando-lhes tempo para crescerem e se estabelecerem dentro da narrativa, optando pelos seus próprios caminhos e não o contrário.

Existe ainda uma cena fantástica, em que Sarah Jane é espancada na rua pelo seu namorado (num filme tão feminino, não poderia deixar de haver a bicada machista), com um uso genial da banda-sonora (free-jazz com o volume no máximo a subsitutir a orquestra de cordas do resto do filme), que poderia muito bem pertencer a um filme do Bruce Lee.

Novela em formato filme, mas em bom, Imitação Da Vida cruza personagens, histórias e subtemas (o mundo-cão do espectáculo, a segregação racial, a posição dominadora do Homem na sociedade...) sem nunca perder consistência, ritmo ou o fio à meada, formando um Le Big Mac recheado de bom cinema; do melhor que se fazia na clássica Hollywood.

Posted by: dermot @ 12:19 da tarde
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segunda-feira, fevereiro 04, 2008  

O ASSASSÍNIO DE JESSE JAMES PELO COBARDE ROBERT FORD:

Título: The Assassination Of Jesse James By The Coward Robert Ford
Realizador: Andrew Dominik
Ano: 2007


Desde que o western clássico morreu, com O Homem Que Matou Liberty Valance, e exceptuando o fenómeno do western spaghetti (a excepção que confirma a regra), os filmes de cowboys têm-se pautado por algumas repescagens, mas nada de muito sério. Mesmo que no início da década de 90 isso tenha parecido estar próximo, com Danças Com Lobos e Imperdoável. Para já é esperar para ver, mas podemos aguardar com expectativa, pois parece que é mesmo desta que o revivalismo do western veio em força.

O Assassínio De Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford é o primeiro deste segundo assalto de uma vaga que teve o primeiro capítulo no ano passado, com Escolha Mortal e Os Três Enterros De Um Homem. Mas tal como estes, O Assassínio De Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford já pouco tem a ver com os westerns clássicos: esqueçam os nascimentos das nações, os tiroteios com os índios, ou os assaltos a comboios. Agora, o Velho Oeste serve como metáfora à redenção humana e às viagens introspectivas do ser humano.

Jesse James, aqui interpretado por Brad Pitt, foi a primeira estrela pop da história recente do Homem: no século XIX, o fora-de-lei, pistoleiro exímio e assassino impiedoso tornou-se no americano mais famoso a seguir a Charles Dickens e integrou o folclore norte-americano em livros de bandas-desenhada, mitos urbanos e aparato jornalístico. O fenómeno aumentou quando um desconhecido, chamado Robert Ford (encarnado aqui por Casey Affleck), o alvejou cobardemente pelas costas: a sua casa tornou-se destino de romarias, o seu cadáver recebeu propostas exorbitantes de circos itinerantes e a sua morte foi trasnformada em peça de teatro.

Já tudo foi escrito sobre Jesse James e as suas aventuras já foram dramatizadas mil e uma vezes no grande ecrã. Contudo, o que nunca tinha sido contado era a história do seu assassino: quem era Robert Ford? Quais foram os seus motivos? Qual era a sua relação com Jesse James? Esta série de perguntas é respondida no magnífico ensaio de Andrew Dominik, um filme com uma cinematografia de eleição que grita por Terence Mallick por todos o lado.

O Assassínio De Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford é um filme contemplativo e poético, que deixa as imagens repousar, enquanto entram pelo nosso inconsciente adentro, infiltrando-se na nossa mente sem darmos por isso, enquanto as personagens se desenvolvem em complicados exercícios psicológicos. Apesar do que possa parecer, O Assassínio De Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford pouco tem a ver com as matinés aventureiras de James; tem antes a ver com o facto de como Robert Ford o venerava, mas como teve que o matar para poder sobressair - queres ser como eu ou queres ser eu?, pergunta-lhe James. É como aquela t-shirt que Axl Rose tinha que dizia Kill Your Idols. Ou será que Ford, simplesmente, ansiava pela fama e glória que nunca conseguiria imitando apenas o seu ídolo? E até que ponto Jesse James não colaborou naquele assassinato, colocando-se a jeito para liviar o pesado fardo que carregava nos ombros e que o incomodavam cada vez mais?

Tão longo quanto o título (três horas que passam num instante), O Assassínio De Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford é um filme em crescendo, que vai ganhando intensidade e espessura até à catarse final, que lhe dá uma aura operática e épica. E a juntar ao trabalho de câmara irrepreensível de Dominik (Mallick já pode morrer descansado, já tem um sucessor à altura), estão as interpretações fabulosas de Brad Pitt e Casey Affleck. O primeiro tem uma trasnformação assustadora na pele do temerário Jesse James, cuja paranóia vai aumentando exponencialmente ao longo do filme, até começar a causar-nos arrepios simplesmente por estar na mesma sala que nós; e Casey Affleck cria um boneco excepcional, com um sorriso pateta e ares de ingenuidade, numa personagem hibrida, que nunca nos deixa perceber muito bem no que se passa naquela cabeça de vento.

O Assassínio De Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford conta ainda com a presença em carne e osso de Nick-todo-o-poderoso-Cave (que também assina a banda-sonora), com a sua já famosa bigodaça, que dá ao epílogo do filme toda a razão de existir. Nota-se que o filme sofreu um pouco as exigências da sala de edição e é só por isso que a obra-prima não está completamente luzidia. Com algumas polidelas e o Le Big Mac ficava pouco para tanta fome.

Posted by: dermot @ 1:59 da manhã
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sábado, fevereiro 02, 2008  

TRAGAM-ME A CABEÇA DE ALFREDO GARCIA:

Título: Bring Me The Head Of Alfredo Garcia
Realizador: Sam Peckinpah
Ano: 1974


Devia-se criar uma espécie de conceito de "realizadores malditos" para englobar uma série de cineastas cujos estilos cinematográficos se demarcassem do resto do cinema, excluindo-se mesmo dele ao adoptarem hábitos considerados autodestrutivos, inconvencionais ou imorais. E no dia que alguém decidir difundir esta minha ideia, não se esqueçam de colocar Sam Peckinpah bem lá no topo.

Tragam-me A Cabeça De Alfredo Garcia foi o último filme do mestre norte-americano (apesar de haver mais um par de filmes feitos posteriormente que não interessam a ninguém) e, simultaneamente, o seu trabalho mais negro e pessoal. Basta atentar ao facto de ter sido o seu único filme a chegar às salas de cinema com a sua própria edição. Tragam-me A Cabeça De Alfredo Garcia foi um filme de baixo orçamento, arrasado completamente pela crítica, banido em vários países e que se transformou com o tempo num verdadeiro filme de culto (e os verdadeiros filmes de culto resultam em outras expressões artísticas de culto, neste caso Bring Me The Rest Of Alfredo Garcia, disco seminal dos sacramentais Flaming Stars).

O filme começa com um tom idílico numa fazenda mexicana, onde o chefe da família - um homem conservador, cristão e mafioso - convoca a sua filha grávida perante toda a família. Depois, pergunta-lhe quem é o pai da criança no seu ventre. Perante a intrasigência da filha em responder, o pai ordena que os seus capangas a torturem cruelmente até que um nome brota dos seus lábios por entre ossos partidos: Alfredo Garcia. E a próxima ordem do pai é bem clara: tragam-me a cabeça de Alfredo Garcia.

Está lançada uma caça ao homem, mas a câmara de Peckinpah vai centrar-se na empresa de um tipo muito específico: Bennie (Warren Oates), um boémio e nómada tocador de pianos em boates mal frequentadas (uma espécie de Dooley Wilson, de Casablanca, em versão Tijuana), com apetência pela pinga, que vai tentar a sua sorte com uma pá numa mão, uma catana na outra e a sua futura esposa no banco do pendura (a bonita Isela Vega).

Tragam-me A Cabeça De Alfredo Garcia é o típico filme de Sam Peckinpah, mas com uma inovação: à violência gráfica e crua e ao realismo agreste, junta-se o humor negro. Geograficamente instalado no México, Tragam-me A Cabeça De Alfredo Garcia é um filme poeirento, sujo e bafiento, rodado por entre o pecado e o crime dos bairros de lata de Tijuana e de outras localidades mexicanas que não aparecem no mapa.

Apesar de descender de filmes como O Tesouro De Sierra Madre, Tragam-me A Cabeça De Alfredo Garcia é muito mais importante como percursor da violência estilizada de Tarantino ou dos road-movies mexicanos com um morto a reboque (sim, estou a referir-me a Os Três Enterros De Um Homem). Mas para além desta sua essência formal, Tragam-me A Cabeça De Alfredo Garcia" é ainda um dilema existencial sobre um homem que perdeu tudo (inclusive a sua sanidade mental), como uma longa duração daquela cena de Sin City - Cidade Do Pecado, em que Clive Owen conversa com o cadáver de Benicio Del Toro.

Tragam-me A Cabeça De Alfredo Garcia tem tudo o que nós gostamos num filme: violência desbragada, muita pele feminina, um lamiré de exploitation, campas violadas, cadáveres decepados e acidentes de automóvel a alta velocidade. E ainda termina com um bailado de balas reminiscente de Bonnie E Clyde. Há Royales With Cheeses e Royales With Cheeses... Este é, claramente, um Royale With Cheese (ler com diferentes entoações, se faz favor).

Posted by: dermot @ 7:25 da tarde
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COTAÇÃO:
10 - Royale With Cheese
9 - Le Big Mac
8 - McRoyal Deluxe
7 - McBacon
6 - McChicken
5 - Double Cheeseburger
4 - Cheeseburger
3 - Caixinha de 500 paus (Happy Meal)
2 - Hamburga de Choco
1 - Pão com Manteiga

TAKE:
Take - cinema magazine | take.com.pt


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- As Vidas Dos Outros
- Aberto Até De Madrugada
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- Assalto À Esquadra 13 (2005)
- Assalto Ao Santa Maria
- Assassinos Natos
- Ata-me
- Até Ao Inferno
- Até Ao Limite Do Terror
- Atraídos Pelo Crime
- Através Da Noite
- Attack Of The 50 Foot Woman
- Aurora
- Austrália
- Autocarro 174
- Avatar
- Aviva, Meu Amor
- Aztec Rex
- Azul Metálico

- Babel
- Backbeat, Geração Inquieta
- Balas E Bolinhos - O Regresso
- Balbúrdia No Oeste
- Bando À Parte
- Baraka
- Barbarella
- Barreira Invisí­vel
- Batman
- Batman Regressa
- Batman - O Início
- Be Cool
- Beijing Bastards
- Belleville Rendez-Vouz
- Bem-vindo À Zombieland
- Bem-vindo Ao Norte
- Berlin 36
- Birth - O Mistério
- Biutiful
- Black Sheep
- Black Snake Moan - A Redenção
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- Bom Dia Vietnam
- Bonnie E Clyde
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- Breakfast On Pluto
- Brincadeiras Perigosas (2007)
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- Bruiser - O Rosto Da Vingança
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- Capitão América - O Primeiro Vingador
- Capote
- Carrie
- Cartas Ao Padre Jacob
- Cartas De Iwo Jima
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- Casino Royale
- Catwoman
- Cavalo De Guerra
- Cemitério Vivo
- Censurado
- Centurion
- Charlie E A Fábrica De Chocolate
- Che - Guerrilha
- Che - O Argentino
- Chemical Wedding
- Chéri
- Chinatown
- Chocolate
- Choke - Asfixia
- Chovem Almôndegas
- Christine - O Carro Assassino
- Cidade Fria
- Cinco Dias, Cinco Noites
- Cinema Paraíso
- Cinerama
- Cisne Negro
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- Coco Avant Chanel
- Coisa Ruim
- Cold Mountain
- Cold Weather
- Colete De Forças
- Colisão
- Com Outra? Nem Morta!
- Comboios Rigorosamente Vigiados
- Comer Orar Amar
- Complexo - Universo Paralelo
- Conan, O Bárbaro
- Contrato
- Control
- Controle
- Coração De Cavaleiro
- Coração De Gelo
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- Corações De Aço
- Coragem De Mãe: Confrontando O Autismo
- Corre Lola Corre
- Correio De Risco
- Correio De Risco 3
- Corrida Contra O Futuro
- Corrupção
- Cozinhando A História
- Crank - Veneno No Sangue
- Crank - Alta Voltagem
- Cremaster
- Crime Ferpeito
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- Cristóvão Colombo - O Enigma
- Crónica Dos Bons Malandros
- Crueldade Intolerável
- Cubo
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- Cypher
- Cyrano de Bergerac (1950)

- Daisy Town
- Dallas
- Danny The Dog - Força Destruidora
- Daqui P'ra Frente
- Dark City - Cidade Misteriosa
- De Cabeça Para Baixo
- De Homem Para Homem
- De Olhos Abertos
- De Olhos Bem Fechados
- De Sepultura Em Sepultura
- De Tanto Bater O Meu Coração Parou
- De-Lovely
- Delhi Belly
- Dead Snow
- Death Race 2000
- Deixa-me Entrar
- Delicatessen
- Demolidor - O Homem Sem Medo
- Dentro Da Garganta Funda
- Depois Do Casamento
- Destruir Depois De Ler
- Diamante De Sangue
- Diário Dos Mortos
- Diários De Che Guevara
- Dias De Futebol
- Dick E Jane - Ladrões Sem Jeito
- Dictado
- Die Hard 4.0 - Viver Ou Morrer
- Die You Zombie Bastards!
- Dogma
- Domino
- Don Juan DeMarco
- Donnie Brasco
- Doom - Sobrevivência
- Doomsday - Juízo Final
- Dorian Gray
- Dot.Com
- Dr. Estranhoamor
- Drácula 2001
- Drácula De Bram Stoker
- Drive - Risco Duplo
- Dreamgirls
- Duas Mulheres

- É Na Terra Não É Na Lua
- Easy A
- Easy Rider
- Eduardo Mãos De Tesoura
- Efeito Borboleta
- El Mariachi
- El Topo
- Ela Odeia-me
- Eles
- Eles Vivem
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- Em Bruges
- Em Busca Da Felicidade
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- Em Nome De Caim
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- Em Paris
- Em Privado
- Embargo
- Encarnação Do Demónio
- Encontros Em Nova Iorque
- Encrenca Dupla
- Encurralada
- Ensaio Sobre A Cegueira
- Enterrado Na Areia
- Entre Os Dedos
- Entrevista
- Equilibrium
- Era Uma Vez No México
- Eraserhead - No Céu Tudo É Perfeito
- Escola De Criminosos
- Escolha Mortal
- Esporas De Aço
- Estado De Guerra
- Estamos Vivos
- Este É O Meu Lugar
- Este País Não É Para Velhos
- Estômago
- Estrada Perdida
- Estranhos
- Estrellita
- Eu Amo-te Phillip Morris
- Eu, Peter Sellers
- Eu Sou A Lenda
- Eu Sou Evadido
- Eu, Tu E Todos Os Que Conhecemos
- Everything Must Go
- Evil Dead - A Noite Dos Mortos-Vivos
- Evil Dead 2 - A Morte Chega De Madrugada
- Evil Dead 3 - O Exército Das Trevas
- Ex-Drummer
- Exterminador Implacável 1
- Exterminador Implacável 2 - O Dia Do Julgamento Final
- Exterminador Implacável 3 - Ascensão Das Máquinas
- Exterminador Implacável 4 - A Salvação

- Factory Girl - Quando Edie Conheceu Warhol
- Factotum
- Fados
- Fahrenheit 9/11
- Falso Alarme
- Fando E Lis
- Fantasmas De Marte
- Fargo
- Faster, Pussycat! Kill! Kill!
- Fausto 5.0
- Favores Em Cadeia
- Felicidade
- Feliz Natal
- Férias No Harém
- Festival Rocky De Terror
- Ficheiros Secretos: Quero Acreditar
- Fim De Ano Em Split
- Fim-De-Semana Alucinante
- Final Cut - A Última Memória
- Fish Tank
- Florbela
- Flores Partidas
- Fome
- Footloose - A Música Está Do Teu Lado
- Força Delta
- Forrest Gump
- Freddy Vs. Jason
- Frenético
- Frida
- Frost/Nixon
- Fruto Proibido
- Fuga De Los Angeles
- Fuga Para A Vitória
- Fur - Um Retrato Imaginário De Diane Arbus
- Fúria Cega
- Fúria De Viver
- Fúria Silenciosa

- Gabrielle
- Gainsbourg - Vida Heróica
- Gang Dos Tubarões
- Gangs de Nova Iorque
- Garden State
- Génova
- GI Joe - O Ataque Dos Cobra
- Godzilla
- Goodbye Lenine!
- Gosford Park
- Gothika
- Gran Torino
- Grande Mundo Do Som
- Gremlins
- Grizzly Man
- Gru - O Maldisposto
- Guerra Dos Mundos (2005)
- Guerra Dos Mundos (1953)

- Há Lodo No Cais
- Hairspray
- Half Nelson - Encurralados
- Hard Candy
- Harley Davidson E O Cowboy Do Asfalto
- Harold E Maude
- Harry Brown
- Haverá Sangue
- Hawai Azul
- He-Man - Mestres Do Universo
- Head On - A Esposa Turca
- Heartbreak Hotel
- Hell Ride
- Hellboy
- Hellboy 2: O Exército Dourado
- Helter Skelter - O Caso De Sharon Tate
- Henry E June
- Hereafter - Outra Vida
- Hiena
- História De Duas Irmãs
- História De Um Fotógrafo
- Hobo With A Shotgunbr> - Hollywood Ending
- Homem Aranha
- Homem Aranha 2
- Homem Aranha 3
- Homem De Ferro
- Homem Demolidor
- Homem Em Fúria
- Homens De Negro
- Homens De Negro 2
- Homens Que Matam Cabras Só Com O Olhar
- Hostel
- Hostel 2
- Hot Fuzz - Esquadrão De Província
- Howl - Grito
- Hugo

- I Am Sam - A Força Do Amor
- I Spit On Your Grave
- I'll See You In My Dreams
- Iluminados Pelo Fogo
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- Indiana Jones E O Reino Da Caveira De Cristal
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- Intriga Internacional
- Invictus
- Irmão, Onde Estás?
- It
- It Might Get Loud
- Italian Spiderman

- Jack Ketchum's The Girl Next Door
- Jackass 2
- Jackass 3D
- Jackie Brown
- Jacuzzi - O Desastre Do Tempo
- James Bond - Agente Secreto
- James Bond - Casino Royale
- James Bond - Quantum Of Solace
- Janela Indiscreta (1954)
- Janela Indiscreta (1998)
- Janela Secreta
- JCVD
- Joga Como Beckham
- John Rambo
- Jonestown - The Life And Death Of Peoples Temple
- Jovens Rebeldes - A Verdadeira História
- Julgamento
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- Juventude Tardia

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- Kandahar
- Karate Kid
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- Kids - Miúdos
- Kill Bill vol.2
- King Kong (2005)
- Kiss Kiss Bang Bang
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- Kung Pow - Punhos Loucos

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- La Vie En Rose
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- Lavado Em Lágrimas
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- Léon, O Profissional
- Lichter
- Lindas Encrencas As Garotas
- Lobos
- Longe Da Terra Queimada
- Lost In Translation - O Amor É Um Lugar Estranho
- Lua De Mel, Lua De Fel
- Lucifer Rising
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- Lucky Number Slevin - Há Dias De Azar

- M - Matou!
- Má Educação
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- Meio Metro De Pedra
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- Melinda E Melinda
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- Metrópolis
- Meu Nome É Bruce
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- Milhões
- Milk
- Millenium 1. Os Homens Que Odeiam As Mulheres
- Million Dollar Baby - Sonhos Vencidos
- Minha Mãe
- Minha Terra
- Misery - Capí­tulo Final
- Missão A Marte
- Missão Impossí­vel 3
- Missão Impossível - Missão Fantasma
- Missão Solar
- Mistérios De Lisboa
- Momentos Agradáveis
- Moneyball - Jogada De Risco
- Monsters - Zona Interdita
- Monstro
- Monty Phyton E O Cálice Sagradi
- Morte Cerebral
- Morte De Um Presidente
- Movimentos Perpétuos
- Mr. E Mrs. Smith
- Mrs. Henderson Presents
- Muito Bem, Obrigado
- Mulholland Drive
- Mundo Fantasma
- Mundos Separados
- Munique
- Murderball - Espírito De Combate
- Murish
- Mutilados
- Mysterious Skin

- Na Cama
- Nacho Libre
- Não Estou Aí
- Napoleon Dynamite
- Nas Costas Do Diabo
- Nas Nuvens
- Needle
- Nico: À Margem Da Lei
- Ninguém Sabe
- Nixon
- No Limite Do Amor
- No Vale De Elah
- Noite De Agosto
- Noite Escura
- Noivos Sangrentos
- Nome De Código: Cloverfield
- Northfork
- Nosferatu, O Vampiro
- Nothing
- Nova Iorque 1997
- Nove Raínhas
- Nunca Digas Sim

- O Acontecimento
- O Agente Da Broadway
- O Lugar Do Morto
- O Americano
- O Amor Acontece
- O Anjo Exterminador
- O Anti-Pai Natal
- O Artista
- O Assassínio De Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford
- O Assassí­nio De Richard Nixon
- O Batedor
- O Bom Alemão
- O Bom, O Mau E O Vilão
- O Cabo Do Medo
- O Caminho De São Diego
- O Cão, O General E Os Pássaros
- O Capacete Dourado
- O Castelo Andante
- O Castor
- O Cavaleiro Das Trevas
- O China
- O Cobrador
- O Código Da Vinci
- O Comboio Dos Mortos
- O Comboio Mistério
- O Condenado
- O Couraçado Potemkin
- O Cowboy Da Meia-Noite
- O Crepúsculo Dos Deuses
- O Dedo De Deus
- O Delator!
- O Demónio
- O Despertar Da Besta
- O Despertar Da Mente
- O Deus Da Carnificina
- O Deus Elefante
- O Dia Em Que A Terra Parou (1951)
- O Dia Em Que A Terra Parou (2008)
- O Dia Da Besta
- O Discurso Do Rei
- O Enigma Do Espaço
- O Estranho Caso De Benjamin Button
- O Estranho Mundo De Jack
- O Evangelho Segundo São Mateus
- O Exorcista
- O Fatalista
- O Feiticeiro De Oz
- O Feitiço Do Tempo
- O Fiél Jardineiro
- O Gabinete Das Figuras De Cera
- O Gabinete Do Dr. Caligari
- O Gato Das Botas
- O Génio Do Mal (1976)
- O Grande Peixe
- O Grande Ditador
- O Guerreiro
- O Homem Duplo
- O Homem Que Copiava
- O Homem Que Sabia Demasiado
- O Homem Que Veio Do Futuro
- O Idealista
- O Jogo
- O Júri
- O Imperador Da Califórnia
- O Inquilino
- O Justiceiro Da Noite
- O Labirinto Do Fauno
- O Laço Branco
- O Lado Selvagem
- O Lago Perfeito
- O Leopardo
- O Livro Negro
- O Lobo Do Mar
- O Macaco De Ferro
- O Maquinista
- O Marinheiro De Água Doce
- O Menino De Ouro
- O Meu Tio
- O Milagre De Berna
- O Milagre Segundo Salomé
- O Mistério Galindez
- O Monstro Da Lagoa Negra
- O Mundo A Seus Pés
- O Nevoeiro (1980)
- O Ofício De Matar
- O Olho
- O Orfanato
- O Paciente Inglês
- O Padrinho - Parte I
- O Padrinho - Parte II
- O Padrinho - Parte III
- O Panda Do Kung Fu
- O Panda Do Kung Fu 2
- O Pesadelo De Darwin
- O Pistoleiro Do Diabo
- O Planeta Selvagem
- O Pó Dos Tempos
- O Portador Da Espada
- O Presidiário
- O Prisioneiro Do Rock
- O Protegido
- O Próximo A Abater
- O Quinto Elemento
- O Quinto Império
- O Regresso
- O Rei Dos Gazeteiros
- O Reino Proibido
- O Ritual
- O Ritual Dos Sádicos
- O Sabor Do Amor
- O Sargento Da Força Um
- O Segredo A Brokeback Mountain
- O Segredo De Um Cuscuz
- O Segredo Dos Punhais Voadores
- O Selvagem
- O Sentido Da Vida
- O Sétimo Selo
- O Sítio Das Coisas Selvagens
- O Sonho Comanda A Vida
- O Sonho De Cassandra
- O Sorriso De Mona Lisa
- O Tempo Do Lobo
- O Tesouro Da Sierra Madre
- O Tigre E A Neve
- O Tio Boonmee Que Se Lembra Das Suas Vidas Anteriores
- O Triunfo Da Vontade
- O Turista
- O Último Airbender
- O Último Grande Herói
- O Último Rei Da Escócia
- O Último Tango Em Paris
- O Último Voo Do Flamingo
- O Vingador Tóxico
- O Wrestler
- Ocean's Eleven - Façam As Vossas Apostas
- Odete
- Oldboy - Velho Amigo
- Olho Mágico
- Oliver Twist
- Ônibus 174
- Orca
- Órfã
- Os Amantes Regulares
- Os Amigos De Alex
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- Os Cavaleiros Do Asfalto
- Os Chapéus De Chuva De Cherburgo
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- Os Olhos Sem Rosto
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- Os Optimistas
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- Os Produtores (2005)
- Os Psico-Detectives
- Os Rapazes Da Noite
- Os Rapazes Não Choram
- Os Renegados Do Diabo
- Os Rutles - All You Need Is Cash
- Os Selvagens Da Noite
- Os Simpsons - O Filme
- Os Sonhadores
- Os Sorrisos Do Destino
- Os Super-Heróis
- Os Supeitos Do Costume
- Os Três Enterros De Um Homem
-Os Visistantes Da Idade Média
- Os 300 Espartanos

- Pagafantas
- Palpitações
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- Para Onde O Vento Sopra
- Parada De Monstros
- Paraíso, Inferno... Terra
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- Paris Je T'Aime
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- Pele
- Pequenas Mentiras Entre Amigos
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- Perto Demais
- Pesadelo Em Elm Street
- Pink Floyd The Wall
- Piranha 3D
- Piratas Das Caraíbas - O Mistério do Pérola Negra
- Piratas Das Caraí­bas - O Cofre Do Homem Morto
- Piratas Das Caraíbas - Nos Confins Do Mundo
- Planeta Dos Macacos
- Planeta Dos Macacos: A Origem
- Planeta Terror
- Plano 9 Dos Vampiros Zombies
- Polaróides Urbanas
- Polí­cia Sem Lei (1992)
- Polícia Sem Lei (2009)
- Poltergeist, O Fenómeno
- Ponto De Mira
- Por Favor Rebobine
- Por Favor Não Me Morda O Pescoço
- Porcos & Selvagens
- Posto Fronteiriço
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- Predadores
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- Preto E Branco
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- Príncipe Da Pérsia - As Areias Do Tempo
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- Profissão: Repórter
- Promessas Proibidas
- Proposta Indecente
- Proteger
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- Psicopata Americano
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- Pulsação Zero
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- Purana Mandir
- Purple Rain

- Quando Viste O Teu Pai Pela Última Vez
- Quarentena
- Quarteto Fantástico (1994)
- Quarteto Fantástico (2005)
- Quase Famosos
- Quatro Noites Com Anna
- Que Lugar Maravilhoso
- Que Se Mueran Los Feos
- Queijo E Marmelada
- Quem Quer Ser Bilionário
- Querida Famí­lia
- Querida Wendy

- R
- Rapariga Com Brinco De Pérola
- Rare Exports
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- Ray
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- Relatório Kinsey
- Relatório Minoritário
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- Sangue Por Sangue
- Santa Sangre
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- Saw - Enigma Mortal
- Saw II - A Experiência Do Medo
- Saw 3D - O Capítulo Final
- Scoop
- Scott Pilgrim Contra O Mundo
- Seconds Apart
- Seis Indomáveis Patifes
- Sem Ela
- Sem Limites
- Sem Rumo
- Sem Tempo
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- Ser E Ter
- Sereia
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- Sete Anos No Tibete
- Sete Vidas
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- Shaolin Soccer - O Ás Da Bola
- Shaolin Vs. Evil Dead
- Shattered Glass - Verdade Ou Mentira
- Sherlock Holmes
- Sherlock Holmes - Jogo De Sombras
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- Shoot 'Em Up - Atirar A Matar
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- Shrek Para Sempre
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- Sin City - Cidade Do Pecado
- Sinais
- Sinais De Fogo
- Sinais Do Futuro
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- Singularidades De Uma Rapariga Loira
- Sky Captain E O Mundo De Amanhã
- Slither - Os Invasores
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- Soldados Do Universo
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- Somewhere - Algures
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- Sophie Scholl - Os Últimos Dias
- Soro Maléfico
- Sorte Nula
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- Spartan - O Rapto
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- Star Wars - A Ameaça Fantasma
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- Swimming Pool
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- Tarnation
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- Taxidermia
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- Terra Dos Mortos
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- Terror Na Auto-estrada
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- The Departed: Entre Inimigos
- The Devil And Daniel Johnston - Loucuras De Um Génio
- The Devil's Double
- The First Great Train Robbery
- The Fountain - O Último Capítulo
- The Grudge - A Maldição
- The Host - A Criatura
- The Impossible Kid
- The King Of Kong
- The Langoliers - Meia-Noite E Um
- The Last House On The Left
- The Machine Girl
- The Man From Earth
- The Marine
- The Million Dollar Hotel - O Hotel
- The Mindscape Of Alan Moore
- The Mist - Nevoeiro Misterioso
- The Others - Os Outros
- The Prestige - O Terceiro Passo
- The 50 Worst Movies Ever Made
- The Way
- The Woman
- Thirst - Este É O Meu Sangue
- This Is It
- This Is Spinal Tap
- Thor
- Thriller - A Cruel Picture
- THX 1138
- Tirar Vidas
- Titanic 2
- Tony
- Tournée - Em Digressão
- Toy Story 3
- Tragam-me A Cabeça De Alfredo Garcia
- Transamerica
- Tron
- Tron: O Legado
- Tropa De Elite
- Tropa De Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro
- Tsotsi
- Tubarão
- Tubarão 2
- Tubarão 3
- Tubarão IV - A Vingança
- Tucker E Dale Contra O Mal
- Tudo Ficará Bem
- Tudo Pode Dar Certo
- Twisted - Homicídios Ocultos

- Ultra Secreto
- Um Amor De Perdição
- Um Azar Do Caraças
- Um Bater De Corações
- Um Belo Par... De Patins
- Um Cão Andaluz
- Um Dia A Casa Vai Abaixo
- Um Dia De Raiva
- Um Homem Singular
- Um Longo Domingo De Noivado
- Um Lugar Para Viver
- Um Padrasto Para Esquecer
- Um Profeta
- Um Tiro No Escuro
- Um Trabalho Em Itália
- Uma Aventura Na Casa Assombrada
- Uma Boa Mulher
- Uma Canção De Amor
- Uma Espécie De Cavalheiro
- Uma Famí­lia À Beira De Um Ataque De Nervos
- Uma História De Violência
- Uma Pequena Vingança
- Uma Rapariga Com Sorte
- Uma Segunda Juventude
- Uma Segunda Vida
- Undefeatable
- Unseen Evil 2 - Alien 3000
- Up - Altamente

- V De Vingança
- Vai E Vive
- Vais Conhecer O Homem Dos Teus Sonhos
- Valhalla Rising - Destino De Sangue
- Valquíria
- Vampiros de John Carpenter
- Van Helsing
- Vanilla Sky
- Vanitas
- Vasilhame
- Veio Do Outro Mundo
- Veludo Azul
- Velvet Goldmine
- Vencidos Pela Lei
- Vendendo A Pele
- Veneno Cura
- Vera Drake
- Versus - A Ressurreição
- Vestida Para Matar
- Vice
- Vício - Quando Nada É Suficiente
- Vicky Cristina Barcelona
- Vidas Sombrias
- Vigilância
- Vingança Redentora
- Virgem Aos 40 Anos
- Vitus
- Viúva Rica Solteira Não Fica
- Viver A Sua Vida
- Voando Sobre Um Ninho De Cucos
- Voltando Para Casa
- Voltar
- Vontade Indómita
- Voo 93

- Walk Hard - A História De Dewey Cox
- Walk The Line
- WALL-E
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Wassup Rockers - Desafios De Rua
- Watchmen - Os Guardiões
- Welcome To The Rileys
- White Irish Drunkers
- Wild Zero
- Win Win
- Wolf Creek
- Wristcutters: A Love Story

- X-Men
- X-Men 2
- X-Men 3 - O Confronto Final
- X-Men: O Início
- X-Men Origens: Wolverine

- Zack E Miri Fazem Um Porno
- Zardoz
- Zatoichi
- Zombies Party - Uma Noite... De Morte
- Zombies Strippers
- Zozo

- 007 - Agente Secreto
- 007 - Casino Royale
- 007 - Quantum Of Solace
- 10 Coisas Que Odeio Em Ti
- 100 Volta
- 10.000 AC
- 12 Homens Em Fúria
- 12 Macacos
- 12:08 A Este De Bucareste
- 1984
- 2LDK
- 24 Hour Party People
- 28 Dias Depois
- 20,13 - Purgatório
- 2012
- 300
- 4 Copas
- 48
- 50/50
- 6=0 Homeostética
- 8 1/2
- 9 Canções
- 98 Octanas


ENTREVISTAS:
- Fernando Fragata
- Festróia - Mário Ventura
- Filipe Melo
- Good N Evil
- IMAGO - Sérgio Felizardo
- José Barahona
- Nuno Markl
- Paulo Furtado
- Rodrigo Areias
- Sara David Lopes
- Solveig Nordlund
- Fernando Alle


TOPES:
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2011
- Top 5 dos Piores Filmes de 2011
- Top 10 dos Melhores Filmes de 2010
- Top 5 dos Piores Filmes de 2010
- Top 5 dos filmes de Leslie Nielsen
- Top 10 Dos Filmes Low Cost
- Top 5 das Melhores Cenas de Dança
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2009
- Top 5 dos Piores Filmes de 2009
- Top 5 dos Filmes Que Tenho Vergonha De Dizer Que Gosto
- Top 5 das Melhores Músicas de Ennio Morricone
- Top 5 dos filmes com Patrick Swayze
- Top 5 dos Telediscos do Michael Jackson
- Top 5 dos Filmes com David Carradine
- Top 5 dos Filmes com Lutadores de Luta-Livre
- Top 10 Os Melhores Filmes de 2008
- Top 5 Os Piores Filmes de 2008
- Top 5 dos Piores Filmes de Natal
- Top 5 das Coisas que não Esperávamos Ver no Cinema
- Top 5 dos Melhores Filmes de Paul Newman
- Top 5 Personagens Com Palas Nos Olhos
- Top 10 Melhores Cartazes De Cinema
- Top 5 dos Filmes de Chuck Norris
- Top 5 dos Filmes de Patrick Swayze
- Top 10 Os Melhores/Piores Vestidos dos Oscares
- Top 5 As Mortes de Crianças Mais Gratuitas
- Top 10 Os Melhores de 2007
- Top 5 Os Piores de 2007
- Top 7 Adaptações ao Cinema de Livros de Stephen King
- Top 5 Filmes Pela Paz
- Top 5 Os Melhores Beijos
- Top 5 Grandes Arquitectos
- Top 10 Filmes Que Mudaram A Minha Vida
- Top 5 Mulheres de Cabeça Rapada
- Top 5 As Cenas Mais Excitantes
- Top 10 Os Melhores de 2006
- Top 5 Os Piores de 2006
- Top 3 Filmes de Robert Altman
- Top 5 Os Vilões do Cinema
- Top 5 Filmes Com Mick Jagger
- Top 5 Filmes Com Steve Buscemi
- Top 5 Dos Cães no Cinema
- Top 5 Dos Filmes do Indie06
- Top 5 Dos Filmes do Fantas06
- Top 5 dos Presidentes
- Top 10 Os Melhores de 2005
- Top 5 Os Piores de 2005
- Top 5 Filmes com Pat Morita
- Top 10 Os Melhores Filmes Independentes
- Top 5 Os Piores Filmes da Saga Bond
- Top 5 Filmes com Dolph Lundgren
- Top 5 Adaptações de BD Para Cinema
- Top 10 Cenas Mais Assustadoras de Sempre
- Top 5 Vencedores do Óscar
- Top 5 Bond Girls
- Top 5 Filmes Sobre Doenças
- Top 5 Filmes de Natal
- Top 5 Melhores Batalhas Corpo-A-Corpo
- Top 10 Melhores Canções do Cinema
- Top 10 Melhores Filmes de Sempre
- Top 5 Melhores Momentos Musicais
- Top 5 Grandes Duelos do Cinema
- Top 10 Maiores Personagens do Cinema
- Top 5 Piores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 10 Melhores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 5 Filmes Religiosos


BAÚ DO TRASH:
- Needle
- Que Se Mueran Los Feos
- Easy A
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Saw 3D - O Capítulo Final
- And Soon The Darkness
- Os Imortais
- Purana Mandir
- Pagafantas
- The Bloodstained Butterfly
- Cisne Negro


ROYALE WITH CHEESE APRESENTA:
- A Tasca Da Cultura
- A Causa Das Coisas - parte I
- A Causa Das Coisas - parte II
- A Momentary Lapse Of Reason


FILMES A VER ANTES DE MORRER:
- #1 As Lágrimas Do Tigre Negro
- #2 Alucarda
- #3 Time Enough At Last
- #4 Armageddon
- #5 The Favour, The Watch And The Very Big Fish
- #6 Italian Spiderman
- #7 The Soldier And Death


UMA CURTA POR DIA NÃO SABE O BEM QUE LHE FAZIA:
- 1# Rabbit, de Run Wrake
- 2# Aligato, de Maka Sidibé
- 3# The Cat Concerto, de Joseph Barbera & William Hanna
- 4# A Curva, de David Rebordão
- 5# Batman: Dead End, de Sandy Callora
- 6# O Código Tarantino, de Selton Mello
- 7# Malus, de António Aleixo & Crosswalk, de Telmo Martins
- 8# Three Blind Mice, de George Dunning
- 9# Bedhead, de Robert Rodriguez
- 10# Key To Reserva, de Martin Scorcese
- 11# Bambi Meets Godzilla, de Marv Newland
- 12# The Horribly Slow Murderer with the Extremely Inefficient Weapon, de Richard Gale
- 13# Stolz Der Nation, de Eli Roth
- 14# Papá Wrestling, de Fernando Alle
- 15# Glas, de Bert Haanstra
- 16# Fotoromanza, de Michelangelo Antonioni
- 17# Quem É Ricardo?, de José Barahona
- 17# Terra Incognita, de Peter Volkart


AS MELHORES PIORES CENAS DE SEMPRE:
- A Pior Luta
- A Cena Mais Metida A Martelo
- O Ataque Animal Mais Brutal
- A Perseguição Mais Alucinante
- O Duelo Mais Improvável


CLUBE DE CINEMA DE SETÚBAL:
- Janeiro
- Fevereiro
- Março
- Abril
- Maio
- Setembro
- Novembro


FESTIVAIS:
- 20º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9
- 21º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 22º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
- 23º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
- 24º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 26º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 12º Caminhos Do Cinema Português
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- Imago 2006
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8

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