Royale With Cheese

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quinta-feira, janeiro 31, 2008  

UMA CURTA POR DIA NÃO SABE O BEM QUE LHE FAZIA:

Quem foi o cineasta que mais influenciou outros realizadores ao longo de toda a história do cinema?
A pergunta é quase retórica e impossível de responder, pelo menos com exactidão. Mas se alguém se atrevesse um dia a lançar uma hipótese, esta só poderia ser uma: Alfred Hitchcock.

De facto, o mestre Hitchcock é um dos nomes fundamentais da história da sétima arte e, particularmente, do cinema contemporâneo. Mestre do suspense, pioneiro no fantástico, fundamental nos jogos de espionagem, influência da nouvelle vague, ídolo dos movie brats e muito mais outras coisas que davam quase para encher uma lista telefónica.

Serve este longo prólogo para introduzir Key To Reserva, um anúncio em forma de curta-metragem que Martin Scorcese filmou este Natal que passou para a marca de champanhe Frixenet. Aparentemente, não poderia haver grande interesse em Scorcese a vender-se para uma bebida alcóolica... Mas Scorcese não é um realizador qualquer e Key To Reserva merecia um circuito comercial e tudo. E um Oscar. Ou, pelo menos, uma presença nesta rubrica.

Key To Reserva é um mockumentário com o próprio Scorcese como personagem central. É através de uma entrevista que o ouvimos contar como descobriu o guião incompleto (há uma página perdida) de uma cena de três minutos de um filme nunca realizado de Alfred Hitchcock, chamado (adivinharam) Key To Reserva. E Scorcese propõem-se a preservar esse filme nunca feito, realizando-o ele próprio como se fosse Hitchcock a realizar.

Key To Reserva é então um filme tão próximo da forma de filmar do mestre do suspense, circa década de 50, que até nos arrepiamos: é como se o fantasma de Hitchcock se tivesse levantado da tumba e possuído Scorcese. São três minutos de puro extâse, com uma cena genialmente apurada, cheia de suspense e referências aos filmes do mestre, com uma genial punchline (graças à tal página perdida) e um final divertido.

Acho que nunca tinha escrito tanto acerca de uma curta. É porque ela o merece.

Posted by: dermot @ 12:38 da tarde
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quarta-feira, janeiro 30, 2008  

AELITA:

Título: Aelita
Realizador: Yakov Protazanov
Ano: 1924


Se procurarmos traçar uma linha evolutiva e por ordem cronológica dos filmes de ficção-científica, Aelita surgirá logo a seguir às coisas de Meliès. Realizado em 1924 pelo russo Protazanov, Aelita foi um mega-sucesso comercial na União Soviética (uma espécie de blockbuster quando comparado com os filmes intelectuais de Eisenstein ou Vertov), tornou-se numa das grandes referências do género, desde Metrópolis (a cidade estratificada segundo um sistema feudal) a Flash Gordon (o guarda-roupa), passando pelos seus sucessores soviéticos (Tarkovsky e o seu Stalker), e foi o grande responsável por uma remessa de meninas recém-nascidas baptizadas com o mesmo nome.

Aelita desenvolve-se paralelamente entre a Terra e Marte: cá em baixo vive Los (Nikolai Tsereteli), um engenheiro obcecado em construir um foguetão que o leve até Marte desde que recebeu uma misteriosa mensagem do espaço - anta odeli uta, a mais célebre frase da ficção-científica a seguir a klatu barada niktu; e lá em cima vive a Raínha de Marte, Aelita (Yuliya Solntseva), fascinada em observar a vida dos terráqueos através de um telescópio especial recém-inventado. A cara Helena compara este olhar fascinado com o olhar maravilhado das primeiras pessoas perante o cinema neste breve texto, um olhar que tem sido perpetuado na história do cinema de ficção-científica, sempre que o Homem se depara com novos mundos ou civilizações (cristalizado em O Homem Que Veio Do Futuro).

Se formos a ser exactos, Aelita poderá não ser o primeiro filme de ficção-científica, mas será seguramente o primeiro a abordar viagens espaciais. E este será, provavelmente, o único (pelo menos o mais famoso) filme em que subverte a situação, uma vez que aqui são os terráqueos que viajam até Marte. Pela primeira vez, nós somos os alienígenas da equação.

Contudo, apesar de filme com laivos futuristas, a maioria da acção de Aelita decorre em Moscovo, com a recente revolução civil como pano de fundo. Afinal de contas, o principal mote do argumento é o amor entre Los e a sua esposa Natasha (Valentina Kuindzhi), ou não fosse este o leitmotiv da maioria dos filmes até aos anos 60, num romance com ares de tragédia grega e com graves problemas de desenvolvimento cronológico.

Mas esta máscara irá cair na última metade do filme, com este a transformar-se num folhetim propagandista de ideiais socialistas. Esta intenção já era de adivinhar com a caricatura que faz às classes sociais - os burgueses são retratados como tipos corruptos, ladrões e mentirosos, em oposição aos trabalhadores solidários, bem-intencionados e humildes -, mas torna-se declarado quando os humanos chegam a Marte e derrubam um regime totalitário numa revolução comunista, implementando (e passo a citar) a União Marciana de Repúblicas Socialistas Soviéticas(!).

Apesar de politica e socialmente datado, Aelita é um interessante filme e um documento essencial da ficção-científica, que com a banda-sonora adequada possibilita um serão mais longo do que era de esperar, ao apraz sabor de um McRoyal Deluxe.

Posted by: dermot @ 3:47 da tarde
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terça-feira, janeiro 29, 2008  

DAQUI P'RA FRENTE:

Título: Daqui P'ra Frente
Realizador: Catarina Ruivo
Ano: 2008


Nem sei por onde começar este texto sobre Daqui P'ra Frente, o sucessor de André Valente, o filme de estreia de realizadora Catarina Ruivo que eu ainda não vi, mas que entretanto já perdi toda a vontade de ver depois deste. Vou talvez começar pela única coisa positiva: Adelaide de Sousa. Adelaide de Sousa é uma das nossas boas actrizes, bonita e talentosa, que era bem capaz de benefeciar de um star system, se o nosso cinema tivesse um. Como não temos, é vê-la perdida por séries de televisão duvidosas e alguns filmes não muito famosos.

O princípio de Daqui P'ra Frente não é auspicioso e deixa-nos logo um mau prenúncio do que nos espera. Vemos Adelaide de Sousa a deambular de noite, a chegar à entrada de um prédio, a aperceber-se que se esqueceu das chaves, a sentar-se na soleira e a adormecer. E então, temos uma cena de vários minutos (chegam a parecer horas), com um plano fixo em que observamos Adelaide de Sousa a dormir. Desde o anoitecer até ao amanhecer. Sem se passar nada. Por momentos, parece estarmos perante um remake reduzido de Dormir, o filme de seis horas em que Andy Warhol filmou um tipo a dormir.

(Aparentemente) Daqui P'ra Frente é um filme sobre Dora (Adelaide de Sousa), uma vivida esteticista e ferrenha activista política de uma pequena célula partidária do Partido Esquerda Unida no Montijo, e António (Antonio Figueiredo), um sorumbático e calmo polícia. O trabalho dos dois faz com que ambos se desencontrem mais vezes do que se encontrem e o casamento de ambos vai começar a desmoronar-se...

A sinopse não é nada de novo, nem tão-pouco apelativa. Mas não é isso que nos faz deixar de ir ao cinema, nem tão-pouco é condição essencial para um bom filme. Contudo, Daqui P'ra Frente resume-se a ser uma sucessão de acontecimentos intercalados da vida do casal, cujo único ponto em comum é verem-se muito pouco. Sabemos que a ideia era fazer-nos aperceber da desfazamento daquela relação, mas a única coisa que nos parece é que ambos têm uma vida demasiada aborrecida.

Infelizmente, não é só o argumento que prima pela falta de vigor. Há uma tentativa de criar dois mundos paralelos: o de Dora, sempre muito colorido graças aos seus vestidos de cores alegres e decotes generosos, e o de António, sempre muito soturno e mergulhado nas sombras. Contudo, este último tem sempre mais aspecto de resultado de um mau director de fotografia do que de outra coisa. Depois há o autêntico desastre que é a montagem, que esquarteja completamente o filme. Daqui P'ra Frente é uma sucessão de várias (demasiadas) cenas de poucos segundos em que não se passa nada e praticamente sem relação entre elas, que quase nem têm ordem cronológica. Durante um filme de hora e meia é bem provável que decorram vários meses de história. E sem saltos cronológicos. Daqui P'ra Frente parece um teledisco da MTV em que não se passa nada.

O filme assume ainda contornos ridículos quando são inseridos no argumento elementos estranhos e completamente caídos do ar, sem qualquer motivo aparente nem objectivos dramáticos de relevo: tendências homossexuais metidas a martelo (porque qualquer filme actual que queira ser da cena tem que ter gays), putos suicidas que têm por objectivo dizer o máximo de palavrões no menor espaço de tempo possível e o aprofundamento dramático de uma personagem secundária completamente inóquo e desnecessário. Também por lá anda uma piscadela de olho política, com uns planos sugestivos às sedes do PCP e do PSD, mas vou-me abstrair de comentar por não ter percebido - demasiado inteligente para mim.

Daqui P'ra Frente tem o aspecto de um acidente de viação. E o pior é que não se limita a ser mau, torna-se mesmo irritante. E ficamos tão irritados que depois começamos a implicar com tudo, como nas cenas em que António anda de mota e vem a 40 a hora e a sonorização é a de um carro de fórmula 1. Tivesse diálogos mais teatrais e Daqui P'ra Frente seria o catálogo definitivo de todos os (maus) clichets do cinema nacional. Até o genérico final é triste, com uma animação manhosa no After Effects em que se esqueceram de colocar som. Lamento, mas não consigo comer mais nada para além do Pão Com Manteiga.

Posted by: dermot @ 12:47 da manhã
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segunda-feira, janeiro 28, 2008  

A NOIVA ESTAVA DE LUTO:

Título: La Mariée Était En Noir
Realizador: François Truffaut
Ano: 1968


Entre Godard e Truffaut, sempre fui preferi o primeiro. Não necessariamente por gostar mais dos seus filmes, mas antes porque Godard filma como ninguém. Mesmo quando os seus filmes são uma seca, cada plano ou sequência é de uma genialidade fora-de-série. Por isso, sem desprezar Truffaut, para mim Godard é o rei da nouvelle vague.

Contudo, é François Truffaut quem tem o filme com mais estilo da nouvelle vague, um filme com igual dose de coolness e de romantismo (apenas igualado por O Ofício De Matar). Chama-se A Noiva Estava De Luto e é referido, normalmente, quando se fala de Kill Bill. E mesmo que Tarantino continue a jurar a pés juntos que nunca viu o filme (tal como eu, ele também diz preferir o Godard), eu não acredito. E não é só pelas semelhanças com Kill Bill, é também por haver uma personagem careca que surge sempre de costas nas cenas, como Marcellus Wallace em Pulp Fiction.

A Noiva Estava De Luto é a história Julie Kohler (Jeanne Moreau), uma noiva que fica viúva à saída do altar. Uma vez que a tentativa de suicídio sai frustrada, Julie decide jurar vingança aos cinco indivíduos envolvidos no assassinato do seu marido. E assim, troca o branco pelo negro e de repente, temos a vingança servida a frio - com os nomes das vítimas a abater escritos num moleskine, qual lista de supermercado. Como em Kill Bill. Ou em Lady Snowblood.

O filme é baseado num livro de William Irish e, por isso, sente-se em A Noiva Estava De Luto a atmosfera das pulps dos anos 50. Contudo, o que mais se nota é a homenagem a Hitchcock. Há a influência dos seus planos-sequência, a atmosfera densa do suspense, um tipo que cai duma varanda que é claramente um boneco como em A Mulher Que Viveu Duas Vezes e viagens de comboio e de avião que lhe dão o ar cosmopolita de Intriga Internacional. No entanto, este tributo é bem naive e, espero eu, propositado.

Vamos então a uma contabilidade bem sucinta dos pontos bons e maus. Como positivo, A Noiva Estava De Luto tem, basicamente, duas coisas: a forma como ataca a história logo ao início, pegando o toiro pelos cornos (isto é, começando a despachar logo gente nos primeiros minutos), dispensando explicações e deixando-as para mais tarde; e o final genial (o melhor do filme, diga-se), que alia perfeição formal (um plano sugestivo e fixo a prestar tributo a John Ford) à inteligência do argumento. Contudo, depois de sabermos o motivo daquela vingança, quase que preferíamos ter continuado na ignorância, uma vez que chamar-lhe ridículo seria um favor. É a faceta ingénua do filme, aquilo que os americano chamam de tongue-in-cheek, que ganha uma dimensão ainda mais anedótica com a banda-sonora épica de Bernard Herrman (outra referência a Hitchcock) a enfatizar de forma gigantesca as mais insignificantes acções.

A Noiva Estava De Luto é uma vrsão contida e realista de Kill Bill, uma vez que esta noiva-vingadora consuma a sua vingança de forma bem humana, como até eu a podia fazer: envenenamentos, facadas ou asfixiamentos em armários(!). Contudo, a ligeireza do argumento (e apelidá-lo assim é, novamente, fazer-lhe um favor) aproxima-o vezes de mais da insignifância. Mas como hoje estou numa de dar uma de intelectual-que-gosta-muito-de-filmes-franceses-a-preto-e-branco sou capaz de lhe dar um McChicken.

Posted by: dermot @ 12:05 da manhã
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domingo, janeiro 27, 2008  

É por coisas como estas que os detractores deste blogue (basicamente, os 85% das pessoas que aqui chegam por acaso) dizem mal de mim: numa semana marcada pela misteriosa morte de Heath Ledger e do anúncio das nomeações para os Oscares deste ano, o Royale With Cheese nem uma palavra escreveu sobre o assunto.

Pois, se ainda que é sempre chato um jovem e promissior actor morrer de forma dramática, o que é certo é que Heath Ledger não chegou a construir uma folha de serviços minímos que me fizessem sair do escritório para aqui vir construir um top 5 em sua memória; e quanto aos Oscares, meus amigos, os Oscares já não são o que eram. Além disto, se quisessem ler mil e uma variações destas notícias bastava irem a um qualquer blogue da especialidade.

Assim, urge apenas fazer referência à verdadeira notícia desta semana, que pouco tem sido divulgada na blogosfera portuguesa: o anúncio dos nomeados aos Razzies de 2007. Porque como diz e bem o agora regressado Rei do Xunga, nesta momento interessam muito mais os Razzies do que os Oscares.

RAZZIES 2007 - NOMEADOS:

PIOR FILME:
Bratz, O Filme
O Guarda-Fraldas Em Apuros
I Know Who Killed Me
Declaro-vos Marido E... Marido
Norbit

PIOR ACTOR:
Nicolas Cage (Ghost Rider, O Tesouro: Livro Dos Segredos e Next - Sem Alternativa)
Jim Carrey (Número 23)
Cuba Gooding Jr. (O Guarda-Fraldas Em Apuros e Norbit)
Eddie Murphy (Norbit)
Adam Sandler (Declaro-vos Marido E... Marido)

PIOR ACTRIZ
Jessica Alba (Elas Não Me Largam, Quarteto Fantástico E O Surfista Prateado e Acordado)
Logan Browning, Janel Parrish, Nathalia Ramos & Skyler Shaye (Bratz, O Filme)
Elisha Cuthbert (Cativeiro)
Diane Keaton (Porque Sim!)
Lindsay Lohan (I Know Who Killed Me)
Lindsay Lohan (I Know Who Killed Me)

PIOR ACTOR SECUNDÁRIO
Orlando Bloom (Piratas Das Caraíbas Nos Confins Do Mundo)
Kevin James (Declaro-vos Marido E... Marido)
Eddie Murphy (Norbit)
Rob Schneider (Declaro-vos Marido E... Marido)
Jon Voight (Bratz, O Filme, O Tesouro: Livro Dos Segredos, Transformers e September Dawn)

PIOR ACTRIZ SECUNDÁRIA
Jessica Biel (Next - Sem Alternativa e Declaro-vos Marido E... Marido)
Carmen Electra (Epic Movie)
Eddie Murphy (Norbit)
Julia Ormond (I Know Who Killed Me)
Nicolette Sheridan (Nome De Código: Limpeza)

PIOR CASAL
Jessica Alba & Hayden Christensen (Acordado) ou Dane Cook (Elas Não Me Largam) ou Ioan Gruffudd (Quarteto Fantástico E O Surfista Prateado)
Qualquer combinação dos actores de Bratz, O Filme
Lindsay Lohan & Lindsay Lohan (segundo os senhores que mandam, no papel do yang do seu próprio yin) (I Know Who Killed Me)
Eddie Murphy & Eddie Murphy (Norbit)
Adam Sandler & Kevin James ou Jessica Biel (Declaro-vos Marido E... Marido)

PIOR REMAKE OU RIP-OFF
Estás Cada Vez Mais Frito, Meu!
Bratz, O Filme
Epic Movie
I Know Who Killed Me
Who's Your Caddy?

PIOR SEQUELA OU PREQUELA
Alien vs Predador 2
O Guarda-Fraldas Em Apuros
Evan O Todo-Poderoso
Hannibal - A Origem Do Mal
Hostel 2

PIOR REALIZADOR
Dennis Dugan (Declaro-vos Marido E... Marido)
Roland Joffe (Cativeiro)
Brian Robbins (Norbit)
Fred Savage (O Guarda-Fraldas Em Apuros)
Chris Siverston (I Know Who Killed Me)

PIOR ARGUMENTO
O Guarda-Fraldas Em Apuros
Epic Movie
I Know Who Killed Me
Declaro-vos Marido E... Marido
Norbit

PIOR DESCULPA PARA UM FILME DE TERROR
Alien vs Predador 2
Cativeiro
Hannibal - A Origem Do Mal
Hostel 2
I Know Who Killed Me


Observando estas nomeações, para além de ficar triste por não ter visto nenhum dos filmes, pode-se dizer que a este nada de novo. Os Razzies começam a atingir os mesmos níveis de saturação que os Oscares. Nenhuma novidade (Jon Voight ou Diane Keaton serão as mini-novidades), ilustres habituados a estas andanças (Eddie Murphy, Adam Sandler...), miúdas bonitas que já se devem sentir mal se não virem o seu nome nesta lista todos os anos (Lindsay Lohan, Jessica Alba, Carmen Electra...) e muita previsibilidade (cá para mim, Norbit vai limpar isto tudo). Supresa surpresa, só o facto de haver um filme com gente de carne e osso do Bratz. Como é que ainda há gente que financia estas coisas? Jesus...

Posted by: dermot @ 1:20 da tarde
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quarta-feira, janeiro 23, 2008  

A MORTE DO SR. LAZARESCU:

Título: Moartea Domnului Lazarescu
Realizador: Cristi Puiu
Ano: 2005


E de repente, eis a Roménia no mapa cinematográfico. Bastaram apenas três filmes - A Morte Do Sr. Lazarescu, 12:08 A Este De Bucareste e Quatro Meses, Três Semanas E Dois Dias - para se começar a falar numa nova vaga de realizadores da Roménia pós-comunista. E para dar legitimidade a isso, os senhores de Cannes deram a Palma de Ouro a Quatro Meses, Três Semanas E Dois Dias, oficializando de vez a coisa.

Ainda só vi A Morte Do Sr. Lazarescu, mas para já a minha opinião acerca do assunto resume-se a uma palavra: hype. Ou trocando por miúdos, é mais olhos do que barriga. É certo que Cristi Puiu filma como se vê muito pouca gente a filmar actualmente - por instinto, longe de estar influenciado por qualquer convenção cinematográfica -, o que acaba por ser refrescante no panorama saturado da produção cinematográfica de plástico. Mas nada disto é novo - principalmente se estiverem habituados às cinematografias de países com menos expressão ou a festivais como o Festróia - nem tão-pouco A Morte Do Sr. Lazarescu vem salvar o Mundo.

O senhor Lazarescu (soberbo Ion Fiscuteanu, a quem assitimos definhar ao longo do filme) é então um velhote sexagenário, viúvio, que vive sozinho com três gatos, não é muito dado à higiene, tem uma úlcera e uma especial aptidão para a pinga. O que também parece ter de forma recorrente são dores de estômago e de cabeça, algo que os vizinhos já nem ligam muito, devido aos seus hábitos alcoolicos. No entanto, o que aparentava ser mais uma bebedeira, vai assumir proporções mais preocupantes, à medida que nós embarcamos com o senhor Lazarescu e dois paramédicos numa cruzada quase interminável pelos vários hospitais de Bucareste.

A Morte Do Sr. Lazarescu é uma sátira social de humor negro, que assume moldes kafkianos à medida que nos vai atolando cada vez mais em burocracias e em profissionais de qualidades humanas duvidosas. Filmado com uma câmara ao ombro que treme mais que o cacilheiro que faz a travessia Barreiro-Terreiro do Paço e que acompanha nervosamente o mínimo movimento das personagens, o filme envolve-nos por completo naquele novelo de más decisões administrativas, burocracias e maus feitios, fazendo com que cheguemos a um certo ponto em que já só queremos que o velho seja tratado ou que, simplesmente, morra de uma vez por todas. A Morte Do Sr. Lazarescu é uma espécie de Brasil - O Outro Lado Do Sonho filmado segundo as normas do Dogma 95.

Poderiamos estar então perante um grande filme, se A Morte Do Sr. Lazarescu não fosse tremendamente longo. Na sua tentativa de prolongar a angústia do espectador, Cristi Puiu começa a fazer chover no molhado e o filme começa a tornar-se aborrecido e repetitivo. E depois, quando estamos já tremendamente chateados com o que estamos a ver, há algo que nos aborrece à brava: são os finais completamente pointless. É certo que tudo o que era para ser mostrado já o fora, mas naquela altura do campeonato pedia-se outro desfecho.

A Morte Do Sr. Lazarescu é o excelente exemplo de como um bom filme pode ser estragado por coisas tão simples como a falta de tacto. É um McChicken pequenino, pequenino, pequenino.

Posted by: dermot @ 12:52 da manhã
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segunda-feira, janeiro 21, 2008  

BLACK SNAKE MOAN - A REDENÇÃO:

Título: Black Snake Moan
Realização: Craig Brewer
Ano: 2007


Não sei quem é que escolhe quais os filmes que estreiam e os que não estreiam em Portugal, mas faz-me muita confusão como é que um filme em que a Christina Ricci passa o tempo todo de cuecas não estreia nos nossos cinemas. O filme em causa é Black Snake Moan - A Redenção (novamente, um sub-título demasiado óbvio é acrescentado), que votla a obrigar Craig Brewer a apresentar-se aos cinéfilos portugueses pelas portas do fundo. E com tanta porcaria a infestar as nossas salas, tal opcção não se compreende.

Se não está a ver que filme é este, eu ajudo-o: Black Snake Moan - A Redenção é um filme em que um bluesman temente a Deus, Lazarus (Samuel L. Jackson, o todo-poderoso, amén), acorrenta uma Christina Ricci semi-nua e ninfomaníaca ao radiador da sua casa. A coisa posta nestes moldes - e com o embrulho exploitation com que nos é apresentado (os cartazes, o genérico...) - pode parecer deveras série-b e, consequentemente, prometedor. Mas Black Snake Moan - A Redenção é um filme muito mais inteligente que isto.

Para começar, é um filme sobre os blues. Não o género musical, mas o estado de alma que isso implica. O grande Son House (vénias até à exaustão) dizia que tanto precisava dos blues, do álcool e das mulheres no sábado à noite, como de Deus, da missa e da redenção no domingo de manhã. Esta frase faz todo o sentido e podia muito bem ser a premissa de Black Snake Moan - A Redenção. Mas não é. É apenas o descritivo da personagem de Samuel L. Jackson, o típico homem negro do sul norte-americano, com resquícios do seu perosnagem bíblico em Pulp Fiction.

Black Snake Moan - A Redenção ainda emula timidamente um ensaio sobre a dicotomia conservadorismo/liberalismo. Samuel L. Jackson ensaia a faceta conservadora, um último defensor dos velhos costumes, cujas aparições em cena são sempre ao som dos blues acusticos e genuínos do Mississipi; por sua vez, Christina Ricci é a face liberal, a mulher branca emancipada, que faz o que quer, escolhe os homens que quer levar para a cama e não houve ordens de ninguém, sempre ao som dos descendentes do blues-eléctrico de Chicago (com os Black Keys no pelotão da frente). No fim, a balança pende ligeiramente para o primeiro, o que pode valer ao filme o selo de cristão ou de direita. Não se rendam a isso - é apenas um filme!

Mas no fundo, no fundo, Black Snake Moan - A Redenção é um filme sobre... redenção. E é isto que o trai. Porque se preocupa demasiado em criar cenas simbólicas e poéticas. Porque se às vezes isso resulta (Samuel L. Jackson a fazer uma versão de Blind Lemon Jefferson, com Christina Ricci aos pés, sobre uma trovoada, por exemplo), outras é um autêntico desastre (um concerto de blues transformado numa espécie de rave sensual é uma verdadeira ofensa). Black Snake Moan - A Redenção deveria deixar-se fluir naturalmente, em vez de querer ser maior que a sua própria condição. O resultado disto é chegar ao final e ser, literalmente, uma consulta mal amanhada no psiquiatra.

Posto isto, urge então emendar a sinopse que fiz lá em cima. Black Snake Moan - A Redenção é então um filme sobre amor e perda, onde duas pessoas vão colmatar as suas lacunas emocionais à sua maneira - Samuel L. Jackson com Deus e Christina Ricci com sexo.

Black Snake Moan - A Redenção cheira a Nova Orleães por todos os frames (assim como cheirava Uma Canção De Amor). Por isso podem esperar muita saloiada com estilo, ou seja, muitos calções à Daisy Duke e botas de cowboy (ou seja, white trash chicks), pickups e homens em camisolas de alças. Podem ainda esperar um grande filme de blues (eu aposto que conseguia escrever um ensaio sobre este filme ser uma metáfora ao blues, com o RL Burnside no centro, mas não o vou fazer porque não me parece que haja muita gente aqui interessada (ou que saibam quem é [provocação] o RL Burnside), com referências (a rodos) a RL Burnside (até Kenny Brown tem direito a cameo) e uma banda-sonora muito boa. E, claro, podem contar com cenas de sexo bruto e algo gráfico (com um bocadinho menos de sensibildiade poderia ser um sexploitation movie).

Infelizmente, Black Snake Moan - A Redenção não é tão bom quanto prometia nem quanto deveria ser. Talvez o Double Cheeseburger seja um castigo demasiado pesado, mas é como quando as equipas jogam bem e mesmo assim perdem o jogo. A lógica da opinião cinematográfica é como a lógica do futebol: uma batata.

Posted by: dermot @ 6:10 da tarde
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segunda-feira, janeiro 14, 2008  

CHRISTINE - O CARRO ASSASSINO:

Título: Christine
Realizador: John Carpenter
Ano: 1983


Agora que a peça de Terry Jones, Evil Machines, está em cena em Portugal, nada melhor do que recordar Christine - O Carro Assassino, uma das obras máximas do mestre do fantástico John Carpenter, adaptado dum livro do outro mestre do fantástico, Stephen King, autor que levou este conceito das máquinas possuídas em A Máquina Mortífera, onde havia uma máquina de lavar roupa(!) possuída que matava pessoas.

Como o próprio título indica, Christine - O Carro Assassino é sobre um automóvel - um Plymouth Fury vermelho de 1958, lindo lindo - com vida própria. Apesar da premissa parecer ser um pouco rídicula (e no fundo no fundo, é), esta temática dos carros assassinos já foi várias vezes visitada: À Prova De Morte, Um Assassino pelas Costas... Contudo, Christine - O Carro Assassino é o exemplo com mais encanto. Primeiro, porque nunca dá uma explicação para o facto do carro ter vontade própria e ser tão ruim; e segundo, porque este apenas age por amor. E no fim, numa cena inesperadamente comovente, Christine (o carro) despede-se do seu dono com uma serenata - a grande Pledging My Love, de Johnny Ace.

O filme centra-se então em duas personagens: o geek Arnie Cunningham (Keith Gordon), que não consegue arranjar namorada e com quem todos implicam, e o popular Dennis Guilder (John Stockwell), distinto jogador da equipa da escola e rapaz de sucesso junto às raparigas. Ambos são os melhores amigos e fazem uma equipa curiosa. Mas esta vai sofrer um revés quando uma rapariga entra na equação; uma rapariga de quatro rodas, chamada Christine. Um carro com vida própria, um instinto protector apurado, um irrepreensível gosto por rock'n'roll e muito ciumento, que vai seduzir Arnie. Este vai transformar-se num rebelde (obviamente que não é coincidência o blusão vermelho parecido com o de Dean em Fúria De Viver) e juntos vão perseguir e matar com requintes de malvadez todos os que lhe fizeram mal.

Christine - O Carro Assassino é um filme extremamente machista. Ou seja, Arnie é um tipo de quem ninguém gosta, mas que vai encontrar num carro uma extensão da sua virilidade. Com ele, as pessoas não vão passar a gostar dele, antes pelo contrário (os bullys ainda implicam mais consigo, os pais passam a estar contra ele e até o dono da garagem não vai muito à bola com o miúdo), mas Arnie sente-se mais seguro e confiante. É mais ou menos o mesmo que Querida Wendy, só que com carros em vez de armas.

Filme de suspense e mais sugestionável do que gráfico, Christine - O Carro Assassino é filmado com uma precisão assustadora, com Carpenter a limitar-se ao uso irrepreensível da steady-cam, certamente influenciado por Shining, de Stanley Kubrick. E pelo meio, apesar da excelente paleta de clássicos do rock, ainda há a banda-sonora minimal de John Carpenter, imagem de marca do seu autor.

Contra todas as previsões - afinal de contas não deixa de ser um filme sobre um carro que mata pessoas - Christine - O Carro Assassino é um filme quase perfeito e uma das obras-primas do saudoso Carpenter. Que o seu regresso volte a pautar por esta qualidade, a do Le Big Mac.

Posted by: dermot @ 7:09 da tarde
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domingo, janeiro 13, 2008  

STARDUST - O MISTÉRIO DA ESTRELA CADENTE:

Título: Stardust
Realizador: Matthew Vaughn
Ano: 2007


Com o sucesso inusitado de Harry Potter e de O Senhor Dos Anéis, o universo da fantasia ganhou um novo alento em Hollywood. De repente, tudo o que eram mundos paralelos à Terra Média do Tolkien foram repescados, desde os mais antigos (As Crónicas De Narnia à cabeça, obviamente) até aos mais recentes (Eragon ou A Bússola Dourada, por exemplo). A qualidade não interessava; tudo servia desde que tivesse fadas, bruxas ou dragões.

Por isso, era apenas uma questão de tempo até a indústria apontar baterias para aquele que é um dos melhores (o melhor?) escritores fantásticos da actualidade: Neil Gaiman, que até os mais distraídos conhecem de A Máscara De Cristal. A esses apenas deixo-vos um título a descobrir: A Short Story About John Bolton.

Stardust - O Mistério Da Estrela Cadente é a adaptação da BD homónima de Gaiman e é a estreia de Matthew Vaughn na cadeira de realizador, o que me deixa desde já curioso para ver Thor, a adaptação que vem aí de um dos meus heróis da Marvel favoritos. Resumidamente, é a estória de uma estrela cadente que cai do céu (a bela Claire Danes, que está de regresso aos ecrãs mais bonita do que nunca, mas que parece ter-se esquecido das qualidades representativas que mostrava em Que Vida Esta) e que vai ser disputada por várias pessoas e por variados motivos: por dois irmãos príncipes que necessitam dela para sucederem ao falecido pai, por três bruxas (entre elas, uma resplandecente Michelle Pfeiffer, provando que é como o vinho do Porto) que precisam do seu coração para serem eternamente jovens) e por um inocente rapaz mortal (Charlie Cox) que precisa dela para conquistar o amor da sua vida.

Um ligeiro aparte apenas para referir o filme cruza dois universos: o da Inglaterra vitoriana do século XIX e uma espécie de reino encantado alternativo chamado Stormhold, divertidamente separados apenas por um muro, guardado por um velhote de ar frágil mas que imporia bastante respeito a Yoda.

Um dos trunfos de Stardust - O Mistério Da Estrela Cadente é que consegue ser original no já muito saturado mundo da fantasia. Quer dizer, continuam a haver lugares comuns - as estrelas-cadentes que concedem desejos, as bruxas que querem ser as mais bonitas... -, mas Stardust - O Mistério Da Estrela Cadente subverte muito deste conteúdo. Porque mesmo com a mensagem moral intrínseca e o final feliz da praxe, não estamos acostumados a ver histórias destas com piratas panascas ou príncipes assasinos. Claramente, Stardust - O Mistério Da Estrela Cadente é um filme orientado a públicos mais velhos, uma vez que normalmente os filmes fantásticos são conotados com o público infanto-juvenil (e os geeks, obviamente).

Um argumento com boas ideias, um elenco superior (e nem falei sequer do pirata-sensível-demais de Robert De Niro), personagens económicas mas suficientemente estruturadas para não serem simples bonecos, poucas pretensões em ter um ar sério e epopeico (apesar de um par de cenas filmadas com pompa e circunstância) e um ritmo seguro, são os ingredientes certos para um entretenimento superior dentro deste género que está cada vez mais a repetir-se e a ser mais do mesmo.

Stardust - O Mistério Da Estrela Cadente não vem salvar o cinema fantástico nem tão-pouco impedir o seu esgotamento. Mas faz algo que os seus primos recentes raramente têm conseguido: recuperar o espírito mágico das fantasias dos anos 80, as matinés deliciosas de Willow, por exemplo. E só isso valeria o McBacon por inteiro.

Posted by: dermot @ 3:24 da tarde
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quarta-feira, janeiro 09, 2008  

ERASERHEAD - NO CÉU TUDO É PERFEITO:

Título: Eraserhead
Realizador: David Lynch
Ano: 1977


Lembram-se do anúncio do B! Abacaxi? Aquele em que havia um tipo grávido, que era transportado para um teatro numa ambulância com um papagaio em vez de sirene, onde um enfermeiro-tenor anunciava que ele tinha parido uma menina cheia de saúde? Se não sabem do que estou a falar, o maravilhoso mundo do youtube ajuda-vos aqui. Pois bem, sempre que vejo este anúncio lembro-me de Eraserhead - No Céu Tudo É Perfeito.

Eraserhead - No Céu Tudo É Perfeito é o filme debutante do realizador de culto David Lynch, um filme que nos introduz ao mundo estranho do seu criador, dando um pontapé na lógica ao socorrer-se do absurdo e do non-sense para criar esta obra-prima do surrealismo.

Podemos recorrer a Buñuel - e a Um Cão Andaluz, mais propriamente - para situar esta obra; no entanto, Eraserhead - No Céu Tudo É Perfeito não se enquadra bem nos moldes surrealistas do espanhol. Enquanto Um Cão Andaluz tentava ser uma amálgama de experiências mais ou menos aleatórias, que tinha como único intuito provocar no espectador sensações de repulsa, Eraserhead - No Céu Tudo É Perfeito cria uma narrativa mais ou menos linear, onde as coisas, aparentemente, fazem sentido nem que seja na cabeça do seu realizador (apesar de Lynch dizer que nem todos os elementos têm que contribuir para o objectivo central da obra). Contudo, uma coisa é óbvia: Eraserhead - No Céu Tudo É Perfeito é um filme perturbador, o mais esquisito filme de terror de sempre. Esqueçam o horror gráfico e o horror sugerido e conheçam o horror sensorial.

Eraserhead - No Céu Tudo É Perfeito é um herdeiro formal do humor burlesco da comédia física de Keaton e Chaplin, situada num indefenido cenário industrial, amorfo e fumarento. Contudo, o preto-e-branco é usado aqui com dois intentos: com o objectivo de transmitir ideias de modorra e uniformização ao cenário e à história; e com o objectivo de criar um maior contraste nos jogos de sombra e luz. De uma forma primitiva, podemos dizer que Lynch estava a ensaiar aqui a génese do psycho-noir, que iria aperfeiçoar com Veludo Azul.

Aparentemente, Eraserhead - No Céu Tudo É Perfeito é a estória de Henry Spencer (Jack Nance), um tipo reservado e com uma duvidosa estética capilar, que se deixa abusar por terceiros e tomarem as decisões por si. Quando se vê "forçado" a constituir família (graças a um filho mutante(!)), Henry vai-se ver encurralado entre um mundo real e um mundo de fantasia, onde encontra o escape no mundo interior do seu radiador(!!).

Eraserhead - No Céu Tudo É Perfeito é um filme perturbador e desconfortável, por vários motivos: pelos elementos nojentos que Lynch insere na trama, pela escuridão macabra da fotografia (olá expressionismo alemão) e pelo ruido constante. Aliás, o filme é, provavelmente, o filme com mais poluição sonora de sempre, como se estivesse constantemente a passar nas redondezas uma famel com o escape furado.

Supostamente, apesar de nunca ter dado pistas para entender o filme, Eraserhead - No Céu Tudo É Perfeito é um desabafo de Lynch sobre os seus traumas, obsessões e neuras - o "ódio" pela Filadélfia industrial, a fobia de constituir família (este filme é o derradeiro pesadelo a ultrapassar por todos os casais que estejam a pensar em serem pais), a insegurança perante o núcleo familiar tradicional... O que é certo é que, enquanto objecto fílmico, Eraserhead - No Céu Tudo É Perfeito é muito poucochinho. É antes um objecto sensorial, uma experiência metafísica que nos limita às simples sensações do ver, ouvir e, consequentemente, sentir. Não esperamos é que em casos destes tais experiências nos causem desconforto e repulsa. Mas vendo bem, era este o intuito, ou não fosse o filme um descarregar de forças negativas. Sendo assim, o McChicken até faz algum sentido.

Posted by: dermot @ 3:15 da tarde
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terça-feira, janeiro 08, 2008  

VELVET GOLDMINE:

Título: Velvet Goldmine
Realizador: Todd Haynes
Ano: 1998


Existem três vias a seguir quando se quer fazer um bio-pic, a saber: a primeira é a mais óbvia, que parte do pressuposto que o espectador não sabe quem é o artista representado e, por isso, pretende fazer uma introdução ao músico, à sua obra e ao homem por trás da música (é assim em filmes como Rock De Fogo, por exemplo); a segunda arranca tendo como garantido que o espectador sabe quem é o artista e, por isso, pretende apenas retratar apenas aspectos da sua vida ou obra (o exemplo do recente Control); e a terceira, a mais incomum, acontece quando o realizador não quer saber nem do artista nem do homem por trás do artista - interessa-lhe antes o legado artístico e simbólico da sua música (Don't Look Back saiu agora em DVD, vão lá à procura dele se faz favor).

É assim Todd Haynes, um tipo do rock, que lhe interessa contar histórias tendo como pano de fundo e suporte narrativo acontecimentos marcantes da cultura pop contemporânea. Velvet Goldime é, assim, uma recriação livre do que foi/possibilitou o glam-rock nos anos 70, uma dramatização muito mais simbólica do que real. É como assistir a Os Quatro Cabeleiras do Após-Calipso e ver muito mais além do que um filme sobre os Beatles - ver um documento sobre o hedonismo da estrela rock e a rebeldia e a festividade do próprio rock'n'roll.

Por isso, apesar do argumento de Velvet Goldmine arrancar com uma emulação do alter-ego de David Bowie, Ziggy Stardust (interpretado por Jonathan Rhys Meyers na pele de Brian Slade, ou melhor, Maxwell Demon), e de fazer lembrar a relação que este teve com Iggy Pop (aqui sob o nome de Curt Wild e sob a pele de Ewan McGregor), o filme nada tem a ver com o formato biografia. É antes um tributo ao glam-rock e a tudo a que aquela época replandescente trouxe, após ter enterrado o psicadelismo (depois deste ter degenerado no rock-progressivo) a lantejoulas e sapatos de plataforma.

Velvet Goldmine é assim a história de um triângulo de glam-rockers, contada em retrospectiva num flashback não muito linear. Repescando a estrutura de O Mundo A Seus Pés, Arthur Stuart (Christian Bale) é um jornalista que vai tentar descobrir o que aconteceu a Brian Slade (Jonathan Rhys Meyers), a super-estrela do glam-rock que há dez anos forjou o seu assassinato em palco. Nesta investigação, Arthur Stuart vai rebarir uma porta do passado, onde ele próprio teve um papel fundamental (ele é, simbolicamente, o resultado socio-cultural que aquela particular cena artística provocou), que tem como personagens centrais o tal Brian Slade, o selvagem Curt Wild (Ewan McGregor) e o misterioso Jack Fairy (Micko Westmoreland numa espécie de fusão a frio de tudo o que foi importante para o nascimento do glam, de Brian Ferry a Marc Bolan).

A forma livre e original como é recriado pode dar a Velvet Goldomine um tom semelhante ao de 24 Hour Party People. Contudo, enquanto que este era uma versão caricatural da cena musical de Manchester, este é uma recriação simbólica da cena musical de Londres. E aqui é Oscar Wilde quem tem o papel fundamental, ao ser tomado como génese da cultura pop e daquele movimento provocador, um ser de origens trasncendentais (muito acima da divindade), cujos diálogos mais não são que citações de muitos dos seus textos. Ou seja, em questões formais, Velvet Goldmine é um dos melhores filmes de sempre: diálogos de Oscar Wilde com banda-sonora glam-rock.

No entanto, tanto simbolismo, especialmente para quem não está familiarizado com a carreira de Lou reed, Brian Eno ou David Bowie, começa por provocar demasiada confusão - o que no entanto teria sido perfeito nos anos 70, catalogado no meio das trips cinematográficas.

Velvet Goldmine é um filme ideal para estimular o sentido auditivo (por isso é que existe uma epígrafe ao início a aconselhar-nos a vê-lo com o volume bem alto) e uma obra para se rever regularmente, onde cada nova visualização vai trazer novas percepções. A dieta recomendada é então a seguinte: começar com um menu rico em McBacons e, se sentir confortável, mudar para um McRoyal Deluxe passado um ano.

Posted by: dermot @ 11:41 da manhã
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domingo, janeiro 06, 2008  

TOP 5:

Existem coisas que se tentam sempre evitar no cinema. Por mais alternativo que seja o filme, o bom-senso manda que não se mostrem certas coisas no ecrã. E uma delas é a morte de crianças. Contudo, existem sempre as excepções à regra. E onde se lê excepções à regra, deve-se ler realizadores com mentes distorcidas e dementes, que conseguem levar ainda a coisa mais longe. É a eles que é dedicado esta lista: o TOP 5 DAS MORTES MAIS GRATUITAS DE CRIANÇAS NO CINEMA:

5º Lugar
24 (segunda temporada)

Jack Bauer é o maior herói de acção desta viragem de século, o descendente directo do action hero dos anos 80. Um daqueles heróis direitistas que está disposto a tudo - inclusive dar a própria vida - para defender o seu país. Por isso, quando precisa de extrair informações vitais a um terrorista do Médio Oriente, não está por meias medidas. Aprisiona a família deste e diz-lhe se não me disseres o que quero mato os teus filhos. E como a resposta é negativa, bang bang, dois tiros a frio em cheio no petiz mais novo, bem em frente ao pai, que desbobina tudo o que sabe num ápice. How cool is that?
Infelizmente, depois vimos a saber que tudo aquilo foi uma encenação. Mas nós preferimos ignorar esta parte.


4º Lugar
Cemitério Vivo

Nesta feliz e normalmente esquecida adaptação do clássico de Stephen King, existe a mais cool morte gratuita de uma criança desta lista. Um puto brinca despreocupadamente no meio de uma estrada, quando em alta velocidade e a cantarolar Sheena Is A Punk Rocker, dos Ramones, um camionista o passa a ferro sem sequer pestanejar. Mas este filme não se fica por aqui, porque pouco depois tem o pai a profanar o caixão do seu próprio filho...

3º Lugar
El Topo

Realizador demente com a mente distorcida podia muito bem ser o nome do meio de Alejandro Jodorowsky, o rei dos surrealistas. Esqueçam completamente o Lynch; o Jodorowsky é que é. Na sua obra-prima El Topo, o realismo gráfico confunde-se muitas vezes com o sensacionalismo, o que faz do filme uma experiência perturbadora. Mas o que interessa para aqui é uma fantástica cena de forte crítica à religião, onde um padre de uma igreja para enganar parvos, joga à roleta russa com os seus próprios fiéis. Deus não vai deixar morrer os seus seguidores, defende ele. O problema é que alguém encheu a câmara da pistola com balas verdadeiras, mesmo na altura em que chega a vez de experimentar a arma na cabeça de um miúdo no colo da sua mãe.

2º Lugar
Planeta Terror

Na sua experiência de recriar os exploitation movies dos anos 70, Robert Rodriguez repescou todos os géneros chamados menores da sétima arte: o gore, os zombies, os sexploitations... E claro que este atacado de xungaria refinada não ficaria completo sem uma morte gratuita de um miúdo. Por isso, quando a mãe mete um revólver nas mãos do seu filho para se proteger dos zombies e diz-lhe não o apontes à tua cara, o que é que este vai fazer imediatamente a seguir? Apontar à cara e disparar. E depois é ver a mãe a carrega-lo ao colo durante o resto do filme, qual saco de batatas inanimado.

1º Lugar
Assalto À Esquadra 13

Robert Rodriguez pode ter feito o maior filme xunga deste século até há data, mas o rei dos filmes alternativos continua a ser, obviamente, John Carpenter. E é ele, que na sua estreia em 1976, consegue aquele que é o mais brutal massacre gratuito de uma miudinha de 5 anos no cinema. É quando uma inocente rapariguinha vai trocar um gelado a uma carrinha de gelados, acabada de ser ocupada por um gandim. Ah e tal, enganou-se no meu gelado, diz-lhe. Resposta sem pestanejar: um tiro peito, à queima-roupa. Priceless.

Posted by: dermot @ 11:54 da manhã
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quinta-feira, janeiro 03, 2008  

24 HOUR PARTY PEOPLE:

Título: 24 Hour Party People
Realizador: Michael Winterbottom
Ano: 2002


Estimulado por Control, não resisti em ir repescar à prateleira aquele que é o único bom filme de Michael Winterbottom (pelo menos dos que eu vi), 24 Hour Party People, o retrato da cena musical de Manchester, com Tony Wilson como personagem central.

24 Hour Party People é um filme tofu, ou seja, não é nem carne nem peixe. Quero eu dizer com isto que 24 Hour Party People é metade mockumentário, outra metade docudrama (para não falar das duas metades em que também é rockumentário). Por outras palavras, 24 Hour Party People é, como já alguém o definiu, um documentário hiperbolizado. Qer isto dizer que a fotografia que Michael Winterbottom tira daquela época muito particular cruza ficção e realidade, acrescentando de forma simbólica episódios que podem não ser totalmente verdadeiros. Porque como dizia John Ford, se tiver que escolher entre a história e a lenda, publique a lenda.

Para quem não conhece Tony Wilson ou a cena de Manchester, aqui vai um resumo consiso. Interpretado genialmente por Steve Coogan, Tony Wilson foi um empresário de sucesso que esteve por detrás do melhor que se passou na cena musical de Manchester pós-1977. Ou seja, foi ele o criador da Factory Records, etiqueta que lançou os Joy Division ou os Happy Mondays, por exemplo, e foi ele quem fundou a Hacienda, discoteca incontornável na história da música contemporânea. Tony Wilson foi então uma das pessoas mais importantes na génese do pós-punk e da música de dança e de tudo o que está entre estes dois.

24 Hour Party People é então a história de Tony Wilson, mas não se debruça sobre a vida pessoal do homem. Este é antes o fio condutor e, simultaneamente, a âncora de toda a história. E também o próprio narrador. Mas não é um narrador normal; é antes um narrador distorcido do que estamos habituados a ver, que fala directamente com o espectador, conta-lhe o que vai surgir mais à frente no filme, dá-lhe informações sobre a vida real e sobre a ficção, transmite-lhe pormenores técnicos sobre a própria fita e faz rodapés cronológicos. Em suma, é uma espécie de Woody Allen demente que se estivesse a auto-parodiar.

É esta liberdade criativa de 24 Hour Party People que lhe transmite cor e alegria, mas sobretudo que lhe confere a aura criativa e enérgica que se vivia naquela altura em Manchester, uma cidade em claro declínio pós-industrial. Parece que as localidades marcadas pelo estigma industrial têm um qualquer efeito na criatividade artísticas dos seus habitantes, ora vejam o caso de Detroit ou do Barreiro.

24 Hour Party People é um excelente documento que recria livremente o que se passou de mais importante na cena de Manchester - o surgimento do pós-punk, que viria a influenciar muita coisa (os góticos, anyone?); a morte do carismático Ian Curtis; o surgimento da música electrónica, da rave-music e do DJ enquanto artista; e os Happy Mondays e Madchester -, que reconsitui os episódios mais simbólicos desta década (mesmo que não sejam verdadeiros) - os Happy Mondays a envenerarem os pombos da cidade; o contrato a sangue entre os Joy Division e a Factory; e o seu baterista a gravar Control no topo do telhado do estúdio - e que tem momentos verdadeiramente divertidos e marcantes - como o remate final, em que Tony Wilson tem uma visão de Deus e que em apenas 5 minutos faz um resumo genial da sua personalidade e de todo o seu legado no mundo da música.

Não procurem 24 Hour Party People para um retrato fiél do que se passou. Vejam-no como uma caricatura e fruam de uma experiência semelhante à que se estivessem estado por dentro daquele movimento. Tal como Control, este também é um Le Big Mac, mas com um sabor bem diferente.

Posted by: dermot @ 7:18 da tarde
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CONTROL:

Título: Control
Realizador: Anton Corbijn
Ano: 2007


Normalmente, os bio-pics das estrelas da música que vemos no cinema representam-nos como seres divinos e génios astutos. Mesmo que retratem os seus podres, como Ray Charles ser um cocainómano (estou a falar de Ray, obviamente), ou Johnny Cash ter enganado a sua esposa (e aqui de Walk The Line), estes são sempre heróis intocáveis. Os tais super-homens, de que falava Nietzsche, os Jesus Cristo da idade contemporânea. No entanto, tal como da primeira vez que Jesus apareceu no cinema retratado com uma dimensão existencialista causou furor (alguém mencionou A Última Tentação De Cristo?), também está a fazer furor a primeira vez que aparece no cinema um músico com dimensão humana.

Os mais atentos já descobriram de quem estou a falar. Obviamente, é de Ian Curtis, o carismático vocalista dos saudosos Joy Division, um dos últimos heróis românticos da história do rock, cuja existência atormendada veio agora dar origem a este bio-pic diferente, um bio-pic sobre o homem por detrás da música. Por isso, se está à espera de um filme sobre os Joy Division, não se iluda. Procure antes a caricatura (no bom sentido, atenção) 24 Hour Party People, se for esse o seu intuito.

Control é então sobre Ian Curtis, o homem e não o mito, encarnado por um irrepreensível Sam Riley (que, curiosamente, já havia sido Mark E. Smith, o líder dos The Fall (vénia vénia vénia) nesse mesmo 24 Hour Party People), que emula na perfeição o falecido Curtis, com todos os seus maneirismos, trejeitos e olhares. A pose é tão perfeita que, durante as recriações musicais, chegamos a ficar assustados com as semelhanças e, por vezes, parece mesmo que estamos a ver Ian Curtis naqueles míticos vídeos que já conhecemos de cor do youtube.

O filme foi feito com base nos testemunhos das pessoas em que mais podiamos confiar nesta situação - o realizador Anton Corbjin foi uma espécie de fotógrafo oficial dos Joy Division e, por isso, privou de perto com eles durante algum tempo; Deborah Curtis (aqui uma roliça Samantha Morton), a esposa de Ian Curtis, foi quem escreveu o livro no qual se baseia o filme; e Annik Honoré (Alexandra *suspiro* Maria Lara), a amante, foi consultora do filme); por isto, Control não poderia pintar um retrato mais fiél de Curtis, dos seus medos, dos seus conflitos existenciais, da sua incapacidade de suportar a pressão e da sua sensibilidade. Em suma, é o apanhado físico e psicológico perfeito daquele tipo alto e algo esquisito, parafraseando um dos membros da sua banda da primeira vez que o conheceu.

Control é filmado a preto e branco e essa opção revela-se sem por cento acertada. E por vários motivos: primeiro, porque o preto e branco trasmite aquela ambiguidade de emoções, que tão bem funciona no film noir; segundo, porque dá uma ideia acertada da melancolia e marasmo do estigma industrial de Manchester, o cenário de toda a estória; e terceiro, porque confere uma aura romântica áquela personagem, que cola na perfeição com a poesia e a música dos Joy Division. Tudo isto parece ser filmado como Gus Van Sant filma os seus adolescentes, de forma passiva e quase voyerista, mas é antes resultado de uma inocência de quem faz as coisas por instinto - é a vantagem de ser cineasta autodidata, sem formação.

Mesmo para gente como eu, que não é particularmente admirador da música dos Joy Division - sempre fui mais do punk fuck you do que o punk I'm fucked -, Control é um filme que nos agarra como a super-cola agarra cientistas ao tecto, um filme sufocante e quase frustrante, porque conseguimos chegar a entender o desespero daquele homem - um homem que estava perdido ao ponto de querer tanto acabar com a sua vida, que teve força suficiente para não fazer algo tão simples quanto esticar as pernas para não morrer. Por isso, mesmo que toda a gente saiba que no fim do filme o protagonista vai encontrar a fatalidade num estendal da roupa, Control não deixa de ser obrigatório. Um obrigatório que num dia de maior fragilidade emocional o vai levar certamente ao Le Big Mac..

Posted by: dermot @ 12:38 da manhã
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COTAÇÃO:
10 - Royale With Cheese
9 - Le Big Mac
8 - McRoyal Deluxe
7 - McBacon
6 - McChicken
5 - Double Cheeseburger
4 - Cheeseburger
3 - Caixinha de 500 paus (Happy Meal)
2 - Hamburga de Choco
1 - Pão com Manteiga

TAKE:
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- As Lágrimas Do Tigre Negro
- As Leis Da Atracção
- As Noites Loucas Do Dr. Jerryll
- As Penas Do Desejo
- As Tartarugas Também Voam
- As Vidas Dos Outros
- Aberto Até De Madrugada
- Assalto À Esquadra 13 (1976)
- Assalto À Esquadra 13 (2005)
- Assalto Ao Santa Maria
- Assassinos Natos
- Ata-me
- Até Ao Inferno
- Até Ao Limite Do Terror
- Atraídos Pelo Crime
- Através Da Noite
- Attack Of The 50 Foot Woman
- Aurora
- Austrália
- Autocarro 174
- Avatar
- Aviva, Meu Amor
- Aztec Rex
- Azul Metálico

- Babel
- Backbeat, Geração Inquieta
- Balas E Bolinhos - O Regresso
- Balbúrdia No Oeste
- Bando À Parte
- Baraka
- Barbarella
- Barreira Invisí­vel
- Batman
- Batman Regressa
- Batman - O Início
- Be Cool
- Beijing Bastards
- Belleville Rendez-Vouz
- Bem-vindo À Zombieland
- Bem-vindo Ao Norte
- Berlin 36
- Birth - O Mistério
- Biutiful
- Black Sheep
- Black Snake Moan - A Redenção
- Blade Runner - Perigo Iminente
- Blueberry
- Boa Noite E Boa Sorte
- Bobby Darin - O Amor É Eterno
- Body Rice
- Bombom
- Bom Dia Noite
- Bom Dia Vietnam
- Bonnie E Clyde
- Boogie Nights
- Borat
- Brasil - O Outro Lado Do Sonho
- Breakfast On Pluto
- Brincadeiras Perigosas (2007)
- Brisa De Mudança
- Bronson
- Bruce, O Todo-poderoso
- Bruiser - O Rosto Da Vingança
- Bruno
- Buffalo 66
- Bubba Ho-Tep
- Bullit
- Bunker Palace Hotel
- Buried
- Busca Implacável
- Bz, Viagem Alucinante

- Cadillac Records
- Cães Danados
- Cães De Palha
- Café E Cigarros
- Call Girl
- Camino
- Capitão Alatriste
- Capitão América - O Primeiro Vingador
- Capote
- Carrie
- Cartas Ao Padre Jacob
- Cartas De Iwo Jima
- Casa De Loucos
- Casablanca
- Casino Royale
- Catwoman
- Cavalo De Guerra
- Cemitério Vivo
- Censurado
- Centurion
- Charlie E A Fábrica De Chocolate
- Che - Guerrilha
- Che - O Argentino
- Chemical Wedding
- Chéri
- Chinatown
- Chocolate
- Choke - Asfixia
- Chovem Almôndegas
- Christine - O Carro Assassino
- Cidade Fria
- Cinco Dias, Cinco Noites
- Cinema Paraíso
- Cinerama
- Cisne Negro
- Clube De Combate
- Coco Avant Chanel
- Coisa Ruim
- Cold Mountain
- Cold Weather
- Colete De Forças
- Colisão
- Com Outra? Nem Morta!
- Comboios Rigorosamente Vigiados
- Comer Orar Amar
- Complexo - Universo Paralelo
- Conan, O Bárbaro
- Contrato
- Control
- Controle
- Coração De Cavaleiro
- Coração De Gelo
- Coração Selvagem
- Corações De Aço
- Coragem De Mãe: Confrontando O Autismo
- Corre Lola Corre
- Correio De Risco
- Correio De Risco 3
- Corrida Contra O Futuro
- Corrupção
- Cozinhando A História
- Crank - Veneno No Sangue
- Crank - Alta Voltagem
- Cremaster
- Crime Ferpeito
- Crippled Masters
- Cristóvão Colombo - O Enigma
- Crónica Dos Bons Malandros
- Crueldade Intolerável
- Cubo
- Culture Boy
- Cypher
- Cyrano de Bergerac (1950)

- Daisy Town
- Dallas
- Danny The Dog - Força Destruidora
- Daqui P'ra Frente
- Dark City - Cidade Misteriosa
- De Cabeça Para Baixo
- De Homem Para Homem
- De Olhos Abertos
- De Olhos Bem Fechados
- De Sepultura Em Sepultura
- De Tanto Bater O Meu Coração Parou
- De-Lovely
- Delhi Belly
- Dead Snow
- Death Race 2000
- Deixa-me Entrar
- Delicatessen
- Demolidor - O Homem Sem Medo
- Dentro Da Garganta Funda
- Depois Do Casamento
- Destruir Depois De Ler
- Diamante De Sangue
- Diário Dos Mortos
- Diários De Che Guevara
- Dias De Futebol
- Dick E Jane - Ladrões Sem Jeito
- Dictado
- Die Hard 4.0 - Viver Ou Morrer
- Die You Zombie Bastards!
- Dogma
- Domino
- Don Juan DeMarco
- Donnie Brasco
- Doom - Sobrevivência
- Doomsday - Juízo Final
- Dorian Gray
- Dot.Com
- Dr. Estranhoamor
- Drácula 2001
- Drácula De Bram Stoker
- Drive - Risco Duplo
- Dreamgirls
- Duas Mulheres

- É Na Terra Não É Na Lua
- Easy A
- Easy Rider
- Eduardo Mãos De Tesoura
- Efeito Borboleta
- El Mariachi
- El Topo
- Ela Odeia-me
- Eles
- Eles Vivem
- Elvis
- Em Bruges
- Em Busca Da Felicidade
- Em Carne Viva
- Em Liberdade
- Em Nome De Caim
- Em Nome De Deus
- Em Paris
- Em Privado
- Embargo
- Encarnação Do Demónio
- Encontros Em Nova Iorque
- Encrenca Dupla
- Encurralada
- Ensaio Sobre A Cegueira
- Enterrado Na Areia
- Entre Os Dedos
- Entrevista
- Equilibrium
- Era Uma Vez No México
- Eraserhead - No Céu Tudo É Perfeito
- Escola De Criminosos
- Escolha Mortal
- Esporas De Aço
- Estado De Guerra
- Estamos Vivos
- Este É O Meu Lugar
- Este País Não É Para Velhos
- Estômago
- Estrada Perdida
- Estranhos
- Estrellita
- Eu Amo-te Phillip Morris
- Eu, Peter Sellers
- Eu Sou A Lenda
- Eu Sou Evadido
- Eu, Tu E Todos Os Que Conhecemos
- Everything Must Go
- Evil Dead - A Noite Dos Mortos-Vivos
- Evil Dead 2 - A Morte Chega De Madrugada
- Evil Dead 3 - O Exército Das Trevas
- Ex-Drummer
- Exterminador Implacável 1
- Exterminador Implacável 2 - O Dia Do Julgamento Final
- Exterminador Implacável 3 - Ascensão Das Máquinas
- Exterminador Implacável 4 - A Salvação

- Factory Girl - Quando Edie Conheceu Warhol
- Factotum
- Fados
- Fahrenheit 9/11
- Falso Alarme
- Fando E Lis
- Fantasmas De Marte
- Fargo
- Faster, Pussycat! Kill! Kill!
- Fausto 5.0
- Favores Em Cadeia
- Felicidade
- Feliz Natal
- Férias No Harém
- Festival Rocky De Terror
- Ficheiros Secretos: Quero Acreditar
- Fim De Ano Em Split
- Fim-De-Semana Alucinante
- Final Cut - A Última Memória
- Fish Tank
- Florbela
- Flores Partidas
- Fome
- Footloose - A Música Está Do Teu Lado
- Força Delta
- Forrest Gump
- Freddy Vs. Jason
- Frenético
- Frida
- Frost/Nixon
- Fruto Proibido
- Fuga De Los Angeles
- Fuga Para A Vitória
- Fur - Um Retrato Imaginário De Diane Arbus
- Fúria Cega
- Fúria De Viver
- Fúria Silenciosa

- Gabrielle
- Gainsbourg - Vida Heróica
- Gang Dos Tubarões
- Gangs de Nova Iorque
- Garden State
- Génova
- GI Joe - O Ataque Dos Cobra
- Godzilla
- Goodbye Lenine!
- Gosford Park
- Gothika
- Gran Torino
- Grande Mundo Do Som
- Gremlins
- Grizzly Man
- Gru - O Maldisposto
- Guerra Dos Mundos (2005)
- Guerra Dos Mundos (1953)

- Há Lodo No Cais
- Hairspray
- Half Nelson - Encurralados
- Hard Candy
- Harley Davidson E O Cowboy Do Asfalto
- Harold E Maude
- Harry Brown
- Haverá Sangue
- Hawai Azul
- He-Man - Mestres Do Universo
- Head On - A Esposa Turca
- Heartbreak Hotel
- Hell Ride
- Hellboy
- Hellboy 2: O Exército Dourado
- Helter Skelter - O Caso De Sharon Tate
- Henry E June
- Hereafter - Outra Vida
- Hiena
- História De Duas Irmãs
- História De Um Fotógrafo
- Hobo With A Shotgunbr> - Hollywood Ending
- Homem Aranha
- Homem Aranha 2
- Homem Aranha 3
- Homem De Ferro
- Homem Demolidor
- Homem Em Fúria
- Homens De Negro
- Homens De Negro 2
- Homens Que Matam Cabras Só Com O Olhar
- Hostel
- Hostel 2
- Hot Fuzz - Esquadrão De Província
- Howl - Grito
- Hugo

- I Am Sam - A Força Do Amor
- I Spit On Your Grave
- I'll See You In My Dreams
- Iluminados Pelo Fogo
- I'm Still Here
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- Imitação Da Vida
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- Indiana Jones E O Reino Da Caveira De Cristal
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- Intriga Internacional
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- Irmão, Onde Estás?
- It
- It Might Get Loud
- Italian Spiderman

- Jack Ketchum's The Girl Next Door
- Jackass 2
- Jackass 3D
- Jackie Brown
- Jacuzzi - O Desastre Do Tempo
- James Bond - Agente Secreto
- James Bond - Casino Royale
- James Bond - Quantum Of Solace
- Janela Indiscreta (1954)
- Janela Indiscreta (1998)
- Janela Secreta
- JCVD
- Joga Como Beckham
- John Rambo
- Jonestown - The Life And Death Of Peoples Temple
- Jovens Rebeldes - A Verdadeira História
- Julgamento
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- Juventude Tardia

- Kalifórnia
- Kandahar
- Karate Kid
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- Kick Ass - O Novo Super-herói
- Kids - Miúdos
- Kill Bill vol.2
- King Kong (2005)
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- Kung-Fu-Zão
- Kung Pow - Punhos Loucos

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- Lavado Em Lágrimas
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- Léon, O Profissional
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- Lindas Encrencas As Garotas
- Lobos
- Longe Da Terra Queimada
- Lost In Translation - O Amor É Um Lugar Estranho
- Lua De Mel, Lua De Fel
- Lucifer Rising
- Lucky Luke
- Lucky Number Slevin - Há Dias De Azar

- M - Matou!
- Má Educação
- Machete
- Madrigal
- Maldito United
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- Manô
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- Mar Adentro
- Maria E As Outras
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- Match Point
- Matou A Família E Foi Ao Cinem
- McQuade, O Lobo Solitário
- Meia-Noite Em Paris
- Meio Metro De Pedra
- Melancolia
- Melinda E Melinda
- Menina
- Mephisto
- Metrópolis
- Meu Nome É Bruce
- Miami Vice
- Milhões
- Milk
- Millenium 1. Os Homens Que Odeiam As Mulheres
- Million Dollar Baby - Sonhos Vencidos
- Minha Mãe
- Minha Terra
- Misery - Capí­tulo Final
- Missão A Marte
- Missão Impossí­vel 3
- Missão Impossível - Missão Fantasma
- Missão Solar
- Mistérios De Lisboa
- Momentos Agradáveis
- Moneyball - Jogada De Risco
- Monsters - Zona Interdita
- Monstro
- Monty Phyton E O Cálice Sagradi
- Morte Cerebral
- Morte De Um Presidente
- Movimentos Perpétuos
- Mr. E Mrs. Smith
- Mrs. Henderson Presents
- Muito Bem, Obrigado
- Mulholland Drive
- Mundo Fantasma
- Mundos Separados
- Munique
- Murderball - Espírito De Combate
- Murish
- Mutilados
- Mysterious Skin

- Na Cama
- Nacho Libre
- Não Estou Aí
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- Nas Costas Do Diabo
- Nas Nuvens
- Needle
- Nico: À Margem Da Lei
- Ninguém Sabe
- Nixon
- No Limite Do Amor
- No Vale De Elah
- Noite De Agosto
- Noite Escura
- Noivos Sangrentos
- Nome De Código: Cloverfield
- Northfork
- Nosferatu, O Vampiro
- Nothing
- Nova Iorque 1997
- Nove Raínhas
- Nunca Digas Sim

- O Acontecimento
- O Agente Da Broadway
- O Lugar Do Morto
- O Americano
- O Amor Acontece
- O Anjo Exterminador
- O Anti-Pai Natal
- O Artista
- O Assassínio De Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford
- O Assassí­nio De Richard Nixon
- O Batedor
- O Bom Alemão
- O Bom, O Mau E O Vilão
- O Cabo Do Medo
- O Caminho De São Diego
- O Cão, O General E Os Pássaros
- O Capacete Dourado
- O Castelo Andante
- O Castor
- O Cavaleiro Das Trevas
- O China
- O Cobrador
- O Código Da Vinci
- O Comboio Dos Mortos
- O Comboio Mistério
- O Condenado
- O Couraçado Potemkin
- O Cowboy Da Meia-Noite
- O Crepúsculo Dos Deuses
- O Dedo De Deus
- O Delator!
- O Demónio
- O Despertar Da Besta
- O Despertar Da Mente
- O Deus Da Carnificina
- O Deus Elefante
- O Dia Em Que A Terra Parou (1951)
- O Dia Em Que A Terra Parou (2008)
- O Dia Da Besta
- O Discurso Do Rei
- O Enigma Do Espaço
- O Estranho Caso De Benjamin Button
- O Estranho Mundo De Jack
- O Evangelho Segundo São Mateus
- O Exorcista
- O Fatalista
- O Feiticeiro De Oz
- O Feitiço Do Tempo
- O Fiél Jardineiro
- O Gabinete Das Figuras De Cera
- O Gabinete Do Dr. Caligari
- O Gato Das Botas
- O Génio Do Mal (1976)
- O Grande Peixe
- O Grande Ditador
- O Guerreiro
- O Homem Duplo
- O Homem Que Copiava
- O Homem Que Sabia Demasiado
- O Homem Que Veio Do Futuro
- O Idealista
- O Jogo
- O Júri
- O Imperador Da Califórnia
- O Inquilino
- O Justiceiro Da Noite
- O Labirinto Do Fauno
- O Laço Branco
- O Lado Selvagem
- O Lago Perfeito
- O Leopardo
- O Livro Negro
- O Lobo Do Mar
- O Macaco De Ferro
- O Maquinista
- O Marinheiro De Água Doce
- O Menino De Ouro
- O Meu Tio
- O Milagre De Berna
- O Milagre Segundo Salomé
- O Mistério Galindez
- O Monstro Da Lagoa Negra
- O Mundo A Seus Pés
- O Nevoeiro (1980)
- O Ofício De Matar
- O Olho
- O Orfanato
- O Paciente Inglês
- O Padrinho - Parte I
- O Padrinho - Parte II
- O Padrinho - Parte III
- O Panda Do Kung Fu
- O Panda Do Kung Fu 2
- O Pesadelo De Darwin
- O Pistoleiro Do Diabo
- O Planeta Selvagem
- O Pó Dos Tempos
- O Portador Da Espada
- O Presidiário
- O Prisioneiro Do Rock
- O Protegido
- O Próximo A Abater
- O Quinto Elemento
- O Quinto Império
- O Regresso
- O Rei Dos Gazeteiros
- O Reino Proibido
- O Ritual
- O Ritual Dos Sádicos
- O Sabor Do Amor
- O Sargento Da Força Um
- O Segredo A Brokeback Mountain
- O Segredo De Um Cuscuz
- O Segredo Dos Punhais Voadores
- O Selvagem
- O Sentido Da Vida
- O Sétimo Selo
- O Sítio Das Coisas Selvagens
- O Sonho Comanda A Vida
- O Sonho De Cassandra
- O Sorriso De Mona Lisa
- O Tempo Do Lobo
- O Tesouro Da Sierra Madre
- O Tigre E A Neve
- O Tio Boonmee Que Se Lembra Das Suas Vidas Anteriores
- O Triunfo Da Vontade
- O Turista
- O Último Airbender
- O Último Grande Herói
- O Último Rei Da Escócia
- O Último Tango Em Paris
- O Último Voo Do Flamingo
- O Vingador Tóxico
- O Wrestler
- Ocean's Eleven - Façam As Vossas Apostas
- Odete
- Oldboy - Velho Amigo
- Olho Mágico
- Oliver Twist
- Ônibus 174
- Orca
- Órfã
- Os Amantes Regulares
- Os Amigos De Alex
- Os Bons E Os Maus
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- Os Cavaleiros Do Asfalto
- Os Chapéus De Chuva De Cherburgo
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- Os Produtores (2005)
- Os Psico-Detectives
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- Os Rapazes Não Choram
- Os Renegados Do Diabo
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- Os Selvagens Da Noite
- Os Simpsons - O Filme
- Os Sonhadores
- Os Sorrisos Do Destino
- Os Super-Heróis
- Os Supeitos Do Costume
- Os Três Enterros De Um Homem
-Os Visistantes Da Idade Média
- Os 300 Espartanos

- Pagafantas
- Palpitações
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- Para Onde O Vento Sopra
- Parada De Monstros
- Paraíso, Inferno... Terra
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- Paris Je T'Aime
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- Pecados Íntimos
- Pele
- Pequenas Mentiras Entre Amigos
- Performance
- Perigo Na Noite
- Perto Demais
- Pesadelo Em Elm Street
- Pink Floyd The Wall
- Piranha 3D
- Piratas Das Caraíbas - O Mistério do Pérola Negra
- Piratas Das Caraí­bas - O Cofre Do Homem Morto
- Piratas Das Caraíbas - Nos Confins Do Mundo
- Planeta Dos Macacos
- Planeta Dos Macacos: A Origem
- Planeta Terror
- Plano 9 Dos Vampiros Zombies
- Polaróides Urbanas
- Polí­cia Sem Lei (1992)
- Polícia Sem Lei (2009)
- Poltergeist, O Fenómeno
- Ponto De Mira
- Por Favor Rebobine
- Por Favor Não Me Morda O Pescoço
- Porcos & Selvagens
- Posto Fronteiriço
- Precious
- Predadores
- Presente De Morte
- Preto E Branco
- Primer
- Príncipe Da Pérsia - As Areias Do Tempo
- Procurado
- Profissão: Repórter
- Promessas Proibidas
- Proposta Indecente
- Proteger
- Psico
- Psicopata Americano
- Pulp Fiction
- Pulsação Zero
- Punch-Drunk Love - Embriagado De Amor
- Purana Mandir
- Purple Rain

- Quando Viste O Teu Pai Pela Última Vez
- Quarentena
- Quarteto Fantástico (1994)
- Quarteto Fantástico (2005)
- Quase Famosos
- Quatro Noites Com Anna
- Que Lugar Maravilhoso
- Que Se Mueran Los Feos
- Queijo E Marmelada
- Quem Quer Ser Bilionário
- Querida Famí­lia
- Querida Wendy

- R
- Rapariga Com Brinco De Pérola
- Rare Exports
- Ratatui
- Ratos Assassinos
- Ray
- [Rec]
- [REC]2
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- Relatório Kinsey
- Relatório Minoritário
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- Saw II - A Experiência Do Medo
- Saw 3D - O Capítulo Final
- Scoop
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- Seis Indomáveis Patifes
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- Sem Limites
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- Sem Tempo
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- Sete Anos No Tibete
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- Shaolin Soccer - O Ás Da Bola
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- Shattered Glass - Verdade Ou Mentira
- Sherlock Holmes
- Sherlock Holmes - Jogo De Sombras
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- Shrek Para Sempre
- Sicko
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- Sin City - Cidade Do Pecado
- Sinais
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- Slither - Os Invasores
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- Soldados Do Universo
- Sombras Da Escuridão
- Somewhere - Algures
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- Spartan - O Rapto
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- Star Wars - A Ameaça Fantasma
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- The Departed: Entre Inimigos
- The Devil And Daniel Johnston - Loucuras De Um Génio
- The Devil's Double
- The First Great Train Robbery
- The Fountain - O Último Capítulo
- The Grudge - A Maldição
- The Host - A Criatura
- The Impossible Kid
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- The Langoliers - Meia-Noite E Um
- The Last House On The Left
- The Machine Girl
- The Man From Earth
- The Marine
- The Million Dollar Hotel - O Hotel
- The Mindscape Of Alan Moore
- The Mist - Nevoeiro Misterioso
- The Others - Os Outros
- The Prestige - O Terceiro Passo
- The 50 Worst Movies Ever Made
- The Way
- The Woman
- Thirst - Este É O Meu Sangue
- This Is It
- This Is Spinal Tap
- Thor
- Thriller - A Cruel Picture
- THX 1138
- Tirar Vidas
- Titanic 2
- Tony
- Tournée - Em Digressão
- Toy Story 3
- Tragam-me A Cabeça De Alfredo Garcia
- Transamerica
- Tron
- Tron: O Legado
- Tropa De Elite
- Tropa De Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro
- Tsotsi
- Tubarão
- Tubarão 2
- Tubarão 3
- Tubarão IV - A Vingança
- Tucker E Dale Contra O Mal
- Tudo Ficará Bem
- Tudo Pode Dar Certo
- Twisted - Homicídios Ocultos

- Ultra Secreto
- Um Amor De Perdição
- Um Azar Do Caraças
- Um Bater De Corações
- Um Belo Par... De Patins
- Um Cão Andaluz
- Um Dia A Casa Vai Abaixo
- Um Dia De Raiva
- Um Homem Singular
- Um Longo Domingo De Noivado
- Um Lugar Para Viver
- Um Padrasto Para Esquecer
- Um Profeta
- Um Tiro No Escuro
- Um Trabalho Em Itália
- Uma Aventura Na Casa Assombrada
- Uma Boa Mulher
- Uma Canção De Amor
- Uma Espécie De Cavalheiro
- Uma Famí­lia À Beira De Um Ataque De Nervos
- Uma História De Violência
- Uma Pequena Vingança
- Uma Rapariga Com Sorte
- Uma Segunda Juventude
- Uma Segunda Vida
- Undefeatable
- Unseen Evil 2 - Alien 3000
- Up - Altamente

- V De Vingança
- Vai E Vive
- Vais Conhecer O Homem Dos Teus Sonhos
- Valhalla Rising - Destino De Sangue
- Valquíria
- Vampiros de John Carpenter
- Van Helsing
- Vanilla Sky
- Vanitas
- Vasilhame
- Veio Do Outro Mundo
- Veludo Azul
- Velvet Goldmine
- Vencidos Pela Lei
- Vendendo A Pele
- Veneno Cura
- Vera Drake
- Versus - A Ressurreição
- Vestida Para Matar
- Vice
- Vício - Quando Nada É Suficiente
- Vicky Cristina Barcelona
- Vidas Sombrias
- Vigilância
- Vingança Redentora
- Virgem Aos 40 Anos
- Vitus
- Viúva Rica Solteira Não Fica
- Viver A Sua Vida
- Voando Sobre Um Ninho De Cucos
- Voltando Para Casa
- Voltar
- Vontade Indómita
- Voo 93

- Walk Hard - A História De Dewey Cox
- Walk The Line
- WALL-E
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Wassup Rockers - Desafios De Rua
- Watchmen - Os Guardiões
- Welcome To The Rileys
- White Irish Drunkers
- Wild Zero
- Win Win
- Wolf Creek
- Wristcutters: A Love Story

- X-Men
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- X-Men 3 - O Confronto Final
- X-Men: O Início
- X-Men Origens: Wolverine

- Zack E Miri Fazem Um Porno
- Zardoz
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- Zombies Party - Uma Noite... De Morte
- Zombies Strippers
- Zozo

- 007 - Agente Secreto
- 007 - Casino Royale
- 007 - Quantum Of Solace
- 10 Coisas Que Odeio Em Ti
- 100 Volta
- 10.000 AC
- 12 Homens Em Fúria
- 12 Macacos
- 12:08 A Este De Bucareste
- 1984
- 2LDK
- 24 Hour Party People
- 28 Dias Depois
- 20,13 - Purgatório
- 2012
- 300
- 4 Copas
- 48
- 50/50
- 6=0 Homeostética
- 8 1/2
- 9 Canções
- 98 Octanas


ENTREVISTAS:
- Fernando Fragata
- Festróia - Mário Ventura
- Filipe Melo
- Good N Evil
- IMAGO - Sérgio Felizardo
- José Barahona
- Nuno Markl
- Paulo Furtado
- Rodrigo Areias
- Sara David Lopes
- Solveig Nordlund
- Fernando Alle


TOPES:
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2011
- Top 5 dos Piores Filmes de 2011
- Top 10 dos Melhores Filmes de 2010
- Top 5 dos Piores Filmes de 2010
- Top 5 dos filmes de Leslie Nielsen
- Top 10 Dos Filmes Low Cost
- Top 5 das Melhores Cenas de Dança
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2009
- Top 5 dos Piores Filmes de 2009
- Top 5 dos Filmes Que Tenho Vergonha De Dizer Que Gosto
- Top 5 das Melhores Músicas de Ennio Morricone
- Top 5 dos filmes com Patrick Swayze
- Top 5 dos Telediscos do Michael Jackson
- Top 5 dos Filmes com David Carradine
- Top 5 dos Filmes com Lutadores de Luta-Livre
- Top 10 Os Melhores Filmes de 2008
- Top 5 Os Piores Filmes de 2008
- Top 5 dos Piores Filmes de Natal
- Top 5 das Coisas que não Esperávamos Ver no Cinema
- Top 5 dos Melhores Filmes de Paul Newman
- Top 5 Personagens Com Palas Nos Olhos
- Top 10 Melhores Cartazes De Cinema
- Top 5 dos Filmes de Chuck Norris
- Top 5 dos Filmes de Patrick Swayze
- Top 10 Os Melhores/Piores Vestidos dos Oscares
- Top 5 As Mortes de Crianças Mais Gratuitas
- Top 10 Os Melhores de 2007
- Top 5 Os Piores de 2007
- Top 7 Adaptações ao Cinema de Livros de Stephen King
- Top 5 Filmes Pela Paz
- Top 5 Os Melhores Beijos
- Top 5 Grandes Arquitectos
- Top 10 Filmes Que Mudaram A Minha Vida
- Top 5 Mulheres de Cabeça Rapada
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- Top 5 Filmes Com Steve Buscemi
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- Top 5 dos Presidentes
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- Top 5 Os Piores de 2005
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- Top 10 Os Melhores Filmes Independentes
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- Top 5 Filmes com Dolph Lundgren
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- Que Se Mueran Los Feos
- Easy A
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Saw 3D - O Capítulo Final
- And Soon The Darkness
- Os Imortais
- Purana Mandir
- Pagafantas
- The Bloodstained Butterfly
- Cisne Negro


ROYALE WITH CHEESE APRESENTA:
- A Tasca Da Cultura
- A Causa Das Coisas - parte I
- A Causa Das Coisas - parte II
- A Momentary Lapse Of Reason


FILMES A VER ANTES DE MORRER:
- #1 As Lágrimas Do Tigre Negro
- #2 Alucarda
- #3 Time Enough At Last
- #4 Armageddon
- #5 The Favour, The Watch And The Very Big Fish
- #6 Italian Spiderman
- #7 The Soldier And Death


UMA CURTA POR DIA NÃO SABE O BEM QUE LHE FAZIA:
- 1# Rabbit, de Run Wrake
- 2# Aligato, de Maka Sidibé
- 3# The Cat Concerto, de Joseph Barbera & William Hanna
- 4# A Curva, de David Rebordão
- 5# Batman: Dead End, de Sandy Callora
- 6# O Código Tarantino, de Selton Mello
- 7# Malus, de António Aleixo & Crosswalk, de Telmo Martins
- 8# Three Blind Mice, de George Dunning
- 9# Bedhead, de Robert Rodriguez
- 10# Key To Reserva, de Martin Scorcese
- 11# Bambi Meets Godzilla, de Marv Newland
- 12# The Horribly Slow Murderer with the Extremely Inefficient Weapon, de Richard Gale
- 13# Stolz Der Nation, de Eli Roth
- 14# Papá Wrestling, de Fernando Alle
- 15# Glas, de Bert Haanstra
- 16# Fotoromanza, de Michelangelo Antonioni
- 17# Quem É Ricardo?, de José Barahona
- 17# Terra Incognita, de Peter Volkart


AS MELHORES PIORES CENAS DE SEMPRE:
- A Pior Luta
- A Cena Mais Metida A Martelo
- O Ataque Animal Mais Brutal
- A Perseguição Mais Alucinante
- O Duelo Mais Improvável


CLUBE DE CINEMA DE SETÚBAL:
- Janeiro
- Fevereiro
- Março
- Abril
- Maio
- Setembro
- Novembro


FESTIVAIS:
- 20º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9
- 21º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 22º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
- 23º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
- 24º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 26º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 12º Caminhos Do Cinema Português
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- Imago 2006
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8

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