Quinta-feira, Junho 05, 2008
SEXO E A CIDADE:Título:
Sex And The City: The MovieRealizador: Michael Patrick King
Ano: 2008
Sexo E A Cidade, série para gajas que os homens também gostam de ver, é um daqueles casos cuja adaptação ao cinema faz tanto sentido quanto um frigorífico no Pólo Norte. Contudo, qualquer oportunidade de fazer render o franchising vale, principalmente quando a série já terminou há dois anos e as vendas dos dvds começam a baixar.
Para tal, bastou introduzir um sidekick novo na estória para enganar as pessoas a irem ao cinema e pagar para ver aquilo que podem ver na televisão de graça. E aqui, o sidekick foi a ex-estrela dos
Ídolos, Jennifer Hudson, que foi uma jogada de mestre, uma vez que com ela os produtores mataram dois coelhos de uma só cajadada: finalmente, existe uma personagem preta na série, no meio de tanto ariano.
Este filme de
Sexo E A Cidade só poderia ser the ultimate chick flick, ou não tivessemos a falar da série mais feminina de todas, onde uma escritora de sucesso, Carrie Bradshaw (uma Sarah Jessica Parker que cada vez parece mais um pau de virar tripas e a quem alguém devia fazer, urgentemente, alguma coisa à cara) e as suas inseparáveis amigas, Samantha, Charlotte e Miranda (Kim Cattrall, Kristin Davis e Cynthia Nixon), passam uma hora a falar de homens, roupa e maquilhagem. A coisa acaba por agradar também aos homens por uma razão muito simples: porque mete quatro mulheres giras a falar descomplexadamente de sexo sem tabus (e mostra alguma pele também).
Ao fim de 10 anos de série, só havia um tema que poderia fazer as pessoas irem ao cinema rever estas personagens: mais sexo! E qual era a única forma de fazer com que as mulheres levassem os namorados para o verem? Piadas sobre flatulência. Assim, a primeira parte do filme é sobre sexo e tem a sua piada. Depois, transforma-se num filme sobre o casamento. E também é girote. Mas depois, inexplicavelmente, continua a trasnformar-se em vários outros filmes. Durante duas horas e meia!! Há de tudo em
Sexo E A Cidade. E será, muito provavelmente, o primeiro filme de Natal a estrear em pleano Verão.
Chick flick goes epic: duas horas e meia de drama ronha feminina, para a qual deixa de haver pachorra. E se na primeira parte a coisa até é um bom drama light, tratado com a mesma ligeireza da televisão (um chick flick, mas um bom chick flick), a partir daí é sempre demais. Resumindo: ao fim da primeira hora estava preocupado por estar a gostar e pensei lgoo em coisas bem masculinas para fazer quando saísse da sala de cinema, para compensar (cuspir para o chão ou ir à caça); depois, comecei a ficar aborrecido e, consequentemente, mais aliviado; e ao fim da segunda hora de filme, já só pensava em quem é que havia de comprar para a minha equipa do FM.
Mas a sério: alguém devia fazer alguma coisa à cara da Sarah Jessica Parker. Eu era capaz de trocar o meu Double Cheeseburger só para ajudar.
Posted by: dermot @
6:20 PM
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