Quinta-feira, Junho 26, 2008
A COR DO DINHEIRO:Título:
The Color Of MoneyRealizador: Martin Scorsese
Ano: 1986

Fast Eddie Felson é uma das mais marcantes personagens do gigante Paul Newman, tão habituado a estas incarnações "complicadas", que estrelou no filme de 1961,
A Vida É Um Jogo. O seu trabalho foi tão memorável que, 25 anos depois, um muito novo Martin Scorsese desafiou-o a repetir o papél, na sequela
A Cor Do Dinheiro. A aposta foi duplamente ganha: primeiro, porque o filme foi um sucesso; e segundo, porque Newman arrecadou o Oscar de Melhor Actor desse ano.
Em 1961, Fast Eddie era um jovem jogador de snooker, irresponsável e rebelde, cheio de sangue na guelra, que aspirava tornar-se no maior jogador de sempre. Para isso, deambulava numa vida de boémia por entre os salões de jogo dos Estados Unidos, aldrabando e vencendo vários opositores. 25 anos depois, Fast Eddie enevelheceu. Tornou-se mais maduro, mais ponderado e sensato. Será?
A Cor Do Dinheiro insere na história uma nova personagem: Vincent Lauria, um Tom Cruise em plena fase de afirmação, após
Top Gun - Ases Indomáveis. Fast Eddie viu em Vincent a sua imagem de quando era novo: atrevido, provocador e, sobretudo, rebelde. E assim vai treina-lo, aconselha-lo e guia-lo. E no fim vai ultrapassar a sua crise de meia-idade.
A Cor Do Dinheiro é o habitual conto do mestre que passa os seus ensinamentos ao aprendiz. Normalmente, esta história termina com o aprendiz a superar o mestre, mas aqui esse final fica em aberto. Porque em
A Cor Do Dinheiro o protagonista - apesar da importância de Tom Cruise - continua a ser Paul Newman, ou não fosse ele a lenda viva Fast Eddie Felson. Por isso,
A Cor Do Dinheiro não é um ritual de passagem (nem tão pouco a habitual ascensão do underdog), mas antes uma terapia de choque de quem está com problemas existenciais.
Realizado com mão de mestre,
A Cor Do Dinheiro é um jogo gracioso de Scorsese, que consegue esquivar-se, às vezes melhor às vezes pior, do flagelo que foram os anos 80. Se por um lado consegue ignorar os maus penteados e as roupas pirosas, por outro perde demasiaod tempo na música do Phil Collins ou do Robert Palmer. Aquelas mesas de bilhar pediam muito mais blues!
Se não viu
A Vida É Um Jogo, não veja
A Cor Do Dinheiro, porque metade do gozo em ver este filme é tomar conta de como envelheceu o carismático Fast Eddie. Só depois disso poderá apreciar a beleza extrema do McRoyal Deluxe.
Para relembrar a primeira aparição de Fast Eddie, releia A Vida É Um Jogo aqui.
Posted by: dermot @
1:13 PM
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