Terça-feira, Maio 06, 2008
SUPER BALDAS:Título:
SuperbadRealizador: Greg Mottola
Ano: 2007

Depois de aqui há um par de semanas me ter desfeito em elogios a
Um Azar Do Caraças, eis-me de volta para comentar o outro filme desta nova família de comédias, iniciada com
Virgem Aos 40 Anos:
Super Baldas.
Comparado com os seus parentes mais velhos,
Super Baldas é o mais imaturo de todos. Mas também tem uma justificação bem plausível para isso, uma vez que o seu argumento foi escrito pelo cada vez mais respeitável Seth Rogen e o seu amigo de longa data Evan Goldberg quando tinham apenas 13 anos. Por isso,
Super Baldas é um regresso à comédia adolescente de liceu.
Estamos então de volta ao terreno de
American Pie - A Primeira Vez: Seth (Jonah Hill) e Evan (Michael Cera) são dois melhores amigos a duas semanas de terminarem o liceu, onde não são propriamente populares, antes de irem para universidades diferentes e se separarem para sempre. Contudo, esta filme sobre a amizade entre amigos está mascarado com o fato da comédia screwball, com várias miúdas giras e os dois amigos (mais o super-geek Fogell (Christopher Mintz-Plasse), a perpetuar a dinastia dos cromos com grande classe, sob a alcunha de McLovin) a ver se se safam antes do fim das aulas.
Apesar do
American Pie alert, não há motivo para nos preocupar. Porque apesar do tema do sexo ser comum, a coisa é tratada de forma diferente, mais sofisticada, como em
Virgem Aos 40 Anos ou
Um Azar Do Caraças. Ou seja, apesar dos palavrões e das piadas sexuais, existem personagens bem mais tridimensionais, diálogos mais inteligentes que recorrem constantemente à cultura popular e uma abordagem que não toma o espectador como um mero tótó. Por isso,
Super Baldas relembra muito mais as comédias underground como
Napoleon Dynamite e
Nacho Libre, com os seus inadaptados e o humor absurdo, do que a comédia slapstick e desbragada dos
American Pies e suas variações.
Super Baldas tem momentos geniais, daqueles que perduram para os anais da comédia, a saber: o BI falso de Fogell, sob o nome do havaiano McLovin e com uma foto genial, ou a surreal história de infância de Seth, em que era viciado e obsecado em desenhar pilas. Além disso, há ainda dois polícias que fazem de sidekicks a si próprios que são hilariantes (o próprio Seth Rogen e Bill Hader) e que não me admirava nada que dessem azo a um spin-off de um filme só deles.
Não percebo muito bem porquê a escolha em filmar
Super Baldas como se fosse um filme dos anos 70, com soul e funk music a condizer e os filtros de cores adequados, mas não deixa de dar um certo estilo ao filme. Além disso, não se furta ao final feliz e a uma conclusiva mensagem moral - afinal de contas, é uma comédia -, mas, tal como
Um Azar Do Caraças, peca por ser demasiado longo para o género. Nada que belisque o McRoyal Deluxe final.
Posted by: dermot @
12:15 PM
|