Royale With Cheese

 Royale With Cheese

 
 



quarta-feira, outubro 31, 2007  

A CANÇÃO DE LISBOA:

Título: A Canção De Lisboa
Realizador: José Cottinelli Telmo
Ano: 1933


A Canção De Lisboa é o filme que completa a tríade dos clássicos do cinema moderno português. Enquanto que Aldeia Da Roupa Branca tem uma palete de canções perfeita e O Pátio Das Cantigas uma série de gags memoráveis, A Canção De Lisboa consegue conciliar a parte musical e o entrecho humorístico em doses iguais e equilibradas: toda a gente conhece músicas como Fado do Estudante (presente no reportório de toda a tuna que se preze), ou tiradas como a de chapéus há muitos, oh palerma!

Existem dois tipos típicos de portugueses: o coitadinho, a quem a vida é madrasta; e o chico-esperto, que pensa sempre ser mais esperto do que os outros. Nas últimas décadas, o cinema nacional tem preferido os primeiros (a Teresa Villaverde, principalmente), talvez por ser uma existência muito mais nobre. Afinal, toda a gente gosta de mártires... Mas durante os anos 30, a comédia portuguesa preferiu sempre os segundos. E tiveram bem melhores resultados.

Vasco Leitão (Vasco Santana) é então um desses chico-espertos, um estudante de medicina boémio, bonacheirão e aldrabão, que vive de esquemas e da boa vontade das tias transmontanas, que continuam a enviar-lhe dinheiro convencidas de que o sobrinho é já um médico respeitável e bem sucedido. Por isso, quando estas o vêm visitar a Lisboa, Vasco fica metido em sarilhos. O que vale é que o pai (António Silva) da sua namorada (Beatriz Costa) e o cínico sapateiro (Alfredo Silva) se vão prestar a ajuda-lo, mas obviamente mais interessados na herança das velhas.

A Canção De Lisboa é uma comédia destrambolhada, herdeira afastada (do melhor) da revista à portuguesa, que capta na perfeição o espírito e a identidade portuguesa: a vida estudantil de Lisboa (não confundir com tradição académica, porque para isso há o anedótico Rasganço), os arraiais dos santos populares, os bairros antigos alfacinhas, ou o modo de vida tipicamente português, do fado ao vinho. Recheado de gags memoráveis e divertidos, cujo imaginário cultural e popular se apoderou automaticamente, A Canção De Lisboa é ainda o campeão dos trocadilhos, em diálogos perfeitos e igualmente escorreitos.

Foi ainda este filme que consolidou como estrelas o grande vulto da comédia portuguesa, Vasco Santana, e a nossa única diva do cinema, a bela Beatriz Costa, confirmando ainda o talento ímpar de António Silva. Quem por lá anda também, numa aparição fugaz, é Manoel de Oliveira. E pelos seus cinco minutos de representação, percebos porque é que o ancião realizador português diz não acreditar na direcção de actores: porque o próprio não tem noções de representação.

A Canção De Lisboa é a (quase) obra-prima do cinema português. E se vivêssemos num país que soubesse apreciar o que é seu, seria o filme que passaria na televisão em todos os natais. Era um estatuto bem mais merecedor do que um Le Big Mac.

Posted by: dermot @ 12:48 da tarde
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A OUTRA MARGEM:

Título: A Outra Margem
Realizador: Luís Filipe Rocha
Ano: 2007


Quando falamos de homossexualidade no cinema português, falamos normalmente de João Pedro Rodrigues (alguém mencionou O Fantasma ou Odete?). Mas a partir de agora, Luís Filipe Rocha vai começar a intrometer-se na conversa, devido a A Outra Margem. Não é que este seja um filme gay, mas o seu protagonista faz shows de transformismo, num travesti assustadoramente semelhante ao de Mick Jagger no habitualmente esquecido Bent.

A Outra Margem é a história de dois inadaptados que, juntos, vão encontrar o seu lugar no Mundo, preenchendo as lacunas um do outro: Ricardo (Filipe Duarte) é homossexual e travesti, afectado pelo recente suicídio do seu namorado; e Vasco (Tomás Almeida) é o seu sobrinho que sofre de Síndrome de Down, que almeja por uma carreira no teatro e sente a falta de uma figura paterna na sua vida.

A sinopse não agoira nada de muito original nem nada que nunca tenhamos visto lá fora (alguém mencionou O Oitavo Dia?); apenas uma variação da habitual história do coitadinho que o nosso cinema tanto gosta, ou não fôssemos nós a terra do Fado. E o início de A Outra Margem também não é nada auspicioso, com uma cena de onfrontação de forte carga teatral, uma sequência pseudo-intelectualóide com os Corvos (meu Deus, porquê os Corvos?) e uma clara falta de dinamismo de Luís Filipe Rocha, como se este não tivesse sensibilidade nem noções de ritmo.

Mas a pouco e pouco, A Outra Margem vai conseguindo endireitar-se, com mais ou menos dificuldade. As razões para tal são simples: pouco pretensiosismo, uma abordagem superficial pelos temas para o qual o filme verdadeiramente corre no final e uma fotografia cuidada do interior português.

Filme sem grandes rasgos nem golpes de asa de maior, mas com uma realização competente e algumas interpretações acima da mediania (especialmente a do protagonista Filipe Duarte, já premiada lá fora), A Outra Margem é um filme que acaba por sobressair numa altura em que o cinema português parece estar numa certa falência de ideias. Por isso, o McBacon até ganha um sabor especial.

Posted by: dermot @ 12:02 da manhã
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terça-feira, outubro 30, 2007  

JANELA INDISCRETA:

Título: Rear Window
Realizador: Alfred Hitchcock
Ano: 1954


Com uma obra tão grande e tão diversa como a do mestre Alfred Hitchcock, é praticamente impossível dizer quais são os melhores e os piores filmes, os que gosto mais e os que gosto menos. Qualquer escolha deste tipo obedece quase sempre a caprichos de ocasião e ao estado de espírito do momento. Assim, tendo em conta estes dois pressupostos, vou falar de um dos seus filmes mais aclamados e o meu favorito nesta manhã: Janela Indiscreta.

Janela Indiscreta é um dos filmes a cores do mestre e é um dos primeiros trabalhos da última fase de Hitchcock; e, como típica obra que é, conta com várias características hitchcockianas, a saber: o voyerismo, a submissão do sexo feminino (aqui, as mulheres são sempre mandadas e nunca mandam, para além de serem o sexo fraco nos relacionamentos a dois) e o próprio par de protagonistas, com o mito norte-americano James Stewart e a futura-princesa-do-Mónaco Grace Kelly.

L. B. Jefferies (James Stewart) é então um conceituado fotógrafo-jornalista, aventureiro e destemido, que devido a um acidente de trabalho, está preso em casa há seis semanas, com uma parte do corpo engessada. Sem grande liberdade de movimentos, diverte-se a observar os seus vizinhos da sua janela das traseiras, que dá para um pátio castiço, que faz lembrar O Pátio Das Cantigas. Existe a esbelta vizinha bailarina muito cobiçada pelos homens, o talentoso pianista com apetência pelas festas, a solitária e suicida vizinha de baixo e um vendedor com mau feitio e uma mulher doente.

É este último que chama a atenção de Jefferies, da sua enfermeira (Thelma Ritter) e da sua namorada (Grace Kelly), após vários comportamentos suspeitos que sugerem o assassinato da sua mulher. E limitado ao seu apartamento, Jefferies vai tentar resolver aquele mistério, utilizando as duas mulheres como as suas próprias extensões.

Hitchcock prova com mestria como é possível fazer um grande filme sem grande aparato. É certo que Sidney Lumet fez uma obra-prima sem sair da mesma sala (lembram-se de Doze Homens Em Fúria?), mas Hitchcock não lhe fica muito atrás, limitado a um quarto e à sua janela. Além disso, Janela Indiscreta é ainda um filme extremamente arquitectónico: com um cenário gigante, artificial e extremamente complexo, o filme faz lembrar os filmes tardios de Jacques Tati. Aliás, o pátio de Janela Indiscreta faz lembrar a casa do senhro Hulot, em O Meu Tio, pela forma como relaciona as tensões horizontais e verticais, cruzando vizinhos e levando-os a interagirem entre si.

Janela Indiscreta é ainda mais do que aparenta. Para além do thriller de suspense e mistério, é ainda um filme romântico sobre um relacionamento tenso e numa situação determinante, entre o fotógrafo bruto e a empresária sofisticada. E como se isto não bastasse, ainda tem o dedo de génio de Hitchcock, na forma como utiliza a banda-sonora, sendo ela inteiramente da responsabilidade do tal pianista que vive no apartamento em frente, como as bandas omnipresentes dos filmes de Emir Kusturica.

Obra superior, Janela Indiscreta já deu azo a um sem número dos mais variados rip-offs (o mais recente é Paranóia) e relega, inclusive, A Vítima Do Medo para o segundo lugar do pódio dedicado aos melhores filmes voyeristas de sempre. Para esquecer só mesmo o datado confronto final. Mas se conseguir ultrapassar esse fugaz cheiro a mofo, não se arrependerá com a realeza do Le Big Mac.

Posted by: dermot @ 12:24 da tarde
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segunda-feira, outubro 29, 2007  

CLUBE DE CINEMA DE SETÚBAL - NOVEMBRO:

Depois de sete meses de actividade regular, depois de mais de 60 filmes projectados, depois de cerca de uma dezena de convidados especiais, depois de um mês de sessões de cinema ao ar livre e após mais de 350 espectadores, o Clube de Cinema de Setúbal vai encerrar as suas actividades referentes ao ano de 2007.

Assim, para comemorar o feito, no próximo dia 3 de Novembro, o Clube de Cinema apresenta a Grande Sessão de Encerramento 2007, com a mostra interrupta de várias curtas-metragens, nacionais e internacionais, muitas delas inéditas.

A sessão, como habitual, decorre no auditório do IPJ de Setúbal (no Largo José Afonso), inicia-se às 21h30 e tem entrada completamente gratuita. A presença do realizador André Marques está já confirmada, podendo haver nos próximos dias mais confirmações.
Não existe desculpa: vamos festejar com muito e bom cinema.


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Eis a programação:

Remember Me In Your Dreams - 11m (2004) POR - de Maria João Tomáz
Druge Boje - 12m (2007) SER - de Georsy Molodtsov [estreia nacional]
Sutra Kad Sam Bio Mali - 9m (2007) SER - de Aleksandra Urosevic [estreia nacional]
Urmuz - 20m (2006) ROM - de Némethi András Barna [estreia nacional]
O Barquinho - 2m (2005) POR - de Paulo Menezes [estreia nacional]
Falling Light - 5m (2005) POR - de Paulo Menezes [estreia nacional]
Going Blind - 4m (2006) POR - de André Marques
Pisa-Papéis - 11m (2006) POR - de Frederico Costa
Backstage - 16m (2006) POR - de Hugo Sousa [estreia nacional]
Drunfinis Isildonis - 3m (2007) POR - de André Marques & Andreia Santos
João e o Cão - 16m (2007) POR - de André Marques

Posted by: dermot @ 1:25 da tarde
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quarta-feira, outubro 24, 2007  

KENNY:

Título: Kenny
Realizador: Clayton Jacobson
Ano: 2006


Existem muitos bons filmes que nunca chegam a estrear em Portugal; e existem poucos maus filmes que não chegam a estrear em Portugal. É um paradoxo difícil de entender, mas ao qual temos que nos habituar. Felizmente, as novas tecnologias vieram aproximar-nos todos uns dos outros e deixar toda a informação ao alcance de uns simples cliques no rato.

O que eu estou a tentar dizer é mais ou menos isto: aproveitem os novos recursos informáticos, os sites de vendas on-line, ou outro meio qualquer para arranjar Kenny, o êxito de bilheteira australiano do ano passado, que merece toda e qualquer visualização e cujas possibilidades de estrear em Portugal são praticamente nulas.

Kenny é um mockumentário (ou seja, um documentário fictício) sobre a mais improvável profissão que esperamos ver retratada num ecrã de cinema; Kenny Smyth (Shane Jacobson) ganha a vida a limpar as casas-de-banho portáteis que encontramos nos festivais de Verão ou em qualquer grande ajuntamento de pessoas (os famosos Toi-Toi). Não é uma profissão de merda, mas é uma profissão que lida com a merda de perto, como o próprio faz questão de relembrar várias vezes.

Com um tipo de humor refinado e irónico, semelhante ao de Porcos, Feios E Maus mas em bom, Kenny retrata a vida corriqueira daquele trabalhador simples e honesto, ao longo do seu dia-a-dia, no seu trabalho e na sua vida pessoal. A estrutura de Kenny assemelha-se em muito à de Borat: ambos começam por ser um documentário focado num objectivo específico, mas que acabam por se espraiar à medida que novos elementos vão surgindo. No entanto, enquanto Borat é uma caricatura desmiolada e screwball, Kenny é um filme inteligente e sofisticado.

Kenny podia muito bem ser uma estória verídica; apesar de toda a ironia que trespassa o filme, todos aqueles episódios poderiam acontecer a qualquer um de nós (os problemas no trabalho, o encontro com um japonês que gosta muito de karaoke, idas a exposições mundiais de retretes, ou a doença súbita do pai). É certo que Kenny Smyth trabalha com cocó e sabe muito acerca de cocó, mas a sua personagem tem espessura suficiente para ser um tipo como nós e com o qual traçamos laços de afinidade ao longo do filme; e acabamos por sofrer com os seus infortúnios, a rejubilar com as suas alegrias e a torcer para que tudo dê certo com aquela tal hospedeira com quem se cruzou certa vez numa viagem de avião.

É incrível como ficamos mais de hora e meia absorvidos a ver a vida de um indivíduo que monta casas-de-banho de plástico em grandes eventos, vibrando com as suas vitórias e depirmindo-nos com as suas derrotas. É como a alienação dos reality-shows, só que por um motivo mais nobre.

Kenny é um mockumentário fantástico que me faz querer, cada vez mais, fazer o meu próprio mockumentário. Um dia, senhores, um dia... Entretanto, ide lá comer o vosso McBacon.

Posted by: dermot @ 5:44 da tarde
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terça-feira, outubro 23, 2007  

O CAPACETE DOURADO:

Título: O Capacete Dourado
Realizador: Jorge Cramez
Ano: 2007


Contagiado pelo entusiasmo de várias vozes cuja opinião prezo bastante, convenci-me de que O Capacete Dourado poderia muito bem ser o grande filme português, não obstante do trailer não muito prometedor. Afinal de contas, ele vinha acompanhado de um invólucro gráfico bem apelativo, nada normal no nosso cinema.

O Capacete Dourado é a história de Jota (Eduardo Frazão), um rebelde sem causa, o que diga-se de passagem, hoje em dia faz tanto sentido quanto um frigorífico no Pólo Norte (não é por acaso que ninguém leva a Avril Lavigne a sério). Jota pertence a uma gangue de jovens motards, não leva a escola a sério, não tem lá muito respeito pelo seu pai e gosta de fazer avarias. Entretanto, irá conhecer a bela Margarida (Ana Moreira), a problemática e anorética filha do reitor da escola. Enquanto ele é todo exterior, ela é toda interior, e por isso complementam-se um ao outro. Só que o amor de ambos vai encontrar barreiras, como o de Romeu e Julieta...

O Capacete Dourado tem sido muito comparado ao cinema de Nicholas Ray, aos jovens inadaptados e pouco condescendentes de Fúria De Viver e Filhos Da Noite. No entanto, a última vez que um filme português foi comparado a Ray, a coisa não correu muito bem (estou a falar de 98 Octanas). Pois bem, aqui a coisa também não corre nada bem, porque O Capacete Dourado não faz lembrar em nada o cinema de Hollywood dos anos 50. Mesmo que o realizador diga que a cena da pesca pareça technicolor. Novidade: não parece! O mais semelhante é mesmo um bailado de motas, ao som do Danúbio Azul, mas que é melhor a ideia do que o resultado.

Sejamos sinceros: o que não cola mesmo ali é o boneco da personagem principal. Porque ninguém que tenha uma 125 usa um capacete daqueles. Quer dizer, pelo menos um rúfia que queira ser levado a sério...

Um dos argumentos que me fez acreditar em O Capacete Dourado, foi que este seria o primeiro filme português sem diálogos teatrais. Isso é verdade; pela primeira vez existem diálogos convincentes e escorreitos, mas bem que podiam ter feito mais takes e cortado os gaguejares dos actores. Porque ninguém se engasga tanta vez a conversar com os amigos. E a cena dos dois carochos a falarem sobre figos roubados é a mais confragedora do cinema português desde um infeliz cameo de Joaquim Leitão (e cá estamos outra vez a falar de 98 Octanas).

Confesso que também não percebi a opcção por dar uma personagem gaga à professora Alexandra Lencastre, como se Cramez estivesse a tentar completar uma caderneta de esteriótipos no corpo docente do filme.

O Capacete Dourado é um filme deprimente e, arrisco a dizer, pretensioso, onde tudo decorre a passo de caracol; e num filme que é extremamente curto, assusta ver a quantidade de espaços residuais que existem (como a cena final da festa, em câmara lenta, que começa por ter piada, deixa de ter e ainda tem tempo suficiente para voltar a recuperar a piada). E depois tudo termina num final psicadélico, novamente com Danúbio Azul por trás. Mas nem O Capacete Dourado é 2001: Odisseia No Espaço, nem nós estamos nos anos 70. Por isso é que ninguém consegue tripar com um Happy Meal.

Posted by: dermot @ 11:35 da tarde
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ABERTO ATÉ DE MADRUGADA:

Título: From Dusk Till Dawn
Realizador: Robert Rodriguez
Ano: 1996


Quentin Tarantino e Robert Rodriguez são amigos de longa data, com gostos em comum, que têm trabalhado juntos várias vezes nestes últimos anos - Sin City - Cidade Do Pecado, Quatro Quartos, Grindhouse... Em 1996, os dois assinaram Aberto Até De Madrugada, escrito e interpretado por Tarantino e realizado por Rodriguez, depois do primeiro ter declinado o convite para co-dirigir, de forma a concentrar-se mais na sua personagem.

Se em Grindhouse os dois realizadores quiseram homenagear as sessões duplas dos anos 70, em Aberto Até De Madrugada o objectivo foi prestar tributo aos midnight e os straight-to-video movies. E que têm estes géneros em comum? A pouca sofisticação.

Aberto Até De Madrugada é então dois filmes num só: numa primeira parte, é um thriller policial com grande doses de suspense, que acompanha a fuga dos irmãos Gecko, o ladrão/assassino Seth (George Clooney) e o tarado/violador/assassino Richard (Quentin Tarantino), dos Estados Unidos até ao México, depois de terem raptado a família Fuller: o reverendo sem fé Jacob (Harvey Keitel), a filha Kate (Juliette Lewis) e o filho (Ernest Liu).

Depois, a meio do filme, Aberto Até De Madrugada dá a maior volta de sempre da história do cinema e trasnforma-se, inesperadamente, num filme de zombies-vampiros, com muito mais dos festins-gore de Peter Jackson (olá Morte Cerebral), do que de Romero.

Aberto Até De Madrugada é, claramente, um filme de amigos, rodado em grande clima de descontração. E apesar da primeira parte ser, aparentemente, bastante séria (afinal de contas, Tarantino sabe escrever bons argumentos), Aberto Até De Madrugada é um desfilar de personagens sanguinárias, com dedo leve no gatilho, onde o que interessa é a violência gratuita e desmesurada. Isto tudo até acabar numa verdadeira matança do porco, com ratos gigantes, vampiros desmembrados e muita insanidade.

Normalmente, os filmes de Tarantino e Rodriguez são sempre assim: insanos. E apesar das aparências, Aberto Até De Madrugada é um filme sobre religião. Ou melhor, sobre a fé. Não propriamente em Deus, mas em qualquer coisa que nos guia e nos dá forças. Assim como o é Sinais (não é por acaso que há semelhanças entre a personagem de Keitel e de Mel Gibson). Só que o é de forma demente e distorcida. E banhada a sangue verde.

Encontramos em Aberto Até De Madrugada várias referências a alguns clássicos do cinema (Assalto À 13ª Esquadra ou A Quadrilha Selvagem são alguns exemplos, ou não fosse este também um filme sobre uma casa sitiada), algumas auto-referências ao próprio cinema da dupla (os hamburgueres Big Kahuna, os cigarros Red Apple ou a cerveja Chango) e, claro, um elenco de grandes estrelas (Juliette Lewis, Salma Hayek, Harvey Keitel...) e de estrelas da actual série B, liderados pelo mítico Danny "Machete" Trejo e por Cheech Marin, que tem um dos mais geniais discursos da sétima arte, que pode ser visto no final desta prova, cortesia do maravilhoso mundo do youtube.

Aberto Até De Madrugada é divertimento puro, série b ferrenha e xunguice apurada, cheio de estilo e coisas giras: os Tito & Tarantula a tocarem ao vivo durante todo o filme ou Salma Hayek (vulgo Satanico Pandemonium) a dançar de forma erótica. Faz-me espécie como pode haver gente que não goste deste filme, que no fundo no fundo, mais não é que um rip-off de um teledisco dos Rammstein. Só é pena os remakes serem tão fraquinhos...
Para mentes distorcidas, nada melhor do que um McRoyal Deluxe.

Posted by: dermot @ 6:51 da tarde
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segunda-feira, outubro 22, 2007  

AS CANÇÕES DE AMOR:

Título: Les Chansons D'Amour
Realizador: Cristophe Honoré
Ano: 2007


Nestes tempos de globalismo em que vivemos, onde o acesso à informação é massificado e quase instantâneo, começa a ser difícil impressionar-nos com algo. E por vezes, quase que pensamos que já tudo foi inventado. É então que surge alguém a relembrar-nos o quanto estávamos enganados, dando-nos um murro no estômago e fazendo-nos sentir muito estúpidos por quase termos acreditado nisso. Foi assim que me senti quando vi Em Paris, de Cristophe Honoré.

Com Em Paris, Honoré reabilitava o que de melhor teve a nouvelle vague, num drama pesado que era abordado à superfície, dando-lhe um aspecto de feelgood movie ímpar e especial, graças a váriso apontamentos de autor, originais e inovadores. Instantaneamente, Honoré tornou-se no meu novo realizador favorito.

As Canções De Amor, o seu novo trabalho, volta a contar com Louis Garrel no papel principal. E quase me arrisco a dizer que a sua personagem, Ismaël Bénoliel, é um rip-off da de Em Paris: um tipo bon-vivant, com ares de intelectual, com facilidade em arranjar cama, mas com muita dificuldade em conseguir manter-se na mesma durante muito tempo. No entanto, Ismaël está apaixonado.

Já sabemos que os franceses gostam de trindades; não é por acaso que a palavra convencionada para apelidar estes trios é francesa: ménage à trois. E em As Canções De Amor esse trio é composto por Ismäel, a sua namorada Julie (Ludivine Sagnier) e Alice (Clotilde Hesme). No entanto, como em qualquer triângulo amoroso, algo não corre bem, porque nestas coisas de relacionamentos, três não é a conta que Deus fez. E quando os ciúmes parecem que vão complicar tudo, eis que o realizador (Deus?) nos prega uma partida e subtrai uma das facções à equação.
De três ficamos com um - novamente Ismäel. E durante o filme, ele vai tentar suprir os buracos da sua vida/alma, seja com outras mulheres, raparigas e até adolescentes.

Tal como Em Paris, As Canções De Amor é um drama de faca e algudiar, mas que leva um tratamento de feelgood movie, aqui mascarado de musical (o que lhe pode dar um aparente (apenas aparente) ar de lamechiche manhosa) - um conjunto de belas canções, mais líricas que musicais, o que faz com que meia dúzia delas soem de forma igual, mas que não envergonham nada o reportório da chanson francesa. Por isso, se em Em Paris tínhamos Godard e Truffaut, aqui temos os musicais de Jacques Demy (pelo que dizem, uma vez que este que vos escreve nunca teve oportunidade o comprovar) e o Godard de Uma Mulher É Uma Mulher.

As Canções De Amor é um pouco consumido pelas próprias canções, uma vez que estas são para ser levadas a sério, ao contrário do kitsch 8 Mulheres, a obra-prima de François Ozon, o seu companheiro maravilha do novo cinema francês. No entanto, nada disto belisca o comportamento do filme, muito por culpa do desempenho dos actores: Louis Garrel tem tudo para ser um caso sério do cinema e Ludivine Sagnier é já um caso sério nos meus sonhos secretos.

Já há muito tempo que não andava aqui dividido sobre o que encomendar para comer: um McBacon ou um McRoyal Deluxe? Como se deve sempre benefeciar o atacante, siga o McRoyal Deluxe.

Posted by: dermot @ 11:08 da tarde
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domingo, outubro 21, 2007  

AMOR À QUEIMA-ROUPA:

Título: True Romance
Realizador: Tony Scott
Ano: 1993


Em 1992, sem dinheiro para fazer aquilo com que sonhava (leia-se realizar um filme), Quentin Tarantino decidiu vender o argumento daquele que seria o seu primeiro filme. Tony Scott comprou-o e realizou Amor À Queima-Roupa; e com o dinheiro, Tarantino realizou Cães Danados.

Amor À Queima-Roupa é um claro filme de Tarantino, realizado pelo Tony Scott pré-fase rei dos filtros e efeitos de câmara, quando este era apenas o rei do blockbuster de Hollywood, graças à fórmula descoberta em Top Gun - Ases Indomáveis: filmes com doses iguais de drama, amor, lágrimas vertidas e sorrisos de orelha a orelha. E Amor À Queima-Roupa não foge à regra, terminando com um final feliz cheesy, sob um pôr-de-sol numa praia deserta.

Amor À Queima-Roupa é um filme de amor, versão demente. Mas não deixa de ser uma grande história de amor. Clarence Worley (Clarence Worley) é um nerd viciado em banda-desenhada, filmes de artes-marciais e no Elvis Presley, que depois de se apaixonar à primeira vista pela call-girl Alabama Whitman (Patricia Arquette), decide matar o seu chulo, o whitey Drexl (genial Gary Oldman). Claro que depois a coisa complica e transforma-se numa complicada trama de sub-enredos, que envolve a máfia, a polícia, produtores de Hollywood e um Brad Pitt ganzado que não consegue sair do sofá, naquela fórmula neo-noir-urbano com a qual Guy Ritchie se tornou conhecido.

A dupla romântica Clarence-Alabama faz lembrar outras duas: a de Sailor e Lula, de Um Coração Selvagem, e a de Mickey e Mallory, de Assassinos Natos - dois jovens inadaptados que perseguem o sonho americano, versão fora-da-lei, ou não fossem os Estdos Unidos um país fundado por burlões, corruptos e escroques. Amor À Queima-Roupa é então um filme cheio de violência, tiros, mortos, palavrões e muito sangue derramado. Em suma, aquilo que nós, mentes distorcidas, gostamos.

Visto à distância, Amor À Queima-Roupa é, claramente, um filme de Quentin Tarantino, onde identificamos váiros elementos seus: Clarence conhece Alabama numa sessão tripla de cinema (Grindhouse é uma sessão dupla), dedicada a Sonny Chiba, o maior actor de artes marciais da actualidade (recrutado em Kill Bill); Chris Penn ou Cristopher Walken fazem os papeís que fariam em Cães Danados e Pulp Fiction; e, claro, os diálogos míticos e iconográficos. No entanto, Amor À Queima-Roupa teve a triste sina de ir parar às mãos de Tony Scott, um realizador que se rege pela cartilha cinematográfica e cujas noções de dinâmica, vanguardismo ou inovação se limitam a uns filtros manhosos e a tremer um pouco a câmara.

Falta então ao filme as doses industriais do estilo que devia ter, até porque conta com um elenco notável, cheio de bonecos geniais (para além dos já citados Gary Oldman e Brad Pitt, referência ainda a James Gandolfini numa espécie de primeira abordagem ao seu senhor Soprano). Aonde isso se reflecte com mais nitidez é na banda-sonora, onde os Soundgarden, o Billy Idol e os Aerosmith soam sempre deslocados. Em contrapartida, o retrato que Tony Scott faz de Detroit na primeira parte do filme é magistral, num ambiente decandente-urbano, uma espécie de cidade-fantasma a viver o estigma industrial e com uma theme song genial, remeniscente de Noivos Sangrentos.

Amor À Queima-Roupa poderia ser apenas mais um filme, se não fossem alguns apontamentos de autor (e o próprio Elvis como mentor imaginário). Por isto, é um McBacon para todos os amantes de Tarantino e para aqueles a quem Tony Scott não é totalmente repulsivo.

Posted by: dermot @ 6:34 da tarde
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sexta-feira, outubro 19, 2007  

THE 50 WORST MOVIES EVER MADE:

Título: The 50 Worst Movies Ever Made
Realizador: Brandon Cristopher
Ano: 2004


Existem filmes que são tão maus, tão maus, que se tornam bons. E existem filmes tão maus, tão maus... que são simplesmente maus. É sobre estes últimos que The 50 Worst Movies Ever Made se debruça, compilando (como o próprio nome indica) os 50 piores filmes de sempre, segundo a opinião do próprio realizador, que às vezes até se justifica com a mais antiga justificação do Mundo: o porque sim.

Parecia ser um documentário que tinha tudo para dar certo. No entanto, Brandon Cristopher quase que metia as mãos pelos pés. The 50 Worst Movies Ever Made parece (parece?) uma produção caseira, uma vez que as únicas imagens disponíveis que tem dos filmes são os seus próprios trailers; e, incompreensivelmente, o documentário é feito de modo telegráfico, de forma a ter uma hora de duração certinha, como se tivesse obrigações televisivas. Para além disso, há um separador entre os filmes que é uma ridícula montagem de uma sala de cinema com pessoas a atirar pipocas ao ecrã que é simplesmente pavorosa.

Mas nós não sabemos só criticar, também sabemos elogiar quando há razões para tal. E há que confessar que o narrador Carlos Larkin faz um trabalho notável, ao resumir de forma divertida e eloquente todos os filmes em três minutos. E limitado às poucas imagens do trailer.

E depois há os 50 piores filmes de todos os tempos, que por si só chegam para entreter qualquer cinéfilo por várias horas. Existem os óbvios (muitos Ed Woods, Xanadu, ou os filmes que James Cameron e Brian de Palma querem esquecer), existem os clássicos (Santa Claus Conquers The Martians ou Drácula vs. Frankenstein) e, inexplicavelmente, existem muitos, mas mesmo muitos filmes,com gorilas gigantes, que mais não são do que tipos dentro de um fato de gorila manhoso. Até existe Robot Monster, que é um tipo num fato de gorila manhoso e um capacete de um escafandro(!).

Além destes existem coisas fabulosas, como The Thing With Two Heads, um buddy-movie em que transplantam a cabeça de um branco para o corpo de um preto, que surpreendentemente fica muito mais gordo após a operação, e até um daqueles maus filmes que de tão maus que são se tornam bons - o blaxpoitation de kung fu, Black Belt Jones, com o mítico Jim Kelly. No final, uma constatação dolorosa: de todas estas pérolas só vi dois (Plano 9 Dos Vampiros Zombies e Crippled Masters), o que me faz sentir verdadeiramente infeliz.

Para a posterioridade ficam dois filmes que me despertaram enorme curiosidade. O primeiro é Frankenstein Conquers The World, um filme japonês com o elenco oriental e um tipo ocidental, em que o Frankenstein surge como salvador da humanidade e que na ideia original deveria lutar contra... Godzilla(!). No entanto, o realizador achou que isso seria demais e colocou-o a lutar apenas contra... um dinossauro gigante(!!). O segundo é They Saved Hitler's Brain, um filme absolutamente genial, filmado com uma falha de 7 anos entre si, o que destrói qualquer noção de continuidade no cinema, alternando actores, cenários e... tipo de fita usada.

The 50 Worst Movies Ever Made não é um bom documentário, mas é suficientemente bom a cumprir a sua função: dar-nos ideias para os próximos dvds a comprar. E tem um Double Cheeseburger a acompanhar.

Posted by: dermot @ 9:41 da manhã
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segunda-feira, outubro 15, 2007  

THE HOST - A CRIATURA:

Título: Gwoemul
Realizador: Joon-ho Bong
Ano: 2006


Nos anos 50, a Universal teve uma grande tradição nos filmes de monstros (alguém mencionou O Monstro Da Lagoa Negra ou A Múmia?), mas os que realmente impressionavam vinham do outro lado do Mundo: os kaiju eiga, os monstros japoneses (Godzilla, anyone?). Desde essa altura, nunca surgiu mais nada de grande interesse, salvo raras excepções (tubarões, aliens e dinossauros, especialmente), mas nenhum tão monstruoso quanto The Host - A Criatura, que agora nos chega.

Podíamos pensar que Joon-ho Bong estava a tentar fazer o que Peter Jackson não conseguiu com o seu King Kong - reabilitar o saudoso cinema de monstros -, se não fosse o facto de The Host - A Criatura não ser um convencional filme do género. De facto, The Host - A Criatura é mais uma subversão do género, sendo no fundo um filme familiar, sobre os Park, uma família disfuncional deteriorada. No entanto, como esta criatura mutante com peixes em vez de barbatanas é o mais assustador monstro das últimas décadas, penso que seria uma óptima ideia apostarem num spin-off.

Temos então uma espécie de Uma Família À Beira De Um Ataque De Nervos, versão filme de acção: Gang-Du (Kang-ho Song) é pai solteiro, despistado e extremamente preguiçoso, devido a uma infância parca em proteínas; Hie-Bong (Hie-bong Byeon) é o tio desempregado, alcóolico e desiludido com o seu país; Nam-Joo (Du-na Bae) é a tia desportista que falha sempre nos momentos decisivos; e Hie Bong (Hie-bong Byeon) é o avô, a peça central que tenta manter a família unida. No fundo, são todos uma cambada de perdedores, que podiam muito bem ser primos afastados de Os Tenenbaums; e o rapto da pequena Hyun-seo (Ah-sung Ko) pela tal criatura sub-aquática mutante vai pôr em marcha um processo de reabilitação daquela família.

The Host - A Criatura caminha por váiros territórios estilísticos e o realizador Joon-ho Bong movimenta-se, claramente, melhor nuns do que noutros: exímio nas sequências de suspense em que entra o terrível monstro canibal e algo atabalhoado nas cenas melodramáticas, de maior tensão familiar. Completamente típicas são, entretanto, os gags cómicos, típicas chinesices que se tornam rídiculas de tanto os vermos a estrabucharem e a dizerem baboseiras.

Menos subtil é a faceta política de The Host - A Criatura, claramente de pendor anti-americano (afinal de conta, são sempre eles os responsáveis pelas más decisões da história), mas que critica o próprio sistema coreano. Isso e a paranóia colectiva de epidemias como a SARS...

The Host - A Criatura tem feito furor pelos festivais internacionais, mas não é assim tão bom quanto seria de prever; é apenas giro. Mas uma coisa é certa: podemos sentar-nos calmamente a comer o nosso McBacon, que agora é apenas uma questão de tempo até uma alma iluminada do outro lado do Atlântico experimentar um remake.

Posted by: dermot @ 11:24 da tarde
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quinta-feira, outubro 11, 2007  

A ENCRUZILHADA:

Título: Crossroads
Realizador: Walter Hill
Ano: 1986


I went down to the crossroads, fell down on my knees.
I went down to the crossroads, fell down on my knees.
Asked the lord above for mercy, save me if you please.


Há dias, andava eu a fazer tempo na FNAC, quando me mostraram o DVD de A Encruzilhada, um filme dos anos 80 sobre blues, com o jovem Ralph Macchio. O meu espanto foi grande: como é que nunca tinha ouvido falar disso? Apressei-me a comprar o DVD e a vê-lo assim que cheguei a casa. E quando terminei as minhas dúvidas dissiparam-se: que dinheiro mais mal gasto! Não admira que nunca tivesse ouvido falar de tal coisa...

A Encruzilhada baseia-se livremente no bluesman Robert Johnson, o proclamado avô do rock'n'roll. Quem nunca ouviu falar dele devia ir fustigar-se com uma chibatinha; Robert Johnson foi o primeiro bluesmen e foi, segundo a lenda, o primeiro a vender a alma ao Cornudo a troco de fama e sucesso. A Encruzilhada pega neste pedaço do folclore do rock e romanceia-o, colocando Eugene Martone (Ralph Macchio) como um jovem amante de blues, que tenta descobrir a música perdida de Robert Johnson, recorrendo à ajuda do seu ex-companheiro, o harmonicista Willie Blind Dog Brown (Joe Seneca).

A premissa é muito boa e era difícil não fazer um bom filme com isto. Mas Walter Hill, inesperadamente (e digo isto porque o realizador tem no seu currículo alguns filmes assinaláveis), conseguiu meter os pés pelas mãos e A Encruzilhada revela-se como um tiro saído pela culatra. A Encruzilhada é o típico flick teenager dos anos 80, uma espécie de spin-off de Momomento Da Verdade, mas com os blues em vez das artes-marciais - um jovem adolescente (curiosamente, o mesmo Ralph Macchio), que encontra inspiração num velho mestre para crescer na vida e ganhar maturidade suficiente.

Tudo em A Encruzilhada é (assustadoramente) banal e previsível, esforçando-se por utilizar todos os lugares comuns do género, adaptando-os levemente à realidade do blues. Até uma estranha relação amorosa bidimensional (lembrando as relações de papelão que se fazem e desfazem com um simples estalar de dedos na maioria dos filmes portugueses dos anos 90, como por exemplo, Tentação) acontece.

Depois também é difícil fazer um filme com feeling em pleno anos 80, a década em que a percepção do ridículo esteve adormecido - Ralph Macchio não tem pinta do que quer que seja e Joe Seneca dá melhor para avôzinho do que lenda do blues. Aliás, a bela Jami Gertz tem mais estilo nos seus jeans e botas texanas, do que os dois bluesmen juntos.

Tudo este martírio de diálogos copiados de um qualquer telefilme manhoso, má direcção de actores e um argumento aos trambolhões poderia compensar com o duelo final à guitarra entre o (pseudo)bluesman Ralph Macchio e um enviado do Diabo, se não fosse este o próprio Diabo em pessoa: Steve Vai. Pior, só se fosse o Gary Moore. Fazer um filme sobre blues e ter o Steve Vai a tocar é mais feio do que cuspir na sopa. Era como fazer um filme sobre futebol e convidar o Maxi Pereira para estrelar... Uma anedota.

A Encruzilhada vale então pela banda-sonora sempre superior do mítico Sonny Terry (vénia) e do magistral Ry Cooder e pelo ambiente sulista, à la Irmão, Onde Estás?, que está estranhamente bem recriado. Tudo o resto é um insulto aos blues. Claramente, Walter Hill não vendeu a alma ao Chifrudo para fazer este filme. O máximo que pode ter feito foi tê-la trocado por um Happy Meal.

Posted by: dermot @ 11:04 da tarde
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TOP 7:

Andava aqui eu a pensar no Neil Gaiman e no facto de como ele é um gajo que escreve para caraças (tudo isto a pretexto da adaptação de Stardust - O Mistéro Da Estrela Cadente, cujas críticas que tenho lido me têm feito salivar um pouco), quando pensei de mim para mim: Quem é o maior na área da literatura fantástica?. E claro que a resposta foi instântanea: Stephen King, ou não fosse ele o escritor vivo com mais obras adaptadas ao cinema.

Visto que estreou recentemente 1408, um filme baseado numa história do mestre do terror, nada melhor do que lhe prestar vassalagem neste humilde antro cinematográfico que tanto o admira, com este TOP 7 DAS ADAPTAÇÕES CINEMATOGRÁFICAS DE STEPHEN KING. E porque 7, perguntam vocês? Porque sim.

nota de rodapé - nesta lista não está considerado o filme Zona De Perigo, porque o vosso humilde escriba não se lembra suficientemente dele para o comparar com os demais


7º Lugar
Christine

O filme tem um bom argumento, uma realização acertada e actores competentes. Então o que peca em Christine. O facto de ser sobre um carro possuído. A coisa em livro até resulta mais ou menos bem, mas ver não é bem a mesma coisa do que imaginar, não é?

6º Lugar
It

Como é possível não gostar de Pennywise, o palhaço dançarino que mutila criancinhas enquanto conta anedotas? Apesar de todos os clichets de telefilme, da dramatização de plástico e das três horas de duração, It é um excelente divertimento sobre medo, crianças e, claro, palhaços assassinos. E uma vénia encarpada a Tim Curry.

5º Lugar
Cemitério Vivo

É um dos mais célebres livros de King. Mas o filme não é muito falado. É pena, porque Cemitério Vivo é bem giro, longe dos filmes de terror pré-formatados que agora parecem invadir as nossas salas de cinema e televisões. Diga lá há quanto tempo você não vê uma criança-zombie, um pai a profanar o caixão do próprio filho, ou um camionista a atropelar uma miudinha enquanto cantarola Ramones?

4º Lugar
Misery - Capítulo Final

Vamos analisar bem a coisa: Stephen King tem livros com ratos mutantes, vampiros e são bernardos sanguinários, mas nada é tão assustador quanto a (aparentemente) dócil Annie Wilkes (Kathy Bates venceu o único Óscar num filme de Stephen King). Um tratado portátil de suspense e terror psicológico, com uma utilização brutal de um barrote e uma marreta (vocês sabem do que eu estou a falar).

3º Lugar
Os Condenados De Shawshank

Já toda a gente viu Os Condenados De Shawshank; aliás, Os Condenados de Shwashank concorre com Sozinho Em Casa, Beethoven e O Pai Da Noiva pelo título de filme que mais vezes passou na televisão portuguesa. Além disso, é considerado por muitos como o mais injustiçado filme de sempre da cerimónia dos Óscares. É difícil não gostar dele; emociona-nos, faz-nos chorar e tem tudo certinho e no lugar. E o mais impressionante de tudo, é que é mesmo bom nisto.

2º Lugar
Shining

Vamos ser sinceros: pôr Jack Nicholson a fazer de psicopata neurótico is like shooting fish in a barrel, como dizem os americanos. Mas Shining é ainda mais do que isso: com um trabalho notável de Kubrick a popularizar o trabalho dos tripés nas câmaras de filmar, Shining é uma variação assustadora do flick da casa assombrada, aqui em versão hotel isolado e ocupado por um psicopata.

1º Lugar
Carrie

É uma das imagens mais marcantes da minha infância: Sissy Spacek coberta de sangue de pouco. Bastava-me pensar nisso meros segundos, para ter que dormir com a luz acesa durante vários dias seguidos. Carrie é uma matança do porco disfarçada de drama adolescente, que Brian de Palma utiliza para fazer um dos mais memoráveis travellings da história do cinema.


Menção Honrosa
Meia-Noite E Um

Se Meia-Noite E Um não tivesse tantos cliffhangers para responder aos vários intervalos do telefilme, se não tivesse efeitos-especiais feitos em spectrum e não tivesse a última meia-hora, era um sério candidato a esta lista. Assim, fica-se só pela menção honrosa, porque apenas a primeira parte interessa: um filme de suspense hitchcockiano, que poderia muito bem ser um episódio de Quinta Dimensão.

Posted by: dermot @ 5:54 da tarde
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segunda-feira, outubro 08, 2007  

DIE HARD 4.0 - VIVER OU MORRER:

Título: Live Free Or Die Hard
Realizador: Len Wiseman
Ano: 2007


Em 1988, um aparentemente inofensivo Assalto Ao Arranha-Céus tornou-se num verdadeiro filme de culto e um marco no cinema de de acção. Contra todas as expectativas (até porque nem foi particularmente feliz nas bilheteiras), o filme deu origem a várias sequelas, sendo a última dela Die Hard 4.0 - Viver Ou Morrer, estreada em pleno frenesim de sequelas, prequelas, remakes e spin-offs.

O que se destacou, principalmente, em Assalto Ao Arranha-Céus foi a redefinição que fez do herói de acção: bem mais perto do anti-herói celebrizado pelo film-noir, do que da action figure de uma extrema direita estilizada, popularizada pelos seus primos afastados, como Stallone ou Schwarzenegger. O John McClane de Bruce Willis não tem nada a ver com o herói patriota de John Rambo, por exemplo, que vai salvar o Mundo por vontade própria e amor ao seu país; McClane é apenas um tipo com má sorte, que está sempre no sítio errado, no local errado. Agora o que era desnecessário era Len Wiseman relembrar esse facto a cada quinze minutos de Die Hard 4.0, repetindo-o tantas vezes até começar a soar a lamechas e falso.

Esta minha opinião acerca desta quarta sequela não começa bem, mas posso garantir que irá melhorar. McClane está então de volta; e depois das ameaças (mais ou menos) localizadas de Assalto Ao Arranha-Céus e Assalto Ao Aeroporto, Die Hard 4.0 volta a encomendar uma ameaça global, que já tinha dado bons resultados em Die Hard: A Vingança. Desta vez, o detective John McClane irá combater o terrorismo virtual: um perigoso pirata informártico (Timothy Olyphant) que vai deixar os Estados Unidos num verdadeiro caos, quando delsiga todos os sistemas computadorizados do país - uma espécie de A Rede, mas em escala monumental.

Não é só a ameaça global que o filme importa de Die Hard: A Vingança; importa também um sidekick para McClane. No entanto, não cai no erro de repetir a fórmula buddy movie e Len Wiseman desencanta um parceiro que é o completo oposto de Bruce Willis: um adolescente viciado em computadores (uma surpreendente estreia de Justin Long), que tem por amigo um das mais divertidas associações de Hollywood nos últimos tempos: Kevin Smith a fazer de si próprio, ou seja, de viciado em jogos de computador, filmes manhosos, bonecos e internet.

Len Wiseman vem da escola da MTV e tem, claramente, aquele estilo estilizado de filmar que tanta impressão me faz. No entanto, talvez influenciado pelo velhote McClane, Die Hard 4.0 consegue ser um filme de força bruta, à boa maneira dos anos 80. E consegue-o, sobretudo, nos combates corpo a corpo, bem realistas e diferentes das coreografias wi-fu dos recentes flicks de acção. E inova ao colocar um homem a esmurrar repetidamente uma mulher.

Depois, vêm as coisas más. E não falo do guião pateta, até porque aqui não se queriam grandes filosofias no argumento. Falo antes do exagero do factor blockbuster: vilões homens-aranha, sequências de acção demasiado mirabolantes, tiroteios à proporçãod e 1 para 100 e um McClane demasiado super-homem. E eu que pensava que A Verdade Da Mentira tinha provado a toda a gente que não se devem colocar homens a abater aviões a jacto com as próprias mãos sem ser a gozar.

Não faz esquecer os anteriores, mas Die Hard 4.0 não ofende o original. É apenas um bom filme de acção, para se ver com o cérebro desligado, pipocas, muita cerveja e um gordoroso (no bom sentido) McBacon.
Yippee ki yay, motherfucker.

Posted by: dermot @ 10:40 da tarde
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quarta-feira, outubro 03, 2007  

OS SIMPSONS - O FILME:

Título: The Simpsons Movie
Realizador: David Silverman
Ano: 2007


Considerada por quase toda a gente (pelo menos, a maioria das pessoas de bem) como a melhor série de animação de sempre, Os Simpsons é ainda a sitcom com mais temporadas da história da televisão norte-americana. No ar desde 1989, Os Simpsons entranharam-se fortemente na cultura popular ocidental, o que fazia adivinhar desde logo uma longa-metragem. A surpresa foi que essa opcção tenha demorado quase duas décadas até ser concluída.

Depois de muito esperar, eis então Os Simpsons - O Filme. E, visto à distância, as previsões não eram boas. Primeiro, porque dezoito anos de desenhos-animados leva-nos à eterna questão: o que falta ser feito? E segundo, porque ao fim de 400 episódios de humor, Os Simpsons já começam a acusar muito desgaste e algum esgotamento. No entanto, Os Simpsons são sempre Os Simpsons. E como nós, seres humanos, somos optimistas por natureza (not), nada como dar uma chance à família mais amarela de sempre.

Toda a gente conhece então os Simpsons: a família mais disfuncional dos Estados Unidos, que coloca a nu todas as defeciências do sistema social norte-americano, satirizando-o de forma irónica e crítica, como uma espécie de Uma Família Às Direitas mais ácido e mais screwball. E Homer Simpson é o expoente máximo deste micro-universo.

Para quem estava à espera de um argumento original, as expectativas saíram furadas: Os Simpsons - O Filme aproveita aquilo que já foi abordado mais do que uma vez na série: as crises familiares, nomeadamente entre marido e mulher (Homer e Marge com problemas no casamento) e entre pai e filho (Homer e Bart com problemas de respeito e amor-próprio). A diferença do filme para a série é que esta crise apresenta-se como a derradeira prova de fogo ao normal funcionamento daquela família.

Depois, à volta disto desenvolve-se um sub-enredo, que dá a Os Simpsons - O Filme uma dimensão de filme-catástrofe (a dimensão certa para um projecto desta envergadura), com um humor menos satírico do que nos habituámos e bem mais slapstick, e com pouca atenção dada às personagens secundárias. Aliás, é notória a ausência de alguns bonecos memoráveis: Selma e Patty, Sideshow Bob ou um Krusty com algumas falas. Mas claro que isto é compensado com alguns momentos memoráveis, feitos daquela matéria de que são feitos os mitos (alguém mencionou o spiderpig?).

Os Simpsons - O Filme não é hilariante nem genial (that's good... but not great, parafraseando Homer Simpson) mas é como um bom episódio de Os Simpsons de hora e meia. Contra este argumento tem o facto de que a série já nos habituou a bem melhor e por muito mais vezes; mas a favor, tem o facto de que, ultimamente, as últimas temporadas têm sido bem enfadonhas. Por isso, dando o benefício da dúvida (e como já foi prometido que o próximo filme não demorará tantos anos), não me importo de me despedir com um McRoyal Deluxe. Porque Os Simpsons - O Filme é, claramente, o momento de ruptura que vai dar uma nova vida a série. E para quem pensa que tudo se manteve igual, basta verem o genérico do primeiro episódio da nova temporada de Os Simpsons (cortesia o mundo fantátsico do youtube.

Posted by: dermot @ 1:13 da tarde
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terça-feira, outubro 02, 2007  

TAXIDERMIA:

Título: Taxidermia
Realizador: György Pálfi
Ano: 2006


Nestes tempos recentes, a minha vida profissional não me tem deixado ir tanto ao cinema como eu gostaria. E dos filmes desta silly season que recentemente terminou, um dos que mais me custou perder foi Taxidermia, o grande vencedor do Prémio do Público do Fantasporto deste ano. Mas como agora tenho algum tempinho livre, tratei logo de remediar isso.

Confesso que a ideia que a minha mente pré-definiu para o filme era algo completamente errado; devido ao título e ao prémio no Fantasporto, imaginava que Taxidermia era uma espécie qualquer de slasher, sobre um assassino que empalhava as suas vítimas. Nada mais errado: Taxidermia é um filme visceralmente pornográfico, que acompanha três gerações de uma família com um distorcido fascínio pelo culto do corpo.

Na primeira parte, temos então a Hungria em plena Segunda Guerra Mundial, onde no meio do nada, um soldado raso (Csaba Czene) que mais parece um criado, usa a imaginação para satisfazer a sua frustração sexual. O seu filho (Gergo Trócsányi), um pequeno leitãozinho (literalmente) transforma-se no grande campeão nacional das maratonas de comer da Europa comunista; e por fim, o filho deste, é apenas um simples taxidermista (Marc Bischoff), com problemas românticos e de amor-próprio.

A sinopse é redutora e não faz juz ao poder simbólico do filme. Se tivesse sido filmado nos Estados Unidos, Taxidermia teria sido rotulado como uma crítica social à tradição culinária disfuncional dos obesos norte-americanos, qual Super Size Me: 30 Dias Da Fast Food qual quê. Assim, como foi um produto da Europa profunda, Taxidermia é um documento surreal, de fina ironia (como o poster de Michael Jackson na loja do taxidermista), com uma mise-en-scene cuidada e apelativa, à qual é impossível passar indiferente, que mistura o surrealismo de Jeunet em Delicatessen (Buñuel também não seria uma má opção de comparação), o gore explícito de Pasolini em Saló Ou Os 120 Dias De Sodoma, as composições caóticas do cinema dos balcãs de Kusturica e a propaganda soviética de Eisenstein. Aliás, formalmente, Taxidermia é uma versão pós-moderna do cinema do realizador soviético.

Se em termos de argumento e conceito, Taxidermia pode ser confuso e pouco profundo (apesar dessa doentia forma de cultivar o corpo), visual e formalmente é um filme ímpar, que vale por cada segundo. Além disso, Taxidermia tem concursos de comer, vómitos à barda, sodomizações de porcos esventrados, obesidade mórbida, pénis que ejaculam fogo e auto-empalhamento.

Taxidermia é obrigatório e completamente viciante. O mais inesperado Royale With Cheese de sempre, desde o inesperado As Lágrimas Do Tigre Negro.

Posted by: dermot @ 12:05 da tarde
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COTAÇÃO:
10 - Royale With Cheese
9 - Le Big Mac
8 - McRoyal Deluxe
7 - McBacon
6 - McChicken
5 - Double Cheeseburger
4 - Cheeseburger
3 - Caixinha de 500 paus (Happy Meal)
2 - Hamburga de Choco
1 - Pão com Manteiga

TAKE:
Take - cinema magazine | take.com.pt


ARE YOU TALKING TO ME:
DUELO AO SOL
CLARENCE HAD A LITTLE LAMB
GONN1000
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CINEMA NOTEBOOK
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A DUPLA PERSONALIDADE
TRASH CINEMA TRASH
SUNSET BOULEVARD
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CRÍTICAS:
- A Armadilha
- A Arte De Pensar Negativamente
- A Árvore Da Vida
- A Balada de Jack And Rose
- A Bela E O Paparazzo
- A Boda
- À Boleia Pela Galáxia
- A Cabana Do Medo
- A Cela
- A Canção De Lisboa
- A Cara Que Mereces
- A Casa Dos 1000 Cadáveres
- A Casa Maldita
- A Cidade Dos Malditos
- A Ciência Dos Sonhos
- A Comunidade
- A Cor Do Dinheiro
- A Costa Dos Murmúrios
- A Criança
- A Dália Negra
- A Dama De Honor
- A Descida
- A Duquesa
- À Dúzia É Mais Barato
- A Encruzilhada
- A Estrada
- A Estranha Em Mim
- A Frieza Da Luz
- A Fúria Do Dragão
- A História De Uma Abelha
- A Honra Da Família
- A Janela (Maryalva Mix)
- A Lagoa Azul
- A Lenda Da Floresta
- A Liga Dos Cavalheiros Extraordinários
- A Lista De Schindler
- A Lojinha Dos Horrores
- A Mais Louca Odisseia No Espaço
- A Maldição Da Flor Dourada
- A Mansão
- A Maravilhosa Aventura De Charlie
- A Marcha Dos Pinguins
- A Máscara
- A Máscara De Cristal
- A Menina Jagoda No Supermercado
- A Minha Bela Lavandaria
- A Minha Vida Sem Mim
- A Morte Do Senhor Lazarescu
- A Mosca
- A Mulher Do Astronauta
- A Mulher Que Viveu Duas Vezes
- A Múmia
- A Noiva Cadáver
- A Noiva Estava De Luto
- A Origem
- A Outra Margem
- A Paixão De Cristo
- A Pele Onde Eu Vivo
- A Pequena Loja Dos Horrores
- A Prairie Home Companion - Bastidores Da Rádio
- A Presa
- À Procura Da Terra Do Nunca
- A Promessa
- À Prova De Morte
- A Rainha
- A Rai­nha Africana
- A Raiz Do Medo
- A Rapariga Santa
- A Rede Social
- A Religiosa Portuguesa
- A Ressaca
- A Residencial Espanhola
- A Sangue Frio
- A Secretária
- A Semente Do Diabo
- A Senhora Da Água
- A Severa
- A Sombra Do Caçador
- A Sombra Do Samurai
- A Tempestade No Meu Coração
- A Tempo E Horas
- A Torre Do Inferno
- A Turma
- A Última Famel
- A Última Tentação De Cristo
- A Valsa Com Bashir
- A Verdadeira História De Jack, O Estripador
- A Viagem De Chihiro
- A Viagem De Iszka
- A Vida De Brian
- A Vida É Um Jogo
- A Vida É Um Milagre
- A Vida Em Directo
- A Vida Secreta Das Palavras
- A Vila
- A Vítima Do Medo
- A Vizinha Do Lado
- A Volta Ao Mundo Em 80 Dias
- Aberto Até De Madrugada
- Abraços Desfeitos
- Acção Total
- Aconteceu No Oeste
- Across The Universe
- Actividade Paranormal
- Acusado
- Adam Renascido
- Admitido
- Adriana
- Aelita
- Ágora
- Água Aos Elefantes
- Air Guitar Nation
- Albert, O Gordo
- Aldeia Da Roupa Branca
- Alice
- Alice In Acidland
- Alice No País Das Maravilhas
- Alien - O Oitavo Passageiro
- Aliens - O Reencontro Final
- Alien - A Desforra
- Alien - O Regresso
- Alien Vs. Predador
- Alien Autopsy
- Alma Em Paz
- Almoço De 15 De Agosto
- Alphaville
- Alta Fidelidade
- Alta Golpada
- Alta Tensão
- Alucinação
- Amália
- Amarcord
- American Movie
- American Splendor
- Amor À Queima-Roupa
- Amor De Verão
- Amor E Corridas
- Amor E Vacas
- Amor Em Las Vegas
- Amor Ou Consequência
- And Soon The Darkness
- Angel-A
- Animal
- Annie Hall
- Anónimo
- Antes Do Anoitecer
- Antes Que O Diabo Saiba Que Morreste
- Anticristo
- Anvil! The True Story of Anvil
- Anytinhig Else - A Vida E Tudo Mais
- Appaloosa
- Apocalypto
- Aquele Querido Mês De Agosto
- Aracnofobia
- Aragami
- Arizona Dream
- Armin
- Arséne Lupin - O Ladrão Sedutor
- As Asas Do Desejo
- As Aventuras De Jack Burton Nas Garras Do Mandarim
- As Aventuras De Tintim - O Segredo Do Licorne
- As Aventuras Do Príncipe Achmed
- As Bandeiras Dos Nossos Pais
- As Bonecas Russas
- As Canções De Amor
- As Crónicas De Narnia - O Leão, A Feiticeira E O Guarda-Roupa
- As Diabólicas
- As Ervas Daninhas
- As Invasões Bárbaras
- As Lágrimas Do Tigre Negro
- As Leis Da Atracção
- As Noites Loucas Do Dr. Jerryll
- As Penas Do Desejo
- As Tartarugas Também Voam
- As Vidas Dos Outros
- Aberto Até De Madrugada
- Assalto À Esquadra 13 (1976)
- Assalto À Esquadra 13 (2005)
- Assalto Ao Santa Maria
- Assassinos Natos
- Ata-me
- Até Ao Inferno
- Até Ao Limite Do Terror
- Atraídos Pelo Crime
- Através Da Noite
- Attack Of The 50 Foot Woman
- Aurora
- Austrália
- Autocarro 174
- Avatar
- Aviva, Meu Amor
- Aztec Rex
- Azul Metálico

- Babel
- Backbeat, Geração Inquieta
- Balas E Bolinhos - O Regresso
- Balbúrdia No Oeste
- Bando À Parte
- Baraka
- Barbarella
- Barreira Invisí­vel
- Batman
- Batman Regressa
- Batman - O Início
- Be Cool
- Beijing Bastards
- Belleville Rendez-Vouz
- Bem-vindo À Zombieland
- Bem-vindo Ao Norte
- Berlin 36
- Birth - O Mistério
- Biutiful
- Black Sheep
- Black Snake Moan - A Redenção
- Blade Runner - Perigo Iminente
- Blueberry
- Boa Noite E Boa Sorte
- Bobby Darin - O Amor É Eterno
- Body Rice
- Bombom
- Bom Dia Noite
- Bom Dia Vietnam
- Bonnie E Clyde
- Boogie Nights
- Borat
- Brasil - O Outro Lado Do Sonho
- Breakfast On Pluto
- Brincadeiras Perigosas (2007)
- Brisa De Mudança
- Bronson
- Bruce, O Todo-poderoso
- Bruiser - O Rosto Da Vingança
- Bruno
- Buffalo 66
- Bubba Ho-Tep
- Bullit
- Bunker Palace Hotel
- Buried
- Busca Implacável
- Bz, Viagem Alucinante

- Cadillac Records
- Cães Danados
- Cães De Palha
- Café E Cigarros
- Call Girl
- Camino
- Capitão Alatriste
- Capitão América - O Primeiro Vingador
- Capote
- Carrie
- Cartas Ao Padre Jacob
- Cartas De Iwo Jima
- Casa De Loucos
- Casablanca
- Casino Royale
- Catwoman
- Cavalo De Guerra
- Cemitério Vivo
- Censurado
- Centurion
- Charlie E A Fábrica De Chocolate
- Che - Guerrilha
- Che - O Argentino
- Chemical Wedding
- Chéri
- Chinatown
- Chocolate
- Choke - Asfixia
- Chovem Almôndegas
- Christine - O Carro Assassino
- Cidade Fria
- Cinco Dias, Cinco Noites
- Cinema Paraíso
- Cinerama
- Cisne Negro
- Clube De Combate
- Coco Avant Chanel
- Coisa Ruim
- Cold Mountain
- Cold Weather
- Colete De Forças
- Colisão
- Com Outra? Nem Morta!
- Comboios Rigorosamente Vigiados
- Comer Orar Amar
- Complexo - Universo Paralelo
- Conan, O Bárbaro
- Contrato
- Control
- Controle
- Coração De Cavaleiro
- Coração De Gelo
- Coração Selvagem
- Corações De Aço
- Coragem De Mãe: Confrontando O Autismo
- Corre Lola Corre
- Correio De Risco
- Correio De Risco 3
- Corrida Contra O Futuro
- Corrupção
- Cozinhando A História
- Crank - Veneno No Sangue
- Crank - Alta Voltagem
- Cremaster
- Crime Ferpeito
- Crippled Masters
- Cristóvão Colombo - O Enigma
- Crónica Dos Bons Malandros
- Crueldade Intolerável
- Cubo
- Culture Boy
- Cypher
- Cyrano de Bergerac (1950)

- Daisy Town
- Dallas
- Danny The Dog - Força Destruidora
- Daqui P'ra Frente
- Dark City - Cidade Misteriosa
- De Cabeça Para Baixo
- De Homem Para Homem
- De Olhos Abertos
- De Olhos Bem Fechados
- De Sepultura Em Sepultura
- De Tanto Bater O Meu Coração Parou
- De-Lovely
- Delhi Belly
- Dead Snow
- Death Race 2000
- Deixa-me Entrar
- Delicatessen
- Demolidor - O Homem Sem Medo
- Dentro Da Garganta Funda
- Depois Do Casamento
- Destruir Depois De Ler
- Diamante De Sangue
- Diário Dos Mortos
- Diários De Che Guevara
- Dias De Futebol
- Dick E Jane - Ladrões Sem Jeito
- Dictado
- Die Hard 4.0 - Viver Ou Morrer
- Die You Zombie Bastards!
- Dogma
- Domino
- Don Juan DeMarco
- Donnie Brasco
- Doom - Sobrevivência
- Doomsday - Juízo Final
- Dorian Gray
- Dot.Com
- Dr. Estranhoamor
- Drácula 2001
- Drácula De Bram Stoker
- Drive - Risco Duplo
- Dreamgirls
- Duas Mulheres

- É Na Terra Não É Na Lua
- Easy A
- Easy Rider
- Eduardo Mãos De Tesoura
- Efeito Borboleta
- El Mariachi
- El Topo
- Ela Odeia-me
- Eles
- Eles Vivem
- Elvis
- Em Bruges
- Em Busca Da Felicidade
- Em Carne Viva
- Em Liberdade
- Em Nome De Caim
- Em Nome De Deus
- Em Paris
- Em Privado
- Embargo
- Encarnação Do Demónio
- Encontros Em Nova Iorque
- Encrenca Dupla
- Encurralada
- Ensaio Sobre A Cegueira
- Enterrado Na Areia
- Entre Os Dedos
- Entrevista
- Equilibrium
- Era Uma Vez No México
- Eraserhead - No Céu Tudo É Perfeito
- Escola De Criminosos
- Escolha Mortal
- Esporas De Aço
- Estado De Guerra
- Estamos Vivos
- Este É O Meu Lugar
- Este País Não É Para Velhos
- Estômago
- Estrada Perdida
- Estranhos
- Estrellita
- Eu Amo-te Phillip Morris
- Eu, Peter Sellers
- Eu Sou A Lenda
- Eu Sou Evadido
- Eu, Tu E Todos Os Que Conhecemos
- Everything Must Go
- Evil Dead - A Noite Dos Mortos-Vivos
- Evil Dead 2 - A Morte Chega De Madrugada
- Evil Dead 3 - O Exército Das Trevas
- Ex-Drummer
- Exterminador Implacável 1
- Exterminador Implacável 2 - O Dia Do Julgamento Final
- Exterminador Implacável 3 - Ascensão Das Máquinas
- Exterminador Implacável 4 - A Salvação

- Factory Girl - Quando Edie Conheceu Warhol
- Factotum
- Fados
- Fahrenheit 9/11
- Falso Alarme
- Fando E Lis
- Fantasmas De Marte
- Fargo
- Faster, Pussycat! Kill! Kill!
- Fausto 5.0
- Favores Em Cadeia
- Felicidade
- Feliz Natal
- Férias No Harém
- Festival Rocky De Terror
- Ficheiros Secretos: Quero Acreditar
- Fim De Ano Em Split
- Fim-De-Semana Alucinante
- Final Cut - A Última Memória
- Fish Tank
- Florbela
- Flores Partidas
- Fome
- Footloose - A Música Está Do Teu Lado
- Força Delta
- Forrest Gump
- Freddy Vs. Jason
- Frenético
- Frida
- Frost/Nixon
- Fruto Proibido
- Fuga De Los Angeles
- Fuga Para A Vitória
- Fur - Um Retrato Imaginário De Diane Arbus
- Fúria Cega
- Fúria De Viver
- Fúria Silenciosa

- Gabrielle
- Gainsbourg - Vida Heróica
- Gang Dos Tubarões
- Gangs de Nova Iorque
- Garden State
- Génova
- GI Joe - O Ataque Dos Cobra
- Godzilla
- Goodbye Lenine!
- Gosford Park
- Gothika
- Gran Torino
- Grande Mundo Do Som
- Gremlins
- Grizzly Man
- Gru - O Maldisposto
- Guerra Dos Mundos (2005)
- Guerra Dos Mundos (1953)

- Há Lodo No Cais
- Hairspray
- Half Nelson - Encurralados
- Hard Candy
- Harley Davidson E O Cowboy Do Asfalto
- Harold E Maude
- Harry Brown
- Haverá Sangue
- Hawai Azul
- He-Man - Mestres Do Universo
- Head On - A Esposa Turca
- Heartbreak Hotel
- Hell Ride
- Hellboy
- Hellboy 2: O Exército Dourado
- Helter Skelter - O Caso De Sharon Tate
- Henry E June
- Hereafter - Outra Vida
- Hiena
- História De Duas Irmãs
- História De Um Fotógrafo
- Hobo With A Shotgunbr> - Hollywood Ending
- Homem Aranha
- Homem Aranha 2
- Homem Aranha 3
- Homem De Ferro
- Homem Demolidor
- Homem Em Fúria
- Homens De Negro
- Homens De Negro 2
- Homens Que Matam Cabras Só Com O Olhar
- Hostel
- Hostel 2
- Hot Fuzz - Esquadrão De Província
- Howl - Grito
- Hugo

- I Am Sam - A Força Do Amor
- I Spit On Your Grave
- I'll See You In My Dreams
- Iluminados Pelo Fogo
- I'm Still Here
- I Wanna Hold Your Hand
- Imitação Da Vida
- Imortal
- In Search Of A Midnight Kiss
- Indiana Jones E O Reino Da Caveira De Cristal
- Indomável
- Infiltrado
- Inimigos Públicos
- INLAND EMPIRE
- Inquietos
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- Insónia
- Intervenção Divina
- Intriga Internacional
- Invictus
- Irmão, Onde Estás?
- It
- It Might Get Loud
- Italian Spiderman

- Jack Ketchum's The Girl Next Door
- Jackass 2
- Jackass 3D
- Jackie Brown
- Jacuzzi - O Desastre Do Tempo
- James Bond - Agente Secreto
- James Bond - Casino Royale
- James Bond - Quantum Of Solace
- Janela Indiscreta (1954)
- Janela Indiscreta (1998)
- Janela Secreta
- JCVD
- Joga Como Beckham
- John Rambo
- Jonestown - The Life And Death Of Peoples Temple
- Jovens Rebeldes - A Verdadeira História
- Julgamento
- Julie E Julia
- Juno
- Juventude Em Marcha
- Juventude Tardia

- Kalifórnia
- Kandahar
- Karate Kid
- Katyn
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- Kick Ass - O Novo Super-herói
- Kids - Miúdos
- Kill Bill vol.2
- King Kong (2005)
- Kiss Kiss Bang Bang
- Kiss Me
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- Kopps
- Kung-Fu-Zão
- Kung Pow - Punhos Loucos

- La Jetée
- La Vie En Rose
- Ladrões
- Lady Snowblood
- Laranja Mecânica
- Last Days - Os Últimos Dias
- Lavado Em Lágrimas
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- Léon, O Profissional
- Lichter
- Lindas Encrencas As Garotas
- Lobos
- Longe Da Terra Queimada
- Lost In Translation - O Amor É Um Lugar Estranho
- Lua De Mel, Lua De Fel
- Lucifer Rising
- Lucky Luke
- Lucky Number Slevin - Há Dias De Azar

- M - Matou!
- Má Educação
- Machete
- Madrigal
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- Mar Adentro
- Maria E As Outras
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- Marte Ataca!
- Matança De Natal
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- Matou A Família E Foi Ao Cinem
- McQuade, O Lobo Solitário
- Meia-Noite Em Paris
- Meio Metro De Pedra
- Melancolia
- Melinda E Melinda
- Menina
- Mephisto
- Metrópolis
- Meu Nome É Bruce
- Miami Vice
- Milhões
- Milk
- Millenium 1. Os Homens Que Odeiam As Mulheres
- Million Dollar Baby - Sonhos Vencidos
- Minha Mãe
- Minha Terra
- Misery - Capí­tulo Final
- Missão A Marte
- Missão Impossí­vel 3
- Missão Impossível - Missão Fantasma
- Missão Solar
- Mistérios De Lisboa
- Momentos Agradáveis
- Moneyball - Jogada De Risco
- Monsters - Zona Interdita
- Monstro
- Monty Phyton E O Cálice Sagradi
- Morte Cerebral
- Morte De Um Presidente
- Movimentos Perpétuos
- Mr. E Mrs. Smith
- Mrs. Henderson Presents
- Muito Bem, Obrigado
- Mulholland Drive
- Mundo Fantasma
- Mundos Separados
- Munique
- Murderball - Espírito De Combate
- Murish
- Mutilados
- Mysterious Skin

- Na Cama
- Nacho Libre
- Não Estou Aí
- Napoleon Dynamite
- Nas Costas Do Diabo
- Nas Nuvens
- Needle
- Nico: À Margem Da Lei
- Ninguém Sabe
- Nixon
- No Limite Do Amor
- No Vale De Elah
- Noite De Agosto
- Noite Escura
- Noivos Sangrentos
- Nome De Código: Cloverfield
- Northfork
- Nosferatu, O Vampiro
- Nothing
- Nova Iorque 1997
- Nove Raínhas
- Nunca Digas Sim

- O Acontecimento
- O Agente Da Broadway
- O Lugar Do Morto
- O Americano
- O Amor Acontece
- O Anjo Exterminador
- O Anti-Pai Natal
- O Artista
- O Assassínio De Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford
- O Assassí­nio De Richard Nixon
- O Batedor
- O Bom Alemão
- O Bom, O Mau E O Vilão
- O Cabo Do Medo
- O Caminho De São Diego
- O Cão, O General E Os Pássaros
- O Capacete Dourado
- O Castelo Andante
- O Castor
- O Cavaleiro Das Trevas
- O China
- O Cobrador
- O Código Da Vinci
- O Comboio Dos Mortos
- O Comboio Mistério
- O Condenado
- O Couraçado Potemkin
- O Cowboy Da Meia-Noite
- O Crepúsculo Dos Deuses
- O Dedo De Deus
- O Delator!
- O Demónio
- O Despertar Da Besta
- O Despertar Da Mente
- O Deus Da Carnificina
- O Deus Elefante
- O Dia Em Que A Terra Parou (1951)
- O Dia Em Que A Terra Parou (2008)
- O Dia Da Besta
- O Discurso Do Rei
- O Enigma Do Espaço
- O Estranho Caso De Benjamin Button
- O Estranho Mundo De Jack
- O Evangelho Segundo São Mateus
- O Exorcista
- O Fatalista
- O Feiticeiro De Oz
- O Feitiço Do Tempo
- O Fiél Jardineiro
- O Gabinete Das Figuras De Cera
- O Gabinete Do Dr. Caligari
- O Gato Das Botas
- O Génio Do Mal (1976)
- O Grande Peixe
- O Grande Ditador
- O Guerreiro
- O Homem Duplo
- O Homem Que Copiava
- O Homem Que Sabia Demasiado
- O Homem Que Veio Do Futuro
- O Idealista
- O Jogo
- O Júri
- O Imperador Da Califórnia
- O Inquilino
- O Justiceiro Da Noite
- O Labirinto Do Fauno
- O Laço Branco
- O Lado Selvagem
- O Lago Perfeito
- O Leopardo
- O Livro Negro
- O Lobo Do Mar
- O Macaco De Ferro
- O Maquinista
- O Marinheiro De Água Doce
- O Menino De Ouro
- O Meu Tio
- O Milagre De Berna
- O Milagre Segundo Salomé
- O Mistério Galindez
- O Monstro Da Lagoa Negra
- O Mundo A Seus Pés
- O Nevoeiro (1980)
- O Ofício De Matar
- O Olho
- O Orfanato
- O Paciente Inglês
- O Padrinho - Parte I
- O Padrinho - Parte II
- O Padrinho - Parte III
- O Panda Do Kung Fu
- O Panda Do Kung Fu 2
- O Pesadelo De Darwin
- O Pistoleiro Do Diabo
- O Planeta Selvagem
- O Pó Dos Tempos
- O Portador Da Espada
- O Presidiário
- O Prisioneiro Do Rock
- O Protegido
- O Próximo A Abater
- O Quinto Elemento
- O Quinto Império
- O Regresso
- O Rei Dos Gazeteiros
- O Reino Proibido
- O Ritual
- O Ritual Dos Sádicos
- O Sabor Do Amor
- O Sargento Da Força Um
- O Segredo A Brokeback Mountain
- O Segredo De Um Cuscuz
- O Segredo Dos Punhais Voadores
- O Selvagem
- O Sentido Da Vida
- O Sétimo Selo
- O Sítio Das Coisas Selvagens
- O Sonho Comanda A Vida
- O Sonho De Cassandra
- O Sorriso De Mona Lisa
- O Tempo Do Lobo
- O Tesouro Da Sierra Madre
- O Tigre E A Neve
- O Tio Boonmee Que Se Lembra Das Suas Vidas Anteriores
- O Triunfo Da Vontade
- O Turista
- O Último Airbender
- O Último Grande Herói
- O Último Rei Da Escócia
- O Último Tango Em Paris
- O Último Voo Do Flamingo
- O Vingador Tóxico
- O Wrestler
- Ocean's Eleven - Façam As Vossas Apostas
- Odete
- Oldboy - Velho Amigo
- Olho Mágico
- Oliver Twist
- Ônibus 174
- Orca
- Órfã
- Os Amantes Regulares
- Os Amigos De Alex
- Os Bons E Os Maus
- Os Caça-Fantasmas
- Os Cavaleiros Do Asfalto
- Os Chapéus De Chuva De Cherburgo
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- Os Clãs Da Intriga
- Os Condenados De Shawshank
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- Os Inadaptados
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- Os Limites Do Controlo
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- Os Miúdos Estão Bem
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- Os Olhos Da Serpente
- Os Olhos Sem Rosto
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- Os Produtores (2005)
- Os Psico-Detectives
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- Os Rapazes Não Choram
- Os Renegados Do Diabo
- Os Rutles - All You Need Is Cash
- Os Selvagens Da Noite
- Os Simpsons - O Filme
- Os Sonhadores
- Os Sorrisos Do Destino
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- Os Supeitos Do Costume
- Os Três Enterros De Um Homem
-Os Visistantes Da Idade Média
- Os 300 Espartanos

- Pagafantas
- Palpitações
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- Para Onde O Vento Sopra
- Parada De Monstros
- Paraíso, Inferno... Terra
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- Paris Je T'Aime
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- Pequenas Mentiras Entre Amigos
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- Pesadelo Em Elm Street
- Pink Floyd The Wall
- Piranha 3D
- Piratas Das Caraíbas - O Mistério do Pérola Negra
- Piratas Das Caraí­bas - O Cofre Do Homem Morto
- Piratas Das Caraíbas - Nos Confins Do Mundo
- Planeta Dos Macacos
- Planeta Dos Macacos: A Origem
- Planeta Terror
- Plano 9 Dos Vampiros Zombies
- Polaróides Urbanas
- Polí­cia Sem Lei (1992)
- Polícia Sem Lei (2009)
- Poltergeist, O Fenómeno
- Ponto De Mira
- Por Favor Rebobine
- Por Favor Não Me Morda O Pescoço
- Porcos & Selvagens
- Posto Fronteiriço
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- Predadores
- Presente De Morte
- Preto E Branco
- Primer
- Príncipe Da Pérsia - As Areias Do Tempo
- Procurado
- Profissão: Repórter
- Promessas Proibidas
- Proposta Indecente
- Proteger
- Psico
- Psicopata Americano
- Pulp Fiction
- Pulsação Zero
- Punch-Drunk Love - Embriagado De Amor
- Purana Mandir
- Purple Rain

- Quando Viste O Teu Pai Pela Última Vez
- Quarentena
- Quarteto Fantástico (1994)
- Quarteto Fantástico (2005)
- Quase Famosos
- Quatro Noites Com Anna
- Que Lugar Maravilhoso
- Que Se Mueran Los Feos
- Queijo E Marmelada
- Quem Quer Ser Bilionário
- Querida Famí­lia
- Querida Wendy

- R
- Rapariga Com Brinco De Pérola
- Rare Exports
- Ratatui
- Ratos Assassinos
- Ray
- [Rec]
- [REC]2
- Red Eye
- Relatório Kinsey
- Relatório Minoritário
- Religulous - Que O Céu Nos Ajude
- Relíquia Macabra
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- Rock, Rock, Rock
- Rocknrolla - A Quadrilha
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- Roxanne
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- Rumo À Liberdade
- Ruptura Explosiva

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- Sala De Pânico
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- Salto Mortal
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- Sangue Do Meu Sangue
- Sangue Por Sangue
- Santa Sangre
- Sapatos Pretos
- Save The Green Planet!
- Saw - Enigma Mortal
- Saw II - A Experiência Do Medo
- Saw 3D - O Capítulo Final
- Scoop
- Scott Pilgrim Contra O Mundo
- Seconds Apart
- Seis Indomáveis Patifes
- Sem Ela
- Sem Limites
- Sem Rumo
- Sem Tempo
- Semi-Pro
- Ser E Ter
- Sereia
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- Sete Anos No Tibete
- Sete Vidas
- Sexo E A Cidade
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- Shaolin Soccer - O Ás Da Bola
- Shaolin Vs. Evil Dead
- Shattered Glass - Verdade Ou Mentira
- Sherlock Holmes
- Sherlock Holmes - Jogo De Sombras
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- Shoot 'Em Up - Atirar A Matar
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- Shrek 2
- Shrek O Terceiro
- Shrek Para Sempre
- Sicko
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- Sideways
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- Sin City - Cidade Do Pecado
- Sinais
- Sinais De Fogo
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- Soldados Do Universo
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- Soro Maléfico
- Sorte Nula
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- Spartan - O Rapto
- Splice
- Stacy - Attack Of The Schoolgirl Zombies
- Star Wars - A Ameaça Fantasma
- Star Wars - A Vingança Dos Sith
- Star Wars - O Ataque Dos Clones
- Stardust - O Mistério Da Estrela Cadente
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- Stoned, Anos Loucos
- Submarino
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- Super Baldas
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- Super-Homem: O Regresso
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- Superstar
- Suspeita
- Suspiria
- Sweeney Todd: O Terrível Barbeiro De Fleet Street
- Swimming Pool
- Sword Of Vengeance
- Sympathy For The Devil

- Taking Woodstock
- Tarnation
- Tarzan, O Homem Macaco (1981)
- Taxidermia
- Team America - Polí­cia Mundial
- Tebas
- Tecumseh
- Teeth
- Tempestade Tropical
- Tennessee
- Terra De Cegos
- Terminal De Aeroporto
- Terra Dos Mortos
- Terror Em Setembro
- Terror Na Auto-estrada
- Terror Nas Montanhas
- Tetro
- The Bloodstained Butterfly
- The Brown Bunny
- The Darjeeling Limited
- The Departed: Entre Inimigos
- The Devil And Daniel Johnston - Loucuras De Um Génio
- The Devil's Double
- The First Great Train Robbery
- The Fountain - O Último Capítulo
- The Grudge - A Maldição
- The Host - A Criatura
- The Impossible Kid
- The King Of Kong
- The Langoliers - Meia-Noite E Um
- The Last House On The Left
- The Machine Girl
- The Man From Earth
- The Marine
- The Million Dollar Hotel - O Hotel
- The Mindscape Of Alan Moore
- The Mist - Nevoeiro Misterioso
- The Others - Os Outros
- The Prestige - O Terceiro Passo
- The 50 Worst Movies Ever Made
- The Way
- The Woman
- Thirst - Este É O Meu Sangue
- This Is It
- This Is Spinal Tap
- Thor
- Thriller - A Cruel Picture
- THX 1138
- Tirar Vidas
- Titanic 2
- Tony
- Tournée - Em Digressão
- Toy Story 3
- Tragam-me A Cabeça De Alfredo Garcia
- Transamerica
- Tron
- Tron: O Legado
- Tropa De Elite
- Tropa De Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro
- Tsotsi
- Tubarão
- Tubarão 2
- Tubarão 3
- Tubarão IV - A Vingança
- Tucker E Dale Contra O Mal
- Tudo Ficará Bem
- Tudo Pode Dar Certo
- Twisted - Homicídios Ocultos

- Ultra Secreto
- Um Amor De Perdição
- Um Azar Do Caraças
- Um Bater De Corações
- Um Belo Par... De Patins
- Um Cão Andaluz
- Um Dia A Casa Vai Abaixo
- Um Dia De Raiva
- Um Homem Singular
- Um Longo Domingo De Noivado
- Um Lugar Para Viver
- Um Padrasto Para Esquecer
- Um Profeta
- Um Tiro No Escuro
- Um Trabalho Em Itália
- Uma Aventura Na Casa Assombrada
- Uma Boa Mulher
- Uma Canção De Amor
- Uma Espécie De Cavalheiro
- Uma Famí­lia À Beira De Um Ataque De Nervos
- Uma História De Violência
- Uma Pequena Vingança
- Uma Rapariga Com Sorte
- Uma Segunda Juventude
- Uma Segunda Vida
- Undefeatable
- Unseen Evil 2 - Alien 3000
- Up - Altamente

- V De Vingança
- Vai E Vive
- Vais Conhecer O Homem Dos Teus Sonhos
- Valhalla Rising - Destino De Sangue
- Valquíria
- Vampiros de John Carpenter
- Van Helsing
- Vanilla Sky
- Vanitas
- Vasilhame
- Veio Do Outro Mundo
- Veludo Azul
- Velvet Goldmine
- Vencidos Pela Lei
- Vendendo A Pele
- Veneno Cura
- Vera Drake
- Versus - A Ressurreição
- Vestida Para Matar
- Vice
- Vício - Quando Nada É Suficiente
- Vicky Cristina Barcelona
- Vidas Sombrias
- Vigilância
- Vingança Redentora
- Virgem Aos 40 Anos
- Vitus
- Viúva Rica Solteira Não Fica
- Viver A Sua Vida
- Voando Sobre Um Ninho De Cucos
- Voltando Para Casa
- Voltar
- Vontade Indómita
- Voo 93

- Walk Hard - A História De Dewey Cox
- Walk The Line
- WALL-E
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Wassup Rockers - Desafios De Rua
- Watchmen - Os Guardiões
- Welcome To The Rileys
- White Irish Drunkers
- Wild Zero
- Win Win
- Wolf Creek
- Wristcutters: A Love Story

- X-Men
- X-Men 2
- X-Men 3 - O Confronto Final
- X-Men: O Início
- X-Men Origens: Wolverine

- Zack E Miri Fazem Um Porno
- Zardoz
- Zatoichi
- Zombies Party - Uma Noite... De Morte
- Zombies Strippers
- Zozo

- 007 - Agente Secreto
- 007 - Casino Royale
- 007 - Quantum Of Solace
- 10 Coisas Que Odeio Em Ti
- 100 Volta
- 10.000 AC
- 12 Homens Em Fúria
- 12 Macacos
- 12:08 A Este De Bucareste
- 1984
- 2LDK
- 24 Hour Party People
- 28 Dias Depois
- 20,13 - Purgatório
- 2012
- 300
- 4 Copas
- 48
- 50/50
- 6=0 Homeostética
- 8 1/2
- 9 Canções
- 98 Octanas


ENTREVISTAS:
- Fernando Fragata
- Festróia - Mário Ventura
- Filipe Melo
- Good N Evil
- IMAGO - Sérgio Felizardo
- José Barahona
- Nuno Markl
- Paulo Furtado
- Rodrigo Areias
- Sara David Lopes
- Solveig Nordlund
- Fernando Alle


TOPES:
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2011
- Top 5 dos Piores Filmes de 2011
- Top 10 dos Melhores Filmes de 2010
- Top 5 dos Piores Filmes de 2010
- Top 5 dos filmes de Leslie Nielsen
- Top 10 Dos Filmes Low Cost
- Top 5 das Melhores Cenas de Dança
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2009
- Top 5 dos Piores Filmes de 2009
- Top 5 dos Filmes Que Tenho Vergonha De Dizer Que Gosto
- Top 5 das Melhores Músicas de Ennio Morricone
- Top 5 dos filmes com Patrick Swayze
- Top 5 dos Telediscos do Michael Jackson
- Top 5 dos Filmes com David Carradine
- Top 5 dos Filmes com Lutadores de Luta-Livre
- Top 10 Os Melhores Filmes de 2008
- Top 5 Os Piores Filmes de 2008
- Top 5 dos Piores Filmes de Natal
- Top 5 das Coisas que não Esperávamos Ver no Cinema
- Top 5 dos Melhores Filmes de Paul Newman
- Top 5 Personagens Com Palas Nos Olhos
- Top 10 Melhores Cartazes De Cinema
- Top 5 dos Filmes de Chuck Norris
- Top 5 dos Filmes de Patrick Swayze
- Top 10 Os Melhores/Piores Vestidos dos Oscares
- Top 5 As Mortes de Crianças Mais Gratuitas
- Top 10 Os Melhores de 2007
- Top 5 Os Piores de 2007
- Top 7 Adaptações ao Cinema de Livros de Stephen King
- Top 5 Filmes Pela Paz
- Top 5 Os Melhores Beijos
- Top 5 Grandes Arquitectos
- Top 10 Filmes Que Mudaram A Minha Vida
- Top 5 Mulheres de Cabeça Rapada
- Top 5 As Cenas Mais Excitantes
- Top 10 Os Melhores de 2006
- Top 5 Os Piores de 2006
- Top 3 Filmes de Robert Altman
- Top 5 Os Vilões do Cinema
- Top 5 Filmes Com Mick Jagger
- Top 5 Filmes Com Steve Buscemi
- Top 5 Dos Cães no Cinema
- Top 5 Dos Filmes do Indie06
- Top 5 Dos Filmes do Fantas06
- Top 5 dos Presidentes
- Top 10 Os Melhores de 2005
- Top 5 Os Piores de 2005
- Top 5 Filmes com Pat Morita
- Top 10 Os Melhores Filmes Independentes
- Top 5 Os Piores Filmes da Saga Bond
- Top 5 Filmes com Dolph Lundgren
- Top 5 Adaptações de BD Para Cinema
- Top 10 Cenas Mais Assustadoras de Sempre
- Top 5 Vencedores do Óscar
- Top 5 Bond Girls
- Top 5 Filmes Sobre Doenças
- Top 5 Filmes de Natal
- Top 5 Melhores Batalhas Corpo-A-Corpo
- Top 10 Melhores Canções do Cinema
- Top 10 Melhores Filmes de Sempre
- Top 5 Melhores Momentos Musicais
- Top 5 Grandes Duelos do Cinema
- Top 10 Maiores Personagens do Cinema
- Top 5 Piores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 10 Melhores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 5 Filmes Religiosos


BAÚ DO TRASH:
- Needle
- Que Se Mueran Los Feos
- Easy A
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Saw 3D - O Capítulo Final
- And Soon The Darkness
- Os Imortais
- Purana Mandir
- Pagafantas
- The Bloodstained Butterfly
- Cisne Negro


ROYALE WITH CHEESE APRESENTA:
- A Tasca Da Cultura
- A Causa Das Coisas - parte I
- A Causa Das Coisas - parte II
- A Momentary Lapse Of Reason


FILMES A VER ANTES DE MORRER:
- #1 As Lágrimas Do Tigre Negro
- #2 Alucarda
- #3 Time Enough At Last
- #4 Armageddon
- #5 The Favour, The Watch And The Very Big Fish
- #6 Italian Spiderman
- #7 The Soldier And Death


UMA CURTA POR DIA NÃO SABE O BEM QUE LHE FAZIA:
- 1# Rabbit, de Run Wrake
- 2# Aligato, de Maka Sidibé
- 3# The Cat Concerto, de Joseph Barbera & William Hanna
- 4# A Curva, de David Rebordão
- 5# Batman: Dead End, de Sandy Callora
- 6# O Código Tarantino, de Selton Mello
- 7# Malus, de António Aleixo & Crosswalk, de Telmo Martins
- 8# Three Blind Mice, de George Dunning
- 9# Bedhead, de Robert Rodriguez
- 10# Key To Reserva, de Martin Scorcese
- 11# Bambi Meets Godzilla, de Marv Newland
- 12# The Horribly Slow Murderer with the Extremely Inefficient Weapon, de Richard Gale
- 13# Stolz Der Nation, de Eli Roth
- 14# Papá Wrestling, de Fernando Alle
- 15# Glas, de Bert Haanstra
- 16# Fotoromanza, de Michelangelo Antonioni
- 17# Quem É Ricardo?, de José Barahona
- 17# Terra Incognita, de Peter Volkart


AS MELHORES PIORES CENAS DE SEMPRE:
- A Pior Luta
- A Cena Mais Metida A Martelo
- O Ataque Animal Mais Brutal
- A Perseguição Mais Alucinante
- O Duelo Mais Improvável


CLUBE DE CINEMA DE SETÚBAL:
- Janeiro
- Fevereiro
- Março
- Abril
- Maio
- Setembro
- Novembro


FESTIVAIS:
- 20º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9
- 21º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 22º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
- 23º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
- 24º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 26º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 12º Caminhos Do Cinema Português
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- Imago 2006
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8

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