Royale With Cheese

 Royale With Cheese

 
 



terça-feira, julho 31, 2007  

ÓBITO:


MICHELANGELO ANTONIONI
1912-2007

The Girl: People disappear every day.
David Locke: Every time they leave the room.




Posted by: dermot @ 9:52 da manhã
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Costuma-se dizer de forma quase unânime que as duas primeiras adaptações do Batman ao grande ecrã são as melhores adaptações de sempre de um herói da banda-desenhada ao cinema. Todos sabemos que não é bem assim, mas de tanto repetirmos a lenga-lenga a mentira já se tornou verdade. E além disso, esta é daquelas coisas que até devia ser verdade...
Por isso, tendo isto em conta (ou não), decidi fazer o chamado post shampoo e amaciador; que é como quem diz, o post dois em um.


BATMAN:

Título: Batman
Realizador: Tim Burton
Ano: 1989


É sabido que o tempo é bom conselheiro para as reflexões. Por isso, a uma cómoda distância de quase vinte anos, podemos sentar-nos e analisar calmamente a escolha de Tim Burton para dar vida à primeira grande adaptação de Batman ao grande ecrã. É que se virmos bem, até faz sentido: o Homem-Morcego é ele próprio uma daquelas personagens que Burton tanto gosta de filmar - inadaptados que vivem à margem da sociedade convencionalmente apelidada de "normal".

A principal conquista de Burton em Batman é a atmosfera que consegue criar, ao fundar a sua própria Gotham City. E que melhor forma havia para representar uma metrópole que se confunde com as palavras crime e corrupção do que importar o expressionismo alemão de O Gabinete Do Dr. Caligari e Metrópolis, por exemplo, e converte-lo ao modernismo tardio dos anos 80? Gotham City é então uma espécie de Sodoma e Gomorra gótica dos tempos modernos, criada pelo habilidoso lápis de Anton Furst, que confessou ter fundindo vários estilos arquitectónicos distintos para criar a mais feia cidade de todas.

É então nesta cidade de ruas apertadas e sinuosas, edifícios esguios que roçam os céus e mergulhada nas sombras da poluição e do degredo, com resquícios do cinema noir (gangsters de gabardine e chapéu e detectives mergulhados no fumo constante dos charutos, ou não fosse ele um descendente directo do expressionismo alemão), que vai surgir um vigilante noturno: Batman, o alter-ego do milionário Bruce Wayne (Michael Keaton), que vai tentar erradicar o mal das ruas da sua cidade.

Para esta estreia no cinema, Tim Burton escolheu como primeiro némesis o mítico Joker (Jack Nicholson), um vilão metade anarquitsa metade palhaço, que vai introduzir cor no cinema noir a preto e branco de Batman. E onde está escrito cor, deve-se ler também humor; humor burlesco, que vai dar ao filme um tom surreal e divertido e uma personalidade muito própria. Ou Joker não fosse simultaneamente vilão e comic relief.

Uma das coisas que gosto nesta adaptação inicial de Batman é o seu realismo. Apesar de ser um filme sobre um homem que se move sob os prédios, com engenhocas imaginativas, não existe aquela explosão de fogo-de-artifício e coreografias arriscadas que nos habituamos nos filmes de heróis. Batman é um herói sem poderes especiais, que combate tipos vulgares armados com facas e pistolas, cujo maior crime é o que fazem à moda.

Mas se há coisas que gosto em Batman, também há outras que desgosto. E a principal é o casting. Começando logo por Michael Keaton, que funciona como Batman, mas não como Bruce Wayne. Também é verdade que não gostar dele ajuda... Depois vem Jack Nicholson, actor genial, mas demasiado velho para o papél. É certo que foi uma escolha pessoal do seu criador e cria um boneco bastante interessante, mas Jim Carrey é muito mais credível como um semelhante Enigma, uns filmes à frente. Por isso, o único dos protagonistas que realmente está como peixe na água é a femme fatale Kim Basinger, que irradia charme por todo o filme.

Batman é uma estreia condigna do Cavaleiro das Trevas no cinema, uma espécie de McBacon bem condimentado. Mal sabia ele que o lobby gay o haveria de derrotar anos mais tarde.




BATMAN REGRESSA:

Título: Batman Returns
Realizador: Tim Burton
Ano: 1992


Depois do sucesso de bilheteiras que foi Batman e das opiniões positivas tanto da crítica, como dos fãs do Cavaleiro das Trevas, Tim Burton recebeu carta branca para filmar a sequela Batman Returns, três anos depois. E com essa carta branca vieram mais uns milhões extras e liberdade criativa total.

Mas Burton não precisava de inovar muito, uma vez que já o tinha feito em Batman. Assim, aproveitou o dinheiro extra para aumentar Gotham City, a sua principal conquista no filme anterior, construindo cenários ainda mais grandiosos e, simultaneamente, obscuros. Gotham City mantém-se assim a cidade gótica do crime e da corrupção que Burton havia importado directamente do expressionismo alemão.

No que diz respeito ao expressionismo alemão, Tim Burton vai desta vez buscar referências directamente a Nosferatu, O Vampiro: a primeira vez que vimos o Pinguim é através da sua sombra recortada numa parede, movimentando-se furtivamente nas sombras (algo que acontece mais tarde com a Catwoman); e a própria personagem de Cristopher Walken chama-se Max Schreck, o nome do protagonista de Nosferatu, O Vampiro.

A grande evolução de Batman Returns para com o seu antecessor passa então pelo desenvolvimento das personagens, começando logo pelo próprio casting: Michael Keating mantém-se como Bruce Wayne/Batman e até ganha mais personalidade; Danny DeVito encarna um asqueroso e magistralmente maquilhado Pinguim; Cristopher Walken é o malvado magnata Max Schreck; e Michelle Pfeiffer é a sensual e esguia Catwoman, colocando a um canto aquela vadia da Halle Berry.

Batman Returns é um filme mais negro e bizarro que o anterior. Mais negro, porque este Batman é uma personagem mais afectada psicologicamente por ser um herói solitário (aliás, tanto o Batman, como o Pinguim e a Catwoman são bastante semelhantes, só que o primeiro esoclheu servir o Bem e os segundos optaram pelo Mal); e mais bizarro, porque Burton mistura o arsenal burlesco do Joker com pinguins e uma trupe saída do circo (para não falar da banda-sonora fabulástica (fabulástica de fábula) de Danny Elfman). Há também quem diga que esconde uma mensagem subliminar de sado-masoquismo, mas eu desconfio que isso são as fantasias reprimidas de muita gente ao ver Michelle Pfeiffer vestida de cabedal a manusear um chicote.

Batman Returns vacila em certas partes do argumento, algures entre o inofensivo e o inóquo, mas nada que afecte o seu estatuto de melhor adaptação cinematográfica do Homem-Morcego. Um Le Big Mac, que não conta, obviamente, com a excepção Batman: Dead End.

Posted by: dermot @ 12:11 da manhã
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segunda-feira, julho 30, 2007  

ÓBITO:


INGMAR BERGMAN
1918 - 2007

O mestre sueco perdeu o jogo de xadrez contra o tipo de capuz.

Posted by: dermot @ 12:06 da tarde
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segunda-feira, julho 23, 2007  

HOLLYWOOD ENDING:

Título: Hollywood Ending
Realizador: Woody Allen
Ano: 2002


Certa vez, quando questionado se se influenciava muito nos filmes de Fellini, Woody Allen respondeu aborrecido que não, que os pilhava descaradamente. De facto, é notória a influência do cinema do italiano no estilo de Allen, assim como um certo paralelismo entre algumas obras, como Roma e Manhattan. No entanto, nenhumas são tão evidentes quanto 8 1/2 e Hollywood Ending.

Assim, tal como a obra-prima 8 1/2, Hollywood Ending centra-se também num conceituado realizador de cinema que já viu melhores dias: Val (Woody Allen a fazer do habitual Woody Allen), um realizador neurótico, hipocondríaco e maníaco-depressivo. Depois de dois Oscares, Val vai ter a sua última chance de voltar à ribalta: a sua ex-mulher Ellie (Téa Leoni) e o produtor Hal Yager (Treat Williams) vão convida-lo para realizar "A Cidade Que Nunca Dorme", um noir nova-iorquino de gangsters, clubes de jazz e femmes fatales.

Hollywood Ending é um filme sobre um filme, um documento auto-biográfico, uma metáfora ao acto criativo e uma crítica declarada à indústrica cinematográfica e aos seus malefícios. E é neste último ponto que o filme se destaca, numa alegoria surreal, divertida e ácida, que termina com a mais improvável punchline de todas: Ainda bem que existe França, como se fosse uma chapada de luva branca na crítica norte-americana, tão habituada a despreza-lo quando este continua a ser visto como um génio do outro lado do Atlântico.

Allen importa ainda de 8 1/2 o caos controlado dos ambientes fellinianos, enchendo o plateau do seu filme com propostas desmedidas: um cameraman chinês que só fala mandarim ou uma réplica em tamanho real dos primeiros vinte andares do Empire State Building (onde é que já vi isto?). Tudo isto misturado com os habituais diálogos escorreitos (neste caso particularmente inspirados) e o jazz orquestral da banda-sonora.

Mas Hollywood Ending ainda dá uma reviravolta sobre si mesmo, quando a meio da trama o realizador nos prega com um twist: Val fica cego e vai ter que realizar o filme sem que ninguém descubra que ele não consegue ver. No entanto, contra todas as expectativas, a partir daqui o filme transforma-se num declarado filme de amor e uma homenagem a Nova Iorque e até ao cinema noir. Só que peca por não ser mais assumido, como a narradora que parece andar sempre demasiado envergonhada para aparecer mais vezes.

Hollywood Ending é um dos filmes de Allen mais subvalorizados, talvez porque surgiu entalado por umas obras menores. A mim não me engana: um McRoyal Deluxe.

Posted by: dermot @ 1:09 da tarde
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domingo, julho 22, 2007  

NOSFERATU, O VAMPIRO:

Título: Nosferatu, Eine Symphonie Des Grauens
Realizador: F. W. Murnau
Ano: 1922


Certa vez, em conversa com André Joaquim, o excelso guitarrista dos não menos excelsos Dr. Frankenstein e Capitão Fantasma (conversa essa que pode ser recuperada aqui), ele disse-me que por vezes ia ao cinema apenas para ouvir a música. Sempre achei isso extremamente interessante, mas só entendi realmente o que queria dizer quando vi com olhos de ver o clássico Nosferatu, O Vampiro.

De facto, vale a pena refastelarmo-nos no sofá a ver Nosferatu, O Vampiro apenas para saborear a banda-sonora. E qualquer uma delas, porque todas são boas. Até mesmo a dos Clã.

Para quem não sabe, Nosferatu, O Vampiro foi a primeira adaptação do Drácula à sétima arte. No entanto, como a viúva do Bram Stoker não quis vender os direitos da obra, o realizador F.W. Murnau contornou a coisa trocando o nome Drácula pelo de Nosferatu e fazendo do filme uma versão não oficial do clássico. O resultado é o primeiro filme de terror a sério e um dos vértices do triângulo de obras-primas do expressionismo alemão.

Como escrevi aqui em O Gabinete Do Dr. Caligari, o expressionismo alemão foi uma fascinante corrente artística que reflectiu uma época de desilusão, medo, dúvida e sentimentos sombrios numa Alemanha envolta em reformas profundas, vítima recente de uma guerra mundial e berço de alguns teóricos que acabavam de abalar alguns dogmas, como Freud e Nietzsche. Era a época perfeita para a proliferação do terror e do fantástico e o cinema era o veículo ideal para tal.

Nosferatu, O Vampiro espreme todas as potencialidades do preto e branco e coloca-as a favor do suspense e terror deste mito supremo dos vampiros. Nosferatu é um sugador de sangue horripilante, que desliza pela noite, em sugestivas sombras projectadas nas paredes e sobre as vítimas, técnica explorada mais tarde pelo mestre do suspense, Alfred Hitchcock.

Mas quem tem grande quota parte de responsabilidade na aura assustadora de Nosferatu, O Vampiro é Max Schreck, o próprio Drácula. Actor do método, feio que nem um bicho (facto que Murnau aproveitou, poupando em maquiagem, ao acrescentar apenas uns dedos sinuosos e umas orelhas bicudas) e sem piscar os olhos uma única vez em todo o filme), Schreck criou uma lenda à sua volta de que era ele próprio um vampiro (mito urbano que deu por si só azo a um filme, A Sombra Do Vampiro). Normalmente, Bela Lugosi é tomado como o derradeiro Drácula, mas porque as pessoas não costumam considerar Max Schreck nessa votação.

Por fim, Murnau tem ainda uma palavra a dizer no sucesso de Nosferatu, O Vampiro, com uma realização vanguardista para a época, não se limitando às regras de cartilha dos planos fixos e dos enquadramentos bonitos ou centrais. Murnau faz contra-picados, inova com uma espécie de stop motion e uma montagem bem mais dinâmica que o costume. Nosferatu, O Vampiro é um belo de um Le Big Mac. E com este fica completo o triângulo de obras-primas do expressionismo alemão. Lembram-se dos outros dois?

Posted by: dermot @ 11:01 da tarde
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sexta-feira, julho 20, 2007  

O GABINETE DO DR. CALIGARI:

Título: Das Cabinet Des Dr. Caligari
Realizador. Robert Wiene
Ano: 1920


O expressionismo alemão é uma das mais fascinantes correntes artísticas da era moderna, muito devido às condicionantes que levaram ao seu surgimento. O expressionismo alemão foi uma cultura de crise, nascida numa Alemanha recém-unificada, acabada de sair de uma guerra mundial e mergulhada em radicais e profundas reformas sociais, políticas e intelectuais. Era uma Alemanha desamparada e marcada pelo medo; rompera-se com a religião e Deus já não era incontestável: o Homem era agora o responsável pelo seu destino e aumentou-se o mistério pela vida e pela morte (por isso, quando o protagonista de O Gabinete Do Dr. Caligari tem a possibilidade de colocar uma questão ao adivinho, a primeira coisa que pergunta é quando é que vai morrer). Estas incertezas resultaram na angústia, no medo, na solidão e em outros sentimentos sombrios - o expressionismo alemão.

O Gabinete Do Dr. Caligari pode não ser o primeiro exemplo do expressionismo alemão no cinema, mas é aquele que melhor encarnou as premissas do mesmo. Além disso, é um marco incontornável na história do cinema: é o primeiro thriller de horror e o pioneiro na área do suspense.

A estória é simples e, hoje em dia, até parece batida. Mas na altura, causou sensação: Francis (Friedrich Feher) é um indivíduo internado num hospício que, por intermédio de um flashback, vai contar a misteriosa história do assustador Dr. Caligari, um médico obcecado que manipulava um sonâmbulo - o mítico Cesare (Conrad Veidt) - para matar pessoas. Em O Gabinete Do Dr. Caligari mergulhamos na mente de Francis e, simultaneamente, num universo de paranóia e caos.

De forma a representar esse mundo de loucura, foram criados surreais cenários onde foram abolidas as habituais linhas horizontais e verticais. Em O Gabinete Do Dr. Caligari as linhas diagonais e a perspectiva desproporcional provocam um desequilíbrio incómodo, de edifícios distorcidos, quartos claustrofóbicos e caminhos sinuosos. O Gabinete Do Dr. Caligari é uma espécie de caos controlado, uma vez que toda a composição é estudada e cuidada. As únicas excepções são o plano de abertura e o de fecho, cenas que se passam fora da história de Francis, em pleno jardim do manicómio. Este tipo muito peculiar de arquitectura surreal viria a ser reutilizada vezes sem conta nas décadas seguintes, desde os giallos de Dario Argento até aos ambientes góticos de Tim Burton.

Com grande carga teatral, O Gabinete Do Dr. Caligari define ainda algumas regras do cinema de terror e suspense, principalmente na manipulação das sombras e das silhuetas sugestivas, que viríamos repetidas no próprio expressionismo alemão (alguém mencionou Nosferatu, O Vampiro?), ou mais tarde por mestres como Alfred Hitchcock.

Sempre que vejo O Gabinete Do Dr. Caligari a única palavra que me vem à cabeça é obra-prima, mas no entanto não consigo dar-lhe outra coisa que o Le Big Mac devido aos buracos no argumento que surgem perto do final. Faz falta um director's cut em dvd para o realizador explicar o que se passa naquele final.

Posted by: dermot @ 11:39 da tarde
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AS ASAS DO DESEJO:

Título: Der Himmel Über Berlin
Realizador: Wim Wenders
Ano: 1987


É verdade que foi através do cinema que tive a minha primeira leitura da multiplicidade de várias cidades e das suas formas - a Roma dos neo-realistas italianos, a Hong Kong dos filmes de artes-marciais, as Caraíbas das matinés dos piratas de Errol Flynn, ou a Chicado dos filmes de gangsters -, mas para mim, Berlim sempre foi a de Kurt Weill. Só quando vi As Asas Do Desejo é que passei a ter uma visão mais contemporânea da capital alemã (mas que afinal já conhecia e não sabia, dos discos do Lou Reed e do David Bowie, por exemplo).

Antes de Nicolas Cage ser um anjo sobre Los Angeles - A Cidade Dos Anjos é uma espécie de remake dos pobrezinhos de As Asas Do Desejo -, Wim Wenders filmou a sua Berlim natal do céu, como a verdadeira cidade dos anjos, talvez inspirado pelo olho omnipresente de Berlim: Uma Sinfonia Para Uma Grande Cidade.

Damiel (Bruno Ganz) e Cassiel (Otto Sander) são dois de muitos anjos que observam os habitantes de Berlim, não como anjos da guarda, mas como simples testemunhas dos seus actos mais puros e espirituais, um pouco como o reflexo da solidão de Deus, que tudo criou, mas que em nada pode intervir. Wenders apresenta-nos Berlim e a vida sob o olhar espiritual daqueles seres, a preto e branco, como se a percepção da vida fosse tão simples quanto o preto o é do branco.

Mas não é; a vida é feita de emoções, estados de espírito e sensações. E quando Damiel se apaixona pela trapezista Marion (Solveig Dommartin), a decisão de se tornar humano sobrepõe-se a todas as outras. E Wim Wenders coloca o filme a cores e nós, espectadores, acabamos por ter uma epifania, como se antes fossemos cegos e agora pudessemos ver. A alegria da cor da cidade, o barulho da modorra da multidão, o caos do trânsito... Tudo aquilo surge-nos como uma revelação. E o amor entre Damiel e Marion torna-se romântico e poético.

Uma das grandes conquistas de Wenders é a fotografia que tira a Berlim, ou não fosse ele o realizador das cidades. Tal como a Manhattan de Woody Allen ou a Roma de Fellini, a Berlim de Wenders não é aquela que conhecemos dos panfletos turísticos; é antes a cidade dos seus habitantes, uma capital dividida por um muro, com um passado marcante ainda demasiado presente, que muitos querem esquecer, mas cujas cicatrizes ainda são demasiado recentes. Wenders mostra-nos a Berlim divida, a Berlim destruída e a Berlim a ser reconstruída. E os simbolismos mantêm-se presente, como o circo como último bastião dos sonhos perdidos.

Wim Wenders redefine ainda o uso do preto e branco no cinema contemporâneo. O seu preto e branco é nostálgico como o do cinema clássico, mas os tons de sépia conferem-lhe uma espécie de patine muito especial, como um sinal dos tempos.

As Asas Do Desejo é um filme poético e uma experiência sensorial. E é também o mais fiél cartão de visita de Berlim. Como é que será que se diz McRoyal Deluxe em alemão?

Posted by: dermot @ 1:23 da tarde
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quinta-feira, julho 19, 2007  

À PROVA DE MORTE:

Título: Death Proof
Realizador: Quentin Tarantino
Ano: 2007


2007 é um Ano Tarantino. Ou seja, é um ano de extrema felicidade, porque temos a possibilidade de ver mais um novo filme do mestre Quentin Tarantino. Tarantino é o maior cineasta da última década e meia, o Godard dos anos 90, um homem capaz de transformar a maior xunguice em cultura pop. Como já perceberam, Tarantino é um autor muito venerado por estes lados e eu até sou um gajo contra essa coisa de verdades absoutas e analíticas na arte. E hoje é um dia muito feliz, porque chega às salas nacionais À Prova De Morte, o seu mais recente trabalho.

Podia falar aqui do quão estúpido é o facto de dois americanos fazerem um filme duplo e nós, europeus, só recebermos um deles. Mas como toda a gente já sabe a estória (infeliz) de Grindhouse, vou-me esquivar a esses pormenores e vou saltar ao que realmente interessa: À Prova De Morte, a metade de Tarantino de Grindhouse.

Em todos os seus filmes, Tarantino homenageia géneros cinematográficos bem diferentes: os heist movies em Cães Danados, o cinema noir em Pulp Fiction, a blaxploitation em Jackie Brown e os western spaghettis e o cinema de artes-marciais de Hong Kong em Kill Bill 1 e 2. Agora, em À Prova De Morte, Tarantino decidiu prestar tributo aos exploitation movies da década de 70 - filmes gratuitos que sacrificam as tradicionais noções do cinema artístico em detrimento de um sensacionalismo atroz sobre determinados temas, principalmente os mais chocantes: sexo, violência e/ou gore.

Contudo, esta não é só uma homenagem formal e estilística; Tarantino decidiu recriar na totalidade a experiência que era assistir a uma dessas sessões nos anos 70, nas chamadas grind houses, salas onde se ia dançar o grind: ou seja, assistir a filmes completamente riscados pelo uso abusivo, falhas por parte do projeccionista que devia estar a dormir a maior parte do tempo e partes da fita danificada. E tudo isto está em À Prova De Morte, que mantém ainda aquele aspecto sujo das fitas de terror dos anos 70 (lembram-se de The Last House On The Left?).

Formalmente falando, À Prova De Morte é um tributo de Tarantino a dois subgrupos da exploitation muito específicos: os filmes de carros, de Corrida Contra O Destino (com o mesmo Dodge Challenger de 1970 branco) e Bullit, e os filmes femininos do girl power, de Faster Pussycat! Kill! Kill! a... todos os outros filmes de Russ Meyer. Aliás, Meyer é mesmo uma das grandes influências neste aspecto, não só na caracterização do herói colectivo feminino, mas especialmente na forma como Tarantino filma de forma gratuita e recorrente o rabo de Vanessa Ferlito. E atenção: apesar de ser um exploitation movie sobre mulheres, tal como em Russ Meyer não aparecem umas únicas mamas sequer.

Tarantino dá depois o seu toque pessoal e original à coisa. Depois de uma primeira metade de filme onde redefine as regras do slasher movies, dando uma nova definição aos carros assassinos (esqueçam tudo o que viram em Um Assassino Pelas Costas e O Carro Assassino), Tarantino inova ao inverter os papéis do filme, transformando contra todas as previsões o predador em presa e vice-versa, fazendo de À Prova De Morte o maior panfleto de emancipação feminina dos últimos vinte/trinta anos.

E depois, À Prova De Morte é um mimo aos olhos e aos ouvidos, como todos os filmes do mestre: há uma banda-sonora brutal, com garage-surf-psych-rock refundido e obscuro; há (muitas) mulheres bonitas e talentosas; há os diálogos característicos, mais escorreitos e menos teóricos que os de Pulp Fiction; há o Big Kahuna Burger e o tabaco Red Apple; e há Kurt Russel (vénias elevadas ao infinito), o único homem vivo que deu um pontapé a Elvis Presley num filme, o mítico Snake Plissken e o lendário Jack Burton. Bem vindo de volta, Kurt!

O único problema do filme, que mesmo assim é tão insignificante que quase é vergonhoso apelida-lo de problema, é o facto de que na segunda parte perder muito estilo: a fita deixa de estar riscada, não há saltos na imagem, partes danificadas e o projeccionista passa a estar atento mais vezes. Mas percebe-se a situação: esta segunda metade tem muito mais substância que a primeira.
À Prova De Morte é o Royale With Cheese do ano. Já podem parar com as estreias em 2007, se faz favor.

Posted by: dermot @ 11:25 da manhã
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terça-feira, julho 17, 2007  

OS CAVALEIROS DO ASFALTO:

Título: Mean Streets
Realizador: Martin Scorcese
Ano: 1973


Gosto do Harvey Keitel. Muito. Keitel foi um dos muitos actores que deu o passo decisivo na evolução do método Stanislavsky, mas foi aquele que melhor soube envelhecer. Enquanto De Niro tem-se preocupado demasiado com comédias muitas vezes inconsequentes e Al Pacino tem feito muita coisa inofensiva, Harvey Keitel soube amadurecer com estilo.

Os Cavaleiros Do Asfalto marcou o lançamento mediático de Harvey Keitel, mas não só. Destacou também Robert De Niro e foi o primeiro grande projecto pessoal do mestre Martin Scorcese. Além disso, marcou ainda a primeira colaboração entre eles e o realizador.

Scorcese viria a repisar o tema: Os Cavaleiros Do Asfalto é um filme que cristaliza o submundo nova-iorquino, nomeadamente a Máfia e as famílias italo-americanas. Contudo, Os Cavaleiros Do Asfalto tem muito pouco a ver com O Padrinho. É certo que os valores sacramentais da família, do lar e da igreja se mantém, mas os Corleones de Coppola nada têm a ver com a gangue liderada por Charlie (Harvey Keitel). Estes são apenas jovens, filhos de peixeis maiores, que se divertem pelas ruelas de Nova Iorque, com muito sangue quente, um feitio mulherengo e muita rebeldia.

Deste grupo de mafiosos de algibeira, destacam-se dois. Charlie (Harvey Keitel), o mais maduro e repsonsável do grupo, que no entanto tem umas situações por resolver com Deus (uma espécie de protótipo de Polícia Sem Lei), que o fazem ficar numa situação complicada: não gosta de pretos, mas tem uma fixação sexual por uma dançarina africana; está apaixonado pela epilética Teresa (Amy Robinson), mas não pode dizer a ninguém porque a família desaprova relações com miúdas doentes da cabeça; e tenta edireitar o rebelde Johnny Boy (Robert De Niro) - ao fim ao cabo não se abandona a família -, apesar de já ninguém acreditar nele. De facto, Johnny Boy é o outro dínamo do filme. De Niro não tem aqui a sua melhor personagem, mas tem a mais irrequieta e irreverente. E é ele que vai desencadear todos os mecanismos do argumento.

Os Cavaleiros Do Asfalto faz um retrato social dos jovens gangsters de Nova Iorque, numa época que havia sido tomada de assalto pelos movie brats, pela violência, pela quebra de tabus e pela contra-cultura. E o filme é um dos seus documentos essenciais. Além disso, nota-se todos os tiques de primeira obra de Scorcese, especialmente na edição, que prima pela dinâmica nervosa e elétrica, com claras remeniscèncias da nouvelle vague europeia, e a banda-sonora de excepção, toda ela retirada da coleção pessoal de discos do realizador, dos Rolling Stones às Chantels.

Contudo, apesar de todas as suas virtudes, Os Cavaleiros Do Asfalto assemelha-se mais a um diamante em bruto: tem várias boas ideias, mas precisava de umas polidelas no guião. Por exemplo, como já mencionei acima, Abel Ferrara pegou numa delas e trasnformou-a num filme espectacular. Os Cavaleiros Do Asfalto não é o melhor filme de Scorcese, mas é a melhor introdução à obra do mestre. Por isso, não se intimidem com o McChicken.

Posted by: dermot @ 6:06 da tarde
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segunda-feira, julho 16, 2007  

EDUARDO MÃOS DE TESOURA:

Título: Edward Scissorhands
Realizador: Tim Burton
Ano: 1990


Eduardo Mãos De Tesoura foi o primeiro de muita coisa: foi a primeira fábula de Tim Burton; foi o primeiro inadaptado criado/encarnado por Johnny Depp; e foi a primeira colaboração do trio maravilha composto por Burton, Depp e Danny Elfman. Talvez por isto - sorte de principiante? -, Burton nunca mais atingiu a perfeição de forma tão sublime e cristalina.

Como referi no parágrafo anterior, Eduardo Mãos De Tesoura é uma fábula de encantar, daquelas que começa com era uma vez, tem monstros que são príncipes encantados e que o amor é o combustível de toda a acção. No entanto, a grande diferença desta fábula para as outras, é que é a mais triste de todas elas: verdadeiramente comovente, que nos faz gastar de forma honesta caixas de lenços de papél.

Eduardo Mãos De Tesoura é um spin-off revisitado do mito de Frankenstein: num misterioso castelo abandonado num monte sobranceiro a uma pacífica comunidade americana, vive um homem, Edward (Johnny Depp), que foi criado por um cientista solitário (Vincent Price). No entanto, este morreu antes que o pudesse completar - Edward é então um tipo que tem tesouras em vez de mãos.

A comunidade de Eduardo Mãos De Tesoura é uma das grandes conquistas de Tim Burton, não só em termos visuais, mas sobretudo em termos dramáticos, uma vez que funciona como uma própria personagem (complementada pela magistral banda-sonora de Elfman, pilhada posteriormente em tudo o que é anúncio e filme piroso). Burton recupera um daqueles subúrbios modernistas, típicos do sonho norte-americano (uma casa, um quintal e uma garagem para o carro, repetidas até á exaustão em alamedas curvilíneas), pinta-o como um arco-irís e dá-lhe uma vida rotineira e hermética. Uma espécie de Donas De Casa Desesperadas meets 1984.

Quando esta comunidade descobre aquele freak, vai desenvolver-se um estranho fascínio por aquele estranho, que vem perturbar a harmonia do bairro, com a sua fantástica habilidade para a jardinagem. Mas tal como uma comunidade consegue colocar um indivíduo num pedestral, também o consegue arrasar e espezinhar. Especialmente se este for um ingénuo de coração puro, sem grande capacidade de distinguir o bem do mal.

A outra coisa que faz Eduardo Mãos De Tesoura ser um filme memorável é a interpretação de Johnny Depp. A sua personagem é uma fantástica criação que desperta num primeiro contacto medo e num segundo uma grande simpatia. Além disso, é um trabalho fenomenal de representação física, uma vez que Depp poucas palavras diz ao longo de todo o filme.

Para terminar, não poderia falar do Royale With Cheese sem falar de Vincent Price. Burton deu-lhe uma espécie de cameo na pele do tal inventor, que tanto funciona como homenagem pelo seu trabalho marcante no cinema fantástico, como despedida da sétima arte, uma vez que este foi o seu último papél. E, de forma um pouco mórbida, a sua última cena de sempre no cinema foi uma em que morre. Long live Vincent Price!

Posted by: dermot @ 5:53 da tarde
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domingo, julho 15, 2007  

HOT FUZZ:

Título: Hot Fuzz
Realizador: Edgar Wright
Ano: 2007


Desde que Zombies Party - Uma Noite... De Morte (argh, este título provoca-me urticária), a primeira comédia romântica de zombies, me introduziu no maravilhoso universo de Simon Pegg (vénia encarpada) e Edgar Wright, que me tornei num fã incondicional da dupla. Por isso, quando soube que os dois tinham voltado a experimentar o cinema em nome próprio, prestei-me a não o deixar escapar.

Simon Pegg e Edgar Wright têm estado ligados ao que de melhor tem acontecido na britcom dos últimos tempos (alguém mencionou Spaced?) e Zombies Party (argh), a primeira experiência de ambos no cinema, é uma das mais fantásticas comédias que a sétima arte pariu nesta última década.

Enquanto Zombies Partchspfh é um tributo subtil, inteligente e hilariante ao mundo dos filmes de zombies, criado segundo o molde da comédia romântica convencional, Hot Fuzz é uma paródia aos action heroes dos filmes de acção de Hollywood (os habitualmente chamados blockbusters), especialmente os buddy movies.

A tagline de Hot Fuzz é deliciosamente apelativa - Big Cops. Small Town. Moderate Violence. - e dá-nos logo um lamiré do que nos espera: Nicholas Angel (Simon Pegg) é o herói do filme, o super-agente da Polícia Metropolitana de Londres(!), com um currículo invejável, o recorde nacional de detenções e várias especializações em coisas como o xadrez. Angel é tão bom que os próprios colegas têm inveja de si. E por isso, o seu superior promove-o a sargento de uma terreola do interior: Sandford, uma aldeia onde aparentemente não se passa nada, mas que afinal se vai revelar ser uma espécie de Liga Dos Cavalheiros ainda mais demente.

Com o advento do youtube, os mashups de trailers tem ganho uma invulgar notoriedade. Estou a falar daqueles vídeos que certamente já viram em que pegam num trailer dum filme e que lhe dão outro tratamento, transformando-o em algo completamente diferente. Como este genial Scary Poppins, por exemplo. Hot Fuzz faz lembrar um desses mashups: Edgar Wright e Simon Pegg pegam numa mão cheia de tarefas policiais super aborrecidas - miúdos a roubar chocolates num supermecado, menores a beber cerveja num bar, ou um homem-estátua sem licença - e dão-lhe um efeito de blockbuster de altíssimo orçamento, transformando-o no maior filme de acção deste ano.

Hot Fuzz parodia o formato do blockbuster pipoqueiro norte-americano, de nomes como John Woo, Michael Bay e (especialmente) Tony Scott, com uma montagem dinâmica, filtros de cor, violência estiliada, câmara-lentas, efeitos sonoros trepidantes e outros truques visuais. A estética em detrimento do conteúdo. E curiosamente, a coisa até resulta melhor do que nos últimos filmes do Tony Scott. E depois, repisa todos os clichets do género, homenageando desde Bad Boys II a Parque Jurássico, passando por O Génio Do Mal e, especialmente, Ruptura Explosiva (com uma perseguição a pé cheia de adrenalina): há saltos no ar em câmara lenta enquanto se disparam duas armas, explosões por tudo e por nada, munições que não acabam, gente a esconder-se dos tiros atrás das coisas mais pequenas e carros a capotar constantemente. Só falta mesmo um relacionamento amoroso gratuito.

Menos in your face que Zombies Party (argh), Hot Fuzz relembra uns Monty Phytons mais intelectuais, não tendo vergonha de se aproximar por vezes do non-sense de coisas como Top Secret!. Além disso, tem ainda um rol de actores de excepção - de Timothy Dalton a Martin Freeman, passando por Bill Nighy -, que lhe dá uma credibilidade do caraças.

Esta espécie de remake britânico de O Último Grande Herói é um dos filmes deste ano e não me lembro se não é mesmo o meu primeiro Royale With Cheese de 2007. E já que não vai chegar às nossas salas de cinema, a única coisa pela qual anseio é saber que tradução é que lhe vão dar desta vez. Eu aposto em Super Chuis... do Caraças.

Posted by: dermot @ 11:34 da tarde
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quinta-feira, julho 12, 2007  

AS MELHORES PIORES CENAS DE SEMPRE:

Episódio 2: a cena mais metida a martelo


Estamos em plena silly season. Nos cinemas as estreias dos blockbusters amontoam-se com a mesma regularidade com que bocejamos enquanto os vemos e eu próprio não tenho tido muito tempo para actualizar este humilde antro cinéfilo nos últimos dias. Por isso, aproveitei este bocadinho para repescar esta bela rubrica.

Já aqui falei de A Cabana Do Medo; também já disse que gosto do Eli Roth, um dos principais rostos desta nova gente que anda por aí a fazer cinema de terror. O que ainda não tinha falado era da cena mais gratuita de sempre num filme de terror, desde os saudosos tempos da exploitation. E essa cena é a famosa cena das panquecas de A Cabana Do Medo.

Quem já viu o filme, sabe do que estou a falar. Para quem não viu, a coisa vai soar-lhe um pouco a um "what the fuck moment". Pensando bem, mesmo para quem viu também vai soar da mesma maneira. Em poucas linhas, a coisa desenrola-se assim: há um cabana situada no meio do nenhures, onde uns adolescentes que estão a passar férias são atacados por um virus sangrento. Um dos jovens foge de jipe e vai pedir ajuda numa mercearia próxima, governada por rednecks. Nisto, um miúdo loiro desata a gritar por panquecas(!), enquanto faz vários truques de kung fu(!!), sempre em câmara lenta como o drmaatismo do argumento o exigia(!!!), até que morde a mão do rapaz(!!!!). What the fuck?

Posted by: dermot @ 6:02 da tarde
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segunda-feira, julho 09, 2007  

THE MILLION DOLLAR HOTEL - O HOTEL:

Título: The Million Dollar Hotel
Realizador: Wim Wenders
Ano: 2000


Se existe uma personalidade famosa que me irrita verdadeiramente ela é Bono Vox. Toda aquela atitude de tipo bonzinho que quer um mundo cheio de paz, que as criancinhas não morram à fome, que todos sejam felizes e vivam em prados verdejantes com flores coloridas, que tomem muitas gomas ao pequeno-almoço, rebuçados ao almoço e chupa-chupas cor-de-rosa ao jantar e que depois se deitem em camas de flores, causa-me urticária. Principalmente, quando depois os U2 vão em digressão mundial e o mesmo Bono diz querem vir ver-me? Então cada bilhete custa 60 euros, que eu preciso comprar outro jacto particular. Deviam inventar uma palavra para isto. Ah, esperem, estão aqui a dizer-me que já inventaram. Chama-se hipocrisia.

Então mas se o homem o irrita tanto, porque raio está a falar dele, estará a pensar o fiél leitor. Porque segundo consta, The Million Dollar Hotel - O Hotel nasceu de uma estória criada pelo próprio Bono, depois de ter ficado alojado nesse tal hotel durante as filnagens do teledisco de Where The Streets Have No Name.

Wim Wenders é um dos grandes mestres do cinema contemporâneo e o segundo (ou terceiro) melhor realizador alemão vivo, mas tem sido um pouco ignorado por este vosso humilde escriba. Mas circunstâncias profissionais têm-me obrigado a (re)ver a sua filmografia e isso tem sido quase uma epifania para mim. Vou começar seguindo o adágio popular que diz que o melhor fica sempre para o fim e vou falar-vos deste The Million Dollar Hotel - O Hotel.

Wenders é o realizador das cidades e é, quiçá, o cineasta mais arquitectónico desde Jacques Tati. Os seus filmes demonstram sempre uma grande cumplicidade com o tecido urbano e The Million Dollar Hotel - O Hotel não é excepção. Aqui, há um ensaio sobre o alheamento e o isolamento cada vez maior do subúrbio em detrimento do centro urbano das metrópoles, que se reflecte numa ocupação desiquilbrada e pouco dinâmica da cidade. O Y da passada sexta-feira fazia capa com um fantástico artigo sobre o abandono que se verifica hoje em dia em Lisboa. Os senhores que se estão a candidatar actualmente à Câmara bem podiam pôr olhos em ambos...

O Million Dollar Hotel é então o último bastião da cidade orgânica, livre e pessoal, nos subúrbios de Los Angeles, cidade cada vez mais engolida pelos arranha-céus que dominam o skyline. Neste hotel vivem um sem número de inadaptados e párias da sociedade: loucos, artistas e gente diferente. Os convencionalmente chamados freaks. É como se fosse um prédio cheio de Benny & Joons. Contudo, quando o seu mais ilustre habitante é atirado de cima do telhado - Izzy Goldkiss (Tim Roth), o filho de um famoso magnata -, um duro agente especial (Mel Gibson) vai chegar para descobrir o assassino.

Wim Wenders não é um actor convencional que goste de seguir a cartilha cinematográfica; ele cria o seu próprio estilo e tem uma maneira muito original de ver as histórias. É por isso que o tradicional esqueleto de um whodunnit clássico - que relembra O Crepúsculo Dos Deuses, uma vez que começa pelo fim e recua num enorme flashback - é transfigurado numa subversiva história de amor, entre o louco Tom Tom (deliciosa personagem de Jeremy Davies) e a solitária Eloise (Milla Jovovich a fazer os mesmos estragos que uma marreta, principalmente quando tem que mostrar emoções). Por isso, o próprio narrador apenas serve para pulvilhar o filme com uma certa nostalgia glamourosa do cinema noir. É uma espécie de romântiscmo degradante...

Com a chegada daquele pouco ortodoxo detective ao hotel, o edifício vai ser invadido pela polícia, imprensa e curiosos, acabando os seus habitantes (um leque fantástico de personagens irreais, que conta com Peter Stormare ou Bud Cort) por tombarem corrompidos pelos malefícios da sociedade actual, coisas que nos habituamos a condenar como a globalização, o capitalismo, o alheamento ou a impessoalidade.

Wim Wenders filma como ninguém - o seu cinema de autor é único e claramente identificável - e The Million Dollar Hotel - O Hotel mantém as amarras que a sua obra costuma ter junto a conceitos como romântico e nostálgico. No entanto, o filme já começa a mostrar os sinais de cansaço que o realizador alemão vem mostrando desde, quiçá, Viagem A Lisboa, e que o tem levado a aproximar-se cada vez mais de terrenos de esquecimento e de irrelevância. Não queria ser fatalista e chamar-lhe o princípio do fim, mas este McBacon é quase o início de uma fase menos brilhante do que gostaríamos.

Posted by: dermot @ 2:00 da tarde
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quarta-feira, julho 04, 2007  

ROMA:

Título: Roma
Realizador: Federico Fellini
Ano: 1972


Como bom realista italiano que era, Fellini usava regularmente a cidade como peça dramática central dos seus filmes. No entanto, ao contrário de outros realistas, como Visconti, Fellini nunca se interessou muito pelo retrato político, preferindo antes uma fotografia socio-cultural. Até porque como disse Wim Wenders, ninguém recorda um país pela sua economia, mas sim pela sua cultura.

Em 1972, Fellini realizou um tributo à sua cidade favorita: Roma, a Cidade Eterna, capital de Itália e berço do império italiano. Os moldes usados foram os mesmos que Woody Allen, o seu mais fiél discípulo, utilizou anos mais tarde no igualmente tributário Manhattan: uma homenagem a Roma, não pelo formato postal de férias (ou seja, através do desfile das atracções turísticas habituais), mas antes através de uma radiografia social da cidade.

Roma é assim uma declaração de amor à Cidade Eterna pelos olhos de um dos seus mais ilustres filhos. E perto do final, um dos convidados especiais do filme - o escritor norte-americano Gore Vidal -, resume em sucintas palavras o porquê daquele fascínio: porque Roma é uma cidade que reúne o poder político, a religião e o cinema, uma cidade de gente natural e uma cidade com tanta história e que sempre soube se renovar.

Fellini antevê em Roma a estilização pós-moderna e a construção formal (e fragmentada) de Amarcord. No entanto, delinea-o de forma cronológica mais evidente. Assim, Roma divide-se em três partes: a infância, que retrata Roma nos anos 30/40, uma cidade extremamente devota a Deus; a adolescência, com a Segunda Guerra Mundial prestes a rebentar, numa sociedade fascista, controlada pela ditadura de Mussolini; e a maturidade (leia-se o presente), em plenos anos 70, no final do flower power, numa Roma prestes a abraçar o modernismo contemporâneo.

Fellini utiliza como âncora e factor comum a estes três segmentos históricos alguns elementos sociais comuns, como o futebol ou a prostituição. Além disso, recorre ainda a alguns signos urbanos que hoje em dia já se tornaram meros clichets cinematográficos: o trânsito e o automóvel como símbolo do progresso, ou as multidões como metáfora ao alheamento da metrópole.

Claro que depois, aliado a tudo isto, ainda há o típico Fellini, como o recurso recorrente ao narrador. Além disso, se você não está familiarizado com a ironia, Fellini é daqueles que é capaz de lhe dar um curso intensivo num par de horas. E em Roma, a religião e a política são, mais uma vez, os seus principais alvos (o desfile de moda dos trajes do Vaticano é a coisa mais genial que vi nos últimos tempos). E claro, existe uma parafernália de situações surreiais e bizarras, típicas da obra do realizador italiano e aquela atmosfera convencionalmente apelidada de felliniana, em que toda a gente fala muito alto e muito depressa, tudo de forma muito caótica. Roma é como aquele nosso amigo trapalhão e destrambolhado, que nós estamos sempre à espera que deite a mobília toda abaixo.

Roma costuma ser um dos filmes de Fellini mais apontado pelos seus detractores. Mas pra mim - chamem-me o que quiserem -, Roma é mais inspirado que o seu sucessor, Amarcord. Uma inspiração do tamanho de um McRoyal Deluxe.

Posted by: dermot @ 9:39 da tarde
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Quando pensamos que os senhores que mandam no cinema em Portugal já não nos conseguem surpreender, eis que tiram um coelho da cartola. Em plena silly season, ei-los a repescarem um filme com dois anos de idade, escrito e produzido pelo Lars Von Trier, em formato de crítica à paranóia norte-americana pelas armas. Queria Wendy estreou no Festróia de há dois anos e nem é tão bom quanto isso para justificar esta aposta tardia. O cinema em Portugal move-se por estranhos caminhos...
Assim, aproveitando a estreia comercial de Querida Wendy no nosso país, achei pertinente recuperar o que escrevi na altura sobre o filme.

QUERIDA WENDY

Título: Dear Wendy
Realizador: Thomas Vinterberg
Ano: 2005


Querida Wendy é um filme ambíguo, de vários paradoxos, começando logo pelo estilo - uma espécie de filme de adolescentes, mas em versão distorcida e pateta. Contudo, é uma sátira social acutilante sobre as armas de fogo e o poder intrínseco que estas libertam.

Esta é a estória de cinco jovens (convencionalmente apelidados de nerds e geeks) de um pequeno lugarejo mineiro, que vão descobrir a paixão pelas armas de fogo, criando um clube secreto, que vai atingir proporções impensáveis.

As armas funcionam aqui elemento social decisivo - é com elas que um grupo de falhados ultrapassa essa condição social. Aliás, toda a trama à volta das armas de fogo é irónica, ou não fossem todos aqueles jovens assumidos pacifistas, antes de fundarem um clube de tiro, que, ironia das ironias, baptizam de Dandies. Irónica é também a relação que o protagonista desenvolve com a sua arma, a tal Wendy de que fala o título e à qual é dedicada todo o filme.

Querida Wendy projecta-se ainda na actualidade, principalmente na histeria armada norte-americana. Há ali qualquer de Columbine coisa naqueles jovens…

Apesar dos resquícios do manifesto Dogma (ou não fosse o filme escrito por Lars Von Trier), Querida Wendy tem óbvios resquícios dos westerns de Sam Peckinpah: a ruína de um Mundo, o “forte” sitiado e a violência gráfica e seca.

Mas como disse ao início, Querida Wendy é um filme de paradoxos; apesar da banda-sonora de respeito (os The Zombies são uma das bandas mais injustamente esquecidas de sempre), de um leque de jovens actores irrepreensíveis e de um final verdadeiramente genial, todo o resto é de um aborrecimento de morte.

O filme vê-se, não ofende ninguém, mas também não fica muito mais para a posterioridade. Um singelo McBacon e tal.

Posted by: dermot @ 11:27 da manhã
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terça-feira, julho 03, 2007  

INSÓNIA:

Título: Insomnia
Realizador: Cristopher Nolan
Ano: 2002


Se todos os remakes que os americanos continuam a teimar em fazer de filmes europeus tivesse a qualidade de Insónia, nós até nem nos chateávamos muito. Não é que este Insónia seja melhor que o original - o de Erik Skjoldbjærg é muito mais negro e as pequenas mudanças que Cristopher Nolan introduz no argmento são daquelas coisas que detestamos em Hollywood por quererem ser politicamente correctos -, mas atinge o mínimo de qualidade exigida nestes casos.

Insónia é um thriller policial ambientado no cenário gélido do Alaska, onde é dia 6 meses por ano e noite outros tantos meses. Will Dormer (Al Pacino) e Hap Eckhart (Martin Donovan) são dois super-detectives de Los Angeles enviados para ajudar na investigação de um brutal assassinato de uma adolescente, que ficamos a saber mais tarde ter sido executado por Walter Finch (Robin Williams). Contudo, os dois polícias têm um passado escondido e uma tragédia precoce vai fazer com que se crie uma estranha relação de chantagem e manipulação entre o detective Dormer e o assassino.

O grande factor de desequilíbrio entre Insónia e os restantes thrillers policiais é o seu ambiente gélido e diurno. Numa cidade em que nunca anoitece e em que Al Pacino vai transformar-se num improvável anti-herói, embarcamos numa aura de paranóia e de cansaço. No entanto, a insónia de Pacino tanto é provocada pela luz constante, como pelo peso da sua consciência.

Para além do mind-blowing flick do argumento, que Cristopher Nolan acentua copiando o Clube De Combate de Fincher (introduzindo flashbacks constantes sob o formato de flashes rápidos e fugidios), Insónia segue a matriz da cinematografia nórdica, que eu gosto de apelidar de dramas gelados - Ingmar Bergman, Dogma 95, etc, etc -, que aproveita na perfeição o estilo contido de Al Pacino (vénias à rectaguarda).

Apesar de ser uma obra muito respeitável, apesar do tal aspecto mais soft (para quem não conhece, ficarão espantados em saber como é que o agente Dormer assusta a melhor amiga da vítima no jipe), em Insónia aborrece-me, sobretudo, a teimosia habitual pelo final feliz. Para quando um thriller policial em que os maus ganhem? Até lá, despeço-me com um McBacon.

Posted by: dermot @ 6:06 da tarde
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domingo, julho 01, 2007  

SHORTBUS:

Título: Shortbus
Realizador: John Cameron Mitchell
Ano: 2006


Já aqui revelei anteriormente que tenho um problema com o sexo explícito no cinema. Não concordo com ele, não o compreendo e raramente o acho justificável. Então, que me levou a ir ver Shortbus? Bem, por três euros, achei que valia a pena tentar... Quem sabe não estaria ali a excepção que confirma a regra?

Para quem não sabe, Shortbus é um filme independente sobre os meandros do sexo na sociedade contemporânea, filme que fez furor na última edição do Indie Lisboa e filme que levantou celeuma no Canadá, uma vez que a actriz/cantora/apresentadora Sook-Yin Lee aparece envolvida no filme em cenas pouco aconselháveis aos mais púdicos.

Sook-Yin Lee é então Sofia, uma terapeuta sexual que (ironia) nunca teve um orgasmo. Numa das suas consultas, conhece um casal homossexual, Jamie (PJ DeBoy) e o depressivo James (Paul Dawson). São eles que lhe recomendam a discoteca Shortbus, um antro de fetiches, depravações e fantasias sexuais de todos os géneros (lembram-se de Saló Ou Os 120 Dias De Sodoma?). E é lá que Linda vai conhecer Severin (Lindsay Beamish), uma dominatrix que não consegue criar uma relação estável com ninguém. Em suma, todos eles não conseguem sentir algo, seja amor ou, simplesmente, um orgasmo.

Shortbus é uma enorme metáfora à decadência da sociedade contemporânea, onde a impessoalidade, o alheamento e a impermiabilidade (para usar uma palavra do próprio filme) são quase normas sociais. É como é dito em Colisão: Em Los Angeles as pessoas têm acidentes de viação por terem falta de contacto humano. Eu sei que me farto de citar isto, mas nada tão inteligente foi dito acerca da nossa sociedade actual nos últimos anos de cinema. Shortbus é o mundo de gente depressiva, facilmente suicida e hiper-sensível que encontramos cada vez em maior número. Se é isto que o futuro nos reserva, então não vale a pena esforçarmo-nos demasiado com os nossos filhos...

Seguindo as linhas do novo cinema independente, Shortbus quebra convenções ao abordar o sexo sem o mínimo de tabus: há sexo explícito de todas as maneiras e feitios. Há sexo heterossexual, sexo homossexual, ménage à trois, auto-sexo oral(!), sodomização, ingestão de fluídos e muitas outras coisas que não sei o nome. A linha que separa a pertinência do sensacionalismo é muito ténue e, por isso, Shortbus resvala muitas vezes para o voyerismo gratuito. Não é por acaso que a última parte, em que a sugestão passa a ter maior protagonismo, é a melhor do filme.

É verdade que Shortbus tem algumas chalaças engraçadas, uma réplica em cartão de Nova Iorque adorável e uma banda-sonora do caraças, mas tanto sexo explícito para tão pouca consistência não valem mais do que um Double Cheeseburger.

Posted by: dermot @ 10:58 da tarde
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UMA RAPARIGA COM SORTE:

Título: The Girl Can't Help It
Realizador: Frank Tashlin
Ano: 1956


Normalmente, quando se fala em rock-and-roll-movies, toda a gente fala dos filmes do Elvis. E, esporadicamente, alguém se lembra de High School Confidential, com o Jerry Lee Lewis. Infelizmente, nunca ninguém se lembra de Uma Rapariga Com Sorte. E bem que ele merecia ser mais vezes lembrado...

Uma Rapariga Com Sorte começa logo por mostrar no título (o original, claro) que não é mais um rock-and-roll-movie pateta como tantos outros - em plena década de 50, foi preciso coragem e arrojo para baptizar o filme com o título da música de um negro, Little Richards (vénias). E depois, a cena inicial, em que o protagonista fala directamente com o espectador, enquanto opera mudanças técnicas no próprio filme - passando o filme para formato cinemascope, de forma a captar toda a excelência do mundo do rock and roll -, comprova que Uma Rapariga Com Sorte não tem nada de filme datado.

O filme passa-se no tempo em que o rock and roll tinha a ver com ser jovem, ser festivo e ser rebelde. É aqui que conhecemos Fatso Murdock (Edmond O'Brien), um mafioso com ânsias de fama, que já foi o rei das slot-machines e que pretende voltar às bocas do mundo. Por isso, recorre a outra indivíduo que também já bateu no fundo: Tom Miller (Tom Ewell), agente musical que descobriu, por exemplo, Julie London, e que se afundou devido ao alcool. O objectivo é fazer com que a sua noiva, a bela Jerri Jordan (Jayne Mansfield), se transforme na nova rainha da música.

Jayne Mansfield (suspiro), famosa pin-up dos anos 50 e conhecida por muitos como a Marilyn Monroe dos pobres, nunca teve muito jeito para a representação, mas aqui não era isso que lhe era pedido. Em Uma Rapariga Com Sorte, Jayne Mansfield só tem que fazer aquilo que sabia fazer melhor: bambolear-se e fazer boquinhas sexys, para que toda a gente se apaixone por si. É mais ou menos como em Doidos Por Mary. No entanto, o único que não pode apaixonar-se por si é o seu novo agente, uma vez que ela é a noiva do seu patrão. Lembram-se de Pulp Fiction?

Uma Rapariga Com Sorte é uma comédia screwball bastante divertida, com grande conotação sexual (e às vezes até bastante à frente do seu tempo), embrulhada num pomposo embrulho rock and roll, por onde desfilam várias estrelas do género a interpretarem grandes clássicos: o próprio Little Richards (mais vénias), com The Girl Can't Help It; Gene Vincent (outras tantas vénias), com Bebop A Lula; Eddie Cochran (véna), com 20th Flight Rock; ou Fats Domino, Julie London ou os The Platters.

Mas onde Uma Rapariga Com Sorte ganha verdadeiramente pontos é na subversão que faz ao mundo do espectáculo. É que nem Jayne Mansfield não quer ser cantora - quer apenas ser uma dona de casa feliz, que possa cozinhar para o seu marido (ironia das ironias) -, nem o seu agente quer que ela cante, apesar de ter tudo para singrar no mundo do espectáculo. Além disso, faz ainda uma crítica com tanto de feroz como de subtil ao próprio show-business, onde as estrelas são criadas pelo poder do dinheiro e dos negócios obscuros.

E se Jailhouse Rock criou o primeiro teledisco de sempre, Uma Rapariga Com Sorte trouxe ao mundo o primeiro teledisco de terror de sempre, com o fantasma de Julie London a interpretar de forma magnífica o clássico Cry Me A River, como podem testemunhar no vídeo seguinte (patrocinado, lá está, pelo maravilhoso mundo do youtube). Uma Rapariga Com Sorte é um recheado Le Big Mac. Um Le Big Mac do rock!!!

Posted by: dermot @ 5:40 da tarde
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COTAÇÃO:
10 - Royale With Cheese
9 - Le Big Mac
8 - McRoyal Deluxe
7 - McBacon
6 - McChicken
5 - Double Cheeseburger
4 - Cheeseburger
3 - Caixinha de 500 paus (Happy Meal)
2 - Hamburga de Choco
1 - Pão com Manteiga

TAKE:
Take - cinema magazine | take.com.pt


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- As Vidas Dos Outros
- Aberto Até De Madrugada
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- Assalto À Esquadra 13 (2005)
- Assalto Ao Santa Maria
- Assassinos Natos
- Ata-me
- Até Ao Inferno
- Até Ao Limite Do Terror
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- Austrália
- Autocarro 174
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- Aztec Rex
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- Balas E Bolinhos - O Regresso
- Balbúrdia No Oeste
- Bando À Parte
- Baraka
- Barbarella
- Barreira Invisí­vel
- Batman
- Batman Regressa
- Batman - O Início
- Be Cool
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- Bem-vindo Ao Norte
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- Black Sheep
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- Breakfast On Pluto
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- Bullit
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- Cães De Palha
- Café E Cigarros
- Call Girl
- Camino
- Capitão Alatriste
- Capitão América - O Primeiro Vingador
- Capote
- Carrie
- Cartas Ao Padre Jacob
- Cartas De Iwo Jima
- Casa De Loucos
- Casablanca
- Casino Royale
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- Cavalo De Guerra
- Cemitério Vivo
- Censurado
- Centurion
- Charlie E A Fábrica De Chocolate
- Che - Guerrilha
- Che - O Argentino
- Chemical Wedding
- Chéri
- Chinatown
- Chocolate
- Choke - Asfixia
- Chovem Almôndegas
- Christine - O Carro Assassino
- Cidade Fria
- Cinco Dias, Cinco Noites
- Cinema Paraíso
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- Cold Mountain
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- Com Outra? Nem Morta!
- Comboios Rigorosamente Vigiados
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- Complexo - Universo Paralelo
- Conan, O Bárbaro
- Contrato
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- Controle
- Coração De Cavaleiro
- Coração De Gelo
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- Corações De Aço
- Coragem De Mãe: Confrontando O Autismo
- Corre Lola Corre
- Correio De Risco
- Correio De Risco 3
- Corrida Contra O Futuro
- Corrupção
- Cozinhando A História
- Crank - Veneno No Sangue
- Crank - Alta Voltagem
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- Crime Ferpeito
- Crippled Masters
- Cristóvão Colombo - O Enigma
- Crónica Dos Bons Malandros
- Crueldade Intolerável
- Cubo
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- Cypher
- Cyrano de Bergerac (1950)

- Daisy Town
- Dallas
- Danny The Dog - Força Destruidora
- Daqui P'ra Frente
- Dark City - Cidade Misteriosa
- De Cabeça Para Baixo
- De Homem Para Homem
- De Olhos Abertos
- De Olhos Bem Fechados
- De Sepultura Em Sepultura
- De Tanto Bater O Meu Coração Parou
- De-Lovely
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- Death Race 2000
- Deixa-me Entrar
- Delicatessen
- Demolidor - O Homem Sem Medo
- Dentro Da Garganta Funda
- Depois Do Casamento
- Destruir Depois De Ler
- Diamante De Sangue
- Diário Dos Mortos
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- Dias De Futebol
- Dick E Jane - Ladrões Sem Jeito
- Dictado
- Die Hard 4.0 - Viver Ou Morrer
- Die You Zombie Bastards!
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- Don Juan DeMarco
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- Doom - Sobrevivência
- Doomsday - Juízo Final
- Dorian Gray
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- Drácula 2001
- Drácula De Bram Stoker
- Drive - Risco Duplo
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- É Na Terra Não É Na Lua
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- Eduardo Mãos De Tesoura
- Efeito Borboleta
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- Embargo
- Encarnação Do Demónio
- Encontros Em Nova Iorque
- Encrenca Dupla
- Encurralada
- Ensaio Sobre A Cegueira
- Enterrado Na Areia
- Entre Os Dedos
- Entrevista
- Equilibrium
- Era Uma Vez No México
- Eraserhead - No Céu Tudo É Perfeito
- Escola De Criminosos
- Escolha Mortal
- Esporas De Aço
- Estado De Guerra
- Estamos Vivos
- Este É O Meu Lugar
- Este País Não É Para Velhos
- Estômago
- Estrada Perdida
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- Eu Amo-te Phillip Morris
- Eu, Peter Sellers
- Eu Sou A Lenda
- Eu Sou Evadido
- Eu, Tu E Todos Os Que Conhecemos
- Everything Must Go
- Evil Dead - A Noite Dos Mortos-Vivos
- Evil Dead 2 - A Morte Chega De Madrugada
- Evil Dead 3 - O Exército Das Trevas
- Ex-Drummer
- Exterminador Implacável 1
- Exterminador Implacável 2 - O Dia Do Julgamento Final
- Exterminador Implacável 3 - Ascensão Das Máquinas
- Exterminador Implacável 4 - A Salvação

- Factory Girl - Quando Edie Conheceu Warhol
- Factotum
- Fados
- Fahrenheit 9/11
- Falso Alarme
- Fando E Lis
- Fantasmas De Marte
- Fargo
- Faster, Pussycat! Kill! Kill!
- Fausto 5.0
- Favores Em Cadeia
- Felicidade
- Feliz Natal
- Férias No Harém
- Festival Rocky De Terror
- Ficheiros Secretos: Quero Acreditar
- Fim De Ano Em Split
- Fim-De-Semana Alucinante
- Final Cut - A Última Memória
- Fish Tank
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- Flores Partidas
- Fome
- Footloose - A Música Está Do Teu Lado
- Força Delta
- Forrest Gump
- Freddy Vs. Jason
- Frenético
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- Frost/Nixon
- Fruto Proibido
- Fuga De Los Angeles
- Fuga Para A Vitória
- Fur - Um Retrato Imaginário De Diane Arbus
- Fúria Cega
- Fúria De Viver
- Fúria Silenciosa

- Gabrielle
- Gainsbourg - Vida Heróica
- Gang Dos Tubarões
- Gangs de Nova Iorque
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- GI Joe - O Ataque Dos Cobra
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- Gran Torino
- Grande Mundo Do Som
- Gremlins
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- Gru - O Maldisposto
- Guerra Dos Mundos (2005)
- Guerra Dos Mundos (1953)

- Há Lodo No Cais
- Hairspray
- Half Nelson - Encurralados
- Hard Candy
- Harley Davidson E O Cowboy Do Asfalto
- Harold E Maude
- Harry Brown
- Haverá Sangue
- Hawai Azul
- He-Man - Mestres Do Universo
- Head On - A Esposa Turca
- Heartbreak Hotel
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- Hellboy
- Hellboy 2: O Exército Dourado
- Helter Skelter - O Caso De Sharon Tate
- Henry E June
- Hereafter - Outra Vida
- Hiena
- História De Duas Irmãs
- História De Um Fotógrafo
- Hobo With A Shotgunbr> - Hollywood Ending
- Homem Aranha
- Homem Aranha 2
- Homem Aranha 3
- Homem De Ferro
- Homem Demolidor
- Homem Em Fúria
- Homens De Negro
- Homens De Negro 2
- Homens Que Matam Cabras Só Com O Olhar
- Hostel
- Hostel 2
- Hot Fuzz - Esquadrão De Província
- Howl - Grito
- Hugo

- I Am Sam - A Força Do Amor
- I Spit On Your Grave
- I'll See You In My Dreams
- Iluminados Pelo Fogo
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- Jack Ketchum's The Girl Next Door
- Jackass 2
- Jackass 3D
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- Jacuzzi - O Desastre Do Tempo
- James Bond - Agente Secreto
- James Bond - Casino Royale
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- Janela Indiscreta (1954)
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- Janela Secreta
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- Millenium 1. Os Homens Que Odeiam As Mulheres
- Million Dollar Baby - Sonhos Vencidos
- Minha Mãe
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- Misery - Capí­tulo Final
- Missão A Marte
- Missão Impossí­vel 3
- Missão Impossível - Missão Fantasma
- Missão Solar
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- Momentos Agradáveis
- Moneyball - Jogada De Risco
- Monsters - Zona Interdita
- Monstro
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- Morte De Um Presidente
- Movimentos Perpétuos
- Mr. E Mrs. Smith
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- Muito Bem, Obrigado
- Mulholland Drive
- Mundo Fantasma
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- Mutilados
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- Nacho Libre
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- Nas Costas Do Diabo
- Nas Nuvens
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- Nico: À Margem Da Lei
- Ninguém Sabe
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- No Limite Do Amor
- No Vale De Elah
- Noite De Agosto
- Noite Escura
- Noivos Sangrentos
- Nome De Código: Cloverfield
- Northfork
- Nosferatu, O Vampiro
- Nothing
- Nova Iorque 1997
- Nove Raínhas
- Nunca Digas Sim

- O Acontecimento
- O Agente Da Broadway
- O Lugar Do Morto
- O Americano
- O Amor Acontece
- O Anjo Exterminador
- O Anti-Pai Natal
- O Artista
- O Assassínio De Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford
- O Assassí­nio De Richard Nixon
- O Batedor
- O Bom Alemão
- O Bom, O Mau E O Vilão
- O Cabo Do Medo
- O Caminho De São Diego
- O Cão, O General E Os Pássaros
- O Capacete Dourado
- O Castelo Andante
- O Castor
- O Cavaleiro Das Trevas
- O China
- O Cobrador
- O Código Da Vinci
- O Comboio Dos Mortos
- O Comboio Mistério
- O Condenado
- O Couraçado Potemkin
- O Cowboy Da Meia-Noite
- O Crepúsculo Dos Deuses
- O Dedo De Deus
- O Delator!
- O Demónio
- O Despertar Da Besta
- O Despertar Da Mente
- O Deus Da Carnificina
- O Deus Elefante
- O Dia Em Que A Terra Parou (1951)
- O Dia Em Que A Terra Parou (2008)
- O Dia Da Besta
- O Discurso Do Rei
- O Enigma Do Espaço
- O Estranho Caso De Benjamin Button
- O Estranho Mundo De Jack
- O Evangelho Segundo São Mateus
- O Exorcista
- O Fatalista
- O Feiticeiro De Oz
- O Feitiço Do Tempo
- O Fiél Jardineiro
- O Gabinete Das Figuras De Cera
- O Gabinete Do Dr. Caligari
- O Gato Das Botas
- O Génio Do Mal (1976)
- O Grande Peixe
- O Grande Ditador
- O Guerreiro
- O Homem Duplo
- O Homem Que Copiava
- O Homem Que Sabia Demasiado
- O Homem Que Veio Do Futuro
- O Idealista
- O Jogo
- O Júri
- O Imperador Da Califórnia
- O Inquilino
- O Justiceiro Da Noite
- O Labirinto Do Fauno
- O Laço Branco
- O Lado Selvagem
- O Lago Perfeito
- O Leopardo
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- O Lobo Do Mar
- O Macaco De Ferro
- O Maquinista
- O Marinheiro De Água Doce
- O Menino De Ouro
- O Meu Tio
- O Milagre De Berna
- O Milagre Segundo Salomé
- O Mistério Galindez
- O Monstro Da Lagoa Negra
- O Mundo A Seus Pés
- O Nevoeiro (1980)
- O Ofício De Matar
- O Olho
- O Orfanato
- O Paciente Inglês
- O Padrinho - Parte I
- O Padrinho - Parte II
- O Padrinho - Parte III
- O Panda Do Kung Fu
- O Panda Do Kung Fu 2
- O Pesadelo De Darwin
- O Pistoleiro Do Diabo
- O Planeta Selvagem
- O Pó Dos Tempos
- O Portador Da Espada
- O Presidiário
- O Prisioneiro Do Rock
- O Protegido
- O Próximo A Abater
- O Quinto Elemento
- O Quinto Império
- O Regresso
- O Rei Dos Gazeteiros
- O Reino Proibido
- O Ritual
- O Ritual Dos Sádicos
- O Sabor Do Amor
- O Sargento Da Força Um
- O Segredo A Brokeback Mountain
- O Segredo De Um Cuscuz
- O Segredo Dos Punhais Voadores
- O Selvagem
- O Sentido Da Vida
- O Sétimo Selo
- O Sítio Das Coisas Selvagens
- O Sonho Comanda A Vida
- O Sonho De Cassandra
- O Sorriso De Mona Lisa
- O Tempo Do Lobo
- O Tesouro Da Sierra Madre
- O Tigre E A Neve
- O Tio Boonmee Que Se Lembra Das Suas Vidas Anteriores
- O Triunfo Da Vontade
- O Turista
- O Último Airbender
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- O Último Tango Em Paris
- O Último Voo Do Flamingo
- O Vingador Tóxico
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- Polícia Sem Lei (2009)
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- Por Favor Não Me Morda O Pescoço
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- Que Se Mueran Los Feos
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- R
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- Tragam-me A Cabeça De Alfredo Garcia
- Transamerica
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- Tron: O Legado
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- Tropa De Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro
- Tsotsi
- Tubarão
- Tubarão 2
- Tubarão 3
- Tubarão IV - A Vingança
- Tucker E Dale Contra O Mal
- Tudo Ficará Bem
- Tudo Pode Dar Certo
- Twisted - Homicídios Ocultos

- Ultra Secreto
- Um Amor De Perdição
- Um Azar Do Caraças
- Um Bater De Corações
- Um Belo Par... De Patins
- Um Cão Andaluz
- Um Dia A Casa Vai Abaixo
- Um Dia De Raiva
- Um Homem Singular
- Um Longo Domingo De Noivado
- Um Lugar Para Viver
- Um Padrasto Para Esquecer
- Um Profeta
- Um Tiro No Escuro
- Um Trabalho Em Itália
- Uma Aventura Na Casa Assombrada
- Uma Boa Mulher
- Uma Canção De Amor
- Uma Espécie De Cavalheiro
- Uma Famí­lia À Beira De Um Ataque De Nervos
- Uma História De Violência
- Uma Pequena Vingança
- Uma Rapariga Com Sorte
- Uma Segunda Juventude
- Uma Segunda Vida
- Undefeatable
- Unseen Evil 2 - Alien 3000
- Up - Altamente

- V De Vingança
- Vai E Vive
- Vais Conhecer O Homem Dos Teus Sonhos
- Valhalla Rising - Destino De Sangue
- Valquíria
- Vampiros de John Carpenter
- Van Helsing
- Vanilla Sky
- Vanitas
- Vasilhame
- Veio Do Outro Mundo
- Veludo Azul
- Velvet Goldmine
- Vencidos Pela Lei
- Vendendo A Pele
- Veneno Cura
- Vera Drake
- Versus - A Ressurreição
- Vestida Para Matar
- Vice
- Vício - Quando Nada É Suficiente
- Vicky Cristina Barcelona
- Vidas Sombrias
- Vigilância
- Vingança Redentora
- Virgem Aos 40 Anos
- Vitus
- Viúva Rica Solteira Não Fica
- Viver A Sua Vida
- Voando Sobre Um Ninho De Cucos
- Voltando Para Casa
- Voltar
- Vontade Indómita
- Voo 93

- Walk Hard - A História De Dewey Cox
- Walk The Line
- WALL-E
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Wassup Rockers - Desafios De Rua
- Watchmen - Os Guardiões
- Welcome To The Rileys
- White Irish Drunkers
- Wild Zero
- Win Win
- Wolf Creek
- Wristcutters: A Love Story

- X-Men
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- X-Men 3 - O Confronto Final
- X-Men: O Início
- X-Men Origens: Wolverine

- Zack E Miri Fazem Um Porno
- Zardoz
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- Zombies Party - Uma Noite... De Morte
- Zombies Strippers
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- 007 - Agente Secreto
- 007 - Casino Royale
- 007 - Quantum Of Solace
- 10 Coisas Que Odeio Em Ti
- 100 Volta
- 10.000 AC
- 12 Homens Em Fúria
- 12 Macacos
- 12:08 A Este De Bucareste
- 1984
- 2LDK
- 24 Hour Party People
- 28 Dias Depois
- 20,13 - Purgatório
- 2012
- 300
- 4 Copas
- 48
- 50/50
- 6=0 Homeostética
- 8 1/2
- 9 Canções
- 98 Octanas


ENTREVISTAS:
- Fernando Fragata
- Festróia - Mário Ventura
- Filipe Melo
- Good N Evil
- IMAGO - Sérgio Felizardo
- José Barahona
- Nuno Markl
- Paulo Furtado
- Rodrigo Areias
- Sara David Lopes
- Solveig Nordlund
- Fernando Alle


TOPES:
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2011
- Top 5 dos Piores Filmes de 2011
- Top 10 dos Melhores Filmes de 2010
- Top 5 dos Piores Filmes de 2010
- Top 5 dos filmes de Leslie Nielsen
- Top 10 Dos Filmes Low Cost
- Top 5 das Melhores Cenas de Dança
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2009
- Top 5 dos Piores Filmes de 2009
- Top 5 dos Filmes Que Tenho Vergonha De Dizer Que Gosto
- Top 5 das Melhores Músicas de Ennio Morricone
- Top 5 dos filmes com Patrick Swayze
- Top 5 dos Telediscos do Michael Jackson
- Top 5 dos Filmes com David Carradine
- Top 5 dos Filmes com Lutadores de Luta-Livre
- Top 10 Os Melhores Filmes de 2008
- Top 5 Os Piores Filmes de 2008
- Top 5 dos Piores Filmes de Natal
- Top 5 das Coisas que não Esperávamos Ver no Cinema
- Top 5 dos Melhores Filmes de Paul Newman
- Top 5 Personagens Com Palas Nos Olhos
- Top 10 Melhores Cartazes De Cinema
- Top 5 dos Filmes de Chuck Norris
- Top 5 dos Filmes de Patrick Swayze
- Top 10 Os Melhores/Piores Vestidos dos Oscares
- Top 5 As Mortes de Crianças Mais Gratuitas
- Top 10 Os Melhores de 2007
- Top 5 Os Piores de 2007
- Top 7 Adaptações ao Cinema de Livros de Stephen King
- Top 5 Filmes Pela Paz
- Top 5 Os Melhores Beijos
- Top 5 Grandes Arquitectos
- Top 10 Filmes Que Mudaram A Minha Vida
- Top 5 Mulheres de Cabeça Rapada
- Top 5 As Cenas Mais Excitantes
- Top 10 Os Melhores de 2006
- Top 5 Os Piores de 2006
- Top 3 Filmes de Robert Altman
- Top 5 Os Vilões do Cinema
- Top 5 Filmes Com Mick Jagger
- Top 5 Filmes Com Steve Buscemi
- Top 5 Dos Cães no Cinema
- Top 5 Dos Filmes do Indie06
- Top 5 Dos Filmes do Fantas06
- Top 5 dos Presidentes
- Top 10 Os Melhores de 2005
- Top 5 Os Piores de 2005
- Top 5 Filmes com Pat Morita
- Top 10 Os Melhores Filmes Independentes
- Top 5 Os Piores Filmes da Saga Bond
- Top 5 Filmes com Dolph Lundgren
- Top 5 Adaptações de BD Para Cinema
- Top 10 Cenas Mais Assustadoras de Sempre
- Top 5 Vencedores do Óscar
- Top 5 Bond Girls
- Top 5 Filmes Sobre Doenças
- Top 5 Filmes de Natal
- Top 5 Melhores Batalhas Corpo-A-Corpo
- Top 10 Melhores Canções do Cinema
- Top 10 Melhores Filmes de Sempre
- Top 5 Melhores Momentos Musicais
- Top 5 Grandes Duelos do Cinema
- Top 10 Maiores Personagens do Cinema
- Top 5 Piores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 10 Melhores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 5 Filmes Religiosos


BAÚ DO TRASH:
- Needle
- Que Se Mueran Los Feos
- Easy A
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Saw 3D - O Capítulo Final
- And Soon The Darkness
- Os Imortais
- Purana Mandir
- Pagafantas
- The Bloodstained Butterfly
- Cisne Negro


ROYALE WITH CHEESE APRESENTA:
- A Tasca Da Cultura
- A Causa Das Coisas - parte I
- A Causa Das Coisas - parte II
- A Momentary Lapse Of Reason


FILMES A VER ANTES DE MORRER:
- #1 As Lágrimas Do Tigre Negro
- #2 Alucarda
- #3 Time Enough At Last
- #4 Armageddon
- #5 The Favour, The Watch And The Very Big Fish
- #6 Italian Spiderman
- #7 The Soldier And Death


UMA CURTA POR DIA NÃO SABE O BEM QUE LHE FAZIA:
- 1# Rabbit, de Run Wrake
- 2# Aligato, de Maka Sidibé
- 3# The Cat Concerto, de Joseph Barbera & William Hanna
- 4# A Curva, de David Rebordão
- 5# Batman: Dead End, de Sandy Callora
- 6# O Código Tarantino, de Selton Mello
- 7# Malus, de António Aleixo & Crosswalk, de Telmo Martins
- 8# Three Blind Mice, de George Dunning
- 9# Bedhead, de Robert Rodriguez
- 10# Key To Reserva, de Martin Scorcese
- 11# Bambi Meets Godzilla, de Marv Newland
- 12# The Horribly Slow Murderer with the Extremely Inefficient Weapon, de Richard Gale
- 13# Stolz Der Nation, de Eli Roth
- 14# Papá Wrestling, de Fernando Alle
- 15# Glas, de Bert Haanstra
- 16# Fotoromanza, de Michelangelo Antonioni
- 17# Quem É Ricardo?, de José Barahona
- 17# Terra Incognita, de Peter Volkart


AS MELHORES PIORES CENAS DE SEMPRE:
- A Pior Luta
- A Cena Mais Metida A Martelo
- O Ataque Animal Mais Brutal
- A Perseguição Mais Alucinante
- O Duelo Mais Improvável


CLUBE DE CINEMA DE SETÚBAL:
- Janeiro
- Fevereiro
- Março
- Abril
- Maio
- Setembro
- Novembro


FESTIVAIS:
- 20º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9
- 21º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 22º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
- 23º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
- 24º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 26º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 12º Caminhos Do Cinema Português
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- Imago 2006
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8

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