Royale With Cheese

 Royale With Cheese

 
 



segunda-feira, abril 30, 2007  

O LIVRO NEGRO:

Título: Zwartboek
Realizador: Paul Verhooven
Ano: 2006


Para muitos é apenas o tipo que fez o Robocop, mas para mim Paul Verhooven é um dos realizadores mais subvalorizados que passaram por Hollywood. Apesar de ter algumas banhadas no currículo que não abonam muito a seu favor (alguém mencionou O Homem Transparente ou Showgirls?), Verhooven criou algumas das obras mais subversivas que aquela indústria viu na área dos filmes de acção, como o aparentemente inofensivo Soldados Do Universo. Até mesmo Robocop é muito mais do que o simples thriller musculado que aparenta ser.

Mas os executivos de Hollywood não gostam de mensagens subliminares nem filmes de entretenimento em que temos que pensar muito e, por isso, o crédito de Verhooven nos Estados Unidos chegou ao limite. Isso fê-lo voltar à Holanda e, juntamente com Gerard Soeteman, o seu fiél argumentista, decidiu colocar em marcha o seu projecto de há mais de vinte anos - O Livro Negro. E em boa altura o fez...

Nunca pensei que nesta altura do campeonato pudesse vir a ver um filme sobre a Segunda Guerra Mundial como nunca tinha visto. Primeiro, porque O Livro Negro aborda a Segunda Grande Guerra na Holanda, o que se não for inédito é, seguramente, bastante raro. E segundo, porque o faz pelos "bastidores" da Resistência nazi, como se fosse um daqueles comuns filmes de espiões ambientados na Guerra Fria.

Mas antes de tudo isto, O Livro Negro inicia-se como um banal filme familiar: em Israel, uma turista holandesa encontra uma amiga perdida que já não via desde o tempo da guerra - Rachel (Carice van Houten), uma professora judia. Depois de uma curta troca de palavras, acabamos por mergulhar num flashback que recua até esses tempos em que o império de Hitler dominava a Holanda.

O Livro Negro é então a jornada quase épica de Rachel, uma judia escondida na Holanda que, durante mais de duas horas, vai embarcar em jogos de espionagem, actividades de guerrilha e perigosos esquemas de contra-informação, numa trama com tanto de James Bond como de Missão: Impossível - existem perseguições de carro, fugas de barco, bombardeamentos aéreos, execuções a sangue frio e tiroteios sangrentos. E, pasme-se, desta vez temos uma mulher (leia-se femme fatale) como figura central de toda esta adrenalina.

Paul Verhooven sempre foi um realizador sóbrio e cru; em Robocop, essa característica chega quase a roçar o gore - basta verem as cenas cortadas que surgem no director's cut. Em O Livro Negro, essa contenção resulta em explosões de pura adrenalina, quando irrompem pelo ecrã adentro momentos de verdadeiros massacres quando menos estamos à espera.

Verhooven mantém ainda a sua acutilância crítica ao criar um paralelismo entre a Segunda Guerra Mundial e a actual sociedade invadida pelo medo em que vivemos: não é por acaso que os aliados são sempre tratados por terroristas e no final, quando a paz parece ter chegado, o filme termina com uma pertinente referência à crise no Suez, em 1956. Além disso, não se furta a mostrar todas as atrocidades vergonhosas que os holandeses infligiram nos nazis no rescaldo da guerra, mantendo-se assim imparcial e acusador ao mesmo tempo.

O Livro Negro é, sem dúvida, a obra-prima de Verhooven e espanta-me que um Le Big Mac destes não tenha tido mais impacto junto à crítica internacional.

Posted by: dermot @ 11:31 da tarde
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O PRESIDIÁRIO:

Título: Cool Hand Luke
Realizador: Stuart Rosenberg
Ano: 1967


What we've got here is... failure to communicate.
Some men you just can't reach.
So you get what we had here last week, which is the way he wants it...
...well, he gets it.
I don't like it any more than you men.


É este monólogo que inicia Use Your Illusion II, a segunda metade da obra-prima dos Guns n' Roses e um dos álbuns da minha infância. Desde a primeira vez que as ouvi, que estas palavras sempre me fascinaram. E por isso, enquanto não vi o filme deonde elas tinham sido retiradas não descansei.

Assim, pouco tempo depois lá consegui ver O Presidiário. E foi uma revelação para mim! Foi este filme que me disse que havia mais cinema para lá dos anos 90, uma vez que até aí vivia com o complexo de que o cinema anterior à década em que vivia era todo ingénuo, demasiado teatral e narrativamente pouco interessante. De facto, O Presidiário é um dos filmes que faz a transição entre o cinema dos anos 60 e o dos anos 70 - uma ponte entre o cinema clássico e a contemporaneidade.

Paul Newman é bem possível que seja um dos três grandes actores de todo o sempre. Tivesse tido um pouco mais de sorte e ter sido escolhido por Elia Kazan no casting para A Leste Do Paraíso e talvez hoje ninguém se lembrasse de James Dean. E em O Presidiário, Paul Newman mostra que poderia muito bem ter sido o rebelde sem causa de toda uma (várias) geração.

Aliás, em Fúria De Viver, James Dean era apenas um miúdo com muito estilo chateado com o estilo de vida condescendente que o rodeava. Em O Presidiário, Paul Newman é um rebelde a sério: sem causa mas com personalidade. Um tipo aborrecido com a vida, com a opressão das regras e a castração da liberdade. Um indivíduo que quer viver a vida dia-a-dia, sem planos e sem regras.

Assim, quando acaba por ir parar a uma prisão de trabalhos forçados, Paul Newman (ou melhor, Luke) vai ganhar, automaticamente, o respeito dos restantes detidos, pelos seus calmos modos (sim, foi uma tentativa patética de traduzir cool hand), a sua determinação e a sua força de vontade. Claro que, paralelamente, Luke vai fomentar também o desdém dos guardas prisionais.

Luke é então o modelo a seguir naquela prisão, que ajuda o tempo a passar e provoca os seus superiores. Mas quando o cruél capitão da prisão (Strother Martin, o tal que alega, com a sua voz enfemininada, que há entre eles um problema de comunicação) o envia, injustamente, para uma noite na solitária, Luke revolta-se e vai tentar fugir. Os guardas tentam humilhá-lo, torturá-lo e espezinhá-lo. Mas Luke está determinado em fugir. Não porque quer ser livre, mas porque pode ser livre.

É por isto que O Presidiário tem muito pouco a ver com os filmes de evasões, como A Grande Evasão - deve antes muito mais a Polícia Sem Lei, por exemplo, porque cria ao mesmo tempo, uma alegoria entre a personagem de Paul Newman e Jesus Cristo - um homem que não entende o que Deus quer de si e que prefere confrontá-lo para que ele o odeie e deixe em paz. É como dizia o poeta, sou ateu, mas venero o Diabo apenas para poder desdenhar de Deus. São iconográficas a cena em que Paul Newman fica prostrado na posição da cruz quando come os 50 ovos cozidos, ou a traiçao final do seu colega, que o entrega à polícia, qual Judas Iscariotes. Nascia assim o "anti-herói" na sétima arte.

Magistral é também a forma como o realizador Stuart Rosenberg consegue concentrar toda a fonte de maldade na temível figura do chefe Godfrey (Morgan Woodward), mais propriamente nos seus raybans espelhados, constantemente captados em grandes planos que fazem lembrar um Leone a filmar os Clint eyes.

O Presidiário é um filme quase perfeito - tem a banda-sonora perfeita, um Paul Newman perfeito e até tem um Dennis Hopper novinho num papel quase insignificante. Quase quase perfeito, como um Le Big Mac.

Posted by: dermot @ 6:15 da tarde
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DREAMGIRLS:

Título: Dreamgirls
Realizador: Bill Condon
Ano: 2006


Depois de todos os Oscares que Chicago arrecadou, o musical clássico voltou a ser um género respeitável em Hollywood. Em suma, era a oportunidade ideal para o produtor Bill Condon realizar o seu sonho: adaptar ao cinema o musical de sucesso da Broadway, Dreamgirls. E desta vez, Condon decidiu sentar-se ele mesmo na cadeira de realizador, dispensando um Joel Schumacher que chegou a estar conectado ao projecto no início dos anos 90.

Dreamgirls é um musical baseado livremente na história das Supremes, a banda da Diana Ross que nos anos 60 chegou a ser o negócio afro-americano mais rentável dos Estados Unidos, e da Motown, a editora discográfica fundada na motor-city de Detroit por um negro que, cansado de ver o blues, o jazz e o gospel pilhados pelos brancos, decidiu levar a música negra até ao grande público.

Assim, as Supremes são aqui as Dreamgirls - Deena Jones (Beyoncé Knowles), Effie White (Jennifer Hudson) e Lorrell Robinson (Anika Noni Rose) -, um trio talentoso que vai subir a escada do sucesso pela mão do manager Curtis Taylor Jr. (Jamie Foxx).

Dreamgirls cria uma fantasia narrativa, criando heróis e vilões num constante conflito de interesses e egos, mas infelizmente, Dreamgirls tem a espessura e a dimensão dramática de um telefilme. Aliás, se no final se casassem todos, Dreamgirls poderia muito bem ser uma telenovela. O que é pena, porque é interessante o facto de várias personagens alternarem entre elas, ao longo do filme, o lugar de vilão e herói da estória, nomeadamente Jamie Foxx e Jennifer Hudson.

Recorrendo aos dotes musicais do elenco, Dremgirls passa a primeira metade do filme em velocidade cruzeiro, aproveitando sempre que era necessário algum desenvolvimento dramática para inserir uma montage e despachar uma cantilena gira. Só a partir da segunda metade é que Dreamgirls começa a aproveitar o musical que é, utilizando os momentos musicais não para desenvolver a estória, mas antes para dar ênfase aos momentos chaves do argumento. É assim mais uma espécie de Ray e não tanto um conjunto de telediscos em formato MTV.

Dreamgirls até começa bem esta parte, com o momento fulcral do argumento - a discussão que separa de vez as Dreamgirls - a ser transposto em formato canção, num diálogo cantado e coreografado de forma intensa e vistosa - sem dúvida, a melhor cena de todo o filme. Contudo, a partir daqui as canções começam a ser cada vez numerosas do que os diálogos e o filme começa a perder interesse e a tornar-se um enorme aborrecimento.

Se a palete de canções de Dreamgirls é irrepreensível e, por isso, não vale a pena acrescentar muito mais, no que diz respeito ao elenco, é indispensável fazer dois reparos: primeiro a Jennifer Hudson, uma desconhecida que havia ganho a versão americana do Ídolos, e que, mesmo não representando o convencional ideal de beleza feminina, rouba para si todas as cenas em que aparece (e não nos esqueçamos que ao seu lado estav Beyoncé); e isto para não falar do seu vozeirão, algures entre uma Ella Fitzgeral e Etta James. O segundo reparo vai para o grande Eddie Murphy (vénias infinitas), comediante de eleição, desaparecido da ribalta há muitos anos, e que vem aqui provar que sabe mesmo representar, ao encarnar um showmen mulherengo e efusivo, algures entre Marvin Gaye, James Brown e Joe Tex. E agora que já o fez, já pode voltar para os seus filmes patetas que toda a gente quer esquecer que existem (alguém mencionou Norbit?).

Dreamgirls é um McChicken de autêntico entretenimento, porque de cinema tem muito pouquinho.

Posted by: dermot @ 1:06 da tarde
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domingo, abril 29, 2007  

CLUBE DE CINEMA DE SETÚBAL - MAIO:

E ao quinto mês, cansamo-nos de ser certinhos e direitinhos. Mandámos às urtigas o cinema respeitável e moralmente correctos e cedemos à tentação do terror, da série B e do cinema chunga - é o Maio Negro.

Sob a alçada do cinema de terror de todos os quadrantes, a programação de Maio vai-se debruçar desde os clássicos do género até ao gore, passando pelos flicks de zombies e até aos filmes snuff. Pelo meio há ainda uma divagação pelo hilariante e sencionalista (e já aqui abordado) Crippled Masters, o tal filme de artes-marciais com shaolins amputados.

Este mês continuam os vários convidados especiais: de David Rebordão, realizador de A Curva, o filme português mais visto de sempre no youtube (e que também já foi visto neste humilde antro, na rubrica Uma Curta Por Dia Não Sabe O Bem Que Lhe Fazia), que irá ao Clube de Cinema de Setúbal no dia 26, para apresentar o seu filme; Filipe Melo, o responsável por detrás de I'll See You In My Dreams, o primeiro filme de zombies português que toda a gente conhece, que irá apresentar o seu filme dia 25; e, por fim, o Maestro Nick Nicotine IV, frontman dos The Act-Ups, criador de bandas-sonoras e o homem por detrás da one-man band Nicotine's Orchestra, que irá apresentar, no dia 11, Die You Zombie Bastards!

Aliás, todo o destaque do Maio Negro vai para este filme: Die You Zombie Bastards! é puro divertimento série-B, um daqueles filmes que entra directamente para a rubrica Filmes A Ver Antes De Morrer. Segundo os próprios autores, este é o primeiro filme de zombies-super-heróis-rock-and-roll-road-movie-romance(!) de sempre! Não sei o que isto quer dizer, mas sei que tem a lenda do rockabilly, Hasil Adkins, a matar zombies. And how cool is that? Die You Zombie Bastards! é uma estreia nacional, só dia 11, no Clube de Cinema de Setúbal. Corram a avisar os vossos amigos.

Como sempre, as sessões decorrem no auditório do IPJ, no Largo José Afonso, sempre a partir das 21h30 e com os preços simbólicos de 1€ para o público e geral e 0,5€ para estduantes e portadores de Cartão Jovem.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket


Dia 4 - Shining, de Stanley Kubrick
Dia 11 - Die You Zombie Bastards!, de Caleb Emerson - apresentação pelo músico Maestro Nick Nicotine IV - ESTREIA NACIONAL
Dia 12 - Crippled Masters, de Joe Law
Dia 18 - Pig, de Rozz Williams + Holocausto Canibal, de Ruggero Deodato
Dia 25 - I'll See You In My Dreams, de Filipe Melo - com a presença do realizador + Dellamorte, Dellamore, de Michele Soavi
Dia 26 - A Curva, de David Rebordão - com a presença do realizador + Morte Cerebral, de Peter Jackson


trailer de Die You Zombie Bastards!

Posted by: dermot @ 5:11 da tarde
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sábado, abril 28, 2007  

JAILHOUSE ROCK:

Título: Jailhouse Rock
Realizador: Richard Thorpe
Ano: 1957


Elvis Presley foi, é e será sempre o Rei do Rock. Sei que existem pessoas que discordam. A essas peço que deixem essa discussão para outra altura mais adequada, como na caixa de comentários que remata esta prosa, por exemplo.

Como o maior que era, Elvis tinha tudo. E ainda queria mais. Elvis tinha o sonho de ser uma estrela de cinema e por isso não foi de estranhar que experimentasse o mundo de Hollywood. Era um dos caprichos da sua personalidade hedonista de estrela rock.

A sua carreira cinematográfica até teve um início promissor (alguém mencionou Jailhouse Rock ou King Creole?), mas as recusas de convites para papéis mais sérios, de Nicholas Ray e Elia Kazan, por parte do seu manager, o infame Tom Parker, fê-lo embarcar numa série de filmes formatados, onde fazia de si próprio, cantava umas cantilenas e sacava umas miúdas giras. Ou seja, em pouco mais de dez anos, Elvis protagonizou mais de trinta filmes - todos eles semelhantes e todos eles igualmente patetas. Era o princípio do fim da carreira de Elvis Presley.

Jailhouse Rock é então o melhor filme de Elvis Presley (ou o menos mau, segundo outras tantas opiniões) e aquele que revelou a fórmula mágica para todos os outros. Elvis é Vince Everett, um tipo com muito mau temperamento, que vai parar à prisão por matar um homem numa rixa de bar. Na cadeia, Elv... Vince vai descobrir o mundo da música e quando é posto em liberdade vai tentar o show-business, subindo a pulso numa realidade difícil e complicada, onde fidelidade e sinceridade são apenas palavras do dicionário. Pelo meio, Elv... Vince vai conhecer Peggy Van Alden (Judy Tyler), com quem vai desenvolver uma estranha relação de amor e profissionalismo.

Paralelamente à crítica social que o filme faz à indústria musical, que rouba, usa e trai os seus próprios artistas em detrimento das receitas (o filme chega a recordar os dramas sociais da Warner dos anos 20), Jailhouse Rock é uma curiosa analogia à carreira do próprio Elvis, que sempre deitou a perder a sua carreira graças a pequenos caprichos e má gestão do seu potencial.

Elvis Presley passeia em Jailhouse Rock o protótipo do herói romântico, rebelde e auto-destrutivo, que Marlon Brando e, especialmente, James Dean iriam polir anos mais tarde, mas a sua gritante falta de talento para actuar fazem-no passar praticamente despercebido. Mas o que torna Jailhouse Rock realmente interessante é o facto de ser diferente dos restantes filmes de Elvis num específico ponto: aqui, Elvis é um tipo arrogante e palerma, materialista e demasiado preocupado com o seu ego, longe do herói galã, honesto e sincero, que Hollywood tratou de vender durante doze anos.

E depois há a interpretação do tema que dá nome ao filme; quando Elvis Presley interpreta Jailhouse Rock no ecrã, coreografando os seus próprios passos, nasciam de uma só vez duas marcas incontornáveis da nossa sociedade: nascia assim o primeiro teledisco de sempre; e nascia o mito Elvis-the-pelvis, que fez com que as televisões ficassem proibidas de filmarem o Rei da cintura para baixo enquanto dançasse.

Jailhouse Rock é um McBacon claramente inflacionado por este momento (o chamado momento royale with cheese), que está testemunhado imediatamente abaixo, para deleite dos nossos olhos e ouvidos.

Posted by: dermot @ 2:16 da tarde
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domingo, abril 22, 2007  

TOP 5:

As cabeças rapadas andam na ordem do dia. Toda a gente fala dos cabeças rapadas nacionalistas que andam para aí a apelar ao fim da imigração, mas o que toda a gente devia falar é da cabeça rapada da Britney Spears. É que todos sabem que uma mulher de cabeça rapada fica sexy. Pronto, só algumas... O que é certo é que o cinema tem-se aproveitado do facto. E cenas de mulheres a rapar o cabelo são do que de mais intenso há (e porque só podem ser filmadas uma vez). Por isso, o Royale With Cheese decidiu recordar o TOP 5 DAS MELHORES MULHERES COM A CABEÇA RAPADA DO CINEMA (e não, não vou falar daquela telenovela com a Fernanda Serrano):

5º Lugar
Cate Blanchett, em Heaven - Por Amor

este não necessita de palavras

4º Lugar
Demi Moore, em GI Jane - Até Ao Limite

vamos ver: uma gaja boa. presente; cabeça rapada: presente; uma gaja boa de cabeça rapada a disparar armas potentes: presente; uma gaja boa de cabeça rapada a andar dentro de água e de lama: presente; uma gaja boa de cabeça rapada em poses sexy: presente - eis o coquetaile certo para o filme mais feticheiro de Ridley Scott.

3º Lugar
Natalie Portman, em V De Vingança

Natalie Portman tem ar de menina e até sentimos pena que lhe rapem a cabeça. Mas isso dá-lhe força o suficiente para ajudar a trazer uma purga sobre Londres.


2º Lugar
Maria Falconetti, em A Paixão De Joana D'Arc

ok, esta é um bocado batota porque não é rapada totalmente; mas era um crime se não estivesse nesta lista. A Paixão De Joana D'Arc é um filme mudo que sabe extrair ao acto de uma mulher rapar o cabelo toda a tensão física do momento.

1º Lugar
Sigorney Weaver, em Alien - A Desforra

E ao terceiro tomo, Sigorney Weaver termina a sua masculinização. E quem pagou a factura foram os Aliens novamente

Posted by: dermot @ 10:23 da tarde
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quinta-feira, abril 19, 2007  

TARZAN, O HOMEM MACACO:

Título: Tarzan, The Ape Man
Realizador: John Derek
Ano: 1981


Bo Derek sempre foi mais reocnhecida pelos seus atributos físicos do que, propriamente, pelas suas qualidades representativas. Não é por acaso que a Pamela Anderson dos eighties foi uma das nomeadas para o galardão de pior actriz do século XX.

No início dos anos 80, decidido a limpar a imagem de Bo Derek e a provar de que ela era mesmo uma boa actriz, o seu marido John Derek realizou dois pares de filmes escritos de propósito para ela estrelar. No entanto, o que ele fez foi apenas enterra-la ainda mais. Apesar da intenção ser boa, nem sempre devemos seguir os conselhos dos nosso familiares...

O primeiro desses filmes (leia-se desastres) foi Tarzan, O Homem Macaco, adaptação ímpar do herói da selva criado por Edgar Rice Burroughs, que é por muitos considerado um dos piores filmes de sempre, apenas superado por Plano 9 Dos Vampiros Zombies. Realmente, a comparação é justificável e faz todo o sentido: tal como na obra-prima de Ed Wood, consegue sentir-se em Tarzan, O Homem Macaco todo o amor que John Derek pôs em cada cena, em cada plano e em cada montagem. Se há coisa de que John Derek é totalmente inocente é de má vontade; aquilo é mesmo falta de jeito.

E por falar em Ed Wood, lembram-se de A Noiva Do Monstro, em que Bela Lugosi luta contra um polvo mecânico avariado? Pois em Tarzan, O Homem Macaco, há uma luta de quase 10 minutos, em câmara-lenta, contra uma cobra de borracha(!), naquela que é, oficialmente, a pior cena de sempre.

Tarzan, O Homem Macado até apresentava uma premissa interessante, uma vez que contava a já sabida história de Tarzan (encarnado pelo debutante Miles O'Keeffe), mas pelos olhos de Jane (aqui interpretada por Bo Derek). Jane Parker vai então para África para encontrar o seu pai, James Parker (Richard Harris), um famoso historiador a preparar uma expedição para encontrar um local sagrado onde os elefantes vão morrer, para o confrontar com o facto de ter abandonado a sua mãe, como se esta fosse uma esposa-troféu. No entanto, esta intenção desvanece-se com o primeiro diálogo do filme (ou seja, ao fim de 6 minutos), porque o que realmente interessa em Tarzan, O Homem Macaco é o sexo.

É verdade, o verdadeiro e único tema de Tarzan, O Homem Macaco é o sexo. A relação que se desenvolve entre Jane e Tarzan pouco ou nada tem a ver com o amor, é só sexo. Isso e a fixação de Jane em falar da sua virgindade.

Quando se fala em Tarzan fala-se, obrigatoriamente, em Johnny Weissmuller. Por isso, a comparação inevitável que surge com Miles O'Keeffe é quase um insulto. É que o Tarzan de O'Keeffe é uma farsa. Uma farsa tão grande que, no final, quando Tarzan usa o seu famoso grito para reunir os animais e avança em direcção à tribo de índios que prenderam Jane, acaba por o fazer sozinho, uma vez que os animais o abandonam a meio caminho.

Tarzan, O Homem Macaco vale apenas para ver (muitas vezes) Bo Derek sem roupa (o que, convém dizer, pode-se ver no google em muito menos tempo). É mesmo a única coisa que vale uma Hamburga de Choco. Mas o que me fez realmente espécie foi a cena final; enquanto passam os créditos, pode-se ver o Tarzan e a Jane a brincarem na praia e um oragotango, desesperado, a tentar montar a pobre Bo Derek. Será que o realizador achou mesmo que aquela era uma boa cena? Kinky stuff...

Posted by: dermot @ 10:50 da manhã
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quarta-feira, abril 18, 2007  

POLTERGEIST, O FENÓMENO:

Título: Poltergeist
Realizador: Tobe Hooper
Ano: 1982


Apesar de ter sido creditado a Tobe Hooper, Poltergeist, O Fenómeno, um dos filmes sensação de 1982, foi responsabilidade quase total do seu produtor, Steven Spielberg. Na altura a rodar ET, O Extraterrestre (que viria a estrear na semana seguinte), Spielberg preferiu manter-se apenas como "consultor criativo", apesar de ter filmado ambos em simultâneo.

Apenas alguém muito distraído é que não vê a mão omnipresente de Spielberg no filme. Apesar de ser um filme de fantasmas, Poltergeist, O Fenómeno consegue passar hora e meia sem mostrar um único ser paranormal e mesmo assim pregar-nos sustos do caraças. E mesmo sendo um filme de terror, Poltergeist, O Fenómeno é um filme sem sangue e sem uma única morte. Ou seja, Poltergeist, O Fenómeno é cinema de terror familiar.

Poltergeist, O Fenómeno é então a história da família Freeling (outra das características de Spielberg, os valores familiares), cuja casa foi construída sobre um cemitério (claro que eles não sabem deste pormenor). Os fantasmas, incapazes de descansarem em condições, vão assombrar a casa, primeiro através da televisão e depois pelo guarda-fato, raptando inclusive Carol Anne, a filha mais nova (a menina prodígio Heather O'Rourke).

Apesar de alguns temas recorrentes, Poltergeist, O Fenómeno é um filme tão marcante que tomou como seu o flick da casa assombrada construída sobre um cemitério. E depois, teve o atrevimento e a visão de despoletar tudo através de uma televisão, ícone da cultura pop que começava a dominar a sociedade.

Spielberg prova em Poltergeist, O Fenómeno que um bom realizador consegue filmar situações assustadoras com qualquer coisa. Com o enquadramento correcto e a banda-sonora certa (ter Jerry Goldsmith a trabalhar para si é, também, meio caminho andado), Spielberg consegue fazer uma televisão a passar electricidade estática parecer a coisa mais assustadora de sempre. Isso e palhaços debaixo da cama! E depois há ainda uma série de situações que Tobe Hooper viria a reciclar posteriormente na sua saga em Elm Street (como a subida pelas paredes, por exemplo).

Poltergeist, O Fenómeno é um dos grandes filmes de horror, que consegue alternar as situações de suspense com a boa disposição e o terror sugestivo com as situações mais gráficas. Além disso, é, quiçá, o filme de fantasmas por excelência. Além disso, teve a infeliz sorte de ter ficado mitificado pelo facto de ambas as jovens actrizes terem falecido precocemente, situações que contribuem sempre para criar uma espécie de maldição em redor dos filmes.
Um Le Big Mac é a conta que Deus fez para este filme.

Posted by: dermot @ 4:58 da tarde
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terça-feira, abril 17, 2007  

HALF NELSON - ENCURRALADOS:

Título: Half Nelson
Realizador: Ryan Fleck
Ano: 2006


Até 1995, o drama escolar ambientado nos liceus dos bairros sociais até era uma temática mais ou menos recorrente em Hollywood. Mas nesse ano, quando John N. Smith realizou o irritante Mentes Perigosas, alguém lá no topo gritou Basta! e a coisa ficou por aí. Até agora, altura em que um desconhecido reinventou o tema.

O desconhecido Ryan Fleck repescou então o drama escolar, reciclou-o e apresentou-o no formato de filme indepente. Chamou-lhe Half Nelson, os tradutores portugueses acrescentaram-lhe o ainda mais imaginativo sub-título Encurralados (porquê senhores, porquê?) e foi uma pequena surpresa um pouco por todo o lado.

A novidade em Half Nelson - Encurralados prende-se com o facto de ser o professor o elo mais fraco da equação. Ryan Gosling é Dan Dunne, o professor de História num liceu de um bairro social norte-americano, um tipo porreiro que consegue manter o respeito dos seus alunos por se meter ao mesmo nível que eles. No entanto, a escola é apenas uma máscara, uma vez que Dunne esconde um passado nas drogas, é cocaínomano e passa a noite em borgas e orgias. Isto é o escape para uma vida que não é bem o que Dunne imaginava - ele queria mudar o Mundo e se não consegue mudar sequer aqueles miúdos, como é que consegue o resto?

Vai então desenrolar-se uma estranha e cúmplice amizade entre o professor e a jovem Drey (Shareeka Epps), que Dunne se vai ver na obrigação de ajudar de alguma forma. Mas qual é a legitimidade para se dizer faz o que te digo, não faças o que faço?

Half Nelson - Encurralados é o típico filme independente: a câmara treme mais do que o Cacilheiro em pleno Rio Tejo; os planos desfocam mais vezes do que os home-videos semi-caseiros que compramos nos casamentos; a câmara teima em filmar as paredes por detrás dos actores em vez dos próprios actores; e há os grupos indie do momento na banda-sonora (sim, estou a falar dos Broken Social Scene). Por isso, adivinhamos relativamente bem o que vamos encontrar.

Encontramos então um daqueles filmes que passa o tempo todo ao relantim; nada parece acontecer, mas quando damos por nós no final já tudo se alterou. Contudo, o problema de Half Nelson - Encurralados é que, ao chegar ao fim, não mudou assim muita coisa. Principalmente com Dan Dunne, a personagem central (e fulcral) do filme. Por isso, com um bocadinho mais de pretensão e arriscaria-se a ser hora e meia de aborrecimento ou, simplesmente, de de filme passado.

Drama escolar com boas interpretações melhores e tiques maneiristas à filmes espertalhão, é uma descrição algo pesada para Half Nelson - Encurralados. O McChicken assenta-lhe melhor.

Posted by: dermot @ 11:03 da tarde
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O HOMEM DUPLO:

Título: A Scanner Darkly
Realizador: Richard Linklater
Ano: 2006


Philip K. Dick está para a literatura de ficção-científica, assim como Stephen King está para a literatura de terror. Contudo, ao contrário do Mestre do Terror, Philip K. Dick tem tido muito mais sorte com as adaptações dos seus livros ao grande ecrã (alguém referiu Relatório Minoritário ou Blade Runner - Perigo Iminente?).

O Homem Duplo é uma das mais inspiradas obras do autor norte-americano, que chega finalmente ao cinema, não pela mão de Terry Gilliam, mas de Richard Linklater, explorando uma tecnologia nova e inovadora - uma espécie de animação, feita por cima da própria imagem real. Entendido por muitos como uma simples e censurável apologia às drogas, O Homem Duplo é, pelo contrário, uma crítica feroz às drogas e como ela é tratada pelo governo e a sociedade, que encara os drogados como criminosos e não doentes. Além disso, cria ainda um excelente ensaio sobre a temática da duplicidade, tantas vezes explorada no cinema (O Inquilino, anyone?), e sobre a qual não me canso de referir este belo texto do Flávio.

Aconselho vivamente o livro, mas se forem à procura dele nas lojas, façam um favor a vocês próprios e não comprem nunca, repito, nunca, a versão da Colecção Argonauta, que parece ter sido traduzida literalmente no translator do google. A sério.

Ambientado num futuro não muito longe do nosso (interessante pormenor dos telemóveis vendidos em embalagens e divertida referência a Di Caprio), onde mais de 20% da população é viciada num narcótico nova, a Substância D, O Homem Duplo é a história do agente especial Bob Arctor (Keanu Reeves), que se infiltra num grupo de drogados para tentar descobrir deonde vem toda essa droga. Mas naquele futuro, os polícias usam a chamada "roupa da confusão", um fato que impede que a sua identidade seja revelada perante os demais agentes. E assim, por mero capricho do destino, Bob Arctor vai receber ordens para investigar... Bob Arctor.

O Homem Duplo é então duas histórias numa só: é uma experiência sensorial de altos e baixos na espiral da droga em que Arctor vai embarcar, lembrando filmes semelhantes como Trainspotting; e um exercício existencialista sobre a duplicidade do Homem, sobre um indivíduo que leva uma vida dupla, espiando-se a si próprio, manipulando a sua vida para que os seus superiores não descubram que ele é o próprio drogado investigado e para que os seus amigos viciados não descubram que ele é um agente infiltrado.

Infelizmente, Linklater debruça-se demasiado na primeira parte, deixando um pouco abandonada a segunda. Existem alucinações e dificuldades em perceber o que é real e irreal, mas na maior parte das vezes é devido às drogas. Além disso, o filme é demasiao confuso para quem não está familiarizado com o livro e, por isso, exige uma segunda visualização para obtenção de novos dados.

Visualmente interessante e com algumas interpretações que fazem merecer o serão (Robert Downey Jr., por exemplo), O Homem Duplo entretém, mas não deixa de soar um pouco a desilusão pela riqueza temática que o livro comportava; é mais por isso que se justifica o Double Cheeseburger. Curioso, é o facto de, tal como outros filmes que fazem apologia contra os estupefacientes (alguém mencionou Festim Nu?), O Homem Duplo fazer mais sentido quando visto sob o efeito de alguma droga...

Posted by: dermot @ 2:55 da tarde
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segunda-feira, abril 16, 2007  

SHAOLIN DAREDEVILS:

Título: Za Ji Wang Ming Dui
Realizador: Cheh Chang
Ano: 1979


Quando era gaiato, os filmes de artes-marciais eram o pão nosso de cada dia. Lá na escola sabímos de cor todos os filmes do Van Damme, do Bruce Lee, do Chuck Norris e todos os filmes com a palavra ninja no título que haviam no clube de vídeo. E quem não os tinha visto era um falhado. Dentro deste universo cinematográfico haviam depois os filmes de shaolins. E os filmes de shaolins eram o Santo Graal dos filmes de artes-marciais - não davam na televisão, rareavam nos clubes de vídeo e mal se viam à venda nas lojas. Claro que havia lá um gabarolas que dizia que tinha um em que o shaolin matava mesmo outro shaolin, mas que não emprestava a ninguém; até lhe deu um nome, O Super Shaolin, mas nunca ninguém acreditou na lenga-lenga.

Por isso, se há dez anos atrás eu pusesse as mãos neste Shaolin Daredevils, do mítico Cheh Chang, seria certamente o dia mais feliz da minha vida. Como só aconteceu dez anos depois, este é quase o dia mais feliz da minha vida. Mal sabia eu que Shaolin Daredevils nada tem a ver com shaolins (malditas traduções norte-americanas!); mas a palavra shaolin e o nome de Cheh Chang na mesma frase são meio caminho andado para a felicidade.

Antes de continuar, urge fazer um aparte e explicar quem foi Cheh Chang. Chamavam-no o Padrinho do Cinema de Hong Kong: Cheh Chang foi o mais profícuo realizador de Hong Kong nos anos 70 e influenciou um sem número de gente, como John Woo. Dizia que só se reformaria quando fizesse 101 filmes. Não atingiu esse número, mas deve ter andado lá perto. Pelo meio imortalizou-se por uma mão cheia de obras, mas apenas vou referir uma - Os Cinco Venenos, um dos grandes filmes de artes-marciais da história e colocado em 11º na lista dos 50 maiores filmes de culto de sempre.

Os cinco actores que fizeram de venenos nesse filme de culto tornaram-se os actores-fetiche de Chang ao longo da sua carreira. E Shaolin Daredevils é um dos poucos casos em que podemos reencontrar os cinco (mais Sheng Chiang, o sexto veneno) ao mesmo tempo.

Uma das coisas que sempre gostei em Cheh Chang foi não perder tempo desnecessário. Se os seus filmes eram de artes-marciais, então não havia mais nada a acrescentar e ia-se directo ao assunto. Sem sub-enredos desnecessários ou rodriguinhos para enfeitar. Shaolin Daredevils, ambientado na guerra civil, inicia-se com um golpe de poder e o General Han a tomar controle de um território, assassinando o antigo governante. O seu filho jura vingança contra o déspota e para isso recorre à ajuda dos seus amigos, os outros quatro venenos, que aqui são saltimbancos, que fazem demonstrações de kung-fu para arranjar dinheiro para comer.

Cheh Chang aproveita esta espécie de Chapitô de kung-fu para fazer apologia às artes-marciais, perdendo bastante tempo em coreografias, malabarismos e números arriscados de ficar de boca aberta. Os cinco protagonistas são atletas exemplares e, mais do que um filme, Shaolin Daredevils chega a parecer uma atracção de circo (e isto não é pejorativo). Depois termina com a batalha final, um climax de mais de meia-hora(!), em que os heróis enfrentam os guarda-costas especiais do bandido, terminando de forma caricata, com uma catchline com tanto de cheesy como de ridícula.

Shaolin Daredevils, para além do interesse das coreografias, poderia ser um filme mediano na filmografia de Cheh Chang se não fossem alguns pormenores: primeiro, a banda sonora, importada directamente da blaxploitation norte-americana (Isaac Hayes roíria-se de inveja se a ouvisse); segundo, um dos guarda-costas especiais do vilão, que é um tipo cheio de estilo: uma mistura entre a personagem de Danny Trejo, em Desperado, e Indiana Jones; e terceiro, a novidade que é acontecerem baixas mortais no grupo de heróis no decorrer do filme, algo que não é muito habitual nos flicks de acção.

Se é adepto de filmes de artes-marciais, se é um adepto ferveroso de Cheh Chang e/ou gosta de flicks de acção orientais de série B, então este McChicken é para si.

Posted by: dermot @ 9:28 da tarde
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domingo, abril 15, 2007  

CATWOMAN:

Título: Catwoman
Realizador: Pitof
Ano: 2004


Catwoman cheira a banhada a milhas de distãncia (e isto para não escrever merda, uma vez que este é um espaço respeitável). Por isso, não devíamos querer tocar-lhe nem com uma vara de cinco metros; mas, incompreensivelmente, não lhe conseguimos resistir, assim como não conseguimos abrandar ao passarmos por um acidente de viação.

Em plena febre dos super-heróis, Hollywood decidiu repescar a figura da Catwoman e dar-lhe um filme em nome próprio. Contudo, inexplicavelmente, o realizador Pitof decidiu fazer um reset com Batman Regressa e decidiu criar a sua própria heroína, que pouco tem a ver com a encarnada por Michelle Pfeiffer: Catwoman, que nem sequer vive em Gotham City, é uma fantasia sado-lésbica para Halle Berry mostrar o seu corpo e os espectadores imaginarem algo mais entre ela e Sharon Stone.

Aparentemente, Catwoman debruça-se sobre a origem da heroína, mas ao contrário da personagem sombria da banda-desenhada, o que temos aqui é uma espécie de Mr. Bean em versão feminina - uma ingénua Patience Phillips (Halle Berry), que é espezinhada por tudo e por todos. Assim, quando uma noite decobre que o seu patrão, o maligno rei dos cosméticos George Hadere (Lambert Wilson), vai lançar um produto revolucionário que destrói as caras das mulheres, Patience é perseguida e atacada, para ser salva por um gato mágico(!) e transformar-se na temível Catwoman, uma mulher metade gato, metade quenga.

O argumento de Catwoman é mesmo o pior de tudo, que dispara em todas as direcções e não se centra em nenhuma por mais de cinco minutos. Além disso, Pitof toma sempre as decisões mais credíveis e realistas. Exemplo: depois de uma noite em que descubro o plano maligno do meu patrão, sou perseguido pelos pistoleiros dos seus capangas, caio no meio do mar de uma altura de cinco andares, sou salvo por gatos, acordo de manhã a dormir em cima do guarda-fatos, estou atrasado para um encontro e tenho um trabalho para entregar ontem, o que decido fazer primeiro é... ir entregar um gato perdido! Nem mais...

Depois, como se não bastasse, o argumento tem mais buracos que a licenciatura do Sócrates e é filmado como se passasse numa montanha-russa: com loops e travellings a duzentos à hora, que nos deixa logo enjoados. Ou será que é do filme? Adiante...

Bem, resumindo e concluindo, o que interessava mesmo em Catwoman era a luta entre Halle Berry e Sharon Stone - catfight! Mas nem isso se safa. Sharon Stone ainda tenta fazer alguma cosia pelo filme, dando-lhe um toque de thriller-trash, como Instinto Fatal, mas o facto das personagens terem a mesma dimensão que as das histórias do Recruta Zero, aborta a tentativa logo ao início. Sharon Stone merecia ao menos ser uma vilã a sério e não uma tipa viciada em cosméticos.

Catwoman é tão mau que nem dá para rir, só mesmo para chorar. Mas o que podíamos esperar de alguém chamado Pitof? Toma lá um Pão Com Manteiga e, por favor, não toques mais numa câmara de filmar, ok?

Posted by: dermot @ 10:51 da manhã
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sexta-feira, abril 13, 2007  

BALBÚRDIA NO OESTE:

Título: Blazing Saddles
Realizador: Mel Brooks
Ano: 1974


Se você apenas viu Drácula, Morto Mas Contente e/ou Robin Hood: Heróis Em Collants e não conseguiu entender porque raio é que Mel Brooks foi, durante os anos 70, um dos mais importantes nomes da comédia norte-americana, então é porque ainda não viu a tríade maravilha composta por Os Produtores, A Mais Louca Odisseis No Espaço e Balbúrdia No Oeste.

Este último é o menos bom dos três, não pela qualidade inferior, mas por dois motivos muito específicos: porque é o que recorre mais vezes aos trocadilhos da própria linguagem, humor acessível apenas para quem entende a sintaxe inglesa e porque é o que faz mais referências à cultura socio-cultural norte-americana, que pode passar ao lado de muito boa gente.

Balbúrdia No Oeste é uma paródia ao western clássico norte-americano, subvertendo os aspectos principais do género: o nascer da nação ou o flick do forasteiro que chega para salvar a cidade... Contudo, Balbúrdia No Oeste não se fica por aqui e parodia ainda algumas das mais importantes instituições americanas: a segregação racial, a corrupção ou o falso moralismo.

O filme é então a história do político corrupto Hedley Lamarr (Harvey Korman) que, de forma a arruinar a cidade de Rock Ridge, nomeia um xerife preto para irritar a população - Bart (Cleavon Little, num registo semelhante a Richard Pryor, co-argumentista do filme). Obviamente que o feitiço vai virar-se contra o feiticeiro e o xerife Bart vai tornar-se no mais complicado oponente de Lamarr, principalmente quando arranja um sidekick - o dedo-rápido Waco Kid (um Gene Wilder a relembrar-me porque é que não gosto dele).

Balbúrdia No Oeste recorre ao humor característico de Mel Brooks - um humor slapstick completamente destrambolhado, com pitadas de non-sense, abusando das piadas raciais e nazistas, uma das imagens de marca do realizador nos anos 70 (lembram-se de Os Produtores?) - Brooks é, sem dúvida, o percursor do ZAZ style. Apesar de ser um filme completamente fora, Mel Brooks consegue, inesperadamente, manter no final uma linearidade narrativa coerente para o filme, mesmo terminando em total caos anacrónico.

Balbúrdia No Oeste é uma comédia desaparafusada, anacrónica e livre - é a derradeira paródia aos westerns clássicos. Contudo, da tal tríade maravilha dos filmes de Brooks que falei, Balbúrdia No Oeste é a mais datada. Mas mesmo sendo um Double Cheeseburger, fica a milhas de qualquer uma das comédias dos últimos 10 anos.

Posted by: dermot @ 11:59 da manhã
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quarta-feira, abril 11, 2007  

FESTRÓIA 2007:

Desde o ínicio deste humilde espaço (já lá vai o longínquo ano de 2004), que o Festróia tem sido acompanhado de perto pelo Royale With Cheese. Não é só por ser o festival cá da terra que digo isto: o Festróia é, muito provavelmente (não digo de certeza, porque não fui a todos os festivais do país), o festival de cinema com mais qualidade de Portugal. É tão bom tão bom, que já estou a falar dele ainda faltam 2 meses para o seu início.

Mas o intuito deste texto não tem a ver directamente com o festival, mas antes com o blogue do festival: o FestroiaBlog, aquele que foi o primeiro blogue oficial de um festival de cinema português. Normalmente, o FestroiaBlog serve para ir dando as novidades acerca do certame, acompanhando os filmes e revelando pormenores mais ou menos interessantes. Além disso, o FestroiaBlog tem ainda a particularidade de estar aberto a todas as pessoas que queiram escrever sobre o que bem lhes entender.

Pois a partir de hoje, o FestroiaBlog passará a ter uma participação mais activa e, principalmente, mais regular. Continuará aberto a todos os que bem entendam participar (e lanço aqui o repto para que o façam), mas contará com um grupo mais ou menos fixo de gente (onde eu me incluo, muito orgulhosamente) que escreverá sobre cinema em particular e tudo no geral. Por isso, quando tiverem tempo livre a mais ou noites de insónia, não se esqueçam que serão bem-vindos.

Posted by: dermot @ 10:56 da tarde
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terça-feira, abril 10, 2007  

ESPORAS DE AÇO:

Título: The Naked Spur
Realizador: Anthony Mann
Ano: 1953


Não é segredo a minha admiração pelos westerns. Fascina-me, sobretudo, o ar heróico dos cowboys, as roupas com muito estilo (o chapéu, as botas...) e o ar aventureiro, solitários no deserto, à mercê dos perigosos índios. No entanto, confesso que não sou grande conhecedor do western clássico e, por isso, quando a RTP se lembra de prestar serviço público (que, afinal, é para isso que ela existe), não podia deixar de aproveitar e ver Esporas De Aço, o clássico de Anthony Mann.

Howard Kemp (James Stewart) é um caçador de prémios em busca do criminoso Roy Andersen (Ralph Meeker), cuja captura vale uma generosa recompensa. Contudo, quando o consegue apanhar, a situação já se alterou consideravelmente. Primeiro, porque Roy Andersen não andava a monte sozinho; acompanhava-o a jovem Lina Patch (Janet Leigh), filha de um outro criminoso. E segundo, porque entretanto, Howard Kemp fez dois sócios sem querer: o garimpeiro Jesse Tate (Millard Mitchell) e o ex-soldado Ben Vandergroat (Robert Ryan). Assim, o que se iniciou como uma simples perseguição do rato e do gato, culmina num jogo a cinco, com uma recompensa no meio.

Esporas De Aço é uma variação de O Tesouro De Sierra Madre, mas em vez de um tesouro físico, aqui a fortuna está na forma orgânica de um homem: Roy Andersen. E depois, à sua volta, constrói-se uma trama de intrigas, de três homens e uma mulher, que o criminoso vai tentar manipular, colocando-os uns contra os outros, ao longo da epopeia que é a viagem até à Califórnia.

Esporas De Aço vive assim do argumento e das personagens, cuja dimensão vai sendo aprofundada ao longo do filme, à medida que os seus segredos se vão revelando: conhece-se o verdadeiro motivo que faz mover Howard Kemp; cria-se um dilema em Lina Patch, sem saber se há de se manter fiel ao seu amigo ou ajudar os outros; a febre do ouro e a ingenuidade de Jesse Tate começam a dar problemas; e a bazófia exagerada de Ben Vandergroat fazem-no tentar de tudo para conquistar o coração de Lina Patch. Até a natureza criminosa de Roy Andersen é colocada em causa. Há assim tensão no ar e este jogo a cinco começa a ganhar contornos assustadores: a corrente terá que partir, só não sabemos qual será o elo mais fraco.

Filmado em technicolor, Esporas de Aço é um colorido western com as paisagens agrestes das Montanhas Rochosas por trás, que cria um contraste apaixonado áquele conflito humano, com ares de tragédia anunciada. E pelo meio existem ataques de índios, desavenças pessoais e cenas arriscadas em desfiladeiros e penhascos.

Mas Esporas De Aço não consegue ganhar a intemporalidade de algum dos seus familiares do género, uma vez que se mantém refém de alguns momentos-chave bastante cheesys, resultantes de uma época de grande moralidade e uma espécie de censura apertada. Mas tipo, e isto sem querer fazer qualquer tipo de spoilers, terminar um filme em que um tipo mata outro atirando a espora das botas como um shurikan ninja... c'mon! Esporas De Aço é um McChicken clássico de um western tradicional e, hoje em dia, algo sobrevalorizado.

Posted by: dermot @ 10:24 da tarde
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segunda-feira, abril 09, 2007  

UMA CURTA POR DIA NÃO SABE O BEM QUE LHE FAZIA:

Aquando da minha dissertação acerca do universo cinematográfico do Batman, há uns dias atrás, presumi pelas palavras do Fábio que ainda poderá haver muita gente que não conhece aquele que é o melhor filme de sempre do Homem-Morcego - Batman: Dead End.

Sandy Callora, um tipo dos efeitos-especiais, realizou este filme em 2003 para se dar a conhecer à indústria as suas qualidades enquanto realizador - o que, aparentemente, não deu resultado. O filme, feito sem o consentimento da DC, acabou por receber o anuimento destes, uma vez que parecia ser apenas uma inofensiva curta de 8 minutos. Contudo, no dia da sua estreia, numa convenção de banda-desenhada, quando a DC viu que as filas de fãs, nerds e geeks davam voltas ao quarteirão, tratou logo de fazer aquilo que se espera de um país livre - baniu o filme!

Felizmente que existe o fabuloso mundo do youtube, que nos permite continuar a contemplar esta maravilha. Esqueçam o Batman do Tim Burton, o Batman do Joel Schumacher e o Batman do Cristopher Nolan. Este é o maior Batman de sempre. Um Batman que enfrenta o Alien(!)... e o Predador(!!). Digam lá se não é fantástico.

Posted by: dermot @ 11:22 da manhã
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domingo, abril 08, 2007  

O BOM ALEMÃO:

Título: The Good German
Realizador: Steven Soderbergh
Ano: 2006


George Clooney tem estado em quase todos os esforços mais recentes de recuperar o cinema clássico, como a revitalização dos heist movies, com Ocean's Eleven - Façam As Vossas Apostas (e respectivas sequelas) ou a aposta no cinema de época, com Boa Noite E Boa Sorte. Talvez por ter falhado A Dália Negra, Clooney aparece agora como protagonista deste film noir ambientado no pós-Segunda Guerra Mundial, chamado O Bom Alemão. Uma carreira improvável de um actor que, sejamos sinceros, tinha tudo contra ele: fama ganha numa série de televisão e uma reputação de galã solteirão e mulherengo.

Quanto a Steven Soderbergh continua a dar que falar pela sua experimentação. Depois da novidade que foi Bubble, Soderbergh quis fazer um filme como se tivesse nos anos 40: não usou zooms, dispensou os microfones sem fios, utilizou apenas luzes flurescentes, pediu aos actores para teatralizarem as suas interpretações e até recorreu a imagens de arquivo. A única inovação que impôs a este estilo retro de filmar foi a inclusão de nudez, violência e linguagem obscena.

O Bom Alemão é então um melodrama político construído sobre os moldes do cinema noir, ambientado em Berlim no final da Segunda Grande Guerra. Geismer (George Clooney) é um jornalista norte-americano que é enviado para a Alemanha para fazer a cobertura das negociações pós-guerra e que é recebido por Patrick Tully (Tobey Maguire), um jovem soldado que vai ser o seu cicerone e motorista. Tully é um espertalhão para quem a guerra foi boa; de um zé-ninguém na sua América natal, Tully passou a ser um tipo respeitado nas ruas da Alemanha, graças ao seu uniforme. Por isso o poder subiu-lhe à cabeça e começou a pensar que poderia fazer o que quisesse.

O que Tully se esqueceu é que estava num film noir. Ou seja, toda aquela gente tem um segredo escondido, que normalmente envolve informação preciosa no jogo de bastidores do teatro de guerra. E neste caso, o segredo chama-se Emil Brandt, o falecido marido da prosituta Lena Brandt (uma magistral Cate Blanchett, com ares de Marlene Dietrich e um sotaque germânico sensual, a necessitar urgentemente de um filme que a consolide no estrelato de Hollywood).

Como melodrama político que é, a primeira referência que O Bom Alemão sugere é Casablanca. No entanto, as influências encontradas são outras - a do noir Chinatown, com um piscar de olho ao jornalista que tudo ouve e que nada diz (e com um penso na orelha, a lembrar o penso do nariz de Jack Nicholson) e, especialmente, do mestre Hitchcock, não só com o truque de matar um dos protagonistas à meia-hora de filme, mas pelo facto de usar a célebre técnica narrativa do mcguffin.

O Bom Alemão é um filme que preza os diálogos e, sobretudo, o trabalho de actores, em detrimento do aspecto visual, mas Soderbergh consegue algumas cenas de excepção, como a despedida final no aeroporto, a lembrar fortemente Casablanca, ou a cena da morte do bom alemão a que se refere o título, no meio de uma multidão em êxtase, como que a festejar a sua atitude.

Mais do que um regresso ao cinema noir, O Bom Alemão é uma viagem ao passado e um exercício de nostalgia notável. Falta-lhe, infelizmente, um pouco mais de força à história e menos tropeções de ritmo no deenvolvimento do filme, para que fosse mais além do que o McBacon.

Posted by: dermot @ 10:57 da tarde
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JAMES BOND - CASINO ROYALE:

Título: Casino Royale
Realizador: Martin Campbell
Ano: 2006


Depois de ter voltado a entrar num impasse de maus filmes, a série James Bond exigia um novo começo. Assim, a produtora dispensou o já-demasiado-batido Pierce Brosnan e contratou uma cara nova, o controverso Daniel Craig (um inglês com cara de soviético, com muito pouco charme); depois, chamou para dirigir o realizador do último grande filme da série, Martin Campbell (falo, obviamente, de GoldenEye), que, curiosamente, também tinha iniciado um novo ciclo; e por fim, repescou Casino Royale, o livro de Ian Flemming que retrata a origem do agente de Sua Majestade mais famoso da sétima arte e que é, segundo os entendidos, um dos melhores romances da colecção. Estava então lançada a nova dinastia Bond.

Talvez inspirados pelo sucesso de Batman - O Início, os senhores de Hollywood acharam que o James Bond também deveria voltar ao início. Por isso, este Casino Royale - que já teve direito a uma versão não-oficial, a hilariante comédia com o mesmo nome de 1967 -, é uma espécie de prequela de todos os filmes Bond, que mostram a origem do agente 007 e a sua primeira missão com ordem para matar.

Assim, Casino Royale é um filme completamente diferente de todos os outros que conhecemos. Quer dizer, apesar de estarem lá todos os elementos característicos - o genérico fantástico, uma bond-girl lindíssima (Eva Green), as punch-lines do costume (apesar da variação no diálogo One Martini-Vodka. Mixed or stirred? I don't give a damn) e uma theme-song (bastante má, por sinal. Alguém avisa o Chris Cornell que ele já morreu para a música há muito tempo, se faz favor) -, Casino Royale é o filme mais informal da série, isto porque o carácter do James Bond que conhecemos ainda não está formado. Este Bond é ainda algo inseguro, inexperiente e ainda não aprendeu o 7º mandamento de um 00 - podes apaixonar-te, mas não podes amar (talvez por isso é que o Roger Lazenby só fez um filme).

Serão aqueles que continuam a recordar o James Bond cínico e impiedoso de Sean Connery como o melhor de todos, que melhor vão apreciar o Bond de Daniel Craig. Apesar de não ter uma pinga de glamour ou de charme britânico, Craig é um carniceiro brutamontes, uma verdadeira máquina de matar que prefere abrir um buraco numa parede do que abrir a porta. Por isso, é um James Bond diferente, menos cool, mas mais próximo da personagem original de Ian Flemming. E Casino Royale tem um bodycount como nunca nenhum filme da série viu antes.

Apesar de ser uma adaptação do livro homónimo, Casino Royale tem muito menos interesse nesta parte da história. Primeiro, porque Daniel Craig safa-se muito melhor enquanto personagem de acção; e segundo, porque Martin Campbell não é nenhum Scorcese e para ele, filmar jogos de azar num casino não é muito fácil. Além disso, os últimos vinte minutos de filme são extremamente medíocres, numa tentativa desesperada de incluir o (tão na moda) twist final, que parece ter sido escrito numa pausa para almoço. Mesmo que estes vinte minutos tenham sido fundamentais para a construção da figura de James Bond como sempre o conhecemos, tivessem demorado um pouco mais e o filme poderia ter ficado irremediavelmente arruinado.

Casino Royale destaca-se então na parte em que Daniel Craig se arma em herói de acção. Muito menos James Bond e mais Missão Impossível, ou melhor, Supremacia. Há perseguições a pé de cortar o fôlego (o parkour está, definitivamente, na moda pelos lados de Hollywood), tiroteios sangrentos e perseguições com explosões gigantes. Um James Bond de acção como nunca se viu.

Daniel Craig tem contrato para mais dois filmes como 007. Neste até se safou bem, porque a estória adequava-se ao seu estilo talhante. Mas nos próximos dois, ou existe novo trunfo na manga, ou então desconfio que terei alguma dificuldade em aceita-lo como James Bond. E agora, o trocadilho inevitável: o meu veredito é... Deluxe, McRoyal Deluxe.

PS - se por acaso desconhecem a versão não-oficial de 1967, então cliquem aqui

Posted by: dermot @ 5:32 da tarde
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sábado, abril 07, 2007  

300:

Título: 300
Realizador: Zack Snyder
Ano: 2006


Carta aberta aos senhores de Hollywood:
Caros senhores de Hollywood. Agora que descobriram o senhor Frank Miller e os seus livros, peço-vos encarecidamente que esqueçam que fizeram uma coisa chamada Demolidor e adaptem ao grande ecrã a saga A Queda De Murdoch, quiçá a melhor fase do Demolidor e um dos mais felizes trabalhos de Frank Miller. Obrigado.

Com efeito, 300 é a adaptação da graphic novel homónima de Frank Miller (esse mesmo, o autor de Sin City - Cidade Do Pecado) e não um remake do clássico Os 300 Espartanos. A semelhança do título deve-se ao facto de ambos se debruçarem sobre o mesmo facto histórico: a lendária batalha de Thermopylae, que opôs o numeroso exército persa a apenas trezentos guerreiros espartanos e que terminou com clara vantagem destes últimos.

Quentin Tarantino disse certa vez que se queremos fazer um filme de acção, então temos que fazer o melhor de todos. Zack Snyder levou essas palavras à letra e transformou 300 numa obra épica de acção. Atenção, uma obra épica de acção e não num épico de acção. É que o filme é pouco preciso historicamente e vários aspectos são adulterados em detrimento do espectáculo visual.

Já alguém escreveu que este era o cinema do futuro. Tal como Sin City - Cidade Do Pecado, 300 é filmado exclusivamente sobre ecrã azul, sendo depois concluido digitalmente em estúdio. É certo que este mecanismo transfere uma certa artificalidade aos decors, mas em contrapartida possibilita um show-off brutal e um fogo-de-artifício sem limites.

300 é, assim, o maior filme de acção de sempre, um filme machista que transpira testoterona por todos os poros. Os espartanos eram um povo nascido sobre décadas de uma tradição assente no respeito e na honra, homens nascidos para o combate, com um orgulho muito próprio pela pátria. E o seu rei Leónidas (interpretado pelo carismático Gerard Butler) era o melhor exemplo dessa espécime, homens ferozes, corajosos e com horas intermináveis passadas com um abtronic. Já muito boa gente comparou este filme a Braveheart - O Desafio Do Guerreiro, mas ao pé destes guerreiros, os escoceses eram uns mariquinhas.

Zack Snyder dá então uma dimensão épica a esta epopeia, com poses teatrais (em que cada plano é um quadro imperialista, recortado directamente da graphic novel de Frank Miller), diálogos shakespeareanos e cenas de batalha assombrosas, à proporção de um para cem(!). Tal como em Sin City - Cidade Do Pecado, Snyder recorre à câmara lenta nos sítios certos, de forma a dar um maior dramatismo às cenas de luta. Mas a grande diferença entre estes dois filmes reside no facto de que, enquanto em Sin City - Cidade Do Pecado, como bom film noir que era, todas as personagens tinham segredos e problemas, aqui todos os homens são puros, justos e imaculados. Verdadeiros heróis, portanto.

Há quem apelide 300 de filme homossexual, de filme pró-americano, de racista ou, simplesmente, de apelar à invasão ao Irão. Eu acho que quem defende isso são pessoas muito imaginativas. Eu volto a sublinhar, uma vez que como pessoa pouco eloquente que sou, posso não terpassado bem esta ideia - 300 é o maior filme de acção de sempre, uma espécie de Desperado salvo a respectiva escala de comparação. E para já, é o campeão de 2007 - Royale With Cheese.

Posted by: dermot @ 5:09 da tarde
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BATMAN - O INÍCIO:

Título: Batman Begins
Realizador: Cristopher Nolan
Ano: 2005


Não são muitos os super-heróis da banda-desenhada que se podem orgulhar de terem entrado com o pé direito no mundo do cinema. O Batman é um desses raros exemplares, que teve a sorte de contar com um realizador que soube fazer, essencialmente, duas coisas: primeiro, abordar a personagem do ponto de vista do fã, sabendo exactamento o que este queria e o que não queria ver; e segundo, embrulhar toda a história num ambiente muito próprio e com muito carisma, com influências directas do expressionismo alemão.

Depois de dois bons filmes de Tim Burton, a indústria de Hollywood tratou de fazer render o seu peixe e levou figura do Batman ao extremo, até à fantasia homo-erótica de Joel Schumacher, em Batman & Robin, o que nos fez querer esquecer de vez mais algum filme do Batman. Por isso, a tarefa de Cristopher Nolan (realizador mui respeitado aqui no antro) de revitalizar a figura do Homem-Morcego, afigurava-se hercúlea.

A opção foi então, mais ou menos, óbvia. A única maneira possível de fazer esquecer Batman Para Sempre e Batman & Robin seria começar tudo de novo. E para isso, nada melhor do que revisitar a origem de Batman e compreender o porquê do epíteto de Cavaleiro Das Trevas. Batman - O Início recorre então a vários elementos da vida do Batman e do próprio Bruce Wayne que poucos conheciam: a reclusão de Wayne no Tibete; o seu treino especial junto de uma equipa milenar de ninjas de elite; e uma Gothan City ainda próspera e longe da corrupção.

Por isto, Batman - O Início é um filme com um abiente completamente diferente dos seus antecessores. E se compararmos a Gothan City gótica de Tim Burton com a Gothan City futurista, circa Blade Runner - Perigo Iminente, de Cristopher Nolan, quase que estamos perante dois universos distinos.

Com um leque de actores de excepção - vénia encarpada a Michael Caine, Liam Neeson, Rutger Hauer e Morgan Freeman -, o que interessa aqui é mesmo realçar o papel de Batman - Christian Bale, acabado de chegar de um magrinho O Maquinista, transfigura-se no terrível Homem-Morcego, metamorfoseando-se através de três (algo apressadas) décadas de cescimento (físico e psicológico) de Bruce Wayne. Só é pena é o vilão ser algo frouxo - Cillian Murphy na pele do assustador Espantalho.

No entanto, tenho um sério problema com Batman - O Início, que se prende com a própria intriga principal do filme. [spoilers] Ora vamos lá ver uma coisa: se eu quiser dizimar a população de uma cidade inteira, compro um veneno qualquer e despejo no reservatório da cidade. Nâo vou despejar um veneno esquisito, em que depois tenho que arranjar uma máquina experimental que evapora a água e que só assim faz o veneno actuar. Além do mais, a máquina podia-se avariar e depois não havia mais nenhuma. [spoilers]. Demasiado estúpido - era o tipo de coisas que esperaríamos do Joel Schumacher e não de Cristopher Nolan. Ah, e dispensava também o cliffhanger final, que nos promete uma sequela com o Joker por perto. Eu sou daqueles que gosta de ficar a tentar adivinhar qual será o vilão que aparecerá na sequela.

Batman - O Início é então um digno retorno do Cavaleiro das Trevas, mas não um regresso em ombros como se esperava. Pelo menos, podemos suspirar de alívio de que o franchising está salvo (pelo menos para já). E com este McBacon, já posso tecer finalmente a minha consideração sobre o melhor filme de todos do Batman - continua a ser Batman: Dead End.

Posted by: dermot @ 11:54 da manhã
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sexta-feira, abril 06, 2007  

A CABANA DO MEDO:

Título: Cabin Fever
Realizador: Eli Roth
Ano: 2002


Eli Roth é o benjamim da nova trupe de mentes distorcidas que por aí anda - Quentin Tarantino, Robert Rodriguez e Rob Zombie -, o que é o equivalente a dizer que é um dos novos tipos de quem se deve ver tudo o que faça. Sim, eu sou facilmente influenciável; basta o Tarantino dizer que é bom, que para mim chega para eu ir ver...

A Cabana Do Medo foi o filme que lançou Eli Roth nestas coisas do cinema. Aparentemente, era apenas mais um slasher teen movie a sair em plena época de slasher teen movies: um grupo de amigos - Paul (Rider Strong), Karen (Jordan Ladd), Bert (James DeBello), Marcy (Cerina Vincent) e Jeff (Joey Kern) - que, para além da amizade, partilham o dom de não saber representar, vão comemorar o final das aulas com uma semana de férias numa cabana isolada no meio de nenhures.

Já vimos a história contada vezes sem conta, mas A Cabana Do Medo parece ter uma palavra a acrescentar ao assunto logo de início, principalmente com a figura de um miúdo redneck que morde compulsivamente as visitas, numa aparentemente pacífica mercearia. Rednecks psicóticos não são, propriamente, uma novidade - cortesia de Fim-de-Semana Alucinante -, mas são das coisas mais assustadoras da América profunda...

O grande trunfo de A Cabana Do Medo é, contudo, o facto de que a ameaça do filme não é uma identidade física. Normalmente, estamos habituados a que nos slashers os adolescentes tenham que escapar de psicopatas mascarados, mas quando Eli Roth introduz no filme um vírus destrutivo que faz as pessoas desfazerem-se em sangue, ficamos sem saber muito bem o que fazer para escapar. E os cinco protagonistas do filme muito menos...

De forma mais ou menos vacilante, Eli Roth consegue filmar esta tensão de forma minimamente interessante, com um gore apelativo, alternando a violência gráfica com a sugerida mais vezes do que estávamos à espera. No entanto, as más interpretações e os maus diálogos não fazem muito pelo filme... Outro trunfo que não joga muito a favor de Eli Roth é a sua obcessão pelo sexo: tal como em Hostel, também os jovens de A Cabana Do Medo só pensam em saltarem para cima uns dos outros. Claro que todos sabemos que pele à mostra e raparigas bonitas é uma das obrigatoriedades de qualquer bom filme de terror, mas é claramente demais quando alguém diz Já que vamos morrer todos aqui, que tal irmos fazer uma orgia? Principalmente, se for uma rapariga a dize-lo.

Talvez cansado de tão más representações, Eli Roth deve-se ter fartado a meio do filme e, depois de mandar o argumento às urtigas, disse de si para si Vamos lá entrar em modo carnificina. Por isso, a última meia-hora de A Cabana Do Medo é completamente fora do que estávamos à espera - em contraste com o slasher movie colado ao flick da casa sitiada/assombrada, surge uma verdadeira matança do porco, com perseguições com rednecks, festas alcóolicas com polícias, alucinações com coelhos em hospitais e cães que devoram tudo o que respire. Em suma, uma pequena maravilha para os olhos e ouvidos mais delicados.

A Cabana Do Medo é um filme simpático, principalmente dentro do tão saturado género. Vale pela sua honestidade e total falta de intenções morais ou de qualquer ordem politicamente correcta: é um slasher teen movie, há adolescentes para matar, por isso não nos vamos preocupar com mais coisas... E graças ao desvario final, Eli Roth mostra muitas coisas surpreendentes, que nos fazem mante-lo debaixo de olho. Para começar, A Cabana Do Medo é um excelente McChicken.

Ah, é verdade. E termina com a punchline mais hilariante desde este episódio do South Park.

Posted by: dermot @ 2:42 da tarde
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terça-feira, abril 03, 2007  

THE MARINE:

Título: The Marine
Realizador: John Bonito
Ano: 2006


Eu sou um tipo bastante crente, que continua a acreditar piamente que todos os filmes que têm mais do que duas explosões no trailer podem ser filmes xungas respeitáveis, dignos sucessores dos maravilhosos anos 80. Por isso, quando há uns tempos atrás estava a ver o wrestling (atenção, eu não gosto de ver a luta-livre, estava apenas a gravar para o meu irmão...) e passou a trailer de The Marine, filme onde estrela o campeão da WWE, John Cena, os meus olhos brilharam - poderia estar ali um belo guilty pleasure.

De facto, The Marine tinha vários aspectos que faziam antever o melhor: explosões, muitas explosões, e todas elas estupidamente grandes (em The Marine qualquer veículo que tenha um acidente, incluindo biciletas, vai explodir como se tivesse sido atingido por um lança-rockets); um saco de músculos a fazer de actor (o tal campeão da luta-livre, John Cena); e o melhor actor de sempre a fazer de mau, Robert Patrick, o T-1000 de Extreminador Implacável 2 - O Dia Do Julgamento Final. O problema no final é que lhe faltam dois pormenores importantíssimos, lacunas que acabam por se revelarem decisivas: nenhuma pele feminina à mostra e a falta de one-liners.

Os primeiros quinze minutos de The Marine são a maior treta pró-América de sempre: o sargento John Triton (John Cena) está em missão no Iraque, onde os terroristas espancam desalmadamente militares norte-americanos. Triton ignora as ordens superiores que o mandavam esperar pelos reforços e sozinho irrompe pelo quarte-general inimigo e mata toda a gente, salvando os compatriotas. Claro que depois é dispensado por ter desrespeitado os oficiais... Pior introdução de sempre, eu sei.

Depois, o filme segue a boa tradição dos action heroes dos anos 80, de Rambo a Commando, passando por John McLane. Mas John Cena é ainda pior actor que Arnold Schwarzenneger e, por isso, o realizador John Bonito tenta ao máximo mantê-lo de boca fechada - enquanto estiveres a correr e a lutar, não terás que representar, deve ter sido a máxima. O que é pena, porque as one-liners fazem muita falta para dar interesse ao herói, que assim é só um boneco que por ali anda.

Tentando disfarçar isto, John Bonito desencanta Morgan (Anthony Ray Parker), o preto do grupo dos maus que vai servir de comic relief. No entanto, Anthony Ray Parker é tão mau actor quanto o seu papel tem de irritante e, por isso, ao fim de dez minutos já só estamos à espera que alguém o mate.

Quanto à estória, nada mais fácil: Robert Patrick é Rome, um impiedoso líder de uma quadrilha que rouba vários diamantes, deixando um rasto de pessoas assassinadas por onde passam. No entanto, quando ficam apeados no meio de um pântano, decidem levar como refém a mulher do ex-marine John Triton, a bela Kate (Kelly Carlson). E porquê? Porque um fardo a atrapalhar uma fuga faz sempre sentido. Mas o pior erro não é esse; é que eles meteram-se com a mulher de John Triton! Big mistake!!

The Marine é a versão séria de O Último Grande Herói, que não se furta a todos os clichets dos action movies. Os prós: a forma despretensiosa e despreocupada com que os usa. Os contras: a forma atabalhoada como os repisa. The Marine é assim um filme pateta e inofensivo, que poderia ser bem melhor. Por isso, o Happy Meal serve quase só para pagar o desempenho superior de Robert Patrick.

Posted by: dermot @ 8:10 da tarde
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segunda-feira, abril 02, 2007  

AS VIDAS DOS OUTROS:

Título: Das Leben Der Anderen
Realizador: Florian Henckel von Donnersmarck
Ano: 2006


A Alemanha parece ter desoberto uma forma eficaz de expulsar os seus piores fantasmas do seu passado: pelo cinema. Seja o Holocausto e o Terceiro Reich (A Queda - Hitler E O Fim Do Terceiro Reich) ou a questão interna RDA/RFA (Adeus, Lenine!), o novo cinema alemão tem dado cartas junto da critica internacional com o seu passado recente. Essa ascenção teve o seu auge com As Vidas Dos Outros, filme que arrecadou o último Oscar para Melhor Filme Estrangeiro.

As Vidas Dos Outros desenrola-se na parte oriental da Alemanha anos anteriores à queda do Muro de Berlim. O regime controlava a população com apertadas medidas de vigilância, escutas telefónicas e censura. Este trabalho era assegurado pela Polícia Secreta, um grupo de pessoas que ninguém sabia quem eram, mas que todos sabiam estar lá - um grupo de casacos cinzentos, cujas identidades pouco interessavam.

Wiesler (Ulrich Mühe) era um desses profissionais e a sua personalidade reflectia na perfeição essa existência cinzentona: metódico, determinado, solitário (extremamente miserável (no bom sentido) a cena em que recorre aos serviços de uma prostituta) e extremamente eficaz, qualidades que faziam dele um dos melhores no ramo. Por isso, não foi de admirar que o pusessem a vigiar o conceituado escritor/encenador Georg Dreyman (Sebastian Koch) e a sua namorada, a actriz Christa-Maria Sieland (Martina Gedeck).

Lenine disse certa vez que os artistas são os engenheiros da alma. E à medida que Wiesler vai penetrando secretamente na vida de Dreyman, este começa a moldar-lhe a alma. Podem ter sido várias as razões que levaram áquela identificação, mas seja o que for que aconteceu o certo é que os vazios da vida daquele polícia secreto começaram a ser preenchidos.

As Vidas Dos Outros é um filme sóbrio e depurado, uma filigrana minunciosa elaborada a partir do cruzamento entre O Bom Pastor e Sophie Scholl - Os Últimos Dias. Paralelamente, desenvolvem-se dois filmes: o thriller político que engloba a literatura panfletária que Dreyman quer escrever e a metamorfose de Wiesler, que até ao fim do filme se vai transformar numa pessoa completamente diferente (lembram-se de Beleza Americana ou de Taxi Driver?). A embrulhar estas duas estórias está uma intriga de informação e contra-informação - a Guerra Fria no seu auge.

È pena que o realizador não tente ser um pouco mais audacioso na realização, limitando-se a uma edição académica e uma banda-sonora aborrecida. No entanto, o verdadeiro (e único) problema de As Vidas Dos Outros é sofrer do Síndrome Tony Scott, que é o mesmo que dizer que tem 20 minutos a mais. O filme é necessariamente longo, mas escusava-se aquela teimosa mania de querer revelar sempre mais qualquer coisa no fim. No entanto, o McRoyal Deluxe serve para mostrar que o Oscar até nem foi mal atribuído.

Posted by: dermot @ 11:27 da tarde
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ROYALE WITH CHEESE:

É verdade, o Royale With Cheese faz hoje três anos.
E o que significa esta data? Que continuo com tempo livre a mais. Mas este pequeno espaço continua a dar-me um prazer desgraçado e por isso é que mantenho esta actividade regular. Que ao longo destes três anos tem tido vários desenvolvimentos, [início do modo lamechas] nenhum deles possível sem a vossa ajuda [fim do modo lamechas].
Neste ano que passou, o Royale With Cheese voltou a acompanhar integralmente o Festróia, esteve por dentro do IMAGO, anda envolvido com o Clube de Cinema de Setúbal, é um dos convidados da rubrica 7 Blogues, 6 Estreias, 5 Estrelas e continuou a opinar sobre tudo o que achou por bem opinar.
É que enquanto houver assunto para opinar o mais certo é que o Royale With Cheese continue por aqui. Por isso, a gente vai falando por aí.

Posted by: dermot @ 10:50 da manhã
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domingo, abril 01, 2007  

OS FILHOS DO HOMEM:

Título: Children Of Men
Realizador: Alfonso Cuarón
Ano: 2006


Alfonso Cuarón é o maior! Pelo menos não em lembro de nenhum adjectivo melhor para definir alguém que consegue realizar com igual mestria um filme como E A Tua Mãe Também e um dos tomos da irritante saga do Harry Potter.

Os Filhos Do Homem é a adaptação de Cuarón do romance homónimo de PD James, uma espécie de distopia em que o autor adivinhava, com um intervalo de 20 anos, a maioria dos tormentos que assolam a nossa sociedade nos dias de hoje - pandemias, imigração ilegal, recessão económica e, especialmente, terrorismo internacional.

Londres é então o último bastião do Mundo livre. Não quer dizer que seja o melhor sítio para se viver, apenas o local menos mal para passar os últimos anos da humanidade. É que a as mulheres deixaram de conseguir procriar e a espécie humana está condenada. Mas um milagre parece ter acontecido: Kee é uma jovem que está grávida. E Theo Faron (Clive Owen), um ex-activista desiludido com a vida, é o homem que a tem que escoltar, para que não caia nas mãos erradas.

Depois de Harry Potter E O Prisioneiro De Azkaban, Alfonso Cuarón volta a mostrar a sua mestria na criação de atmosferas, recriando uma Londres a poucos dias do armagedão, numa fotografia que chega a ser assustadora por parecer tão real. É que a distopia futura de Cuarón é já amanhã e, por isso, não há carros voadores ou armas laser. Talvez tenha sido inspirado por 1984, onde a mesma opção deu os melhores frutos.

Os Filhos Do Homem é um thriller apocalíptico onde Clive Owen carrega o filme às costas, através das situações que vão aumentando de intensidade à medida que o filme caminha para o final. Julianne Moore (no papel da líder da resistência) e Michael Caine (um genial hippie, qual John Lennon na velhice) são secundários de luxo, com participações breves, mas fundamentais.

Como se não bastasse ser uma intriga tão actual quanto ácida, Os Filhos Do Homem é ainda, tecnicamente falando, um filme estrondoso. A partir de agora, sempre que chamarmos Brian De Palma de "o rei dos travellings", teremos que pensar bem no que vamos dizer. É que Cuarón leva esta técnica ao limite (apesar de alguns retoques digitais no conforto do estúdio), filmando sequências longuíssimas de perseguições automóveis ou autênticas guerras civis onde interagem centenas de figurantes. É de cortar o fôlego a forma como a câmara, de forma voyerista, persegue o protagonista pelos mais variados espaços, focando tudo o que se passa à volta, sem um único corte.

Outros dos momentos felizes de Cuarón é a forma pertinente como utiliza a banda-sonora, colocando verdadeiros campos de concentração ao som de Arbeit Mach Frei, dos Libertines, ou ilustrando o fim de qualquer gota de esperança para a humanidade com Ruby Tuesday, dos Rolling Stones. Além disso, acho que há uma lei no universo que obriga a que nos curvemos perante todos os realizadores que colocam temas dos The Kills nas bandas-sonoas.

Os Filhos Do Homem é um grande filme em todos os quadrantes: tecnicamente perfeito e tematicamente pertinente e actual, utilizando o futuro como crítica do presente. E depois há todo um conjunto de adjectivos, que incluem excitante, frenético e vibrante. Um dos Royales With Cheese mais saboros dos últimos tempos.

Posted by: dermot @ 3:38 da tarde
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7 BLOGUES, 6 ESTREIAS, 5 ESTRELAS:

Chegou mais uma daquelas alturas em que eu lanço uma vénia e um bem-haja ao Knoxville pela excelente iniciativa que é esta: o 7 Blogues, 6 Estreias, 5 Estrelas, onde alguns dos maiores vultos da blogosfera cinematográfica nacional avalia as ante-estreias do mês passado. Neste caso, é o mês de Março que está em causa. Confiram aqui.

Posted by: dermot @ 12:22 da tarde
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COTAÇÃO:
10 - Royale With Cheese
9 - Le Big Mac
8 - McRoyal Deluxe
7 - McBacon
6 - McChicken
5 - Double Cheeseburger
4 - Cheeseburger
3 - Caixinha de 500 paus (Happy Meal)
2 - Hamburga de Choco
1 - Pão com Manteiga

TAKE:
Take - cinema magazine | take.com.pt


ARE YOU TALKING TO ME:
DUELO AO SOL
CLARENCE HAD A LITTLE LAMB
GONN1000
BITAITES
ANTESTREIA
CINEBLOG
CINEMA NOTEBOOK
CONTRA CAMPO
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A CAUSA DAS COISAS
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AMARCORD
LAURO ANTÓNIO APRESENTA
SARICES ARTÍSTICAS
A RAZÃO TEM SEMPRE CLIENTE
MIL E UM FILMES
AS IMAGENS PRIMEIRO
A DUPLA PERSONALIDADE
TRASH CINEMA TRASH
SUNSET BOULEVARD
CINEMA XUNGA


ARE YOU TALKIN' TO ME?
cinephilus@mail.pt


CRÍTICAS:
- A Armadilha
- A Arte De Pensar Negativamente
- A Árvore Da Vida
- A Balada de Jack And Rose
- A Bela E O Paparazzo
- A Boda
- À Boleia Pela Galáxia
- A Cabana Do Medo
- A Cela
- A Canção De Lisboa
- A Cara Que Mereces
- A Casa Dos 1000 Cadáveres
- A Casa Maldita
- A Cidade Dos Malditos
- A Ciência Dos Sonhos
- A Comunidade
- A Cor Do Dinheiro
- A Costa Dos Murmúrios
- A Criança
- A Dália Negra
- A Dama De Honor
- A Descida
- A Duquesa
- À Dúzia É Mais Barato
- A Encruzilhada
- A Estrada
- A Estranha Em Mim
- A Frieza Da Luz
- A Fúria Do Dragão
- A História De Uma Abelha
- A Honra Da Família
- A Janela (Maryalva Mix)
- A Lagoa Azul
- A Lenda Da Floresta
- A Liga Dos Cavalheiros Extraordinários
- A Lista De Schindler
- A Lojinha Dos Horrores
- A Mais Louca Odisseia No Espaço
- A Maldição Da Flor Dourada
- A Mansão
- A Maravilhosa Aventura De Charlie
- A Marcha Dos Pinguins
- A Máscara
- A Máscara De Cristal
- A Menina Jagoda No Supermercado
- A Minha Bela Lavandaria
- A Minha Vida Sem Mim
- A Morte Do Senhor Lazarescu
- A Mosca
- A Mulher Do Astronauta
- A Mulher Que Viveu Duas Vezes
- A Múmia
- A Noiva Cadáver
- A Noiva Estava De Luto
- A Origem
- A Outra Margem
- A Paixão De Cristo
- A Pele Onde Eu Vivo
- A Pequena Loja Dos Horrores
- A Prairie Home Companion - Bastidores Da Rádio
- A Presa
- À Procura Da Terra Do Nunca
- A Promessa
- À Prova De Morte
- A Rainha
- A Rai­nha Africana
- A Raiz Do Medo
- A Rapariga Santa
- A Rede Social
- A Religiosa Portuguesa
- A Ressaca
- A Residencial Espanhola
- A Sangue Frio
- A Secretária
- A Semente Do Diabo
- A Senhora Da Água
- A Severa
- A Sombra Do Caçador
- A Sombra Do Samurai
- A Tempestade No Meu Coração
- A Tempo E Horas
- A Torre Do Inferno
- A Turma
- A Última Famel
- A Última Tentação De Cristo
- A Valsa Com Bashir
- A Verdadeira História De Jack, O Estripador
- A Viagem De Chihiro
- A Viagem De Iszka
- A Vida De Brian
- A Vida É Um Jogo
- A Vida É Um Milagre
- A Vida Em Directo
- A Vida Secreta Das Palavras
- A Vila
- A Vítima Do Medo
- A Vizinha Do Lado
- A Volta Ao Mundo Em 80 Dias
- Aberto Até De Madrugada
- Abraços Desfeitos
- Acção Total
- Aconteceu No Oeste
- Across The Universe
- Actividade Paranormal
- Acusado
- Adam Renascido
- Admitido
- Adriana
- Aelita
- Ágora
- Água Aos Elefantes
- Air Guitar Nation
- Albert, O Gordo
- Aldeia Da Roupa Branca
- Alice
- Alice In Acidland
- Alice No País Das Maravilhas
- Alien - O Oitavo Passageiro
- Aliens - O Reencontro Final
- Alien - A Desforra
- Alien - O Regresso
- Alien Vs. Predador
- Alien Autopsy
- Alma Em Paz
- Almoço De 15 De Agosto
- Alphaville
- Alta Fidelidade
- Alta Golpada
- Alta Tensão
- Alucinação
- Amália
- Amarcord
- American Movie
- American Splendor
- Amor À Queima-Roupa
- Amor De Verão
- Amor E Corridas
- Amor E Vacas
- Amor Em Las Vegas
- Amor Ou Consequência
- And Soon The Darkness
- Angel-A
- Animal
- Annie Hall
- Anónimo
- Antes Do Anoitecer
- Antes Que O Diabo Saiba Que Morreste
- Anticristo
- Anvil! The True Story of Anvil
- Anytinhig Else - A Vida E Tudo Mais
- Appaloosa
- Apocalypto
- Aquele Querido Mês De Agosto
- Aracnofobia
- Aragami
- Arizona Dream
- Armin
- Arséne Lupin - O Ladrão Sedutor
- As Asas Do Desejo
- As Aventuras De Jack Burton Nas Garras Do Mandarim
- As Aventuras De Tintim - O Segredo Do Licorne
- As Aventuras Do Príncipe Achmed
- As Bandeiras Dos Nossos Pais
- As Bonecas Russas
- As Canções De Amor
- As Crónicas De Narnia - O Leão, A Feiticeira E O Guarda-Roupa
- As Diabólicas
- As Ervas Daninhas
- As Invasões Bárbaras
- As Lágrimas Do Tigre Negro
- As Leis Da Atracção
- As Noites Loucas Do Dr. Jerryll
- As Penas Do Desejo
- As Tartarugas Também Voam
- As Vidas Dos Outros
- Aberto Até De Madrugada
- Assalto À Esquadra 13 (1976)
- Assalto À Esquadra 13 (2005)
- Assalto Ao Santa Maria
- Assassinos Natos
- Ata-me
- Até Ao Inferno
- Até Ao Limite Do Terror
- Atraídos Pelo Crime
- Através Da Noite
- Attack Of The 50 Foot Woman
- Aurora
- Austrália
- Autocarro 174
- Avatar
- Aviva, Meu Amor
- Aztec Rex
- Azul Metálico

- Babel
- Backbeat, Geração Inquieta
- Balas E Bolinhos - O Regresso
- Balbúrdia No Oeste
- Bando À Parte
- Baraka
- Barbarella
- Barreira Invisí­vel
- Batman
- Batman Regressa
- Batman - O Início
- Be Cool
- Beijing Bastards
- Belleville Rendez-Vouz
- Bem-vindo À Zombieland
- Bem-vindo Ao Norte
- Berlin 36
- Birth - O Mistério
- Biutiful
- Black Sheep
- Black Snake Moan - A Redenção
- Blade Runner - Perigo Iminente
- Blueberry
- Boa Noite E Boa Sorte
- Bobby Darin - O Amor É Eterno
- Body Rice
- Bombom
- Bom Dia Noite
- Bom Dia Vietnam
- Bonnie E Clyde
- Boogie Nights
- Borat
- Brasil - O Outro Lado Do Sonho
- Breakfast On Pluto
- Brincadeiras Perigosas (2007)
- Brisa De Mudança
- Bronson
- Bruce, O Todo-poderoso
- Bruiser - O Rosto Da Vingança
- Bruno
- Buffalo 66
- Bubba Ho-Tep
- Bullit
- Bunker Palace Hotel
- Buried
- Busca Implacável
- Bz, Viagem Alucinante

- Cadillac Records
- Cães Danados
- Cães De Palha
- Café E Cigarros
- Call Girl
- Camino
- Capitão Alatriste
- Capitão América - O Primeiro Vingador
- Capote
- Carrie
- Cartas Ao Padre Jacob
- Cartas De Iwo Jima
- Casa De Loucos
- Casablanca
- Casino Royale
- Catwoman
- Cavalo De Guerra
- Cemitério Vivo
- Censurado
- Centurion
- Charlie E A Fábrica De Chocolate
- Che - Guerrilha
- Che - O Argentino
- Chemical Wedding
- Chéri
- Chinatown
- Chocolate
- Choke - Asfixia
- Chovem Almôndegas
- Christine - O Carro Assassino
- Cidade Fria
- Cinco Dias, Cinco Noites
- Cinema Paraíso
- Cinerama
- Cisne Negro
- Clube De Combate
- Coco Avant Chanel
- Coisa Ruim
- Cold Mountain
- Cold Weather
- Colete De Forças
- Colisão
- Com Outra? Nem Morta!
- Comboios Rigorosamente Vigiados
- Comer Orar Amar
- Complexo - Universo Paralelo
- Conan, O Bárbaro
- Contrato
- Control
- Controle
- Coração De Cavaleiro
- Coração De Gelo
- Coração Selvagem
- Corações De Aço
- Coragem De Mãe: Confrontando O Autismo
- Corre Lola Corre
- Correio De Risco
- Correio De Risco 3
- Corrida Contra O Futuro
- Corrupção
- Cozinhando A História
- Crank - Veneno No Sangue
- Crank - Alta Voltagem
- Cremaster
- Crime Ferpeito
- Crippled Masters
- Cristóvão Colombo - O Enigma
- Crónica Dos Bons Malandros
- Crueldade Intolerável
- Cubo
- Culture Boy
- Cypher
- Cyrano de Bergerac (1950)

- Daisy Town
- Dallas
- Danny The Dog - Força Destruidora
- Daqui P'ra Frente
- Dark City - Cidade Misteriosa
- De Cabeça Para Baixo
- De Homem Para Homem
- De Olhos Abertos
- De Olhos Bem Fechados
- De Sepultura Em Sepultura
- De Tanto Bater O Meu Coração Parou
- De-Lovely
- Delhi Belly
- Dead Snow
- Death Race 2000
- Deixa-me Entrar
- Delicatessen
- Demolidor - O Homem Sem Medo
- Dentro Da Garganta Funda
- Depois Do Casamento
- Destruir Depois De Ler
- Diamante De Sangue
- Diário Dos Mortos
- Diários De Che Guevara
- Dias De Futebol
- Dick E Jane - Ladrões Sem Jeito
- Dictado
- Die Hard 4.0 - Viver Ou Morrer
- Die You Zombie Bastards!
- Dogma
- Domino
- Don Juan DeMarco
- Donnie Brasco
- Doom - Sobrevivência
- Doomsday - Juízo Final
- Dorian Gray
- Dot.Com
- Dr. Estranhoamor
- Drácula 2001
- Drácula De Bram Stoker
- Drive - Risco Duplo
- Dreamgirls
- Duas Mulheres

- É Na Terra Não É Na Lua
- Easy A
- Easy Rider
- Eduardo Mãos De Tesoura
- Efeito Borboleta
- El Mariachi
- El Topo
- Ela Odeia-me
- Eles
- Eles Vivem
- Elvis
- Em Bruges
- Em Busca Da Felicidade
- Em Carne Viva
- Em Liberdade
- Em Nome De Caim
- Em Nome De Deus
- Em Paris
- Em Privado
- Embargo
- Encarnação Do Demónio
- Encontros Em Nova Iorque
- Encrenca Dupla
- Encurralada
- Ensaio Sobre A Cegueira
- Enterrado Na Areia
- Entre Os Dedos
- Entrevista
- Equilibrium
- Era Uma Vez No México
- Eraserhead - No Céu Tudo É Perfeito
- Escola De Criminosos
- Escolha Mortal
- Esporas De Aço
- Estado De Guerra
- Estamos Vivos
- Este É O Meu Lugar
- Este País Não É Para Velhos
- Estômago
- Estrada Perdida
- Estranhos
- Estrellita
- Eu Amo-te Phillip Morris
- Eu, Peter Sellers
- Eu Sou A Lenda
- Eu Sou Evadido
- Eu, Tu E Todos Os Que Conhecemos
- Everything Must Go
- Evil Dead - A Noite Dos Mortos-Vivos
- Evil Dead 2 - A Morte Chega De Madrugada
- Evil Dead 3 - O Exército Das Trevas
- Ex-Drummer
- Exterminador Implacável 1
- Exterminador Implacável 2 - O Dia Do Julgamento Final
- Exterminador Implacável 3 - Ascensão Das Máquinas
- Exterminador Implacável 4 - A Salvação

- Factory Girl - Quando Edie Conheceu Warhol
- Factotum
- Fados
- Fahrenheit 9/11
- Falso Alarme
- Fando E Lis
- Fantasmas De Marte
- Fargo
- Faster, Pussycat! Kill! Kill!
- Fausto 5.0
- Favores Em Cadeia
- Felicidade
- Feliz Natal
- Férias No Harém
- Festival Rocky De Terror
- Ficheiros Secretos: Quero Acreditar
- Fim De Ano Em Split
- Fim-De-Semana Alucinante
- Final Cut - A Última Memória
- Fish Tank
- Florbela
- Flores Partidas
- Fome
- Footloose - A Música Está Do Teu Lado
- Força Delta
- Forrest Gump
- Freddy Vs. Jason
- Frenético
- Frida
- Frost/Nixon
- Fruto Proibido
- Fuga De Los Angeles
- Fuga Para A Vitória
- Fur - Um Retrato Imaginário De Diane Arbus
- Fúria Cega
- Fúria De Viver
- Fúria Silenciosa

- Gabrielle
- Gainsbourg - Vida Heróica
- Gang Dos Tubarões
- Gangs de Nova Iorque
- Garden State
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- GI Joe - O Ataque Dos Cobra
- Godzilla
- Goodbye Lenine!
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- Grande Mundo Do Som
- Gremlins
- Grizzly Man
- Gru - O Maldisposto
- Guerra Dos Mundos (2005)
- Guerra Dos Mundos (1953)

- Há Lodo No Cais
- Hairspray
- Half Nelson - Encurralados
- Hard Candy
- Harley Davidson E O Cowboy Do Asfalto
- Harold E Maude
- Harry Brown
- Haverá Sangue
- Hawai Azul
- He-Man - Mestres Do Universo
- Head On - A Esposa Turca
- Heartbreak Hotel
- Hell Ride
- Hellboy
- Hellboy 2: O Exército Dourado
- Helter Skelter - O Caso De Sharon Tate
- Henry E June
- Hereafter - Outra Vida
- Hiena
- História De Duas Irmãs
- História De Um Fotógrafo
- Hobo With A Shotgunbr> - Hollywood Ending
- Homem Aranha
- Homem Aranha 2
- Homem Aranha 3
- Homem De Ferro
- Homem Demolidor
- Homem Em Fúria
- Homens De Negro
- Homens De Negro 2
- Homens Que Matam Cabras Só Com O Olhar
- Hostel
- Hostel 2
- Hot Fuzz - Esquadrão De Província
- Howl - Grito
- Hugo

- I Am Sam - A Força Do Amor
- I Spit On Your Grave
- I'll See You In My Dreams
- Iluminados Pelo Fogo
- I'm Still Here
- I Wanna Hold Your Hand
- Imitação Da Vida
- Imortal
- In Search Of A Midnight Kiss
- Indiana Jones E O Reino Da Caveira De Cristal
- Indomável
- Infiltrado
- Inimigos Públicos
- INLAND EMPIRE
- Inquietos
- Insidioso
- Insónia
- Intervenção Divina
- Intriga Internacional
- Invictus
- Irmão, Onde Estás?
- It
- It Might Get Loud
- Italian Spiderman

- Jack Ketchum's The Girl Next Door
- Jackass 2
- Jackass 3D
- Jackie Brown
- Jacuzzi - O Desastre Do Tempo
- James Bond - Agente Secreto
- James Bond - Casino Royale
- James Bond - Quantum Of Solace
- Janela Indiscreta (1954)
- Janela Indiscreta (1998)
- Janela Secreta
- JCVD
- Joga Como Beckham
- John Rambo
- Jonestown - The Life And Death Of Peoples Temple
- Jovens Rebeldes - A Verdadeira História
- Julgamento
- Julie E Julia
- Juno
- Juventude Em Marcha
- Juventude Tardia

- Kalifórnia
- Kandahar
- Karate Kid
- Katyn
- Kenny
- Kick Ass - O Novo Super-herói
- Kids - Miúdos
- Kill Bill vol.2
- King Kong (2005)
- Kiss Kiss Bang Bang
- Kiss Me
- Klimt
- Kopps
- Kung-Fu-Zão
- Kung Pow - Punhos Loucos

- La Jetée
- La Vie En Rose
- Ladrões
- Lady Snowblood
- Laranja Mecânica
- Last Days - Os Últimos Dias
- Lavado Em Lágrimas
- Lemmy
- Léon, O Profissional
- Lichter
- Lindas Encrencas As Garotas
- Lobos
- Longe Da Terra Queimada
- Lost In Translation - O Amor É Um Lugar Estranho
- Lua De Mel, Lua De Fel
- Lucifer Rising
- Lucky Luke
- Lucky Number Slevin - Há Dias De Azar

- M - Matou!
- Má Educação
- Machete
- Madrigal
- Maldito United
- Mamma Mia
- Manhattan
- Manô
- Mamonas Pra Sempre
- Mar Adentro
- Maria E As Outras
- Marie Antoinette
- Marjoe
- Marte Ataca!
- Matança De Natal
- Match Point
- Matou A Família E Foi Ao Cinem
- McQuade, O Lobo Solitário
- Meia-Noite Em Paris
- Meio Metro De Pedra
- Melancolia
- Melinda E Melinda
- Menina
- Mephisto
- Metrópolis
- Meu Nome É Bruce
- Miami Vice
- Milhões
- Milk
- Millenium 1. Os Homens Que Odeiam As Mulheres
- Million Dollar Baby - Sonhos Vencidos
- Minha Mãe
- Minha Terra
- Misery - Capí­tulo Final
- Missão A Marte
- Missão Impossí­vel 3
- Missão Impossível - Missão Fantasma
- Missão Solar
- Mistérios De Lisboa
- Momentos Agradáveis
- Moneyball - Jogada De Risco
- Monsters - Zona Interdita
- Monstro
- Monty Phyton E O Cálice Sagradi
- Morte Cerebral
- Morte De Um Presidente
- Movimentos Perpétuos
- Mr. E Mrs. Smith
- Mrs. Henderson Presents
- Muito Bem, Obrigado
- Mulholland Drive
- Mundo Fantasma
- Mundos Separados
- Munique
- Murderball - Espírito De Combate
- Murish
- Mutilados
- Mysterious Skin

- Na Cama
- Nacho Libre
- Não Estou Aí
- Napoleon Dynamite
- Nas Costas Do Diabo
- Nas Nuvens
- Needle
- Nico: À Margem Da Lei
- Ninguém Sabe
- Nixon
- No Limite Do Amor
- No Vale De Elah
- Noite De Agosto
- Noite Escura
- Noivos Sangrentos
- Nome De Código: Cloverfield
- Northfork
- Nosferatu, O Vampiro
- Nothing
- Nova Iorque 1997
- Nove Raínhas
- Nunca Digas Sim

- O Acontecimento
- O Agente Da Broadway
- O Lugar Do Morto
- O Americano
- O Amor Acontece
- O Anjo Exterminador
- O Anti-Pai Natal
- O Artista
- O Assassínio De Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford
- O Assassí­nio De Richard Nixon
- O Batedor
- O Bom Alemão
- O Bom, O Mau E O Vilão
- O Cabo Do Medo
- O Caminho De São Diego
- O Cão, O General E Os Pássaros
- O Capacete Dourado
- O Castelo Andante
- O Castor
- O Cavaleiro Das Trevas
- O China
- O Cobrador
- O Código Da Vinci
- O Comboio Dos Mortos
- O Comboio Mistério
- O Condenado
- O Couraçado Potemkin
- O Cowboy Da Meia-Noite
- O Crepúsculo Dos Deuses
- O Dedo De Deus
- O Delator!
- O Demónio
- O Despertar Da Besta
- O Despertar Da Mente
- O Deus Da Carnificina
- O Deus Elefante
- O Dia Em Que A Terra Parou (1951)
- O Dia Em Que A Terra Parou (2008)
- O Dia Da Besta
- O Discurso Do Rei
- O Enigma Do Espaço
- O Estranho Caso De Benjamin Button
- O Estranho Mundo De Jack
- O Evangelho Segundo São Mateus
- O Exorcista
- O Fatalista
- O Feiticeiro De Oz
- O Feitiço Do Tempo
- O Fiél Jardineiro
- O Gabinete Das Figuras De Cera
- O Gabinete Do Dr. Caligari
- O Gato Das Botas
- O Génio Do Mal (1976)
- O Grande Peixe
- O Grande Ditador
- O Guerreiro
- O Homem Duplo
- O Homem Que Copiava
- O Homem Que Sabia Demasiado
- O Homem Que Veio Do Futuro
- O Idealista
- O Jogo
- O Júri
- O Imperador Da Califórnia
- O Inquilino
- O Justiceiro Da Noite
- O Labirinto Do Fauno
- O Laço Branco
- O Lado Selvagem
- O Lago Perfeito
- O Leopardo
- O Livro Negro
- O Lobo Do Mar
- O Macaco De Ferro
- O Maquinista
- O Marinheiro De Água Doce
- O Menino De Ouro
- O Meu Tio
- O Milagre De Berna
- O Milagre Segundo Salomé
- O Mistério Galindez
- O Monstro Da Lagoa Negra
- O Mundo A Seus Pés
- O Nevoeiro (1980)
- O Ofício De Matar
- O Olho
- O Orfanato
- O Paciente Inglês
- O Padrinho - Parte I
- O Padrinho - Parte II
- O Padrinho - Parte III
- O Panda Do Kung Fu
- O Panda Do Kung Fu 2
- O Pesadelo De Darwin
- O Pistoleiro Do Diabo
- O Planeta Selvagem
- O Pó Dos Tempos
- O Portador Da Espada
- O Presidiário
- O Prisioneiro Do Rock
- O Protegido
- O Próximo A Abater
- O Quinto Elemento
- O Quinto Império
- O Regresso
- O Rei Dos Gazeteiros
- O Reino Proibido
- O Ritual
- O Ritual Dos Sádicos
- O Sabor Do Amor
- O Sargento Da Força Um
- O Segredo A Brokeback Mountain
- O Segredo De Um Cuscuz
- O Segredo Dos Punhais Voadores
- O Selvagem
- O Sentido Da Vida
- O Sétimo Selo
- O Sítio Das Coisas Selvagens
- O Sonho Comanda A Vida
- O Sonho De Cassandra
- O Sorriso De Mona Lisa
- O Tempo Do Lobo
- O Tesouro Da Sierra Madre
- O Tigre E A Neve
- O Tio Boonmee Que Se Lembra Das Suas Vidas Anteriores
- O Triunfo Da Vontade
- O Turista
- O Último Airbender
- O Último Grande Herói
- O Último Rei Da Escócia
- O Último Tango Em Paris
- O Último Voo Do Flamingo
- O Vingador Tóxico
- O Wrestler
- Ocean's Eleven - Façam As Vossas Apostas
- Odete
- Oldboy - Velho Amigo
- Olho Mágico
- Oliver Twist
- Ônibus 174
- Orca
- Órfã
- Os Amantes Regulares
- Os Amigos De Alex
- Os Bons E Os Maus
- Os Caça-Fantasmas
- Os Cavaleiros Do Asfalto
- Os Chapéus De Chuva De Cherburgo
- Os Cinco Venenos
- Os Clãs Da Intriga
- Os Condenados De Shawshank
- Os Descendentes
- Os Edukadores
- Os Famosos E Os Duendes Da Morte
- Os Filhos Do Homem
- Os Friedmans
- Os Guardiões Da Noite
- Os Homens Preferem As Loiras
- Os Imortais
- Os Inadaptados
- Os Índios Apache
- Os Invisíveis
- Os Irmãos Grimm
- Os Limites Do Controlo
- Os Marginais
- Os Mercenários
- Os Miúdos Estão Bem
- Os Novos Dez Mandamentos
- Os Olhos Da Serpente
- Os Olhos Sem Rosto
- Os Onze De Oceano
- Os Optimistas
- Os Pássaros
- Os Produtores (2005)
- Os Psico-Detectives
- Os Rapazes Da Noite
- Os Rapazes Não Choram
- Os Renegados Do Diabo
- Os Rutles - All You Need Is Cash
- Os Selvagens Da Noite
- Os Simpsons - O Filme
- Os Sonhadores
- Os Sorrisos Do Destino
- Os Super-Heróis
- Os Supeitos Do Costume
- Os Três Enterros De Um Homem
-Os Visistantes Da Idade Média
- Os 300 Espartanos

- Pagafantas
- Palpitações
- Papillon
- Para Onde O Vento Sopra
- Parada De Monstros
- Paraíso, Inferno... Terra
- Paranoid Park
- Paris Je T'Aime
- Party Monster
- Pecados Íntimos
- Pele
- Pequenas Mentiras Entre Amigos
- Performance
- Perigo Na Noite
- Perto Demais
- Pesadelo Em Elm Street
- Pink Floyd The Wall
- Piranha 3D
- Piratas Das Caraíbas - O Mistério do Pérola Negra
- Piratas Das Caraí­bas - O Cofre Do Homem Morto
- Piratas Das Caraíbas - Nos Confins Do Mundo
- Planeta Dos Macacos
- Planeta Dos Macacos: A Origem
- Planeta Terror
- Plano 9 Dos Vampiros Zombies
- Polaróides Urbanas
- Polí­cia Sem Lei (1992)
- Polícia Sem Lei (2009)
- Poltergeist, O Fenómeno
- Ponto De Mira
- Por Favor Rebobine
- Por Favor Não Me Morda O Pescoço
- Porcos & Selvagens
- Posto Fronteiriço
- Precious
- Predadores
- Presente De Morte
- Preto E Branco
- Primer
- Príncipe Da Pérsia - As Areias Do Tempo
- Procurado
- Profissão: Repórter
- Promessas Proibidas
- Proposta Indecente
- Proteger
- Psico
- Psicopata Americano
- Pulp Fiction
- Pulsação Zero
- Punch-Drunk Love - Embriagado De Amor
- Purana Mandir
- Purple Rain

- Quando Viste O Teu Pai Pela Última Vez
- Quarentena
- Quarteto Fantástico (1994)
- Quarteto Fantástico (2005)
- Quase Famosos
- Quatro Noites Com Anna
- Que Lugar Maravilhoso
- Que Se Mueran Los Feos
- Queijo E Marmelada
- Quem Quer Ser Bilionário
- Querida Famí­lia
- Querida Wendy

- R
- Rapariga Com Brinco De Pérola
- Rare Exports
- Ratatui
- Ratos Assassinos
- Ray
- [Rec]
- [REC]2
- Red Eye
- Relatório Kinsey
- Relatório Minoritário
- Religulous - Que O Céu Nos Ajude
- Relíquia Macabra
- Renascimento
- Resident Evil: Apocalypse
- Rio
- Rio Bravo
- Rock De Fogo
- Rock, Rock, Rock
- Rocknrolla - A Quadrilha
- Rocky Balboa
- Roger E Eu
- Roma
- Romance E Cigarros
- Roxanne
- RRRrrrr!!!
- Rubber - Pneu
- Ruídos Do Além
- Ruivas, Loiras E Morenas
- Rumo À Liberdade
- Ruptura Explosiva

- Sacanas Sem Lei
- Sala De Pânico
- Salazar - A Vida Privada
- Salto Mortal
- Samsara
- Sangue Do Meu Sangue
- Sangue Por Sangue
- Santa Sangre
- Sapatos Pretos
- Save The Green Planet!
- Saw - Enigma Mortal
- Saw II - A Experiência Do Medo
- Saw 3D - O Capítulo Final
- Scoop
- Scott Pilgrim Contra O Mundo
- Seconds Apart
- Seis Indomáveis Patifes
- Sem Ela
- Sem Limites
- Sem Rumo
- Sem Tempo
- Semi-Pro
- Ser E Ter
- Sereia
- Serpentes A Bordo
- Sete Anos No Tibete
- Sete Vidas
- Sexo E A Cidade
- Sgt. Pepper's Lonely Heart Club Band
- Shaolin Daredevils
- Shaolin Soccer - O Ás Da Bola
- Shaolin Vs. Evil Dead
- Shattered Glass - Verdade Ou Mentira
- Sherlock Holmes
- Sherlock Holmes - Jogo De Sombras
- Shining
- Shoot 'Em Up - Atirar A Matar
- Shortbus
- Shrek 2
- Shrek O Terceiro
- Shrek Para Sempre
- Sicko
- Sid And Nancy
- Sideways
- Simpatyhy For Mr. Vengeance
- Sin City - Cidade Do Pecado
- Sinais
- Sinais De Fogo
- Sinais Do Futuro
- Sinais Vermelhos
- Singularidades De Uma Rapariga Loira
- Sky Captain E O Mundo De Amanhã
- Slither - Os Invasores
- Soldados Da Fortuna
- Soldados Do Universo
- Sombras Da Escuridão
- Somewhere - Algures
- Sonho De Uma Noite De Inverno
- Sonny
- Sophie Scholl - Os Últimos Dias
- Soro Maléfico
- Sorte Nula
- Soul Kitchen
- Spartacus
- Spartan - O Rapto
- Splice
- Stacy - Attack Of The Schoolgirl Zombies
- Star Wars - A Ameaça Fantasma
- Star Wars - A Vingança Dos Sith
- Star Wars - O Ataque Dos Clones
- Stardust - O Mistério Da Estrela Cadente
- Stone - Ninguém É Inocente
- Stoned, Anos Loucos
- Submarino
- Super
- Super Baldas
- Super-Homem
- Super-Homem: O Regresso
- Super 8
- Superstar
- Suspeita
- Suspiria
- Sweeney Todd: O Terrível Barbeiro De Fleet Street
- Swimming Pool
- Sword Of Vengeance
- Sympathy For The Devil

- Taking Woodstock
- Tarnation
- Tarzan, O Homem Macaco (1981)
- Taxidermia
- Team America - Polí­cia Mundial
- Tebas
- Tecumseh
- Teeth
- Tempestade Tropical
- Tennessee
- Terra De Cegos
- Terminal De Aeroporto
- Terra Dos Mortos
- Terror Em Setembro
- Terror Na Auto-estrada
- Terror Nas Montanhas
- Tetro
- The Bloodstained Butterfly
- The Brown Bunny
- The Darjeeling Limited
- The Departed: Entre Inimigos
- The Devil And Daniel Johnston - Loucuras De Um Génio
- The Devil's Double
- The First Great Train Robbery
- The Fountain - O Último Capítulo
- The Grudge - A Maldição
- The Host - A Criatura
- The Impossible Kid
- The King Of Kong
- The Langoliers - Meia-Noite E Um
- The Last House On The Left
- The Machine Girl
- The Man From Earth
- The Marine
- The Million Dollar Hotel - O Hotel
- The Mindscape Of Alan Moore
- The Mist - Nevoeiro Misterioso
- The Others - Os Outros
- The Prestige - O Terceiro Passo
- The 50 Worst Movies Ever Made
- The Way
- The Woman
- Thirst - Este É O Meu Sangue
- This Is It
- This Is Spinal Tap
- Thor
- Thriller - A Cruel Picture
- THX 1138
- Tirar Vidas
- Titanic 2
- Tony
- Tournée - Em Digressão
- Toy Story 3
- Tragam-me A Cabeça De Alfredo Garcia
- Transamerica
- Tron
- Tron: O Legado
- Tropa De Elite
- Tropa De Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro
- Tsotsi
- Tubarão
- Tubarão 2
- Tubarão 3
- Tubarão IV - A Vingança
- Tucker E Dale Contra O Mal
- Tudo Ficará Bem
- Tudo Pode Dar Certo
- Twisted - Homicídios Ocultos

- Ultra Secreto
- Um Amor De Perdição
- Um Azar Do Caraças
- Um Bater De Corações
- Um Belo Par... De Patins
- Um Cão Andaluz
- Um Dia A Casa Vai Abaixo
- Um Dia De Raiva
- Um Homem Singular
- Um Longo Domingo De Noivado
- Um Lugar Para Viver
- Um Padrasto Para Esquecer
- Um Profeta
- Um Tiro No Escuro
- Um Trabalho Em Itália
- Uma Aventura Na Casa Assombrada
- Uma Boa Mulher
- Uma Canção De Amor
- Uma Espécie De Cavalheiro
- Uma Famí­lia À Beira De Um Ataque De Nervos
- Uma História De Violência
- Uma Pequena Vingança
- Uma Rapariga Com Sorte
- Uma Segunda Juventude
- Uma Segunda Vida
- Undefeatable
- Unseen Evil 2 - Alien 3000
- Up - Altamente

- V De Vingança
- Vai E Vive
- Vais Conhecer O Homem Dos Teus Sonhos
- Valhalla Rising - Destino De Sangue
- Valquíria
- Vampiros de John Carpenter
- Van Helsing
- Vanilla Sky
- Vanitas
- Vasilhame
- Veio Do Outro Mundo
- Veludo Azul
- Velvet Goldmine
- Vencidos Pela Lei
- Vendendo A Pele
- Veneno Cura
- Vera Drake
- Versus - A Ressurreição
- Vestida Para Matar
- Vice
- Vício - Quando Nada É Suficiente
- Vicky Cristina Barcelona
- Vidas Sombrias
- Vigilância
- Vingança Redentora
- Virgem Aos 40 Anos
- Vitus
- Viúva Rica Solteira Não Fica
- Viver A Sua Vida
- Voando Sobre Um Ninho De Cucos
- Voltando Para Casa
- Voltar
- Vontade Indómita
- Voo 93

- Walk Hard - A História De Dewey Cox
- Walk The Line
- WALL-E
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Wassup Rockers - Desafios De Rua
- Watchmen - Os Guardiões
- Welcome To The Rileys
- White Irish Drunkers
- Wild Zero
- Win Win
- Wolf Creek
- Wristcutters: A Love Story

- X-Men
- X-Men 2
- X-Men 3 - O Confronto Final
- X-Men: O Início
- X-Men Origens: Wolverine

- Zack E Miri Fazem Um Porno
- Zardoz
- Zatoichi
- Zombies Party - Uma Noite... De Morte
- Zombies Strippers
- Zozo

- 007 - Agente Secreto
- 007 - Casino Royale
- 007 - Quantum Of Solace
- 10 Coisas Que Odeio Em Ti
- 100 Volta
- 10.000 AC
- 12 Homens Em Fúria
- 12 Macacos
- 12:08 A Este De Bucareste
- 1984
- 2LDK
- 24 Hour Party People
- 28 Dias Depois
- 20,13 - Purgatório
- 2012
- 300
- 4 Copas
- 48
- 50/50
- 6=0 Homeostética
- 8 1/2
- 9 Canções
- 98 Octanas


ENTREVISTAS:
- Fernando Fragata
- Festróia - Mário Ventura
- Filipe Melo
- Good N Evil
- IMAGO - Sérgio Felizardo
- José Barahona
- Nuno Markl
- Paulo Furtado
- Rodrigo Areias
- Sara David Lopes
- Solveig Nordlund
- Fernando Alle


TOPES:
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2011
- Top 5 dos Piores Filmes de 2011
- Top 10 dos Melhores Filmes de 2010
- Top 5 dos Piores Filmes de 2010
- Top 5 dos filmes de Leslie Nielsen
- Top 10 Dos Filmes Low Cost
- Top 5 das Melhores Cenas de Dança
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2009
- Top 5 dos Piores Filmes de 2009
- Top 5 dos Filmes Que Tenho Vergonha De Dizer Que Gosto
- Top 5 das Melhores Músicas de Ennio Morricone
- Top 5 dos filmes com Patrick Swayze
- Top 5 dos Telediscos do Michael Jackson
- Top 5 dos Filmes com David Carradine
- Top 5 dos Filmes com Lutadores de Luta-Livre
- Top 10 Os Melhores Filmes de 2008
- Top 5 Os Piores Filmes de 2008
- Top 5 dos Piores Filmes de Natal
- Top 5 das Coisas que não Esperávamos Ver no Cinema
- Top 5 dos Melhores Filmes de Paul Newman
- Top 5 Personagens Com Palas Nos Olhos
- Top 10 Melhores Cartazes De Cinema
- Top 5 dos Filmes de Chuck Norris
- Top 5 dos Filmes de Patrick Swayze
- Top 10 Os Melhores/Piores Vestidos dos Oscares
- Top 5 As Mortes de Crianças Mais Gratuitas
- Top 10 Os Melhores de 2007
- Top 5 Os Piores de 2007
- Top 7 Adaptações ao Cinema de Livros de Stephen King
- Top 5 Filmes Pela Paz
- Top 5 Os Melhores Beijos
- Top 5 Grandes Arquitectos
- Top 10 Filmes Que Mudaram A Minha Vida
- Top 5 Mulheres de Cabeça Rapada
- Top 5 As Cenas Mais Excitantes
- Top 10 Os Melhores de 2006
- Top 5 Os Piores de 2006
- Top 3 Filmes de Robert Altman
- Top 5 Os Vilões do Cinema
- Top 5 Filmes Com Mick Jagger
- Top 5 Filmes Com Steve Buscemi
- Top 5 Dos Cães no Cinema
- Top 5 Dos Filmes do Indie06
- Top 5 Dos Filmes do Fantas06
- Top 5 dos Presidentes
- Top 10 Os Melhores de 2005
- Top 5 Os Piores de 2005
- Top 5 Filmes com Pat Morita
- Top 10 Os Melhores Filmes Independentes
- Top 5 Os Piores Filmes da Saga Bond
- Top 5 Filmes com Dolph Lundgren
- Top 5 Adaptações de BD Para Cinema
- Top 10 Cenas Mais Assustadoras de Sempre
- Top 5 Vencedores do Óscar
- Top 5 Bond Girls
- Top 5 Filmes Sobre Doenças
- Top 5 Filmes de Natal
- Top 5 Melhores Batalhas Corpo-A-Corpo
- Top 10 Melhores Canções do Cinema
- Top 10 Melhores Filmes de Sempre
- Top 5 Melhores Momentos Musicais
- Top 5 Grandes Duelos do Cinema
- Top 10 Maiores Personagens do Cinema
- Top 5 Piores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 10 Melhores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 5 Filmes Religiosos


BAÚ DO TRASH:
- Needle
- Que Se Mueran Los Feos
- Easy A
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Saw 3D - O Capítulo Final
- And Soon The Darkness
- Os Imortais
- Purana Mandir
- Pagafantas
- The Bloodstained Butterfly
- Cisne Negro


ROYALE WITH CHEESE APRESENTA:
- A Tasca Da Cultura
- A Causa Das Coisas - parte I
- A Causa Das Coisas - parte II
- A Momentary Lapse Of Reason


FILMES A VER ANTES DE MORRER:
- #1 As Lágrimas Do Tigre Negro
- #2 Alucarda
- #3 Time Enough At Last
- #4 Armageddon
- #5 The Favour, The Watch And The Very Big Fish
- #6 Italian Spiderman
- #7 The Soldier And Death


UMA CURTA POR DIA NÃO SABE O BEM QUE LHE FAZIA:
- 1# Rabbit, de Run Wrake
- 2# Aligato, de Maka Sidibé
- 3# The Cat Concerto, de Joseph Barbera & William Hanna
- 4# A Curva, de David Rebordão
- 5# Batman: Dead End, de Sandy Callora
- 6# O Código Tarantino, de Selton Mello
- 7# Malus, de António Aleixo & Crosswalk, de Telmo Martins
- 8# Three Blind Mice, de George Dunning
- 9# Bedhead, de Robert Rodriguez
- 10# Key To Reserva, de Martin Scorcese
- 11# Bambi Meets Godzilla, de Marv Newland
- 12# The Horribly Slow Murderer with the Extremely Inefficient Weapon, de Richard Gale
- 13# Stolz Der Nation, de Eli Roth
- 14# Papá Wrestling, de Fernando Alle
- 15# Glas, de Bert Haanstra
- 16# Fotoromanza, de Michelangelo Antonioni
- 17# Quem É Ricardo?, de José Barahona
- 17# Terra Incognita, de Peter Volkart


AS MELHORES PIORES CENAS DE SEMPRE:
- A Pior Luta
- A Cena Mais Metida A Martelo
- O Ataque Animal Mais Brutal
- A Perseguição Mais Alucinante
- O Duelo Mais Improvável


CLUBE DE CINEMA DE SETÚBAL:
- Janeiro
- Fevereiro
- Março
- Abril
- Maio
- Setembro
- Novembro


FESTIVAIS:
- 20º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9
- 21º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 22º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
- 23º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
- 24º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 26º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 12º Caminhos Do Cinema Português
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- Imago 2006
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8

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