Segunda-feira, Outubro 08, 2007
DIE HARD 4.0 - VIVER OU MORRER:Título:
Live Free Or Die HardRealizador: Len Wiseman
Ano: 2007

Em 1988, um aparentemente inofensivo
Assalto Ao Arranha-Céus tornou-se num verdadeiro filme de culto e um marco no cinema de de acção. Contra todas as expectativas (até porque nem foi particularmente feliz nas bilheteiras), o filme deu origem a várias sequelas, sendo a última dela
Die Hard 4.0 - Viver Ou Morrer, estreada em pleno frenesim de sequelas, prequelas, remakes e spin-offs.
O que se destacou, principalmente, em
Assalto Ao Arranha-Céus foi a redefinição que fez do herói de acção: bem mais perto do anti-herói celebrizado pelo film-noir, do que da action figure de uma extrema direita estilizada, popularizada pelos seus
primos afastados, como Stallone ou Schwarzenegger. O John McClane de Bruce Willis não tem nada a ver com o herói patriota de John Rambo, por exemplo, que vai salvar o Mundo por vontade própria e amor ao seu país; McClane é apenas um tipo com má sorte, que
está sempre no sítio errado, no local errado. Agora o que era desnecessário era Len Wiseman relembrar esse facto a cada quinze minutos de
Die Hard 4.0, repetindo-o tantas vezes até começar a soar a lamechas e falso.
Esta minha opinião acerca desta quarta sequela não começa bem, mas posso garantir que irá melhorar. McClane está então de volta; e depois das ameaças (mais ou menos) localizadas de
Assalto Ao Arranha-Céus e
Assalto Ao Aeroporto,
Die Hard 4.0 volta a encomendar uma ameaça global, que já tinha dado bons resultados em
Die Hard: A Vingança. Desta vez, o detective John McClane irá combater o terrorismo virtual: um perigoso pirata informártico (Timothy Olyphant) que vai deixar os Estados Unidos num verdadeiro caos, quando delsiga todos os sistemas computadorizados do país - uma espécie de
A Rede, mas em escala monumental.
Não é só a ameaça global que o filme importa de
Die Hard: A Vingança; importa também um sidekick para McClane. No entanto, não cai no erro de repetir a fórmula buddy movie e Len Wiseman desencanta um parceiro que é o completo oposto de Bruce Willis: um adolescente viciado em computadores (uma surpreendente estreia de Justin Long), que tem por amigo um das mais divertidas associações de Hollywood nos últimos tempos: Kevin Smith a fazer de si próprio, ou seja, de viciado em jogos de computador, filmes manhosos, bonecos e internet.
Len Wiseman vem da escola da MTV e tem, claramente, aquele estilo estilizado de filmar que tanta impressão me faz. No entanto, talvez influenciado pelo velhote McClane,
Die Hard 4.0 consegue ser um filme de força bruta, à boa maneira dos anos 80. E consegue-o, sobretudo, nos combates corpo a corpo, bem realistas e diferentes das coreografias wi-fu dos recentes flicks de acção. E inova ao colocar um homem a esmurrar repetidamente uma mulher.
Depois, vêm as coisas más. E não falo do guião pateta, até porque aqui não se queriam grandes filosofias no argumento. Falo antes do exagero do factor blockbuster: vilões homens-aranha, sequências de acção demasiado mirabolantes, tiroteios à proporçãod e 1 para 100 e um McClane demasiado super-homem. E eu que pensava que A Verdade Da Mentira tinha provado a toda a gente que não se devem colocar homens a abater aviões a jacto com as próprias mãos sem ser a gozar.
Não faz esquecer os anteriores, mas
Die Hard 4.0 não ofende o original. É apenas um bom filme de acção, para se ver com o cérebro desligado, pipocas, muita cerveja e um gordoroso (no bom sentido) McBacon.
Yippee ki yay, motherfucker.
Posted by: dermot @
10:40 PM
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