Sexta-feira, Setembro 14, 2007
A CASA MALDITA:Título:
The HauntingRealizador: Robert Wise
Ano: 1963

Provavelmente, Robert Wise foi o mais versátiol realizador da fase dourada de Hollywood: com a mesma facilidade com que criou dois dos maiores hinos cinematográficos da lamechiche,
Música No Coração e
Amor Sem Barreiras, Wise realizou um dos mais importantes filmes da ficção-científica inicial -
O Dia Que A Terra Parou -, e um dos mais assustadores filmes de terror de sempre:
A Casa Maldita.
A Casa Maldita é a mais perfeita cristalização de uma da smais antigas muletas do cinema de terror: o flick da casa assombrada. A mansão de Rose Hill é a personagem central: uma robusta e labiríntica construção, que ao longo de noventa anos tem visto os seus donos perecerem de forma macabra. O Dr. John Markway (Richard Johnson) vê-a então como o objecto de estudo ideal para a sua investigação - junta mais três pessoas e decidem ir passar umas noites na casa, de forma a tentar provar a existência de fenómenos paranormais.
Se você é daqueles que gosta de filmes de terror gráficos, gores e explícitos, então este não é o filme para si.
A Casa Maldita é antes um filme fantástico de terror sugestivo, onde Robert Wise se trasnfigura num verdadeiro Hitchcock: cada plano é inesperadamente inovador, a câmara trepida de forma perfeita nos momentos de paranóia, existem violinos em êxtase nas cenas de tensão e até zooms rápidos e fechados nas jump scenes (as cenas devidamente orientadas para o susto final). E tudo isto sem mostrar um único pingo de sangue, uma criatura de outro mundo, ou um fantasma de qualquer espécie.
Para além de um fantástico documento de como se deve filmar,
A Casa Maldita é ainda (e especialmente) um ensaio psicológico. As quatro personagens que foram o herói colectivo do filme têm espessura e personalidade suficiente para criarem uma rede de relações complexa entre si (que envolvem lesbianismo e tudo) e, se houvesse um crime lá dentro, estaria criado o cenário perfeito para um whodunnit movie.
Mas figura que se destaca em
A Casa Maldita é Eleanor Lance (Julie Harris), uma ingénua rapariga muito sem sal, com uma adolescência perdida a cuidar de uma mãe tirana e super-protectora. É ela que vai guiar os acontecimentos, através de uma narração via voz-off, e é ela que vai decidir o destino do filme.
A Casa Maldita é um marco do cinema de terror e tem vários momentos memoráveis que não mereciam o insulto que lhe foi dirigo em 1999, com o remake
A Mansão. Aposto que se virem o filme, nunca mais vão dormir com a mão de fora da cama...
Nem eu sei bem porque estou a dar apenas o Le Big Mac.
Posted by: dermot @
5:19 PM
|