Segunda-feira, Agosto 27, 2007
O 5º ELEMENTO:Título:
The Fifth ElementRealizador: Luc Besson
Ano: 1997

Depois de ter conquistado Hollywood com um par de filmes assombrosos (alguém mencionou
León, O Profissional?), Luc Besson decidiu provar que era superior aos tecnocratas do meio e que não precisava deles para nada. Assim, voltou para a sua França natal e realizou a maior produção europeia de sempre, um blockbuster futurista chamada
O 5º Elemento.
A ficção-científica faliu desde que nos apercebemos que os cenários futuristas que nos eram prometidos no início do século XX não iriam ser bem assim - em pleno século XXI continuamos sem ter carros voadores, teletransporte, a conquista do espaço e outras utopias semelhantes. Por isso, os grandes sucessos do género dos últimos tempos têm sido aventuras mais ou menos realistas. Mas Luc Besson não quis saber nada disso e, pegando numa ideia que tivera no liceu, criou um novo universo futurista, um primo não muito afastado de
Star Wars, com planetas, galáxias, naves e criaturas esquistas.
A premissa é a mais antiga de sempre no campo da acção: o Bem versus o Mal. De 5000 em 5000 anos, o Mal (assim mesmo, em formato artigo definido com letra maiúscula) tem uma nova chance para destruir a galáxia; e a única arma contra isso, são os cinco elementos terrestres: água, terra, fogo, ar e um ente supremo e perfeito - Leeloo (uma igualmente perfeita Milla Jovovich). Estamos então em 2263 e o Mal tem nova tentativa para destruir o Universo. E Korben Dallas (Bruce Willis), um taxista com pouca sorte na vida, vai ter que salvar o dia.
Antes de continuar, convém fazer aqui uma ressalva que me parece muito interessante. Normalmente, os filmes que abordam tentativas de armagedão costumam colá-lo à tradição bíblica. Mas Lub Besson afasta-se desta hipótese e abraça uma tese mais esóterica, em que o comando da vida está a cargo de uma força cósmica e não de uma força divina.
Desde que George Lucas criou o universo
Star Wars que ninguém criava um mundo fantástico tão completo e detalhado. E para isso, Besson recorreu-se da ajuda dos melhores: de Moebius (vénia) e Jean-Claude Mézières para desenharem as cidades, criaturas e ambientes; e Jean-Paul Gaultier para criar os fatos. O resultado é a Nova Iorque mais interessante desde
Blade Runner - Perigo Iminente, com claras influências do futurismo de
Metropolis e da Cittá Nuova de Sant'elia (os arranha-céus a perder de vista e as ruas suspensas).
Mas não só de crituras se faz
O 5º Elemento; também existem um sem-número de personagens geniais: o vilão Zorg (Gary Oldman) ou, principalmente, Ruby Rod (Chris Tucker), uma estrela de rádio andrógena e irritante, metade Prince metade Lenny Kravitz. E depois há o
último herói de acção, o anti-herói Bruce Willis, que após
Assalto Ao Arranha-Ceús, volta a ter que salvar o Mundo por estar no lugar errado há hora errada.
Quanto ao filme em si,
O 5º Elemento é uma aventura pipoqueira com doses iguais de acção non-stop e humor. Besson conhece o mercado como poucos e sabe agradar ao público e, por isso, o filme sabe carregar ainda no romance e no tearjerker quando o tem que fazer, sem que saiba muito a plástico. Há ainda as habituais sequências trepidantes de acção, com muitas armas em que não acabam as munições, e explosões qb. Ou seja, o blockbuster habitual, mas bem feito.
O 5º Elemento é um enorme saco daquelo a que os americanos chama de eurotrash. Eu digo que é o nosso Armageddon. E tal como este, também gosto. E de McBacons também.
Posted by: dermot @
8:21 PM
|