Domingo, Junho 24, 2007
UMA CURTA POR DIA NÃO SABE O BEM QUE LHE FAZIA:Uma das grandes novidades do Festroia deste ano foi a inclusão do Prémio Sapo Vídeos Curtas Digitais, competição aberta a todos os portugueses com filems em formato digital até 10 minutos de duração. O vídeo digital é, cada vez mais, o cinema do futuro: mais barato, mais fácil, mais directo e mais acessível a todos. Um olhar do Festroia sob o futuro...
O vencedor estava nas mãos do público, que durante os dias do certame pôde votar nas suas curtas favoritas que estavam (estão) disponíveis on-line. E no final, houve dois vencedores ex-aequo:
Malus, filme de António Aleixo, e Crosswalk, curta de Telmo Martins. Confesso que no geral, as curta sinscritas surpreenderam-me pela positiva: houve muitos e bons filmes a concurso. mas também devo confessar que
Malus e
Crosswalk foram dois justos vencedores. Por isso, deixo-vos aqui com ambos.
António Aleixo, realizador setubalense inserido na (cada vez mais presente) cooperativa NeoCirka, que teve o documentário
Setúbal, O Quê? inserido na programação do Festroia deste ano, traz-nos
Malus, uma estória de ficção-científica inspirada numa teoria de Carl Sagan. Com um baixo orçamento (98 euros, segundo reza a crónica),
Malus prova como a imaginação é capaz de compensar a falta de meios na maior parte das vezes.
Para quem comprou aquela série de DVDs dedicados às curtas nacionais que saiu com o selo da FNAC, o nome de Telmo Martins não deve ser muito estranho. É que o seu filme
Rupofobia é dos poucos que se destaca da mediania dessa selecção. Telmo Martins, jovem realizador da Covilhã é uma presença assídua nos festivais nacionais. As suas curtas, normalmente destacam-se pela fotografia e pela sensibilidade clássica, uma vez que em termos de argumento limitam-se muitas vezes a estórias populares ou pequenas anedotas. É o que acontece também com
Crosswalk: uma estória simples, mas filmada com grande tacto. Telmo Martins é um nome a manter debaixo de olho.
Posted by: dermot @
11:30 AM
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