Royale With Cheese

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quarta-feira, julho 26, 2006  

TOP 5:

O Rei faz anos!
A cara da maior banda rock do Mundo faz hoje anos. 63 primaveras são muitas primaveras, mas nada que impeçam o homem de continuar a rockar como se tivesse 15 anos, fazendo inveja a muitos jovens de hoje. Falo, obviamente, de Mick Jagger (que agora até é sir, o traidor!).
Como este é um blogue de cinema e não de música, tenho de arranjar um pretexto para falar aqui de Mick Jagger, que é mesmo o maior. O que não é difícil, uma vez que tal como todos os artistas cujo ego é maior que o próprio, Mick Jagger também quis ser uma estrela de cinema famosa. Claro que não se pode ter jeitinho para tudo... No entanto, a filmografia de Jagger foi até há data suficiente para que seja recordada neste TOP 5 DE FILMES COM MICK JAGGER:

5º Lugar - Ned Kelly (1970) - em 2003 apareceu um remake deste filme com Heath Ledger a fazer o lugar de Mick Jagger. E o que é que é verdade é que até este remake é melhor que o original. Por isso, podem julgar por vocês próprios a validade deste Ned Kelly.
4º Lugar - Corrida Contra O Tempo (1992) - este thriller futurista tem viagens no tempo, CGI do tempo da pedra, Emilio Estevez no papel de herói e Mick Jagger no papel de vilão impiedoso. Ou seja: xungaria da pesada!
3º Lugar - Homem De Aluguer (2001) - é o filme mais sério de Mick Jagger das últimas décadas e era para ver se valia a pena tentar uma segunda vaga no mundo do cinema. Don't quit your day job, Mick.
2º Lugar - Performance (1970) - Jagger faz de estrela rock decadente neste clássico iconoclaste da década de 70. Ou seja, faz de si próprio. Depois, tem ainda na banda-sonora Memo From Turner, que é uma canção do caraças. E tem uma cena de sexo com a Anita Pallenberg - a bicileta dos Stones - que na Holanda foi editada como filme porno. Ou seja, Mick Jagger não fez só filmes maus...
1º Lugar - Bent (1997) - agora sim, agora é que é falar: Bent é um filme independente de 1997 com Clive Owen em que Mick Jagger faz de Greta, uma cantora de cabaret travesti(!). É preciso dizer mais alguma coisa para justificar o primeiro lugar?

Menção Honrosa - Adepto Fanático (1996) - ok, não é um filme sobre os Stones. Nem sequer é um bom filme (é do Tony Scott, nunca poderia ser um bom filme). No entanto, tem um Robert De Niro que faz de um psicótico viciado nos Stones. How cool is that?

Posted by: dermot @ 2:52 da tarde
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terça-feira, julho 25, 2006  

WASSUP ROCKERS - DESAFIOS DE RUA:

Título: Wassup Rockers
Realizador: Larry Clark
Ano: 2005


Já por aqui manifestei o meu ódio de estimação pelo Larry Clark. E nem é por o considerar um gajo sensacionalista e gratuito; é também por achar que é um realizador medíocre. No entanto, a trailer de Wassup Rockers - Desafios De Rua deixou-me com vontade suficiente para o ir ver: no gueto norte-americano, um grupo de adolescentes vive inconformado perante a cultura hip-hop que os rodeiam, fiéis aos skates, ao punk-rock e as às calças justas. Quanto a vocês não sei, mas a mim bastou para ir gastar dois euros ao cinema...

Realmente, é bom saber que na sociedade formatada pela MTV e seus derivados, ainda persistem jovens fiéis aos seus próprios gostos, criando o seu próprio estilo em vez de estarem à espera que lhes digam o que hão-de gostar. Afinal a América não são só niggers e whiteys que houvem hip hop, usam roupas largas e quilos de ouro ao peito. O irónico é que são precisos vir uns miúdos da América Latina para o mostrar.

Com efeito, Larry Clark descobriu por acaso estes miúdos hispânicos oriundos do gueto, que contra a cultura actual, se vestiam e agiam diferente do resto dos jovens. Pegou neles e transformou-os em profissionais e a verdade é que, tal como em Kids - Miúdos, eles não se safaram nada mal.

Mas Wassup Rockers - Desafios De Rua tem mais pertinência na sua curta sinopse do que em todo o filme. O que poderia ser um Os Marginais actualizado para os dias de hoje, não é mais do que um mero exercício voyerista centrado naqueles miúdos com (muito) estilo. Durante a primeira parte do filme, Larry Clark limita-se a filmá-los demoradamente a andarem de skate na rua, a darem umas voltas na Rosalia (Ashley Maldonado), a bicicleta da aldeia, a ensaiarem numa banda punk ruinzinha, ou apenas a praticarem o árduo desporto do mapling. Quanto áquela história do bando de jovens inconformados perante a cultura hip-hop que os rodeia resolve-se toda num diálogo que Kico (Francisco Pedrasa) há de ter com uma miúda rica lá mais para a frente.

Para a segunda parte de Wassup Rockers - Desafios De Rua, Larry Clark coloca os miúdos numa situação diferente. Leva-os para o lado oposto da cidade, a rica Bevery Hills, para andarem de skate. Depois apresenta-lhes as miúdas ricas de Bevery Hills e por fim diz "agora desenrasquem-se e saiam daí". De repente, Wassup Rockers - Desafios De Rua é uma espécie de Os Selvagens Da Noite, mas em mau. Perdidos na contastante Beverly Hills, os jovens vão ter de atravessar a cidade, ultrapassando vários obstáculos como num jogo de computador. No entanto, esses obstáculos são todos esteriotipados ao máximo: o famoso rico que é um dedo leve no gatilho; o gay pervertido; a tia bêbada e desesperada sexualmente; ou os betos queques com os pullovers aos ombros...

Wassup Rockers - Desafios De Rua promete uma coisa e afinal não a cumpre. No entanto, até é bem capaz de ser um bocadinho mais do que um Double Cheeseburger (pelo menos não tem sexo explícito); eu é que não gosto do Larry Clark.

Posted by: dermot @ 11:41 da tarde
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UM BATER DE CORAÇÕES:

Título: Heart Beat
Realizador: John Byrum
Ano: 1980


Os anos 50 geraram nos Estados Unidos um dos movimentos mais interessantes que aquele país de inúteis poderia algum dia ter gerado: a beat generation. Esta geração de artistas emancipados que não se identificavam com os valores morais contemporâneos, criaram algumas da sobras literárias mais importantes dos últimos anos, fiéis a um estilo de vida boémio e libertino, próximo do alcóol, das drogas e do café. Ou seja, foram o último molde de artistas próximos do conceito romântico que fazemos deles.

Estranhamente, o cinema não se costuma interessar muito por esta beat generation. E quando o faz, mais valia não o fazer. É o caso deste Um Bater De Corações, uma adaptação ficcionada da relação de amizade/amor entre Jack Kerouac, Neal Cassady e Carolyn Cassady, baseada nas memórias desta última. Jack Kerouac (aqui interpretado por um ainda magro John Heard) foi um dos expoentes máximos deste movimento de artistas, especialmente graças à obra-prima Pela Estrada Fora, escrita em poucas semanas num rolo de papel; Neal Cassady (a quem Nick Nolte dá vida) foi, talvez, a mais importante figura da beat generation. Apesar de não ter criado nada directamente, foi o mais importante impulsionador de muitas das obras dos outros artistas, que se inspiraram no seu modelo de vida totalmente livre. Neal Cassady foi muitas vezes transportado para as obras dos escritores beat, como é o caso da personagem principal do já citado Pela Estrada Fora. Por fim, Carolyn Cassady (uma Sissy Spacek mais linda do que nunca) foi o vértice feminino deste triângulo amoroso, a menos beat dos três, mas não por isso menos importante.

Um Bater De Corações tinha tudo para ser um filme interessante: bons actores, uma história interessante por trás e muitas, muitas potencialidades inerentes. No entanto, a incapacidade do realizador John Byrum (não é por acaso que a sua filmografia é insignificante) transformaram-no em algo completamente opaco e inóquo. Um Bater De Corações assemelha-se apenas a um esboço (e mal amanhado, ainda por cima) do que o filme poderia ter sido a sério.

Nota-se uma certa atmosfera nostálgica no filme (graças aos decors e à fotografia urbana, muito Edward Hopper) e uns diálogos espirituosos, mas falta-lhe alma. Os actores limitam-se a existir, não têm uma razão para o ser e muitas das cenas poderiam muito bem ter sido improvisadas. Não há um contexto social, histórico ou até pessoal que justifique aquela atitude perante a vida. Temos uma ideia que Kerouac e Cassady são espíritos livres, cuja vida no mesmo lugar assemelha-se a viver numa gaiola, porque os vemos de vez em quando a viajar; também temos ideia de que a escrita de Kerouac se baseava na improvisação e espontaneidade do jazz, porque ouvimos uns concertos nuns bares e Kerouac a dizer às tantas Vou ser como o Charlie Parker da escrita. No entanto, aqueles homens tanto poderiam ser beats como alcoolicos anónimos.

Um Bater De Corações é uma autêntica desilusão, acima de tudo porque cada frame mostra que poderia ter sido uma fabulosa amálgama entre Uma História De Amor e E A Tua Mãe Também. O que é irónico é que Nick Nolte tem aqui o papel da sua vida, talvez antecipando o que iria ser a sua vida de sem-abrigo uns anos mais tarde.

Para quando um filme como deve ser sobre a beat generation? É que me custa tanto estar a dar Cheeseburguers ao que quer que seja relacionado com Kerouac...

Posted by: dermot @ 10:44 da manhã
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sábado, julho 22, 2006  

UNSEEN EVIL 2:

Título: Alien 3000 - Unseen Evil 2
Realizador: Jeff Leroy
Ano: 2004


Este filme é tão mau, mas tão mau, que eu nem sei por onde começar. Talvez pelo subtítulo - Alien 3000 - e pela capa, com um Alien-wannabe, uma vez que é o que chama logo a atenção. Contudo, se estão a pensar que isto se trata de um spin-off da série Alien estão bem enganados. As semelhanças com o alienígena criado por Riddley Scott começam e acabam aí. Tal capa e tal subtítulo não passou de uma maneira de enganar espectadores, levando-os a crer tratar-se de outra coisa completamente diferente. O que me faz espécie é, no entanto, outra coisa: se já havia um Unseen Evil, o que levou aquela gente a fazer uma sequela?

Os filmes de série Z de hoje já não têm nada a ver com os de antigamente. É que no meu tempo eles ainda se preocupavam em ter qualquer coisa parecida com um argumento. Unseen Evil 2 inicia-se logo com um grande plano gratuito de dois minutos de umas belas mamas femininas. Depois, acontece a mais ridícula derrocada da história do cinema e é revelada a três adolescentes uma caverna, que durante todo o filme tropas altamente treinadas não vão conseguir encontrar, enquanto que qualquer grupo de teenagers vai lá ter com extrema facilidade. O que interessa aqui referir é que aquela caverna esconde um tesouro e umas espadas(!) guardadas por dois monstros invisíveis, que esfrangalham aos pedacinhos quem se aproxima.

É por isso que um grupo de soldados vestidos de forma informal(!) vão pedir ajuda a uma adolescente que sobreviveu a um desses ataques, retirando-a do manicómio para que ela lhes indicasse a localização exacta dessa gruta, de forma a que eles exterminassem os bichos. Claro que nessa expedição o grupo é suficientemente heterogéneo para irem morrendo a pouco e pouco, de formas ridículas: existe o negro, o banco espirituoso, a menina bonita, a bitch do grupo e, claro, o super-líder carismático. Convém ainda referir a pertinência de terem levado consigo uma arma de paintball(!!), que acaba por ter um papel determinante na batalha contra o monstro(!!!).

Imaginem o pior filme que consigam; Unseen Evil 2 é muito pior que isso. Aliás,Unseen Evil 2 é pior do que termos uma ténia a desovar-nos no duodeno. Eu até entendo que não houvesse dinheiro para fazer um boneco de borracha mais credível e para criarem um CGI que não se assemelhasse aos jogos java dos telemóveis de segunda geração. O que não aceito é que me tentem fazer de parvo. É que Unseen Evil 2 é uma espécie de Ninja Das Caldas, mas levado a sério.

Mas como é que se pode levar a sério que o monstro mude de número de pernas(!) ao longo do filme? Primeiro tem seis, depois duas, depois quatro e depois duas outra vez. Como é que se pode aceitar que não haja noção de profundidade ou de espaço no filme? O monstro agarra uma vítima, um soldado atira-lhe uma granada e apenas rebenta com o monstro, uma vez que os estilhaços não atingem a vítima. Eu até gosto de edifícios de papelão que explodem, carros da matchbox que chocam, interiores de cockpits que são uma parede a diger "High Voltage" e helicópteros que explodem em pleno ar. No entanto, o helicóptero não poderia ser sempre o mesmo(!!), tinha que ir mudando de modelo ao longo filme? E será que tínhamos mesmo de ver a mão(!!!) a segura-lo?

Bem, poderia estar aqui mais dois ou três parágrafos a cascar no filme, mas o que interessa mesmo é falar no que é realmente importante em Unseen Evil 2. Ou seja, Lorenzo Lamas. Esse mesmo, o antigo ídolo da televisão norte-americana e o actual rei da série Z, cuja personagem em Unseen Evil 2 só está lá para vender o filme (caso a publicidade enganosa da capa e do subtítulo não funcionasse). Lamas é o agente especial Biggs, que durante o filme escapa à explosão integral dum edifício(!) e à explosão de um helicóptero em pleno voo, saltando sem pára-quedas(!!), para depois ir morrer com um golpe de espada do monstro(!!!). Priceless.

Não sei porque continuo a ver estas coisas. É uma hora e meia da minha vida que não hei-de recuperar nunca mais. E dar-lhe um Pão Com Manteiga é o maior elogio que alguma vez já lhe alguém lhe fez.

Posted by: dermot @ 6:53 da tarde
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terça-feira, julho 18, 2006  

MOVIMENTOS PERPÉTUOS:

Título: Movimentos Perpétuos: Cine-Tributo A Carlos Paredes
Realizador: Edgar Pêra
Ano: 2006


Apesar de ser o realizador português com a filmografia mais extensa, Edgar Pêra continua a ver o seu trajecto artístico não receber ainda o reconhecimento merecido, talvez devido ao seu carácter experimental. O que é certo é que assistir a um filme de Edgar Pêra no conforto e na magia de uma sala de cinema é uma experiência bastante agradável, o que, diga-se de passagem, é algo quase impossível, tal é a raridade com que tal acontece. As excepções são as exibições em festivais, a sua única longa-metragem até há data, A Janela (Maryalva Mix) (que até ao início deste texto tinha-lhe valido a única referência opinativa do Royale With Cheese), e, agora, este Movimentos Perpétuos.

O nome não engana: Movimentos Perpétuos é um cine-tributo a Carlos Paredes. "Cine-tributo" não é uma palavra muito comum, é certo, mas neste caso assenta que nem uma luva, uma vez que Movimentos Perpétuos, apesar de se centrar na figura de Carlos Paredes, não deve muito ao documentário. Não se faz dos factos (apesar de alguns lá estarem), faz-se antes da sua criação artística.

Mas já lá vamos. Primeiro urge dedicar um parágrafo inteiro a Carlos Paredes, o maior génio nacional da guitarra portuguesa, um feiticieiro da música que encantou (e continua a encantar) meio mundo. O seu virtuosismo aliado à sua vertente mais tradicional (e portuguesa), transformaram-no na nossa bandeira musical mais cintilante, logo a seguir a Amália Rodrigues. O cinema em Portugal não costuma ligar muito às suas figuras musicais, mas este Movimentos Perpétuos é uma belíssima excepção.

Movimentos Perpétuos é um típico filme de Edgar Pêra, cujo estilo muito peculiar é uma imagem de marca forte. Experimentalismo visual forte, uso excessivo de filtros, o super8, a edição fragmentada ou os fast forwards - tudo sinais característicos do realizador que se encontram presente. No entanto, o grande trunfo de Movimentos Perpétuos é que Edgar Pêra consegue controlar esta personalidade imagética tão vincada, em que as imagens nunca ganham predominância sobre a música.

O outro trunfo deste cine-tributo é o narrador. Movimentos Perpétuos faz-se do próprio Carlos Paredes, que empresta ao filme a sua música e a sua própria voz, ele que era um contador de histórias nato. Carlos Paredes é o próprio narrador do seu próprio filme, num movimento de cintura ágil de Edgar Pêra, que consegue ilustrar o mundo de Paredes com o de Portugal em geral, o de Lisboa, Coimbra e Porto em particular, ao recuperar antigas entrevistas e monólogos ao vivo do músico.

Dividido em dezassete movimentos, Movimentos Perpétuos tanto utiliza a música para dar significado às imagens, como faz o inverso. E depois, tem todos aqueles pequenos pormenores que fazem as delícias aos olhos. Edgar Pêra, apesar de todo o seu vanguardismo estético, é um realizador extremamente nacional, que conhece os símbolos do seu país como ninguém (vide A Janela (Maryalva Mix)), tal como o era Carlos Paredes. E é por isso que este casamento resulta tão bem e parece tão natural, apesar de dois universos bem distintos. Curioso, é Edgar Pêra fazer a projecção actual da música e das palavras de Paredes, revelando no que o Portugal de antigamente se transformou, mantendo-se contudo tão semelhante.

Da outra vez que aqui escrevi sobre Edgar Pêra escusei-me a utilizar o sistema de pontuação habitual do Royale With Cheese para quantificar qualitativamente o seu filme. No entanto, desta vez não me vou esquivar. Porque as obras-primas dignas de um Royale With Cheese devem ser todas bem explícitas.

Posted by: dermot @ 10:31 da tarde
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domingo, julho 16, 2006  

KLIMT:

Título: Klimt
Realizador: Raoul Ruiz
Ano: 2006


Apesar de raramente corresponderem às expectativas, os bio-pics continuam a despertar em nós uma fascinante curiosidade. Pelo menos, na maioria das vezes boa vontade não lhes falta. Contudo, na maior parte dos casos limitam-se a serem contemplativos perante a vida e/ou a obra do artista apresentado, enquanto que por outras vezes, manipulam-na de acordo com o propósito dramático do próprio filme. Pelo menos neste ponto, o chileno Raoul Ruiz pode orgulhar-se de ser original: Klimt, o seu bio-pic acerca do pintor austríaco Gustav Klimt, é uma experiência surrealista, onde o próprio filme se funde com a própria vida e obra do artista.

Gustav Klimt (interpretado por John Malkovich) foi um dos grandes pintores na ponte entre o século XIX e o século XX, inserido no estilo simbolista que despertou na Áustria, junto da comunidade artística conhecida como Viena Secession. A sua temática sobre o corpo feminino, de tonalidades eróticas, demasiado à frente para a sua época, transformaram-no num artista censurado, considerado por muitos como pornográfico. Contudo, o tempo acabou por dar razão a um dos últimos grandes mestres do desenho.

Klimt inicia-se com o último fôlego do pintor. Confinado a uma cama de um hospital psiquiátrico, Klimt é visitado pelo outro pintor austríaco, Schiele (Nikolai Kinski). Perante a presença deste liberta a sua última palavra - flores - que é o mote para um arrecuo sobre a sua vida, em jeito de flashback surreal e, claro, simbolista.

Klimt desenvolve-se por camadas, como se tratasse de uma das pinturas do pintor. E cada uma dessas camadas corresponde uma realidade temporal ou espacial distinta. Por vezes, corresponde mesmo a uma outra realidade até, fundindo o real com o onírico, o simbolismo com o surrealismo. Compreender a obra do artista a fundo é entender melhor o bio-pic - Klimt pintava alegorias, cuja distinção para com a caricatura, na sua opinião, não existia . Um pouco como esta representação da sua vida e obra.

Klimt é um filme demasiado estranho e confuso em que o surrealismo não pode explicar tudo. Principalmente sobre um pintor que de surreal não tinha muito. Os factos misturam-se com os não-factos e para quem vai à espera de ficar a conhecer melhor a vida e/ou a obra de Gustav Klimt vai sair da sala de cinema apenas a saber que ele foi um mulherengo, com mais filhos do que um marinheiro, e que gostava muito de guisado. Depois, apanham-se pequenos fragmentos em pequenos sinais, deixados espalhados ao longo da estória. O que num filme equilibrado poderia ser bem interessante.

Mas eis a verdadeira razão porque não vou mais além dos que o Cheeseburger. Primeiro, porque às tantas, é-nos mostrado um chinês a desenhar. E não há nada mais fascinante do que ver um chinês a desenhar, com os seus pincéis e a tinta-da-china. No entanto, o realizador Raoul Ruiz filma toda a cena com um grande plano, assente sobre o ombro direito do chinês. Ora, como este não era canhoto, tudo o que conseguimos observar durante todo o processo é uma enorme mão a mexer graciosamente um pincel. A isto só posso chamar de amadorismo. Quanto ao segundo ponto, tem a ver com os créditos finais, que são escritos em... comic sans(!). Será que Raoul Ruiz não sabe que sempre que alguém utiliza comic sand morre um cachorrinho?

Posted by: dermot @ 6:09 da tarde
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VAMPIROS DE JOHN CARPENTER:

Título: Vampires
Realizador: John Carpenter
Ano: 1998


Há que o dizer com frontalidade: não há mais nenhum realizador no Mundo para além de John Carpenter, cuja reputação permita que se baptizem os seus filmes com o seu próprio nome. Como se fosse um selo de qualidade, um pouco por todo o Mundo convencionou-se a chamar Vampiros De John Carpenter a esta experiência cinéfila, em vez de lhe acrescentarem algum subtítulo manhoso, como é tradição.

O nome não deixa enganar. Vampiros é um filme sobre vampiros. Passado nos dias de hoje, Jack Crow (um James Woods com muito, muito estilo) é o destemido líder de um grupo de caçadores de vampiros, forças especiais financiadas pela Igreja Católica para capturarem e matarem todos os vampiros do Mundo. No entanto, um aparentemente inofensivo ninho junto ao México revela ser a casa do temível Mestre Vampiro Valek (Thomas Ian Griffith), o vampiro original, que segundo a profecia há de regressar e, qual Messias, transformar todos os vampiros em seres diurno graças a um artefacto religioso.

Com o grupo totalmente massacrado, apenas restam três alminhas para salvar o dia: o líder Jack Crow, obviamente, o seu fiél companheiro Montoya (Daniel Baldwin, o selo xunga deste filme) e um ingénuo padre (Tim Guinee), cuja sua função no filme é a mesma de Joe Pesci em Arma Mortífera: a de ser enxovalhado, espancado e agredido constantemente.

É impossível ver a primeira meia-hora de Vampiros De John Carpenter e não querer ver o resto: esta primeira meia-hora é o verdadeiro filme de acção de Carpenter, com um grupo de homens armados até aos dentes, a matarem indiscriminadamente vampiros dentro de uma casa abandonada. E tudo com muito estilo. E até um padre a dar a benção cá fora.

Vampiros De John Carpenter redefiniu o estilo dos filmes de vampiros. Ao contrário dos seus antecessores, já não exostem caçadores medrosos que fazem da profissão algo inevitável. Agora, são profissionais do ramo que fazem daquilo uma diversão. Depois, foi ainda o primeiro filme a apresentar vampiros vestidos com longas gabardines negras, que agora parece ter sido tomado como entendimento geral, em filmes como Underworld ou Blade.

A primeira meia-hora de Vampiros De John Carpenter é então de tirar o fôlego - straight ahead e sem choradinhos que impeçam a matança do porco. Depois, começam a inserir-se uns elementos novos - uma busca por um artefacto religioso, uma conspiração religiosa à escala mundial e, lá está, uma crítica indirecta à igreja católica. Vampiros De John Carpenter perde então alguma força, principalmente porque depois começa a fazer uso de demasiados clichés para o meu gosto. Faz ali falta um pouco mais da irreverência de John Carpenter.

Esqueça a maioria das coisas que já viu e ouviu noutros lados: Vampiros não é o pior filme de John Carpenter, muito longe disso. E quem o diz que é, por favor apresentem-se cinco action flicks dos últimos dez anos mais divertidos que este. É certo que lhe faltam umas one liners memoráveis e uma personagem feminina mais vistosa (e que mostrasse mais pele), mas não é por isto que vou deixar de recomendar o filme com um saboroso McBacon.


Posted by: dermot @ 10:19 da manhã
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sábado, julho 15, 2006  

O GÉNIO DO MAL:

Título: The Omen
Realizador: Richard Donner
Ano: 1976


Às seis da manhã do dia seis do sexto mês nasceu o filho do embaixador dos Estados Unidos em Roma, Robert Thorn (Gregory Peck). Contudo, (supostas) complicações à nascença mataram a criança. De maneira a não dar um desgosto à mãe e seguindo o conselho dum sinistro padre, Thorn decide adoptar secretamente um outro bebé que acabara de nascer e cuja mãe também falecera durante o parto.

Durante cinco anos tudo correu bem na família Thorn e nunca ninguém suspeitou que o jovem Damien (Harvey Stephens) fosse adoptado. Durante vinte minutos, O Génio Do Mal é o filme familiar mais feliz de sempre, com todas aquelas cenas que são significado automático de felicidade: a música espirituosa de Jerry Goldsmith, passeios à beira-mar, pôr-dos-sóis, festas de aniversário com muitos carrosséis e as amas a enforcarem-se no jardim. Não, esperem! Qualquer coisa está aqui mal.

Sejamos sinceros. Como não é Jesus Cristo (como um fotógrafo sugere no início do filme), o pequeno Damien Thorn só pode ser, nada mais nada menos, do que o próprio Anticristo, que vem cumprir a profeceia e acabar com a Humanidade como a conhecemos. E o enforcamento da ama é apenas um dos estranhos sinais que fazem a mãe e o pai pensarem que estão a ficar loucos.

O Génio Do Mal é um dos maiores exemplos do cinema de terror psicológico que despoletou nos anos 70 com O Exorcista. Richard Donner, na altura ainda algo verde, tomou todas essas influências, especialmente a de Polanski, dando depois um toque pessoal ao filme em momentos pontuais - as cenas das mortes (O Génio Do Mal tem a melhor decapitação de sempre do cinema). No entanto, a falta de experiência fazem com que Richard Donner seja muitas vezes pouco subtil. E a falta de orçamento faz com que os efeitos especiais sejam, por vezes, ridículos e ingénuos.

Contudo, nada disto faz com que O Génio Do Mal deixe de ser um dos três melhores flicks apocalípticos de sempre, pódio encabeçado por A Semente Do Diabo, como é óbvio. Damien é que ocupa a posição mais alta no que diz respeito à criança mais assustadora de sempre da Sétima Arte. Qual The Grudge - A Maldição, qual quê!

O Génio Do Mal é um filme cheio de valências e boas ideias (uma ama enviada pelo Diabo para proteger o pequeno anticristo e violentos rottweillers ao serviço das forças do mal, só para citar algumas) que o poderiam transformar num grande filme. No entanto, a já citada falta de experiência de Richard Donner na altura transformam-no apenas num bom filme. Ou seja, num McRoyal Deluxe.

Hollywood é uma criança mimada. Quarenta anos depois, os pais ricos e poderosos, de forma a satisfazerem o capricho da criança, realizaram um remake deste clássico, arruinando completamente o franchising do Damien, tudo porque iríamos apenas passar por um pormenor do caléndário: o dia seis do sexto mês de dois mil e seis. Bah.

Posted by: dermot @ 10:31 da tarde
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quinta-feira, julho 13, 2006  

SANGUE POR SANGUE:

Título: Blood Simple
Realizador: Joel Coen
Ano: 1984


Os irmãos Coen são uma das duplas cinematográficas mais alternativas da Sétima Arte. Há quem os chame de indies. Eu prefiro dizer que eles são muito à frente.

Sangue Por Sangue, o primeiro filme dos dois irmãos, é um dos seus filmes mais característicos e, ao mesmo tempo, um dos mais estranhos. Talvez por ser o primeiro, onde se notam muitas opções artísticas de validade duvidosa, ou simplesmente, por opcção de quem o filmou.

Sangue Por Sangue é uma mistura entre o thriller criminal e o filme noir dos anos 40. E como bom filme noir que é, a intriga faz-se com um triângulo amoroso: Marty (Dan Hedaya) é casado com (Frances McDormand), mas esta decide começar a trai-lo com um dos seus empregados, Ray (John Getz). Quando descobre, Marty paga a um detective privado (M. Emmet Walsh) para que os mate e o triângulo amoroso transforma-se imeadiatamente num quadrado. No entanto, tal como uma voz-off dá a entender no início, o mundo é tramado e não podemos confiar em ninguém. E assim, o feitiço vai virar-se contra o feiticeiro, num daqueles cruzamentos de histórias dignos de um Pulp Fiction.

O que parece ser um simples thriller criminal motivado pelo binómio amor/traição acaba por se transformar num filme labiríntico, à boa maneira dos Coen. Está ali a génese de Fargo, por exemplo. No entanto, Sangue Por Sangue é mais uma espécie de Estrada Perdida, mas sem as esquisitices de David Lynch: um filme passivo e sombrio, que se faz da observação dos actores, que com interpretações contidas privilegiam sempre o realismo da história agreste. Outra das características que se encontra em Sangue Por Sangue (e em toda a filmografia dos Coen) é a influência de Kubrick, especialmente no uso dos grandes planos.

Com um ritmo lento e contemplativo, como um filme noir mergulhado em xanax, Sangue Por Sangue é uma excelente primeira abordagem à obra dos irmãos Coen; contudo, não se esqueçam que eles depois fizeram-no melhor, em Fargo por exemplo. Se for um fã dos seus filmes, então o McChicken não saberá, certamente, a desilusão.

Posted by: dermot @ 6:07 da tarde
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quarta-feira, julho 12, 2006  

I AM A FUGITIVE FROM A CHAIN GANG:

Título: I Am A Fugitive From A Chain Gang
Realizador: Marvyn LeRoy
Ano: 1932


Quando se fala no cinema do final da década de 20/início da década de 30, fala-se normalmente no expressionismo alemão, em Metrópolis ou em Nosferatu. E só depois é que se fala em alguns clássicos americanos, como King Kong ou Parada De Monstros. É que lamentavelmente, é raro recordar-se os primeiros dramas sociais de Hollywood, encabeçados pelo genial I Am A Fugitive From A Chain Gang, que acabaram por colar o rótulo de "produtora moral" à Warner Brothers. Presumo que o filme tenha recebido uma tradução daquelas geniais para português, mas como não a consegui descobrir, vou mencioná-lo pelo seu título original. E se alguém me souber elucidar esta dúvida, faça favor de usar o sistema de comentários no final desta prosa.

I Am A Fugitive From A Chain Gang é um filme "multidisciplinar", ou seja, um filme completo, que não se cinge a um só estilo, integrando-os todos num só. Contudo, a sua pertinência social fez com que a consciência nacional norte-americana despertasse da sua habitual letargia e reconhecesse a brutalidade das prisões de trabalhos forçados do Estado da Geórgia, estalando uma discussão social gigante que culminou com a abolição destes estabelecimentos prisionais. Assim se viu pela primeira vez, de forma bem explícita, a grande força do cinema!

Baseado em factos verídicos, I Am A Fugitive From A Chain Gang é a história de James Allen (genial Paul Muni, cujo nome geralmente se confunde com o próprio filme), um herói da guerra de quem a pátria rapidamente se esqueceu. Mudado pela guerra e determinado em iniciar uma nova vida, Allen vai acabar por ver-se envolvido num assalto, pelo qual é injustamente condenado a dez anos de cárcere numa prisão de trabalhos forçados. Aqui, o drama social faz uma pausa e entramos naquele que é a génese de Os Condenados De Shawshank.

Incapaz de viver sob aquelas condições brutais que lhe faziam recordar a tropa, Allen engendra a sua fuga. E com sucesso. No entanto, um casamento por conveniência (um casamento sem amor é pior do que a prisão ou a própria guerra, confirma Paul Muni às tantas) vai levá-lo de volta ao cárcere. E aqui, I Am A Fugitive From A Chain Gang troca a sua pele de filme de prisão pela de filme de tribunal, com a sociedade norte-americana a vestir a pele de Diabo.

Verdadeiro filme-épico, mais do que apontar o dedo à brutalidade das prisões de trabalhos forçados, I Am A Fugitive From A Chain Gang critica o sistema social norte-americano, por abandonar aqueles que o defendem no campo de batalha, não uma, nem duas, mas três vezes. E toda aquela injustiça social vai transformar Allen num bandido contra a sua vontade, condição que culmina com a inesquecível cena final, em que mergulhado num arrepiante fade out, este exclama à pergunta como é que vais viver? - Roubando!

Este é um daqueles McRoyal Deluxes que, graças à sua condição intemporal (existem pormenores tão actuais quanto há oitenta anos atrás; e aquela perseguição automóvel é de cortar o fôlego) atinge o estatuto de Le Big Mac. Obrigatório é uma ordem demasiado branda para I Am A Fugitive From A Chain Gang.


Posted by: dermot @ 6:01 da tarde
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22. FESTRÓIA:

Ainda o Festróia deste ano.
Depois do acompanhamento (quase) integral da edição deste ano do maior festival de cinema português, eis chegado o momento do rescaldo. Demorou a chegar, é certo, mas a culpa foi do calendário e não minha. Podem lê-lo na edição deste mês da Rua de Baixo, ou neste link directo.

Posted by: dermot @ 3:11 da tarde
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terça-feira, julho 11, 2006  

OS TRÊS ENTERROS DE UM HOMEM:

Título: The Three Burials Of Melquiades Estrada
Realizador: Tommy Lee Jones
Ano: 2005


Por qualquer motivo sem razão aparente, o título do filme que marca a estreia do carismático Tommy Lee Jones como realizador traz-me sempre à ideia o do clássico Bring Me The Head Of Alfredo Garcia. Só isso já me fazia ir gastar dois euros à sala do cinema. Mas bastava olhar o cartaz promocional para ver que a influência de Sam Peckinpah iria estar em cada poro de Os Três Enterros De Um Homem. E isso sim; é motivo mais do que suficiente para gastarmos os tais dois euros.

Os Três Enterros De Um Homem é um filme que se passa na fronteira entre os Estados Unidos e o México, o que é o mesmo que dizer que é um filme onde a ideia do alheamento e dos inadaptados é bem forte. Contudo, mais do que inadaptados, aquelas personagens são mais uns campónios sulistas. Começando pelo bronco do guarda fronteiriço Mike Norton (Barry Pepper), a barbie da sua mulher Lou Ann (January Jones), ou o canastrão do xerife Belmont (Dwight Yoakam). Todos têm os seus defeitos naquela terra de ninguém, seja a adúltera da empregada de mesa Rachel (Melissa Leo), ou o mentiroso do desafortunado Melquiades Estrada (Julio Cedillo). A única pessoa séria no meio daquilo tudo é Pete Perkins (Tommy Lee Jones).

Esta é, pelo menos, a capa que Os Três Enterros De Um Homem veste. Porque a sua verdadeira pele é outra - Os Três Enterros De Um Homem é um filme sobre frustração sexual. A frustração sexual do xerife Belmont, que não o consegue pôr de pé; a do guarda Mike Norton, que vai para o meio do deserto satisfazer-se com uma Hustler; a da empregada Rachel, que é a bicicleta da aldeia; a da loira burra Lou Ann, que embarca na galdeirice só para não aturar o bronco do marido; e até a do pobre Melquiades Estrada, que não tem coragem para se safar com a gaja mais gira de todo o filme. No meio daquilo tudo, o único que consegue ter, durante o filme todo, uma queca de jeito é Pete Perkins. E está tudo dito.

Os Três Enterros De Um Homem tem ainda outra leitura, esta a mais perceptível. Este western moderno enxertado de trash movie é a história do mexicano Melquiades Estrada, abatido acidentalmente pelo guarda fronteiriço Mike Norton. Frustrado por não se fazer justiça naquele lugarejo perdido no Texas, o seu grande amigo Pete Perkins vai cumprir uma antiga promessa e, obrigando o seu assassino a acompanha-lo, vai transportar o cadáver de Melquiades até à sua terra natal em terras mexicanas (numa espécie de Fim-de-Semana Com O Morto, versão séria), oferecendo-lhe um funeral digno. Porque à terceira é de vez!

Dividido por capítulos, ou não fosse escrito por Guillermo Arriaga, Os Três Enterros De Um Homem começa por desconstruir a narrativa em várias prolepses e analepses, que nos fazem manter a concentração nos primeiros minutos, para que aquilo não se torne confuso. E assim que tem a certeza que tem captada a nossa atenção, o filme desenrola-se normalmente, sempre de maneira seca e poeirenta, numa fusão entre Kurosawa e Leone.

Tal como Escolha Mortal, eis outro western revisitado a figurar entre as melhores películas do ano. E Tommy Lee Jones mostra ser um nome a ter em conta no futuro, no que diz respeito à realização. E não fosse aquele tropeção no final e Os Três Enterros De Um Homem ia além do Le Big Mac.

Posted by: dermot @ 11:41 da tarde
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domingo, julho 09, 2006  

O MUNDO A SEUS PÉS:

Título: Citizen Kane
Realizador: Orson Welles
Ano: 1941


There is a man.
A certain man.
And for the poor you may be sure that he'll do all he can.
Who is this one?
This favorite son.
Just by his action has the traction magnets on the run.
Who loves to smoke?
Enjoys a joke.
Who wouldn't get a bit upset if he were really broke.
With wealth and fame
He's still the same.
I'll bet you five you're not alive if you don't know his name.


George Orson Welles - até hoje, o maior vulto da história do cinema. O cineasta completo que conjugava na perfeição a sua tarefa de realizador com a de actor, para não mencionar a de argumentista. O seu génio e vanguardismo fez eco ainda na rádio, no jornalismo e no teatro. Orson Welles foi um génio de excepção. Claro que depois a sua arrogância, o seu egocentrismo e a sua hiper-actividade valeram-lhe muitos filmes inacabado, trabalhos ingratos e críticas negativas. Nada que, no entanto, viesse a perturbar o seu actual reconhecimento.

O Mundo A Seus Pés, a sua estreia no cinema como realizador, é considerado por muitos como o melhor filme de sempre. Muitos mencionam as suas inovações técnicas para a altura, mas eu prefiro fazer eco do próprio filme e daquilo que é: uma obra-prima.

Charles Foster Kane (encarnado pelo próprio Orson Welles) foi o maior magnata do Mundo. Um homem que construiu um império gigantesco e que manipulou a própria América. O amor que metade do país nutria por si só era comparado pelo ódio nutrido pela outra metade da América. Filantropo, activista, justo e honesto. Mas também egocêntrico e arrogante. É do entendimento geral que O Mundo A Seus Pés é uma adaptação livre da vida do outro magnata, William Randolph Hearst. Mas até que ponto não será Charles Foster Kane um retrato autobiográfico do próprio Welles, de como este se via e, porventura, gostaria/poderia ter sido? Pelo menos, os adjectivos que aqui já escrevi ajustam-se a ambos. E tal como o cidadão Kane, que não conseguiu terminar nenhum trabalho seu (como refere Jebediah (Joseph Cotten)), também Orson Welles deixou muito filme inacabado.

Seja como for, Charles Foster Kane morre nos primeiros minutos do filme. E com o seu último fôlego, solta-se a palavra "Rosebud". Que significa isto? É o que uma cadeia de televisão se propõe a descobrir, de forma a elaborar um documentário sobre o homem de quem já tudo se sabe. Uma jornada épica pela ascenção e queda do mais importante homem da idade contemporânea. E um mistério chamado Rosebud.

O Mundo A Seus Pés é um prodígio narrativo. Primeiro, porque começa com um resumo do próprio filme, que depois, ao desenrolar-se, vai preencher os espaços vazios dessa sinopse. Curiosamente, apesar de já sabermos a história, tudo aquilo nos deixa supresos e absorvidos como se fosse a primeira vez. Depois, O Mundo A Seus Pés constrói-se numa narrativa circular, que durante o seu percurso incorre por vários flashbacks, até unir as pontas num momento de génio.

Charles Foster Kane é a personagem mais aprofundada de sempre da sétima arte, logo seguido de Michael Corleone. O drama e a tragédia fazem parte de cada poro do filme, que sabe manter o espírito consoante a posição de Kane na sociedade e na vida: primeiro a ascenção, depois o declínio. E no final, O Mundo A Seus Pés é o rei dos open endings, deixando a palavra Rosebud a fazer correr, ainda hoje, muita tinta.

O Mundo A Seus Pés é, sem dúvida, um dos maiores filmes de sempre. Claro que não podia ser algo diferente do que um Royale With Cheese. Mas não queria terminar esta prosa sem aconselhar outro Royale With Cheese: o tema The Union Forever, dos White Stripes, que em cerca de três minutos, faz um resumo genial do filme, apenas com as citações do mesmo. E ainda dizem que os White Stripes não são a banda rock mais interessante da última década.


Posted by: dermot @ 6:18 da tarde
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sábado, julho 08, 2006  

TOP 5:

Aproveitando o mote do último post, eis o regresso do Royale With Cheese às suas famosas listas, desta vez para homenagear um dos seus actores favoritos: Steve Buscemi. Aquele de quem um dia se escreveu ser o equivalente cinematográfico ao junk mail, é um dos actores mais particulares de Hollywood - com asssutadoras semelhanças com Peter Lorre e John Waters, Buscemi é um gajo estranho, de uma maneira engraçada, como o definiram várias vezes em Fargo. É ainda o actor mais indie de todos, seja isso o que for. Além das suas capacidades á frente das câmaras, também já deu provas de talento por trás delas, ao dirigir algum dos melhores episódios de Os Sopranos. Como é possível não gostar de um actor que faz um cameo mascarado de Buddy Holly, em Pulp Fiction? No post anterior disse que se mandasse no Mundo, todos os filmes com Steve Buscemi seriam obrigatórios nas escolas. Todos? Todos não, apenas cinco. Os cinco presente no TOP 5 DOS FILMES DE STEVE BUSCEMI:

5º Lugar - Mundo Fantasma (2001); Steve Buscemi a coleccionar discos de blues antigos. Priceless.
4º Lugar - Desperado (1995); no filme com mais estilo de sempre, Buscemi faz de Buscemi e conta uma história fantástica sobre um mexicano alto como o caraças.
3º Lugar - Fargo (1996); a cena do You fucking shot me, é uma cópia de Comboio Mistério, de Jarmusch (que por acaso também deveria estar nesta lista).
2º Lugar - Con Air - Fortaleza Voadora (1997); quiçá o melhor pedófilo de sempre no cinema. Pelo menos, é o pedófilo com melhor gosto musical do cinema. He's got the whole world... in his hands.
1º Lugar - Cães Danados (1992); o Mr. Pink tem algum dos melhores diálogos do filme. Com destaque para o das gorjetas.

Menção Honrosa - Armagedon (1998); de entre todos os blockbusters, este é o blockbuster. Tem de tudo: os Aerosmith (na sua pior música de sempre, é certo), Liv Tyler, Bruce-super-hero-Willis e até Steve Buscemi a fazer de louco.

Posted by: dermot @ 10:51 da manhã
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quinta-feira, julho 06, 2006  

FARGO:

Título: Fargo
Realizador: Joel Coen
Ano: 1996


Há um par de meses atrás, o suplemento Y, que sai com o Público às sextas, apresentou uma reportagem alargada sobre a cultura indie e sobre o que era ser indie. Ou seja, uma daquelas tentativas de definir o indefinido. Da leitura atenta da extensa prosa,podia-se então chegar a duas conclusões: ser indie é estar à margem das modas consideradas mainstreem e é gostar de Fargo.

De facto, Fargo é um filme que não encaixa em qualquer convenção cinematográfica que estamos habituados a ver nos filmes em geral. Fargo é um filme sobre assassínios brutais filmado numa modorra descomunal, em que as coisas são exactamente iguais à vida. De certo que já leram aquele mail espirituoso que, de tempos a tempos, nos enche a caixa do correio e que enumera alguns factos empíricos que nunca acontecem nos filme. Diz ele, por exemplo, que no cinema os automobilistas encontram sempre lugar para estacionar à primeira. Ora bem, em Fargo nada disso acontece. Os carros podem custar a pegar e precisar dum empurrãozinho, as personagens fazem as suas refeições normalmente e mais um sem número de cenas que, num outro filme, consideraríamos desnecessárias.

Fargo desconstrói ainda o clichet do herói da fita: aqui, o comandante da polícia que tenta resolver todo o crime é uma mulher. E grávida. E em casa é o marido que cozinha e que lava a loiça.

Fargo é um lugarejo gelado no norte dos EUA, apinhado de rednecks. Jerry Lundegaard (William H. Macy) é um vendedor de carros pateta que concebe o plano ideal para enriquecer: contrata dois bandidos (Steve Buscemi e Peter Stormare) para lhe raptarem a mulher e exigirem um resgate. Depois, pede dinheiro ao abastado sogro e divide fifty-fifty com os bandidos. Parece simples e perfeito. Mas segundo as leis de Murphy, se alguma coisa pode correr mal, ela irá acontecer.

Nota-se a influência de Tarantino e do seu Pulp Fiction em Fargo, na forma como os irmãos Coen tratam a história, de forma trivial e banal, mas que noutros moldes poderia muito bem ser uma tragédia shakespereana. A influência de Pulp Fiction encontra-se principalmente nos diálogos, onde alguns poderiam muito bem fazer parte do Gato Fedorento. Fargo encontra-se ainda inflado de um humor negro corrosivo, como uma sátira obscura do ser humano.

Em 1996, Fargo foi uma sensação brutal e ainda hoje continua tão actual como na altura. É certo que os irmãos Coen são os maiores, mas se há alguém maior que eles é Steve Buscemi. Buscemi é o actor mais indie de todos e, mandasse eu no mundo, todos os filmes em que entra deveriam ser obrigatoriamente vistos na escola. Eu, se calhar, é que não sou indie, porque não dou mais do que o McRoyal Deluxe.

Posted by: dermot @ 5:52 da tarde
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quarta-feira, julho 05, 2006  

A CRIANÇA:

Título: L'Enfant
Realizador: Jean-Pierre Dardenne & Luc Dardenne
Ano: 2005


A edição deste ano do certame de Cannes era um autêntico duelo de pesos pesados. No entanto, por entre todos aqueles tubarões de nomes consagrados, o vencedor da Palma de Ouro acabou por ser o desconhecido A Criança, assinado pelos irmãos belga Dardenne. Hype cinematográfico ou pérola perdida entre pérolas? Para descodificar nas próximas linhas.

A premissa de A Criança é bem simples. Aliás, todo o filme é bastante simples. Reduzido a um leque de actores que nem dão para encher uma mão, o filme centra-se na tríade de personagens constituída por Bruno (Jérémie Renier), a namorada Sonia (Déborah François) e o filho recém-nascidode ambos , Jimmy. O primeiro é um jovem que não sabe o que é trabalhar e que despreza quem trabalha - o trabalho é para os cretinos, diz às tantas -, subsistindo de pequenos furtos e negócios ilícitos. No entanto, dinheiro nunca lhe falta no bolso e isso parece ser o suficiente para manter Sonia feliz.

Bruno é um indivíduo imaterial, sem apreço pelos bens terrenos da vida. Interessa-lhe o momento e para isso precisa de ter dinheiro no bolso. Por isso, tudo serve de negócio para ele, seja a máquina de filmar que roubou de manhã, ou o chapéu que traz na cabeça. Mas Bruno é tão incapaz de manter interesse num qualquer objecto como no seu próprio filho. Para ele, Jimmy é apenas o artigo definido a criança. Ou será que a criança a que o título se refere é o próprio Bruno?

Seja como for, o busílis da questão está aqui: Bruno vende o próprio filho. E ao faze-lo cava um buraco suficientemente fundo para não conseguir sair dele. E quando mais esgravata para tentar sair, mais se enterra.

A Criança é um socio-drama cru e espontâneo, quase regido pela cartilha do Dogma: luz natural, câmara ao ombro e os cenários naturais, limitados aos subúrbios urbanos belgas, transmitindo uma pesada impessoalidade ao filme. Estes elementos em conjunto tornam o filme em algo tão realista que chegamos a ficar verdadeiramente aflitos com os personagens.

A Criança não procura lições de moral, visões subjectivas ou mensagens implícitas. Foca e conta uma estória, chocante é certo, mas de forma espontânea. E quando acaba de a contar, o filme acaba. Tão simples quanto isso. E é tudo o que é preciso para ser um bom filme. Era bom que fossem todos assim... Um redondido McRoyal Deluxe.

Posted by: dermot @ 11:28 da manhã
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segunda-feira, julho 03, 2006  

BARAKA:

Título: Baraka
Realizador: Ron Fricke
Ano: 1992


Já por mais do que uma vez que, aqui neste humilde antro, opinei sobre filmes que por fugirem dos parâmetros convencionais de uma obra cinematográfica vão muito mais além do que o cinema como nós o conhecemos. Nesses casos furto-me a uma consideração quantitativa e limito-me a considerar a sua validade como positiva ou negativa. Assim que a modos que um thumbs up, thumb down.

A história volta então a repetir-se. Mais uma vez volto a falar aqui de uma obra cuja única semelhança que encontra com o cinema é o suporte vídeo. Baraka é um documentário não documentado, ou seja, sem a parte áudio que contextualiza a parte visual de um documentário. Baraka limita o espectador, literalmente, às experiências sensoriais de ver e ouvir. Baraka é um grande labor na sala de montagens e uma autêntica obra de arte.

Baraka é então um documentário sobre o Mundo e sobre a vida, uma colecção de fotogramas tirados aos mais belos fenómenos da natureza, às mais memoráveis paisagens, às obras arquitectónicas mais sonantes e aos rituais mais inesquecíveis do Mundo. Sim, Baraka é como aquele programa que vai mudando as fotos de paisagens no wallpaper, que a nossa amiga mais irritante tem sempre instalado no computador. E sim, Baraka tem muitas das coisas que todos devíamos ver antes de morrer: a aurora boreal, as Cataratas Vitória, ou o Mausoléu de Shah-e-Cheragh.

O filme é simplesmente belo. Uma escolha de imagens de tirar o fôlego, bem encadeadas e pertinentemente acompanhadas pela banda-sonora. É como se fossêmos os olhos de Deus ao debruçar-se do Céu e ao observar durante hora e meia o que crio, suspirando por ter tido tão belo momento de génio.

Mas não se pense que o filme se faz só das coisas boas da vida. Existem também os guetos, as guerras, as explosões dos poços de petróleo na primeira Guerra do Iraque, ou a devastação da Amazónia. No entanto, até estes episódios são retratados com uma poética graciosa, como se estes aocntecimentos fossem também simples factos da vida. E como a vida é bela, também estes acontecimentos são belos.

Ron Fricke ainda maneja umas analogias subtis, mas curiosas, principalmente aproveitando as massas humanas das ruas de Tóquio, cruzando-as com as fábricas em série e com os pintainhos em cativeiro.

Baraka é como a nova moda que se prepara para invadir o ocidente, a Budha Machine, uma geringonça semelhante aqueles transistores foleiros de ouvir a bola, programada com nove loops que tocam aleatóriamente e interruptamente, pelo tempo que quisermos, como um CD de meditação infinito. Baraka é a versão visual de uma Buddha Machine. E tal como essa, apesar da ideia parecer banal quando posta por escrito, ao ser experienciada atinge proporções transcendentais.

É verdade que não é um filme para qualquer altura, mas se tiver tempo e disponibilidade mental, sente-se no sofá e deixe-se absorver completamente. Daqui a uns anos, Baraka será um daqueles filmes de culto para o qual bandas reputadas farão bandas-sonoras alternativas. Parece que os Flaming Lips até já o fizeram. Só por isto era já uma aprovação positiva.

Posted by: dermot @ 10:42 da tarde
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COTAÇÃO:
10 - Royale With Cheese
9 - Le Big Mac
8 - McRoyal Deluxe
7 - McBacon
6 - McChicken
5 - Double Cheeseburger
4 - Cheeseburger
3 - Caixinha de 500 paus (Happy Meal)
2 - Hamburga de Choco
1 - Pão com Manteiga

TAKE:
Take - cinema magazine | take.com.pt


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CRÍTICAS:
- A Armadilha
- A Arte De Pensar Negativamente
- A Árvore Da Vida
- A Balada de Jack And Rose
- A Bela E O Paparazzo
- A Boda
- À Boleia Pela Galáxia
- A Cabana Do Medo
- A Cela
- A Canção De Lisboa
- A Cara Que Mereces
- A Casa Dos 1000 Cadáveres
- A Casa Maldita
- A Cidade Dos Malditos
- A Ciência Dos Sonhos
- A Comunidade
- A Cor Do Dinheiro
- A Costa Dos Murmúrios
- A Criança
- A Dália Negra
- A Dama De Honor
- A Descida
- A Duquesa
- À Dúzia É Mais Barato
- A Encruzilhada
- A Estrada
- A Estranha Em Mim
- A Frieza Da Luz
- A Fúria Do Dragão
- A História De Uma Abelha
- A Honra Da Família
- A Janela (Maryalva Mix)
- A Lagoa Azul
- A Lenda Da Floresta
- A Liga Dos Cavalheiros Extraordinários
- A Lista De Schindler
- A Lojinha Dos Horrores
- A Mais Louca Odisseia No Espaço
- A Maldição Da Flor Dourada
- A Mansão
- A Maravilhosa Aventura De Charlie
- A Marcha Dos Pinguins
- A Máscara
- A Máscara De Cristal
- A Menina Jagoda No Supermercado
- A Minha Bela Lavandaria
- A Minha Vida Sem Mim
- A Morte Do Senhor Lazarescu
- A Mosca
- A Mulher Do Astronauta
- A Mulher Que Viveu Duas Vezes
- A Múmia
- A Noiva Cadáver
- A Noiva Estava De Luto
- A Origem
- A Outra Margem
- A Paixão De Cristo
- A Pele Onde Eu Vivo
- A Pequena Loja Dos Horrores
- A Prairie Home Companion - Bastidores Da Rádio
- A Presa
- À Procura Da Terra Do Nunca
- A Promessa
- À Prova De Morte
- A Rainha
- A Rai­nha Africana
- A Raiz Do Medo
- A Rapariga Santa
- A Rede Social
- A Religiosa Portuguesa
- A Ressaca
- A Residencial Espanhola
- A Sangue Frio
- A Secretária
- A Semente Do Diabo
- A Senhora Da Água
- A Severa
- A Sombra Do Caçador
- A Sombra Do Samurai
- A Tempestade No Meu Coração
- A Tempo E Horas
- A Torre Do Inferno
- A Turma
- A Última Famel
- A Última Tentação De Cristo
- A Valsa Com Bashir
- A Verdadeira História De Jack, O Estripador
- A Viagem De Chihiro
- A Viagem De Iszka
- A Vida De Brian
- A Vida É Um Jogo
- A Vida É Um Milagre
- A Vida Em Directo
- A Vida Secreta Das Palavras
- A Vila
- A Vítima Do Medo
- A Vizinha Do Lado
- A Volta Ao Mundo Em 80 Dias
- Aberto Até De Madrugada
- Abraços Desfeitos
- Acção Total
- Aconteceu No Oeste
- Across The Universe
- Actividade Paranormal
- Acusado
- Adam Renascido
- Admitido
- Adriana
- Aelita
- Ágora
- Água Aos Elefantes
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- Albert, O Gordo
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- Alice In Acidland
- Alice No País Das Maravilhas
- Alien - O Oitavo Passageiro
- Aliens - O Reencontro Final
- Alien - A Desforra
- Alien - O Regresso
- Alien Vs. Predador
- Alien Autopsy
- Alma Em Paz
- Almoço De 15 De Agosto
- Alphaville
- Alta Fidelidade
- Alta Golpada
- Alta Tensão
- Alucinação
- Amália
- Amarcord
- American Movie
- American Splendor
- Amor À Queima-Roupa
- Amor De Verão
- Amor E Corridas
- Amor E Vacas
- Amor Em Las Vegas
- Amor Ou Consequência
- And Soon The Darkness
- Angel-A
- Animal
- Annie Hall
- Anónimo
- Antes Do Anoitecer
- Antes Que O Diabo Saiba Que Morreste
- Anticristo
- Anvil! The True Story of Anvil
- Anytinhig Else - A Vida E Tudo Mais
- Appaloosa
- Apocalypto
- Aquele Querido Mês De Agosto
- Aracnofobia
- Aragami
- Arizona Dream
- Armin
- Arséne Lupin - O Ladrão Sedutor
- As Asas Do Desejo
- As Aventuras De Jack Burton Nas Garras Do Mandarim
- As Aventuras De Tintim - O Segredo Do Licorne
- As Aventuras Do Príncipe Achmed
- As Bandeiras Dos Nossos Pais
- As Bonecas Russas
- As Canções De Amor
- As Crónicas De Narnia - O Leão, A Feiticeira E O Guarda-Roupa
- As Diabólicas
- As Ervas Daninhas
- As Invasões Bárbaras
- As Lágrimas Do Tigre Negro
- As Leis Da Atracção
- As Noites Loucas Do Dr. Jerryll
- As Penas Do Desejo
- As Tartarugas Também Voam
- As Vidas Dos Outros
- Aberto Até De Madrugada
- Assalto À Esquadra 13 (1976)
- Assalto À Esquadra 13 (2005)
- Assalto Ao Santa Maria
- Assassinos Natos
- Ata-me
- Até Ao Inferno
- Até Ao Limite Do Terror
- Atraídos Pelo Crime
- Através Da Noite
- Attack Of The 50 Foot Woman
- Aurora
- Austrália
- Autocarro 174
- Avatar
- Aviva, Meu Amor
- Aztec Rex
- Azul Metálico

- Babel
- Backbeat, Geração Inquieta
- Balas E Bolinhos - O Regresso
- Balbúrdia No Oeste
- Bando À Parte
- Baraka
- Barbarella
- Barreira Invisí­vel
- Batman
- Batman Regressa
- Batman - O Início
- Be Cool
- Beijing Bastards
- Belleville Rendez-Vouz
- Bem-vindo À Zombieland
- Bem-vindo Ao Norte
- Berlin 36
- Birth - O Mistério
- Biutiful
- Black Sheep
- Black Snake Moan - A Redenção
- Blade Runner - Perigo Iminente
- Blueberry
- Boa Noite E Boa Sorte
- Bobby Darin - O Amor É Eterno
- Body Rice
- Bombom
- Bom Dia Noite
- Bom Dia Vietnam
- Bonnie E Clyde
- Boogie Nights
- Borat
- Brasil - O Outro Lado Do Sonho
- Breakfast On Pluto
- Brincadeiras Perigosas (2007)
- Brisa De Mudança
- Bronson
- Bruce, O Todo-poderoso
- Bruiser - O Rosto Da Vingança
- Bruno
- Buffalo 66
- Bubba Ho-Tep
- Bullit
- Bunker Palace Hotel
- Buried
- Busca Implacável
- Bz, Viagem Alucinante

- Cadillac Records
- Cães Danados
- Cães De Palha
- Café E Cigarros
- Call Girl
- Camino
- Capitão Alatriste
- Capitão América - O Primeiro Vingador
- Capote
- Carrie
- Cartas Ao Padre Jacob
- Cartas De Iwo Jima
- Casa De Loucos
- Casablanca
- Casino Royale
- Catwoman
- Cavalo De Guerra
- Cemitério Vivo
- Censurado
- Centurion
- Charlie E A Fábrica De Chocolate
- Che - Guerrilha
- Che - O Argentino
- Chemical Wedding
- Chéri
- Chinatown
- Chocolate
- Choke - Asfixia
- Chovem Almôndegas
- Christine - O Carro Assassino
- Cidade Fria
- Cinco Dias, Cinco Noites
- Cinema Paraíso
- Cinerama
- Cisne Negro
- Clube De Combate
- Coco Avant Chanel
- Coisa Ruim
- Cold Mountain
- Cold Weather
- Colete De Forças
- Colisão
- Com Outra? Nem Morta!
- Comboios Rigorosamente Vigiados
- Comer Orar Amar
- Complexo - Universo Paralelo
- Conan, O Bárbaro
- Contrato
- Control
- Controle
- Coração De Cavaleiro
- Coração De Gelo
- Coração Selvagem
- Corações De Aço
- Coragem De Mãe: Confrontando O Autismo
- Corre Lola Corre
- Correio De Risco
- Correio De Risco 3
- Corrida Contra O Futuro
- Corrupção
- Cozinhando A História
- Crank - Veneno No Sangue
- Crank - Alta Voltagem
- Cremaster
- Crime Ferpeito
- Crippled Masters
- Cristóvão Colombo - O Enigma
- Crónica Dos Bons Malandros
- Crueldade Intolerável
- Cubo
- Culture Boy
- Cypher
- Cyrano de Bergerac (1950)

- Daisy Town
- Dallas
- Danny The Dog - Força Destruidora
- Daqui P'ra Frente
- Dark City - Cidade Misteriosa
- De Cabeça Para Baixo
- De Homem Para Homem
- De Olhos Abertos
- De Olhos Bem Fechados
- De Sepultura Em Sepultura
- De Tanto Bater O Meu Coração Parou
- De-Lovely
- Delhi Belly
- Dead Snow
- Death Race 2000
- Deixa-me Entrar
- Delicatessen
- Demolidor - O Homem Sem Medo
- Dentro Da Garganta Funda
- Depois Do Casamento
- Destruir Depois De Ler
- Diamante De Sangue
- Diário Dos Mortos
- Diários De Che Guevara
- Dias De Futebol
- Dick E Jane - Ladrões Sem Jeito
- Dictado
- Die Hard 4.0 - Viver Ou Morrer
- Die You Zombie Bastards!
- Dogma
- Domino
- Don Juan DeMarco
- Donnie Brasco
- Doom - Sobrevivência
- Doomsday - Juízo Final
- Dorian Gray
- Dot.Com
- Dr. Estranhoamor
- Drácula 2001
- Drácula De Bram Stoker
- Drive - Risco Duplo
- Dreamgirls
- Duas Mulheres

- É Na Terra Não É Na Lua
- Easy A
- Easy Rider
- Eduardo Mãos De Tesoura
- Efeito Borboleta
- El Mariachi
- El Topo
- Ela Odeia-me
- Eles
- Eles Vivem
- Elvis
- Em Bruges
- Em Busca Da Felicidade
- Em Carne Viva
- Em Liberdade
- Em Nome De Caim
- Em Nome De Deus
- Em Paris
- Em Privado
- Embargo
- Encarnação Do Demónio
- Encontros Em Nova Iorque
- Encrenca Dupla
- Encurralada
- Ensaio Sobre A Cegueira
- Enterrado Na Areia
- Entre Os Dedos
- Entrevista
- Equilibrium
- Era Uma Vez No México
- Eraserhead - No Céu Tudo É Perfeito
- Escola De Criminosos
- Escolha Mortal
- Esporas De Aço
- Estado De Guerra
- Estamos Vivos
- Este É O Meu Lugar
- Este País Não É Para Velhos
- Estômago
- Estrada Perdida
- Estranhos
- Estrellita
- Eu Amo-te Phillip Morris
- Eu, Peter Sellers
- Eu Sou A Lenda
- Eu Sou Evadido
- Eu, Tu E Todos Os Que Conhecemos
- Everything Must Go
- Evil Dead - A Noite Dos Mortos-Vivos
- Evil Dead 2 - A Morte Chega De Madrugada
- Evil Dead 3 - O Exército Das Trevas
- Ex-Drummer
- Exterminador Implacável 1
- Exterminador Implacável 2 - O Dia Do Julgamento Final
- Exterminador Implacável 3 - Ascensão Das Máquinas
- Exterminador Implacável 4 - A Salvação

- Factory Girl - Quando Edie Conheceu Warhol
- Factotum
- Fados
- Fahrenheit 9/11
- Falso Alarme
- Fando E Lis
- Fantasmas De Marte
- Fargo
- Faster, Pussycat! Kill! Kill!
- Fausto 5.0
- Favores Em Cadeia
- Felicidade
- Feliz Natal
- Férias No Harém
- Festival Rocky De Terror
- Ficheiros Secretos: Quero Acreditar
- Fim De Ano Em Split
- Fim-De-Semana Alucinante
- Final Cut - A Última Memória
- Fish Tank
- Florbela
- Flores Partidas
- Fome
- Footloose - A Música Está Do Teu Lado
- Força Delta
- Forrest Gump
- Freddy Vs. Jason
- Frenético
- Frida
- Frost/Nixon
- Fruto Proibido
- Fuga De Los Angeles
- Fuga Para A Vitória
- Fur - Um Retrato Imaginário De Diane Arbus
- Fúria Cega
- Fúria De Viver
- Fúria Silenciosa

- Gabrielle
- Gainsbourg - Vida Heróica
- Gang Dos Tubarões
- Gangs de Nova Iorque
- Garden State
- Génova
- GI Joe - O Ataque Dos Cobra
- Godzilla
- Goodbye Lenine!
- Gosford Park
- Gothika
- Gran Torino
- Grande Mundo Do Som
- Gremlins
- Grizzly Man
- Gru - O Maldisposto
- Guerra Dos Mundos (2005)
- Guerra Dos Mundos (1953)

- Há Lodo No Cais
- Hairspray
- Half Nelson - Encurralados
- Hard Candy
- Harley Davidson E O Cowboy Do Asfalto
- Harold E Maude
- Harry Brown
- Haverá Sangue
- Hawai Azul
- He-Man - Mestres Do Universo
- Head On - A Esposa Turca
- Heartbreak Hotel
- Hell Ride
- Hellboy
- Hellboy 2: O Exército Dourado
- Helter Skelter - O Caso De Sharon Tate
- Henry E June
- Hereafter - Outra Vida
- Hiena
- História De Duas Irmãs
- História De Um Fotógrafo
- Hobo With A Shotgunbr> - Hollywood Ending
- Homem Aranha
- Homem Aranha 2
- Homem Aranha 3
- Homem De Ferro
- Homem Demolidor
- Homem Em Fúria
- Homens De Negro
- Homens De Negro 2
- Homens Que Matam Cabras Só Com O Olhar
- Hostel
- Hostel 2
- Hot Fuzz - Esquadrão De Província
- Howl - Grito
- Hugo

- I Am Sam - A Força Do Amor
- I Spit On Your Grave
- I'll See You In My Dreams
- Iluminados Pelo Fogo
- I'm Still Here
- I Wanna Hold Your Hand
- Imitação Da Vida
- Imortal
- In Search Of A Midnight Kiss
- Indiana Jones E O Reino Da Caveira De Cristal
- Indomável
- Infiltrado
- Inimigos Públicos
- INLAND EMPIRE
- Inquietos
- Insidioso
- Insónia
- Intervenção Divina
- Intriga Internacional
- Invictus
- Irmão, Onde Estás?
- It
- It Might Get Loud
- Italian Spiderman

- Jack Ketchum's The Girl Next Door
- Jackass 2
- Jackass 3D
- Jackie Brown
- Jacuzzi - O Desastre Do Tempo
- James Bond - Agente Secreto
- James Bond - Casino Royale
- James Bond - Quantum Of Solace
- Janela Indiscreta (1954)
- Janela Indiscreta (1998)
- Janela Secreta
- JCVD
- Joga Como Beckham
- John Rambo
- Jonestown - The Life And Death Of Peoples Temple
- Jovens Rebeldes - A Verdadeira História
- Julgamento
- Julie E Julia
- Juno
- Juventude Em Marcha
- Juventude Tardia

- Kalifórnia
- Kandahar
- Karate Kid
- Katyn
- Kenny
- Kick Ass - O Novo Super-herói
- Kids - Miúdos
- Kill Bill vol.2
- King Kong (2005)
- Kiss Kiss Bang Bang
- Kiss Me
- Klimt
- Kopps
- Kung-Fu-Zão
- Kung Pow - Punhos Loucos

- La Jetée
- La Vie En Rose
- Ladrões
- Lady Snowblood
- Laranja Mecânica
- Last Days - Os Últimos Dias
- Lavado Em Lágrimas
- Lemmy
- Léon, O Profissional
- Lichter
- Lindas Encrencas As Garotas
- Lobos
- Longe Da Terra Queimada
- Lost In Translation - O Amor É Um Lugar Estranho
- Lua De Mel, Lua De Fel
- Lucifer Rising
- Lucky Luke
- Lucky Number Slevin - Há Dias De Azar

- M - Matou!
- Má Educação
- Machete
- Madrigal
- Maldito United
- Mamma Mia
- Manhattan
- Manô
- Mamonas Pra Sempre
- Mar Adentro
- Maria E As Outras
- Marie Antoinette
- Marjoe
- Marte Ataca!
- Matança De Natal
- Match Point
- Matou A Família E Foi Ao Cinem
- McQuade, O Lobo Solitário
- Meia-Noite Em Paris
- Meio Metro De Pedra
- Melancolia
- Melinda E Melinda
- Menina
- Mephisto
- Metrópolis
- Meu Nome É Bruce
- Miami Vice
- Milhões
- Milk
- Millenium 1. Os Homens Que Odeiam As Mulheres
- Million Dollar Baby - Sonhos Vencidos
- Minha Mãe
- Minha Terra
- Misery - Capí­tulo Final
- Missão A Marte
- Missão Impossí­vel 3
- Missão Impossível - Missão Fantasma
- Missão Solar
- Mistérios De Lisboa
- Momentos Agradáveis
- Moneyball - Jogada De Risco
- Monsters - Zona Interdita
- Monstro
- Monty Phyton E O Cálice Sagradi
- Morte Cerebral
- Morte De Um Presidente
- Movimentos Perpétuos
- Mr. E Mrs. Smith
- Mrs. Henderson Presents
- Muito Bem, Obrigado
- Mulholland Drive
- Mundo Fantasma
- Mundos Separados
- Munique
- Murderball - Espírito De Combate
- Murish
- Mutilados
- Mysterious Skin

- Na Cama
- Nacho Libre
- Não Estou Aí
- Napoleon Dynamite
- Nas Costas Do Diabo
- Nas Nuvens
- Needle
- Nico: À Margem Da Lei
- Ninguém Sabe
- Nixon
- No Limite Do Amor
- No Vale De Elah
- Noite De Agosto
- Noite Escura
- Noivos Sangrentos
- Nome De Código: Cloverfield
- Northfork
- Nosferatu, O Vampiro
- Nothing
- Nova Iorque 1997
- Nove Raínhas
- Nunca Digas Sim

- O Acontecimento
- O Agente Da Broadway
- O Lugar Do Morto
- O Americano
- O Amor Acontece
- O Anjo Exterminador
- O Anti-Pai Natal
- O Artista
- O Assassínio De Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford
- O Assassí­nio De Richard Nixon
- O Batedor
- O Bom Alemão
- O Bom, O Mau E O Vilão
- O Cabo Do Medo
- O Caminho De São Diego
- O Cão, O General E Os Pássaros
- O Capacete Dourado
- O Castelo Andante
- O Castor
- O Cavaleiro Das Trevas
- O China
- O Cobrador
- O Código Da Vinci
- O Comboio Dos Mortos
- O Comboio Mistério
- O Condenado
- O Couraçado Potemkin
- O Cowboy Da Meia-Noite
- O Crepúsculo Dos Deuses
- O Dedo De Deus
- O Delator!
- O Demónio
- O Despertar Da Besta
- O Despertar Da Mente
- O Deus Da Carnificina
- O Deus Elefante
- O Dia Em Que A Terra Parou (1951)
- O Dia Em Que A Terra Parou (2008)
- O Dia Da Besta
- O Discurso Do Rei
- O Enigma Do Espaço
- O Estranho Caso De Benjamin Button
- O Estranho Mundo De Jack
- O Evangelho Segundo São Mateus
- O Exorcista
- O Fatalista
- O Feiticeiro De Oz
- O Feitiço Do Tempo
- O Fiél Jardineiro
- O Gabinete Das Figuras De Cera
- O Gabinete Do Dr. Caligari
- O Gato Das Botas
- O Génio Do Mal (1976)
- O Grande Peixe
- O Grande Ditador
- O Guerreiro
- O Homem Duplo
- O Homem Que Copiava
- O Homem Que Sabia Demasiado
- O Homem Que Veio Do Futuro
- O Idealista
- O Jogo
- O Júri
- O Imperador Da Califórnia
- O Inquilino
- O Justiceiro Da Noite
- O Labirinto Do Fauno
- O Laço Branco
- O Lado Selvagem
- O Lago Perfeito
- O Leopardo
- O Livro Negro
- O Lobo Do Mar
- O Macaco De Ferro
- O Maquinista
- O Marinheiro De Água Doce
- O Menino De Ouro
- O Meu Tio
- O Milagre De Berna
- O Milagre Segundo Salomé
- O Mistério Galindez
- O Monstro Da Lagoa Negra
- O Mundo A Seus Pés
- O Nevoeiro (1980)
- O Ofício De Matar
- O Olho
- O Orfanato
- O Paciente Inglês
- O Padrinho - Parte I
- O Padrinho - Parte II
- O Padrinho - Parte III
- O Panda Do Kung Fu
- O Panda Do Kung Fu 2
- O Pesadelo De Darwin
- O Pistoleiro Do Diabo
- O Planeta Selvagem
- O Pó Dos Tempos
- O Portador Da Espada
- O Presidiário
- O Prisioneiro Do Rock
- O Protegido
- O Próximo A Abater
- O Quinto Elemento
- O Quinto Império
- O Regresso
- O Rei Dos Gazeteiros
- O Reino Proibido
- O Ritual
- O Ritual Dos Sádicos
- O Sabor Do Amor
- O Sargento Da Força Um
- O Segredo A Brokeback Mountain
- O Segredo De Um Cuscuz
- O Segredo Dos Punhais Voadores
- O Selvagem
- O Sentido Da Vida
- O Sétimo Selo
- O Sítio Das Coisas Selvagens
- O Sonho Comanda A Vida
- O Sonho De Cassandra
- O Sorriso De Mona Lisa
- O Tempo Do Lobo
- O Tesouro Da Sierra Madre
- O Tigre E A Neve
- O Tio Boonmee Que Se Lembra Das Suas Vidas Anteriores
- O Triunfo Da Vontade
- O Turista
- O Último Airbender
- O Último Grande Herói
- O Último Rei Da Escócia
- O Último Tango Em Paris
- O Último Voo Do Flamingo
- O Vingador Tóxico
- O Wrestler
- Ocean's Eleven - Façam As Vossas Apostas
- Odete
- Oldboy - Velho Amigo
- Olho Mágico
- Oliver Twist
- Ônibus 174
- Orca
- Órfã
- Os Amantes Regulares
- Os Amigos De Alex
- Os Bons E Os Maus
- Os Caça-Fantasmas
- Os Cavaleiros Do Asfalto
- Os Chapéus De Chuva De Cherburgo
- Os Cinco Venenos
- Os Clãs Da Intriga
- Os Condenados De Shawshank
- Os Descendentes
- Os Edukadores
- Os Famosos E Os Duendes Da Morte
- Os Filhos Do Homem
- Os Friedmans
- Os Guardiões Da Noite
- Os Homens Preferem As Loiras
- Os Imortais
- Os Inadaptados
- Os Índios Apache
- Os Invisíveis
- Os Irmãos Grimm
- Os Limites Do Controlo
- Os Marginais
- Os Mercenários
- Os Miúdos Estão Bem
- Os Novos Dez Mandamentos
- Os Olhos Da Serpente
- Os Olhos Sem Rosto
- Os Onze De Oceano
- Os Optimistas
- Os Pássaros
- Os Produtores (2005)
- Os Psico-Detectives
- Os Rapazes Da Noite
- Os Rapazes Não Choram
- Os Renegados Do Diabo
- Os Rutles - All You Need Is Cash
- Os Selvagens Da Noite
- Os Simpsons - O Filme
- Os Sonhadores
- Os Sorrisos Do Destino
- Os Super-Heróis
- Os Supeitos Do Costume
- Os Três Enterros De Um Homem
-Os Visistantes Da Idade Média
- Os 300 Espartanos

- Pagafantas
- Palpitações
- Papillon
- Para Onde O Vento Sopra
- Parada De Monstros
- Paraíso, Inferno... Terra
- Paranoid Park
- Paris Je T'Aime
- Party Monster
- Pecados Íntimos
- Pele
- Pequenas Mentiras Entre Amigos
- Performance
- Perigo Na Noite
- Perto Demais
- Pesadelo Em Elm Street
- Pink Floyd The Wall
- Piranha 3D
- Piratas Das Caraíbas - O Mistério do Pérola Negra
- Piratas Das Caraí­bas - O Cofre Do Homem Morto
- Piratas Das Caraíbas - Nos Confins Do Mundo
- Planeta Dos Macacos
- Planeta Dos Macacos: A Origem
- Planeta Terror
- Plano 9 Dos Vampiros Zombies
- Polaróides Urbanas
- Polí­cia Sem Lei (1992)
- Polícia Sem Lei (2009)
- Poltergeist, O Fenómeno
- Ponto De Mira
- Por Favor Rebobine
- Por Favor Não Me Morda O Pescoço
- Porcos & Selvagens
- Posto Fronteiriço
- Precious
- Predadores
- Presente De Morte
- Preto E Branco
- Primer
- Príncipe Da Pérsia - As Areias Do Tempo
- Procurado
- Profissão: Repórter
- Promessas Proibidas
- Proposta Indecente
- Proteger
- Psico
- Psicopata Americano
- Pulp Fiction
- Pulsação Zero
- Punch-Drunk Love - Embriagado De Amor
- Purana Mandir
- Purple Rain

- Quando Viste O Teu Pai Pela Última Vez
- Quarentena
- Quarteto Fantástico (1994)
- Quarteto Fantástico (2005)
- Quase Famosos
- Quatro Noites Com Anna
- Que Lugar Maravilhoso
- Que Se Mueran Los Feos
- Queijo E Marmelada
- Quem Quer Ser Bilionário
- Querida Famí­lia
- Querida Wendy

- R
- Rapariga Com Brinco De Pérola
- Rare Exports
- Ratatui
- Ratos Assassinos
- Ray
- [Rec]
- [REC]2
- Red Eye
- Relatório Kinsey
- Relatório Minoritário
- Religulous - Que O Céu Nos Ajude
- Relíquia Macabra
- Renascimento
- Resident Evil: Apocalypse
- Rio
- Rio Bravo
- Rock De Fogo
- Rock, Rock, Rock
- Rocknrolla - A Quadrilha
- Rocky Balboa
- Roger E Eu
- Roma
- Romance E Cigarros
- Roxanne
- RRRrrrr!!!
- Rubber - Pneu
- Ruídos Do Além
- Ruivas, Loiras E Morenas
- Rumo À Liberdade
- Ruptura Explosiva

- Sacanas Sem Lei
- Sala De Pânico
- Salazar - A Vida Privada
- Salto Mortal
- Samsara
- Sangue Do Meu Sangue
- Sangue Por Sangue
- Santa Sangre
- Sapatos Pretos
- Save The Green Planet!
- Saw - Enigma Mortal
- Saw II - A Experiência Do Medo
- Saw 3D - O Capítulo Final
- Scoop
- Scott Pilgrim Contra O Mundo
- Seconds Apart
- Seis Indomáveis Patifes
- Sem Ela
- Sem Limites
- Sem Rumo
- Sem Tempo
- Semi-Pro
- Ser E Ter
- Sereia
- Serpentes A Bordo
- Sete Anos No Tibete
- Sete Vidas
- Sexo E A Cidade
- Sgt. Pepper's Lonely Heart Club Band
- Shaolin Daredevils
- Shaolin Soccer - O Ás Da Bola
- Shaolin Vs. Evil Dead
- Shattered Glass - Verdade Ou Mentira
- Sherlock Holmes
- Sherlock Holmes - Jogo De Sombras
- Shining
- Shoot 'Em Up - Atirar A Matar
- Shortbus
- Shrek 2
- Shrek O Terceiro
- Shrek Para Sempre
- Sicko
- Sid And Nancy
- Sideways
- Simpatyhy For Mr. Vengeance
- Sin City - Cidade Do Pecado
- Sinais
- Sinais De Fogo
- Sinais Do Futuro
- Sinais Vermelhos
- Singularidades De Uma Rapariga Loira
- Sky Captain E O Mundo De Amanhã
- Slither - Os Invasores
- Soldados Da Fortuna
- Soldados Do Universo
- Sombras Da Escuridão
- Somewhere - Algures
- Sonho De Uma Noite De Inverno
- Sonny
- Sophie Scholl - Os Últimos Dias
- Soro Maléfico
- Sorte Nula
- Soul Kitchen
- Spartacus
- Spartan - O Rapto
- Splice
- Stacy - Attack Of The Schoolgirl Zombies
- Star Wars - A Ameaça Fantasma
- Star Wars - A Vingança Dos Sith
- Star Wars - O Ataque Dos Clones
- Stardust - O Mistério Da Estrela Cadente
- Stone - Ninguém É Inocente
- Stoned, Anos Loucos
- Submarino
- Super
- Super Baldas
- Super-Homem
- Super-Homem: O Regresso
- Super 8
- Superstar
- Suspeita
- Suspiria
- Sweeney Todd: O Terrível Barbeiro De Fleet Street
- Swimming Pool
- Sword Of Vengeance
- Sympathy For The Devil

- Taking Woodstock
- Tarnation
- Tarzan, O Homem Macaco (1981)
- Taxidermia
- Team America - Polí­cia Mundial
- Tebas
- Tecumseh
- Teeth
- Tempestade Tropical
- Tennessee
- Terra De Cegos
- Terminal De Aeroporto
- Terra Dos Mortos
- Terror Em Setembro
- Terror Na Auto-estrada
- Terror Nas Montanhas
- Tetro
- The Bloodstained Butterfly
- The Brown Bunny
- The Darjeeling Limited
- The Departed: Entre Inimigos
- The Devil And Daniel Johnston - Loucuras De Um Génio
- The Devil's Double
- The First Great Train Robbery
- The Fountain - O Último Capítulo
- The Grudge - A Maldição
- The Host - A Criatura
- The Impossible Kid
- The King Of Kong
- The Langoliers - Meia-Noite E Um
- The Last House On The Left
- The Machine Girl
- The Man From Earth
- The Marine
- The Million Dollar Hotel - O Hotel
- The Mindscape Of Alan Moore
- The Mist - Nevoeiro Misterioso
- The Others - Os Outros
- The Prestige - O Terceiro Passo
- The 50 Worst Movies Ever Made
- The Way
- The Woman
- Thirst - Este É O Meu Sangue
- This Is It
- This Is Spinal Tap
- Thor
- Thriller - A Cruel Picture
- THX 1138
- Tirar Vidas
- Titanic 2
- Tony
- Tournée - Em Digressão
- Toy Story 3
- Tragam-me A Cabeça De Alfredo Garcia
- Transamerica
- Tron
- Tron: O Legado
- Tropa De Elite
- Tropa De Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro
- Tsotsi
- Tubarão
- Tubarão 2
- Tubarão 3
- Tubarão IV - A Vingança
- Tucker E Dale Contra O Mal
- Tudo Ficará Bem
- Tudo Pode Dar Certo
- Twisted - Homicídios Ocultos

- Ultra Secreto
- Um Amor De Perdição
- Um Azar Do Caraças
- Um Bater De Corações
- Um Belo Par... De Patins
- Um Cão Andaluz
- Um Dia A Casa Vai Abaixo
- Um Dia De Raiva
- Um Homem Singular
- Um Longo Domingo De Noivado
- Um Lugar Para Viver
- Um Padrasto Para Esquecer
- Um Profeta
- Um Tiro No Escuro
- Um Trabalho Em Itália
- Uma Aventura Na Casa Assombrada
- Uma Boa Mulher
- Uma Canção De Amor
- Uma Espécie De Cavalheiro
- Uma Famí­lia À Beira De Um Ataque De Nervos
- Uma História De Violência
- Uma Pequena Vingança
- Uma Rapariga Com Sorte
- Uma Segunda Juventude
- Uma Segunda Vida
- Undefeatable
- Unseen Evil 2 - Alien 3000
- Up - Altamente

- V De Vingança
- Vai E Vive
- Vais Conhecer O Homem Dos Teus Sonhos
- Valhalla Rising - Destino De Sangue
- Valquíria
- Vampiros de John Carpenter
- Van Helsing
- Vanilla Sky
- Vanitas
- Vasilhame
- Veio Do Outro Mundo
- Veludo Azul
- Velvet Goldmine
- Vencidos Pela Lei
- Vendendo A Pele
- Veneno Cura
- Vera Drake
- Versus - A Ressurreição
- Vestida Para Matar
- Vice
- Vício - Quando Nada É Suficiente
- Vicky Cristina Barcelona
- Vidas Sombrias
- Vigilância
- Vingança Redentora
- Virgem Aos 40 Anos
- Vitus
- Viúva Rica Solteira Não Fica
- Viver A Sua Vida
- Voando Sobre Um Ninho De Cucos
- Voltando Para Casa
- Voltar
- Vontade Indómita
- Voo 93

- Walk Hard - A História De Dewey Cox
- Walk The Line
- WALL-E
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Wassup Rockers - Desafios De Rua
- Watchmen - Os Guardiões
- Welcome To The Rileys
- White Irish Drunkers
- Wild Zero
- Win Win
- Wolf Creek
- Wristcutters: A Love Story

- X-Men
- X-Men 2
- X-Men 3 - O Confronto Final
- X-Men: O Início
- X-Men Origens: Wolverine

- Zack E Miri Fazem Um Porno
- Zardoz
- Zatoichi
- Zombies Party - Uma Noite... De Morte
- Zombies Strippers
- Zozo

- 007 - Agente Secreto
- 007 - Casino Royale
- 007 - Quantum Of Solace
- 10 Coisas Que Odeio Em Ti
- 100 Volta
- 10.000 AC
- 12 Homens Em Fúria
- 12 Macacos
- 12:08 A Este De Bucareste
- 1984
- 2LDK
- 24 Hour Party People
- 28 Dias Depois
- 20,13 - Purgatório
- 2012
- 300
- 4 Copas
- 48
- 50/50
- 6=0 Homeostética
- 8 1/2
- 9 Canções
- 98 Octanas


ENTREVISTAS:
- Fernando Fragata
- Festróia - Mário Ventura
- Filipe Melo
- Good N Evil
- IMAGO - Sérgio Felizardo
- José Barahona
- Nuno Markl
- Paulo Furtado
- Rodrigo Areias
- Sara David Lopes
- Solveig Nordlund
- Fernando Alle


TOPES:
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2011
- Top 5 dos Piores Filmes de 2011
- Top 10 dos Melhores Filmes de 2010
- Top 5 dos Piores Filmes de 2010
- Top 5 dos filmes de Leslie Nielsen
- Top 10 Dos Filmes Low Cost
- Top 5 das Melhores Cenas de Dança
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2009
- Top 5 dos Piores Filmes de 2009
- Top 5 dos Filmes Que Tenho Vergonha De Dizer Que Gosto
- Top 5 das Melhores Músicas de Ennio Morricone
- Top 5 dos filmes com Patrick Swayze
- Top 5 dos Telediscos do Michael Jackson
- Top 5 dos Filmes com David Carradine
- Top 5 dos Filmes com Lutadores de Luta-Livre
- Top 10 Os Melhores Filmes de 2008
- Top 5 Os Piores Filmes de 2008
- Top 5 dos Piores Filmes de Natal
- Top 5 das Coisas que não Esperávamos Ver no Cinema
- Top 5 dos Melhores Filmes de Paul Newman
- Top 5 Personagens Com Palas Nos Olhos
- Top 10 Melhores Cartazes De Cinema
- Top 5 dos Filmes de Chuck Norris
- Top 5 dos Filmes de Patrick Swayze
- Top 10 Os Melhores/Piores Vestidos dos Oscares
- Top 5 As Mortes de Crianças Mais Gratuitas
- Top 10 Os Melhores de 2007
- Top 5 Os Piores de 2007
- Top 7 Adaptações ao Cinema de Livros de Stephen King
- Top 5 Filmes Pela Paz
- Top 5 Os Melhores Beijos
- Top 5 Grandes Arquitectos
- Top 10 Filmes Que Mudaram A Minha Vida
- Top 5 Mulheres de Cabeça Rapada
- Top 5 As Cenas Mais Excitantes
- Top 10 Os Melhores de 2006
- Top 5 Os Piores de 2006
- Top 3 Filmes de Robert Altman
- Top 5 Os Vilões do Cinema
- Top 5 Filmes Com Mick Jagger
- Top 5 Filmes Com Steve Buscemi
- Top 5 Dos Cães no Cinema
- Top 5 Dos Filmes do Indie06
- Top 5 Dos Filmes do Fantas06
- Top 5 dos Presidentes
- Top 10 Os Melhores de 2005
- Top 5 Os Piores de 2005
- Top 5 Filmes com Pat Morita
- Top 10 Os Melhores Filmes Independentes
- Top 5 Os Piores Filmes da Saga Bond
- Top 5 Filmes com Dolph Lundgren
- Top 5 Adaptações de BD Para Cinema
- Top 10 Cenas Mais Assustadoras de Sempre
- Top 5 Vencedores do Óscar
- Top 5 Bond Girls
- Top 5 Filmes Sobre Doenças
- Top 5 Filmes de Natal
- Top 5 Melhores Batalhas Corpo-A-Corpo
- Top 10 Melhores Canções do Cinema
- Top 10 Melhores Filmes de Sempre
- Top 5 Melhores Momentos Musicais
- Top 5 Grandes Duelos do Cinema
- Top 10 Maiores Personagens do Cinema
- Top 5 Piores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 10 Melhores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 5 Filmes Religiosos


BAÚ DO TRASH:
- Needle
- Que Se Mueran Los Feos
- Easy A
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Saw 3D - O Capítulo Final
- And Soon The Darkness
- Os Imortais
- Purana Mandir
- Pagafantas
- The Bloodstained Butterfly
- Cisne Negro


ROYALE WITH CHEESE APRESENTA:
- A Tasca Da Cultura
- A Causa Das Coisas - parte I
- A Causa Das Coisas - parte II
- A Momentary Lapse Of Reason


FILMES A VER ANTES DE MORRER:
- #1 As Lágrimas Do Tigre Negro
- #2 Alucarda
- #3 Time Enough At Last
- #4 Armageddon
- #5 The Favour, The Watch And The Very Big Fish
- #6 Italian Spiderman
- #7 The Soldier And Death


UMA CURTA POR DIA NÃO SABE O BEM QUE LHE FAZIA:
- 1# Rabbit, de Run Wrake
- 2# Aligato, de Maka Sidibé
- 3# The Cat Concerto, de Joseph Barbera & William Hanna
- 4# A Curva, de David Rebordão
- 5# Batman: Dead End, de Sandy Callora
- 6# O Código Tarantino, de Selton Mello
- 7# Malus, de António Aleixo & Crosswalk, de Telmo Martins
- 8# Three Blind Mice, de George Dunning
- 9# Bedhead, de Robert Rodriguez
- 10# Key To Reserva, de Martin Scorcese
- 11# Bambi Meets Godzilla, de Marv Newland
- 12# The Horribly Slow Murderer with the Extremely Inefficient Weapon, de Richard Gale
- 13# Stolz Der Nation, de Eli Roth
- 14# Papá Wrestling, de Fernando Alle
- 15# Glas, de Bert Haanstra
- 16# Fotoromanza, de Michelangelo Antonioni
- 17# Quem É Ricardo?, de José Barahona
- 17# Terra Incognita, de Peter Volkart


AS MELHORES PIORES CENAS DE SEMPRE:
- A Pior Luta
- A Cena Mais Metida A Martelo
- O Ataque Animal Mais Brutal
- A Perseguição Mais Alucinante
- O Duelo Mais Improvável


CLUBE DE CINEMA DE SETÚBAL:
- Janeiro
- Fevereiro
- Março
- Abril
- Maio
- Setembro
- Novembro


FESTIVAIS:
- 20º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9
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- 24º Festróia
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- 26º Festróia
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- 12º Caminhos Do Cinema Português
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- Imago 2006
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