Royale With Cheese

 Royale With Cheese

 
 



terça-feira, fevereiro 28, 2006  

BOA NOITE E BOA SORTE:

Título: Good Night And Good Luck
Realizador: George Clooney
Ano: 2005


Boa Noite E Boa Sorte é uma viagem no tempo!
Entramos na sala de cinema, sentamo-nos, as luzes apagam-se, a cortina abre e a bobine começa a rolar. Às primeiras cenas há o preto e branco, mas ao fim dos primeiros dez minutos, algo mais trascendetal acontece - recuamos no tempo e estamos integralmente nos anos 50. Começamos a sentir uma vontade inexplicável de acender um cigarro e mandar vir um copo de whiskey; parece-nos ouvir o rat pack na galhofa no outro canto da sala; e por vezes piscamos os olhos duas vezes para ver se não é o Humphrey Bogart que está sentado ao nosso lado.

George Clooney volta à realização com este filme cruzada, provando que tem tanto talento atrás como à frente das câmaras. Boa Noite E Boa Sorte é a história de Edward R. Murrow (David Strathairn) e Fred Friendly (George Clooney), que expuseram no seu programa de televisão na CBS, as técnicas políticas menos ortodoxas do senador Joseph McCarthy.
Estava-se nos anos 50 e vivia-se sobre o terror do comunismo. A América vivia numa espécie de censura, que tinha tanto de lápis vermelho como de tréguas entre governo e imprensa. Um grupo de jornalistas, encabeçados por esses dois homens, decidiram quebrar a parcialidade e expuseram publicamente a história de Milo Radulovich, um oficial expulso da Força Aérea por alegada simpatia ao comunismo.

Boa Noite E Boa Sorte, inexplicavelmente (ou não), tem tanto de actual como tinha O Quinto Império, de Manoel de Oliveira. Só lhe faltava mesmo receber o subtítulo Ontem Como Hoje. Além disso, prova como o governo americano é uma pérfida máquina política; pode vergar, mas nunca parte. O senador McCarthy foi castigado pela sua atitude xenófaba e descriminatória, mas a CBS também sofreu as represálias. Como num empate técnico...

Boa Noite E Boa Sorte tem aquele estilo do cinema clássico de Hollywood e tem dois pormenores deliciosos a recortar o filme: os anúncios da época a servir de separador entre momentos (genial o anúncio ao tabaco Kent, a estimular as pessoas a fumar) e as montages musicais, com recurso a uma cantora r&b a cantar ao vivo.

O leque de actores funciona como uma parada de estrelas, cheias de glamour e estilo, mas o destaque vai em parte para Robert Downey Jr que, depois de Kiss Kiss Bang Bang, mostra estar completamente reabilitado para o cinema. Ainda bem!

Mas falta ali qualquer coisa a Boa Noite E Boa Sorte, falta um daqueles pormenores que não conseguimos identificar, mas que muitas vezes distingue as obras-primas das obras-maiores. Talvez fossem as expectativas demasiado altas que são criadas ao início, quando tudo não passa de uma simples história contada. O McBacon é ali a fronteira entre essa obra-maior e a obra-prima.
Boa noite e boa sorte (final de prosa completamente cliché e previsível, eu sei).

Posted by: dermot @ 4:24 da tarde
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FANTASPORTO 2006:

Para aqueles que estavam ansiosos por escrita fresca, fiquem a saber que a mini-ausência deste escriba foi motivada pelo certame deste ano do Fantasporto.
Como não foi uma frequência regular e nem fiquei até ao fim, ainda não é desta que o Royale With Cheese faz o acompanhamento do maior festival do fantástico do Mundo (exagero? não sei se será...), mas prometo já aqui que este espaço não há de fechar sem isso acontecer. Pode ser que seja já para o ano...

Quanto à edição deste ano, vou deixar aqui apenas algumas considerações:
- o Fantas, apesar da saturação de filmes, que começa a ter dificuldades em combater a quantidade com a qualidade, continua a ser um dos mais interessantes festivais nacionais; pelo menos, o mais divertido é de certeza
- a série Masters Of Horror é sem dúvida uma aposta estimulante na área do terror/fantástico, do melhor que se fez nos últimos anos aquela dimensão
- não há dúvidas: os slasher teen movies de Wes Craven já deram origem a um novo género - cheerleaderxploitaion!!

Posted by: dermot @ 12:31 da tarde
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quarta-feira, fevereiro 22, 2006  

TERROR EM SETEMBRO:

Título: One Day In September
Realizador: Kevin Macdonald
Ano: 1999


Antes de Michael Moore celebrizar o género do documentário cinematográfico e antes de Steven Spielberg voltar a pôr nas bocas do mundo o tema da crise dos reféns israelitas nos jogos olímpicos de Munique de 1972, foi lançado em 1999 o documentário Terror Em Setembro, do veterano realizador Kevin Macdonald – irmão do produtor de Trainspoting, Andrew MacDonald.

Durante 1h32m, McDonald faz uma autópsia de tudo um pouco, desde a situação política e social da Alemanha do pós guerra – que ao querer mostrar o seu lado não militarista optou por deixar de parte a segurança do evento –, as vidas pessoais de alguns dos membros da equipa Olímpica Israelita – com um especial ênfase no esgrimista André Spitzer –, passando por entrevistas a familiares das vitimas e algumas personalidades envolvidas nas operações de tentativa de resgate e negociação, tudo isto narrado esporadicamente pela voz de Michael Douglas.

A grande maioria do documentário é constituído por material de arquivo, tanto vídeo como fotos e áudio, não só provenientes das câmaras de televisão que acompanharam a situação, mas também fotos pessoais dos atletas e até o vídeo de casamento de André Spitzer, que rola enquanto a sua esposa na altura recorda perante as câmaras, o ano e meio que passou casada com o esgrimista olímpico e as emoções pelas quais passou naquele dia 5 de Setembro.

McDonald tem ainda um trunfo na manga para tornar a experiência de visionar Terror Em Setembro em algo mais do que ver apenas um documentário, algo que se aproxima mais com uma investigação policial séria e uma tentativa de saber as duas faces da moeda; uma entrevista com Jamal Al Gashey, um dos responsáveis pela organização e execução do sequestro e o último dos três sobreviventes da operação e da série de assassinatos levados a cabo pela Mossad – evento retratado com “liberdade artística” no filme de Spielberg, Munique.

Há ainda a destacar as sequências de imagens de arquivo, musicalmente acompanhadas com clássicos rock da década de 70, como Deep Purple e Led Zeppelin, e até uma versão acelerada de Joy, de Johann S. Bach. Estas montages musicais acabam por funcionar como uns “calmantes”, já que todo o resto do documentário é apresentado com grande tensão e violência gráfica.

Para a última parte está guardada uma reconstituição do tiroteio no aeroporto militar de Munique e do plano absurdo levado a cabo por polícias alemães que não estavam preparados para uma situação de reféns, tudo acompanhado por imagens geradas por computador.
A sequência final onde são mostrados os corpos sem vida, tanto dos atletas como dos terroristas abatidos, após as suas mortes serem anunciadas oficialmente ao mundo pelo locutor Jim McKay (e acompanhadas ao som de A Child in Time dos Deep Purple), é de uma frieza e sangue frio arrepiante – é como que um murro no estômago do espectador.

Como seria de esperar, o documentário deixa no ar algumas perguntas incómodas por responder: porque é que o comité Olímpico não interrompeu os jogos durante a crise?
Porque é que os jogos foram retomados na tarde a seguir ao massacre no aeroporto? Porque é que os três terroristas sobreviventes foram libertados e enviados de volta para a Líbia, em troca de doze passageiros de um voo da Lufthansa? Porque é que a missão de resgate foi efectuada por polícias comuns e não por grupos militares preparados para lidar devidamente com a situação? Será que o resgate dos reféns era apenas secundário? Quereria o Comité Olímpico apenas mover os reféns e terroristas para outro local afim de poder prosseguir com os jogos?

Este é O documentário para quem quer compreender melhor o que se passou em Munique e fundamental para quem viu o filme de Spielberg e ficou com dúvidas sobre o seu conteúdo. É de destacar que, apesar de se tratar de um documentário sobre um assunto emotivo, nunca foram usados grandes planos das caras lavadas em lágrimas dos familiares das vítimas, coisa muito explorada neste tipo de produções; há sempre uma distanciação jornalística e fria entre os entrevistados e o entrevistador.

Kevin Macdonald ganhou um Óscar por este documentário em 1999. Agora, em 2006, ganha um McRoyal Deluxe bem aviado.

Esta é uma crítica do colaborador Vitrugo. It's always nice to see you, mate.

Posted by: dermot @ 12:04 da manhã
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terça-feira, fevereiro 21, 2006  

LAVADO EM LÁGRIMAS:

Título: Lavado Em Lágrimas
Realizador: Rosa Coutinho Cabral
Ano: 2006


Quer me parecer que o cinema português começou a regredir outra vez. É certo que são anunciados projectos prometedores como Coisa Ruim ou As Aventuras De Dog Mendonça E Pizzaboy, mas nestes poucos meses de 2006, O Fatalista e agora Lavado Em Lágrimas não me deixaram boas recordações.

Lavado Em Lágrimas é o regresso de Rosa Coutinho Cabral ao cinema, com a desconhecida Rita Martins no papel de Ana, uma jovem pobre, que vive no pombal do avô (Canto e Castro), mergulhada num mundo de silêncio desde que descobriu a fatalidade na ponta dos dedos. João (João Araújo) é um jornalista rebelde de intervenção, sem papas nas línguas, que vai descobrir o mundo misterioso de Ana durante uma reportagem. O fascínio por essa desumanidade de Ana - como uma fera selvagem em estado virgem - vai tornar-se numa obsessão, que pode ter trágicas consequências. João pode estar a colocar em causa a sua integridade física (ao descobrir os jogos perigosos que Rogério Samora pratica com Ana) e a sua própria humanidade.

Lavado Em Lágrimas é um filme sobre humanidade e desumanidade, um filme quase conceptual sobre identidade e a natureza humana. Mas Lavado Em Lágrimas é um filme confuso, um mosaico de situações que não se ligam, sem chama e, sobretudo, sem alma. Sucedem-se episódios e não se unem, nem tão-pouco prendem a atenção do espectador. Por exemplo, João Araújo é um jornalista rebelde, que fuma em directo, à medida que passa reportagens sobre prostituição, julgando-as e rindo nas suas caras, ao mesmo tempo que apelida os políticos de merda; depois, o seu próximo trabalho tem a ver com... columbofilia. Talvez seja uma metáfora inteligente demais para mim - tal como a maioria dos diálogos -, mas receio que seja apenas pseudo-intelectualismo, pois uma pessoa que faz instrospecções filosóficas com o trocadilho humANA e desumANA não me parece de fiar. Mais feliz é mesmo a analogia com o (super)clássico sueco A Carruagem Da Morte.

João Araújo é um grande actor que tem sido desaproveitado e Rogério Samora parece que começa a especializar-se no mesmo papel. A jovem Rita Dias é que ainda tem que beber mais chá, mas se manter o nível acabará por chegar a um nível bastante bom.

Em Lavado Em Lágrimas destaco dois aspectos: a possibilidade de vermos pela última vez o inegualável Canto E Castro (vénia interminável ao homem que deu voz a dois personagens incontornáveis da nossa infância); e a cena em que Rogério Samora aposta a bela Ana num jogo de póquer e ela jaz sobre o pano verde da mesa, por entre as fichas de jogo. Fora isso, só me apetece fazer trocadilhos com o nome do filme e a minha vontade de chorar... Mas fico-me pela atribuição do Cheeseburger.

Posted by: dermot @ 1:24 da manhã
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segunda-feira, fevereiro 20, 2006  

ENTREVISTA:

Em 2003, a força de vontade (e alguma carolice, digamos) de alguns jovens, entre eles Filipe Melo, assinaram o primeiro filme de zombies português - I'll See You In My Dreams teve um parto difícil mas compensador; convenceu a crítica e arrebatou prémios em festivais pelo mundo fora. Agora, fundada a produtora O Pato Profissional, Filipe Melo e a sua equipe estão determinados em realizar o primeiro filme de aventuras português. O seu nome: As Incríveis Aventuras De Dog Mendonça E Pizzaboy.
O Royale With Cheese esteve à conversa com Filipe Melo, um dos mentores deste projecto (que ainda arranja tempo para ser músico profissional), com quem falámos sobre este muito ansiado filme.



Royale With Cheese – Quem é afinal Dog Mendonça e Pizzaboy e em que tipo de aventuras se vão meter?
Filipe Melo - João Vicente “Dog” Mendonça é um lobisomem alcoólico de 50 anos. O Pizzaboy é um rapaz de 18, a quem “Dog” atribui essa alcunha porque é um distribuidor da Pizzaboy Portugal, que entrega ao domicílio.
Juntos, vão ter apenas 12 horas para salvar o mundo e recuperar uma moto.

RwC – Como surgiu a ideia para esta premissa?
FM - A ideia apareceu quando me envolvi com uma BD italiana chamada Dylan Dog. A personagem do nosso é bastante distinta, mas o universo do filme é claramente influenciado por esta BD, que inspirou também um dos meus filmes favoritos - Dellamorte Dellamore.

RwC – Depois de I’ll See You In My Dreams, o fantástico continua bem presente nesta proposta. Além disso, são referidos filmes como Regresso Ao Futuro, Caça-Fantasmas ou O Dia Da Besta, como referências. Afinal de contas, como será As Incriveis Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy?
FM - A premissa é simples. Quem viu o Casablanca recorda-se que todos os que queriam escapar da Europa para os EUA tinha de passar por Lisboa. Numa tentativa de criar um exército invencível, Hitler perseguiu todas as criaturas do sobrenatural e submeteu-as a terríveis experiências. Essas criaturas fugiram das perseguições e Lisboa tornou-se a capital mundial do sobrenatural... Terá o Hitler conseguido criar um exército de nazis mutantes ? Porque estarão todas as crianças de Lisboa a desaparecer?

Este será um filme de aventuras fantásticas, seguindo a velha tradição dos anos 80, As Aventuras de Jack Burton nas Garras do Mandarim, O Menino de Ouro - esse tipo de filmes que eu ia ver sete vezes ao cinema.

RwC – I’ll See You In My Dreams foi uma espécie de labour of love, de alguém que tinha uma admiração por filmes de zombies. Agora, a aposta é na animação. É também um gosto particular?
FM - O filme vai ser feito em imagem real.
Os desenhos do site são desenhos conceptuais para nos ajudarem a imaginar melhor as personagens. Este ainda vai ser um labour of love maior, porque tenho muito amor por este estilo de cinema. Quero MESMO fazer um filme de aventuras passado em Lisboa, com muitos monstros e situações bizarras. Estou disposto a vender um rim no Ebay para fazer este filme.

RwC – As Aventuras De Dog Mendonça e Pizzaboy sofreu o primeiro revés, ao ficar de fora dos subsídios atribuídos pelo ICAM. Quais serão os próximos passos?
FM - O filme vai ser rodado em Setembro de 2007.
Temos financiadores, felizmente, alguns garantidos, outros menos. Sou muito optimista. Vamos candidatar-nos a tudo o que for possivel e impossível, temos algumas esperanças no concurso de primeiras obras do ICAM.

Se alguém estiver a ler isto e quiser ser co-produtor do filme comigo, tem apenas de investir a mesma quantia que eu invisto, como investimento pessoal – 200 mil euros. Não é assim tanto e é recuperável. Eu tenho muita fé nisso! Espero que seja um filme muito divertido e emocionante.

RwC – Já existem alguns nomes confirmados no elenco: Nicolau Breyner, João Didelet ou Manuel João Vieira, são alguns desses nomes. Podem adiantar em primeira mão mais alguma novidade?
FM - Estamos à espera de completar o financiamento do filme para ter as confirmações, mas haverá pequenos papeis / cameos de algumas lendas do cinema de terror, o que me deixa muito orgulhoso e feliz.
Paul Naschy (Espanha) leu o nosso argumento e quer participar. Um dos meus heróis – Lloyd Kaufman (Troma) será um monstro e Jeffrey Combs (Reanimator) está a ser contactado para ser o “mau”.

RwC – Depois de I’ll See You In My Dreams, o Filipe Melo criou a produtora O Pato Profissional. Existem outros projectos na forja em paralelo com As Aventuras De Dog Mendonça E Pizzaboy ou um projecto de cada vez?
FM - Um projecto de cada vez, sempre! Não pensaremos em nenhum outro filme até conseguirmos meter este nos cinemas – com um cartaz gigante a dizer “Desta vez o destino do mundo será decidido....Em Lisboa!”
Entretanto, sempre tenho o piano, pelo que não me aborreço nunca.

RwC - Obrigado pela disponibilidade e boa sorte para o filme. Por cá estarei atento aos vossos passos e a esfregar as mãos pelas Aventuras De Dog Mendonça E Pizzaboy.
FM - Muito obrigado pela divulgação e pela entrevista. Gosto muito do vosso blog, e espero ter mais notícias para vos dar no futuro. Um abraço!

Para todos aqueles que quiserem saber mais sobre este projecto, podem visitar a página oficial de O Pato Profissional, a página oficial do filme, ou ainda, o blogue que acompanha a evolução de todo o projecto. O Royale With Cheese aproveita ainda para mencionar a página oficial de Filipe Melo (Debut, é o seu título), que acabou de lançar o seu disco de estreia com o Trio De Filipe Melo e acreditem: se aqui se fizessem análises de música, este disco seria um royale with cheese, sem margens para dúvidas.

Posted by: dermot @ 10:31 da manhã
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sábado, fevereiro 18, 2006  

BZ, VIAGEM ALUCINANTE:

Título: Jacob's Ladder
Realizador: Adrian Lyne
Ano: 1990


Quem diria que Adrian Lyne, o realizador dos thriller-eróticos Nove Semanas E Meia e Atracção Fatal (mais lembrados pela sua parte erótica do que pela sua parte thriller) seria o responsável por um dos filmes que mais influenciou o que de melhor se fez no terror da última década (alguém mencionou Ringu ou O Sexto Sentido?)? Além disso, esse filme sofreu também uma das mais hilariantes e já famosas traduções para língua portuguesa: o original Jacob's Ladder transformou-se em Bz, Viagem Alucinante.

Jacob Singer (Tim Robbins) é um veterano da guerra do Vietnam que começa a sofrer alucinações traumáticas. No entanto, esses delírios começam a fundir-se com a realidade, quando demónios sem cara tentam atropela-lo, ou quando a sua namroada Jezebel (Elizabeth Peña) envolve-se numa dança promíscua com uma criatura com cauda, durante uma festa. Por isso, se calhar é melhor mudar a parte que diz traumas pós-guerra para experiências givernamentais com militares. Ou então não.
O que é certo é que os pesadelos de Jacob são terríveis; e a parte pior é serem reais.

Bz, Viagem Alucinante redefine o cocneito de traumas pós-guerra no diccionário cinematográfico. Adrian Lyne cria uma atmosfera claustrofóbica e arrepiante, num crescendo de mistério, cruzando situações surreais com o quotidiano do personagem principal. Bz, Viagem Alucinante é uma espécie de O Sexto Sentido realizado pelo David Lynch. E acreditem, esta é a melhor definição alguma vez feita ao filme.

Traumas de guerra, delírios mentais e conspirações governamentais. Parece complicado e cheira um pouco a banhada. Mas não é, acreditem. É antes um thriller psicológico intenso, daqueles que criam um nó no estomago e no cerebro. Menos subtil que O Sexto Sentido, é certo, mas a piscar o olho ao twist final.

Tim Robbins é um dos actores mais subvalorizados de sempre e tem aqui uma interpretação estupenda, numa transfomração angustiante à medida que os delírios aumentam. E a sequência num hospício perdido, com tanto de loucura e macabro como de freakshow e mutilação, é verdadeiramente soberba. Bz, Viagem Alucinante está ainda repleta de actores secundários em ascenção: Elizabeth Peña, ideal no papel ambígua de anjo e demónio; Eriq La Salle, antes da afirmação em Serviço De Urgência; Jason Alexander, o Constanza de Seinfeld; e até um jovem e uncredited Macaulay Culkin.

Se tens medo de morrer e estás a aguentar verás demónios aterrorizando a tua vida. Mas se encontraste paz interna, então esses demónios são apenas anjos libertando-te da Terra. É este o mote deste delírio à la David Lynch que Adrian Lyne realizou, dando o pontapé de saída para muito do que se faz hoje no terror psicológico. Por isso não se admire se lhe parecer já ter visto algumas coisas: o McRoyal Deluxe é um selo de autenticidade.

Posted by: dermot @ 7:55 da tarde
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quinta-feira, fevereiro 16, 2006  

FILMES A VER ANTES DE MORRER #2:

Título: Alucarda
Realizador: Juan López Moctezuma
Ano: 1978
Porquê:
- Porque é terror de série b (leia-se gore) sul-americano
- Porque o título lido de trás para a frente dá A Dracula
- Porque tem freiras sodomizadas - nunsploitation rules!
- Porque o realizador foi o senhor que produziu a obra-prima El Topo


Posted by: dermot @ 10:59 da tarde
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KISS KISS BANG BANG:

Título: Kiss Kiss Bang Bang
Realizador: Shane Black
Ano: 2005


Quando nos aos 70 alguém se lembrou de criar a punchline kiss kiss bang bang para publicitar um dos filmes do James Bond, esta tornou-se numa expressão para designar todos aqueles action flicks que chama o espectador por duas razões cruciais: beijos e tiros. Sem dúvida, uma das mais felizes expressões cinematográficas. E um filme que se auto-intitula Kiss Kiss Bang Bang promete logo muito à partida.

Convém ainda fazer um aparte para falar de Shane Black. E é para isso que serve este parágrafo. Black foi o argumentista de alguns dos maiores êxitos do cinema de acção dos anos 90, incluindo a saga Arma Mortífera, o incompreendido O Último Grande Herói ou o xunga-Tony-Scott-movie A Fúria Do Último Escuteiro. Shane Black inventou os buddy movies e até Hollywood esgotar esta fórmula (como costuma fazer rapidamente com os seus filões), foi o seu principal rosto. Depois tirou férias, esfriou a cabeça, retemperou as ideias e voltou, estreando-se desta vez como realizador.

Kiss Kiss Bang Bang é então um buddy movie revisitado, cruzado com filme noir, dissecando e satirizando os elementos deste último. Aliás, tal como Tarantino em Pulp Fiction, também Shane Black revisita as pulp magazines e as histórias de crimes - de Raymond Chandler a Ruth Rendell, passando por Agatha Christie - reinventando todos os clichets do género: há um narrador para contar (todas, mesmo todas) as banalidades do seu dia-a-dia, enquanto fala com o espectador; há uma femme fatalle desajeitada que não é tão fatal quanto isso; há o detective durão que afinal é gay e tem o I Will Survive como toque de telemóvel; e há os vários capítulos com títulos misteriosos que dividem o filme.

Harry Lockhart (Robert Downey Jr.) é um bandideco que ao fugir à polícia vai parar no meio de um casting para um filme. Daí até ao panorama cinematográfico de Hollywood é um pulinho. Aí vai conhecer Gay Perry (Val Kilmer), um detective privado homossexual, que vai servir como consultor ao recém-actor Harry. Pelo meio, este ainda reencontra o seu amor de liceu Harmony (Michelle Monaghan) que completa este triângulo que se vai envolver em dois crimes, que como nas histórias do género, apesar de não parecer têm tudo em comum. Aliás, os corpos sucedem-se em catadupa, os plot twist também e as peripécias amontoam-se.

Kiss Kiss Bang Bang é divertidíssimo. Faz rir ruidosamente por vezes e os diálogos são geniais: Robert Downey Jr. e Val Kilmer (em dois desempenhos geniais) funcionam tão bem juntos quanto Mel Gibson e Danny Glover. Beijos e tiros é sem dúvida o mote para este divertido filme de acção, moderno e original, que nos prende à cadeira até ao último minuto. Mesmo que haja uma sequência final demasiado longa e assumidamente construída para agradar à produtora.

Se seguirmos a lógica, Kiss Kiss Bang Bang tem tudo para ter uma sequela. Normalmente é algo que não desejamos, mas com Shane Black isso não acontece. E já agora, só os créditos iniciais valiam sozinhos um McRoyal Deluxe.
E agora vou ali rever os Armas Mortíferas...

Posted by: dermot @ 12:34 da manhã
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quarta-feira, fevereiro 15, 2006  

WALK THE LINE:

Título: Walk The Line
Realizador: James Mangold
Ano: 2005


A sua vida dava um filme, terá pensado James Mangold à medida que ia lendo as autobiografias de Johnny Cash. É certo que o projecto demorou um pouco mais do que Mangold previa, mas antes tarde do que nunca. É que Cash merecia-o. E a história da música também.
Para quem não está familiarizado com a vida e obra de Johnny Cash então aconselho vivamente a que leiam este texto; fui eu que o escrevi e, fora falsas modéstias, está bastante certinho e direitinho.

Nos últimos tempos Holllywood tem-se visto a braços com dois problemas: o primeiro é a quebra de receitas dos cinemas, devido ao aumento da pirataria e à ascensão do DVD; e o segundo é a aparente falta de imaginação que parece pairar por aquelas bandas, abusando das sequelas, prequelas e remakes, que há já muito que se esgotaram e banalizaram.

Para combater estes percalços, Hollywood parece ter encontrado a fórmula certa: recuar gradualmente no tempo, recuperando os cânones do cinema clássico, a época de ouro da sétima arte, em contraponto com os gigantescos blockbusters, recheados de fogo-de-artíficio e masturbação digital, mas com muito pouco conteúdo. Assim se explica o sucesso de bilheteira de filmes como Cinderella Man, ou o novo fôlego dos grandes mestres, como Clint Eastwood ou Martin Scorcese.

Esta última vaga ficou completa com o advento dos bio-pics, principalmente de personalidades ligadas ao mundo da música, (re)casando o cinema com outra faceta dos seus tempos áureos e que andava perdida: o musical. Primeiro foi Cole Porter em De-Lovely, depois Ray Charles em Ray e agora Johnny Cash, em Walk The Line.

James Mangold abraça apenas os primeiros anos da carreira de Cash, a ascensão e os problemas com as drogas e a bebida. No entanto, esta década de música dá para encher duas horas de filme. COntudo, o principal mote de Walk The Line é a história de amor entre Cash e June Carter, um dos mais belos romances de sempre, qual Romeu e Julieta da vida real.

Esta relação, que tinha tanto de obsessão como de amor, deixa tudo o resto um pouco em segundo plano; e, inclusive, a relação entre Cash e a sua primeira mulher é um pouco desleixada. James Mangold tem um desempenho tarefeiro, certinho e sem grandes apostas de génio, mas também mais não lhe era pedido. Mas as cenas do concerto na prisão de Folsom são de arrepiar e, por momentos, parece que recuámos 40 anos e que estamos mesmo lá.

Joaquin Phoenix e Reese Whiterspoon interpretam Johnny Cash e June Carter. Confesso que não gosto muito de Phoenix; no entanto, fiquei completamente rendido. Senhores da Academia, podem já mandar o Oscar. Phoenix encarna perfeitamente Cash e por vezes temos que esfregar os olhos para percebermos quem estamos a ver. E já agora, aproveitem e mandem também o Oscar a Whiterspoon. A química entre ambos é perfeita e Reese Whiterspoon enche o ecrã com a sua beleza e a sua virgindade (e um sotaque redneck cheio de charme), provando aos mais cépticos que é uma actriz com letra maiúscula, capaz de fazer filmes a sério. Ginnifer Goodwin é que já começa a merecer uma chance a sério. E se aquele Elvis (Tyler Hilton) até está giro, o Jerry Lee Lewis (Waylon Payne) é muito fraquinho, parece uma caricatura.
Ah, é verdade. E Phoenix e Whiterspoon cantam todas as músicas e (quase) convencem.

Walk The Line é uma história de amor, antes de ser um bio-pic de Johnny Cash. E Cash era amor autêntico! Ainda bem que este filme vai levar muito boa gente a descobrir a sua música. Royale With Cheese absoluto!
(shh, não digam a ninguém, mas é mentira; Walk The Line é apenas um Le Big Mac)

Posted by: dermot @ 11:19 da manhã
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segunda-feira, fevereiro 13, 2006  

BOM DIA VIETNAM:

Título: Good Morning, Vietnam
Realizador: Barry Levinson
Ano: 1987


Robin Williams é um grande actor e um dos mais divertidos da sétima arte. Se no entanto o uso de superlativos nestas definições pode levantar vozes mais discordantes, noutra é indiscutível: Robin Williams é o actor mais versátil do cinema! E Bom Dia Vietnam foi a oportunidade perfeita para conjugar estas duas facetas.

A actuação de Robin Williams neste filme não é páreo para um dos seus típicos espectáculos de stan-up comedy, registados no hilariante DVD Ao Vivo Na Broadway (que recomendo vivamente). Por si só vale o Royale With Cheese; mas existe mais qualquer coisa, aquilo a que conhecemos como argumento.

Bom Dia Vietnam é uma comédia dramática, um daqueles tipo de filmes que Hollywood sabe fazer tão bem e que alcança todos os tipos de público: engana os menos atentos e empolga os mais populares. Com jogos de cintura gingão e uma ponta de feel-good movie, Bom Dia Vietnam conta uma história triste de forma divertida e ligeira, preenchendo-a com comédia e romance em quantidades iguais. E claro, no fim há o tearjerker obrigatório. Mas ao contrário do que pode estar a parecer Bom Dia Vietnam não é um mau filme, antes pelo contrário.

Adrian Cronauer (Robin Williams) é um eloquente e divertido locutor de rádio que é destacado para a rádio do Vietnam. Cronauer é uma daquelas pessoas que usa o humor para tudo, inclusive para se refugiar nos momentos desconfortáveis. Por isso, há certas pessoas que o levam a peito; é que já diz o adágio, mais vale cair em graça do que ser engraçado. E Cronauer vai criar inimigos nas altas instâncias do exército: primeiro, pelo seu humor desbragado; segundo, pelo rock'n'roll que passa; e terceiro, pelas notícias que emite, evitando a censura do lápis vermelho. Mas Cronauer tem todos os soldados do seu lado, que o adoram. E o povo unido jamais será vencido. Ou então não...

Depois há ainda uma história de amor proibida entre Cronauer e uma vietnamita e uma amizade perigosa. Mas o que há sobretudo é uma excelente metáfora ao conflito do Vietnam por parte do realizador. Às tantas, Cronauer exclama a Garlick (Forest Whitaker) ao verem-se perdidos na selva: "Como é possível fazer uma guerra no meio desta merda? Não sei onde estou, é como andar à caça com o Ray Charles". Depois, no diálogo chave do filme, o amigo vietnamita de Cronauer confronta-o com o facto de quem é o verdadeiro inimigo: os vietcongues que explodem as bases americanas, ou os soldados americanos que matam os inocentes vietnamitas? Os dois, como numa guerra sem sentido.

Bom Dia Vietnam é um filme algo ligeiro com momentos de verdadeiro cinema, principalmente os mais subtis, como quando as sequências do quotidiano militar ao som de rock'n'roll são comparadas com as outras, monótonas e banais, ao som de polcas monocórdicas, como num filme mudo de Buster Keaton. No entanto, a excelência vai inteirinha para uma das mais memoráveis sequências dos filmes de guerra: aquela em que o tema de Louis Amstrong, What A Wondeful World, ilustra uma série de imagens de guerra violenta, como uma poesia de sangue.

Bom Dia Vietnam era em situações normais um filme para o McChicken. No entanto, com uma actuação genial, de rir a bandeiras despregadas, de Robin Williams (um membro do sistema a tentar alterar as regras pré-estabelecidas faz lembrar alguma coisa? Clube Dos Poetas Mortos anyone?), vai até ao McBacon. E agora antes de irmos, um exercício. Experimente ver o filme, ler este texto e depois substituir a palavra Vietnam pela palavra Iraque. Encontra diferenças?

Posted by: dermot @ 11:54 da tarde
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domingo, fevereiro 12, 2006  

28 DIAS DEPOIS:

Título: 28 Days Later...
Realizador: Danny Boyle
Ano: 2002


Um filme como Trainspotting - daqueles que a cada visualização melhora cada vez mais - traz responsabilidades acrescidas ao seu realizador. É que depois de filmar uma obra-prima, as expectativas para cada novo filme terão sempre uma fasquia muito elevada. Por isso, quando Danny Boyle realizou A Praia, ficou automaticamente em dívida para com os espectadores. Dívida que foi finalmente regulariazada com 28 Dias Depois.

28 Dias Depois é um filme de zombies revisistado: a partir dos moldes de Romero e da sua Triologia Dos Mortos, Danny Boyle reinventa o flick zombie, um pouco como Shyalaman reinventou os filmes de terror. Tudo começa quando um grupo de activistas invade um laboratório de experiências e liberta as dezenas de macacos que estavam em cativeiro. O que eles não imaginavam é que os animais estavam contamidados com raiva. E a sua libertação despoleta uma epidemia à escala mundial (olá 12 Macacos, olá Fora De Controle). Vinte oito dias depois, Jim (Cillian Murphy) acorda de um coma para se ver perdido num hospital deserto, aliás, numa Londres deserta. Completamente deserta não, porque há contaminados por toda a parte (tal como nos filmes do género, também aqui nunca é usada a palavra zombie). E há alguns sobreviventes, entre eles a bela Selena (Naomie Harris).

Não há então planos nem ideias, o objectivo é muito simples (e Selena é bastante explicíta neste ponto): sobreviver! É a sobrevivência do mais apto, há que se proteger de qualquer forma e a melhor forma é eliminar qualquer contaminado, seja ele familiar ou amigo. 28 Dias Depois é um filme que desperta a parte animal que normalmente reprimimos dentro de nós, estimulando a nossa intuição natural pela sobrevivência. É o ciclo natural da vida, matar para não ser morto que, numa sociedade cheia de sedativos e calmantes como a nossa (não é por acaso que Selena transporta uma mala cheia de valiums), são sentimentos que nunca são despertados.

Sâo também arrepiantes os planos de Londres deserta; é aterrador ver uma metrópole europeia sem sinal de vivalma, quando estamos habituados a ver Trafalgar Square apinhada de pessoas. Nisto, Danny Boyle é excelente, tanto no manuseamento da câmara analógica como da digital. É pena não ter o mesmo controle nas cenas de acção, em que a edição estilo-videoclip-da-MTV torna tudo muito caótico e não se percebe nada.

Tal como nos flicks de zombie também aqui aqui os personagens sofrem daquele síndrome inexplicável do estilo "olha um túnel escuro com ar assustador, deixa ver o que há lá dentro". No entanto, se alguns são interessantes (a romaria ao supermercado deserto, ou o baluarte da resistência na torre de apartamentos), outros são meramente inconsequentes. Inconsequente é também a petiz Megan Burns, com uma interpretação medíocre e sofrível. Parece que ganhou algum concurso que lhe dava direito a participar no filme...

28 Dias Depois é um renovado olhar sobre os filmes de zombies que ainda pisca o olho ao twist final. Só falta a Danny Boyle conseguir manter-se coerente durante todo o filme, para que possa voltar às obras-primas. No entanto, depois de um filme como A Praia, um McRoyal Deluxe sabe sempre a pato.

Posted by: dermot @ 12:18 da tarde
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sábado, fevereiro 11, 2006  

PARTY MONSTER:

Título: Party Monster
Realizador: Fenton Bailey e Randy Barbato
Ano: 2003


Nos anos 60, um grupo extremista de esquerda intitulado Weatherman Underground ameaçou contaminar o reservatório de água de São Francisco com LSD. Vivia-se na época do psicadelismo e temeu-se uma sociedade inteira drogada e alienada da realidade. Se isso realmente tivesse acontecido, os filmes que veríamos seriam sensivelmente como Party Monster. O que era certo é que seríamos todos um pouco como Michael Alig.

Party Monster é o relato um pouco ficcionado da vida de Michael Alig depois do documentário homónimo anos antes. No início dos anos 80, Alig foi o principal rosto do movimento contra-cultura das raves, que se auto-intitulavam club-kids: verdadeiros monstros das festas, de glamour kitsch exarcebado e regado a ecstasy, uma espécia de Ziggy Stardust meets Lili Caneças - jovens supérfulos, superficiais, mas famosos e fabulosos. Party Monster é assim um manifesto cultural, como o outro meio-documentário-meio-a-sério 24 Hour Party People. Mas Party Monster é mais uma fusão entre esse 24 Hour Party People, o Festival Rocky De Horror, Jean Paul Gautier, house music e, claro, duas pastilhas de ecstasy.

Michael Alig é encarnado por Macaulay Culkin, que o visitou pessoalmente na prisão, de forma a preparar convenientemente aquele miúdo perdido, louco, mimado e extremamente gay, que no fundo só buscava mesmo amor e atenção (como Mia Kirshner lhe joga a cara às tantas no filme). Seth Green interpreta por sua vez James St. James, o club-kid original, mas que nesta fábula da vida real, viu-se literalmente no papel de o aluno ultrapassa o mestre. Ambos vão penetrar no mundo das raves, criando o seu próprio universo, uma espécie de Factory meets Hacienda (não é por acaso que tudo se inicia no ano da morte de Andy Warhol), que na realidade mais é uma pequena loja de horrores, que se auto-destrói no mundo das drogas e, por fim, no assassinato. Nunca a frase a realidade é mais estranha que a ficção fez tanto sentido...

Se Macaulay Culkin, apesar do esforço, mostra porque é caiu no esquecimento e apenas continua a ser lembrado daquela vez que ficou esquecido em casa, Seth Green prova que é um dos grandes rostos da comédia actual; e não só nas vozes, que faz tão bem em séries fabulosas como Family Guy ou Robot Chicken. No entanto, ambos estão extremamente geniais na criação daqueles difíceis personagens, ambíguos, andrógenos e, especialmente, muito, mas mesmo muito cor-de-rosa. Michael Alig e James St. James eram verdadeiras personagens ambulantes de Festival Rocky De Horror. Destaque ainda para a sempre bela Chloë Sevigny e para o excêntrico Marylin Manson, na pele do travesti Christine Superstar, apesar dos seus curtos papéis.

Fenton Bailey e Randy Barbato vêm construindo uma carreira nos documentários com um forte travo pop, que se mantem bem visível nesta única experiência (até à data) na ficção. Totalmente filmado em formato digital, Party Monster respira irreverência e ousadia cinematográfica, com alguns planos de rara beleza e excelentes composições musicais. Excelente (e hilariante) é ainda o mínimo que se pode dizer da sequência final em que James St. James tem a revelação do crime de Alig em plena tripe de heroína.

Party Monster é um pérola pop extremamente cativante e dificilmente inegualável, feita segundo os moldes disformes do universo de Michael Alig. Talvez por isso também seja às vezes algo supérfula e superficial. È por isso que não vai mais além que o McRoyal Deluxe.

Posted by: dermot @ 12:53 da manhã
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quarta-feira, fevereiro 08, 2006  

TOP 5:

Enquanto faço contas à vida a ver se este ano consigo ir até ao Fantasporto, o Royale With Cheese faz a sua boa acção do dia e elabora algo que poderá ser muito útil ao cinéfilo perdido, utilizando-o como guia de recomendações. Tendo em conta o recente cartaz anunciado do Fantasporto 2006, eis os filmes que o Royale With Cheese quer ver: TOP 5 DOS FILMES A VER NO FANTAS 2006:

5º Lugar - O Gabinete Do Dr. Caligari (dia 1 de Março) - a retrospectiva do expressionismo alemão merece ser toda (re)vista, mas este em especial, é o seu ponto máximo
4º Lugar - Coisa Ruim (dia 24 de Fev) - é o primeiro filme português de terror. Só esta frase chega. Além disto, diz quem sabe (e quem já viu) que é muito bom
3º Lugar - Ghost In The Sheel 2 (dia 3 de Março) - não sou grande conhecedor de anime (gostava de ser mais, confesso), mas para quem conhece o primeiro não pode deixar de ansiar por esta sequela
2º Lugar - Hostel (dia 3 de Março) - é certo que muito do charme parte do facto de ter Tarantino como produtor. No entanto, só os posters promocionais fazem querer ir ver o filme
1º Lugar - Simpathy For Lady Vengeance (dia 20 e 27 de Fev) - depois de Sympathy For Mr. Vengeance e Oldboy - Velho Amigo, Chan-Wook Park termina a sua Triologia da Vingança. Acho que não são precisos mais comentáiros, pois não?

Menção Honrosa - Domino (dia 28 de Fev) - os filmes de Tony Scott continuam a ser tudo aquilo que abomino em Hollywood - muita masturbação e pouco conteúdo. No entanto, estranhamente, continuo a ser atraído para eles como as moscas para aquela luz azul.



PS - Parece que este ano o Royale With Cheese não pode perder o Imago. O Jodorowsky assim o obriga...

Posted by: dermot @ 6:46 da tarde
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domingo, fevereiro 05, 2006  

PRIMER:

Título: Primer
Realizador: Shane Carruth
Ano: 2004


Quando nos dizem que Michael Bay gastou mais dinheiro do que o PIB da maioria dos países de África para fazer filmes como A Ilha e quando depois vemos meia dúzia de amigos a realizarem em casa, com 7000 dólares, um filme como Primer, o que nos passa pela cabeça? Será que estas situações não estão contempladas no código penal? Será que não há maneira de pergarmos nisto e condenar gente como Michael Bay a prisão perpétua?

Primer é literalmente um filme esquisito. Esquisito, mas com sentido, longe do surrealismo simbólico de um Mulholland Drive, por exemplo. É certo que nem tudo tem que fazer sentido, mas em Primer tudo é lógico. O problema é que às vezes é tudo muito técnico.

Aaron (Shane Carruth), Abe (David Sullivan), Robert (Casey Gooden) e Phillip (Anand Upadhyaya) são quatro amigos yuppies que gostam de engenhocas. Quase doentiamente, passam horas na garagem de Aaron a tentar inventar qualquer coisa que possam patentear e ganhar uns trocos que lhes permitam viver numa ilha deserta para o resto da vida. É então que Aaron e Abe inventam uma caixa. Não é uma caixa qualquer, era um mecanismo que iria revulocionar os electrodomésticos. Mas por qualquer razão (que nem os próprios sabem explicar) aquela caixa transformou-se numa máquina do tempo.

As viagens no tempo comportam inúmeros problemas, nomeadamente o Paradoxo da Avó. Diz esta lógica que se recuarmos no tempo e matármos a nossa avó antes que ela dê à luz a nossa mãe, que consequentemente não nasceremos, criando um paradoxo e implicações espaço-temporais. Aaron e Abe com aquela caixa recuam no tempo; ao recuarem, a realidade não deixa de existir, apenas eles retrocedem. Significa isto que são criados uns duplos, que mais tarde ou mais cedo irão inventar a tal caixa e regressar no tempo. Mais duplos criados e mais viagens no tempo e assim sucessivamente. Como vemos, é um paradoxo tramado. E confrontarnos com um duplo nosso é uma problemática complicada, que já Polanski abordara em O Inquilino e com a qual estamos todos familiarizados, graças a Regresso Ao Futuro.

Chega então a certo ponto em que Primer deixa de ter uma estrutura propriamente linear. Depois, com tanta conversa técnica, começamos a fazer um esforço suplementar para ir pondo as peças no lugar certo. Mas quando Aaron e Abe começam a controlar as viagens e a evitar ou controlar os seus duplos, então aí é que o nosso cérebro dá um nó. E quanto mais o tentamos desatar, mais apertado fica. Principalmente, quando há diálogos como "Não como nada desde esta noite". O truque é então deixar que as pistas sejam lançadas e ir colocando as peças no puzzle no final. E depois partir para a segunda visualização do filme. E se necessária, uma terceira...

Apesar de ser um filme complicado, Primer é cativante e há medida que mais voltas dá, mais colados ao ecrã ficamos. Porque não há qualquer ficção científica no filme, tudo é feito de forma familiar e muito corriqueira. Quase como o próprio filme.

É que Primer é uma produção caseira. Filmado por um grupo de amigos, poupou-se ao máximo e até se usaram luzes fluorescentes para iluminação de forma a poupar uns trocos em luzes. O filme tem por isso aquela mística muito própria, que o granulado digital transmite. Além disso, há aquele experimentalismo nos planos que a ingenuidade das primeiras experiências comporta.

Pode não significar grande coisa, mas quando estreou, há dois anos atrás, Primer arrecadou o Prémio Especial do Júri no Festival Independente de Sundance. O que, confessemos, é quase tão bom quanto os nossos McRoyal Deluxes.

Posted by: dermot @ 7:14 da tarde
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sábado, fevereiro 04, 2006  

FELIZ NATAL:

Título: Joyeux Noël
Realizador: Christian Carion
Ano: 2005


Em 1914 estávamos em plena Primeira Guerra Mundial. Na véspera de Natal, soldados britânicos, franceses e alemães saíram das trincheiras, apalavraram uma trégua na terra-de-ninguém (aquele pedaço de território entre as trincheiras que serve de palco à guerra) e festejaram o dia de Natal juntos. Como recompensa tiveram a ingratidão dos seus chefes de estado e sofreram na pela penosas represálias. Além disso, tentaram ainda riscar este episódio da história, uma vez que na guerra não se fazem amigos.

Agora, quase passado um século sobre esse histórico acontecimento, cinco países europeus (Reino Unido, França, Roménia, Alemanha e Bélgica) juntaram-se para o perpetuar por imagens, num épico melodrama intitulado Feliz Natal. E se a crítica não tem feito muito por ele, a Academia de Hollywood deu uma forcinha nomeando-o para o galardão de Melhor Filme Estrangeiro.

Em milénios de história nunca aconteceu nada igual. Nem tão pouco semelhante. Mas o Natal é uma época de paz e o espírito natalício faz milagres. Sob a supervisão de Christian Carion, foi escrito um argumento piegas sobre o facto, cruzando conceituados actores dos vários países (estão todos muito bem, mas Daniel Brühl é novo demais para convencer no papel de general alemão). Acrescentou-se uma história de amor entre dois tenores alemães e espremeu-se o drama e o tearjerker ao máximo. Só faltava então o móbil que despoletasse todo aquele processo de paz. E aqui a escolha não poderia ter sido mais feliz: a música!

De facto, a música é um excelente cartão de visita. A sua linguagem é universal, tanto como o amor e talvez até mais do que a religião (que podiam muito bem terem sido os motivos escolhidos). No entanto, se escoces a tocar gaita de foles é normal, a harmónica nos alemães já chega um pouco a esturro. Porque em 1914 não era um instrumento muito bem visto no meio musical. Mas isto são pormenores mesquinhos. O que queria realmente dizer é que a dobragem da voz dos tenores é bastante arcaica.

É certo que este foi um dos mais bonitos momentos da história da humanidade. Aceita-se aqui o tarjerker brutal. Mas ao derramar tantas lágrimas, Feliz Natal chega a uma altura em que começa a ser simplesmente chover no molhado. Porque é maçador a certo ponto e esticado demais. E aquela história de amor não convence muito. Muito menos que uma mulher nas trincheiras em tempo de guerra.

Tudo bem que Feliz Natal é um filme competente e minimamente certinho. Tudo bem que cada vez mais os Óscares são apenas para ver quem vai bem e mal vestido. Mas não brinquem comigo! Se os americanos acham mesmo que Feliz Natal é do melhor que se faz fora da língua inglesa, então são decididamente loucos. É que eu a escolher um McChicken já estou a aproveitar ao máximo o que sobrou do meu espírito natalício.

Posted by: dermot @ 8:32 da tarde
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sexta-feira, fevereiro 03, 2006  

FÚRIA CEGA:

Título: Blind Fury
Realizador: Phillip Noyce
Ano: 1989


Quando se discute cinema com alguém, um dos mais injustos raciocínios que existe é aquele que se inicia com "heróis cegos no cinema" e que, invariavelmente, termina com os nomes do Zatoichi e do Demolidor. É que Nick Parker é geralmente esquecido ou, simplesmente, ignorado. Nada mais injusto, uma vez que este não é nenhuma espécie de parente pobre, como querem passar querer. Antes pelo contrário.

Fùria Cega é o verdadeiro filme de acção, o cinema xunga dos anos 80 no seu esplendor. É verdade que é de certa forma um rip-off de Zatoichi, mas um rip-off (muito) bem feito. Ou seja, nem muito sério, nem muito ligeiro. Um exemplo: Nick Parker (Rutger Hauer) é um veterano do Vietname, cego e mestre espadachim de artes marciais. Existe algo com mais classe que isto?

Nick Parker foi um dos soldados do Vietname considerado desaparecido em combate. No entanto, durante o tal fatídico ataque, Nick Parker ficou cego com os estilhaços de um morteiro e acabou sendo recolhido pelos vietcongues. Durante vinte anos submeteu-se a um treino intensivo de artes marciais e de manuseamento da espada (que uma simpática bengala esconde no seu interior), até estar pronto para voltar aos EUA. Quando procura um dos seus colegas militares, Frank (Terry O'Quinn), vai-se então ver envolvido num mafioso esquema de drogas desenhadas (seja isso o que for).

Rutger Hauer é um actor fabuloso e cria em Fúria Cega uma personagem fantástica. Tem pinta, muita pinta, e convence muito mais na sua faceta de espadachim do que na de cego. No entanto, nada de preocupante. Sem efeitos mirabulantes de CGI ou coreografias wi-fu, o realizador Phillip Noyce orienta lutas corpo-a-corpo inesquecíveis (rói-te de inveja Demolidor), que nos deixam literalmente de boca aberta (apenas com alguns problemas de edição no confronto final).

Noyce tem ainda a noção de não levar o filme demasiado a sério e, para além dos dois irmãos Pike, responsáveis (e bem) pelo comic relief, desenvolve uma relação muito aberta entre Nick e o petiz Billy (Brandon Call). Fica para a posterioriade a sequência de cortar o fôlego num campo de milho (lembram-se de Sinais?) ou o combate final gratutio contra um japonês espadachim. Claro que depois também há o charme xunga de carros abandonados no meio do Vietname ou maus a passearam calmamente nas ruas carregados de armas até aos dentes.

Há ainda destaque para dois actores: já aqui falamos da prestação superior de Hauer, mas falta mencionar um Nick Cassavetes em papel secundário divertidíssimo e um jovem Brandon Call, o Hobie de Marés Vivas, anos antes de se viciar na coca.

Para todos os que ainda não viram esta pérola do cinema de acção e que acham que estou a exagerar ao relacioná-lo com o McRoyal Deluxe, digo-vos apenas duas coisas: Fúria Cega foi a fonte de inspiração onde Tarantino foi beber para o seu Kill Bill (e a chacina da Noiva aos Crazy99) e George Lucas para o seu Star Wars - A Ameaça Fantasma (e o seu duelo entre Obi-Wan e Darth Maul).

Posted by: dermot @ 1:41 da tarde
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quarta-feira, fevereiro 01, 2006  

A actualidade cinematográfica faz-se de momento à volta apenas de um assunto: as nomeações para para os Óscares. Como de certo já teve a possibilidade de ver os nomeados e ler as mil e uma análises a essas escolhas nos diversos cineblogues nacionais e/ou internacionais (e como já nada disso é muito surpresa, a edição dos óScares actualmente serve apenas como festa e para ver como vão as actrizes vestidas), o Royale With Cheese furta-se graciosamente a essa tarefa e dedica-se em exclusivo aos prémios que verdadeiramente interessam. Assim, em exclusivo na blogosfera nacional (não sei se é exclusivo ou não, mas apetece-me pensar que sim), o Royale With Cheese apresenta os nomeados para os Razzie 2006:




Para quem não sabe, os Razzies propõem-se a premiar o que de pior se faz pelos lados de Hollywood, o que é sempre uma tarefa difícil. Este ano comemora-se o vigésimo segundo aniversário e os nomeados, a conhecer na véspera da entrega dos Óscares (dia 4 de Março) são:

PIOR ARGUMENTO:
- Casei Com Uma Feiticeira
- Deuce Bigalow: Um Gigolo Na Europa
- Os Três Duques
- A Máscara 2 - A Nova Geração
- Dirty Love

PIOR REALIZADOR:
- John Asher (Dirty Love)
- Uwe Boll (Sozinhos No Escuro)
- Jay Chandrasekhar (Os Três Duques)
- Nora Ephron (Casei Com Uma Feiticeira)
- Lawrence Gutterman (A Máscara 2 - A Noa Geração)

PIOR REMAKE OU SEQUELA:
- Casei Com Uma Feiticeira
- Deuxe Bigalow: Um Gigolo Na Europa
- Os Três Duques
- A Máscara 2 - A Nova Geração
- A Casa De Cera

PIOR PAR:
- Will Ferrell e Nicole Kidman (Casei Com Uma Feiticeira)
- Jamie Kennedy e qualquer pessoa que se tenha cruzado com ele no filme (A Máscara 2 - A Nova Geração)
- Jenny McCarthy e qualquer pessoa suficientemente burra para namorar ou fazer amizade com ela (Dirty Love)
- Rob Schneider e as suas fraldas (Deuce Bigalow: Um Gigolo Na Europa)
- Jessica Simpson e os seus "Daisy Dukes" (Os Três Duques)

PIOR ACTRIZ SECUNDÁRIA:
- Carmen Electra (Dirty Love)
- Paris Hilton (A Casa de Cera)
- Katie Holmes (Batman - O Início)
- Ashlee Simpson (Undiscovered)
- Jessica Simpson (Os Três Duques)

PIOR ACTOR SECUNDÁRIO:
- Hayden Christensen (Star Wars - A Vingança Dos Sith)
- Alan Cumming (A Máscara 2 - A Nova Geração)
- Bob Hoskins (A Máscara 2 - A Nova Geração)
- Eugene Levy (À Dúzia É Mais Barato 2 e Agente Acidental)
- Burt Reynolds (Os Três Duques e Os Quebra-Ossos)

O ALVO MAIS CANSATIVO DOS TABLÓIDES:
- Tom Cruise e o seu ataque ao tratamento psiquiátrico
- Tom Cruise, Katie Holmes, o sofá da Oprah, yada yada yada...
- Paris Hilton e.. qualquer coisa
- O senhor e a senhora Britney, o seu filho e a sua camcorder
- Os Simpsons: Ashlee, Jessica e Nick

PIOR ACTRIZ:
- Jessica Alba (Quarteto Fantástico e Profundo Azul)
- Hilary Duff (À Dúzia É Mais Barato 2 e The Perfect Man)
- Jennifer Lopez (Uma Sogra De Fugir)
- JennY McCarthy (Dirty Love)
- Tara Reid (Sozinhos No Escuro)

PIOR ACTOR:
- Tom Cruise (A Guerra Dos Mundos)
- Will Ferrell (Casei Com Uma Feiticeira)
- Jamie Kennedy (A Máscara 2 - A Nova Geração)
- The Rock (Doom - Sobrevivência)
- Rob Schneider (Deuce Bigalow: Um Gigolo Na Europa)

PIOR FILME:
- Deuce Bigalow: Um Gigolo Na Europa
- Dirty Love
- Os Três Duques
- A Casa De Cera
- A Máscara 2 - A Nova Geração

Posto isto, o Royale With Cheese não vai fazer nenhuma análise nem nenhuma previsão. Apenas há uma coisa a dizer: felizmente que Dirty Love não estreou entre nós...

Posted by: dermot @ 10:41 da manhã
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COTAÇÃO:
10 - Royale With Cheese
9 - Le Big Mac
8 - McRoyal Deluxe
7 - McBacon
6 - McChicken
5 - Double Cheeseburger
4 - Cheeseburger
3 - Caixinha de 500 paus (Happy Meal)
2 - Hamburga de Choco
1 - Pão com Manteiga

TAKE:
Take - cinema magazine | take.com.pt


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CRÍTICAS:
- A Armadilha
- A Arte De Pensar Negativamente
- A Árvore Da Vida
- A Balada de Jack And Rose
- A Bela E O Paparazzo
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- À Boleia Pela Galáxia
- A Cabana Do Medo
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- A Torre Do Inferno
- A Turma
- A Última Famel
- A Última Tentação De Cristo
- A Valsa Com Bashir
- A Verdadeira História De Jack, O Estripador
- A Viagem De Chihiro
- A Viagem De Iszka
- A Vida De Brian
- A Vida É Um Jogo
- A Vida É Um Milagre
- A Vida Em Directo
- A Vida Secreta Das Palavras
- A Vila
- A Vítima Do Medo
- A Vizinha Do Lado
- A Volta Ao Mundo Em 80 Dias
- Aberto Até De Madrugada
- Abraços Desfeitos
- Acção Total
- Aconteceu No Oeste
- Across The Universe
- Actividade Paranormal
- Acusado
- Adam Renascido
- Admitido
- Adriana
- Aelita
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- Alice In Acidland
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- Alien - A Desforra
- Alien - O Regresso
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- Almoço De 15 De Agosto
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- Alta Fidelidade
- Alta Golpada
- Alta Tensão
- Alucinação
- Amália
- Amarcord
- American Movie
- American Splendor
- Amor À Queima-Roupa
- Amor De Verão
- Amor E Corridas
- Amor E Vacas
- Amor Em Las Vegas
- Amor Ou Consequência
- And Soon The Darkness
- Angel-A
- Animal
- Annie Hall
- Anónimo
- Antes Do Anoitecer
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- Arséne Lupin - O Ladrão Sedutor
- As Asas Do Desejo
- As Aventuras De Jack Burton Nas Garras Do Mandarim
- As Aventuras De Tintim - O Segredo Do Licorne
- As Aventuras Do Príncipe Achmed
- As Bandeiras Dos Nossos Pais
- As Bonecas Russas
- As Canções De Amor
- As Crónicas De Narnia - O Leão, A Feiticeira E O Guarda-Roupa
- As Diabólicas
- As Ervas Daninhas
- As Invasões Bárbaras
- As Lágrimas Do Tigre Negro
- As Leis Da Atracção
- As Noites Loucas Do Dr. Jerryll
- As Penas Do Desejo
- As Tartarugas Também Voam
- As Vidas Dos Outros
- Aberto Até De Madrugada
- Assalto À Esquadra 13 (1976)
- Assalto À Esquadra 13 (2005)
- Assalto Ao Santa Maria
- Assassinos Natos
- Ata-me
- Até Ao Inferno
- Até Ao Limite Do Terror
- Atraídos Pelo Crime
- Através Da Noite
- Attack Of The 50 Foot Woman
- Aurora
- Austrália
- Autocarro 174
- Avatar
- Aviva, Meu Amor
- Aztec Rex
- Azul Metálico

- Babel
- Backbeat, Geração Inquieta
- Balas E Bolinhos - O Regresso
- Balbúrdia No Oeste
- Bando À Parte
- Baraka
- Barbarella
- Barreira Invisí­vel
- Batman
- Batman Regressa
- Batman - O Início
- Be Cool
- Beijing Bastards
- Belleville Rendez-Vouz
- Bem-vindo À Zombieland
- Bem-vindo Ao Norte
- Berlin 36
- Birth - O Mistério
- Biutiful
- Black Sheep
- Black Snake Moan - A Redenção
- Blade Runner - Perigo Iminente
- Blueberry
- Boa Noite E Boa Sorte
- Bobby Darin - O Amor É Eterno
- Body Rice
- Bombom
- Bom Dia Noite
- Bom Dia Vietnam
- Bonnie E Clyde
- Boogie Nights
- Borat
- Brasil - O Outro Lado Do Sonho
- Breakfast On Pluto
- Brincadeiras Perigosas (2007)
- Brisa De Mudança
- Bronson
- Bruce, O Todo-poderoso
- Bruiser - O Rosto Da Vingança
- Bruno
- Buffalo 66
- Bubba Ho-Tep
- Bullit
- Bunker Palace Hotel
- Buried
- Busca Implacável
- Bz, Viagem Alucinante

- Cadillac Records
- Cães Danados
- Cães De Palha
- Café E Cigarros
- Call Girl
- Camino
- Capitão Alatriste
- Capitão América - O Primeiro Vingador
- Capote
- Carrie
- Cartas Ao Padre Jacob
- Cartas De Iwo Jima
- Casa De Loucos
- Casablanca
- Casino Royale
- Catwoman
- Cavalo De Guerra
- Cemitério Vivo
- Censurado
- Centurion
- Charlie E A Fábrica De Chocolate
- Che - Guerrilha
- Che - O Argentino
- Chemical Wedding
- Chéri
- Chinatown
- Chocolate
- Choke - Asfixia
- Chovem Almôndegas
- Christine - O Carro Assassino
- Cidade Fria
- Cinco Dias, Cinco Noites
- Cinema Paraíso
- Cinerama
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- Correio De Risco 3
- Corrida Contra O Futuro
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- Era Uma Vez No México
- Eraserhead - No Céu Tudo É Perfeito
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- Eu, Peter Sellers
- Eu Sou A Lenda
- Eu Sou Evadido
- Eu, Tu E Todos Os Que Conhecemos
- Everything Must Go
- Evil Dead - A Noite Dos Mortos-Vivos
- Evil Dead 2 - A Morte Chega De Madrugada
- Evil Dead 3 - O Exército Das Trevas
- Ex-Drummer
- Exterminador Implacável 1
- Exterminador Implacável 2 - O Dia Do Julgamento Final
- Exterminador Implacável 3 - Ascensão Das Máquinas
- Exterminador Implacável 4 - A Salvação

- Factory Girl - Quando Edie Conheceu Warhol
- Factotum
- Fados
- Fahrenheit 9/11
- Falso Alarme
- Fando E Lis
- Fantasmas De Marte
- Fargo
- Faster, Pussycat! Kill! Kill!
- Fausto 5.0
- Favores Em Cadeia
- Felicidade
- Feliz Natal
- Férias No Harém
- Festival Rocky De Terror
- Ficheiros Secretos: Quero Acreditar
- Fim De Ano Em Split
- Fim-De-Semana Alucinante
- Final Cut - A Última Memória
- Fish Tank
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- Footloose - A Música Está Do Teu Lado
- Força Delta
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- Fur - Um Retrato Imaginário De Diane Arbus
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- Fúria De Viver
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- Gainsbourg - Vida Heróica
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- Gru - O Maldisposto
- Guerra Dos Mundos (2005)
- Guerra Dos Mundos (1953)

- Há Lodo No Cais
- Hairspray
- Half Nelson - Encurralados
- Hard Candy
- Harley Davidson E O Cowboy Do Asfalto
- Harold E Maude
- Harry Brown
- Haverá Sangue
- Hawai Azul
- He-Man - Mestres Do Universo
- Head On - A Esposa Turca
- Heartbreak Hotel
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- Hellboy
- Hellboy 2: O Exército Dourado
- Helter Skelter - O Caso De Sharon Tate
- Henry E June
- Hereafter - Outra Vida
- Hiena
- História De Duas Irmãs
- História De Um Fotógrafo
- Hobo With A Shotgunbr> - Hollywood Ending
- Homem Aranha
- Homem Aranha 2
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- Homem De Ferro
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- Homem Em Fúria
- Homens De Negro
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- Homens Que Matam Cabras Só Com O Olhar
- Hostel
- Hostel 2
- Hot Fuzz - Esquadrão De Província
- Howl - Grito
- Hugo

- I Am Sam - A Força Do Amor
- I Spit On Your Grave
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- James Bond - Agente Secreto
- James Bond - Casino Royale
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- Janela Indiscreta (1954)
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- Janela Secreta
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- Longe Da Terra Queimada
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- Lua De Mel, Lua De Fel
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- Lucky Number Slevin - Há Dias De Azar

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- Má Educação
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- Missão Impossí­vel 3
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- Monstro
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- Morte De Um Presidente
- Movimentos Perpétuos
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- Muito Bem, Obrigado
- Mulholland Drive
- Mundo Fantasma
- Mundos Separados
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- Murderball - Espírito De Combate
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- Mutilados
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- Nas Costas Do Diabo
- Nas Nuvens
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- Nico: À Margem Da Lei
- Ninguém Sabe
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- No Limite Do Amor
- No Vale De Elah
- Noite De Agosto
- Noite Escura
- Noivos Sangrentos
- Nome De Código: Cloverfield
- Northfork
- Nosferatu, O Vampiro
- Nothing
- Nova Iorque 1997
- Nove Raínhas
- Nunca Digas Sim

- O Acontecimento
- O Agente Da Broadway
- O Lugar Do Morto
- O Americano
- O Amor Acontece
- O Anjo Exterminador
- O Anti-Pai Natal
- O Artista
- O Assassínio De Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford
- O Assassí­nio De Richard Nixon
- O Batedor
- O Bom Alemão
- O Bom, O Mau E O Vilão
- O Cabo Do Medo
- O Caminho De São Diego
- O Cão, O General E Os Pássaros
- O Capacete Dourado
- O Castelo Andante
- O Castor
- O Cavaleiro Das Trevas
- O China
- O Cobrador
- O Código Da Vinci
- O Comboio Dos Mortos
- O Comboio Mistério
- O Condenado
- O Couraçado Potemkin
- O Cowboy Da Meia-Noite
- O Crepúsculo Dos Deuses
- O Dedo De Deus
- O Delator!
- O Demónio
- O Despertar Da Besta
- O Despertar Da Mente
- O Deus Da Carnificina
- O Deus Elefante
- O Dia Em Que A Terra Parou (1951)
- O Dia Em Que A Terra Parou (2008)
- O Dia Da Besta
- O Discurso Do Rei
- O Enigma Do Espaço
- O Estranho Caso De Benjamin Button
- O Estranho Mundo De Jack
- O Evangelho Segundo São Mateus
- O Exorcista
- O Fatalista
- O Feiticeiro De Oz
- O Feitiço Do Tempo
- O Fiél Jardineiro
- O Gabinete Das Figuras De Cera
- O Gabinete Do Dr. Caligari
- O Gato Das Botas
- O Génio Do Mal (1976)
- O Grande Peixe
- O Grande Ditador
- O Guerreiro
- O Homem Duplo
- O Homem Que Copiava
- O Homem Que Sabia Demasiado
- O Homem Que Veio Do Futuro
- O Idealista
- O Jogo
- O Júri
- O Imperador Da Califórnia
- O Inquilino
- O Justiceiro Da Noite
- O Labirinto Do Fauno
- O Laço Branco
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- O Leopardo
- O Livro Negro
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- O Macaco De Ferro
- O Maquinista
- O Marinheiro De Água Doce
- O Menino De Ouro
- O Meu Tio
- O Milagre De Berna
- O Milagre Segundo Salomé
- O Mistério Galindez
- O Monstro Da Lagoa Negra
- O Mundo A Seus Pés
- O Nevoeiro (1980)
- O Ofício De Matar
- O Olho
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- O Padrinho - Parte II
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- O Panda Do Kung Fu 2
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- O Pistoleiro Do Diabo
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- O Portador Da Espada
- O Presidiário
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- O Protegido
- O Próximo A Abater
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- O Quinto Império
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- O Rei Dos Gazeteiros
- O Reino Proibido
- O Ritual
- O Ritual Dos Sádicos
- O Sabor Do Amor
- O Sargento Da Força Um
- O Segredo A Brokeback Mountain
- O Segredo De Um Cuscuz
- O Segredo Dos Punhais Voadores
- O Selvagem
- O Sentido Da Vida
- O Sétimo Selo
- O Sítio Das Coisas Selvagens
- O Sonho Comanda A Vida
- O Sonho De Cassandra
- O Sorriso De Mona Lisa
- O Tempo Do Lobo
- O Tesouro Da Sierra Madre
- O Tigre E A Neve
- O Tio Boonmee Que Se Lembra Das Suas Vidas Anteriores
- O Triunfo Da Vontade
- O Turista
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- O Último Rei Da Escócia
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- Os Produtores (2005)
- Os Psico-Detectives
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- Os Sonhadores
- Os Sorrisos Do Destino
- Os Super-Heróis
- Os Supeitos Do Costume
- Os Três Enterros De Um Homem
-Os Visistantes Da Idade Média
- Os 300 Espartanos

- Pagafantas
- Palpitações
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- Para Onde O Vento Sopra
- Parada De Monstros
- Paraíso, Inferno... Terra
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- Paris Je T'Aime
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- Pele
- Pequenas Mentiras Entre Amigos
- Performance
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- Perto Demais
- Pesadelo Em Elm Street
- Pink Floyd The Wall
- Piranha 3D
- Piratas Das Caraíbas - O Mistério do Pérola Negra
- Piratas Das Caraí­bas - O Cofre Do Homem Morto
- Piratas Das Caraíbas - Nos Confins Do Mundo
- Planeta Dos Macacos
- Planeta Dos Macacos: A Origem
- Planeta Terror
- Plano 9 Dos Vampiros Zombies
- Polaróides Urbanas
- Polí­cia Sem Lei (1992)
- Polícia Sem Lei (2009)
- Poltergeist, O Fenómeno
- Ponto De Mira
- Por Favor Rebobine
- Por Favor Não Me Morda O Pescoço
- Porcos & Selvagens
- Posto Fronteiriço
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- Príncipe Da Pérsia - As Areias Do Tempo
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- Quarteto Fantástico (2005)
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- Saw 3D - O Capítulo Final
- Scoop
- Scott Pilgrim Contra O Mundo
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- Sem Limites
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- Sem Tempo
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- Sherlock Holmes - Jogo De Sombras
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- Sin City - Cidade Do Pecado
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- The Devil And Daniel Johnston - Loucuras De Um Génio
- The Devil's Double
- The First Great Train Robbery
- The Fountain - O Último Capítulo
- The Grudge - A Maldição
- The Host - A Criatura
- The Impossible Kid
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- The Man From Earth
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- The Mindscape Of Alan Moore
- The Mist - Nevoeiro Misterioso
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- The Prestige - O Terceiro Passo
- The 50 Worst Movies Ever Made
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- Thirst - Este É O Meu Sangue
- This Is It
- This Is Spinal Tap
- Thor
- Thriller - A Cruel Picture
- THX 1138
- Tirar Vidas
- Titanic 2
- Tony
- Tournée - Em Digressão
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- Tragam-me A Cabeça De Alfredo Garcia
- Transamerica
- Tron
- Tron: O Legado
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- Tropa De Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro
- Tsotsi
- Tubarão
- Tubarão 2
- Tubarão 3
- Tubarão IV - A Vingança
- Tucker E Dale Contra O Mal
- Tudo Ficará Bem
- Tudo Pode Dar Certo
- Twisted - Homicídios Ocultos

- Ultra Secreto
- Um Amor De Perdição
- Um Azar Do Caraças
- Um Bater De Corações
- Um Belo Par... De Patins
- Um Cão Andaluz
- Um Dia A Casa Vai Abaixo
- Um Dia De Raiva
- Um Homem Singular
- Um Longo Domingo De Noivado
- Um Lugar Para Viver
- Um Padrasto Para Esquecer
- Um Profeta
- Um Tiro No Escuro
- Um Trabalho Em Itália
- Uma Aventura Na Casa Assombrada
- Uma Boa Mulher
- Uma Canção De Amor
- Uma Espécie De Cavalheiro
- Uma Famí­lia À Beira De Um Ataque De Nervos
- Uma História De Violência
- Uma Pequena Vingança
- Uma Rapariga Com Sorte
- Uma Segunda Juventude
- Uma Segunda Vida
- Undefeatable
- Unseen Evil 2 - Alien 3000
- Up - Altamente

- V De Vingança
- Vai E Vive
- Vais Conhecer O Homem Dos Teus Sonhos
- Valhalla Rising - Destino De Sangue
- Valquíria
- Vampiros de John Carpenter
- Van Helsing
- Vanilla Sky
- Vanitas
- Vasilhame
- Veio Do Outro Mundo
- Veludo Azul
- Velvet Goldmine
- Vencidos Pela Lei
- Vendendo A Pele
- Veneno Cura
- Vera Drake
- Versus - A Ressurreição
- Vestida Para Matar
- Vice
- Vício - Quando Nada É Suficiente
- Vicky Cristina Barcelona
- Vidas Sombrias
- Vigilância
- Vingança Redentora
- Virgem Aos 40 Anos
- Vitus
- Viúva Rica Solteira Não Fica
- Viver A Sua Vida
- Voando Sobre Um Ninho De Cucos
- Voltando Para Casa
- Voltar
- Vontade Indómita
- Voo 93

- Walk Hard - A História De Dewey Cox
- Walk The Line
- WALL-E
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Wassup Rockers - Desafios De Rua
- Watchmen - Os Guardiões
- Welcome To The Rileys
- White Irish Drunkers
- Wild Zero
- Win Win
- Wolf Creek
- Wristcutters: A Love Story

- X-Men
- X-Men 2
- X-Men 3 - O Confronto Final
- X-Men: O Início
- X-Men Origens: Wolverine

- Zack E Miri Fazem Um Porno
- Zardoz
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- Zombies Party - Uma Noite... De Morte
- Zombies Strippers
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- 007 - Agente Secreto
- 007 - Casino Royale
- 007 - Quantum Of Solace
- 10 Coisas Que Odeio Em Ti
- 100 Volta
- 10.000 AC
- 12 Homens Em Fúria
- 12 Macacos
- 12:08 A Este De Bucareste
- 1984
- 2LDK
- 24 Hour Party People
- 28 Dias Depois
- 20,13 - Purgatório
- 2012
- 300
- 4 Copas
- 48
- 50/50
- 6=0 Homeostética
- 8 1/2
- 9 Canções
- 98 Octanas


ENTREVISTAS:
- Fernando Fragata
- Festróia - Mário Ventura
- Filipe Melo
- Good N Evil
- IMAGO - Sérgio Felizardo
- José Barahona
- Nuno Markl
- Paulo Furtado
- Rodrigo Areias
- Sara David Lopes
- Solveig Nordlund
- Fernando Alle


TOPES:
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2011
- Top 5 dos Piores Filmes de 2011
- Top 10 dos Melhores Filmes de 2010
- Top 5 dos Piores Filmes de 2010
- Top 5 dos filmes de Leslie Nielsen
- Top 10 Dos Filmes Low Cost
- Top 5 das Melhores Cenas de Dança
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2009
- Top 5 dos Piores Filmes de 2009
- Top 5 dos Filmes Que Tenho Vergonha De Dizer Que Gosto
- Top 5 das Melhores Músicas de Ennio Morricone
- Top 5 dos filmes com Patrick Swayze
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- Top 5 dos Filmes com David Carradine
- Top 5 dos Filmes com Lutadores de Luta-Livre
- Top 10 Os Melhores Filmes de 2008
- Top 5 Os Piores Filmes de 2008
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- Top 5 das Coisas que não Esperávamos Ver no Cinema
- Top 5 dos Melhores Filmes de Paul Newman
- Top 5 Personagens Com Palas Nos Olhos
- Top 10 Melhores Cartazes De Cinema
- Top 5 dos Filmes de Chuck Norris
- Top 5 dos Filmes de Patrick Swayze
- Top 10 Os Melhores/Piores Vestidos dos Oscares
- Top 5 As Mortes de Crianças Mais Gratuitas
- Top 10 Os Melhores de 2007
- Top 5 Os Piores de 2007
- Top 7 Adaptações ao Cinema de Livros de Stephen King
- Top 5 Filmes Pela Paz
- Top 5 Os Melhores Beijos
- Top 5 Grandes Arquitectos
- Top 10 Filmes Que Mudaram A Minha Vida
- Top 5 Mulheres de Cabeça Rapada
- Top 5 As Cenas Mais Excitantes
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- Top 5 Os Piores de 2006
- Top 3 Filmes de Robert Altman
- Top 5 Os Vilões do Cinema
- Top 5 Filmes Com Mick Jagger
- Top 5 Filmes Com Steve Buscemi
- Top 5 Dos Cães no Cinema
- Top 5 Dos Filmes do Indie06
- Top 5 Dos Filmes do Fantas06
- Top 5 dos Presidentes
- Top 10 Os Melhores de 2005
- Top 5 Os Piores de 2005
- Top 5 Filmes com Pat Morita
- Top 10 Os Melhores Filmes Independentes
- Top 5 Os Piores Filmes da Saga Bond
- Top 5 Filmes com Dolph Lundgren
- Top 5 Adaptações de BD Para Cinema
- Top 10 Cenas Mais Assustadoras de Sempre
- Top 5 Vencedores do Óscar
- Top 5 Bond Girls
- Top 5 Filmes Sobre Doenças
- Top 5 Filmes de Natal
- Top 5 Melhores Batalhas Corpo-A-Corpo
- Top 10 Melhores Canções do Cinema
- Top 10 Melhores Filmes de Sempre
- Top 5 Melhores Momentos Musicais
- Top 5 Grandes Duelos do Cinema
- Top 10 Maiores Personagens do Cinema
- Top 5 Piores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 10 Melhores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 5 Filmes Religiosos


BAÚ DO TRASH:
- Needle
- Que Se Mueran Los Feos
- Easy A
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Saw 3D - O Capítulo Final
- And Soon The Darkness
- Os Imortais
- Purana Mandir
- Pagafantas
- The Bloodstained Butterfly
- Cisne Negro


ROYALE WITH CHEESE APRESENTA:
- A Tasca Da Cultura
- A Causa Das Coisas - parte I
- A Causa Das Coisas - parte II
- A Momentary Lapse Of Reason


FILMES A VER ANTES DE MORRER:
- #1 As Lágrimas Do Tigre Negro
- #2 Alucarda
- #3 Time Enough At Last
- #4 Armageddon
- #5 The Favour, The Watch And The Very Big Fish
- #6 Italian Spiderman
- #7 The Soldier And Death


UMA CURTA POR DIA NÃO SABE O BEM QUE LHE FAZIA:
- 1# Rabbit, de Run Wrake
- 2# Aligato, de Maka Sidibé
- 3# The Cat Concerto, de Joseph Barbera & William Hanna
- 4# A Curva, de David Rebordão
- 5# Batman: Dead End, de Sandy Callora
- 6# O Código Tarantino, de Selton Mello
- 7# Malus, de António Aleixo & Crosswalk, de Telmo Martins
- 8# Three Blind Mice, de George Dunning
- 9# Bedhead, de Robert Rodriguez
- 10# Key To Reserva, de Martin Scorcese
- 11# Bambi Meets Godzilla, de Marv Newland
- 12# The Horribly Slow Murderer with the Extremely Inefficient Weapon, de Richard Gale
- 13# Stolz Der Nation, de Eli Roth
- 14# Papá Wrestling, de Fernando Alle
- 15# Glas, de Bert Haanstra
- 16# Fotoromanza, de Michelangelo Antonioni
- 17# Quem É Ricardo?, de José Barahona
- 17# Terra Incognita, de Peter Volkart


AS MELHORES PIORES CENAS DE SEMPRE:
- A Pior Luta
- A Cena Mais Metida A Martelo
- O Ataque Animal Mais Brutal
- A Perseguição Mais Alucinante
- O Duelo Mais Improvável


CLUBE DE CINEMA DE SETÚBAL:
- Janeiro
- Fevereiro
- Março
- Abril
- Maio
- Setembro
- Novembro


FESTIVAIS:
- 20º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9
- 21º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 22º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
- 23º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
- 24º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 26º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 12º Caminhos Do Cinema Português
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- Imago 2006
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8

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