Royale With Cheese

 Royale With Cheese

 
 



terça-feira, maio 31, 2005  

21. FESTRÓIA:

DIA 2
Secção Oficial - VIDAS SOMBRIAS:


Título: Duse Jako Kaviár
Realizador: Milan Cieslar
Ano: 2004


Da República Checa chegou Vidas Sombrias, onde estrelava Jan Budar, uma das Shootintg Stars presentes no Festróia. No final do filme, e tendo também em conta o desempenho da nossa Shooting Star, Marisa Cruz, no filme Kiss Me, faz-me pensar se essa distinção se deve mesmo às qualidades de interpretação dos actores ou, simplesmente, ao seu aspecto físico. Mas como dois exemplos não são significativos numa amostra tão grande, vou dar para já, o benefício da dúvida.

Vidas Sombrias é uma tragicomédia em formato de mosaico, acerca da vida amorosa de um triângulo de arestas longuíssimas: Anna (Karolina Kaiserová), Janna (Tatiana Vilhelmová) e Vladimir (Jan Budar). Os três são irmãos, apesar de só saberem da existência do último aquando da morte do seu pai. No entanto, as três personagens tanto podiam ser imãos como amigos ou simples desconhecidos, pois não iria interferir em nada no filme, uma vez que os três personagens mantém um relacionamento invisível.
Este triângulo amoroso completa-se ainda com mais três personagens: são elas que vão compôr o cenário de dilemas, exageros e peripécias amorosas, de três personagens à procura do amor, cada uma à sua maneira: Anna procura o seu primeiro romance, à espera do príncipe encantado que montado no seu cavalo branco, a virá buscar indiferente ao seu aspecto físico; Janna tenta manter a todo custo o seu casamento com Jan (Michal Dlouhý), um mulherengo envolvido com a sua melhor amiga; e Vladimir procura encontrar-se a si próprio, para perceber quem realmente ama.

O realizador Milan Cieslar espreme ao máximo uma mão cheia de acontecimentos baseados em casos verídicos, que exagerados tornam-se em divertidas e trágicas peripécias, que os actores vão enfrentar. Apesar de se esticar um pouco, o filme consegue não se tornar desinteressante, graças a um ritmo ligeiro, conseguido de uma primeira tentativa de feel-good movie.
Não se percebe, no entanto, o porquê da distinção do jovem Jan Budar como estrela destacada do firmamento cinematográfico europeu; a sua interpretação é discreta e pouco tempo dispunha para brilhar.

Vidas Sombrias é um filme competente, que não ofende nem dislumbra; da mesma forma que um McChicken não dislumbra e um McBacon não ofende. Fica-se pelo meio termo.

Posted by: dermot @ 7:47 da manhã
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segunda-feira, maio 30, 2005  

21. FESTRÓIA:

DIA 1
Secção Oficial: SEMPRE SE PODE VOAR:


Título: Lakposhtha Hâm Parvaz Mikonand (Turtles Can Fly)
Realizador: Bahman Ghobadi
Ano: 2004


Sempre Se Pode Voar chegou ao Festróia embrulhado num enorme laço de boas recomendações e grandes expectativas, que os prémios arrebatados nos festivais de Berlim e de San Sebastian lhe haviam granjeado. E agora, arrisca-se a sair de Setúbal com o currículo mais preenchido.

Sempre Se Pode Voar é um retrato do Curdistão, local perdido algures na fronteira do Iraque com a Turquia, retrato este tirado poucos dias antes da invasão dos Estados Unidos ao Iraque.
Além do campo de guerra, Sempre Se Pode Voar retrata dois universos bastantes distintos: o violento mundo dos campos minados iraquianos, que se reflecte no perturbador número de crianças amputadas; e o curioso mundo da comunicação social nos países de terceiro mundo; estamos tão habituados a ter um acesso maciço aos meios de comunicação, que não imaginamos sequer como é a situação nos países sub-desenvolvidos.

São estes os dois ingredientes do filme, que colocados nos diferentes pratos da balança pesam por igual: perturbação e divertimento. Bahman Ghobadi consegue tornar o filme tão perturbador, através da realidade nua e crua do Curdistão, como divertido, graças à excelente prestação dos actores (a maioria amadores) e à curiosa situação em que os curdos se encontram, no que diz respeito à televisão e aos media.

Sempre Se Pode Voar gira à volta de Satellite (Soran Ebrahim), um rapaz curdo, cujo seu carisma, o seu conhecimento de inglês e as suas habilidades na montagem de antenas parabólicas, permitiram-lhe liderar um enorme grupo de crianças refugiadas e ser um dos mais influentes indivíduos da zona.
Satellite está apaixonado; mas Agrin (Avaz Latif) - a rapariga por quem se perdeu em amores - e a sua família escondem segredos obscuros.

Por entre o retrato social e a crítica moral à guerra, o filme é ainda um intenso drama, tanto psicológica como fisicamente. Bahman Ghobad, o primeiro realizador curdo da história do cinema, continua a trilhar um percurso notável no seu périplo por festivais internacionais.
Particulando, este Sempre Se Pode Voar já conta com um palmarés bem recheado, a saber: Urso de Prata no Festival de Berlim; Prémio Filme de Paz no mesmo Festival de Berlim; Rã de Prata no Camerimage; Prémio de Melhor Filme no certame de San Sebastian; e um McRoyal Deluxe, aqui mesmo, no Royale With Cheese.

Posted by: dermot @ 6:32 da tarde
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domingo, maio 29, 2005  

21. FESTRÓIA:

DIA 0

Foi pela passadeira vermelha e sob os flashes intensos dos fotógrafos que desfilaram oito das vinte e uma Shooting Stars (com a notada ausência de Marisa Cruz), que abrilhantaram a abertura da 21ª edição do Festróia.
Este ano, os habituais discursos de aberura foram acompanhados com o glamour das mais brilhantes estrelas do firmamento cinematográfico europeu actual, que por breve sinstantes fez recordar outros certames internacionais, superiores em mediatismo, mas nem sempre em qualidade.
Estava dado o mote para mais uma edição do Festróia; a emissão seguia dentro de momentos, com a habitual ante-estreia.


COLISÃO:

Título: Crash
Realizador: Paul Haggis
Ano: 2005


Colisão, cujo título nada tem a ver com o homónimo de Cronemberg, começa com a seguinte frase: Em Los Angeles as pessoas não se tocam. Há sempre vidro ou metal entre elas. Eu sinto a necessidade desse contacto.
Esta falta de humanismo que o urbanismo em grande escala comporta traduz-se em várias reacções. Don Cheadle diz que é por isso que as pessoas se jogam umas para cima das outras; o realizador Paul Haggis, por sua vez, diz que isso se traduz em descriminação, racismo e xenofobia.

Embrulhado numa caixa bem vistosa, recheada de grandes expectativas, Colisão chega-nos como o cartão de visita de Paul Haggis atrás das câmaras, ele que se notabilizou na escrita de argumentos, particularmente com o premiado Million Dollar Baby. No entanto, as grandes expectativas trazem também, grandes possibilidades de desilusão. E sendo Colisão um drama assumido, essas possibilidades duplicam.
É certo que o resultado final é positivo; mas não se furta a algumas colheradas de xaropada.

Colisão é assim um crossover de histórias em formato elíptico, com um estilo muito semelhante a Magnólia; é um drama com uma grande carga humana e um realismo credível e verdadeiro, conseguido com uma grande economia de meios visuais, uma vez que não busca revolucionar o cinema, seja com planos inovadores ou uma fotografia memorável.Toda a cinematografia é simples e bastante certinha, como uma janela para a vida. Vida esta que é desconstruída em várias e cuja perda de identidade, que uma cidade como Los Angeles provoca, se reflecte na parte mais negra dos indivíduos.

Paul Haggis não tenta desculpar essa lado negro de ninguém, sejam eles brancos, pretos, sul-americanos, asiáticos ou orientais. Aliás, ele mostra mesmo que todos nós temos um preços, uns mais alto outros mais baixo, pelo qual nos deixamos cair em tentação. E a maneira como o realizador liga as histórias, pelos pormenores mais ínfimos, cruzando-as e descruzando-as sucessivamente, é magistral. E no final, tudo faz sentido.
Mas Haggis escorrega ao não terminar o filme quando fecha a elipse pela primeira vez. Aqui, qualquer réstia de esperançaestá totalmente apagada. Mas o realizador procura o final feliz, opção que só não se revela desastrada, devido a toda a credibilidade que o filme amealhou até lá.

De resto, tudo é superior: o elenco, recheado de nomes sonantes, supera as expectativas; a banda-sonora é irrepreensível; e o humor funciona. E quando é assim, com um tamanho realismo, até o tearjearker lamechas aceitamos.

Contrariando a tendência dos últimos anos, em que a noite de abertura do Festróia é sempre acompanhada por uma ante-estreia de qualidade duvidosa, Colisão veio dar maior brilho a uma noite que já brilhara intensamente. Esperemos que seja este o mote para o resto dos filmes em caraz e que o McRoyal Deluxe seja o menu menos saboroso que iremos provar.

Posted by: dermot @ 7:59 da tarde
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sexta-feira, maio 27, 2005  

FESTROIA:

Começam-se a contar as horas para o início de mais um Festróia, este ano o vigésimo primeiro. É já amanhã que se dá o pontapé de saída de um dos mais internacionais certames cinematográficos portugueses.
Pela segunda vez, o Royale With Cheese vai estar a acompanhar o desenrolar do festival, desta vez por dentro, cobertura que faz com todo o prazer e honra. Para dar início a esta cobertura, o Royale With Cheese esteve à conversa com Mário Ventura, a face mais visível deste projecto.


ENTREVISTA A MÁRIO VENTURA:

Royale With Cheese – Não posso iniciar esta conversa sem começar pela questão que mais nos inquietou, enquanto cinéfilos. Que significou o revés do ano passado, quando o ICAM decidiu não atribuir qualquer subsídio ao Festroia?
Mário Ventura – Em termos práticos, significou um rombo quase fatal num orçamento já de si limitado, tendo em conta o reduzido investimento desde sempre destinado às actividades culturais. No plano moral, significou um desprezo ostensivo por aqueles que se empenham em levar a cabo acções culturais fora dos grandes centros. Em matéria de Cultura, o poder central manifesta uma tendência perigosa para voltar de novo as costas ao interior do país, numa altura em que a União Europeia anuncia a intenção de apoiar cada vez mais as regiões. São as nossas singularidades...

RWC – Podemos esperar pelo Festroia por muitos mais longos anos?
MV – Em Portugal, quando as iniciativas deste tipo já têm idade, são consideradas antigas ou ultrapassadas. Há uma espécie de cegueira deliberada para os seus méritos reais, sobretudo quando se pretende impor novos projectos. Penso que no nosso país são inconcebíveis os festivais de cinema cinquentenários, tal como existem vários na Europa. Em vez de se aproveitar e valorizar a experiência existente, denigrem-se ou boicotam-se projectos que tardaram anos a ser construídos. Pela nossa parte, o Festroia
durará enquanto nos deixarem.

RWC – O Festroia é, não só, um dos mais importantes festivais nacionais, como um dos mais antigos do país. O que o faz manter-se na linha da frente e o que o vai fazer continuar a ser um dos mais interessantes festivais de cinema em Portugal?
MV – O facto de não se tratar de um festival comercial e uma grande preocupação com a qualidade cinematográfica, de par com o alheamento por preconceitos pseudo-intelectuais, e sobretudo pelas designações que nada definem. Não condescendemos com o gosto fácil, mas também não privilegiamos o hermetismo. A experiência já nos demonstrou que o público forma o seu próprio gosto vendo bom cinema, e em geral não se engana nos seus juizos. E é por issoo que, depois de vinte anos, se mantém actual a estratégia de apresentar cinematografias de qualidade desprezadas pelos circuitos de
distribuição comercial.

RWC – Para a edição deste ano, o que recomenda vivamente aos espectadores? Há algum título em especial que queira destacar?
MV – A mim cabe-me recomendar toda a programação, na certeza de que nenhuma das escolhas decepcionará o público, se bem que se possa gostar mais de uns filmes e menos de outros. Mas não resisto a recomendar aos leitores, e apenas ao acaso, que não percam o novo filme do argentino Carlos Sorin, "Bonbon el perro"; o húngaro "Dallas Pashamende", de Robert Adrian Pejo; "Producing Adults", de Aleksi Salmenpera, Finlândia; "Saratan", de Ernest Abdyshaparov, um filme notável do Quirguistão; o chileno "Machuca", de Andrés Wood; o impressionante "Turtles can fly", de Bahman Ghobadi, do Curdistão; etc., etc.. Uma vez mais, a tarefa do júri internacional não vai ser fácil. Por favor, consultem a programação, que já é acompanhada de pequenas sinopses.

RWC – Ao longo dos anos, habituámo-nos a ver passar pelo palco do Festroia grandes nomes do cinema internacional – Dennis Hopper, Pedro Almodovar, Kirk Douglas ou Bigas Luna. Este ano passam pelo certame os Shooting Stars. É o objectivo do Festroia contar com um convidado de honra por ano, ou tudo está dependente do orçamento disponível?
MV – O mais importante são os filmes e tudo faremos sempre para conseguir os que mais nos interessam. Mas não desprezamos a importância promocional da presença de figuras famosas. Claro que o orçamento manda, porque a visão nacional destes projectos é sempre muito mesquinha. Vejam, por exemplo, como a Espanha acaba de conquistar Woody Allen. Deram-lhe o prémio Príncipe das Astúrias, criaram-lhe todas as condições para rodar um filme em Barcelona e dispõs-se a ser em todo o mundo a face visível da Comissão do Filme que acaba de ser formada em Oviedo, com o objectivo de combater o cinema exclusivamente comercial. Iniciativas deste tipo, ou aproximadas, em Portugal, esbarram na indiferença das vistas curtas...

RWC – Há algum nome do cinema que gostaria de trazer um dia, pessoalmente, ao Festroia?
MV – Olhe, o próprio Woody Allen. Ou o Francis Ford Copolla. E muitos outros.

RWC – Marisa Cruz é a representante portuguesa nos Shooting Stars deste ano. Qual é a sua opinião e a importância dessa distinção para o cinema nacional?
MV – Não a vejo como uma distinção para o cinema nacional, mas sim como um estímulo aos mais jovens, pois é essa a finalidade da iniciativa criada pelo European Film Promotion.

RWC – O Festroia revelou ao longo dos anos uma grande lista de títulos de inquestionável qualidade. Para quando uma retrospectiva do Festival?
MV - Não será muito fácil, porque nos falta espaço para grandes mostras, pelo menos enquanto não tivermos uma terceira sala. Talvez quando fizermos 25 anos, se os poderes públicos não nos fizerem nessa altura o mesmo boicote que se registou no vigésimo aniversário.

RWC – E nestes vinte anos de Festival, há algum episódio curioso que recorde e que queira partilhar?
MV – Há imensos, e a escolha é sempre difícil. Posso citar-lhe o mais recente. O cinema Estúdio 13, de Tróia, onde o Festroia teve início, está neste momento em processo de demolição. No último instante, conseguimos recuperar a máquina de projecção que passou as primeiras imagens do Festival, há 21 anos. Será a primeira peça de um museu de cinema que projectamos criar em Setúbal.

RWC – Para terminar , uma pergunta muito pessoal do Royal With Cheese, mas que penso que muita gente gostaria de ver respondida: para quando uma secção dedicada ao western-spaghetti ou ao cinema de terror no Festroia?
MV – Uma delas está a ser organizada, como mostra histórica, mas de momento não lhe vou dizer qual é, por uma questão de elementar prudência...

RWC – Queria rematar então esta entrevista com os sinceros votos de boa sorte para o Festroia; que corra tudo da melhor maneira e que o bom cinema esteja presente em Setúbal durante muitos mais anos. Nós vemo-nos por lá. Obrigado.
MV – Obrigado nós. Lá os esperamos.

Posted by: dermot @ 8:48 da manhã
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quinta-feira, maio 26, 2005  

BE COOL:

Título: Be Cool
Realizador: F. Gary Gray
Ano: 2005


Qual é a semelhança entre o filme de 1995, Jogos Quase Perigosos, e o filme de 1994, Pulp Fiction? Se respondeu John Travolta, o seu palpite não está errado. No entanto, a resposta que eu queria ouvir era Elmore Leonard.
Jogos Quase Perigosos é uma adaptação de um dos romances de um dos mais conceituados escritores na área dos thrillers policiais, sobre máfia e gangsters, cuja obra está constantemente presente na filmografia de Tarantino, admirador confesso. Apesar de Pulp Fiction não ser a adaptação de nenhum romance de Elmore Leonard, a influência não deixa de ser óbiva e evidente.
Realizado por Barry Sonnenfeld, Jogos Quase Perigosos era um filme de gangsters à maneira de Pulp Fiction, mas num registo mais descontraído, onde o humor não era um elemento estranho. No entanto, estava lá a violência estilizada, que Tarantino havia tornado como sua imagem de marca. E estava John Travolta, oficialmente reabilitado.

Numa fase em que as sequelas tèm sido um dos pratos fortes servidos por Hollywood, não foi de admirar que se chegasse à frente a continuação de Jogos Quase Perigosos. No entanto, os trabalhos haviam sido entregues ao cuidado de F. Gary Gray, o que não agoirava desde logo bons prenúncios.
A principal aposta do realizador norte-americano foi dar ainda mais estilo ao filme. No entanto, dar mais estilo ao estilo é uma hipérbole condenada ao fracasso logo desde início. Mesmo que o filme conte com um elenco de luxo, nomes famosos do mundo da música e uma banda-sonora cheia de hits do momento.

No filme anterior, Chili Palmer (John Travolta) era um agiota, que ao dar conta das enormes semelhanças entre o mundo da máfia e o do cinema, decidiu desistir do primeiro e enverdar pelo segundo, fazendo valer os seus conhecimentos.
No entanto, em Be Cool, Chili Palmer vai tentar um novo ramo. Saturado da indústria cinematográfica, vai enverdar pelo mundo da música. Contudo, a diferença entre este mundo e o do cinema não é assim tanta e Palmer vai ver-se envolvido numa trama complexa. No centro está a diva Linda Moon (Christina Milian) e à volta está o seu antigo manager Raji (Vince Vaughn), o seu guarda-costas Elliot (The Rock) e o seu patrão (Harvey Keitel), a máfia russa e o produtor-gangster Sin LaSalle (Cedric the Entertainer) e a sua gangue. Como aliada, Chilia Palmer tem apenas Edie Athens (Uma Thurman).

F. Gary Gray toma como exemplo a seguir Pulp Fiction: tenta recriar a química entre Travolta e Thurman, colocando-os mesmo numa dança com contornos kitsch, chama ainda Harvey Keitel e recupera os planos inovadores de Tarantino e alguns dos mesmos decors. No entanto, a diferença entre ambos os realizador é abismal.
Se a diferença entre Be Cool e Pulp Fiction é por demais evidente que nem merece comentários, a diferença entre Be Cool e o seu antecessor, Jogos Quase Perigosos, está no registo divertido e descontraído com que é filmado. Be Cool é uma comédia pouco séria,em que os gags são quase sketches, que se prolongam demasiado. Há sequências verdadeiramente gratuitas, para fazer render a presença de certos ilustres: Steven Tyler, num concerto dos Aerosmith, ou os Black Eyed Peas a tocar na cena da dança.

Be Cool tem, apesar de tudo, alguns pontos altos. Inesperadamente, os dois actores que sobressaem são The Rock e Andre 3000: o primeiro pela sua versatilidade, no papel de homossexual; e o segundo por ser a sua estreia na sétima arte. Em destaque, mas pelo lado negativo, está Cedric The Entertainer, verdadeiramente irritante.
Os outros dois pontos altos do filme são Uma Thurman, ao afirmar convictamente que Dream On é a melhor canção rock de todos os tempos, e a voz de Elis Regina na banda-sonora, uma benção por entre todos aqueles singles de hip-hop.

Be Cool é uma comédia sem alma e coração, desprovida de toda aquela identidade que tinha granjeado bons resultados ao seu antecessor. Um agradável filme para preencher o serão de um domingo à tarde, ou uma divertida oportunidade para observar alguns dos nossos ídolos musicais noutras andanças mais descontraídas, mas nada mais do que isso. O que já é muito num Double Cheeseburger.

Posted by: dermot @ 12:12 da manhã
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segunda-feira, maio 23, 2005  

STAR WARS: EPISÓDIO III - A VINGANÇA DOS SITH:

Título: Star Wars: Episode III - Revenge Of The Sith
Realizador: George Lucas
Ano: 2005


Estreou o filme mais aguardado da história do cinema - chega ao fim a lenda! E George Lucas baptizou-o com o sub-título A Vingança Dos Sith.
Tal como no ansiado A Paixão De Cristo, também já todos nós sabemos como vai acabar o filme; já todos sabemos que no final, Anakin Skywalker vai dar lugar ao seu alter-ego negro, Darth Vader, que Padmé Amidala vai dar à luz dois rebentos, Luke e Leia, e que a democracia vai tombar em favor da ditadura do Império. Mesmo assim, a nossa ansiedade não esmorece um milímetro.

Depois de dois episódios longe da galvanização unânime, Lucas realizou, sem dúvida, o melhor capítulo desta triologia e, quiçá, da saga. Se A Ameaça Fantasma era um filme mais mainstream e se Ataque Dos Clones era um filme mais virado para os fãs, A Vingança Dos Sith é o filme que mais agrada por igual aos dois públicos-alvo.
No primeiro episódio, o mais "claro" dos três, Lucas mostrou-nos que Anakin Skywalker era uma criança especial, o messias da Força; no segundo episódio, o mais "cinzento" da triologia, Lucas mostrou-nos as deambulações errantes de Anakin na ténue fronteira para o lado negro da Força; e neste último capítulo, o mais "negro" de toda a saga, Lucas mostra-nos o casamento final de Anakin, vulgo Darth Vader, com o lado negro da Força. Já sabíamos que isto ia acontever e até já tinhamos assistido a algumas condicionantes. O que não sabíamos é que iria ser o amor a motivação.

A Vingança Dos Sith é assim, o filme mais negro da hexologia. Aqui não há piedade pelos momentos mais brutais e violentos da história (como todas as regras, tambéme sta tem uma excepção), como houvera em Ataque Dos Clones, que o diga o Conde Dooku. É também o filme mais consistente em termos argumentativos e aquele que melhor utiliza os efeitos-especiais, nunca abusando deles.

O filme inicia-se com uma sequência estrelar fantástica, que finalmente faz juz ao título da saga - guerra das estrelas - e depois desemboca num processo evolutivo dramático, com duelos decisivos, desgostos de amor e uma ténue réstia de esperança no fim. Finalmente, esta triologia corresponde ao epíteto de ópera espacial.
Em tempo de guerra, George Lucas cria um quadro político perfeito, remeniscente do segundo reich. Por isso, a adaptação do desembarque da Normandia não é simples coincidência. É neste episódio, inclusive, que Lucas faz o melhor uso do paralelismo narrativo, com uma simbologia assustadora. E John Williams cria a mais memorável banda-sonora da sua carreira, para o mais memorável filme da sétima arte.

A Vingança Dos Sith tem os seus defeitos, mas são insignificantes perante o seu estatuto de obra-prima. Lucas procura a felicidade total neste filme, com uma obsessão sem limites, mas aqui tudo era permitido. Os problemas maiores são mesmo os pormenores, porque agora até parece que Hayden Christensen aprendeu (um poucochinho) a representar: Chewbacca é recuperado, mas a sua presença é irrisória; Qui-Gon é mencionado mas não se entende bem porquê; e Luke e Leia nascem saudáveis com apenas alguns meses de gestação.

O capítulo final de Star Wars é uma obra-prima que recupera a tmosfera da triologia inicial (até Ian McDiarmid recupera a pose majestosa de Sir Alec Guiness), mas uma daquelas obras-primas que não passa do Le Big Mac.
Mas, raios, aqui fez-se cinema e história! E criou-se Darth Vader, o maior tirano da sétima arte. Royale With Cheese, sem dúvida!!

Posted by: dermot @ 12:59 da tarde
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sábado, maio 21, 2005  

STAR WARS: EPISÓDIO II – ATAQUE DOS CLONES:

Título: Star Wars: Episode II – Attack Of The Clones
Realizador: George Lucas
Ano: 2002


Depois do capítulo anterior – A Ameaça Fantasma – ter deixado um travo a desilusão na boca dos fãs mais fiéis da saga, George Lucas voltava a deparar-se com uma tarefa hercúlea nas mãos, a de dar rumo ao que a prequela tinha iniciado.
Não concordo, no entanto, que o filme anterior tenha sido um fiasco; devemos é entender que os tempos mudaram e que o cinema não é o mesmo. Os fãs mais descontentes defendem que A Ameaça Fantasma não trouxe nada de novo à saga; nada mais errado: fez o ponto da situação política durante a República e apresentou as novas personagens, que irão intervir nesta triologia. Claro que depois existem vários defeitos, como foram apontados na crónica anterior.

O que se pode concluir após Ataque Dos Clones é que George Lucas sabe o que faz. É que do segundo para o primeiro, a evolução é proporcional à evolução de Guerra Das Estrelas para O Império Contra-Ataca. E o registo é completamente diferente. Se A Ameaça Fantasma era um filme bem-disposto acerca do lado bom da Força, à semelhança do petiz Anakin Skywalker, Ataque Dos Clones é um filme escuro, de transição, à semelhança do agora adolescente Anakin Skywalker. Porque esta primeira triologia é sobre Anakin Skywalker enquanto Darth Vader, todos o sabemos; e mesmo que não seja o protagonista do filme, toda a história está para si orientada.

Assim, entre este segundo e o primeiro episódio datam dez anos. A situação política da galáxia está cada vez pior; o poder da República enfraqueceu e, liderados pelo jedi renegado Conde Dooku (Christopher Lee), um grupo de Separatistas veio trazer o pânico e o perigo. Os guerreiros jedis têm cada vez menos capacidade para manter a paz e a solução pode passar por um exército de clones para defender a República.
Anakin Skywalker (Hayden Christensen) é destacado para proteger a agora senadora Amidala (Natalie Portman) e o reencontro vai despoletar sentimentos que um jedi não é suposto alimentar; enquanto isso, Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor) vai ter de se ver a contas com um caçador de prémios chamado Jango Fett (Temuera Morrison).

Agora já os personagens estão apresentados e Lucas pôde dar-lhes consistência. Entendemos o que realmente se passava entre Anakin e Amidala e pudemos assistir às suas deambulações entre a ténue fronteira que separa a Força do seu lado negro. E assistimos a algumas ocorrências que irão determinar, certamente, o seu destino no próximo capítulo da triologia: a figura de Darth Vader (e não falo só do seu braço biónico).
Para aqueles que se regozijaram com o facto de o petiz Jake Lloyd já não participar neste capítulo, desengane-se, pois a emenda foi pior que o soneto. Hayden Christensen, vulgo o Anakin adolescente, é igualmente sofrível, com apenas duas expressões faciais: a de chateado e a de muito chateado.
Felizmente, assistimos ao desaparecimento do odiável Jar-Jar Binks, que apenas deambula por uma ou duas cenas; em Ataque Dos Clones, o comic relief volta a estar a cargo de C-3PO e R2-D2, os nostálgicos companheiros robóticos da outra triologia.
Ataque Dos Clones é um filme mais negro, mas ao mesmo tempo mais espectacular. E se em A Ameça Fantasma, Lucas exagerava nos efeitos especiais, aqui abusa completamente deles e não é só nas situações das batalhas, de uma escala gigantesca, que conferem o tal epíteto de espectacularidade ao filme – são os planos cem por cento digitais e cem por cento gratuitos e até o próprio Yoda, pela primeira vez cem por cento digital.
O que é de estranhar, no entanto, em Geroge Lucas, é so seu mau desempenho enquanto realizador neste filme: alguns planos desastrados, que aliados aos normais diálogos minimalistas, tornam o filme demasiado plano em determinados momentos.

Ataque Dos Clones perde definitivamente para A Ameça Fantasma pela ausência de momentos memoráveis: se no primeiro havia uma corrida remeniscente de Ben-Hur, aqui há um duelo remeniscente da fusão de Gladiador e The Incredible Shrinking Man, mas deveras inferior. E se no primeiro havia um confronto épico, aqui há um confronto com mais de curioso do que de grandioso.

Este segundo episódio é assim um filme inferior, em comparação ao anterior. Tem aquele toque especial que todos os filmes da saga têm, mas dentro do campeonato em que joga é, sem dúvida, inferior. E apesar de ser um filme mais negro, não é completamente escuro (espera-se isso para o derradeiro capítulo), uma vez que é um episódio de transição. Só isso justifica a ausência da cena que mais prometia em todo o filme, pela sua brutalidade: a situação em que Anakin Skywalker vinga a morte da sua progenitora. Por tudo isto - ta na na na - McChicken.

Posted by: dermot @ 8:03 da tarde
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STAR WARS: EPISÓDIO I – A AMEAÇA FANTASMA

Título: Star Wars: Episode I – The Phantom Menace
Realizador: Geroge Lucas
Ano: 1999


Algumas pequenas considerações sobre a saga...

Mais do que uma série de culto, a saga Star Wars é uma verdadeira insituição, que se prolongou no tempo como um Feiticeiro De Oz do espaço. Se fosse um jogador de futebol, seria um galáctico, daqueles que fazem as delícias dos adeptos, tanto dentro como fora dos relvados.
Se dentro das quatro linhas trouxe novidade e inovação, com um estilo completamente novo e efeitos especiais nunca antes vistos, fora do terreno de jogo constituiu um dos maiores fenémenos de merchandising da história do mundo dos negócios. Além disso, teve ainda o condão de incutir a ficção-científica no mainstreem (numa altura em que ou era coisa de nerds, ou rodava à volta do modelo 2001: Odisseia No Espaço) e de reaproximar o público do cinema, uma vez que a televisão roubara os espectadores das salas.

O segredo de George Lucas, para além do seu imaginário original, foi criar uma verdadeira ópera espacial, com todos os ingredientes (heróis, vilão, donzela em perigo, personagem cómica...), num cruzamento entre o universo de Flash Gordon, as matinés de aventura dos anos 50 (exploradas magistralmente em Indiana Jones) e a literatura de J.R.R. Tolkien.

E agora, o filme propriamente dito...

Retomar a saga nos dias de hoje soa a algo totalmente despropositado. No entanto, ficara uma história por contar, uma vez que a primeira triologia iniciara-se no quarto capítulo, com o Mal já instituído e o Bem a triunfar. Faltava então saber como triunfara o Mal anteriormente. E George Lucas era o único com crédito suficiente para o fazer.

Realizar a nova triologia era uma tarefa inglória, para não dizer hercúlea. Lucas sabia-o, mas não se amedrontou. Além disso, todos sabemos que um épico sobre o Mal é sempre muito mais interessante do que um sobre o Bem. Mas havia que começar pelo princípio da história.

Há muito tempo, numa galáxia muito, muito longe vivia-se numa república inter-planteária em clima de paz. No entanto, como em todas as democracias, haviam vozes discordantes, oposição e confrontos de ideias. E as taxas mercantis eram um problema que opunha o Senado à Federação Mercantil. No entanto, secretamente, o senador Palpatine (Ian McDiarmid) estava por detrás dessas movimentações, mexendo os cordelinhos com um objectivo muito mais além do que o simples interesse económico. É Qui-Gon Jin (Liam Neeson) e Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor), dois guerreiros Jedis, quais cowboys do universo, que são destacados para investigar o caso, que vai envolver a princesa Amidala (Natalie Portman) e, indirectamente, o pequeno Anakin Skywalker (Jake Lloyd).

George Lucas filma a primeira hora do filme em versão acelarada, de modo a contar tudo o que queria. O problema é que alguns pormenores eram escusados e não justificavam a falta de aprofundamento de outros aspectos.
No entanto, atinge os dois objectivos principais: o primeiro, de fazer o ponto da situação política do universo (é sempre complicado entender como uma ditadura chega ao poder); e o segundo, de apresentar os intervenientes principais desta epopeia (e aqui, conhecemos os dois dróides, R2-D2 e C-3PO, e a nostalgia invade-nos da cabeça aos pés).

Mas George Lucas também cai em alguns erros cavernosos, sendo dois deles principais: o primeiro, que é o abuso dos efeitos especiais, por vezes sem intenção prática. Não é que o problema seja esse, antes pelo contrário, uma vez que lava os olhos e é interessante. O problema é mesmo Jar Jar Binks, a primeira personagem do cinema totalmente criada por computado (onde Gollum é o espécime mais perfeito dessa família digital), que tem no filme o mesmo objectivo que o Burro tem em Shrek: o comic relief.
Mas Jar Jar Binks é uma criatura extremamente irritante, por quem é natural nutrir todo o ódio possível: tem um sotaque inteligível, destrói o dramatismo das cenas mais intensas e não é assim tão fluente quanto isso, digitalmente falando; o segundo erro chama-se Jake Lloyd – o jovem actor é tão mau no que faz, que até dói.
E já agora, era preciso dar explicação científica à Força?

A Ameaça Fantasma cumpre os requisitos de primeiro capítulo, mas assume um carácter demasiado juvenil, talvez devido ao facto do protagonista (da saga em geral e não do filme em particular) ser aqui, um jovem de dez anos. Em vez de space opera, o que temos é quase uma soap opera.
Mas o filme tem dois momentos memoráveis: o primeiro é a pod race, a mais emocionante corrida do cinema desde a corrida de quadrigas de Ben-Hur, que serve de momento-charneira para a segunda e verdadeira parte do filme; e o segundo é o legendário duelo entre os dois jedis e o sith (um sith é um jedi maligno) Darth Maul (que pena não ter um pouco mais de protagonismo), o qual a música de John Williams torna num verdadeiro monumento.

A Ameaça Fantasma leva, decididamente, o selo de aprovado. Não passa com distinção, mas passa com uma folgada distância do selo negativo. Claro que os fãs mais aguerridos não vão concordar comigo, mas temos que entender que os tempos também são outros e estamos na verdadeira dase do cinema pipoca. Por isso – ta na na na – McRoyal Deluxe.

Posted by: dermot @ 12:32 da manhã
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quinta-feira, maio 19, 2005  

STAR WARS - CURIOSIDADES:

Estreia hoje o mais aguardado filme da história do cinema: o terceiro capítulo de Star Wars, A Vingança Dos Sith. É o remate à última triologia, que cronologicamente antecede a primeira. Confuso? Nem por isso.
Dentro dos filmes de culto, a saga Star Wars assume a importância de uma verdadeira instituição, não só na ficção-científica, como na própria sétima arte.
Se você é um dos fiéis admiradores que se orgulha de saber tudo acerca da saga, se já viu dúzias de vezes os filmes e sabe os diálogos todos de cor e se pensa que conhece todos os pormenores do imaginário criado por George Lucas, este texto é para si. Porque o Royale With Cheese tem o prazer de apresentar 38 FACTOS SOBRE A SAGA STAR WARS QUE VOCÊ NÃO SABE, texto que irá abrir um especial durante os próximos dias, sobre esta autêntica space opera.



1) Uma das mais famosas frases da saga, nas versões iniciais do argumento era qualquer coisa como "May the Force of Others be with you".
2) O argumento original de George Lucas também tinha um início diferente ao que conhecemos. Abria assim "This is the story of Mace Windu, a revered Jedi-bendu of Opuchi who was related to Usby CJ Thape, padawaan learner to the famed Jedi".
3) Nos primeiros ensaios de O Império Contra-Ataca, o famoso mestre Yoda respondia pelo nbome de Minch.
4) Corellia, o planeta natal de Han Solo, segundo as notas iniciais de George Lucas, era um mundo aquático onde Han Solo tinha passado a sua infância em corridas na água.
5) As notas iniciais de George Lucas continham outras referências a outros mundos. O pacífico Alderaan afinal era a original base do terrível Império.
6) O argumento original de O Regresso De Jedi mostrava ainda que o Millenium Falcon seria destruído na explosão da segunda Estrela da Morte.
7) O protagonista Luke Skywalker viu o seu nome ser alterado, uma vez que originalmente tinha sido baptizado de Luke Starkiller.
8) Aliás, houve uma altura em que o próprio Luke seria uma rapariga. E tal não foi apenas uma possibilidade remota.
9) Sir Alec guiness quase que desistiu do papel de Ben kenobi quando descobriu que o argumento havia sido reescrito e que a sua personagem iria morrer a meio do filme. george Lucas fez então valer o seu poder de persuassão, ao convence-lo que a sua personagem era de uma importância extrema para o desenvolvimento da saga.
10) George Lucas originalmente imaginou o C-3PO como um vendedor de carros usados preguiçoso.
11) Harrison Ford chegou a pedir duas vezes ao realizador que a sua personagem perecesse no final. Segundo o actor, a sua personagem sem mãe nem pai, só podia ter um fim triste.
12) Harrison Ford não foi, aliás, a primeira escolha para o papel de Han Solo; Cristopher Walken e Nick Nolte foram as primeiras considerações para o lugar. Também o japonês Toshiro Mifune foi considerado para encarnar Obi-Wan Kenobi. E a então jovem actriz Jodie Foster foi o primeiro nome avançado para o papel da Princesa Leia.
13) Quanto a Warwick Davis conseguiu o seu papel de Wicket, principalmente porque conseguia enfiar a sua língua entre os dentes da sua máscara de Ewok, o que era importante para os grandes planos.
14) O actor Anthony Daniels fez uns cartazes a dizer "3PO é humano" e distribui-os pelo set de filmagens, para que as pessoas não se esquecessem que ele estava dentro do fato do dróide.
15) Muitos não sabem, mas John Ratzenberger (que se notabilizou com a sua presença em Cheers, Aquele Bar) interpretou o Major Derlin em O Império Contra-Ataca e em O Regresso De Jedi.
16) Já Michael Sheard, que encarnou o Admiral Ozzel, além de ter sido um vilão em Os Salteadores Da Arca Perdida, foi o prórpio Adolph Hitler, em A Última Cruzada.
17) O desfiladeiro em que R2-D2 é capturado pelos Jawas é o mesmo desfiladeiro onde Indiana Jones ameaça explodir a arca em Os Salteadores Da Arca Perdida.
18) Até Chewbacca foi inspirado por George Lucas no seu cão Indiana.
19) Os urros de Chewbacca foram gentilmente cedidos por um urso do jardim zoológico, entretanto falecido.
20) Warwick Davis, o ewok Wicket, anos depois conseguiu o papel principal de Willow Na Terra Da Fantasia, de Spielberg.
21) O Millenium Falcon foi imaginado por Lucas como algo semelhante entre uma azeitona num palito, espetado numa hamburga. Por isso, o resultado final era normalmente apelidade de "hamburga voadora".
22) O designer Ralph McQuarrie, que desenhou o R2-D2, inicialmente imaginou-o como que um canivete suíco sobre rodas.
23) Já o C-3PO foi imaginado como um dróide feminino, inspirado no robot do clássico Metropolis.
24) O TIE, escrito nos fatos dos soldados TIE, significa "Twin Ion Engine".
25) O som peculiar das armas dos soldados TIE foi gerado por uma trompeta de chamar elefantes, tocada ao contrário e numa rotação mais lenta.
26) Na famosa cena da cantina, muitos dos extraterrestres presentes não foram concebidos especialmente para o filme. Eram máscaras e costumes armazenados nos estúdios, criados por Stuart Freeborn.
27) Uma das coisas estranhas na saga é o facto de os ewoks usarem roupa. Tal deveu-se ao facto de os fatos serem demasiado transparentes, o que permitia ver a roupa vestida por baixo. Em vez de os redesenhar, a solução encontrada foi vesti-los de novo.
28) Muitas das línguas usadas em Star Wars são deveras convincentes, devido ao simples facto de serem baseadas em língua reais. Por exemplo, a dos ewoks, é baseada numa mistura entre as linguagens africanas e as do sul do Pacífico.
29) Numa das primeiras projecções de A Guerra Das Estrelas, a esposa de um dos executivos da 20th Century Fox, que assistia ao filme, sugeriu que o C-3PO tivesse uma boca acrescentada digitalmente para que as pessoas soubessem quando é que ele estava a falar. Mulheres...
30) George Lucas quase que originou um problema diplomático entre a Líbia e a Tunísia, ao estar perto de despoletar uma guerra entre ambos os países. Durante as filmagens de Guerra Das Estrelas, na Tunísia, os oficiais líbios puseram a possibilidade de um dos veículos do filme ser uma arma de destruição maciça.
31) O diálogo entre Mon Mothma e o General Madine, em O Regresso de Jedi, teve de ser regravado e dobrado, porque os microfones captaram o som dos pombos no telhado do estúdio.
32) A maioria das armas usadas na saga são armas verdadeiras, apenas mascaradas para parecerem mais interessantes.
33) Durante as filmagens da floresta californiana de Redwood, Peter Mayhew foi aconselhado a não se afastar muito, vestido no seu traje de Chewbacca; havia a preocupação de que pudesse ser confundido com o próprio Yeti.
34) Sabia que a primeira fala de Guerra Das Estrelas é a singela "Did you hear that?".
35) Já reparou que só sabemos o nome de Luke Skywalker quando estre se introduz à princesa Leia?
36) Já reparou que só descobrimos o nome de Boba Fett em O Regresso De Jedi? Até lá, é sempre tratado como caçador de prémios.
37) Sabia que Obi-Wan Kenobi é o primeiro personagem a tratar Anakin Skywalker pelo seu nome prórprio.
38) E sabia que quando a primeira Estrela da Morte explode, perecem na explosão mais de 1200000 soldados do Império?

Posted by: dermot @ 1:04 da tarde
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quarta-feira, maio 18, 2005  

HÁ LODO NO CAIS:

Título: On The Waterfront
Realizador: Elia Kazan
Ano: 1954


Foi após a encarnação de Don Corleone, que Marlon Brando perpetuou o seu estatuto de divindade do cinema, ao tocar os píncaros da representação. No entanto, já muito antes do sucesso de Padrinho que Marlon Brando se tinha tornado num ícone da sétima arte, no mais fiél seguidor do método representativo Stanilawsky, carregando às costas uma das mais prolíferas fontes de inspiração para as gerações de actores vindouras.
O seu primeiro sucesso na grande tela foi às mãos de Elia Kazan, na adaptação da peça de teatro (que também interpretava) Um Eléctrico Chamado Desejo. Mas foi em Há Lodo No Cais, três anos depois, novamente às mãos do mesmo realizador (um dos nomes maiores do cinema clássico de Hollywood), que Brando atingiu o auge e o reconhecimento absoluto, com uma interpretação perfeita num dos maiores clássicos da sétima arte, recompensada com o Óscar para melhor actor desse ano.

Há Lodo No Cais pinta o retrato negro da corrupção, numa peligrafia da actividade social de um porto norte-americano. Aí, o sindicato presidido pelo mafioso John Friendly (Lee J. Cobb), faz-se valer da chantagem, do suborno e da violência, para fazer proliferar o seu negócio, em desfavor dos trabalhadores da estiva. Entre eles está o ex-boxeur e irmão de um dos braços direitos de John Friendly (Rod Steiger), Terry Malloy (Marlon Brando), um jovem ingénuo, mas de bom coração, protegido da máfia.
Terry Malloy vai ter de combater esse estigma e optar entre duas escolhas: a de delator da corrupção, mas também do seu irmão e amigos; ou a de mudo e surdo, mantendo oprimidos os trabalhadores e a bela Edie Doyle (Eva Marie Saint).

Elia Kazan foi um dos grandes realizadores da época de ouro de Hollywood, em que os filmes entraram num processo de rodagem quase automático, qual linha de montagem. No entanto, fez sempre valer o seu cinema, num ponto de vista humanista, que fazia do seu ponto forte o realismo. Para além disso, teve ainda o privilégio de rodar com Brando e com James Dean, dois dos maiores prodígios da representação e símbolos de uma geração.
Depois de Um Eléctrico Chamado Desejo e antes de A Lesta Do Paraíso, o realizador turco dirigiu aquele que é, quiçá, o mais notável filme da sua década. O facto pode ter sido uma coincidência, mas não deixa de ser um sinal, de que foi o único filme não-musical que contou com a banda-sonora do magistral Leonard Bernstein.

Talvez a prever um futuro inassociavel à realidade da mafia, Marlon Brando é o dínamo neste thriller de moldes clássicos, sujo com o pior que há nos portos por esse mundo fora: o lodo (leia-se corrupção).
Kazan filma com mestria a realidade portuária e dá a liberdade suficiente a Brando para birlhar. No entanto, o actor norte-americano rouba para si todo o filme, numa prestação magnífica naquele seu jeito tão característico e que fez as delícias dos cinéfilos ao longo dos anos.

Se o cinema tivesse estacado na década de 60, Há Lodo No Cais seria o seu exemplar mais perfeito; no entanto, acabou por ser vítima da evolução e da modernização do próprio cinema. Só assim se compreende o Le Big Mac final, uma vez que o próprio nome de Brando (e de Terry Malloy) se confunde com um Royale With Cheese.

Posted by: dermot @ 5:47 da tarde
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segunda-feira, maio 16, 2005  

HEAD ON - A ESPOSA TURCA:

Título: Gegen Die Wand
Realizador: Fatih Akin
Ano: 2004


"Se não consegues mudar o mundo, muda o teu mundo". Quem o diz são os The The, na sua canção Lonely Planet e é repescado pelo psicólogo Dr. Schiller (Hermann Lause) logo no início de Head On - A Esposa Turca.
Cahit (Birol Ünel) e Sibel (Sibel Kekilli), dois turcos a viver na Alemanha e a quererem cortar os laços que restam com a Turquia, conhecem-se no hospital depois de uma tentativa frustrada de suicídio. Como não conseguiram acabar com os seus mundos, a decisão seguinte é muda-los; e para isso vão embarcar num casamento fictício que irá responder aos problemas específicos de cada um deles.

O filme chama-se Head On - A Esposa Turca (mais uma excelente prestação da tradução portuguesa) e tem feito furor pelos festivais europeus por onde tem passado, arrecadando inclusive, o Urso de Ouro no Festival de Berlim do ano passado. A sinopse não engana: é um filme sobre amor e casamento. No entanto, o que não esperamos é que seja um filme tão sujo e cru, com momentos deveras perturbadores.

Head On - A Esposa Turca é um filme sobre posse; uma história sobre o amor, mas sob outro ponto de vista. Uma história de amor negra, como se fosse assinada por uma colaboração entre Michael Haneke e Gaspar Noé.
A certa altura no filme, Sibel diz a Cahit que quer casar para fugir à alçada conservadora dos pais; Sibel diz que quer viver, dançar e foder. Head On - A Esposa Turca não é fazer amor; é foder!

Fatih Akin tem um trabalho muito bom na composição do filme. Com uma banda-sonora eclética, o realizador utiliza-a de forma bastante interessante, seja com os urbano-depressivo Depeche Mode a complementarem uma tentativa de suicídio, seja com uma banda tradicional turca a servir de equilíbrio estrutural e a recordar as raízes turcas escondidas dos dois protagonistas, ou seja com um poster dos Souxsie And The Banshee a ilustrar a rebeldia de uma geração consciente de uma nova liberdade.
O melhor do filme acaba mesmo por ser os dois actores, Birol Ünel e Sibel Kekilli, ambos com uma prestação notável, o primeiro num registo decadente de álcool, drogas e drama pessoal, e a segunda numa pose de diva rebelde, mergulhada de cabeça na vida como se esta tivesse sido recém-descoberta.

O problema de Head On - A Esposa Turca acaba por ser, contudo, a sua duração. A história estende-se por duas horas, trinta minutos a mais do que pedia. A intensidade começa a diluir-se quando Fatih Akin deixa de conseguir segurar o filme, tornando-se apenas num drama comum e vulgar.

Head On - A Esposa Turca é um filme inteligente, sugestionável por vezes, explícito por outras. Faz-nos sobretudo pensar; e perturba-nos. É claustrofóbico e incomodativo. A relembrar-nos que o amor pode ser uma doença quando nele julgamos ver a cura.
Não é uma obra-prima como muito apregoam, mas é um filme muito competente, o que nos dias que correm, é bastante considerável. O resultado reflecte-se assim num McBacon.

Posted by: dermot @ 7:43 da manhã
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sábado, maio 14, 2005  

MARTE ATACA!

Título: Mars Attack!
Realizador: Tim Burton
Ano: 1996


Dois anos após o bio-pic Ed Wood, talvez ainda fascinado pelo aclamado pior realizador de todos os tempos, Tim Burton assinou "o seu" filme de extraterrestres. No entanto, Marte Ataca! joga mais no campo da paródia do que no do tributo.
O resultado é um dos mais díspares filmes de Burton, no que diz respeito à opinião da crítica. Aqui no antro, alinha-se pela equipa dos admiradores do filme.

Tim Burton juntou um leque de grandes nomes de Hollywood. O resultado destas iniciativas nem sempre corre bem, mas no entanto, o registo despreocupado e divertido do próprio filme reflecte-se na prestação das estrelas. Em pouco tempo, Tim Burton consegue criar uma personagem suficientemente palpável e credível para cada um dos actores, criando assim um crossover de histórias que nem sempre justificam a sua presença.

Mas em Marte Ataca! nem sempre as coisas são para fazer sentido; ou pelo menos, não são para serem levadas a sério. O filme é uma paródia assumida em tons de absurdo e ridículo, não só aos clássicos da ficção-científica (alguém mencionou A Guerra Dos Mundos?), mas também aos filmes-catástrofe, que esconde ainda sobre a sua alçada, uma crítica moral à condição humana, de como o Homem é um ser impiedoso perante o Mundo que o rodeia.
Tim Burton debruça-se ainda sob a crítica social, construindo o seu crossover de histórias perante o panorama social norte-americano, desde o presidente da república (Jack Nicholson num dos seus dois papéis do filme, sempre genial), à classe alta (Sarah Jessica Parker e Michael J. Fox, que substituiu o actor-fetiche de Burton, Johnny Depp) e à classe média (Pam Grier e Jim Brown), não esquecendo a América redneck do interior (Jack Black e Lukas Haas).

Marte Ataca! não se serve só do divertimento absurdo e ridículo; serve-se também da violência desmedida. E tal como Kevin Smith usa, sem pudor, um genocídio em nome de Deus, no seu Dogma, Tim Burton recorre a massacres brutais indiscriminados, quer seja da primeira dama, quer seja do parlamento norte-americano.

Marte Ataca! é um must to see, sujeito a várias definições, a qual o leitor escolherá a que lhe parecer mais adequada. A saber:
- é a faceta negra de O Dia Da Independência - a sua antítese divertida;
- é uma versão de A Guerra Dos Mundos, cruzada com a violência de Laranja Mecânica e o non-sense de Animaniacs;
- é um McRoyal Deluxe com direito a brinde, de modo a levar as paessoas a provar, de modo a tirarem as suas próprias elações.

Posted by: dermot @ 10:45 da tarde
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sexta-feira, maio 13, 2005  

ASSALTO À ESQUADRA 13:

Título: Assault On Precinct 13
Realizador: John Carpenter
Ano: 1976


Em 1976, um jovem desconhecido realizador com uma então inexpressiva folha de serviço, com um modesto orçamento, assinava um razoável êxito de bilheteira. O filme era Assalto À Esquadra 13 e o jovem realizador era John Carpenter. E o resto é história.
Carpenter redefinira novos rumos paa o cinema de acção e de suspense, tal como viria a fazer com o cinema fantástico, onde se tornou um dos nomes mais respeitados do cinema.

Assalto À Esquadra 13 é um western adaptado e estilizado à sociedade urbana do século XX; aliás, é mesmo uma adaptação de Rio Bravo. Só que aqui, o forte sitiado é substituído por uma esquadra sitiada.
A esquadra 9 da divisão 13, a poucos dias de encerrar portas, vê-se cercada por uma gangue de terroristas fanáticos, em busca de vingança cega pela morte dos seus irmãos de sangue - olho por olho, dente por dente. No interior, apenas resistem três pessoas: o tenente Bishop (Austin Stoker), o criminoso Napoleon Wilson (Darwin Joston) e a secretária Leigh (Laurie Zimmer).

Carpenter não homenageia só os westerns clássicos; recria um par de heróis, um negro e outro branco, como em A Noite Dos Mortos-Vivos, mas po-los a combater com humanos impiedosos e sangrentos, o que torna o ambiente ainda mais assustador. E o bairro de Anderson, que faria a Cova da Moura parecer um paraíso, é o cenário escolhido para o panorama urbano quase pós-apocalíptico, que Carpenter levaria ao extremo em Fuga De Nova Iorque, funcionando como uma metáfora crítica à guerra do Vietname, que eclodira nos anos 70 e que se tornara numa fonte comum de inspiração artística.

Com um grupo de actores desconhecidos, que abandonam desde início grandes pretensões e expectativas (dos quais, porém, apenas Laurie Zimmer pode-se dizer que está realmente mal, uma vez que não conseguimos dizer se o seu inexpressivismo facial é sinónimo de coragem ou de uma overdose de valiums), Carpenter realizou um fantástico filme de baixo orçamento, onde transformou o cinema de série B em cinema menos ofensivo ao grande público, através de uma linha de narrativa mais consistente. Além disso, Assalto À Esquadra 13 abriu ainda as portagens para a auto-estrada do cinema de acção, que viria a explodir na década seguinte, ao criar autênticos pesos-pesados (leia-se action figures) como Schwarzenegger, Stallone ou Chuck Norris.
Assalto À Esquadra 13 reflecte ainda duas das principais características que vincam o trabalho do realizador norte-americano: os diálogos curtos e incisivos, de um humor mordaz, que Kurt Russell e Roddy Pipper souberarm tirar os melhores proveitos; e a banda-sonora primitiva, composta pelo próprio Carpenter.

Assalto À Esquadra 13 é o primeiro grande filme de acção, minimalista, cru, primitivo e nada sentimental. Um clássico de culto da sétima arte e uma das referências de Carpenter. E se pensarmos que tem o massacre explícito de uma miúda de cinco anos mais brutal da história do cinema, não conseguimos evitar de o desejar ver. Um McRoyal Deluxe que deve em muito à coragem desta dita cena.

Posted by: dermot @ 8:51 da manhã
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terça-feira, maio 10, 2005  

CRÓNICA DOS BONS MALANDROS:

Título: Crónica Dos Bons Malandros
Realizador: Fernando Lopes
Ano: 1984


Nos anos 80, Portugal conseguiu apanhar o autocarro cultural que lhe tinha escapado na década anterior, um pouco à semelhança do que sempre aconteceu na sua história.
Vivia uma geração socialmente activa, obcecada com as novas possibilidades da liberdade recém-conquistada ao fascismo em 1974, aquando da revolução dos cravos, que lhes permitia um contacto com a cultura pop que estava tão em voga.
Não foi só altura do chamado rock potuguês, dos GNR, dos UHF ou dos Táxi; foi altura também do novo cinema português, que tal como a música, também se perfilava como salvador cultural.

O sucesso de um certo livro ligeiro que marcava a estreia do jornalista Mário Zambujal na literatura, Crónica Dos Bons Malandros, serviu de pretexto para esta nova vaga. Fernando Lopes foi o escolhido para a adaptação e não se fez rogado, exteriorizando toda a sua liberdade criativa.
O resultado final, com o mesmo título do livro - Crónica dos Bons Malandros - foi, quiçá, um dos melhores filmes ligeiro português das últimas décadas. Mas daí até à opinião positiva, ainda vai um bom pedaço.

Revisitava-se então os clássicos heist movies, com um bando bem português de assaltantes, a quadrilha de Renato, O Pacífico (João Perry); ao seu lado perfilavam-se uma série de novas estrelas do cinema nacional: Nicolau Breyner, Lia Gama, Duarte nuno e Maria do Céu Guerra. Estes preparavam-se para o seu golpe final, aquele que lhes preparava um resto de vida agradável, sem preoucpações financeiras, talvez num qualquer paraíso perdido no Pacífico. Um mafioso italiano havia encomendado o roubo da colecção Lalique, do museu da fundação Gulbenkian e Renato magicava um mirabuloso plano, que envolvia uma cadeira de rodas e abelhas.

O filme é uma amálgama de ideias originais numa tentativa de modernizar o cinema português. No entanto, Fernando Lopes cai no paradoxo de exagerar nos planos longamente arrastados e nos planos fixos de carácter introspectivo, que são umas das principais características do cinema tradicional nacional.
Bem-disposto e descomplexado, Crónica Dos Bons Malandros é um excelente retrato de Portugal dos anos 80, dos penteados espampanantes, das roupas espalhafatosas, da Coca-Cola e dos cartazes a apelar ao voto a Eanes. Tentava-se fazer as coisas sem ser à português, fazer as coisas à pequenino. Mas era um passo que se devia dar um de cada vez e não logo um longo salto.

Apesar de ser um heist movie, Crónica Dos Bons Malandros vive das suas personagens e do retrato destas e só depois há o assalto. Mas nem Fernando Lopes é Quentin Tarantino, nem Crónica dos Bons Malandros é Cães Danados, e por isso, fazer um heist movie sem um assalto, é quase como dar facadas no próprio fígado por diversão.
Aqui, o assalto - catarse e essência do filme - é substituído por uma animação de tradição nórdica, das quais Vasco Granja fazia o favor de nos atormentar as tardes da nossa infância.

Crónica Dos Bons Malandros vinga assim pela contextualização socio-cultural que viveu e marcou; pelo retrato de época e pelo estilo do novo cinema português. Um divertido filme ligeiro, que se adequaria perfeitamente a um Dpuble Cheeseburger se na altura já se consumisse junk food; se procura no entanto, uma refeição mais saudável, é preferível ficar pelo livro de Mário Zambujal.

Posted by: dermot @ 7:53 da tarde
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quinta-feira, maio 05, 2005  

ENTREVISTA À LOJA GOOD N' EVIL:

O Good n’ Evil é um dos mais interessantes antros de perdição para qualquer cinéfilo que se preze. Além disso, é uma excelente alternativa às videotecas para os coleccionadores.
O Royale With Cheese tem o prazer de encetar conversa com Nuno Laginha, da loja Good n’ Evil.



Royale With Cheese – Afinal de contas, o que é realmente a Good n’ Evil?
Nuno Laginha - A Good n’Evil como referiu, é um antro de perdição para cinéfilos, coleccionadores e curiosos. É uma loja dedicada ao cinema fantástico, terror e ficção científica onde se poderá encontrar action- figures, estátuas, bustos, réplicas, naves, posters, etc…

RWC – Quais são os produtos mais procurados na Good n’ Evil? Ou seja, qual é o maior hype que actualmente invade o consumidor português?
NL - Neste momento Star Wars e Senhor dos Anéis.

RWC – Pessoalmente, quais são os produtos que mais aprecia e que faz(ia) questão de ter em sua casa?
NL - As estátuas e as réplicas à escala são o que aprecio mais é o caso - “Senhor dos Anéis e Star Wars”.Como coleccionador à largos anos passei de comprador compulsivo a comprador selectivo. Os produtos que compro têm que ter qualidade, pormenor, serem bastante limitados a nível mundial e claro, gostar da figura que compro.

RWC – É sabido que algumas peças podem atingir valores que algumas pessoas podem considerar exorbitantes. Qual foi o objecto mais valioso que a Good n’Evil já comercializou?
NL - A cabeça 1:1 do Alien.

RWC – A loja tem-se associado nos últimos tempos a alguns eventos cinematográficos, como foi o caso da recente exposição dos zombies de I’ll See You In My Dreams. Que projectos futuros se encontram em carteira?
NL - Para projectos futuros estaremos sempre abertos a este tipo de iniciativas, encontram-se já programados eventos que poderão agitar o ano de 2005. Mas isso é surpresa.

RWC – Presumo, por razões óbvios, que seja um perito no cinema fantástico e de ficção- científica. Quais são os títulos que considera essenciais em qualquer videoteca?
NL- Não considero que seja um perito, mas sim um aficionado em cinema fantástico e ficção científica e outros géneros. Como coleccionador comecei a dar prioridade ás edições de coleccionador. Poderei dar alguns exemplos:
- As séries completa dos Ficheiros Secretos em DVD
- Senhor dos Anéis - trilogia edição de coleccionador;
- Alien
- Star Wars
- The Book of Dead

RWC – No último ano assistiu-se a alguns projectos onde se cruzaram alguns dos mais famosos franchisings do mundo. Falo de Freddy vs Jason, de Alien vs Predator e da ideia abandonada de Alien vs Predator vs Ash. Na sua opinião, qual o cruzamento ideal para um futuro projecto a curto prazo?
NL- Considero que neste campo os últimos filmes não tenham sido felizes. Estes filmes cada vez estão mais “filme pipoca”. Devo dizer que fiquei bastante contente da ideia abandonada Alien vs Predator vs Ash, seria destruir o conceito de fantástico e culto para um registo de comédia. Deveria haver uma preocupação em contar uma história e não só uma salada de efeitos especiais em que a história passa a ser secundária.

RWC – Para terminar, uma última pergunta: Jason, Leather Face ou Michael Myers?
NL- Leather Face

Obrigado pelo tempo dispensado. Para os interessados, poderão dirigir-se à Good n’ Evil no endereço Rua da Rosa Nº 130 – 132, no Bairro Alto em Lisboa, ou através da morada da internet info@good-and-evil.net .

Posted by: dermot @ 7:11 da tarde
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O SEGREDO DOS PUNHAIS VOADORES:

Título: Shi Mian Mai Fu
Realizador: Yimou Zhang
ANo: 2004


A cultura oriental é completamente distinta da cultura ocidental, em todos os aspectos. E o cinema não é a excepção à regra.
Por isso, tentar compreender os excessos cinematográficos orientais sem nos contextualizarmos é como tentar perceber porque é que eles privilegiam a sombra em detrimento da luz, ao contrário de nós, ocidentais. Estes delírios extravagantes manipulados por cabos (e agora por computador também) não são uma paranóia chinesa, como muitos pensam; é sim, um hábito cinematográfico cultivado há muitos anos. Seja como for, é algo com o qual já nos habituamos no que diz respeito ao cinema oriental e ao fim dos primeiros dez minutos, já nos abstraímos completamente disso tudo, tal é o arrebatamento visual que o filme nos provoca.

O Segredo Dos Punhais Voadores é o regresso do realizador Yimou Zhang, depois de ter estabelecido um novo rumo para os filmes de artes-marciais, com o sucesso O Herói. Desta vez, o código e a honra é subsituído pelo amor, num misto de thriller político, à boa maneira de A Intérprete, e de tragédia de amor, como Noite Escura.

A Casa Dos Punhais Voadores é uma guilda secreta, durante a dinastia Tang da China Imperial, que se dedica a roubar aos ricos para dar aos pobres, numa sociedade corrupta e decadente. Esta política apesar de granjear bastantes simpatias junto do povo, despoleta ódios terríveis junto do poder real, o que os faz serem terrivelmente perseguidos pela polícia. E quando recai a suspeita que uma bailarina (Andy Lau) de uma casa de diversão pode ser membro da guilda, a polícia vai incubir Jin (Takeshi Kaneshiro) de uma missão complexa para a capturar.

Nesta versão Romeu E Julieta revisisted meets Robin Dos Bosques, tudo é poesia, numa cinematografia magistral, onde cada plano é um delírio visual cromático assombroso e em que cada batalha é uma dança coreografada de maneira apaixonante. Até o sangue, digitalmente acrescentado a cores vivas, é como explosões de flores, à boa maneira de Takeshi Kitano.
O Segredo Dos Punhais Voadores é o típico filme chinês, mas em que Yimou Zhang esteve atento ao cinema ocidental e decidiu experimentar os twists finais em catadupa. E é isso que transforma o filme numa história de amor, ao contrário do que poderia parecer de início.

Apesar de ser um filme oriental característico, acabamos por reconhecer a maioria dos pormenores, através de outros produtos exportados. Ora vejamos: o espírito de Robin dos Bosques, tão apreciados por terras do sol nascente e explanado várias vezes no heróis Macaco De Ferro; a imagem do cego, mas hábil lutador, que nos habituámos a ver em Zaitochi; o próprio bordel oriental, que vimos numa versão estilizada para ocidental ver, em O Dragão Ataca; e até a épica batalha no campo de bambus, que é quase uma obrigatoriedade nos filmes orientais.

O que irrita sobranceiramente em O Segredo Dos Punhais Voadores é que não é só o delírio visual que é fora de série. É que podíamos pensar que o filme vale só pelo seu valor visual, mas não; o próprio filme é uma intriga e uma tragédia de proporções quase épicas, como só os chineses o sabem fazer.
E só por qualquer má-disposição matinal, é que se fica pelo saboroso Le Big Mac.

Posted by: dermot @ 7:38 da manhã
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quarta-feira, maio 04, 2005  

21. FESTRÓIA:

Entrámos em contagem decrescente para a edição deste ano do Festróia - Festival Internacional de Cinema de Setúbal - que este ano celebra o seu 21º aniversário, dos dias 28 de Maio a 5 de Junho. O festival foi apresentado oficialmente, em conferência de imprensa, no passado dia 2.

A edição do certame deste ano, para além da habitual secção oficial (que premeia obras provenientes de países que produzem menos de trinta filmes por ano), da secção Primeiras Obras, do retorno da secção Independentes Americanos e da secção O Homem E A Natureza (para filmes cuja temática incida sobre os valores e património histórico e cultural do Homem), apresenta ainda um tributo à Finlândia, os nomeados ao Fassbinder Awards, uma retrospectiva sobre o moderno cinema moçambicano, uma selecção de curtas de três países - País Basco, França e Holanda - e uma secção dedicada ao melhor do cinema português do ano transacto.

Paralelo ao festival, decorrerá ainda um seminário internacional sobre novos talentos, escolas-atelier de cinema e, na cerimónia de abertura, serão apresentados pelas primeira vez em Portugal, os mais recentes talentosos actores europeus, designados por Shooting Stars, grupo do qual está inserida a nossa Marisa Cruz.

Para consultar o programa oficial ou qualquer outra informação, basta visitar a página oficial do Festróia.
Poderão ainda acompanhar o desenrolar do festival de perto aqui no Royale With Cheese, que voltará a apoiar um dos mais importantes festivais de cinema de Portugal.

Posted by: dermot @ 1:23 da tarde
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segunda-feira, maio 02, 2005  

O CONDENADO:

Título: The Woodsman
Realizador: Nicole Kassell
Ano: 2004


Dos fracos e oprimidos não reza a história; mas o cinema, não faz nenhuma distinção. Desde o início que o cinema sempre contou a história dos heróis, das lendas, dos artistas e dos notáveis, mas também dos vilões, dos assassinos, dos vulgares e dos condenáveis. Em O Condenado a história reza acerca de um pedófilo que acaba de cumprir uma pena de doze anos de prisão.

Kevin Bacon volta a estar envolvido no tema difícil da pedofilia, mas ao contrário de Sleepers – Sentimento De Revolta, aparece do lado de lá da barricada; ou seja, desta vez, Bacon é o próprio pedófilo.
Mas o que é um pedófilo? Um assassino sem escrúpulos que molesta criancinhas de todas as idades, sejam elas parentes, amigas ou simples desconhecidas? Ou uma vítima das suas próprias tendências, um doente que precisa de acompanhamento e de ajuda? Nicole Kassell não dá a resposta, mas aborda o tema sob o ponto de vista do pedófilo, na sua difícil tentativa de reinserção na sociedade, sujeito a repressão, censura e descriminação.

Se neste antro me dedicasse a resumir filmes inteiros a uma simples palavra, O Condenado teria a simples tarefa de ser substituído por “contido”. O Condenado é um filme contido em todos os aspectos: as lágrimas são sempre contidas, a fúria é sempre contida e até os momentos mais perturbadores são contidos. Quando Walter (Kevin Bacon) aborda uma miúda (Hannah Pilkes) no jardim, naquela que é a cena mais incomodativa do filme, a extrema contenção de recursos acaba por tirar toda a tensão da cena. No entanto, de quando em vez, Nicole Kassell aposta numa montagem original, que apesar de resultar na maioria das vezes, também falha descaradamente, nomeadamente nas cenas de autocarro.
A contribuir para toda esta contenção está Kevin Bacon, num underacting soberbo, que se não lhe valeu sequer a nomeação para o Óscar, pelo menos valeu-lhe por completo todo o próximo parágrafo.

Kevin Bacon é um actor de amores extremos: ou se adora ou se odeia. E sinceramente, não é muito difícil alinhar pela segunda. Não é tanto pelas suas faculdades representativas, mas pela sua expressão insonsa e malvada. Além disso, é um actor com um currículo demasiado extenso (quem nunca conferiu o chamado oráculo Bacon), que o fazem alternar magníficos filmes (alguém mencionou Mystic River, Footlose ou JFK?) com outros para esquecer (alguém mencionou O Homem Invisível ou Linha Mortal?).
Em O Condenado, Bacon assina quiçá, o seu melhr papel até à data. Numa contenção representativa magistral, representa com os olhos, exprimindo toda a sua dor de inadaptado e a sua revolta interior.
Uma coisa é certa: o ódio que se pode ter ao actor norte-americano não pode provir nunca das suas capacidades enquanto actor.

Do resto do elenco, Kyra Sedgwick (sua esposa na vida real) acaba por ser o elo mais fraco, muito por culpa do guião, que a transforma numa amante quase por coveniência do que por necessidade.
Os próprios rappers (que assustadoramente, continuam a invadir Hollywood, às vezes com bons resultados, mas na maioria das vezes com maus), Eve e Mos Def, assinam agradáveis representações, nomeadamente o segundo, apesar da pouca credibilidade para polícia.

O Condenado é um bom filme, mas que é demasiado contido. A sua estratégia passava por aí, mas o argumento pedia cenas mais incomodativas e perturbadoras, explicitamente. E depois o final, em que ficamos até com a sensação que chega antes do filme acabar.
É a representação de Bacon que o faz chegar ao McChicken.

Posted by: dermot @ 9:05 da manhã
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COTAÇÃO:
10 - Royale With Cheese
9 - Le Big Mac
8 - McRoyal Deluxe
7 - McBacon
6 - McChicken
5 - Double Cheeseburger
4 - Cheeseburger
3 - Caixinha de 500 paus (Happy Meal)
2 - Hamburga de Choco
1 - Pão com Manteiga

TAKE:
Take - cinema magazine | take.com.pt


ARE YOU TALKING TO ME:
DUELO AO SOL
CLARENCE HAD A LITTLE LAMB
GONN1000
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ANTESTREIA
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ARE YOU TALKIN' TO ME?
cinephilus@mail.pt


CRÍTICAS:
- A Armadilha
- A Arte De Pensar Negativamente
- A Árvore Da Vida
- A Balada de Jack And Rose
- A Bela E O Paparazzo
- A Boda
- À Boleia Pela Galáxia
- A Cabana Do Medo
- A Cela
- A Canção De Lisboa
- A Cara Que Mereces
- A Casa Dos 1000 Cadáveres
- A Casa Maldita
- A Cidade Dos Malditos
- A Ciência Dos Sonhos
- A Comunidade
- A Cor Do Dinheiro
- A Costa Dos Murmúrios
- A Criança
- A Dália Negra
- A Dama De Honor
- A Descida
- A Duquesa
- À Dúzia É Mais Barato
- A Encruzilhada
- A Estrada
- A Estranha Em Mim
- A Frieza Da Luz
- A Fúria Do Dragão
- A História De Uma Abelha
- A Honra Da Família
- A Janela (Maryalva Mix)
- A Lagoa Azul
- A Lenda Da Floresta
- A Liga Dos Cavalheiros Extraordinários
- A Lista De Schindler
- A Lojinha Dos Horrores
- A Mais Louca Odisseia No Espaço
- A Maldição Da Flor Dourada
- A Mansão
- A Maravilhosa Aventura De Charlie
- A Marcha Dos Pinguins
- A Máscara
- A Máscara De Cristal
- A Menina Jagoda No Supermercado
- A Minha Bela Lavandaria
- A Minha Vida Sem Mim
- A Morte Do Senhor Lazarescu
- A Mosca
- A Mulher Do Astronauta
- A Mulher Que Viveu Duas Vezes
- A Múmia
- A Noiva Cadáver
- A Noiva Estava De Luto
- A Origem
- A Outra Margem
- A Paixão De Cristo
- A Pele Onde Eu Vivo
- A Pequena Loja Dos Horrores
- A Prairie Home Companion - Bastidores Da Rádio
- A Presa
- À Procura Da Terra Do Nunca
- A Promessa
- À Prova De Morte
- A Rainha
- A Rai­nha Africana
- A Raiz Do Medo
- A Rapariga Santa
- A Rede Social
- A Religiosa Portuguesa
- A Ressaca
- A Residencial Espanhola
- A Sangue Frio
- A Secretária
- A Semente Do Diabo
- A Senhora Da Água
- A Severa
- A Sombra Do Caçador
- A Sombra Do Samurai
- A Tempestade No Meu Coração
- A Tempo E Horas
- A Torre Do Inferno
- A Turma
- A Última Famel
- A Última Tentação De Cristo
- A Valsa Com Bashir
- A Verdadeira História De Jack, O Estripador
- A Viagem De Chihiro
- A Viagem De Iszka
- A Vida De Brian
- A Vida É Um Jogo
- A Vida É Um Milagre
- A Vida Em Directo
- A Vida Secreta Das Palavras
- A Vila
- A Vítima Do Medo
- A Vizinha Do Lado
- A Volta Ao Mundo Em 80 Dias
- Aberto Até De Madrugada
- Abraços Desfeitos
- Acção Total
- Aconteceu No Oeste
- Across The Universe
- Actividade Paranormal
- Acusado
- Adam Renascido
- Admitido
- Adriana
- Aelita
- Ágora
- Água Aos Elefantes
- Air Guitar Nation
- Albert, O Gordo
- Aldeia Da Roupa Branca
- Alice
- Alice In Acidland
- Alice No País Das Maravilhas
- Alien - O Oitavo Passageiro
- Aliens - O Reencontro Final
- Alien - A Desforra
- Alien - O Regresso
- Alien Vs. Predador
- Alien Autopsy
- Alma Em Paz
- Almoço De 15 De Agosto
- Alphaville
- Alta Fidelidade
- Alta Golpada
- Alta Tensão
- Alucinação
- Amália
- Amarcord
- American Movie
- American Splendor
- Amor À Queima-Roupa
- Amor De Verão
- Amor E Corridas
- Amor E Vacas
- Amor Em Las Vegas
- Amor Ou Consequência
- And Soon The Darkness
- Angel-A
- Animal
- Annie Hall
- Anónimo
- Antes Do Anoitecer
- Antes Que O Diabo Saiba Que Morreste
- Anticristo
- Anvil! The True Story of Anvil
- Anytinhig Else - A Vida E Tudo Mais
- Appaloosa
- Apocalypto
- Aquele Querido Mês De Agosto
- Aracnofobia
- Aragami
- Arizona Dream
- Armin
- Arséne Lupin - O Ladrão Sedutor
- As Asas Do Desejo
- As Aventuras De Jack Burton Nas Garras Do Mandarim
- As Aventuras De Tintim - O Segredo Do Licorne
- As Aventuras Do Príncipe Achmed
- As Bandeiras Dos Nossos Pais
- As Bonecas Russas
- As Canções De Amor
- As Crónicas De Narnia - O Leão, A Feiticeira E O Guarda-Roupa
- As Diabólicas
- As Ervas Daninhas
- As Invasões Bárbaras
- As Lágrimas Do Tigre Negro
- As Leis Da Atracção
- As Noites Loucas Do Dr. Jerryll
- As Penas Do Desejo
- As Tartarugas Também Voam
- As Vidas Dos Outros
- Aberto Até De Madrugada
- Assalto À Esquadra 13 (1976)
- Assalto À Esquadra 13 (2005)
- Assalto Ao Santa Maria
- Assassinos Natos
- Ata-me
- Até Ao Inferno
- Até Ao Limite Do Terror
- Atraídos Pelo Crime
- Através Da Noite
- Attack Of The 50 Foot Woman
- Aurora
- Austrália
- Autocarro 174
- Avatar
- Aviva, Meu Amor
- Aztec Rex
- Azul Metálico

- Babel
- Backbeat, Geração Inquieta
- Balas E Bolinhos - O Regresso
- Balbúrdia No Oeste
- Bando À Parte
- Baraka
- Barbarella
- Barreira Invisí­vel
- Batman
- Batman Regressa
- Batman - O Início
- Be Cool
- Beijing Bastards
- Belleville Rendez-Vouz
- Bem-vindo À Zombieland
- Bem-vindo Ao Norte
- Berlin 36
- Birth - O Mistério
- Biutiful
- Black Sheep
- Black Snake Moan - A Redenção
- Blade Runner - Perigo Iminente
- Blueberry
- Boa Noite E Boa Sorte
- Bobby Darin - O Amor É Eterno
- Body Rice
- Bombom
- Bom Dia Noite
- Bom Dia Vietnam
- Bonnie E Clyde
- Boogie Nights
- Borat
- Brasil - O Outro Lado Do Sonho
- Breakfast On Pluto
- Brincadeiras Perigosas (2007)
- Brisa De Mudança
- Bronson
- Bruce, O Todo-poderoso
- Bruiser - O Rosto Da Vingança
- Bruno
- Buffalo 66
- Bubba Ho-Tep
- Bullit
- Bunker Palace Hotel
- Buried
- Busca Implacável
- Bz, Viagem Alucinante

- Cadillac Records
- Cães Danados
- Cães De Palha
- Café E Cigarros
- Call Girl
- Camino
- Capitão Alatriste
- Capitão América - O Primeiro Vingador
- Capote
- Carrie
- Cartas Ao Padre Jacob
- Cartas De Iwo Jima
- Casa De Loucos
- Casablanca
- Casino Royale
- Catwoman
- Cavalo De Guerra
- Cemitério Vivo
- Censurado
- Centurion
- Charlie E A Fábrica De Chocolate
- Che - Guerrilha
- Che - O Argentino
- Chemical Wedding
- Chéri
- Chinatown
- Chocolate
- Choke - Asfixia
- Chovem Almôndegas
- Christine - O Carro Assassino
- Cidade Fria
- Cinco Dias, Cinco Noites
- Cinema Paraíso
- Cinerama
- Cisne Negro
- Clube De Combate
- Coco Avant Chanel
- Coisa Ruim
- Cold Mountain
- Cold Weather
- Colete De Forças
- Colisão
- Com Outra? Nem Morta!
- Comboios Rigorosamente Vigiados
- Comer Orar Amar
- Complexo - Universo Paralelo
- Conan, O Bárbaro
- Contrato
- Control
- Controle
- Coração De Cavaleiro
- Coração De Gelo
- Coração Selvagem
- Corações De Aço
- Coragem De Mãe: Confrontando O Autismo
- Corre Lola Corre
- Correio De Risco
- Correio De Risco 3
- Corrida Contra O Futuro
- Corrupção
- Cozinhando A História
- Crank - Veneno No Sangue
- Crank - Alta Voltagem
- Cremaster
- Crime Ferpeito
- Crippled Masters
- Cristóvão Colombo - O Enigma
- Crónica Dos Bons Malandros
- Crueldade Intolerável
- Cubo
- Culture Boy
- Cypher
- Cyrano de Bergerac (1950)

- Daisy Town
- Dallas
- Danny The Dog - Força Destruidora
- Daqui P'ra Frente
- Dark City - Cidade Misteriosa
- De Cabeça Para Baixo
- De Homem Para Homem
- De Olhos Abertos
- De Olhos Bem Fechados
- De Sepultura Em Sepultura
- De Tanto Bater O Meu Coração Parou
- De-Lovely
- Delhi Belly
- Dead Snow
- Death Race 2000
- Deixa-me Entrar
- Delicatessen
- Demolidor - O Homem Sem Medo
- Dentro Da Garganta Funda
- Depois Do Casamento
- Destruir Depois De Ler
- Diamante De Sangue
- Diário Dos Mortos
- Diários De Che Guevara
- Dias De Futebol
- Dick E Jane - Ladrões Sem Jeito
- Dictado
- Die Hard 4.0 - Viver Ou Morrer
- Die You Zombie Bastards!
- Dogma
- Domino
- Don Juan DeMarco
- Donnie Brasco
- Doom - Sobrevivência
- Doomsday - Juízo Final
- Dorian Gray
- Dot.Com
- Dr. Estranhoamor
- Drácula 2001
- Drácula De Bram Stoker
- Drive - Risco Duplo
- Dreamgirls
- Duas Mulheres

- É Na Terra Não É Na Lua
- Easy A
- Easy Rider
- Eduardo Mãos De Tesoura
- Efeito Borboleta
- El Mariachi
- El Topo
- Ela Odeia-me
- Eles
- Eles Vivem
- Elvis
- Em Bruges
- Em Busca Da Felicidade
- Em Carne Viva
- Em Liberdade
- Em Nome De Caim
- Em Nome De Deus
- Em Paris
- Em Privado
- Embargo
- Encarnação Do Demónio
- Encontros Em Nova Iorque
- Encrenca Dupla
- Encurralada
- Ensaio Sobre A Cegueira
- Enterrado Na Areia
- Entre Os Dedos
- Entrevista
- Equilibrium
- Era Uma Vez No México
- Eraserhead - No Céu Tudo É Perfeito
- Escola De Criminosos
- Escolha Mortal
- Esporas De Aço
- Estado De Guerra
- Estamos Vivos
- Este É O Meu Lugar
- Este País Não É Para Velhos
- Estômago
- Estrada Perdida
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- Estrellita
- Eu Amo-te Phillip Morris
- Eu, Peter Sellers
- Eu Sou A Lenda
- Eu Sou Evadido
- Eu, Tu E Todos Os Que Conhecemos
- Everything Must Go
- Evil Dead - A Noite Dos Mortos-Vivos
- Evil Dead 2 - A Morte Chega De Madrugada
- Evil Dead 3 - O Exército Das Trevas
- Ex-Drummer
- Exterminador Implacável 1
- Exterminador Implacável 2 - O Dia Do Julgamento Final
- Exterminador Implacável 3 - Ascensão Das Máquinas
- Exterminador Implacável 4 - A Salvação

- Factory Girl - Quando Edie Conheceu Warhol
- Factotum
- Fados
- Fahrenheit 9/11
- Falso Alarme
- Fando E Lis
- Fantasmas De Marte
- Fargo
- Faster, Pussycat! Kill! Kill!
- Fausto 5.0
- Favores Em Cadeia
- Felicidade
- Feliz Natal
- Férias No Harém
- Festival Rocky De Terror
- Ficheiros Secretos: Quero Acreditar
- Fim De Ano Em Split
- Fim-De-Semana Alucinante
- Final Cut - A Última Memória
- Fish Tank
- Florbela
- Flores Partidas
- Fome
- Footloose - A Música Está Do Teu Lado
- Força Delta
- Forrest Gump
- Freddy Vs. Jason
- Frenético
- Frida
- Frost/Nixon
- Fruto Proibido
- Fuga De Los Angeles
- Fuga Para A Vitória
- Fur - Um Retrato Imaginário De Diane Arbus
- Fúria Cega
- Fúria De Viver
- Fúria Silenciosa

- Gabrielle
- Gainsbourg - Vida Heróica
- Gang Dos Tubarões
- Gangs de Nova Iorque
- Garden State
- Génova
- GI Joe - O Ataque Dos Cobra
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- Gosford Park
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- Gru - O Maldisposto
- Guerra Dos Mundos (2005)
- Guerra Dos Mundos (1953)

- Há Lodo No Cais
- Hairspray
- Half Nelson - Encurralados
- Hard Candy
- Harley Davidson E O Cowboy Do Asfalto
- Harold E Maude
- Harry Brown
- Haverá Sangue
- Hawai Azul
- He-Man - Mestres Do Universo
- Head On - A Esposa Turca
- Heartbreak Hotel
- Hell Ride
- Hellboy
- Hellboy 2: O Exército Dourado
- Helter Skelter - O Caso De Sharon Tate
- Henry E June
- Hereafter - Outra Vida
- Hiena
- História De Duas Irmãs
- História De Um Fotógrafo
- Hobo With A Shotgunbr> - Hollywood Ending
- Homem Aranha
- Homem Aranha 2
- Homem Aranha 3
- Homem De Ferro
- Homem Demolidor
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- Homens De Negro
- Homens De Negro 2
- Homens Que Matam Cabras Só Com O Olhar
- Hostel
- Hostel 2
- Hot Fuzz - Esquadrão De Província
- Howl - Grito
- Hugo

- I Am Sam - A Força Do Amor
- I Spit On Your Grave
- I'll See You In My Dreams
- Iluminados Pelo Fogo
- I'm Still Here
- I Wanna Hold Your Hand
- Imitação Da Vida
- Imortal
- In Search Of A Midnight Kiss
- Indiana Jones E O Reino Da Caveira De Cristal
- Indomável
- Infiltrado
- Inimigos Públicos
- INLAND EMPIRE
- Inquietos
- Insidioso
- Insónia
- Intervenção Divina
- Intriga Internacional
- Invictus
- Irmão, Onde Estás?
- It
- It Might Get Loud
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- Jack Ketchum's The Girl Next Door
- Jackass 2
- Jackass 3D
- Jackie Brown
- Jacuzzi - O Desastre Do Tempo
- James Bond - Agente Secreto
- James Bond - Casino Royale
- James Bond - Quantum Of Solace
- Janela Indiscreta (1954)
- Janela Indiscreta (1998)
- Janela Secreta
- JCVD
- Joga Como Beckham
- John Rambo
- Jonestown - The Life And Death Of Peoples Temple
- Jovens Rebeldes - A Verdadeira História
- Julgamento
- Julie E Julia
- Juno
- Juventude Em Marcha
- Juventude Tardia

- Kalifórnia
- Kandahar
- Karate Kid
- Katyn
- Kenny
- Kick Ass - O Novo Super-herói
- Kids - Miúdos
- Kill Bill vol.2
- King Kong (2005)
- Kiss Kiss Bang Bang
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- Klimt
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- Kung-Fu-Zão
- Kung Pow - Punhos Loucos

- La Jetée
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- Ladrões
- Lady Snowblood
- Laranja Mecânica
- Last Days - Os Últimos Dias
- Lavado Em Lágrimas
- Lemmy
- Léon, O Profissional
- Lichter
- Lindas Encrencas As Garotas
- Lobos
- Longe Da Terra Queimada
- Lost In Translation - O Amor É Um Lugar Estranho
- Lua De Mel, Lua De Fel
- Lucifer Rising
- Lucky Luke
- Lucky Number Slevin - Há Dias De Azar

- M - Matou!
- Má Educação
- Machete
- Madrigal
- Maldito United
- Mamma Mia
- Manhattan
- Manô
- Mamonas Pra Sempre
- Mar Adentro
- Maria E As Outras
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- Matança De Natal
- Match Point
- Matou A Família E Foi Ao Cinem
- McQuade, O Lobo Solitário
- Meia-Noite Em Paris
- Meio Metro De Pedra
- Melancolia
- Melinda E Melinda
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- Mephisto
- Metrópolis
- Meu Nome É Bruce
- Miami Vice
- Milhões
- Milk
- Millenium 1. Os Homens Que Odeiam As Mulheres
- Million Dollar Baby - Sonhos Vencidos
- Minha Mãe
- Minha Terra
- Misery - Capí­tulo Final
- Missão A Marte
- Missão Impossí­vel 3
- Missão Impossível - Missão Fantasma
- Missão Solar
- Mistérios De Lisboa
- Momentos Agradáveis
- Moneyball - Jogada De Risco
- Monsters - Zona Interdita
- Monstro
- Monty Phyton E O Cálice Sagradi
- Morte Cerebral
- Morte De Um Presidente
- Movimentos Perpétuos
- Mr. E Mrs. Smith
- Mrs. Henderson Presents
- Muito Bem, Obrigado
- Mulholland Drive
- Mundo Fantasma
- Mundos Separados
- Munique
- Murderball - Espírito De Combate
- Murish
- Mutilados
- Mysterious Skin

- Na Cama
- Nacho Libre
- Não Estou Aí
- Napoleon Dynamite
- Nas Costas Do Diabo
- Nas Nuvens
- Needle
- Nico: À Margem Da Lei
- Ninguém Sabe
- Nixon
- No Limite Do Amor
- No Vale De Elah
- Noite De Agosto
- Noite Escura
- Noivos Sangrentos
- Nome De Código: Cloverfield
- Northfork
- Nosferatu, O Vampiro
- Nothing
- Nova Iorque 1997
- Nove Raínhas
- Nunca Digas Sim

- O Acontecimento
- O Agente Da Broadway
- O Lugar Do Morto
- O Americano
- O Amor Acontece
- O Anjo Exterminador
- O Anti-Pai Natal
- O Artista
- O Assassínio De Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford
- O Assassí­nio De Richard Nixon
- O Batedor
- O Bom Alemão
- O Bom, O Mau E O Vilão
- O Cabo Do Medo
- O Caminho De São Diego
- O Cão, O General E Os Pássaros
- O Capacete Dourado
- O Castelo Andante
- O Castor
- O Cavaleiro Das Trevas
- O China
- O Cobrador
- O Código Da Vinci
- O Comboio Dos Mortos
- O Comboio Mistério
- O Condenado
- O Couraçado Potemkin
- O Cowboy Da Meia-Noite
- O Crepúsculo Dos Deuses
- O Dedo De Deus
- O Delator!
- O Demónio
- O Despertar Da Besta
- O Despertar Da Mente
- O Deus Da Carnificina
- O Deus Elefante
- O Dia Em Que A Terra Parou (1951)
- O Dia Em Que A Terra Parou (2008)
- O Dia Da Besta
- O Discurso Do Rei
- O Enigma Do Espaço
- O Estranho Caso De Benjamin Button
- O Estranho Mundo De Jack
- O Evangelho Segundo São Mateus
- O Exorcista
- O Fatalista
- O Feiticeiro De Oz
- O Feitiço Do Tempo
- O Fiél Jardineiro
- O Gabinete Das Figuras De Cera
- O Gabinete Do Dr. Caligari
- O Gato Das Botas
- O Génio Do Mal (1976)
- O Grande Peixe
- O Grande Ditador
- O Guerreiro
- O Homem Duplo
- O Homem Que Copiava
- O Homem Que Sabia Demasiado
- O Homem Que Veio Do Futuro
- O Idealista
- O Jogo
- O Júri
- O Imperador Da Califórnia
- O Inquilino
- O Justiceiro Da Noite
- O Labirinto Do Fauno
- O Laço Branco
- O Lado Selvagem
- O Lago Perfeito
- O Leopardo
- O Livro Negro
- O Lobo Do Mar
- O Macaco De Ferro
- O Maquinista
- O Marinheiro De Água Doce
- O Menino De Ouro
- O Meu Tio
- O Milagre De Berna
- O Milagre Segundo Salomé
- O Mistério Galindez
- O Monstro Da Lagoa Negra
- O Mundo A Seus Pés
- O Nevoeiro (1980)
- O Ofício De Matar
- O Olho
- O Orfanato
- O Paciente Inglês
- O Padrinho - Parte I
- O Padrinho - Parte II
- O Padrinho - Parte III
- O Panda Do Kung Fu
- O Panda Do Kung Fu 2
- O Pesadelo De Darwin
- O Pistoleiro Do Diabo
- O Planeta Selvagem
- O Pó Dos Tempos
- O Portador Da Espada
- O Presidiário
- O Prisioneiro Do Rock
- O Protegido
- O Próximo A Abater
- O Quinto Elemento
- O Quinto Império
- O Regresso
- O Rei Dos Gazeteiros
- O Reino Proibido
- O Ritual
- O Ritual Dos Sádicos
- O Sabor Do Amor
- O Sargento Da Força Um
- O Segredo A Brokeback Mountain
- O Segredo De Um Cuscuz
- O Segredo Dos Punhais Voadores
- O Selvagem
- O Sentido Da Vida
- O Sétimo Selo
- O Sítio Das Coisas Selvagens
- O Sonho Comanda A Vida
- O Sonho De Cassandra
- O Sorriso De Mona Lisa
- O Tempo Do Lobo
- O Tesouro Da Sierra Madre
- O Tigre E A Neve
- O Tio Boonmee Que Se Lembra Das Suas Vidas Anteriores
- O Triunfo Da Vontade
- O Turista
- O Último Airbender
- O Último Grande Herói
- O Último Rei Da Escócia
- O Último Tango Em Paris
- O Último Voo Do Flamingo
- O Vingador Tóxico
- O Wrestler
- Ocean's Eleven - Façam As Vossas Apostas
- Odete
- Oldboy - Velho Amigo
- Olho Mágico
- Oliver Twist
- Ônibus 174
- Orca
- Órfã
- Os Amantes Regulares
- Os Amigos De Alex
- Os Bons E Os Maus
- Os Caça-Fantasmas
- Os Cavaleiros Do Asfalto
- Os Chapéus De Chuva De Cherburgo
- Os Cinco Venenos
- Os Clãs Da Intriga
- Os Condenados De Shawshank
- Os Descendentes
- Os Edukadores
- Os Famosos E Os Duendes Da Morte
- Os Filhos Do Homem
- Os Friedmans
- Os Guardiões Da Noite
- Os Homens Preferem As Loiras
- Os Imortais
- Os Inadaptados
- Os Índios Apache
- Os Invisíveis
- Os Irmãos Grimm
- Os Limites Do Controlo
- Os Marginais
- Os Mercenários
- Os Miúdos Estão Bem
- Os Novos Dez Mandamentos
- Os Olhos Da Serpente
- Os Olhos Sem Rosto
- Os Onze De Oceano
- Os Optimistas
- Os Pássaros
- Os Produtores (2005)
- Os Psico-Detectives
- Os Rapazes Da Noite
- Os Rapazes Não Choram
- Os Renegados Do Diabo
- Os Rutles - All You Need Is Cash
- Os Selvagens Da Noite
- Os Simpsons - O Filme
- Os Sonhadores
- Os Sorrisos Do Destino
- Os Super-Heróis
- Os Supeitos Do Costume
- Os Três Enterros De Um Homem
-Os Visistantes Da Idade Média
- Os 300 Espartanos

- Pagafantas
- Palpitações
- Papillon
- Para Onde O Vento Sopra
- Parada De Monstros
- Paraíso, Inferno... Terra
- Paranoid Park
- Paris Je T'Aime
- Party Monster
- Pecados Íntimos
- Pele
- Pequenas Mentiras Entre Amigos
- Performance
- Perigo Na Noite
- Perto Demais
- Pesadelo Em Elm Street
- Pink Floyd The Wall
- Piranha 3D
- Piratas Das Caraíbas - O Mistério do Pérola Negra
- Piratas Das Caraí­bas - O Cofre Do Homem Morto
- Piratas Das Caraíbas - Nos Confins Do Mundo
- Planeta Dos Macacos
- Planeta Dos Macacos: A Origem
- Planeta Terror
- Plano 9 Dos Vampiros Zombies
- Polaróides Urbanas
- Polí­cia Sem Lei (1992)
- Polícia Sem Lei (2009)
- Poltergeist, O Fenómeno
- Ponto De Mira
- Por Favor Rebobine
- Por Favor Não Me Morda O Pescoço
- Porcos & Selvagens
- Posto Fronteiriço
- Precious
- Predadores
- Presente De Morte
- Preto E Branco
- Primer
- Príncipe Da Pérsia - As Areias Do Tempo
- Procurado
- Profissão: Repórter
- Promessas Proibidas
- Proposta Indecente
- Proteger
- Psico
- Psicopata Americano
- Pulp Fiction
- Pulsação Zero
- Punch-Drunk Love - Embriagado De Amor
- Purana Mandir
- Purple Rain

- Quando Viste O Teu Pai Pela Última Vez
- Quarentena
- Quarteto Fantástico (1994)
- Quarteto Fantástico (2005)
- Quase Famosos
- Quatro Noites Com Anna
- Que Lugar Maravilhoso
- Que Se Mueran Los Feos
- Queijo E Marmelada
- Quem Quer Ser Bilionário
- Querida Famí­lia
- Querida Wendy

- R
- Rapariga Com Brinco De Pérola
- Rare Exports
- Ratatui
- Ratos Assassinos
- Ray
- [Rec]
- [REC]2
- Red Eye
- Relatório Kinsey
- Relatório Minoritário
- Religulous - Que O Céu Nos Ajude
- Relíquia Macabra
- Renascimento
- Resident Evil: Apocalypse
- Rio
- Rio Bravo
- Rock De Fogo
- Rock, Rock, Rock
- Rocknrolla - A Quadrilha
- Rocky Balboa
- Roger E Eu
- Roma
- Romance E Cigarros
- Roxanne
- RRRrrrr!!!
- Rubber - Pneu
- Ruídos Do Além
- Ruivas, Loiras E Morenas
- Rumo À Liberdade
- Ruptura Explosiva

- Sacanas Sem Lei
- Sala De Pânico
- Salazar - A Vida Privada
- Salto Mortal
- Samsara
- Sangue Do Meu Sangue
- Sangue Por Sangue
- Santa Sangre
- Sapatos Pretos
- Save The Green Planet!
- Saw - Enigma Mortal
- Saw II - A Experiência Do Medo
- Saw 3D - O Capítulo Final
- Scoop
- Scott Pilgrim Contra O Mundo
- Seconds Apart
- Seis Indomáveis Patifes
- Sem Ela
- Sem Limites
- Sem Rumo
- Sem Tempo
- Semi-Pro
- Ser E Ter
- Sereia
- Serpentes A Bordo
- Sete Anos No Tibete
- Sete Vidas
- Sexo E A Cidade
- Sgt. Pepper's Lonely Heart Club Band
- Shaolin Daredevils
- Shaolin Soccer - O Ás Da Bola
- Shaolin Vs. Evil Dead
- Shattered Glass - Verdade Ou Mentira
- Sherlock Holmes
- Sherlock Holmes - Jogo De Sombras
- Shining
- Shoot 'Em Up - Atirar A Matar
- Shortbus
- Shrek 2
- Shrek O Terceiro
- Shrek Para Sempre
- Sicko
- Sid And Nancy
- Sideways
- Simpatyhy For Mr. Vengeance
- Sin City - Cidade Do Pecado
- Sinais
- Sinais De Fogo
- Sinais Do Futuro
- Sinais Vermelhos
- Singularidades De Uma Rapariga Loira
- Sky Captain E O Mundo De Amanhã
- Slither - Os Invasores
- Soldados Da Fortuna
- Soldados Do Universo
- Sombras Da Escuridão
- Somewhere - Algures
- Sonho De Uma Noite De Inverno
- Sonny
- Sophie Scholl - Os Últimos Dias
- Soro Maléfico
- Sorte Nula
- Soul Kitchen
- Spartacus
- Spartan - O Rapto
- Splice
- Stacy - Attack Of The Schoolgirl Zombies
- Star Wars - A Ameaça Fantasma
- Star Wars - A Vingança Dos Sith
- Star Wars - O Ataque Dos Clones
- Stardust - O Mistério Da Estrela Cadente
- Stone - Ninguém É Inocente
- Stoned, Anos Loucos
- Submarino
- Super
- Super Baldas
- Super-Homem
- Super-Homem: O Regresso
- Super 8
- Superstar
- Suspeita
- Suspiria
- Sweeney Todd: O Terrível Barbeiro De Fleet Street
- Swimming Pool
- Sword Of Vengeance
- Sympathy For The Devil

- Taking Woodstock
- Tarnation
- Tarzan, O Homem Macaco (1981)
- Taxidermia
- Team America - Polí­cia Mundial
- Tebas
- Tecumseh
- Teeth
- Tempestade Tropical
- Tennessee
- Terra De Cegos
- Terminal De Aeroporto
- Terra Dos Mortos
- Terror Em Setembro
- Terror Na Auto-estrada
- Terror Nas Montanhas
- Tetro
- The Bloodstained Butterfly
- The Brown Bunny
- The Darjeeling Limited
- The Departed: Entre Inimigos
- The Devil And Daniel Johnston - Loucuras De Um Génio
- The Devil's Double
- The First Great Train Robbery
- The Fountain - O Último Capítulo
- The Grudge - A Maldição
- The Host - A Criatura
- The Impossible Kid
- The King Of Kong
- The Langoliers - Meia-Noite E Um
- The Last House On The Left
- The Machine Girl
- The Man From Earth
- The Marine
- The Million Dollar Hotel - O Hotel
- The Mindscape Of Alan Moore
- The Mist - Nevoeiro Misterioso
- The Others - Os Outros
- The Prestige - O Terceiro Passo
- The 50 Worst Movies Ever Made
- The Way
- The Woman
- Thirst - Este É O Meu Sangue
- This Is It
- This Is Spinal Tap
- Thor
- Thriller - A Cruel Picture
- THX 1138
- Tirar Vidas
- Titanic 2
- Tony
- Tournée - Em Digressão
- Toy Story 3
- Tragam-me A Cabeça De Alfredo Garcia
- Transamerica
- Tron
- Tron: O Legado
- Tropa De Elite
- Tropa De Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro
- Tsotsi
- Tubarão
- Tubarão 2
- Tubarão 3
- Tubarão IV - A Vingança
- Tucker E Dale Contra O Mal
- Tudo Ficará Bem
- Tudo Pode Dar Certo
- Twisted - Homicídios Ocultos

- Ultra Secreto
- Um Amor De Perdição
- Um Azar Do Caraças
- Um Bater De Corações
- Um Belo Par... De Patins
- Um Cão Andaluz
- Um Dia A Casa Vai Abaixo
- Um Dia De Raiva
- Um Homem Singular
- Um Longo Domingo De Noivado
- Um Lugar Para Viver
- Um Padrasto Para Esquecer
- Um Profeta
- Um Tiro No Escuro
- Um Trabalho Em Itália
- Uma Aventura Na Casa Assombrada
- Uma Boa Mulher
- Uma Canção De Amor
- Uma Espécie De Cavalheiro
- Uma Famí­lia À Beira De Um Ataque De Nervos
- Uma História De Violência
- Uma Pequena Vingança
- Uma Rapariga Com Sorte
- Uma Segunda Juventude
- Uma Segunda Vida
- Undefeatable
- Unseen Evil 2 - Alien 3000
- Up - Altamente

- V De Vingança
- Vai E Vive
- Vais Conhecer O Homem Dos Teus Sonhos
- Valhalla Rising - Destino De Sangue
- Valquíria
- Vampiros de John Carpenter
- Van Helsing
- Vanilla Sky
- Vanitas
- Vasilhame
- Veio Do Outro Mundo
- Veludo Azul
- Velvet Goldmine
- Vencidos Pela Lei
- Vendendo A Pele
- Veneno Cura
- Vera Drake
- Versus - A Ressurreição
- Vestida Para Matar
- Vice
- Vício - Quando Nada É Suficiente
- Vicky Cristina Barcelona
- Vidas Sombrias
- Vigilância
- Vingança Redentora
- Virgem Aos 40 Anos
- Vitus
- Viúva Rica Solteira Não Fica
- Viver A Sua Vida
- Voando Sobre Um Ninho De Cucos
- Voltando Para Casa
- Voltar
- Vontade Indómita
- Voo 93

- Walk Hard - A História De Dewey Cox
- Walk The Line
- WALL-E
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Wassup Rockers - Desafios De Rua
- Watchmen - Os Guardiões
- Welcome To The Rileys
- White Irish Drunkers
- Wild Zero
- Win Win
- Wolf Creek
- Wristcutters: A Love Story

- X-Men
- X-Men 2
- X-Men 3 - O Confronto Final
- X-Men: O Início
- X-Men Origens: Wolverine

- Zack E Miri Fazem Um Porno
- Zardoz
- Zatoichi
- Zombies Party - Uma Noite... De Morte
- Zombies Strippers
- Zozo

- 007 - Agente Secreto
- 007 - Casino Royale
- 007 - Quantum Of Solace
- 10 Coisas Que Odeio Em Ti
- 100 Volta
- 10.000 AC
- 12 Homens Em Fúria
- 12 Macacos
- 12:08 A Este De Bucareste
- 1984
- 2LDK
- 24 Hour Party People
- 28 Dias Depois
- 20,13 - Purgatório
- 2012
- 300
- 4 Copas
- 48
- 50/50
- 6=0 Homeostética
- 8 1/2
- 9 Canções
- 98 Octanas


ENTREVISTAS:
- Fernando Fragata
- Festróia - Mário Ventura
- Filipe Melo
- Good N Evil
- IMAGO - Sérgio Felizardo
- José Barahona
- Nuno Markl
- Paulo Furtado
- Rodrigo Areias
- Sara David Lopes
- Solveig Nordlund
- Fernando Alle


TOPES:
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2011
- Top 5 dos Piores Filmes de 2011
- Top 10 dos Melhores Filmes de 2010
- Top 5 dos Piores Filmes de 2010
- Top 5 dos filmes de Leslie Nielsen
- Top 10 Dos Filmes Low Cost
- Top 5 das Melhores Cenas de Dança
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2009
- Top 5 dos Piores Filmes de 2009
- Top 5 dos Filmes Que Tenho Vergonha De Dizer Que Gosto
- Top 5 das Melhores Músicas de Ennio Morricone
- Top 5 dos filmes com Patrick Swayze
- Top 5 dos Telediscos do Michael Jackson
- Top 5 dos Filmes com David Carradine
- Top 5 dos Filmes com Lutadores de Luta-Livre
- Top 10 Os Melhores Filmes de 2008
- Top 5 Os Piores Filmes de 2008
- Top 5 dos Piores Filmes de Natal
- Top 5 das Coisas que não Esperávamos Ver no Cinema
- Top 5 dos Melhores Filmes de Paul Newman
- Top 5 Personagens Com Palas Nos Olhos
- Top 10 Melhores Cartazes De Cinema
- Top 5 dos Filmes de Chuck Norris
- Top 5 dos Filmes de Patrick Swayze
- Top 10 Os Melhores/Piores Vestidos dos Oscares
- Top 5 As Mortes de Crianças Mais Gratuitas
- Top 10 Os Melhores de 2007
- Top 5 Os Piores de 2007
- Top 7 Adaptações ao Cinema de Livros de Stephen King
- Top 5 Filmes Pela Paz
- Top 5 Os Melhores Beijos
- Top 5 Grandes Arquitectos
- Top 10 Filmes Que Mudaram A Minha Vida
- Top 5 Mulheres de Cabeça Rapada
- Top 5 As Cenas Mais Excitantes
- Top 10 Os Melhores de 2006
- Top 5 Os Piores de 2006
- Top 3 Filmes de Robert Altman
- Top 5 Os Vilões do Cinema
- Top 5 Filmes Com Mick Jagger
- Top 5 Filmes Com Steve Buscemi
- Top 5 Dos Cães no Cinema
- Top 5 Dos Filmes do Indie06
- Top 5 Dos Filmes do Fantas06
- Top 5 dos Presidentes
- Top 10 Os Melhores de 2005
- Top 5 Os Piores de 2005
- Top 5 Filmes com Pat Morita
- Top 10 Os Melhores Filmes Independentes
- Top 5 Os Piores Filmes da Saga Bond
- Top 5 Filmes com Dolph Lundgren
- Top 5 Adaptações de BD Para Cinema
- Top 10 Cenas Mais Assustadoras de Sempre
- Top 5 Vencedores do Óscar
- Top 5 Bond Girls
- Top 5 Filmes Sobre Doenças
- Top 5 Filmes de Natal
- Top 5 Melhores Batalhas Corpo-A-Corpo
- Top 10 Melhores Canções do Cinema
- Top 10 Melhores Filmes de Sempre
- Top 5 Melhores Momentos Musicais
- Top 5 Grandes Duelos do Cinema
- Top 10 Maiores Personagens do Cinema
- Top 5 Piores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 10 Melhores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 5 Filmes Religiosos


BAÚ DO TRASH:
- Needle
- Que Se Mueran Los Feos
- Easy A
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Saw 3D - O Capítulo Final
- And Soon The Darkness
- Os Imortais
- Purana Mandir
- Pagafantas
- The Bloodstained Butterfly
- Cisne Negro


ROYALE WITH CHEESE APRESENTA:
- A Tasca Da Cultura
- A Causa Das Coisas - parte I
- A Causa Das Coisas - parte II
- A Momentary Lapse Of Reason


FILMES A VER ANTES DE MORRER:
- #1 As Lágrimas Do Tigre Negro
- #2 Alucarda
- #3 Time Enough At Last
- #4 Armageddon
- #5 The Favour, The Watch And The Very Big Fish
- #6 Italian Spiderman
- #7 The Soldier And Death


UMA CURTA POR DIA NÃO SABE O BEM QUE LHE FAZIA:
- 1# Rabbit, de Run Wrake
- 2# Aligato, de Maka Sidibé
- 3# The Cat Concerto, de Joseph Barbera & William Hanna
- 4# A Curva, de David Rebordão
- 5# Batman: Dead End, de Sandy Callora
- 6# O Código Tarantino, de Selton Mello
- 7# Malus, de António Aleixo & Crosswalk, de Telmo Martins
- 8# Three Blind Mice, de George Dunning
- 9# Bedhead, de Robert Rodriguez
- 10# Key To Reserva, de Martin Scorcese
- 11# Bambi Meets Godzilla, de Marv Newland
- 12# The Horribly Slow Murderer with the Extremely Inefficient Weapon, de Richard Gale
- 13# Stolz Der Nation, de Eli Roth
- 14# Papá Wrestling, de Fernando Alle
- 15# Glas, de Bert Haanstra
- 16# Fotoromanza, de Michelangelo Antonioni
- 17# Quem É Ricardo?, de José Barahona
- 17# Terra Incognita, de Peter Volkart


AS MELHORES PIORES CENAS DE SEMPRE:
- A Pior Luta
- A Cena Mais Metida A Martelo
- O Ataque Animal Mais Brutal
- A Perseguição Mais Alucinante
- O Duelo Mais Improvável


CLUBE DE CINEMA DE SETÚBAL:
- Janeiro
- Fevereiro
- Março
- Abril
- Maio
- Setembro
- Novembro


FESTIVAIS:
- 20º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9
- 21º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 22º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
- 23º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
- 24º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 26º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 12º Caminhos Do Cinema Português
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- Imago 2006
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8

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