Royale With Cheese

 Royale With Cheese

 
 



quinta-feira, março 31, 2005  

RELATÓRIO KINSEY:

Título: Kinsey
Realizador: Bill Condon
Ano: 2004


Relatório Kinsey é óbvio e não quer enganar ninguém: não é mais do que um bio-pic acerca de Alfred Kinsey, o primeiro e o mais importante sexólogo da história da nossa sociedade. No entanto, o realizador agarrou com uma só mão todos os grãos de areia que consituiam essa história e, infelizmente, não se preocupou com os que escorregaram por entre os dedos.
O complicado em Relatório Kinsey não era retratar a vida e a carreira do metódico Kinsey, sexólogo, biólogo e psicólogo; o complicado era conseguir retratar a sociedade retrógoda dos anos 40 e o choque que foi aparecer alguem como o professor Kinsey. E, por estranho que pareça, Bill Condon conseguiu o mais difícil e falhou no aparentemente mais fácil.

Alfred Kinsey (Liam Neeson) defendia que o sexo de qualquer espécie, enquanto necessidade fisiológica, não devia ser reprimido perante quaisquer barreiras socio-culturais, uma vez que tal inibição provocaria frustração e disfuncionalismo a vários níveis. Claro que esta posição numa sociedade altamente conservadora, moralista e religiosa, que acreditava piamente que a masturbação provocava cegueira, por exemplo, nunca seria vista como algo inferior ao choque. No entanto, os seus estudos abriram a mente e os olhos ao mundo e abanaram definitivamente, a estrutura socio-cultural da sociedade ocidental.

Os relatórios de Kinsey eram o que o mundo necessitava. Mas se este estava preparado para uma abordagem total ao sexo, que o diga Clyde Martin (Peter Sarsgaard), para tolerar as necessidades sexuais de Mac (Laura Linney), a sua esposa, e para enfrentar o conservadorismo rigoroso do seu pai (John Lithgow), não estava, porém, preparado para o declínio da sua ascensão, quando o sensacionalismo das suas ideias entrou no mainstreem. E é neste ponto que o realizador Bill Condon vacila.
Mas o seu pecado não é só na orientação das personagens. É, sobretudo, quando cai na tentação de entrar na dramatização lacrimejante, querendo pôr Kinsey numa posição bigger than life. Assim, Kinsey termina os seus dias (leia-se "filme") como um fantasma, longe da condição terrena que merecia.

Para finalizar, uma palavra ao leque de actores: Liam Neeson parece acenar e esbracejar por mais atenção, relembrando que é um actor que merece os melhores palcos; e desde A Lista De Schindler que não alinha ao mais alto nível. Peter Sarsgaard, por sua vez, começa a perfilar-se como um cada vez mais sério candidato para o assalto ao estrelato. E por fim, uma grande palavra ao não menos grande John Lithgow, um dos mais divertidos e expressivos actores ingleses, cuja presença é uma benção em qualquer que seja o filme.

Relatório Kinsey é um filme simpático, decente e competente. Tudo adjectivos que se confundem com o próprio McBacon.

Posted by: dermot @ 9:53 da manhã
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terça-feira, março 29, 2005  

TOP 10:

Como apreciador de um bom filme de terror e aproveitando-o como pretexto para introduzir alguns clássicos do terror que aí vêm, o Royale With Cheese decide voltar às suas controversas listas, desta vez para apresentar o TOP 10 DAS CENAS MAIS ASSUSTADORAS DO CINEMA:

10º Lugar - metes-te com um, metes-te com todos (1932); Parada De Monstros é um autêntico desfile de aberrações; mas quando estas se aproximam ameaçadoramente numa noite de chuva, com a vingança a brilhar nos olhos, é impossível não escorregar na cadeira
9º Lugar - o primeiro chestburster: inesperado e marcante (1986); se bem que o face to face com Ripley não fique nada atrás
8º Lugar - o filho do diabo (1968); algo se passa de estranho com a vida de Rosemary; mas só ao ver o verdadeiro rosto do seu filho, é que compreenderá que a semente do Diabo estava no seu ventre
7º Lugar - a morte como poesia (1977); em Suspiria, cada morte é um poema e o primeiro assassinato é de uma opulência barroca cativante
6º Lugar - a famosa "hobbling scene" (1990); Annie Wilkes já é por si só assustadora em todo o filme, mas ao cuidar do seu paciente para que este não tente escapar, é a cena mais dolorosa do cinema
5º Lugar - sombras arripilantes (1922); Nosferatu é um vampiro assustador, com umas mãos asquerosas e uma presença que impõe respeito, mas a maneira como se desliza nas trevas, com a sua sombra projectada nas paredes é de levantar os pêlos do pescoço
4º Lugar - que raio se passa lá fora (1999); mais assustadora que a clássica cena de O Projecto de Blair Witch, é o momento em que somos confrontados a meio da noite com o grito de crianças e com alguém a bater na tenda. Aterrador.
3º Lugar - a cena do chuveiro (1960); sem palvras, se Norman Bates já é um psicopata merecedor desta lista, o que dizer do grito de Janet Leigh
2º Lugar - here's Johnny! (1980); Shining merecia ter nesta lista um rol de cenas verdadeiramente terríveis: as gémeas no corredor, a famosa redrum scene... Mas os olhos psicóticos de Nicholson de machado na mão, são daqueles que permanecem nos pesadelos durante muitas noites
1º Lugar - f**k me Jesus (1973); Exorcista é o maior manifesto do cinema de terror e merecia por si só o topo deste pódio; mas a cena em que a jovem entra em obscenidades divinas é mais do que chocante

Menção Honrosa - o pesadelo dos elefantes cor-de-rosa (1941); apesar de ser uma das mais famosas animações da Disney, Dumbo é atormentado por um dos mais terríveis pesadelos do cinema.

Posted by: dermot @ 10:09 da tarde
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segunda-feira, março 28, 2005  

BLUEBERRY:

Título: Blueberry
Realizador: Jan Kounen
Ano: 2004


Ano 1964: dois anos após o canto de cisne do western norte-americano, com o clássico de John Ford Quem Matou Liberty Valance, os olhares centravam-se do outro lado do Atlântico, nos western spaghettis. Em França, este género ganhava uma extensão literária, através da mente de Jean-Michel Charlier e do lápis do génio de Jean Giraud, vulgo Moebius, que criaram a fantástica banda-desenhada do tenente Blueberry.
Ano 2004: depois de décadas de espera, o ícone da banda-desenhada Blueberry é adaptado ao cinema, para gáudio dos admiradores (geupo no qual eu me incluo), pela mão do francês Jan Kounen. Os fãs ansiavam ao ver que, para além da estrela francesa Vincent Cassel no papel principal, o elenco contava ainda com o carniceiro Michael Madsen e a bela e rebelde Julliete Lewis. Aparentemente, era o elenco perfeito para uma das mais intensas histórias de acção do cinema.

No entanto, qualquer semelhança entre o tenente Blueberry da banda-desenhada e o do filme é pura coincidência. Jan Kounen quis filmar uma história de misticismo e para tal recorreu à personagem de Moebius menos propícia a isso. Assim, o tenente rebelde e indisciplinado Mike Blueberry é substituído por um gigantesco problema existencial de fantasmas passados, xerife de Palomito e amigo íntimo dos índios; o pó dos westerns spahettis de Sergio Leone (ou mesmo a lama dos western spaghettis de Django) é substituído pela noite; a corrida ao ouro do oeste americano é substituída por um tesouro místico índio; e as histórias de menos sucesso do cowboy francês, em que este flirta com cogumelos alucinogéneos, são adaptadas livremente a uma fusão entre Delírio Em Las Vegas e 2001: Odisseia No Espaço, de misticismo shamântico.

Blueberry é um western que nada deve aos outros westerns. Foi essa a intenção do realizador e conseguiu-a plenamente. No entanto, imaginar uma aventura de Blueberry sem tiros, mortos e corridas ao ouro, é o mesmo que imaginar um drama psicológico com o Exterminador Implacável como protagonista.
Mas mesmo assim, o trabalho de Jan Kounen não é de todo conseguido. Blueberry faz como Jim Morrison e busca uma inspiração shamântica no deserto; no entanto, ao contrário das alucinações de Oliver Stone no bio-pic The Doors, Kounen abusa do CGI, em algo indicifrável que nada abona o filme. Aliás, Blueberry alterna entre o óbvio e o indistinto, em que muitas coisas não são explicadas ou percebidas.

Vincent Cassel é um esforçado Blueberry, mas raramente reconhecemos no actor francês, o rebelde ex-tenente do exérxito sulista. Michael Madsen deambula num registo mediano, que faz lembrar tempos menos bons do actor, perdido em filmes de terceira categoria. E Juliette Lewis acaba por ter os dois melhores momentos do filme, primeiro ao interpretar uma versão da tradicional Danny Boy e depois numa cena lindíssima de nu debaixo de água.
Fora isto, tudo o resto é indicifrável e experimental. Até o duelo final entre Blueberry (Vincent Cassel) e o seu inimigo, o assassino Wallace Sebastian Blount (Michael Madsen), é decidido através de uma batalha contra os fantasmas interiores(!).

Como ainda não estão disponíveis menus de hamburgas com molho alucinogénico, o veredicto final é um Cheeseburger, que mesmo assim não é castigo suficiente para o que foi feito a um dos grandes ícones da banda-desenhada.

Posted by: dermot @ 6:25 da tarde
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sábado, março 26, 2005  

UM GOLPE EM ITÁLIA:

Título: The Italian Job
Realizador: Peter Collinson
Ano: 1969


Um Golpe Em Itália é um dos mais famosos clássicos do cinema inglês, adorado pelo meundo fora, mas em particular, no Reino Unido. Aliás, a célebre frase proferida por Michael Caine, You're only supposed to blow the bloody doors off!, continua a ser uma das mais imortais em terras de sua majestade.
Um Golpe Em Itália é um bom filme, muito bom até, mas que ganha alguma galvanização com algumas particularidades: numa época de heróis charmosos e com estilo - Steve McQueen, em Bullit, ou Sean Connery como James Bond - Michael Caine ganhava protagonismo na pele de anti-herói, um ladrão acabado de sair da prisão; um ano antes de estoirar a blaxpoitation, com a estreia de Shaft, o realizador Perer Collinson mandava toda a culpa do único momento em que algo corre mal no filme, para cima do único negro do filme; numa época em que se proclamava a liberação do sexo e a igualdade de direitos entre homens e mulheres, Um Golpe Em Itália assumia-se um filme machista, em que o próprio herói era presentiado pela prórpria namorada, com seis mulheres; e numa época politicamente conturbada com mudanças constantes, o argumento criticava subtilmente as políticas externas, não só a italiana, mas também a inglesa.

Talvez influenciado pelas aventuras do rat pack, Peter Collinson assina um heist movie, original e único. A história era simples: um ladrão, Charlie Croker (Michael Caine) acabado de sair da prisão, é contratado para executar um assalto memorável de grande escala - roubar a fábrica italiana da FIAT. A tarefa era complicada de executar, mas de fácil planeamento: numa das cidades mais caóticas em questões de trânsito, uma avaria forçada no sistema de sinais luminosos criaria um engarrafamento que paralizaria Turim; aí, o comboio que escoltaria o dinheiro da fábrica para o aeroporto, seria interceptado, assaltado e a fuga procederia-se pela única via descongestionada.

Michael Caine, aliás Charlie Croker, recruta para a tarefa uma equipa enorme de bandidos, um pouco à semelhanda de 60 Minutos. No entanto, nunca são explorados, o que os faz serem simples fantasmas no elenco, comandado pelo genial Michael Caine. Ao contrário de Ocean's Eleven - Façam As Vossas Apostas, o guião é frouxo e pouco eaprofundado, resumindo-se ao assalto em si.
No entanto, o que torna Um Golpe Em Itália num filme interessante são os dois trunfos com que joga: o estilo e a despreocupação. Este último reflecte-se na abrodagem bem-disposta e humorada que faz, seja no pervertido Benny Hill, numa curta, mas divertida interpretação; ou na representação genial da máfia, mais perto da abordagem de Belleville Rendez-Vouz do que de O Padrinho.
Não é um filme que se necessite de deixar o cérebro desligado, mas é um excelente divertimento.

E depois, há a parte legendária: vinte minutos de assalto, em que dez são preenchidos pela mais memorável perseguição da sétima arte, na qual três Minis Cooper deslizam pela cidade congestionada de Turim, escapando à polícia italiana pelos mais diversos e estranhos locais. Tudo isto ao som do grande Isaac Heyes, que integrava já os ritmos viciantes do motown, que iriam servir de banda-sonora oficial à blaxpoitation.
E depois, o final, talvez algo nunca feito com tanta honestidade como aqui.

Um Golpe em Itália entra facilmente para a galeria dos filmes de culto. E só por isso, o McBacon assume sabores de McRoyale Deluxe. Não, esperem! Tenho uma ideia...

Posted by: dermot @ 8:50 da tarde
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quinta-feira, março 24, 2005  

VERA DRAKE:

Título: Vera Drake
Realizador: Mike Leigh
Ano: 2004


Vera Drake é uma velhinha amorosa, com uns olhos brilhantes de urso de peluche. Mãe exemplar de uma família de classe média-baixa na Inglaterra victoriana, Vera Drake é uma boa samaritana com um coração de oiro, que trabalha a dias em várias casas, trata de inválidos com poucas posses, ajuda raparigas que não se conseguem desenrascar e ainda tem tempo para fazer de cupido. É impossível não gostar dela.
Mas "ajudar raparigas que não se conseguem desenrascar" é outra forma de dizer "ajudar raparigas a abortar". E tal como hoje, também nessa altura o aborto era uma prática proibida por lei.

Vera Drake é um filme com semelhanças a Mar Adentro - aqui, a eutanásia é substituída por outro tema tabu, o aborto, e Rámon Sampedro vê o seu luga rocupado por Vera Drake. No entanto, ao contrário de Alejandro Amenábar, Mike Leigh não faz uma abordagem imparcial. Não é que assuma uma posição, mas talvez inconscientemente, faz a balança pender para um dos lados. O que é certo é que os abortos focados, praticados pela velhinha amorosa, são sempre gritos de desespero inevitáveis, sejam os da jovem violada, os da mãe que não pode alimentar uma oitava boca, ou a da jovem emigrante, em busca de uma melhor vida. E Mike Leigh mostra ainda, em paralelo (e talvez a mais), o lado corrupto e menos honesto do aborto, em que médicos e enfermeiros, a troco de avultadas quantias de dinheiro, também praticavam o aborto na clandestinidade.

Mike Leigh não se resume ao aborto. No seu estilo preciso e meticuloso, de planos fixos e certeiros, filma também uma crónica de costumes dos anos 50 em Inglaterra - as festas, a música, o cinema, os hábitos culturais, as novas tecnologias e até a desconfiança por aqueles que se mantinham solteiros.
Mike Leigh é um realizador com créditos firmados, com grande experiência na sétima arte (que lhe permitiu disfarçar o infímo orçamento, que não lhe permitiu adquirir uma banda-sonora, e que teve de a subsituir pelo próprio cantarolar dos actores) e apologista de um cinema de actor, virado predominantemente para as interpretações.
Neste último caso, assistimos a um fantástico rol de actores, num registo teatral, em que todo o mérito vai para Vera Drake, aqui sob a forma de um parágrafo completo.

Quase que não acreditamos quando os créditos finais anunciam que Vera Drake é na realidade Imelda Staunton. Stauton, com carreira feita no teatro e na televisão, tem uma interpretação arrebatadora, realista e comovente, num underacting convincente demais, que deveria ter sido recompensado com o Óscar. Imelda Staunton parece que foi toda a vida Vera Drake, ou que se preparou durante anos para aquele papel.

O filme divide-se em duas partes: uma primeira, em que são apresentadas as personagens, num toada monótona quotidiana; e uma segunda, em que se transforma num filme de tribunal, que ganha em dramatismo o que perde na pouca intensidade do julgamento.
Vera Drake é um retrato histórico e é um drama realista e muito humano; Vera Drake é sobretudo, Imelda Staunton, que merece todos os elogios possíveis. E só por ela, o McBacon do filme é substituído por um McRoyal Deluxe. Por Imelda Staunton e pelo mais interessante e excitante romance da história do cinema, entre a filha Ethel (Alex Kelly) e o vizinho Reg (Eddie Marsan).

Posted by: dermot @ 3:09 da tarde
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terça-feira, março 22, 2005  

PARADA DE MONSTROS:

Título: Freaks
Realizador: Tod Browning
Ano: 1932


Tod Browning foi um dos mais admirados realizadores dos anos 30, que atingiu o ponto alto da carreira com o clássico Drácula, da Universal. No entanto, talvez influenciado pela sua fuga de casa, ainda adolescente, para um circo, veio a assinar em 1932 um dos mais controversos filmes de sempre, que permence mesmo banido de alguns países, sete décadas depois - Parada De Monstros, um filme de bizarrarias e emoções fortes, que lhe valeu a descida vertiginosa que vai do paraíso ao inferno em pouco tempo.

Basicamente, o que Tod Browning fez não foi mais do que realizar um filme de monstros, na sequência do que a Universal vinha a fazer com enorme êxito, com filmes como Frankenstein, Drácula, ou O Monstro Da Lagoa Negra; no entanto, o choque estava na atitude do realizador, que subsituiu os monstros fictícios por verdadeiros, de carne e osso. E numa época em que os deficientes e os aleijados continuavam a ser vistos como a encarnação do mal ou de algum malefício de uma vida anterior, realizar um filme com anões, hermafroditas, decepados e gémeos siameses unidos, era um choque e um insulto. O estranho não está em o filme ter sido banido; está sim, no facto de ter sido distribuído pela MGM (apesar desta o ter retirado das salas em poucas sessões e de ter renunciado à paternidade do mesmo para o resto dos seus tempos).

Apesar de perturbador, Parada De Monstros não é um filme de terror. É antes uma gigantesca metáfora, numa história de (des)amor, traição e vingança, imbuída rede de choques e confrontos, entre os personagens de um circo. Os problemas de relacionamento são explorados entre os diversos personagens, com predominância para o anão Hans (Harry Earles), que se apaixona pela bela trapezista Cleópatra (Olga Baclanova). No entanto, esta só tem em vista a sua avultada fortuna e o seu plano, juntamente com o seu amante Hércules (Henry Victor), para se apoderar do dinheiro alheio vai despoletar a ira dos restantes freaks do circo, fiéis a um código interno assente na premissa “metes-te com um de nós e metes-te com todos”.

Parada De Monstros é um daqueles filmes cuja primeira visualização é sempre uma experiência inapagável, mesmo que depois o revejamos vezes sem conta; e por mais avisos ou pré-indicações que possamos ter, a primeira vez será sempre perturbadora, mesmo que saibamos do que estamos à espera.
Tod Browning choca o espectador ao permutar o estatuto dos personagens: aqui, os monstros são as pessoas normais, imagens do preconceito, inveja e desconsideração, em oposição aos freaks, que apesar de aberrações, sentem e sangram como qualquer um de nós. Esta enorme metáfora é ainda uma possível crítica do realizador aos estúdios de Hollywood, que na altura começavam a fabricar as primeiras estrelas de cinema, dando predominância ao aspecto exterior em detrimento da qualidade artística do actor.

Não é um filme exclusivo aos amantes de bizarrarias; é um excelente filme, que apesar de não contar com representações acima do normal, tem o condão de apresentar um casting fora de série. E depois, conta com duas cenas poderosas: a fantástica sequência da festa de noivado, onde os freaks são reprimidos por Cleópatra depois de tentarem torna-la uma deles; e a sequência final, da catarse desta tragédia, primeiro com a inesquecível cena em que Cleópatra é ameaçada, numa caravana, ao som duma harmónica (que bem podia pertencer a um qualquer western spaghetti) e depois com o assustador massacre de Hércules, à chuva: arrepiante!

Sem dúvida, o que melhor se pode chamar de filme de culto e uma obra ímpar na sétima arte, com poucos exemplos que se lhe comparem. E se conseguirem ver isto e não uma forma gratuita de exploração por parte de Tod Browning, verão que merece um recheado Le Big Mac.

Posted by: dermot @ 7:44 da tarde
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domingo, março 20, 2005  

GARDEN STATE:

Título: Garden State
Realizador: Zach Braff
Ano: 2004


Desde 1991, com Cães Danados, que o festival de Sundance se tornou a principal montra do cinema independentes. Por isso, é comum que os filmes que saiam do certame com boas indicações venham atolados de enormes expectativas.
Garden State, a estreia de Zach Braff por detrás das câmaras, foi o grande protagonista da última edição de Sundance. No entanto, após vermos o filme, não podemos deixar de nos sentir desiludidos. Não é que Garden State seja uma fraude - e aqui, recordo-me sempre de As Regras Da Atracção - mas inequivocamente, é mais olhos que barriga.

Zach Braff assume o papel principal de Andrew Largerman, um jovem adolescente que viveu toda a sua vida anestesiado por um sem número de sedativos e calmantes. Ausente da vida, Andrew regressa a casa após nove anos, para o funeral da sua mãe, abandonando pela primeira vez as drogas. E é então que Andrew vai conhecer a realidade na primeira pessoa, reecontrando inúmeros amigos, que apesar de não tomarem medicação, encontram-se também alheados da vida, cada um à sua maneira - seja Mark (Peter Sarsgaard), que prefere manter-se longe do sucesso, por preferir ser medíocre, ou seja Dave (Alex Burns), que apesar de ter conseguido vencer na vida, não sabe o que fazer com a vitória - e encontrando o amor, sob a forma da bela Sam (Natalie Portman) que o vai fazer tomar o gosto do prazer, da dor, da desilusão e da felicidade.

Garden State aparenta ser mais nobre do que realmente é. Claro que tem todo o aspecto de the next big thing do cinema indie: uma fotografia bem cuidada, uma banda-sonora de excepção à boa maneira de Sofia Copolla, disfuncionalismo familiar, algumas cenas que fazem mesmo rir e uma química especial entre os dois protagonistas, No entanto, o caminho dramático que segue não é bem conseguido, porque Zach Braff não tem a mestria do certeiro Wes Anderson, nem a presunção de Vincent Gallo, o que o faz ficar num meio-termo, indefenido, como se o filme pisasse o limbo.

Zach Braff habituou-nos a vê-lo na destravada série Médicos E Estagiários e em Garden State, apesar do caminho dramático, não está muito distante desse registo. No entanto, é na comédia que Braff resulya melhor. Aqui, chega a ser irritante, como se fosse a própria depressão encarnada. Talvez devesse ter observado Alan Ruck em O Rei Dos Gazeteiros.
Em contrapartida, Natalie Portman deslumbra, provando ser já uma actirz com letra maiúscula, roubando para si todo o protagonismo das cenas em que aparece, criando uma personagem cativante e sedutora.

Seja como for, Garden State é um retrato da última geração, mas que é extremamente sobrevalorizado. Por isso, o McBacon é substituído por um McChicken, para refrear possíveis expectativas.

Posted by: dermot @ 9:51 da tarde
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sábado, março 19, 2005  

FESTIVAIS:

Coimbra vai acolher a 12ª edição do festival Caminhos Do Cinema Português, o único festival dedicado ao cinema nacional. Com o arranque marcado para o dia 9 de Abril, o certame decorre até ao dia 17 do mesmo mês e promete manter a qualidade que mostrou nos anos anteriores, apresentando novos e antigos rostos do cinema português.
A manter debaixo de olho.

Ainda fora da alçada do ICAM, vai decorrer mais uma edição do segundo festival mais antigo do nosso país, o Festróia. Nesta 21ª edição, que decorre em Setúbal entre os dias 28 de Maio e 5 de Junho, há já a assinalar a presença das shooting stars na noite de abertura - pela primeira vez as grandes revelações do cinema europeu vão juntar-se em Portugal.
Dois festivais a manter sob atenção apertada.

E no final do mês, o Royale With Cheese terá o prazer de falar com a mais recente produtora cinematográfica do noso país.
São razões de sobra para parar por aqui e saborear um Royale With Cheese.

Posted by: dermot @ 3:08 da tarde
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quinta-feira, março 17, 2005  

UM LONGO DOMINGO DE NOIVADO:

Título: Un Long Dimanche De Fiançailles
Realizador: Jean-Pierre Jeunet
Ano: 2004


Jean-Pierre Jeunet relegou, em poucos anos, Jean-Luc Godard para o banco de suplentes, assumindo a titularidade na frente de ataque na equipa internacional de realizadores franceses. Para isso, fez-se valer de um cinema de autor muito característico, cheio de bizarrarias, personagens complexas e intrincadas e muita atenção aos pormenores. Apesar de ser um algo inconfundível, Jeunet conseguiu sempre reinventar o seu cinema, com passagens entre universos tão distintos, como o de Delicatessen, o de A Cidade Das Crianças Perdidas, o de Alien 4, ou o de O Fabuloso Destino De Amélie.
Jeunet atingiu o reconhecimento internacional de um público mais vasto com o genial O Fabuloso Destino De Amélie. Percebia-se que, por isso, o seu sucessor - Um Longo Domingo De Noivado - seria de certa forma, um remake da simpática e gentil Amélie Poulain, uma vez que no papel principal voltava a estar a bela Audrey Tatou. Quem assim quis crer, enganou-se completamente. É certo que Um Longo Domingo De Noivado poderia ser a história de Amélie, se esta tivesse vivido no início do século XX; mas fiél a si próprio, Jeunet reciclou o seu anterior filme e assinou mais um refrescante e fantástico filme.

Audrey Tatou é Mathilde, uma jovem coxa que perdeu o seu noivo Manech (Gaspard Ulliel, na Primeira Guerra Mundial. No entanto, fazendo valer-se da sua intuição, Mathilde vai empreender uma busca épica pelo seu amado, vasculhando as mais ínfimas e rebuscadas pistas que conseguiram chegar até si.
Jeunet, neste circo de bizarrarias, junta numa só, uma fabulosa história de amor, mas sobretudo de esperança, entrelançada com um retrato espectacular da Primeira Grande Guerra, tudo sob a forma de um mistério de Sherlock Holmes, em que as deduções mirabolantes são substituídas por um puzzle complexo de peças perdidas e de formas esquisitas.

Parece tudo muito estranho, mas não o é. Ou melhor, Jeunet fá-lo parecer que não é. Aliás, como na sua anterior filmografia, Jeunet transforma esta história humanista em pinceladas de humor crítico subtil e em poesia, em que cada plano é uma fotografia cativante, de pormenores apaixonantes em tons outonais, de sepias e ocres.
Um Longo Domingo De Noivado é uma caricatura de Cold Mountain, mas dá uma lição de cinema a Anthony Minghella; e as sequências nas trincheiras são o mais espectacular retrato da Primeira Guerra Mundial, realistas e horripilantes, que nada ficam a dever ao spilberguiano O Resgate Do Soldado Ryan, onde Jeunet critica aquela primitiva guerra que dizimou uma geração inteira de jovens franceses.

Audrey Tatou volta a ser sublime, naquela pureza angelical que irradiava em O Fabuloso Destino De Amélie; no entanto, aqui conta com um leque fantástico de actores secundários, onde sobressai uma americana sem sotaque - Jodie Foster, que numa curta aparição, tem uma interpretação marcante e dramática.
Um Longo Domingo De Noivado peca sobretudo pela sua extensão, mas tal era impossível de contornar, uma vez que a informação é servida em doses maciças, seja ela naive, non-sense, ingénua, ou romântica. No entanto, pede obrigatoriamente uma segunda vistoria do filme para encaixar certas peças do puzzle, que no meio de tanta movimentação, deixamos por vezes soltas.

Jean-Pierre Jeunet é um fantástico realizador, com um currículo invejável de grandes obras. Um Longo Domingo De Noivado não é o seu melhor momento, mas certamente é um digno sucessor na sua filmografia. Um McBacon repartido em dois, uma metade para cada vistoria do filme.

Posted by: dermot @ 9:54 da manhã
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domingo, março 13, 2005  

OLDBOY - VELHO AMIGO:

Estreou esta semana em Portugal o último sucesso do super-realizador Park Chan-wook, o último volume da sua Triologia da Vingança. Acoplado o subtítulo de Velho Amigo, Oldboy venceu o Grande Prémio do Júri no Festival de Cannes em 2002, com Quentin Tarantino a liderar o elenco do júri e agora, finalmente, chega às salas nacionais.
O Royale With Cheese recupera do fundo do baú a crítica opinativa deste clássico instantâneo da violência estilizada.



Título: Oldboy
Realizador: Chan-wook Park
Ano: 2003


A maioria da opinião geral é que o cinema oriental não passa de filmes de artes marciais de qualidade duvidosa, limitados a uma fiél falange de admiradores. Os factos é que Oldboy é um filme oriental, não é de artes marciais e de qualidade duvidosa, não tem absolutamente nada.
Realizado pelo promissor coreano Chan-wook Park, o qual promete ser um nome a decorar num futuro próximo, Oldboy foi o vencedor do prémio Grand Prix na última edição de Cannes. E depois de assistir a este filme, apenas uma das duas possibilidades é possível: ou Fahrenheit 9/11 é uma soberba peça de cinema; ou então, a decisão de Tarantino e o restante juri não foi mais que uma decisão política.

Oh Dae-su (Min-sik Choi) é um vulgar cidadão que certa noite é atirado para um minúsculo apartamento, de porta trancada e com uma fotografia de uma paisagem a subsituir a janela. E durante quinze anos (!) a sua única companhia vai ser a televisão.
Sem saber quem e o porquê do seu cárcere naquela prisão improvisada, Oh Dae-Su tem tempo para enlouquecer, amadurecer e fortalecer, enraizando nas veias todo o conceito da palavra vingança.

Na história recente do cinema, quando falamos de vingança, falamos de Kill Bill - uma e outra coisa são a mesma, confundem--se. Oldboy também é um filme de acção, sobre vingança; e é sem dúvida, um filme que Tarantino gostaria de ter realizado. Mas enquanto que Kill Bill obedece ao pranto de "a vingança é um prato que se serve frio", Oldboy reza mais, não tanto pelo "a vingança é melhor servida a quente e acompanhada com um martelo de orelhas" como escreveu um colega, mas principalmente pela passagem bíblica de "olho por olho, dente por dente".
Porque Oldboy é isso mesmo! Apesar de os adjectivos de cruzarem, há uma enorme discrepância no significado das palavras. Porque se Kill Bill é um jornada épica, Oldboy é uma jornada bíblica.

Mas não se pense que obedece aos parâmetros tradicionais, com jactos de sangue e muitas mortes. Antes pelo contrário. Chan-wook Park é um dos mais interessantes realizadores da actualidade - é sem dúvida o filho que Kubrick teria de Tarantino, se isso fosse possível - e neste Oldboy filmou uma história urbana como só os orientais conseguem fazer, através de inovadores planos de perfil, que nos fazem parecer que estamos a ler a original banda-desenhada manga em que o filme se baseia , e através de maravilhosas cenas, quais fotografias instantâneas de aparência a obra de arte expressionista. É certo que por vezes podem haver fios soltos do enredo; mas quem é que quer saber disso depois de assisitirmos a um homem a socar com as próprias mãos, mais de uma dezena de indivíduos?

Oldboy é uma peça de culto automática. Um filme que constantemente nos atinge, ora na cara, ora no estomâgo, mas que só nos faz voltar a erguer, cada vez mais rápido, na avidez de devorar cada momento. Um filme intenso, fazendo lembrar a sensação de assistir a Irreversível, mas sem dramatismos visuais e sonoros físicos. Aliás, uma das armas de Park, é conjugar as cenas mais violentas com música clássica, tranformando-as assim em poesia, tal como Kubrick em Laranja Mecânica.

É sem dúvida, um filme obrigatório, que mal acaba, pede para ser visto outra vez. E outra vez. E ainda outra vez. E Chan-wook Park vai ser uma referência próxima na sétima arte.
E como não poderia deixar de ser, um Royale With Cheese. E porque não dois?

Posted by: dermot @ 12:07 da tarde
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quarta-feira, março 09, 2005  

O TRANSPORTADOR:

Título: The Transporter
Realizador: Louis Leterrier & Corey Yuen
Ano: 2002


Franceses e norte-americanos uniram-se para assinar um excitante e incomparável blockbuster, moderno e violentamente estilizado. Para isso, juntaram ao realizador Louis Leterrier dois especialistas na matéria: o chinês Corey Yuen, habituado às coreografias circenses de Jet Li e o argumentista francês Luc Besson, autor do guião de outro sucesso do mesmo género, Taxi.
O tiro saiu pela culatra, e O Transportador transformou-se em mais um action movie, para homens e para ver sem o cérebro.

O Transportador tem um início deveras promissor, em muito devido à personagem principal: Frank Martin (Jason Statham) é um transportador profissional, meticuloso, que ouve música clássica durante as suas perigosas tarefas e que tem um BMW com a matrícula JFK. O primeiro sinal de que o filme pode vir a correr mal dá-se quando a música clássica é substituída abruptamente por um qualquer hip-hop. No entanto, a interessante perseguição automóvel que se segue, que bem podia subir ao pódio atrás das de Um Golpe Em Itália e Ronin, faz-nos crer que tal não passou de um equívoco. Afinal, a partir daí, o caminho é sempre a descer.
O Transportador deixa de ser o flick de acção moderno e estilizado que queria ser e começa a entrar numa metamorfose kafkiana, até acabar num action movie, ao bom jeito de XXX - Missão Radical. Frank Martin é uma fusão de Stallone, Schwarzenegger e Van Damme, que queria ser Desperado. O seu carácter meticuloso e metodista afinal não era mais do que uma capa, que rapidamente é despida, deixando entrar em cena uma sensual oriental, Lai (Qi Shu), que o vai levar a enverdar numa teia de mistério e acção descabida, às mãos do playboy da máfia Wall Street Bettencourt (Matt Schulze).

Em vinte/trinta minutos, o filme deixa de ser sobre um transportador e passa a ser sobre um ex-super-militar. Porquê? Nunca se sabe. A razão porque Lia vai ser transportada mantem-se numa incongruência até ao final, que não é mais do que uma das muitas do guião.
O Transportador começa a perder o seu lado cool e o seu estilo, até descambar num bocejo de coreografias de acção e clichets de action movie: Frank Martin é um super-herói, que enfrenta sozinho um enorme batalhão, armado com metralhadoras, bazucas e mísseis. Claro que quando o herói está desarmado, os inimigos atacam-no com as mãos nuas, uma vez que todos os capangas são mestres em artes marciais. Fora isto, Frank Martin tem tempo para seduzir mulheres à primeira vista e tem sabedoria o suficiente para ter todo o material de guerra apropriado a cada ocasião, incluindo um estetoscópio(!). E como não poderia deixar de ser, as balas atravessam sempre paredes maciças, mas um corpo humano ou uma porta de madeira servem de eficazes escudos.

Os filmes de acção nem sempre precisam de uma boa história para serem interessantes, se souberem ser originais e imaginativos. Não necessitam de bons efeitos especiais, se souberem ter adrenalina. E não precisam ter um exemplar guião, se deixarmos o nosso cérebro à porta do cinema. No entanto, O Transportador esquiva-se a isto tudo. Pelo menos Jason Statham é melhor que Vin Diesel, mas em compensação Matt Schulze é terrível. Salvam-se algumas interessantes coreografias, uma boa perseguição automóvel (se exceptuarmos os momentos à-Velocidade Furiosa) e alguns pormenores. E o Happy Meal já engloba o bónus por ser mencionado o fantásico Proust.

Posted by: dermot @ 7:23 da tarde
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terça-feira, março 08, 2005  

RAY:

Título: Ray
Realizador: Taylor Hackford
Ano: 2004


Apresentando Ray Charles:
Ray Charles queria ser um músico maior que a música.
A sua vida poderia muito bem tratar-se do guião de algum caso da vida fictício: nascido no seio de uma família pobre e sem pai, no centro dos Estados Unidos racista dos anos 40, Ray Robison Charles teve que aprender a lidar com as adversidades da vida desde muito cedo. Aos sete anos uma doença ceifa-lhe a visão, mas o destino já lhe tinha pregado outra partida: anos antes, assistira sem capacidade de reacção à morte do irmão mais novo, facto que o fez passar toda a sua vida amarrado ao fantasma passado e a um sentimento de culpa.
Preto, pobre e cego, teve que subir e lutar na vida, para conseguir vencer. E que vitória! Rapidamente se evidenciou no boogie woogie do piano, que tinha aprendido a tocar antes da cegueira, o que lhe permitiu saltar das bandas country locais para os clubes de Seattle. Daí até ao seu primeiro contrato com a Atlanta foi um pequeno salto. E depois foi sempre a subir, nunca estagnando e sempre evoluindo: primeiro, agitando o rock n’ roll e o rythm n’ blues, ao aperceber-se que ninguém queria outro Nat King Cole; depois, revolucionando a música, com o sacrilégio de fundir o gospel com o rock n’ roll, transformando o amor em sexo; e por fim, orquestrando o jazz e o country, numa carreira recheada de sucessos.
Ray Charles foi um músico ímpar, que chegou a ter um contrato superior ao do próprio Sinatra. Mas foi também um militante activo contra a segregação racial – que lhe valeu o banimento vitalício do estado do Georgia – um mulherengo, um viciado em heroína e um homem obstinado pela fama, a carreira e o dinheiro.
Ao fim ao cabo, Ray Charles foi maior que a própria vida.
O veredicto: royale with cheese.

Apresentando Jamie Foxx:
Apesar de não ter vivido o suficiente para ver o resultado final de Ray, o filme sobre a sua vida, Ray Charles aprovou o guião, esteve envolvido na produção e fez questão de escolher o protagonista. Quando o realizador Taylor Hackford lhe levou Jamie Foxx, contam as histórias que Ray Charles o levou até a um piano, onde o fez brilhar. Com a aprovação do mestre, Jamie Foxx tornou-se Ray. Literalmente.
Não é só uma grande interpretação; é uma metamorfose. Jammie Foxx absorve o músico completamente, os seus tiques, a sua maneira de falar, os seus maneirismos, o seu virtuosismo ao piano... Só não se atreveu a cantar.
O veredicto: le big mac.

Apresentando Ray:
Taylor Hackford estava desde 1987 com o projecto nas mãos, mas só conseguiu leva-lo adiante quase duas décadas depois. Na sua curta carreira, já apontava no currículo duas experiências com músicos: primeiro, com Ritchie Valens, ao produzir o sucesso La Bamba; e depois com Chuck Berry, no não menos interessante Hail! Hail! Rock n’ Roll! Pelo meio, alguns pastelões insonsos e um filme fantástico – O Advogado Do Diabo.
Há duas formas de fazer um biopic musical: ou transformar o filme num teledisco de longa metragem, como De-Lovely; ou transformar o filme numa narra cronológica de factos da vida do músico em causa, qual documentário televisivo. E depois há uma outra, que é cruzar a história com a magia do cinema. Hackford aventurou-se nesta última possibilidade. O truque foi não fazer um filme para a música. Esta é um pretexto, um fio condutor e simultaneamente, uma banda-sonora estrondosa.
Ray não se esquiva a mostrar um génio tresloucado (como todos os génios), mulherengo e heroinómano. Mas cai na tentação do engrandecer das virtudes de Ray Charles, que fazem tudo o resto não parecer tão benigno – Ray Charles podia ser drogado, mas evitava que todos os demais caíssem na mesma tentação, é mais ao menos este o espírito. Além disso, há um certo endeusamento do músico negro, como num dos flashbacks constantes, em que é mostrado como um super-herói, metade Van Damme cegado em Força Destruidora, metade Demolidor.
É certo que Ray Charles era Deus, num certo ponto de vista. Mas isto devia ser o que iríamos concluir no final.
Veredicto: mcbacon.

O veredicto final – McRoyal Deluxe.

Posted by: dermot @ 6:10 da tarde
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sábado, março 05, 2005  

ENTREVISTA A PAULO FURTADO:

Paulo Furtado é um dos rostos da actual vaga musical nacional: é a face visível dos Wraygunn e é ainda o one-man band, The Legendary Tigerman. Após o êxito dos já extintos Tédio Boys, Paulo Furtado é actualmente um dos músicos mais interessantes e mais requisitados do panorama musical português.
Paralelamente, Paulo Furtado apresenta ainda uma costela cinéfica, menos visível, da qual quer fazer uso ao tirar o respectivo curso de cinema. É sob esta faceta que o Royale With Cheese tem a honra e o prazer de o entrevistar.


Royale With Cheese Paulo Furtado, li recentemente, que um dos seus planos para o futuro próximo é de enverdar pelo curso de cinema. Esta ideia é para seguir em frente? E até aonde?
Paulo Furtado - Hum....é uma ideia que infelizmente tem sido ciclicamente adiada... por falta de tempo devido à agenda sobrecarregada da música... neste momento o único tipo de formação quec estou a ter é uma espécie de curso intensivo pratico pela mão do Rodrigo Areias... e a experimentação, claro está. O videoclip da remistura dos Bullet para o Love Train (incluído no livro/cd In cold blood) , filmado em super8, é a minha primeria avantura pública. Mas é um objectivo que mais cedo ou mais tarde será concretizado, sinto que existe uma parte criativa minha que se encontra por explorar e mostrar.

RWC – Durante a digressão de Naked Blues, o seu álbum de estreia enquanto The Legendary Tigerman, apresentava-se em palco, tendo como pano de fundo uma tela, onde am passando alguns filmes e imagens. Quer comentar isso?
PF - A Imagem, neste caso a fotografia e o cinema, sempre tiveram uma importância primordial neste projecto. Os filmes foram seleccionados por mim e pelo André Cepeda (fotógrafo/realizador) entre o material registado para o Naked blues e bobines adquiridas mais ou menos aleatoriamente, por vezes pedaços de vidas alheias a que davamos uma nova narrativa. É a grande magia do super8, o facto ser “cinema” e ao mesmo tempo ter sido (e ainda ser, embora de um modo mais restrito) um meio de documentação familiar e económico da vida quotidiana. Como os blues.

RWC – Actualmente, a indústria discográfica aposta cada vez mais na sua promoção visual. Isso reflecte-se nos telediscos cada vez mais elaborados. Acha que o teledisco pode ser um bom meio de passar a mensagem da música em causa?
PF - Claro que sim. No caso de LTM [Legendary Tiger Man], visto que a música é crua, espontânea e pouco produzida, o mesmo se passa com os videoclips e com o suporte em que são registados. Quando há menos variáveis no campo da produção, torna-se necessário explorar todos os (poucos...) meios disponíveis ao máximo.

RWC – Recentemente, participou juntamente com o Zé Pedro [guitarrista dos Xutos & Pontapés] no Festival de Curtas de Vila do Conde, onde criaram ao vivo, a banda-sonora do filme Paleface, do Buster Keaton. Como foi essa experiência?
PF - Por um lado foi muito bom, porque o mateiral sobre que estávamos a trabalhar era excelente, por outro foi complicado porque ambos tivemos muito pouco tempo para trabalhar juntos. Acho que poderíamos ter feito melhor.

RWC – Quais são as influências cinéfilas que menciona como referências? Até que que ponto a música influencia/ou essas escolhas?
PF - Eu vejo a música no teatro e no cinema como meios de ampliar as emoções ou imagens que o realizador pretende transmitir. Para mim o melhor filme de sempre é o Freaks, do Tod Browning. Até ao momento não vi nada que abordasse de um modo tão real a condição humana, com tudo o que tem de belo e feio.

RWC – Sendo músico profissional, como vê a banda-sonora de um filme? Ou consegue abstrair-se, vendo o filme como um todo e só no fim analisa-lo por partes?
PF - Julgo que há muitas abordagens diferentes. Em geral acho que a banda sonora ideal é aquela que não consegues dissociar da imagem , que só consegues analisar numa segunda tentativa. Ou exactamente o oposto!! Como nos filmes de Hitchcock em oposição aos de Tarantino.....

RWC – Aceitaria compor a banda-sonora para um filme português?
PF - Já aceitei. “O Rei”, de Rodrigo Areias.

RWC – Após o reaparecimento dos musicais, graças a filmes como Moulin Rouge ou Chicago, parece ter havido um reacender de interesse por parte de Hollywood, na realização de biopics, como é exemplo o recentre De-Lovely, sobre a vida de Cole Porter, ou Ray, acerca de Ray Charles. Dizem as crónicas que mais se avizinham: Kurt Cobain, Jeff Buckley, Janis Joplin...
Acha que ainda falta um músico sobre o qual devam realizar um filme ou isso já foi feito?
PF - Acho que há sempre mais um músico, um pintor, um artista, um bandido, um herói cuja vida merece um filme. E todos temos um pouco de cada.

RWC – É também sabido o seu fascínio – e recorro aqui ao seu trabalho enquanto músico – pelo simbolismo e folclore em torno da luta do Bem contra o Mal e tudo o que isto comporta, do ponto de vista bíblico e pagão. Isso fascina-o também no cinema, há algum ou alguns filmes que queira apontar?
PF - The Wild One.

RWC – Antes de terminar, apenas um conjunto de perguntas de resposta directa.
- ‘O’ filme da sua vida? Freaks, Tod Browning. Mauvais sang, leos carax
- Um actor? E uma actriz? Cristopher Walken, Michelle Piccoli, Catherine Deneuve
- Um compositor e uma banda-sonora?Henri Mancini, Breakfast At Tiffany's
- Uma cena marcante? Tantas.....
- Um teledisco de referência? Walk this way, Run DMC/Aerosmith

RWC - Obrigado pelo tempo dispendido. Felicidades e boa-sorte para o futuro e para os seus projectos. Esperamos que possa visitar sempre que possa o Royale With Cheese.
PF - Obrigado eu. abraço

Posted by: dermot @ 1:26 da manhã
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quinta-feira, março 03, 2005  

MAR ADENTRO:

Título: Mar Adentro
Realizador: Alejandro Amenábar
Ano: 2004


Mar Adentro foi ansiado com grandes expectativas e recebido calorosamente em Espanha, um fascínio que se traduziu nos mais importantes prémios Goya do ano transacto (fascínio que se alargou além-fronteiras, culminando com o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro). As razões eram simples: Alejandro Amenábar, apesar da curta carreira, é já um dos realizadores mais promissores da nova vaga, com provas já dadas internacionalmente, seja com o espanhol Abre Os Olhos, ou o hollywoodesco Os Outros; depois o papel prinicpal estava entregue a Javier Bardem, um dos mais acarinhados actores espanhóis, cujo currículo justifica toda essa veneração; e por fim, talvez o mais importante, porque Mar Adentro é baseado num caso recente que abalou a Espanha - o caso de Rámon Sampedro, um tetraplégico que procurou durante quase três décadas, a morte assistida.

A história de Rámon Sampedro dava um filme (e acabou por dar dois, um para a televisão e outro para o grande ecrã). Um jovem marinheiro, cheio de força e de vida, que aos vinte anos já tinha dado a volta ao Mundo. Em plena flor da sua vida, o jovem calculou mal um mergulho, embatendo violentamente contra o fundo do mar, partindo o pescoço e ficando confinado para o resto da sua vida a uma cama, dependente da ajuda dos demais - tinha ficado tetraplégico. Toda a sua vida aglomerou-se na sua cabeça, acoplada a um cadáver, que no entanto nunca o fez deixar de sorrir, escrever, pensar e, sobretudo, lutar. Lutar contra a Constituição espanhola, por uma morte digna. Porque para alguém como Rámon Sampedro, aquilo não era viver.
O seu caso agitou Espanha há menos de uma década, que acompanhou calorosamente um homem, que queria morrer dignamente, um desejo com trinta anos de imobilidade. As opiniões dividiram-se e o Estado espanhol recusou-se sempre a ceder, devido à inconstitucionalidade do seu pedido. Rámon acabou por morrer, mas como um criminoso, às mãos dos seus amigos.

Em Mar Adentro, Rámon Sampedro é Javier Bardem, que numa metamorfose fantásica, envelhece vinte anos e confina-se a uma cama. Bardem tem uma interpretação bigger than life, em que consegue ser tudo o que quer apenas numa cabeça: expressivo, comovente, divertido, consciente. E apaixonado. E a sua prestação merece por si só o visionamento do filme. Mas este tem muito mais.
Com efeito, Mar Adentro é um drama convicto, com intenções lacrimejantes. É certo que o alterna com alguns momentos de diversão, mas não se esquiva ao melodrama. Rámon (Javier Bardem) quer morrer e precisa de ajuda para isso. No entanto, duas mulheres vão entrar na sua vida: a advogada Julia (Belén Rueda), que devido a motivos pessoais, faz sua a causa de Rámon; e a ingénua Rosa (Lola Dueñas), que vai tentar mostrar a Rámon tudo o que faz merecer viver.

Para Alejandro Amenábar tudo é simples. Não se contém na personagem de Rámon, transformando-o em mártir; filma-o, como se de uma personagem mais nos tratássemos, observamos o seu dia-a-dia e tiramos as nossas conclusões: se aquele homem deve ou não ver satisfeito o seu desejo. Aliás, Amenábar nunca tira partido de um lado da opinião, limitando-se a dar vida ao que aconteceu. Duas mulheres, uma de cada lado da facção e uma família, que apesar de dizer pouco, acaba por dizer tudo no filme. O sobrinho Marc (Francesc Garrido), que é o mais alienado de todos, mas que acaba por desejar que a terra o engula por não ter percebido muita coisa antes; a resignada cunhada Manuela (Mabel Rivera), para quem a opinião de Rámon é sufiecente; o inconformado José (Celso Bugallo), que ama tanto o irmão que não quer abdicar dele; e o pai (Tamar Novas), que apenas tem uma fala, que no entanto diz tudo - pior que morrer um filho, é um filho que quer morrer.

Mar Adentro é por isto um drama pujante, sem martírios, que faz do realismo o prato forte. Com um grupo de actores impressionanetes, em personagens cheias de carácter, Alejandro Amenábar filma ainda um belo retrato da Galiza (que bem podia ser Portugal, tamanhas são as semelhanças) num portentoso filme técnico (com uma sequência vertiginosa, em que viajamos em voo rasante pela região), com uma comovente banda-sonora. E no entanto, no final quando devia, a lágrima que é puxada em todo o filme acaba por não cair. Ou terá sido esta a intenção, de apesar de tudo, de não termos de ter pena de Rámon? Eu acho que não.

Mar Adentro é um fantástico McRoyal Deluxe, que pode aumentar consoante a dispsição com que vimos o filme. E quase que o é só pela prestação de Bardem e pelo trabalho técnico de Amenábar. Mas é-o pelo resto também, pela história do marinheiro que ficou em terra.

Posted by: dermot @ 12:18 da tarde
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quarta-feira, março 02, 2005  

A RAPARIGA SANTA:

Título: La Niña Santa
Realizador: Lucrecia Martel
Ano: 2004


A análise de A Rapariga Santa inicia-se com a sinopse do filme e termina com a mesma.
Algures na Argentina, um grupo de raparigas é educado num rígido colégio religioso, onde aprendem a procurar as suas vocações perante Deus. Fora do tempo de aulas, Amália (María Alche) e Josefina (Julieta Zylberberg) analisam a sua sexualidade ao ritmo das próprias hormonas. No hotel onde Amália vive com a sua mãe divorciada, Helena (Mercedes Morán), decorre um congresso de otorringologia; um dos médicos preentes é o dr. Jano (Carlos Belloso), que começa a tornar-se íntimo de Helena, apesar de ser casado. Enquanto isto, Amália apaixona-se por um estranho que se apoiou em si sexualmente, em plena rua, passando a segui-lo e a vigia-lo. A sua mãe apresenta-o mais tarde: é o Dr. Jano. E a sua vida está prestes a desmoronar-se.

E o filme resume-se a isto. Tal como no colégio, A Rapariga Santa é rígido, pouco subtil e monótono, com uma montagem dura e crua, salpicada aqui e ali por um plano mais artístico ou por uma sequência pseudo-intelectual. O realizador parece querer revisitar Lolita, num ambiente claustrofóbico e com uma petiz mais astuta. Fica-se, no entanto, pela intenção, uma vez que acaba por não dizer nada. Pode-se não querer dizer nada num filme; mas numa história em que tantas premissas são lançadas na mesa de jogo, essa ausência de mensagem só pode ser por impossibilidade.

Presente no certame de Veneza de 2004, o filme tem ainda sexo juvenil, personagens que parecem existir apenas para preencher espaços em branco, os créditos iniciais mais ridículos do cinema contemporâneo e muitas ideias inacabadas, qual conversa interrompida. E o final é desastroso.

A Rapariga Santa recebe um Happy Meal, onde o brinquedo é um extra pela presença de um thereminvox, que é um instrumento fabuloso. E que Lucrecia Martel consiga encontrar rapidamente a sua vocação, uma vez que parece estar na profissão errada.

Posted by: dermot @ 8:48 da manhã
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terça-feira, março 01, 2005  

ARIZONA DREAM:

Título: Arizona Dream
Realizador: Emir Kusturica
Ano: 1993


Há um excerto bastante interessante de uma análise a esta única experiência hollywoodesca de Emir Kusturica que descreve o filme como uma revisitação pós-moderna da história do cinema, um filme onde o elenco é um espelho do passado, do presente e do futuro da própria sétima arte. Primeiro porque o realizador jugoslavo recupera duas estrelas apagadas, qual Quentin Tarantino - Jerry Lewis e Faye Dunaway - que como fénix, renascem das cinzas. Depois porque apresenta Johnny Depp à personagem de sonhador, que já havia vestido em Eduardo Mãos-De-Tesoura, fato que lhe serve como uma luva. E por fim, porque toma Vincent Gallo como o génio incompreendido - ou egocêntrico presunçuoso - pelo qual é visto através dos olhos da opinião pública.
Seja como for, Arizona Dream, apesar de ter sido praticamente banido dos Estados Unidos, é uma das obras mais interessantes e sólidas da filmografia de Kusturica.

O cinema de autor a que Kusturica nos habituou nas obras posteriores de Era Uma Vez Um País e Gato Preto Gato Branco, para depois repisar em A Vida É Um Milagre, já se encontra em Arizona Dream - há personagens caricatas, situações bizarras, música a acompanhar... No entanto, este é tão diferente dos outros, como o dia o é da noite.
Arizona Dream é uma história sedutora acerca dos sonhos: o sonho com esquimós e um balão de Alex (Johnny Depp); o sonho de vendedor de carros que os empilha até à lua de Leo Sweetie (Jerry Lewis); o sonho de uma vida de amor de duas mulheres que querem voar e que afinal são uma só, a mãe Elaine (Faye Dunaway) e a filha Grace (Lili Taylor); e o sonho de estrela de cinema de Paul Leger (Vincent Gallo). Estes sonhos são cruzados num só sonho, que não pode ser realizado, porque senão deixa de ser um sonho. Só isso pode justificar a tempestade que há entre mãe e filha, que tem tanto de amor como de ódio.

Kusturica realiza uma história imperfeitamente perfeita, um paradoxo justíssimo para explicar este filme numa só palavra. Uma história da vida, de sonhos e desilusões, de ilusões e realidade, que ao bom jeito do realizador jugoslavo, se fundem numa realidade onírica cativante, cheia de simbolismos e metáforas. Às tantas, o realizador entra por caminhos pantanosos lynchianos, mas estamos já tão apaixonados pela história que já nada disso interessa.
Emir Kusturica tem coragem de falar de cactos e de pôr um peixe a voar sob Nova Iorque, como o sentido da vida. Presunção que Vincent Gallo absorveu como influência ou confiança num sonho de filme?

Seja como for, Arizona Dream é uma história bela e filosófica, acerca da vida e da morte. O quinteto de actores, alguns recuperados quando ninguém esperaria, é genial, com o destaque para a alucinada Faye Dunaway. E se a tudo isto aliarmos uma estrondosa banda-sonora do mestre Goran Bergovic (que esteve sempre presente nos melhores momentos de Kusturica) e um divertidíssimo rip-off de Intriga Internacional, ficamos com um delicioso McRoyal Deluxe nas mãos. Para comer e sonhar por mais.

Posted by: dermot @ 6:00 da tarde
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COTAÇÃO:
10 - Royale With Cheese
9 - Le Big Mac
8 - McRoyal Deluxe
7 - McBacon
6 - McChicken
5 - Double Cheeseburger
4 - Cheeseburger
3 - Caixinha de 500 paus (Happy Meal)
2 - Hamburga de Choco
1 - Pão com Manteiga

TAKE:
Take - cinema magazine | take.com.pt


ARE YOU TALKING TO ME:
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CRÍTICAS:
- A Armadilha
- A Arte De Pensar Negativamente
- A Árvore Da Vida
- A Balada de Jack And Rose
- A Bela E O Paparazzo
- A Boda
- À Boleia Pela Galáxia
- A Cabana Do Medo
- A Cela
- A Canção De Lisboa
- A Cara Que Mereces
- A Casa Dos 1000 Cadáveres
- A Casa Maldita
- A Cidade Dos Malditos
- A Ciência Dos Sonhos
- A Comunidade
- A Cor Do Dinheiro
- A Costa Dos Murmúrios
- A Criança
- A Dália Negra
- A Dama De Honor
- A Descida
- A Duquesa
- À Dúzia É Mais Barato
- A Encruzilhada
- A Estrada
- A Estranha Em Mim
- A Frieza Da Luz
- A Fúria Do Dragão
- A História De Uma Abelha
- A Honra Da Família
- A Janela (Maryalva Mix)
- A Lagoa Azul
- A Lenda Da Floresta
- A Liga Dos Cavalheiros Extraordinários
- A Lista De Schindler
- A Lojinha Dos Horrores
- A Mais Louca Odisseia No Espaço
- A Maldição Da Flor Dourada
- A Mansão
- A Maravilhosa Aventura De Charlie
- A Marcha Dos Pinguins
- A Máscara
- A Máscara De Cristal
- A Menina Jagoda No Supermercado
- A Minha Bela Lavandaria
- A Minha Vida Sem Mim
- A Morte Do Senhor Lazarescu
- A Mosca
- A Mulher Do Astronauta
- A Mulher Que Viveu Duas Vezes
- A Múmia
- A Noiva Cadáver
- A Noiva Estava De Luto
- A Origem
- A Outra Margem
- A Paixão De Cristo
- A Pele Onde Eu Vivo
- A Pequena Loja Dos Horrores
- A Prairie Home Companion - Bastidores Da Rádio
- A Presa
- À Procura Da Terra Do Nunca
- A Promessa
- À Prova De Morte
- A Rainha
- A Rai­nha Africana
- A Raiz Do Medo
- A Rapariga Santa
- A Rede Social
- A Religiosa Portuguesa
- A Ressaca
- A Residencial Espanhola
- A Sangue Frio
- A Secretária
- A Semente Do Diabo
- A Senhora Da Água
- A Severa
- A Sombra Do Caçador
- A Sombra Do Samurai
- A Tempestade No Meu Coração
- A Tempo E Horas
- A Torre Do Inferno
- A Turma
- A Última Famel
- A Última Tentação De Cristo
- A Valsa Com Bashir
- A Verdadeira História De Jack, O Estripador
- A Viagem De Chihiro
- A Viagem De Iszka
- A Vida De Brian
- A Vida É Um Jogo
- A Vida É Um Milagre
- A Vida Em Directo
- A Vida Secreta Das Palavras
- A Vila
- A Vítima Do Medo
- A Vizinha Do Lado
- A Volta Ao Mundo Em 80 Dias
- Aberto Até De Madrugada
- Abraços Desfeitos
- Acção Total
- Aconteceu No Oeste
- Across The Universe
- Actividade Paranormal
- Acusado
- Adam Renascido
- Admitido
- Adriana
- Aelita
- Ágora
- Água Aos Elefantes
- Air Guitar Nation
- Albert, O Gordo
- Aldeia Da Roupa Branca
- Alice
- Alice In Acidland
- Alice No País Das Maravilhas
- Alien - O Oitavo Passageiro
- Aliens - O Reencontro Final
- Alien - A Desforra
- Alien - O Regresso
- Alien Vs. Predador
- Alien Autopsy
- Alma Em Paz
- Almoço De 15 De Agosto
- Alphaville
- Alta Fidelidade
- Alta Golpada
- Alta Tensão
- Alucinação
- Amália
- Amarcord
- American Movie
- American Splendor
- Amor À Queima-Roupa
- Amor De Verão
- Amor E Corridas
- Amor E Vacas
- Amor Em Las Vegas
- Amor Ou Consequência
- And Soon The Darkness
- Angel-A
- Animal
- Annie Hall
- Anónimo
- Antes Do Anoitecer
- Antes Que O Diabo Saiba Que Morreste
- Anticristo
- Anvil! The True Story of Anvil
- Anytinhig Else - A Vida E Tudo Mais
- Appaloosa
- Apocalypto
- Aquele Querido Mês De Agosto
- Aracnofobia
- Aragami
- Arizona Dream
- Armin
- Arséne Lupin - O Ladrão Sedutor
- As Asas Do Desejo
- As Aventuras De Jack Burton Nas Garras Do Mandarim
- As Aventuras De Tintim - O Segredo Do Licorne
- As Aventuras Do Príncipe Achmed
- As Bandeiras Dos Nossos Pais
- As Bonecas Russas
- As Canções De Amor
- As Crónicas De Narnia - O Leão, A Feiticeira E O Guarda-Roupa
- As Diabólicas
- As Ervas Daninhas
- As Invasões Bárbaras
- As Lágrimas Do Tigre Negro
- As Leis Da Atracção
- As Noites Loucas Do Dr. Jerryll
- As Penas Do Desejo
- As Tartarugas Também Voam
- As Vidas Dos Outros
- Aberto Até De Madrugada
- Assalto À Esquadra 13 (1976)
- Assalto À Esquadra 13 (2005)
- Assalto Ao Santa Maria
- Assassinos Natos
- Ata-me
- Até Ao Inferno
- Até Ao Limite Do Terror
- Atraídos Pelo Crime
- Através Da Noite
- Attack Of The 50 Foot Woman
- Aurora
- Austrália
- Autocarro 174
- Avatar
- Aviva, Meu Amor
- Aztec Rex
- Azul Metálico

- Babel
- Backbeat, Geração Inquieta
- Balas E Bolinhos - O Regresso
- Balbúrdia No Oeste
- Bando À Parte
- Baraka
- Barbarella
- Barreira Invisí­vel
- Batman
- Batman Regressa
- Batman - O Início
- Be Cool
- Beijing Bastards
- Belleville Rendez-Vouz
- Bem-vindo À Zombieland
- Bem-vindo Ao Norte
- Berlin 36
- Birth - O Mistério
- Biutiful
- Black Sheep
- Black Snake Moan - A Redenção
- Blade Runner - Perigo Iminente
- Blueberry
- Boa Noite E Boa Sorte
- Bobby Darin - O Amor É Eterno
- Body Rice
- Bombom
- Bom Dia Noite
- Bom Dia Vietnam
- Bonnie E Clyde
- Boogie Nights
- Borat
- Brasil - O Outro Lado Do Sonho
- Breakfast On Pluto
- Brincadeiras Perigosas (2007)
- Brisa De Mudança
- Bronson
- Bruce, O Todo-poderoso
- Bruiser - O Rosto Da Vingança
- Bruno
- Buffalo 66
- Bubba Ho-Tep
- Bullit
- Bunker Palace Hotel
- Buried
- Busca Implacável
- Bz, Viagem Alucinante

- Cadillac Records
- Cães Danados
- Cães De Palha
- Café E Cigarros
- Call Girl
- Camino
- Capitão Alatriste
- Capitão América - O Primeiro Vingador
- Capote
- Carrie
- Cartas Ao Padre Jacob
- Cartas De Iwo Jima
- Casa De Loucos
- Casablanca
- Casino Royale
- Catwoman
- Cavalo De Guerra
- Cemitério Vivo
- Censurado
- Centurion
- Charlie E A Fábrica De Chocolate
- Che - Guerrilha
- Che - O Argentino
- Chemical Wedding
- Chéri
- Chinatown
- Chocolate
- Choke - Asfixia
- Chovem Almôndegas
- Christine - O Carro Assassino
- Cidade Fria
- Cinco Dias, Cinco Noites
- Cinema Paraíso
- Cinerama
- Cisne Negro
- Clube De Combate
- Coco Avant Chanel
- Coisa Ruim
- Cold Mountain
- Cold Weather
- Colete De Forças
- Colisão
- Com Outra? Nem Morta!
- Comboios Rigorosamente Vigiados
- Comer Orar Amar
- Complexo - Universo Paralelo
- Conan, O Bárbaro
- Contrato
- Control
- Controle
- Coração De Cavaleiro
- Coração De Gelo
- Coração Selvagem
- Corações De Aço
- Coragem De Mãe: Confrontando O Autismo
- Corre Lola Corre
- Correio De Risco
- Correio De Risco 3
- Corrida Contra O Futuro
- Corrupção
- Cozinhando A História
- Crank - Veneno No Sangue
- Crank - Alta Voltagem
- Cremaster
- Crime Ferpeito
- Crippled Masters
- Cristóvão Colombo - O Enigma
- Crónica Dos Bons Malandros
- Crueldade Intolerável
- Cubo
- Culture Boy
- Cypher
- Cyrano de Bergerac (1950)

- Daisy Town
- Dallas
- Danny The Dog - Força Destruidora
- Daqui P'ra Frente
- Dark City - Cidade Misteriosa
- De Cabeça Para Baixo
- De Homem Para Homem
- De Olhos Abertos
- De Olhos Bem Fechados
- De Sepultura Em Sepultura
- De Tanto Bater O Meu Coração Parou
- De-Lovely
- Delhi Belly
- Dead Snow
- Death Race 2000
- Deixa-me Entrar
- Delicatessen
- Demolidor - O Homem Sem Medo
- Dentro Da Garganta Funda
- Depois Do Casamento
- Destruir Depois De Ler
- Diamante De Sangue
- Diário Dos Mortos
- Diários De Che Guevara
- Dias De Futebol
- Dick E Jane - Ladrões Sem Jeito
- Dictado
- Die Hard 4.0 - Viver Ou Morrer
- Die You Zombie Bastards!
- Dogma
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- Don Juan DeMarco
- Donnie Brasco
- Doom - Sobrevivência
- Doomsday - Juízo Final
- Dorian Gray
- Dot.Com
- Dr. Estranhoamor
- Drácula 2001
- Drácula De Bram Stoker
- Drive - Risco Duplo
- Dreamgirls
- Duas Mulheres

- É Na Terra Não É Na Lua
- Easy A
- Easy Rider
- Eduardo Mãos De Tesoura
- Efeito Borboleta
- El Mariachi
- El Topo
- Ela Odeia-me
- Eles
- Eles Vivem
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- Em Bruges
- Em Busca Da Felicidade
- Em Carne Viva
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- Em Nome De Caim
- Em Nome De Deus
- Em Paris
- Em Privado
- Embargo
- Encarnação Do Demónio
- Encontros Em Nova Iorque
- Encrenca Dupla
- Encurralada
- Ensaio Sobre A Cegueira
- Enterrado Na Areia
- Entre Os Dedos
- Entrevista
- Equilibrium
- Era Uma Vez No México
- Eraserhead - No Céu Tudo É Perfeito
- Escola De Criminosos
- Escolha Mortal
- Esporas De Aço
- Estado De Guerra
- Estamos Vivos
- Este É O Meu Lugar
- Este País Não É Para Velhos
- Estômago
- Estrada Perdida
- Estranhos
- Estrellita
- Eu Amo-te Phillip Morris
- Eu, Peter Sellers
- Eu Sou A Lenda
- Eu Sou Evadido
- Eu, Tu E Todos Os Que Conhecemos
- Everything Must Go
- Evil Dead - A Noite Dos Mortos-Vivos
- Evil Dead 2 - A Morte Chega De Madrugada
- Evil Dead 3 - O Exército Das Trevas
- Ex-Drummer
- Exterminador Implacável 1
- Exterminador Implacável 2 - O Dia Do Julgamento Final
- Exterminador Implacável 3 - Ascensão Das Máquinas
- Exterminador Implacável 4 - A Salvação

- Factory Girl - Quando Edie Conheceu Warhol
- Factotum
- Fados
- Fahrenheit 9/11
- Falso Alarme
- Fando E Lis
- Fantasmas De Marte
- Fargo
- Faster, Pussycat! Kill! Kill!
- Fausto 5.0
- Favores Em Cadeia
- Felicidade
- Feliz Natal
- Férias No Harém
- Festival Rocky De Terror
- Ficheiros Secretos: Quero Acreditar
- Fim De Ano Em Split
- Fim-De-Semana Alucinante
- Final Cut - A Última Memória
- Fish Tank
- Florbela
- Flores Partidas
- Fome
- Footloose - A Música Está Do Teu Lado
- Força Delta
- Forrest Gump
- Freddy Vs. Jason
- Frenético
- Frida
- Frost/Nixon
- Fruto Proibido
- Fuga De Los Angeles
- Fuga Para A Vitória
- Fur - Um Retrato Imaginário De Diane Arbus
- Fúria Cega
- Fúria De Viver
- Fúria Silenciosa

- Gabrielle
- Gainsbourg - Vida Heróica
- Gang Dos Tubarões
- Gangs de Nova Iorque
- Garden State
- Génova
- GI Joe - O Ataque Dos Cobra
- Godzilla
- Goodbye Lenine!
- Gosford Park
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- Gran Torino
- Grande Mundo Do Som
- Gremlins
- Grizzly Man
- Gru - O Maldisposto
- Guerra Dos Mundos (2005)
- Guerra Dos Mundos (1953)

- Há Lodo No Cais
- Hairspray
- Half Nelson - Encurralados
- Hard Candy
- Harley Davidson E O Cowboy Do Asfalto
- Harold E Maude
- Harry Brown
- Haverá Sangue
- Hawai Azul
- He-Man - Mestres Do Universo
- Head On - A Esposa Turca
- Heartbreak Hotel
- Hell Ride
- Hellboy
- Hellboy 2: O Exército Dourado
- Helter Skelter - O Caso De Sharon Tate
- Henry E June
- Hereafter - Outra Vida
- Hiena
- História De Duas Irmãs
- História De Um Fotógrafo
- Hobo With A Shotgunbr> - Hollywood Ending
- Homem Aranha
- Homem Aranha 2
- Homem Aranha 3
- Homem De Ferro
- Homem Demolidor
- Homem Em Fúria
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- Homens De Negro 2
- Homens Que Matam Cabras Só Com O Olhar
- Hostel
- Hostel 2
- Hot Fuzz - Esquadrão De Província
- Howl - Grito
- Hugo

- I Am Sam - A Força Do Amor
- I Spit On Your Grave
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- Iluminados Pelo Fogo
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- Indiana Jones E O Reino Da Caveira De Cristal
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- Jackass 2
- Jackass 3D
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- Jacuzzi - O Desastre Do Tempo
- James Bond - Agente Secreto
- James Bond - Casino Royale
- James Bond - Quantum Of Solace
- Janela Indiscreta (1954)
- Janela Indiscreta (1998)
- Janela Secreta
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- Jonestown - The Life And Death Of Peoples Temple
- Jovens Rebeldes - A Verdadeira História
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- Kids - Miúdos
- Kill Bill vol.2
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- Millenium 1. Os Homens Que Odeiam As Mulheres
- Million Dollar Baby - Sonhos Vencidos
- Minha Mãe
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- Misery - Capí­tulo Final
- Missão A Marte
- Missão Impossí­vel 3
- Missão Impossível - Missão Fantasma
- Missão Solar
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- Momentos Agradáveis
- Moneyball - Jogada De Risco
- Monsters - Zona Interdita
- Monstro
- Monty Phyton E O Cálice Sagradi
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- Morte De Um Presidente
- Movimentos Perpétuos
- Mr. E Mrs. Smith
- Mrs. Henderson Presents
- Muito Bem, Obrigado
- Mulholland Drive
- Mundo Fantasma
- Mundos Separados
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- Murderball - Espírito De Combate
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- Mutilados
- Mysterious Skin

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- Nacho Libre
- Não Estou Aí
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- Nas Costas Do Diabo
- Nas Nuvens
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- Nico: À Margem Da Lei
- Ninguém Sabe
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- No Limite Do Amor
- No Vale De Elah
- Noite De Agosto
- Noite Escura
- Noivos Sangrentos
- Nome De Código: Cloverfield
- Northfork
- Nosferatu, O Vampiro
- Nothing
- Nova Iorque 1997
- Nove Raínhas
- Nunca Digas Sim

- O Acontecimento
- O Agente Da Broadway
- O Lugar Do Morto
- O Americano
- O Amor Acontece
- O Anjo Exterminador
- O Anti-Pai Natal
- O Artista
- O Assassínio De Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford
- O Assassí­nio De Richard Nixon
- O Batedor
- O Bom Alemão
- O Bom, O Mau E O Vilão
- O Cabo Do Medo
- O Caminho De São Diego
- O Cão, O General E Os Pássaros
- O Capacete Dourado
- O Castelo Andante
- O Castor
- O Cavaleiro Das Trevas
- O China
- O Cobrador
- O Código Da Vinci
- O Comboio Dos Mortos
- O Comboio Mistério
- O Condenado
- O Couraçado Potemkin
- O Cowboy Da Meia-Noite
- O Crepúsculo Dos Deuses
- O Dedo De Deus
- O Delator!
- O Demónio
- O Despertar Da Besta
- O Despertar Da Mente
- O Deus Da Carnificina
- O Deus Elefante
- O Dia Em Que A Terra Parou (1951)
- O Dia Em Que A Terra Parou (2008)
- O Dia Da Besta
- O Discurso Do Rei
- O Enigma Do Espaço
- O Estranho Caso De Benjamin Button
- O Estranho Mundo De Jack
- O Evangelho Segundo São Mateus
- O Exorcista
- O Fatalista
- O Feiticeiro De Oz
- O Feitiço Do Tempo
- O Fiél Jardineiro
- O Gabinete Das Figuras De Cera
- O Gabinete Do Dr. Caligari
- O Gato Das Botas
- O Génio Do Mal (1976)
- O Grande Peixe
- O Grande Ditador
- O Guerreiro
- O Homem Duplo
- O Homem Que Copiava
- O Homem Que Sabia Demasiado
- O Homem Que Veio Do Futuro
- O Idealista
- O Jogo
- O Júri
- O Imperador Da Califórnia
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- O Justiceiro Da Noite
- O Labirinto Do Fauno
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- O Lago Perfeito
- O Leopardo
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- O Maquinista
- O Marinheiro De Água Doce
- O Menino De Ouro
- O Meu Tio
- O Milagre De Berna
- O Milagre Segundo Salomé
- O Mistério Galindez
- O Monstro Da Lagoa Negra
- O Mundo A Seus Pés
- O Nevoeiro (1980)
- O Ofício De Matar
- O Olho
- O Orfanato
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- O Padrinho - Parte II
- O Padrinho - Parte III
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- O Panda Do Kung Fu 2
- O Pesadelo De Darwin
- O Pistoleiro Do Diabo
- O Planeta Selvagem
- O Pó Dos Tempos
- O Portador Da Espada
- O Presidiário
- O Prisioneiro Do Rock
- O Protegido
- O Próximo A Abater
- O Quinto Elemento
- O Quinto Império
- O Regresso
- O Rei Dos Gazeteiros
- O Reino Proibido
- O Ritual
- O Ritual Dos Sádicos
- O Sabor Do Amor
- O Sargento Da Força Um
- O Segredo A Brokeback Mountain
- O Segredo De Um Cuscuz
- O Segredo Dos Punhais Voadores
- O Selvagem
- O Sentido Da Vida
- O Sétimo Selo
- O Sítio Das Coisas Selvagens
- O Sonho Comanda A Vida
- O Sonho De Cassandra
- O Sorriso De Mona Lisa
- O Tempo Do Lobo
- O Tesouro Da Sierra Madre
- O Tigre E A Neve
- O Tio Boonmee Que Se Lembra Das Suas Vidas Anteriores
- O Triunfo Da Vontade
- O Turista
- O Último Airbender
- O Último Grande Herói
- O Último Rei Da Escócia
- O Último Tango Em Paris
- O Último Voo Do Flamingo
- O Vingador Tóxico
- O Wrestler
- Ocean's Eleven - Façam As Vossas Apostas
- Odete
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- Olho Mágico
- Oliver Twist
- Ônibus 174
- Orca
- Órfã
- Os Amantes Regulares
- Os Amigos De Alex
- Os Bons E Os Maus
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- Os Cavaleiros Do Asfalto
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- Os 300 Espartanos

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- Piratas Das Caraíbas - Nos Confins Do Mundo
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- Planeta Dos Macacos: A Origem
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- Plano 9 Dos Vampiros Zombies
- Polaróides Urbanas
- Polí­cia Sem Lei (1992)
- Polícia Sem Lei (2009)
- Poltergeist, O Fenómeno
- Ponto De Mira
- Por Favor Rebobine
- Por Favor Não Me Morda O Pescoço
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- Príncipe Da Pérsia - As Areias Do Tempo
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- Proposta Indecente
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- Quarteto Fantástico (1994)
- Quarteto Fantástico (2005)
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- Que Se Mueran Los Feos
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- Querida Wendy

- R
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- Thirst - Este É O Meu Sangue
- This Is It
- This Is Spinal Tap
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- Thriller - A Cruel Picture
- THX 1138
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- Tony
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- Tragam-me A Cabeça De Alfredo Garcia
- Transamerica
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- Tron: O Legado
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- Tropa De Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro
- Tsotsi
- Tubarão
- Tubarão 2
- Tubarão 3
- Tubarão IV - A Vingança
- Tucker E Dale Contra O Mal
- Tudo Ficará Bem
- Tudo Pode Dar Certo
- Twisted - Homicídios Ocultos

- Ultra Secreto
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- Um Bater De Corações
- Um Belo Par... De Patins
- Um Cão Andaluz
- Um Dia A Casa Vai Abaixo
- Um Dia De Raiva
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- Um Longo Domingo De Noivado
- Um Lugar Para Viver
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- Um Profeta
- Um Tiro No Escuro
- Um Trabalho Em Itália
- Uma Aventura Na Casa Assombrada
- Uma Boa Mulher
- Uma Canção De Amor
- Uma Espécie De Cavalheiro
- Uma Famí­lia À Beira De Um Ataque De Nervos
- Uma História De Violência
- Uma Pequena Vingança
- Uma Rapariga Com Sorte
- Uma Segunda Juventude
- Uma Segunda Vida
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- Unseen Evil 2 - Alien 3000
- Up - Altamente

- V De Vingança
- Vai E Vive
- Vais Conhecer O Homem Dos Teus Sonhos
- Valhalla Rising - Destino De Sangue
- Valquíria
- Vampiros de John Carpenter
- Van Helsing
- Vanilla Sky
- Vanitas
- Vasilhame
- Veio Do Outro Mundo
- Veludo Azul
- Velvet Goldmine
- Vencidos Pela Lei
- Vendendo A Pele
- Veneno Cura
- Vera Drake
- Versus - A Ressurreição
- Vestida Para Matar
- Vice
- Vício - Quando Nada É Suficiente
- Vicky Cristina Barcelona
- Vidas Sombrias
- Vigilância
- Vingança Redentora
- Virgem Aos 40 Anos
- Vitus
- Viúva Rica Solteira Não Fica
- Viver A Sua Vida
- Voando Sobre Um Ninho De Cucos
- Voltando Para Casa
- Voltar
- Vontade Indómita
- Voo 93

- Walk Hard - A História De Dewey Cox
- Walk The Line
- WALL-E
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Wassup Rockers - Desafios De Rua
- Watchmen - Os Guardiões
- Welcome To The Rileys
- White Irish Drunkers
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- Wristcutters: A Love Story

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- X-Men: O Início
- X-Men Origens: Wolverine

- Zack E Miri Fazem Um Porno
- Zardoz
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- Zombies Party - Uma Noite... De Morte
- Zombies Strippers
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- 007 - Casino Royale
- 007 - Quantum Of Solace
- 10 Coisas Que Odeio Em Ti
- 100 Volta
- 10.000 AC
- 12 Homens Em Fúria
- 12 Macacos
- 12:08 A Este De Bucareste
- 1984
- 2LDK
- 24 Hour Party People
- 28 Dias Depois
- 20,13 - Purgatório
- 2012
- 300
- 4 Copas
- 48
- 50/50
- 6=0 Homeostética
- 8 1/2
- 9 Canções
- 98 Octanas


ENTREVISTAS:
- Fernando Fragata
- Festróia - Mário Ventura
- Filipe Melo
- Good N Evil
- IMAGO - Sérgio Felizardo
- José Barahona
- Nuno Markl
- Paulo Furtado
- Rodrigo Areias
- Sara David Lopes
- Solveig Nordlund
- Fernando Alle


TOPES:
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- Top 10 dos Melhores Filmes de 2010
- Top 5 dos Piores Filmes de 2010
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- Top 5 dos Filmes de Chuck Norris
- Top 5 dos Filmes de Patrick Swayze
- Top 10 Os Melhores/Piores Vestidos dos Oscares
- Top 5 As Mortes de Crianças Mais Gratuitas
- Top 10 Os Melhores de 2007
- Top 5 Os Piores de 2007
- Top 7 Adaptações ao Cinema de Livros de Stephen King
- Top 5 Filmes Pela Paz
- Top 5 Os Melhores Beijos
- Top 5 Grandes Arquitectos
- Top 10 Filmes Que Mudaram A Minha Vida
- Top 5 Mulheres de Cabeça Rapada
- Top 5 As Cenas Mais Excitantes
- Top 10 Os Melhores de 2006
- Top 5 Os Piores de 2006
- Top 3 Filmes de Robert Altman
- Top 5 Os Vilões do Cinema
- Top 5 Filmes Com Mick Jagger
- Top 5 Filmes Com Steve Buscemi
- Top 5 Dos Cães no Cinema
- Top 5 Dos Filmes do Indie06
- Top 5 Dos Filmes do Fantas06
- Top 5 dos Presidentes
- Top 10 Os Melhores de 2005
- Top 5 Os Piores de 2005
- Top 5 Filmes com Pat Morita
- Top 10 Os Melhores Filmes Independentes
- Top 5 Os Piores Filmes da Saga Bond
- Top 5 Filmes com Dolph Lundgren
- Top 5 Adaptações de BD Para Cinema
- Top 10 Cenas Mais Assustadoras de Sempre
- Top 5 Vencedores do Óscar
- Top 5 Bond Girls
- Top 5 Filmes Sobre Doenças
- Top 5 Filmes de Natal
- Top 5 Melhores Batalhas Corpo-A-Corpo
- Top 10 Melhores Canções do Cinema
- Top 10 Melhores Filmes de Sempre
- Top 5 Melhores Momentos Musicais
- Top 5 Grandes Duelos do Cinema
- Top 10 Maiores Personagens do Cinema
- Top 5 Piores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 10 Melhores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 5 Filmes Religiosos


BAÚ DO TRASH:
- Needle
- Que Se Mueran Los Feos
- Easy A
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Saw 3D - O Capítulo Final
- And Soon The Darkness
- Os Imortais
- Purana Mandir
- Pagafantas
- The Bloodstained Butterfly
- Cisne Negro


ROYALE WITH CHEESE APRESENTA:
- A Tasca Da Cultura
- A Causa Das Coisas - parte I
- A Causa Das Coisas - parte II
- A Momentary Lapse Of Reason


FILMES A VER ANTES DE MORRER:
- #1 As Lágrimas Do Tigre Negro
- #2 Alucarda
- #3 Time Enough At Last
- #4 Armageddon
- #5 The Favour, The Watch And The Very Big Fish
- #6 Italian Spiderman
- #7 The Soldier And Death


UMA CURTA POR DIA NÃO SABE O BEM QUE LHE FAZIA:
- 1# Rabbit, de Run Wrake
- 2# Aligato, de Maka Sidibé
- 3# The Cat Concerto, de Joseph Barbera & William Hanna
- 4# A Curva, de David Rebordão
- 5# Batman: Dead End, de Sandy Callora
- 6# O Código Tarantino, de Selton Mello
- 7# Malus, de António Aleixo & Crosswalk, de Telmo Martins
- 8# Three Blind Mice, de George Dunning
- 9# Bedhead, de Robert Rodriguez
- 10# Key To Reserva, de Martin Scorcese
- 11# Bambi Meets Godzilla, de Marv Newland
- 12# The Horribly Slow Murderer with the Extremely Inefficient Weapon, de Richard Gale
- 13# Stolz Der Nation, de Eli Roth
- 14# Papá Wrestling, de Fernando Alle
- 15# Glas, de Bert Haanstra
- 16# Fotoromanza, de Michelangelo Antonioni
- 17# Quem É Ricardo?, de José Barahona
- 17# Terra Incognita, de Peter Volkart


AS MELHORES PIORES CENAS DE SEMPRE:
- A Pior Luta
- A Cena Mais Metida A Martelo
- O Ataque Animal Mais Brutal
- A Perseguição Mais Alucinante
- O Duelo Mais Improvável


CLUBE DE CINEMA DE SETÚBAL:
- Janeiro
- Fevereiro
- Março
- Abril
- Maio
- Setembro
- Novembro


FESTIVAIS:
- 20º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9
- 21º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 22º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
- 23º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
- 24º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 26º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 12º Caminhos Do Cinema Português
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- Imago 2006
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8

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