Royale With Cheese

 Royale With Cheese

 
 



segunda-feira, janeiro 31, 2005  

PRÉMIOS LUMIÈRE:

E o grande vencerdor da primeira edição dos prémios Lumière, atribuídos pela Academia de Blog de Cinema, é o filme O Despertar da Mente.
De resto, sem grandes surpresas, os prémios foram distribuídos pelos provavéis vencedores, sem que tenha levantado muita celeuma esta primeira edição dos Lumière.
Pessoalmente, o Royale With Cheese lamenta não ver incluído na lista de laureados o nome de Eva Green ou qualquer referência a um dos grandes filmes de 2004, Para Onde o Vento Sopra.
Destaque ainda para a atribuição do prémio carreira a Marlon Brando, um dos grandes rostos da sétima arte, que nos abandonou no ano transacto.

Fica então aqui a lista dos vencedores:

MELHOR FILME – Eternal Sunshine of the Spotless Mind

MELHOR REALIZADOR – Quentin Tarantino

MELHOR ACTOR – Bill Murray

MELHOR ACTRIZ – Kate Winslet

MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO – Benicio del Toro

MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA – Darryl Hannah

ACTOR REVELAÇÃO – Freddie Highmore

ACTRIZ REVELAÇÃO – Bryce Dallas Howard

MELHOR ARGUMENTO ORIGINAL – Eternal Sunshine Of The Spotless Mind

MELHOR ARGUMENTO ADAPTADO – Finding Neverland

MELHOR DOCUMENTÁRIO – Farheneith 9/11

MELHOR FILME ANIMADO – The Incredibles

MELHOR BANDA SONORA – Lost in Translation

MELHOR TEMA –
Everybody´s Gotta Learn Sometimes – Beck

MELHOR MONTAGEM – Kill Bill v.2 (2º Eternal Sunshine)

MELHOR DIRECÇÃO ARTISTICA – Phantom of the Opera (

MELHOR CINEMATOGRAFIA – The Village

MELHOR MAQUILHAGEM – Monster

MELHOR GUARDA ROUPA – Phantom of the Opera

MELHOR EFEITOS VISUAIS – The Day After Tomorrow

MELHOR EFEITOS SONOROS –
I, Robot

MELHOR SOM – Kill Bill v.2

MELHOR FILME EM PORTUGUES – Carandiru

MELHOR REALIZADOR EM PORTUGUES –
Hector Babenco

MELHOR ACTOR EM PORTUGUES – Rodrigo Santoro

MELHOR ACTRIZ EM PORTUGUES – Beatriz Batarda

PREMIO ESPECIAL ABCINE – Marlon Brando

Para recuperar o grande vencedor da noite, siga este caminho --> O Despertar da Mente

Posted by: dermot @ 12:07 da manhã
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sábado, janeiro 29, 2005  

TOP 5:

Revisitado James Bond, o Royale With Cheese decidiu revolver a saga 007 numa das suas já habituais listas. Assim, é hoje apresentado o TOP 5 DAS BOND GIRLS:

5º lugar - Jinx Johnson (Halle Berry) - Morre Noutro Dia (2002)
4º lugar - Mary Goodnight (Britt Ekland ) - O Homem Da Pistola Dourada (1974)
3º lugar - Pussy Galore (Honor Blackman) - Contra Goldfinger (1964)
2º lugar - Domino Derval (Claudine Auger)- Operação Relâmpago (1965)
1º lugar - Honey Rider (Ursula Andress) - Dr. No (1962) - porque não há amor como o primeiro


Posted by: dermot @ 7:30 da tarde
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JAMES BOND - DR. NO:

Título: Dr. No
Realizador: Terence Young
Ano: 1962


A figura de James Bond é hoje em dia um dos maiores franchisings cinematográficos de sempre, tornando-se já de si uma marca, perdida na americanização hollywoodesca de clichets e maneirismos tradicionais. No entanto, antes de cair nesta teia de vícios, a figura do espião criado pelo novelista Ian Flemming era um dos mais audazes heróis da sétima arte.
Não quer dizer que hoje já não o seja; antes pelo contrário. No entanto, antes de se aventurar em intrigas internacionais mirabolantes de façanhas impossíveis, James Bond era apenas o maior agente secreto do mundo.

Introduzido em 1962, James Bond - Dr. No apresentou ao Mundo pela primeira vez, o espião irresistível ao serviço de sua Majestade, com permissão para matar - Bond, James Bond, número de código 007. Podemos afirmar que Dr. No está para o universo Bond, da mesma forma que Genesis está para a Bíblia.
E se em sete dias Deus criou o Mundo, Sean Connery em apenas um filme criou um mito. E não falo apenas do espião mulherengo, apreciador de martini - shaked, not stirred - galã, bon-vivant e cruel; falo de uma personagem, que apesar de não o ser, parece ter sido criada para o actor escocês, que a moldou a seu bel prazer, transformando-a num pesado fardo para os seus sucessores.

Sean Connery é assim James Bond, o espião inglês ao serviço do MI6, que parte em missão, na tentativa de deslindar um preocupante caso de desvio de mísseis. E que melhor local para iniciar o périplo Bond do que a exótica e fascinante Jamaica! Aí, vai ver-se envolvido numa intriga com uma escala maior de que a imaginava, encabeçada pelo vilão Dr. No (Joseph Wiseman), com pretensões a líder mundial.

James Bond - Dr. No tem assim o condão de introduzir algumas características essenciais do universo Bond. Primeiro, a banda-sonora: o fantástico tema do espião 007, uma composição fantástica e intemporal que perdura até hoje, actuando no filme em pontos-chave, sempre que o herói entra em cena; segundo, a bond-girl: Ursula Andress estreia esta categoria e logo uma estreia inesquecível. Uma entrada em cena num memorável biquini rosa, que Halle Berry tenta repetir em Morre Noutro Dia. E terceiro, a sequência de créditos iniciais, uma divertida fusão retro-vintage, muito anos 60, com os ritmos jamaicanos.

James Bond - Dr. No é um grande filme (apesar de alguns momentos mais lentos), com uma estreia fantástica de um muito sólido Sean Connery, que na década de 60 vinga pelo choque, numa sociedade que não estava habituada a ver um herói com tamanho sangue-frio e crueldade (genial a cena em que elimina o Professor Dent (Anthony Dawson)) e com uma moral tão politicamente incorrecta perante o sexo feminino (não menos genial o modo como trata Sylvia Trench (Eunice Gayson)).
Dr. No é assim o respeitável início da saga Bond, que não envergonha em nada o espião 007; antes pelo contrário. Que pena que todos os outros filmes não fossem no mínimo, como este, ou seja, um McRoyal Deluxe.


Posted by: dermot @ 12:47 da manhã
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domingo, janeiro 23, 2005  

GREMLINS:

Título: Gremlins
Realizador: Joe Dante
Ano: 1984


Antes de haver o conto de natal maléfico chamado O Estranho Mundo De Jack, havia um estranho filme, realizado sob a alçada de Steven Spielberg, chamado Gremlins.
Este é um daqueles filmes que não é o que parece; e que a meio leva uma reviravolta, entrando por outros trâmites, que não os iniciais.

Uma sinopse breve diz que narra a história de uma pacata cidade dos Estados Unidos - um protótipo mal amanhado da Ceebration City - mais propriamente, da família Peltzer. O pai, Randall (Hoyt Axton), é um inventor cujas invenções não têm muito sucesso e que durante uma passagem por Chinatown, resgata do imaginário de As Aventuras De Jack Burton Nas Garras Do Mandarim, um estranho presente para o seu filho, Billy (Zach Galligan): um mogwai, um estranho animal que se confunde com a própria palavra fofo, mas que carrega consigo inúmeras responsabilidades (tal como o filme, também não é aquilo que parece) - não pode apanhar luz, água e não pode ser alimentado depois da meia-noite.

Gremlins é um estranho e original filme, que para os mais atentos não é nada mais do que a génese de Morte Cerebral. Se numa primeira parte é um conto de Natal tipicamente norte-americano, numa segunda transforma-se numa macabra história de terror, fundida com um estranho sentido de humor, subliminar e perspicaz.
Gremlins parece ter servido para satisfazer certos caprichos de Spielberg e Dante, que desconstroem clássicos de fantasia como O Feiticeiro De Oz e Branca De Neve E Os Sete Anões, num claro tributo aos filmes de terror de série Z, das histórias de histeria provocada por uma invasão massiva de qualquer praga assustadora.

Não é um filme genial, do ponto de vista técnico. Tem buracos no argumento que chegam a ser ridículos (ninguém sai do emprego deixando tudo desarrumado, inclusive metade de uma sandes sobre o balcão) e até ao início da segunda parte, apenas sobrevive devido ao charme de Gizmo - o encantador animal - e à belíssima banda-sonora de Goldsmith (que aqui tem direito a um cameo, tal como George Lucas). Quando o filme entra pelas estradas do terror é quando ganha mais força, principalmente nas intenções humorísticas, transformando os estranhos bichinhos em monstros boémios, amantes de cerveja, póquer, rock n' roll e da Branca De Neve E Os Sete Anões(?).

É assim um original filme de terror para toda a família, uma fusão de comédia de Natal com algo do reportório de Ed Wood, que entra para a galeria dos clássicos do cinema, graças a um amoroso e encantador animal, qe responde pelo nome de Gizmo e que durante muito tempo, preencheu o imaginário de muita gente espalhada pelo mundo fora. E teve ainda o condão de dar origem a uma obra-prima do cinema gore (que também espreita muito preocemente, por cima do ombro) intitulada Morte Cerebral.
Gremlins corresponde assim a um McChicken - mas nunca comido depois da meia-noite - mas que chega a tocar o McBacon, devido à coragem de contar uma história mórbida como a da morte do pai de Phoebe Cates.

Posted by: dermot @ 11:21 da tarde
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sexta-feira, janeiro 21, 2005  

EL MARIACHI:

Título: El Mariachi
Realizador: Robert Rodriguez
Ano: 1992


Apesar de ser a primeira parte de uma triologia, El Mariachi é um filme bastante diferente dos seus sucessores - Desperado e Era Uma Vez No México, respectivamente - muito em parte devido à sua natureza.
Se em comparação com Era Uma Vez No México, El Mariachi é uma verdadeira antítese - uma vez que este não é mais que um desfile de estrelas numa passerelle de explosões e do que Hollywood melhor consegue fazer, em termos de efeitos especiais - com Desperado, assume uma complicada relação de paternidade, que não deixa muito bem entender se Desperado é uma sequela, ou uma adaptação deste clássico.

El Mariachi foi um filme independente, que saiu da imaginação fértil de um ainda desconhecido Robert Rodriguez, que com pouco dinheiro e alguma ajuda de amigos, assinou este filme, apenas com a intenção de praticar as suas qualidades de realizador. No entanto, estava longe de adivinhar que se iria tonar num dos grandes filmes de culto dos últimos tempos e que Hollywood o iria chamar para uma adaptação/sequela, com mais meios disponibilizados. Por isso, El Mariachi aparece muitas vezes como um esboço de Desperado, experiências de planos consagrados por Banderas; mas muitas vezes, Desperado também nos surge como uma sequela deste.

El Mariachi não introduz só a personagem do mariachi pistoleiro, com resquícios de western spaghetti de Django; é ainda um filme com um cariz bastante diferente do outro. E primeiro que tudo, conta com um ambiente exclusivamente latino, que marca bastantes pontos.
A sua natureza low-budget dá ao filme um ambiente bastante natural, quase de documentário, mas deixando antever por algumas frinchas, um realizador original e inovador, não só na escrita e na realização, mas também na edição e na montagem. Aliás, El Mariachi é um dos primeiros casos da estilização da violência que o cinema da década de 90 assumiu, principalmente após Pulp Fiction, de Quentin Tarantino, de quem Robert Rodriguez é um dos discíplos directos.

Se Desperado é uma lição de estilo, El Mariachi é o total oposto: Carlos Gallardo não tem o estilo cool de Antonio Banderas, Consuelo Gómez não é nem de longe nem de perto a diva que é Salma Hayek e Peter Marquardt, apesar do esforço, fica aquém do bandido latino que é Joaquim de Almeida.
Este filme é então um retrato instantâneo da realidade, bastante credível: os actores são desajeitados, o que lhes retira de cima, o idealismo de heróis e vilões.

Fazendo juz à sua natureEl Mariachi tem todo o aspecto de cinema independente, filmado apenas com uma câmara e com os recursos mínimos. Se os actores actuam por cima de uma ténue linha de mediania, muitos dos actores secundários e figurantes limitam-se ao sofrível. A própria banda-sonora é digna de um mau filme de segunda qualidade, fazendo-nos implorar para que esta não dure por muito tempo.
Mas não será isto que dá o brilho especial ao filme?

El Mariachi é assim um dos mais fabulosos filmes low-budget de sempre, prova de que o dinheiro e os recursos técnicos não fazem um filme, mas sim a imaginação e a criatividade. Exemplo incontornável de todos os aspirantes a realizadores, continua a ser um dos mais inspiradores filmes de acção contemporãneos, um dos primeiros marcos da estilização da violência. Robert Rodriguez apresentava aqui todas as suas potências, que atingiriam o auge em Desperado.
É certo que El Mariachi não tem o estilo deste último, nem poderia ter. Mas tem muitas outras coisas.
Porque há então um tal de Desperado, este é um McChicken, mas com muitas mais batatas fritas do que Era Uma Vez No México.

PS - Para ler mais acerca de Era Uma Vez No México, siga este link.


Posted by: dermot @ 9:43 da manhã
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terça-feira, janeiro 18, 2005  

PRÉMIOS LUMIÈRE:

Como o prometido é devido, eis os nomeados para a primeira entrega dos prémios de cinema Lumière, atribuidos pelos membros da Academia de Blogs de Cinema, entrega essa que decorrerá no final deste mês.
Com efeito, os prémios Lumière visam premiar o que melhor se fez na sétima arte durante o ano que se passou. Para o ano de 2004, a ABCine tem o prazer de apresentar os nomeados nas respectivas categorias:



MELHOR FILME
The Village
Lost in Translation
Kill Bill v.2
Eternal Sunshine of the Spotless Mind
Finding Neverland

MELHOR FILME PORTUGUES
Noite Escura
Carandiru
O Milagre Segundo Salomé

MELHOR REALIZADOR
Michel Gondry (Eternal Sunshine of the Spoltess Mind)
Sofia Copolla (Lost in Translation)
Quentin Tarantino (Kill Bill v.2)
M. Night Shyamalan (The Village)
Steven Spielberg (The Terminal)

MELHOR REALIZADOR EM PORTUGUES
Mário Barroso (Milagre Segundo Salomé)
João Canijo (Noite Escura)
Hector Babenco (Carandirú)

MELHOR ACTOR
Johnny Depp (Finding Neverland)
Tom Hanks (The Terminal)
Jim Carrey (Eternal Sunshine of the Spotless Mind)
Bill Murray (Lost in Translation)
Gael Garcia Bernal (Diarios de Motocicleta)

MELHOR ACTOR EM PORTUGUES
Nicolau Breyner (Milagre Segundo Salomé)
Fernando Luis (Noite Escura)
Rodrigo Santoro (Carandiru)

MELHOR ACTRIZ
Uma Thurman (Kill Bill v.2)
Kate Winslet (Eternal Sunshine of the Spotless Mind)
Scarlett Johansson (Lost in Translation)
Bryce Dallas Howard (The Village)
Naomi Watts (21 Grams)

MELHOR ACTRIZ EM PORTUGUES
Ana Bandeira (Milagre Segundo Salomé)
Beatriz Batarda (A Costa dos Murmúrios)
Rita Blanco (Noite Escura)

MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO
Benicio del Toro (21 Grams)
William Hurt (The Village)
Albert Finney (Big Fish)
David Carradine (Kill Bill v.2)
Adrien Brody (The Village)

MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA
Holly Hunter (Thirteen)
Sigourney Weaver (The Village)
Irma P. Hall (Ladykillers)
Meryl Streep (Manchurian Candidate)
Darrryl Hannah (Kill Bill v.2)

ACTOR REVELAÇÃO
Freddie Highmore (Finding Neverland)
Rodrigo de la Serna (Diarios de Motocicleta)
Jamie Foxx (Collateral)
Eric Bana (Troy)
Leonardo Viveiros (André Valente)

ACTRIZ REVELAÇÃO
Scarlett Johansson (Lost in Translation)
Diane Kruger (Troy)
Bryce Dallas Howard (The Village)
Emmy Rossum (Phantom of the Opera)
Eva Green (The Dreamers)

MELHOR ARGUMENTO ORIGINAL
Lost in Translation
The Village
In America
Eternal Sunshine of the Spotless Mind
21 Grams

MELHOR ARGUMENTO ADAPTADO
Big Fish
American Splendor
Finding Neverland
Diarios de Motocicleta
Spiderman 2

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Farenheith 9/11
Touching the Void
Capturing the Friedmans

MELHOR FILME ANIMADO
Shrek2
The Incredibles
Belleville Rendez Vous

MELHOR DIRECÇÃO ARTISTICA
Phantom of the Opera
Big Fish
Finding Neverland
Cold Mountain
The Village

MELHOR MONTAGEM
Eternal Sunshine of the Spotless Mind
Kill Bill v2
21 Grams
Phantom of the Opera
Lost in Translation

MELHOR CINEMATOGRAFIA
Girl With a Pearl Earring
The Village
2046

MELHOR GUARDA ROUPA
Phantom of the Opera
Girl With a Pearl Earring
Troy

MELHOR MAQUILHAGEM
Monster
Girl With a Pearl Earring
Phantom of the Opera

MELHOR EFEITOS VISUAIS
I, Robot
Sky Captain and the World of Tomorrow
The Day After Tomorrow

MELHOR EFEITOS SONOROS
Spiderman2
I, Robot
Sky Captain and the World of Tomorrow

MELHOR SOM
Spiderman 2
Kill Bill v.2
Phantom of the Opera

MELHOR BANDA SONORA
Lost in Translation
Kill Bill v.2
The Village
Eternal Sunshine of the Spotless Mind
The Passion of the Christ

MELHOR TEMA
Just Like Honey - Lost in Translation
Everybody´s Gotta Learn Sometimes - Eternal Sunshine of the Spotless Mind
Learn to Be Lonely - Phantom of the Opera
Belleville Rendez Vous - Belleville Rendez Vous
Accidently in Love - Shrek2

PRÉMIO ABCINE - Marlon Brando

Posted by: dermot @ 9:28 da tarde
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segunda-feira, janeiro 17, 2005  

CICLO CREMASTER:

Título: Cremaster
Realizador: Matthew Barney
Ano: 1995 a 2002


Pela primeira vez em Portugal, o ciclo Cremaster andou em digressão pelo país, em versão completa, ou seja, na transmissão dos cinco filmes integrantes, em sessões divididas por três dias.
Antes de continuar, há no entanto que explicar para quem não sabe, o que é o ciclo Cremaster.

No poster promocional que acompanhava a digressão, sobressaía um parágrafo citando o jornal The Guardian, que dizia o belíssimo ciclo Cremaster de Matthew Barney é a primeira grande fusão entre a arte e o cinema desde o Um Cão Andaluz de Buñuel. É verdade, mas limitar o ciclo a esta definição é o mesmo do que definir O Feiticeiro De Oz como um filme acerca de uma jovem que é transportada para um mundo alienígena, onde mata uma mulher por engano, indo mais tarde, conspirar com mais três colegas, a morte de outra mulher.
Ou seja, o ciclo Cremaster é mais do que isto, é mais do que cinema; o ciclo Cremaster é o que se pode chamar de "arte total", uma fusão de várias formas de arte, desde o bailado até à escultura, passando pela música ou pela fotografia, condensado sob a forma de cinema. Por isso é um engano tomar o ciclo Cremaster como um conjunto de filmes, ou até mesmo, como cinema. O ciclo Cremaster é arte, introspectiva e surreal.

Esclarecido este ponto, passemos para os filmes em geral. Dividido em cinco partes, o ciclo Cremaster é um conjunto de cinco peças, sempre em linguagens diferentes, mas com uma essência semelhante. Cremaster não é só o músculo que estimula os testículos; é também desejo, testosterona e transcendência. É delírio visual e tempestade mental!
Tal como Um Cão Andaluz, também este conjunto é uma fusão entre cinema e arte. No entanto, enquanto que o primeiro se limitava ao surrealismo, este abraça o minimalismo, o abstracionismo e até o dadaismo. E porque não o brutalismo?
Cremaster é o mais belo exemplo de arte contemporânea e um piscar de olho ao pós-modernismo.

Tentar pôr o ciclo Cremaster em comparação com algo é uma tarefa quase hercúlea. No entanto, arrisco a dizer que talvez possamos chegar a uma ideia, se imaginarmos uma fusão de um David Lynch alucinado e encharcado em ácidos, com os desenhos-animados do saudoso Vasco Granja, com Um Cão Andaluz e com Fantasia.
Cremaster não é um filme; não conta uma história, apesar de ter intenções narrativas. Junta personalidades famosas de várias áreas, como Ursula Andress, Richard Serra ou Dave Lombardo, em cenários arquitectónicos ou naturais belíssimos, como a Ilha de Man ou o Museu Gugganheim de Nova Iorque, para dar vida e tom a fotografias visuais e musicais.

Por isso, o ciclo Cremaster não pode ser avaliado e abordado como cinema vulgar.
Para quem pensa em assistir, aconselho a condensar muita coragem, paciência e uma grande abertura de espírito. E para quem acha que pode arriscar, aconselho ainda a dissecar o máximo de sinopses antes de enfrentar o filme.
Por tudo isto, o ciclo Cremaster não se vai sujeitar a uma avaliação de hamburgas. Apenas tombará sobre uma aprovação ou uma não aprovação. E no meu caso pessoal é o segundo caso.
Não que seja mau; é uma excelente obra artística, com um inegável valor. No entanto, sob a condição de cinema, é uma experiência morosa. O valor cativante e as sequências interessantes não justificam cinco filmes. Acredito que os cinco condesados num fariam algo extremamente agradável.
Mas isto sou eu...

Posted by: dermot @ 6:46 da tarde
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sábado, janeiro 15, 2005  

TOP 5:

O cinema sempre recorreu bastante às anormalidades físicas e de saúde para construir personagens tridimensionais de interesse elevado, por qualquer que seja a razão. Assim, o recurso a doenças fisícas sempre foi uma constante no cinema, nomeadamente, nos dramas e melodramas.
Assim, o Royale With Cheese volta hoje às suas listas, para apresentar o TOP 5 DOS FILMES ACERCA DE DOENÇAS:

5º lugar - Rain Man - Encontro de Irmãos (1988) - autismo
4º lugar - I Am Sam - A Força do Amor (2001) - defeciência
3º lugar - Melhor É Impossível (1997) - obsessão compulsiva
2º lugar - A Pianista (2001) - disfunção sexual
1º lugar - Memento (2000) - amnésia



E brevemente, a realizadora Solveig Nordlund virá ao Royale With Cheese partilhar um qualquer menu.

Posted by: dermot @ 7:00 da tarde
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quinta-feira, janeiro 13, 2005  

DE-LOVELY:

Título: De-Lovely
Realizador: Irwin Winkler
Ano: 2004


Aproveitando a boleia de recentes sucessos como Moulin Rouge e Chicago, Irwin Winkler apostou na vida e obra de um dos maiores compositores de sempre, Cole Porter, um biopic em formato musical, antevendo a nova vaga de filmes à volta de estrelas da música, que se aproxima.
O resultado foi De-Lovely, um original musical que faz juz ao legado de Porter, numa abordagem original, divertida e mágica, como se fosse mais um dos seus espectáculos.

Ao contrário dos comuns mortais, Cole Porter não respirava para viver, mas sim, compunha, algo só ao alcance dos génios e iluminados. No entanto, ao contrário de outros génios, como Pollock por exemplo, Porter não era um génio imcompreendido. Antes pelo contrário, até era compreendido demais.
Porter vivia do amor, para dar e receber, todos os tipos de amor. Por isso, a sua vida não se resumiu a Linda Cole, a grande paixão da sua vida e fiél companheira até aos últimos momentos: os flirts constantes com outros homens era algo bem presente na sua vida e isso passa bem explícito no filme. Porque fazia parte da sua vida; assim como a música, o entretenimento e a boa-disposição.

Cole Porter era assim um showman, um homem extrovertido, aberto e abnegado. E assim também o é Kevin Kline. Num grande papel, talvez o melhor da sua carreira desde Um Peixe Chamado Wanda, Kevin Kline tem todas as possibilidades de dar liberdade à sua explosão representativa, que faz lembrar o à-vontade de Jim Carrey, mas sem o overacting.
No entanto, não é só Kevin Kline que brilha, no papel andrógena de Cole Porter. Também Ashley Judd irradia glamour, numa belíssima Linda Porter, provando que o seu último filme não foi mais que um acidente de percurso e que é uma grande actriz.
A química entre os dois é perfeita e não podiamos imaginar um par mais indicado para um filme tão mágico.

Irwin Winkler assina assim um musical deveras original, que apesar de seguir os cânones tradicionais do cinema académico, na golden age norte-americana, mas com resquícios da belle epoque francesa, acaba por surpreender pela novidade. Porque Porter não era um indivíduo comum, ao contrário do comum filme que foi Noite E Dia, o anteiror biopic de Cole Porter.
No início, Porter despede-se da vida afirmando que se acreditasse em Deus, este seria um dançarino-cantor, provavelmente, com uma das suas canções nos lábios. É este o espírito de De-Lovely - um espectáculo musical, visual e auditivamente cativante, orientado para a música, onde a história e os momentos mais marcantes são contados pelas canções, em originais e pertinentes coreografias.

De-Lovely é a biografia de Cole Porter em musical, revisistada pelo próprio, qual fantasma do Natal, com os seus comentários como banda-sonora, ao ver a sua vida discorrer naquele palco, que não é nada mais que o palco da vida.
Kevin Kline e Ashley Judd não só estão sublimes na representação, como ainda estão bastante bem nas representações vocais; no entanto, as aparições de grandes artistas desde Robbie Williams até Diana Krall, passando por Alanis Morrissette, dão o toque final.

De-Lovely é uma mágica biografia musical de um homem que cantava a vida, um dos mais importantes rostos da música contemporânea.
É um filme cronológico, que se inicia na maturidade de Porter e vai até aos seus últimas dias, com um Kevin Kline envelhecido e de cabelo platinado, de grande qualidade. E tal como a sua vida, também o filme vai baixando a chama, com a música a sofrer interrupções, tal como a sua vida sofreu. E apesar dos hiatos históricos, nunca nada fica por contar e tudo parece extremamente bem encaixado, numa edição fantástica, em que não há cortes de imagens, apenas mudanças de cena, em planos desvancentes.

É certo que há histórias truncadas e alterações à realidade devido a motivações narrativas, mas faz parte do espírito do filme. E aceita-se completamente, uma vez que servem para manter a magia no ar, quais fadas esvoaçantes em clima de festa. Se nem os filmes históricos obedecem à realidade literal, porque o exigir num biopic musical mágico de liberdade artística? Porque exigir que as canções discorressem em ordem cronológica, se elas colorem tão bem acontecimentos anteriores à sua composição?
Cole Porter foi um génio e um homem admirável. E se a sua vida não foi assim, pelo menos devia ter sido. Por isso, que a nossa última sua recordação seja como De-Lovely: mágica!

Um McRoyal Deluxe, versão super menu, mas que para admiradores de musicais e, principalmente, de Cole Porter - mas abertos de espíritos e jovens de coração - será um Le Big Mac.

Posted by: dermot @ 9:57 da manhã
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terça-feira, janeiro 11, 2005  

IMORTAL:

Título: Immortel (Ad Vitam)
Realizador: Enki Bilal
Ano: 2004


Imortal foi o primeiro filme a ser totalmente rodado digitalmente, ou seja, com os actores a representarem em frente de um fundo azul, com os cenários a serem acrescentados digitalmente, à posteriori. No entanto, ao contrário dos seus sucessores, como Sky Captain E O Mundo De Amanhã, Imortal conta ainda com uma parte cem por cento digital, ou seja, em que até as personagens são fictícias, qual Fantasia Final.

Imortal é a adaptação de Enki Bilal da sua própria série de banda-desenhada, uma estranha e misteriosa história num futuro apocalíptico, que engloba humanos, mutantes e extraterrestres, em doses filosófias e religiosas de quantidades iguais. Uma espécie de fusão do universo de Blade Runner com o imaginário onírico de A Cela, num tratamento digital que nem sempre é convincente.
No entanto, ao contrário das recentes animações, as aspirações tecnológicas não são importantes. Aqui, o que conta são os simbolismos, o universo pictórico e onírico, o lado artístico... E as portas entreabertas, que algumas vezes devem conduzir aos livros, fazem parte do próprio mistério do filme.

Assim, nesta Nova Iorque pós-apocalíptica, Horus (com a voz de Thomas M. Pollard), deus egípcio dos céus, é condenado pelos seus irmãos deuses à morte. No entanto, antes de ver cessado o seu direito à eternidade, o deus tem direito a sete dias terrestres de despedida, os quais vai gastar na busca de uma mulher para procriar. Esta não é uma qualquer; é uma inumana rara, de origem desconhecida, chamada Jill (Linda Hardy). No entanto, Horus vai precisar de um corpo humano como veículo e o recém-escapado rebelde Nikopol (Thomas Kretschmann), qual Che Guevara num período Homem Demolidor, vai servir na perfeição.

Num original cenário de ficção-científica, Bilal constrói uma história de forte influência religiosa e filosófica, com grande sentido artístico, ou não declamassem os personagens poesia de Baudelaire. Com uma estética pronta a roçar o divino, Imortal é acompanhado por uma banda-sonora a condizer, que só vacila no tema final.
Só não se entende a opção por personagens digitais em detrimento de actores reais, além da fraca caracterização do dayak original, um monstro vermelho de voz robotizada arcaica, a fazer lembrar um mau episódio dos Power Rangers.

A atravessar territórios de forte artificialidade, Imortal é no entanto um interessante e curioso filme de ficção-científica, com grande valor artístico.
Para os apreciadores e admiradores de filmes como Matrix ou Cidade Obscura, será sem dúvida mais saboroso que um McBacon.


Posted by: dermot @ 11:48 da tarde
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segunda-feira, janeiro 10, 2005  

HARLEY DAVIDSON E O COWBOY DO ASFALTO:

Título: Harley Davidson And The Marlboro Man
Realizador: Simon Wincer
Ano: 1991


Os anos 80 foram uma década prolífera para o cinema xunga, uma altura em que que se criaram mitos e cultos à volta dos filmes de acção, de nomes como Rambo ou Cobra, filmes honestos e sem ambições desmedidas. Actores como Stallone, Bruce Willis, Schwarzennegger, ou Van Damme, foram elevados a action heros despretensiosos, em filmes de acção em que tudo era feito com a mais pura das convicções. No entanto, a partir da década de 90, os filmes de acção foram inflados de pretensões e ambições comerciais de grande porte, transformando o cinema xunga em (pseudo)filmes como XXX - Missão Radical, em que interesses comerciais e intenções tecnológicas, são exploradas ao máximo para a total rentabilização do filme.
No entanto, na década de 90 ainda surgiram alguns filmes que conseguiram escapar a este inchar de ego, esquivando-se por entre as convenções hollywoodescas dos chamados blockbusters convencionais. E um desses raros exemplos foi Harley Davidos E O Cowboy Do Asfalto.

Estreado em 1991, Harley Davidson E O Cowboy Do Asfalto tinha tudo para ser um filme xunga do mais alto nível. Começando pelo realizador, Simon Wincer, cujos capítulos mais altos da sua carreira de realizador incluem o piegas Libertem Willy e a pipoca rasca, Crocodilo Dundee Em Los Angeles, até ao extenso elenco, onde brilhava Mickey Rourke, um dos maiores símbolos do cinema de segunda categoria, numa altura em que a sua carreira cinematográfica corria paralela aos êxitos que acumulava na sua curta carreira no boxe, e Don Johnson. Havia ainda a presença física de Tia Carrere, Tom Sizemore e até um dos membros do clã Baldwin, Daniel.

Harley Davidson (Mickey Rourke) e Marlboro (Don Johnson) eram dois cowboys do asfalto, montados em cavalos de ferro, filhos ilegítimos de Easy Rider, vivendo dia após dia, sem preocupações de maior, num qualquer rumo errante pela vida. Partilhando uma cumplicidade que só as grandes parcerias adquirem, partilhavam-na com mais um grupo de amigos num bar de Las Vegas, ponto de encontro de mulheres, bebida e jogo. Quando o estabelecimento vê a sua continuidade em perigo, os amigos vão organizar um roubo a um dos bancos da cidade. O que não imaginavam era que Chance Wilder (Tom Sizemore) era o rosto à frente da máfia da droga local.

Harley Davidos E O Cowboy Do Asfalto aparenta ser um filme para suprir gostos pessoais, tanto do realizador como por parte dos actores - o que só pode explicar o tão à-vontade e boa diversão por parte dos actores. Road movie, salpicado de heist movie, para desembocar num flip de acção à boa maneira do cinema xunga dos anos 80, Harley Davidos E O Cowboy Do Asfalto é um péssimo exemplo de cinema, mas um óptimo serão de entretimento, um ensaio de estilo e todas aquelas preciosidades que nos fizeram amar os Estados Unidos na adolescência.

Antes de haver Torque, havia filmes como este. Dois heróis urbanos, que conseguem partilhar uma química bastante interessante, à boa maneira de A Fúria Do Último Escuteiro. No entanto, ao contrário deste, os diálogos quedam-se pelo ridículo e lamenta-se a quase ausência do humor, condimento tão importante nesta situação.
Mickey Rourke atravessa uma fase descendente da carreira (e da vida pessoal) e por isso a sua contribuição limita-se a ser semelhante ao que um pé-de-cabra (des)faz; o que não deixa de ser negativo, se tivermos em conta que ao seu lado estava Don Johnson. No entanto, este não consegue salvar todo o elenco, como uns sofríveis Giancarlo Esposito e Big John Studd. Até a própria Tia Carrere passa ao lado do filme, uma vez que Simon Wincer despreza completamente a presença (física e não só) da actriz, algo impensável no cinema deste tipo.

Impregnado de questões morais e diálogos profundos a roçar o ridículo, ao som de uma banda sonora ao nível, Harley Davidson E O Cowboy Do Asfalto prima pela sua honestidade e despreocupação em contar uma história, em que a estrada são o sentido da vida e as motas as suas companheiras. E estranhamente, no final o argumento joga muito bem com as suas punchlines, transformando o serão num agradável período de pipocas.
Um despretensioso filme de acção de boa herança xunga, que apesar do saboro Double Cheeseburguer, tem todos os condimentos para o elevar a categorias mais elevadas de um qualquer McBacon.


Posted by: dermot @ 9:31 da tarde
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sexta-feira, janeiro 07, 2005  

PEEPING TOM:

Título: Peeping Tom
Realizador: Michael Powell
Ano: 1960


Em 1960, o grande público chocava-se com a estreia de Peeping Tom, um thriller de suspense hitchcockiano, rapidamente banido dos escaparates, considerado gratuitamente repulsivo. Hoje, meio século depois, é um clássico seguido com interesse por muitos cinéfilos, que o apelidam de essencial e inspirador. No entanto, Peeping Tom deve muito mais à segunda palavra do que à primeira.

O filme conta a história do jovem Mark Lewis (Karlheinz Böhm), um jovem inglês obcecado não só com o cinema, mas com o voyerismo, resultado de traumas de infância de um pai pesquisador das reacções nervosas provocadas pelo medo. Esta estranha ligação de obsessões faz Mark Lewis almejar pelo filme perfeito e para isso, procura filmar um documentário acerca da face da morte. Mas a entrada em cena de Helen (Anna Massey) pode fazer alterar as coisas. Ou será esta mais uma vítima?

Peeping Tom explora duas vertentes num só golpe. Porque se directamente é um olho vivo ameaçador e perturbador, numa época em que o único Grande Irmão era um vilão terrível, fruto da novela de George Orwell, 1984, é também um filme sobre o próprio filme, uma história intrincada nos processos técnicos da realização.
Numa época de tabus e pouca tolerância, Peeping Tom não era quase um filme, mas um testemunho de um crime na primeira pessoa, algo inédito na altura e demasiado perturbador e revelador. Se 1984 já tinha alertado para os perigos da total falta de privacidade, Peeping Tom era um explícito ataque à privacidade, ao qual o púbico não estava preparado. Neste ponto, foi uma grande influência e totalmente inovador, quando Michael Powell tem a ousadia de filmar na primeira pessoa. Hoje, podemos apontar vários filhos seus, desde Sexo, Mentiras E Vídeo, de Soderbergh a Câmara Indiscreta, de Mark Romanek. Até mesmo o jovem cinéfilo de Beleza Americana é um descendente directo deste Peeping Tom.

No entanto, algo faz esta exploração pessoal tão descarada manter-se no quase anonimato, quando por muito menos se aposta nos remakes, por exemplo. E a razão pode ser o fraco resultado final, aquém do esperado.
Peeping Tom é um thriller psicológico visualmente cativante. Filmado bastantes vezes na primeira pessoa, conta com uma fotografia e, especialmente, uma edição e montagem magistral. No entanto, ao contrário dos clássicos de Hitchcock, de que não se escusa de ir buscar muita da inspiração (alguém mencionou Psycho?), acaba por pecar em diversos pontos. E o principal é o do protagonista. Karlheinz Böhm foi sem dúvida uma má escolha. Um jovem inglês com forte sotaque alemão é uma pecha tremenda em qualquer situação que só podia ser ultrapassada com uma magnífica representação. Mas apesar de ter algo de Norman Bates e até de Rutger Hauer, em Terror na Auto-Estrada. não passa daí. Sem passar do registo de lunático psicopata obsessivo, é um jovem anti-social, incapaz de se relacionar com os demais, muito pouco convincente.

Depois há um argumento com momentos disparatados, como por exemplo a senhora Stephens (Maxine Audley), que podia ter sido uma personagem bastante interessante, mas que acaba perdida entre um dilema existencial duvidoso e a garrafa de whisky; e uma banda-sonora, que apesar dos altos e baixos, prima pelo timing certo, mas nunca sem deslumbrar.

Peeping Tom é um clássico. Uma premissa forte, numa época em que tal era impensável. Revelador e perturbante, foi apenas um clássico mal explorado, que pedia ter sido pegado por outras mãos.
Um McBacon que vale pelo seu carácter inspirador e não tanto pelo seu resultado final enquanto filme.


Posted by: dermot @ 9:58 da tarde
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quinta-feira, janeiro 06, 2005  

ENTREVISTA A NUNO MARKL:

Nuno Markl é actualmente uma referência incontornável no panorama humorístico nacional. Apesar do seu trabalho destacado na rádio, mais propriamente no programa O Homem Que Mordeu O Cão, é também um fervoroso cinéfilo.
É sob esta condição que o Royale With Cheese tem o prazer e a honra de publicar uma entrevista com Nuno Markl.



Royale With Cheese– A sua exposição mediática revelou desde logo uma faceta sua muito forte: a de cinéfilo. É apenas um hobby, ou é uma paixão para ter em conta num futuro próximo? É sabido que, em tempos, propôs mesmo uma parceria como guionista, ao Sá Leão.
Nuno Markl- Acima de tudo é um “hobby”. Eu vou alimentando o sonho de, algum dia, escrever o argumento de um filme, mas temos de ser realistas: isto é Portugal. Digamos que não é das coisas mais fáceis de conseguir, fazer uma longa-metragem e estreá-la. Por isso, não tenho nunca as minhas expectativas muito elevadas, mas também não baixo os braços. Vou arrumando as minhas ideias e esboços numa pastinha do meu fiel iMac, e um dia logo se vê. Quanto à história com o Sá Leão, acho que há muita gente que acha que sou eu a inventar, mas a verdade é que, numa vez que fui às “Noites Marcianas” da SIC, propus mesmo ao tipo escrever um filme pornográfico para ele produzir. A minha ideia era criar o primeiro filme pornográfico português com história e com genuínas inquietações existenciais. Acho que ele não levou a sério. E entretanto também deixou de fazer pornografia, por isso...

RWC– Se lhe dessem a possibilidade de realizar ‘O’ seu filme, com recursos ilimitados, o que iríamos ter ocasião de ver nas salas de cinema?
NM- Neste momento, apetecia-me fazer um falso documentário na onda das coisas que o Christopher Guest faz. Uma coisa muito “This is Spinal Tap”. Este país é riquíssimo em fenómenos que mereciam uma abordagem assim. Tenho algumas ideias para isso. Pode ser que um dia aconteça. Vou confessar o meu projecto-fetiche: adorava pegar na série Zé Gato e fazer um "Zé Gato: The Movie"! A sério. Os americanos pegam nas séries de televisão clássicas deles, como "Os Anjos de Charlie" ou o "Starsky & Hutch" e transformam-nos em “blockbusters”. Eu acho que o nosso Zé Gato dava um excelente “blockbuster” nacional. E outro dia em conversa com o Rui Pedro Tendinha até chegámos à conclusão que o Marco Horácio dava um excelente Zé Gato contemporâneo!

RWC– O cinema internacional parece atravessar uma crise de imaginação geral. A grande maioria dos filmes que nos chegam aos escaparates são, na generalidade, remakes, sequelas, prequelas e adaptações de jogos de computador e de banda-desenhada. Que comentário tem a fazer acerca desta situação?
NM- Não sei se há assim uma crise de imaginação tão grande... Acho, sinceramente, que as coisas já estiveram pior. Veja-se os grandes filmes que estrearam este ano: "O Despertar da Mente", do Michel Gondry; o "American Splendor", "A Vila", do Shyamalan, o "Big Fish", do Tim Burton... É claro que continua a haver muitos "Van Helsings" mas, por exemplo, e pegando nas adaptações de super-heróis a BD, tivemos o excelente "Homem-Aranha 2", onde eu vi, como nunca, o Sam Raimi fazer uso, num filme de grande orçamento, da imaginação delirante dos seus primeiros filmes de série B, como a trilogia "Evil Dead". Como fã de banda desenhada, discordo que se inclua as adaptações de BD entre as eventuais provas de que Hollywood está em crise. Se se adaptam romances, não vejo por que se deva deixar de adaptar obras de BD a cinema. E estou com grande expectativa para ver o que o Paul Greengrass vai fazer do "Watchmen". Aliás, o Paul Greengrass protagonizou uma das provas de que o cinema comercial americano ainda tem surpresas na manga: eu achei que o trabalho dele no Supremacia foi magnífico. A ideia de filmar um “blockbuster” de acção inteiramente com “câmara ao ombro” é um achado.

RWC– Esta situação tem-se traduzido numa crescente falange de heróis e personagens de culto, tanto de videojogos, como de BD’s, que têm sido arruinados na tela. Na sua opinião, quais foram as melhores adaptações até à data, dentro deste campo?
NM- Como já disse, acho os dois "Homem-Aranha" do Raimi adaptações muito bem feitas. Sobretudo o segundo filme. Num registo mais profundo e sério, adoro o que o Tim Burton fez nos dois primeiros "Batman". Mas a melhor adaptação de sempre de uma BD a cinema, para mim, é bem capaz de ser o "American Splendor", que estreou este ano. Está lá todo o espírito da obra do Harvey Pekar, sem deixar de ser cinema e do mais imaginativo e estimulante.

RWC– O cinema português assiste actualmente a uma agitação fora do comum, quer nas produções independentes, quer nos novos actores que começam a despontar. O que acha das novas promessas do cinema português, quer na área da realização, quer na da interpretação?
NM- Tem sido uma luta tremenda, conseguir fazer filmes que cheguem ao público e que não sejam produtos “pimba”, mas acho que ainda falta um equilíbrio. Há nomes em que eu aposto muito no que toca a uma renovação do cinema português e um deles é o Tiago Guedes. Pelo que tenho sabido do novo filme dele, eu acho que pode vir a ser uma grande e boa surpresa no cinema nacional. Mas de um modo geral, este país tem funcionado muito à base do 8 ou 80, salvo raras excepções: ou se fazem filmes ultra-herméticos ou se fazem coisas descaradamente comercialonas como o "Portugal S.A.". Nunca me hei-de esquecer da maneira como esse filme foi promovido: “SEXO! POLÍTICA! ESCÂNDALO!”. O que era aquilo? Foi uma maneira muito saloia de promover um filme. Recentemente, admirei muito o espírito de iniciativa do Filipe Melo para que o seu pequeno filme de zombies ficasse feito, o "I’ll See You In My Dreams". Acho que o futuro de parte do cinema português passa por estas pessoas. Não defendo que deixem de existir os filmes mais herméticos e difíceis. Acho estimulante que existam e que sejam vistos. Penso é que não deveriam constituir a maior fatia da produção nacional de cinema.

RWC– É também do conhecimento geral que a sua DVDteca é de larga escala. Nunca pensou em recorrer à pirataria (se é que não o faz já), uma vez que pode vir a correr o risco de ser expulso de casa, por parte da sua mulher?
NM- Nunca fui pirata no que toca aos filmes! Confesso que já saquei umas musiquinhas da Internet (só coisas raras!), mas faz-me confusão a popularidade da pirataria de filmes, naquelas cópias ranhosas feitas por uns imbecis que levam câmaras de video para as salas de cinema. Eu falo com pessoas que só vêem cinema assim. Fico pasmado. Deixaram de ir ao cinema. Viram a esquina e compram as últimas estreias a uns tipos que andam a vender DVDs na rua. Depois vêm dizer-me que já viram o "I Robot", o "Colateral"... Eu acho que ver cinema assim não é ver cinema. Como é que conseguem ver filmes nessas condições, tudo desfocado, inaudível, a imagem incompleta, pedaços inteiros de filme a faltar? Quanto à minha colecção de DVDs é, de facto, gigantesca. A sorte é que a minha mulher também é cinéfila, embora sejam evidentes os problemas de espaço.

RWC– A sua cultura cinéfila abrange largamente, que referências? E não vale mencionar só os Monty Phyton’s.
NM- Os Monty Python fazem mais parte das minhas referências de humorista. Se bem que um dos Python, o Terry Gilliam, faz parte daquilo que eu acho que o cinema deve ser. Ele não faz concessões, faz filmes inimitáveis e impossíveis de catalogar (isto quando consegue, de facto, terminá-los, que o homem tem um azar tremendo). Mas há muitos mais: o Tim Burton, os Coen, o Scorsese, clássicos como o Sergio Leone, o Hitchcock ou o Kubrick... Muita gente.

RWC– Habituamo-nos a ver também o Nuno Markl envolvido em algumas das mais fantásticas séries da televisão portuguesa, quer por trás das câmaras, como escritor, quer como narrador (estou a referir-me, claro, ao memorável "Paraíso Filmes"). Em que projectos podemos ve-lo num futuro próximo?
NM- O país está mau para “sitcoms”. Uma série como a "Paraíso Filmes", hoje em dia, não seria aceite em canal de televisão nenhum. Talvez só nos canais dirigidos pelo Francisco Penim, mas nunca haveria muito dinheiro para fazer as coisas. Mesmo na altura em que fizemos a "Paraíso Filmes", eu tenho a sensação de que a pessoa que aprovou o projecto, na RTP, devia estar sob o efeito de uma substância qualquer ilícita, porque a sensação que deu foi que, assim que os episódios começaram a passar, eles pensaram: “Oh meu Deus, o que fizemos?” e por isso resolveram atirar com eles para as tantas da madrugada (e acabaram por não passar a série inteira). Neste momento ando a trabalhar num projecto que não faço a mínima ideia se vai ser aceite e se será feito, mas no qual o Francisco Penim mostrou interesse: a adaptação do meu “cartoon” do Inimigo Público e da minha rubrica da Antena 3, "Há Vida em Markl" a uma “sitcom” de câmara ao ombro, em tom de reportagem, um bocado como o que o Larry David faz no "Curb Your Enthusiasm". Vou passar 2005 a trabalhar nisso e em dois outros projectos de longa-metragem que não sei se darão origem a filmes ou telefilmes. É mais provável a segunda hipótese. Como já disse, filmes para cinema é sempre mais complicado de verem a luz do dia, em Portugal...

RWC – Passemos agora, antes de terminar, a um conjunto de perguntas de resposta directa:
‘O’ filme da sua vida? (pronto, é melhor serem os filmes da sua vida)
NM- Vou só dizer um, porque, vistas bem as coisas, é a ele que todos os meus caminhos vão dar: "Dr. Strangelove", do Stanley Kubrick.

RWC- Um actor? E uma atriz?
NM- Peter Sellers é O actor. No que toca a actrizes, tenho um certo fraquinho pela Patricia Arquette.

RWC- ‘O’ filme de humor? E um de terror? E um filme xunga?
NM- Humor: "A Vida de Brian". Terror: "The Haunting" (mas a versão velhinha, do Robert Wise, não aquela coisa obscena feita há uns anos pelo Jan de Bont!). Filme xunga: "Forbidden Zone", de Richard Elfman. É um delírio maravilhoso com um imaginário algures entre o Fellini e a Revista Gina.

RWC- A melhor música de um filme?
NM- No que toca aos clássicos, "Vertigo" e "North By Northwest", de Bernard Herrmann, são geniais. Bem como o "Once Upon a Time in the West", do Ennio Morricone. Mais recentemente, amo o que o Danny Elfman fez no "Eduardo Mãos-de-Tesoura" e no "Estranho Mundo de Jack".

RWC- Uma cena marcante?
NM- Aquele momento perto do fim do "Blade Runner", com o Rutger Hauer e o Harrison Ford no terraço do prédio. “Time... to die”. Genial.

RWC- Um filme para esquecer?
NM- De vez em quando lá aparecem uns... Até mais do que “de vez em quando”, mas eu cada vez sou mais selectivo nos filmes que vou ver ao cinema. Não tenho tempo a perder com filmes que são, previsivelmente, valentes estopadas. Mas, para dar um exemplo recente, achei o "Van Helsing" o que de pior Hollywood tem para oferecer, hoje em dia. E o mais obsceno foi a colagem aos filmes clássicos de monstros da Universal. A Universal reeditou os seus clássicos de monstros em DVDs com capas com a estética dos posters do Van Helsing e com uns documentários promocionais do Van Helsing lá metidos a martelo.

RWC- Já chorou por causa de um filme? (quer pelos bons, quer pelos maus motivos?)
NM- Chorar só chorei em filmes por bons motivos. Às vezes acontece. Pelo menos o famoso “nó na garganta”. Aconteceu recentemente com o "Finding Neverland", que vi em Londres. O filme não é uma obra-prima, mas é muito tocante na sua simplicidade.

RWC- Muito obrigado pelo tempo dispendido e felicidades para o futuro e para os seus projectos.

Posted by: dermot @ 10:24 da manhã
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quarta-feira, janeiro 05, 2005  

O DIA DA BESTA:

Título: El Dia De La Bestia
Realizador: Álex de la Iglesia
Ano: 1995


- Padre, eu quero confessar.
- O que você fez?
- Nada, eu não pequei... mas eu pretendo praticar todo o mal que eu puder fazer.

O diálogo introdutório deste O Dia Da Besta não podia se ro melhor mote para um dos mais interessantes filmes de terror da última década, pelo menos. Arrisco mesmo a dizer que O Dia Da Besta está para o cinema de terror, assim como Morte Cerebral está para o cinema gore. Digo-o, não só por ser um filme assumidamente honesto, mas pela sua faceta humorística, uma mistura entre o terror e a comédia, que resulta numa comédia negra à semelhança do que fizera Peter Jackson.

O Dia Da Besta é a história do padre Ángel Beriartúa (Alex Angulo), um professor teologista que, após vinte e cinco anos de estudo intenso, consegue decifrar o Apocalipse. E a mensagem não podia ser mais aterradora: dia vinte e cinco de Dezembro de 1995 nasceria o anti-cristo. O padre Angel tinha assim o mundo nas suas mãos e para isso teria de trair Cristo, como a única hipótese de salvação.
Assim, vai partir para Madrid, com apenas poucos dias para descobrir o local exacto desse nascimento.

É das primeiras abordagens de uma temática que foi recuperada perto do ano 2000, devido à data cabalística: o anti-cristo. Temática esta que conheceu o seu expoente máximo na caricatura Os Dias Do Fim, que prova a saturação a que o tema chegou.
No entanto, um dos grandes focos de interesse de O Dia Da Besta são os próprios detalhes; todos os pontos simbólicos que Aléx de la Iglesia espalha pelo filme, como mensagens subliminares, desde o nome do padre, até à cena final junto à estátua madrilena de O Anjo Caído.

Alex de la Iglesia não enverda pelo caminho fácil de apostar em aparições maléovolas ou acções demoníacas. Tudo é muito díspar e indirecto e ficamos mesmo na dúvida se o que se passou foi real ou se não foi alguma alucinação, qual trip de LSD. Esta honestidade transforma o filme em algo bastante interessante, pelo seu lado realista, apesar do realizador acabar por cair em exagero em certas alturas.
No entanto, acaba por criar uma história bastante coerente, que apesar de inverosímil (não será talvez dos filmes de terror com o argumento mais credível, do ponto de vista sobrenatural) é bastante interessante.
Com um fantástico trabalho de ambiente e artwork, Aléx de la Iglesia mistura assim comédia, sobrenatural, fantástico e thriller em doses iguais, transportando um padre para o lado negro da vida, representado sob o submundo de Madrid, o heavy metal e o roubo.

Numa altura em que celebrámos mais uma passagem de ano, vale sempre a pena relembrar um dos clássicos à volta da figura do anti-cristo, longe das exaltações hiperbólicas de filmes como Estigma.
O Dia Da Besta é um agradável McRoyal Deluxe, mesmo para os não apreciadores do género.


Posted by: dermot @ 3:32 da tarde
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COTAÇÃO:
10 - Royale With Cheese
9 - Le Big Mac
8 - McRoyal Deluxe
7 - McBacon
6 - McChicken
5 - Double Cheeseburger
4 - Cheeseburger
3 - Caixinha de 500 paus (Happy Meal)
2 - Hamburga de Choco
1 - Pão com Manteiga

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- A Última Tentação De Cristo
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- A Viagem De Iszka
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- A Vida É Um Milagre
- A Vida Em Directo
- A Vida Secreta Das Palavras
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- Abraços Desfeitos
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- Alice In Acidland
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- Alien - A Desforra
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- Almoço De 15 De Agosto
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- Alta Fidelidade
- Alta Golpada
- Alta Tensão
- Alucinação
- Amália
- Amarcord
- American Movie
- American Splendor
- Amor À Queima-Roupa
- Amor De Verão
- Amor E Corridas
- Amor E Vacas
- Amor Em Las Vegas
- Amor Ou Consequência
- And Soon The Darkness
- Angel-A
- Animal
- Annie Hall
- Anónimo
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- Anytinhig Else - A Vida E Tudo Mais
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- Aracnofobia
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- Arséne Lupin - O Ladrão Sedutor
- As Asas Do Desejo
- As Aventuras De Jack Burton Nas Garras Do Mandarim
- As Aventuras De Tintim - O Segredo Do Licorne
- As Aventuras Do Príncipe Achmed
- As Bandeiras Dos Nossos Pais
- As Bonecas Russas
- As Canções De Amor
- As Crónicas De Narnia - O Leão, A Feiticeira E O Guarda-Roupa
- As Diabólicas
- As Ervas Daninhas
- As Invasões Bárbaras
- As Lágrimas Do Tigre Negro
- As Leis Da Atracção
- As Noites Loucas Do Dr. Jerryll
- As Penas Do Desejo
- As Tartarugas Também Voam
- As Vidas Dos Outros
- Aberto Até De Madrugada
- Assalto À Esquadra 13 (1976)
- Assalto À Esquadra 13 (2005)
- Assalto Ao Santa Maria
- Assassinos Natos
- Ata-me
- Até Ao Inferno
- Até Ao Limite Do Terror
- Atraídos Pelo Crime
- Através Da Noite
- Attack Of The 50 Foot Woman
- Aurora
- Austrália
- Autocarro 174
- Avatar
- Aviva, Meu Amor
- Aztec Rex
- Azul Metálico

- Babel
- Backbeat, Geração Inquieta
- Balas E Bolinhos - O Regresso
- Balbúrdia No Oeste
- Bando À Parte
- Baraka
- Barbarella
- Barreira Invisí­vel
- Batman
- Batman Regressa
- Batman - O Início
- Be Cool
- Beijing Bastards
- Belleville Rendez-Vouz
- Bem-vindo À Zombieland
- Bem-vindo Ao Norte
- Berlin 36
- Birth - O Mistério
- Biutiful
- Black Sheep
- Black Snake Moan - A Redenção
- Blade Runner - Perigo Iminente
- Blueberry
- Boa Noite E Boa Sorte
- Bobby Darin - O Amor É Eterno
- Body Rice
- Bombom
- Bom Dia Noite
- Bom Dia Vietnam
- Bonnie E Clyde
- Boogie Nights
- Borat
- Brasil - O Outro Lado Do Sonho
- Breakfast On Pluto
- Brincadeiras Perigosas (2007)
- Brisa De Mudança
- Bronson
- Bruce, O Todo-poderoso
- Bruiser - O Rosto Da Vingança
- Bruno
- Buffalo 66
- Bubba Ho-Tep
- Bullit
- Bunker Palace Hotel
- Buried
- Busca Implacável
- Bz, Viagem Alucinante

- Cadillac Records
- Cães Danados
- Cães De Palha
- Café E Cigarros
- Call Girl
- Camino
- Capitão Alatriste
- Capitão América - O Primeiro Vingador
- Capote
- Carrie
- Cartas Ao Padre Jacob
- Cartas De Iwo Jima
- Casa De Loucos
- Casablanca
- Casino Royale
- Catwoman
- Cavalo De Guerra
- Cemitério Vivo
- Censurado
- Centurion
- Charlie E A Fábrica De Chocolate
- Che - Guerrilha
- Che - O Argentino
- Chemical Wedding
- Chéri
- Chinatown
- Chocolate
- Choke - Asfixia
- Chovem Almôndegas
- Christine - O Carro Assassino
- Cidade Fria
- Cinco Dias, Cinco Noites
- Cinema Paraíso
- Cinerama
- Cisne Negro
- Clube De Combate
- Coco Avant Chanel
- Coisa Ruim
- Cold Mountain
- Cold Weather
- Colete De Forças
- Colisão
- Com Outra? Nem Morta!
- Comboios Rigorosamente Vigiados
- Comer Orar Amar
- Complexo - Universo Paralelo
- Conan, O Bárbaro
- Contrato
- Control
- Controle
- Coração De Cavaleiro
- Coração De Gelo
- Coração Selvagem
- Corações De Aço
- Coragem De Mãe: Confrontando O Autismo
- Corre Lola Corre
- Correio De Risco
- Correio De Risco 3
- Corrida Contra O Futuro
- Corrupção
- Cozinhando A História
- Crank - Veneno No Sangue
- Crank - Alta Voltagem
- Cremaster
- Crime Ferpeito
- Crippled Masters
- Cristóvão Colombo - O Enigma
- Crónica Dos Bons Malandros
- Crueldade Intolerável
- Cubo
- Culture Boy
- Cypher
- Cyrano de Bergerac (1950)

- Daisy Town
- Dallas
- Danny The Dog - Força Destruidora
- Daqui P'ra Frente
- Dark City - Cidade Misteriosa
- De Cabeça Para Baixo
- De Homem Para Homem
- De Olhos Abertos
- De Olhos Bem Fechados
- De Sepultura Em Sepultura
- De Tanto Bater O Meu Coração Parou
- De-Lovely
- Delhi Belly
- Dead Snow
- Death Race 2000
- Deixa-me Entrar
- Delicatessen
- Demolidor - O Homem Sem Medo
- Dentro Da Garganta Funda
- Depois Do Casamento
- Destruir Depois De Ler
- Diamante De Sangue
- Diário Dos Mortos
- Diários De Che Guevara
- Dias De Futebol
- Dick E Jane - Ladrões Sem Jeito
- Dictado
- Die Hard 4.0 - Viver Ou Morrer
- Die You Zombie Bastards!
- Dogma
- Domino
- Don Juan DeMarco
- Donnie Brasco
- Doom - Sobrevivência
- Doomsday - Juízo Final
- Dorian Gray
- Dot.Com
- Dr. Estranhoamor
- Drácula 2001
- Drácula De Bram Stoker
- Drive - Risco Duplo
- Dreamgirls
- Duas Mulheres

- É Na Terra Não É Na Lua
- Easy A
- Easy Rider
- Eduardo Mãos De Tesoura
- Efeito Borboleta
- El Mariachi
- El Topo
- Ela Odeia-me
- Eles
- Eles Vivem
- Elvis
- Em Bruges
- Em Busca Da Felicidade
- Em Carne Viva
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- Em Nome De Deus
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- Em Privado
- Embargo
- Encarnação Do Demónio
- Encontros Em Nova Iorque
- Encrenca Dupla
- Encurralada
- Ensaio Sobre A Cegueira
- Enterrado Na Areia
- Entre Os Dedos
- Entrevista
- Equilibrium
- Era Uma Vez No México
- Eraserhead - No Céu Tudo É Perfeito
- Escola De Criminosos
- Escolha Mortal
- Esporas De Aço
- Estado De Guerra
- Estamos Vivos
- Este É O Meu Lugar
- Este País Não É Para Velhos
- Estômago
- Estrada Perdida
- Estranhos
- Estrellita
- Eu Amo-te Phillip Morris
- Eu, Peter Sellers
- Eu Sou A Lenda
- Eu Sou Evadido
- Eu, Tu E Todos Os Que Conhecemos
- Everything Must Go
- Evil Dead - A Noite Dos Mortos-Vivos
- Evil Dead 2 - A Morte Chega De Madrugada
- Evil Dead 3 - O Exército Das Trevas
- Ex-Drummer
- Exterminador Implacável 1
- Exterminador Implacável 2 - O Dia Do Julgamento Final
- Exterminador Implacável 3 - Ascensão Das Máquinas
- Exterminador Implacável 4 - A Salvação

- Factory Girl - Quando Edie Conheceu Warhol
- Factotum
- Fados
- Fahrenheit 9/11
- Falso Alarme
- Fando E Lis
- Fantasmas De Marte
- Fargo
- Faster, Pussycat! Kill! Kill!
- Fausto 5.0
- Favores Em Cadeia
- Felicidade
- Feliz Natal
- Férias No Harém
- Festival Rocky De Terror
- Ficheiros Secretos: Quero Acreditar
- Fim De Ano Em Split
- Fim-De-Semana Alucinante
- Final Cut - A Última Memória
- Fish Tank
- Florbela
- Flores Partidas
- Fome
- Footloose - A Música Está Do Teu Lado
- Força Delta
- Forrest Gump
- Freddy Vs. Jason
- Frenético
- Frida
- Frost/Nixon
- Fruto Proibido
- Fuga De Los Angeles
- Fuga Para A Vitória
- Fur - Um Retrato Imaginário De Diane Arbus
- Fúria Cega
- Fúria De Viver
- Fúria Silenciosa

- Gabrielle
- Gainsbourg - Vida Heróica
- Gang Dos Tubarões
- Gangs de Nova Iorque
- Garden State
- Génova
- GI Joe - O Ataque Dos Cobra
- Godzilla
- Goodbye Lenine!
- Gosford Park
- Gothika
- Gran Torino
- Grande Mundo Do Som
- Gremlins
- Grizzly Man
- Gru - O Maldisposto
- Guerra Dos Mundos (2005)
- Guerra Dos Mundos (1953)

- Há Lodo No Cais
- Hairspray
- Half Nelson - Encurralados
- Hard Candy
- Harley Davidson E O Cowboy Do Asfalto
- Harold E Maude
- Harry Brown
- Haverá Sangue
- Hawai Azul
- He-Man - Mestres Do Universo
- Head On - A Esposa Turca
- Heartbreak Hotel
- Hell Ride
- Hellboy
- Hellboy 2: O Exército Dourado
- Helter Skelter - O Caso De Sharon Tate
- Henry E June
- Hereafter - Outra Vida
- Hiena
- História De Duas Irmãs
- História De Um Fotógrafo
- Hobo With A Shotgunbr> - Hollywood Ending
- Homem Aranha
- Homem Aranha 2
- Homem Aranha 3
- Homem De Ferro
- Homem Demolidor
- Homem Em Fúria
- Homens De Negro
- Homens De Negro 2
- Homens Que Matam Cabras Só Com O Olhar
- Hostel
- Hostel 2
- Hot Fuzz - Esquadrão De Província
- Howl - Grito
- Hugo

- I Am Sam - A Força Do Amor
- I Spit On Your Grave
- I'll See You In My Dreams
- Iluminados Pelo Fogo
- I'm Still Here
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- Imitação Da Vida
- Imortal
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- Indiana Jones E O Reino Da Caveira De Cristal
- Indomável
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- Inimigos Públicos
- INLAND EMPIRE
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- Intriga Internacional
- Invictus
- Irmão, Onde Estás?
- It
- It Might Get Loud
- Italian Spiderman

- Jack Ketchum's The Girl Next Door
- Jackass 2
- Jackass 3D
- Jackie Brown
- Jacuzzi - O Desastre Do Tempo
- James Bond - Agente Secreto
- James Bond - Casino Royale
- James Bond - Quantum Of Solace
- Janela Indiscreta (1954)
- Janela Indiscreta (1998)
- Janela Secreta
- JCVD
- Joga Como Beckham
- John Rambo
- Jonestown - The Life And Death Of Peoples Temple
- Jovens Rebeldes - A Verdadeira História
- Julgamento
- Julie E Julia
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- Juventude Em Marcha
- Juventude Tardia

- Kalifórnia
- Kandahar
- Karate Kid
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- Kick Ass - O Novo Super-herói
- Kids - Miúdos
- Kill Bill vol.2
- King Kong (2005)
- Kiss Kiss Bang Bang
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- Kung-Fu-Zão
- Kung Pow - Punhos Loucos

- La Jetée
- La Vie En Rose
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- Lady Snowblood
- Laranja Mecânica
- Last Days - Os Últimos Dias
- Lavado Em Lágrimas
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- Léon, O Profissional
- Lichter
- Lindas Encrencas As Garotas
- Lobos
- Longe Da Terra Queimada
- Lost In Translation - O Amor É Um Lugar Estranho
- Lua De Mel, Lua De Fel
- Lucifer Rising
- Lucky Luke
- Lucky Number Slevin - Há Dias De Azar

- M - Matou!
- Má Educação
- Machete
- Madrigal
- Maldito United
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- Manhattan
- Manô
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- Mar Adentro
- Maria E As Outras
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- Marte Ataca!
- Matança De Natal
- Match Point
- Matou A Família E Foi Ao Cinem
- McQuade, O Lobo Solitário
- Meia-Noite Em Paris
- Meio Metro De Pedra
- Melancolia
- Melinda E Melinda
- Menina
- Mephisto
- Metrópolis
- Meu Nome É Bruce
- Miami Vice
- Milhões
- Milk
- Millenium 1. Os Homens Que Odeiam As Mulheres
- Million Dollar Baby - Sonhos Vencidos
- Minha Mãe
- Minha Terra
- Misery - Capí­tulo Final
- Missão A Marte
- Missão Impossí­vel 3
- Missão Impossível - Missão Fantasma
- Missão Solar
- Mistérios De Lisboa
- Momentos Agradáveis
- Moneyball - Jogada De Risco
- Monsters - Zona Interdita
- Monstro
- Monty Phyton E O Cálice Sagradi
- Morte Cerebral
- Morte De Um Presidente
- Movimentos Perpétuos
- Mr. E Mrs. Smith
- Mrs. Henderson Presents
- Muito Bem, Obrigado
- Mulholland Drive
- Mundo Fantasma
- Mundos Separados
- Munique
- Murderball - Espírito De Combate
- Murish
- Mutilados
- Mysterious Skin

- Na Cama
- Nacho Libre
- Não Estou Aí
- Napoleon Dynamite
- Nas Costas Do Diabo
- Nas Nuvens
- Needle
- Nico: À Margem Da Lei
- Ninguém Sabe
- Nixon
- No Limite Do Amor
- No Vale De Elah
- Noite De Agosto
- Noite Escura
- Noivos Sangrentos
- Nome De Código: Cloverfield
- Northfork
- Nosferatu, O Vampiro
- Nothing
- Nova Iorque 1997
- Nove Raínhas
- Nunca Digas Sim

- O Acontecimento
- O Agente Da Broadway
- O Lugar Do Morto
- O Americano
- O Amor Acontece
- O Anjo Exterminador
- O Anti-Pai Natal
- O Artista
- O Assassínio De Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford
- O Assassí­nio De Richard Nixon
- O Batedor
- O Bom Alemão
- O Bom, O Mau E O Vilão
- O Cabo Do Medo
- O Caminho De São Diego
- O Cão, O General E Os Pássaros
- O Capacete Dourado
- O Castelo Andante
- O Castor
- O Cavaleiro Das Trevas
- O China
- O Cobrador
- O Código Da Vinci
- O Comboio Dos Mortos
- O Comboio Mistério
- O Condenado
- O Couraçado Potemkin
- O Cowboy Da Meia-Noite
- O Crepúsculo Dos Deuses
- O Dedo De Deus
- O Delator!
- O Demónio
- O Despertar Da Besta
- O Despertar Da Mente
- O Deus Da Carnificina
- O Deus Elefante
- O Dia Em Que A Terra Parou (1951)
- O Dia Em Que A Terra Parou (2008)
- O Dia Da Besta
- O Discurso Do Rei
- O Enigma Do Espaço
- O Estranho Caso De Benjamin Button
- O Estranho Mundo De Jack
- O Evangelho Segundo São Mateus
- O Exorcista
- O Fatalista
- O Feiticeiro De Oz
- O Feitiço Do Tempo
- O Fiél Jardineiro
- O Gabinete Das Figuras De Cera
- O Gabinete Do Dr. Caligari
- O Gato Das Botas
- O Génio Do Mal (1976)
- O Grande Peixe
- O Grande Ditador
- O Guerreiro
- O Homem Duplo
- O Homem Que Copiava
- O Homem Que Sabia Demasiado
- O Homem Que Veio Do Futuro
- O Idealista
- O Jogo
- O Júri
- O Imperador Da Califórnia
- O Inquilino
- O Justiceiro Da Noite
- O Labirinto Do Fauno
- O Laço Branco
- O Lado Selvagem
- O Lago Perfeito
- O Leopardo
- O Livro Negro
- O Lobo Do Mar
- O Macaco De Ferro
- O Maquinista
- O Marinheiro De Água Doce
- O Menino De Ouro
- O Meu Tio
- O Milagre De Berna
- O Milagre Segundo Salomé
- O Mistério Galindez
- O Monstro Da Lagoa Negra
- O Mundo A Seus Pés
- O Nevoeiro (1980)
- O Ofício De Matar
- O Olho
- O Orfanato
- O Paciente Inglês
- O Padrinho - Parte I
- O Padrinho - Parte II
- O Padrinho - Parte III
- O Panda Do Kung Fu
- O Panda Do Kung Fu 2
- O Pesadelo De Darwin
- O Pistoleiro Do Diabo
- O Planeta Selvagem
- O Pó Dos Tempos
- O Portador Da Espada
- O Presidiário
- O Prisioneiro Do Rock
- O Protegido
- O Próximo A Abater
- O Quinto Elemento
- O Quinto Império
- O Regresso
- O Rei Dos Gazeteiros
- O Reino Proibido
- O Ritual
- O Ritual Dos Sádicos
- O Sabor Do Amor
- O Sargento Da Força Um
- O Segredo A Brokeback Mountain
- O Segredo De Um Cuscuz
- O Segredo Dos Punhais Voadores
- O Selvagem
- O Sentido Da Vida
- O Sétimo Selo
- O Sítio Das Coisas Selvagens
- O Sonho Comanda A Vida
- O Sonho De Cassandra
- O Sorriso De Mona Lisa
- O Tempo Do Lobo
- O Tesouro Da Sierra Madre
- O Tigre E A Neve
- O Tio Boonmee Que Se Lembra Das Suas Vidas Anteriores
- O Triunfo Da Vontade
- O Turista
- O Último Airbender
- O Último Grande Herói
- O Último Rei Da Escócia
- O Último Tango Em Paris
- O Último Voo Do Flamingo
- O Vingador Tóxico
- O Wrestler
- Ocean's Eleven - Façam As Vossas Apostas
- Odete
- Oldboy - Velho Amigo
- Olho Mágico
- Oliver Twist
- Ônibus 174
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- Os Amantes Regulares
- Os Amigos De Alex
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- Os Cavaleiros Do Asfalto
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- Os Olhos Da Serpente
- Os Olhos Sem Rosto
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- Os Optimistas
- Os Pássaros
- Os Produtores (2005)
- Os Psico-Detectives
- Os Rapazes Da Noite
- Os Rapazes Não Choram
- Os Renegados Do Diabo
- Os Rutles - All You Need Is Cash
- Os Selvagens Da Noite
- Os Simpsons - O Filme
- Os Sonhadores
- Os Sorrisos Do Destino
- Os Super-Heróis
- Os Supeitos Do Costume
- Os Três Enterros De Um Homem
-Os Visistantes Da Idade Média
- Os 300 Espartanos

- Pagafantas
- Palpitações
- Papillon
- Para Onde O Vento Sopra
- Parada De Monstros
- Paraíso, Inferno... Terra
- Paranoid Park
- Paris Je T'Aime
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- Pecados Íntimos
- Pele
- Pequenas Mentiras Entre Amigos
- Performance
- Perigo Na Noite
- Perto Demais
- Pesadelo Em Elm Street
- Pink Floyd The Wall
- Piranha 3D
- Piratas Das Caraíbas - O Mistério do Pérola Negra
- Piratas Das Caraí­bas - O Cofre Do Homem Morto
- Piratas Das Caraíbas - Nos Confins Do Mundo
- Planeta Dos Macacos
- Planeta Dos Macacos: A Origem
- Planeta Terror
- Plano 9 Dos Vampiros Zombies
- Polaróides Urbanas
- Polí­cia Sem Lei (1992)
- Polícia Sem Lei (2009)
- Poltergeist, O Fenómeno
- Ponto De Mira
- Por Favor Rebobine
- Por Favor Não Me Morda O Pescoço
- Porcos & Selvagens
- Posto Fronteiriço
- Precious
- Predadores
- Presente De Morte
- Preto E Branco
- Primer
- Príncipe Da Pérsia - As Areias Do Tempo
- Procurado
- Profissão: Repórter
- Promessas Proibidas
- Proposta Indecente
- Proteger
- Psico
- Psicopata Americano
- Pulp Fiction
- Pulsação Zero
- Punch-Drunk Love - Embriagado De Amor
- Purana Mandir
- Purple Rain

- Quando Viste O Teu Pai Pela Última Vez
- Quarentena
- Quarteto Fantástico (1994)
- Quarteto Fantástico (2005)
- Quase Famosos
- Quatro Noites Com Anna
- Que Lugar Maravilhoso
- Que Se Mueran Los Feos
- Queijo E Marmelada
- Quem Quer Ser Bilionário
- Querida Famí­lia
- Querida Wendy

- R
- Rapariga Com Brinco De Pérola
- Rare Exports
- Ratatui
- Ratos Assassinos
- Ray
- [Rec]
- [REC]2
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- Relatório Kinsey
- Relatório Minoritário
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- Sangue Por Sangue
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- Saw - Enigma Mortal
- Saw II - A Experiência Do Medo
- Saw 3D - O Capítulo Final
- Scoop
- Scott Pilgrim Contra O Mundo
- Seconds Apart
- Seis Indomáveis Patifes
- Sem Ela
- Sem Limites
- Sem Rumo
- Sem Tempo
- Semi-Pro
- Ser E Ter
- Sereia
- Serpentes A Bordo
- Sete Anos No Tibete
- Sete Vidas
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- Sgt. Pepper's Lonely Heart Club Band
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- Shaolin Soccer - O Ás Da Bola
- Shaolin Vs. Evil Dead
- Shattered Glass - Verdade Ou Mentira
- Sherlock Holmes
- Sherlock Holmes - Jogo De Sombras
- Shining
- Shoot 'Em Up - Atirar A Matar
- Shortbus
- Shrek 2
- Shrek O Terceiro
- Shrek Para Sempre
- Sicko
- Sid And Nancy
- Sideways
- Simpatyhy For Mr. Vengeance
- Sin City - Cidade Do Pecado
- Sinais
- Sinais De Fogo
- Sinais Do Futuro
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- Singularidades De Uma Rapariga Loira
- Sky Captain E O Mundo De Amanhã
- Slither - Os Invasores
- Soldados Da Fortuna
- Soldados Do Universo
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- Somewhere - Algures
- Sonho De Uma Noite De Inverno
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- Sophie Scholl - Os Últimos Dias
- Soro Maléfico
- Sorte Nula
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- Spartacus
- Spartan - O Rapto
- Splice
- Stacy - Attack Of The Schoolgirl Zombies
- Star Wars - A Ameaça Fantasma
- Star Wars - A Vingança Dos Sith
- Star Wars - O Ataque Dos Clones
- Stardust - O Mistério Da Estrela Cadente
- Stone - Ninguém É Inocente
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- Submarino
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- Super-Homem: O Regresso
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- Superstar
- Suspeita
- Suspiria
- Sweeney Todd: O Terrível Barbeiro De Fleet Street
- Swimming Pool
- Sword Of Vengeance
- Sympathy For The Devil

- Taking Woodstock
- Tarnation
- Tarzan, O Homem Macaco (1981)
- Taxidermia
- Team America - Polí­cia Mundial
- Tebas
- Tecumseh
- Teeth
- Tempestade Tropical
- Tennessee
- Terra De Cegos
- Terminal De Aeroporto
- Terra Dos Mortos
- Terror Em Setembro
- Terror Na Auto-estrada
- Terror Nas Montanhas
- Tetro
- The Bloodstained Butterfly
- The Brown Bunny
- The Darjeeling Limited
- The Departed: Entre Inimigos
- The Devil And Daniel Johnston - Loucuras De Um Génio
- The Devil's Double
- The First Great Train Robbery
- The Fountain - O Último Capítulo
- The Grudge - A Maldição
- The Host - A Criatura
- The Impossible Kid
- The King Of Kong
- The Langoliers - Meia-Noite E Um
- The Last House On The Left
- The Machine Girl
- The Man From Earth
- The Marine
- The Million Dollar Hotel - O Hotel
- The Mindscape Of Alan Moore
- The Mist - Nevoeiro Misterioso
- The Others - Os Outros
- The Prestige - O Terceiro Passo
- The 50 Worst Movies Ever Made
- The Way
- The Woman
- Thirst - Este É O Meu Sangue
- This Is It
- This Is Spinal Tap
- Thor
- Thriller - A Cruel Picture
- THX 1138
- Tirar Vidas
- Titanic 2
- Tony
- Tournée - Em Digressão
- Toy Story 3
- Tragam-me A Cabeça De Alfredo Garcia
- Transamerica
- Tron
- Tron: O Legado
- Tropa De Elite
- Tropa De Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro
- Tsotsi
- Tubarão
- Tubarão 2
- Tubarão 3
- Tubarão IV - A Vingança
- Tucker E Dale Contra O Mal
- Tudo Ficará Bem
- Tudo Pode Dar Certo
- Twisted - Homicídios Ocultos

- Ultra Secreto
- Um Amor De Perdição
- Um Azar Do Caraças
- Um Bater De Corações
- Um Belo Par... De Patins
- Um Cão Andaluz
- Um Dia A Casa Vai Abaixo
- Um Dia De Raiva
- Um Homem Singular
- Um Longo Domingo De Noivado
- Um Lugar Para Viver
- Um Padrasto Para Esquecer
- Um Profeta
- Um Tiro No Escuro
- Um Trabalho Em Itália
- Uma Aventura Na Casa Assombrada
- Uma Boa Mulher
- Uma Canção De Amor
- Uma Espécie De Cavalheiro
- Uma Famí­lia À Beira De Um Ataque De Nervos
- Uma História De Violência
- Uma Pequena Vingança
- Uma Rapariga Com Sorte
- Uma Segunda Juventude
- Uma Segunda Vida
- Undefeatable
- Unseen Evil 2 - Alien 3000
- Up - Altamente

- V De Vingança
- Vai E Vive
- Vais Conhecer O Homem Dos Teus Sonhos
- Valhalla Rising - Destino De Sangue
- Valquíria
- Vampiros de John Carpenter
- Van Helsing
- Vanilla Sky
- Vanitas
- Vasilhame
- Veio Do Outro Mundo
- Veludo Azul
- Velvet Goldmine
- Vencidos Pela Lei
- Vendendo A Pele
- Veneno Cura
- Vera Drake
- Versus - A Ressurreição
- Vestida Para Matar
- Vice
- Vício - Quando Nada É Suficiente
- Vicky Cristina Barcelona
- Vidas Sombrias
- Vigilância
- Vingança Redentora
- Virgem Aos 40 Anos
- Vitus
- Viúva Rica Solteira Não Fica
- Viver A Sua Vida
- Voando Sobre Um Ninho De Cucos
- Voltando Para Casa
- Voltar
- Vontade Indómita
- Voo 93

- Walk Hard - A História De Dewey Cox
- Walk The Line
- WALL-E
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Wassup Rockers - Desafios De Rua
- Watchmen - Os Guardiões
- Welcome To The Rileys
- White Irish Drunkers
- Wild Zero
- Win Win
- Wolf Creek
- Wristcutters: A Love Story

- X-Men
- X-Men 2
- X-Men 3 - O Confronto Final
- X-Men: O Início
- X-Men Origens: Wolverine

- Zack E Miri Fazem Um Porno
- Zardoz
- Zatoichi
- Zombies Party - Uma Noite... De Morte
- Zombies Strippers
- Zozo

- 007 - Agente Secreto
- 007 - Casino Royale
- 007 - Quantum Of Solace
- 10 Coisas Que Odeio Em Ti
- 100 Volta
- 10.000 AC
- 12 Homens Em Fúria
- 12 Macacos
- 12:08 A Este De Bucareste
- 1984
- 2LDK
- 24 Hour Party People
- 28 Dias Depois
- 20,13 - Purgatório
- 2012
- 300
- 4 Copas
- 48
- 50/50
- 6=0 Homeostética
- 8 1/2
- 9 Canções
- 98 Octanas


ENTREVISTAS:
- Fernando Fragata
- Festróia - Mário Ventura
- Filipe Melo
- Good N Evil
- IMAGO - Sérgio Felizardo
- José Barahona
- Nuno Markl
- Paulo Furtado
- Rodrigo Areias
- Sara David Lopes
- Solveig Nordlund
- Fernando Alle


TOPES:
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2011
- Top 5 dos Piores Filmes de 2011
- Top 10 dos Melhores Filmes de 2010
- Top 5 dos Piores Filmes de 2010
- Top 5 dos filmes de Leslie Nielsen
- Top 10 Dos Filmes Low Cost
- Top 5 das Melhores Cenas de Dança
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2009
- Top 5 dos Piores Filmes de 2009
- Top 5 dos Filmes Que Tenho Vergonha De Dizer Que Gosto
- Top 5 das Melhores Músicas de Ennio Morricone
- Top 5 dos filmes com Patrick Swayze
- Top 5 dos Telediscos do Michael Jackson
- Top 5 dos Filmes com David Carradine
- Top 5 dos Filmes com Lutadores de Luta-Livre
- Top 10 Os Melhores Filmes de 2008
- Top 5 Os Piores Filmes de 2008
- Top 5 dos Piores Filmes de Natal
- Top 5 das Coisas que não Esperávamos Ver no Cinema
- Top 5 dos Melhores Filmes de Paul Newman
- Top 5 Personagens Com Palas Nos Olhos
- Top 10 Melhores Cartazes De Cinema
- Top 5 dos Filmes de Chuck Norris
- Top 5 dos Filmes de Patrick Swayze
- Top 10 Os Melhores/Piores Vestidos dos Oscares
- Top 5 As Mortes de Crianças Mais Gratuitas
- Top 10 Os Melhores de 2007
- Top 5 Os Piores de 2007
- Top 7 Adaptações ao Cinema de Livros de Stephen King
- Top 5 Filmes Pela Paz
- Top 5 Os Melhores Beijos
- Top 5 Grandes Arquitectos
- Top 10 Filmes Que Mudaram A Minha Vida
- Top 5 Mulheres de Cabeça Rapada
- Top 5 As Cenas Mais Excitantes
- Top 10 Os Melhores de 2006
- Top 5 Os Piores de 2006
- Top 3 Filmes de Robert Altman
- Top 5 Os Vilões do Cinema
- Top 5 Filmes Com Mick Jagger
- Top 5 Filmes Com Steve Buscemi
- Top 5 Dos Cães no Cinema
- Top 5 Dos Filmes do Indie06
- Top 5 Dos Filmes do Fantas06
- Top 5 dos Presidentes
- Top 10 Os Melhores de 2005
- Top 5 Os Piores de 2005
- Top 5 Filmes com Pat Morita
- Top 10 Os Melhores Filmes Independentes
- Top 5 Os Piores Filmes da Saga Bond
- Top 5 Filmes com Dolph Lundgren
- Top 5 Adaptações de BD Para Cinema
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- Top 5 Filmes de Natal
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- Top 10 Melhores Filmes de Sempre
- Top 5 Melhores Momentos Musicais
- Top 5 Grandes Duelos do Cinema
- Top 10 Maiores Personagens do Cinema
- Top 5 Piores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 10 Melhores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 5 Filmes Religiosos


BAÚ DO TRASH:
- Needle
- Que Se Mueran Los Feos
- Easy A
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Saw 3D - O Capítulo Final
- And Soon The Darkness
- Os Imortais
- Purana Mandir
- Pagafantas
- The Bloodstained Butterfly
- Cisne Negro


ROYALE WITH CHEESE APRESENTA:
- A Tasca Da Cultura
- A Causa Das Coisas - parte I
- A Causa Das Coisas - parte II
- A Momentary Lapse Of Reason


FILMES A VER ANTES DE MORRER:
- #1 As Lágrimas Do Tigre Negro
- #2 Alucarda
- #3 Time Enough At Last
- #4 Armageddon
- #5 The Favour, The Watch And The Very Big Fish
- #6 Italian Spiderman
- #7 The Soldier And Death


UMA CURTA POR DIA NÃO SABE O BEM QUE LHE FAZIA:
- 1# Rabbit, de Run Wrake
- 2# Aligato, de Maka Sidibé
- 3# The Cat Concerto, de Joseph Barbera & William Hanna
- 4# A Curva, de David Rebordão
- 5# Batman: Dead End, de Sandy Callora
- 6# O Código Tarantino, de Selton Mello
- 7# Malus, de António Aleixo & Crosswalk, de Telmo Martins
- 8# Three Blind Mice, de George Dunning
- 9# Bedhead, de Robert Rodriguez
- 10# Key To Reserva, de Martin Scorcese
- 11# Bambi Meets Godzilla, de Marv Newland
- 12# The Horribly Slow Murderer with the Extremely Inefficient Weapon, de Richard Gale
- 13# Stolz Der Nation, de Eli Roth
- 14# Papá Wrestling, de Fernando Alle
- 15# Glas, de Bert Haanstra
- 16# Fotoromanza, de Michelangelo Antonioni
- 17# Quem É Ricardo?, de José Barahona
- 17# Terra Incognita, de Peter Volkart


AS MELHORES PIORES CENAS DE SEMPRE:
- A Pior Luta
- A Cena Mais Metida A Martelo
- O Ataque Animal Mais Brutal
- A Perseguição Mais Alucinante
- O Duelo Mais Improvável


CLUBE DE CINEMA DE SETÚBAL:
- Janeiro
- Fevereiro
- Março
- Abril
- Maio
- Setembro
- Novembro


FESTIVAIS:
- 20º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9
- 21º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 22º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
- 23º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
- 24º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 26º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 12º Caminhos Do Cinema Português
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- Imago 2006
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8

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