Segunda-feira, Agosto 22, 2005
HE-MAN - MESTRES DO UNIVERSO:Título:
Masters Of The UniverseRealizador: Gary Goddard
Ano: 1987

Bem-vindos ao maravilhoso mundo dos filmes xunga.
He-Man foi um dos maiores heróis da nossa infância, graças aos desenhos-animados que a RTP passava e que nós assistiamos religiosamente, durante a nossa infância. Logicamente, o sucesso da série levou a uma adaptação cinematográfica.
O meu baptismo no cinema deu-se com este
He-Man - Mestres Do Universo, mas a única recordação que retenho dessa tarde são as bolachas de baunilha que comi ao intervalo. Por isso, foi com uma saudosa nostalgia que me sentei para rcuperar este clássico intemporal do cinema xunga.
O primeiro minuto do filme dá-nos logo uma achega sobre o que nos preparamos para assistir: primeiro o logotipo da Cannon, qual selo de garantia de filme xunga; depois o genérico, com uma imitação foleira de
Star Wars - Guerra Das Estrelas, a prometer algo no campo da ficção científica rasca; e por fim o rol de actores, estrelando o superior Dolph Lundgren, o rei das interpretações minimalistas. Verdade seja dita que era complicado adaptar para a grande tela um herói que traja uma tanga cor-de-laranja e umas correntes à volta dos músculos; mas Gary Goddard e o seu baix(íssim)o orçamento conseguiram fazer ainda pior, ao transportar as personagens do desenho-animado para um universo perdido, algures entre os troopers de
Star Wars - Guerra Das Estrelas e os monstros carnavalescos de
Power Rangers.
Ou seja, de fiél a
He-Man o filme tem muito pouco. Até o próprio herói de Eternia anda munido de uma arma de fogo.
No centro do universo existe o castelo de Greyskull, algures na fronteira entre o Bem e o Mal; quem o controla, controla o Mundo e por isso não convém que caia nas mãos erradas. Mas quando
He-Man - Mestres Do Universo começa já o tirano Skeletor (Frank Langella) se apoderou de Greyskull após sangrenta batalha. Na resistência, He-Man junta-se a Teela (Chelsea Field) e ao seu pai (Jon Cypher), para um último assalto contra as forças de Skeletor. Para isso, servem-se de uma passagem secreta que liga a casa de um ferreiro anão, Gwildor (Billy Barty), ao castelo de Greyskull(!). A empresa corre mal e a única escapatória é fugir através de um portal dimensional, que os transporta até a um mundo de penteados terríveis e música ordinária - os anos 80.
Falar de
He-Man - Mestres Do Universo é enumerar os seus aspectos negativos. Ou seja, em
He-Man - Mestres Do Universo tudo é mau. O orçamento limitado transforma o filme em algo de Ed Wood, que o realizador Gary Goddard faz de o favor de comprovar, ao manter cenas em que os cenários tremem, os actores tropeçam, ou as roupas se rasgam. Depois não há actores figurantes, o que faz parecer que a California é um deserto desabitado. E como se não chegasse, o filme abusa ainda dos efeitos especiais da época, que nem o meu spectrum faria melhor.
Dolph Lundrgen é Dolph Lundgren, ostentando os seus músculos e abanando uma espada sobre a cabeça, numa interpretação física tão má quanto a dos seus companheiros, Courtney Cox incluída. O único que se safa é Frank Langella, que dá algum respeito ao filme na pele do déspota Skeletor, uma caricatura mal amanhada de Darth Vader (com direito a uma faixa sonora só para si e tudo), cuja caracterização facial lhe permite falar sem mexer a boca. Há ainda um anão, Gwildor (Billy Barty), que merece referência: a sua presença no filme é semelhante à de C3PO e R2-D2 em
Star Wars - Guerra Das Estrelas: o comic relief. Mas aqui é algo tão nonsense, que faz questionar o que se passa de errado na cabeça doentia do realizador.
He-Man - Mestres Do Universo é oficialmente o pior filme que já vi até hoje, algo mau demais para ser verdade e que ainda por cima é turtuosamente longo. E a única coisa positiva que consigo encontrar para dizer é que tem a presença de
Purple Haze na banda-sonora. Obviamente, um Pão Com Manteiga.
Posted by: dermot @
6:01 PM
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