Segunda-feira, Julho 18, 2005
SOPHIE SCHOLL - OS ÚLTIMOS DIAS:Título:
Sophie Scholl - Die letzten Tage Realizador: Marc Rothemund
Ano: 2005
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Tal como foi um marcante marco na história mundial, também no cinema o Holocausto tem sido uma temática importante e regular. No entanto, sempre que o filão parece estar a esgotar-se eis que surge um novo estímulo. E agora que isso parecia estar a acontecer outra vez, eis que esse estímulo aparece do local menos esperado: da própria Alemanha.
Primeiro com
Untergang - A Queda, uma visão do Terceiro Reich pelo próprio ditador Adolph Hitler e agora com
Sophie Scholl - Os Últimos Dias, inspirado nos factos verídicos do grupo de resistência germânica denominado Rosa Branca.
Por vezes é complicado entender como é que o povo alemão tolerou um ditador como Adolph Hitler; no entanto, nem todos os germânicos sofreram essa lavagem cerebral e por toda a Alemanha surgiram facções reacionárias contra o regime imposto. Uma delas, a Rosa Branca, era composta por universitários que tentavam estimular as mentes dos jovens compatriotas. Sophie Scholl era uma dessas activistas e em 1943 foi presa e condenada, juntamente com o seu irmão, por traição à pátria, o que levou à derrocada do pequeno grupo revolucionário.
Como o próprio nome indica,
Sophie Scholl - Os Últimos dias trata dos últimos quatro dias de vida dos três elementos da Rosa Branca inicialmente detidos, mas centrado na própria Sophie, encarnada por Julia Jentsch - começando pela sua detenção, passando pelo seu interrogatório e culminando no seu julgamento.
Sophie Scholl - Os Últimos Dias é um filme claustrofóbico e intenso, por vezes a pisar o registo de
Vera Drake, mas em que se identifica muito mais connosco: damo-nos vezes sem conta a torcer pela pobre Sophie, prisioneira num interrogatório impiedoso, a tentar tapar a cabeça com uma manta curta demais que lhe destapa os pés.
Sophie Scholl - Os Últimos Dias é um filme bastante competente, com uma fotografia e um manejar de câmar sóbrio, que sabe retirar o melhor partido da banda-sonora e da arquitectura imperial. Para além disso, tem alguns óptimos momentos, como a cena em que o inspector lava as mãos depois de assinar a acta de acusação, como que a enxaguar as mãos dos seus pecados, a cena final de uma violência sugerida ou o fogo de artíficio festivo do ataque aéreo aliado.
No entanto, falta-lhe um golpe de asa que o não deixasse cingir-se às convenções académicas cinematográficas. Mesmo assim, o McBacon não é uma condenação.
Posted by: dermot @
11:17 PM
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