Sexta-feira, Junho 24, 2005
BONNIE E CLYDE:Título:
Bonnie And ClydeRealizador: Arthur Penn
Ano: 1967
You've read the story of Jesse James,
of how he lived and died.
If you're still in the need
of something to read,
here's the story of Bonnie and ClydeBonnie Parker e Clyde Barrow foram os primeiros serial killers da América, o que os tornou desde logo ícones imortalizados, num país que tanto admira estes insólitos. Líderes da conhecida Barrow Gang nos anos 30, atravessaram os Estados Unidos deixando atrás de si um rasto de assaltos, violência e mortes.
Quando o cinema se precipitou a mudar, com o final do cinema clássico de Hollywood às mãos de um grupo de jovens e impetuosos realizadores,
Bonnie E Clyde tornou-se desde logo um dos marcos dessa década, através da adaptação livre dessa história, que lhe conferiu uma aura de poesia e fábula.
Bonnie (Faye Dunaway) e Clyde (Warren Beatty) conheceram-se fortuitamente, pouco depois deste ter abandonado a prisão. Ela, empregada de mesa, ansiosa por fugir do marasmo da sua vida quotidiana, viu essa hipótese na paixão à primeira vista pelo ex-presediário. Amantes fogosos, apesar da relação deveras particular (Clyde seria homossexual e/ou impotente), alimentaram o fogo da paixão a gasolina, que crescia ao sabor da adranalina e da feromona, proporcional à onda de violência em que embarcaram. No mesmo barco seguiu também o jovem C.W. Moss (Michael J. Pollard), o irmão de Clyde, Buck (Gene Hackman) e a insuportável esposa deste, Blanche (Estelle Parsons).
Arthur Penn não tenta explicar nada, nem contextualizar opções de vida; pura e simplesmente apresenta-nos as personagens, narra aquela jornada inesquecível e acaba-a abruptamente, tão abruptamente quanto a última faísca de vida abandonou os corpos dos amantes criminosos.
Num registo descomprometido, mas extremamente violento, a empresa dos bandidos assume uma mística e uma poesia de anti-heróis, que apesar dos crimes, serão sempre admirados por um mundo de fiéis.
Além disto, o realizador não se furta a um ligeiro retrato da época; apesar de se passar nos anos 30, a história reflecte-se na recessão dos anos 60. Infelizmente, é pouco abordado a forma como a história se repercutiu na América, ficando a tarefa à conta da nossa imaginação e de uns recortes de jornal. Mas para isso existe
Assassinos Natos.
Bonnie E Clyde é um filme violento e angustiante, que vai ficando cada vez mais carregado à medida que as mortes vão acontecendo; depois de um princípio bem-disposto e divertido, o clima começa a tornar-se negro e acaba completamente sinistro, como que se o pesado fardo da consciência começasse a pesar cada vez mais nas costas do filme.
E depois há a famosa cena do clímaxe final, um bailado de balas que ainda hoje é uma das cenas mais violentas da sétima arte. Aliás, se algum dia for escrito um dicionário de cinema, junto à palavra
violência, estará a capa de
Bonnie E Clyde.
Bonnie E Clyde tem presença, carisma e estilo e Faye Dunaway e Warrem Beatty contribuiram bastante para isso, nomeadamente a primeira. Jovem e bela, Faye Dunaway passeia glamour e irradia toques de diva, sob uma cabeleira loira brilhante, uma bóina inesquecível e um vestido provocador.
Em poucos parágrafos já falei de dois aspectos do filme que merecem nota máxima: a cena final e Faye Dunaway. É fácil deduzir a nota final de
Bonnie E Clyde: Royale With Cheese.
Posted by: dermot @
6:23 PM
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