Royale With Cheese

 Royale With Cheese

 
 



sábado, outubro 30, 2004  

GANG DOS TUBARÕES:

Título: Shark Tale
Realizador: Bibo Bergeron, Vicky Jenson e Rob Letterman
Ano: 2004


Gang Dos Tubarões desde o primeiro momento que carregou com uma pesada herança: primeiro, porque era o sucessor da obra-prima da Dreamworks, Shrek, a animação de maior sucesso das últimas décadas; e segundo, porque abordava a temática aquática da última animação de grande sucesso, À Procura De Nemo, da rival Pixar. Fora isso, ainda arcava com a responsabilidade de contar com um super-elenco de luxo: Robert De Niro, Will Smith, Angelina Jolie, Jack Black, Renée Zellweger e Martin Scorcese.
Quando assim é e as expectativas são muitas, a desilusão é ainda maior quando as coisas correm mal. E é com essa sensação que ficamos no final.

Gang Dos Tubarões é a história de Recife do Oriente, um enorme e povoado coral, qual alegoria nova-iorquina subaquática. Aí vão desenrolar-se duas histórias paralelas, que inevitalvelmente se vão cruzar: de um lado temos o peixe Oscar (Will Smith) e a sua amiga Angie (Renée Zellweger), ambos trabalhadores de uma lavagem automática de baleias; e do outro lado está a máfia dos tubarões, de Don Lino (Robert De Niro) e do seu sucessor, mas vegetariano, Lenny (Jack Black). O elo de ligação entre estes dois lados é Sykes (Martin Scorcese), o dono da lavagem automática de baleias.
Oscar é um peixe que quer sair do anonimato e abraçar a fortuna e a fama; Lenny é um tubarão vegetariano, algo inadmissível para alguém da sua espécie. E ambos vão cruzar esforços para atingirem os seus objectivos.

O certo é que o filme desilude. O argumento é frouxo e não aguenta as expectativas. Muitas lições de moral, numa óptica claramente infantil, apesar das piadas avançadas em certos momentos. Os gags são por demais óbivos e nunca permitem as gargalhadas de Shrek ou À Procura De Nemo, apenas esgares e sorrisos.
Um ponto interessante é a abordagem do mundo da máfia, versão tubarão, com uma prestação notável de dois especialistas na matéria, De Niro e Scorcese e a abordagem, que começa a ser frequente nos filmes animados, de paródia a famosos sucessos da sétima arte. Aqui, as referências são óbvias a Tubarão (claro), a Ali ou a Titanic.

Tive a infelicidade de assistir à versão traduzida. Digo infelicidade, porque apesar das traduções estarem cada vez melhores - basta atentar ao caso recente de Shrek 2 - Gang Dos Tubarões fica claramente a perder. Tudo porque o sotaque e o estilo afro-americano de Will Smith não tem nada a ver com o sotaque africano de Rui Unas. E apesar da óptima prestação da dupla de alforrecas, Ennie e Bernie, o certo é que Doug E. Doug e Ziggy Marley fazem-no melhor.

Há algo na animação actualmente, que me escapa à compreensão, que é a preocupação nos aspectos tecnológicos visuais do filme, em detrimento do próprio argumento, algo que já levou a Disney a encerrar a produção de filmes segundo a animação tradicional, algo impensável há bem poucos anos atrás.
A vantagem de ser um filme animado não é o facto de permitir contar algo fisicamente impossível?
É que o progresso tecnológico está a transformar o desenho animado, cada vez mais, em realidade; em Gang Dos Tubarões, as personagens estão fantasticamente semelhantes aos actores que lhes dão voz. Não deixa de ser fascinante, mas às tantas já não estamos a assistir a uma animação, mas sim a Will Smith, Renée Zellweger e companhia. E toda a mística se desvanece...
Como se a aparência do filme condicionasse a sua qualidade!

Gang Dos Tubarões é assim, e apenas, um agradável filme de animação. Longe da qualidade das últimas grandes produções dos grandes estúdios, arrisca-se a tornar-se em mais um filme a animar as tardes animadas de domingo, num futuro próximo, ao lado de AntZ - Formiga Z, por exemplo.
Um entertenimento semelhante a um Double Cheeseburger (mas num dia com muita fome mesmo, avisa-se à partida) - agradável de se comer, mas longe de satisfazer.

Posted by: dermot @ 6:34 da tarde
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quinta-feira, outubro 28, 2004  

SUSPIRIA:

Título: Suspiria
Realizador: Dario Argento
Ano: 1977


Com uma ideia inicial de filmar o que seria o início de uma triologia, Dario Argento assinou em 1977, Suspiria, contornando alguns pormenores - Argento, originalmente, escrevera a história para jovens raparigas até aos 12 anos - para escapar à censura, tornando-se um clássico do cinema de terror e um filme de culto dentro dos admirados do género.
Com uma herança cinematográfica assente nos spaghetti western italianos, Argento canalizou toda a sua criatividade demente no cinema de horror, casando com o mais fantástico surrealismo de Buñuel, mas sem nunca deixar de piscar o olho ao impressionismo alemão, com influência directa de clássicos distintos, desde Metropolis até Nosfeartu, O Vampiro.

Suspiria é a simples e tradicional história de Suzy Bannion (Jessica Harper), uma jovem norte-americana, que viaja para a Alemanha, inscrevendo-se numa famosa escola de especialização de ballet. O que Suzy não sabe é que a escola esconde aterradores segredos, que incluem estranhas mortes e misteriosos desaparecimentos.
Argumentativamente, Suspiria é um filme banal, acerca de uma escola de ballet, leia-se guilda de bruxas, com muitas influências de Harry Potter. No entanto, não é neste capítulo que o filme se destaca.
Argento queria tornar Suspiria no mais assustador filme de sempre e para isso concentrou todas as suas forças nesse capítulo, descurando os outros.

Foi o próprio realizador que compôs a famosa banda-sonora do filme, a qual rezam as crónicas, era colocada em alto volume durante as filmagens, de modo a enlouquecer os actores. De facto, é compreensível: mais perturbador que essa faixa, só mesmo a de A Semente Do Diabo.
Dario Argento constrói um universo próprio bastante pessoal, filmado num processo semelhante ao colorido technicolor; a escola de ballet é uma aterradora construção cénica, uma fusão entre a arquitectura barroca, o surrealismo de Escher, o folclore oriental, a escala disconexa de Metropolis e as cores de Eduardo Mãos-De-Tesoura. E como se isso não bastasse, o realizador italiano habita-a com as mais macabras criaturas, qual circo de aberrações, aonde Fulci vai mais tarde, adoptar alguns modelos.

Argento é um mestre no suspense e Suspiria tem um início bastante interessante, como que uma enorme vénia ao impressionismo alemão. E depois há as sangrentas cenas de homicídios, onde o realizador concentrou todos os seus esforços, criando arrepiantes sequências, que nos fazem paralisar de medo, mas nas quais não conseguimos desviar o olhar. E vemos ali todas as raízes dos actuais e ridículos slasher movies.

Suspiria é uma pérola do cinema de terror e um clássico do folclore do horror. Visualmente cativante, perturbador, arrepiante e assustador, é um dos clássicos do género com mais estilo e uma obra-prima obrigatória para os apreciadores (e não só).
O filme sai daqui com um enorme McBacon, recheado de molhos. Mas o que vocês não sabem é que isso não é ketchup, mas sim sangue [gargalhada meléfica].


Posted by: dermot @ 4:31 da tarde
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terça-feira, outubro 26, 2004  

NOITE ESCURA:

Título: Noite Escura
Realizador: João Canijo
Ano: 2004


O cinema português não está de boa saúde; é um facto consumado, que todos sabem, mas que alguns preferem ignorar por não ser politicamente correcto. O cinema nacional assenta em dois pressupostos: ou é a adaptação de um romance de sucesso de um famoso escritor lusitano ou é um drama, recheado de tristeza e miséria familiar.
Quando um filme como O Milagre Segundo Salomé é aclamado pela crítica como o melhor filme português do ano e é o escolhido para representar o país na corrida aos Óscares, tudo o que venha depois tem de ser olhado com desconfiança.
Noite Escura é um filme português que se insere no segundo grupo já citado. E o truque é ir vê-lo sem qualquer e sem nenhum tipo de expectativas, sejam elas boas ou más.

E ainda bem! De facto, Noite Escura foi uma agradável surpresa dentro do panorama quase deserto do cinema nacional. João Canijo assina uma interessante adaptação contemporânea de uma tragédia grega, de perdição e decadência.

Noite Escura é a história da família Pinto, proprietários de uma casa de alterne, algures na noite portuguesa. O pai, Nélson (Fernando Luís), contrai uma dívida para com a mafia de leste e a sua única saída vai ser vender a sua filha mais nova, Sónia (Cleia Almeida). De um lado, vai ter Celeste (Rita Blanco), a sua ingénua e mesquinha mulher; e do outro, Carla (Beatriz Batarda), a sua filha mais velha e o elo de ligação entre aquele antro de perdição e o mundo "real".

João Canijo, que ganhou notariedade com Sapatos Pretos, filma o sórdido e violento universo do submundo, sob a forma de uma casa de alterne, onde a vida não tem preço. No entanto, valores como o amor e a esperança continuam a sobreviver por entre a sordidez extrema. Noite Escura é a tragédia de uma família portuguesa, que afinal não é assim tão incomum.

O filme apresenta um conceito bastante interessante, em que a acção e a intriga decorrem por inteiro numa única noite, quase em tempo real. João Canijo constrói um fantástico ambiente claustrofóbico, de planos bastante pessoais, num cenário não menos fantástico, pintado a cores berrantes, a condizer com a atmosfera ordinária que se respira no filme.
Se por um lado é magistral a forma como o realizador cruza diálogos e sequências, pressionando aind amais o botão da claustrofobia, por outro lado a técnica de planos cortados e de montagens bruscas justapostas são pouco conseguidas. Pouco conseguido para ser também o final; Canijo parece não aguentar o drama e cai na tentação da catarse fácil. Mas não é o filme uma tragédia?

Do naipe de actores é Rita Blanco quem se destaca (apesar das boas prestações das duas jovens), interpretando a mãe de família, ingénua, limitada e irritante, capaz de levar qualquer um a perder a cabeça. Por sua vez, Fernando Luís, cujas faculdades não me fascinam por ali além, tem momentos quase sofríveis. Não é que seja mau actor, mas falta-lhe credibilidade. Aliás, Fernando Luís vestido de palhaço tem mais credibilidade de que quando representa sem o traje. Não devia ser ao contrário?

Noite Escura é até ao momento, o filme nacional mais interessante do ano. Não chega perto de Pulp Ficition, mas a menção não pode deixar de ser referida. Nem que seja pelo uso abusivo da linguagem brejeira (ou será que, por não estarmos habituados a ouvir tal linguagem no nosso dia-a-dia, achamos exagerado?).
O filme é sinónimo de McBacon, o que para as circunstâncias tem o dobro do sabor. Para meio entendedor, meia-palavra basta...


Posted by: dermot @ 6:44 da tarde
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sexta-feira, outubro 22, 2004  

O MEU TIO:

Título: Mon Oncle
Realizador: Jacques Tati
Ano: 1958


Jacques Tati há muito que já garantiu um lugar no topo da montanha dedicada aos grandes realizadores de sempre.
Realizador notável, com um tratamento espacial fabuloso e sem igual na história do cinema, Tati foi a evolução natural do cinema mudo, com influências directas de Charlie Chaplin e Buster Keaton.
Aproveitando o que a cor e som lhe permitiam de novo, Tati foi o passo seguinte do cinema mudo, o qual homenageou com a criação da personagem do senhor Hulot, encarnado por si próprio.

O Meu Tio é a segunda incursão do realizador francês pelo universo do senhor Hulot. Depois de o ter apresentado em As Férias Do Senhor Hulot, Jacques Tati realizou mais um périplo do gentil e desastrado Hulot, desta vez rodado entre o seu meio social natural e o do seu cunhado, o senhor Arpel (Jean-Pierre Zola). O elo de ligação entre esses dois universos díspares é o seu sobrinho, Gerald (Alain Bécourt), que vai ser a ponte entre as diversas peripécias.

O Meu Tio é uma comédia genial, com um humor mordaz, acutilante e inteligente. É um filme que não nos faz rir à gargalhada, mas sim sorrir constantemente. Isto acontece também devido ao carácter crítico de Hulot, cujo objectivo de crítica social é bem evidente.
Jacques Tati realizou então um filme em que apresenta dois universos sociais bastante diferentes: o tradicional, de Hulot, mais afectivo e pessoal e o da classe alta, mais impessoal e frio, devido à evolução e ao progresso, onde o senhor Hulot é um autêntico peixe fora de água.

O Meu Tio é ainda um fantástico exemplo do cinema arquitectónico de Tati, uma característica no qual foi pioneiro e na qual ninguém chegou sequer perto do seu nível, pelo menos até à data.
Com efeito, o realizador recorre à arquitectura como um meio activo nos seus filmes, quase como mais uma personagem. Os actores interagem com o espaço físico de forma magistral e divertida. Se em Vida Moderna Tati aborda Paris, enquanto metrópole, em O Meu Tio fica-se por uma abordagem em menor escala: a casa do sr. Hulot e a do sr. Arpel.
Esta última é um dos mais interessantes cenários da sétima arte; Tati cria uma habitação fantástica, jogando com o minimalismo e o pós-modernismo, para justificar a não-funcionalidade daquele ambiente, em que o senhor Hulot vai interagir. A própria casa representa um papel activo no filme: é uma casa que respira, vive e sobretudo, que vê.

O único senão da obra de Jacques Tati (e que de certo modo o levou a ser um cineasta incompreendido durante bastante tempo) era o facto de ser um profissional extremamente rigoroso e metódico. Estas características tornam os seus filmes extensos, o que não é uma vantagem num filme não-argumentativo, o que torna o filme de difícil abordagem por parte do grande público, o que não acontecia com Chaplin, por exemplo. E O Meu Tio não é excepção.

O Meu Tio é uma das melhores comédias da história do cinema. É uma crítica social ao progresso e à consequente desumanização do Homem não tão eficaz e acutilante quanto Tempos Modernos, mas acaba por ser mais bem-disposta; e é certo que Tati enquanto Hulot não tinha a mesma destreza representativa de um Buster Keaton, mas o senhor Hulot não pode deixar de ser uma referência do humor internacional.
Tudo isto são razões mais que suficientes para encomendar um McRoyal Deluxe.

Posted by: dermot @ 8:45 da manhã
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quarta-feira, outubro 20, 2004  

FAHRENHEIT 9/11:

Título: Fahrenheit 9/11
Realizador: Michael Moore
Ano: 2004


Michael Moore decidiu empenhar-se em fazer com que George W. Bush não voltasse a ocupar o cargo de presidente dos Estados Unidos da América. Para isso, o meio encontrado foi o de filmar um documentário sobre o mandato actual de Bush, de forma a desencorajar os eleitores a reelegerem-no.
Se Michael Moore teve ou não sucesso no seu objectivo, é coisa que só saberemos um dia após as eleições presidenciais norte-americanas. No entanto, Moore falhou redondamente, se queria mesmo filmar um documentário.
De facto, após a obra-prima, vencedora de um Óscar, Bowling For Columbine, Moore não conseguiu manter o teor documentarista. Fahrenheit 9/11 é então um panfleto político, parcial, manipulatio e opinativo.

Todos conhecemos o carácter interventivo de Moore, o seu arrojo, o seu sarcasmo e o seu descaramento. Primeiro, ao mostrar de forma genial, a desertificação da sua cidade natal, Flint, em Roger & Me (apesar de também ser resultado de uma luta pessoal, Roger & Me tem uma excelente vertente documentarial paralela à tentativa de Morre se encontrar com o presidente da General Motors); e segundo, com o já citado Bowling For Columbine, onde pinta um retrato genial da sub-cultura norte-americana.
No entanto, Fahrenheit 9/11 é apenas um filme 100% de intenção política, que transpira toda a opinião pessoal do realizador.

Ou seja, Fahrenheit 9/11 é uma exclente propaganda política. Porque de um lado consegue cumprir na totalidade o seu principal objectivo, de desacreditação de George W. Bush, expondo factos pertinentes e bem montados; e porque de outro lado, Moore está perfeito naquilo que sabe fazer melhor, que é conseguir captar todos os pontos fracos dos alvos em questão com uma precissão assustadoramente eficaz, levando-os ao ridículo.

Fahrenheit 9/11 tem ainda uma excelente e oportuna banda-sonora e momentos telivisivos verdadeiramente memoráveis.
No entanto, se Moore consegue não cair na tentação de procurar a perturbação fácil, ao não mostrar qualquer imagem directa dos atentados de 11 de Setembro, acaba por colocar o pé em falso ao enverdar pelas imagens chocantes da actual guerra do Iraque.

Fahrenheit 9/11 é um saboroso McRoyal Deluxe, mas que tem que ser sempre consumido segundo duas condições: sobre a condição de não é um documentário, mas sim um panfleto político e sobre a condição de que Oldboy continua a ser um grande injustiçado por não ter vencido a Palma de Ouro, em Cannes.

Posted by: dermot @ 9:26 da tarde
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terça-feira, outubro 19, 2004  

RESIDENT EVIL: APOCALIPSE:

Título: Resident Evil: Apocalypse
Realizador: Alexander Witt
Ano: 2004


É por demais evidente que a grande indústria cinematográfica atravessa uma grave crise de imaginação. Os blockbusters, na sua grande maioria, teimam em ficar aquém das expectativas e a aposta continua a manter-se em dois alvos específicos: o das sequelas e prequelas de grandes e até pequenos sucessos do passado e o das adaptações para o grande ecrã de, principalmente, heróis de banda-desenhada.
Por isso, a sequela da adaptação de um jogo de computador de enorme sucesso internacional, que ainda permite explorar a vertente do filme de zombies, que voltou a estar ligeiramente em voga depois de 28 Dias Depois e Dawn Of The Dead, não podia deixar de ser explorada.

No entanto, Resident Evil: Apocalipse é uma massiva desilusão para qualquer público-alvo; decepciona aqueles que procuram um bom filme, os que procuram um razoável blockbuster e até os fiéis fãs de Resident Evil, enquanto jogo de computador.
É certo que o filme adapta alguns pormenores dos jogos, mas no essencial, não passa disso.

O rock n’ roll e o cinema de acção são bastante semelhantes no que diz respeito às mulheres. Ou seja, tanto num como no outro, a imagem feminina raramente está associada. No entanto, quando está, geralmente são pelos melhores motivos. Mas para isso é preciso poder e não apenas querer. É que Milla Jovovich não é Beatrix Kiddo nem muito menos, Ripley.

Apesar de Sienna Guillory até ter uma entrada no filme ligeiramente interessante, fazendo lembrar Eles Vivem, tal rapidamente se desvanece, como se até a intenção tivesse sido casual. Depois, a partir daqui, só há Milla Jovovich. A actriz assume todo o protagonismo e espolia todo o filme para si. Ela mata, salta, destrói, espanca, explode e dizima tudo o que se lhe atravessa pela frente.
E depois ainda há Nemesis, a personagem principal (!) maligna; ele que quase deu o sub-título ao filme, antes de ser alterado para Apocalipse, passa completamente ao lado do filme. Além disso, a sua caracterização é medonha: Nemesis apenas tem duas expressões faciais, numa máscara de borracha, digna de qualquer episódio de Power Rangers.

Resident Evil: Apocalipse é quase como um road movie; três personagens – Alice (Milla Jovovic), Jill Valentine (Sienna Guillory) e L. J. (Mike Epps) - deambulam pelos mais diversos e incoerentes locais da cidade Racoon, destruindo os inimigos que vão aparecendos gradualmente, enquanto fazem e perdem novas amizades, consoante as situações. Resident Evil: Apocalipse é como que um jogo de computador, em que o argumento é secundário e está dependente da progressão das personagens.
Até para quem está à espera de deixar o cérebro fora da sala de cinema, para assistir a hora e meia de entertenimento e acção, vai arrepender-se – Resident Evil: Apocalipse é um filme aborrecido e desinteressante.

Quando comecei a escrever estas linhas, esta a pensar em classifica-lo com um Hamburga de Choco. Mas é sem dúvida, um dos filmes mais ruins que vi nos últimos anos. E sendo assim, só mesmo um desolador Pão Com Manteiga.

por dermot



Eu pessoalmente sou um grande seguidor da serie Resident Evil - Biohazard no original japonês, produzido em 1996 por Shinji Mikami - e foi com grande entusiasmo que fui ver a adaptação ao grande ecrã realizada por Paul Anderson em 2002. Apesar de conhecer bem a história bem como as personagens, de Resident Evil apenas tinha a Umbrella Corporation e zombies desmiolados, tudo o resto veio da cabeça do Sr. Anderson, inclusivé a personagem principal, Alice. Nada do "franchise" da Capcom estava lá. Nada de Jill, Chris, Wesker, Tyrant...

Enfim, foi sofrivel. Agora, passados dois anos, depois dos trailers da net, das fotos das filmagens, foi novamente com espectativa que fui ver Apocalipse - onde é que foram buscar este titulo? - Mas aquilo que passou diante dos meus olhos durante 94 minutos, foi uma manta de retalhos rebuscados de Res. E.: 2 e 3, misturados juntamente com um enredo ligeiramente parecido á história original. Enfim, Temos a Jill Valentine (que no filme sabia tudo sobre zombies, contudo era a primeira vez que a vimos), temos o Carlos Oliveira e Nemesis... - a propósito, alguém me pode confirmar a presença da S.T.A.R.S. no primeiro filme?

Contudo, exceptuando algumas semelhanças com "cutscenes" e personagens - por exemplo entre o Dr. Ashford e a sua filha com William Birkin e a sua respectiva filha Sherry de Res2 - de Resident Evil, este Resident Evil: Apocalipse tem muito pouco ou nada.

Então deixo a minha pergunta no ar; isto é uma adaptação ou não? Se não é importante acompanhar minimamente a historia original, porquê fazer um filme sobre um videojogo? Então e se o Hellboy fosse jornalista, usasse cabelo á escovinha e tivesse um cão chamado Milu? E se que a história se baseasse muito pouco na original mas mantivesse algumas semelhanças? Ficavamos com um Tintin que veio do inferno e foi adoptado pelos serviços secretos americanos depois da 2ª guerra mundial para combater o mal. Paul Anderson bem que poderia ter chamado a este filme "Movie With Zombies 2 - the sequel to Movie With Zombies 1" E se não houve a minima preocupação em manter-se fiel ao visual do jogo, porquê o "feticheiro" uniforme de Jill? Algo que funciona bem no mundo estilisado dos videojogos, tem que ser adaptado à realidade. Para não falar no "Toxic Avenger Nemesis"... céus era medonho... só tinha duas expressões: de boca fechada, e de boca aberta.
Quando Anderson realizou Combate Mortal, mesmo naquela altura com o meu pouco juizo e sentido de realidade pensei - "Nunca mais vão dar dinheiro a este sujeito para fazer outro filme na vida dele!" Enganei-me... Hei-de por um post no www.petitiononline.com para pararem de dar dinheiro ao P. Anderson....eu seja ceguinho.

Um Happy Meal não alimenta, não sabe particularmente bem, e só os putos compram porque traz um brinquedo. Apocalipse é isso mesmo....neste caso, traz uma Milla "Ai Jesus" Jovovich como prémio de consolação

por vitrugo

Posted by: dermot @ 11:08 da tarde
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segunda-feira, outubro 11, 2004  

O GRANDE DITADOR:

Título: The Great Dictator
Realizador: Charles Chaplin
Ano: 1940


Não há muito a dizer acerca de O Grande Ditador, basta atestar os factos. Com efeito, considerados por muitos como o melhor filme de Chaplin e apesar das filamgens se terem iniciado três anos antes, O Grande Ditador foi estreado em 1940, numa altura em que a ditadura nazi de Adolfo Hitler atingia o seu apogeu. Este gesto de grande coragem tinha razão de ser, já que na manga, Chaplin trazia uma sátira política maravilhosa, que tinha o líder nazi como alvo.

Charles Chaplin, o famoso Charlot, um dos mais famosos actores de todo o mundo e considerado pela grande maioria como o pai da comédia, realizou e protagonizou esta comédia, em que satiriza o regime nazi em particular e todos os regimes totalitários em geral.
O Grande Ditador é não só a história de Adenoid Hynkel, o tirano ditador de Tomania, mas também a história de um barbeiro judeu, habitante do gheto. Chaplin encarna estas duas personagens, que paralelamente vão co-habitar num enredo de peripécias, até o segundo ser confundido com o primeiro e ocupar o seu lugar.

Na sua primeira experiência no cinema falado, Chaplin não descura a sua famosa personagem do vagabundo; são frequentes as cenas mudas, de peripécias visuais e muita representação corporal, sempre adornadas com o característico trampwalk, o chapéu de côco e a bengala.
O Grande Ditador é assim uma divertida comédia, que ridiculariza os bons costumes da aristocracia europeia, satiriza os sistemas políticos desumanos e aponta o dedo à quebra dos valores humanitários, em que Chaplin, em grande forma, mostra porque é um dos grandes mestres da representação.

Assistir a O Grande Ditador é como assistir a um conjunto de peripécias e sequências a que já assisitimos vezes sem conta. No entanto, o que nos esquecemos algumas vezes, é que estas cenas é que são as originais. E a qualidade é muito superior.
Em O Grande Ditador, Adenoid Hynkel é uma versão (ainda mais) ingénua do tirano Dr. Evil, de Austin Powers; o próprio barbeiro e a sua representação física e facial, parece ser o original de uma fotocópia com o toner na reserva chamada Mr. Bean; por falar em representação, há algo naquele relacionamento com a envolvente, que faz lembrar o Sr. Hulot, de Tati; a crítica dos bons costumes culturais, não é mais do que algo que vimos à posteriori em Lost In Translation - O Amor É Um Lugar Estranho, por exemplo; e o caos argumentativo de certas peripécias, é o que nos habituamos a ver em Woody Allen. E claro que toda esta sátira foi o ponto de partida para o que agora é habitual (e normalmente de qualidade duvidosa), como Aonde Pára A Polícia ou Um Susto De Filme.

Charles Chaplin foi um dos mestres da sétima arte e merece ser lembrado constantemente. E O Grande Ditador é uma das grandes maneiras de ser recordado. E numa altura em que a actividade política e o cinema opinativo anda nas bocas do Mundo (alguém mencionou Fahrenheit 9/11), vale a pena assistir a este clássico e atestar como as coisas podem ser feitas de modo diferente e bem mais interessante.
Um McRoyal Deluxe, com toda a pompa e circunstância que o grande ditador da comédia merece.

Posted by: dermot @ 11:42 da tarde
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ACONTECEU NO OESTE:

Título: C'era Una Volta Il West
Realizador: Sergio Leone
Ano: 1968


Em 1962, John Ford realizava O Homem Que Matou Liberty Valance. Era o canto do cisne dos westerns norte-americanos, que começavam então a cair em declínio. Dois anos depois, os olhares voltavam-se para o cinema europeu, quando Clint Eastwood se torna no novo ícone e os westerns spaghetti se tornam os novos pontos de atenção.
Sergio Leone é o responsável por O Bom, O Mau E O Vilão, o grande épico dos westerns spaghetti, que vai marcar toda a sua filmografia.
Este novo estilo de captar o oeste norte-americano conseguiu cativar o grande público devido ao seu enorme realismo; mas este era um realismo sujo, de areia e sol, uma decadência vistosa, à semelhança dos anos finais de decadência de Versalhes. A dimensão mítica do oeste era assegurada, mas realizadores como Leone ou Corbuci, aliaram-lhe uma enorme individualidade humana e violência, muita violência, cruel e desumana.

Depois do sucesso estrondoso da triologia dos dólares, Leone filmou Aconteceu No Oeste, que viria também a dar origem a outra triologia e que desafia O Bom, O Mau E O Vilão como melhor filme da sua vida.
Numa colagem de momentos cinematográficos que o marcaram (à imagem do que Tarantino fez em Kill Bill), juntos com elementos da sua anterior triologia, Sergio Leone realizou uma mega-produção, de contornos épicos.
Aconteceu No Oeste é a história de três homens com destinos diferentes, mas todos interligados. São eles: Harmonica (Charles Bronson), Frank (Henry Fonda) e Cheyenne (Jason Robards). Juntam-se-lhe ainda uma mulher, a bela Jill McBain (Claudia Cardinale), que muitas vezes vai ser o ponto de charneira entre os três personagens.
O motivo desta hitória épica vai ser, como não podia deixar de ser, o ouro e os dólares; mas Leone inova, ao aplicar nesta saga, a figura feminina, introduzindo o amor nas suas aventuras, coisa que não tinha feito na triologia dos dólares. Mas mesmo o amor de Leone é um amor "sujo". Vingança, traição, violação, são elementos bem tradicionais de Leone.

Da sua estreia com Por Um Punhado De Dólares até a este Aconteceu No Oeste, Sergio Leone amadureceu e é bem visível esta evolução. O realizador torna-se mais seguro, mais confiante e isso nota-se neste filme. Sergio Leone parece então dominar os conceitos básicos do cinema, desafiando-os já para um outro nível.
No entanto, esta evolução acaba por tirar o brilho característico que dava a alma aos seus anteriores filmes; aquele brilho de uma beleza decadente e o estilo. Especialmente isto - o estilo.
Mas não é que Aconteceu No Oeste seja um filme diferente. Antes pelo contrário, as semelhanças são em demasia. Bronson é uma personagem com carisma, um anti-herói como era Clint "O Homem Sem Nome" Eastwood, cujas habilidades musicais com a harmónica o tornam legendário; os duelos sucedem-se, tal como a violência nunca desaparece; a busca pelo ouro traduz-se num intrínseco cruzamento entre os quatro personagens; a memorável banda-sonora, que como não podia deixar de ser, pertence também a Ennio Morricone; e a máxima de Leone, que continua imutável, em que um olhar vale mais do que mil palavras. É ainda um filme superior aos anteriores no que diz respeito à fotografia.

Aconteceu No Oeste é o maior western spaghetti da história da sétima arte; em termos de escala, em termos de epopeia, em termos de filme - mais competente, é por si só, mais filme. No entanto, este aumentar de escala, faz perder o estilo que a triologia dos dólares tinha e que a faz tornar-se memorável. Todo aquele pó parece ter sido aqui ligeiramente (apenas ligeiramente) sacudido das roupas; e toda aquela vingança e ganância parece ser um pouco (apenas só um pouco) contida.
Desenganem-se aqueles que pensam que este não é um filme obrigatório. No entanto, será mais aconselhado aos admiradores dos westerns de John Ford. E para os admiradores dos western spaghetti, aconselha-se primeiro a descobrir a obra de Sergio Corbuci.

É a prova de que devia ser possível elaborarmos os nossos próprios menus; é que Aconteceu No Oeste é uma mistura entre o McBacon e o McRoyal Deluxe. E um cheirinho a Le Big Mac...

Posted by: dermot @ 8:48 da manhã
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sábado, outubro 09, 2004  

SPARTACUS:

Título: Spartacus
Realizador: Stanley Kubrick
Ano: 1960


Há não muito tempo, os filmes históricos assumiam um compromisso de qualidade com o público. As grandes produções históricas implicavam inúmeros meios e elevados custos, o que por si era quase um selo de qualidade garantido.
Actualmente, os filmes históricos não são, necessariamente, sinónimo de qualidade. São realizações de grandes custos, orientadas segundo as leis básicas do mercado, que procuram visar as grandes massas consumistas, o que faz deturpar a qualidade dos filmes. Temos o caso recente de Tróia, em que muitos dos factos são alterados de maneira a corresponder a determinados parâmetros pré-definidos, ou até mesmo o caso dos mais recentes êxitos como Gladiador, onde certos pormenores são descurados para glorificar alguns aspectos.

Spartacus teve desde início, um parto difícil. Kirk Douglas, actor principal, mas também co-produtor, desentendeu-se com Anthony Mann e despediu o conceituado realizador a meio, recrutando para o seu ligar Stanley Kubrick, com quem já tinha trabalhado em Horizontes De Glória. Há o rumor de que, apesar do filme ter sido creditado por inteiro a Kubrick, úma grande parte tenha sido realizada ainda por Mann (e o que é certo é que após a revolta dos escravos, o filme adquire outro estilo cinematográfico, mais distante da realização característica de Kubrick.

Spartacus (Kirk Douglas) é o nome de um escravo da Trácia, um visionário no seu tempo, que vinte séculos antes, já ambicionava a abolição da escravatura. Em pleno império romano, Spartacus, corajoso escravo gladiador, vai revoltar-se contra os romanos e vai comandar um numeroso exército de escravos rumo à liberdade fora de Itália.

Falar de Spartacus é como que falar simultaneamente de Braveheart e de Gladiador. Uma épica jornada de ambição da liberdade; se em Braveheart, William Wallace era o rosto de um povo em busca da sua identidade própria, aqui Spartacus é o rosto de uma numerosa classe social, que ambiciona a liberdade, o mais preciso dos bens.
Paralelamente, o filme desenvolve um interessante retrato social de Roma e do seu poderoso império, que apesar de algumas lacunas e falhas, não deixa de ser um fiél e interessante retrato histórico da cultura clássica.
Spartacus é ainda uma grande história de amor. Um épico romance entre Spartacus (Kirk Douglas) e a linda Vaniria (Jean Simmons), que vai implicar ainda outros vértices, nomeadamente o nemésis de Spartacus, o general romano Crassus (Lawrence Olivier) e Batiatus (Peter Ustinov).

Se Spartacus está impregnado de estúpidas lições de moral, como Kubrick classificou (e que o fez desentender-se com Douglas e nunca mais realizar nenhum filme em que não tivesse controle total sobre o argumento), tal não o faz deixar de ser o grande filme histórico que é um dos melhores de sempre dentro do género - apenas equiparado por Ben-Hur, talvez - e um dos grandes clássicos da sétima arte.
A representação fantástica de Douglas, envergando a capa de um grande herói, verdadeira personificação de liderança, coragem e carisma, e uma magnífica realização de Kubrick, que filma toda aquele épico numa escala reduzida (à semelhança do que faria depois com o Vietname, em Nascido Para Matar), aumentando o realismo e a nossa cumplicidade com aquela jornada, culminam em verdadeiras cenas clássicas, como a magnífica sequência final, ou a famosa cena da identificação do escravo Spartacus.
Kubrick brilha ainda na fotografia e nas estrondosas coreografias das sangrentas batalhas, após o filme ganhar uma escala maior, tudo isto aliada a uma composição clássica de tragédia grega, na planificação do filme, e a uma banda-sonora deveras competente.

Spartacus é um épico de liberdade, um grito de rebeldia contra o poder instaurado e contra as injustiças, e uma inegualável história de amor.
Um clássico de culto e um fabuloso filme histórico, de qualidade garantida, ou não fosse realizado pelo grande Stanley Kubrick e representado pelo não menos grande Kirk Douglas.
Um Le Big Mac, servido com muito vinho, numa orgia dedicada a Baco e a Atena.

Posted by: dermot @ 10:05 da manhã
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quinta-feira, outubro 07, 2004  

HOMEM EM FÚRIA:

Título: Man On Fire
Realizador: Tony Scott
Ano: 2004


Remake do original de 1987 - que era para ter sido inicialmente entregue à realização de Tony Scott, que agora assina por baixo - Homem Em Fúria é um típico filme de acção, com todos os ingredientes que fazem o prato forte de um filme de Tony Scott.
Com efeito, Tony Scott é um realizador de acção. E apesr de saber filmar agradáveis filmes de acção, teima por se trair a si próprio devido às suas convenções hollywoodescas, que acabam sempre por deixar o filme com o toque piroso e convencional do blockbuster norte-americano - ou não fosse ele o realizador de Top Gun - Ases Indomáveis. Homem Em Fúria é um típico filme de Tony Scott; mas pode-se afirmar que é, até à data, o melhor filme de Tony Scott. É que para além de agradável, é também respeitável. Só que no entanto, acaba por ser vítima de si próprio com um final arrepiante, digno do mais fraco blockbuster hollywoodesco.

Denzel Washington é John Creasy, um ex-assassino com problemas de alcoolismo, que começa a ver a sua vida distanciar-se de si. Ao visitar o seu amigo Rayburn (Christopher Walken), seu ex-colega, na Cidade Do México, este arranja-lhe um emprego decente como guarda-costas de Pita (Dakota Fanning), a filha de um casal da alta sociedade mexicana. Creasy vai então redescobrir que vale a pena viver e é Pita a responsável por esse regresso à vida. Mas quando Pita é raptada, Creasy vai-se vingar. E todos os envolvidos irão pagar com a vida.

Pegando ainda no tema quente de vingança - que continua bem presente na memória de todos os cinéfilos devido ao magistral Kill Bill - Tony Scott filma um competente filme de acção, com pontos positivos e negativos. Comecemos por analisar estes segundos.

Como se sabe, o talento inovador do irmão mais novo de Ridley Scott não tem sido algo que lhe tenha granjeado fama ao longo dos anos. É um agradável realizador de cenas de acção, sabe conjugar empolgantes diálogos e consegue moldar bem as suas personagens (o seu melhor exemplo será talvez A Fúria Do Último Escuteiro), mas quando tenta inovar, normalmente as coisas não lhe saem bem. Em Homem Em Fúria, Tony Scott tenta inovar, primeiro através de sequências de flashbacks, qual manta de retalhos de cenas editadas numa tarde de estúdio; segundo, através da tentativa de impôr dinâmica às cenas mais rápidas, com trepidantes colagens, como que filmadas num barco em plena tempestade marítima. O resultado não é negativo, diga-se, mas fica muito longe de um resultado aceitável.
E depois, há os últimos vinte minutos de filme. Tony Scott atraiçoa-se a si próprio, não consegue escapar às suas tendências de qualidade duvidosa, acrescentando ao filme um final desastroso, que derruba a credibilidade que o filme tinha até ali. E além disso, transforma ainda Homem Em Fúria num longo filme para um thriller de acção.

Mas dizer que Homem Em Fúria é o melhor filme de Tony Scott significa mais que isso. É certo que lhe falta o golpe de asa, que transforma os bons filmes de acção em algo superior, mas decerto que irá lutar pelo lugar mais alto do pódio de melhor filme de acção do ano, em concorrência com Spartan - O Rapto e Colateral (Kill Bill está noutro nível).
O filme conta com um quarteto de luxo nos principais papéis. Se de um lado, Denzel Washington está mais uma vez soberbo, provando ser um dos melhores actores da sua geração, do outro lado está Cristopher Walken, no seu melhor papel dos últimos tempos. Depois há ainda Mickey Rourke (por quem este escriba nutre uma especial admiração), que dá aquele toque especial de série B ao filme e que parece vir a aquecer motores para Sin City. Mas o destaque vai todo para a jovem Dakota Fanning - que já tinha brilhado ao lado de Sean Penn em I Am Sam - A Força Do Amor - que apesar da tenra idade, consegue roubar muito do brilho do filme para si.
Quando entra na sua recta da vingança, Homem Em Fúria transforma-se num sóbrio filme de acção bastante interessante - como que se Chan-wook Park tivesse filmado a sequela de Oldboy, sem pejo nos remorsos e nos complexos. Interessante é ainda a banda-sonora, perfeito instrumento para ilustrar o também excelente retrato da Cidade do México, da sua urgência urbana mexicana, fazendo lembrar o retrato que Michael Mann tira de Los Angeles em Heat - Cidade Sob Pressão.

Tony Scott volta a ser Tony Scott, mas desta vez melhor do que nunca. Apesar de se atriçoar, acaba por realizar quiçá o seu melhor filme e um dos melhores filmes de acção do ano, mostrando que se conseguir livrar-se das suas tendências convencionais, poderá realizar algo grandioso no futuro.
Como disse, Homem Em Fúria irá discutir o título de melhor filme de acção do ano com Spartan - O Rapto e Colateral. Para já, leva vantagem sobre o primeiro.
Um McBacon bastante competente.

Posted by: dermot @ 10:59 da manhã
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terça-feira, outubro 05, 2004  

O TEMPO DO LOBO:

Título: Le Temps Du Loup
Realizador: Michael Haneke
Ano: 2003


Depois de ter realizado A Pianista, Michael Haneke volta às luzes da ribalta com mais uma obra perturbante. Desta vez, Haneke foca o pesadelo humano quando abalado os alicerces das mínimas condições sociais e pessoais.
Nem sempre a rigidez alemã combina na perfeição com o minimalismo, mas Haneke aposta as suas primeiras cartas nesse quase niilismo. O seu segundo trunfo é o abstraccionismo, focando-se na condição humana, onde é melhor sucedido.

O Tempo Do Lobo decorre num futuro conturbado, qual armagedão, como se tivessemos avançado até ao futuro degradado de Mad Max. Uma sólida célula familiar é confrontada com a tragédia e vai ter que sobreviver nesse conturbado mundo.

O fim do mundo visita a humanidade. Há os que colocam a sua esperança na fé divina, há os que se agarram aos familiares e amigos e há os que se viram para as forças interiores. Há os que se conseguem aguentar e há os que vacilam. É a lei do mais forte, mas antes ainda, a lei do mais apto. Haneke joga com todos. E transforma o espectador num deles. Para isso não poupa a esforços de transformar qualquer tarefa mais dura em pesadelo, não poupando qualquer realismo e até imagens explícitas desnecessárias.

Com uma vincada e indisfarçável influência de "Ensaio Sobre A Cegueira", o livro de José Saramago, O Tempo Do Lobo desenvolve-se em dois momentos: se numa primeira parte nos convencemos estar perante o retrato daquela família confrontada com acontecimentos trágicos numa sociedade trágica, numa segunda parte descobrimos que o filme não se centra apenas naquelas três pessoas. O âmago do filme aborda a condição humana no geral e quando o universo mais ou menos limitado da célula familiar se transforma numa numerosa comunidade, somos confrontados com os mais diversos temas humanistas: solidariedade, traição, violação... Uma catarse de acontecimentos que culmina com uma tentativa de redenção por imolação, que o cartaz atesta numa bela fotografia.
Se é nesta segunda parte que O Tempo Do Lobo ganha pontos, a verdade é que a abstração minimalista da primeira metade fá-lo dar alguns socos no ar - apesar de os encaixar em cheio nas sequências nocturnas, verdadeiramente arrepiantes.

Haneke consegue mais uma vez ser perturbador, desta vez confrontando-nos com a dureza da realidade da perenidade humana. E uma das grandes virtudes de O Tempo Do Lobo é o facto de ser um filme fechado, virado para si próprio, onde todas as explicações ficam por dar.
Para os fãs do realizador, será sem dúvida uma obra a ver a curto prazo; para os outros, poderá ser uma desilusão. No entanto, tanto para uns como para outros, nunca deverá ser visto de estômago vazio. E para contornar essa lacuna, o aconselhado é um McBacon.

Posted by: dermot @ 11:18 da tarde
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REBELDE SEM CAUSA:

Título: Rebel Without A Cause
Realizador: Nicholas Ray
Ano: 1955


Apesar da sua precoce carreira, apenas com três filmes no currículo, devido ao seu falecimento num trágico acidente de viação, James Dean marcou uma geração, influenciou as vindouras e ainda hoje é um ícone da cultura norte-americana.
Rebelde Sem Causa foi o ponto alto dessa curta carreira, que criou a sua imagem de marca de rebelde, no seu famoso blusão vermelho (que esteve para ser castanho, se se tivesse mantido a decisão da produtora em realizar o filme a preto e branco).
Nicholas Ray foi o responsável pela criação do mito. Prematuramente comparado a Brando, James Dean tinha o seu cunho bastante pessoal de representar, um enorme carisma e estilo, muito estilo.

O filme é uma enorme metáfora à volta do título, Rebelde Sem Causa. James Dean é Jim Stark, um dos vértices do triângulo principal, que engloba a bela Natalie Wood no papel de Judy e o então jovem Sal Mineo, no papel de Plato (referência ainda a um jovem que começava também a dar os primeiros passos no mundo do cinema, de seu nome Dennis Hopper).
Jim Stark é um jovem perturbado, em rebeldia constante com a vida, insatisfeito com a sua condição actual e com as possibilidades à sua volta. Porta-voz do grito de revolução de uma juventude estagnada, Stark (Dean, principalmente) é o rosto da máxima velho demais para viver, jovem demais para morrer.
A sua mudança para uma nova cidade vai confronta-lo com novos problemas; confrontos com a gangue local, atrações perigosas com a rapariga errada e inesperadas amizades difíceis.

Rebelde Sem Causa é antes de mais, um drama familiar. Longe de celebrar a juventude de Brilhantina, é um retrato da juventude perturbada de Os Marginais, mas virado para dentro, numa introspeção.
Nicholas Ray faz uma soberba abordagem pessoal da sociedade juvenil norte-americana, apontando no entanto, não uma juventude disfuncional, como em Kids por exemplo, mas sim uma educação deficiente. Rebelde Sem Causa é uma crítica à forma descontrolada da educação dos jovens.

Apesar de algumas lacunas e de algumas partes sem força do argumento, o filme prima por essa abordagem dos jovens. Não é uma má juventude, é antes uma má educação. E Dean é o grito de revolta! Numa interpretação magnífica, com influências nítidas de Brando em Há Lodo No Cais ou O Selvagem, Dean é um actor magnífico, deveras realista - é impressionante o realismo e a credibilidade de Dean, quando explica aos pais o motivo pelo qual se encontrava metido em problemas, ao apenas exclamar "Tive que o fazer!", como se fosse a coisa mais natural do Mundo. E nós acreditamos!
Além da representação, também o realizador apresenta um condizente trabalho final, disfarçando as lacunas argumentativas, sempre com um trabalho certinho, mas sem nunca descurar alguns planos mais inovadores e arrojados, ou algumas sequências inesquecíveis, como a clássica corrida de carros para o abismo.

Rebelde Sem Causa é um clássico, que como se não bastasse, ainda é obrigatório por ter imortalizado James Dean. Um drama familiar bastante realista, que apesar de ter sido novamente abordado várias vezes, nunca conseguiu ser superado.
Velho demais para viver, novo demais para morrer - um McBacon, para ir mastigando, enquanto se pensa nas possibilidades da vida.

Posted by: dermot @ 4:53 da tarde
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domingo, outubro 03, 2004  

TUBARÃO:

Título: Jaws
Realizador: Steven Spielberg
Ano: 1975


Em 1975, Steven Spielberg era ainda um jovem realizador, que ao ver-se confrontado com o argumento de Tubarão, viu nele o passo seguinte ideal para alcançar o estatuto de um dos maiores realizadores da história do cinema. Era quase uma sequela de Duel - um confronto entre algo monstruoso e o homem comum. E esse passo revelou-se decisivo.
Tubarão além de ter sido um enorme êxito de bilheteira e além de ter levado Spielberg ao topo da montanha, teve ainda o condão de ter sido o criador dos blockbusters. No entanto, sempre longe das premissas fáceis que hoje impregnam a maioria dos blockbusters: violência gratuita, sangue, explosões e sexo.

Tubarão é a história de Amity, uma localidade veraneante, que em vésperas do fim-de-semana do quatro de Julho, se vê a braços com o ataque de um terrível tubarão branco. Apesar do assassinato brutal de dois jovens, o presidente da câmara (Murray Hamilton), decide contrariar o chefe da polícia local, Martin Brody (Roy Scheider), e mantém as praias abertas ao público, de modo a não prejudicar o negócio.
O que é certo é que o tubarão volta a atacar e é o próprio chefe da polícia, que com a ajuda de um especialista marinho, Matt Hopper (Richard Dreyfuss), e de um marinheiro experiente, Quint (Robert Shaw), vai tentar matar o animal.

Apesar de ser um blockbuster, Spielberg nunca se deixa vacilar ao permitir a violência gratuita. Há mortes violentas, sangue, muito sangue e até explosões, mas nunca de forma gratuita, sempre fundamentadas pelo guião coerente e de grande profundidade. Aliás, o facto de ser um blockbuster, não implica que Spielberg trabalhe as personagens como é exímio, dando-lhes profundidade e fluência, sempre credível e real. Apesar de a fobia à água de Brody ter passado quase ao lado, o relacionamento entre o trio de personagens é feito com grande mestria - a vertente Capra de Spielberg a funcionar.
E este mesmo trio de actores aparece em grande forma: se Schneider é um polícia preocupado com a segurança familiar e com os deveres cívicos e se Dreyfuss dá vida a um oceonógrafo radical, é Robert Shaw quem nos brinda com uma grande representação (talvez o seu último grande papel antes dos problemas de alcoolismo lhe terem destruído a vida), num velho lobo do mar, que é quase uma mistura entre o Popeye e o capitão Jack Sparrow.

Para realizar Tubarão, o realizador norte-americano recorreu à essência dos famosos filmes de monstros da Universal, que fizeram furor nas salas de cinema a meio do século passado; a única diferença é que desta vez o monstro é bem real.
Uma das particularidades que Spielberg retira destes filmes de monstros é o facto tão particular da banda-sonora (que hoje é um clássico do cinema), sinistra e palpitante, que aparece sempre em coincidência com o animal. Um paralelismo com O Monstro Da Lagoa Negra; aliás, Spielberg paga o tributo a este clássico, com a clássica cena inicial em que a jovem se banha no mar.
No entanto, ao contrário deste filme, em Tubarão não são as cenas aquáticas que fazem as delícias visuais, mas sim as cenas em terra, primeiro na praia e depois no barco. Se Spielberg filma uma ambiguidade paz/caos, entre o mar e a praia, isso é graças ao terror e ao pânico que as cenas de público geram no espectador. E durante a empresa no barco de Quint na caça ao tubarão a tensão sobe, tornando-se quase insuportável e o terror torna-se verdadeiramente assustador.

Tubarão foi o primeiro grande sucesso de Steven Spielberg e a sua primeira experiência nas grandes produções. Um thriller de terror que é um verdadeiro clássico da sétima arte, cheio de cenas clássicas.
Se as limitações tecnológicas da época não impediram efeitos especiais primorosos (aliás, Tubarão está para os efeitos especiais da época como Extreminador Implacável 2 ou Matrix estão para as suas épocas, respectivamente), a verdade é que, apesar das sequelas e das posteriores tentativas de abordar a mesma temática, nunca nenhum filme sobre tubarões foi tão espectacular. Mesmo que estes tenham os banhos de sangue de Tubarão 2 ou os efeitos especiais de última geração de Perigo Nas Profundezas.

Tubarão foi o primeiro passo na ascenção gloriosa de Spielberg, numa adaptação de um livro de qualidade duvidoda, em tributo aos filmes de mosntros, que esteve na génese dos agora famosos blockbusters.
Um clássico McBacon, para devorar numa só dentada, juntamente com o barco.

Posted by: dermot @ 8:14 da tarde
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COTAÇÃO:
10 - Royale With Cheese
9 - Le Big Mac
8 - McRoyal Deluxe
7 - McBacon
6 - McChicken
5 - Double Cheeseburger
4 - Cheeseburger
3 - Caixinha de 500 paus (Happy Meal)
2 - Hamburga de Choco
1 - Pão com Manteiga

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- As Penas Do Desejo
- As Tartarugas Também Voam
- As Vidas Dos Outros
- Aberto Até De Madrugada
- Assalto À Esquadra 13 (1976)
- Assalto À Esquadra 13 (2005)
- Assalto Ao Santa Maria
- Assassinos Natos
- Ata-me
- Até Ao Inferno
- Até Ao Limite Do Terror
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- Através Da Noite
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- Austrália
- Autocarro 174
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- Azul Metálico

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- Balas E Bolinhos - O Regresso
- Balbúrdia No Oeste
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- Baraka
- Barbarella
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- Batman Regressa
- Batman - O Início
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- Bem-vindo Ao Norte
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- Bruno
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- Correio De Risco 3
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- Cyrano de Bergerac (1950)

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- Dark City - Cidade Misteriosa
- De Cabeça Para Baixo
- De Homem Para Homem
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- De Olhos Bem Fechados
- De Sepultura Em Sepultura
- De Tanto Bater O Meu Coração Parou
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- Delicatessen
- Demolidor - O Homem Sem Medo
- Dentro Da Garganta Funda
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- Diamante De Sangue
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- Diários De Che Guevara
- Dias De Futebol
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- Die Hard 4.0 - Viver Ou Morrer
- Die You Zombie Bastards!
- Dogma
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- Don Juan DeMarco
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- Doom - Sobrevivência
- Doomsday - Juízo Final
- Dorian Gray
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- Drácula De Bram Stoker
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- Eduardo Mãos De Tesoura
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- Encarnação Do Demónio
- Encontros Em Nova Iorque
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- Encurralada
- Ensaio Sobre A Cegueira
- Enterrado Na Areia
- Entre Os Dedos
- Entrevista
- Equilibrium
- Era Uma Vez No México
- Eraserhead - No Céu Tudo É Perfeito
- Escola De Criminosos
- Escolha Mortal
- Esporas De Aço
- Estado De Guerra
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- Este É O Meu Lugar
- Este País Não É Para Velhos
- Estômago
- Estrada Perdida
- Estranhos
- Estrellita
- Eu Amo-te Phillip Morris
- Eu, Peter Sellers
- Eu Sou A Lenda
- Eu Sou Evadido
- Eu, Tu E Todos Os Que Conhecemos
- Everything Must Go
- Evil Dead - A Noite Dos Mortos-Vivos
- Evil Dead 2 - A Morte Chega De Madrugada
- Evil Dead 3 - O Exército Das Trevas
- Ex-Drummer
- Exterminador Implacável 1
- Exterminador Implacável 2 - O Dia Do Julgamento Final
- Exterminador Implacável 3 - Ascensão Das Máquinas
- Exterminador Implacável 4 - A Salvação

- Factory Girl - Quando Edie Conheceu Warhol
- Factotum
- Fados
- Fahrenheit 9/11
- Falso Alarme
- Fando E Lis
- Fantasmas De Marte
- Fargo
- Faster, Pussycat! Kill! Kill!
- Fausto 5.0
- Favores Em Cadeia
- Felicidade
- Feliz Natal
- Férias No Harém
- Festival Rocky De Terror
- Ficheiros Secretos: Quero Acreditar
- Fim De Ano Em Split
- Fim-De-Semana Alucinante
- Final Cut - A Última Memória
- Fish Tank
- Florbela
- Flores Partidas
- Fome
- Footloose - A Música Está Do Teu Lado
- Força Delta
- Forrest Gump
- Freddy Vs. Jason
- Frenético
- Frida
- Frost/Nixon
- Fruto Proibido
- Fuga De Los Angeles
- Fuga Para A Vitória
- Fur - Um Retrato Imaginário De Diane Arbus
- Fúria Cega
- Fúria De Viver
- Fúria Silenciosa

- Gabrielle
- Gainsbourg - Vida Heróica
- Gang Dos Tubarões
- Gangs de Nova Iorque
- Garden State
- Génova
- GI Joe - O Ataque Dos Cobra
- Godzilla
- Goodbye Lenine!
- Gosford Park
- Gothika
- Gran Torino
- Grande Mundo Do Som
- Gremlins
- Grizzly Man
- Gru - O Maldisposto
- Guerra Dos Mundos (2005)
- Guerra Dos Mundos (1953)

- Há Lodo No Cais
- Hairspray
- Half Nelson - Encurralados
- Hard Candy
- Harley Davidson E O Cowboy Do Asfalto
- Harold E Maude
- Harry Brown
- Haverá Sangue
- Hawai Azul
- He-Man - Mestres Do Universo
- Head On - A Esposa Turca
- Heartbreak Hotel
- Hell Ride
- Hellboy
- Hellboy 2: O Exército Dourado
- Helter Skelter - O Caso De Sharon Tate
- Henry E June
- Hereafter - Outra Vida
- Hiena
- História De Duas Irmãs
- História De Um Fotógrafo
- Hobo With A Shotgunbr> - Hollywood Ending
- Homem Aranha
- Homem Aranha 2
- Homem Aranha 3
- Homem De Ferro
- Homem Demolidor
- Homem Em Fúria
- Homens De Negro
- Homens De Negro 2
- Homens Que Matam Cabras Só Com O Olhar
- Hostel
- Hostel 2
- Hot Fuzz - Esquadrão De Província
- Howl - Grito
- Hugo

- I Am Sam - A Força Do Amor
- I Spit On Your Grave
- I'll See You In My Dreams
- Iluminados Pelo Fogo
- I'm Still Here
- I Wanna Hold Your Hand
- Imitação Da Vida
- Imortal
- In Search Of A Midnight Kiss
- Indiana Jones E O Reino Da Caveira De Cristal
- Indomável
- Infiltrado
- Inimigos Públicos
- INLAND EMPIRE
- Inquietos
- Insidioso
- Insónia
- Intervenção Divina
- Intriga Internacional
- Invictus
- Irmão, Onde Estás?
- It
- It Might Get Loud
- Italian Spiderman

- Jack Ketchum's The Girl Next Door
- Jackass 2
- Jackass 3D
- Jackie Brown
- Jacuzzi - O Desastre Do Tempo
- James Bond - Agente Secreto
- James Bond - Casino Royale
- James Bond - Quantum Of Solace
- Janela Indiscreta (1954)
- Janela Indiscreta (1998)
- Janela Secreta
- JCVD
- Joga Como Beckham
- John Rambo
- Jonestown - The Life And Death Of Peoples Temple
- Jovens Rebeldes - A Verdadeira História
- Julgamento
- Julie E Julia
- Juno
- Juventude Em Marcha
- Juventude Tardia

- Kalifórnia
- Kandahar
- Karate Kid
- Katyn
- Kenny
- Kick Ass - O Novo Super-herói
- Kids - Miúdos
- Kill Bill vol.2
- King Kong (2005)
- Kiss Kiss Bang Bang
- Kiss Me
- Klimt
- Kopps
- Kung-Fu-Zão
- Kung Pow - Punhos Loucos

- La Jetée
- La Vie En Rose
- Ladrões
- Lady Snowblood
- Laranja Mecânica
- Last Days - Os Últimos Dias
- Lavado Em Lágrimas
- Lemmy
- Léon, O Profissional
- Lichter
- Lindas Encrencas As Garotas
- Lobos
- Longe Da Terra Queimada
- Lost In Translation - O Amor É Um Lugar Estranho
- Lua De Mel, Lua De Fel
- Lucifer Rising
- Lucky Luke
- Lucky Number Slevin - Há Dias De Azar

- M - Matou!
- Má Educação
- Machete
- Madrigal
- Maldito United
- Mamma Mia
- Manhattan
- Manô
- Mamonas Pra Sempre
- Mar Adentro
- Maria E As Outras
- Marie Antoinette
- Marjoe
- Marte Ataca!
- Matança De Natal
- Match Point
- Matou A Família E Foi Ao Cinem
- McQuade, O Lobo Solitário
- Meia-Noite Em Paris
- Meio Metro De Pedra
- Melancolia
- Melinda E Melinda
- Menina
- Mephisto
- Metrópolis
- Meu Nome É Bruce
- Miami Vice
- Milhões
- Milk
- Millenium 1. Os Homens Que Odeiam As Mulheres
- Million Dollar Baby - Sonhos Vencidos
- Minha Mãe
- Minha Terra
- Misery - Capí­tulo Final
- Missão A Marte
- Missão Impossí­vel 3
- Missão Impossível - Missão Fantasma
- Missão Solar
- Mistérios De Lisboa
- Momentos Agradáveis
- Moneyball - Jogada De Risco
- Monsters - Zona Interdita
- Monstro
- Monty Phyton E O Cálice Sagradi
- Morte Cerebral
- Morte De Um Presidente
- Movimentos Perpétuos
- Mr. E Mrs. Smith
- Mrs. Henderson Presents
- Muito Bem, Obrigado
- Mulholland Drive
- Mundo Fantasma
- Mundos Separados
- Munique
- Murderball - Espírito De Combate
- Murish
- Mutilados
- Mysterious Skin

- Na Cama
- Nacho Libre
- Não Estou Aí
- Napoleon Dynamite
- Nas Costas Do Diabo
- Nas Nuvens
- Needle
- Nico: À Margem Da Lei
- Ninguém Sabe
- Nixon
- No Limite Do Amor
- No Vale De Elah
- Noite De Agosto
- Noite Escura
- Noivos Sangrentos
- Nome De Código: Cloverfield
- Northfork
- Nosferatu, O Vampiro
- Nothing
- Nova Iorque 1997
- Nove Raínhas
- Nunca Digas Sim

- O Acontecimento
- O Agente Da Broadway
- O Lugar Do Morto
- O Americano
- O Amor Acontece
- O Anjo Exterminador
- O Anti-Pai Natal
- O Artista
- O Assassínio De Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford
- O Assassí­nio De Richard Nixon
- O Batedor
- O Bom Alemão
- O Bom, O Mau E O Vilão
- O Cabo Do Medo
- O Caminho De São Diego
- O Cão, O General E Os Pássaros
- O Capacete Dourado
- O Castelo Andante
- O Castor
- O Cavaleiro Das Trevas
- O China
- O Cobrador
- O Código Da Vinci
- O Comboio Dos Mortos
- O Comboio Mistério
- O Condenado
- O Couraçado Potemkin
- O Cowboy Da Meia-Noite
- O Crepúsculo Dos Deuses
- O Dedo De Deus
- O Delator!
- O Demónio
- O Despertar Da Besta
- O Despertar Da Mente
- O Deus Da Carnificina
- O Deus Elefante
- O Dia Em Que A Terra Parou (1951)
- O Dia Em Que A Terra Parou (2008)
- O Dia Da Besta
- O Discurso Do Rei
- O Enigma Do Espaço
- O Estranho Caso De Benjamin Button
- O Estranho Mundo De Jack
- O Evangelho Segundo São Mateus
- O Exorcista
- O Fatalista
- O Feiticeiro De Oz
- O Feitiço Do Tempo
- O Fiél Jardineiro
- O Gabinete Das Figuras De Cera
- O Gabinete Do Dr. Caligari
- O Gato Das Botas
- O Génio Do Mal (1976)
- O Grande Peixe
- O Grande Ditador
- O Guerreiro
- O Homem Duplo
- O Homem Que Copiava
- O Homem Que Sabia Demasiado
- O Homem Que Veio Do Futuro
- O Idealista
- O Jogo
- O Júri
- O Imperador Da Califórnia
- O Inquilino
- O Justiceiro Da Noite
- O Labirinto Do Fauno
- O Laço Branco
- O Lado Selvagem
- O Lago Perfeito
- O Leopardo
- O Livro Negro
- O Lobo Do Mar
- O Macaco De Ferro
- O Maquinista
- O Marinheiro De Água Doce
- O Menino De Ouro
- O Meu Tio
- O Milagre De Berna
- O Milagre Segundo Salomé
- O Mistério Galindez
- O Monstro Da Lagoa Negra
- O Mundo A Seus Pés
- O Nevoeiro (1980)
- O Ofício De Matar
- O Olho
- O Orfanato
- O Paciente Inglês
- O Padrinho - Parte I
- O Padrinho - Parte II
- O Padrinho - Parte III
- O Panda Do Kung Fu
- O Panda Do Kung Fu 2
- O Pesadelo De Darwin
- O Pistoleiro Do Diabo
- O Planeta Selvagem
- O Pó Dos Tempos
- O Portador Da Espada
- O Presidiário
- O Prisioneiro Do Rock
- O Protegido
- O Próximo A Abater
- O Quinto Elemento
- O Quinto Império
- O Regresso
- O Rei Dos Gazeteiros
- O Reino Proibido
- O Ritual
- O Ritual Dos Sádicos
- O Sabor Do Amor
- O Sargento Da Força Um
- O Segredo A Brokeback Mountain
- O Segredo De Um Cuscuz
- O Segredo Dos Punhais Voadores
- O Selvagem
- O Sentido Da Vida
- O Sétimo Selo
- O Sítio Das Coisas Selvagens
- O Sonho Comanda A Vida
- O Sonho De Cassandra
- O Sorriso De Mona Lisa
- O Tempo Do Lobo
- O Tesouro Da Sierra Madre
- O Tigre E A Neve
- O Tio Boonmee Que Se Lembra Das Suas Vidas Anteriores
- O Triunfo Da Vontade
- O Turista
- O Último Airbender
- O Último Grande Herói
- O Último Rei Da Escócia
- O Último Tango Em Paris
- O Último Voo Do Flamingo
- O Vingador Tóxico
- O Wrestler
- Ocean's Eleven - Façam As Vossas Apostas
- Odete
- Oldboy - Velho Amigo
- Olho Mágico
- Oliver Twist
- Ônibus 174
- Orca
- Órfã
- Os Amantes Regulares
- Os Amigos De Alex
- Os Bons E Os Maus
- Os Caça-Fantasmas
- Os Cavaleiros Do Asfalto
- Os Chapéus De Chuva De Cherburgo
- Os Cinco Venenos
- Os Clãs Da Intriga
- Os Condenados De Shawshank
- Os Descendentes
- Os Edukadores
- Os Famosos E Os Duendes Da Morte
- Os Filhos Do Homem
- Os Friedmans
- Os Guardiões Da Noite
- Os Homens Preferem As Loiras
- Os Imortais
- Os Inadaptados
- Os Índios Apache
- Os Invisíveis
- Os Irmãos Grimm
- Os Limites Do Controlo
- Os Marginais
- Os Mercenários
- Os Miúdos Estão Bem
- Os Novos Dez Mandamentos
- Os Olhos Da Serpente
- Os Olhos Sem Rosto
- Os Onze De Oceano
- Os Optimistas
- Os Pássaros
- Os Produtores (2005)
- Os Psico-Detectives
- Os Rapazes Da Noite
- Os Rapazes Não Choram
- Os Renegados Do Diabo
- Os Rutles - All You Need Is Cash
- Os Selvagens Da Noite
- Os Simpsons - O Filme
- Os Sonhadores
- Os Sorrisos Do Destino
- Os Super-Heróis
- Os Supeitos Do Costume
- Os Três Enterros De Um Homem
-Os Visistantes Da Idade Média
- Os 300 Espartanos

- Pagafantas
- Palpitações
- Papillon
- Para Onde O Vento Sopra
- Parada De Monstros
- Paraíso, Inferno... Terra
- Paranoid Park
- Paris Je T'Aime
- Party Monster
- Pecados Íntimos
- Pele
- Pequenas Mentiras Entre Amigos
- Performance
- Perigo Na Noite
- Perto Demais
- Pesadelo Em Elm Street
- Pink Floyd The Wall
- Piranha 3D
- Piratas Das Caraíbas - O Mistério do Pérola Negra
- Piratas Das Caraí­bas - O Cofre Do Homem Morto
- Piratas Das Caraíbas - Nos Confins Do Mundo
- Planeta Dos Macacos
- Planeta Dos Macacos: A Origem
- Planeta Terror
- Plano 9 Dos Vampiros Zombies
- Polaróides Urbanas
- Polí­cia Sem Lei (1992)
- Polícia Sem Lei (2009)
- Poltergeist, O Fenómeno
- Ponto De Mira
- Por Favor Rebobine
- Por Favor Não Me Morda O Pescoço
- Porcos & Selvagens
- Posto Fronteiriço
- Precious
- Predadores
- Presente De Morte
- Preto E Branco
- Primer
- Príncipe Da Pérsia - As Areias Do Tempo
- Procurado
- Profissão: Repórter
- Promessas Proibidas
- Proposta Indecente
- Proteger
- Psico
- Psicopata Americano
- Pulp Fiction
- Pulsação Zero
- Punch-Drunk Love - Embriagado De Amor
- Purana Mandir
- Purple Rain

- Quando Viste O Teu Pai Pela Última Vez
- Quarentena
- Quarteto Fantástico (1994)
- Quarteto Fantástico (2005)
- Quase Famosos
- Quatro Noites Com Anna
- Que Lugar Maravilhoso
- Que Se Mueran Los Feos
- Queijo E Marmelada
- Quem Quer Ser Bilionário
- Querida Famí­lia
- Querida Wendy

- R
- Rapariga Com Brinco De Pérola
- Rare Exports
- Ratatui
- Ratos Assassinos
- Ray
- [Rec]
- [REC]2
- Red Eye
- Relatório Kinsey
- Relatório Minoritário
- Religulous - Que O Céu Nos Ajude
- Relíquia Macabra
- Renascimento
- Resident Evil: Apocalypse
- Rio
- Rio Bravo
- Rock De Fogo
- Rock, Rock, Rock
- Rocknrolla - A Quadrilha
- Rocky Balboa
- Roger E Eu
- Roma
- Romance E Cigarros
- Roxanne
- RRRrrrr!!!
- Rubber - Pneu
- Ruídos Do Além
- Ruivas, Loiras E Morenas
- Rumo À Liberdade
- Ruptura Explosiva

- Sacanas Sem Lei
- Sala De Pânico
- Salazar - A Vida Privada
- Salto Mortal
- Samsara
- Sangue Do Meu Sangue
- Sangue Por Sangue
- Santa Sangre
- Sapatos Pretos
- Save The Green Planet!
- Saw - Enigma Mortal
- Saw II - A Experiência Do Medo
- Saw 3D - O Capítulo Final
- Scoop
- Scott Pilgrim Contra O Mundo
- Seconds Apart
- Seis Indomáveis Patifes
- Sem Ela
- Sem Limites
- Sem Rumo
- Sem Tempo
- Semi-Pro
- Ser E Ter
- Sereia
- Serpentes A Bordo
- Sete Anos No Tibete
- Sete Vidas
- Sexo E A Cidade
- Sgt. Pepper's Lonely Heart Club Band
- Shaolin Daredevils
- Shaolin Soccer - O Ás Da Bola
- Shaolin Vs. Evil Dead
- Shattered Glass - Verdade Ou Mentira
- Sherlock Holmes
- Sherlock Holmes - Jogo De Sombras
- Shining
- Shoot 'Em Up - Atirar A Matar
- Shortbus
- Shrek 2
- Shrek O Terceiro
- Shrek Para Sempre
- Sicko
- Sid And Nancy
- Sideways
- Simpatyhy For Mr. Vengeance
- Sin City - Cidade Do Pecado
- Sinais
- Sinais De Fogo
- Sinais Do Futuro
- Sinais Vermelhos
- Singularidades De Uma Rapariga Loira
- Sky Captain E O Mundo De Amanhã
- Slither - Os Invasores
- Soldados Da Fortuna
- Soldados Do Universo
- Sombras Da Escuridão
- Somewhere - Algures
- Sonho De Uma Noite De Inverno
- Sonny
- Sophie Scholl - Os Últimos Dias
- Soro Maléfico
- Sorte Nula
- Soul Kitchen
- Spartacus
- Spartan - O Rapto
- Splice
- Stacy - Attack Of The Schoolgirl Zombies
- Star Wars - A Ameaça Fantasma
- Star Wars - A Vingança Dos Sith
- Star Wars - O Ataque Dos Clones
- Stardust - O Mistério Da Estrela Cadente
- Stone - Ninguém É Inocente
- Stoned, Anos Loucos
- Submarino
- Super
- Super Baldas
- Super-Homem
- Super-Homem: O Regresso
- Super 8
- Superstar
- Suspeita
- Suspiria
- Sweeney Todd: O Terrível Barbeiro De Fleet Street
- Swimming Pool
- Sword Of Vengeance
- Sympathy For The Devil

- Taking Woodstock
- Tarnation
- Tarzan, O Homem Macaco (1981)
- Taxidermia
- Team America - Polí­cia Mundial
- Tebas
- Tecumseh
- Teeth
- Tempestade Tropical
- Tennessee
- Terra De Cegos
- Terminal De Aeroporto
- Terra Dos Mortos
- Terror Em Setembro
- Terror Na Auto-estrada
- Terror Nas Montanhas
- Tetro
- The Bloodstained Butterfly
- The Brown Bunny
- The Darjeeling Limited
- The Departed: Entre Inimigos
- The Devil And Daniel Johnston - Loucuras De Um Génio
- The Devil's Double
- The First Great Train Robbery
- The Fountain - O Último Capítulo
- The Grudge - A Maldição
- The Host - A Criatura
- The Impossible Kid
- The King Of Kong
- The Langoliers - Meia-Noite E Um
- The Last House On The Left
- The Machine Girl
- The Man From Earth
- The Marine
- The Million Dollar Hotel - O Hotel
- The Mindscape Of Alan Moore
- The Mist - Nevoeiro Misterioso
- The Others - Os Outros
- The Prestige - O Terceiro Passo
- The 50 Worst Movies Ever Made
- The Way
- The Woman
- Thirst - Este É O Meu Sangue
- This Is It
- This Is Spinal Tap
- Thor
- Thriller - A Cruel Picture
- THX 1138
- Tirar Vidas
- Titanic 2
- Tony
- Tournée - Em Digressão
- Toy Story 3
- Tragam-me A Cabeça De Alfredo Garcia
- Transamerica
- Tron
- Tron: O Legado
- Tropa De Elite
- Tropa De Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro
- Tsotsi
- Tubarão
- Tubarão 2
- Tubarão 3
- Tubarão IV - A Vingança
- Tucker E Dale Contra O Mal
- Tudo Ficará Bem
- Tudo Pode Dar Certo
- Twisted - Homicídios Ocultos

- Ultra Secreto
- Um Amor De Perdição
- Um Azar Do Caraças
- Um Bater De Corações
- Um Belo Par... De Patins
- Um Cão Andaluz
- Um Dia A Casa Vai Abaixo
- Um Dia De Raiva
- Um Homem Singular
- Um Longo Domingo De Noivado
- Um Lugar Para Viver
- Um Padrasto Para Esquecer
- Um Profeta
- Um Tiro No Escuro
- Um Trabalho Em Itália
- Uma Aventura Na Casa Assombrada
- Uma Boa Mulher
- Uma Canção De Amor
- Uma Espécie De Cavalheiro
- Uma Famí­lia À Beira De Um Ataque De Nervos
- Uma História De Violência
- Uma Pequena Vingança
- Uma Rapariga Com Sorte
- Uma Segunda Juventude
- Uma Segunda Vida
- Undefeatable
- Unseen Evil 2 - Alien 3000
- Up - Altamente

- V De Vingança
- Vai E Vive
- Vais Conhecer O Homem Dos Teus Sonhos
- Valhalla Rising - Destino De Sangue
- Valquíria
- Vampiros de John Carpenter
- Van Helsing
- Vanilla Sky
- Vanitas
- Vasilhame
- Veio Do Outro Mundo
- Veludo Azul
- Velvet Goldmine
- Vencidos Pela Lei
- Vendendo A Pele
- Veneno Cura
- Vera Drake
- Versus - A Ressurreição
- Vestida Para Matar
- Vice
- Vício - Quando Nada É Suficiente
- Vicky Cristina Barcelona
- Vidas Sombrias
- Vigilância
- Vingança Redentora
- Virgem Aos 40 Anos
- Vitus
- Viúva Rica Solteira Não Fica
- Viver A Sua Vida
- Voando Sobre Um Ninho De Cucos
- Voltando Para Casa
- Voltar
- Vontade Indómita
- Voo 93

- Walk Hard - A História De Dewey Cox
- Walk The Line
- WALL-E
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Wassup Rockers - Desafios De Rua
- Watchmen - Os Guardiões
- Welcome To The Rileys
- White Irish Drunkers
- Wild Zero
- Win Win
- Wolf Creek
- Wristcutters: A Love Story

- X-Men
- X-Men 2
- X-Men 3 - O Confronto Final
- X-Men: O Início
- X-Men Origens: Wolverine

- Zack E Miri Fazem Um Porno
- Zardoz
- Zatoichi
- Zombies Party - Uma Noite... De Morte
- Zombies Strippers
- Zozo

- 007 - Agente Secreto
- 007 - Casino Royale
- 007 - Quantum Of Solace
- 10 Coisas Que Odeio Em Ti
- 100 Volta
- 10.000 AC
- 12 Homens Em Fúria
- 12 Macacos
- 12:08 A Este De Bucareste
- 1984
- 2LDK
- 24 Hour Party People
- 28 Dias Depois
- 20,13 - Purgatório
- 2012
- 300
- 4 Copas
- 48
- 50/50
- 6=0 Homeostética
- 8 1/2
- 9 Canções
- 98 Octanas


ENTREVISTAS:
- Fernando Fragata
- Festróia - Mário Ventura
- Filipe Melo
- Good N Evil
- IMAGO - Sérgio Felizardo
- José Barahona
- Nuno Markl
- Paulo Furtado
- Rodrigo Areias
- Sara David Lopes
- Solveig Nordlund
- Fernando Alle


TOPES:
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2011
- Top 5 dos Piores Filmes de 2011
- Top 10 dos Melhores Filmes de 2010
- Top 5 dos Piores Filmes de 2010
- Top 5 dos filmes de Leslie Nielsen
- Top 10 Dos Filmes Low Cost
- Top 5 das Melhores Cenas de Dança
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2009
- Top 5 dos Piores Filmes de 2009
- Top 5 dos Filmes Que Tenho Vergonha De Dizer Que Gosto
- Top 5 das Melhores Músicas de Ennio Morricone
- Top 5 dos filmes com Patrick Swayze
- Top 5 dos Telediscos do Michael Jackson
- Top 5 dos Filmes com David Carradine
- Top 5 dos Filmes com Lutadores de Luta-Livre
- Top 10 Os Melhores Filmes de 2008
- Top 5 Os Piores Filmes de 2008
- Top 5 dos Piores Filmes de Natal
- Top 5 das Coisas que não Esperávamos Ver no Cinema
- Top 5 dos Melhores Filmes de Paul Newman
- Top 5 Personagens Com Palas Nos Olhos
- Top 10 Melhores Cartazes De Cinema
- Top 5 dos Filmes de Chuck Norris
- Top 5 dos Filmes de Patrick Swayze
- Top 10 Os Melhores/Piores Vestidos dos Oscares
- Top 5 As Mortes de Crianças Mais Gratuitas
- Top 10 Os Melhores de 2007
- Top 5 Os Piores de 2007
- Top 7 Adaptações ao Cinema de Livros de Stephen King
- Top 5 Filmes Pela Paz
- Top 5 Os Melhores Beijos
- Top 5 Grandes Arquitectos
- Top 10 Filmes Que Mudaram A Minha Vida
- Top 5 Mulheres de Cabeça Rapada
- Top 5 As Cenas Mais Excitantes
- Top 10 Os Melhores de 2006
- Top 5 Os Piores de 2006
- Top 3 Filmes de Robert Altman
- Top 5 Os Vilões do Cinema
- Top 5 Filmes Com Mick Jagger
- Top 5 Filmes Com Steve Buscemi
- Top 5 Dos Cães no Cinema
- Top 5 Dos Filmes do Indie06
- Top 5 Dos Filmes do Fantas06
- Top 5 dos Presidentes
- Top 10 Os Melhores de 2005
- Top 5 Os Piores de 2005
- Top 5 Filmes com Pat Morita
- Top 10 Os Melhores Filmes Independentes
- Top 5 Os Piores Filmes da Saga Bond
- Top 5 Filmes com Dolph Lundgren
- Top 5 Adaptações de BD Para Cinema
- Top 10 Cenas Mais Assustadoras de Sempre
- Top 5 Vencedores do Óscar
- Top 5 Bond Girls
- Top 5 Filmes Sobre Doenças
- Top 5 Filmes de Natal
- Top 5 Melhores Batalhas Corpo-A-Corpo
- Top 10 Melhores Canções do Cinema
- Top 10 Melhores Filmes de Sempre
- Top 5 Melhores Momentos Musicais
- Top 5 Grandes Duelos do Cinema
- Top 10 Maiores Personagens do Cinema
- Top 5 Piores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 10 Melhores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 5 Filmes Religiosos


BAÚ DO TRASH:
- Needle
- Que Se Mueran Los Feos
- Easy A
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Saw 3D - O Capítulo Final
- And Soon The Darkness
- Os Imortais
- Purana Mandir
- Pagafantas
- The Bloodstained Butterfly
- Cisne Negro


ROYALE WITH CHEESE APRESENTA:
- A Tasca Da Cultura
- A Causa Das Coisas - parte I
- A Causa Das Coisas - parte II
- A Momentary Lapse Of Reason


FILMES A VER ANTES DE MORRER:
- #1 As Lágrimas Do Tigre Negro
- #2 Alucarda
- #3 Time Enough At Last
- #4 Armageddon
- #5 The Favour, The Watch And The Very Big Fish
- #6 Italian Spiderman
- #7 The Soldier And Death


UMA CURTA POR DIA NÃO SABE O BEM QUE LHE FAZIA:
- 1# Rabbit, de Run Wrake
- 2# Aligato, de Maka Sidibé
- 3# The Cat Concerto, de Joseph Barbera & William Hanna
- 4# A Curva, de David Rebordão
- 5# Batman: Dead End, de Sandy Callora
- 6# O Código Tarantino, de Selton Mello
- 7# Malus, de António Aleixo & Crosswalk, de Telmo Martins
- 8# Three Blind Mice, de George Dunning
- 9# Bedhead, de Robert Rodriguez
- 10# Key To Reserva, de Martin Scorcese
- 11# Bambi Meets Godzilla, de Marv Newland
- 12# The Horribly Slow Murderer with the Extremely Inefficient Weapon, de Richard Gale
- 13# Stolz Der Nation, de Eli Roth
- 14# Papá Wrestling, de Fernando Alle
- 15# Glas, de Bert Haanstra
- 16# Fotoromanza, de Michelangelo Antonioni
- 17# Quem É Ricardo?, de José Barahona
- 17# Terra Incognita, de Peter Volkart


AS MELHORES PIORES CENAS DE SEMPRE:
- A Pior Luta
- A Cena Mais Metida A Martelo
- O Ataque Animal Mais Brutal
- A Perseguição Mais Alucinante
- O Duelo Mais Improvável


CLUBE DE CINEMA DE SETÚBAL:
- Janeiro
- Fevereiro
- Março
- Abril
- Maio
- Setembro
- Novembro


FESTIVAIS:
- 20º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9
- 21º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 22º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
- 23º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
- 24º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 26º Festróia
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