Royale With Cheese

 Royale With Cheese

 
 



domingo, julho 25, 2004  

CASINO ROYALE:

Título: Casino Royale
Realizador: Val Guest, Ken Hughes, John Huston, Joseph McGrath e Robert Parrish
Ano: 1967


Em 1967 já Sean Conner arrebatava corações no papel do irresistível espião James bond. Por isso, a tentativa de realizar o primeiro romance de Ian Flemming, Casino Royale, por parte de outra produtora, assemelhava-se a suicídio se não contasse com o actor escocês no papel principal. Por isso, a solução encontrada, foi filmar uma paródia dos filmes de James Bond.
No entanto, um grupo de cinco realizador e de dez argumentistas (só para mencionar os creditados), não poderia agoirar algo de muito positivo. E Casino Royale ressentiu-se disso.

Com efeito, Casino Royale é um James Bond não oficial, mas na versão comédia de acção. Com uma panóplia de realizadores e argumentistas por trás e com um vasto leque de actores pela frente, o resultado final foi quase como uma mistura de James Bond com um Austin Powers, um Jacques Clouseau e uma comédia de Woody Allen - uma intriga exageradamente exagerada (chega a ser mesmo difícil de acompanhar, em certos momentos), de esteriótipos e caricaturas de espionagem, em cenas verdadeiramente caóticas por vezes.
No entanto, Casino Royale respira toda a essência do espião James Bond e é esse o seu grande trunfo, que não deixa cair o filme num poço de incoerência.

De facto, David Niven encarna o papel do original James Bond, que é todo o contrário do James Bond que estamos habituados. Apesar dos seus atributos e desempenhos formidáveis no campo da espionagem, Sir James Bond, já reformado, é um velho gago, de ideias e morais próprias e até a imagem do celibato.
Bond é a última solução para derrotar a SMERSH, uma organização secreta que já tinha capturado todos os espiões de todas as nacionalidades (desde a CIA até ao KGB) e para isso, Bond vai treinar outra remessa de Bonds, onde vai sobressair Evelyn Tremble (Peter Sellers).

Casino Royale é uma paródia ao espião irresistível, levando ao extremo a sensualidade e o erotismo do agente 007 (Niven afirma mesmo a certa altura, que era "terrível como a imagem do agente secreto está ligada à de tarado sexual), pejando o filme de lindas e sensuais mulheres, incluindo as habituais bond girls - Ursula Andress (que tinha sido a primeira bond girl do cinema, em Dr. No) e Joanna Pettet.
James Bond é aqui mais um Jacques Clouseau, das aventuras da Pantera Cor-de-Rosa, mas que no entanto respira toda a personagem de James Bond, sendo talvez um dos episódios mais conscientes deste espírito, que actualmente se perdeu nos filmes do espião ao serviço de sua majestade, desde talvez Goldeneye.

Fora o seu lado de comédia (que vive sobretudo de um humor inglês inteligente, bem característico de Sellers, Niven e Woody Allen, mas que se torna negativo quando atinge o exagero satírico de um Onde Pára A Polícia?), Casino Royale ganha ainda mais pontos em três pormenores: o da banda-sonora, com temas geniais de Herb Alpert & The Tijuana Brass e uma inesquecível interpretação de Dusty Springfield em The Look Of Love (uma canção obrigatória em qualquer compliação musical James Bond); os créditos iniciais, absolutamente fantásticos; e o carácter cénico de quase todo o filme, onde se destacam os cenários futurístas da sede da SMERSH e principalmente, a Escola De Espionagem Mata Hari, uma fantástica fusão de Metropolis, com o surrealismo de Dali e a animação de Fantasia.

Apesar de não ser um episódio James Bond oficial, Casino Royale é um filme obrigatório para todos os fãs do espião ao serviço de Sua Majestade. Apesar de ser uma sátira e uma caricatura de 007, Casino Royale respira por todos os poros o ambiente dos filmes de James Bond, o que faz ansiar por um remake a sério da história.
E depois há David Niven, Petter Sellers e Woody Allen, três nomes incontornáveis da comédia, responsáveis por alguns momentos brilhantes e divertidos.
Um McBacon que muitos episódios de James Bond não atingem.

Posted by: dermot @ 5:15 da tarde
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sábado, julho 24, 2004  

RUPTURA EXPLOSIVA:

Título: Point Break
Realizador: Kathryn Bigelow
Ano: 1991


Visto ter puxado esta temática há alguns textos atrás, decidi falar hoje de um dos meus favortios piores filmes de sempre.

Ruptura Explosiva é sem dúvida, logo desde início, um filme de pipoca, completamente carregado de todos os ingredientes de um blockbuster: um filme de acção, completamente sobre-carregado de clichets que fazem envergonhar um Dirty Harry ou um Shaft; e amor, muito amor.
Realizado pela desconhecida Kathryn Bigelow, Ruptura Explosiva conta com um então ainda não muito rotinado Keanu Reeves (que já na altura, fazia o mesmo que faz um pé-de-cabra, ou seja, desfazia) e com um ainda prestável Patrick Swayze. Os dois iriam ser o ponto-charneira de todo o filme, como irmãos de armas e irmãos de sangue, simultaneamente.

Keanu Reeves é assim Johnny Utah, um caloiro do FBI, trasnferido para Los Angeles e colocado como companheiro de Angelo Pappas (Gary Busey), um experiente agente do FBI, há vários anos a tentar capturar os Ex-Presidentes, uma quadrilha de ladõres que assaltavam bancos no Verão. Deduzindo que estes assaltantes seriam surfistas que praticavam os roubos de modo a financiar um Verão permanente, ambos os polícias vão partir para uma investigação sob disfarce, em que Utah vai introduzir-se no círculo restrito dos surfistas, nomeadamente, no grupo de Bodhi (Patrick Swayze), "o" guru do surf, o qual conta também com Tyler (Lori Petty).

O filme apresenta em toda a sua extenção todos aqueles problemas que um mau filme comporta - as personagens desenvolvem-se a favor das cenas de acção, que surgem sequencialmente, sempre subindo de intensidade; esta subida de intensidade, cada vez as torna mais irreais, captando as mais cavernosas impossibilidades (como por exemplo, fazer queda-livre e abrir os pára-quedas a poucos pés do solo). Keanu Reeves e Patrick Swayze também não são actores para salvar um filme destes - apesar da participação de John C. McGinley, um dos mais hilariantes actores que estamos habituados a ver em Médicos E Estagiários.

Afinal, o que torna este filme num dos melhores maus filmes de sempre? A adrenalina!

Ruptura Explosiva é um exemplo perfeito da sub-cultura norte-americana da década de 90, que abraça o surf da melhor maneira. Kathryn Bigelow joga este trunfo da melhor maneira, filmando um dos melhores filmes sobre surf da história do cinema.
Claro que tem várias lacunas; mas a liberdade, o ar-livre, o espírito humano a combater o sistema pré-definido, tudo isso é filmado da melhor maneira, fazendo-nos sentir vereaneantes permanentes. Assistir ao filme é como um resfrescante fim-de-semana na praia, depois de uma semana de trabalho.
O filme é pura adrenalina, desde as belas cenas de surf, as fantásticas sequências de queda-livre (tudo com o seu quê de exagero, claro) e a soberba cena da perseguição, de cortar o fôlego.
E depois, ainda há um aspecto que só por si, tornaria todo o filme como um objecto de merecido visionamento; estou a falar dos ex-Presidentes, a quadrilha assaltante de bancos. Quatro ladrões encarnando quatro antigos presidentes dos Estados Unidos, onde Nixon e Reagan sobressaem nas cenas de assalto. Um saboroso rebuçado nesta caixa de adrenalina.

Ruptura Explosiva não é um McBacon, nem muito menos um McRoyal Deluxe. Infelizmente, porque eu gostaria que fosse.

Posted by: dermot @ 11:20 da manhã
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sexta-feira, julho 23, 2004  

OS VISITANTES DA IDADE MÉDIA:

Título: Les Visiteurs
Realizador: Jean-Marie Poiré
Ano: 1993


Os Visitantes Da Idade Média foi uma agradável surpresa de bilheteira em 1993, que veio dar origem a uma sequela (que não perdeu qualidade) e até a um remake para as salas de cinema norte-americanas (aqui sim, perdeu alguma qualidade), sempre pela mão do francês Jean-Marie Poiré.
Com efeito, Os Visitantes Da Idade Média é uma divertida comédia ao ritmo do bom humor europeu (que tem o expoente máximo no grupo inglês Monty Python's) que vai beber da mesma fonte que os conterrâneos Jacques Tati e, principalmente, Louis de Funès, o famoso Gendarme.

Godefroy de Papincourt (Jean Reno) é o conde de Montmirail, que é condenado pelos desígnios de uma bruxa a um forçado celibato. Na tentativa de dar a volta ao caso, Godefroy tenta regressar algumas horas no tempo e para isso recorre à ajuda de um velho feiticeiro (Pierre Vial). No entanto, a poção não corre da maneira desejada e transporta tanto o cavaleiro como o seu escudeiro, Jacquouille (Christian Clavier), para pleno século XX.
O resultado é o confronto temporal destes dois cavaleiros da Idade Média no nosso mundo contemporâneo, num choque cultural, de costumes e hábitos.

Sem nunca se assumir como uma comédia, Os Visitantes Da Idade Média desenrola-se após uma primeira parte inrodutória, num frenesim de situações caóticas, de um humor inteligente e perspicaz. Certas situações chegam mesmo a atingir uma proporção tal de acontecimentos verdadeiramente divertidos, à boa maneira do caótico hotel de Fawlty Towers.
O filme ganha com esta posição de nunca se assumir como uma comédia, visto que o argumento, apesar de fantasista, nunca perde o rumo, mantendo-se suficientemente coerente em (quase) todos os pormenores. Claro que não é um Regresso Ao Futuro (anda até mais na essência de Exército Das Trevas), mas a sua veia de comédia é muito mais vincada aqui.
No entanto, esta coerência argumentativa, que torna o filme credível, vai também dar-lhe um maior moralismo social, o que é sempre importante numa comédia.

Jean Reno e Valérie Lemercier (para não falar em Christian Clavier), são os actores que dão o corpo a esta história fantástica, mantendo sempre a postura acertada em prestações de grande qualidade. Reno é o perspicaz e bravo guerreiro medieval, que rapidamente se adapta (o máximo possível, claro) à situação em que se vê a braços; Clavier é o lacaio, que com a lenta tomada de consciência da sua condição, enquanto homem livre, o leva a revoltar-se, seduzido pelos prazeres da vida do século XX; e Valérie Lemercier é o elo de ligação entre estes dois mundos, na sempre prestável e amável Béatrice.

O choque que o salto temporal provoca é extremamente bem desenvolvido e aproveitado, nunca sendo exagerado, sendo sempre realista e credível, ganhando por isso, momentos deveras divertidos.
O sucesso de Os Visitantes Da Idade Média é completamente compreensível e justo, tornando-se numa das melhores comédias europeias que já foram dadas ao cinema.
O filme balança na ténue linha temporal que separa o McChicken do McBacon. Desta vez não sou eu que vou decidir. Mas neste caso, não dava preferência à carne branca...

Posted by: dermot @ 12:33 da manhã
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quinta-feira, julho 22, 2004  

CORRIDA CONTRA O FUTURO:

Título: Freejack
Realizador: Geoff Murphy
Ano: 1992


Corrida Contra O Futuro tinha todas as condições para se tornar num dos favoritos piores filmes de sempre para se ver. Era um filme de ficção científica de segundo escalão, de baixo orçamento, que mesmo assim contava com um elenco de nomes conhecidos, uns habituados ao sucesso, como Anthony Hopkins, outros menos habituados ao sucesso, como Emilio Estevez, e até tinha uma estrela rock, à procura do mesmo sucesso cinematográfico que tem no ramo musical, de seu nome Mick Jagger, que regressava assim ao cinema depois de um hiato de vinte anos, depois das prestações positivas (pelo menos assim rezam as criticas em
Perfomance e Ned Kelly).

Geoff Murphy realizou assim a adaptação do romance de ficação científica "Immortality Inc.", uma história onde Alex Furlong (Emilio Estevez) é um piloto de Fórmula 1, que perece num acidente em 1991. No entanto, em 2009, um poderoso empresário paga a Victor Vacandek (Mick Jagger), para que este, segundo uma nova tecnologia, resgate o corpo de Furlong segundos antes de morrer, para que possa tranferir a sua mente para o seu corpo, atingindo assim uma extenção à sua vida.
Claro que a transferência de 1991 para 2009 vai correr mal e Furlong transforma-se assim num fugitivo, perseguido pelo caçador de prémios Vacandek.

O filme até apresentava alguns aspectos que podiam ter algum interesse. Mas inexplicavelmente, o realiador apenas decidiu desenvolver os menos interessantes. Preocupado em disfarçar o baixo orçamento, Geoff Murphy decidiu contornar essa questão apostando num ambiente futurista, mas não-tão-futurista, para depois surpreender com o máximo de efeitos especiais topo de gama da época. O resultado é uma mistura entre Humphrey Bogart a habitar o espaço socio-cultural de Desafio Total.
O filme torna-se assim num suplício, por vezes insuportável, outras vezes risível. A história vulgar, rapidamente denucnia o final, que tentava apostar no twist para surpreender. Objectivo falhado.
Hopkins ainda tenta salvar o filme, com um final a fazer referência a 2001: Odisseia No Espaço, mas cujos efeitos especiais de baixo nível, tornam-no numa artificialização computurizada.
Emilio Estevez vem dar razão às línguas que afirmam que apenas é conhecido devido ao seu grau de parentesco com a estrela Martin Sheen; com efeito, a sua prestação é sofrível, onde os seus diálogos com Mick Jagger são hilariantes.
Mick Jagger este, que apesar da visível boa vontade, não nasceu para o cinema, mas sim para a música. Apesar de ter um rosto agradável para ser um terrível vilão, Mick Jagger apresenta uma assustadora inexpressão facial, fazendo lembrar por vezes os velhos tempos de Arnold Schwarzenegger.

Corrida Contra O Futuro torna-se assim um filme bastante mau, que consegue afastar-se da sua única via possível, que era o do divertimento. É que até os duplos e os figurantes são maus actores, prestando-se a cenas completamente amadoras.
O filme tem mesmo certos momentos incoerentes, desenrolando-se de forma muito rápida, de forma a comportar várias relaçõe entre personagens, que acabam por acabar mal começam. É risível ver como os dois personagens principais, Estevez e o seu nemesis Jagger, se toranm em rivais de hostilidades duradouras, segundos depois de serem totais desconhecidos.
David Johansen e Amanda Plummer são o ponto posítivo deste filme, principalmente a segunda, no curto papel de freira - divertido, alternativo e original. Muito pouco para um filme que podia tornar-se uma pérola do cinema de segunda categoria.
Apenas um lamentável Happy Meal.

Posted by: dermot @ 11:49 da manhã
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terça-feira, julho 20, 2004  

ANYTHING ELSE - A VIDA E TUDO O MAIS:

Título: Anything Else
Realizador: Woody Allen
Ano: 2002


Um filme de Woody allen é sempre um filme de Woody Allen. Há os bons e há os menos bons. É certo que o realizador atravessa uma fase menos boa e com menos vigor criativo, mas a realidade é que nunca consegue realizar um mau filme.
Claro que para todos aqueles que detestam woody allen, este Anything Else - A Vida E Tudo O Mais vai-se tornar insuportável. Mas para os admiradores do realizador norte-americano, certamente não será decepção.

Com efeito, em Anything Else - A Vida E Tudo O Mais, Jason Biggs faz de Woody Allen, que desta vez é uma personagem secundária que complementa Biggs. E talvez por fazer esse papel, Biggs tenha tentado imitar Allen - o resultado é uma imagem forçada de um Woody Allen desacreditado, o que por si retira muitos pontos ao filme.
Mas se Biggs é o desajeitado, inseguro, ingénuo e algo limitado e se Allen é o complemento lunático e solitário, aparece em contraponto Christina Ricci, em grande forma, libertando-se dos papéis sem sal de Monstro e Buffalo '66, impondo-se com o seu charme e o seu carisma, arrebatando para si os louros de Anything Else - A Vida E Tudo O Mais.

Jerry Falk (Biggs) é um escritor humorístico, ingénuo, psicológicamente limitado, divorciado, cujo psicanalista não comunica e cujo agente (Danny deVito) é um empresário sem tacto e sem crédito. A sua vida altera-se quando conhece Dolber (Wooddy Allen), outro tresloucado escritor humorísta, mas que lhe consegue derrubar algumas barreiras na vida. Barreiras estas, que muitas vezes são levantadas pela sua namorada Amandda(Ricci), que é a personagem mais interessante do filme - bonita, desenvergonhada e independente, responsável por alguns dos momentos mais engraçados do filme, ao lado de Allen.

Os filmes de Woody Allen valem sempre pelo seu conteúdo argumentativo e pelas pérolas discursivas que acabam sempre por saltar para fora e aqui também não é excepção.
Claro que ter Biggs a vestir um fato que lhe fica notoriamente curto, torna o filme em muitas partes artifical, mas não é isso que o desacredita por completo.

Anything Else - A Vida E Tudo O Mais não é o remake mal feito de Annie Hall. Mas Allen já o fez de maneira muito melhor.
No entanto se é fã do realizador, merece sempre a ida ao cinema. Se Woody Allen lhe é indiferente, a ida ao cinema vale por Christina Ricci. No entanto, se for um dos contestários de Allen, então o melhor é mesmo não se aproximar da sala.
É na primeira qualidade, ou seja, enquanto admirador de Woody Allen, que dou o respectivo McBacon.

Posted by: dermot @ 10:36 da manhã
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domingo, julho 18, 2004  

O BOM, O MAU E O VILÃO:

Título: Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo
Realizador: Sergio Leone
Ano: 1966


Descobrir o legado de Sergio Leone é uma experiência avassaladora para qualquer cinéfilo. Vê-lo pela primeira vez é uma experiência marcante, um momento inesquecível; reve-lo pela segunda ou pela vigésima vez, é redescobrir constantemente momentos verdadeiramente mágicos. Os spaghetti westerns de Leone, género reinventado e elevado ao expoente máximo da sua expressão por este realizador italiano, são uma influência incontornável no cinema de acção posterior. Os filmes de Leone são westerns até para quem não gosta de westerns.

Clint Eastwood encarna aqui pela primeira vez o papel do homem sem nome, o impiedoso cowboy, qual justiceiro solitário, que vai empreender uma busca por um tesouro enterrado. A sua jornada cruza-se com a de Tuco (Eli Wallach) e de Sentenza "Olhos de Anjo" (Lee Van Cleef), de maneiras paralelas à boa maneira de um Pulp Fiction ou de Um Mal Nunca Vem Só.
Os três cowboys encerram assim uma empresa de proporções épicas, a um ritmo alucinante, de duelos e alianças constantes, sempre com a Guerra Civil americana como pano de fundo.

O "bom", Clint Eastwood, nasceu para ser este cowboy solitário, impiedoso, mas sensato, e não para ser Dirty harry. E assim é que deverá ser sempre recordado, em primeira instância.
Lee Van Cleef é daqueles actores que nasceu para ser vilão. O seu olhar fraticida torna-o sempre no "mau" de O Bom, O Mau E O Vilão e não no papel de Coronel Mortimer.
E por fim, o "vilão", Eli Wallach, é o patife perfeito para aquele personagem, impiedoso e ganancioso, mas que apesar de tudo, acaba por merecer viver no final do filme.

Depois há Ennio Morricone, o qual merece um parágrafo só para si. Morricone é o segundo braço dos filmes de Leone, um génio incomparável da música, que decidiu emprestar (felizmente) o seu talento ao cinema. Morricone é o responsável por muitas das cenas verdadeiramente mágicas e épicas deste O Bom, O Mau E O Vilão, tal como os planos característicos de Leone, que conseguia filmar o triplo de emoções num olhar, que um realizador comum consegue filmar num filme todo.
Morricone só por si, consegue elevar um filme ao Olimpo cinematográfico, feito esse que muito poucas vezes é atingido por qualquer outro compositor de bandas-sonoras. Há excepções como Michael Nyman em O Piano, ou de Yann Tiersen em O Fabuloso Destino De Amélie.

O Bom, O Mau E O Vilão é o verdadeiro filme de acção - épico, emotivo, impiedoso, perigoso. Os planos fechados e os close-ups de Leone revelam uma habilidade nata só possível aos predestinados. A tríade de actores encarna uma das mais fabulosas equipas do cinema, com aquela decadência cativante de um Jack Sparrow, mas com uma confiança inquebrável de um James Bond, aliada ao estilo apaixonante do Mariachi de Antonio Banderas. Aqueles três actores são três das personagens mais cools do cinema de acção de sempre.
O trio parte numa jornada épica em busca do ouro. São três personagens heróicas, mas no sentido oposto da palavra - são três anti-heróis num filme heróico. E como em todos grandes filmes de acção, a jornada torna-se uma verdadeira epopeia - como se torna a vingança de Beatrix Kiddo ou a missão de Benjamim Willard. Aliás, a cena em que Eastwood e Wallach acabam por participar activamente na Guerra Civil, ajudando o capitão Wallace (Mario Brega) faz lembrar a escala de Martin Sheen com o coronel Kilgore, de Apocalypse Now.

Quentin Tarantino disse uma vez, aceca do seu Kill Bill (que sem dúvida, é uma das vítimas do espólio de Sergio Leone), que se é para fazer um filme de acção, há que fazer o melhor. Sergio Leone seguiu sempre essa directriz; e este O Bom, O Mau E O Vilão é um dos grandes épicos de acção da história do cinema.
Um filme obrigatório para qualquer cinéfilo inveterado, para qualquer apreciador de cinema, ou para qualquer fanático de filmes de acçao. Um filme obrigatório para qualquer pessoa. Para ver e rever uma segunda, uma terceira e uma quarta vez. Só assim o consigo entender.
Estava na dúvida se deveria atribuir-lhe o Royale With Cheese. Mas depois deste texto, tinha outra hipótese?

Posted by: dermot @ 7:10 da tarde
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BUFFALO '66:

Título: Buffalo '66
Realizador: Vincent Gallo
Ano: 1998


Vincent Gallo é o homem dos sete ofícios e provou-a na sua estreia como realizador neste Buffalo '66 - escreveu, realizou, editou, participou e até foi responsável por alguma da banda-sonora do filme.
Se no seu segundo filme, The Brown Bunny, a crítica foi arrasadora, nesta sua estreia como realizador, a crítica não podia ter sido o mais antónima possível, visto que os elogios se sobrepuseram. No entanto, as diferenças entre ambos não são muitas.
Com efeito, em The Brown Bunny, Gallo volta a encarnar o seu estilo próprio de um género de rebelde-James Dean, meio derrotado, meio narcisista, que embarca em mais uma viagem exploratória de exorcismo de fantasmas e de carpir de mágoas. No entanto, se em The Brown Bunny essa viagem era literal e real, em Buffalo '66 tudo é metfórico e sensorial. Mas os mesmo fantasmas pairam sobre ambos os filmes.

Vincent Gallo é Billy, um ex-presediário, que após cinco anos na prisão acaba por raptar uma rapariga, Layla (Christina Ricci), obrigando-a a fazer passar-se por sua mulher, enquanto visitam os seus pais, Jan (Anjelica Huston) e Jimmy (Ben Gazzara). A partir daí todos os rumos da sua vida se tornam imprevisíveis.

É uma opinião muito pessoal, mas Vincent Gallo é deveras irritante (já em The Brown Bunny o era, mas não se notava tanto, devido ao carácter quase mudo do filme). E o filme torna-se irritante com as suas atitudes. E sendo ele um cretino, é incompreensível que alguém consiga simpatizar instantaneamente com ele, como acontece com Layla. E muito menos credível isso é, quando esse alguém tem a cara angelical de Christina Ricci.
Quanto a Christina Ricci, que se estreou aqui no seu primeiro grande papel, está igual a si mesmo - com aquele ar de sonsa e ao mesmo tempo, de ingénua, sempre angelical, mas capaz de se impôr nos momentos precisos. Um papel muito à semelhança do seu recente Monstro.
Pode-se dizer, que Ricci conhece a verdadeira Família Addams quando conhece os pais de Gallo e não quando encarnou o papel de Wednesday Addams, no filme de 1991. De facto, Anjelica Huston e Ben Gazzara estão fenomenais, naquela família altamente disfuncional. Talvez disfuncional demais.
E depois ainda há Mickey Rourke, em mais um papel de luxo, encarnando um mafioso corrector de apostas. Sou um fã de Rourke enquanto vilão decadente à filme de série B e em Buffalo '66, Rourke está muito bem, muito melhor que a sua última aparição em Era Uma Vez No México.

Buffalo '66 é um filme independente e experimental. Gallo tem bastantes planos interessantes, alguns menos interessantes e até alguns francamente maus, que não resultam. Mas é um filme muito agradável visualmente. E a banda-sonora é igualmente de realce. Mas como já é hábito, Gallo joga com o quotidiano sensorial da decadência da vida, mas extremamente exagerado. O filme dá uma sensação geral de excertos fragmentados independentes; tem certas partes que não se relacionam mesmo.
Vincent Gallo perde-se em fantasmas surreais, em pormenores desnecessários e em alguns diálogos menos conseguidos, que a sua interpretação irritante (opinião pessoal, eu sei) não ajuda nada - se Gallo conseguisse mostrar, por exemplo, a mesma paixão pelo bowling como que o desprezo que mostra por Christina Ricci, tinha aqui uma interpretação fantástica.
Mas no entanto, vê-se muito melhor que o seu sucessor, The Brown Bunny.

Se The Brown Bunny não tivesse todo aquele carácter pesado de road-movie, todas aquelas atitudes estéticas meramente fotográficas e momentos de solidão cinematográfica total, tinha recebido os mesmos elogios que Buffalo '66, que apesar de tudo, tem menos potencialidades argumentativas que o seu sucessor.
Mas a generalidade assim não o entendeu. E o Mchicken é só porque este Buffalo '66 se vê muito melhor que o segundo.

Posted by: dermot @ 12:39 da manhã
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sexta-feira, julho 16, 2004  

SONNY:

Título: Sonny
Realizador: Nicolas Cage
Ano: 2002


Sonny marca a estreia de Nicolas Cage como realizador. E não se pode deixar de notar no final do filme, a influência de Cage e da sua maneira de representar, no desempenho de James Franco.
O filme (e basta olhar para o cartaz) faz lembrar desde o primeiro instante, o nome de Nicholas Ray, de James Dean (que o próprio Franco já encarnou na televisão) e de Rebelde Sem Causa. No entanto, nem Cage é Ray, nem Franco é Dean.

Sonny é um filme acerca de Sonny Phillips (James Franco), um jovem que decide depois de regressar a casa, após três anos na tropa, romper com a sua vida anterior, a de chulo e prostituto. Para isso, vai ter de ir contra os desejos da sua mãe, Jewel (Brenda Blethyn), que tinha novos planos para o filho e para Carol (Mena Suvari), a sua nova rapariga.
Sonny tenta assim desatar os nós que a vida deu, acabando por ficar ainda mais atado, devido aos nós demasiado apertados. Não é fácil mudar a vida que temos...

É uma história não muito original, já muito explorada anteriormente, mas com o pormenor de ser o oposto do tradicional; ou seja, a figura central da trama é masculina. Cage acabava assim por ter um ponto que podia ser interessante no desenvolvimento dessa sua primeira experiência atrás das câmaras. E a verdade é que não a conseguiu explorar.

Sonny é um filme deveras insonso. Passa o tempo a tentar despertar sentimentos, que nunca consegue acertar. A banda-sonora, que no cenário da década de 80 poderia tornar-se importante, também falha retundamente, com raras excepções. E a própria Mena Suvari, que apesar de já ter dado boas provas acerca do seu talento (recordemos Beleza Americana), acaba por não triunfar, não encaixando no papel que vestiu. James Franco é então o elo mais forte deste filme; com uma atitude em muito semelhante à do rebelde sem causa Dean, Franco consegue um desempenho agradável, apesar de escorregar em determinados momentos; no entanto, é uma actuação muito positiva.

Não se pode dizer então que Nicolas Cage se tenha estreado da melhor maneira na realização - antes pelo contrário até. Cage arriscou filmar um filme que ameaçava resvalar para a mediania a qualquer momento, o que acabou por acontecer. Sonny apenas funciona numa cena em todo o filme (durante a cena em Sonny e Carol têm um trabalho a quatro), o que é muito pouco. E depois tem um final bom, que tenta redimir o filme, mas que aparece tarde demais: tudo é muito inverosímel, o que acaba por tornar o fim nada credível (e é aqui que aparece Nicolas Cage no papel do repugnante Acid Yellow, um papel bem ao seu jeito, na melhor parte de todo o filme).

Pode-se dizer que Sonny falhou. É apenas o primeiro filme de Cage no papel de realizador, esperemos que tenha sido apenas um mau começo, um passo em falso. E que este Double Cheeseburger não queira dizer nada.

Posted by: dermot @ 11:53 da tarde
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quinta-feira, julho 15, 2004  

CYPHER:

Título: Cypher
Realizador: Vincenzo Natali
Ano: 2002


Cypher é uma pequena pérola cinematográfica que se arrisca a passar despercebida entre nós, afundada entre as inúmeras estreias de qualidade duvidosa a que assistimos semanalmente. Premiado no Fantasporto (o responsável pela estreia do filme em Portugal), apesar da discrepância de dois anos, pode-se suspirar e dizer que antes tarde, do que nunca.
Com efeito, Cypher é um fantástico thriller, que vem na vaga pós-Matrix de ficção-científica hi-tech. No entanto, Vincenzo Natali (que se tinha estreado com o fabuloso Cubo) não é um simples realizador de ficção-científica. Com uma notória influência do trabalho de Alex Proyas (autor de Cidade Obscura ou O Corvo), com o uso sistemático da geometria, Natali realizou este thriller de espionagem futurista com resquícios do film noir dos anos 50, que resultou numa combinação epxlosiva - como que se de uma fusão entre Alfred Hitchcock e David Cronenberg se tratasse.

Jeremy Northam tem um desempenho notável no papel do desencantado Morgan Sullivan, que depois de se empregar num novo trabalho, se vê embrenhado numa teia assombrosa de espionagem entre companhias de alta tecnologia. Jeremy Norhtam transfigura-se durante o filme: o Jeremy Northon que começa o filme como o desiludido e deprimido Morgan Sullivan, termina o filme como um perfeito exemplar de James Bond, encantado com a vida de espião com que se vê a braços e com a sua bond-girl-mulher fatal, Lucy Liu - é um pouco à semelhança do que acontece com Kevin Spacey, quando o vemos metamorfosear-se diante os nossos olhos em Beleza Americana.

Cypher é uma intriga fantástica, com uma trama complexa e coerente, que salta constantemente, deixando-nos à volta, até ao climax final à boa maneira de Clube De Combate. O filme inicia-se sob o cenário de um filme de espionagem, mas a certa altura entra no cenário minimalista da ficção científica que Natali já tinha experimentado com sucesso em Cubo. Finalmente, volta a transfigurar-se no fim, talvez num anacronismo mal medido, que transfigura o filme - na minha opinião, o pior do filme.

Todos os filmes deviam ser assim. Simples, directos, visualmente apelativos, um enredo misterioso e um final explosivo. Excluía-se era o fim à maneira de O Caso Thomas Crown.
Porque o amor não tem que ser a explicação para todas as histórias, o meu veridito final é um Le Big Mac. E Vincenzo Natali começa a tornar-se um nome a ter em conta.

Posted by: dermot @ 7:50 da tarde
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quarta-feira, julho 14, 2004  

O MACACO DE FERRO:

Título: Siunin Wong Fei-hung Tsi Titmalau
Realizador: Woo-ping Yuen
Ano: 1993


Visto ser um quase total desconhecedor do cinema oriental de artes marciais, congratulei-me bastante quando soube ter a hipótese de visionar este O Macaco De Ferro. Com efeito, este foi um dos filmes referenciados por Quentin Tarantino como um dos seus preferidos e principal influência sobre o seu Kill Bill - logo, uma óptima referência para começar.

É verdade que não sou grande conhecedor do cinema de Hong Kong, um facto quase geral (penso eu) nos cinéfilos europeus. Tudo porque o cinema oriental não tem por estes lados grande projecção. Além de algumas excepções, como o genial O Tigre E O Dragão, ou o recém-estreado O Guerreiro, apenas nos são dado a conhecer actores como Jackie Chan ou Jet Li, que as produtoras numa tentativa de ocidentalizar os actores orientais, acabam por tornar qualquer movimento de arte marcial num malabarismo circernse. Como tal, é preciso estar dentro da cultura oriental, para entender a essência de tais filmes.

O Macaco De Ferro é a história de um vingador mascarado, que rouba aos ricos para dar aos pobres. Macaco de Ferro é o alter-ego de um respeitável médico (Rongguang Yu), que de noite tenta praticar a sua justiça numa pequena vila em Hong Kong. Adorado pela população e perseguido pelas autoridades, encabeçada pelo delegado Fox (Shun-Yee Yuen), Macaco de Ferro vai se ver a braços com outro mestre shaolin, que chegado à cidade é encabeçado de capturar o vingador mascarado - no entanto, é o eu filho, o jovem Wong Fei-Hung (Sze-Man Tsang) que se torna a figura do filme, como sucessor dos dois mestres rebeldes shaolins.
É a adaptação de Robin Dos Bosques para o oriente contemporâneo.

O Macaco de Ferro é um filme genial dentro do seu estilo. Um filme que retrata toda a cultura oriental, a sua especificação e as diferenças culturais que a tornam numa cultura tão diferente da ocidental (aqui recomenda-se a leitura de um exclente ensaio sobre estas diferenças, intitulado O Elogio Da Sombra, pelo japonês Junichiro Tanazaki), com todas as características do tradicional filme de artes marciais oriental: lutas épicas de coreografias fabulosas entre mestres shaolins, com saltos gigantescos ajudados por muitos cabos, a imagem acelarada em jeito de tornar as batalhas ainda mais rápidas, golpes especiais com nomes estranhos e muita ética oriental.
Este filme tem vantagem sobre outros principalmente em dois pontos: primeiro, no humor - pérolas geniais, à boa maneira de um Charlot ou de um Buster Keaton, contrastando com a depravação moral típica dos desenhos-animados manga; e segundo, as fantásticas coreografias - em que as batalhas são verdadeiros bailados, visualmente cativantes, em que ao fim dos primeiros cinco minutos, nos esquecemos dos cabos e dos saltos impossíveis e ficamos totalmente arrebatados. A batalha final é verdadeiramente inesquecível: um confronto épica entre três mestres shaolins sobre estacas de madeira.

Comparando este filme com uma das poucas referências gerais que é o caso de O Tigre E O Dragão, podemos fazer uma simbologia em que, enquanto O Tigre E O Dragão é como conduzir um Rolls Royce, elegante, confortável e seguro, O Macaco De Ferro é como conduzir um Porsche, rápido, excitante e perigoso.

O Macaco de Ferro é sem dúvida uma excelente inicialização ao cinema oriental. E já me tornei fã do herói mascarado, Macaco de Ferro. Altamente recomendado para quem gosta de filmes de acção; para todos os outros, fiquem longe do filme, irão detesta-lo. Um McRoyal Deluxe apenas, de forma a não tornar muito altas as expectativas.

Posted by: dermot @ 9:43 da manhã
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terça-feira, julho 13, 2004  

O DESPERTAR DA MENTE:

Título: Eternal Sunshine Of The Spotless Mind
Realizador: Michael Gondry
Ano: 2004


No texto anterior, referi que se o rock n' roll pudesse ser transformado em filme, o resultado seria o Quase Famosos. Agora, posso afirmar que, se o amor pudesse ser transformado num filme, esse filme seria O Despertar Da Mente.
Com efeito, O Despertar Da Mente é talvez a mais bela e completa história de amor do cinema; não só dos lados positivos, mas também dos negativos que uma relação comporta - não só o paraíso, mas também o inferno do amor. E depois porque não é a habitual história de amor, lamechas e romântica - é um desabafo de amor, instantâneo e previsível, quase como uma reacção química. E por último comporta a mais alta essência do amor: o amor verdadeiro é invencível e não pode ser barrado.

Joel Barish (Jim Carrey) é um jovem introvertido que decide apagar da sua mente, todas as recordações acerca de Clementine Kruczynski (Kate Winslet), através de um inovador método científico, depois da relação de ambos ter estoirado os últimos cartuchos. Pelo menos aparentemente, porque o processo afinal não vai ser assim tão fácil - porque o verdadeiro amor não pode ser apagado.
O que parecia ser um simples começar de novo, à boa maneira de Vanilla Sky, torna-se numa batalha feroz contra o esquecimento, numa tentativa desesperada de salvar as mais preciosas recordações.

Aqui entra em acção o brilhantismo de Michael Gondry e Charlie Kaufman. Kaufman é sem dúvida o mais talentoso e original argumentista da actualidade (Queres Ser John Malkovich e Inadaptado são prova disso) e este O Despertar Da Mente é o seu melhor argumento até agora, o mais completo e coerente. E a dupla com Gondry volta a funcionar na perfeição, com este a ilustrar a história de Kaufman (porque este é um filme de argumentista, acima de tudo) de forma brilhante, presenteando-nos com cenas verdadeiramente memoráveis e apaixonantes.
Oportunidade ainda para referir os actores. Jim Carrey afinal sabe mesmo representar (já tinha dado provas disso em Homem Na Lua ou Truman Show), basta apenas afastar-se do overacting de papéis como em O Melga ou Mentiroso Compulsivo; e Kate Winslet, apesar das más línguas, também é uma boa actriz, como é prova o bom desempenho no papel da aluada e imprevisível Clementine.

O Despertar Da Mente é assim um hino ao amor. É certo que um pouco demente e rebuscado, mas não nos podemos esquecer que saiu da mente de Charlie Kaufman.
É que no fundo está lá tudo - o amor é uma das premissas supremas da vida e o amor verdadeiro não pode ser apagado ou evitado, que contorna o destino, qual efeito O Feitiço Do Tempo. E Kaufman faz questão de mostrar que esta história não é um caso excepcional, presenteando-nos com outras histórias paralelas secundárias: o semelhante caso amoroso entre Kirsten Dunst e Tom Wilkinson, ou a tentativa de alimentar um amor falso, como o caso de Eliajah Wood com Kate Winslet, à semelhança do que Bill Murray tentou fazer numa primeira instância, no outro clássico amoroso, O Feitiço Do Tempo.

É sem dúvida uma história já muitas vezes contada.
Mas pela primeira vez é contada desta forma.
E é um Royale With Cheese.

Posted by: dermot @ 10:40 da manhã
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sexta-feira, julho 09, 2004  

QUASE FAMOSOS:

Título: Almost Famous
Realizador: Cameron Crowe
Ano: 2000


Quase Famosos é o rock n' roll transformado em filme. Aliás, se se pudesse pegar na essência do rock n' roll e a transformassemos em cinema, o resultado seria o Quase Famosos.
Tudo neste filme roda à volta do rock. Por isso peço já desculpa pela repetição abusiva da palavra rock n' roll que vai acontecer nas linhas posteriores desta crítica.

Cameron Crowe provou com Quase Famosos todo o seu potencial como um dos grandes realizadores contemporâneos. Recuando ao tempo em que era jornalista da Rolling Stone, Crowe baseou-se na digressão que fez ao lado dos Allman Brothers para escrever e realizar esta obra prima.

O estreante Patrick Fugit encarna o papel do jovem William Miller, um adolescente que consegue ganhar o privilégio de escrever um artigo para a revista Rolling Stone sobre a banda Stillwater, partindo com ela em digressão. Miller vai presenciar todo o mundo por detrás do espectáculo da música, desde as groupies até às drogas, a música e as discussões.

Quase Famosos é um tributo ao rock n' roll. Pode-se definir o filme em três palavras sucintas, tal como se pode fazer com a própria música: sexo, drogas e rock n' roll! O filme são todas estas palavras elevadas ao expoente máximo da sua expressão. O sexo desenfreado, as orgias, as groupies, as drogas, os ácidos, o álcool, a música, as discussões, o amor... Basicamente, a rebeldia e a liberdade. Tudo isto sob o olhar atento de um jovem ingénuo de quinze anos, que transforma tudo isto em algo ainda mais perfeito e persuativo.
O filme emana todo aquele revivalismo do final dos anos 60 e início dos 70, fazendo-nos roer de inveja por termos nascido umas gerações depois.
E depois há um nome - Kate Hudson! A jovem actriz brilha em todas as cenas. Se o rock n' roll fosse uma mulher, então seria a Kate Hudson.

Quase Famosos é a amálgama do psicadelismo dos Pink Floyd, do primitivismo dos Black Sabbath, das alucinações dos The Doors, da liberdade dos Led Zeppelin, da rebeldia dos The Rolling Stones.... Quase Famosos é rock n' roll! E só depois disso é que é um filme. Aliás, quando chega à parte de ser um filme, por vezes patina. Mas a essência não era isso; e por isso, fica em segundo lugar.

Para todos aqueles amantes da música e do rock n' roll em especial, e do mundo alternativo que este tipo de música encerra, Quase Famosos é um altar. Enquanto filme, não é assim tão fenomenal. Mas como já foi dito, Quase Famosos não é um "filme". É rock n' roll! E se o rock n' roll pudesse ser equiparado a um menu do McDonald's, o equivalente seria sem dúvida um Royale With Cheese.

Posted by: dermot @ 2:26 da tarde
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quinta-feira, julho 08, 2004  

FUGA PARA A VITÓRIA:

Título: Victory
Realizador: John Huston
Ano: 1981


Depois de passada a recente euforia generalizada à volta do futebol, devido ao Europeu 2004, que tantas alegrias e tristezas nos trouxe, decidi rever esta pérola acerca do desporto-rei.
Fuga Para A Vitória é filme misto, pode-se dizer; metade dele é sobre o futebol e a outra metade é um filme sobre a Segunda Guerra Mundial, mais concretamente, acerca de um campo de prisioneiros e as suas tentativas de fuga.

A temática futebolística nunca foi uma boa escolha para o cinema e na minha opinião, ainda está para vir o primeiro bom filme sobre o futebol. No entanto, em Fuga Para A Vitória há demasiadas coisas que o tornam obrigatório, mesmo que o filme não seja nenhum portento cinematográfico.
Com efeito, John Huston dirigiu um elenco formidável: Michael Caine, cujo seu brilho de estrela acaba sempre por cintilar, mesmo durante as más prestações; Sylvester Stallone (é bom vê-lo longe dos papéis à Rambo e mais próximo dos papéis à semelhança do primeiro Rocky - é quiçá, o filme em que Stallone tem mais diálogos); Max von Sydow; e uma panóplia de antigas glórias do futebol, entre elas Bobby Moore e claro, Pelé, que trasnformam o filme num dos mais realistas na temática futebolística.

O filme tem como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial. Durante uma visita a um campo de prisioneiros, o major alemão Karl von Steiner (Max von Sydow), um apaixonado por futebol, descobre o ex-jogador inglês, o capitão John Colby (Michael Caine), desafiando-o para treinar uma partida entre Alemães e Aliados, em Paris.
Entre os recrutados da parte dos Aliados estão grandes lendas do futebol (Pelé incluído) e um americano chamado Robert Hatch (Sylvester Stallone), que é talvez a maior surpresa do filme, no papel do guarda-redes americano desajeitado que ele mesmo o é, ao contrário de Caine que tenta mostrar que sabe jogar à bola, quando na verdade não o sabe.
A Resistência Francesa providencia logo uma evasão do estádio, mas as consequências do desafio vão culminar no desenrolar do frenético jogo, que tem o seu climax no famoso pontapé de bicicleta de Pelé.

O filme é então uma mistura entre A Grande Evasão e o futebol; de um lado tem um fraquinho desenvolvimento histórico (se não tivessemos visto filmes da época, como O Pianista ou A Lista De Schindler, ficavamos com a ideia que a Alemanha nazi era uma ditadura justa e os campos de concentração eram acolhedores sítios para se viver, respeitando a Convenção de Genebra), cheio dos clichets da Segunda Guerra Mundial. E do outro lado tem o futebol, na expressão máxima da sua essência, enquanto arte suprema que move massas, une laços de igualdade e fraternidade e enquanto meio de resolver os conflitos.

John Huston tentou assim filmar um épico, uma história de grande valor moral e humanista, baseado em alguns factos verídicos. Esteve longe do sucesso; mas não deixa de ser um dos melhores (quiçá o melhor) filmes acerca do desporto-rei, com um elenco de grandes nomes e uma boa banda-sonora, que merece ser revisto de tempos a tempos. Ah, e a capa é bastante boa!
A prova de que os McChickens também podem ser clássicos à sua maneira.

Posted by: dermot @ 2:19 da tarde
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terça-feira, julho 06, 2004  

GOOD BYE, LENIN!

Título: Good Bye, Lenin!
Realizador: Wolfgang Becker
Ano: 2003


O êxito inesperado deste filme, fez-me ir vê-lo com elevadas expectativas. De facto, por uma qualquer razão, desde o início que associei este Good Bye Lenin! a O Fabulo Destino de Amélia; talvez por terem sido dois filmes europeus, que atingiram um elevado sucesso contra as expectativas.
Por isso, após abandonar a sala, não pude deixar de ficar contente: primeiro, porque as expectativas não foram defraudadas. E depois, porque as semelhanças com O Fabulo Destino De Amélie existem mesmo.

Comecemos por aqui. De facto, as semelhenças entre o filme de Jeunet e este de Wolfgang Becker não se ficam pela banda-sonora do genial Yann Tiersen. Ambos são comédias geniais, frescas e modernas, duas fábulas extremamente bem contadas, sem nunca deixarem de ser originais. E claro que para tudo isto, a banda-sonora do magistral Yann Tiersen muito contribui.

Quanto ao filme em si, conta a história de Alex Kerner (Daniel Brühl), um jovem nascido na Alemanha socialista de Lenine, do lado oriental do muro. A sua mãe, Christiane Kerner (Katrin Saß) uma activa socialista política após o abandono do pai para o lado ocidental do muro, tem um colpaso cardíaco e fica num estado comoso durante oito meses. Nesses curtos oito meses, o mundo alemão transfigura-se: o muro cai, a Alemanha é reunificada e Berlim soçobre ao capitalismo e ao ocidente. Quando Christiane acorda, o seu estado de saúde frágil não lhe permite outro choque. É então que Alex, a sua irmã e os seus amigos
entram em acção - providenciar que no quarto da sua mãe, o socialismo não tenha morrido.

Acima de tudo, Good Bye, Lenin! é uma comédia saudável, com momentos verdadeiramente hilariantes. Todo o esforço que Alex Kerner faz para manter a Alemanha socialista bem viva naquele quarto é genial.
Consequentemente, acaba por ter um conteúdo político. No entanto não se pode afirmar que seja um filme político, a favor ou contra o comunismo. Apenas conta a história sobre o ponto de vista da família Kerner, que têem as suas opiniões e visões e que, devido às ocasionalidades do destino, o jovem Alex se vê a braços de dar uma nova oportunidade ao socialismo, acabado de derrubar.

O filme tem vários momentos altos. Ronda pelos momentos humorísticos geniais, tem cenas verdadeiramente inesquecíveis (como quando Christiane sai à rua pela primeira vez depois do ataque cardíaco e é confrontada com a estátua do líder Lenine) e claro, acaba por roçar os contornos dramáticos, sem nunca chegar a ser lamechas. Vale ainda pela fantástica banda-sonora (nunca é demais lembrar) e é mais um grande exemplo do bom estado saúde que o cinema europeu goza, nomeadamente a comédia (daí as inúmeras comparações a O Fabuloso Destino De Amélie).

É uma difícil questão, a de dar nota a este filme, visto que Good Bye, Lenin! era um daqueles filmes que ficava bem entre o McRoyal Deluxe e o Le Big Mac. Mas como aqui não há meios termos, desta vez decidi quedar-me pelo termo mais alto. Porque hoje em dia, são cada vez mais difíceis as comédias verdadeiramente divertidas.

Posted by: dermot @ 12:01 da tarde
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sábado, julho 03, 2004  

OS SONHADORES:

Título: The Dreamers
Realizador: Bernardo Bertolucci
Ano: 2003


Bernardo Bertolucci foi sem dúvida um dos realizadores que melhor se adaptou na evolução do cinema das últimas décadas. E trinta anos depois, voltou à ribalta, com um novo filme polémico - Os Sonhadores. Rebelde e sem tabús.
Apesar de algumas favoráveis, são muitas as críticas negativas que têm atacado o filme, chegando-o mesmo a classificar de O Último Tango Em Paris, versão adolescente. Mas não é isso; é antes o primeiro tango em Paris.
É verdade que Bertolucci pode ser paradoxal, quando se contradiz nos seus ideais morais e políticos, ao glorificar a Primavera de 68 e depois acabar por passar a noite no hotel mais caro da cidade. Mas Os Sonhadores não é só a utopia da revolução francesa de 68.

O filme gira à volta de três jovens: os irmãos gémeos franceses Theo (Louis Garrel) e Isabelle (Eva Green) e o americano Matthew (Michael Pitt). Este último é um estudante universitário em França, que depois de descobrir os interesses em comum que partilhava com o casal de irmãos, acaba por ir passar um mês à casa destes, visto os pais terem partido de férias.
A partir daqui, tudo se modifica - sexo, drogas e rock n' roll. Não na verdadeira ascensão da expressão, mas sob uma roupagem nova, de rebeldia, liberdade e sobretudo, política.

Os três formam uma trindade, criando as próprias regras, na iniciação sexual, nos ideais políticos e morais; uma trindade que não pode ser desfeita e que quando rachada, acabará por se destruir.
Os Sonhadores é também uma enorme metáfora; a liberdade gritada a plenos pulmões, vivida pelas regras de três jovens à deriva no mesmo apartamento, qual navio no meio do oceano, enquanto que paralelamente, a vida política revolucionária de 68 se vai desenrolando na rua, exposta em fragmentos dispersos, como que transmitida num segundo canal, enquanto vemos o filme.

Sim, porque Os Sonhadores nao é sobre sexo. É mais que isso.
E depois há Bertolucci. Tudo é filmado de forma magistral, com grande pormenor, a luz é tratada de forma magnífica, nos jogos de luz e sombra; há o saudosismo e a nostalgia dos anos 60; e as referências cinéfilas, desde Nicholas Ray até Fred Astaire.

A primeira parte do filme é verdadeiramente avassaladora. Arrebata-nos desde o primeiro minutos, fazendo-nos querer ter vivido naquela época; fazendo-nos desejar querer ser um artista, um rebelde, um revolucionário. E depois há banda-sonora, de grande qualidade, sempre nos momentos certos e com a intensidade correcta. E uma estreante Eva Green, o esteriótipo da mulher francesa, que nos faz desejar termos nascido franceses.
No entanto, depois o filme decai. Não desastrosamente, mas não consegue aguentar o ritmo alucinante que impôs desde início; porque também depois modifica-se. E depois há o sexo explícito - que continuo a abominar no cinema; considero que não se justifica em caso algum.

Bertolucci voltou assim aos grandes filmes. Numa amálgama de convenções socio-político-morais, o realizador filma uma obra obrigatória de revivalismo e de influências.
O que começa por ser um McRoyal Deluxe acaba por vir a perder sabor; mas consegue-se aguentar no Le Big Mac.

Posted by: dermot @ 11:12 da tarde
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sexta-feira, julho 02, 2004  

CERTIDÃO DE ÓBITO:

Faleceu esta madrugada o actor Marlon Brando. Um dos grandes nomes de sempre da sétima arte, abandonou-nos para se juntar à grande constelação de estrelas que compõem o paraíso dos grandes mestres do cinema.
Uma grande perda para todos nós, em especial aos amantes do cinema, mas que ficará para sempre imortalizado pelas suas grandes obras.


1924-2004

TOP 5:

Para marcar esta data, enunciamos agora aqui o TOP 5 DOS FILMES DE MARLON BRANDO, como homenagem ao grande actor:

Menção Honrosa - Don Juan deMarco (de Jeremy Leven - 1995)
5º lugar - Julius Caesar (de Joseph L. Mankiewicz - 1953)
4º lugar - Um Eléctrico Chamado Desejo (de Elia Kazan - 1951)
3º lugar - Último Tango Em Paris (de Bernardo Bertolucci - 1972)
2º lugar - Apocalypse Now (de Francis Ford Copolla - 1979)
1º lugar - O Padrinho (de Francis Ford Coppola - 1972)

Posted by: dermot @ 6:30 da tarde
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O FEITIÇO DO TEMPO:

Título: Groundhog Day
Realizador: Harold Ramis
Ano: 1993


O Feitiço Do Tempo é uma pérola muitas vezes esquecida e por vezes injustiçada. Injustiçada como o era Bill Murray, tudo devido à sua participação em filmes menores; o que o seu desempenho em Lost In Translation - O Amor É Um Lugar Estranho veio acabar, por convencer os mais cépticos de que Bill Murray é um grande actor e um dos grandes nomes da comédia. Aliás, há uma grande semelhança entre os papéis de Muuray neste O Feitiço do Tempo e no filme de Sofia Coppola.

Bill Murray interpreta o papel de Phil Connors, o rosto da metereologia de Pittsburgh, egocêntrico e arrogante, que vai fazer a cobertura do Dia Da Marmota, numa pequena vila - para quem não sabe, o Dia Da Marmota é uma pequena festa popular ao jeito das nossas marchas populares, mas pior.
Phil Connors parte assim acompanhado com o câmara Larry (Chris Elliott) e a editora Rita (Andie MacDowell), por quem tem uma paixão secreta; e o que parecia ser um simples dia "rodeado de pacóvios", acaba por se tornar num pesadelo em fim, visto que Phil Connors fica retido no lugarejo, devido a um nevão e preso no tempo, repetindo vezes sem conta aquele Dia Da Marmota.

A repetição interminável desse dia faz Phil passar por vários estados: de início aproveita para poder fazer o que quer, visto não ter preocupações com as terríveis consequências; depois, aproveita para tentar conquistar Rita, a sua paixão secreta, descobrindo dia-a-dia todos os seus pormenores; e por fim, torna-se deprimido, tentando o suicídio vezes sem conta. Só uma nova tomada de consciência, lhe permite tornar-se um homem melhor e escapar aquele pesadelo.

O Feitiço Do Tempo é uma das melhores comédias de sempre, uma jóia envolta em contornos de filme de domingo à tarde - uma comédia romântica, onde Bill Murray e Andie MacDowell partilham uma química especial; e uma comédia com momentos geniais, muito graças ao génio do actor de Caça-Fantasmas.
Um filme com uma mensagem forte, de consolidação pessoal e de fortes princípios morais, que tem tudo para se tornar um clássico daqui a poucos anos; um verdadeiro conto para toda a família, quase um conto de Natal (e muitas são as semelhanças) à imagem do clássico de Mark Twain.

Divertido, comovente, entertido e romântico, O Feitiço Do Tempo é uma verdadeira comédia no sentido máximo da palavra, para toda a família, miúdos e graúdos. Um clássico que como todos os clássicos nunca pode merecer menos que um McRoyal Deluxe.

Posted by: dermot @ 5:43 da tarde
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COTAÇÃO:
10 - Royale With Cheese
9 - Le Big Mac
8 - McRoyal Deluxe
7 - McBacon
6 - McChicken
5 - Double Cheeseburger
4 - Cheeseburger
3 - Caixinha de 500 paus (Happy Meal)
2 - Hamburga de Choco
1 - Pão com Manteiga

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- Aberto Até De Madrugada
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- Assalto À Esquadra 13 (2005)
- Assalto Ao Santa Maria
- Assassinos Natos
- Ata-me
- Até Ao Inferno
- Até Ao Limite Do Terror
- Atraídos Pelo Crime
- Através Da Noite
- Attack Of The 50 Foot Woman
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- Austrália
- Autocarro 174
- Avatar
- Aviva, Meu Amor
- Aztec Rex
- Azul Metálico

- Babel
- Backbeat, Geração Inquieta
- Balas E Bolinhos - O Regresso
- Balbúrdia No Oeste
- Bando À Parte
- Baraka
- Barbarella
- Barreira Invisí­vel
- Batman
- Batman Regressa
- Batman - O Início
- Be Cool
- Beijing Bastards
- Belleville Rendez-Vouz
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- Bem-vindo Ao Norte
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- Black Sheep
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- Che - Guerrilha
- Che - O Argentino
- Chemical Wedding
- Chéri
- Chinatown
- Chocolate
- Choke - Asfixia
- Chovem Almôndegas
- Christine - O Carro Assassino
- Cidade Fria
- Cinco Dias, Cinco Noites
- Cinema Paraíso
- Cinerama
- Cisne Negro
- Clube De Combate
- Coco Avant Chanel
- Coisa Ruim
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- Colete De Forças
- Colisão
- Com Outra? Nem Morta!
- Comboios Rigorosamente Vigiados
- Comer Orar Amar
- Complexo - Universo Paralelo
- Conan, O Bárbaro
- Contrato
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- Controle
- Coração De Cavaleiro
- Coração De Gelo
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- Corações De Aço
- Coragem De Mãe: Confrontando O Autismo
- Corre Lola Corre
- Correio De Risco
- Correio De Risco 3
- Corrida Contra O Futuro
- Corrupção
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- Crank - Veneno No Sangue
- Crank - Alta Voltagem
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- Crime Ferpeito
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- Cristóvão Colombo - O Enigma
- Crónica Dos Bons Malandros
- Crueldade Intolerável
- Cubo
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- Cyrano de Bergerac (1950)

- Daisy Town
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- Danny The Dog - Força Destruidora
- Daqui P'ra Frente
- Dark City - Cidade Misteriosa
- De Cabeça Para Baixo
- De Homem Para Homem
- De Olhos Abertos
- De Olhos Bem Fechados
- De Sepultura Em Sepultura
- De Tanto Bater O Meu Coração Parou
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- Death Race 2000
- Deixa-me Entrar
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- Demolidor - O Homem Sem Medo
- Dentro Da Garganta Funda
- Depois Do Casamento
- Destruir Depois De Ler
- Diamante De Sangue
- Diário Dos Mortos
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- Dias De Futebol
- Dick E Jane - Ladrões Sem Jeito
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- Die Hard 4.0 - Viver Ou Morrer
- Die You Zombie Bastards!
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- Don Juan DeMarco
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- Doom - Sobrevivência
- Doomsday - Juízo Final
- Dorian Gray
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- Drácula 2001
- Drácula De Bram Stoker
- Drive - Risco Duplo
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- Duas Mulheres

- É Na Terra Não É Na Lua
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- Easy Rider
- Eduardo Mãos De Tesoura
- Efeito Borboleta
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- Encarnação Do Demónio
- Encontros Em Nova Iorque
- Encrenca Dupla
- Encurralada
- Ensaio Sobre A Cegueira
- Enterrado Na Areia
- Entre Os Dedos
- Entrevista
- Equilibrium
- Era Uma Vez No México
- Eraserhead - No Céu Tudo É Perfeito
- Escola De Criminosos
- Escolha Mortal
- Esporas De Aço
- Estado De Guerra
- Estamos Vivos
- Este É O Meu Lugar
- Este País Não É Para Velhos
- Estômago
- Estrada Perdida
- Estranhos
- Estrellita
- Eu Amo-te Phillip Morris
- Eu, Peter Sellers
- Eu Sou A Lenda
- Eu Sou Evadido
- Eu, Tu E Todos Os Que Conhecemos
- Everything Must Go
- Evil Dead - A Noite Dos Mortos-Vivos
- Evil Dead 2 - A Morte Chega De Madrugada
- Evil Dead 3 - O Exército Das Trevas
- Ex-Drummer
- Exterminador Implacável 1
- Exterminador Implacável 2 - O Dia Do Julgamento Final
- Exterminador Implacável 3 - Ascensão Das Máquinas
- Exterminador Implacável 4 - A Salvação

- Factory Girl - Quando Edie Conheceu Warhol
- Factotum
- Fados
- Fahrenheit 9/11
- Falso Alarme
- Fando E Lis
- Fantasmas De Marte
- Fargo
- Faster, Pussycat! Kill! Kill!
- Fausto 5.0
- Favores Em Cadeia
- Felicidade
- Feliz Natal
- Férias No Harém
- Festival Rocky De Terror
- Ficheiros Secretos: Quero Acreditar
- Fim De Ano Em Split
- Fim-De-Semana Alucinante
- Final Cut - A Última Memória
- Fish Tank
- Florbela
- Flores Partidas
- Fome
- Footloose - A Música Está Do Teu Lado
- Força Delta
- Forrest Gump
- Freddy Vs. Jason
- Frenético
- Frida
- Frost/Nixon
- Fruto Proibido
- Fuga De Los Angeles
- Fuga Para A Vitória
- Fur - Um Retrato Imaginário De Diane Arbus
- Fúria Cega
- Fúria De Viver
- Fúria Silenciosa

- Gabrielle
- Gainsbourg - Vida Heróica
- Gang Dos Tubarões
- Gangs de Nova Iorque
- Garden State
- Génova
- GI Joe - O Ataque Dos Cobra
- Godzilla
- Goodbye Lenine!
- Gosford Park
- Gothika
- Gran Torino
- Grande Mundo Do Som
- Gremlins
- Grizzly Man
- Gru - O Maldisposto
- Guerra Dos Mundos (2005)
- Guerra Dos Mundos (1953)

- Há Lodo No Cais
- Hairspray
- Half Nelson - Encurralados
- Hard Candy
- Harley Davidson E O Cowboy Do Asfalto
- Harold E Maude
- Harry Brown
- Haverá Sangue
- Hawai Azul
- He-Man - Mestres Do Universo
- Head On - A Esposa Turca
- Heartbreak Hotel
- Hell Ride
- Hellboy
- Hellboy 2: O Exército Dourado
- Helter Skelter - O Caso De Sharon Tate
- Henry E June
- Hereafter - Outra Vida
- Hiena
- História De Duas Irmãs
- História De Um Fotógrafo
- Hobo With A Shotgunbr> - Hollywood Ending
- Homem Aranha
- Homem Aranha 2
- Homem Aranha 3
- Homem De Ferro
- Homem Demolidor
- Homem Em Fúria
- Homens De Negro
- Homens De Negro 2
- Homens Que Matam Cabras Só Com O Olhar
- Hostel
- Hostel 2
- Hot Fuzz - Esquadrão De Província
- Howl - Grito
- Hugo

- I Am Sam - A Força Do Amor
- I Spit On Your Grave
- I'll See You In My Dreams
- Iluminados Pelo Fogo
- I'm Still Here
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- Imitação Da Vida
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- Indiana Jones E O Reino Da Caveira De Cristal
- Indomável
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- Intriga Internacional
- Invictus
- Irmão, Onde Estás?
- It
- It Might Get Loud
- Italian Spiderman

- Jack Ketchum's The Girl Next Door
- Jackass 2
- Jackass 3D
- Jackie Brown
- Jacuzzi - O Desastre Do Tempo
- James Bond - Agente Secreto
- James Bond - Casino Royale
- James Bond - Quantum Of Solace
- Janela Indiscreta (1954)
- Janela Indiscreta (1998)
- Janela Secreta
- JCVD
- Joga Como Beckham
- John Rambo
- Jonestown - The Life And Death Of Peoples Temple
- Jovens Rebeldes - A Verdadeira História
- Julgamento
- Julie E Julia
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- Juventude Tardia

- Kalifórnia
- Kandahar
- Karate Kid
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- Kick Ass - O Novo Super-herói
- Kids - Miúdos
- Kill Bill vol.2
- King Kong (2005)
- Kiss Kiss Bang Bang
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- Kung-Fu-Zão
- Kung Pow - Punhos Loucos

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- La Vie En Rose
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- Lady Snowblood
- Laranja Mecânica
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- Lavado Em Lágrimas
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- Léon, O Profissional
- Lichter
- Lindas Encrencas As Garotas
- Lobos
- Longe Da Terra Queimada
- Lost In Translation - O Amor É Um Lugar Estranho
- Lua De Mel, Lua De Fel
- Lucifer Rising
- Lucky Luke
- Lucky Number Slevin - Há Dias De Azar

- M - Matou!
- Má Educação
- Machete
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- McQuade, O Lobo Solitário
- Meia-Noite Em Paris
- Meio Metro De Pedra
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- Melinda E Melinda
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- Meu Nome É Bruce
- Miami Vice
- Milhões
- Milk
- Millenium 1. Os Homens Que Odeiam As Mulheres
- Million Dollar Baby - Sonhos Vencidos
- Minha Mãe
- Minha Terra
- Misery - Capí­tulo Final
- Missão A Marte
- Missão Impossí­vel 3
- Missão Impossível - Missão Fantasma
- Missão Solar
- Mistérios De Lisboa
- Momentos Agradáveis
- Moneyball - Jogada De Risco
- Monsters - Zona Interdita
- Monstro
- Monty Phyton E O Cálice Sagradi
- Morte Cerebral
- Morte De Um Presidente
- Movimentos Perpétuos
- Mr. E Mrs. Smith
- Mrs. Henderson Presents
- Muito Bem, Obrigado
- Mulholland Drive
- Mundo Fantasma
- Mundos Separados
- Munique
- Murderball - Espírito De Combate
- Murish
- Mutilados
- Mysterious Skin

- Na Cama
- Nacho Libre
- Não Estou Aí
- Napoleon Dynamite
- Nas Costas Do Diabo
- Nas Nuvens
- Needle
- Nico: À Margem Da Lei
- Ninguém Sabe
- Nixon
- No Limite Do Amor
- No Vale De Elah
- Noite De Agosto
- Noite Escura
- Noivos Sangrentos
- Nome De Código: Cloverfield
- Northfork
- Nosferatu, O Vampiro
- Nothing
- Nova Iorque 1997
- Nove Raínhas
- Nunca Digas Sim

- O Acontecimento
- O Agente Da Broadway
- O Lugar Do Morto
- O Americano
- O Amor Acontece
- O Anjo Exterminador
- O Anti-Pai Natal
- O Artista
- O Assassínio De Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford
- O Assassí­nio De Richard Nixon
- O Batedor
- O Bom Alemão
- O Bom, O Mau E O Vilão
- O Cabo Do Medo
- O Caminho De São Diego
- O Cão, O General E Os Pássaros
- O Capacete Dourado
- O Castelo Andante
- O Castor
- O Cavaleiro Das Trevas
- O China
- O Cobrador
- O Código Da Vinci
- O Comboio Dos Mortos
- O Comboio Mistério
- O Condenado
- O Couraçado Potemkin
- O Cowboy Da Meia-Noite
- O Crepúsculo Dos Deuses
- O Dedo De Deus
- O Delator!
- O Demónio
- O Despertar Da Besta
- O Despertar Da Mente
- O Deus Da Carnificina
- O Deus Elefante
- O Dia Em Que A Terra Parou (1951)
- O Dia Em Que A Terra Parou (2008)
- O Dia Da Besta
- O Discurso Do Rei
- O Enigma Do Espaço
- O Estranho Caso De Benjamin Button
- O Estranho Mundo De Jack
- O Evangelho Segundo São Mateus
- O Exorcista
- O Fatalista
- O Feiticeiro De Oz
- O Feitiço Do Tempo
- O Fiél Jardineiro
- O Gabinete Das Figuras De Cera
- O Gabinete Do Dr. Caligari
- O Gato Das Botas
- O Génio Do Mal (1976)
- O Grande Peixe
- O Grande Ditador
- O Guerreiro
- O Homem Duplo
- O Homem Que Copiava
- O Homem Que Sabia Demasiado
- O Homem Que Veio Do Futuro
- O Idealista
- O Jogo
- O Júri
- O Imperador Da Califórnia
- O Inquilino
- O Justiceiro Da Noite
- O Labirinto Do Fauno
- O Laço Branco
- O Lado Selvagem
- O Lago Perfeito
- O Leopardo
- O Livro Negro
- O Lobo Do Mar
- O Macaco De Ferro
- O Maquinista
- O Marinheiro De Água Doce
- O Menino De Ouro
- O Meu Tio
- O Milagre De Berna
- O Milagre Segundo Salomé
- O Mistério Galindez
- O Monstro Da Lagoa Negra
- O Mundo A Seus Pés
- O Nevoeiro (1980)
- O Ofício De Matar
- O Olho
- O Orfanato
- O Paciente Inglês
- O Padrinho - Parte I
- O Padrinho - Parte II
- O Padrinho - Parte III
- O Panda Do Kung Fu
- O Panda Do Kung Fu 2
- O Pesadelo De Darwin
- O Pistoleiro Do Diabo
- O Planeta Selvagem
- O Pó Dos Tempos
- O Portador Da Espada
- O Presidiário
- O Prisioneiro Do Rock
- O Protegido
- O Próximo A Abater
- O Quinto Elemento
- O Quinto Império
- O Regresso
- O Rei Dos Gazeteiros
- O Reino Proibido
- O Ritual
- O Ritual Dos Sádicos
- O Sabor Do Amor
- O Sargento Da Força Um
- O Segredo A Brokeback Mountain
- O Segredo De Um Cuscuz
- O Segredo Dos Punhais Voadores
- O Selvagem
- O Sentido Da Vida
- O Sétimo Selo
- O Sítio Das Coisas Selvagens
- O Sonho Comanda A Vida
- O Sonho De Cassandra
- O Sorriso De Mona Lisa
- O Tempo Do Lobo
- O Tesouro Da Sierra Madre
- O Tigre E A Neve
- O Tio Boonmee Que Se Lembra Das Suas Vidas Anteriores
- O Triunfo Da Vontade
- O Turista
- O Último Airbender
- O Último Grande Herói
- O Último Rei Da Escócia
- O Último Tango Em Paris
- O Último Voo Do Flamingo
- O Vingador Tóxico
- O Wrestler
- Ocean's Eleven - Façam As Vossas Apostas
- Odete
- Oldboy - Velho Amigo
- Olho Mágico
- Oliver Twist
- Ônibus 174
- Orca
- Órfã
- Os Amantes Regulares
- Os Amigos De Alex
- Os Bons E Os Maus
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- Os Cavaleiros Do Asfalto
- Os Chapéus De Chuva De Cherburgo
- Os Cinco Venenos
- Os Clãs Da Intriga
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- Os Homens Preferem As Loiras
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- Os Olhos Da Serpente
- Os Olhos Sem Rosto
- Os Onze De Oceano
- Os Optimistas
- Os Pássaros
- Os Produtores (2005)
- Os Psico-Detectives
- Os Rapazes Da Noite
- Os Rapazes Não Choram
- Os Renegados Do Diabo
- Os Rutles - All You Need Is Cash
- Os Selvagens Da Noite
- Os Simpsons - O Filme
- Os Sonhadores
- Os Sorrisos Do Destino
- Os Super-Heróis
- Os Supeitos Do Costume
- Os Três Enterros De Um Homem
-Os Visistantes Da Idade Média
- Os 300 Espartanos

- Pagafantas
- Palpitações
- Papillon
- Para Onde O Vento Sopra
- Parada De Monstros
- Paraíso, Inferno... Terra
- Paranoid Park
- Paris Je T'Aime
- Party Monster
- Pecados Íntimos
- Pele
- Pequenas Mentiras Entre Amigos
- Performance
- Perigo Na Noite
- Perto Demais
- Pesadelo Em Elm Street
- Pink Floyd The Wall
- Piranha 3D
- Piratas Das Caraíbas - O Mistério do Pérola Negra
- Piratas Das Caraí­bas - O Cofre Do Homem Morto
- Piratas Das Caraíbas - Nos Confins Do Mundo
- Planeta Dos Macacos
- Planeta Dos Macacos: A Origem
- Planeta Terror
- Plano 9 Dos Vampiros Zombies
- Polaróides Urbanas
- Polí­cia Sem Lei (1992)
- Polícia Sem Lei (2009)
- Poltergeist, O Fenómeno
- Ponto De Mira
- Por Favor Rebobine
- Por Favor Não Me Morda O Pescoço
- Porcos & Selvagens
- Posto Fronteiriço
- Precious
- Predadores
- Presente De Morte
- Preto E Branco
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- Príncipe Da Pérsia - As Areias Do Tempo
- Procurado
- Profissão: Repórter
- Promessas Proibidas
- Proposta Indecente
- Proteger
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- Psicopata Americano
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- Pulsação Zero
- Punch-Drunk Love - Embriagado De Amor
- Purana Mandir
- Purple Rain

- Quando Viste O Teu Pai Pela Última Vez
- Quarentena
- Quarteto Fantástico (1994)
- Quarteto Fantástico (2005)
- Quase Famosos
- Quatro Noites Com Anna
- Que Lugar Maravilhoso
- Que Se Mueran Los Feos
- Queijo E Marmelada
- Quem Quer Ser Bilionário
- Querida Famí­lia
- Querida Wendy

- R
- Rapariga Com Brinco De Pérola
- Rare Exports
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- Ratos Assassinos
- Ray
- [Rec]
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- Relatório Kinsey
- Relatório Minoritário
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- Sangue Por Sangue
- Santa Sangre
- Sapatos Pretos
- Save The Green Planet!
- Saw - Enigma Mortal
- Saw II - A Experiência Do Medo
- Saw 3D - O Capítulo Final
- Scoop
- Scott Pilgrim Contra O Mundo
- Seconds Apart
- Seis Indomáveis Patifes
- Sem Ela
- Sem Limites
- Sem Rumo
- Sem Tempo
- Semi-Pro
- Ser E Ter
- Sereia
- Serpentes A Bordo
- Sete Anos No Tibete
- Sete Vidas
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- Shaolin Soccer - O Ás Da Bola
- Shaolin Vs. Evil Dead
- Shattered Glass - Verdade Ou Mentira
- Sherlock Holmes
- Sherlock Holmes - Jogo De Sombras
- Shining
- Shoot 'Em Up - Atirar A Matar
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- Shrek O Terceiro
- Shrek Para Sempre
- Sicko
- Sid And Nancy
- Sideways
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- Sin City - Cidade Do Pecado
- Sinais
- Sinais De Fogo
- Sinais Do Futuro
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- Sky Captain E O Mundo De Amanhã
- Slither - Os Invasores
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- Soldados Do Universo
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- Somewhere - Algures
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- Sophie Scholl - Os Últimos Dias
- Soro Maléfico
- Sorte Nula
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- Spartacus
- Spartan - O Rapto
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- Stacy - Attack Of The Schoolgirl Zombies
- Star Wars - A Ameaça Fantasma
- Star Wars - A Vingança Dos Sith
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- Sweeney Todd: O Terrível Barbeiro De Fleet Street
- Swimming Pool
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- Sympathy For The Devil

- Taking Woodstock
- Tarnation
- Tarzan, O Homem Macaco (1981)
- Taxidermia
- Team America - Polí­cia Mundial
- Tebas
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- Tempestade Tropical
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- Terra De Cegos
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- Terra Dos Mortos
- Terror Em Setembro
- Terror Na Auto-estrada
- Terror Nas Montanhas
- Tetro
- The Bloodstained Butterfly
- The Brown Bunny
- The Darjeeling Limited
- The Departed: Entre Inimigos
- The Devil And Daniel Johnston - Loucuras De Um Génio
- The Devil's Double
- The First Great Train Robbery
- The Fountain - O Último Capítulo
- The Grudge - A Maldição
- The Host - A Criatura
- The Impossible Kid
- The King Of Kong
- The Langoliers - Meia-Noite E Um
- The Last House On The Left
- The Machine Girl
- The Man From Earth
- The Marine
- The Million Dollar Hotel - O Hotel
- The Mindscape Of Alan Moore
- The Mist - Nevoeiro Misterioso
- The Others - Os Outros
- The Prestige - O Terceiro Passo
- The 50 Worst Movies Ever Made
- The Way
- The Woman
- Thirst - Este É O Meu Sangue
- This Is It
- This Is Spinal Tap
- Thor
- Thriller - A Cruel Picture
- THX 1138
- Tirar Vidas
- Titanic 2
- Tony
- Tournée - Em Digressão
- Toy Story 3
- Tragam-me A Cabeça De Alfredo Garcia
- Transamerica
- Tron
- Tron: O Legado
- Tropa De Elite
- Tropa De Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro
- Tsotsi
- Tubarão
- Tubarão 2
- Tubarão 3
- Tubarão IV - A Vingança
- Tucker E Dale Contra O Mal
- Tudo Ficará Bem
- Tudo Pode Dar Certo
- Twisted - Homicídios Ocultos

- Ultra Secreto
- Um Amor De Perdição
- Um Azar Do Caraças
- Um Bater De Corações
- Um Belo Par... De Patins
- Um Cão Andaluz
- Um Dia A Casa Vai Abaixo
- Um Dia De Raiva
- Um Homem Singular
- Um Longo Domingo De Noivado
- Um Lugar Para Viver
- Um Padrasto Para Esquecer
- Um Profeta
- Um Tiro No Escuro
- Um Trabalho Em Itália
- Uma Aventura Na Casa Assombrada
- Uma Boa Mulher
- Uma Canção De Amor
- Uma Espécie De Cavalheiro
- Uma Famí­lia À Beira De Um Ataque De Nervos
- Uma História De Violência
- Uma Pequena Vingança
- Uma Rapariga Com Sorte
- Uma Segunda Juventude
- Uma Segunda Vida
- Undefeatable
- Unseen Evil 2 - Alien 3000
- Up - Altamente

- V De Vingança
- Vai E Vive
- Vais Conhecer O Homem Dos Teus Sonhos
- Valhalla Rising - Destino De Sangue
- Valquíria
- Vampiros de John Carpenter
- Van Helsing
- Vanilla Sky
- Vanitas
- Vasilhame
- Veio Do Outro Mundo
- Veludo Azul
- Velvet Goldmine
- Vencidos Pela Lei
- Vendendo A Pele
- Veneno Cura
- Vera Drake
- Versus - A Ressurreição
- Vestida Para Matar
- Vice
- Vício - Quando Nada É Suficiente
- Vicky Cristina Barcelona
- Vidas Sombrias
- Vigilância
- Vingança Redentora
- Virgem Aos 40 Anos
- Vitus
- Viúva Rica Solteira Não Fica
- Viver A Sua Vida
- Voando Sobre Um Ninho De Cucos
- Voltando Para Casa
- Voltar
- Vontade Indómita
- Voo 93

- Walk Hard - A História De Dewey Cox
- Walk The Line
- WALL-E
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Wassup Rockers - Desafios De Rua
- Watchmen - Os Guardiões
- Welcome To The Rileys
- White Irish Drunkers
- Wild Zero
- Win Win
- Wolf Creek
- Wristcutters: A Love Story

- X-Men
- X-Men 2
- X-Men 3 - O Confronto Final
- X-Men: O Início
- X-Men Origens: Wolverine

- Zack E Miri Fazem Um Porno
- Zardoz
- Zatoichi
- Zombies Party - Uma Noite... De Morte
- Zombies Strippers
- Zozo

- 007 - Agente Secreto
- 007 - Casino Royale
- 007 - Quantum Of Solace
- 10 Coisas Que Odeio Em Ti
- 100 Volta
- 10.000 AC
- 12 Homens Em Fúria
- 12 Macacos
- 12:08 A Este De Bucareste
- 1984
- 2LDK
- 24 Hour Party People
- 28 Dias Depois
- 20,13 - Purgatório
- 2012
- 300
- 4 Copas
- 48
- 50/50
- 6=0 Homeostética
- 8 1/2
- 9 Canções
- 98 Octanas


ENTREVISTAS:
- Fernando Fragata
- Festróia - Mário Ventura
- Filipe Melo
- Good N Evil
- IMAGO - Sérgio Felizardo
- José Barahona
- Nuno Markl
- Paulo Furtado
- Rodrigo Areias
- Sara David Lopes
- Solveig Nordlund
- Fernando Alle


TOPES:
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2011
- Top 5 dos Piores Filmes de 2011
- Top 10 dos Melhores Filmes de 2010
- Top 5 dos Piores Filmes de 2010
- Top 5 dos filmes de Leslie Nielsen
- Top 10 Dos Filmes Low Cost
- Top 5 das Melhores Cenas de Dança
- Top 8 dos Melhores Filmes de 2009
- Top 5 dos Piores Filmes de 2009
- Top 5 dos Filmes Que Tenho Vergonha De Dizer Que Gosto
- Top 5 das Melhores Músicas de Ennio Morricone
- Top 5 dos filmes com Patrick Swayze
- Top 5 dos Telediscos do Michael Jackson
- Top 5 dos Filmes com David Carradine
- Top 5 dos Filmes com Lutadores de Luta-Livre
- Top 10 Os Melhores Filmes de 2008
- Top 5 Os Piores Filmes de 2008
- Top 5 dos Piores Filmes de Natal
- Top 5 das Coisas que não Esperávamos Ver no Cinema
- Top 5 dos Melhores Filmes de Paul Newman
- Top 5 Personagens Com Palas Nos Olhos
- Top 10 Melhores Cartazes De Cinema
- Top 5 dos Filmes de Chuck Norris
- Top 5 dos Filmes de Patrick Swayze
- Top 10 Os Melhores/Piores Vestidos dos Oscares
- Top 5 As Mortes de Crianças Mais Gratuitas
- Top 10 Os Melhores de 2007
- Top 5 Os Piores de 2007
- Top 7 Adaptações ao Cinema de Livros de Stephen King
- Top 5 Filmes Pela Paz
- Top 5 Os Melhores Beijos
- Top 5 Grandes Arquitectos
- Top 10 Filmes Que Mudaram A Minha Vida
- Top 5 Mulheres de Cabeça Rapada
- Top 5 As Cenas Mais Excitantes
- Top 10 Os Melhores de 2006
- Top 5 Os Piores de 2006
- Top 3 Filmes de Robert Altman
- Top 5 Os Vilões do Cinema
- Top 5 Filmes Com Mick Jagger
- Top 5 Filmes Com Steve Buscemi
- Top 5 Dos Cães no Cinema
- Top 5 Dos Filmes do Indie06
- Top 5 Dos Filmes do Fantas06
- Top 5 dos Presidentes
- Top 10 Os Melhores de 2005
- Top 5 Os Piores de 2005
- Top 5 Filmes com Pat Morita
- Top 10 Os Melhores Filmes Independentes
- Top 5 Os Piores Filmes da Saga Bond
- Top 5 Filmes com Dolph Lundgren
- Top 5 Adaptações de BD Para Cinema
- Top 10 Cenas Mais Assustadoras de Sempre
- Top 5 Vencedores do Óscar
- Top 5 Bond Girls
- Top 5 Filmes Sobre Doenças
- Top 5 Filmes de Natal
- Top 5 Melhores Batalhas Corpo-A-Corpo
- Top 10 Melhores Canções do Cinema
- Top 10 Melhores Filmes de Sempre
- Top 5 Melhores Momentos Musicais
- Top 5 Grandes Duelos do Cinema
- Top 10 Maiores Personagens do Cinema
- Top 5 Piores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 10 Melhores Momentos da Ficção Cientí­fica
- Top 5 Filmes Religiosos


BAÚ DO TRASH:
- Needle
- Que Se Mueran Los Feos
- Easy A
- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
- Saw 3D - O Capítulo Final
- And Soon The Darkness
- Os Imortais
- Purana Mandir
- Pagafantas
- The Bloodstained Butterfly
- Cisne Negro


ROYALE WITH CHEESE APRESENTA:
- A Tasca Da Cultura
- A Causa Das Coisas - parte I
- A Causa Das Coisas - parte II
- A Momentary Lapse Of Reason


FILMES A VER ANTES DE MORRER:
- #1 As Lágrimas Do Tigre Negro
- #2 Alucarda
- #3 Time Enough At Last
- #4 Armageddon
- #5 The Favour, The Watch And The Very Big Fish
- #6 Italian Spiderman
- #7 The Soldier And Death


UMA CURTA POR DIA NÃO SABE O BEM QUE LHE FAZIA:
- 1# Rabbit, de Run Wrake
- 2# Aligato, de Maka Sidibé
- 3# The Cat Concerto, de Joseph Barbera & William Hanna
- 4# A Curva, de David Rebordão
- 5# Batman: Dead End, de Sandy Callora
- 6# O Código Tarantino, de Selton Mello
- 7# Malus, de António Aleixo & Crosswalk, de Telmo Martins
- 8# Three Blind Mice, de George Dunning
- 9# Bedhead, de Robert Rodriguez
- 10# Key To Reserva, de Martin Scorcese
- 11# Bambi Meets Godzilla, de Marv Newland
- 12# The Horribly Slow Murderer with the Extremely Inefficient Weapon, de Richard Gale
- 13# Stolz Der Nation, de Eli Roth
- 14# Papá Wrestling, de Fernando Alle
- 15# Glas, de Bert Haanstra
- 16# Fotoromanza, de Michelangelo Antonioni
- 17# Quem É Ricardo?, de José Barahona
- 17# Terra Incognita, de Peter Volkart


AS MELHORES PIORES CENAS DE SEMPRE:
- A Pior Luta
- A Cena Mais Metida A Martelo
- O Ataque Animal Mais Brutal
- A Perseguição Mais Alucinante
- O Duelo Mais Improvável


CLUBE DE CINEMA DE SETÚBAL:
- Janeiro
- Fevereiro
- Março
- Abril
- Maio
- Setembro
- Novembro


FESTIVAIS:
- 20º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9
- 21º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 22º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
- 23º Festróia
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10
- 24º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 26º Festróia
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- 12º Caminhos Do Cinema Português
Dia 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8
- Imago 2006
Dia 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8

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