Sábado, Novembro 20, 2004
PSICO:
Título:
Psycho
Realizador: Alfred Hitchcock
Ano: 1960
O nome da actriz Janet Leigh confunde-se com o do título do filme
Psico - falar de um e de outro, é quase como falar do mesmo. Por isto, numa altura em que se recorda saudosamente a actriz norte-americana, faz todo o sentido de revisitar um dos grandes sucessos de Alfred Hitchcok.
Com efeito, Hitchcock, considerado um dos maiores realizadores de sempre, justifica aqui porque é chamado por o Mestre do Terror do Suspense.
Psico é um filmes mais bem sucedidos da história do cinema e definiu todo o cinema de terror.
Como é possível falar de
Psico como o primeiro filme de terror, se nem por uma única vez sequer, é assumida uma facada na famosa cena do duche?
Porque é nisso que Hitchcock era mestre: na manipulação da câmara, na subtileza de movimentos, na captação do suspense, tudo capaz de nos encalusurar numa pequena caixa - e a tensão possível de se cortar à faca.
Psico é o maior exemplo de como se deve fazer um filme de horror e suspense. E apesar de filmado sob os cânones tradicionais do cinema clássico, Hitchcock sempre foi um realizador inovador, que nunca descurou a experimentação de novos planos. E a sequência do assassinato de Arbogast (Martin Balsam) é disso bom exemplo.
Baseado na personagem do canibal Ed Gein (que sempre foi uma fonte de inspiração para clássicos do terror, desde
O Massacre Do Texas até
Silêncio Dos Inocentes),
Psico é um filme orginal, no que diz respeito à sua estrutura narrativa.
Janet Leigh encarna o papel de Marion Crane, uma apaixonada mulher que rouba 40 000 dólares para fugir com o seu namorado, Sam Loomis (John Gavin). No entanto, quando esta se regista num isolado motel à beira de uma auto-estrada quase abandonada, gerido pelo jovem e simpático Norman Bates (Anthony Perkins), o filme sofre um volte-face. Marion Crane é assassinada e o argumento muda de direcção, focando agora aquela mansão dos horrores. Este falso acto, faz saltar o protagonismo de personagem em personagem, nunca fixando alguém como personagem principal. É quase como o assumir de um anti-herói, que deixa constantemente o filme em aberto, até à cena final, mas sem nunca descurar a sua famosa técnica do mcguffin.
Se Janet Leigh se imortalizou a si prórpia e ao filme com a fantástica cena do duche (uma das mais arrepiantes cenas de terror subliminar), o mesmo há a dizer do desempenho de Anthony Perkins. Norman Bates é hoje uma das personagens de culto dentro do estilo e uma das mais bem conseguidas até hoje. O seu desempenho sério, no jovem simpático, mas oprimido, a contrastar com uma faceta psicótica e doentia, em que só o olhar nos faz arrepiar os cabelos dos braços, é absolutamente genial (o que não teria feito Perkins em
American Psycho).
E como é possível falar de
Psico sem referir a fantástica banda-sonora de Bernard Herrmann, que dá todo o ambiente arrepiante às cenas mais cortantes do filme. É quiçá, a trilha sonora cinéfila mais assustadora, lado a lado com a de
Tubarão.
Psico é um dos grandes filmes da sétima arte, uma das três obras-primas (dentro de muitas) de Hitchcock e o filme que fez do cinema de terror o que nós conhecemos hoje. Se isto não basta para vos convencer, então o Le Big Mac também será escusado.
Posted by: dermot @
12:39 PM
|