Terça-feira, Agosto 24, 2004
SHREK 2:
Título:
Shrek 2
Realizador: Andrew Adamson, Kelly Asbury
Ano: 2004
Depois do sucesso estrondoso de
Shrek, a Dreamworks viu-se na obrigação de partir para uma sequela e quiçá, para uma triologia, de uma das já mais famosas personagens do grande ecrã, na área da animação. Com efeito, Shrek culminou o grande sucesso da animação computurizada, em detrimento da animação tradicional, popularizada durante décadas pela Disney.
Shrek foi assim como que o ponto de charneira na animação cinematográfica.
As expectativas eram grandes para este segundo episódio e não foram defraudadas. É certo que as continuações, principalmente quando o seu antecessor é um filme com o sucesso que teve
Shrek, sofrem sempre do síndrome de sequela, mas os realizadores tiveram noção da importância do ogre verde e não vacilaram, construindo assim um estável segundo episódio -
Shrek 2.
Assim,
Shrek 2, depois da história de amor sob os contornos de fábula de Shrek ter terminado com o habitual "e foram felizes para sempre", seguiu a mesma fórmula rumo ao sucesso: amadureceu, procurando caminhos fora da tradição animada, tentando transformar as personagens num conteúdo mais adulto, em que Shrek vai conhecer os sogros, os reis do reino Bué Bué Longe. No entanto, nunca despe as roupas de fábula, mascarada de história de amor, como a tradição impera. E
Shrek 2 tranforma-se assim num divertido filme de família, capaz de agradar a miúdos e graúdos.
É certo que lhe faltam os gags memoráveis que fizeram os pontos altos de
Shrek; no entanto, as sequências divertidas não deixam de existir. Mas o grande trunfo deste segundo episódio não são os gags, mas sim os inúmeros simbolismos, fazendo referência a uma panóplia enorme e variada de clássicos de Hollywwod, que vão desde
Alien até a
O Senhor Dos Anéis, passando até pelo
The Rocky Horror Picture Show. Isto para não falar da adaptação de enormes pontos de referência como o Starbucks, ou na tranformação do reino Bué Bué Longe numa enorme Bevery Hills, versão sonho americano realizado.
Mike Myers, Cameron Diaz, Julie Andrews, Eddie Murphy e Antonio Banderas estão soberbos nas interpretações vocais (com destaque para a nova personagem deste último, o Gato Das Botas, que promete fazer as delícias do próximo episódio) e
Shrek 2 tem ainda a vantagem sobre o seu antecessor de ter uma melhor banda-sonora - os Counting Crows soam melhor e mais apropriados que o cover dos Smashmouth.
Shrek 2 não perdeu a graça; manteve-se fiél, construiu uma divertida história, sempre segundo a mesma fórmula. Não deslumbra como o primeiro (que teve a vantagem de ter o efeito-surpresa), mas consagra a animação computorizada como o futuro da animação no cinema. E Shrek ganha assim o seu lugar de destaque entre as figuras clássicas da animação na sétima arte.
Shrek 2 tem a sua primeira vitória ao não sucumbir perante o síndorme de sequela. Depois tem a sua segunda vitória ao não desiludir. Mas também não deslumbra. Mas é um filme extremamente agradável, uma bela hora e meia de diversão para toda a família, que faz esperar pelo terceiro com boas expectativas.
Um justo McRoyal Deluxe para o ogre verde mais famoso dos últimos tempos.
Posted by: dermot @
2:23 PM
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