Quinta-feira, Julho 22, 2004
CORRIDA CONTRA O FUTURO:
Título:
Freejack
Realizador: Geoff Murphy
Ano: 1992
Corrida Contra O Futuro tinha todas as condições para se tornar num dos favoritos piores filmes de sempre para se ver. Era um filme de ficção científica de segundo escalão, de baixo orçamento, que mesmo assim contava com um elenco de nomes conhecidos, uns habituados ao sucesso, como Anthony Hopkins, outros menos habituados ao sucesso, como Emilio Estevez, e até tinha uma estrela rock, à procura do mesmo sucesso cinematográfico que tem no ramo musical, de seu nome Mick Jagger, que regressava assim ao cinema depois de um hiato de vinte anos, depois das prestações positivas (pelo menos assim rezam as criticas em
Perfomance e
Ned Kelly).
Geoff Murphy realizou assim a adaptação do romance de ficação científica "Immortality Inc.", uma história onde Alex Furlong (Emilio Estevez) é um piloto de Fórmula 1, que perece num acidente em 1991. No entanto, em 2009, um poderoso empresário paga a Victor Vacandek (Mick Jagger), para que este, segundo uma nova tecnologia, resgate o corpo de Furlong segundos antes de morrer, para que possa tranferir a sua mente para o seu corpo, atingindo assim uma extenção à sua vida.
Claro que a transferência de 1991 para 2009 vai correr mal e Furlong transforma-se assim num fugitivo, perseguido pelo caçador de prémios Vacandek.
O filme até apresentava alguns aspectos que podiam ter algum interesse. Mas inexplicavelmente, o realiador apenas decidiu desenvolver os menos interessantes. Preocupado em disfarçar o baixo orçamento, Geoff Murphy decidiu contornar essa questão apostando num ambiente futurista, mas não-tão-futurista, para depois surpreender com o máximo de efeitos especiais topo de gama da época. O resultado é uma mistura entre Humphrey Bogart a habitar o espaço socio-cultural de
Desafio Total.
O filme torna-se assim num suplício, por vezes insuportável, outras vezes risível. A história vulgar, rapidamente denucnia o final, que tentava apostar no twist para surpreender. Objectivo falhado.
Hopkins ainda tenta salvar o filme, com um final a fazer referência a
2001: Odisseia No Espaço, mas cujos efeitos especiais de baixo nível, tornam-no numa artificialização computurizada.
Emilio Estevez vem dar razão às línguas que afirmam que apenas é conhecido devido ao seu grau de parentesco com a estrela Martin Sheen; com efeito, a sua prestação é sofrível, onde os seus diálogos com Mick Jagger são hilariantes.
Mick Jagger este, que apesar da visível boa vontade, não nasceu para o cinema, mas sim para a música. Apesar de ter um rosto agradável para ser um terrível vilão, Mick Jagger apresenta uma assustadora inexpressão facial, fazendo lembrar por vezes os velhos tempos de Arnold Schwarzenegger.
Corrida Contra O Futuro torna-se assim um filme bastante mau, que consegue afastar-se da sua única via possível, que era o do divertimento. É que até os duplos e os figurantes são maus actores, prestando-se a cenas completamente amadoras.
O filme tem mesmo certos momentos incoerentes, desenrolando-se de forma muito rápida, de forma a comportar várias relaçõe entre personagens, que acabam por acabar mal começam. É risível ver como os dois personagens principais, Estevez e o seu nemesis Jagger, se toranm em rivais de hostilidades duradouras, segundos depois de serem totais desconhecidos.
David Johansen e Amanda Plummer são o ponto posítivo deste filme, principalmente a segunda, no curto papel de freira - divertido, alternativo e original. Muito pouco para um filme que podia tornar-se uma pérola do cinema de segunda categoria.
Apenas um lamentável Happy Meal.
Posted by: dermot @
11:49 AM
|