Quarta-feira, Maio 12, 2004
AMERICAN SPLENDOR:
Título:
American Splendor
Ano: 2003
Realizador: Shari Springer Berman & Robert Pulcini
American Splendor é a adaptação ficcionada biográfica da auto-biográfica revista americanda de banda-desenhada underground de grande sucesso, com o mesmo nome, de Harvey Pekar.
Com o próprio Pekar a fazer de narrador, Paul Giamatti desempenha um retrato fiél (o papel da sua vida, quiçá) do maníaco-depressivo Pekar, num exercício cinéfilo muito agradável entre cinema e banda desenhada.
Harvey pekar criou há décadas uma banda-desenhada biográfica das aventuras e desventuras do seu quotidiano monótono, sob o seu olhar pesimista. A revista tornou-se um sucesso, como o primeiro reality show em livro. Na transposição para o grande ecrã, os estreantes Shari Springer Berman e Robert Pulcini, tiveram muito bem, através de uma adaptação fiél, não através das punchlines características de Pekar, mas no retrato do seu mundo pessimista e sorumbático, fazendo lembrar o também adaptado de banda-desenhada,
Mundo Fantasma.
Harvey Pekar está para o mundo do cinema, assim como Andy Kauffman está para o da comédia (
Homem Na Lua é sempre um filme obrigatório); foi o anti-herói da banda-desenhada, em que as pessoas se reviam naquele comportamento obsessivo, neurótico e extremamente depressivo, daquele arquivador mal-disposto. Tudo isso é relatado no filme, tal como a sua luta contra o cancro (que deu origem ao respectivo livro, tal como o próprio filme também deu), ou os seus despiques com David Latterman no programa deste.
Aclamado pela crítica nos festivais de Cannes e de Sundance, onde arrecadou prémios,
American Splendor é uma ficção bigráfica que deve ser encarada como tal.
É complicado dar uma classificação ao filme, mas aposto que todos aqueles que se identificarem com Harvey Pekar concordarão com o McRoyal Deluxe.
Posted by: dermot @
5:01 PM
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