Terça-feira, Abril 13, 2004
A LIGA DE CAVALHEIROS EXTRAORDINÁRIOS
Título:
The League of Extraordinary Gentlemen
Realizador:
Stephen Norrington
Ano: 2003
A Liga de Cavalheiros Extraordinários foi antes de ser um mau filme, um comic saído da mente brilhante de Alan Moore (
From Hell, e Watchmen apenas para citar algumas obras) e de Kevin O´Neill, onde um grupo de personagens conhecidas da época Victoriana é reunida para evitar uma guerra mundial. Desde Alan Quartermain (Minas de Salomão de Henry Rider Haggard), Mina Harker (Drácula de Bram Stoker), Capitão Nemo (20.000 Léguas Submarinas de Julio Verne), Rodney Skinner (O Homem Invisivel de H.G. Wells), o esquisofrénico Dr. Jeckyll (Strange case of Dr. Jeckyll and Mr Hyde de Robert Louis Stevenson), Dorian Gray (The Picture of Dorian Gray de Oscar Wilde), e até uma breve e brilhante aparição de Ishmael (Moby Dick de Herman Melville). Agora...quem é que se lembrou de incluir um agente especial Tom Sawyer?! Filme americano, dinheiro americano, personagem americana colocado á pressa...enfim...
A história por si só é fascinante, demasiado fantástica é certo mas pela maneira como é narrada ganha toda a credibilidade, mas è quando o filme se afasta da sua inspiração original, a bd, que vai perdendo todo o interesse e fascinio que poderia ter tido e LXG resume-se a isso mesmo, a um blockbuster mal acabado que poderia e devia ter tido melhor destino, talvez se fosse entregue às mãos de um realizador mais experiente em lidar com megaproduções e não Stephen Norringhton que apenas tinha dirigido Blade, outra adaptação mediana de uma banda desenhada.
Claro que tem momentos brilhantes, por exemplo quando Rodney Skinner se revela ao público maquilhando-se enquanto se apresenta a Allan ou as sequencias de luta de Nemo (mais SandoKan do que Nemo mas pronto...), mas há qualquer coisa que falta em tudo isto...talvez no excesso de confiança do realizador nos efeitos especiais "de ponta", talvez devesse ter tido mais atenção à maneira como conta a história do que ao tamanho do Nautilus ou aos bicepes digitais de Mr. Hyde, ou talvez seja porque a história era rebuscada demais para ser apreciada como um produto cinematográfico de domingo á tarde...talvez o ideal era nem ter sido feito. Apreciem a B.D. é bem melhor.
Se querem mais adaptações ao grande ecrã de misturas de obras literárias, feitas com orçamentos de milhões e dirigidas por realizadores que deixam muito a desejar, esperem por
Van Helsing.
Vem a hora de atribuir um hamburguer a isto: Gostaria de estar num frente a frente com o senhor Stephen para lhe mostrar quanto o detesto por ter estragado um livro respeitavel, mas LXG apesar de todos os defeitos não aborrece e porque a sua história de base se mantém fiel á original, até que nos mantém presos ao sofá para sabermos como é que vai acabar. Mas também não é uma produção por si só brilhante, tem falhas demais para ficar na história do cinema, no minimo na história da edição em DVD. È tipo um Shreck (perdoem-me a comparação), uma mistura de personagens clássicas numa história em comum e com efeitos a computador em demasia...leva um cheeseburguer com umas dentadas num double cheese (tipo prai um 4.5).
P.S. - Fala-se numa adaptação de Watchmen de Alan Moore para o grande ecrã, escrito em principio por
David Hayter, o mesmo de X-Men e X-2. Prognósticos só no fim...
Posted by: tortulho @
10:37 PM
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