Terça-feira, Abril 06, 2004
ERA UMA VEZ NO MÉXICO:
Título:
Once Upon A Time In Mexico
Realizador: Robert Rodriguez
Ano: 2003
Como diz o ditado, não há duas sem três. E Era Uma Vez No México é o terceiro capítulo (e esperemos, último) de uma série que começou com
El Mariachi e que se desenvolveu em
Desperado, sempre com Robert Rodriguez ao comando.
O realizador Robert Rodirguez já teve dias mais credíveis e respeitados, depois da sua outra triologia
Spy Kids, com
Aberto Até Amanhecer ou
Quatro Quartos, por exemplo - ou seja, Era Uma Vez no México podia muito bem ter sido deixado na gaveta.
Robert Rodriguez foi ambicioso demais. Voltou a pegar em Banderas para o papel principal; quis manter Salma Hayek no elenco; conseguiu ir buscar Johnny Depp; deu-se ao luxo de recrutar William Dafoe e até Mickey Rourke; ainda foi buscar mais uma cara bonita como Eva Mendes; e como se tudo isto não bastasse, ainda arranjou espaço para um sex symbol latino, o cantor Emrique Iglesias. Depois juntou este elenco numa intriga gigantesca de cartéis de droga e de golpes de estado, numa tentativa de criar um filme de acção memorável, à moda do seu amigo Tarantino. No entanto, uma coisa é ser o Tarantino; e outra coisa é tentar ser o Tarantino. E Robert Rodriguez falha redondamente nessa tentativa, exagerando demasiado nas cenas de acção até ao ridículo e querendo fazer vários filmes num só.
Ou seja, resultado final; Banderas perde-se no meio dos floreados da história, tornando-se quase numa personagem secundária; Salma Hayek tem participações fugazes, apenas para a sua cara aparecer nos cartazes; William Dafoe mais uma vez desperdiça o seu valor num papel desnecessário; Mickey Rourke não tem carisma para um papel num cartel de droga no México; e se isso se aplica a Rourke, o que dizer de Enrique Iglesias como Mariachi; e nisto tudo, quem se salva é Johnny Depp com uma interpretação fantástica no papel do agente Sands, da CIA.
Robert Rodriguez sai mais uma vez a perder; mas quem fica ainda mais a perder é
Desperado; porque para fazer um filme de acção como era pretendido é preciso ter estilo; Banderas tinha-o em
Desperado; mas aqui não.
No entanto, não é um mau filme.
Quanto à pontuação, o filme por si equivale a um simpático McChicken. Mas esta perda de estilo de Banderas relega-o para um Double Cheeseburger; mas temos de ter em conta a presença de Salma Hayek, faz subir um ponto; mas em contra-partida, Enrique Iglesias faz descer dois; mas temos Danny Trejo em grande; e a grande actuação de Johnny Depp. Por isso mantém-se o McChicken!
Posted by: dermot @
2:05 PM
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